sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

BEM-VINDOS AO SB SABENDO BEM DE 01 DE MARÇO DE 2026- SEGUNDO DOMINGO DA QUARESMA - ANO A




 A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina. (I Coríntios 1, 18).

SEGUNDO DOMINGO DA QUARESMA – 01 DE MARÇO DE 2026

 (Ano A/Roxo) 2.º DOMINGO DA QUARESMA- 01/03/2026

CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2026

TEMA: “Fraternidade e Moradia” LEMA: “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14)

JESUS É O ESPLENDOR DA GLÓRIA DO PAI

Hino da CF 2026

https://youtu.be/aaO9Uqjok4?si=ldn46WmP2TQtCLa4



SB SABENDO BEM DE 01 DE MARÇO DE 2026 INFORMA

Caro(a) Leitor(a) amigo(a):

O meu abraço fraterno e uma ótima semana a todos!

ACESSE SEMPRE O BLOG: sbsabendobem.blogspot.com e divulgue aos seus amigos, conhecidos e contatos nas redes sociais. Comente, faça sugestões. Agradeço!

Escreva para: sbsabendobem@gmail.com

 

SB SABENDO BEM DE 01 DEMARÇO DE 2026

 

SEJA BEM-VINDA! SEJA BEM-VINDO!

001- SB SABENDO BEM 01 DE MARÇO DE 2026- SEGUNDO DOMINGO DA QUARESMA – ANO A

 

 

001-          SB SABENDO BEM  01 DE MARÇO DE 2026- SEGUNDO DOMINGO DA QUARESMA – ANO A

 

1.1-       Bem-vindos ao SB SABENDO BEM do 2.º Domingo da Quaresma

 

Bem-vindos, irmãos e irmãs! Como família de Deus, unida em torno de Jesus, avancemos neste caminho quaresmal. Aprofundemos nossa escuta, atenção e vivência da Palavra de Deus.

Irmãos e irmãs, neste dia do Senhor, ao percorrermos o caminho quaresmal rumo à Páscoa, a Liturgia nos leva ao cume do monte Tabor. Ali, com os apóstolos, somos envolvidos pelo esplendor da glória de Cristo. Depois de vencer as sombras da tentação, o Senhor resplandece transfigurado, revelando-se como Filho amado do Pai. Também nós, pelo Batismo, recebemos esta identidade luminosa. Que nossos corações se abram em gratidão ao Pai, por meio de Jesus, na força vivificante do Espírito Santo.(INTRODUÇÃO DO FOLHETO POVO DE DEUS EM SÃO PAULO).

 

Irmãos e irmãs, neste dia do Senhor e no tempo da Quaresma, a Liturgia transforma este lugar em que estamos no monte Tabor. Com os apóstolos, chegamos até aqui para experimentar a manifestação gloriosa do Senhor. Tendo vencido as tentações, o Senhor, transfigurado revela sua identidade de Filho de Deus. É essa também a nossa identidade concedida pela graça do Batismo. Rendamos graças ao Pai, por Jesus, na força do Espírito Santo. (INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO).

 

Revelar-nos ao outro é um ato de confiança, porque lhe dá poder para intervir sobre nós, e partilhar a mesma vida como acontece na amizade e no matrimonio é deixar que seja envolvida toda nossa existência. Cada ano, o segundo domingo quaresmal nos traz o evangelho da Transfiguração, no início da subida de Jesus a Jerusalém, onde levará a termo a vontade do Pai. Acompanhamos Jesus no seu caminho. Para que não desfaleçamos em nossa fé, faz-se necessário que tenhamos diante dos olhos a glória daquele que será aniquilado, o Filho e Servo de Deus. Por isso, a Aliança com Deus nos compromete, levando-nos a denunciar todo e qualquer tipo de exploração contra a vida, como nos chama a atenção a Campanha da Fraternidade deste ano. Somos convidados a dar ouvidos ao Filho de Deus, e a receber de Cristo nossa vocação, para caminhar atrás dele até a glória, passando pela cruz. (INTRODUÇÃO DO WEBMASTER).

 

1.2-        SEGUNDO DOMINGO DA QUARESMA

 

A TRANSFIGURAÇÃO COMO PROMESSA

 

Após o deserto, a liturgia oferece uma antecipação da glória: a transfiguração do Senhor, sinal de esperança no meio do caminho.

1.    A Luz no Caminho (Evangelho – Mt 17,1-9)
Jesus se transfigura diante dos discípulos. A visão da glória não elimina a cruz, mas dá sentido a ela. A voz do Pai – “
Este é o meu Filho amado, escutai-o” – orienta todo o itinerário quaresmal: ouvir o Filho é o caminho para a vida.

