segunda-feira, 1 de junho de 2026

BEM-VINDO AO SB SABENDO BEM DE 04 DE JUNHO DE 2026-- SOLENIDADE DE CORPUS CHRISTI




 A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina. (I Coríntios 1, 18).

(Ano A/Branco) - Solenidade de Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo(CORPUS CHRISTI)

- 4 de junho de 2026

 

A EUCARISTIA FAZ A IGREJA!


Eu sou o pão vivo descido do céu; quem deste pão come, sempre há de viver! (Jo 6,51).

https://youtu.be/Fv5igRi1rkc

CANTO DE COMUNHÃO

 “GLÓRIA A JESUS NA HÓSTIA SANTA”

 

https://youtu.be/Qf1XIASbYeU

O PÃO DOS FORTES

https://youtu.be/rDbTbIS6ip4

 

 

 

SB SABENDO BEM DE 04 DE JUNHO DE 2026 INFORMA.

Caro(a) Leitor(a) amigo(a):

O meu abraço fraterno e um ótimo mês do Sagrado Coração de Jesus

ACESSE SEMPRE O BLOG: sbsabendobem.blogspot.com e divulgue aos seus amigos, conhecidos e contatos nas redes sociais. Comente, faça sugestões. Agradeço. ESCREVA PARA sbsabendobem@gmail.com

 

SEJA BEM-VINDA! SEJA BEM-VINDO!

1- SEJAM BEM-VINDOS AO SB SABENDO BEM DA SOLENIDADE DO SANTÍSSIMO CORPO E SANGUE DE CRISTO 1.1-Bem-vindos Irmãs e Irmãos!

 

 

1-  SEJAM BEM-VINDOS AO SB SABENDO BEM DA SOLENIDADE DO SANTÍSSIMO CORPO E SANGUE DE CRISTO

1.1-Bem-vindos Irmãs e Irmãos!

Caríssimos irmãos e irmãs, sejam todos bem-vindos ao nosso encontro de fé e comunhão! Nesta Solenidade de Corpus Christi, celebramos o Senhor que nos amou até o fim e se entrega a nós como alimento de vida eterna.

Nesta Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, a Igreja celebra com alegria o Pão do Céu que se fez Pão dos homens e quis permanecer para sempre entre nós. Na Eucaristia, sob as aparências do pão e do vinho, Cristo nos oferece o seu próprio Corpo e Sangue, memória viva de sua Paixão, sinal de oferta e sacrifício. Cordeiro Pascal da Nova e Eterna Aliança, Jesus nos envolve no mandamento do amor. Que a Eucaristia nos ajude a acreditar, celebrar e viver o projeto salvífico de Deus em nossas vidas.

irmãos e irmãs, Deus seja sempre bendito por nos reunir em torno à sua mesa. Estamos aqui para cumprir o mandato de Jesus: “Fazei isto em memória de mim!”. É na força do Espírito Santo que realizamos esta memória, Ele que nos faz reconhecer a presença viva do Senhor na Eucaristia. Alimentados com o seu Corpo e o seu Sangue, tornemo-nos, cada vez mais, um só corpo e um só espírito (INTRODUÇÃO DO FOLHETO POVO DE DEUS EM SÃO PAULO).

ORAÇÃO(Coleta)

Senhor Jesus Cristo, neste admirável sacramento, nos deixastes o memorial da vossa paixão. Dai-nos venerar com tão grande amor o mistério do vosso Corpo e do vosso Sangue, que possamos colher continuamente os frutos da vossa redenção. Vós que sois Deus com o Pai, na unidade do Espírito Santo. T. Amém.

2- LITURGIA DA PALAVRA DA SOLENIDADE DO SANSTÍSSIMO CORPO E SANGUE DE CRISTO

 

2-   LITURGIA DA PALAVRA DA SOLENIDADE DO SANSTÍSSIMO CORPO E SANGUE DE CRISTO

 

. Neste dia solene, reconheçamos, na Palavra que ouviremos, a presença do Senhor.

 

PRIMEIRA LEITURA (Dt 8,2-3.14b-16a) Leitura do livro do Deuteronômio.

