terça-feira, 31 de março de 2026

BEM-VINDO AO SB SABENDO BEM DE 03 DE ABRIL DE 2026- SEXTA-FEIRA SANTA DA PAIXÃO DO SENHOR




 A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina. (I Coríntios 1, 18).QUINTA

(Ano A/Vermelho) Sexta-Feira Santa 3 de abril de 2026

 

CELEBRAÇÃO DA PAIXÃO DO SENHOR

 

"NINGUÉM ME TIRA A VIDA, SOU EU QUE A DOU LIVREMENTE"


SB SABENDO BEM DE 03 DE  ABRIL DE 2026 INFORMA.

Caro(a) Leitor(a) amigo(a):

O meu abraço fraterno e uma ótima SEMANA SANTA!

ACESSE SEMPRE O BLOG: sbsabendobem.blogspot.com e divulgue aos seus amigos, conhecidos e contatos nas redes sociais. Comente, faça sugestões. Agradeço,

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SEJA BEM-VINDA! SEJA BEM-VINDO!

SEJA BEM-VINDO AO SB SABENDO BEM DA SEXTA-FEIRA SANTA 1.1- Orientações

 

I-         SEJA BEM-VINDO AO SB SABENDO BEM DA SEXTA-FEIRA SANTA

1.1-  Orientações

O altar deve estar sem castiçais e sem toalha. Esta celebração se faz às 15 horas. Caso não tenha sido feita a Coleta da Solidariedade no Domingo de Ramos, poderá ser feita hoje. O crucifixo a ser usado na adoração deve estar no fundo da igreja coberto por um pano roxo.

- Não se canta nada na procissão de entrada. Entram os leitores e o dirigente, em silêncio, e se colocam de joelhos em frente do altar. Todos rezam por alguns instantes.

 

C. Sejam todos bem-vindos. Acompanhemos a Solene Ação Litúrgica neste dia santo. Após a entrada e o momento de oração em silêncio, o dirigente vai para o seu lugar. Voltado para o povo e de mãos unidas, diz a seguinte oração:

 

ORAÇÃO (não se diz oremos) D. Ó Deus, pela paixão de nosso Senhor Jesus Cristo destruístes a morte que o primeiro pecado transmitiu a todo o gênero humano. Concedei que nos tornemos semelhantes ao vosso Filho e, assim como trouxemos pela natureza a imagem do homem terrestre, possamos manter pela graça a imagem do homem celeste. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

PRIMEIRA PARTE DA CELEBRAÇÃO LITURGIA DA PALAVRA

 

PRIMEIRA PARTE DA CELEBRAÇÃO

 

LITURGIA DA PALAVRA

 

PRIMEIRA LEITURA: Is 52,13–53,12

 

 L.1 Leitura do Livro do Profeta Isaías.

 

13Ei-lo, o meu Servo será bem-sucedido; sua ascensão será ao mais alto grau. 14Assim como muitos ficaram pasmados ao vê-lo – tão desfigurado ele estava que não parecia ser um homem ou ter aspecto humano –, 15do mesmo modo ele espalhará sua fama entre os povos. Diante dele os reis se manterão em silêncio, vendo algo que nunca lhes foi narrado e conhecendo coisas que jamais ouviram. 53,1“Quem de nós deu crédito ao que ouvimos? E a quem foi dado reconhecer a força do Senhor? 2 Diante do Senhor ele cresceu como renovo de planta ou como raiz em terra seca. Não tinha beleza nem atrativo para o olharmos, não tinha aparência que nos agradasse. 3 Era desprezado como o último dos mortais, homem coberto de dores, cheio de sofrimentos; passando por ele, tapávamos o rosto; tão desprezível era, não fazíamos caso dele. 4 A verdade é que ele tomava sobre si nossas enfermidades e sofria, ele mesmo, nossas dores; e nós pensávamos fosse um chagado, golpeado por Deus e humilhado! 5 Mas ele foi ferido por causa de nossos pecados, esmagado por causa de nossos crimes; a punição a ele imposta era o preço da nossa paz, e suas feridas, o preço da nossa cura. 6 Todos nós vagávamos como ovelhas desgarradas, cada qual seguindo seu caminho; e o Senhor fez recair sobre ele o pecado de todos nós. 7 Foi maltratado, e submeteu-se, não abriu a boca; como cordeiro levado ao matadouro ou como ovelha diante dos que a tosquiam, ele não abriu a boca. 8Foi atormentado pela angústia e foi condenado. Quem se preocuparia com sua história de origem? Ele foi eliminado do mundo dos vivos; e por causa do pecado do meu povo foi golpeado até morrer. 9 Deram-lhe sepultura entre ímpios, um túmulo entre os ricos, porque ele não praticou o mal, nem se encontrou falsidade em suas palavras. 10O Senhor quis macerá-lo com sofrimentos. Oferecendo sua vida em expiação, ele terá descendência duradoura, e fará cumprir com êxito a vontade do Senhor. 11Por esta vida de sofrimento, alcançará luz e uma ciência perfeita. Meu servo, o justo, fará justos inúmeros homens, carregando sobre si suas culpas. 12Por isso, compartilharei com ele multidões e ele repartirá suas riquezas com os valentes seguidores, pois entregou o corpo à morte, sendo contado como um malfeitor; ele, na verdade, resgatava o pecado de todos e intercedia em favor dos pecadores.

- Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

 

SALMO RESPONSORIAL: Sl 30(31)

 

Refrão: Ó Pai, em vossas mãos, eu entrego o meu espírito.

 

1. Senhor, eu ponho em vós minha esperança; * que eu não fique envergonhado eternamente! / Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, * porque vós me salvareis, ó Deus fiel! 2. Tornei-me o opróbrio do inimigo, * o desprezo e zombaria dos vizinhos / e objeto de pavor para os amigos; * fogem de mim os que me vêem pela rua 3. A vós, porém, ó meu Senhor, eu me confio, * e afirmo que só vós sois o meu Deus! / Eu entrego em vossas mãos o meu destino; * libertai-me do inimigo e do opressor! 4. Mostrai serena a vossa face ao vosso servo, * e salvai-me pela vossa compaixão! / Fortalecei os corações, tende coragem, * todos vós que ao Senhor vos confiais!

