quinta-feira, 1 de outubro de 2026

BEM-VINDOS AO SB SABENDO BEM DE 04 DE OUTUBRO DE 2025- 27.º DOMINGO DO TEMPO COMUM - A DIA DAS ELEIÇÕES




 A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina. (I Coríntios 1, 18).

(Ano A/Verde) 27º Domingo do Tempo Comum

04 de Outubro de 2026

MÊS MISSIONÁRIO: "Um em Cristo, unidos na missão"

Lema: "Para que o mundo creia" (Jo 17,21)

OS FRUTOS QUE DEUS ESPERA


Músicas Missionárias

ESCUTA ESSA PRECE

https://youtu.be/g-OtgWyZwd8?si=juN-QnEOBN6erjWu

VAI MISSIONÁRIO DO SENHOR

https://youtu.be/h1j7m8PoiMI?si=KIAz49zofw2VRa5n

 

SB SABENDO BEM DE 04 de Outubro de 2026 INFORMA.

Caro(a) Leitor(a) amigo(a):

O meu abraço fraterno e um ótimo mês Missionário de Outubro

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Comente, faça sugestões. Agradeço.

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SEJA BEM-VINDO!

CONTEÚDO DO SB SABENDO BEM DE 04/10/2026

 

 

 

CONTEÚDO DO SB SABENDO BEM DE 04/10/2026

 

1- BEM-VINDOS AO SB SABENDO BEM DO 27.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A – AMBIENTAÇÃO, ACOLHIDA, CONSCIENTAÇÃO DA SAÚDE. CAMPANHA MISSIONÁRIA 2026, VOTO CONSCIENTE E CARTA ABERTA AOS INDECISOS, AOS NÃO POLARIZADOS E AOS BEM INTENCIONADOS.

 

2- CNBB E AS ELEIÇÕES

3- CARTA ABERTA AOS INDECISOS, AOS NÃO POLARIZADOS E AOS BEM INTENCIONADOS

 

4- LITURGIA DA PALAVRA DO 27.º DOMINGO DO TEMPO COMUM-A

5- LITURGIA DO 27.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

6- 3 REFLEXÕES DO 27. º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

7- LEITURAS PARA A SEMANA: DE 05 DE OUTUBRO  DE 2026 A 11 DE OU TUBRO – ORAÇÃO MISSIONÁRIA

8- CANTOS PARA O 27.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

9- CAMPANHA MISSIONÁRIA 2026

10- DICAS PARA VIVER O MÊS MISSIONÁRIO NA CATEQUESE

11- REFLETINDO COM Lindolivo Soares Moura

12- O QUE É A DEMOCRACIA NO BRASIL

13- SANTO AGOSTINHO E A POLÍTICA

14- DICAS DE LEITURA

1- SEJAM BEM-VINDOS AO SB SABENDO DO 27.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

 

1-  SEJAM BEM-VINDOS AO SB SABENDO DO 27.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

1.1-    Ambientação

 

- Refrão para ambientação e acendimento das velas: "Ele me amou e se entregou..." nº 19. Dispor no espaço litúrgico, elementos que recordem o Mês Missionário. Se possível, a equipe poderá preparar um ambiente com a imagem ou cartaz de São Francisco de Assis.

 

1.2-      ACOLHIDA - SEJAM BEM-VINDOS!

Irmãos e irmãs, somos a Igreja de Deus, a Vinha amada do Senhor, aqui reunida para celebrar a Eucaristia. Vinha, por vezes, ameaçada pela perseguição por causa do anúncio do Reino e também por nossos próprios pecados, que impedem os frutos de amadurecer como deveriam. À medida que nos aproximamos do final do Ano Litúrgico, o Senhor faz ressoar com força o seu convite à conversão, para que nossa vida produza frutos bons e abundantes. Coloquemos sobre o altar do Senhor todo o esforço da Igreja para viver, na unidade, a sua vocação missionária.

