quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

BEM-VINDOS AO SBSABENDO BEM DE 15 DE FEVEREIRO DE 2026-SEXTO DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A




 A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina. (I Coríntios 1, 18).

 DOMINGo 15 de fevereiro DE 2026

 (Ano A/Verde) 6º Domingo do Tempo Comum 15 de Fevereiro de 2026

 

FELIZES OS QUE GUARDAM OS PRECEITOS DO SENHOR

https://youtu.be/Ca0vO9b5vjM?si=DCHtuXyRJ22fbT1Z

(Um dia escutei teu chamado)

https://youtu.be/rXCt1Ea1xzM?si=ZmR7OowcekMhK3Za

(Te amarei, Senhor)

https://youtu.be/_OGiFeA9Sqg?si=9NHvORcwJTGcDxRz

(Os grãos que formam a espiga)

https://youtu.be/35qsImX-9Mg?si=pFaOp-cyFG75JsMU

(Vejam, eu andei pelas vilas)


SB SABENDO BEM DE 15 DE FEVEREIRO DE 2026 INFORMA

Caro(a) Leitor(a) amigo(a):

O meu abraço fraterno e uma ótima semana a todos!

ACESSE SEMPRE O BLOG: sbsabendobem.blogspot.com e divulgue aos seus amigos, conhecidos e contatos nas redes sociais. Comente, faça sugestões. Agradeço!

Escreva para: sbsabendobem@gmail.com

 

SB SABENDO BEM DE 15 DE FEVEREIRO DE 2026

 

SEJA BEM-VINDA! SEJA BEM-VINDO!

1- SB SABENDO BEM DE 15 DE FEVEREIRO DE 2026- SEXTO DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A 1.1- AS LEIS DO SENHOR DEUS

 

01-          SB SABENDO BEM  DE 15 DE FEVEREIRO DE 2026- SEXTO DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

1.1-       AS LEIS DO SENHOR DEUS

As leis do Senhor têm um papel fundamental na vida de muitos cristãos, proporcionando orientação, moralidade e um caminho claro para viver de acordo com os preceitos divinos. Ao longo da Bíblia, encontramos uma série de mandamentos e princípios que formam a base do relacionamento do povo de Deus com Ele e com o próximo.

A Lei do Senhor e a Sociedade Atual

Em um mundo cada vez mais relativista, as leis do Senhor oferecem um padrão de moralidade e ética que é essencial. Muitas pessoas se sentem perdidas sem um direcionamento claro. A aplicação das leis de Deus traz não apenas um sentido de propósito, mas também promove um ambiente social onde a justiça, a bondade e o amor possam prosperar.

Ao se comprometer a viver de acordo com as leis do Senhor, você não somente transforma sua vida, mas também influencia positivamente as pessoas ao seu redor. A verdadeira mudança começar a partir do interior e se manifesta em ações externas.

As Leis do Senhor na Perspectiva do Amor

Voltando ao centro da mensagem de Jesus, as leis do Senhor não devem ser vistas apenas como regulamentos, mas como expressões do amor de Deus. Quando obedecemos a essas leis, estamos reconhecendo o amor de Deus e demonstrando esse amor através de nossas ações. É um ciclo contínuo de receber e dar amor, que edifica a nossa vida e a vida dos que nos cercam.

Além disso, é vital que a igreja continue a ensinar a importância dessas leis, não como fardos, mas como bênçãos que trazem liberdade e alegria. A verdadeira obediência à lei se manifesta em um coração que ama a Deus acima de tudo e ao próximo como a si mesmo.

Saiba Mais em: https://sobreabiblia.familiaeabiblia.com.br/faq/3099/

Amados irmãos e irmãs em Cristo, sejam todos bem-vindos para celebrar a nossa Páscoa semanal e nossa vida de comunidade. Neste Domingo, o sexto do Tempo Comum, temos a alegria de estarmos novamente reunidos, para ouvir o Senhor e celebrar a sua entrega de amor por nós. Jesus nos propõe uma nova maneira de interpretar a Lei, levando-a à plenitude e chamando-nos à exigência de sua radicalidade, na prática da justiça e da misericórdia. Confiantes que Deus revela a sabedoria de Sua Lei, pelo Seu Espírito.

O caminho do Senhor é reto e Sua Palavra é viva. Caminhar segundo os Seus Mandamentos é comportar-se com sabedoria. Abracemos mais as oportunidades que temos de, na oração e na alegria do encontro fraterno, recebermos os ensinamentos que nos conduzem à vida plena.

“Irmãos e irmãs, que alegria estarmos na Casa de Deus! Hoje, dia do Senhor, a sua Igreja se reúne para bendizer ao Pai, por Cristo, na força do Espírito Santo. Ele é o cumprimento das promessas divinas, escritas na Lei e anunciadas pelos profetas. Queremos ouvir sua Palavra, acolher seus mandamentos de vida e nos alimentar do Pão da salvação, para sairmos daqui mais dispostos a anunciar o Reino celeste com nosso modo de viver. Louvemos, pois, ao Senhor nosso Deus!”(INTRODUÇÃO DO FOLHETO POVO DE DEUS EM SÃO PAULO).

Neste 6° Domingo do Tempo Comum, a Liturgia traz a necessidade de uma justiça que transcende o mero cumprimento da lei. Ela deve estar enraizada no amor e na misericórdia, manifestando em ações concretas o testemunho e o serviço aos outros, conforme ensinado por Jesus. A nova lei é Cristo!

