sexta-feira, 17 de julho de 2026

BEM-VINDO AO SB SABENDO BEM DE 19 DE JULHO DE 2026- 16.º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO A - FINAL DA COPA DO MUNDO

 



A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina. (I Coríntios 1, 18).

(Ano A/Verde) 16.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

19 DE JULHO DE 2026

DEIXAI CRESCER UM E OUTRO ATÉ A COLHEITA


Quando o trigo amadurece

https://youtu.be/SpGLeHqS3LY?si=aMY6aqjJIFpTW4DL

Os Grãos Que Formam Espiga-Frei Luiz Turra

https://youtu.be/E57Zay86QUs?si=pMiTSyFljoC-BgN9

CANTIGA DE SEMEADOR (Pe. Zezinho)

https://youtu.be/u0XelT5SL6k?si=LnG9rFpdfaqGfBKB

 

SB SABENDO BEM DE 19 DE JULHO DE 2026 INFORMA.

Caro(a) Leitor(a) amigo(a):

O meu abraço fraterno e um ótimo mês de Julho a todos!

ACESSE SEMPRE O BLOG: sbsabendobem.blogspot.com e divulgue aos seus amigos, conhecidos e contatos nas redes sociais.

Comente, faça sugestões. Agradeço.

 

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SEJA BEM-VINDA! SEJA BEM-VINDO!

1-SEJAM BEM-VINDOS AO SB SABENDO BEM DO 16.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A- DOMINGO DO DÍZIMO 1.1 -Bem-vindos Irmãs e Irmãos!

 

 

1-SEJAM BEM-VINDOS AO SB SABENDO BEM DO 16.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A- DOMINGO DO DÍZIMO

1.1  -Bem-vindos Irmãs e Irmãos!

Irmãos e irmãs, é na presença do Senhor que nos reunimos em comunidade para celebrar. Sejam todos bem-vindos!

Irmãos e irmãs, eis que o Senhor, bom, clemente e fiel, está no meio de nós. Ao iniciarmos esta semana na sua presença, que- remos acolher a proposta do Reino por Ele anunciada: um Reino que tudo transforma e cresce silenciosa- mente, exigindo nossa paciência e confiança. Que esta celebração nos mantenha fiéis e perseverantes até o fim, certos da promessa de que um dia viveremos eternamente na presença de Deus (INTRODUÇÃO DO FOLHETO POVO DE DEUS EM SÃO PAULO).

Jesus apresenta a Parábola do Joio e do Trigo, onde o bem e o mal crescem juntos no mundo. O dono da terra proíbe arrancar o joio antes da hora para não destruir o trigo bom. Deus demonstra paciência com a humanidade, permitindo a convivência dos opostos até a colheita final, quando o julgamento separará cada um de forma justa. As parábolas vizinhas da mostarda e do fermento reforçam que o Reino de Deus cresce de forma humilde e silenciosa, mas transforma toda a realidade.

A liturgia do 16º Domingo do Tempo Comum convida-nos a aprender a arte da paciência, do discernimento e da confiança na justiça final de Deus. O julgamento prematuro não cabe aos humanos, pois Deus permite que ambos cresçam juntos até a colheita. Que a graça do Senhor nos preencha para que possamos discernir o que nos faz bem e o que nos faz mal neste mundo onde o inimigo continua semeando confusão e engano.

1.2- 38.º CAPÍTULO PROVINCIAL DA PROVÍNCIA SANTO TOMÁS DE VILANOVA

 1.2- 38.º CAPÍTULO PROVINCIAL DA PROVÍNCIA SANTO TOMÁS DE VILANOVA


O Capítulo teve início no dia 13 de julho de 2026 no Rio Janeiro.

 

A Eucaristia presidida pelo Prior Geral, frei Miguel Ángel Hernández, abriu oficialmente os trabalhos capitulares com um convite a viver o discernimento comunitário a partir da escuta, da oração e da caridade.

A Província Santo Tomás de Villanueva da Ordem de Agostinhos Recoletos iniciou no passado 13 de julho o seu 38.º capítulo provincial com a celebração da Eucaristia do Espírito Santo no Sítio Santo Agostinho, no Rio de Janeiro (Brasil). A celebração foi presidida pelo Prior Geral, frei Miguel Ángel Hernández, que convidou os capitulares a compreender este tempo como uma autêntica experiência espiritual de discernimento e não unicamente como um processo de governo.

Desde o início da homilia, o Prior Geral situou o sentido profundo do capítulo:

“Hoje não estamos simplesmente iniciando um capítulo provincial. Estamos entrando em um tempo de graça, um tempo em que o Senhor nos reúne como comunidade para ouvir sua voz e discernir juntos os caminhos do futuro”.

Um capítulo para buscar juntos a vontade de Deus

Tomando como referência o Concílio de Jerusalém narrado nos Atos dos Apóstolos, frei Miguel Ángel recordou que a Igreja enfrentou desde os seus primeiros anos desafios que só puderam resolver-se mediante o discernimento comunitário.

O Prior Geral destacou a célebre expressão usada pelos apóstolos: “Pareceu bem ao Espírito Santo e a nós”, sublinhando que a ordem dessas palavras não é casual.

“Ele não diz: ‘Pareceu bem a nós e esperamos que pareça bem ao Espírito Santo’. Ele diz primeiro que o Espírito vem primeiro e a comunidade o segue, discernindo onde sopra”, explicou.