(INTRODUÇÃO DO FOLHETO POVO DE DEUS EM SÃO PAULO).

Em outubro celebramos o mês das Missões e do Rosário. A Igreja é, essencialmente, Missionária! Faz parte da sua essência, ela precisa obedecer o Mandato ou a ordem do Mestre: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura”! Mt 16, 15 Esse tesouro que recebemos, a saber, o Evangelho não pode ser retido, de modo egoísta. Devemos partilhá-lo, como o “Bom Semeador” que saiu a semear. O Apóstolo Paulo tinha consciência deste dever – “Ai de mim se não anunciar o Evangelho”! 1 Cor 9, 16 Este é um imperativo que se impõe a todo cristão batizado que recebeu a Vida Nova nas águas do Batismo. 

 

Celebrando o Mistério Pascal de Cristo, na Liturgia deste 27º Domingo do Tempo Comum, meditamos sobre o modo de agir de Deus perante seu povo. Como todo agricultor que espera bons frutos de sua lavoura, da mesma forma, Deus, o proprietário da vinha, espera que produzamos os frutos do Reino, cujas sementes foram plantadas por Jesus no meio de nós. Rezemos por todos os eleitores que exercerão sua cidadania nas eleições para presidente, governador, deputados e senadores.

1.3-      O MÊS DE OUTUBRO E A SAÚDE

*Mês de Conscientização sobre a Dislexia
*Outubro Rosa - Mês de Conscientização sobre o Câncer de mama. (Data instituída pela Lei nº 13.733/2018)
*2ª quinta-feira do mês - Dia Mundial da Visão
*2º sábado do mês - Dia Mundial de 
Cuidados Paliativos
*3º sábado do mês - Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita. (Data instituída pela Lei nº 13.430/2017)

05/10 - Dia Mundial de Combate à Meningite

06/10 - Dia Mundial da Paralisia Cerebral

10/10 - Dia Mundial da Saúde Mental

10/10 - Dia Nacional de Segurança e de Saúde nas Escolas. (Data instituída pela Lei nº 12.645/2012)

11/10 - Dia Nacional de Prevenção da Obesidade. (Data instituída pela Lei nº 11.721/2008)

13/10 - Dia Mundial da Trombose

17/10 - Dia Nacional da Vacinação

19/10 - Dia Mundial de Combate ao Câncer de Mama

20/10 - Dia Mundial e Nacional da Osteoporose

24/10 - Dia Mundial de Combate à Poliomielite

25/10 - Dia Mundial da Espinha Bífida e Hidrocefalia

25/10 - Dia Nacional da Saúde Bucal. (Data instituída pela Lei nº 10.465/2002)

27/10 - Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra

27/10 - Dia Nacional de Luta pelos Direitos das Pessoas com Doença Falciforme. (Data instituída pela Lei nº 12.104/2009)

29/10 - Dia Nacional e Mundial da Psoríase

29/10 - Dia Mundial do Acidente Vascular Cerebral e Dia Nacional de Prevenção ao Acidente Vascular Cerebral (AVC). (Data instituída pela Lei nº 14.885/2024)

30/10 - Dia Nacional de Luta do paciente Reumático. (Data instituída pela Portaria de Consolidação MS nº 1/2017, art. 527)

 

https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/calendario/saude/outubro

 

 

 

 

1.4-        CAMPANHA MISSIONÁRIA 2026

 

O tema da Campanha Missionária 2026 é “Um em Cristo, Unidos na Missão”, com o lema bíblico “Para que o mundo creia” (Jo 17,21).

A Campanha Missionária 2026, promovida pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM) em parceria com a CNBB e a CRB, celebra o 100º Dia Mundial das Missões, convidando os fiéis a fortalecerem a comunhão e a assumirem, juntos, o compromisso de testemunhar o Evangelho .

O tema enfatiza a unidade em Cristo e a ação missionária conjunta, destacando que a missão é realizada como um só corpo, cuidando da criação e da humanidade.

