sexta-feira, 15 de maio de 2026

BEM-VINDOS AO SB SABENDO BEM DE 17 DE MAIO DE 2026- SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHOR




 A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina. (I Coríntios 1, 18).

(Ano A/Branco) -SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHOR

17 de maio de 2026

O SENHOR SUBIU AOS CÉUS! ALELUIA!

MÊS MARIANO

60.º DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS “Preservar vozes e rostos humanos”

“Ide ao mundo, ensinai aos povos todos; / convosco estarei todos os dias, / até o fim dos tempos”(Mt 28,20).


PORQUE ELE VIVE...

https://youtu.be/abgvDGFgEW8?si=uvFOR99pkfU7yppA

(Fernandinho)

https://youtu.be/i0Ty0hM1X0Q?si=NbMk4YzzFe2J2xjt

O Senhor Ressurgiu

https://youtu.be/t-Jkzj7NMXI?si=nukkfJUiOZFa8kgi

Antes da morte e Ressurreição de Jesus

SB SABENDO BEM DE 17 DE MAIO DE 2026 INFORMA.

Caro(a) Leitor(a) amigo(a):

O meu abraço fraterno e um ótimo TEMPO DE PÁSCOA!

ACESSE SEMPRE O BLOG: sbsabendobem.blogspot.com e divulgue aos seus amigos, conhecidos e contatos nas redes sociais. Comente, faça sugestões. Agradeço. ESCREVA PARA sbsabendobem@gmail.com

 

SEJA BEM-VINDA! SEJA BEM-VINDO!

 

1-SEJAM BEM-VINDOS AO SB SABENDO BEM DO DOMINGO DA SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHOR

 1-SEJAM BEM-VINDOS AO SB SABENDO BEM DO DOMINGO DA SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHOR

1.1-     Bem-vindos Irmãs e Irmãos!

 O Senhor volta para o Pai e, também, está conosco. Isso é possível porque Deus é onipotente, está em toda parte. Jesus está presente no meio de nós quando o testemunhamos e praticamos a justiça, o amor e o perdão. Sua obra de redenção continua no mundo através da Igreja, dos Sacramentos e de nossa ação de batizados. Somos os continuadores de sua missão redentora. Ele investe em todos nós nessa missão ao dizer: "ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei!"

Irmãos e irmãs, neste domingo em que celebramos a Ascensão do Senhor, elevemos nosso coração em ação de graças ao Pai, que exaltou seu Filho glorioso. Unidos a Maria e aos Apóstolos, permaneçamos perseverantes na espera do Espírito Santo, conforme a promessa de Cristo. Iniciamos também a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos; que o Senhor nos conceda a graça de viver e testemunhar a unidade no Seu amor. Recordemos, ainda, os meios de comunicação social, para que sejam sempre instrumentos de promoção do bem, difusão da verdade e estí- mulo à criatividade humana.(INTRODUÇÃO DO FOLHETO POVO DE DEUS EM SÃO PAULO).

 

1.2-     60.º Dia Mundial das Comunicações Sociais

 

“Preservar vozes e rostos humanos” é o tema escolhido pelo Papa Leão XIV para o 60º Dia Mundial das Comunicações Sociais 2026. O tema reforça as capacidades humanas frente ao cenário influenciado pelas novas tecnologias, como os algoritmos e a Inteligência Artificial... Leia a Mensagem do Papa Leão XIV no item 7 abaixo.

 

1.3-     Novo Provincial dos Agostinianos Recoletos da Província de S. Tomás de Vilanova


A Província Santo Tomás de Vilanova da Ordem dos Agostinianos Recoletos comunica que Frei Simón Puertas Pérez, OAR, foi eleito Prior Provincial.

Com gratidão e esperança, confiamos ao Senhor este novo serviço que assumirá na Província, pedindo para ele sabedoria, fortaleza e espírito de comunhão.

Que Santo Agostinho acompanhe este caminho de fraternidade, missão e fidelidade ao Evangelho.

1.1-     Ataques contra Padre Zezinho expõem guerra ideológica dentro da Igreja Católica brasileira

Padre Zezinho revelou que vem sendo alvo constante de campanhas difamatórias, ofensas e comentários de ódio por causa de seus posicionamentos públicos.

O sacerdote católico Padre Zezinho, de 84 anos, voltou ao centro do debate religioso e político nas redes sociais após republicar, agora em maio de 2026, uma reflexão crítica sobre a situação da Igreja Católica no Brasil. O texto, de autoria do professor Romero Venâncio (UFS), denuncia a crescente polarização política dentro do catolicismo brasileiro e os ataques virtuais promovidos por grupos extremistas ligados à direita católica.

Na publicação, o religioso faz um alerta sobre o ambiente de hostilidade que tomou conta das redes sociais e critica setores que, segundo ele, atuam de forma agressiva contra a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e contra integrantes da Igreja identificados com pautas sociais e pastorais. A reflexão aponta que parte desses grupos utiliza discursos radicais, ataques pessoais e campanhas de desinformação para intimidar religiosos que defendem posições alinhadas à doutrina social da Igreja.

Conhecido nacionalmente por sua atuação pastoral, musical e evangelizadora, Padre Zezinho revelou que vem sendo alvo constante de campanhas difamatórias, ofensas e comentários de ódio por causa de seus posicionamentos públicos. Mesmo diante das críticas, o sacerdote reafirmou sua defesa da encíclica Dilexit Nos e do trabalho das pastorais sociais da Igreja Católica.

