quinta-feira, 10 de setembro de 2026

BEM-VINDOS AO SB SABENDO BEM DE 13 DE SETEMBRO DE 2026- 24.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- MÊS DA BÍBLIA




 A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina. (I Coríntios 1, 18).

(Ano A/Verde) 24º Domingo do Tempo Comum

MÊS DA BÍBLIA - LIVRO DE DANIEL "Seu Reino jamais será destruído" (Dn 7,14)

13 de Setembro de 2026

O PERDÃO É DOM INFINITO


A Bíblia é a Palavra de Deus ( Frei Fabreti)

https://youtu.be/nuiCNLMidW4?si=mCQq9x9EQhGniPU-

 

Toda Bíblia é Comunicação (Pe. ZEZINHO)
https://youtu.be/jdzIGvyzQqE?si=YUUE9gbEhboRIkHi

 

SB SABENDO BEM DE 13 de Setembro de 2026 INFORMA.

Caro(a) Leitor(a) amigo(a):

O meu abraço fraterno e um ótimo mês de Setembro

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SEJA BEM-VINDO!

 

CONTEÚDO DO SB SABENDO BEM DE 13/09/26

 

CONTEÚDO DO SB SABENDO BEM DE 13/09/26

- AMBIENTAÇÃO

- ACOLHIDA – NOTÍCIAS DA CNBB – SEMIFINAIS DA COPA DO BRASIL

- A BÍBLIA PARA OS CATÓLICOS

 

- LEITURA DA PALAVRA DO 24.º DOMINGO DO TEMPO COMUM-A

- LITURGIA DO 24.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

- 3 REFLEXÕES DO 24. º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

- LEITURAS PARA A SEMANA: DE 14 DE SETEMBRO DE 2026 A 20 DE SETEMBRO E ORAÇÃO PARA  ANTES DE LER A  BÍBLIA

- CANTOS PARA O 24.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A E CANTOS ESPECÍFICOS DA BÍBLIA

- MISSA DE SÉTIMO DIA.

- APARENTEMENTE ABSURDAMENTE SUPÉRFLUO,  ABSOLUTAMENTE NECESSÁRIO- [ Parte I]- Lindolivo Soares

- SANTO AGOSTINHO E O PERDÃO

- DICAS DE LEITURA SOBRE O PERDÃO

1-SEJAM BEM-VINDOS AO SB SABENDO DO 24.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

 

1-SEJAM BEM-VINDOS AO SB SABENDO DO 24.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

1.1-      AMBIENTAÇÃ0

 

Convidar algum dizimista da comunidade para acender as velas. Canto nº: Onde reina o amor... nº 45. - Entrar com palavras: perdão, reconciliação, paz, comunhão, partilha; ou com as frases: "perdoai as nossas ofensas como nós perdoamos", "é perdoando que se é perdoado", durante o refrão, após o acendimento das velas, e colocar-las em um mural.

1.2-SEJAM BEM-VINDOS

Irmãos e irmãs, sejam todos bem-vindos! Celebramos o mistério de um Deus que ama sem limites. Ele nos chama e acolhe em seu perdão. Com alegria, cantemos.

CANTO Pai de amor, aqui estamos... nº 113

A Liturgia deste domingo nos convida a reconhecer que Deus é comprometido com a vida de cada um de nós e, por isso, nos convida ao compromisso com os irmãos. O perdão de Deus renova, transforma e recria nossa vida, e nos chama a fazer o mesmo. Com esta celebração queremos acreditar mais na força do perdão de Deus do que em nossas fraquezas humanas.

 

Irmãos e irmãs, reunimo-nos para celebrar o Dia do Senhor. É Ele quem nos convoca como comunidade de fé e se faz presente no meio de nós, revelando-nos o seu amor misericordioso. Nesta celebração, o Cristo nos dirige um forte apelo à prática do perdão, convidando-nos a perdoar-nos mutuamente, como testemunho do Amor de Deus, o primeiro a nos perdoar e que nos ensina a amar verdadeiramente. Abramos o nosso coração a esse convite do Senhor e coloquemos em suas mãos nossos anseios de uma verdadeira paz. (INTRODUÇÃO DO FOLHETO POVO DE DEUS EM SÃO PAULO).

