sexta-feira, 19 de junho de 2026

BEM-VINDOS AO SB SABENDO BEM DE 21 DE JUNHO DE 2025- 12.ºDOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO A




 A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina. (I Coríntios 1, 18).

(Ano A/Verde) 12º Domingo do Tempo Comum

21 de junho de 2026

 

NÃO TENHAIS MEDO DOS HOMENS. EU ESTOU CONVOSCO!


TU ÉS A RAZÃO DA JORNADA

https://youtu.be/f939wo6BHPE?si=ez0Yq8ymGFHcULkx

QUANDO CHAMASTES OS DOZE PRIMEIROS

https://youtu.be/zo2C3EE6k00?si=b99GJ0E097IhGk-S

SB SABENDO BEM DE 21 DE JUNHO DE 2026 INFORMA.

Caro(a) Leitor(a) amigo(a):

O meu abraço fraterno e um ótimo mês de Junho a todos!

ACESSE SEMPRE O BLOG: sbsabendobem.blogspot.com e divulgue aos seus amigos, conhecidos e contatos nas redes sociais.

Comente, faça sugestões. Agradeço.

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SEJA BEM-VINDA! SEJA BEM-VINDO!

1-SEJAM BEM-VINDOS AO SB SABENDO BEM DO 12.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A 1.1-Bem-vindos Irmãs e Irmãos!

 

1-SEJAM BEM-VINDOS AO SB SABENDO BEM DO 12.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

1.1-Bem-vindos Irmãs e Irmãos!

Irmãos e irmãs, neste Dia do Senhor, nós, Igreja de batizados e batizadas, nos reunimos ao redor da mesa da Palavra e da Eucaristia para louvar a Deus e bendizê-lo. O mesmo Senhor nos envia em missão, para amar e servir aos irmãos. Todo o nosso ser exulta diante d'Aquele que nos dá coragem e afasta de nós o medo, assegurando-nos que jamais nos abandona. Por esta Eucaristia, peçamos a sua força para enfrentar, com fé e confiança, as lutas de cada dia. (INTRODUÇÃO DO FOLHETO POVO DE DEUS EM SÃO PAULO).

 

Em continuidade com a liturgia do domingo passado, que convidava a acolher o amor radical de Deus, somos hoje convocados a reconhecer que só o amor de Deus, acolhido e transformado em vida é força para enfrentar as armadilhas do cotidiano. (INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO).

 

Nesta liturgia, o Senhor nos recorda que o dom do profetismo está no coração da nossa vocação cristã. Pelo Batismo e pela Crisma, fomos ungidos para participar da missão de Cristo como profetas, sacerdotes e pastores do seu povo. Que esta celebração reavive em cada um de nós o desejo de viver com alegria, coragem e fidelidade a missão que recebemos do Senhor.

1.2- NOTÍCIAS DO BRASIL NA COPA DO MUNDO DE 2026 Brasil estreiou na Copa com escalação inédita, tropeça em Marrocos e vai sob pressão por 1º lugar

 

1.2- NOTÍCIAS DO BRASIL NA COPA DO MUNDO DE 2026

Brasil estreiou na Copa com escalação inédita, tropeça em Marrocos e vai sob pressão por 1º lugar

 

Muito calor. Desentrosamento de um time que nunca jogou junto. Qualidade do adversário. Essas e outras explicações são lógicas e ajudam a entender por que o primeiro ato da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 foi um passo em falso.

Aos otimistas que esperavam uma vitória baseada no passado, o presente mostrou que Marrocos é, sim, um adversário duro. O Brasil sofreu muito, saiu atrás e buscou o empate em uma jogada individual de Vinicius Jr., único capaz de arriscar algo diferente, embora nem sempre tão certo.

O placar de 1 a 1 no MetLife Stadium, em Nova Jersey, deixa a disputa pela liderança do Grupo C totalmente aberta. Se Brasil e Marrocos são os dois principais times, quem termina a rodada na frente é a Escócia, que derrotou o Haiti, neste sábado (13), em Boston.

As duas seleções agora entrarão em uma disputa por saldo nos jogos que restam. Em uma Copa em que até os melhores terceiros se classificam, uma vaga no mata-mata não parece ameaçada, mas talvez seja preciso mais do que o desempenhado na estreia para almejar o primeiro lugar.

O Brasil foi espaçado na defesa, vulnerável no meio-campo e pouco produtivo no ataque. A melhor virtude desde a chegada de Carlo Ancelotti, a pressão capaz de criar contra-ataques, não foi vista em momento algum. Os lances de perigo saíram de individualidades, pouco para uma Seleção como essa.

Diante do cenário, é possível esperar mudanças para o próximo compromisso. O Brasil volta a campo contra Haiti, dia 19, na Filadélfia, em jogo que precisa ganhar – e bem, para fazer saldo.

https://www.espn.com.br/futebol/copa-do-mundo/artigo/_/id/16833703/brasil-estreia-copa-do-mundo-escalacao-inedita-tropeca-marrocos-vai-sob-pressao-1-lugar

2-LITURGIA DA PALAVRA DO 12.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – A

 

2-LITURGIA DA PALAVRA DO 12.º DOMINGO DO TEMPO COMUM –  A

Como discípulos que desejam escutar a voz do seu Mestre, abramos nossos ouvidos e, atentos, acolhamos o que o Senhor nos quer dizer.

PRIMEIRA LEITURA (Jr 20,10-13) Leitura do livro do profeta Jeremias.

Jeremias disse: 10“Eu ouvi as injúrias de tantos homens e os vi espalhando o medo em redor: ‘Denunciai-o, denunciemo-lo’. Todos os amigos observavam minhas falhas: ‘Talvez ele cometa um engano e nós poderemos apanhá-lo e desforrar-nos dele’. 11Mas o Senhor está ao meu lado, como forte guerreiro; por isso, os que me perseguem cairão vencidos. Por não terem tido êxito, eles se cobrirão de vergonha. Eterna infâmia, que nunca se apaga! 12Ó Senhor dos exércitos, que provas o homem justo e vês os sentimentos do coração, rogo-te me faças ver tua vingança sobre eles; pois eu te declarei a minha causa. 13Cantai ao Senhor, louvai o Senhor, pois ele salvou a vida de um pobre homem das mãos dos maus”. – Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

 SALMO 68(69)

 Atendei-me, ó Senhor, pelo vosso imenso amor!

 1. Por vossa causa é que sofri tantos insultos, * e o meu rosto se cobriu de confusão; / eu me tornei como um estranho a meus irmãos, * como estrangeiro para os filhos de minha mãe. / Pois meu zelo e meu amor por vossa casa * me devoram como fogo abrasador.

2. Por isso elevo para vós minha oração, * neste tempo favorável, Senhor Deus! / Respondei-me pelo vosso imenso amor, * pela vossa salvação que nunca falha! / Senhor ouvi-me, pois suave é vossa graça, * ponde os olhos sobre mim com grande amor!