 

 Moisés falou ao povo, dizendo: 2 Lembra-te de todo o caminho por onde o Senhor teu Deus te conduziu, esses quarenta anos, no deserto, para te humilhar e te pôr à prova, para saber o que tinhas no teu coração e para ver se observarias ou não seus mandamentos. 3 Ele te humilhou, fazendo-te passar fome e alimentando-te com o maná que nem tu nem teus pais conhecíeis, para te mostrar que nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca do Senhor. 14bNão te esqueças do Senhor teu Deus que te fez sair do Egito, da casa da escravidão, 15e que foi teu guia no vasto e terrível deserto, onde havia serpentes abrasadoras, escorpiões, e uma terra árida e sem água nenhuma. Foi ele que fez jorrar água para ti da pedra duríssima, 16ae te alimentou no deserto com maná, que teus pais não conheciam. - Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

 

SALMO 147(148)

 

Glorifica o Senhor, Jerusalém! Celebra o teu Deus, ó Sião!

 

1. Glorifica o Senhor, Jerusalém! * Ó Sião, canta louvores ao teu Deus! / Pois reforçou com segurança as tuas portas, * e os teus filhos em teu seio abençoou.

2. A paz em teus limites garantiu * e te dá como alimento a flor do trigo / Ele envia suas ordens para a terra, * e a palavra que ele diz corre veloz. 3. Anuncia a Jacó sua palavra, * seus preceitos e suas leis a Israel. / Nenhum povo recebeu tanto carinho, * a nenhum outro revelou os seus preceitos.

SEGUNDA LEITURA (1Cor 10,16-17) Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.

 

Irmãos: 16 O cálice da bênção, o cálice que abençoamos, não é comunhão com o sangue de Cristo? E o pão que partimos, não é comunhão com o corpo de Cristo? 17Porque há um só pão, nós todos somos um só corpo, pois todos participamos desse único pão

. – Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

 

SEQUÊNCIA (L.: Lecionário | M.: Ir. Míria Kolling, ICM)

 

1. Terra, exulta de alegria, * louva teu pastor e guia * // com teus hinos, tua voz. //

 2. Tanto possas, tanto ouses, * em louvá-lo não repouses: * // sempre excede o teu louvor. //

3. Hoje a Igreja te convida: * ao pão vivo que dá vida, * // vem com ela celebrar. //

4. Este pão, que o mundo creia, * por Jesus, na santa ceia, * // foi entregue aos que escolheu. //

 5. Nosso júbilo cantemos, * nosso amor manifestemos, * // pois transborda o coração. //

6. Quão solene a festa, o dia, * que da santa Eucaristia * // nos recorda a instituição. //

 7. Novo Rei e nova mesa, * nova Páscoa e realeza, * // foi-se a páscoa dos judeus. //

8. Era sombra o antigo povo, * o que é velho cede ao novo, * // foge a noite, chega a luz. //

9. O que o Cristo fez na ceia, * manda à Igreja que o rodeia * // repeti-lo até voltar. //

10. Seu preceito conhecemos: * pão e vinho consagremos * // para a nossa salvação. //

 

ACLAMAÇÃO (Jo, 6,51) Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Eu sou o pão vivo descido do céu; quem deste pão come, sempre há de viver!

 

EVANGELHO (Jo 6, 51-58)

 

P. O Senhor esteja convosco. T. Ele está no meio de nós. P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João. T. Glória a vós, Senhor.

 

 P. Naquele tempo, disse Jesus às multidões dos judeus: 51“Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo”. 52Os judeus discutiam entre si, dizendo: “Como é que ele pode dar a sua carne a comer?”53Então Jesus disse: “Em verdade, em verdade vos digo, se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. 54Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. 55Porque a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue, verdadeira bebida. 56Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. 57Como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo por causa do Pai, assim o que me recebe como alimento viverá por causa de mim. 58Este é o pão que desceu do céu. Não é como aquele que os vossos pais comeram. Eles morreram. Aquele que come este pão viverá para sempre”.

