sábado, 7 de novembro de 2026

5. LEITURAS PARA A SEMANA: DE 09/11 A 15/11 E MOMENTO MARIANO - 32ª Semana do Tempo Comum

 

5.   LEITURAS PARA A SEMANA: DE 09/11 A 15/11 E MOMENTO MARIANO - 32ª Semana do Tempo Comum

 

9- 2ª Ez 47,1-2.8-9.12 / Sl 45(46) / Jo 2,13-22 - Dedicação da Basílica do Latrão (Catedral de Roma), Festa, Ano A

 

10- 3ª Tt 2,1-8.11-14 / Sl 36(37) / Lc 17,7-10

São Leão Magno, papa e doutor da Igreja, Memória

 

11- 4ª Tt 3,1-7 / Sl 22(23) Lc 17,11-19

São Martinho de Tours, bispo, Memória

12- 5ª Fm 1,7-20 / Sl 145(146) / Lc 17,20-25

São Josafá, bispo e mártir, Memória

13-  6ª 2Jo 1,4-9 / Sl 118(119) / Lc 17,26-37

14- Sáb.: 3Jo 1,5-8 / Sl 111(112) / Lc 18,1-8

       15- Dom.: 33º Domingo do Tempo Comum, Ano A

        Pr 31,10-13.19-20.30-31

        Sl 127(128),1-2.3.4-5ab (R. cf. 1a)

        1Ts 5,1-6;Mt 25,14-30 ou mais breve 25,14-15.19-21

 

MOMENTO MARIANO

 

 A Mãe Aparecida cuida do povo brasileiro! Maria é exemplo de vocacionada à missão, quando saiu de sua casa e foi servir, caridosamente, Isabel. Sua missão de levar Cristo aos irmãos e irmãs se estendeu durante toda a sua vida. Peçamos sua intercessão por todos os cristãos e por outros homens e mulheres de boa vontade que realizam ações solidárias em favor dos mais empobrecidos e marginalizados de nossa sociedade. Ave Maria...

6. CANTOS PARA A MISSA DO 32.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A Acessar folheto cifrado

 

6.   CANTOS PARA A MISSA DO 32.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

 Acessar folheto cifrado

ENTRADA

Te amarei Senhor

Ó Pai somos nós o povo eleito

ENTRADA DA PALAVRA

Toda bíblia é comunicação

Tua palavra é lampada para os meus pés

PERDÃO

Eu confesso a Deus e a vós irmãos

Senhor tende piedade

GLÓRIA

Glória,anjos nos céus

Glória-Eliana Ribeiro

SALMO RESPONSORIAL

Salmo 62-A minha alma tem sede de vós

ACLAMAÇÃO

Buscai primeiro o reino de Deus

Meu coração transborda de amor

OFERTÓRIO

A ti meu Deus

Os grãos que forma espigas

SANTO

Santo 05-Senhor..Deus do universo

Santo 06-O Senhor é Santo

CORDEIRO DE DEUS

Cordeiro 06-Min.Amor e Adoração

Cordeiro 04

COMUNHÃO

Estas entre nós-Tu és minha vida

Conheço um coração

PÓS COMUNHÃO

Amar-te mais

Venho a ti

FINAL

A escolhida

Tomado pela mão

https://www.folhetosdecanto.com/2015/11/cantos-missa-32-domingo-tempo-comum.html

07- SANTO AGOSTINHO E O PAPADO DE LEÃO XIV Por Prof. Dr. Fernando Altemeyer Junior*

 

07- SANTO AGOSTINHO E O PAPADO DE LEÃO XIV

 

Por Prof. Dr. Fernando Altemeyer Junior*

 

O texto apresenta breve perfil do papa Leão XIV e sete pontos-chave de conexão entre Agostinho e o pontífice.

 

Introdução

 

 O agostiniano Robert Francis Prevost Martínez assumiu o pontificado, como 267º bispo de Roma, em 18 de maio de 2025. Nasceu em Chicago, Illinois, nos Estados Unidos, em 14 de setembro de 1955, festa da Exaltação da Santa Cruz. É norte-americano e peruano, com dupla nacionalidade. Leão XIV foi o nome escolhido pelo sumo pontífice da Igreja universal, patriarca do Ocidente, primaz da Itália, arcebispo metropolita da Província Romana. Seu lema episcopal é In Illo uno unum (“No Cristo uno, unidade”), como programa de ação e vida espiritual. Seu poço de água viva é Cristo Jesus. Seu pai espiritual é Santo Agostinho.