3. Humildes, vede isto e alegrai-vos: * O vosso coração reviverá. / Pois nosso Deus atende à prece dos seus pobres, * e não despreza o clamor de seus cativos. / Que céus e terra glorifiquem o Senhor com o mar e todo o ser que nele vive!

SEGUNDA LEITURA (Rm 5,12-15) Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos.

Irmãos, 12o pecado entrou no mundo por um só homem. Através do pecado, entrou a morte. E a morte passou para todos os homens, porque todos pecaram. 13Na realidade, antes de ser dada a lei, já havia pecado no mundo. Mas o pecado não pode ser imputado, quando não há lei. 14No entanto, a morte reinou, desde Adão até Moisés, mesmo sobre os que não pecaram como Adão, que era a figura provisória daquele que devia vir. 15Mas isso não quer dizer que o dom da graça de Deus seja comparável à falta de Adão! A transgressão de um só levou a multidão humana à morte, mas foi de modo bem mais superior que a graça de Deus, ou seja, o dom gratuito concedido através de um só homem, Jesus Cristo, se derramou em abundância sobre todos. – Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

 

ACLAMAÇÃO (Jo 15,26b.27a)

Aleluia, aleluia, aleluia.

O Espírito Santo, a Verdade, de mim irá testemunhar, / e vós minhas testemunhas sereis em todo lugar!

EVANGELHO (Mt 10,26-33)

P. O Senhor esteja convosco. T. Ele está no meio de nós.

P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. T. Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a seus apóstolos: 26“Não tenhais medo dos homens, pois nada há de encoberto que não seja revelado, e nada há de escondido que não seja conhecido. 27O que vos digo na escuridão, dizei-o à luz do dia; o que escutais ao pé do ouvido, proclamai-o sobre os telhados! 28Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma! Pelo contrário, temei aquele que pode destruir a alma e o corpo no inferno! 29Não se vendem dois pardais por algumas moedas? No entanto, nenhum deles cai no chão sem o consentimento do vosso Pai. 30Quanto a vós, até os cabelos da cabeça estão todos contados. 31Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais. 32Portanto, todo aquele que se declarar a meu favor diante dos homens, também eu me declararei em favor dele diante do meu Pai que está nos céus. 33Aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante do meu Pai que está nos céus”.

Palavra da Salvação. T. Glória a vós, Senhor

https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Ano-50A-38-12o-DOMINGO-DO-TEMPO-COMUM.pdf

3- LITURGIA DO 12.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

 

 

3- LITURGIA DO 12.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

- Irmãos e irmãs, neste 12º Domingo do Tempo Comum, a Palavra de Deus nos traz um convite cheio de esperança: não tenham medo. Seguir Jesus nem sempre é fácil. Quem assume com sinceridade a missão de Cristo pode enfrentar incompreensões, críticas e até perseguições. É natural sentir medo diante dessas situações, pois o medo faz parte da nossa humanidade. Mas quando ele nos paralisa e nos faz desistir de fazer o bem, torna-se um peso que precisamos vencer com a fé. A liturgia de hoje nos lembra que quem confia em Deus não está só. O Senhor caminha conosco e nos defende nas horas difíceis. Ele é fiel, e sua presença sempre nos sustenta.

- Na primeira leitura, ouvimos o desabafo do profeta Jeremias. Ele sofre por anunciar a Palavra de Deus e denunciar as injustiças do seu tempo. Até os que se diziam seus amigos o perseguem, esperam sua queda, querem fazê-lo desistir da missão. Mas Jeremias não se deixa vencer. Ele coloca toda a sua confiança no Senhor e se mantém firme: sabe que o mal não tem a última palavra e que Deus é justo e não abandona quem lhe é fiel. O exemplo de Jeremias nos ensina a perseverar. Também nós, quando nos sentimos desanimados ou incompreendidos por causa da nossa fé, precisamos lembrar: Deus está conosco. Ele conhece nossa luta, vê nossas lágrimas e, no momento certo, estende a mão e nos levanta.

- No Evangelho, Jesus repete três vezes aos seus discípulos: "Não tenham medo." Ele os envia em missão, sabendo que encontrarão oposição, injustiça e perseguição. Mas também lhes garante: Deus é maior do que todas as maldades humanas. Tudo o que hoje parece escondido um dia será revelado. A verdade e o amor sempre vencem. Jesus pede que o que foi escutado no silêncio do coração seja anunciado com coragem, que o que foi aprendido nos momentos íntimos com Ele seja proclamado com ousadia a todos. É um chamado à nossa própria missão de batizados: sermos profetas, levando a luz do Evangelho onde há escuridão, esperança onde há dor e fé onde reina o medo. E o Senhor nos recorda algo maravilhoso: nós somos preciosos aos olhos de Deus. Se até os passarinhos são cuidados por Ele, quanto mais nós, seus filhos e filhas amados! Deus conhece cada fio do nosso cabelo, conhece nossas dores, nossos sonhos, nossos medos. Nada escapa ao seu cuidado.

- A segunda leitura nos lembra desse amor imenso. São Paulo recorda que Cristo entregou a própria vida por nós, venceu a morte e nos deu o dom da salvação. Diante de tamanho amor, nossa melhor resposta é amar também: amar o próximo, defender a vida, servir com generosidade e coragem. - Nesta celebração, peçamos ao Senhor que renove em nós a confiança. Que, diante das dificuldades da missão, o medo não nos paralise, mas nos una ainda mais a Cristo. Que aprendamos, como Jeremias e os discípulos, a dizer todos os dias: "O Senhor está comigo, Ele é a minha força."

https://diocesedesaomateus.org.br/wpcontent/uploads/2026/04/21_06_26.pdf

4-REFLEXÕES PARA O 12.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- A 4.1- “NÃO TENHAIS MEDO”

 

4-REFLEXÕES PARA O 12.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- A

4.1- “NÃO TENHAIS MEDO”