 

– Palavra da Salvação. T. Glória a vós, Senhor

3- LITURGIA DA SOLENIDADE DE CORPUS CHRISTI

 

 

3-   LITURGIA DA SOLENIDADE DE CORPUS CHRISTI

 

 - Queridos irmãos e irmãs, celebrar Corpus Christi é celebrar o amor de um Deus que não abandona o seu povo no caminho. A Palavra de Deus de hoje nos ajuda a compreender que a Eucaristia não é apenas um rito, mas uma experiência viva de comunhão, memória e compromisso. - A primeira leitura, do livro do Deuteronômio, nos convida a fazer memória. Afinal, recordar é fundamental para o povo de Deus, pois quem esquece sua história corre o risco de se perder. Assim, vemos que no deserto, lugar de provação e desafios, o Senhor cuidou do seu povo: deu alimento, caminho e proteção. O maná foi sinal desse cuidado amoroso. Assim também hoje, em meio aos desertos da vida marcados pela fome, pela violência, pela desigualdade e pela falta de esperança, Deus continua caminhando conosco e nos sustentando.

 - No entanto, o maná era um alimento passageiro. Por isso, no Evangelho, Jesus se apresenta como algo maior: "o Pão vivo descido do céu". Ele não oferece apenas algo, mas oferece a si mesmo. Comer da sua carne e beber do seu sangue não é um gesto mágico nem superficial, mas uma profunda adesão à sua vida, à sua mensagem e ao seu projeto. Muitos se escandalizaram porque ficaram presos às palavras, sem ir além. Também hoje corremos esse risco quando participamos da Eucaristia sem deixar que ela transforme nossas atitudes e escolhas.

- Na segunda leitura, São Paulo, na carta aos Coríntios, nos lembra que a Eucaristia constrói comunhão. Somos muitos, diferentes, com pensamentos e histórias distintas, mas formamos um só corpo, o Corpo de Cristo, porque participamos de um único pão. A Eucaristia nos tira do individualismo e nos faz comunidade. Não existe verdadeira comunhão com Cristo sem comunhão com os irmãos e irmãs, especialmente os mais pobres e sofredores.

 - Jesus é o Cordeiro Pascal, aquele que realiza a Nova e Eterna Aliança. Já não são mais sacrifícios de animais, mas é o próprio Cristo que se oferece por amor, uma vez por todas. Na Eucaristia, fazemos memória viva dessa entrega, que continua a acontecer em cada celebração. Por isso, ela exige de nós compromisso, compaixão e solidariedade. Quem comunga do Corpo de Cristo é chamado a reconhecer esse mesmo corpo ferido nos que passam fome, nos excluídos, nos esquecidos da sociedade, nos sem teto, terra ou trabalho.

 - Celebrar Corpus Christi é assumir uma fé que se traduz em vida. Como bem nos recorda o Papa Bento XVI, participar da mesa eucarística é assumir uma postura corajosa em favor da vida e da dignidade humana, uma vez que a Eucaristia gera caridade, promove o diálogo, fortalece a fraternidade e nos impulsiona à transformação do mundo. Que esta solenidade renove em nós o amor pela Eucaristia e nos ajude a viver aquilo que celebramos. Amém.

https://diocesedesaomateus.org.br/wpcontent/uploads/2026/04/04_06_26.pdf

4- REFLEXÕES PARA A SOLENIDADE DO CORPO E SANGUE DE CRISTO 4.1- ANTES DE FALAR DA EUCARISTIA, JESUS PROVIDENCIOU O PÃO COMUM...

 

4-   REFLEXÕES PARA A SOLENIDADE DO CORPO E SANGUE DE CRISTO

 

4.1- ANTES DE FALAR DA EUCARISTIA, JESUS PROVIDENCIOU O PÃO COMUM...

 