 

 Refrão: Ó Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito.

 

SEGUNDA LEITURA: Hb 4,14-16;5,7-9

 

Leitura da Carta aos Hebreus

 

Irmãos: 14Temos um Sumo Sacerdote eminente, que entrou no céu, Jesus, o Filho de Deus. Por isso, permaneçamos firmes na fé que professamos. 15Com efeito, temos um Sumo Sacerdote capaz de se compadecer de nossas fraquezas, pois ele mesmo foi provado em tudo como nós, com exceção do pecado. 16Aproximemo-nos então, com toda a confiança, do trono da graça, para conseguirmos misericórdia e alcançarmos a graça de um auxílio no momento oportuno. 5,7Cristo, nos dias de sua vida terrestre, dirigiu preces e súplicas, com forte clamor e lágrimas, àquele que era capaz de salvá-lo da morte. E foi atendido, por causa de sua entrega a Deus. 8 Mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa a obediência a Deus, por aquilo que ele sofreu. 9 Mas, na consumação de sua vida, tornou-se causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem. - Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

 

CANTO DE ACLAMAÇÃO

 

Louvor e honra a vós, Senhor Jesus.

Jesus Cristo se tornou obediente, / obediente até a morte numa cruz. / Pelo que o Senhor Deus o exaltou, / e deu-lhe um nome muito acima de outro nome.

 

EVANGELHO: Jo 18,1–19,42

 Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo segundo João.

. Durante a leitura da Paixão, não se usa nem incenso nem velas. Omitem-se a saudação ao povo ("O Senhor esteja convosco!...) e o sinal da cruz sobre o livro. Depois de anunciada a morte do Senhor no texto, todos se ajoelham, e faz-se uma breve pausa.

