quarta-feira, 1 de abril de 2026

PÁSCOA DE CRISTO, NOSSA PÁSCOA

  

PÁSCOA DE CRISTO, NOSSA PÁSCOA

Na Páscoa, nós proclamamos na fé que Jesus Cristo ressuscitou e passou da morte para a vida. Mas o que significa isso, de fato, para Jesus, para nós e para o mundo? Para Jesus, significa que Ele, depois de ter sido condenado à morte, mesmo sendo inocente, depois de ter sido torturado cruelmente, morto na cruz e sepultado, voltou à vida no seu verdadeiro corpo humano. Porém, não mais nas condições anteriores à sua morte, mas glorificado em corpo e alma, e não mais submetido às condições da vida neste mundo. Ele passou, também humanamente, à glória de Deus, como “primogênito dentre os mortos” a entrar na glória do Pai (cf. Cl 1,18; Ap 1,5). Para nós, a ressurreição de Jesus significa a confirmação divina de nossa fé: “Deus estava com Ele”, ou “Deus o ressuscitou dos mortos”, afirmam as testemunhas depois de sua ressurreição, ao anunciarem o Evangelho e ao defenderem sua pregação diante dos ataques e perseguições (cf. At 2,13; 4,11). Isso significa que, ressuscitando Jesus dentre os mortos, Deus confirmou sua pregação e sua “credibilidade” de maneira radical. Não há mais motivo para duvidar da autoridade e da veracidade de Jesus e de sua pregação. Ele é o Filho de Deus, Aquele que foi enviado ao mundo para ser “salvação para todos os povos” (cf. At 13,47). Mediante a sua ressurreição, Jesus foi confirmado definitivamente como “caminho, verdade e vida” para seus discípulos e toda a humanidade. Jesus é o pontífice, que liga o céu à terra e a terra ao céu. É o eterno intercessor pela humanidade junto do Pai e também aquele que já representa a todos na glória de Deus. Teólogos observam que a ressurreição de Jesus é o objetivo final e o ponto de chagada do mistério da encarnação. O Filho eterno deixou a glória do Pai para vir ao encontro da humanidade e revelar a todos o grande amor de Deus e os desígnios de vida e felicidade preparados para todos. No Natal, o Filho de Deus assumiu a nossa humanidade, fazendo-se um conosco; mediante a sua ressurreição, de alguma maneira, Ele também nos representa e mostra a meta da nossa existência. São Paulo diz que, de alguma forma, no Batismo, também nós já “ressuscitamos com Cristo” (cf. Cl 3,1). É por isso que o Sacramento do Batismo está estreitamente ligado à celebração da Páscoa. No Batismo, nós também já fomos “sepultados com Cristo na morte, para que, como Cristo foi ressuscitado dos mortos para a glória do Pai, assim também nós possamos caminhar numa vida nova” (Rm 6,4). E São Paulo, indo às consequências disso: “O homem velho, que está em nós, foi crucificado com Ele. (...) Assim, também vós, considerai-vos mortos para o pecado e vivos para Deus, em Cristo Jesus” (cf. Rm 6,6.11). Para toda a humanidade, a ressurreição de Jesus significa que temos um futuro e um horizonte luminoso pela frente e não estamos fechados dentro de nossos limites. Deus nos chama a participar de sua vida e de sua glória, que vai muito além do que já somos e temos de bom e de belo neste mundo. A ressurreição de Jesus nos abriu o horizonte do infinito de Deus e nos convida a adentrar no mistério do próprio Deus. Desejo a todos uma feliz e santa Páscoa. O Ressuscitado renove o ânimo e a esperança de quem sofre, de quem cansou, de quem está desiludido da vida. Coragem, todos! Jesus ressuscitado é nosso companheiro no caminho da vida. Ele venceu, Ele nos conduz. E manifestemos em nosso dia a dia a alegria da nossa fé no Senhor ressuscitado!

Cardeal Odilo Pedro Scherer Arcebispo de São Paulo

https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Ano-50A-25-VIGILIA-PASCAL-SABADO-SANTO-DUPLO.pdf


Neste Sábado Santo celebramos a liturgia mais importante do ano litúrgico, A VIGÍLIA PASCAL. Celebramos a luz de Cristo que dissipa toda a treva, vence a morte e redime a humanidade. O Círio Pascal é a luz de Cristo Ressuscitado no meio de nós. O canto da Proclamação da Páscoa é como o rolar da pedra do sepulcro de Jesus, “Ele não esta aqui, Ressuscitou!”  

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