A Palavra de Deus deste domingo, 12° do tempo comum, atravessa toda a liturgia com uma ordem clara e insistente de Jesus: “Não tenhais medo”. Essa frase aparece três vezes no Evangelho, como se o Senhor conhecesse profundamente o coração humano e soubesse o quanto o medo nos paralisa, nos cala e, muitas vezes, nos afasta da missão. O profeta Jeremias, na primeira leitura, nos apresenta o drama de quem foi fiel a Deus e, por isso mesmo, passou a ser perseguido, ridicularizado e ameaçado. Ele ouve cochichos, sente-se cercado, experimenta o medo. Mas, mesmo assim, faz uma profissão de fé belíssima: “O Senhor está comigo como um forte guerreiro”. Jeremias não nega o sofrimento, mas escolhe confiar. Ele nos ensina que a fé não elimina as dificuldades, mas nos dá forças para atravessá-las. No Evangelho, Jesus prepara os discípulos para a realidade do anúncio do Reino. Ele não ilude ninguém: seguir o Evangelho tem um preço. Haverá rejeição, incompreensão e até perseguição. Contudo, Jesus faz questão de garantir: o medo não pode ter a última palavra. O discípulo não é maior que o mestre, mas também não está sozinho como não esteve o Mestre. A imagem dos pardais é de uma delicadeza profunda: “Nenhum deles cai por terra sem o consentimento do Pai”. E Jesus vai ainda mais longe: “Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados”. Isso significa que nossa vida não é anônima diante de Deus. Cada dor, cada lágrima, cada luta é conhecida e acolhida pelo Pai. Quantas vezes também nós somos tentados a silenciar nossa fé por medo? Medo de sermos julgados, ridicularizados, excluídos. Medo de defender valores cristãos, medo de assumir publicamente nossa pertença a Cristo. Jesus é claro: quem O reconhece diante dos homens, Ele também reconhecerá diante do Pai. Não se trata de um discurso de ameaça, mas de uma relação de amor e fidelidade. São Paulo, na segunda leitura, nos lembra que, se por um homem o pecado entrou no mundo, por um só homem, Jesus Cristo, a graça superabundou. O medo nasce muitas vezes do pecado, da desconfiança, da ruptura. A confiança nasce da graça, do amor gratuito de Deus que nos alcança antes mesmo de merecermos. Portanto, irmãos e irmãs, não tenhamos medo de sermos cristãos de verdade. Não tenhamos medo de viver o Evangelho no cotidiano, na família, no trabalho, na comunidade. O medo pode bater à porta, mas não pode governar o coração. Quem governa nossa vida é o Deus que cuida até dos pardais e que entregou o próprio Filho por amor a nós. Peçamos ao Senhor a graça de uma fé corajosa, serena e confiante. Que, mesmo em meio às dificuldades, possamos dizer com a vida: “O Senhor está comigo”. E, sustentados por essa certeza, caminhemos sem medo.

Dom Cícero Alves de França Bispo Auxiliar de São Paulo Vigário Episcopal – Região Belém

https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Ano-50A-38-12o-DOMINGO-DO-TEMPO-COMUM.pdf

4.2- 21 de junho – 12° DOMINGO DO TEMPO COMUM Por Pe. Gustavo César dos Santos* / Pe. Dr. Junior Vasconcelos do Amaral** A perseguição

 

 

4.2- 21 de junho – 12° DOMINGO DO TEMPO COMUM

Por Pe. Gustavo César dos Santos* / Pe. Dr. Junior Vasconcelos do Amaral**

 

A perseguição

I. INTRODUÇÃO GERAL

O dia do Senhor é ocasião especial para a reunião da comunidade em torno da Palavra e da Eucaristia, em memória da ressurreição de Cristo. O domingo sempre será o dia privilegiado do cristão, tendo em vista que foi no primeiro dia da semana que o Senhor ressuscitou – esse é o evento fundador de nossa fé. Em linhas gerais, a liturgia do 12° Domingo do Tempo Comum tem como temática destacada a perseguição.

No Evangelho segundo São Mateus, no Sermão da montanha, a perseguição é considerada uma bem-aventurança: “Bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem e perseguirem [...]” (Mt 5,11a). Em outra oportunidade, Jesus alerta seus discípulos de que, se ele mesmo foi perseguido, eles também o serão (Jo 15,20). É importante notar que perseguição é diferente de sofrimento. Este é inato à condição humana: sofremos porque provamos do mal e do pecado, de situações-limite, de nossa fragilidade e vulnerabilidade. A perseguição, por sua vez, possui uma nuance diferente: os justos é que são os perseguidos, precisamente por carregarem consigo a virtude da justiça. Jesus, o Justo do Pai, incorporará esse papel: perseguido, assumirá a imagem do Servo do Senhor e levará essa missão até as últimas consequências.

Tanto a primeira leitura quanto o Evangelho se enquadram nessa lógica. O texto de Jeremias mostra-nos a figura do profeta, que, de um lado, está seduzido por Deus e, de outro, está sendo perseguido pelos ímpios, injustos e maldosos de seu tempo. Já o trecho do Evangelho, estruturado pela tríplice repetição “não tenhais medo”, é constituído pelas recomendações de Jesus para a missão, conscientizando seus discípulos de que as perseguições integram esse caminho. É preciso, pois, confiarmos em Deus.

1. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

 

2. I leitura (Jr 20,10-13)

A obra de Jeremias, no Antigo Testamento, expressa-se mormente pela sua densidade teológica e riqueza espiritual. O profeta está situado entre os séculos VII e VI a.C., um dos períodos mais críticos da história do povo: o colapso de Judá e a destruição da cidade santa, Jerusalém. Sua missão profética está, portanto, atrelada à decadência política, à infidelidade religiosa e à iminente catástrofe nacional. Sendo sinal vivo da aliança de Deus com o povo, o profeta é voz de esperança diante de tantas situações difíceis e desafiadoras.

O trecho proposto para esta liturgia (Jr 20,10-13) vem logo em seguida de uma dolorosa experiência do profeta. Ele foi preso e açoitado por Fassur, o superintendente do templo, em razão de suas profecias. Jeremias está humilhado, isolado, ridicularizado; está se sentindo traído e cercado – o profeta se reveste da imagem do justo perseguido. O comentário “talvez ele cometa um engano e nós poderemos apanhá-lo e desforrar-nos dele” (v. 10c) provém dos ímpios que o observam, tramam e arquitetam a maldade. “Denunciai-o, denunciemo-lo” (v. 10b) é expressão indicativa de que a bondade, a justiça e a prática do bem serão alvos de perseguições, maquinações e sofrimentos. Jeremias assume o paradoxo do profetismo: ser portador da Palavra de Deus é também carregar o peso da incompreensão e da rejeição da parte de muitos.

Contudo, o texto não termina por aqui. Há uma virada de perspectiva, ocasionada pela fé. Diz-nos o texto: “Mas o Senhor está ao meu lado, como forte guerreiro; por isso, os que me perseguem cairão vencidos” (v. 11a). Todo o cenário de crise, perseguição e desespero não é ocasião para que o profeta sucumba. Ele dá um salto na fé, pois confia plenamente em Deus. O Senhor combate em favor do justo, a justiça divina triunfará. Dessa forma, entendemos também que a fé não é a ausência de conflitos e dificuldades, mas a capacidade de esperar, confiar e acreditar, apesar deles.

2. II leitura (Rm 5,12-15)

O texto da carta aos Romanos proposto nesta liturgia se distancia um pouco da temática da perseguição, tratada especificamente pelo profeta Jeremias e pelo evangelista Mateus. Contudo, o trecho dessa segunda leitura traz uma reflexão importante que nos edifica na fé e nos fortalece na missão. O apóstolo deseja ratificar que Cristo é a imagem do homem novo, o primeiro e iniciador de uma nova humanidade.