A partir desta cena bíblica, definiu qual deve ser a identidade de todo capítulo provincial: “Esse é o programa de todo capítulo autêntico. Este tem que ser o coração do nosso capítulo. Não se trata apenas de organizar, analisar e votar. Trata-se de buscar juntos a vontade de Deus .

Neste sentido, recordou que um capítulo não pode reduzir-se a uma dinâmica parlamentar.

“Um capítulo não é um parlamento. Não viemos defender interesses, nem impor maiorias, nem garantir cotas. Viemos para ouvir”, afirmou.

Ele foi ainda mais longe ao descrever a natureza espiritual desta assembleia: “O capítulo, em sua raiz mais profunda, é um ato litúrgico prolongado. É um ato de adoração que se expressa na busca conjunta da vontade de Deus para a nossa província neste momento da história”.

Escutar a Deus também através dos irmãos

Inspirando-se em santo Agostinho, o Prior Geral recordou que o discernimento só é possível a partir da comunhão.

“Santo Agostinho nos lembra que Deus fala também por meio dos irmãos. Ele sabia que ninguém possui a verdade em sua totalidade e que a comunhão não nasce quando todos pensamos igual, mas quando nos colocamos todos juntos à escuta do único Mestre”, assinalou.

Por isso animou os capitulares a cultivar uma escuta humilde e sincera durante todo o processo capitular.

“Quando uma comunidade escuta com humildade, dialoga com sinceridade e coloca Cristo no centro, o Espírito encontra espaço para agir”, assegurou.

Frei Miguel Ángel expressou ainda seu desejo de que as conclusões do capítulo não sejam apenas fruto do trabalho humano, mas da ação de Deus: “Não será simplesmente o fruto de nossas deliberações, mas da ação silenciosa do Espírito em uma comunidade que se deixa conduzir por Ele”.

Uma casa construída por Deus

Meditando o salmo responsorial, o Prior Geral recordou que toda renovação autêntica começa pondo Deus no centro.

“Se o Senhor não constrói a casa, em vão se cansam os construtores. Podemos trabalhar muito, discutir muito, planejar muito; mas, se o Senhor não está no centro, tudo se torna vazio”, afirmou.

Por isso convidou a viver o capítulo a partir de uma profunda atitude de humildade.

“Temos que trabalhar, sim, mas sabendo que a obra é do Outro. Temos que contribuir, sim, mas não pretender controlar. Temos que discernir, sim, mas não impor”, assinalou.

E acrescentou uma das ideias centrais de toda a homilia: “Talvez o melhor serviço que possamos oferecer nestes dias não seja tanto o brilho de nossas ideias, mas a docilidade com que deixamos Deus ir construindo a Província”.

Permanecer no amor para dar fruto

A reflexão concluiu com o Evangelho do discurso de despedida de Jesus durante a Última Ceia.

O Prior Geral recordou que o fundamento último de qualquer decisão capitular não são as estruturas nem as estratégias, mas o amor.

“Não se trata de doutrina, não se trata de estruturas, não se trata de regulamentos. Trata-se de amor. Permanecer no amor de Cristo é a condição de possibilidade de todo o resto: do apostolado, do governo, da renovação e do discernimento”, explicou.

Com essa mesma força advertiu:

“Um capítulo que não brota do amor se transforma em uma reunião de gestão. Um capítulo que nasce do amor pode mudar o rumo de uma província”.

Esse amor, acrescentou, é o amor concreto de Cristo: “Um amor que lava os pés; um amor que vai ao encontro de quem erra; um amor que dá a vida; um amor que vai além das afinidades naturais, além das gerações e além das diferentes visões sobre o futuro da Ordem e da Província”.

Três imagens para viver o capítulo

Antes de concluir a homilia, frei Miguel Ángel Hernández deixou aos capitulares três imagens que servissem de guia durante as jornadas de trabalho.

A primeira foi a dos apóstolos reunidos em Jerusalém: “Homens que não estavam de acordo, mas que encontraram o Espírito no meio de suas discussões honestas e fraternas. O Espírito não foge do conflito; bem conduzido, Ele o habita e o fecunda”.

A segunda foi a da casa que só Deus pode construir: “Uma província, uma comunidade, uma Ordem, um capítulo, é sempre uma obra em construção. E aqui está o decisivo: não somos nós os principais arquitetos”.

Por fim, recordou as palavras de Jesus: “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi e vos destinei para que vades e deis fruto”, afirmando que “o capítulo não cria a vocação; ele a reconhece e a coloca a serviço de todos”.

Como desejo para o futuro, expressou: “Que, quando já tivermos ido embora do Rio de Janeiro, recordemos este capítulo não pelos documentos que aprovamos, mas porque aqui aprendemos mais uma vez a escutar o Espírito do Senhor”.