- 1-2- INTENÇÕES DE ORAÇÕES DO PAPA PARA 2026

 

1.1-      1-2-  INTENÇÕES DE ORAÇÕES DO PAPA PARA 2026

JANEIRO

Pela oração com a Palavra de Deus: Rezemos para que a oração com a Palavra de Deus seja alimento nas nossas vidas e fonte de esperança nas nossas comunidades, ajudando-nos a construir uma Igreja mais fraterna e missionária.

FEVEREIRO

Pelas crianças com doenças incuráveis: Rezemos para que as crianças que sofrem de doenças incuráveis e as suas famílias recebam os cuidados médicos e o apoio necessários, sem nunca perderem a força e a esperança.

MARÇO

Pelo desarmamento e pela paz: Rezemos para que as nações avancem em direção a um desarmamento efetivo, especialmente o desarmamento nuclear, e para que os líderes mundiais escolham o caminho do diálogo e da diplomacia em vez da violência.

ABRIL

Pelos sacerdotes em crise: Rezemos pelos sacerdotes que atravessam momentos de crise na sua vocação, para que encontrem o acompanhamento necessário e para que as comunidades os apoiem com compreensão e oração.

MAIO

Por uma alimentação para todos: Rezemos para que todos, desde os grandes produtores até aos pequenos consumidores, se comprometam a evitar o desperdício de alimentos e para que todos tenham acesso a uma alimentação de qualidade.

JUNHO

Pelos valores do desporto: Rezemos para que o desporto seja um instrumento de paz, encontro e diálogo entre culturas e nações, promovendo valores como o respeito, a solidariedade e a superação pessoal.

JULHO

Pelo respeito da vida humana: Rezemos pelo respeito e pela proteção da vida humana em todas as suas etapas, reconhecendo-a como um dom de Deus.

AGOSTO

Pela evangelização na cidade: Rezemos para que, nas grandes cidades, muitas vezes marcadas pelo anonimato e pela solidão, encontremos novas formas de anunciar o Evangelho, descobrindo caminhos criativos para construir comunidade.

SETEMBRO

Pelo cuidado com a água: Rezemos por uma gestão justa e sustentável da água, recurso vital, para que todos tenham acesso equitativo a ela.

OUTUBRO

Pela pastoral da saúde mental: Rezemos para que a pastoral da saúde mental seja integrada em toda a Igreja, ajudando a superar o estigma e a discriminação contra as pessoas com doenças mentais.

NOVEMBRO

Pelo bom uso das riquezas: Rezemos pelo bom uso das riquezas, para que, resistindo à tentação do egoísmo, estejam sempre ao serviço do bem comum e da solidariedade com os mais necessitados.

DEZEMBRO

Pelas famílias monoparentais: Rezemos pelas famílias que vivem a ausência de um pai ou de uma mãe, para que encontrem na Igreja apoio e acompanhamento, e na fé ajuda e força nos momentos difíceis.

https://redemundialdeoracaodopapa.pt/Atualidade/papa-leao-xiv-confirma-intencoes-de-oracao-para-2026/

CARNAVAL-QUARESMA E CAMPANHA DA FRATERNIDADE

 

1.1-   CARNAVAL- TERÇA-FEIRA, 17 DE FEVEREIRO

 

Carnaval no Brasil em 2026 acontecerá oficialmente na terça-feira, dia 17 de fevereiro. As festividades começam antes, com desfiles das escolas de samba em São Paulo e no Rio de Janeiro na sexta-feira, dia 13 de fevereiro, e com blocos na Bahia e em Pernambuco. A quarta-feira de cinzas será no dia 18 de fevereiro.

Saiba Mais no Item 07.

 

1.2-   TEMPO DA QUARESMA

O tempo da Quaresma nos prepara para a maior celebração litúrgica da nossa Igreja: a Solenidade da Páscoa do Senhor. Iniciamos este tempo na Quarta-Feira de Cinzas, na qual humildemente recebemos a imposição das cinzas sobre a nossa cabeça, feitas com os ramos abençoados do ano anterior. Orienta-se descartar as sobras das cinzas de anos passados (na água, plantas...).

1.3-    CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2026

Neste mesmo dia, a Igreja no Brasil inicia a Campanha da Fraternidade 2026, com o tema: Fraternidade e Moradia. A cada domingo da Quaresma, a Palavra de Deus nos ilumina no caminho seguro de conversão, conduzindo-nos no seguimento de Jesus

1.6- Agenda da Arquidiocese de São Paulo

 

1.6-      Agenda da Arquidiocese  de São Paulo

15/02- 16h-Tomada de Posse do Ofício dos Novos Bispos Auxiliares da Arquidiocese de São Paulo

18/02- 15 H- Quarta-feira de Cinzas – Início da Quaresma e Abertura da CF

19/02- 08h30- 12h00-Encontro do Arcebispo c/o Clero da Arquidiocese – Abertura do Ano Pastoral.

1.7- APRESENTAÇÃO DO NOVO BISPO DA REGIÃO EPISCOPAL IPIRANGA SERÁ NA PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA SAÚDE-VILA MARIANA-SP

 1.7-        APRESENTAÇÃO DO NOVO BISPO DA REGIÃO EPISCOPAL IPIRANGA SERÁ NA PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA SAÚDE-VILA MARIANA-SP

 

Será no dia 20 de fevereiro de 2026 às 20h na Paróquia Nossa Senhora da Saúde, em São Paulo.