Para tanto, São Paulo estabelecerá um paralelo significativo entre o primeiro homem, Adão, e o novo homem, Cristo Jesus. Diz-nos o texto: “O pecado entrou no mundo por um só homem” (v. 12a). Ao trazer-nos a imagem do primeiro ser vivente, o apóstolo retoma a temática da desobediência, tratada nos primeiros capítulos do livro do Gênesis. Pela desobediência, a humanidade foi marcada, de uma vez por todas, pela realidade do pecado. E foi pelo pecado que a morte entrou no mundo. No entanto, com Jesus, o Filho unigênito do Pai, toda a humanidade pode contemplar a graça e a salvação divinas. Pelo seu sangue derramado na cruz, Jesus reconciliou-nos e justificou-nos com Deus e abriu-nos um novo tempo e uma nova esperança.

A comparação feita pelo apóstolo atinge seu ápice no v. 15b: “A transgressão de um só levou a multidão humana à morte, mas foi de modo bem superior que a graça de Deus, ou seja, o dom gratuito concedido através de um só homem, Jesus Cristo, se derramou em abundância sobre todos”. Destaca-se Jesus como novo Adão, aquele que, de modo superior, fez que o dom de Deus, sua graça e sua bênção, fosse derramado sobre todos nós. Se em Adão nós pecamos, em Cristo somos justificados.

 

3. Evangelho (Mt 10,26-33)

 

O texto evangélico proclamado nesta liturgia leva à plenitude a temática do justo perseguido, lançada pela primeira leitura, de Jeremias. Na verdade, as palavras de Jesus dirigidas hoje aos seus discípulos são um convite para que continuem a testemunhar intrepidamente e sem medo o Evangelho que liberta e salva a todos, numa expressão de confiança total em Deus.

O trecho apresenta uma coerência fácil de ser percebida: depois de transmitir aos seus discípulos sua autoridade, Jesus lhes fala dos sofrimentos e das perseguições que deverão enfrentar. Podemos, a propósito, fazer um paralelo com outra passagem bíblica: “O servo não é maior do que seu senhor. Se me perseguiram a mim, também hão de perseguir-vos [...]” (Jo 15,20). Dessa forma, entendemos que o caminho discipular jamais será uma via de benesses, privilégios ou reconhecimentos; pelo contrário, será um caminho de incompreensões, angústias, sofrimentos e perseguições.

O texto é estruturado em torno da tríplice expressão “não tenhais medo” (v. 26a; 28a; 31a) – convite à perseverança na fé e à confiança filial. Primeiramente, os discípulos são convocados para a dimensão do anúncio: “o que escutais ao pé do ouvido, proclamai-o sobre os telhados!” (v. 27b). A missão apostólica não deve recuar por medo de anunciar a Palavra de Deus em realidades desafiadoras. Nada ficará encoberto; pelo contrário, tudo será revelado. Em seguida, Jesus os encoraja em relação às perseguições. Os ímpios, injustos, maldosos e pecadores podem matar o corpo, mas não a alma. O Mestre salienta que a perseverança deve fazer parte do caminho do discípulo, de modo que não deverão temer as realidades que causam “prejuízo” de ordem material ou corporal. Pelo contrário, deve-se temer as realidades que nos afastam da presença de Deus e nos desviam de sua eternidade. O alerta é um indicativo também de que as perseguições nos purificam e nos renovam, de modo que nos elevam até mais próximo de Deus. Por fim, o texto termina com uma promessa, permeada de esperança e confiança em Deus. Aqueles que testemunharem, com fé, solicitude e confiança, o Evangelho de Jesus entre as pessoas serão contados, diante de Deus, entre os justos que assumiram o compromisso e a responsabilidade da missão.

III. Pistas para reflexão

 

Levar a comunidade a refletir sobre a lógica proposta nesta liturgia: o justo não é aquele isento de desafios e dificuldades; pelo contrário, assumindo sua condição, mostra-se perseverante no caminho de fé, de anúncio e de testemunho da Boa-nova. Despertar as consciências sobre o fato de que a prática do bem é algo inegociável, ainda que, por causa dela, sejamos perseguidos, com sofrimentos e injustiças.

 

Pe. Gustavo César dos Santos* / Pe. Dr. Junior Vasconcelos do Amaral**

*é presbítero da diocese de Divinópolis-MG e vigário paroquial da paróquia Nossa Senhora
do Carmo, na cidade de Carmo do Cajuru-MG. Graduado em Filosofia e Teologia pela Pontifícia Universidade Católica
de Minas Gerais (PUC-Minas), atualmente é o assessor eclesiástico da Comissão Vida e Família e Pastoral Familiar da
diocese. E-mail: gustavocesar339@gmail.com
**é presbítero da arquidiocese de Belo Horizonte-MG e vigário episcopal da Região
Episcopal Nossa Senhora da Esperança. Doutor em Teologia Bíblica pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia
(Faje – Belo Horizonte), realizou parte de seus estudos de doutorado na modalidade “sanduíche”, estudando
Narratologia Bíblica na Universidade Católica de Louvain (Louvain-la-Neuve, Bélgica). Atualmente, é professor de
Antigo e Novo Testamentos na PUC-Minas e pesquisa sobre psicanálise e Bíblia. E-mail: jvsamaral@yahoo.com.br

https://www.vidapastoral.com.br/roteiros/21-de-junho-12-domingo-do-tempo-comum/

4.3- Homilia do D. Henrique Soares da Costa – 12º Domingo do Tempo Comum – Ano A Jr 20,10-13 - Sl 68 Rm 5,12-15 - Mt 10,26-33

 

4.3- Homilia do D. Henrique Soares da Costa – 12º Domingo do Tempo Comum – Ano A

Jr 20,10-13 - Sl 68 Rm 5,12-15 - Mt 10,26-33

O Evangelho que escutamos neste Domingo é parte do capítulo décimo do Evangelho de São Mateus, que traz o Discurso Apostólico de Jesus: aí, ele chama os Doze – como ouvimos no Domingo passado, previne seus discípulos para as incompreensões e perseguições que sofrerão, exorta-os a não terem medo de falar, afirma claramente que ele mesmo, Cristo, é causa de divisão e, finalmente, renova o convite para segui-lo. Então, estejamos atentos, pois o Senhor nos está falando dos desafios próprios da missão de ser cristão, ontem como hoje!