A homilia concluiu com uma referência à Regra de Santo Agostinho e uma oração pelos trabalhos capitulares: “Que tudo o que fizerdes, o façais com amor, in caritate, e que o amor que nos une seja mais belo ao final do capítulo do que no começo”.

https://recoletos.org/pt-br/espirito-santo-inaugura-o-38o-capitulo-provincial-de-sao-tomas-de-villanueva/

1.3- COPA DO MUNDO DA FIFA 2026

 

1.3- COPA DO MUNDO DA FIFA 2026

A) Quartas de final

França 2 x 0 Marrocos

Espanha 2 x 1 Bélgica

Noruega 1 x 2 Inglaterra

Argentina 3 x 1 Suíça

B) Semi-finais

Espanha 2 x 0 França

Inglaterra 1 x 2 Argentina

 

C) Disputa de terceiro e quarto lugares- 18 de julho às 18 horas.

França x Inglaterra

D) Decisão final dia 19 de julho às 16 horas

ESPANHA X ARGENTINA

Copa do Mundo de 2026 já é a melhor da história? O que dizem os números

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Golaços, viradas históricas, drama nos minutos finais e resultados surpreendentes. Que Copa do Mundo estamos vivendo!

Com 48 seleções pela primeira vez na história e sediada por três países — Canadá, México e Estados Unidos — não há dúvidas de que este é o maior Mundial dos 23 realizados até hoje.

Mas será que também podemos considerar esta a melhor Copa do Mundo?

A resposta é subjetiva, já que cada Mundial significa algo diferente para cada pessoa. Para alguns, a melhor Copa será sempre a primeira que acompanharam. Para outros, tudo depende da campanha feita pela sua seleção.

As estatísticas, no entanto, indicam que, ao menos dentro de campo, esta edição da Copa do Mundo está entre as melhores da história.

Toda Copa precisa de emoção — e isso não faltou até aqui.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cg539gnpznzo

Já aconteceram muitas polêmicas sobre erros de arbitragem e certos favorecimentos. No próximo domingo farei uma avaliação desta Copa do Mundo da Fifa.

Que vença a melhor Seleção! Que neste Domingo o Encerramento possa ser com Futebol e não artifícios como anti-jogo, agressividade extra-futebol. Que a arbitragem possa fazer o seu trabalho sem demasiada pressão por parte dos jogadores e que as torcidas possam celebrar respeitando-se uns aos outros sem homofobia e discriminação racial. O Evento Copa do Mundo deveria ser um grande momento de congraçamento e amizade fraterna. È o que a maioria dos presentes na Arena Esportiva deveria celebrar. Pronto escrevi!

2-LITURGIA DA PALAVRA DO 16.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – A

 

 

2-LITURGIA DA PALAVRA DO 16.º DOMINGO DO TEMPO COMUM –  A

Acolhamos a Palavra de Deus. Como outrora falou às multidões, hoje o Senhor nos revela os mistérios do seu Reino e nos chama a servi-lo. Tenhamos ouvidos atentos, pois Ele nos diz: “Quem tem ouvidos, ouça”.

PRIMEIRA LEITURA (Sb12,13.16-19) Leitura do Livro da Sabedoria.

13Não há, além de ti, outro Deus que cuide de todas as coisas e a quem devas mostrar que teu julgamento não foi injusto. 16A tua força é princípio da tua justiça, e o teu domínio sobre todos te faz para com todos indulgente. 17Mostras a tua força a quem não crê na perfeição do teu poder; e nos que te conhecem, castigas o seu atrevimento. 18No entanto, dominando tua própria força, julgas com clemência e nos governas com grande consideração: pois quando quiseres, está ao teu alcance fazer uso do teu poder. 19Assim procedendo, ensinaste ao teu povo que o justo deve ser humano; e a teus filhos deste a confortadora esperança de que concedes o perdão aos pecadores.

- Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

SALMO 85(86)

Ó Senhor, vós sois bom, sois clemente e fiel!

1. Ó Senhor, vós sois bom e clemente, * sois perdão para quem vos invoca. / Escutai, ó Senhor, minha prece, * o lamento da minha oração!

2. As nações que criastes, virão * adorar e louvar vosso nome. / Sois tão grande e fazeis maravilhas: * vós, somente sois Deus e Senhor!

3. Vós, porém, sois clemente e fiel, * sois amor, paciência e perdão. / Tende pena e olhai para mim! * Confirmai, com vigor, vosso servo!

SEGUNDA LEITURA (Rm 8,26-27) Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos.

Irmãos: 26O Espírito vem em socorro da nossa fraqueza. Pois nós não sabemos o que pedir, nem como pedir; é o próprio Espírito que intercede em nosso favor, com gemidos inefáveis. 27E aquele que penetra o íntimo dos corações sabe qual é a intenção do Espírito. Pois é sempre segundo Deus que o Espírito intercede em favor dos santos.

- Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

ACLAMAÇÃO (Mt 11,25)

Aleluia, aleluia, aleluia.

Eu te louvo, ó Pai Santo, Deus do céu, Senhor da terra: / Os mistérios do teu Reino aos pequenos, Pai, revelas!

 

EVANGELHO (Mt 13,24-43 | +longo)

P. O Senhor esteja convosco. T. Ele está no meio de nós.

P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. T. Glória a vós, Senhor.