 

1. Um homem tímido movido pela graça de Deus

Robert (Leão XIV), chamado de Bob pela família, é esse homem-ponte que une povos de dois hemisférios e duas culturas: nasce nos EUA e, por duas décadas, vive umbilicalmente sua missão eclesial como padre e bispo agostiniano no Peru. Assumidamente filho de migrantes, é multicultural e poliglota, reconhecendo-se um missionário-migrante, como havia sido o pai espiritual da sua ordem, o peregrino pensador, filósofo e teólogo nascido em Tagaste, estudante em Madaura e Cartago, convertido em Milão, por influência de Santo Ambrósio, e nomeado bispo de Hipona, no norte da África, durante o fim do Império Romano. Há grande similitude entre Robert Prevost e Aurélio Agostinho, tendo sido ambos marcados pela graça infinita de Deus, que busca e encontra os corações inquietos que o desejam ardentemente. Robert terá em sua mãe, senhora Mildred, seu modelo de vida santa e devota, enquanto Santo Agostinho teve em Santa Mônica, mãe corajosa e firme, as lágrimas de sua conversão. Agostinho começou suas buscas exteriores desde a morte do pai, Patrício, pondo-se a caminho de Cartago por volta do ano 371. Seguiu o árduo caminho intelectual das controvérsias teóricas até a entrega final e o encontro com Deus aos 75 anos, em 28 de agosto de 430, desejando o Reino que não tem fim. Santo Agostinho é, com Santo Tomás de Aquino e Hans Urs von Balthasar, uma das grandes autoridades teológicas da história. São gênios das palavras e mestres na oração. As palavras de Agostinho estremecem nossa mente e nosso coração: “Me chamastes com uma voz tão forte que rompestes a minha surdez! Brilhastes, cintilastes e logo afugentastes a minha cegueira! Exalastes perfume: respirei-o suspirando por vós. Vós me tocastes e ardi no desejo de vossa paz” (Agostinho, 2021, p. 267).

Robert Francis, o atual Leão XIV, começa os estudos pela matemática, faz doutorado em Direito Canônico, em Roma, e entrega seu coração aquecido ao amado povo peruano de Chiclayo, no Peru, aprendendo uma espiritualidade encarnada como life-giving (entrega vital). Prevost assume ser um bispo peregrino agostiniano da Igreja toda ela peregrina (peregrinus episcopus in ecclesia peregrina). O pequenino Bob se tornaria o universal Leo, com o coração ardendo em chamas. Movido por esse amor ao Cristo uno, convida a todos para a unidade plural na defesa da paz desarmada, seguindo a Igreja peregrina, animada pela graça salvadora. Tal foco do ministério petrino atual foi, para Santo Agostinho, uma questão capital no quinto século. Afirma Hans Küng, teólogo suíço:

Agostinho, evidentemente, não é um historiador em sentido moderno, mas um teólogo que interpreta a história e que não se interessa preferentemente pela evolução da humanidade, mas pelo plano de Deus […]. Por isso é Agostinho quem criou no cristianismo a primeira e monumental teologia da história […] – de que a história é um movimento que Deus dirige de modo linear até um final: a Cidade Eterna de Deus, o reino da paz, o Reino de Deus (Küng, 1995, p. 94).

Tal é a intuição similar do papa Leão XIV ao contemplar o cenário internacional e a Terceira Guerra Mundial aos pedaços. Leão identifica claramente que sua missão é pregar a Boa Notícia de Jesus, a tempo e contratempo, sem medo, arrogância ou poder mundano. Ele compreende que fora do amor não há salvação! Amor que emerge da aldeia de Nazaré ou caminha pela província de Chiclayo. Que sofre em Beirute, no Líbano, e nas vidas ceifadas das crianças palestinas em Gaza e na Cisjordânia invadidas. Em entrevista ao jornal Corriere della Sera em 24 de abril de 2026, o pontífice americano relatou um episódio que o marcou profundamente: “Trago comigo a foto de uma criança muçulmana que, durante minha visita ao Líbano, me esperava com uma placa que dizia ‘Bem-vindo, papa’. Então, na fase final da guerra, ela foi morta”.[1] A compaixão do papa Prevost revela a “beleza tão antiga e nova, escondida no mais íntimo de nossos corações”, que o alimenta e o move no ministério da unidade, tornando-o interlocutor eloquente no cenário internacional. Leão XIV sabe, por experiência e herança agostiniana, que religião é um assunto de coração.

Seu programa se concentra em viver a Doutrina Social da Igreja, considerando os 135 anos de sua elaboração desde Leão XIII, em favor da dignidade humana inalienável; defender a paz e caminhar ao lado dos pobres, como consta no documento inicial de seu pontificado, Dilexi Te. Nessa exortação apostólica, herança do papa argentino, Leão XIV fez questão de incluir uma seção dedicada a Santo Agostinho. Lemos no número 47:

Numa Igreja que reconhece nos pobres o rosto de Cristo e nos bens o instrumento da caridade, o pensamento agostiniano permanece uma luz segura. Hoje, a fidelidade aos ensinamentos de Agostinho exige não só o estudo de suas obras, mas a predisposição para viver com radicalidade o seu apelo à conversão que inclui necessariamente o serviço da caridade.