Claramente, ele nos previne sobre as dificuldades e perseguições: “Não existe discípulo superior ao mestre, nem servo superior ao seu Senhor. Se chamaram Beelzebu ao chefe da casa, quanto mais chamarão assim seus familiares” (Mt 10,24s). Estamos vivendo hoje, neste início de terceiro milênio, a verdade dessas palavras de Jesus. Basta que recordemos as terríveis censuras à Igreja por suas posições o campo da moral sexual e da bioética. Num mundo que não aceita mais Deus e a religião – a não ser no âmbito da vida privada, sem nenhuma importância para a sociedade, anunciar o Cristo e suas exigências virou um crime insuportável para a sociedade neo-pagã! E, no entanto, a ordem que o Senhor nos dá é clara: “O que vos digo na escuridão, dizei-o à luz do dia; o que escutais ao pé do ouvido, proclamai-o sobre os telhados!” A Igreja e cada cristão não podemos calar a novidade e a vida que encontramos em Cristo, não podemos passar por alto as exigências do amor ao Senhor! E o sofrimento? E as incompreensões? Fazem parte do anúncio do Evangelho. São Paulo claramente afirmava aos Gálatas: “Se eu quisesse agradar agradar aos homens não seria servo de Cristo” (1,10). Seria trair o nosso Senhor esconder, mascarar as exigências do Evangelho em nome de um falso diálogo com o mundo, de uma falsa misericórdia e de uma falsa compreensão do homem de hoje. Somente Cristo liberta de verdade o ser humano – o Cristo inteiro, pregado integralmente, com todas as conseqüências do seu Evangelho! Qualquer um que deseje fiel a Deus experimentará a incompreensão e a solidão. Recordemos, na primeira leitura, a queixa do Profeta Jeremias, as calúnias por ele sofridas. Ora, a Igreja não pode fugir desse destino; o cristão – eu, você – não podemos fugir desse compromisso com Cristo! Aliás, o século XX, apenas terminado, foi o século que mais matou cristãos, que mais os perseguiu e exterminou. Só que os meios de comunicação e os governos politicamente corretos mudam e disfarçam a expressão “perseguição religiosa” com a mentira açucarada chamada “choque de culturas”. Não! É perseguição por causa do Evangelho, perseguição por amor a Cristo, perseguição que gera mártires! Também nós, estejamos prontos e nos acostumemos aos ataques contra a Igreja, que visam desmoralizar o cristianismo: na imprensa, muitas vezes, nas universidades, na opinião pública em geral…

Como responder a essa dolorosa realidade? Certamente, com uma atitude de fé, colocando-se nas mãos do Senhor, como Jesus colocou-se nas mãos do Pai: “Ó Senhor, que provas o homem justo e vês os sentimentos do coração… eu te declarei a minha causa!” Não irá se sustentar na fé quem não cravar os olhos e o coração no Senhor crucificado por nós, quem não estiver disposto a participar do mistério de sua cruz! As perseguições de hoje dão-nos a chance de testemunhar nosso amor ao Senhor e escutar aquelas comoventes palavras suas aos discípulos: “Fostes vós que permanecestes comigo em todas as minhas tentações” (Lc 22,31). O que não podemos, caríssimos, é nos acovardar, negociar com um mundo que refuta Jesus: “Todo aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante do meu Pai que está nos céus!” Também não podemos pagar o mal com o mal, violência com violência, calúnia com calúnia, mentira com mentira! Não devemos nunca nos deixar vencer pelo mal: “Cristo sofreu por vós, deixando-vos um exemplo, a fim de que sigais seus passos. Quando injuriado, não revidava; ao sofrer, não ameaçava; antes, punha a sua causa nas mãos daquele que julga com justiça” (1Pd 1,21.23). A Igreja – e nós somos Igreja – não deve se calar ante os inimigos do Evangelho. Com paciência, firmeza, coragem e amor à verdade deve fazer ouvir sua voz, quer agrada quer desagrade, quer aceitem quer não!

Mas – pode alguém perguntar -, por que essas dificuldades? Por que a rejeição ao anúncio do Evangelho? Todos ouvimos São Paulo falar hoje, na segunda leitura, do mistério do pecado: “O pecado entrou no mundo por um só homem. Através do pecado, entrou a morte”. O Apóstolo quer dizer que toda a humanidade encontra-se numa situação de fechamento em relação ao Deus da vida, encontra-se, portanto, numa situação de morte! “Todos pecaram!” – quão triste é a condição do coração humano; quão triste, a situação do mundo! Pecaram os judeus, desobedecendo os preceitos da Lei; pecaram os pagãos, mesmo sem terem conhecido um preceito como aquele dado a Adão ou os preceitos da Lei de Moisés! Pecamos e embotou-se o nosso entendimento, a nossa sensibilidade para as coisas de Deus! O Senhor, tanta vez, parece-nos pesado demais; as exigências do seu amor, às vezes parecem nos oprimir. É que somos egoístas, somos fechados sobre nós mesmos! Por isso, a primeira palavra de Jesus é “convertei-vos”!

E, no entanto, ainda que dirigido a um mundo fechado no seu pecado e na sua prepotência, o anúncio de Cristo é anúncio de uma maravilhosa novidade para a humanidade: se nos primeiros homens, iniciou-se uma corrente maldita, uma cadeia de pecado, em Cristo, o novo Adão, iniciou-se a possibilidade de uma humanidade nova: “A transgressão de um só levou a multidão humana à morte, mas foi de modo bem superior que a graça de Deus, ou seja, o dom gratuito concedido através de um só homem, Jesus Cristo, se derramou em abundância sobre todos”. Eis! Ainda que incompreendida, o anúncio que a Igreja faz é de vida e salvação para toda a humanidade! O cristianismo não é negativo, nunca dirá que o mundo está perdido, que as coisas não têm jeito! É verdade que o mundo crucificou o Senhor Jesus – e nos crucifica com ele; mas também é verdade que o Senhor ressuscitou, venceu para a vida do mundo e estará sempre presente conosco!

Caríssimos, vivamos com coerência, com coragem, com amor a nossa fé! Não tenhamos medo, não desanimemos, não vivamos como os que não conhecem a Cristo! Não nos fechemos em nós mesmos! De esperança em esperança, vivamos e anunciemos o Senhor, certos de sua presença e de seu amor. Ele jamais nos deixará! A ele a glória para sempre. Amém.

D. Henrique Soares da Costa

http://www.npdbrasil.com.br/religiao/rel_hom_gotas0339.htm#msg01

 

 

 

5-LEITURAS DA SEMANA: DE 22/06 A 28/06 DE 2026 E ORAÇÃO POR CORAGEM

 

5-LEITURAS DA SEMANA: DE 22/06  A 28/06 DE 2026 E ORAÇÃO POR CORAGEM

22- 2ª 2Rs 17,5-8.13-15a.18 / Sl 59(60) / Mt 7,1-5

23- 3ª Jr 1,4-10 / Sl 70(71) / 1Pd 1,8-12 / Lc 1,5-17 (Vigília de São João Batista)

24- 4ª Is 49,1-6 / Sl 138(139) / At 13,22-26 / Lc 1,57-66.80 (Natividade de São João Batista)

25- 5ª 2Rs 24,8-17 / Sl 78(79) / Mt 7,21-29

26- 6ª 2Rs 25,1-12 / Sl 136(137) / Mt 8,1-4

27- Sáb.: At 3,1-10 / Sl 18A(19) / Gl 1,11-20 / Jo 21,15-19 (Vigília dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo

28- Dom.: Santos Pedro e Paulo Apóstolos, Solenidade, Ano A

Hoje, omite-se a Memória de Santo Irineu, bispo e mártir

At 12,1-11;Sl 33(34),2-3.4-5.6-7.8-9 (R. 5);2Tm 4,6-8.17-18;Mt 16,13-19

 

Oração por coragem

Querido Deus, em tempos de perseguição e incerteza, venho até Ti com meu coração cheio de angústia e temor. Venho pedir a Tua ajuda, para que possas fortalecer o meu espírito e dar-me a coragem necessária para enfrentar os desafios que se apresentam diante de mim. Sei que, em Tua presença, não preciso temer, pois Tu és meu abrigo seguro.