2.    A Fé que Parte (1ª Leitura – Gn 12,1-4a)
Abraão é chamado a deixar sua terra e confiar na promessa. A Quaresma é também êxodo: sair das seguranças para caminhar sustentado apenas pela Palavra de Deus.

3.    A Esperança da Glória (2ª Leitura – 2Tm 1,8b-10)
Paulo recorda que a vocação cristã está enraizada na graça manifestada em Cristo. A glória vislumbrada na transfiguração antecipa o destino final daqueles que perseveram na fé.

Em síntese, o segundo domingo da Quaresma fortalece o caminhar cristão com a promessa da luz pascal, que já resplandece no rosto de Cristo.

https://www.coracaodemaria.org.br/a-quaresma-tempo-de-conversao/

 

 

1.3-        QUARESMA E CF DA FRATERNIDADE

 

Estamos no segundo Domingo da Quaresma. É tempo de graça, fé e conversão. Somos convidados para uma adesão mais profunda ao Senhor Jesus pelo Evangelho. Ele traz uma proposta de vida plena para todos. A Campanha da Fraternidade deste ano nos chama ao cuidado com a vida, buscando moradias dignas para todos. Em Cristo encontramos sabedoria e forças para assumirmos os valores do seu Reino e colocá-los em prática.

 

- Neste tempo da Quaresma a Igreja, por meio da Campanha da Fraternidade, nos chama a escutar o clamor de todos os que sofrem por causa da precariedade das moradias, principalmente nas grandes cidades

 

Refletindo sobre a Campanha da Fraternidade 2026

 

Moradia digna é um direito humano fundamental. Porém, ela só nos mobiliza verdadeiramente quando reconhecemos no outro um irmão, uma irmã. A pergunta por um teto nasce da fraternidade. É este laço que a Campanha da Fraternidade quer fortalecer: o da solidariedade concreta, que nos torna próximos daqueles que vivem à margem, sem casa, sem terra, sem cidade. (Texto-Base CF 2026)

02- LITURGIA DA PALAVRA DO SEGUNDO DOMINGO DA QUARESMA - ANO A

 

 

002-          LITURGIA DA PALAVRA DO SEGUNDO DOMINGO DA QUARESMA -  ANO A

 

Subamos com o Senhor ao monte para ouvir sua Palavra e contemplar sua glória, atentos à ordem de Deus Pai: Escutai-o!

 

PRIMEIRA LEITURA (Gn 12,1-4a)

 

Leitura do Livro do Gênesis.

 1 Naqueles dias, o Senhor disse a Abrão: “Sai da tua terra, da tua família e da casa do teu pai, e vai para a terra que eu te vou mostrar. 2 Farei de ti um grande povo e te abençoarei: engrandecerei o teu nome, de modo que ele se torne uma bênção. 3 Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão abençoadas todas as famílias da terra!”. 4aE Abrão partiu, como o Senhor lhe havia dito.

 

- Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

 

SALMO 32(33)

 

 Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, / venha a vossa salvação! 1. 1. Pois reta é a palavra do Senhor * e tudo o que ele faz merece fé. / Deus ama o direito e a justiça, * transborda em toda a terra a sua graça. 2. Mas o Senhor pousa o olhar sobre os que o temem * e que confiam, esperando em seu amor, / para, da morte, libertar as suas vidas * e alimentá-los quando é tempo de penúria.

3. No Senhor nós esperamos confiantes, * porque ele é nosso auxílio e proteção! / Sobre nós, venha, Senhor, a vossa graça, * da mesma forma que em vós nós esperamos!

 

SEGUNDA LEITURA (2Tm 1,8b-10)

 

Leitura da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo.

 

Caríssimo, 8bsofre comigo pelo Evangelho, fortificado pelo poder de Deus. 9 Deus nos salvou e nos chamou com uma vocação santa, não devido às nossas obras, mas em virtude do seu desígnio e da sua graça, que nos foi dada em Cristo Jesus desde toda a eternidade. 10Esta graça foi revelada agora, pela manifestação de nosso Salvador, Jesus Cristo. Ele não só destruiu a morte, como também fez brilhar a vida e a imortalidade por meio do Evangelho.

 

- Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

 

ACLAMAÇÃO (L.: Lecionário e Lc 9,35 | M.: Adenor Leonardo Terra)

 

Louvor a vós, ó Cristo, Rei da eterna glória.