P. Naquele tempo, 24Jesus contou outra parábola à multidão: “O Reino dos Céus é como um homem que semeou boa semente no seu campo. 25Enquanto todos dormiam, veio seu inimigo, semeou joio no meio do trigo, e foi embora. 26Quando o trigo cresceu e as espigas começaram a se formar, apareceu também o joio. 27Os empregados foram procurar o dono e lhe disseram: ‘Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde veio então o joio?’28O dono respondeu: ‘Foi algum inimigo que fez isso’. Os empregados lhe perguntaram: ‘Queres que vamos arrancar o joio?’29O dono respondeu: ‘Não! Pode acontecer que, arrancando o joio, arranqueis também o trigo. 30Deixai crescer um e outro até a colheita! E, no tempo da colheita, direi aos que cortam o trigo: arrancai primeiro o joio e o amarrai em feixes para ser queimado! Recolhei, porém, o trigo no meu celeiro!’”. 31Jesus contou-lhes outra parábola: “O Reino dos Céus é como uma semente de mostarda que um homem pega e semeia no seu campo. 32Embora ela seja a menor de todas as sementes, quando cresce fica maior do que as outras plantas. E torna-se uma árvore, de modo que os pássaros vêm e fazem ninhos em seus ramos”. 33Jesus contou-lhes ainda uma outra parábola: “O Reino dos Céus é como um fermento que uma mulher pega e mistura com três porções de farinha, até que tudo fique fermentado”. 34Tudo isso Jesus falava em parábolas às multidões. Nada lhes falava sem usar parábolas, 35para se cumprir o que foi dito pelo profeta: “Abrirei a boca para falar em parábolas; vou proclamar coisas escondidas desde a criação do mundo”. 36Então Jesus deixou as multidões e foi para casa. Seus discípulos aproximaram-se dele e disseram: “Explica-nos a parábola do joio!” 37Jesus respondeu: “Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem. 38O campo é o mundo. A boa semente são os que pertencem ao Reino. O joio são os que pertencem ao Maligno. 39O inimigo que semeou o joio é o diabo. A colheita é o fim dos tempos. Os ceifeiros são os anjos. 40Como o joio é recolhido e queimado ao fogo, assim também acontecerá no final dos tempos: 41o Filho do Homem enviará os seus anjos, e eles retirarão do seu Reino todos os que fazem outros pecar e os que praticam o mal; 42e depois os lançarão na fornalha de fogo. E aí haverá choro e ranger de dentes. 43Então os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai. Quem tem ouvidos, ouça”.

- Palavra da Salvação. T. Glória a vós, Senhor.

https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Ano-50A-42-16o-DOMINGO-DO-TEMPO-COMUM.pdf

3-LITURGIA DO 16.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

 

 

3-LITURGIA DO 16.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

- Na liturgia do domingo passado aprendemos que a Palavra de Deus é sempre viva, eficaz, atual e que tudo aquilo que ela proclama, realiza-se no tempo de Deus para cada coisa. A Palavra contém a vontade e o plano do Pai. Ela se realiza sempre, independente das forças contrárias que possam colocar-se no caminho. A Palavra de Deus realiza tudo quanto proclama e revela.

- O autor do Livro da Sabedoria contém uma resposta de Deus aos que se perguntavam porque Ele não punia nem castigava os idólatras e pecadores. O autor procura mostrar que Deus é acima de tudo justo, bom, paciente, compassivo, misericordioso e, por isso, prefere não punir, mas ganhar o pecador com o seu amor. Ele não suporta o pecado, mas ama profundamente a pessoa do pecador. Ele faz tudo para eliminar o pecado da vida dos homens. Contudo, faz isso com calma, paciência e bondade para evitar que algum dos seus filhos venha a perder-se ou desistir de tentar voltar para o seu amor.

- São Paulo insiste sobre o valor do dom do Espírito Santo na vida da Igreja e de cada batizado. É Ele quem nos permite uma comunicação perfeita com Deus gerando uma comunhão vital. O Espírito recolhe nossos gemidos e os apresenta a Deus de forma perfeita, compreensível, como verdadeira oração. Ele vive em nós e sua ação faz frutificar aquela semente de eternidade que Ele mesmo plantou em nossas vidas com a graça do Batismo.

- Jesus serve-se de três parábolas para nos ajudar a compreender melhor a realidade do seu Reino. Na primeira, compara o Reino ao campo de trigo. Explica que o campo é a humanidade; que o semeador é Ele mesmo e que a boa semente é sua Palavra. Neste campo, o demônio, inimigo natural do Reino, semeou escondidamente o joio, símbolo do mal e do pecado. Ao contrário do que talvez fizéssemos nós, Deus permite que cresçam juntos: o trigo e o joio, evitando que ao arrancar o joio, se destrua também o trigo. Somente no momento da colheita o Senhor vai separá-los, guardando o que é bom e queimando o que é ruim. Portanto, no Reino de Jesus, podem caminhar juntos bons e maus, mas a salvação que vem de Deus deve ser acolhida por cada um, pois o desejo de Deus é não perder ninguém. No dia do juízo, o Senhor chamará todos na sua presença e, pelos frutos que cada um apresentar, Ele dará a recompensa devida. Serão os frutos que determinarão nosso destino futuro com ou sem Deus.

- Na segunda parábola, Jesus compara o Reino com a semente de mostarda, a menor das sementes, mas que produz uma planta robusta e maior que as demais hortaliças. Com ela, Jesus quer mostrar que o Reino não precisa de alarde para ser implantado. Dentro da semente, que é a Palavra de Jesus, já existe a força e a vitalidade. Esta vida desabrocha lentamente e cresce até superar todas as outras coisas.