Quem é o novo Bispo da Região Episcopal Ipiranga?


Monsenhor Celso Alexandre é Natural de Chavantes (SP), o monsenhor Celso Alexandre, nascido em 2 de setembro de 1969, construiu ao longo de mais de duas décadas uma sólida caminhada pastoral nas dioceses de Lins e Ourinhos. Ingressou no Seminário Arquidiocesano de São José, em Botucatu, em 1991, onde realizou o Propedêutico. Em seguida, cursou Filosofia no Seminário Provincial Sagrado Coração de Jesus, em Marília (1992-1994), e concluiu a formação teológica no Instituto Teológico Pio XI, em São Paulo (1995-1998).

Foi ordenado presbítero em 6 de fevereiro de 1999, na diocese de Lins (SP). Desde então, desempenhou diversas funções pastorais. Foi pároco das paróquias Santa Luzia, em Avanhandava (1999-2002), e Santa Teresinha do Menino Jesus, em Penápolis (2002-2003). Em Ourinhos, atuou como vigário paroquial da Paróquia São Pio X (2003) e, posteriormente, como pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Chavantes (2003-2014).

Entre 2014 e 2021, assumiu a Paróquia Catedral Senhor Bom Jesus, em Ourinhos, à frente da qual retornou novamente em 2022, permanecendo até 2025. Também foi pároco da Paróquia São Sebastião, em Piraju, entre 2021 e 2022.

Além da atuação paroquial, exerceu importantes responsabilidades diocesanas. Foi diretor espiritual do Seminário Maior Diocesano São José (2014-2018 e 2022-2025) e coordenador diocesano de pastoral por uma década (2015-2025). Integra, ainda, o Conselho de Presbíteros e o Colégio de Consultores da Diocese de Ourinhos.

Ao longo de sua trajetória, monsenhor Celso desempenhou diversos ofícios, entre eles vigário forâneo, assessor para a Liturgia, e assistente eclesiástico da Renovação Carismática Católica, do Movimento de Cursilho de Cristandade e das Equipes de Nossa Senhora.

https://www.cnbb.org.br/papa-leao-xiv-nomeia-bispos-auxiliares-para-a-arquidiocese-de-sao-paulo/

O SB SABENDO BEM e toda Região Episcopal do Ipiranga deseja ao Monsenhor Celso Alexandre um profícuo trabalho pastoral em sua nova missão aqui em São Paulo.

02- LITURGIA DA PALAVRA DO 6.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

 

 

002-          LITURGIA DA PALAVRA DO 6.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

 

Os mandamentos do Senhor são fonte de vida e luz para o nosso caminho. Com o coração aberto e sedento de graça, acolhamos os ensinamentos da Palavra divina.

 

PRIMEIRA LEITURA (Eclo 15,16-21)

 

Leitura do Livro do Eclesiástico.

 

16Se quiseres observar os mandamentos, eles te guardarão; se confias em Deus, tu também viverás. 17Diante de ti, ele colocou o fogo e a água; para o que quiseres, tu podes estender a mão. 18Diante do homem estão a vida e a morte, o bem e o mal; ele receberá aquilo que preferir. 19A sabedoria do Senhor é imensa, ele é forte e poderoso e tudo vê continuamente. 20Os olhos do Senhor estão voltados para os que o temem. Ele conhece todas as obras do homem. 21Não mandou a ninguém agir como ímpio e a ninguém deu licença de pecar.

 

– Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

 

SALMO 118(119)

 

Feliz o homem sem pecado em seu caminho, / que na lei do Senhor Deus vai progredindo!

 

1. Feliz o homem sem pecado em seu caminho * que na lei do Senhor Deus vai progredindo! / Feliz o homem que observa seus preceitos * e de todo o coração procura a Deus!

2. Os vossos mandamentos vós nos destes, * para serem fielmente observados. / Oxalá, seja bem firme a minha vida * em cumprir vossa vontade e vossa lei!

3. Sede bom para com vosso servo e viverei * e guardarei vossa palavra, ó Senhor. / Abri meus olhos e então contemplarei * as maravilhas que encerra a vossa lei.

4. Ensinai-me a viver vossos preceitos; * quero guardá-los fielmente até o fim! / Dai-me o saber, e cumprirei a vossa lei * e de todo coração a guardarei.

 

SEGUNDA LEITURA (1Cor 2,6-10)

 

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.

 

 Irmãos: 6 entre os perfeitos nós falamos de sabedoria, não da sabedoria deste mundo nem da sabedoria dos poderosos deste mundo, que, afinal, estão votados à destruição. 7 Falamos, sim, da misteriosa sabedoria de Deus, sabedoria escondida, que, desde a eternidade, Deus destinou para nossa glória. 8 Nenhum dos poderosos deste mundo conheceu essa sabedoria. Pois, se a tivessem conhecido, não teriam crucificado o Senhor da glória. 9 Mas, como está escrito, “o que Deus preparou para os que o amam é algo que os olhos jamais viram nem os ouvidos ou- viram nem coração algum jamais pressentiu”. 10A nós Deus revelou esse mistério através do Espírito. Pois o Espírito esquadrinha tudo, mesmo as profundezas de Deus.

 

– Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

 

ACLAMAÇÃO (Mt 11,25)

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Eu te louvo, ó Pai santo, Deus do céu, Senhor da terra: / os mistérios do teu Reino aos pequenos, Pai, revelas!

