segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

BEM-VINDO AO SB SABENDO BEM DE 18 DE FEVEREIRO DE 2026-QUARTA-FEIRA DE CINZAS

 


A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina. (I Coríntios 1, 18).

QUARTA-FEIRA DE CINZAS- 18 de fevereiro DE 2026

 (Ano A/Roxo) QUARTA-FEIRA DE CINZAS- 18 de Fevereiro de 2026

ABERTURA DA QUARESMA – DIA DE JEJUM E ABSTINÊNCIA

LANÇAMENTO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2026 TEMA: “Fraternidade e Moradia” LEMA: “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14)

CONVERTEI-VOS E CREDE NO EVANGELHO

Hino da CF 2026

https://youtu.be/aaO9EUqjok4?si=ldn46WmP2TQtCLa4



SB SABENDO BEM DE 18 DE FEVEREIRO DE 2026 INFORMA

Caro(a) Leitor(a) amigo(a):

O meu abraço fraterno e uma ótima semana a todos!

ACESSE SEMPRE O BLOG: sbsabendobem.blogspot.com e divulgue aos seus amigos, conhecidos e contatos nas redes sociais. Comente, faça sugestões. Agradeço!

Escreva para: sbsabendobem@gmail.com

 

SB SABENDO BEM DE 18 DE FEVEREIRO DE 2026

 

SEJA BEM-VINDA! SEJA BEM-VINDO!

001-- SB SABENDO BEM DE 18 DE FEVEREIRO DE 2026- QUARTA-FEIRA DE CINZAS – ANO A

 

 

001--          SB SABENDO BEM  DE 18 DE FEVEREIRO DE 2026- QUARTA-FEIRA DE CINZAS – ANO A

 

1.1-   Hoje inicia-se o Tempo da Quaresma e a Campanha da Fraternidade

Animados pela fé, iniciamos o Ciclo Pascal que tem a Quaresma como tempo de preparação, e seu início é marcado com o rito das cinzas. Ele advém do antigo ritual aos quais os pecadores convertidos se submetiam à penitência canônica. O gesto de se cobrir de cinzas é o reconhecimento da própria fragilidade e mortalidade, que necessita da misericórdia de Deus. A Igreja conservou este gesto como símbolo da atitude do coração penitente que cada pessoa é chamada a assumir no itinerário quaresmal. A celebração da bênção e a imposição das cinzas lembra as palavras de Jesus: "convertei-vos e crede no Evangelho".

(Omite-se o Ato Penitencial, que é substituído pela imposição das cinzas.)

Irmãos e irmãs, todos os anos, durante quarenta dias da Grande Quaresma, a Igreja une-se ao mistério de Jesus no deserto e nos pede a prática da oração, da esmola e do jejum. É um tempo favorável e de forte apelo à conversão, para que assim possamos viver intensamente a Páscoa da Ressurreição. Neste dia de jejum e de abstinência, queremos renovar nosso compromisso de fé. Ademais, como Igreja do Brasil, iniciamos a Campanha da Fraternidade, com o tema “Fraternidade e Moradia”, e o lema: "Ele veio morar entre nós". A campanha busca unir fé e ação social, lembrando que Deus se fez presente entre os humanos e convida à construção de um lar digno para todos aqui na Terra. Vivamos com compromisso este tempo de graça e de reconciliação.

 

1.2-   Quaresma e Campanha da Fraternidade

O Tempo da Quaresma nos prepara para a maior celebração Litúrgica da nossa Igreja: a Páscoa do Senhor. Iluminados pela Palavra, podemos confrontar a nossa vida com a vida de Jesus, a fim de avaliarmos a nossa vida espiritual e o nosso agir cristão movidos pelo desejo de conversão. Por isso é um tempo que exige a conversão, por meio do jejum, da oração e da esmola (caridade) [...]. De fato, a conversão é um voltar-se para Deus, mudando a nossa mentalidade, adequando-nos à vontade de Deus. Ora quem se volta para Deus vai contemplá-Lo no rosto de cada irmão. A Campanha da Fraternidade nos ajuda a reconhecer o rosto de Cristo na paixão de nossos irmãos que sofrem as consequências de realidades sociais, nas quais o pecado social condena e crucifica a vida dos pobres e sofredores. (Igreja em Reflexão- Edições CNBB).