 

1.2-        A BÍBLIA PARA OS CATÓLICOS – UM GUIA DA BÍBLIA

 

“Confira este guia da Bíblia para católicos: conheça seu papel como fonte de fé, guia moral e inspiração para a oração e a vida cotidiana. Neste guia, você é convidado a se aprofundar nas Sagradas Escrituras, redescobrindo como elas podem ser fonte de vida espiritual, sabedoria e orientação prática. Conhecer a Bíblia é fortalecer a relação com Deus e viver de forma autêntica os ensinamentos de Cristo. Vamos aprofundar, neste caminho, nosso conhecimento da Palavra e pedir que o Espírito Santo nos convença da sua importância em nossa vida”.

O guia será apresentado hoje e nos próximos finais de semana.

 

1.3-       NOTÍCIAS DA CNBB

2.        

Ø  Seminário com os bispos referenciais para as CEBs e o Laicato reflete sobre vivência concreta da comunhão, da participação e da missão

"Ao longo dos três dias, as reflexões buscaram articular Palavra de Deus, leitura da realidade, participação eclesial, missão, formação, compromisso social e os desafios de uma Igreja que deseja avançar na vivência concreta da comunhão, participação e missão", partilhou Célia Soares, assessora da Comissão para o Laicato.

https://www.cnbb.org.br/seminario-bispos-referenciais-cebs-laicato-comunhao-participacao-missao/

Ø  CARDEAIS DO BRASIL PARTICIPAM DE DIÁLOGO SOBRE IGREJA E POLÍTICA ÀS VÉSPERAS DAS ELEIÇÕES DE 2026

Os principais desafios relacionados às eleições de 2026 e a contribuição da Igreja Católica para a formação da consciência cidadã estiveram no centro do programa especial “Igreja e política – Diálogo dos Cardeais do Brasil”, realizado no dia 2 de setembro, das 21h às 23h, diretamente dos estúdios da Rede Vida, em Brasília (DF).

A iniciativa reuniu sete cardeais brasileiros para um momento de diálogo e reflexão sobre temas relacionados à política e às eleições, à luz do Magistério e dos documentos da Igreja Católica. Participar dom Odilo Peamdro Scherer, dom Orani João Tempesta, dom Jaime Spengler, dom Sérgio da Rocha, dom Paulo Cezar Costa, dom Raymundo Damasceno Assis e dom João Braz de Aviz.

Apresentado pelo jornalista Paulo Júnior, o programa foi transmitido ao vivo e terá duas horas de duração. A proposta foi oferecer ao público elementos para a reflexão sobre a realidade brasileira, incentivando o diálogo, a responsabilidade e o compromisso com o bem comum..

https://www.cnbb.org.br/cardeais-do-brasil-participam-de-dialogo-sobre-igreja-e-politica-as-vesperas-das-eleicoes-de-2026/

 

1.3- Semi-finais da Copa do Brasil 2026

 

Os quatro semifinalistas são:Atlético Mineiro x Grêmio e Vasco x Palmeiras.

1.º de novembro: Grêmio x Atlético Mineiro e Palmeiras x Vasco da Gama

8 de novembro: Atlético Mineiro x Grêmio e Vasco x Palmeiras.

A final será no dia 06 de dezembro de 2026.

 

 

 

 

2- A BÍBLIA PARA OS CATÓLICOS

 

2- A BÍBLIA PARA OS CATÓLICOS

 

“Confira este guia da Bíblia para católicos: conheça seu papel como fonte de fé, guia moral e inspiração para a oração e a vida cotidiana.

A Bíblia ocupa um lugar central na vida do católico, sendo mais que um livro: é a Palavra viva de Deus e o fundamento sobre o que se edifica a fé cristã. Por meio das Escrituras, Deus nos fala diretamente, revelando Seu amor, Seus ensinamentos e o caminho que desejamos que sigamos. Cada página traz uma riqueza inestimável, oferecendo respostas para os mistérios da vida e um guia seguro para moldar nossas ações segundo a vontade divina.

Neste guia, você é convidado a se aprofundar nas Sagradas Escrituras, redescobrindo como elas podem ser fonte de vida espiritual, sabedoria e orientação prática. Conhecer a Bíblia é fortalecer a relação com Deus e viver de forma autêntica os ensinamentos de Cristo. Vamos aprofundar, neste caminho, nosso conhecimento da Palavra e pedir que o Espírito Santo nos convença da sua importância em nossa vida”.

 

I-                     O que é a Bíblia para os Católicos?

