sexta-feira, 24 de abril de 2026

3-LITURGIA DO 4.º DOMINGO DA PÁSCOA- ANO A

 3-LITURGIA DO 4.º DOMINGO DA PÁSCOA- ANO A

- Irmãos e irmãs, neste 4º Domingo da Páscoa, a Igreja nos convida a contemplar Jesus como o Bom Pastor: aquele que conhece, ama e dá a vida por suas ovelhas. A imagem do pastor é muito antiga para Israel. Por séculos, ela expressou a relação de Deus com seu povo: um Deus que guia, protege, busca os perdidos, cura e conduz às pastagens seguras.

 - Mas nem sempre os chefes de Israel foram fiéis a esse modelo. Muitos se deixaram levar pelo egoísmo, abusaram do povo e "destruíram o rebanho". Em contraste com esses maus pastores, Jesus se apresenta com autoridade e ternura, tendo em vista que Ele é o Pastor verdadeiro, enviado pelo Pai para conduzir o rebanho às "verdes pastagens", como canta o Salmo 22. Ele não entra à força: Ele entra pela porta, porque é o enviado de Deus. E mais ainda: Ele é a própria Porta, o acesso ao Pai, o caminho seguro que nos conduz à vida verdadeira.

- A primeira leitura nos mostra Pedro, cheio do Espírito Santo, pregando diante do povo de Israel. Sua palavra toca os corações porque, por meio de Pedro, o povo reconhece a voz do próprio Pastor. Por isso perguntam: "O que devemos fazer?" E Pedro os conduz ao encontro do Senhor: "Convertei-vos e cada um de vós seja batizado". Assim age um verdadeiro pastor, que conduz a Cristo e não a si mesmo.

- A segunda leitura afirma que Jesus nos guia com autoridade, porque Ele mesmo é o "Cordeiro de Deus que carregou nossos pecados". Ele conhece suas ovelhas porque compartilhou nossa caminhada, nossas dores e limitações. Seu pastoreio nasce da compaixão. Hoje, a voz do Pastor continua ressoando na Igreja por meio daqueles que Ele chamou para guiar seu povo. O Papa, primeiro entre os pastores, é sinal de unidade para todo o rebanho. O Bispo, na Igreja local, é o pai e guia da família diocesana. Os padres e diáconos exercem o pastoreio cotidiano nas paróquias e comunidades, dedicando sua vida ao povo. E também nossas lideranças comunitárias (coordenadores, ministros, animadores, agentes de pastoral) participam da missão de orientar e conduzir a Cristo.

- A autoridade desses pastores não é absoluta; é relativa a Cristo Ressuscitado, única fonte do pastoreio. E a obediência do povo não é servil, mas "obediência da fé": uma confiança que vê no ministério de homens limitados a presença de Deus que chama e conduz. Do mesmo modo, o rebanho de Deus não deve apenas exigir de seus pastores, mas também os amar, apoiar, rezar e caminhar com eles. Assim nasce a comunhão sonhada por Jesus: "As ovelhas escutam a minha voz; eu as conheço; e elas me seguem". Escutam a voz do Pastor na Palavra, são conhecidas e amadas por Ele e o seguem com a confiança de quem sabe que nunca está sozinho, mesmo nos vales escuros da vida.

- Hoje, unimo-nos à Igreja inteira na celebração do 63º Dia Mundial de Oração pelas Vocações. Rezemos para que o Senhor da Messe continue a suscitar pastores segundo o seu coração, que conduzam o povo com humildade, zelo e alegria. Rezemos também pelos pastores que já servem em nossas comunidades, para que permaneçam firmes na missão, consolados pelo amor do Bom Pastor. Que possamos, como rebanho amado, escutar a voz de Jesus, seguir seus passos e renovar a confiança de que Ele caminha à nossa frente. Ele é o Pastor, a Porta, o Caminho seguro. Nele encontramos vida, segurança e alegria.

https://diocesedesaomateus.org.br/wp-content/uploads/2026/03/26_04_26.pdf

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