- Na humildade e simplicidade, no silêncio e escondimento, o Reino vai estendendo suas raízes até tomar toda a realidade que nos rodeia. A mesma coisa Jesus nos quer ensinar com a comparação entre o fermento na massa e a atuação do Reino. Na terceira parábola sua força é semelhante a força do fermento: atinge e transforma toda a massa. A quantidade do fermento é sempre insignificante em relação à quantidade de massa, mas é ele que dá forma e qualidade à massa.

- Com essas parábolas, Jesus quer que compreendamos que devemos trabalhar pelo seu Reino com calma, imitando a paciência de Deus. O importante é trabalhar sempre e confiar na força escondida na Palavra de Jesus e na ação do Espírito em nós. Se confiarmos verdadeiramente, Ele realizará grandes maravilhas através de nós. Aprendemos também, que devemos preparar o terreno do nosso coração para que a Palavra semeada possa produzir frutos bons e duradouros. Reconhecemos que nos sofrimentos e cruzes da vida, Deus manifesta seu carinho e amor por nós, pois Ele não quer nos castigar. Hoje, vemos como é importante a paciência e a misericórdia de Deus em nosso caminho de fé. Quem experimenta o amor de Deus, certamente trabalhará melhor na construção do Reino.

https://diocesedesaomateus.org.br/wpcontent/uploads/2026/06/19_07_26.pdf

4- REFLEXÕES PARA O 16.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A 4.1-NO CAMPO DA VIDA: PACIÊNCIA, GRAÇA E CONVERSÃO

 

 

4- REFLEXÕES PARA O 16.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

4.1-NO CAMPO DA VIDA: PACIÊNCIA, GRAÇA E CONVERSÃO

Quando nos deparamos com a parábola do joio e do trigo, tendemos logo a imaginar as pessoas boas como trigo e as pessoas más como joio, como se as “boas” nada tivessem de negativo e as “más” nada tivessem de positivo. Deus é luz e n’Ele não há trevas (cf. 1Jo 1,5), mas já em nós nem sempre é assim... Precisamos tomar cuidado para não sermos simplistas. Esta parábola, nos põe diante da realidade que permeia nossa vida, pois podemos encontrar joio e trigo dentro de nós mesmos, em nossas comunidades, organizações, instituições, enfim, em nossa sociedade como um todo. A questão é o que fazer diante dessa realidade. A parábola nos permite pensar e nos ajuda a escolher o melhor caminho. Jesus disse que o trigo é semeado à luz do dia e o joio à noite. Aqui Ele nos dá um critério: guiemo-nos pela luz, não permitindo que as trevas dominem nosso interior (cf. Mt 6,22-23). A luz é Jesus! Ele é o que semeia o trigo! O inimigo, por sua vez, semeia o joio. E há muitas formas de permitirmos que o joio penetre nosso interior, daí a necessidade da vigilância. Diante dos que julgamos serem joio, nosso impulso é o mesmo daqueles empregados que queriam arrancá-lo logo; entretanto, se na natureza joio é sempre joio e trigo sempre trigo, na ordem da graça, porém, o joio poderá ser trigo. Nas parábolas da misericórdia Jesus e na sua atitude para com os pecadores, Jesus nos ensinou isso, e é por isso mesmo que Ele nos advertiu para não julgarmos (cf. Lc 6, 37-38). O irmão que eu julgo ser joio, amanhã poderá ser trigo! Aqui está algo belo: Deus espera isso, essa é a esperança de Deus, se assim podemos dizer. Ele vem em nosso socorro com sua misericórdia, sua ternura e sua graça. Temos pressa de resultados quando se trata da mudança dos outros, mas Deus tem paciência para conosco: “teu domínio sobre todos te faz para com todos indulgente. (...) dominando tua própria força, julgas com clemência” (Sb 12, 16.18). Ele nos dá essa lição: “Assim procedendo, ensinaste ao teu povo que o justo deve ser humano” (Sb 12, 19). Isso porque Ele é clemente e fiel, amor, paciência e perdão (cf. Sl 85/86, 15). O Espírito que “vem em socorro da nossa fraqueza” (cf. Rm 8, 26) nos ajuda para que, em nós, o trigo prevaleça e o joio não prospere. Confiando na graça de Deus aprendemos que ninguém é um caso absolutamente perdido. Assim como o joio de hoje poderá ser trigo amanhã, há também a possibilidade inversa: aquele que hoje é trigo pode amanhã se tornar joio. E isso exige ainda mais cuidado sobre nós mesmos: “Não somos desertores, para nossa perdição. Perseveramos na fé, para nossa salvação” (Hb 10, 39). Sejamos, portanto, dóceis em acolher e espalhar a boa semente, que contém em si a capacidade de tornar-se árvore frondosa e capaz de produzir bons frutos para o Reino de Deus; prontos para rejeitar e não espalhar a má semente, lançada na escuridão pelo inimigo e misericordiosos com os que erram, pois também somos frágeis. Não somos a Igreja dos perfeitos, mas uma comunidade de pecadores perdoados que acolhem a misericórdia de Deus, como bem lembrava o Papa Francisco, sempre atentos ao que disse São Paulo: “quem julga estar de pé tome cuidado para não cair” (1Cor 10, 12)!