 

EVANGELHO (Mt 5,17-37 | + longo)

 

P. O Senhor esteja convosco. T. Ele está no meio de nós.

 

 P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. T. Glória a vós Senhor.

 

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 17“Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento. 18Em verdade, eu vos digo: antes que o céu e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da Lei, sem que tudo se cumpra. 19Portanto, quem desobedecer a um só destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será considerado o menor no Reino dos Céus. Porém, quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino dos Céus”. 20Porque eu vos digo: Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos Céus. 21Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não matarás! Quem matar será condenado pelo tribunal’. 22Eu, porém, vos digo: todo aquele que se encoleriza com seu irmão será réu em juízo; quem disser ao seu irmão: ‘patife!’ será condenado pelo tribunal; quem chamar o irmão de ‘tolo’ será condenado ao fogo do inferno. 23Portanto, quando tu estiveres levando a tua oferta para o altar, e aí te lembrares que teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24deixa a tua oferta aí diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão. Só então vai apresentar a tua oferta. 25Procura reconciliar-te com teu adversário, enquanto caminha contigo para o tribunal. Senão o adversário te entregará ao juiz, o juiz te entregará ao oficial de justiça, e tu serás jogado na prisão. 26Em verdade eu te digo: daí não sairás, enquanto não pagares o último centavo. 27Ouvistes o que foi dito: ‘Não cometerás adultério’. 28Eu, porém, vos digo: Todo aquele que olhar para uma mulher, com o desejo de possuí-la, já cometeu adultério com ela no seu coração. 29Se o teu olho direito é para ti ocasião de pecado, arranca-o e joga-o para longe de ti! De fato, é melhor perder um de teus membros, do que todo o teu corpo ser jogado no inferno. 30Se a tua mão direita é para ti ocasião de pecado, corta-a e joga-a para longe de ti! De fato, é melhor perder um dos teus membros, do que todo o teu corpo ir para o inferno. 31Foi dito também: ‘Quem se divorciar de sua mulher, dê-lhe uma certidão de divórcio’. 32Eu, porém, vos digo: Todo aquele que se divorcia de sua mulher, a não ser por motivo de união irregular, faz com que ela se torne adúltera; e quem se casa com a mulher divorciada comete adultério. 33Vós ouvistes também o que foi dito aos antigos: ‘Não jurarás falso’, mas ‘cumprirás os teus juramentos feitos ao Senhor’. 34Eu, porém, vos digo: Não jureis de modo algum: nem pelo céu, porque é o trono de Deus; 35nem pela terra, porque é o suporte onde apóia os seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do Grande Rei. 36Não jures tão pouco pela tua cabeça, porque tu não podes tornar branco ou preto um só fio de cabelo. 37Seja o vosso ‘sim’: ‘Sim’, e o vosso ‘não’: ‘Não’. Tudo o que for além disso vem do Maligno”.

 

 – Palavra da Salvação. T. Glória a vós, Senhor!

 

https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Ano-50A-15-6o-DOMINGO-DO-TEMPO-COMUM.pdf

003- LITURGIA DO 6.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

 

003-           LITURGIA DO 6.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

 

- A primeira leitura recorda que o homem é livre para escolher entre a proposta de Deus que conduz à vida e felicidade, e a autosuficiência que conduz à morte e à desgraça. Para ajudar o homem que escolhe a vida, Deus propõe mandamentos: são os "sinais" com que Deus delimita o caminho que conduz à salvação.

- Na segunda leitura, ouvimos Paulo falar da "sabedoria de Deus" como projeto de salvação para a humanidade. Deus nos escolheu desde sempre e quis que nos tornássemos santos e irrepreensíveis, a fim de chegarmos à vida eterna, à felicidade e à realização plena. Por isso, veio ao nosso encontro, fez aliança conosco, indicou-nos os caminhos. Na plenitude dos tempos, enviou o seu próprio Filho, que nos libertou do pecado, nos inseriu numa dinâmica de amor e doação e nos convocou à comunhão com Deus e os irmãos. A cruz expressa esta história de amor do próprio Filho dar a vida por nós. Este plano de salvação continua, a acontecer na vida dos crentes pela ação do Espírito que nos anima no sentido de nascermos, dia a dia, como homens novos, até nos identificarmos totalmente com Cristo.

- Para Mateus, no Evangelho, Jesus é o verdadeiro Mestre da justiça. Apesar de ser muitas vezes acusado de transgressor dos mandamentos, Ele mesmo declara: "Não penseis que vim abolir a Lei e os profetas. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento". Nesta afirmação de Jesus, não encontramos apenas uma defesa de si mesmo e de seus ensinamentos, mas a denúncia de algo mais grave: a tentativa de alguns mestres da Lei e fariseus de destruir o próprio fundamento dos mandamentos. Pois, fazendo muitas manobras interpretativas, abandonavam o núcleo fundamental da Lei para aplicá-la de acordo com seus interesses, favorecendo suas posturas de dominação ideológica, religiosidade hipócrita e atitudes demagógicas. Diante dessa tentativa de destruição da Palavra de Deus, Jesus lança aos seus discípulos o grande desafio: "Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos Céus". Com isso, Jesus afirma que esfacelar a Lei é o primeiro passo para enfraquecê-la e destruí-la. Jesus apresenta a chave de leitura: a vida deve ser respeitada como principal dom de Deus. Matar, cuja punição é a morte eterna, não significa apenas acabar com a vida física de alguém, mas implica todo o processo de destruição da pessoa nas suas várias dimensões: física, moral, espiritual, social. Matar também significa tratar o irmão como patife, tolo ou idiota.