 

Numa nuvem resplendente fez-se ouvir a voz do Pai: / Eis meu Filho muito amado, escutai-o todos vós.

 

EVANGELHO (Mt 17,1-9)

 

P. O Senhor esteja convosco. T. Ele está no meio de nós.

 P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. T. Glória a vós Senhor.

 

P. Naquele tempo, 1 Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os levou a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. 2 E foi transfigurado diante deles; o seu rosto brilhou como o sol e as suas roupas ficaram brancas como a luz. 3 Nisto apareceram-lhes Moisés e Elias, conversando com Jesus. 4 Então Pedro tomou a palavra e disse: “Senhor, é bom ficarmos aqui. Se queres, vou fazer aqui três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. 5 Pedro ainda estava falando, quando uma nuvem luminosa os cobriu com sua sombra. E da nuvem uma voz dizia: “Este é o meu Filho amado, no qual eu pus todo meu agrado. Escutai-o!” 6 Quando ouviram isto, os discípulos ficaram muito assustados e caíram com o rosto em terra. 7 Jesus se aproximou, tocou neles e disse: “Levantai-vos, e não tenhais medo”. 8 Os discípulos ergueram os olhos e não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus. 9 Quando desciam da montanha, Jesus ordenou-lhes: “Não conteis a ninguém esta visão até que o Filho do homem tenha ressuscitado dos mortos”.

 

 - Palavra da Salvação. T. Glória a vós, Senhor.

 

https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Ano-50A-18-2o-DOMINGO-DE-QUARESMA.pdf

003- LITURGIA DO SEGUNDO DOMINGO DA QUARESMA- ANO A

 

 

003-           LITURGIA DO SEGUNDO DOMINGO DA QUARESMA- ANO A

 

- As leituras deste domingo apresentam e empregam os verbos escutar e chamar. Eles apontam para a origem da fé: somos chamados pelo Pai do Céu para participar da sua própria vida em Cristo. Pelo Espírito Santo recebemos a graça da filiação divina. Aderindo à vida cristã pelo Batismo, damos nossa resposta afirmativa à interpelação do Senhor. Assumimos, em nossa vida, dons e virtudes celestes, que nos capacitam a viver neste mundo segundo a vontade de Deus. Chamar é a atitude de Deus. Ele conta com nossa colaboração e adesão voluntária ao seu projeto de amor para que o seu Reino alcance os corações.

 

 - Já escutar significa acolher a proposta divina sem reservas, dispondo-nos a cumprir a vontade do Senhor com um coração livre. Dessa escuta amorosa nasce a alegria. Instrumentos dóceis nas mãos de Deus, podemos colaborar com a manifestação do seu Reino neste mundo. Escutar não é tarefa fácil! Existem muitas vozes propondo caminhos ilusórios de realização e felicidade. Esses "ruídos" nos confundem e, muitas vezes, nos impedem de discernir a verdadeira voz de Deus. A penitência quaresmal é um modo de purificar os ouvidos e o coração desses ruídos para escutarmos a voz do Senhor.

- A primeira leitura nos apresenta a vocação de Abraão, o pai do povo de Deus. Ele foi chamado a deixar a segurança de uma vida abastada e sedentária para se tornar um peregrino. Deus, que criou o universo, será sua segurança, seu guia e sua promessa. Abraão parte sem reservas, com a convicção de estar misteriosamente a serviço de um plano de salvação maior do que seus antigos planos de vida e sobrevivência. Se a promessa de uma família numerosa já seria o bastante para aceitar a convocação divina, a possibilidade de ser instrumento de bênção para todo o mundo enche seus olhos de uma feliz esperança! Abraão, homem de fé, põe-se a caminho. Cumprir a vontade do Senhor é a segurança verdadeira e única de nossa vida. - Paulo compreende bem o que significa o chamado de Deus.

 Na segunda carta a Timóteo, testemunha o poder que a graça de Deus realiza na vida dos que o atendem. A vocação é graça de Deus e um dom. Somente a misericórdia salvadora do Senhor é capaz de integrar a fragilidade da nossa vida no seu projeto de amor universal. Em Cristo, participamos deste amor eterno e irrestrito que é dirigido a todos quantos sejam capazes de acolher a proposta de uma vida renovada no amor e na santidade. Ela estabelece elos de fraternidade e solidariedade entre os diferentes. A Palavra de Deus é força transformadora e unificadora dos corações.