O caso reacendeu discussões sobre intolerância religiosa, radicalização política e o impacto das disputas ideológicas dentro das comunidades católicas brasileiras. Para apoiadores do padre, os ataques demonstram o avanço de um ambiente de perseguição contra vozes religiosas que defendem justiça social, diálogo e acolhimento.

A repercussão da republicação também mobilizou fiéis, religiosos e internautas nas redes sociais, dividindo opiniões entre grupos conservadores e setores progressistas da Igreja. Enquanto críticos acusam o sacerdote de politizar a fé, apoiadores afirmam que ele apenas mantém coerência com os princípios históricos do catolicismo social defendidos pelo Papa Francisco.

 

Saiba Mais: https://pensarpiaui.com/noticias/ataques-contra-padre-zezinho-expoem-guerra-ideologica-dentro-da-igreja-catolica-brasileira/73256

 

1.2-     20º ENCONTRO JESUS, O BOM PASTOR

Nos dias 11 e 12 aconteceu o 20º Encontro Jesus, o Bom Pastor, organizado pela Pasto­ral Familiar do Ipiranga, e voltado aos casais em nova união. O evento ocorreu no Colégio São José do Sion, ao lado da Paróquia São José do Ipiranga, Decanato São Marcos. Houve momentos de espiritualidade, partilha e palestras, uma delas realizada por Dom Celso Alexandre, Bispo Auxiliar da Arquidiocese na Região Ipiranga, sobre o tema “O amor de Deus e a Comunhão Espiritual”. O encerramento foi com a missa presidida pelo Padre José Maria Mohomed Júnior, Assistente Eclesiástico desta Pastoral na Região.  (por Pastoral Familiar da Região Ipiranga).

https://osaopaulo.org.br/sao-paulo/dom-celso-visita-paroquias-na-regiao-ipiranga-e-preside-missa-com-crismas/

2. LITURGIA DA PALAVRA DA SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHOR

 

2.     LITURGIA DA PALAVRA DA SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHOR

 

Jesus sobe aos céus, mas permanece conosco na potência do Espírito Santo, que nos faz ouvir a Palavra de Deus e torná-la viva e atual. Com gratidão, escutemos o Senhor.

 

 PRIMEIRA LEITURA (At 1,1-11) Leitura dos Atos dos Apóstolos.

 

1 No meu primeiro livro, ó Teófilo, já tratei de tudo o que Jesus fez e ensinou, desde o começo, 2 até o dia em que foi levado para o céu, depois de ter dado instruções pelo Espírito Santo, aos apóstolos que tinha escolhido. 3 Foi a eles que Jesus se mostrou vivo depois da sua paixão, com numerosas provas. Durante quarenta dias, apareceu-lhes falando do reino de Deus. 4 Durante uma refeição, deu- -lhes esta ordem: “Não vos afasteis de Jerusalém, mas esperai a realização da promessa do Pai, da qual vós me ouvistes falar: 5 ‘João batizou com água; vós, porém, sereis batizados com o Espírito Santo, dentro de poucos dias’”. 6 Então os que estavam reunidos perguntaram a Jesus: “Senhor, é agora que vais restaurar o reino em Israel?” 7 Jesus respondeu: “Não vos cabe saber os tempos e os momentos que o Pai determinou com a sua própria autoridade. 8 Mas recebereis o poder do Espírito Santo que descerá sobre vós, para serdes minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e na Samaria, e até os confins da terra”. 9 Depois de dizer isto, Jesus foi levado ao céu, à vista deles. Uma nuvem o encobriu, de forma que seus olhos não mais podiam vê-lo. 10Os apóstolos continuavam olhando para o céu, enquanto Jesus subia. Apareceram então dois homens vestidos de branco, 11que lhes disseram: “Homens da Galileia, por que ficais aqui, parados, olhando para o céu? Esse Jesus que vos foi levado para o céu, virá do mesmo modo como o vistes partir para o céu”.

- Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

 

SALMO 46(47)

 

Por entre aclamações Deus se elevou, / o Senhor subiu ao toque da trombeta.

 

1.Povos todos do universo, batei palmas, * gritai a Deus aclamações de alegria! / Porque sublime é o Senhor, o Deus Altíssimo, * o soberano que domina toda a terra.

2. Por entre aclamações Deus se elevou * o Senhor subiu ao toque da trombeta. / Salmodiai ao nosso Deus ao som da harpa, * salmodiai ao som da harpa ao nosso Rei!

3. Porque Deus é o grande Rei de toda a terra, * ao som da harpa acompanhai os seus louvores! / Deus reina sobre todas as nações, * está sentado no seu trono glorioso.

 

 SEGUNDA LEITURA (Ef 1,17-23) Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios.

 

Irmãos, 7 o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai a quem pertence a glória, vos dê um espírito de sabedoria que vo-lo revele e faça verdadeiramente conhecer. 18Que ele abra o vosso coração à sua luz, para que saibais qual a esperança que o seu chamamento vos dá, qual a riqueza da glória que está na vossa herança com os santos, 19e que imenso poder ele exerceu em favor de nós que cremos, de acordo com a sua ação e força onipotente. 20Ele manifestou sua força em Cristo, quando o ressuscitou dos mortos e o fez sentar-se à sua direita nos céus, 21bem acima de toda a autoridade, poder, potência, soberania ou qualquer título que se possa nomear não somente neste mundo, mas ainda no mundo futuro. 22Sim, ele pôs tudo sob os seus pés e fez dele, que está acima de tudo, a Cabeça da Igreja, 23que é o seu corpo, a plenitude daquele que possui a plenitude universal.

- Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

 

ACLAMAÇÃO (Mt 28,19a.20b)

Aleluia, aleluia, aleluia.

“Ide ao mundo, ensinai aos povos todos; / convosco estarei todos os dias, / até o fim dos tempos”, diz Jesus.

 

EVANGELHO (Mt 28,16-20)

 P. O Senhor esteja convosco. T. Ele está no meio de nós.

P. Conclusão do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. T. Glória a vós, Senhor.

P. Naquele tempo, 16Os onze discípulos foram para a Galileia, ao monte que Jesus lhes tinha indicado. 17Quando viram Jesus, prostraram-se diante dele. Ainda assim alguns duvidaram. 18Então Jesus aproximou-se e falou: “Toda a autoridade me foi dada no céu e sobre a terra. 19Portanto, ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, 20e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei! Eis que eu estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo”. - Palavra da Salvação. T. Glória a vós, Senhor

3-LITURGIA DA SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHOR

 

3-LITURGIA DA SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHOR

- Celebramos hoje a solenidade da Ascensão do Senhor. Durante toda essa semana que passou, a liturgia nos preparou para essa celebração, colocando-nos, a cada dia, o discurso de despedida de Jesus e suas recomendações para a continuidade da sua missão, sendo que essa seria a forma mais eficaz de tê-lo sempre presente. Vimos, portanto, que todo aquele que vive seus ensinamentos e coloca em prática as suas palavras o terá sempre presente. Assim, quarenta dias depois da Páscoa, chegamos a essa solenidade, que significa muito mais que a última semana deste tempo litúrgico (a Páscoa), ou a elevação definitiva de Jesus ao céu, mas a sua plena glorificação e, consequentemente, a nossa vitória. Assim sendo, celebrar a Ascensão do Senhor é celebrar o compromisso definitivo de colocar em prática os seus ensinamentos, indo para a missão e fazendo discípulos dele todos os povos, como ele havia recomendado.

 - O Evangelho de Mateus, proposto para a liturgia deste domingo não fala diretamente da ascensão. Ele fala do encontro do Ressuscitado com os discípulos, no monte da Galileia, onde Jesus se apresenta vitorioso e glorioso, com autoridade divina, e ali Ele envia seus discípulos. Desse modo, Ele estará sempre com eles e conosco para sempre. Toda vez que colocamos em prática seus ensinamentos, Ele se faz presente no meio de nós. Jesus se faz presente quando celebramos a Eucaristia; quando proclamamos a Palavra de Deus; quando nos empenhamos nos trabalhos pastorais e na vivência de comunidade fraterna; quando nos solidarizamos com nossos irmãos; quando socorremos os necessitados; quando praticamos obras de caridade; enfim, quando fazemos o bem. A ascensão de Jesus possibilitou a vinda do Espírito Santo, que guia nossos passos e ações e nos coloca em sintonia com Deus, na dinâmica do seu Reino.

- Lucas, por sua vez, relata a Ascensão do Senhor com riqueza de detalhes na primeira leitura de hoje, dos Atos dos Apóstolos. Lucas fala que Jesus foi levado para o céu, mas não sem antes dar instruções, pelo Espírito Santo, aos seus apóstolos. Recorda o que vimos durante esses quarenta dias do Tempo Pascal, isto é, as sucessivas aparições de Jesus, em que Ele se mostrou vivo depois de sua Paixão, com numerosas provas. Agora, eles já estariam mais que certos de que Jesus, de fato, ressuscitou e não precisariam de novas aparições para acreditar. Semelhante a Mateus, Lucas recorda a ordem dada por Jesus nessa ocasião: "Não vos afasteis de Jerusalém, mas esperai a realização da promessa do Pai, da qual vós me ouvistes falar: 'João batizou com água; vós, porém, sereis batizados com o Espírito Santo dentro de poucos dias'" (At 1,4-5). É o anúncio da vinda do Espírito Santo (Pentecostes) sobre os discípulos e cada um de nós, batizados, nos capacitando e enviando para a missão aos confins da terra.

- Jesus é levado para o céu, porém deixou-nos essa missão de sermos discípulos e missionários, levando a sua Palavra e os seus ensinamentos por toda a terra. A Ascensão é, portanto, o nascimento da Igreja missionária, guiada pelo Espírito Santo. Assim sendo, não podemos ficar parados olhando para o alto, como fizeram, a princípio, seus discípulos; devemos seguir adiante, olhar para frente e em nossa volta para enxergarmos a realidade e nela trabalhar, como Jesus ensinou. A Ascensão do Senhor nos compromete com a sua missão, a missão do Reino.

- Na segunda leitura, Paulo mostra que Deus nos deu um Espírito de sabedoria para conhecermos e entendermos o que Ele quer de nós. Que estejamos de coração aberto à sua luz para sabermos qual é a esperança que o seu chamado nos dá e qual a riqueza da glória trazida pela Ascensão de Jesus e do seu poder que nos envolve na missão. Cristo continua sendo a cabeça da Igreja, e nós, os membros que compõem esse corpo.

