4-REFLEXÕES
PARA O 5.º DOMINGO DA PÁSCOA
4.1- NOSSA
CASA, NOSSA VIDA!
Ao prometer que prepararia
um lugar para seus discípulos na casa do Pai, Jesus nos fala da importância do
lar, como um refúgio seguro para aqueles que se amam. Faz-nos lembrar da
recente Campanha da Fraternidade: “Ele veio morar entre nós!”. A casa reflete a
personalidade e os valores de seus moradores, sendo um espaço fundamental para
o bem-estar físico, emocional e social. “Não se perturbe o vosso coração”! Esse
conselho de Jesus nos incentiva a confiar n'Ele e buscar serenidade mesmo
diante das adversidades. Vivendo em um cenário marcado por incertezas e
desafios, é natural que surjam sentimentos de ansiedade, medo ou insegurança.
Por isso, é legítimo que cidadãos conscientes reivindiquem políticas públicas
voltadas à saúde mental, garantindo suporte emocional e recursos adequados para
quem enfrenta momentos difíceis. Além disso, práticas como tarefas domésticas,
refeições em grupo e conversas abertas contribuem para fortalecer os laços de
amor e confiança entre familiares e amigos. Desse modo, estar na casa do Pai
significa a realização parcial do plano de Deus para a salvação da humanidade
já aqui, em nossa casa comum, e aponta para plenitude futura na glória do Seu
Reino. Neste 5º Domingo da Páscoa, a liturgia nos ensina que o plano de Deus
passa por estabelecer com a humanidade uma relação de comunhão, de
familiaridade, de amor. Por isso, Jesus veio ao mundo, para tornar a todos
“filhos de Deus”. Ele “montou a sua tenda no meio de nós” e mostrou na sua
própria pessoa como é que podemos ser novas criaturas, isto é, gente que vive
na obediência ao plano do Pai, servindo por amor aos irmãos. Viver desse jeito
é já estar na casa do Pai. Nesta família, há lugar para todos (“na casa de meu
Pai há muitas moradas!”), basta que sigam a Jesus, o caminho, que creiam em sua
Palavra, a verdade, e que aceitem viver como pessoas novas, no amor e na oferta
da própria vida. Jesus é Deus que veio ao encontro das pessoas: as obras de
Jesus são as obras do Pai; o seu amor é o amor do Pai; a vida que Ele oferece é
a vida que o Pai dá a humanidade: “Quem me vê, vê o Pai!”. No dia do nosso
batismo, fomos integrados nesta família, a Igreja. Porém, sentimo-nos família
de Deus, ou deixamos que o egoísmo, o preconceito, a autossuficiência falem
mais alto e escolhemos caminhar separados? É verdade que esta família tem
falhas, e é verdade que nem sempre encontramos nela humanidade e amor, como
ouvimos na primeira leitura de hoje. Que fazemos, então: nos afastamos, ou nos
esforçamos para que ela viva de forma mais coerente e verdadeira? O apóstolo
Pedro, na segunda leitura, nos ensina que Cristo é a rocha central e viva e nos
convida a confiar n'Ele como o caminho para a paz, a verdade e a vida e a
trabalhar juntos para criar uma sociedade mais justa, inclusiva e amorosa,
“nação santa, o povo que Ele conquistou...”. Os seguidores de Cristo são pedras
que ganham vida n'Ele e se unem para edificar o Reino de Deus já na Terra.
Através do diálogo, da compreensão mútua e do compromisso com ações concretas,
podemos enfrentar os desafios sociais atuais e construir um futuro melhor para
todos: “Em verdade, em verdade vos digo: aquele que crê em mim fará também as
obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas”.
Pe.
Jorge Bernardes Presbítero da Arquidiocese de São Paulo - Região Ipirang
https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Ano-50A-30-5a-DOMINGO-DA-PASCOA.pdf
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