- O evangelho de Mateus mostra a Transfiguração do Senhor com profundidade e beleza. No tempo de Jesus, para que os fatos fossem válidos, era preciso que fossem certificados por duas ou três testemunhas. Este é o papel dos discípulos que sobem com Jesus ao monte. Eles são escolhidos como testemunhas do futuro luminoso da missão de Jesus. Moisés e Elias simbolizam a Lei e os Profetas, da forma como os judeus costumam dividir os livros bíblicos. Desse modo, ao dizer que eles conversam com Jesus, Mateus quer apontar que toda a Sagrada Escritura aponta para Ele. Jesus não é apenas um mensageiro de Deus: Ele é o Emanuel! Deus vem comunicar pessoalmente o seu amor aos homens. Todos são convidados a acolher esta revelação de Deus em suas vidas. Da nuvem, símbolo do Espírito Santo, ressoa a voz do Pai. Esta cena retoma e amplia a do Batismo ao afirmar que Jesus é o Filho de Deus. Ele é o Verbo encarnado a quem todos devem escutar. Nele está o agrado do Pai, sua graça, sua vida em plenitude. Seguir a Jesus é estar disponível para comunicar o amor misericordioso do Pai. Os discípulos não devem recuar: fazem parte deste mistério. São convidados a se colocarem de pé, ou seja, de prontidão para percorrer os caminhos do mundo. Devem levar a Boanova de Deus no coração, nas mãos, nas palavras e nos gestos de solidariedade.

- A Campanha da Fraternidade é um convite a transfigurar este mundo com o amor de Deus. Nosso olhar de discípulos missionários deve buscar, incansavelmente, todos os meios e ocasiões para defender a vida, cultivá-la, preservá-la e protegê-la. Que esta Quaresma inspire gestos concretos de solidariedade e amor fraterno em nossas comunidades

 

https://diocesedesaomateus.org.br/wpcontent/uploads/2026/02/01_03_26.pdf

4- REFLEXÕES PARA ESTE 2.º DOMINGO DA QUARESMA 4.1- A TRANSFIGURAÇÃO DO SENHOR NO MONTE TABOR

 

 

004-          REFLEXÕES PARA ESTE 2.º DOMINGO DA QUARESMA

 

4.1- A TRANSFIGURAÇÃO DO SENHOR NO MONTE TABOR

 

Neste segundo domingo da Quaresma a liturgia da Igreja nos apresenta o mistério da Transfiguração de Jesus: consiste numa manifestação externa e visível da sua natureza divina. Trata-se de uma exceção: em geral, Jesus não centra a atenção dos outros em sua Pessoa, ainda que dê mostras do seu Ser divino, quando concede o perdão dos pecados, em suas palavras de sabedoria, por conhecer os pensamentos das pessoas, mostrar que conhece o passado e o futuro, além de realizar todo tipo de milagres. Nesta cena há o simbolismo da montanha, como o lugar da subida, onde se respira o ar puro da criação, permite contemplar a imensidão da natureza e a sua beleza. Aparecem Moisés e Elias, que representam a Lei e os Profetas: falam com Jesus sobre a sua morte, que se haveria de cumprir em Jerusalém. Jesus leva apenas três dos Apóstolos à montanha. Por que somente estes três? Porque eles serão testemunhas da agonia de Jesus no horto das Oliveiras. Depois também assistirão a outras humilhações: os maus tratos em casa do sumo sacerdote e o julgamento iníquo e falso em que se forjará sua condenação sumária. Deus permite que eles saboreiem a visão da sua Glória para que se mantenham firmes e não desanimem ao tomar contato com o sofrimento de Jesus no Horto das Oliveiras, causado pela miséria humana e o resgate oferecido pelos nossos pecados. No entanto, tal como aconteceu com estes três Apóstolos, a divindade de Cristo continuou sendo um mistério. Quando falta a fé, não bastam os sinais: os Apóstolos duvidaram, vacilaram; e Pedro chegou a negar que conhecia Jesus, quando foi preso. Como sentimos falta de uma comprovação da nossa fé, entendemos a reação de Pedro no Monte Tabor: Senhor, é bom estarmos aqui. Se queres, farei três tendas... (Mt 17,4). Se tanta felicidade vislumbraram os Apóstolos vendo a humanidade de Cristo transfigurada e dois membros da sociedade dos santos, quando maior será a felicidade da visão beatífica, em que poderemos ver Deus face a face, tal como Ele é, em seu trono de Glória, rodeado do coro dos Anjos e dos Santos do céu! A reação de Pedro é compreensível: queremos perpetuar os momentos de alegria, de felicidade, de satisfação. Sempre que nos sentimos bem numa festa, numa reunião de amigos ou parentes, numa viagem, etc; a nossa reação é também esta: “vamos ficar um pouco mais...”. Seria bom se a nossa proximidade com Deus, a nossa amizade com Jesus fosse tão viva, tão pessoal que pudéssemos dizer o mesmo. Podemos agora dirigir-nos a Jesus e dizer: “Jesus, que bom você estar aqui... Que bom tê-lo como Amigo! Você é o Amigo em quem eu posso confiar totalmente, porque você nunca vai me decepcionar”. Nós podemos encontrar-nos com Jesus quando entramos numa igreja, quando recebemos seu perdão no Sacramento da Penitência e, de modo especial, em sua presença eucarística no sacrário das nossas igrejas. Estamos nos preparando para a Páscoa: vamos cuidar da nossa vida diária de oração, preparar muito bem cada Comunhão e demonstrar nosso amor a Deus com obras de caridade, seja com as pessoas próximas, quanto com as mais necessitadas.