P: Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo João. (Não se diz: “Glória a vós, Senhor”) L1: Naquele tempo, 1 Jesus saiu com os discípulos para o outro lado da torrente do Cedron. Havia aí um jardim, onde ele entrou com os discípulos. 2 Também Judas, o traidor, conhecia o lugar, porque Jesus costumava reunir-se aí com os seus discípulos. 3 Judas levou consigo um destacamento de soldados e alguns guardas dos sumos sacerdotes e fariseus, e chegou ali com lanternas, tochas e armas. 4 Então Jesus, consciente de tudo o que ia acontecer, saiu ao encontro deles e disse: P: “A quem procurais?” L1: 5 Responderam: Gr: “A Jesus, o Nazareno.” L1: Ele disse: P: “Sou eu.” L1: Judas, o traidor, estava junto com eles. 6 Quando Jesus disse “sou eu”, eles recuaram e caíram por terra. 7 De novo lhes perguntou: P: “A quem procurais?” L1: Eles responderam: Gr: “A Jesus, o Nazareno.” L1: 8 Jesus respondeu: P: “Já vos disse que sou eu. Se é a mim que procurais, então deixai que estes se retirem.” L1: 9 Assim se realizava a palavra que Jesus tinha dito: “Não perdi nenhum daqueles que me confiaste”. 10Simão Pedro, que trazia uma espada consigo, puxou dela e feriu o servo do Sumo Sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. O nome do servo era Malco. 11Então Jesus disse a Pedro: P: “Guarda a tua espada na bainha. Não vou beber o cálice que o Pai me deu?” L1: 12Então, os soldados, o comandante e os guardas dos judeus prenderam Jesus e o amarraram. 13Conduziram-no primeiro a Anás, que era o sogro de Caifás, o Sumo Sacerdote naquele ano. 14Foi Caifás que deu aos judeus o conselho: L2:“É preferível que um só morra pelo povo”. L1: 15Simão Pedro e um outro discípulo seguiam Jesus. Esse discípulo era conhecido do Sumo Sacerdote e entrou com Jesus no pátio do Sumo Sacerdote. 16Pedro ficou fora, perto da porta. Então o outro discípulo, que era conhecido do Sumo Sacerdote, saiu, conversou com a encarregada da porta e levou Pedro para dentro. 17A criada que guardava a porta disse a Pedro: L2: “Não pertences também tu aos discípulos desse homem?” L1: Ele respondeu: L2: “Não”. L1: 18Os empregados e os guardas fizeram uma fogueira e estavam se aquecendo, pois fazia frio. Pedro ficou com eles, aquecendo-se. 19Entretanto, o Sumo Sacerdote interrogou Jesus a respeito de seus discípulos e de seu ensinamento. 20Jesus lhe respondeu: P: “Eu falei às claras ao mundo. Ensinei sempre na sinagoga e no Templo, onde todos os judeus se reúnem. Nada falei às escondidas. 21Por que me interrogas? Pergunta aos que ouviram o que falei; eles sabem o que eu disse.” L1: 22Quando Jesus falou isso, um dos guardas que ali estava deu-lhe uma bofetada, dizendo: L2: “É assim que respondes ao Sumo Sacerdote?” L1: 23Respondeu- -lhe Jesus: P: “Se respondi mal, mostra em quê; mas, se falei bem, por que me bates?” L1: 24Então, Anás enviou Jesus amarrado para Caifás, o Sumo Sacerdote. 25Simão Pedro continuava lá, em pé, aquecendo- -se. Disseram-lhe: Gr: “Não és tu, também, um dos discípulos dele?” L1: Pedro negou: L2: “Não!” L1: 26Então um dos empregados do Sumo Sacerdote, parente daquele a quem Pedro tinha cortado a orelha, disse: L2: “Será que não te vi no jardim com ele?” L1: 27Novamente Pedro negou. E na mesma hora, o galo cantou. 28De Caifás, levaram Jesus ao palácio do governador. Era de manhã cedo. Eles mesmos não entraram no palácio, para não ficarem impuros e poderem comer a Páscoa. 29Então Pilatos saiu ao encontro deles e disse: L2: “Que acusação apresentais contra este homem?” L1: 30Eles responderam: Gr: “Se não fosse malfeitor, não o teríamos entregue a ti!” L1: 31Pilatos disse: L2: “Tomai-o vós mesmos e julgai-o de acordo com a vossa Lei.” L1: Os judeus lhe responderam: Gr: “Nós não podemos condenar ninguém à morte.” L1: 32Assim se realizava o que Jesus tinha dito, significando de que morte havia de morrer. 33Então Pilatos entrou de novo no palácio, chamou Jesus e perguntou-lhe: L2: “Tu és o rei dos judeus?” L1: 34Jesus respondeu: P: “Estás dizendo isto por ti mesmo, ou outros te disseram 3 isto de mim?” L1: 35Pilatos falou: L2: “Por acaso, sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim.Que fizeste?” L1: 36Jesus respondeu: P: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas teriam lutado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui. L1: 37Pilatos disse a Jesus: L2: “Então tu és rei?” L1: Jesus respondeu: P: “Tu o dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz.” L1: 38Pilatos disse a Jesus: L2: “O que é a verdade?” L1: Ao dizer isso, Pilatos saiu ao encontro dos judeus, e disse-lhes: L2: “Eu não encontro nenhuma culpa nele. 39Mas existe entre vós um costume, que pela Páscoa eu vos solte um preso. Quereis que vos solte o rei dos judeus?” L1: 40Então, começaram a gritar de novo: Gr: “Este não, mas Barrabás!” L1: Barrabás era um bandido. 19,1Então Pilatos mandou flagelar Jesus. 2 Os soldados teceram uma coroa de espinhos e puseram na cabeça de Jesus. Vestiram-no com um manto vermelho, 3 aproximavam-se dele e diziam: Gr: “Viva o rei dos judeus!” L1: E davam-lhe bofetadas. 4 Pilatos saiu de novo e disse aos judeus: L2: “Olhai, eu o trago aqui fora, diante de vós, para que saibais que não encontro nele crime algum.” L1: 5 Então Jesus veio para fora, trazendo a coroa de espinhos e o manto vermelho. Pilatos disse-lhes: L2: “Eis o homem!” L1: 6 Quando viram Jesus, os sumos sacerdotes e os guardas começaram a gritar: Gr: “Crucifica-o! Crucifica- -o!” L1: Pilatos respondeu: L2: “Levai-o vós mesmos para o crucificar, pois eu não encontro nele crime algum.” L1: 7 Os judeus responderam: Gr: “Nós temos uma Lei, e, segundo esta Lei, ele deve morrer, porque se fez Filho de Deus.” L1: 8 Ao ouvir estas palavras, Pilatos ficou com mais medo ainda. 9 Entrou outra vez no palácio e perguntou a Jesus: L2: “De onde és tu?” L1: Jesus ficou calado. 10Então Pilatos disse: L2: “Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar?” L1: 11Jesus respondeu: P: “Tu não terias autoridade alguma sobre mim, se ela não te fosse dada do alto. Quem me entregou a ti, portanto, tem culpa maior.” L1: 12Por causa disso, Pilatos procurava soltar Jesus. Mas os judeus gritavam: Gr: “Se soltas este homem, não és amigo de César. Todo aquele que se faz rei, declara- -se contra César.” L1: 13Ouvindo estas palavras, Pilatos trouxe Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado “Pavimento”, em hebraico “Gábata”. 14Era o dia da preparação da Páscoa, por volta do meio-dia. Pilatos disse aos judeus: L2: “Eis o vosso rei!” L1: 15Eles, porém, gritavam: Gr: “Fora! Fora! Crucifica-o!” L1: Pilatos disse: L2: “Hei de crucificar o vosso rei?” L1: Os sumos sacerdotes responderam: Gr: “Não temos outro rei senão César.” L1: 16Então Pilatos entregou Jesus para ser crucificado, e eles o levaram. 17Jesus tomou a cruz sobre si e saiu para o lugar chamado “Calvário”, em hebraico “Gólgota”. 18Ali o crucificaram, com outros dois: um de cada lado, e Jesus no meio. 19Pilatos mandou ainda escrever um letreiro e colocá-lo na cruz; nele estava escrito: “Jesus, o Nazareno, o Rei dos judeus”. 20Muitos judeus puderam ver o letreiro, porque o lugar em que Jesus foi crucificado ficava perto da cidade. O letreiro estava escrito em hebraico, latim e grego. 21Então os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos: Gr: “Não escrevas ‘o Rei dos Judeus’, mas sim o que ele disse: ‘Eu sou o Rei dos judeus’ ”. L1: 22Pilatos respondeu: L2: “O que escrevi, está escrito.” L1: 23Depois que crucificaram Jesus, os soldados repartiram a sua roupa em quatro partes, uma parte para cada soldado. Quanto à túnica, esta era tecida sem costura, em peça única de alto a baixo. 24Disseram então entre si: Gr: “Não vamos dividir a túnica. Tiremos a sorte para ver de quem será.” L1: Assim se cumpria a Escritura que diz: “Repartiram entre si as minhas vestes e lançaram sorte sobre a minha túnica”. Assim procederam os soldados. 25Perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. 26Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: P: “Mulher, este é o teu filho.” L1: 27Depois disse ao discípulo: P: “Esta é a tua mãe.” L1: Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo. 28Depois disso, Jesus, sabendo que tudo estava consumado, e para que a Escritura se cumprisse até o fim, disse: P: “Tenho sede.” L1: 29Havia ali uma jarra cheia de vinagre. Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagre e levaram-na à boca de Jesus. 30Ele tomou o vinagre e disse: P: “Tudo está consumado.” L1: E, inclinando a cabeça, entregou o espírito. (todos se ajoelham um instante) L1: 31Era o dia da preparação para a Páscoa. Os judeus queriam evitar que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque aquele sábado era dia de festa solene. Então pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas aos crucificados e os tirasse da cruz. 32Os soldados foram e quebraram as pernas de um e, depois, do outro que foram crucificados com Jesus. 33Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas; 34mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. 35Aquele que viu, dá testemunho e seu testemunho é verdadeiro; e ele sabe que fala a verdade, para que vós também acrediteis. 36Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura, que diz: “Não quebrarão nenhum dos seus ossos”. 37E outra Escritura ainda diz: “Olharão para aquele que transpassaram”. 38Depois disso, José de Arimateia, que era discípulo de Jesus – mas às escondidas, por medo dos judeus – pediu a Pilatos para tirar o corpo de Jesus. Pilatos consentiu. Então José veio tirar o corpo de Jesus. 39Chegou também Nicodemos, o mesmo que antes tinha ido de noite encontrar-se com Jesus. Trouxe uns trinta quilos de perfume feito de mirra e aloés. 40Então tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no, com os aromas, em faixas de linho, como os judeus costumam sepultar. 41No lugar onde Jesus foi crucificado, havia um jardim e, no jardim, um túmulo novo, onde ainda ninguém tinha sido sepultado. 42Por causa da preparação da Páscoa, e como o túmulo estava perto, foi ali que puseram Jesus.