 

A Palavra de Deus revelada

A Bíblia é, para nós católicos, a revelação escrita de Deus à humanidade. Como nos ensina o Catecismo da Igreja Católica, as Sagradas Escrituras “são verdadeiramente a Palavra de Deus” 1, pois foram registradas sob a inspiração do Espírito Santo. A Bíblia contém em seus livros a “verdade divinamente revelada” (CIC 105), transmitindo o amor de Deus que deseja nos conduzir à plenitude da vida e da fé. Em cada palavra e cada passagem, encontramos o Pai que “vem amorosamente ao encontro de seus filhos, a conversar com eles” 2.

Contudo, a Bíblia não se interpreta por si só. A Igreja Católica ensina que a Sagrada Escritura e a Sagrada Tradição “estão intimamente unidas e compenetradas entre si” 3, derivando ambas da mesma fonte divina. Essa unidade torna-se plena e fecunda na vida da Igreja e no mistério de Cristo. A Tradição Apostólica, passada de geração em geração, guarda fielmente o ensinamento de Jesus e o testemunho dos Apóstolos, transmitindo-os até nossos dias.

A responsabilidade pela interpretação autêntica da Palavra de Deus foi confiada ao Magistério da Igreja, formado pelos bispos em comunhão com o sucessor de Pedro, o Papa. O Magistério não está “acima da Palavra de Deus, mas ao seu serviço” 4, fiel ao mandato de ouvir, guardar e expor a Palavra com fidelidade. Dessa forma, os católicos acolhem a Bíblia, a Tradição e o Magistério como partes inseparáveis da fé, permitindo que a Palavra de Deus frutifique em cada coração e seja compreendida à luz do Espírito Santo e da comunhão da Igreja.

 

 Estrutura da Bíblia

A Bíblia é dividida em duas grandes partes: o Antigo e o Novo Testamento. O Antigo Testamento compreende os livros que relatam a história do povo de Deus desde a criação do mundo até a preparação para a vinda de Cristo. Já o Novo Testamento narra a vida de Jesus, o início da Igreja e os ensinamentos para a vida cristã.

No Antigo Testamento, encontramos:

Pentateuco: os cinco primeiros livros (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio), que narram a criação, a história dos patriarcas e a aliança de Deus com Israel.

Livros Históricos: contam a história do povo de Israel, incluindo suas lutas, conquistas e infidelidades, do período de Josué até o exílio (Josué, Juízes, Rute, 1Samuel, 2Samuel, 1Reis, 2Reis, 1Crônicas, 2Crônicas, Esdras, Neemias, Tobias, Judite, Ester, 1Macabeus e 2Macabeus).

Livros Sapienciais e Poéticos: oferecem sabedoria e orientação para a vida, além de orações e cânticos (Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cântico dos Cânticos, Eclesiástico e Sabedoria)

Livros Proféticos: escritos pelos profetas, que transmitiram a mensagem de Deus ao povo, chamando-o ao arrependimento e anunciando a vinda do Messias (Isaías, Jeremias, Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, e Naum)

O Novo Testamento é composto por:

Evangelhos: relatos da vida, dos ensinamentos, da morte e da ressurreição de Jesus (Mateus, Marcos, Lucas e João).

Atos dos Apóstolos: descreve a ascensão de Jesus e a expansão inicial da Igreja.

Cartas: escritas pelos apóstolos, principalmente por São Paulo, oferecem orientações doutrinárias e morais (Romanos, 1 Coríntios, 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1Tessalonicenses, 2Tessalonicenses, 1Timóteo, 2Timóteo, Tito, Filemom, Hebreus, Tiago, 1Pedro, 2Pedro, 1João, 2João, 3João e Judas.)

Apocalipse: o último livro da Bíblia, que revela a vitória final de Cristo sobre o mal e o cumprimento das promessas de Deus.

Cada livro e cada divisão desempenha um papel essencial na compreensão do plano de salvação de Deus para a humanidade, formando o conjunto harmonioso da revelação divina.

 

Cânon Católico versus Cânon Protestante

A Bíblia católica e a protestante compartilham muitos livros, mas apresentam uma diferença no número total: o cânon católico possui 73 livros, enquanto o cânon protestante inclui 66. A principal divergência ocorre no Antigo Testamento, do qual a Igreja Católica reconhece 46 livros, e a Bíblia protestante, 39. Esses livros a mais na Bíblia católica são conhecidos como deuterocanônicos, que incluem: Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc, 1 e 2 Macabeus, além de trechos específicos dos livros de Ester e Daniel.