Tal reconhecimento pontifício da atualidade do pensamento e da mística de Santo Agostinho também emergiu por ocasião do discurso aos membros do corpo diplomático creditado junto à Santa Sé para as felicitações de ano-novo, em 9 de janeiro de 2026. Leão XIV apresenta Santo Agostinho como luminar em questões de diplomacia e relações internacionais, as quais, segundo ele, “vivem um verdadeiro ‘curto-circuito’ dos direitos humanos.[2] Ao citar a obra De civitate Dei, e, é claro, reconhecendo os novos contextos geopolíticos e culturais, passados quinze séculos, o papa agostiniano destaca temas nevrálgicos da contemporaneidade: a fragilidade do multilateralismo no plano internacional; a diplomacia da força; a guerra; a paz equivocadamente procurada por meio das armas; o comprometimento do Estado de Direito; a liberdade religiosa; a necessária qualificação da linguagem e da comunicação; enfim, o orgulho dos grupos poderosos que pensam dominar o planeta pela força e opressão. A lista imensa das sintonias e reverberações do pensamento agostiniano serve de luz para a atual “mudança de época” e comprova a importância de Santo Agostinho no pontificado de Leão XIV, como chave de interpretação e força teológica viva.

 

2. Sete pontos de conexão entre Agostinho e Leão XIV

 

1) A relação entre fé e razão, com primazia daquele que crê para entender (“credo ut intelligam”). Santo Agostinho sustenta que a fé precede a compreensão, mas a razão é fundamental para explorar a fé. Ele utiliza a máxima: “Creio para compreender”, a qual mostra a fé iluminando a razão na busca pela verdade. Também diz a frase contundente: “Que tem você, que não tenha recebido?” (Küng, 1995, p. 85). Se o texto de São João Paulo II, Fides et Ratio, dizia que fé e razão eram como duas asas a nos fazer voar, elevando a humanidade, o atual papa nos recorda que a fé precisa se exprimir em novas categorias e idiomas na cultura pós-moderna para ser compreendida e vivida como serviço apaixonado da Boa Notícia. Proclama Leão:

Queridos irmãos e irmãs, a Igreja e o mundo não precisam de pessoas que cumprem os seus deveres religiosos mostrando a sua fé como um rótulo exterior; precisam, pelo contrário, de operários desejosos de trabalhar no campo da missão, de discípulos apaixonados que testemunhem o Reino de Deus onde quer que estejam.[3]

 

2) A teoria da iluminação divina. Agostinho argumenta que o conhecimento das verdades eternas e imutáveis só é possível por meio de uma “iluminação” direta de Deus sobre a mente humana, como um presente gratuito do Pai, que nos ama. A verdade absoluta não é construída por homens e mulheres, mas recebida de Deus com profunda gratidão. Trata-se de graça gratuita, sempre acolhida como filhos e filhas, e não como inteligências artificiais ou robôs humanoides. Afirma Leão, em sua mensagem aos participantes da 2ª Conferência Anual de Roma sobre Inteligência Artificial, Ética e Governança Corporativa, em 17 de junho de 2025:

Nenhuma geração jamais teve acesso tão rápido à quantidade de informações atualmente disponível, graças à inteligência artificial. Porém, mais uma vez, o acesso aos dados – por mais vastos que sejam – não deve ser confundido com a inteligência que, necessariamente, “implica a abertura da pessoa às interrogações últimas da vida e reflete uma orientação para a Verdade e o Bem” (Antiqua et Nova, n. 29). Afinal, a verdadeira sabedoria tem mais a ver com o reconhecimento do sentido autêntico da vida do que com a disponibilidade de dados.[4]

 

3) O problema do mal e o livre-arbítrio. Agostinho enfrenta o paradoxo do mal (um Deus bom criando um mundo marcado pelo mal e pelo maligno) ao defini-lo não como um ser, mas como a ausência ou privação do bem (privatio boni). Ele atribui o mal moral ao mau uso do livre-arbítrio pelo ser humano. Na conjuntura eclesial de Agostinho e também em nosso século XXI, uma das formas de crise “diabólica” são as divisões e as bolhas ideológicas dentro das Igrejas cristãs. Agostinho e Leão XIV assumem decididamente posição em favor da unidade da Igreja. Para os dois bispos, uma Igreja particular não pode se isolar, mas deve manter comunhão com Jerusalém, Roma e as grandes comunidades orientais, ou seja, com a Igreja universal, que Agostinho chama de mãe de todos os fiéis.