- Uma das responsabilidades dos mestres da Lei era justamente instruir o povo com os mandamentos, a fim de que se tornasse sábio e inteligente sabendo fazer escolhas acertadas, não se deixando confundir e enganar. Para tanto, o povo é convidado a escolher a vida e não a morte (cf. Dt 30,15s). Deixar o povo na ignorância, sem o verdadeiro conhecimento dos mandamentos, era aprisioná-lo, levando-o à morte.

- O povo que conhece a Lei de Deus sabe como deve se comportar. Mas se o olhar estiver desviado para outro lugar, as consequências desastrosas serão inevitáveis. Todas as vezes que o homem fizer tentativas de distorcer a Palavra de Deus, está colaborando com o Maligno, cujo projeto é destruir a vida, começando com a desintegração da Palavra de Deus, confundindo as mentes com ideologias de morte. Pensemos na nossa forma de orientar as pessoas.

- Que o Espírito de Deus nos ilumine para entendermos o Novo Mandamento do Amor e tenhamos coragem e sabedoria para colocá-lo em prática pelas vias da justiça e da paz

https://diocesedesaomateus.org.br/wpcontent/uploads/2026/02/15_02_26.pdf

4-- REFLEXÕES PARA O SEXTO DOMINGO DO TEMPO COMUM

 

04--          REFLEXÕES PARA O SEXTO DOMINGO DO TEMPO COMUM

 

4.1- FELIZES OS QUE GUARDAM OS PRECEITOS DO SENHOR

 

Nosso Senhor diz no Evangelho da Missa de hoje que não veio destruir a antiga Lei, mas dar-lhe a sua plenitude: ou seja, Jesus restaura, aperfeiçoa e eleva a uma ordem superior os preceitos do Antigo Testamento. O Livro do Eclesiástico propõe-nos uma vida de acordo com o plano de Deus: “se quiseres observar os mandamentos, eles te guardarão; se confias em Deus, tu também viverás”. Jesus, por outro lado, fala com autoridade, ampliando os preceitos da Antiga Lei: “Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento. Em verdade, eu vos digo: antes que o céu e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da Lei, sem que tudo se cumpra. Portanto, quem desobedecer a um só destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será considerado o menor no Reino dos Céus. Porém, quem os pra- ticar e ensinar será considerado grande no Reino dos Céus... Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não matarás! Quem matar será condenado pelo tribunal’. Eu, porém, vos digo: todo aquele que se encoleriza com seu irmão será réu em juízo; quem disser ao seu irmão: ‘patife!’ será condenado pelo tribunal; quem chamar o irmão de ‘tolo’ será condenado ao fogo do inferno.” Jesus é muito radical, aparentemente: a razão se deve a que não podemos colocar em risco a nossa felicidade eterna: “Não cometerás adultério. Eu, porém, vos digo: Todo aquele que olhar para uma mulher, com o desejo de possuí-la, já cometeu adultério com ela no seu coração. Se o teu olho direito é para ti ocasião de pecado, arranca-o e joga-o para longe de ti! De fato, é melhor perder um de teus membros, do que todo o teu corpo ser jogado no inferno”. Quem se atreverá a interpretar a Palavra divina ao seu gosto, ousar mudá-la ou atenuá-la? Por isso o Senhor nos adverte hoje: “Aquele que violar um destes manda- mentos, por menor que seja, e ensinar assim aos homens, será declarado o menor do reino dos céus.” Somos convidados a defender e preservar o depósito da Fé Católica, porque ela é o caminho seguro nesta vida. Da nossa perseverança na fé e na vida cristã depende a salvação das nossas almas e das almas das pessoas que dependem de nós. Devemos conhecer bem e proteger cuidadosamente esse conjunto de verdades e preceitos que constituem o depósito da fé e da moral cristãs, pois é o tesouro que o Senhor nos entrega através da Igreja, para que possamos andar seguros no caminho da salvação. E protegemo-lo especialmente quando fomentamos a piedade pessoal na oração constante e na recepção dos sacramentos (especialmente a Confissão e a Eucaristia), quando nos propomos alimentar uma formação doutrinal adequada às nossas circunstâncias e também quando somos prudentes nas leituras. “Felizes aqueles cuja vida é pura e que seguem a lei do Senhor. Felizes os que guardam com esmero os seus preceitos e o procuram de todo o co- ração”, diz o Salmo responsorial, avivando a nossa disposição de seguir fielmente o Senhor. A fé é o nosso maior tesouro e não podemos expor-nos a perdê-la ou deixar que se deteriore. Não há nada que valha a pena em comparação com a fé. Por isso clamamos: “Mostrai-me, Senhor, o caminho das vossas leis [...]. Ensinai-me a cumprir a vossa vontade”, continuamos a dizer a Deus com palavras do salmo. Como lemos na segunda leitura: “Nenhum dos poderosos deste mundo conheceu essa sabedoria. Pois, se a tivessem conhecido, não teriam crucificado o Senhor da glória. Mas, como está escrito, ‘o que Deus preparou para os que o amam é algo que os olhos jamais viram nem os ouvidos ouviram nem coração algum jamais pressentiu’". A doutrina de Jesus Cristo tem um va- lor perene para os homens de todos os tempos e é um tesouro que cada geração recebe das mãos da Igreja, que o guarda fielmente com a assistência do Espírito Santo e o expõe com autoridade.