 

 P: Palavra da salvação. T. Glória a vós, Senhor.

 

https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Ano-50A-24-SEXTA-FEIRA-DA-PAIXAO-DO-SENHOR-DUPLO.pdf

REFLEXÃO PARA A SEXTA-FEIRA SANTA - UMA MORTE HUMANA, DEMASIADO HUMANA Por Luiz Alexandre Solano Rossi*; Pe. Francisco Cornélio Freire Rodrigues**

 

 

 

 

REFLEXÃO PARA A SEXTA-FEIRA SANTA

 

- UMA MORTE HUMANA, DEMASIADO HUMANA

 

Por Luiz Alexandre Solano Rossi*; Pe. Francisco Cornélio Freire Rodrigues**

 

I. INTRODUÇÃO GERAL

Jesus não agia nem decidia como se tudo estivesse programado; ou seja, não seguia um script que determinava tanto o que falava quanto o que fazia. Não podemos pensar que Jesus fosse uma marionete nas mãos de Deus. As ações dele e suas palavras/mensagens eram marcadas pela solidariedade diante das tragédias da vida. É mais razoável assentir que o cotidiano de Jesus se configurava em função das dores e das crises de seu povo. Em meio à contradição da vida de homens e mulheres é que ele se inseria e decidia seus discursos e comportamentos. Jesus fez da solidariedade seu grande programa de vida. E nós?

 

II. COMENTÁRIOS AOS TEXTOS BÍBLICOS

 

1. I leitura (Is 52,13-53,12)

Na primeira leitura, encontramo-nos com o quarto cântico do Servo. Nesse cântico, o sofrimento e a morte são consequência da missão. Posteriormente, os redatores do Novo Testamento farão a releitura desse texto como se tratasse da morte de Jesus. Não há sacrifício expiatório, e sim prática de solidariedade. Deus não precisa de uma vítima expiatória para salvar o povo. Precisa, sim, de ações de misericórdia e de solidariedade em relação às pessoas. A prática da solidariedade é muito mais útil do que o sacrifício. Na verdade, podemos dizer que a antropologia é muito mais importante do que a teologia; ou seja, a maneira como tratamos uns aos outros interessa mais a Deus do que a maneira como o tratamos. O texto de Isaías insiste na substituição do sacrifício pela prática da solidariedade: “No entanto, Javé queria esmagá-lo com o sofrimento: se ele entrega sua vida em reparação pelos pecados, então conhecerá seus descendentes, prolongará sua existência, e o projeto de Javé triunfará por meio dele” (v. 10). Com isso, desautoriza a teologia oficial do pós-exílio, que se fundamentava na prática do sacrifício.

2. II leitura (Hb 4,14-16; 5,7-9)

Jesus somente está junto a Deus por ter exercido a solidariedade para com as pessoas. Nele podemos manter a fé, porque seus passos sempre se direcionaram àqueles que precisavam urgentemente de gestos de solidariedade e de fraternidade. Nele não há insensibilidade à fraqueza, pois foi justamente a partir da fraqueza que se fez forte. O auxílio oportuno somente se manifesta quando temos condições de nos juntarmos aos pobres e fracos deste mundo. A obediência encontrou em Jesus a plenitude (v. 7-9). Tornou-se ele mesmo exemplo que deve ser seguido e imitado. Sua obediência produz frutos não para ele mesmo, mas para todos quantos lhe obedecem. Para estes, ele se torna “fonte de salvação” (v. 9). Por ter se solidarizado com a humanidade ao enfrentar a morte, Jesus pode ser chamado, ao mesmo tempo, de Filho de Deus e sacerdote de Melquisedeque. Desde que Cristo se assentou no trono de Deus, já não há perigo para os crentes se aproximarem dele (cf. Is 6,1-6; Ex 19,21), visto que se converteu em “trono da graça” (v. 16), pois se apresenta como nosso irmão, conhece por experiência (v. 15) nossa situação de debilidade e, por isso, está presente solidariamente para nos socorrer.