 

4) A doutrina do pecado original, uma chave agostiniana complexa. Após a queda de Adão, a natureza humana ficou corrompida pelo pecado original, o que tornou o ser humano incapaz de alcançar a salvação por seus próprios esforços (como defendia Pelágio). A salvação é, sobretudo, um dom gratuito de Deus, a graça divina que capacita o ser humano para fazer o bem. De forma atualizada, assim diz o teólogo espanhol Faus: “O pecado é o ataque ao projeto criador de Deus, que acontece ou porque o homem rejeita sua imagem divina, agarrando-se a essa identidade fechada de sua criaturalidade, ou porque o homem falsifica sua imagem divina, tomando-a como desculpa para sua autodivinização” (Faus, 2025, p. 172). Proclama Leão, conforme seu discurso aos fiéis na basílica de São Pedro quando da sua eleição, em 8 de maio de 2025: “Deus ama a todos nós e o mal não prevalecerá. Estamos todos nas mãos de Deus; portanto, sem medo, todos unidos à mão de Deus e uns aos outros, vamos em frente”.[5]

 

5) A cidade de Deus e a história. Na obra A cidade de Deus, Agostinho pensa em duas cidades, a “Cidade Terrena” (baseada no amor-próprio) e a “Cidade de Deus” (baseada no amor a Deus). A história é o desenrolar desse conflito, que culmina na vitória final da Cidade de Deus. Assume Leão: “Deus me confiou este tesouro para que, com sua ajuda, eu possa ser seu administrador fiel em benefício de todo o corpo místico da Igreja. Ele o fez para que ela seja cada vez mais plenamente uma cidade sobre o monte, uma arca de salvação navegando pelas águas da história e um farol que ilumina as noites deste mundo”.[6]

 

6) Interioridade e busca incessante por Deus. Agostinho acredita, por experiência, que Deus é encontrado no interior da alma humana: “Não saias de ti mesmo, volta para dentro de ti; a verdade habita no homem interior” (A verdadeira religião, 39, 72). A autoconsciência e o mergulho psicanalíticos são bons caminhos teológicos para Deus. Grave problema eclesial e eclesiástico a evitar são as personalidades narcísicas e manipuladoras de muitos líderes religiosos. Será preciso distinguir entre busca interior libertadora e uso da religião para domesticar e submeter pessoas. Prevenir personalidades narcísicas nas igrejas é tarefa urgente, para evitar comunidades doentes, síndrome de burnout e o abandono da fé, que atinge fiéis e clérigos. É preciso pôr em ação autêntica pedagogia da estima de si e de entrega pessoal, como remédio eficaz contra os narcisismos. “Se a personalidade manipuladora é doente – possivelmente culpada – por nada ofertar, também nós, todos e todas, também o somos, por não doar o suficiente” (Ide, 2016, p. 246).

 

7) A nova teologia da Trindade. Agostinho aprofundou a compreensão de Deus como  uno e trino, investigando a Santíssima Trindade não apenas na Escritura sagrada, mas também traçando analogias na própria mente humana (memória, entendimento e vontade) como reflexo da imagem e semelhança de Deus. O bispo de Hipona supera Orígenes e os pensadores patrísticos do Oriente com sua chave de leitura de base platônica e filosófica. Ele parte da natureza divina em direção à unidade do Pai, do Filho e do Espírito. Assim falou o filho de Agostinho, o papa Leão, na Mesquita de Argel:

 

Agradeço por esta reflexão e por estas palavras, tão importantes nesta visita, proferidas num local que representa o espaço que pertence a Deus, um espaço divino e sagrado, onde tantas pessoas vêm para rezar, para encontrar a presença do Altíssimo, de Deus, nas suas vidas. Como o senhor sabe, venho com grande alegria à Argélia, pois esta é também a terra do meu pai espiritual, Santo Agostinho, que desejou ensinar tanto ao mundo, sobretudo através da busca da verdade, da busca de Deus, reconhecendo a dignidade de cada ser humano e a importância de construir a paz. Procurar Deus é também reconhecer a sua imagem em cada criatura, nos seus filhos, em cada homem e mulher criados à imagem e semelhança de Deus. Para nós, isto significa que é muito importante aprender a viver juntos, respeitando a dignidade de cada pessoa humana.[7]

 

Referências bibliográficas

AGOSTINHO, Santo. Confissões. 6. ed. Petrópolis: Vozes, 2021.

FAUS, J. I. G. Desumanidade: reflexões sobre o mal moral. São Paulo: Paulus, 2025.

IDE, P. Manipulateurs: les personnalités narcissiques. Détecter, comprendre, agir. Paris: Emmanuel, 2016.

KÜNG, H. Grandes pensadores cristianos: uña pequeña introducción a la teología. Madrid: Trotta, 1995.

 

Prof. Dr. Fernando Altemeyer Junior*

*Fernando Altemeyer Junior é professor assistente doutor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Graduado em Filosofia e em Teologia pela Faculdade Nossa Senhora da Assunção, mestre em Teologia e Ciências da Religião pela Universidade Católica de Lovaina (Bélgica) e doutor em Ciências Sociais pela PUC-SP. Foi assessor de comunicação da arquidiocese de São Paulo e porta-voz dos cardeais Arns e Hummes (1994-2000). Escreve para revistas confessionais e acadêmicas sobre comunicação, religião, teologia, ética e bioética. E-mail: fajr@pucsp.br.

https://www.vidapastoral.com.br/edicao/santo-agostinho-e-o-papado-de-leao-xiv/

 

 

8-ASPP: “ANSIEDADE –A SÍNDROME DO PENSAMENTO POLARIZADO" [Parte I]

 

 