A origem dessa diferença remonta ao uso da Septuaginta, uma tradução grega das Escrituras hebraicas, feita antes de Cristo e amplamente utilizada pelos primeiros cristãos, incluindo os apóstolos. Essa versão continha os deuterocanônicos, que foram reconhecidos pela Igreja primitiva como parte da revelação divina. No século XVI, durante a Reforma, os reformadores protestantes decidiram adotar o cânon hebraico, excluindo os deuterocanônicos, por não serem aceitos no Judaísmo contemporâneo da época.

Na doutrina católica, os livros deuterocanônicos têm um papel importante. Eles apresentam ensinamentos que aprofundam verdades da fé, como a oração pelos mortos, encontrada no segundo livro de Macabeus 5, que apoia a doutrina do purgatório. Esses livros também ensinam sobre a sabedoria, a fidelidade a Deus em tempos de provação, e a busca pela justiça — temas essenciais para a vida cristã.

Assim, para a Igreja Católica, tanto os livros protocanônicos quanto os deuterocanônicos são igualmente inspirados. O Concílio de Trento (1546) reafirmou oficialmente o cânon católico, considerando esses textos indispensáveis para uma compreensão plena da revelação divina e para a edificação espiritual dos fiéis.

 

II-                    Como a Bíblia foi escrita?

 

Inspiração Divina

A Bíblia foi escrita por autores humanos, mas sob a inspiração direta de Deus. O conceito de inspiração divina significa que, embora os escritores das Bíblia fossem pessoas humanas com suas culturas, habilidades e estilos literários, Deus atuou neles e por meio deles para registrar Sua Palavra com precisão. Segundo o Catecismo da Igreja Católica, Deus escolheu esses autores e trabalhou através de suas faculdades humanas, assegurando que eles escrevessem apenas o que Ele desejava comunicar. 6

Os livros da Bíblia não são meramente humanos; tudo o que está escrito nas Escrituras vem do Espírito Santo e foi escrito para revelar a verdade que Deus quer que conheçamos para nossa salvação. 7 Por isso, a Bíblia é considerada “sem erro” no que ensina sobre a verdade de Deus, pois cada palavra é inspirada por Ele e tem um propósito.

Ao mesmo tempo, Deus se adaptou à linguagem e aos modos de expressão de cada autor, falando “à maneira dos homens”. Por essa razão, para interpretar bem as Escrituras, é necessário compreender o contexto cultural e os gêneros literários de cada época, em textos históricos, poéticos ou proféticos. 8 Tudo isso enriquece a nossa compreensão da intenção divina e da mensagem original.

 

Formação dos textos bíblicos

O processo de formação dos textos bíblicos passou por etapas longas e complexas, que envolvem desde a tradição oral até a compilação escrita dos livros. Inicialmente, as histórias sagradas e ensinamentos divinos foram transmitidos oralmente, de geração em geração, entre o povo de Israel. Essa tradição oral preservou, por meio de narrativas, cânticos, provérbios e leis, o relacionamento único entre Deus e Seu povo, assegurando que a memória dos atos divinos fosse mantida viva na comunidade.

Aos poucos, essa tradição foi sendo registrada por escrito, um processo que se iniciou em diferentes períodos e contextos históricos. No Antigo Testamento, os livros começaram a ser compilados durante épocas de estabilidade ou crise, como o exílio na Babilônia, em que o povo de Israel sentiu-se motivado a registrar suas tradições para não perdê-las. Autores e editores foram reunindo essas tradições, sob a inspiração divina, de modo que todos os textos refletissem a mesma verdade de fé, apesar das diferenças de estilo e de gênero literário.

No Novo Testamento, o processo foi semelhante. Após a vida, morte e ressurreição de Jesus, os discípulos começaram a transmitir oralmente as palavras e atos do seu mestre e, depois, dos primeiros apóstolos. Com o tempo, especialmente com a expansão da Igreja e a necessidade de preservar fielmente os ensinamentos de Cristo, esses relatos foram colocados por escrito, gerando os Evangelhos e as Cartas Apostólicas.

Esses textos não apenas respondem às necessidades das primeiras comunidades cristãs, mas também foram escritos em contextos históricos e culturais diversos, moldados pelas realidades de cada autor e localidade. Portanto, a Bíblia é um conjunto de livros escritos em tempos e lugares distintos, inspirados por Deus e compilados pela Igreja para nos transmitir a salvação e a verdade, de acordo com o plano divino de revelar Sua Palavra ao mundo.