https://cdn.diocesedecolatina.com.br/wp-content/uploads/2025/12/2172-18.02.2026-Quarta-feira-de-Cinzas.pdf

1.3-       Mensagem do Papa Leão XIV para a Quaresma de 2026

A mensagem do Papa Leão XIV para a Quaresma de 2026 enfatiza a importância de escutar e jejuar como caminhos de conversão e transformação pessoal. O Papa convida os fiéis a dar lugar à Palavra de Deus, a cultivar a gentileza e a abster-se de palavras que ferem o próximo. A Quaresma é um tempo propício para renovar a decisão de seguir Cristo e acolher o clamor dos oprimidos. O Papa também destaca a unidade entre os fiéis e a necessidade de que as comunidades se tornem lugares onde o grito de quem sofre seja acolhido.

https://www.bing.com/search?q=MENSAGEM+DO+PAPA+LE%C3%83O+XIV+PARA+A+QUARESMA+DE+2026&pc=GD01&form=GDAVST&ptag=3507

002- LITURGIA DA PALAVRA DA QUARTA-FEIRA DE CINZAS- ANO A

 

002-          LITURGIA DA PALAVRA DA QUARTA-FEIRA DE CINZAS- ANO A

 

A Palavra do Senhor é a fonte da nossa conversão. Abramos o coração para tudo aquilo que Ele deseja renovar em nossa vida.

 

 PRIMEIRA LEITURA (Jl 2, 12-18)

 

 Leitura da Profecia de Joel.

 

¹²“Agora, diz o Senhor, voltai para mim com todo o vosso coração, com jejuns, lágrimas e gemidos; ¹³rasgai o coração, e não as vestes; e voltai para o Senhor, vosso Deus; ele é benigno e compassivo, paciente e cheio de misericórdia, inclinado a perdoar o castigo”. ¹Quem sabe, se ele se volta para vós e vos perdoa, e deixa atrás de si a bênção, oblação e libação para o Senhor, vosso Deus? ¹Tocai trombeta em Sião, prescrevei o jejum sagrado, convocai a assembleia; ¹congregai o povo, realizai cerimônias de culto, reuni anciãos, ajuntai crianças e lactentes; deixe o esposo seu aposento, e a esposa, seu leito. ¹Chorem, postos entre o vestíbulo e o altar, os ministros sagrados do Senhor, e digam: “Perdoa, Senhor, a teu povo, e não deixes que esta tua herança sofra infâmia e que as nações a dominem”. Por que se haveria de dizer entre os povos: “Onde está o Deus deles?” ¹ Então o Senhor encheu-se de zelo por sua terra e perdoou ao seu povo.

- Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

 

SALMO 50(51)

 

Misericórdia, ó Senhor, pois pecamos.

 

1. Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! * Na imensidão de vosso amor, purificai-me! / Do meu pecado, todo inteiro, me lavai * e apagai completamente a minha culpa.

2. Eu reconheço toda a minha iniquidade, * o meu pecado está sempre à minha frente, / foi contra vós, só contra vós que eu pequei * e pratiquei o que é mau aos vossos olhos!

3. Criai em mim um coração que seja puro, * dai-me de novo um espírito decidido. / Ó Senhor, não me afasteis de vossa face * nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!

4. Dai-me de novo a alegria de ser salvo * e confirmai-me com espírito generoso! / Abri meus lábios, ó Senhor, para cantar * e minha boca anunciará vosso louvor!

 

SEGUNDA LEITURA (2Cor 5,20-6,2)

 

Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios.

 

Irmãos: ²Somos embaixadores de Cristo, e é Deus mesmo que exorta através de nós. Em nome de Cristo, nós vos suplicamos: deixai-vos reconciliar com Deus. ²¹Aquele que não cometeu nenhum pecado, Deus o fez pecado por nós, para que nele nós nos tornemos justiça de Deus. 6,1Como colaboradores de Cristo, nós vos exortamos a não receberdes em vão a graça de Deus, ²pois ele diz: “No momento favorável, eu te ouvi e no dia da salvação, eu te socorri”. É agora o momento favorável, é agora o dia da salvação.