Na primeira leitura, Moisés alerta o povo prestes a entrar na Terra Prometida sobre o risco do esquecimento. Deus dava o maná, mas apenas o necessário para cada dia; quem acumulava, perdia. A fome no mundo não nasce da falta de produção, mas do excesso de acumulação. Quando conquistamos estabilidade, não podemos esquecer o “deserto” que atravessamos. A caridade começa pela memória: lembrar que o outro ainda sofre. Viver com o necessário para que o outro tenha o básico é exigência do Evangelho. Deus fez jorrar água da rocha. A caridade também acredita na dignidade de quem parece “duro” ou perdido. “Nem só de pão vive o homem”: não basta assistência material; é preciso promover justiça, educação, fé e cidadania. Ajudar o irmão a sair do deserto, não apenas sobreviver nele. Na segunda leitura, São Paulo fala da comunhão (koinonia): “O pão que partimos não é comunhão com o Corpo de Cristo?” Ao comungar, não apenas recebemos algo, tornamo-nos parte de Alguém. “Há um só pão, e nós, embora muitos, somos um só corpo.” A Eucaristia é o cimento da unidade. Não podemos comungar no altar e ignorar o Cristo que sofre no irmão. O pão recebido deve tornar-se mãos estendidas. No Evangelho, Jesus se apresenta como o Pão Vivo que se entrega pela vida do mundo. Ele não nos deu apenas uma ideia, mas sua própria vida. Quem comunga torna-se o que recebe: se acolhe o Cristo que se parte, deve viver na partilha. A Eucaristia educa para a solidariedade e exige compromisso com o pão material dos pobres. Como dizia São João Crisóstomo: não se honra o Corpo de Cristo no altar e se despreza o irmão necessitado. A caridade é extensão da liturgia. “Quem come a minha carne permanece em mim.” Essa permanência é compromisso ético: nossas mãos, pés e recursos devem continuar a missão de Cristo. Promover a vida, combater a fome e lutar por justiça são formas de viver a Eucaristia fora do templo. Que sejamos uma Igreja que não apenas celebra o mistério, mas se torna pão partido para a vida do mundo. Que o único Pão nos una e nos faça, em Cristo, alimento de esperança para todos. Que nossa vida, em comunhão com Cristo, seja de fato, 'pão para a vida do mundo'. Maria, Mãe dos Pobres, rogai por nós!".

 

Cônego Marcelo Monge Vigário Episcopal da Caridade Social

https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Ano-50A-35-SANTISSIMO-CORPO-E-SANGUE-DE-CRISTO.pdf

4.2- FELIZ OS CONVIDADOS PARA A CEIA DO SENHOR

 

 

4.2- FELIZ OS CONVIDADOS PARA A CEIA DO SENHOR

Porque a minha carne é verdadeira comida, e o meu sangue é verdadeira bebida”. (Jo. 6,51-58)

Terra, exulta de alegria, Louva o teu pastor e guia, Com teus hinos, tua voz”. Assim inicia-se a primorosa sequência composta por São Tomás de Aquino especialmente para a festa de hoje. Qual o sentido desta festa? Celebrar, proclamar, professar, expressar a nossa fé inabalável em Jesus Cristo, presente em corpo, alma e divindade no seu augusto Sacramento! Deste modo, enquanto retomamos nossa peregrinação espiritual através da vivência da liturgia do tempo comum, a solenidade de hoje nos recorda que se desejarmos percorrer este caminho até a sua conclusão, não poderemos ter outro alimento senão aquele que fortalece para a vida eterna: a Eucaristia.

Na primeira leitura (Dt. 8,2-3.14b-16ª), Moisés celebra com o povo de Israel, antes de entrar na terra prometida. Faz um memorial dos 40 anos de peregrinação no deserto, lugar onde o povo através das provações, foi preparado para começar vida nova. Recorda-se que Deus não só permaneceu ao lado do seu povo como saciou sua sede e o alimentou com o maná. Assim sendo, Israel deve viver a gratidão na lembrança do que o Senhor fez: libertou, acompanhou, guiou, protegeu e alimentou o seu Povo. O Maná enquanto fruto da providência se tornou uma antecipação da Eucaristia. Todavia, o Maná era um alimento perecível e transitório porque visava fortalecer apenas a vida transitória deste mundo em que estamos. Agora que vivemos a plenitude da revelação com a Encarnação do Filho de Deus e fomos redimidos por sua Morte e Ressurreição, caminhamos pressurosos para o Reino de Deus e a vida eterna. Por isto, recebemos – ainda que sem mérito algum da nossa parte – o “pão dos anjos” como alimento, pois se caminhamos para a vida eterna, o alimento deve ser então imperecível e eterno (Jo. 6,58).

Na segunda leitura (1Cor. 10,16-17), fazendo um paralelo entre Antigo e o Novo Testamento, Paulo recorda aos cristãos da comunidade de Corinto que a redenção humana foi realizada não com derramamento do sangue de animais, mas com o sangue do próprio Deus. Cientes deste sacrifício único, somos convidados a fugir do perigo de esvaziar a essência da celebração eucarística.