 

 D. Carlos Lema Garcia Bispo Auxiliar de São Paulo Vigário Episcopal para a Educação

 

https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Ano-50A-15-6o-DOMINGO-DO-TEMPO-COMUM.pdf

 

4.2- 15 de fevereiro – 6º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Por Junior Vasconcelos do Amaral*

Que o vosso “sim” seja “sim” e vosso “não” seja “não”

I. INTRODUÇÃO GERAL

Movidos pela Palavra de Deus, somos convidados a amar profundamente nossos semelhantes, aqueles que chamamos de irmãos, com os quais construímos fraternidade. A primeira leitura nos convida a discernir sobre o bem e o mal, a fim de que colhamos as melhores consequências para nossa existência, não obstante saibamos que, mesmo que sejamos bons, podemos sofrer e de fato sofremos. A segunda leitura nos convida a viver com ousadia a sabedoria que vem de Deus, o qual orienta o ser humano no conjunto de suas leis. O Evangelho nos orienta para a nova ética de Jesus, que vai além daquela exigida no conjunto das 613 leis judaicas. Amar, para Jesus, não é seguir à risca os mandamentos, mas ampliá-los, compreendendo que amar exige de nós mais do que aquilo que simplesmente somos obrigados a vivenciar. Amar é querer o bem do outro.

II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

 

1. I leitura (Eclo 15,16-21)

O relato do livro do Eclesiástico se inspira nitidamente em Dt 30. Viver a sabedoria e com sabedoria é saber discernir entre o bem e o mal, no intuito de não sofrer as consequências das más escolhas. Os caminhos são opções que cada ser humano se dispõe a percorrer na liberdade. Na essência, Sirácida, como é conhecido o autor do livro do Eclesiástico, argumenta que cada indivíduo tem a liberdade radical para escolher a “vida”, obedecendo à lei, ou a “morte”, recusando-se a obedecer. A decisão cabe a cada um, particularmente, e também à comunidade, que pode ajudar o indivíduo a discernir o melhor caminho, orientando a consciência humana no seu processo de escolha do bem ou do mal.

 O v. 16 começa com o condicional “se quiseres observar”, levando-nos a compreender que depende do ser humano crente viver os mandamentos, e estes o guardarão. A confiança em Deus é fonte de vida, é graça, para que o fiel seja guardado. Evidentemente, o autor sagrado não tem a intenção de alienar ninguém em um fideísmo, mas apresentar a Lei de Deus como performática: Deus fala e cumpre, guardando o fiel em sua Palavra. A metáfora da água e do fogo aparece no v. 17 como caminhos de escolha: estender a mão para ser molhado ou queimado depende exclusivamente daquele que é convidado por Deus. O sentido da metáfora da água e do fogo se entende no versículo seguinte (v. 18), pois diante do ser humano estão a vida e a morte, o bem e o mal, e ele terá como recompensa aquilo que preferir. A sabedoria é o elemento vital, Hockmah em hebraico; é o que brota da consciência humana advindo de Deus, que ilumina o ser humano para que se torne sábio. A sabedoria, para o mundo semita, não é acúmulo de conhecimento, mas o bom senso de ofertar ao mundo o que de melhor temos. A sabedoria do Senhor é imensa (v. 19). Deus é autor e Senhor da sabedoria; a sentença “ele tudo vê continuamente” exprime a onisciência divina. O v. 20 ressalta a atenção de Deus para com os que o temem. Deus é capaz de conhecer as obras do coração humano, pois o criou como lugar para germinar e florescer sua Lei. Por fim, o v. 21 ressalta que Deus não mandou ninguém agir como ímpio, não dando licença a ninguém para pecar. Na perspectiva de Sirácida, a vida humana é um caminho de decisões que o ser humano continuamente deve tomar. Todas as decisões, seja para o bem, seja para o mal, trarão consequências.

 

2. II leitura (1Cor 2,6-10)

Paulo exorta os irmãos de Corinto, como fez o autor da primeira leitura com o povo de Israel, a tomar consciência de sua missão. Tais palavras são pura ironia, inteligíveis somente à luz de 1Cor 3,1 (“quanto a mim, irmãos, não vos pude falar como a homens espirituais, mas somente como a homens carnais, como a crianças em Cristo”). Ele diz que “entre os perfeitos (em grego, Teléiois – o que equivaleria a ‘maduros’, ‘vividos’, ou ainda ‘os experientes’) nós falamos de sabedoria” (Sofían). Entre os fiéis, não há almas escolhidas para distintamente terem conhecimento reservado de Deus ou de suas coisas. A sabedoria vem do alto, de Deus, para todo aquele que se abre à sua vontade, à sua revelação. Na perspectiva paulina, não se trata da sabedoria humana, mas da derivada de Deus, do alto, do céu. A esta altura, Paulo está criticando os coríntios, pois se deixaram seduzir por sabedorias filosóficas e ignoraram a verdadeira sapiência, a derivada de Deus.