- Com a Ascensão, começa definitivamente a missão de anunciá-lo como Senhor de todos os povos; Senhor da história, do tempo e da eternidade. Contudo, a liturgia da Palavra dessa solenidade acentua muito mais a missão da Igreja do que o próprio fato da Ascensão. A Ascensão é o marco da missão. Hoje, somos os discípulos missionários enviados pelo Senhor. Está em nossas mãos dar continuidade àquilo que Jesus ensinou.

https://diocesedesaomateus.org.br/wpcontent/uploads/2026/04/17_05_26.pdf

4-REFLEXÕES PARA A SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHOR 4.1- JESUS NOS ESPERA NOS CÉUS

 

4-REFLEXÕES PARA A SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHOR

4.1- JESUS NOS ESPERA NOS CÉUS

“Reinos da terra, celebrai o nosso Deus, cantai-lhe salmos! Dai glória a Deus e exaltai o seu poder sobre as nuvens, aleluia”. Com essas palavras tiradas do salmo 67, a Igreja, em sua liturgia, convida a todos os fiéis a alegrarem-se e darem glória a Deus, neste dia em que, em pleno tempo pascal, celebramos a Solenidade da Ascensão de Jesus aos céus. Esta solenidade é oficialmente celebrada 40 dias após a Ressurreição do Senhor, na quinta-feira da sexta semana da Páscoa. No Brasil e em muitos países, devido à sua importância e para facilitar que todos os católicos possam celebrá-la, a solenidade é transferida para o domingo seguinte. O Catecismo da Igreja Católica, com base no testemunho do Novo Testa- mento (ver Lc 24,50-53; At 1,9-11; Mc 16,19; Jo 20,17; Ef 4,8-10; Heb 4,14) ensina, como parte de sua profissão de fé, que Jesus ascendeu ao Céu, em seu corpo glorificado, à vista de seus apóstolos. Tal acontecimento é históri- co é parte essencial do mistério Pascal; não constitui o fim da missão de Jesus Cristo, mas sim, uma nova forma de presença, invisível aos olhos humanos, mas vivenciada e percebida aos olhos da fé. Tão pouco constitui apenas um deslocamento meramente físico de Jesus; mais do que isso: Ele entra definitivamente na plenitude divina de Deus, onde “senta-se à direita do Pai”, participando plenamente do poder, da honra e da autoridade divina. Em outras palavras, a Ascensão do Senhor é a glorificação definitiva da humanidade de Cristo, que no mistério da Encarnação, celebrado no Natal, assume no tempo e para toda a eternidade a natureza humana. Ascendendo aos Céus, Jesus nos precede na participação da Glória de Deus, leva a nossa humanidade consigo e revela com clareza os desígnios de Deus para a humanidade. E nos Céus, “Jesus exerce em caráter permanente seu sacerdócio, por isso, Ele tem poder ilimitado para salvar aqueles que, por seu intermédio, se aproximam de Deus” (CIC 662). O mistério da Ascensão de Cristo guarda um paradoxo interessante: Ele sobe aos Céus, onde nos espera, e, ao mesmo tempo, permanece conosco mantendo a Sua presença viva na Igreja, nas palavras de São Paulo Apóstolo, “o Corpo místico de Cristo” em que Ele é a cabeça e verdadeiramente presente na Eucaristia. Segundo a narrativa do Evangelho, antes de subir aos céus, Cristo deixa-nos um mandato: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28, 19). Ao longo de 21 séculos de história, a Igreja católica, assistida pelo Espírito Santo, unida ao Santo Padre, aos Bispos com os seus presbíteros, diáconos e todos os batizados, vêm incansavelmente cumprindo essa missão com seu apostolado pessoal, santificando os fiéis com a celebração dos sacramentos, anunciando o Querigma, catequizando; com as suas obras de misericórdia corporais e espirituais praticam o mandamento do amor a Deus e ao próximo, ao mesmo tempo em que santificam-se, seja nos conventos como em meio ao dia a dia da vida cotidiana. Com as suas pastorais, institutos educativos, hospitais, casas de acolhida, os fiéis discípulos de Jesus Cristo, cada qual segundo o carisma e vocação suscitados por Deus, procuram, como é vontade de Jesus, serem “o sal da terra e a luz do mundo”, em meio às sombras e luzes da história humana. É fato que a Igreja Católica, apesar de seus limites humanos, é a instituição que mais bem faz à humanidade. A Solenidade da Ascensão de Jesus nos recorda o fim último para onde se encaminha a nossa existência: o Reino dos Céus. Auxiliados e movidos pela virtude teologal da esperança que recebemos como graça no sacramento do batismo, vivemos no mundo sem sermos mundanos, com um pé na terra e os olhos para a eternidade, onde Jesus nos espera. Ali, onde segundo o Livro do Apocalipse, “Deus enxugará toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem dor” (Ap 21,4).

Pe. Michelino Roberto Vigário Episcopal para as Comunicações Sociais

https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Ano-50A-32-ASCENSAO-DO-SENHOR.pdf

4.2- Homilia do D. Henrique Soares da Costa – Ascensão do Senhor – Ano A At 1,1-11;Sl 46;Ef 1,17-23;Mt 28,16-20

 

 

4.2- Homilia do D. Henrique Soares da Costa – Ascensão do Senhor – Ano A

At 1,1-11;Sl 46;Ef 1,17-23;Mt 28,16-20

Estamos ainda nos dias pascais, nas alegrias da Ressurreição do Senhor. A Solenidade que hoje celebramos – a Ascensão – e aquela do Domingo próximo – Pentecostes – são ainda dimensões, aspectos do mistério da Páscoa: ressurreição, subida ao céu e dom do Espírito são três aspectos do mesmo mistério. Celebramo-lo num arco de cinqüenta dias porque, enquanto o Senhor Jesus deixou este nosso tempo, feito de ontens, de hojes e de amanhãs, nós continuamos presos às horas, dias, meses e anos deste mundo…