 

Identidade Visual e Pilares

A identidade visual da campanha inclui cartaz e logomarca construídos a partir de quatro pilares teológicos e pastorais.

A Casa Comum: Representa o planeta como território sagrado da missão, refletindo a unidade da Igreja em diversas realidades.

A Cromia dos Povos: As cores azul, verde, amarelo e vermelho simbolizam os continentes e a diversidade cultural e de fé dos povos.

A Cruz, eixo da missão: A Cruz é o centro de gravidade da missão, lembrando que toda ação missionária parte da comunhão com Cristo.

Os rostos da missão, a alegria do Batismo: Fotografias de povos originários, jovens, famílias e crianças dão identidade humana à campanha, mostrando que a missão é um encontro real com o Crucificado-Ressuscitado.

 

Datas e Ações

O ponto alto da campanha ocorrerá em outubro de 2026, durante o Dia Mundial das Missões, com a coleta missionária realizada nos dias 17 e 18 de outubro em todas as paróquias e comunidades católicas do Brasil .

A campanha busca engajar os fiéis em ações de testemunho, oração, solidariedade e apoio aos missionários, formando uma rede viva de fé e esperança.
A Campanha Missionária 2026, portanto, combina celebração, reflexão e ação prática, incentivando a participação ativa de toda a comunidade cristã na missão evangelizadora.

https://www.bing.com/search?q=CONTE%C3%9ADO+DA+CAMPANHA+MISSION%C3%81RIA+DE+2026&pc=GD01&form=GDAVST&ptag=3507

 

1.5-   ELEIÇÕES 2026- VOTO CONSCIENTE

Quando se fala em voto consciente, faz-se referência à importância de um voto tomado a partir de informações adequadas, que apontem ao eleitor que o votado é quem está mais apto a atender às demandas da população. Em certo nível, trata-se também de um voto “desapegado”: antes de pensar em vantagens pessoais, o eleitor deve pensar na coletividade, nas pessoas que o rodeiam: o que elas querem? O que eu acredito que elas precisam? É esse tipo de questionamento que deve estar na mente de um eleitor na hora de definir seu voto.

Um voto consciente é feito com a consciência de que foi feita uma escolha adequada. Você deve ser capaz de dizer: com um conhecimento adequado sobre os candidatos em questão, escolhi aquele que acredito estar mais apto a gerir o patrimônio e o interesse públicos.

https://www.politize.com.br/dicionario/voto-consciente/

 

1.6-   CARTA ABERTA AOS INDECISOS, AOS NÃO POLARIZADOS E AOS BEM INTENCIONADOS

Vale a pena ler no item 3 esta carta aberta enviada via Whatsapp pelo nosso articulista Professor e Psicólogo Lindolivo Soares Moura.

2- MENSAGEM DA CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL AO POVO BRASILEIRO POR OCASIÃO DAS ELEIÇÕES DE 2026

 

 

 

2-   MENSAGEM DA CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL
AO POVO BRASILEIRO POR OCASIÃO DAS ELEIÇÕES DE 2026

 

“Examinai tudo e guardai o que for bom” (1Ts 5, 21).

Ao aproximar-se mais uma eleição nacional, nós, membros do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, dirigimo-nos ao povo brasileiro. A Igreja Católica não indica candidatos nem partidos. Movida pelo Evangelho e pela missão de anunciá-Lo, promove a vida, a dignidade humana e serve à construção do bem comum. Ela parte da fé em Jesus Cristo e da convicção, reafirmada pela Doutrina Social da Igreja, de que a política, quando orientada pela ética, constitui uma das mais elevadas formas de caridade.

As eleições são oportunidades privilegiadas para o exercício da cidadania e da corresponsabilidade social. Mais do que escolher governantes e representantes, somos chamados a renovar nosso compromisso com os valores que sustentam a convivência democrática, a justiça social e a fraternidade.