Dom Edilson de Souza Silva Bispo Auxiliar de São Paulo Vigário Episcopal para a Região Lapa

https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Ano-50A-42-16o-DOMINGO-DO-TEMPO-COMUM.pdf

4.2-19 de julho – 16° DOMINGO DO TEMPO COMUM Por Pe. Marcus Mareano* Um Deus de bondade

 

 

4.2-19 de julho – 16° DOMINGO DO TEMPO COMUM

Por Pe. Marcus Mareano*

 

Um Deus de bondade

INTRODUÇÃO GERAL

O modo de agir de Deus sempre supera como o imaginamos. As leituras nos sensibilizam para essa ação misteriosa e surpreendente de Deus. Experimentando sua misericórdia em nossa vida, somos capacitados para sermos misericordiosos e refletir sua bondade em nossos gestos.

A primeira leitura (Sb 12,13.16-19) apresenta essa lógica divina, que ultrapassa os critérios humanos de retribuição. Deus se manifesta como misericórdia e indulgência, revelando um poder que se expressa prioritariamente na compaixão. Assim, desvela-se sua grandeza e se instaura um horizonte ético para o agir humano: os filhos e filhas de Deus são chamados a se conformar ao seu coração misericordioso.

No Evangelho (Mt 13,24-43), por meio de parábolas, Jesus mostra que o Reino dos Céus não constitui um espaço de perfeição elitista, reservado a um pequeno grupo de justos. Ao contrário, caracteriza-se como âmbito inclusivo de crescimento, no qual todos têm a possibilidade de maturar suas escolhas, crescer humanamente e abrir-se à ação transformadora da graça. A pedagogia do Reino respeita os ritmos da liberdade humana, oferecendo tempo e espaço para que cada pessoa responda, de forma responsável e gradual, ao convite divino à vida segundo o Espírito.

A segunda leitura (Rm 8,26-27) assegura que o Espírito Santo vem em auxílio da fragilidade humana, sustentando-nos precisamente onde nossas capacidades se mostram limitadas. Esse mesmo Espírito revela que a bondade divina não é apenas um atributo contemplado, mas sobretudo uma realidade eficaz que opera continuamente na história e na realidade das pessoas.

I COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

1. I leitura (Sb 12,13.16-19)

O texto em análise integra a terceira grande seção do livro da Sabedoria (Sb 10,1-19,22). Nessa unidade literária, o autor desenvolve uma releitura teológica da história da salvação. Confrontam-se as ações punitivas dirigidas aos ímpios e as intervenções salvadoras que Deus reserva aos justos, isto é, ao povo eleito. Essa estratégia literária visa demonstrar a justiça e a misericórdia divinas na condução da história.

O autor inicia essa seção apresentando a atuação da Sabedoria divina na história de Israel (Sb 10,1-11,14), evidenciando como ela guia, protege e orienta o povo ao longo dos acontecimentos fundamentais da tradição bíblica. Em seguida, estabelece um contraponto ao descrever o modo como Deus interveio em relação aos egípcios (Sb 11,15-20) e aos idólatras cananeus (Sb 12,3-19). O trecho da leitura se insere na última parte, na qual se enfatiza o tratamento dispensado por Deus às populações cananeias.

O autor diz que Deus exerce seu poder com absoluta justiça e misericórdia (v. 13). Diferentemente dos ídolos ou dos poderosos humanos, Deus não precisa provar sua autoridade por meio da violência ou do medo. Ele mostra que seu poder se realiza sobretudo no cuidado pelos fracos (v. 16-18). Essa passagem realça que Deus governa todas as coisas com sabedoria, pois nada existe fora do seu domínio. Justamente por ser o único verdadeiro, julga com equidade e age sempre segundo a verdade, sem arbitrariedades.

À luz dessa compreensão, o texto mostra que o modo de Deus agir educa seu povo (v. 19). A paciência, a mansidão e a misericórdia divinas tornam-se modelo para a ação humana. Deus oferece tempo para a conversão e não destrói imediatamente o pecador. Assim, o povo aprende que a verdadeira força não está na imposição ou na dureza, mas na capacidade de perdoar e de conduzir o outro ao bem. A pedagogia divina convida o ser humano a exercitar a mesma justiça misericordiosa com a qual Deus sustenta e julga o mundo.

2. II leitura (Rm 8,26-27)

Nossa experiência de oração é marcada por uma limitação: nem sempre sabemos formular adequadamente aquilo que nos cabe pedir. Diante disso, o próprio Espírito Santo vem em auxílio da nossa fraqueza (v. 26).

O Espírito assume a tarefa de articular, diante de Deus, os anseios e necessidades que nós mesmos não conseguimos expressar de maneira adequada. Ele se associa aos “gemidos” humanos, acrescentando-lhes sua própria intercessão “inefável”, de modo que a oração alcance a Deus em profundidade e verdade.

O Espírito Santo atua como mediador eficaz e autêntico intérprete no diálogo entre o ser humano e Deus. Ele eleva a oração, purifica suas intenções e a conforma à vontade divina, dirigindo-a àquele que conhece os corações (v. 27). Dessa forma, a súplica que o Espírito inspira é acolhida por Deus.

3. Evangelho (Mt 13,24-43)

A parábola do trigo e do joio (v. 24-30) apresenta um cenário extraído da vida agrícola palestinense. O elemento inesperado da narrativa reside na decisão do proprietário, que ordena que ambas as plantas cresçam conjuntamente até o tempo da ceifa, quando então se procederá à separação entre o que deve ser recolhido e o que será queimado.