 

O papel dos concílios na definição do Cânon

A definição dos livros inspirados que compõem a Bíblia, conhecida como o cânon, foi um processo cuidadoso realizado pela Igreja ao longo de séculos. Diante das várias escrituras usadas pelas primeiras comunidades cristãs, tornou-se essencial discernir quais textos eram verdadeiramente inspirados pelo Espírito Santo e dignos de fazer parte da Sagrada Escritura. Esse trabalho foi realizado sob a orientação do Magistério da Igreja, que, com a ajuda do Espírito Santo, identificou os livros que seriam oficialmente reconhecidos como Palavra de Deus.

O primeiro passo significativo ocorreu no Concílio de Hipona, em 393 d.C., quando a Igreja Católica fixou uma lista de livros inspirados. Este cânon incluía os livros que hoje compõem o Antigo e o Novo Testamento da Bíblia Católica, incluindo os livros deuterocanônicos, que posteriormente foram contestados por algumas denominações protestantes. Essa definição inicial foi reafirmada no Concílio de Cartago, em 397 d.C., que consolidou a mesma lista, estabelecendo uma base para o cânon bíblico usado pela Igreja.

A definição do cânon foi solidificada no Concílio de Trento (1545-1563), em resposta aos questionamentos da Reforma Protestante. O Concílio de Trento reafirmou a lista tradicional, incluindo os livros deuterocanônicos, como parte integrante da Bíblia. Além disso, esse Concílio declarou oficialmente e de forma infalível o cânon da Bíblia Católica, confirmando a inspiração divina de todos os livros que fazem parte dela.

Assim, foi pela ação desses concílios, iluminados pelo Espírito Santo, que a Igreja definiu de forma inequívoca os livros inspirados, preservando a unidade da fé e assegurando que os fiéis pudessem confiar plenamente nas Escrituras como Palavra de Deus.

 

III-                   A Bíblia e a Igreja Católica

 

A Sagrada Tradição e a Sagrada Escritura

A Igreja Católica não se apoia apenas na Bíblia, mas também na Tradição Apostólica, que é fundamental para a compreensão da Revelação divina. Cristo, ao instituir a Igreja, confiou aos Apóstolos a missão de pregar o Evangelho, transmitindo a mensagem de salvação através de palavras e ações. Essa transmissão não se limitou ao que foi escrito; ela foi, antes, um processo vivo que envolveu a oralidade e a prática da fé desde os primórdios do cristianismo.

A Tradição Apostólica é a forma pela qual os ensinamentos de Jesus e os ensinamentos dos Apóstolos foram passados de geração em geração. Mesmo antes da elaboração do Novo Testamento, essa tradição falada era vital para a vida da Igreja. Os Apóstolos e seus sucessores — os bispos —, desempenharam um papel fundamental em conservar e transmitir essa mensagem de forma autêntica.

Enquanto a Sagrada Escritura é a Palavra de Deus escrita, a Sagrada Tradição complementa e enriquece essa Revelação. A Igreja considera ambas como fontes de verdade, que, unidas, garantem a integridade da fé cristã. A Tradição, além de manter viva a mensagem evangélica, é responsável por interpretar a Escritura à luz das circunstâncias e culturas diversas ao longo do tempo.

Dessa forma, a Igreja Católica sustenta que a doutrina não pode ser compreendida apenas por meio da leitura da Bíblia, mas também pela riqueza da Tradição, que assegura a continuidade e a autenticidade da fé. É por meio dessa combinação que a Igreja transmite, preserva e vivencia a totalidade da Revelação divina.

 

A interpretação das Escrituras pelo Magistério

O Magistério da Igreja desempenha um papel essencial na interpretação correta das Escrituras e na transmissão da fé. Segundo a tradição católica, a responsabilidade de interpretar autenticamente a Palavra de Deus, contida na Sagrada Escritura e na Tradição, foi confiada ao Magistério, que é composto pelos bispos em comunhão com o Papa, o sucessor de Pedro. Essa autoridade não é arbitrária; ao contrário, o Magistério serve à Palavra de Deus, garantindo que as doutrinas e ensinamentos da Igreja permaneçam fiéis ao que foi revelado.

Ao atuar sob a inspiração do Espírito Santo, o Magistério não apenas escuta a Palavra de Deus, mas também a guarda e a expõe de forma correta, evitando distorções e interpretações pessoais que possam levar a erros doutrinários. Essa função é vital, pois a interpretação das Escrituras pode variar dependendo do contexto cultural e histórico. A Igreja, portanto, tem o dever de proteger a verdade da Revelação divina, assegurando que a mensagem evangélica seja compreendida de maneira autêntica e em unidade.