À luz do Evangelho, não podemos silenciar diante da escandalosa desigualdade social, da corrupção, da compra de votos, da utilização indevida dos recursos públicos e da disseminação deliberada de mentiras (fake news). Não é possível aceitar o abuso do poder econômico e político e as formas de violência que ameaçam a convivência social, enfraquecendo a confiança nas instituições democráticas. Não existe democracia sólida quando a divergência legítima é transformada em hostilidade permanente, pois o adversário político não pode ser tratado como inimigo.

A democracia, além de eleições periódicas, requer respeito às instituições da República, especialmente à Constituição Federal, ao Estado Democrático de Direito, à interdependência dos Poderes, à liberdade de expressão responsável e à participação cidadā. Exige também confiança nos mecanismos legítimos de apuração da vontade popular, respeito aos resultados das urnas e à Lei da Ficha Limpa.

Convidamos cada eleitor e eleitora a assumir sua responsabilidade. A abstenção não é a melhor escolha. O discernimento cristão exige olhar não apenas para promessas de campanha, mas, principalmente, para a história de vida dos candidatos e as consequências dos compromissos assumidos. O Brasil necessita reforçar a capacidade de construir pontes, promover encontros e cultivar a amizade social.

A esperança cristã não é ingenuidade nem otimismo superficial. Esperar significa participar, construir, dialogar, resistir ao desânimo, defender a verdade, proteger a democracia e trabalhar pela justiça. Convidamos todos os homens e mulheres de boa vontade a serem testemunhas da cultura do encontro, promotores da paz social e construtores da fraternidade.

Confiamos nosso país à proteção de Nossa Senhora Aparecida, Mãe e Padroeira do povo brasileiro. Que Ela nos ajude a percorrer caminhos de justiça, verdade e paz.

Que Deus abençoe o Brasil e ilumine cada eleitor e eleitora.

Pelo Conselho Permanente da CNBB:

Dom Jaime Cardeal Spengler
Arcebispo da Arquidiocese de Porto Alegre (RS)
Presidente da CNBB

Dom João Justino de Medeiros Silva
Arcebispo da Arquidiocese de Goiânia (GO)
1° Vice-Presidente da CNBB

Dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa
Arcebispo da Arquidiocese de Olinda e Recife (PE)
2° Vice-Presidente da CNBB

Dom Ricardo Hoepers
Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Brasília (DF)
Secretário-Geral da CNBB

https://noticias.cancaonova.com/igreja/eleicoes-2026-cnbb-divulga-mensagem-ao-povo-brasileiro/

3- CARTA ABERTA AOS INDECISOS, AOS NÃO POLARIZADOS, E AOS BEM-INTENCIONADOS Lindolivo Soares Moura (*)

 3-  CARTA ABERTA AOS INDECISOS, AOS NÃO POLARIZADOS, E AOS BEM-INTENCIONADOS

 

Lindolivo Soares Moura (*)


 

Nada! Absolutamente nada contra você que há muito fez sua escolha e tem voto decidido para esse ou aquele lado nessas próximas eleições. Ninguém, absolutamente ninguém, pode afirmar que você não esteja bem-intencionado. E, ao contrário do que diz a máxima – "De boa intenção, o inferno está cheio" – de acordo com quem pensa com a razão e apenas com uma pitada de paixão, a única coisa absolutamente boa é a boa intenção. Portanto fique tranquilo. Impulsionado ou não pela paixão, a boa e reta intenção lhe garante "habeas corpus", independentemente de em quem você já tenha investido seu voto. Por conseguinte, se preferir, você pode parar por aqui. Provavelmente o restante da reflexão pouco ou nada tem a acrescentar a você. Ao menos, no que diga respeito à sua escolha, orientada pela polarização.