Ajuda-me, Senhor, a sentir Teu amor envolvente e a lembrar que, mesmo nas horas mais sombrias, Tu estás comigo. Que o Teu Espírito Santo me ancore na fé e me faça sentir a Tua proteção. Fortalece-me, não apenas para enfrentar aqueles que me perseguem, mas também para compreender que minha maior batalha é contra o medo que tenta me dominar. Ajuda-me a ser um farol de luz, mesmo quando as tempestades se acumulam ao meu redor.

Que eu possa ter a coragem de:

Falar a verdade, mesmo quando é difícil e suscita a hostilidade dos demais.

Manter minha integridade em meio à pressão e a injustiça.

Lutar pela justiça, sem temer as consequências que essa luta possa trazer.

Perdoar aqueles que me ferem, lembrando que a verdadeira força está na misericórdia.

Buscar a união com aqueles que também são perseguidos, formando uma rede de apoio e amor.

https://sentindodeus.com.br/oracao-para-pedir-coragem-em-tempos-de-perseguicao/

 

 

 

6- CANTOS PARA A MISSA DO 12.º DOMINGO DO TEMPO COMUM-ANO A

 

6- CANTOS PARA A MISSA DO 12.º DOMINGO DO TEMPO COMUM-ANO A

ENTRADA

Vamos celebrar Deus esta aqui

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Fico feliz em vir em sua casa

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Hoje é dia de celebração

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PERDÃO

Coração inquieto

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Tende compaixão de nós porque somos pecadores

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Senhor tende piedade

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GLÓRIA

Glória a Deus nas alturas

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Glória - Min. Amor e Adoração

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SALMO RESPONSORIAL

Salmo 68 - Atendei-me,ó Senhor,pelo vosso...

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ACLAMAÇÃO

Vai falar no evangelho

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Ao ouvir tua voz nosso coração

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OFERTÓRIO

Nossa oferta de amor

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Pão e vinho Pai poremos

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Vou te oferecer a vida

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SANTO

Santo,é o Senhor Deus do universo

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Hosana (hosana) hosana (hosana)

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CORDEIRO

Cordeiro - Min. Amor e Adoração

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Cordeiro de Deus

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COMUNHÃO

Vou cantar teu amor

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Na mesa sagrada

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Eu sou o pão do céu

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Estás entre nós-Tu és minha vida

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PÓS COMUNHÃO

Amar-te mais

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Estou aqui

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FINAL

Tu és a razão da jornada

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Seja luz

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https://www.folhetosdecanto.com/2019/05/cantos-missa-12-domingo-comum.html

7- São Mateus - Um Evangelho para entender o Antigo Testamento

 

7- São Mateus - Um Evangelho para entender o Antigo Testamento

 

O Evangelho de Mateus é considerado uma das principais chaves interpretativas para entender o Antigo Testamento.

Os Evangelhos são como vastos oceanos, cada um oferecendo uma nova profundidade do mistério de Deus. São narrativas vivas, pulsantes, que nos envolvem e nos transformam à medida que nos abrimos para elas. Nos Evangelhos, o amor de Deus é explicitamente revelado de forma sublime e palpável, não como uma história de um passado distante, mas como uma realidade viva e presente, encarnada na pessoa de Jesus Cristo.

Os escritos de São Mateus, São Marcos, São Lucas e São João são como faróis que iluminam a vida de Cristo por diferentes ângulos e com ênfases particulares. Como católicos, somos chamados a nos aproximar dos Evangelhos com reverência e sensibilidade, saboreando as peculiaridades de cada relato.

Agora, embarquemos juntos em uma jornada de conhecimento, explorando o Evangelho de Mateus, que, além de ser o mais extenso, é também o que mais se conecta à Antiga Aliança, ou seja, o Antigo Testamento.  

São Mateus em linhas gerais

O Evangelho de São Mateus é o primeiro dos quatro Evangelhos canônicos e apresenta uma narrativa teológica e literária única entre os textos do Novo Testamento. Segundo estudiosos, foi escrito entre 42 e 50 d.C. e é conhecido por sua organização e por estabelecer uma ponte entre o Antigo e o Novo Testamento.

Dividido em 28 capítulos, o Evangelho de Mateus pode ser visto como um verdadeiro “manual” para a vida cristã, pois contém cinco grandes discursos de Jesus. Mateus inicia seu relato com a infância de Jesus e conclui com a Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor. Entre essas duas grandes narrativas, encontram-se os cinco discursos, intercalados com relatos da vida prática de Jesus, como seus milagres e confrontos com as autoridades religiosas. Podemos reconhecer uma estrutura básica de São Mateus que tem como centro a profissão de fé do Apóstolo Pedro (Mt 16, 13-20):

Narrativas da infância e preparação para a pregação do Evangelho: capítulos 1 a 4;

Discursos e Ministério público de Jesus: capítulos 5 a 25;

Narrativas da Paixão, Morte e Ressurreição: capítulos 26 a 28.

Estudiosos frequentemente comparam os cinco discursos aos primeiros cinco livros das Escrituras – o Pentateuco – composto por Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. Esse paralelismo sugere uma ligação intencional do evangelista com a tradição judaica. Os judeus chamam o Pentateuco de Torá, que significa “lei” ou “instrução”. Assim, Mateus parece apresentar os cinco discursos de Jesus como a nova Torá, revelando que o Senhor Jesus é o “novo Moisés”, aquele que finalmente traz o cumprimento da Lei em sua plenitude. [1]

Esses discursos são:

1 - O Sermão da Montanha (Capítulos 5 a 7):

É o mais longo discurso de Jesus, onde Ele ensina princípios éticos e espirituais fundamentais para a vida cristã. Nele, Jesus proclama as Bem-aventuranças, orienta sobre a verdadeira justiça, e oferece ensinamentos sobre o amor ao próximo, a oração e como deve ser nossa confiança inabalável em Deus.

2 - Discurso sobre a Missão dos Apóstolos (Capítulo 10):

Jesus dá instruções detalhadas aos doze Apóstolos sobre como devem realizar sua missão de pregar o Reino de Deus. Ele orienta sobre a simplicidade no caminho, a coragem diante das perseguições, a total dependência de Deus e a importância de anunciar o Evangelho com determinação e fidelidade.