 

- Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

 

ACLAMAÇÃO

[L.: Lecionário e Sl 94,9 | M.: Pe. José Weber, SVD]

 

Jesus Cristo, sois bendito, / sois o Ungido de Deus Pai! Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: / "Não fecheis os corações como em Meriba".

 

EVANGELHO (Mt 6,1-6.16-18)

 

P. O Senhor esteja convosco. T. Ele está no meio de nós.

 

 P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. T. Glória a vós, Senhor.

 

P. Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: ¹“Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus. ²Por isso, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. ³Ao contrário, quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita, de modo que a tua esmola fique oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa. Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar em pé, nas sinagogas e nas esquinas das praças, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. Ao contrário, quando tu orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e reza ao teu Pai que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa. ¹Quando jejuardes, não fiqueis com o rosto triste como os hipócritas. Eles desfiguram o rosto, para que os homens vejam que estão jejuando. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. ¹Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, ¹para que os homens não vejam que tu estás jejuando, mas somente teu Pai, que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa”.

 

- Palavra da Salvação T. Glória a vós, Senhor.

003-- LITURGIA QUARTA-FEIRA DE CINZAS- ANO A

 

 

003--           LITURGIA QUARTA-FEIRA DE CINZAS- ANO A

 

- No começo da caminhada quaresmal, Jesus nos dirige sua palavra convidando-nos a seguir com Ele o caminho rumo à Páscoa. O "discurso da montanha" tem como conteúdo o anúncio inicial da proclamação do Reino de Deus, da nova aliança que se cumpre em Jesus, o Salvador. - No Evangelho de hoje somos chamados pelo Mestre a assumir, com fidelidade, as obras de justiça no relacionamento com o próximo: a esmola; para com Deus: a oração; para consigo mesmo: o jejum. A esmola, a oração e o jejum são práticas antigas e consideradas parte dos exercícios da ascese espiritual. Elas sempre foram retomadas e recomendadas pelos mestres e seus seguidores. Jesus também retoma tais exercícios e, para que respondam à sua finalidade essencial, os enquadra na relação de intimidade com o Pai e com os discípulos. O evangelista ressalta o contraste entre a prática sugerida por Jesus e a dos fariseus e escribas. Para estes, tais práticas são expressão da observância da Lei, em vista da recompensa, mesmo que não correspondam a uma atitude interior. Para o Mestre, a esmola, a oração e o jejum devem simbolizar a fidelidade e a comunhão do novo povo com Deus. Sua prática deve, contudo, evitar a busca de privilégios, poder e recompensas. Isto, além de bloquear a relação filial com Deus, torna-se fonte de conflitos entre as pessoas. A recompensa anunciada por Jesus é o reino prometido e oferecido a quem, na obediência, abre-se às exigências de sua novidade.

- Na primeira leitura, o profeta Joel, diante das plantações devastadas pela praga dos gafanhotos, reflete com o povo sobre a exigência de uma nova vida. A devastação era um sinal da proximidade do dia de Javé. O profeta incentiva o povo ao cuidado da terra devastada e convoca todos à conversão, à penitência e à mudança de vida. Isto não pode ser algo apenas exterior, aparente e sem consequências práticas, mas deve significar uma transformação radical rumo a Deus.

 - Na segunda leitura, Paulo afirma à comunidade de Corinto que Jesus não cometeu pecado algum. Assumindo, porém, a nossa condição humana, reconcilia-nos com Deus. Em meio às dificuldades e tensões da comunidade, a palavra do Apóstolo transforma-se em exortações, em convite e em oração à reconciliação. Paulo recorda-nos de que esse é o momento oportuno e favorável da salvação.

- Na Quarta-feira de Cinzas, a Igreja abre o Tempo da Quaresma. Esse tempo precede e predispõe à celebração da Páscoa. Pela meditação assídua da Palavra de Deus, a oração e a prática da caridade, somos convidados a entrar na dinâmica pascal da conversão que consiste na passagem da morte para a vida, das trevas para a luz, do egoísmo e do pecado para a vitória da ressurreição. A Quaresma é um tempo primordial de conversão, isto é, de reconciliação com Deus e com os irmãos.

- As cinzas evocam nossa realidade humana. Através do gesto ritual da imposição das cinzas, reconhecemos nossa fragilidade e nossa condição de pecadores. Também, nos dispomos a caminhar para o dia maior da ressurreição, vivendo a misericórdia de Deus, a exemplo de Cristo obediente e ressuscitado. As cinzas lembram o Cristo vitorioso sobre a morte.