 

Dom Carlos Lema Garcia Bispo Auxiliar de São Paulo Vigário Episcopal para a Educação e Universidades

 

https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Ano-50A-18-2o-DOMINGO-DE-QUARESMA.pdf

4.2- 1º de março – 2º DOMINGO DA QUARESMA (LASR)* INVERTENDO A LÓGICA DO TRIUNFO Por Luiz Alexandre Solano Rossi*; Pe. Francisco Cornélio Freire Rodrigues**

 

 

4.2- 1º de março – 2º DOMINGO DA QUARESMA (LASR)*

INVERTENDO A LÓGICA DO TRIUNFO

Por Luiz Alexandre Solano Rossi*; Pe. Francisco Cornélio Freire Rodrigues**

 

I. INTRODUÇÃO GERAL

Deus fala e chama a cada um dos homens e mulheres para viver um novo projeto de vida. Trata-se, sem dúvida, de verdadeiro desafio, que exige que a pessoa se desacomode, saia de sua zona de conforto e caminhe sempre com Deus e em direção ao outro. Não vivemos isolados em ilhas. Somos seres relacionais e, do ponto de vista cristão, vivemos em comunidades. Tudo leva a considerar o outro como alguém que possibilita o diálogo: falamos e ouvimos a fim de construir verdadeira humanidade.

II. COMENTÁRIOS AOS TEXTOS BÍBLICOS

1. I leitura (Gn 12,1-4a)

Deus nos fala! Não há dúvida quanto a isso. Contudo, entre seus muitos conteúdos, certamente estão aqueles que dizem respeito à responsabilidade, aos desafios e às missões que nos esperam. Muitos de nós desenvolvemos uma espécie de “ouvido seletivo”, ou seja, escutamos tão somente o que desejamos ouvir. Prestamos atenção apenas nos anúncios de Deus que tenham relação com o fato de recebermos alguma coisa.

No entanto, temos um Deus que nos desafia a dar passos de fé e pela fé. Abraão escuta exatamente isto: “Saia de sua terra” – de seus espaços de conveniência, de sua zona de conforto – e vá para uma terra que ainda irei lhe mostrar. O desafio é para que ele dê passos além daqueles que já havia dado. Abraão deveria sair do lugar-comum e romper com aquilo que possuía e com as fronteiras que o impediam de caminhar.

O desafio de Deus significa desacomodação. Implica ruptura e separação. Mostra-nos que não podemos viver e permanecer como se limitados àquilo que somos e temos. Sempre há a necessidade imperiosa de dar um passo a mais, de caminhar um pouco mais. Nisto, porém, reside um dos nossos maiores problemas: passamos muito tempo acomodados. Muitas vezes pensamos que a melhor posição que poderíamos tomar seria a acomodação. Por causa disso, não aprovamos a atitude de Deus quando procura romper com nossas zonas de conforto. Até Deus pode passar dos limites, pensamos!

 O Deus de Abraão, porém, impede que fiquemos bem acomodados e instalados. Ele provoca Abraão para que se desacomode e caminhe dentro dos passos propostos pelo próprio Deus. A experiência de Abraão nos coloca diante de um Deus de ação. Um Deus que nos leva a permanecer em pé e a dar passos firmes em direção a um amanhã que ele mesmo garante.

“Saia de sua terra e vá para onde lhe mostrarei.” Não precisamos ter medo, pois o mapa está nas mãos de Deus. No chamado divino existe a promessa de que não caminharemos sozinhos. Tornamo-nos peregrinos pelas estradas deste mundo. Cabe-nos compreender, todavia, que Deus também se torna peregrino conosco. Ele nos acompanha. Não poderíamos ter companhia melhor. Quando Deus pede que Abraão saia, Ele se dispõe a fazer o mesmo caminho.