8-ASPP: “ANSIEDADE –A SÍNDROME DO PENSAMENTO   POLARIZADO"

                      [Parte I]

            "Aqueles que conservam a sua paz interior  em  meioao  tumulto  da vi-

             da  moderna,  estão  imunizados contra  doenças nervosas" [Alexis Carell]

 

Provavelmente você já leu ou ao menos já ouviu falar da obra “Ansiedade: a Síndrome do Pensamento Acelerado”, do psiquiatra e estudioso brasileiro Augusto Cury. Trata-se de um novo e específico tipo de ansiedade que, segundo Cury, nasce da interação prolongada do ser humano com máquinas complexas, dentre as quais computadores, notebooks, celulares e outras tecnologias que vão adentrando o mercado e aliciando o consumidor. A Síndrome do Pensamento Acelerado, SPA, expressão cunhada e popularizada por Cury, não é reconhecida como diagnóstico específico nem pelo DSM-5 – o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, em sua 5ª edição, nem pela CID-11 – Classificação Internacional de Doenças, em sua 11ª revisão. Ou seja, do ponto de vista da investigação científica, a Síndrome do Pensamento Acelerado pode ser considerada uma “hipótese diagnóstica” em debate e discussão, mas ainda não consensualmente assumida pela comunidade científica internacional. Obviamente, isso em nada diminui sua importância para a compreensão dos fenômenos mentais e dos transtornos psicológicos, notadamente da ansiedade.

É nesse mesmo contexto que propomos explorar uma nova e específica hipótese diagnóstica. Nós a chamaremos de ASPP – Ansiedade: a Síndrome do Pensamento Polarizado. Trata-se de uma hipótese diagnóstica nascida da observação de condutas e comportamentos cada vez mais recorrentes no cotidiano de nossa vida social e política. O foco da investigação não é, como poderia parecer à primeira vista, a polarização em si. Tampouco a defesa apaixonada de crenças e convicções políticas. Trata-se de investigar uma categoria peculiar de ansiedade que, a nosso ver, tem sua origem no âmbito político, mais especificamente na polarização emocionalmente exacerbada em detrimento da reflexão crítica e do discernimento racional. Divergências ideológicas, assim como disputas eleitorais e posicionamentos políticos divergentes fazem parte da vida democrática. A polarização, por si só, portanto, não é necessariamente geradora ou amplificadora de ansiedade. O problema que pretendemos examinar surge quando a adesão a determinado partido ou campo político ultrapassa o terreno das ideias e das convicções e passa a comprometer, de maneira acentuada e persistente, a saúde psíquica e o equilíbrio emocional de pessoas e de grupos inteiros afetados pela polarização política.

Nosso ponto de partida apoia-se na seguinte afirmação do orientador filosófico norte-americano Lou Marinoff: “Nenhuma fé é racional. Toda fé é apaixonada. [...]. Toda fé é uma paixão fortíssima para o bem ou para o mal”. É certo que a afirmação de Marinoff ocorre num contexto de religiosidade e de espiritualidade. A afirmação mencionada encontra-se inserida num capítulo intitulado: "Você é um ser espiritual?". Nosso entendimento, entretanto, é de que ela pode ser transposta, por analogia, para o âmbito de uma situação sociopolítica emocionalmente polarizada. Em que sentido essa transposição pode ser considerada legítima e válida? É o que buscaremos demonstrar nos parágrafos seguintes.

Quando o que estamos chamando de “polarização” ocorre menos por via do exercício da razão e da racionalidade – tal como ocorre em outros países, como os Estados Unidos, por exemplo – e mais por via da emoção e da acriticidade, como vem ocorrendo nos últimos anos no Brasil, um partido ou sistema político pode acabar se transformando numa espécie de religião  ou seita. As religiões organizadas, tais como tradicionalmente as conhecemos há milênios, são apenas uma entre tantas outras formas ou caminhos possíveis para que cada ser humano possa empreender sua jornada espiritual pessoal. Por outro lado, a política talvez seja o campo da vida social que mais semelhanças guarda com a religião. Senão, vejamos: a maioria das religiões têm um credo, a política partidária tem um ideário ou uma ideologia. Muitas religiões têm altares e púlpitos, a política tem púlpitos e palanques. A maioria das religiões tem um ou vários deuses, a política tem líderes  literalmente "endeusados e lideranças literalmente "divinizadas”. Muitas religiões têm seu “messias” próprio, a política também tem seus “salvadores da pátria”. A maioria das religiões faz uso frequente de promessas já para a vida presente e recompensas para a vida futura, a política se utiliza de recursos semelhantes e equivalentes. A maioria das religiões lança mão de dogmas e verdades concebidas como absolutas, a política faz uso dos mesmos recursos. Por fim, e isso é o que aqui mais nos interessa, a maioria das religiões conta com a fé passiva e o conformismo acrítico de grande parte, senão dá maioria, de seus seguidores, a política provavelmente não se sustentaria se abrisse mão desses mesmos recursos. Essa estranha semelhança certamente ajuda a compreender melhor a aproximação, nem sempre imaculada, entre o poder temporal e o poder espiritual, que perdurou por séculos ao longo da história.