- Assim, a Quaresma é um tempo favorável à renovação de nossa vida batismal, isto é, de nossa fé. Apesar da secularização e dos desafios do fenômeno religioso da sociedade contemporânea, o povo cristão percebe que durante a Quaresma é preciso orientar os ânimos para as realidades que verdadeiramente contam; que exige empenho evangélico e coerência de vida, traduzida em obras, em formas de renúncia, em manifestações de solidariedade com os sofredores e necessitados.

- Ao participar da celebração da bênção e da imposição das cinzas, aderimos à dinâmica pascal. É o Senhor quem convida a voltarmos para Ele de todo o coração. Como convertidos, devemos agir para que a fé a ser vivida no presente continue a testemunhar um Reino de justiça, amor e paz para todos.

- Obs.: Quem faz a partilha da Palavra, poderá trazer alguma reflexão sobre a Campanha da Fraternidade do ano corrente e até mesmo realizar o gesto da "abertura da CF 2026" com a apresentação do cartaz como indicado ao final do folheto

 

https://diocesedesaomateus.org.br/wpcontent/uploads/2026/02/18_02_26.pdf

4.0- REFLETINDO A QUARTA-FEIRA DE CINZAS 4.1- FRATERNIDADE E CONVERSÃO

 

 

04.0-          REFLETINDO A QUARTA-FEIRA DE CINZAS

 

4.1- FRATERNIDADE E CONVERSÃO

 

Beneficência e caridade não são necessariamente a mesma coisa. São Paulo falou sobre isso quando escreveu aos Coríntios: “Ainda que distribuísse todos os meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria!” (1Cor 13,3). O bem realizado só se torna caridade, quando é realizado por quem seja capaz de buscar a conversão e a bondade. Desse modo, a própria pessoa assume as características do amor que pratica, conforme ensina o mesmo Paulo: “A caridade é paciente, é bondosa. Não tem inveja. A caridade não é orgulhosa. Não é arrogante. Nem escandalosa. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1Cor 13,4-7). É por isso que não faz sentido pensar que o bem possa ser realizado por quem só alimenta o ódio. E também é inconcebível que se fale de fraternidade sem que se assuma a atitude fraterna que caracteriza quem quer construí-la. “A fraternidade nasce de um dado profundamente humano. Somos capazes de relação e, se quisermos, sabemos construir ligames autênticos entre nós. Sem relações, que nos sustentam e que nos enriquecem desde o início da nossa vida, não poderemos sobreviver, crescer e aprender. (...) Se somos inclinados sobre nós mesmos, corremos o risco de adoecermos de solidão, e também de um narcisismo que só se preocupa com os outros por interesse. O outro se reduz então a alguém do qual se recebe, sem que nunca estejamos dispostos a dar, a doar- -nos. Sabemos bem que também hoje a fraternidade não nasce sozinha, não é imediata. Muitos conflitos, tantas guerras espalhadas pelo mundo, tensões sociais e sentimentos de ódio parecem demonstrar o contrário. Todavia, a fraternidade não é só um belo sonho impossível, não é um desejo de poucos iludidos. Mas, para superar as sombras que a ameaçam, é necessário ir às fontes, e sobretudo encontrar luz e força no único que nos liberta do veneno da inimizade” (Leão XIV, Audiência Geral, 12.11.2025). “Porque Ele é a nossa paz, Ele que de dois povos fez um só, destruindo o muro de inimizada que os separava” (Ef 2,14). É, portanto, de nossa conversão a Cristo que nasce a verdadeira fraternidade e, sem essa conversão, não é possível falar de Cristo. Por isso, Ele ensinou: “Quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. Ao contrário, quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita, de modo que a tua esmola fique oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa” (Mt 6,2-4). Mas, falando em conversão, não podemos pensar que se trate de uma coisa íntima, que diga respeito só a nós mesmos, tal como ensina São Tiago: “De que aproveitará, irmãos, a alguém dizer que tem fé, se não tiver obras? Acaso essa fé poderá salvá-lo? Se a um irmão ou a uma irmã faltarem roupas e o alimento cotidiano, e algum de vós lhes disser: ‘Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos’, mas não lhes der o necessário para o corpo, de que lhes aproveitará? Assim também a fé: se não tiver obras, é morta em si mesma” (Tg 2, 14-17).