Os fiéis, ao ouvirem os ensinamentos do Magistério, são convidados a receber essas diretrizes com humildade e abertura. Cristo mesmo disse: “Quem vos escuta, escuta-me a Mim” (Lc 10, 16), o que reforça a importância de seguir as orientações dos pastores da Igreja. Assim, a interpretação bíblica não se torna uma questão de opiniões pessoais, mas uma tarefa coletiva e guiada, fundamentada na Tradição e na autoridade do Magistério, que visa à edificação da fé e à salvação dos fiéis.

A importância da leitura comunitária

A leitura da Bíblia assume um papel importantíssimo na vida da Igreja, especialmente na liturgia, quando as Escrituras são proclamadas e vividas em comunidade. Durante a Missa, as leituras bíblicas formam o coração da celebração, proporcionando alimento espiritual e revelando a presença de Deus na vida dos fiéis. O Antigo e o Novo Testamento são lidos de forma a iluminar o mistério de Cristo e a vida da Igreja, promovendo um encontro direto com o próprio Deus.

Além das leituras na Missa, a Igreja também valoriza a prática do Ofício Divino, que inclui a recitação de Salmos e outras passagens bíblicas. Esse tempo dedicado à oração comunitária não só fortalece a união entre os membros da Igreja, mas também aprofunda a compreensão da Escritura, permitindo que todos cresçam juntos na fé.

A leitura em grupo, como na prática da Lectio Divina, é especialmente significativa. Essa forma de meditação bíblica envolve a leitura atenta de um texto sagrado, seguida pela reflexão, oração e contemplação. A Lectio Divina promove um ambiente em que os participantes podem partilhar suas experiências e reflexões, enriquecendo a compreensão coletiva das Escrituras. Essa abordagem comunitária permite que os fiéis experimentem a Palavra de Deus de maneira mais profunda e pessoal, fortalecendo seus laços como membros do Corpo de Cristo.

Assim, a leitura comunitária da Bíblia não é apenas uma prática devocional, mas uma vivência que integra a vida da Igreja, alimentando a fé e aprofundando o relacionamento com Deus, ao mesmo tempo em que constrói uma comunidade unida na Palavra.

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CIC 135[]

CIC 104[]

CIC 80[]

CIC 86[]

2Macabeus 12, 45[]

CIC, 106[]

https://bibliotecacatolica.com.br/blog/formacao/biblia-para-catolicos/

(Continuará no próximo SB SABENDO BEM de 20/09/2026).

 

 

 

3- LEITURA DA PALAVRA DE DEUS DO 24.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

 

 

3- LEITURA DA PALAVRA DE DEUS DO 24.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

 

O Senhor vai agora nos falar. Sua Palavra é sinal de misericórdia e caminho de libertação. Escutemos com fé e atenção.

 

PRIMEIRA LEITURA (Eclo 27,33-28,9) Leitura do Livro do Eclesiástico.

 

33O rancor e a raiva são coisas detestáveis; até o pecador procura dominá-las. 28,1Quem se vingar encontrará a vingança do Senhor, que pedirá severas contas dos seus pecados. 2 Perdoa a injustiça cometida por teu próximo: assim, quando orares, teus pecados serão perdoados. 3 Se alguém guarda raiva contra o outro, como poderá pedir a Deus a cura? 4 Se não tem compaixão do seu semelhante, como poderá pedir perdão dos seus pecados? 5 Se ele, que é um mortal, guarda rancor, quem é que vai alcançar perdão para os seus pecados? 6 Lembra-te do teu fim e deixa de odiar; 7 pensa na destruição e na morte, e persevera nos mandamentos. 8 Pensa nos mandamentos, e não guardes rancor ao teu próximo. 9 Pensa na aliança do Altíssimo, e não leves em conta a falta alheia!

 

 – Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

 

SALMO 102(103)

 

O Senhor é bondoso e compassivo; bondoso, compassivo e carinhoso.

 

1. Bendize, ó minh’alma, ao Senhor * e todo o meu ser, seu santo nome! / Bendize, ó minh’alma, ao Senhor, * não te esqueças de nenhum de seus favores!

2. Pois ele te perdoa toda culpa * e cura toda a tua enfermidade; / da sepultura ele salva a tua vida * e te cerca de carinho e compaixão.

3. Não fica, sempre, repetindo as suas queixas * nem guarda, eternamente, o seu rancor. / Não nos trata como exigem nossas faltas, * nem nos pune em proporção às nossas culpas.