Eis: Jesus ressuscita no Pai; não ressuscita para depois ir ao seu Deus e Pai! Ressuscitar é, precisamente, sair da morte, entrando na vida plena, que é o Pai. (Nunca esqueçamos: o Pai é nossa Vida, o Pai é nosso Céu! Também o foi e o é para Jesus)! Isso aparece claro em alguns textos dos próprios evangelhos. Em Lc 24,44, Jesus ressuscitado, conversando, com seus apóstolos e sendo tocado por eles, diz claramente que com eles não está mais: “São estas as palavras que eu vos falei quando estava convosco…” No próprio Evangelho deste hoje, o Senhor, aparecendo aos seus sobre o monte, dá a entender que já está no céu: “Toda autoridade me foi dada no céu e na terra!” Vede: ele já recebeu tal autoridade, também no Céu! Ele, durante quarenta dias apareceu aos seus, mas já não estava entre os seus! Seu novo modo de permanecer conosco é na potência do seu Espírito, também fruto da sua ressurreição e da entrada no Pai…

Se é assim, qual o sentido desta Solene Ascensão do Senhor? Eis o seu significado, tão importante para nós e para a nossa salvação: na Ressurreição, Jesus foi glorificado na sua pessoa, isto é, em si mesmo. Na Ascensão, aparece o que sua Ressurreição significa para nós, o que o Cristo se torna em relação a nós. Em primeiro lugar, a Ascensão marca o fim daquele período de encontros que o Ressuscitado teve com seus discípulos para fortalecer-lhes a fé e explicar-lhes a missão. É, portanto, uma despedida! Como já foi dito, a partir desse momento o Senhor estará com os seus e poderá ser por eles percebido de uma forma nova: na potência do seu Espírito Santo, presente na força da Palavra anunciada e nos sacramentos da Igreja. É assim que a Ascensão abre caminho para o Pentecostes, quando o Espírito, de um modo visível e barulhento, marca a inauguração da missão da Igreja, que é testemunhar e anunciar o Senhor, tornando-o presente nos gestos sacramentais.

Segundo: a Ascensão nos revela aquilo que aconteceu no Céu com Jesus e que, na terra, somente pela fé podemos saber e crer, isto é, sua glorificação como Senhor do Céu e da terra, Senhor da história humana e da Igreja. Ele ressuscitou e subiu ao Céu para tudo recapitular e de tudo ser a Cabeça, fonte de vida e salvação! São Paulo nos disse na segunda leitura que “o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai a quem pertence a glória ressuscitou Jesus Cristo dentre os mortos e fê-lo sentar-se à sua direita nos céus. Ele pôs tudo sob os seus pés e fez dele, que está acima de tudo, Cabeça da Igreja, que é o seu corpo…” É assim que hoje, cheios de alegria, proclamamos Jesus ressuscitado como Cabeça de toda a criação, Cabeça da humanidade toda, Cabeça e sentido da história humana. E tudo isso ele o é enquanto Cabeça da Igreja, que é o seu Corpo! Isso significa que toda a criação caminha para ele e nele será um dia glorificada; que toda história somente nele encontra a direção e o sentido profundo; e que a Igreja participa, de modo indissolúvel, da sua obra universal de salvação! Se toda salvação neste mundo somente pode vir através de Cristo, vem desse Cristo que é, inseparavelmente, Cabeça da Igreja. Assim, podemos e devemos dizer que sem o ministério da Igreja não há salvação possível! Isso mesmo: fora da Igreja não há salvação, porque ela é o Corpo do Cristo, sua Cabeça e único Salvador. Em outras palavras: todo ser humano de boa vontade e consciência reta pode salvar-se, mas pode-o somente porque Cristo, Cabeça da Igreja, morreu e ressuscitou e está à Direita do Pai em favor de toda a humanidade e age através da Igreja em benfício de todo ser humano, até de quem não crê nele!

Em terceiro lugar, glorificado, o Senhor é nosso Juiz! Para ele caminham a história humana e as nossas histórias. Somente ele pode ver nosso caminho neste mundo com seu sentido profundo, somente ele nos julgará, porque, à Direita do Pai, somente ele abarca toda a história com o seu Espírito e desvela seu sentido pleno; somente nele nossos pobres dias podem encontrar o Dia sem fim, o Dia pleno da glória eterna! Quarto: desaparecendo de nossa vista humana, ele nos dá o seu Espírito, inaugurando um novo modo de estar presente entre nós, mais profundo e eficaz: agora ele nos é interior, age em nós pela energia do seu Espírito Santo: “Eis que eu estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo!” – Essa promessa não é palavra vazia; é, sim, uma impressionante realidade! E é nesse Espírito que ele consola a Igreja e a guia na missão  pelas estradas do mundo. Em quinto lugar, sua presença na glória, à Direita do Pai, o constitui para sempre como nosso Intercessor, como diz o Autor da Epístola aos Hebreus: “Cristo entrou no próprio céu, a fim de comparecer, agora, na presença de Deus, em nosso favor!” (9,24). Eis como é grande a nossa certeza, como é profunda a nossa esperança, como é certo o nosso camiho: temos um Irmão nosso, um de nossa raça à Direita do Pai, intercedendo por nós!