 

D. Rogério Augusto das Neves Bispo Auxiliar de São Paulo Vigário Episcopal Região Sé

 

https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Ano-50A-16-4a-FEIRA-DE-CINZAS.pdf

4.2-18 de fevereiro – QUARTA-FEIRA DE CINZAS Por Junior Vasconcelos do Amaral* Misericórdia, ó Senhor, pois pecamos!

 

4.2-18 de fevereiro – QUARTA-FEIRA DE CINZAS

Por Junior Vasconcelos do Amaral*

Misericórdia, ó Senhor, pois pecamos!

I. INTRODUÇÃO GERAL

Iniciamos neste dia nossos exercícios quaresmais, tempo de reflexão e silêncio, penitência e conversão, fraternidade e comunhão. A Quaresma, à luz da Palavra de Deus, inspira-nos a vivenciar, na Igreja no Brasil, a Campanha da Fraternidade (CF), com o tema “Fraternidade e moradia” e com o lema bíblico inspirado por Jo 1,14: “Ele veio morar entre nós”. O tema desta CF nos faz pensar que todo ser humano deseja moradia digna e tem direito a ela; que temos de buscar políticas públicas que garantam esse direito a todo povo. Na primeira leitura, o profeta Joel nos convida ao arrependimento. Não bastam gestos proféticos de rasgar as vestes, mas é preciso haver gestos existenciais, rasgando o coração e livrando-o de idiossincrasias e egoísmos. Na segunda leitura, Paulo nos convida a ser embaixadores da ação salvífica de Cristo, unindo as pessoas a Deus. Na perspectiva do apóstolo das gentes, o dia da salvação é o hoje de Deus, garantindo-nos a vivência de nossa vocação à santidade. No Evangelho, Jesus nos ensina as práticas de piedade: a verdadeira esmola, a oração sincera e o agradável jejum. As práticas penitenciais da Quaresma nos purificam para o kairós da Páscoa, a fim de nos associarmos um dia à Páscoa eterna.

 

II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

 

1. I leitura (Jl 2,12-18)

A situação de injustiça social denunciada pelo profeta Joel é alarmante, por isso é necessário arrependimento e conversão: “Voltai para mim com todo vosso coração, com jejuns, lágrimas e gemidos” (v. 12). Jejuar, chorar e gemer são atos de quem está arrependido pelo mal cometido. O v. 13a diz: “Rasgai o coração, e não as vestes; e voltai para o Senhor, vosso Deus”, o que consiste em gesto profético de ira, de não contentamento com as próprias atitudes. Em seguida, o v. 13b apresenta os atributos de Deus: “benigno, compassivo, paciente, cheio de misericórdia e inclinado a perdoar o castigo”.

Em momento algum Joel desaprova o culto, mas o vê acompanhado de uma convocação para a interioridade. O resultado esperado do arrependimento é que talvez Adonai, o Senhor, agirá de acordo com os atributos listados em 13b. O povo é chamado a se arrepender duas vezes (v. 12-13). Assim, Adonai voltará a ter misericórdia. Tocar a trombeta em Sião (v. 15-17) é chamamento não apenas para ocasiões militares, mas também para o culto (Lv 25,9;Sl 81,4; 150,3), por ocasião da Pessach e do Sukkot. Há um detalhe acerca dos convidados ao jejum: fala-se em anciãos e infantes, noivo e noiva, mas faltam o rei e os governantes, o que pode nos levar a supor que essa profecia seja pós-exílica. Também os ministros sagrados choram em lamentos: “Onde seu Deus está?”, fazendo recordar Sl 42,4.11, Mq 7,10 e Ml 2,17. O v. 18 conclui esperançosamente, dizendo: “o Senhor encheu-se de zelo por sua terra e perdoou ao seu povo”.

O profeta Joel é um mensageiro de esperança para um tempo de desesperança; de conversão para um tempo de pecado; de justiça para um tempo no qual as injustiças estavam pululando. Enfim, um profeta de vida para um tempo de morte, um antítipo do que Jesus representa para nós, cristãos.