3 – Discurso das Parábolas do Reino (Capítulo 13):

É uma coleção de parábolas que Jesus usa para explicar o Reino de Deus. Através de histórias simples, usando imagens e metáforas do cotidiano – como as parábolas do Semeador, do Joio e do Trigo, do Grão de Mostarda e do Fermento – Jesus ensina sobre o crescimento, os desafios e a natureza do Reino. Essas parábolas revelam que o Reino de Deus começa de maneira discreta, mas possui um poder transformador, e sua plena manifestação será no fim dos tempos, quando haverá uma separação entre os justos e os ímpios.  

4 - Discurso Eclesiástico (sobre a comunidade dos cristãos – Capítulo 18):

Trata das diretrizes de Jesus para a vida e a convivência dentro da Igreja. Nele, Jesus ensina sobre a humildade, usando a figura de uma criança como exemplo de grandeza no Reino dos Céus, e enfatiza o cuidado com os “pequenos” e vulneráveis. Ele também aborda temas como a correção fraterna, o perdão ilimitado, e a importância da reconciliação entre os irmãos.

5 - Discurso Escatológico (sobre o fim dos tempos – Capítulos 24-25):

Jesus fala sobre os eventos que ocorrerão no fim da história. Esse discurso trata de Sua segunda vinda, o julgamento final e os sinais que precederão esses acontecimentos, como guerras, desastres naturais e perseguições. Nosso Senhor exorta à vigilância e à prontidão, usando parábolas como a das Dez Virgens e a dos Talentos para ilustrar a necessidade de estar preparado para o Seu retorno.

Como podemos ver, Mateus é um escritor habilidoso e equilibrado, estruturando seu Evangelho de forma a alternar entre os discursos de Jesus as narrativas de Sua vida. A cada discurso, segue-se um relato de eventos práticos, o que cria uma harmonia natural entre palavra e ação. Essa organização oferece a nós, cristãos, uma fluidez que facilita a compreensão das instruções de Jesus, ao mesmo tempo em que apresenta exemplos concretos de como Ele viveu o que ensinava.

O autor, um ex-cobrador de impostos

O Evangelho de São Mateus é tradicionalmente atribuído a Mateus (ou Levi), um dos doze Apóstolos, que antes de seguir Jesus era cobrador de impostos. Na época de Jesus, os judeus que exerciam essa função, chamados também de “Publicanos”, eram amplamente desprezados por seu próprio povo. Isso ocorria porque eles trabalhavam para o Império Romano, coletando impostos dos judeus e, muitas vezes, extorquindo valores acima do necessário, enriquecendo-se à custa da exploração.

Para os judeus, os cobradores de impostos eram vistos como traidores, colaborando com o poder estrangeiro que os dominava. Além disso, eram considerados impuros, pois se associavam com gentios nas injustiças financeiras, o que os afastava ainda mais da vida religiosa e social da comunidade judaica.

A escolha de Jesus em se associar e chamar publicanos, como o próprio Mateus, foi um ato radical de misericórdia, quebrando barreiras sociais da época. Ao acolher aqueles que eram socialmente desprezados ou marginalizados (ou que, em algum momento, se marginalizaram), Jesus demonstrou que seu ministério estava aberto a todos que se arrependessem, independentemente de sua condição ou vida pregressa.

Jesus acolhe no grupo dos seus íntimos um homem que, segundo as concepções em vigor na Israel daquele tempo, era considerado um público pecador. De fato, Mateus não só administrava dinheiro considerado impuro devido à sua proveniência de pessoas estranhas ao povo de Deus, mas colaborava também com uma autoridade estrangeira odiosamente ávida, cujos tributos podiam ser determinados também de modo arbitrário. Por estes motivos, mais de uma vez os Evangelhos falam unitariamente de “publicanos e pecadores” (Mt 9, 10; Lc 15, 1), de “publicanos e prostitutas” (Mt 21, 31). Além disso eles veem nos publicanos um exemplo de mesquinhez (cf. Mt 5, 46:  amam os que os amam) e mencionam um deles, Zaqueu, como “chefe dos publicanos e rico” (Lc 19, 2), enquanto a opinião popular os associava a “ladrões, injustos, adúlteros” (Lc 18, 11). É ressaltado um primeiro dado com base nestes elementos: Jesus não exclui ninguém da própria amizade. Ao contrário, precisamente porque se encontra à mesa em casa de Mateus-Levi, em resposta a quem falava de escândalo pelo fato de ele frequentar companhias pouco recomendáveis, pronuncia a importante declaração: “Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os enfermos. Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores” (Mc 2, 17). [2]

O nome: Mateus ou Levi?

A Tradição da Igreja identifica o evangelista Mateus com Levi devido à correspondência entre as narrativas dos Evangelhos que mencionam o chamado de Levi e a inclusão de Mateus entre os Doze Apóstolos. Nos Evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas), há relatos sobre um cobrador de impostos que é chamado por Jesus para segui-lo. No Evangelho de Mateus (9, 9), ele é identificado explicitamente como “Mateus”, enquanto em São Marcos (2, 14) e São Lucas (5, 27), o cobrador de impostos é chamado de “Levi”. Ao unir essas narrativas, a Igreja concluiu que Mateus e Levi eram a mesma pessoa.

A diferença nos nomes pode ser explicada pelo costume, comum entre os judeus do primeiro século, de ter mais de um nome. Era frequente que as pessoas tivessem um nome hebraico ou aramaico para o uso cotidiano e um nome grego ou romano para contextos públicos ou profissionais, como o de um cobrador de impostos. Assim, “Levi” seria o nome hebraico, enquanto “Mateus” poderia ser usado em um contexto mais formal e cosmopolita ou até representar uma mudança de identidade após sua conversão como discípulo de Cristo.

A relevância de ter sido um dos doze

O fato de Mateus ser uma testemunha ocular dos acontecimentos confere um grande peso historiográfico ao seu relato. Como um dos doze Apóstolos, Mateus esteve diretamente envolvido com o ministério de Jesus, vivenciando Seus ensinamentos, milagres e a ressurreição, o que dá ao seu texto uma autenticidade determinante na averiguação histórica.

Dentro de uma perspectiva religiosa, esse olhar pessoal não apenas oferece um conteúdo histórico, mas também teológico, confirmando a confiabilidade e a importância do seu relato para a compreensão da vida do galileu e a missão redentora do Cristo.

O público-Alvo de Mateus

O público-alvo principal do Evangelho de Mateus era a comunidade cristã de judeus que estavam se convertendo, provavelmente localizada em Antioquia da Síria, onde havia uma significativa presença judaica.

Mateus, sendo ele mesmo um judeu que havia seguido Jesus e se tornado Apóstolo, possuía um verdadeiro conhecimento das Escrituras hebraicas e da tradição judaica. O propósito de Mateus no seu relato era demonstrar que Jesus e a fé n’Ele não representava uma rejeição do judaísmo, mas sim o seu pleno cumprimento.