Talvez a presente reflexão tenha algo a dizer a você, que ainda não tem seu voto decidido nem direcionado para "A" ou para "B", nem para nenhuma outra opção que o alfabeto lhe ofereça como alternativa. Você que ainda não se permitiu ser unidirecionado nem pelas rédeas da razão nem pelo cabresto da paixão. Você, enfim, que também age impulsionado pela boa e reta intenção. Mas que ainda mantém dois pratos na balança, e não apenas um. Pratos que oscilam, ora pendendo para um lado ora para o outro, porque você não se permitiu ser contaminado pelo flagelo do extremismo nem intoxicado pelo radicalismo da polarização. Se você se sente parte desse grupo de cabeças livres e mentes abertas, pode fazer algum sentido continuar seguindo em frente com a presente reflexão.

Se pensar ainda continua sendo seu melhor recurso para discernir e decidir, sobretudo quando a certeza passa ao largo e a dúvida se impõe, vou cometer o deslize de presumir que você concorde que, a essa altura das eleições, salvo o imprevisto ou a surpresa de um acontecimento absurdamente impactante, ela será decidida entre os dois candidatos que no momento dominam amplamente as pesquisas, somando aproximadamente oitenta por cento dos votos, sobrando próximo de vinte por cento para todos os demais candidatos juntos. Ou seja: nosso país já tem um novo presidente. Resta saber apenas qual dos dois, exatamente. Como disse, vou presumir que isso é fato, e que você concorde com isso. A menos, como já foi dito, que algo absolutamente relevante venha alterar substancialmente esse quadro.

Se você considera que o anteriormente afirmado faz sentido, podemos continuar refletindo juntos. Caso contrário, também para você talvez não valha mais a pena insistir em continuar refletindo por essa via. Mas se concorda, é possível que sua dúvida esteja alicerçada em uma de duas convicções. Uma: a de que os dois candidatos, dentre os quais muito provavelmente será eleito o próximo presidente, são duas boas, ótimas, excelentes e dignas pessoas. A outra: que nenhum dos dois postulantes tem histórico de vida ilibada o bastante que justifique ser colocado, pelo nosso voto, no cargo que está pleiteando. Em ambos os casos, veja bem, sua convicção pode, perfeitamente, estar sendo ainda amparada pela boa e reta intenção.

Isso posto, a questão que proponho é a seguinte: se consideramos ambos bons, ótimos, excelentes e dignos, nossa decisão e nossa escolha estão sendo orientadas pois dois bens. Cabe a cada um de nós avaliar qual dentre os dois nos parece o melhor. Melhor, não para mim, nem para você, nem para quem quer que seja, individual e pessoalmente, e sim para o país, para a nação como um todo, para o bem-comum. Nesse caso, a dúvida não parece ser um bicho de sete cabeças. No máximo, de duas, em razão dos motivos já apontados anteriormente.

Mas se você considera que nenhum dos dois candidatos são merecedores do cargo que estão postulando, por não serem bons, nem ótimos, e menos ainda excelentes ou dignos, a dúvida deixa de ser simples e começa a se tornar complexa. Isso porque, nem a você nem a mim, nem a nenhum brasileiro, estaria sendo oferecida a opção de escolher entre um bem e um mal, mas única e exclusivamente entre dois males. O próximo passo seria o seguinte: à consciência ética e moral impõe avaliar e decidir se são dois males absolutamente iguais em magnitude, ou um mal maior e mais grave, e um outro menor e menos grave.

No primeiro caso, o voto meu, o seu, e o de quem quer que seja, teoricamente não alteram nem comprometem absolutamente nada. O mesmo, porém, não ocorre no segundo caso. Se nossa consciência distingue um mal do outro, considerando que um seja um mal menor e menos grave, e o outro um mal maior e mais grave, então sinto muito: quem assim conclui não tem opção. Ética e moralmente essa consciência está comprometida com o mal menor e menos grave. A liberdade que norteia a escolha e a autonomia que acompanha a decisão não autorizam, em hipótese alguma, entre um bem e um mal, uma opção que não seja pelo bem. Da mesma forma, entre dois males, em que um seja considerado menor e menos grave e outro maior e mais grave, essa mesma consciência não autoriza outra opção que não o mal menor e menos grave. Seria antiético e imoral qualquer escolha ou decisão em contrário.

