terça-feira, 28 de abril de 2026

4-REFLEXÕES PARA O 5.º DOMINGO DA PÁSCOA 4.1- NOSSA CASA, NOSSA VIDA!

 

4-REFLEXÕES PARA O 5.º DOMINGO DA PÁSCOA

4.1-  NOSSA CASA, NOSSA VIDA!

Ao prometer que prepararia um lugar para seus discípulos na casa do Pai, Jesus nos fala da importância do lar, como um refúgio seguro para aqueles que se amam. Faz-nos lembrar da recente Campanha da Fraternidade: “Ele veio morar entre nós!”. A casa reflete a personalidade e os valores de seus moradores, sendo um espaço fundamental para o bem-estar físico, emocional e social. “Não se perturbe o vosso coração”! Esse conselho de Jesus nos incentiva a confiar n'Ele e buscar serenidade mesmo diante das adversidades. Vivendo em um cenário marcado por incertezas e desafios, é natural que surjam sentimentos de ansiedade, medo ou insegurança. Por isso, é legítimo que cidadãos conscientes reivindiquem políticas públicas voltadas à saúde mental, garantindo suporte emocional e recursos adequados para quem enfrenta momentos difíceis. Além disso, práticas como tarefas domésticas, refeições em grupo e conversas abertas contribuem para fortalecer os laços de amor e confiança entre familiares e amigos. Desse modo, estar na casa do Pai significa a realização parcial do plano de Deus para a salvação da humanidade já aqui, em nossa casa comum, e aponta para plenitude futura na glória do Seu Reino. Neste 5º Domingo da Páscoa, a liturgia nos ensina que o plano de Deus passa por estabelecer com a humanidade uma relação de comunhão, de familiaridade, de amor. Por isso, Jesus veio ao mundo, para tornar a todos “filhos de Deus”. Ele “montou a sua tenda no meio de nós” e mostrou na sua própria pessoa como é que podemos ser novas criaturas, isto é, gente que vive na obediência ao plano do Pai, servindo por amor aos irmãos. Viver desse jeito é já estar na casa do Pai. Nesta família, há lugar para todos (“na casa de meu Pai há muitas moradas!”), basta que sigam a Jesus, o caminho, que creiam em sua Palavra, a verdade, e que aceitem viver como pessoas novas, no amor e na oferta da própria vida. Jesus é Deus que veio ao encontro das pessoas: as obras de Jesus são as obras do Pai; o seu amor é o amor do Pai; a vida que Ele oferece é a vida que o Pai dá a humanidade: “Quem me vê, vê o Pai!”. No dia do nosso batismo, fomos integrados nesta família, a Igreja. Porém, sentimo-nos família de Deus, ou deixamos que o egoísmo, o preconceito, a autossuficiência falem mais alto e escolhemos caminhar separados? É verdade que esta família tem falhas, e é verdade que nem sempre encontramos nela humanidade e amor, como ouvimos na primeira leitura de hoje. Que fazemos, então: nos afastamos, ou nos esforçamos para que ela viva de forma mais coerente e verdadeira? O apóstolo Pedro, na segunda leitura, nos ensina que Cristo é a rocha central e viva e nos convida a confiar n'Ele como o caminho para a paz, a verdade e a vida e a trabalhar juntos para criar uma sociedade mais justa, inclusiva e amorosa, “nação santa, o povo que Ele conquistou...”. Os seguidores de Cristo são pedras que ganham vida n'Ele e se unem para edificar o Reino de Deus já na Terra. Através do diálogo, da compreensão mútua e do compromisso com ações concretas, podemos enfrentar os desafios sociais atuais e construir um futuro melhor para todos: “Em verdade, em verdade vos digo: aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas”.

Pe. Jorge Bernardes Presbítero da Arquidiocese de São Paulo - Região Ipirang

https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Ano-50A-30-5a-DOMINGO-DA-PASCOA.pdf

 

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