Caríssimos, a hodierna Solenidade é também nossa festa e motivo de alegria para nós! Aquele que hoje sentou-se à Direita do Pai é o Filho eterno feito homem, é um de nós! Que coisa impressionante: hoje, a nossa humanidade foi colocada acima dos Anjos! Aquele que, como Deus, foi colocado no presépio e no sepulcro, hoje, como homem, foi colocado acima dos anjos, à Direita do próprio Pai! Ora, alegremo-nos: onde já está o Cristo, nossa Cabeça, estaremos um dia todos nós, membros do seu Corpo! Era isso que rezava a oração inicial da Missa de hoje: “Ó Deus todo-poderoso, a ascensão do vosso Filho já é a nossa vitória: membros do seu corpo, somos chamados a participar da sua glória!” E a oração que faremos após a comunhão dirá claramente que junto do Pai já se encontra a nossa humanidade, no Cristo glorificado.

Irmãos e irmãs! Elevemos o olhar para o céu: à Direita do Pai, Deus como o Pai, encontra-se o homem Jesus, nosso irmão, um de nossa raça… Ele é o objetivo para o qual se dirigem a nossa existência e a historia humana, ele é o nosso Juiz, ele é o nosso Intercessor! Que nossa vida, neste mundo que passa, seja cheia do gosto da eternidade, porque nele, nossa esperança é certíssima! Não temamos: aquele que está no céu faz-se ouvir nas Escrituras e se nos dá em comunhão na Eucaristia para que o experimentemos, o anunciemos e o testemunhemos, até sermos plenamente unidos a ele quando aparecer em sua glória e entregar o Reino a Deus seu Pai. “Jesus Cristo é o mesmo, ontem e hoje; ele o será por toda a eternidade” (Hb 13,8). Amém.

https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-henrique-soares-da-costa-ascensao-do-senhor-ano-a/

4.3- 17 DE MAIO - ASCENSÃO DO SENHOR 17 de maio – ASCENSÃO DO SENHOR Por Pe. Gustavo César dos Santos* / Pe. Dr. Junior Vasconcelos do Amaral** “Ide e fazei discípulos meus todos os povos”

 

4.3- 17 DE MAIO - ASCENSÃO DO SENHOR

 

17 de maio – ASCENSÃO DO SENHOR

Por Pe. Gustavo César dos Santos* / Pe. Dr. Junior Vasconcelos do Amaral**

 

 “Ide e fazei discípulos meus todos os povos”

INTRODUÇÃO GERAL

 

A solenidade da Ascensão do Senhor simboliza, no horizonte da fé, o destino da pessoa fiel: o céu, a vida eterna junto daquele que vive e reina. Na perspectiva teológica cristã, a ascensão corresponde ao aceite de Deus acerca da vida inteira de Jesus, que, ressuscitado, volta para o Pai, levando consigo toda experiência aqui vivida. Ele será, ao lado do Pai, no laço do Espírito que os une, o eterno Crucificado-Ressuscitado que enxerta no mistério de Deus a vida humana da encarnação, sendo esta assumida pela redenção. Sua vida é integralmente acolhida por Deus e, portanto, tendo assumido nossa condição mortal, revela que nossa vida está escondida com ele (Cl 3,3). Na primeira leitura, Lucas apresenta a cronologia dos fatos teológicos envolvendo Jesus e seus discípulos logo após a ressurreição, inserindo-nos no contexto da ascensão, que, mais que um fato, constitui a experiência existencial de Jesus de ser acolhido plenamente no coração de Deus. Na segunda leitura, Paulo convida a comunidade de Éfeso a conhecer o amor de Deus e seus planos, que envolvem chamá-la à riqueza da glória com todos os santos (cristãos). No Evangelho, Jesus se despede de seus discípulos em uma montanha e deixa-lhes dupla missão: batizar e ensinar. Jesus não apenas volta para o Pai, mas deixa aos discípulos e à Igreja um legado.

COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

 

1. I leitura (At 1,1-11)

Na primeira leitura, Lucas inicia seu livro, os Atos dos Apóstolos (em grego, Praxéis Apostolon), endereçando-se a Teófilo, o “amigo de Deus”, que pode hipoteticamente não ser apenas um dignitário pagão, mas constituir toda a Igreja, que fez, por Jesus Cristo – o Filho –, uma amizade com Deus, o Pai. Lucas afirma que, no seu primeiro livro, o Evangelho, tratou de tudo o que Jesus havia feito e ensinado (v. 1). O v. 2 já nos põe em sintonia com o mistério hoje celebrado: “até ao dia em que foi levado para o céu”, depois de ensinar, pelo Espírito Santo, os apóstolos, os escolhidos (exeléxato). O termo “levado”, que em grego lucano é anelēmphthē, é traduzido também por “foi elevado”, dando a entender que esse movimento não é autônomo por parte de Jesus, mas sua vida é elevada por ação de Deus, que também o ressuscitou dos mortos, sinalizando, assim, sua plena comunhão com aquele que o enviou e, agora, o resgata deste mundo. Do v. 3 ao v. 5, Lucas faz uma anamnese de tudo o que realizou Jesus: apareceu aos apóstolos e, em uma refeição, após lembrá-los do batismo ministrado por João com água, afirmou que agora os discípulos seriam batizados pelo Espírito, comunicando-lhes em seguida a missão de anunciar o Evangelho. Os que lá estavam reunidos (v. 6) perguntaram a Jesus quando seria a restauração do reino de Israel. Jesus lhes respondeu (v. 7) que não lhes cabia saber o dia e o momento que o Pai havia determinado por sua própria autoridade.