Deve-se salientar que o autor de Hebreus, ao falar do sumo sacerdote, abre mão do aspecto de autoridade (Hb 3,1-6) para insistir unicamente no aspecto da solidariedade. Cristo se mostrou solidário à humanidade ao haver adotado uma atitude de humildade. Hebreus 5 descreve de forma bastante precisa o caminho de humildade e de solidariedade que conduziu Cristo ao sacerdócio. Trata-se de evocação impressionante da paixão de Cristo, que nos faz pensar particularmente em sua oração no Getsêmani (Mt 26,36-44). Vemos como Cristo compartilhou até o fim nossa condição humana, com tudo o que isto supõe de miséria e de sofrimento. Em meio à angústia de uma morte iminente, ele reza, grita e chora (v. 7). Mostrando-se compassivo para com os fracos (Hb 5,2), sua situação corresponde àquela que todo sumo sacerdote precisa aceitar para ser capaz de verdadeira compaixão.

1.         Evangelho (Jo 18,1-19,42)

 

A cena transcorre num jardim. Deliberadamente, Jesus nele entra para enfrentar, nesse momento, as forças do mal, que se apresentam na forma do poder imperial em aliança com as lideranças religiosas. É impressionante a força do diálogo entre Jesus e os soldados e como Jesus demonstra ter real clareza sobre sua identidade: “‘Quem vocês estão procurando?’ Responderam-lhe: ‘Jesus Nazareno’. Jesus lhes disse: ‘Sou eu’” (18,4-5). Não há espaço para dúvidas. As palavras de Jesus são diretas, certeiras. Gaguejar, jamais. Tão certeiras são as palavras, e, mesmo que sejam apenas duas – EU SOU –, os soldados caem no chão. São palavras densas de significado e, portanto, não voltam vazias. O jardim ainda continuaria a produzir flores. As forças do mal até mesmo poderiam pensar que a vitória estava com elas. Os soldados cumpriam exemplarmente uma ordem militar. No entanto, desconheciam por completo que a entrega amorosa da vida de Jesus representava o retorno ao Pai e, consequentemente, o “reverdejamento” do jardim. O império do mal jamais poderia impedir a chegada da primavera. Uma morte humana, demasiado humana. Em seu relato da paixão, João insiste na soberana liberdade que Jesus manifestou ao se aproximar de sua própria morte. Ao enfrentar a tragédia que se avizinhava, ele teve a competência de converter essa prova inevitável em um ato de amor e de solidariedade. Nem por isso, porém, João e os demais evangelistas deixam de mostrar a angústia e, provavelmente, a dúvida que se apoderaram de Jesus condenado à cruz. O próprio Jesus compartilhou a sorte comum a toda a humanidade. Com sua morte e ressurreição, a morte mudou de sentido. Decerto ela continua a ser o final aparentemente absurdo da existência humana. No entanto, de uma vez por todas, deixou de ser o sinal veemente da ruptura desesperada que nos leva para longe do Amor definitivo. A morte designa a caducidade biológica e a total finitude do ser humano. Ensina-nos que somos provisórios, não definitivos, e insiste em lembrar que possuímos um horizonte limitado. A ressurreição de Jesus nos recorda que há um retorno ao amor de Deus. Se, na primeira leitura, observávamos que o sofrimento e a morte do Servo eram consequências de sua missão, podemos também afirmar que o sofrimento e a morte de Jesus refletem sua missão junto ao povo.

III. PISTAS PARA REFLEXÃO

1) A solidariedade é marca essencial do discípulo de Jesus. É ela, fundamentalmente, que nos faz romper com nosso próprio mundo e passar a caminhar em direção a outros mundos de possibilidades. Solidários, temos condições de nos abrirmos à partilha. Rompemos com a prática do egoísmo e com a cultura própria do consumo. Paramos de recitar o “compro, logo existo” para exercitarmos a prática de obras de misericórdia para com todos aqueles que nos rodeiam.

2) Jesus é o EU SOU que confronta os poderes da morte. Apenas a presença dele é suficiente para desestruturar toda e qualquer manifestação de antivida. Como testemunhas que somos do EU SOU, também nos cabe compreender que nossas práticas, valores e ações são suficientes para desestruturar as manifestações de morte, violência, pobreza e discriminação espalhadas por toda a sociedade.

Luiz Alexandre Solano Rossi*; Pe. Francisco Cornélio Freire Rodrigues**

*é doutor em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo (Umesp) e pós-doutor em História Antiga pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e em Teologia pelo Fuller Theological Seminary (Califórnia, EUA). É professor no programa de mestrado e doutorado em Teologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e no Centro Universitário Internacional (Uninter).
**é presbítero da diocese de Mossoró-RN. Possui mestrado em Teologia Bíblica pela Pontificia Università San Tommaso D’Aquino – Angelicum (Roma). É licenciado em Filosofia pelo Instituto Salesiano de Filosofia – Insaf (Recife) e bacharel em Teologia pelo Ateneo Pontificio Regina Apostolorum (Roma). Professor na Faculdade Católica do Rio Grande do Norte (Mossoró-RN), é autor do roteiro do 4º Domingo da Páscoa.

https://www.vidapastoral.com.br/roteiros/3-de-abril-paixao-do-senhor-lasr/

ORAÇÃO UNIVERSAL

 

 

 ORAÇÃO UNIVERSAL

D. Irmãos e irmãs, somos a continuação da comunidade cristã que estava ao pé da cruz. De lá, nosso Senhor salvou o mundo inteiro. Rezemos pelas grandes necessidades da Igreja e da humanidade pela qual Jesus Cristo deu a vida.

 

 I - PELA SANTA IGREJA

 

C. Oremos, irmãos e irmãs caríssimos, pela santa Igreja de Deus: que o Senhor e nosso Deus lhe dê a paz e a unidade, que ele a proteja por toda a terra e nos conceda uma vida calma e tranquila, para sua própria glória. - Silêncio.

Depois o dirigente diz: D. Deus eterno e todo-poderoso, que em Cristo revelastes a vossa glória a todos os povos, velai sobre a obra do vosso amor, para que vossa Igreja, presente no mundo inteiro, persevere inabalável na fé e proclame sempre o vosso nome. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

 

II - PELO PAPA

 

C. Oremos pelo nosso santo Padre, o Papa Leão, para que Deus nosso Senhor, que o escolheu para o episcopado, o conserve são e salvo à frente da sua Igreja, para governar o povo santo de Deus. - Silêncio.