Abraão parte com novo programa de vida! A obscuridade do destino contrasta com a clareza do que deve abandonar. A terra para a qual deve seguir não é sequer nomeada. Abraão, no entanto, está firme. Sabe ouvir e sabe responder. Sabe que cada chamado para uma nova missão implica deixar para trás o que é conhecido e dá segurança a fim de lançar-se no desconhecido. Recusar os riscos do desafio de Deus significaria, para Abraão, o mesmo que permanecer no mesmo lugar e, o que é pior, do mesmo tamanho. Assumi-los, por sua vez, abriria a possibilidade de novos e inesperados horizontes. Abraão percebe que existem certas coisas que somente Deus pode fazer. É pura graça dele derramada sobre seus filhos e filhas. A ação é exclusiva – “eu farei”, “eu abençoarei”, “eu tornarei” – do Deus que caminha junto a nós. Não podemos nos esquecer desta verdade fundamental: Deus é a fonte de todo bem! Por que, então, por vezes, teimamos em procurar água pura e cristalina em outras e estranhas fontes?

No relato da torre de Babel, por exemplo, constatamos justamente o contrário: são as pessoas que desejam, por todos os modos, construir uma torre altíssima para perpetuar o próprio nome. É uma das representações dos projetos humanos feitos à revelia de Deus. Todavia, esse projeto da humanidade em Babel resultou em confusão, em dispersão e em antivida (cf. Gn 11,9). Em Abraão, diferentemente, encontramos um projeto de vida. Deus promete que ele se tornará uma fonte de bênção para a humanidade. Abraão não constrói a partir de si mesmo a bênção; ele é abençoado. Babel dessa forma está, em Abraão, verdadeiramente neutralizada! É Deus que faz, que fala, que abençoa, que nos constrói como seres humanos. O que as pessoas querem realizar por si mesmas e para si mesmas, Deus fará para Abraão. A ação é sempre dele. Quando nos propomos caminhar, ele não nos deixa sozinhos e nos abençoa tremendamente.

Abraão nos ensina que o projeto de Deus é coletivo. Um projeto que tem relação com a reunião e a unidade das pessoas. Não é um projeto para aconchegar nosso individualismo, para que ele viva sossegado em seu canto. A ação de Deus sobre nós é para que cada um se torne também uma bênção para todos os outros. Trata-se de um “sim” fundamental à solidariedade. Cada um de nós precisa se ver apenas como instrumento da bênção de Deus. Ele nos abençoa não para que sejamos proprietários definitivos da sua bênção, mas para que tenhamos condições de abençoar as pessoas com as quais convivemos.

Em Deus não há o projeto do egoísmo, mas o primado da partilha. Aquilo que ele nos concede não é apenas para nós. A ação abençoadora de Deus sobre nós acontece para que nos tornemos fonte inesgotável de bênçãos para todos os outros. Às vezes, porém, invertemos a maneira de compreender a experiência de Abraão: focamos apenas nas bênçãos que recebeu e constatamos que ele era um privilegiado. Esquecemo-nos de que seu privilégio era, de fato, alcançar outras pessoas a partir do que havia recebido. A grandeza de Abraão não consistia em sua força militar, política ou econômica. Sua grandeza, na verdade, manifestava-se no Deus grande que caminhava ao seu lado.

2. II leitura (2Tm 1,8b-10)

Há em Deus um plano cheio de graça. Por isso, a graça, compreendida como favor imerecido, é concedida a todas as pessoas. Não há necessidade, diz a leitura, de obras próprias ou, ainda, de um projeto pessoal bem construído. A percepção de que Jesus deve ser considerado tudo em todos é por demais importante. Nele, por ele e para ele são todas as coisas. Nesse sentido, Jesus é suficiente para a salvação do ser humano. O ser humano não é “autossalvador”, ou seja, não consegue salvar a si mesmo. A ação de salvação, sempre e necessariamente, pressupõe a ação de Deus.