2. II leitura (2Cor 5,20-6,2)

Paulo entende a vocação do cristão no mundo, não fora dele. Exercer a função de “embaixadores” significa prolongar a missão salvífica de Cristo no mundo onde habitamos. “Deus mesmo vos exorta” (v. 20a) significa o respeito de Deus pela liberdade de suas criaturas. “Reconciliai-vos” (v. 20b) é um imperativo. Paulo exorta a comunidade de Corinto à reconciliação com Deus. A comunidade é chamada a superar as barreiras, intrigas e divisões e tornar-se ponte entre os irmãos e Deus.

O v. 21 expande o sentido do papel de Cristo na reconciliação: “Aquele que não conhecera o pecado, Deus o fez pecado”. Cristo é reconhecido em Hb 4,15 sem pecado (cf. 1Pd 2,22; Jo 8,46; 1Jo 3,5), mas, por opção de Deus (Rm 8,3), ele passou a estar naquela relação com Deus que normalmente é resultado do pecado. Cristo se tornou parte da humanidade pecadora (cf. Gl 3,23), a fim de que, por ele, nos tornássemos justiça de Deus.

Em 2Cor 6,1 somos chamados a colaborar com Paulo, Timóteo e Apolo na missão que estes receberam de Cristo, por comunhão. Paulo estimula os líderes da comunidade de Corinto a colaborar com a obra salvífica de Cristo. O dia da salvação se aproxima, o tempo da graça de Deus, o kairós. Dessa forma, Paulo envolve-nos a todos na missão salvífica de Cristo; por isso, tal missão é extensiva ao nosso tempo, quando assumimos o trabalho pastoral na vida da comunidade e promovemos comunhão, participação e missão, na vivência da sinodalidade – o modo próprio de ser da Igreja –, percorrendo todos unidos o mesmo caminho.

 

3. Evangelho (Mt 6,1-6.16-18)

Mateus convida sua comunidade à prática da atenção (em grego, proséxete) com que este tempo merece ser vivido: “Ficai atentos para não praticar vossa justiça na frente dos homens só para serdes vistos por eles” (v. 1). Grosso modo, a ética cristã, o modus vivendi ao qual Jesus exorta seus seguidores neste primeiro discurso de Mateus, deve ser superior à forma de viver dos seguidores da Lei. Jesus chama os discípulos e seus ouvintes a segui-lo, ele que é a nova Lei. Por isso, Jesus está, como um novo Moisés, sentado sobre a montanha e ensinando (cf. Mt 5,1). Sentado é o modo como o mestre (didáskalo) ensina.

O Evangelho deste dia está inserido no Discurso da montanha (Mt 5-7). Do ponto de vista bíblico, poderíamos considerá-lo como sabedoria escatológica, ética e legal ou como lei, enquanto instrução (Torá), com vistas ao Reino vindouro, que não se impõe de maneira coercitiva, mas escatológica e misteriosamente.

Mateus oferece a seus ouvintes/leitores uma reforma nas obras de piedade: esmola (v. 1-4), oração (v. 5-15) e jejum (v. 16-18). Jesus, portanto, é o novo Moisés que reformula os sistemas legais antigos com uma nova concepção, como se fosse vinho novo colocado em odres novos (Mt 9,17). Para os novos seguidores, uma nova forma de viver.

A esmola é uma forma de se relacionar com o outro que nada tem. Contudo, não pode ser realizada da mesma maneira com que outros agiam: “Quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens”. Jesus afirma: “Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. Ao contrário, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua direita” (v. 2-3). Jesus os convida a uma nova forma, gratuita e não retributiva, de viver a tsedaqah (termo aramaico para “justiça”, que quer dizer “esmola”). Viver a nova justiça (dikaiosyne) proposta por Jesus é viver com retidão e de forma justa, não hipócrita.

Hypókrites era um termo do teatro para designar o ator. Ele também é usado em Mt 23 para designar os falsos intérpretes das Escrituras, os mestres religiosos que falham em sua missão. Ser hipócrita significa fazer tudo para aparecer, para tirar proveito da esmola dada. O cristão, pelo contrário, deve fazer tudo em silêncio e de forma modesta.

A oração é uma forma de se relacionar com Deus, pelo diálogo sincero e fiel (v. 5-6). Deve ser espontânea comunhão pessoal com Deus, para nosso benefício. Deus sabe de que necessitamos. A oração alimenta nossa fé e nos insere na missão. Em Mateus, Jesus ensina, na sequência, a oração espontânea do pai-nosso (v. 7-15).