Se sua concordância ainda persiste, podemos seguir para as considerações finais. Vou considerar, por questão de pertinência e relevância do argumento, apenas a hipótese dos dois males e da diferença de graus entre eles. Nessa situação, sugiro dois critérios – entre outros tantos possíveis e válidos – para nos orientar nessa grave escolha e nessa crucial decisão. Um, relacionado à seguinte pergunta: qual dos dois postulantes ao cargo é mais idôneo e digno, e única e exclusivamente por esse critério, merecedor do nosso voto? Segundo: qual dos dois candidatos, historica e concretamente, tem demonstrado maior capacidade de gestão e mais competência para administrar um país e governar uma nação? Isso, tanto "ad intra" como "ad extra", isto é, política interna ou nacional, e política externa ou internacional.

Finalmente: caso quem chegou até aqui e aceitou se defrontar com um teste tão curto e aparentemente tão complexo, e eventualmente ainda continue em dúvida por ter respondido candidato "A" para a primeira pergunta e candidato "B" para a segunda, ou o inverso, isso provavelmente significa que você está no caminho certo. Siga em frente. Você, eu, cada brasileiro decide! Só não permita que a boa e reta intenção deixe de continuar guiando sua escolha e orientando seus passos. Quem sabe um dia nossos filhos e netos sejam abençoados com opções melhores. E quem sabe você ou um de seus entes queridos não estejam entre as opções disponíveis. Quem sabe! E se me permite uma sugestão, muito cuidado! Cuidado com o demônio do extremismo e com a desgraça da polarização!

(*)Lindolivo Soares Moura

 

Psicólogo e Professor Universitário na Consultório de Psicologia

Vila Velha, Espírito Santo, Brasil

4- LITURGIA DA PALAVRA DO 27.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

 

 

4-  LITURGIA DA PALAVRA DO 27.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

 

Ouçamos a Palavra do Senhor e deixemos que ela nos converta, para que a vinha de nossa vida produza frutos bons e abundantes.

 

PRIMEIRA LEITURA (Is 5,1-7) Leitura do Livro do Profeta Isaías.

 

1 Vou cantar para o meu amado o cântico da vinha de um amigo meu: Um amigo meu possuía uma vinha em fértil encosta. 2 Cercou-a, limpou-a de pedras, plantou videiras escolhidas, edificou uma torre no meio e construiu um lagar; esperava que ela produzisse uvas boas, mas produziu uvas selvagens. 3 Agora, habitantes de Jerusalém e cidadãos de Judá, julgai a minha situação e a de minha vinha. 4 O que poderia eu ter feito a mais por minha vinha e não fiz? Eu contava com uvas de verdade, mas por que produziu ela uvas selvagens? 5 Pois agora vou mostrar-vos o que farei com minha vinha: vou desmanchar a cerca, e ela será devastada; vou derrubar o muro, e ela será pisoteada. 6 Vou deixá-la inculta e selvagem: ela não será podada nem lavrada, espinhos e sarças tomarão conta dela; não deixarei as nuvens derramar a chuva sobre ela. 7 Pois bem, a vinha do Senhor dos exércitos é a casa de Israel, e o povo de Judá, sua dileta plantação; eu esperava deles frutos de justiça – e eis injustiça; esperava obras de bondade – e eis iniquidade. – Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

 

  SALMO 79(80) A vinha do Senhor é a casa de Israel.

 

1. Arrancastes do Egito esta videira, * e expulsastes as nações para plantá- -la; / até o mar se estenderam seus sarmentos * até o rio os seus rebentos se espalharam.

2. Por que razão vós destruístes sua cerca, * para que todos os passantes a vindimem, / o javali da mata virgem a devaste, * e os animais do descampado nela pastem?

3. Voltai-vos para nós, Deus do universo! * Visitai a vossa vinha e protegei-a! / Foi a vossa mão direita que a plantou; * protegei-a, e ao rebento que firmastes!