Mateus tendo primeiro proclamado o evangelho em hebraico, quando estava para ir também às outras nações, colocou-o por escrito em sua língua natal [hebraico] e assim, por meio de seus escritos, supriu a necessidade de sua presença entre eles. [3]

A Relação com o Antigo Testamento

Uma das maiores riquezas do Evangelho de São Mateus – e talvez a que mais se sobressai – é a maneira como ele conecta Jesus diretamente às Escrituras do Antigo Testamento. Mateus cita mais de 100 vezes as profecias antigas, mostrando como elas se cumprem na vida de Cristo. Seu objetivo é apresentar Jesus como o cumprimento das esperanças e expectativas messiânicas do povo judeu.

Por isso, o Evangelho de Mateus é muitas vezes considerado uma das principais chaves interpretativas para entender o Antigo Testamento. Ao longo do texto – e como já mencionamos – Jesus é retratado como o novo Moisés, o profeta por excelência que traz uma nova lei e conduz o povo de Deus a uma nova e eterna aliança.

O paralelo entre as narrativas do Antigo Testamento e a vida de Jesus é recorrente em Mateus. Um exemplo é o episódio em que Jesus e sua família fogem para o Egito e retornam após a morte de Herodes, ecoando a história de Moisés e o Êxodo. Da mesma forma, a “nova lei” apresentada por Jesus no Sermão da Montanha é uma clara referência à Lei entregue a Moisés no Monte Sinai.

Um dos aspectos mais notáveis é a recorrência da expressão “para que se cumprisse o que foi dito pelos profetas”, que aparece inúmeras vezes ao longo do relato de Mateus. Isso mostra que o evangelista tinha uma preocupação constante em estabelecer que Jesus era o Messias esperado pelos judeus.

Outras particularidades

Além da relação com as profecias do Antigo Testamento, podemos também destacar outras particularidades contadas no Evangelho de Mateus:

A genealogia de Jesus (1, 1-17):

Mateus inicia seu Evangelho com uma genealogia, destacando sua preocupação em apresentar Jesus como o filho de Abraão, herdeiro da Aliança, e como o Rei dos Judeus. Ao enfatizar que Jesus é descendente de Davi, Mateus O conecta diretamente à promessa messiânica, mostrando que Jesus é o cumprimento das expectativas proféticas do povo judeu.

A visita dos Reis Magos (2, 1-12):

O relato dos magos do Oriente, que seguem uma estrela até encontrar e adorar o Menino Jesus, é exclusivo do Evangelho de Mateus. Esse episódio simboliza o reconhecimento do Messias por parte dos gentios, demonstrando que, desde o nascimento, Jesus é visto como o Salvador não apenas dos judeus, mas de todas as nações.

O “Emanuel” (1, 23):

“Eis que uma Virgem conceberá e dará à luz um filho, que se chamará Emanuel, que significa: Deus conosco”. Essa passagem cita uma profecia encontrada em Isaías 7, 14. O nome “Emanuel é usado somente por Mateus para destacar que Jesus é a encarnação de Deus, presente entre nós, cumprindo a promessa do próprio Deus no Antigo Testamento de estar perto dos Seus de forma concreta e física.

Parábolas exclusivas:

Mateus inclui algumas parábolas que não se encontram em outros Evangelhos, como a parábola dos trabalhadores na vinha (20, 1-16) e a parábola das dez virgens (25, 1-13). Através delas, Jesus ensina sobre a justiça divina e a importância da vigilância, destacando a necessidade de estar preparado para a vinda do Senhor.

“Reino dos Céus”:

Mateus utiliza constantemente o termo “Reino dos Céus” em vez de “Reino de Deus”, uma escolha que pode refletir a sensibilidade judaica de evitar o uso direto do nome de Deus. Essa prática era comum entre os judeus, que preferiam usar termos substitutos para se referir a Deus. Ao escrever para um público predominantemente judaico, Mateus adota essa expressão para tornar sua mensagem culturalmente acessível, sem comprometer o significado teológico: a soberania de Deus.

Palavra sobre a Igreja:

Mateus é o único evangelista que menciona explicitamente a palavra “igreja” (do grego ekklesia). No capítulo 16, Jesus declara: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja”, marcando um momento fundamental no estabelecimento institucional da Igreja e da liderança espiritual de Pedro. Embora o termo ekklesia originalmente signifique “assembleia”, em Mateus ele adquire um sentido mais profundo, apontando para o caráter visível da comunidade cristã e para a unidade entre Cristo e a Igreja (“minha Igreja”) pela história.

O Messias dos judeus é o Salvador do mundo todo

Mas Jesus, aproximando-se, lhes disse: “Toda autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo” (Mt 28, 18-20)

Mateus conclui seu Evangelho mostrando que o Messias do povo eleito veio, redimiu a humanidade do pecado e abriu as portas da graça. Em Cristo, a salvação, antes reservada aos judeus, agora está disponível a todos, abrangendo o mundo inteiro.

Diante dos acontecimentos da Paixão e Ressurreição, Mateus destaca que Nosso Senhor não apenas cumpriu as promessas feitas ao povo de Israel, mas trouxe algo muito maior: Ele é o próprio Deus encarnado que oferece a redenção universal.

O testemunho de Mateus diz muito para cada um de nós. Antes visto como traidor, após seu encontro com Jesus, Mateus experimentou uma belíssima redenção pessoal e um amor totalmente renovado por seu povo. Seu Evangelho reflete esse amor, pois São Mateus, com toda sinceridade, quis convencer e encorajar sua nação de que Jesus era o verdadeiro Messias prometido nas Escrituras. Ao apresentar Jesus como o cumprimento das profecias, ele buscou revelar aos seus compatriotas a grandeza do plano divino e o amor incondicional de Deus por toda a humanidade.

Aprendamos com Mateus. Ele nos convida sempre a ler o Antigo Testamento de forma cristocêntrica, ajudando-nos a enxergar, em cada passagem, a presença viva de Cristo e o cumprimento das promessas de Deus. Isso é uma verdadeira dádiva!

Que seu Evangelho inspire em nós uma compreensão cada vez mais profunda da Palavra de Deus e nos faça mais participantes da fé da Igreja, fundada por Cristo e conduzida ao longo dos séculos pelos Apóstolos e seus sucessores, sempre sob o primado de Pedro.

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Referências:

[1] Cf. Scott Hahn e Curtis Mitch, O Evangelho de São Mateus: Cadernos de Estudo Bíblico. Ecclesiae, 2014, p. 22.

[2] Papa Bento XVI – Audiência Geral - Quarta-feira, 30 de Agosto de 2006.

[3] Eusébio de Cesareia, História Eclesiástica, Livro III, capítulo 24.

https://www.padrealexnogueira.com/artigos/sao-mateus---um-evangelho-para-entender-o-antigo-testamento