O jejum é a forma de nos relacionarmos com nós mesmos, controlando nossos desejos e paixões (v. 16-18). Novamente, Mateus utiliza o termo “hipócritas”, referindo-se aos “atores” que se desfiguram histericamente, quando estão jejuando, só para mostrar que são piedosos. Essa falsa piedade não agrada a Deus nem faz bem àquele que a pratica. Pelo contrário, quando jejuar, o discípulo de Jesus deve lavar o rosto e perfumar a cabeça, retratando a alegria. Todas essas práticas de piedade, agora na perspectiva teológica de Jesus, terão sentido novo e serão recompensadas por Deus, o Pai.

III. PISTAS PARA REFLEXÃO

Perceber a relação teológica entre as três leituras, que convidam à penitência, ao arrependimento e à prática do amor cristão. Levar a comunidade cristã às verdadeiras práticas de piedade: esmola, oração e jejum. A paróquia ou a comunidade eclesial podem escolher uma entidade caritativa que promove o trabalho com o povo da rua, que já realiza o bem em favor dos vulneráveis, e ajudá-la com uma campanha solidária de alimentos ou de vestuário. Propor a leitura e a meditação do texto-base da Campanha da Fraternidade, a qual visa à vida fraterna na comunidade de fé, refletindo este ano sobre a necessidade de haver moradia para todo ser humano. A moradia adequada foi reconhecida como um direito humano, em 1948, com a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Cabe a todos nós nos empenharmos para que haja moradia digna a todo ser humano.

Junior Vasconcelos do Amaral*

*é presbítero da arquidiocese de Belo Horizonte-MG e vigário episcopal da Região Episcopal Nossa Senhora da Esperança (Rense). Doutor em Teologia Bíblica pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (Faje), realizou parte de seus estudos de doutorado na modalidade “sanduíche”, estudando Narratologia Bíblica na Université Catholique de Louvain (Louvain-la-Neuve, Bélgica). Atualmente, é professor de Antigo e Novo Testamentos na PUC-Minas, em Belo Horizonte, e desenvolve pesquisa sobre psicanálise e Bíblia. É psicanalista clínico. E-mail: jvsamaral@yahoo.com.br

https://www.vidapastoral.com.br/roteiros/18-de-fevereiro-quarta-feira-de-cinzas/

5- BÊNÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DAS CINZAS (MR, p. 16 2ª opção)3-164 |

 

 

005-           BÊNÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DAS CINZAS (MR, p. 16

 2ª opção)3-164 |

 

P. Caros irmãos e irmãs, supliquemos a Deus Pai que se digne abençoar com a riqueza da sua graça estas cinzas que vamos colocar sobre as nossas cabeças em sinal de penitência. (silêncio) Ó Deus, que não quereis a morte do pecador, mas a sua conversão, escutai com bondade as nossas preces e dignai-vos abençoar + estas cinzas, que vamos colocar sobre as nossas cabeças. E assim, reconhecendo que somos pó e que ao pó voltaremos, consigamos, pela observância da Quaresma, obter o perdão dos pecados e viver uma vida nova, à semelhança do vosso Filho ressuscitado. Que vive e reina pelos séculos dos séculos. T. Amém.

07- ORAÇÃO DA CF 2026 E HINO DA CF 2026

 

01-          ORAÇÃO DA CF 2026 E HINO DA CF 2026

 

Rezemos, irmãos e irmãs, a oração da Campanha da Fraternidade.

 

Deus, nosso Pai, em Jesus, vosso Filho, viestes morar entre nós e nos ensinastes o valor da dignidade humana. Nós vos agradecemos por todas as pessoas e grupos que, sob o impulso do Espírito Santo, se empenham em prol da moradia digna para todos. Nós vos suplicamos: dai-nos a graça da conversão, para ajudarmos a construir uma sociedade mais justa e fraterna, com terra, teto e trabalho para todas as pessoas, a fim de, um dia, habitarmos, convosco, a casa do Céu. Amém!

https://diocesedacampanha.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Folheto-QUARTA-FEIRA-DE-CINZAS-ANO-A-18-02-2026.pdf