Depois o dirigente diz: D. Deus eterno e todo-poderoso, em cuja sabedoria tudo tem seu fundamento, dignai-vos escutar nossos pedidos e protegei com amor o Pontífice que escolhestes, para que o povo cristão, que governais por meio dele, possa crescer em sua fé. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

 

III - POR TODOS OS MEMBROS DA IGREJA

 

C. Oremos pelo nosso Bispo Paulo, por todos os bispos, presbíteros e diáconos da Igreja e por todo o povo fiel. - Silêncio.

Depois o dirigente diz: D. Deus eterno e todo-poderoso, que santificais e governais pelo vosso Espírito todo o corpo da Igreja, escutai as súplicas que vos dirigimos pelos vossos ministros, e fazei que todos, pelo dom da vossa graça, vos sirvam com fidelidade. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

 

IV - PELOS CATECÚMENOS

 

C. Oremos pelos catecúmenos: que o Senhor e nosso Deus abra os ouvidos dos seus corações e a porta da misericórdia, para que, tendo recebido nas águas do batismo o perdão de todos os seus pecados, sejam incorporados no Cristo Jesus, nosso Senhor. - Silêncio.

Depois o dirigente diz: D. Deus eterno e todo-poderoso, que por novos filhos e filhas tornais fecunda vossa Igreja, aumentai a fé e o entendimento dos catecúmenos, para que, renascidos na fonte do do batismo, sejam contados entre os vossos filhos adotivos. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

 

V - PELA UNIDADE DOS CRISTÃOS

 

C. Oremos por todos os nossos irmãos e irmãs que creem no Cristo, para que nosso Deus e Senhor se digne reunir e conservar na unidade da sua Igreja todos que vivem segundo a verdade. - Silêncio.

Depois o dirigente diz: D. Deus eterno e todo-poderoso, que reunis o que está disperso e conservais o que está unido, velai sobre o rebanho do vosso Filho. Que a integridade da fé e os laços da caridade unam os que foram consagrados por um só Batismo. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

 

VI - PELOS JUDEUS

C. Oremos pelos Judeus, aos quais o Senhor nosso Deus falou em primeiro lugar, para que lhes conceda crescer na fidelidade de sua aliança e no amor do seu nome. - Silêncio. Depois o dirigente diz: D. Deus eterno e todo-poderoso, que fizestes vossas promessas a Abraão e seus descendentes, escutai benigno as preces da vossa Igreja. Que o povo da primeira aliança chegue à plenitude da redenção. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

 

VII - PELOS QUE NÃO CREEM EM CRISTO

 

C. Oremos pelos que não creem em Cristo, para que, iluminados pelo Espírito Santo, possam também eles ingressar no caminho da salvação. - Silêncio.

Depois o dirigente diz: D. Deus eterno e todo-poderoso, dai aos que não creem em Cristo, que, caminhando sob o vosso olhar com sinceridade de coração, encontrem a verdade. E nós, amando-nos melhor uns aos outros, participando com maior solicitude do mistério da vossa vida, sejamos no mundo testemunhas mais fiéis da vossa bondade. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

 

VIII - PELOS QUE NÃO CREEM EM DEUS

 

C. Oremos pelos que não reconhecem a Deus, para que, buscando de coração sincero o que é reto, mereçam chegar ao Deus verdadeiro. - Silêncio.

Depois o dirigente diz: D. Deus eterno e todo-poderoso, vós criastes todos os seres humanos e pusestes em seu coração o desejo de procurar-vos para que, tendo-vos encontrado, só em vós achassem repouso. Concedei que, entre as dificuldades deste mundo, discernindo os sinais da vossa bondade e vendo o testemunho das boas obras daqueles que creem em vós, tenham a alegria de proclamar que sois o único Deus verdadeiro e Pai de todos os seres humanos. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

 

IX - PELOS GOVERNANTES

 

C. Oremos por todos os governantes: que Deus nosso Senhor, segundo sua vontade, lhes dirija o espírito e o coração para a verdadeira paz e liberdade de todos. - Silêncio. Depois o dirigente diz: D. Deus eterno e todo-poderoso, que tendes na mão os corações dos seres humanos e os direitos dos povos, olhai com bondade aqueles que nos governam. Que por vossa graça se consolidem por toda a terra a prosperidade das nações, a segurança da paz, e a liberdade religiosa. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

 

X - POR TODOS OS QUE SOFREM

 

C. Oremos, amados irmãos e irmãs, a Deus Pai todo-poderoso, que livre o mundo de todo erro, expulse as doenças e afugente a fome, abra as prisões e liberte os cativos, vele pela segurança dos viajantes, repatrie os exilados, dê a saúde aos doentes e a salvação aos que agonizam. - Silêncio.

Depois o dirigente diz: D. Deus eterno e todo-poderoso, sois a consolação dos aflitos e a força dos que labutam. Cheguem até vós as preces dos que clamam em sua aflição, sejam quais forem os seus sofrimentos, para que em suas provações se alegrem com o socorro da vossa misericórdia. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

SEGUNDA PARTE DA CELEBRAÇÃO ADORAÇÃO DA CRUZ

 

 

SEGUNDA PARTE DA CELEBRAÇÃO ADORAÇÃO DA CRUZ

 

C. Diz um dos cantos para a Adoração da Cruz: "Adoramos, Senhor, vosso madeiro; vossa ressurreição nós celebramos. A alegria chegou ao mundo inteiro pela Cruz que nós hoje veneramos". Adoremos, com respeito, admiração e amor, o símbolo da fidelidade e da completa doação ao projeto de Deus Pai: a Cruz.