4. Quanto os céus por sobre a terra se elevam, * tanto é grande o seu amor aos que o temem; / quanto dista o nascente do poente, * tanto afasta para longe nossos crimes.

 

SEGUNDA LEITURA (Rm 14,7-9) Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos.

 

Irmãos: 7 Ninguém dentre nós vive para si mesmo ou morre para si mesmo. 8 Se estamos vivos, é para o Senhor que vivemos; se morremos, é para o Senhor que morremos. Portanto, vivos ou mortos, pertencemos ao Senhor. 9 Cristo morreu e ressuscitou exatamente para isto, para ser o Senhor dos mortos e dos vivos. – Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

 

ACLAMAÇÃO (Jo 13,34)

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Eu vos dou este novo Mandamento, / nova ordem, agora, vos dou; / que, também, vos ameis uns aos outros  como eu vos amei, diz o Senhor.

 

EVANGELHO (Mt 18,21-35)

 

 P. O Senhor esteja convosco. T. Ele está no meio de nós.

P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. T. Glória a vós, Senhor.

 

Naquele tempo, 21Pedro aproximou- -se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” 22Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. 24Quando começou o acerto, levaram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. 25Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. 26O empregado, porém, caiu aos pés do patrão e, prostrado, suplicava: ‘Dá-me um prazo; e eu te pagarei tudo!’ 27Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou- -lhe a dívida. 28Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’. 29O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: ‘Dá-me um prazo; e eu te pagarei!’ 30Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. 31Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. 32Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: ‘Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. 33Não devias tu também, ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?’ 34O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. 35É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”.

– Palavra da Salvação. T. Glória a vós, Senhor.

https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Ano-50A-50-24o-DOMINGO-DO-TEMPO-COMUM.pdf

4- LITURGIA DO 24.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

 

4- LITURGIA DO 24.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

- A Liturgia de hoje faz parte de um caminho de correção fraterna que visa o crescimento pessoal e comunitário de todos. Um tema tão essencial e urgente, principalmente em nossos dias: o perdão! Deus se apresenta como Aquele que perdoa sem medidas e nos convida a fazer este caminho de liberdade interior. Pensemos juntos a nossa realidade cercada por tantos formadores de opinião, influenciadores e famosos, que inspiram o povo a não perdoar, a não ouvir e a não acolher. Tantos "nãos" que vão contra o Evangelho. Pensemos a ação de Jesus, nossa maior inspiração, o único que deve influenciar a nossa vida. Ele nos indica o perdão sem limites como critério de uma vida em plena liberdade. Somente quem perdoa é realmente livre!

- Já no Antigo Testamento existiam normas e leis que convidavam o povo a viver o perdão para com os irmãos de comunidade. Contudo, não era um perdão total, porque excluía os inimigos e os estrangeiros. Pedro representa a comunidade ainda presa às atitudes legalistas. Ele pergunta a Jesus qual é o número de vezes que se deve perdoar. Também nós temos essa atitude. Quantas vezes pensamos e agimos assim, limitando a nossa bondade por causa dos erros dos outros. Como imagem e semelhança de Deus, devemos ser bons sempre, independente da ação do outro. A minha bondade não pode ser pautada na bondade ou gestos alheios, mas sim na gratuidade, no amor e no perdão recebidos como dons, primeiramente de Deus.

- O convite do Evangelho de hoje é que nos assemelhemos ao Deus em quem cremos. Ele é bom, e nós precisamos fazer este caminho de bondade. Ele perdoa, e precisamos perdoar. A atitude egoísta do funcionário do Evangelho é denunciada na primeira leitura do Eclesiástico: "Não tem compaixão do seu semelhante e pede perdão para os seus próprios pecados?". Parece que conhecemos bem esse caminho quando rezamos a oração do Pai-Nosso: "perdoainos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido". O perdão de Deus está intimamente ligado ao perdão mútuo entre os irmãos. O mesmo coração que recebe o perdão deve se tornar fonte de perdão, como ensinou o Papa Francisco: "fui misericordiado e, consequentemente, feito instrumento da misericórdia" (Misericordia et misera).

- Mas atenção! O perdão não pode ser confundido com omissão ou silêncio diante do que é errado. O cristão não silencia diante da injustiça e da maldade; não aceita o pecado e não se cala diante do erro. Perdoar não significa ficar em silêncio nem fugir do dever de colaborar na construção de um mundo mais fraterno. Perdoar não significa esquecer, mas significa estar sempre disposto a ir ao encontro do outro, a estender a mão para levantar quem caiu e a quer outra oportunidade de recomeçar, assim como Deus, em sua infinita misericórdia, faz conosco. Perdoar é experimentar o amor de Deus e deixar-se transformar por Ele. Perdoar é deixar partir um peso que não nos pertence.