 

Hino da CF 2026

https://youtu.be/aaO9EUqjok4?si=ldn46WmP2TQtCLa4

Hino da CF 2026- Tema: Fraternidade e Moradia. Lema: “Ele veio morar entre nós” (cf. Jo 1,14)

 Letra: Crisógono Sabino -Melodia: Carlos Alberto Santos

1. No caminho da vida sofrida, há irmãos sem abrigo, sem chão. Na calçada, no bairro, na espera, brota o grito, o clamor do irmão. Mas o Verbo se fez moradia no presépio da simplicidade: vem morar com o pobre sofrido, transformando a dor em bondade! "Ele veio morar entre nós" (Jo 1,14); Deus conosco em cada irmão! Por um lar de amor e justiça, nosso canto as nações ouvirão.

2. Onde faltam direito e cuidado, sobram medo, abandono e dor. Mas a fé, que se faz compromisso ergue a voz com firmeza e ardor! Quando o amor for tijolo e telhado, e a justiça a nossa missão, cada casa será testemunho do Evangelho de Cristo em ação! 3. Se o profeta levanta sua voz, é o Cristo que clama também: “Dai morada ao pequeno e ao fraco, sede os braços que acolhem o bem!” Nossa fé não se finda no altar: partilhar brota em nós comunhão, Espalhando as sementes do amor: nossa fé faz de nós mais irmãos!

https://www.cnbb.org.br/wp-content/uploads/test-for-pdf/Hino-CF-2026-finalizado-4-cifra-completa.pdf

 

07-Cantos para missa da Quarta Feira de Cinzas18/02/2026

 

 

07-Cantos para missa da Quarta Feira de Cinzas18/02/2026

 

 A Quarta-feira de Cinzas ou Dia das Cinzas  é uma data com especial significado para a comunidade cristã. A data é um símbolo do dever da conversão e da mudança de vida, para recordar a passageira fragilidade da vida humana, 
sujeita à morte.

Nesse dia os fiéis são marcados na testa com as cinzas em forma de cruz ou a recebem um pouco sobre as suas cabeças, quando o secerdote pronuncia a seguinte frase, à sua escolha: – "Lembra-te que és pó e que ao pó voltarás!" ou "Convertei-vos e crede no Evangelho!"

ENTRADA

01- Senhor quem entrará    

02- Senhor eis aqui o teu povo

03- Fala assim meu coração 

04- Eis o tempo de conversão

05- Volta,meu povo,ao teu Senhor

06- Lembra,Senhor, o teu amor

PERDÃO(omite-se)

SALMO

4ª F. Cinzas= Salmo 50-Misericórdia ó Senhor...

ACLAMAÇÃO

01- Louvor e glória a ti Senhor

02- Louvor a vós o Cristo Rei

03- Escuta Israel

04- Fala Senhor

05- Envia tua palavra 

06- Eu vim para escutar

DISTRIBUIÇÃO DAS CINZAS(4ªFeira)

01- O vosso coração de pedra

02- Pecador agora é tempo

03- Volta teu olhar Senhor

04- Renova-me senhor Jesus

05- Conheço um coração-750

06- Teu sou- 422

07- 637- Perdão Senhor

08- Salmo 50 - (repetir )

OFERTÓRIO     

01- Teu sou

02- Volte teu olhar Senhor

03- Suba a Ti ó Deus Pai

04- Sê Bendito

05- Recebe Deus Amigo

06- Mãos Abertas

07- Este pranto em minhas mãos

08- Sabes Senhor

09- Que poderei retribuir ao Senhor

SANTO

Várias opções de Santo

CORDEIRO

Várias opções de Cordeiro

COMUNHÃO

01- O pão da vida

02- O meu corpo e o meu sangue

03- Por esta paz que a juventude

04- Prova de amor maior não há

05- Eu vim para que todos tenham

06- Desamarrem as sandalias 

07- Tanto Deus amou o mundo 

PÓS COMUNHÃO

Mestre

Pai de amor

Quem perde sua vida, a encontra

Tudo é do Pai

FINAL

O Povo de Deus-487

Segura na mão de Deus

Hino da Campanha da Fraternidade 2026

 

https://www.folhetosdecanto.com/2014/09/cantos-missa-quarta-feira-cinzas.html