- O dirigente vai à porta principal onde está a cruz preparada com antecedência. De lá, acompanhado por duas pessoas, com velas acesas, conduz a cruz para o interior da igreja fazendo três paradas. Em cada uma delas, ergue a cruz e diz ou canta:

 

D. EIS O LENHO DA CRUZ DO QUAL PENDEU A SALVAÇÃO DO MUNDO.

 Todos: VINDE, ADOREMOS!

C. Como sinal de devoção e veneração, faremos nossa adoração à Santa Cruz de Jesus. Este gesto expressa nossa adesão ao mistério do amor de Jesus que superou a tortura da cruz. Cantos:

 

Hino: “Fiel madeiro” (L. e M.: DR)

Fiel madeiro da santa cruz, / ó árvore sem rival. / Que selva outro lenho produz, / que traga em si fruto igual? / Quão doce peso conduz / ó lenho celestial! / Fiel madeiro da santa cruz, / ó árvore sem rival!

1. Cantem meus lábios a luta / que sobre a cruz se travou; / cantem o nobre triunfo / que no madeiro alcançou / o Redentor do universo, / quando por nós se imolou.

2. O Criador teve pena / do primitivo casal, / que foi ferido de morte, / comendo o fruto fatal, / e marcou logo outra árvore, / para curar-nos do mal.

3. Tal ordem foi exigida / na obra da salvação: / cai o inimigo no laço / de sua própria invenção. / Do próprio lenho da morte / Deus fez nascer redenção.

4. Na plenitude dos tempos,/ a hora santa chegou / e, pelo Pai enviado, / nasceu do mundo o autor; / e duma Virgem no seio / a nossa carne tomou.

5. Seis lustros tendo passado,/ cumpriu a sua missão. / Só para ela nascido, / livre se entrega à Paixão. / Na cruz se eleva o Cordeiro, / como perfeita oblação. (Nunca se omite a conclusão)

6. Glória e poder à Trindade. / Ao Pai e ao Filho, louvor. / Honra ao Espírito Santo. / Eterna glória ao Senhor, / que nos salvou pela graça e nos remiu pelo amor.

 

Lamentos do Senhor (L. e M.: José Alves)

Ant. 1. Meu povo, que te fiz eu? Ou em que te contristei? Responde-me!

1. Porque eu te tirei da terra do Egito, / preparaste uma cruz para o teu Salvador./ Eu te plantei como vinha, escolhida e preciosa, / e tu te fizeste amarga para mim! Ó Deus Santo! (bis) / Santo e Poderoso! (bis) / Santo e imortal, tende piedade de nós! (bis) Ant. 2. Que mais devia ter feito por ti e não o fiz? Responde-me!

2. Eu flagelei por ti o Egito e os primogênitos / e tu me entregaste, assim flagelado? / Eu abri o mar diante de ti, / e tu me abriste o lado com uma lança. Ó Deus Santo! (bis) / Santo e Poderoso! (bis) / Santo e imortal, tende piedade de nós! (bis)

Ant. 3. Meu povo, que te fiz eu? Ou em que te contristei? Responde-me!

Na coluna de fogo, eu te guiei / e tu me conduziste ao pretório de Pilatos. / Eu te dei a beber a boa água da pedra / e tu me deste a beber fel e vinagre. Ó Deus Santo! (bis) / Santo e Poderoso! (bis) / Santo e imortal, tende piedade de nós! (bis)

 

Vitória (L.: Reginaldo Veloso (estrofes) | M.: Tradição Polonesa, em versão de André Losay )

 

 Vitória, tu reinarás! Ó cruz, tu nos salvarás! (bis)

 

1. Nós vamos à cidade e lá eu irei sofrer; / serei crucificado, mas hei de reviver! 2. Vocês não são do mundo, do mundo os escolhi! / Se o mundo os odeia, primeiro odiou a mim!

3. Vocês vão ter no mundo tristezas e aflições, / mas eu venci o mundo, coragem, e vencerão!

4. Se o Grão que cai por terra não morre, fica só... / Se morre, germina e cresce, seu fruto será maior!

5. Pois era necessário um só sofrer por todos / e, assim, os separados formarem um só povo.

6. Escutem meu mandamento, reparem como os amei! / Por todos eu dei a vida, se amem assim, vocês!

         7. Se alguém quer ser meu servo, me siga e, então, verá, / esteja onde eu   estiver, meu Pai o honrará!

 

- Durante o canto e a adoração da Cruz, duas pessoas seguram as velas ao lado da Cruz que é segurada pelo Dirigente, Ministro ou outra pessoa. Pode ser feito o gesto do beijo ou um toque na Cruz durante a sua adoração. Terminada a adoração, a Cruz é levada para um local no presbitério e as velas são colocadas à sua direita e à sua esquerda. Apresenta-se apenas uma Cruz para a adoração. Se forem muitas pessoas, pode ser feito um gesto que contemplem a todos, depois que um grupo fizer a adoração individual (cf. Missal Romano, n° 19, p. 267).

 

COLETA PARA OS LUGARES SANTOS

Anim. Hoje somos convidados a praticar um gesto concreto de solidariedade para com os cristãos que vivem nos Lugares Santos, onde a presença da Igreja depende da generosidade dos fiéis do mundo todo. Reconhecendo o dom da fé que recebemos, sejamos generosos na partilha para sustentar aqueles que continuam testemunhando Cristo nos locais onde Ele nasceu, anunciou o Evangelho, entregou sua vida por nós na cruz e ressuscitou gloriosamente.

 

(L.: Dom Carlos Navarro | M.: Waldeci Farias)

 Os cristãos tinham tudo em comum, / dividiam seus bens com alegria. / Deus espera que os dons de cada um, / se repartam com amor no dia a dia!

1. Deus criou este mundo para todos, / quem tem mais é chamado a repartir / com os outros o pão, a instrução, / e o progresso, fazer o irmão sorrir.