- Quantas vezes nosso irmão erra e nós carregamos o peso de um erro que não é nosso? Perdoar é deixar ir. Não poderemos pedir a plenitude do perdão para os nossos pecados enquanto não somos capazes de perdoar o mínimo da ofensa que nos fizeram. O próprio Jesus já havia dito que somente quem muito ama será capaz de muito perdoar (Lc 7,36-50). Ser discípulo de Jesus Cristo significa assumir uma atitude de bondade e compreensão e, assim, ter a vida marcada pela misericórdia, pelo acolhimento e pelo amor, que é a origem de todo perdão. Lembremos São Francisco de Assis: "é perdoando que se é perdoado".

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5- REFLEXÕES DO 24.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A 5.1- PERDOAR DE CORAÇÃO PARA VIVER COMO FILHOS DO DEUS DA MISERICÓRDIA

 

 5- REFLEXÕES DO 24.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

5.1- PERDOAR DE CORAÇÃO PARA VIVER COMO FILHOS DO DEUS DA MISERICÓRDIA

O perdão é, na vida humana e na dinâmica de nossos relacionamentos, um dos maiores desafios. Também o foi no tempo de Jesus, que responde à pergunta de Pedro sobre quantas vezes se deve perdoar o irmão que peca contra nós, afirmando que é preciso perdoar sempre e perdoar “de coração”. O rancor e a raiva são prisões que nos afastam de Deus e adoecem a alma. Quem guarda ódio fecha-se à graça e impede que a cura divina alcance o seu interior. Por isso, a sabedoria bíblica nos convida a lembrar nossa fragilidade, nosso fim, e a reconhecer que todos dependemos da misericórdia do Altíssimo. Perdoar não é fraqueza; é maturidade espiritual. É permitir que Deus seja Deus em nossa vida. A Sagrada Escritura nos revela um Deus bondoso, compassivo e carinhoso, que não guarda rancor e afasta para longe nossos pecados. Contemplar essa misericórdia nos ajuda a compreender que o perdão que oferecemos aos outros nasce do perdão que recebemos de Deus. Só quem experimenta a ternura divina pode aprender a ser misericordioso. O cristão não perdoa porque o outro merece, mas porque ele mesmo foi alcançado pela compaixão de Deus. O Apóstolo Paulo nos recorda uma verdade decisiva: não vivemos para nós mesmos. Vivemos e morremos para o Senhor; pertencemos a Ele. Essa pertença deve nos conduzir à prática frequente do perdão. Se Cristo é o Senhor da nossa vida, nossas atitudes devem refletir o modo como Ele viveu e amou. Não podemos seguir a lógica da vingança, da retaliação ou do ressentimento, porque isso contradiz nossa identidade cristã. O perdão não é apenas um gesto moral, mas um modo de viver em Cristo, que morreu e ressuscitou para reconciliar todas as coisas. Jesus rompe com nossa lógica humana e limitada diante do perdão — “até sete vezes?” — e responde: “setenta vezes sete”, isto é, sempre. Santo Agostinho, comentando o Evangelho, afirma: “Assim como Deus te perdoou o muito, tu deves perdoar o pouco ao teu irmão”. O perdão que Deus nos concede é sempre maior do que qualquer ofensa que alguém possa nos fazer. A Palavra de Deus nos oferece sempre um caminho viável para olharmos nossas relações e perguntarmos com sinceridade: onde ainda guardo mágoas? Quem precisa do meu perdão? De que ressentimentos preciso me libertar? O perdão não apaga a memória da dor, mas cura o coração ferido. É um processo, às vezes lento, mas sempre possível com a graça de Deus. Perdoar é deixar que Cristo seja o Senhor da nossa história, e não as feridas que carregamos. Em nossa sociedade, marcada por tensões, polarizações, violência e desigualdades, o perdão cristão tem força transformadora. Ele rompe ciclos de ódio, abre caminhos de diálogo e reconstrói vínculos. No cotidiano, perdoar significa renunciar à vingança, tratar o outro com dignidade, buscar reconciliação nas famílias, cultivar paciência no trânsito, no trabalho, na comunidade. É escolher a paz quando o mundo escolhe o conflito.

Dom Márcio Antonio Vidal de Negreiros, OSA Bispo Auxiliar de São Paulo Vigário Episcopal para a Região Santana

 

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