Jesus promete (v. 8) que seus discípulos receberão logo mais o Espírito Santo, aludindo a Pentecostes, a festa da manifestação do Espírito. Diz-lhes que serão suas testemunhas em Jerusalém, na Judeia, na Samaria e até os confins do mundo. Depois de comunicar-lhes a missão evangelizadora, Jesus foi levado ao céu na frente deles (v. 9). A nuvem é uma representação da presença divina desde o AT (Ex 13,21-22), simboliza a presença de Deus junto aos israelitas no deserto. A nuvem impede os discípulos de ver o mistério, que deve ser compreendido com o coração, não com o sentido da visão. Segundo o v. 10, enquanto ainda os discípulos olhavam para o céu, apareceram dois anjos vestidos de branco, mensageiros de Deus, que lhes disseram (v. 11): “Homens da Galileia, por que ficais aqui, parados, olhando para o céu? Esse Jesus que vos foi levado para o céu, virá do mesmo modo como o vistes partir para o céu”. Essa promessa, que parece uma consolação, evoca os mistérios que ainda serão testemunhados por eles: Jesus enviará o Espírito Santo em Pentecostes, que falará por eles e agirá por meio deles, para que o Evangelho não seja esquecido.

2 II leitura (Ef 1,17-23)

Constituindo verdadeiro legado espiritual de Paulo, embora considerada deuteropaulina, escrita desde sua prisão em Roma (Ef 3,1; 4,1), a carta aos Efésios demonstra a doutrina de fé do apóstolo, sendo provavelmente expressão de sua íntima relação com os judeus da sinagoga daquele lugar, onde ele permaneceu por pouco tempo. Éfeso era um centro de irradiação para a vida missionária na Ásia Menor. A carta possivelmente foi escrita por volta dos anos 60 a 62. É dirigida aos “santos” que estão em Éfeso, aos cristãos daquela renomada comunidade. Paulo escreve com a intenção de ajudar a desenvolver a espiritualidade e o testemunho daqueles que já eram membros. O propósito era ajudar esses convertidos a crescer no conhecimento espiritual de Deus e da Igreja, sobretudo aqueles oriundos do paganismo, com os quais o apóstolo sempre soube dialogar.

Paulo inicia falando da sabedoria dada por Deus aos que ele chamou (v. 17). Em tom litúrgico, parece estar rogando a Deus para que o coração deles se abra à luz, a fim de saberem a esperança do seu chamamento, a herança da glória reservada aos “santos” (leia-se “cristãos batizados”). Deus (v. 20) manifesta em Cristo sua força, ressuscitando-o dos mortos e fazendo-o assentar-se à sua direita. Essa cristologia (v. 21) ainda ressalta a potestade de Deus em Cristo. Deus submeteu todas as coisas a Cristo (v. 22), que está acima de tudo e é a cabeça da Igreja, seu corpo, a plenitude daquele que possui a plenitude universal (v. 23). Para Paulo, Cristo é a razão de ser dos cristãos e todos estamos nele vinculados. Como verdadeiro legado de fé, Efésios demonstra a convicção de Paulo mesmo em meio aos sofrimentos e lágrimas que vive em sua prisão.

3. Evangelho (Mt 28,16-20)

Correspondendo ao final do Evangelho segundo Mateus, essa passagem tem um tom de despedida e, ao mesmo tempo, de envio missionário, à luz do que Jesus já havia ensinado sobre a montanha (Mt 5-7, intitulado “Sermão da montanha”). Trata-se de transmissão importante de legado, o de Jesus para os discípulos, chamados de apóstolos como em Mt 10,2-3 (apostolōn: “enviados”).

Desde o sepulcro vazio, a atenção se volta para o encontro de Jesus com os discípulos na Galileia (Mt 28,7). Na opinião de Giuseppe Barbaglio, a relação entre Jesus e os discípulos constitui “o centro de interesse de Mateus nesta seção pascal” (“O Evangelho de Mateus”. In: BARBAGLIO, G. et alOs Evangelhos I. São Paulo: Loyola, 1990, p. 417), opinião compartilhada por inúmeros exegetas. A cena acentua não apenas a atitude dos discípulos com relação a Jesus, vendo-o (v. 17), mas também a de Jesus com relação a eles (v. 18), em que ele se aproxima e lhes diz: “Foi me dado por Deus todo o poder no céu e sobre a terra”. A exousia de Jesus, seu poder, é autorizada pelo Pai, que o envia ao mundo para revelar a si e seu plano, o Reino de Deus, em Mateus entendido como Reino dos Céus (Mt 3,2). Jesus incumbe seus discípulos de constituir outros discípulos do meio de todos os povos, revelando que seu plano e sua vontade se orientam para a universalidade, e não apenas para os da casa de Israel (v. 19). Essa ordem termina com o verbo “batizai-os” (em grego: baptizontes autous) em nome da Trindade. O v. 20 inclui: “ensinai-os (didaskontes) a observar tudo o que vos ordenei”. Note-se que o verbo é derivado de didaskalia, do ensinamento daquilo que Jesus veio comunicar. Tudo o que ele deseja é que suas verdades sejam observadas.

Jesus envia sua Igreja ao mundo e promete que estará presente com ela, os discípulos, no mundo. A Igreja, segundo Barbaglio, “não foi deixada sozinha no seu longo e cansativo caminho histórico” (op. cit., p. 420). Jesus a acompanha, sustentando e encorajando seus passos sobre o pó da história. Como Igreja em saída, Jesus sai com seus discípulos, pois, onde dois ou três estão reunidos em seu nome, ele está no meio deles. A comunidade eclesial experimenta, nas vivências fraterna, missionária e anunciadora, celebrando também hoje a Eucaristia, a presença viva de Jesus, Senhor que a anima e não a deixa sucumbir diante dos desafios.