Se Sartre afirmou que "o inferno são os outros", Bertrand Russell escreveu: “É necessário algum tipo de filosofia para todos, com exceção dos mais insensatos e, na ausência de conhecimento, é quase certo que seja uma filosofia tola. O resultado disso é que a raça humana fica dividida em grupos de fanáticos rivais, cada grupo firmemente convencido de que seu próprio tipo de tolice é a verdade sagrada, enquanto a do outro grupo é uma heresia digna da danação”. Na prática, o que ocorre é que a religião, assim como todo e qualquer partido político, retira seus seguidores e partidários do grande grupo a que chamamos “humanidade” e os coloca numa espécie de “subgrupo”, no qual o sentimento de pertencimento pode acabar se sobrepondo à própria condição humana que os une aos demais. Em algum momento, mais cedo ou mais tarde, esse subgrupo passará a ser visto como único e como essencial para o bem do todo e de todos. Simone de Beauvoir escreveu: "Nenhum grupo jamais se estabelece como o Único sem, ao mesmo tempo, colocar o Outro contra si". Concomitantemente, portanto, os demais grupos são classificados como secundários, depois como ameaça e, finalmente, como inimigos em potencial. A partir daí o mundo passa a ser dividido entre nós e os outros, opressores e oprimidos, crentes e infiéis, salvos e condenados, e por aí segue o andar dos demais antagonismos. A nosso ver, a polarização pela via emocional, seja ela religiosa, política ou de outra natureza, tem início na instauração desse antagonismo extremo e radical.

O escritor e pensador de origem húngara e naturalizado britânico, Arthur Koestler, ao comentar a mudança de identidade individual e única para a identidade grupal e uniforme, escreveu: “Os males da humanidade são causados não pela agressividade primária dos indivíduos, mas por sua identificação autotranscendente com os grupos. [...]. O traço ilusório que perpassa a história não se deve a formas individuais de insanidade, mas às ilusões coletivas geradas por sistemas de crenças baseados em emoções”. Ou seja, ao abrir mão de sua identidade como indivíduo singular e único, passando a assumir uma identidade grupal e uniforme, a pessoa abre mão também de grande parte de sua liberdade de pensamento crítico e de expressão individual em favor da submissão às exigências coletivas de uniformidade de crenças, de estruturas emocionais rígidas, e de conformidade de ação. Esse é, sem dúvida, o mais alto preço que geralmente se paga pelo sentimento de pertença, validação e segurança que qualquer tipo de grupo, religião ou partido oferece aos que dele fazem parte.

Todos pagarão esse preço? A resposta não parece ser tão simples, se considerarmos que, num mesmo corpo, temos uma cabeça, um tronco e diversos membros e que, quer queiramos quer não, quem governa é a cabeça, o tronco é que a sustenta, e os diversos membros estão tanto a serviço de um quanto da outra. Ao contemplar os níveis de intolerância e de carnificina produzidos pelas duas grandes guerras, notadamente pela segunda, o pensador e crítico político de origem húngara e naturalizado britânico Cyril Joad escreveu: “A civilização ocidental moderna resulta de dotar com os frutos de uma dúzia de homens de gênio uma população que, emocionalmente, está no nível dos selvagens e, culturalmente, no nível de meninos de escola”. Podemos discutir sua referência aparentemente tolerante para com a dúzia de “homens de gênio”, por ele mencionada. Mas, sem dúvida, atribuir às populações de diversos países europeus da primeira metade do século passado o status de “selvagens”, no tocante ao nível emocional, e de “meninos de escola”, no que concerne ao nível cultural, não chega, com certeza, a ser um elogio, e sim uma crítica ácida. Se tal crítica guarda semelhança com pessoas e grupos de nossa sociedade, passionalmente polarizados politicamente, talvez não seja simples coincidência. O que a ansiedade, considerada o “mal do século” dos tempos atuais, tem a ver com isso é o que abordaremos posteriormente, numa segunda parte.

Obs.: Esta primeira parte continua e será concluída com as partes seguintes, de mesmo título.

(* )Possui graduação em teologia pelo Instituto teológico pio XI (1983), graduação em Psicologia pela Universidade Federal do Espírito Santo (1997), graduação em Filosofia pela Faculdade Salesiana de Filosofia, ciências e letras (1986) e mestrado em Filosofia pela Pontificia Universidade Gregoriana ,Roma - Itália(1988) . Foi por 11 anos consecutivos professor de filosofia jurídica e psicologia Jurídica do Centro Universitário de Vila Velha, ES. Durante esses 11 anos foi Coordenador Pedagógico por 05 anos e de Ensino por 1 ano e meio do mesmo Curso de Direito. Atualmente é terapeuta de grupo, individual, vocacional, Consultório Clínico Psicológico particular. Formou-se recentemente em Psicodrama (02 anos) pelo Instituto Pegasus de Vitória, ES. Atualmente, cursa a pós graduação TCC - Terapia Cognitivo Comportamental