A parábola funciona como crítica às práticas de exclusão vigentes no Judaísmo do Segundo Templo. Jesus conviveu com pecadores e pessoas moralmente marginalizadas, acolhendo-as como destinatárias da salvação e convidando-as a integrar a comunidade do Reino. Em contrapartida, grupos como os fariseus percebiam tal atitude como escandalosa e inadmissível, pois aqueles “transgressores da Lei” não poderiam pertencer ao ambiente santo de Deus. A parábola questiona essa atitude excludente, propondo a prioridade da misericórdia divina sobre qualquer forma de rigorismo segregante.

Na explicação posterior oferecida pelo próprio evangelista (v. 36-43), o foco se desloca da questão da convivência entre trigo e joio para a temática do juízo. Diante de comunidades marcadas pelo esfriamento espiritual, pelo aburguesamento e pelo laxismo, Mateus recorre aos termos da apocalíptica judaica para despertar os cristãos de sua letargia na fé. Imagens como “fogo ardente”, “choro” e “ranger de dentes” não constituem descrições literais do fim do mundo, mas dispositivos retóricos destinados a provocar conversão, renovar o compromisso com o Evangelho e reavivar a consciência de responsabilidade diante da missão cristã.

As parábolas do grão de mostarda (v. 31-32) e do fermento (v. 33) apresentam estruturas semelhantes e se concentram em destacar a desproporção entre a pequenez inicial e a amplitude do resultado. O grão de mostarda, apesar de minúsculo, produz um arbusto de proporções significativas. O fermento, embora aparentemente insignificante, transforma toda a massa. Ambas as imagens ilustram o dinamismo interno do Reino de Deus: uma origem modesta na pregação de um carpinteiro de Nazaré, que chega aos recantos do mundo e transforma a história humana.

As parábolas respondem às objeções daqueles que duvidavam da eficácia histórica da mensagem de Jesus, mostrando que o Reino possui força inerente e irreversível. Elas oferecem aos ouvintes renovada motivação, encorajando-os a assumir um compromisso mais autêntico com a ação transformadora do Reino no mundo.

III. PISTAS PARA A REFLEXÃO

Em tempos tão acelerados e de cobrança de produtividade, as leituras nos convidam a contemplar a bondade e a paciência de Deus em sua pedagogia conosco.

A história do povo de Israel, apresentada no livro da Sabedoria, mostra como Deus age com misericórdia. As parábolas do Evangelho afirmam que a atuação divina não consiste na punição imediata, mas sim na consideração pela liberdade humana e na oferta permanente de reconciliação. Somente no tempo oportuno se manifestará o juízo definitivo, que cabe exclusivamente a Deus. Enquanto isso, o Espírito Santo vem em nosso auxílio para nos conduzir à comunhão com Deus na oração.

O processo de evangelização também exige de nós paciência e misericórdia. Os seres humanos não são máquinas, mas seres de liberdade que ora se dispõem à ação divina, ora a recusam. Por isso, o tempo da realização cabe sempre a Deus, que perscruta os corações.

Pe. Marcus Mareano*

*Marcus Mareano é natural de Fortaleza-CE. Bacharel em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará (Uece). Bacharel e mestre em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (Faje). Doutor em Teologia Bíblica, com dupla diplomação, pela Faje e pela Universidade Católica de Lovaina, na Bélgica (KU Leuven). Professor de Teologia no Seminário Provincial Coração de Jesus (Diamantina-MG) e no Instituto Teológico Dom Hermínio Malzone Hugo (Governador Valadares-MG). Pároco da paróquia São Mateus, em Belo Horizonte-MG. E-mail: marcusmareano@gmail.com

https://www.vidapastoral.com.br/roteiros/19-de-julho-16-domingo-do-tempo-comum/

4.3-Homilia do Diácono José da Cruz – 16º Domingo do Tempo Comum – Ano A "JOIO, TRIGO E A PACIENCIA..."

 

4.3-Homilia do Diácono José da Cruz – 16º Domingo do Tempo Comum – Ano A

"JOIO, TRIGO E A PACIENCIA..."

Não há no calendário da igreja, pelo menos não tenho conhecimento, de uma santa com o nome de Paciência, apesar disso, ela é muito invocada pelas pessoas, quando alguém faz algo de errado, “Tenha Santa Paciência!” eu cresci ouvindo essa expressão que acho bem interessante e oportuna para a reflexão deste evangelho pois o homem paciente é aquele que sabe esperar, empenhando-se em construir algo novo, acreditando que o seu trabalho dará resultado, ainda que os frutos só sejam colhidos pelas gerações futuras.

O Reino de Deus não cai do céu já pronto, e nem acontece no imediatismo, mas como em um gigantesco quebra-cabeça, cada peça vai sendo colocada, até que no final iremos todos ver uma belíssima obra, e, das comparações que Jesus fez sobre o reino, a mais fiel é a parábola da semente, algo que precisa ser plantado, cuidado, cultivado, para poder germinar, e depois de germinado tem de ser muito bem conservado e mantido, ou seja, a edificação do reino é algo permanente em nossa vida, que um dia, na visão beatífica iremos contemplar e poder admirar toda sua beleza, e ainda mais, sentir uma imensa alegria ao perceber que ajudamos a construí-lo.