3. Evangelho (Mt 17,1-9)

Na transfiguração relatada no Evangelho de Mateus, a passagem-chave é a exortação dirigida aos três discípulos, Pedro, Tiago e João. Uma expressão/exortação que do passado reverbera com força, atravessando tempo e espaço, e nos alcançando com igual intensidade: “Escutai-o”. Na Quaresma se faz necessário abrir os ouvidos para escutar com verdadeira atenção. Não se fazem discípulos quando os ouvidos se fecham às palavras de seu mestre. Todo discípulo é primeiramente, de fato e de verdade, um ouvinte. Todavia, é necessário também ouvir os outros. Não vivemos isolados em ilhas. Somos seres relacionais e, do ponto de vista cristão, vivemos em comunidades. Tudo leva a considerar o outro como alguém que possibilita o diálogo: falamos e ouvimos a fim de construir verdadeira humanidade. Temos grande facilidade de ouvir os meios de comunicação, discursos os mais diversos, até mesmo alguma música. Não temos, porém, a mesma facilidade para escutar alguém. Uma multidão de sons pode povoar nosso interior, desde que não sobre espaço aos sons de irmãos e de irmãs. Transformamo-nos em consumidores de ruídos e, negando os sons da fraternidade, esvaziamo-nos de nós mesmos. Escutar Jesus dentro de nossos próprios contextos é o maior dos nossos desafios. Acolher a palavra de Jesus requer disponibilidade e qualidade de tempo. Caso contrário, corremos o risco de confundir os ruídos do cotidiano com a voz do nosso Mestre.

Jesus sobe à montanha para viver uma experiência inusitada. Lá, diante dos olhos estarrecidos dos três discípulos, transfigura-se. Suas vestes mudam e passam a se parecer com aquelas dos mártires (cf. Ap 3,15-18). No entanto, para além da transfiguração, aparecem também Elias e Moisés. A presença deles vem confirmar o caminho de Jesus na direção do conflito final. Tal presença aponta que a missão do Mestre não é marcada pela neutralidade. Contrariamente a essa percepção, sua vida transcorre num caminho marcado pelo conflito e, no conflito, assume uma posição de solidariedade às vítimas, o que o conduzirá inevitavelmente à morte. Todavia, a missão de Jesus não era a mesma que Pedro gostaria de assumir. Quantas e quantas vezes nossas visões e interesses se distanciam do projeto de Jesus? Pedro, diante da experiência fantástica, pensa que o alto da montanha é o melhor lugar para permanecer. Sente o desejo de fazer tendas, estabelecer-se ali mesmo e vivenciar a vida cristã como se fosse um eterno retiro, longe do barulho das pessoas, das cidades e vilas. Um ambiente ideal para viver de contemplação. Ele, porém, ouvia tão somente a própria voz. Tinha um projeto pessoal que se distanciava muitissimamente do projeto de Jesus. Quando ouvimos a própria voz, deixamos de ouvir a voz de Deus. Nesse sentido, os ruídos que nos atrapalham não são somente externos, mas também internos.

Descer a montanha será, para os discípulos, muito mais difícil do que subir. Eles se acostumariam facilmente com a zona de conforto proporcionada pela experiência religiosa e da experiência ficariam reféns. Transformariam a vida de Cristo numa experiência intimista e desconectada da realidade conflituosa. Entretanto, fazia-se necessário descer a montanha. É justamente em meio ao povo que se vive e se faz missão. Jesus bem sabia que a Boa Notícia não poderia ficar escondida. Descer a montanha traz o sentido de fazer o caminho para dentro da realidade. Toda a mensagem de Jesus nasce da realidade política, social, econômica e religiosa. Ele jamais nega a realidade, pois vive para transformá-la. Nesse caso, o cotidiano é o espaço privilegiado da sua atuação. Ele podia, até mesmo, por breves momentos, subir montanhas. Suas raízes e missão se encontravam, contudo, no meio do povo. Pedro, como porta-voz de seus companheiros, é apresentado como carente de inteligência. Ele traz no coração o desejo de reter permanentemente a revelação da glória celeste. Pode-se dizer que, na perspectiva humana, esse é um desejo compreensível, mas se contrapõe ao chamado dos discípulos ao seguimento de Jesus pelo caminho da cruz. Eles experimentam uma antecipação da bem-aventurança celestial e por isso dizem: “É bom estarmos aqui” (v. 4). Pedro pensava segundo a perspectiva do triunfo. Imaginava um Cristo vitorioso para vitoriosos. A lógica da vitória impedia o apóstolo de se ver adequadamente e, por isso, sua proposta parecia querer desviar Jesus de seu trajeto de solidariedade com as vítimas da história. Jesus, por sua vez, constrói seu itinerário pessoal e teológico à luz da solidariedade com os pequeninos, mesmo que, para isso, a consequência seja se tornar vítima do Império Romano, como tantos outros do seu povo já haviam sido.