-SANTO AGOSTINHO: A LÂMPADA QUE ARDEU TARDE, MAS ARDEU

 

 

8-  9-SANTO AGOSTINHO: A LÂMPADA QUE ARDEU TARDE, MAS ARDEU

Evangelho: Mateus 25,1–13

Naquele tempo, Jesus contou aos seus discípulos esta parábola: “O Reino dos Céus será semelhante a dez virgens que tomaram suas lâmpadas e saíram ao encontro do noivo. Cinco eram imprudentes e cinco prudentes. As imprudentes levaram as lâmpadas, mas não levaram óleo consigo. As prudentes, porém, levaram óleo em vasilhas junto com as lâmpadas. Como o noivo demorava, todas ficaram sonolentas e adormeceram. No meio da noite, ouviu-se um grito: ‘O noivo está chegando! Ide ao seu encontro!’ Então todas se levantaram e prepararam suas lâmpadas. As imprudentes disseram às prudentes: ‘Dai-nos um pouco do vosso óleo, porque nossas lâmpadas estão se apagando.’ As prudentes responderam: ‘Pode não ser suficiente para nós e para vós. Ide antes aos vendedores e comprai para vós.’ Enquanto elas foram comprar, o noivo chegou. As que estavam preparadas entraram com ele para a festa de casamento, e a porta foi fechada. Depois chegaram também as outras e disseram: ‘Senhor, senhor, abre-nos!’ Mas ele respondeu: ‘Em verdade vos digo: não vos conheço.’ Vigiai, portanto, porque não sabeis o dia nem a hora.”

 

Reflexão

As dez virgens aguardam o mesmo noivo, carregam lâmpadas e acabam adormecendo. A diferença aparece na reserva de óleo. As prudentes prepararam-se para uma demora; as imprudentes confiaram apenas no entusiasmo inicial. A parábola mostra que a vida cristã não se sustenta por impulso passageiro. É preciso cultivar disposições interiores capazes de perseverar quando a espera se alonga.

O óleo não pode ser simplesmente transferido no último instante. Cada pessoa responde diante de Deus pela própria fé viva, embora seja sustentada pela comunhão da Igreja. Não podemos emprestar a conversão, a caridade ou a fidelidade de outro. A porta fechada adverte que o tempo presente é verdadeiramente decisivo e que a oportunidade de amar não deve ser adiada.

O Catecismo relaciona a vigilância com a oração e a perseverança diante da tentação (CIC 2612; 2849). Santo Agostinho identifica as lâmpadas com as boas obras e o óleo com a caridade interior que busca agradar a Deus (Sermão 93,4). Em sua memória, aprendemos que o coração permanece inquieto enquanto não repousa no Senhor (Confissões, I,1,1).

Manter óleo significa alimentar a fé pela Palavra, pela Eucaristia, pela confissão e pelas obras de misericórdia. Não sabemos quando chegará o Noivo, mas sabemos como esperar: com caridade perseverante. A sobriedade da parábola combate tanto a presunção quanto o desespero. Hoje ainda é possível preparar a lâmpada; no banquete eterno, a espera dará lugar à alegria sem fim.

O grito à meia-noite rompe a rotina e revela a verdade de cada preparação. A morte e a vinda de Cristo possuem essa capacidade de desmascarar prioridades. Lembrá-las não diminui a alegria cristã; purifica-a. Quem sabe para onde caminha usa melhor o tempo, ama com mais liberdade e pede perdão sem adiar. A prudência evangélica é a sabedoria de organizar o presente à luz do encontro futuro.

O óleo é preparado nas escolhas que ninguém pode fazer por nós: rezar, amar, perdoar, receber os sacramentos e permanecer fiel. Santo Agostinho reconheceu quanto havia adiado o encontro com Deus; depois de convertido, ensinou a buscar aquele que já nos buscava. Não deixemos para amanhã a mudança necessária. O Noivo vem, e sua chegada é alegria para quem o espera. Mantenhamos acesa a lâmpada mediante uma caridade concreta, perseverante e escondida. O óleo representa uma resposta pessoal amadurecida no tempo. A comunidade ajuda e acompanha, mas ninguém pode amar ou converter-se em nosso lugar. Hoje podemos recomeçar com confiança.

https://www.caminhodefe.com/post/o-%C3%B3leo-da-caridade

Santo Agostinho, bispo de Hipona e doutor da graça, e a sua vida é a prova viva desta parábola. Ele passou anos como uma das virgens imprudentes: tinha inteligência, talento, ambição, mas a lâmpada da sua alma ardia com o óleo errado — o óleo do orgulho, da vaidade, dos prazeres. Viveu no sono da ilusão, longe da festa. Mas Deus, que é rico em misericórdia, despertou-o com o grito da meia-noite: as lágrimas da mãe, Mônica, a pregação de Ambrósio, o cântico de uma criança, a frase “toma e lê”.