 

III. PISTAS PARA REFLEXÃO

Anunciar que Jesus está no meio de nós, que nossas comunidades não se encontram órfãs nem abandonadas, pois ele é quem preside a vida da Igreja, animando os ministros e os fiéis leigos na missão evangelizadora. Catequizar a comunidade para firmar nela a certeza de que a ascensão de Jesus não constitui uma despedida fatídica, na qual a vida dele é apartada da nossa, mas sim um ganho para a humanidade, que, em sua humildade, é acolhida na realidade celestial por Deus. Ajudar os fiéis a se prepararem para a festa solene de Pentecostes, pedindo ao Espírito os dons diversos para que a evangelização continue acontecendo.

Pe. Gustavo César dos Santos* / Pe. Dr. Junior Vasconcelos do Amaral**

*é presbítero da diocese de Divinópolis-MG e vigário paroquial da paróquia Nossa Senhora
do Carmo, na cidade de Carmo do Cajuru-MG. Graduado em Filosofia e Teologia pela Pontifícia Universidade Católica
de Minas Gerais (PUC-Minas), atualmente é o assessor eclesiástico da Comissão Vida e Família e Pastoral Familiar da
diocese. E-mail: gustavocesar339@gmail.com
**é presbítero da arquidiocese de Belo Horizonte-MG e vigário episcopal da Região
Episcopal Nossa Senhora da Esperança. Doutor em Teologia Bíblica pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia
(Faje – Belo Horizonte), realizou parte de seus estudos de doutorado na modalidade “sanduíche”, estudando
Narratologia Bíblica na Universidade Católica de Louvain (Louvain-la-Neuve, Bélgica). Atualmente, é professor de
Antigo e Novo Testamentos na PUC-Minas e pesquisa sobre psicanálise e Bíblia. E-mail: jvsamaral@yahoo.com.br

https://www.vidapastoral.com.br/roteiros/17-de-maio-ascensao-do-senhor-2/

V-LEITURAS DA SEMANA: DE /18/05 A 24/05 E ORAÇÃO PELA UNIDADE DOS CRISTÃOS

 

 

V-LEITURAS DA SEMANA: DE /18/05 A 24/05 E ORAÇÃO PELA UNIDADE DOS CRISTÃOS

7.ª Semana da Páscoa

18- 2ª At 19,1-8 /Sl 67(68) / Jo 16,29-33

19- 3ª At 20,17-27 / Sl 67(68) / Jo 17,1-11a

20- 4ª At 20,28-38 / Sl 67(68) / Jo 17,11b-19

21- 5ª At 22,30;23,6-11 / Sl 15(16) / Jo 17,20-26

22- 6ª At 25,13b-21 / Sl 102(103) / Jo 21,15-19 (Santa Rita de Cássia) 23- Sáb.: At 28,16-20.30-31 / Sl 10(11) / Jo 21,20-25

24- Dom.: Domingo de Pentecostes, Solenidade, Ano A

At 2,1-11a; Sl 103(104),1ab.24ac.29bc-30.31.34 (R. cf. 30)

1Cor 12,3b-7.12-13;Jo 20,19-23

 

Oração pela Unidade dos cristãos

Senhor Jesus Cristo,Tu que oraste ao Pai para que todos fossem um só,olha com amor para a Tua Igreja espalhada pelo mundo.

Afasta de nós todo espírito de divisão e indiferença,e derrama sobre os corações o Teu Espírito de amor e verdade.

Que possamos reconhecer-Te no rosto de cada irmão e irmã,acolher com humildade as nossas diferenças e caminhar juntos na mesma fé e esperança.

Concede-nos a graça de testemunhar, com palavras e ações,a paz que vem de Ti,para que o mundo creia no Teu Evangelho e todos sejamos um só rebanho, guiado por um só Pastor.Amém.

https://www.bing.com/search?q=ora%C3%A7%C3%A3o+pela+unidade+dos+crist%C3%A3os&pc=GD01&form=GDAVST&ptag=3507

VI- CANTOS PARA A SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHOR

 

 

VI- CANTOS PARA A SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHOR

Entrada

Desde o nascer ao por do sol-501

Deus quero louvar- te-995

Perdão 

Kyrie Eleison

Senhor tende piedade

Senhor tende piedade de nós

Misericórdia, Misericórdia, Misericórdia Senhor
Glória

Glória, glória, anjos nos céus cantam todo seu amor
Glória a Deus nos altos céus! Paz na terra seus amados.

Glória, glória a Deus nas alturas  / Ô ô, glória  

Glória......... E paz na terra aos homens por Ele amados   
Salmo 46
Por entre aclamações Deus se elevou

Aclamação

Aleluia,Ide ao mundo ensinai..(Deus conosco)

Eu te bendigo , ó Pai,

Meu coração transborda de amor

Aclamemos a palavra do Senhor

Shema, Israel, Adonai elohenu

Ofertório
1- A ti meu Deus-834

2- Meu coração é para ti Senhor

3- Um coração para amar

4- Em procissão vão vinho e o pão

Santo

Várias opções de Santo
Cordeiro 
Varias opções de Cordeiro

Comunhão

1- O Senhor ressurgiu-1341

2- Pão da vida (Toma e come)-838

3- Eu vim para que todos tenham vida

Pós Comunhão

Cântico de Adoração

Só por ti Jesus
Final
Novo Sol Brilhou
Porque Ele vive-461

 

https://www.folhetosdecanto.com/2019/05/cantos-missa-ascensao-senhor.html