4. E nunca mais vos deixaremos, Senhor Deus! * Dai-nos vida, e louvaremos vosso nome! / Convertei-nos, ó Senhor Deus do universo, * Se voltardes para nós, seremos salvos!

 

SEGUNDA LEITURA (Fl 4,6-9) Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses.

 

Irmãos: 6 Não vos inquieteis com coisa alguma, mas apresentai as vossas necessidades a Deus, em orações e súplicas, acompanhadas de ação de graças. 7 E a paz de Deus, que ultrapassa todo o entendimento, guardará os vossos corações e pensamento em Cristo Jesus. 8 Quanto ao mais, irmãos, ocupai-vos com tudo o que é verdadeiro, respeitável, justo, puro, amável, honroso, tudo o que é virtude ou de qualquer modo mereça louvor. 9 Praticai o que aprendestes e recebestes de mim, ou que de mim vistes e ouvistes. Assim o Deus da paz estará convosco.

─ Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

 

ACLAMAÇÃO (Jo 15,16) Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Eu vos escolhi, foi do meio do mundo a fim de que deis um fruto que dure. / Eu vos escolhi foi do meio do mundo. Amém! Aleluia, aleluia!

 

EVANGELHO (Mt 21,33-43)

 

P. O Senhor esteja convosco. T. Ele está no meio de nós.

P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. T. Glória a vós, Senhor.

 

P. Naquele tempo, Jesus disse aos sumos sacerdotes e aos anciãos do povo: 33“Escutai esta outra parábola: Certo proprietário plantou uma vinha, pôs uma cerca em volta, fez nela um lagar para esmagar as uvas e construiu uma torre de guarda. Depois, arrendou-a a vinhateiros, e viajou para o estrangeiro. 34Quando chegou o tempo da colheita, o proprietário mandou seus empregados aos vinhateiros para receber seus frutos. 35Os vinhateiros, porém, agarraram os empregados, espancaram a um, mataram a outro, e ao terceiro apedrejaram. 36O proprietário mandou de novo outros empregados, em maior número do que os primeiros. Mas eles os trataram da mesma forma. 37Finalmente, o proprietário, enviou-lhes o seu filho, pensando: ‘Ao meu filho eles vão respeitar’. 38Os vinhateiros, porém, ao verem o filho, disseram entre si: ‘Este é o herdeiro. Vinde, vamos matá-lo e tomar posse da sua herança!’ 39Então agarraram o filho, jogaram-no para fora da vinha e o mataram. 40Pois bem, quando o dono da vinha voltar, o que fará com esses vinhateiros?” 41Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “Com certeza mandará matar de modo violento esses perversos e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entregarão os frutos no tempo certo”. 42Então Jesus lhes disse: “Vós nunca lestes nas Escrituras: ‘A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; isto foi feito pelo Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos’? 43Por isso eu vos digo: o Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos”.

- Palavra da Salvação. T. Glória a vós, Senhor.

5 -A LITURGIA DO 27.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

 

 

 5 -A LITURGIA DO 27.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

 

- A alegoria da vinha inaugura o tema das núpcias do Senhor com Israel, tema que voltará frequentemente na literatura bíblica. Às vezes, Israel é designado como vinha; outras vezes, como a esposa acariciada e, depois, repudiada. Neste cântico de Isaías, as duas linhas se misturam perfeitamente, por meio de uma superposição de imagens. A intervenção do profeta lembra o papel do amigo do Esposo.

- Na 1ª Leitura, Isaías, com o "Cântico da Vinha", narra a história do amor de Deus e a infidelidade do seu Povo. É um lindo poema composto pelo profeta, talvez a partir de uma canção de vindima. Através do profeta (o trovador), Deus (o Amigo) julga seu povo (a vinha), descrevendo o amor de Deus e a resposta do Povo. Assim, apresenta-nos um agricultor que escolheu o terreno mais adequado, selecionou cepas da melhor qualidade e tomou todos os cuidados necessários. Seu sonho era colher os frutos do próprio trabalho, mas a decepção foi grande: a vinha produziu apenas uvas azedas. Disse ele: "Que mais poderia eu ter feito por minha vinha e não fiz?" Sua reação foi transformar o seu grande amor em ódio: derruba o muro de proteção, permite que os transeuntes a pisem livremente e que o mato tome conta dela.