A sabedoria do mundo, dos poderosos – “líderes” (archónton) – desta terra, é aquela que desaparece (katargouménon; na tradução proposta pela liturgia de hoje: “destruição”). Equivale a dizer que a sabedoria deste mundo é passageira, fugaz, vaidosa e, por isso, destrutiva. No v. 7, Paulo diz: “Falamos, sim, da misteriosa sabedoria de Deus (Sofián em mystério)que está oculta e, desde a eternidade, Deus destinou para nossa glória” (dóxan émon)Essa sabedoria é, para Paulo, Jesus Cristo, o Logos de Deus na história da humanidade que revela, desde sua encarnação, os mistérios divinos da salvação para todo o gênero humano.

Por falta da sabedoria de Deus, o mundo crucificou o Senhor da glória (Kyrion tés dóxes)Jesus Cristo (v. 8). A sabedoria proveniente de Deus capacita o ser humano para o discernimento da razão, da sua intelecção, por isso lhe concede a inteligência da fé em Jesus Cristo. Foi por causa da ausência da sabedoria divina que levaram Jesus à morte. Tal realidade é indecifrável, fugindo à razão humana e passando a ser chamada de mistério. Tudo o que ocorre com Jesus, Deus o preparou para os que o amam. Os olhos não viram nem os corações pressentiram (v. 9). Aos eleitos da grande comunidade cristã, Deus revelou seu mistério por meio do Espírito, que auxilia o fiel no discernimento de todas as coisas. Na pneumatologia final desse relato, o Espírito é entendido como ente que leva à compreensão das realidades de Deus.

 

3. Evangelho (Mt 5,17-37)

Continuidade do primeiro discurso mateano – o Sermão da montanha, como ouvimos nos últimos dois domingos –, a extensa narrativa deste dia (havendo também a opção pelo texto sintetizado, breve, para proclamação) oferece-nos uma reflexão acerca do novo código de leis, baseado na sabedoria divina, que Jesus vem propor aos que o seguem e que estão com ele na montanha, lugar do encontro com Deus, como, no passado, estiveram Moisés e o povo de Israel.

Jesus, no início do relato (v. 17-18), diz que não veio para abolir (katalysai) a Lei e os Profetas, mas levá-los a cumprimento (plērōsai, em grego), à plenitude. Ele afirma que, antes que o céu ou a terra deixem de existir, nem a menor letra (iota, em grego; iod, em hebraico) ou uma vírgula serão tiradas da Lei, sem que tudo se cumpra. Jesus não vem para destruir a Lei ou as Escrituras, mas vem levá-las à inteira conformidade e compreensão. Para ele, quem desobedecer a um mandamento da Lei e ensinar outros a fazer o mesmo será considerado o menor no Reino dos Céus. Quem, porém, praticar a Lei e ensiná-la será o maior no Reino dos Céus (v. 19). Jesus não é contra a Lei, mas sim contra todo rigorismo na interpretação da Lei, e isso ele vai ensinar adiante. A partir do v. 20, ele evidencia sua nova compreensão da Lei, ampliando seu modo de interpretá-la; para isso, faz uso da conjunção grega gar, “porque”, em sentido explicativo, dizendo algo além do que está no escrito da Lei: “Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, não entrareis no Reino dos Céus”.

Nos v. 21-22, Jesus ensina sobre o modo como tratar o/a irmão/ã. Ele diz: “Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não matarás! Quem matar será condenado pelo tribunal’”. Derivado de Ex 20,13 e reeditado em Dt 5,17, o imperativo “não matarás” constitui o quinto mandamento da Lei de Deus, acerca da sacralidade da vida em sua inviolabilidade. Agora, para Jesus (v. 22), não é apenas a inviolabilidade da vida que está em jogo, mas também toda ação que a macule, sobretudo encolerizar-se com o outro e dizer-lhe algo ofensivo; por exemplo, dizer ao irmão “patife” (em grego, Rhaka) implicará condenação ao tribunal, e dizer “tolo” (Móre) trará condenação ao fogo do inferno (em grego, Geennan). Geena é um termo helenizado para entender o vale de Hinom (lugar de horror e desprezo) em Jerusalém, onde se mantinha constantemente um fogo aceso para a queima de todo o lixo da cidade. Por conseguinte, todo aquele que xinga seu irmão e dele desdenha está se arruinando em suas próprias palavras, que constituem o pior lixo queimando em seu coração, aquilo que de pior a pessoa tem a oferecer; ou seja, aquilo que ela está projetando no outro e que, na verdade, está nela mesma (psicanaliticamente dizendo).

Nos v. 23-26 encontramos os ensinamentos de Jesus sobre a reconciliação, que começa com a própria atitude daquele que está levando sua oferta ao altar: se lembrar que o outro tem algo contra ele, deve voltar e reconciliar-se (em grego, diallagēthi) com seu irmão. O verbo “reconciliar” está no imperativo, como uma ordem. Somente depois da reconciliação se deve levar a oferta ao altar. Não há, desse modo, boa oferta com um coração adoecido de raiva ou rancor contra o outro. O processo deve ser desenvolvido no caminho para o tribunal, com base no diálogo (v. 25); se isso não acontecer, pode ser que o destino seja a prisão. A conclusão é o v. 26: da prisão somente se sairá quando for pago o último centavo.