Agostinho percebeu que a sua lâmpada estava apagada e que o óleo não se comprava tarde demais. Correu para a fonte da graça e encheu a sua vasilha com o azeite da caridade. A sua conversão não foi a retomada de uma religião exterior, mas a entrega total do coração. Depois de convertido, tornou-se um dos maiores doutores da Igreja, o mestre do amor e da graça. A sua obra mais íntima, as Confissões, começa com uma frase que é a chave da parábola: “Fizeste-nos para Ti, e o nosso coração está inquieto enquanto não repousa em Ti”.

Agostinho acendeu a lâmpada a tempo. A porta da festa se abriu para ele. E, desde então, sua luz não parou de iluminar a Igreja. Ele ensinou, com a vida e com a palavra, que o óleo da graça está disponível hoje, e que a hora de adquiri-lo é agora.

Ouça a canção de Santo Agostinho

https://youtu.be/5Gn0CVa6Yvw?si=-MljDHGaDaeHYrnF

Pensamentos para Reflexão Pessoal

1. Que mudança necessária continuo adiando?

2. Tenho abastecido minha lâmpada pela oração, pelos sacramentos e pela caridade?

3. Como a certeza do encontro com Cristo pode ordenar melhor meu tempo presente?

 

Mensagem Final

Mantenha a lâmpada acesa com o óleo da oração, dos sacramentos e da caridade. Ninguém pode converter-se ou amar em seu lugar. Santo Agostinho conheceu o perigo de adiar e a alegria de finalmente responder. Hoje ainda é tempo de reparar, recomeçar e preparar o coração. O Noivo vem; sua chegada será festa para quem o espera. Não adie novamente.

 

Breve Oração ou Propósito Prático

Senhor Jesus, noivo que vens na hora que não sabemos, mantém a minha lâmpada acesa. Que eu não me contente com a fé inicial, mas acumule, dia após dia, o óleo da caridade, da oração e das boas obras. Por intercessão de Santo Agostinho, que passou do sono à luz, desperta-me para a urgência do Teu amor. Hoje, quero comprar óleo: um gesto concreto de amor, uma renúncia silenciosa, um ato de serviço feito por Ti. Amém.

 

https://catolicohoje.com.br/evangelho-do-dia-comentadodez-virgens-oleo-graca-santo-agostinho-mt-25-sexta-28-agosto-2026

DICAS DE LEITURA

 

8-  DICAS DE LEITURA

01- Quando a lei serve para enfraquecer a democracia

Se o risco do século 19 vinha das armas, o do século 21 pode vir dos próprios instrumentos legais. É o que discute Anna Catharina Machado Normanton em Constitucionalismo abusivo. Apoiada em teoria, jurisprudência e direito comparado, ela analisa como mecanismos constitucionais legítimos podem ser usados para corroer a ordem democrática de forma gradual, sem ruptura aparente. A autora amplia o conceito ao identificar estratégias institucionais que mantêm a fachada de legalidade enquanto desgastam instituições e princípios democráticos..

02- O voto, o algoritmo e as fake news

O advogado Bento José Lima Neto parte de uma pergunta direta ao leitor em Democracia Híbrida e Sistema Eleitoral no Brasil: quem decidiu o seu voto, você ou o algoritmo? Para ele, o País vive uma democracia dividida entre a urna física e a influência digital. O livro examina os mecanismos algorítmicos que interferem no debate público e discute em que medida as escolhas do eleitor são moldadas pelo ambiente informacional das redes..

03-Como discordar sem romper, na família e nas empresas

A divisão política não fica restrita às redes. Chega às famílias, às amizades e às empresas, onde gestores lidam com equipes que pensam de forma oposta. Em Comunicação Responsiva, o professor Lucas Nascimento reúne ferramentas práticas para conversas difíceis no debate político, nas relações pessoais e nos negócios. A proposta é substituir a resposta impulsiva por uma argumentação ética e eficaz em situações de tensão, o que, na visão do autor, permite construir uma divergência democrática em vez de um rompimento.

 https://diariodocomercio.com.br/negocios/livros-sobre-politica-eleicoes-2026/?paywall=open

 


 

sábado, 31 de outubro de 2026

BEM-VINDOS AO SB SABENDO BEM DE 02 DE NOVEMBRO DE 2026 - SOLENIDADE DOS FIÉIS FALECIDOS (FINADOS)



 A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina. (I Coríntios 1, 18).

(Ano A/Roxo ou Preto) TODOS OS FIÉIS DEFUNTOS

2 de novembro de 2026

"EU SEI QUE O MEU REDENTOR ESTÁ VIVO"



Música: A vida pra quem acredita

https://youtu.be/tZQj6N1ZUgU?si=qq1lEOANU5Qp0iC

 

 

 

SB SABENDO BEM DE 02 de Novembro de 2026 INFORMA.

Caro(a) Leitor(a) amigo(a):

O meu abraço fraterno e um ótimo mês de Novembro.

 

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