- Os frutos, que o Senhor esperava eram o direito e a justiça, o respeito aos Mandamentos e a fidelidade à Aliança. Em vez disso, viu sangue derramado e gritos de horror: infidelidade, injustiça, corrupção e violência. Havia muitas manifestações religiosas solenes, mas sem uma verdadeira adesão a Deus. Então, o profeta relata o "castigo de Deus": a invasão dos assírios e, depois, dos babilônios, que destruíram a vinha (Israel) e deportaram os israelitas como escravos.

 - No Evangelho, Jesus retoma e desenvolve o poema da vinha. O evangelista destaca que um senhor planta uma vinha com todo o cuidado e recursos necessários, confiando-a a alguns vinhateiros, conhecedores da profissão. Chega o tempo da vindima, e ele envia mensageiros para receber os frutos da colheita. Então, vem surpresa: os vinhateiros não entregam os frutos e maltratam os enviados. Não respeitam nem memso o próprio filho do dono, chegando a matá-lo. Contudo, a "Vinha" não será destruída, mas os trabalhadores serão substituídos.

- A parábola é uma releitura da História da Salvação: ilustra a recusa de Israel ao projeto salvífico de Deus. A vinha é o Povo de Deus (Israel); o dono é Deus, que manifestou imenso amor por sua vinha; os vinhateiros são os líderes do povo judeu; e os enviados são os profetas e o próprio Cristo, "morto fora da vinha". O resultado foi que a vinha será retirada deles e confiada a outros trabalhadores, que ofereçam ao Senhor os frutos devidos e acolham o Filho enviado. Já o povo reagiu tentando prender Jesus, pois percebeu que a parábola se referia a eles.

- À Igreja foram entregues os cuidados da vinha do Senhor. Todos nós, membros do novo Povo de Deus, temos a missão de produzir frutos, para não frustrarmos as expectativas do Senhor no tempo da colheita. Nesse sentido, São Paulo nos ajuda a entender que, ainda hoje, somos capazes, pela força do Santo Espírito, de produzir bons frutos.

Na 2ª Leitura, ele apresenta os frutos que Deus espera de sua vinha ao indicar aos cristãos de Filipos algumas atitudes que resultam do seu compromisso com Cristo e com o Evangelho: a verdade, a justiça, a honradez, a amabilidade, a tolerância e a integridade.

- Infelizmente, existem grupos religiosos, famílias, políticos e tantas outras pessoas que são aparentemente vigorosos (árvores cheias de folhas), mas estão desprovidos de frutos, ou seja, não têm compromisso com a justiça, a paz, a fraternidade, o diálogo, o amor e o bem comum. Com esta parábola, Jesus nos pede a coerência de vida que brota da confiança em Deus, que nos cumula de muitos dons para que tenhamos uma vida cheia de bons frutos. Outro perigo é o dos guardas da vinha quererem se transformar em "donos da vinha". Ainda hoje, em nossas Comunidades e setores da vida pública, há pessoas que, em nome de Deus, impõem o que se passa na própria cabeça, sem legitimidade ou discernimento. Não dão ouvidos a ninguém e buscam apenas o próprio benefício, desejando só explorar a vinha (o povo), sem se preocupar com o bem comum. É sempre muito importante recordar que não somos donos da vinha; somos colaboradores do Reino.

- Uma verdade consoladora é que Deus não desiste de seu povo. Mas também, há um alerta: se, em algum lugar, a vinha não produzir frutos bons, Ele recomeça com outra. Que sejamos colaboradores de Deus na construção de uma sociedade mais justa e fraterna, produzindo frutos que permaneçam.

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