Os v. 27-32 tratam do adultério e de questões sobre a convivência. Para Jesus, o adultério não se resume apenas a um ato de traição carnal contra outra pessoa, mas envolve o olhar concupiscente, de desejo. O olhar humano deve ser direcionado para o bem do outro, e não para a sedução e a malícia (v. 28). Arrancar o olho não é retirá-lo em sentido físico, mas significa arrancar o que leva ao pecado, o olhar de cobiça (v. 29). O mesmo acontece com a mão (v. 30). Sobre o divórcio – as últimas consequências da não relação –, Jesus diz nos v. 31-32: “Foi dito também: ‘Quem se divorcia de sua mulher, dê-lhe uma certidão de divórcio’. Eu, porém, vos digo: todo aquele que se divorcia de uma mulher, a não ser por motivo de união irregular, faz com que ela se torne adúltera, e quem se casa com a mulher divorciada comete adultério”. Jesus implica o homem na gravidade da situação de se casar com uma mulher divorciada, quando não se entendia que existissem homens adúlteros no costume dos antigos. Jesus iguala os homens às mulheres nesse sentido.

Por fim, na série de ensinamentos, encontramos os v. 33-37 sobre o juramento, uma atitude comum. Jesus diz: “Vós ouvistes também o que foi dito aos antigos: ‘Não jurarás falso’, mas ‘cumprirás os teus juramentos feitos ao Senhor’”. Jesus diz em seguida: “Eu, porém, vos digo: não jureis de modo algum”. Para ele, nosso “sim” deve ser “sim” e nosso “não”, “não”.

Em resumo, Jesus nos ensina que, mesmo que a Lei exista e deva ser cumprida, há uma lei cristã, derivada daquela que ele nos ensina, que deve ser levada em consideração por nós que o seguimos como seus discípulos.

III. PISTAS PARA REFLEXÃO

Oferecer à comunidade uma reflexão mais ampliada sobre a Lei e os Profetas contidos nas Escrituras, fazendo-a perceber que a nova ética construída por Jesus está baseada no amor profundo, compromissado com o outro, na construção de uma sociedade mais justa, fraterna e igualitária. Ajudar as pessoas a compreender que suas ações no cotidiano da vida têm consequências, que plantar o bem é ter a certeza de que colheremos bondade, não obstante as vicissitudes encontradas no caminho da existência, marcada pela finitude e, muitas vezes, por incompreensões. Estimular a comunidade a vivenciar com sabedoria divina este tempo que nos prepara para a Quaresma que está chegando.

Junior Vasconcelos do Amaral*

*é presbítero da arquidiocese de Belo Horizonte-MG e vigário episcopal da Região Episcopal Nossa Senhora da Esperança (Rense). Doutor em Teologia Bíblica pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (Faje), realizou parte de seus estudos de doutorado na modalidade “sanduíche”, estudando Narratologia Bíblica na Université Catholique de Louvain (Louvain-la-Neuve, Bélgica). Atualmente, é professor de Antigo e Novo Testamentos na PUC-Minas, em Belo Horizonte, e desenvolve pesquisa sobre psicanálise e Bíblia. É psicanalista clínico. E-mail: jvsamaral@yahoo.com.br

https://www.vidapastoral.com.br/roteiros/15-de-fevereiro-6o-domingo-do-tempo-comum-2/

005- LEITURAS PARA A SEMANA DE 16/02 A 22/02 DE 2026 E ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES E PELA QUARTA-FEIRA DE CINZAS

 

005-          LEITURAS PARA A SEMANA DE 16/02 A 22/02 DE 2026 E ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES E PELA QUARTA-FEIRA DE CINZAS

 

16- 2ª feira: Tg 1,1-11 / Sl 118 / Mc 8,11-13

17- 3ª feira: Tg 1,12-18 / Sl 93 / Mc 8,14-21

18- 4ª feira: Jl 2,12-18 / Sl 50 / 2Cor 5,20-6,2 / Mt 6,1- 6.16-18

QUARTA-FEIRA DE CINZAS

 19- 5ª feira: Dt 30,15-20 / Sl 1 / Lc 9,22-25

20- 6ª feira: Is 58,1-9ª / Sl 50 / Mt 9,14-15

21-  Sábado: Is 58,9b-14 / Sl 85 / Lc 5,27-32

22-  1.º DOMINGO DA QUARESMA: Gn 2,7-9.3,1-7 / Sl 50 / Rm 5,12-19 / Mt 4,1-11

ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES

T. Jesus, Mestre Divino, / que chamastes os Apóstolos a vos seguirem, / continuai a passar pelos nossos caminhos, pelas nossas famílias, / pelas nossas escolas / e continuai a repetir o convite a muitos jovens. / Dai coragem às pessoas convidadas. / Dai força para que vos sejam fiéis / como apóstolos leigos, / como presbíteros e diáconos, / como consagrados e consagradas, / para o bem do Povo de Deus / e de toda a humanidade. Amém

Oração de quarta-feira de cinzas

Senhor Cristo Jesus, neste dia de Quarta-feira de Cinzas, quando iniciamos o tempo sagrado da Quaresma, vimos a Ti com corações abertos e humildes. Reconhecemos a importância deste período para refletir sobre nossa fé, nossas ações e nosso relacionamento Contigo. Pedimos a Tua orientação para seguirmos o belo programa quaresmal que nos apresentaste, inspirando-nos a estender as mãos àqueles que necessitam de ajuda, a colocar Deus no centro de nossas vidas e a abster-nos daquilo que nos afasta da verdadeira alegria. Que possamos ser instrumentos de Tua paz e amor neste tempo de renovação espiritual. Amém.

https://www.awebic.com.br/oracao-de-quarta-feira-de-cinzas/