2. Mas, acima de alguém que tem riquezas, / está o homem, que cresce em seu valor. / E, liberto, caminha para Deus, / repartindo com todos o amor

TERCEIRA PARTE DA CELEBRAÇÃO COMUNHÃO EUCARÍSTICA

  

TERCEIRA PARTE DA CELEBRAÇÃO COMUNHÃO EUCARÍSTICA

 

RITO DA COMUNHÃO

 

- Onde acontece a distribuição da Eucaristia faz-se como segue. Se não tiver, faz-se o Pai Nosso, o abraço da Paz, um momento de silêncio e a Oração final.

 - Em silêncio, ou apenas com um refrão, o corporal é estendido sobre o altar e um Ministro da Eucaristia, pelo caminho mais curto, traz a âmbula com o Pão Consagrado. Este é colocado sobre o altar. O Ministro faz uma genuflexão. Não se convida para ficar de joelhos ou adoração.

 

 D. Rezemos com amor e confiança a oração que Jesus nos ensinou: Pai nosso...

 

CONVITE À COMUNHÃO

- O Ministro aproxima-se da âmbula sobre o altar. Apresenta o Pão Eucarístico e diz: ME. Diz o Senhor: "Todo aquele que vive e crê em mim não morrerá para sempre". Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Todos: Senhor, eu não sou digno(a) de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo(a).

- O ME comunga e distribui o Pão Eucarístico. É bom que toda a Eucaristia seja consumida. Contudo, se ainda tiver reserva Eucarística, após a distribuição aos fiéis, o Ministro transporta o cibório até um local preparado. Retira-se a toalha do altar neste momento ou após a saída em silêncio. Guardar um instante de silêncio.

 

- . CANTO DE COMUNHÃO (L. e M.: Pe. José Weber, SVD)

 Prova de amor maior não há / que doar a vida pelo irmão.

 

1.    Eis que eu vos dou o meu novo mandamento: / “Amai-vos uns aos outros, como eu vos tenho amado!” 2. Vós sereis os meus amigos, se seguirdes meu preceito: / “Amai-vos uns aos outros, como eu vos tenho amado!” 3. Como o Pai sempre me ama, assim também, eu vos amei: / “Amai-vos uns aos outros, como eu vos tenho amado!” 4. Permanecerei em meu amor e segui meu mandamento: / “Amai-vos uns aos outros, como eu vos tenho amado!” 5. E chegado a minha Páscoa, vos amei até o fim: / “Amai-vos uns aos outros, como eu vos tenho amado!” 6. Nisto todos saberão, que vós sois os meus discípulos: / “Amai-vos uns aos outros, como eu vos tenho amado!

 

2.    II. (opcional) (L. e M.: Pe. José Weber, SVD)

 

 “Eu vim para que todos tenham vida, / que todos tenham vida plenamente”.

 

1. Reconstrói a tua vida em comunhão com teu Senhor! / Reconstrói a tua vida em comunhão com teu irmão! / Onde está o teu irmão, eu estou presente nele! 2. “Eu passei fazendo o bem, eu curei todos os males”. / Hoje és minha presença junto a todo sofredor: / onde sofre o teu irmão, eu estou sofrendo nele.

3. “Entreguei a minha vida pela salvação de todos”. / Reconstrói, protege a vida de indefesos e inocentes: / onde morre o teu irmão, eu estou morrendo nele.

4. “Vim buscar e vim salvar o que estava já perdido”. / Busca, salva e reconduz a quem perdeu toda esperança: / onde salvas teu irmão, tu me estás salvando nele.

5. “Este pão, meu corpo e vida para a salvação do mundo” / é presença e alimento nesta santa comunhão: / onde está o teu irmão, eu estou também com ele.

6. “Salvará a sua vida quem a perde, quem a doa”. / “Eu não deixo perecer nenhum daqueles que são meus”: / onde salvas teu irmão, tu me estás salvando nele.

7. “Da ovelha desgarrada eu me fiz o Bom Pastor”. / Reconduz, acolhe e guia a quem de mim se extraviou: / onde acolhes teu irmão, tu me acolhes, também, nele.

 

ORAÇÃO D. Ó Deus eterno e todo-poderoso, que nos renovastes pela santa morte e ressurreição do vosso Cristo, conservai em nós a obra da vossa misericórdia, para que, pela participação neste mistério, vos consagremos sempre a nossa vida. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

 

ÚNICO AVISO

 D. Amanhã, trazer velas para a Vigília.

 

 ORAÇÃO SOBRE O POVO

 

D. Que a vossa bênção, Senhor, desça copiosa sobre o vosso povo, que acaba de celebrar a morte do vosso Filho na esperança da sua ressurreição. Venha o vosso perdão, seja dado o vosso consolo, cresça a fé verdadeira e a redenção eterna se confirme. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

- Terminada a oração, todos saem em silêncio, sem canto, após uma genuflexão diante da Cruz. Não se faz a bênção final nesta ação litúrgica.

 

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segunda-feira, 30 de março de 2026

BEM-VINDOS AO SB SABENDO BEM DE 02 DE ABRIL DE 2026- QUINTA-FEIRA SANTA





A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina. (I Coríntios 1, 18).QUINTA

(Ano A/Branco) Quinta-feira Santa 2 de abril de 2026

MISSA VESPERTINA DA CEIA DO SENHOR

Eu vos dou um novo Mandamento: “que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei”, diz o Senhor. 



 

SB SABENDO BEM DE 02 DE  ABRIL DE 2026 INFORMA.

Caro(a) Leitor(a) amigo(a):

O meu abraço fraterno e uma ótima SEMANA SANTA!

ACESSE SEMPRE O BLOG: sbsabendobem.blogspot.com e divulgue aos seus amigos, conhecidos e contatos nas redes sociais. Comente, faça sugestões. Agradeço,

 

ESCREVA PARA sbsabendobem@gmail.com

 

 

SEJA BEM-VINDO!

 

QUINTA-FEIRA SANTA, 02 de abril de 2026