Mas quem é que planta uma semente hoje e espera que amanhã ela já brote e se transforme em uma planta? É preciso não ter pressa, nem para ver a semente germinar, nem para colher os frutos, que se arrancados da árvore fora de tempo, não estarão maduros e nenhum prazer trará a quem o comer. Eis o grande mal que afeta a relação entre as pessoas, nos dias de hoje: a falta de paciência! Talvez como conseqüência da relação homem versus máquina, dos avanços da tecnologia e da informática, que nos permite no toque de uma tecla, ver ou ter de imediato, aquilo que se quer, não se faz mais nenhum esforço para abrir um portão, que é eletrônico, acender um fogão, ligar a TV ou mudar de canal, sem levantar-se do sofá, e até controle eletrônico para o som do carro, o que eu acho um absurdo.

E assim, acabamos transportando para a relação com as pessoas, esse imediatismo, quando queremos resultados, ou mudanças de comportamento, as grandes empresas investem largamente em cursos de treinamento, porque querem resultado imediato na linha de produção.

Mas as pessoas não são máquinas, programadas para nos atender, elas tem autonomia, são movidas por sentimentos, emoções, temperamento, estão sujeitas a fraquezas, pequenos enganos ou erros atrozes, são volúveis, capazes de amar e odiar, ao mesmo tempo, o homem é um mistério, um verdadeiro Fenômeno, como define o conteúdo da obra de Pierre Teilhard de Chardin. E diante de toda essa complexidade humana, em Jesus descobrimos que o Pai nos ama, e que o seu amor é paciente, compassivo, tolerante e sabe esperar, confiando no ser humano, quando o chama para viver a vocação do amor.

Entretanto, embora alcançado pela graça de Deus, o homem não consegue refletir para o semelhante essa imagem e semelhança, com Aquele que é a essência do puro amor, pois a impaciência, a intolerância e o radicalismo, acaba prevalecendo em lugar do amor que tudo suporta e tudo crê, falta paciência com os pais, com os idosos, com as crianças, com os enfermos, com os pobres, com a esposa, com o esposo, com os netos, com os alunos, com a equipe de trabalho, com os que são diferentes, no aspecto cultural, econômico, político, religioso, onde fazemos, de simples adversário um inimigo mortal.

O que Jesus nos pede neste evangelho é justamente isso, a paciência de crer e saber esperar o novo reino, ajudando a construí-lo no meio dos homens, com todo empenho, dedicação e seriedade, o verdadeiro cristão jamais pode ser radical ou imediatista, pois seria ingenuidade desejar fazer acontecer o reino á toque de caixa, na família, na comunidade, no trabalho, na escola ou na política, infelizmente ainda há muitos cristãos que se sentem frustrados por não ver resultado do seu trabalho, são aqueles que não aceitam que haja joio em meio ao trigo, fecham-se em seus grupos, suas comunidades, seu pequeno mundo, e são sempre impulsionados a querer arrancar o joio de suas relações, ignorando que a palavra de Deus e a verdade do evangelho, quando testemunhadas de maneira autentica, tem poder sim, para transformar qualquer joio em trigo, resultado da obra da salvação, desejada por Deus e realizada plenamente por Jesus através da sua igreja.

José da Cruz é Diácono da
Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP
E-mail  
jotacruz3051@gmail.com

http://www.npdbrasil.com.br/religiao/rel_hom_gotas0341.htm#msg01

5-LEITURAS DA SEMANA: DE 20/07 A 26/07 DE 2026 E ORAÇÃO PARA PEDIR A PACIÊNCIA

 

 

5-LEITURAS DA SEMANA: DE 20/07  A 26/07 DE 2026 E ORAÇÃO

PARA PEDIR A PACIÊNCIA

20- 2ª Mq 6,1-4.6-8 / Sl 49(50) / Mt 12,38-42

21- 3ª Mq 7,14-15.18,20 / Sl 84(85) / Mt 12,46-50

22- 4ª Ct 3,1-4a ou 2Cor 5,14-17 / Sl 62(63) / Jo 20,1-2.11-18

Santa Maria Madalena, Festa, Ano A

23- 5ª Jr 2,1-3.7-8.12-13 / Sl 35(36) / Mt 13,10-17

24- 6ª Jr 3,14-17 / Jr 31,10-13 / Mt 13,18-23

25- Sáb.: 2Cor 4,7-15 / Sl 125(126) / Mt 20,20-28

São Tiago, Apóstolo, Festa, Ano A

Dom.: 17º Domingo do Tempo Comum, Ano A

Hoje, omite-se a Memória de Santos Joaquim e Ana, pais da Bem-aventurada Virgem Maria

 

1Rs 3,5.7-12;Sl 118(119),57.72.76-77.127-128.129-130 (R. 97a)

Rm 8,28-30;Mt 13,44-52 ou mais breve 13,44-46

 

ORAÇÃO PARA PEDIR A PACIÊNCIA

Ó Deus, que, pela paciência de Vosso Filho unigênito, esmagastes a soberba do antigo inimigo; concedei-nos, suplicamo-Vos, recolher os frutos de tudo quanto sofreu por nós; e, à Sua imitação, suportar pacientemente todas as nossas adversidades. Amem.