09- SANTO AGOSTINHO E OS DISCÍPULOS DE
EMAÚS
Nós”, disseram eles, “esperávamos que ele
fosse o único a redimir Israel”. Ó meus queridos discípulos, vocês esperavam!
Então agora você não tem mais esperança? Veja, Cristo está vivo! A esperança
está morta em você? Certamente, certamente, Cristo está vivo! Cristo, estando
vivo, encontrou morto o coração de seus discípulos, pois aparecia e não
aparecia aos olhos deles. Ele foi ao mesmo tempo visto e escondido. Quero
dizer, se ele não foi visto, como eles poderiam ouvi-lo questioná-los e
responder às suas perguntas? Ele caminhava com eles ao longo da estrada como um
companheiro e era ele próprio o líder. Claro que ele foi visto, mas não foi
reconhecido. Pois seus olhos estavam contidos, como ouvimos, para que não o
reconhecessem. Eles não foram contidos para que não o vissem, mas foram
contidos para que não o reconhecessem. Ah sim, irmãos e irmãs, mas onde o
Senhor quis ser reconhecido? No partir do pão. Estamos bem, nada com que nos
preocupar - partimos o pão e reconhecemos o Senhor. Era por nossa causa que ele
não queria ser reconhecido em nenhum outro lugar senão ali, porque não íamos
vê-lo em carne e osso, mas íamos comer sua carne. Então, se você é um crente,
qualquer um de vocês, se você não é chamado de cristão à toa, se você não vem à
igreja inutilmente, se você ouve a Palavra de Deus com medo e esperança, você
pode se consolar. no partir do pão. A ausência do Senhor não é uma ausência.
Tenha fé, e aquele que você não pode ver está com você. Aqueles dois, mesmo
quando o Senhor estava falando com eles, não tiveram fé, porque não acreditaram
que ele havia ressuscitado. Eles também não tinham nenhuma esperança de que ele
pudesse se levantar novamente. Eles perderam a fé, perderam a esperança. Eles
estavam caminhando, mortos, com Cristo vivo. Eles caminhavam, mortos, com a
própria vida. A vida caminhava com eles, mas em seus corações a vida ainda não
havia sido restaurada
https://biblicoecatequetico.blogspot.com/2023/03/reflexao-de-agostinho-de-hipona-sobre.html
“Esta talvez seja a realidade mais
difícil e mais bonita da vida do cristão: no paradoxo da nossa existência,
quando, no entardecer de nossos dias, mesmo cansados, somos capazes de nos
mover de volta à Jerusalém. A experiência vivida por eles aponta para a nossa
vida de fé, por vezes vacilante, desanimada, sem sentir a presença do
Ressuscitado. Santo
Agostinho, ao meditar este Evangelho, afirma que “quando o Senhor os abordou,
os discípulos não tinham fé. Não acreditavam na sua ressurreição; nem sequer
esperavam que Ele pudesse ressuscitar. Tinham perdido a fé; tinham perdido a
esperança. Eram mortos que caminhavam ao lado de um vivo; caminhavam mortos
juntamente com a vida. A vida caminhava com eles mas, no coração destes homens,
a vida ainda não se tinha renovado”.
Na ida, os discípulos conversavam com
Cristo, mas seus olhos eram incapazes de reconhecê-lo. Na volta, mesmo de
noite, eles não precisavam temer, pois seus olhos já haviam contemplado a
verdadeira e suficiente Luz. Para
quem crê, nenhuma noite é treva definitiva quando Jesus ilumina nossos olhos.
Ele é o caminho! Ele é a luz! Ele é a vida! É Ele, o mesmo Cristo, que se
oferece aos discípulos, os restaura e também se oferece a nós. É Ele, o mesmo
Cristo, que nos impulsiona a abandonar a Emaús dos nossos medos e partir para a
Jerusalém da esperança e da certeza. Nosso destino é Jerusalém!
Marcus Tullius- Apresentador da TV Pai
Eterno
https://www.paieterno.com.br/2020/05/03/viver-uma-vida-pascal-de-emaus-para-jerusalem/
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