III. PISTAS PARA REFLEXÃO

1) O discípulo e a discípula de Jesus vivem o Evangelho inseridos na realidade do dia a dia. Jamais é possível pensar o estilo de vida de Jesus como um processo que conduz à alienação. Deve-se viver Jesus na realidade do dia a dia com a missão de transformá-la.

2) Em Deus não há o projeto do egoísmo, mas o primado da partilha. Aquilo que ele nos concede não é apenas para nós. A ação abençoadora de Deus acontece para que nos tornemos fonte inesgotável de bênçãos para todos os outros.

Luiz Alexandre Solano Rossi*; Pe. Francisco Cornélio Freire Rodrigues**

*é doutor em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo (Umesp) e pós-doutor em História Antiga pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e em Teologia pelo Fuller Theological Seminary (Califórnia, EUA). É professor no programa de mestrado e doutorado em Teologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e no Centro Universitário Internacional (Uninter).
**é presbítero da diocese de Mossoró-RN. Possui mestrado em Teologia Bíblica pela Pontificia Università San Tommaso D’Aquino – Angelicum (Roma). É licenciado em Filosofia pelo Instituto Salesiano de Filosofia – Insaf (Recife) e bacharel em Teologia pelo Ateneo Pontificio Regina Apostolorum (Roma). Professor na Faculdade Católica do Rio Grande do Norte (Mossoró-RN), é autor do roteiro do 4º Domingo da Páscoa.

https://www.vidapastoral.com.br/roteiros/1o-de-marco-2o-domingo-da-quaresma-lasr/

05- LEITURAS PARA A SEMANA: DE 02/03 A 08/03 E ORAÇÃO DA CF 2026

 

005-          LEITURAS PARA A SEMANA: DE  02/03 A 08/03 E ORAÇÃO DA CF 2026

 

02- 2ª feira: Dn 9,4b-10 / Sl 78 / Lc 6,36-38

03- 3ª feira: Is 1,10.16-20 / Sl 49 / Mt 23,1-12

04- 4ª feira: Jr 18,18-20 / Sl 30 / Mt 20,17-28

05- 5ª feira: Jr 17,5-10 / Sl 1 / Lc 16,19-31

06- 6ª feira: Gn 37,3-4.12-13a.17-28 / Sl 104 / Mt 21,33- 43.45-46

07- Sábado: Mq 7,14-15.18-20 / Sl 102 / Lc 15,1-3.11-32

08- Domingo: 3.º Domingo da Quaresma- Ex 17,3-7 / Sl 94 / Rm 5,1-2.5-8 / Jo 4,5-42.

 

Oração da Campanha da Fraternidade deste ano

 

Deus, nosso Pai, em Jesus, vosso Filho, viestes morar entre nós e nos ensinastes o valor da dignidade humana. Nós vos agradecemos por todas as pessoas e grupos que, sob o impulso do Espírito Santo, se empenham em prol da moradia digna para todos. Nós vos suplicamos: dai-nos a graça da conversão, para ajudarmos a construir uma sociedade mais justa e fraterna, com terra, teto e trabalho para todas as pessoas, a fim de, um dia, habitarmos convosco a casa do Céu. Amém!

 

 

 

 

 

06- CANTOS PARA A MISSA DO SEGUNDO DOMINGO DA QUARESMA – ANO A -01/03/2026

 

06-          CANTOS PARA A MISSA DO SEGUNDO DOMINGO DA QUARESMA – ANO A -01/03/2026

Entrada

Mestre

Senhor quem entrara    

Eis o tempo de conversão

Aspersão

Água Santa, Água pura

Outras opções

Perdão

Misericórdia, Senhor 

Tende compaixão de nós

Eu confesso a Deus

Salmo-32

Sobre nós venha, senhor, a vossa graça.....

Aclamação

Louvor e glória a ti Senhor

Louvor a vós o Cristo Rei

Escuta Israel

Fala Senhor

Eu vim para escutar

Ofertório    

Teu sou

Sê Bendito

Este pranto em minhas mãos

Sabes Senhor

Que poderei retribuir ao Senhor

Santo

Cantos do Santo

Cordeiro

Cantos do Cordeiro

Cantos de Comunhão

Da nuvem uma voz se fez ouvir

O pão da vida

O meu corpo e o meu sangue

Prova de amor maior não há

Eu vim para que todos tenham

Desamarrem as sandalias 

Pós Comunhão

Mestre

Tudo é do Pai

Abraço de Pai 

Final

O Povo de Deus-487

Segura na mão de Deus

Hino da Campanha da Fraternidade 2026

                   

https://www.folhetosdecanto.com/2016/02/cantos-2-domingo-quaresma-cifras.html