No Evangelho (Jo. 6,51-58), João nos apresenta a catequese oferecida por Jesus para a multidão que o segue depois que ele multiplicou os pães e os peixes e saciou sua fome de alimento perecível e aguçou a fome de alimento eterno.

Jesus, a Palavra viva de Deus que se tornou carne, se reúne na última ceia com seus discípulos. Antes de oferecer-se na Cruz, oferece-se como Pão que dá vida nova ao mundo. A oferta que Ele faz de si mesmo na Cruz foi antecipada na oferta da Eucaristia e a oferta da Eucaristia expressa sua doação plena na cruz pela nossa redenção. A celebração é encerrada com salmos e com a decisão de ir ao Monte das Oliveiras lugar onde Jesus iniciará sua Paixão. Os discípulos o acompanham como expressão de que a Igreja deve sofrer e se doar pelo seu Mestre como Ele próprio o fez pela Igreja e por toda humanidade. Permanece em Jesus quem o comunga e permanecer em Jesus significa viver o seu projeto do Reino.

Na festa de Corpus Christi, a cada ano, a Igreja atualiza o mistério vivido na Quinta-feira Santa, mas o celebra com uma espiritualidade marcada pela Ressurreição. Se na Última Ceia, depois de partilhar o pão, os apóstolos seguem em procissão com Jesus para o Horto das Oliveiras para uma noite de agonia, traição e perseguição rumo a via cruz, na noite de Corpus Christi, retomamos esta procissão, mas na alegria da Ressurreição rumo a vida eterna.

As celebrações suntuosas, onde se instalam as divisões e nas quais alguns são privilegiados e outros humilhados esvaziam a força e o sentido deste amor que lava os nossos pés enquanto se prepara para lavar nossos pecados na cruz. Tais “celebrações repletas de ritos, mas vazias de amor por estão tomadas por ambição e egocentrismo, destroem a Unidade que a comunhão do Corpo de Cristo exige. Comungar o Senhor, seu Corpo e seu Sangue, significa comungar seu desejo de alimentar a vida plena da humanidade. Assim, compreendemos que para verdadeira experiência da Eucaristia, é necessário, que aqueles que comungam, ofertem a própria vida conforme o coração divino presente na Eucaristia. Não apenas receber a comunhão – não importando se foi recebida por meio da mão ou na boca – é necessário se tornar também comunhão. A Eucaristia é o princípio da comunhão na vida da Igreja e convoca a todos para a mesma missão em busca da unidade. O mundo com suas divisões ideológicas e culturais, não deve influenciar a caminhada da Igreja. Devemos acolher a todos, mas sem renunciarmos aos compromissos e exigências que a fidelidade ao Evangelho impõe.

Somos convidados a adorar o Senhor. Somos convidados a receber a Eucaristia e nos tornarmos também Eucaristia. Quando comungamos nos tornamos sacrários vivos, onde Cristo se faz realmente presente em nós na Hóstia consagrada. Na procissão que realizamos depois da comunhão levamos o ostensório onde apresentamos ao mundo nosso Salvador, no entanto não esqueçamos que na mesma procissão somos testemunhas vivas de sua presença pela Eucaristia que comungamos e pelo testemunho que damos através da vivência da fé cotidiana.

Hoje, quando o sacerdote depois de elevar sagrado Corpo e o sagrado Sangue e afirmar: “Eis o mistério da fé”, plenos de alegria afirmemos com fé e coração eucarístico: “Todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste cálice, anunciamos, Senhor a vossa morte, enquanto esperamos vossa vinda.” Que nós, em nossa vida e missão, tenhamos certeza de que a Igreja nasce e vive da Eucaristia e que a Eucaristia realiza em nós, ainda aqui na terra, a comunhão que viveremos no céu com Deus que é: Pai, Filho e Espírito Santo.

Pe. Paulo Sérgio Silva

Paróquia Nossa Senhora da Conceição – Farias Brito

https://diocesedecrato.org/homilia-da-solenidade-do-santissimo-corpo-e-sangue-de-cristo-corpus-christi-ano-a/

5-ORAÇÃO DOS FIÉIS

 

 

5-ORAÇÃO DOS FIÉIS

P. Irmãos e irmãs, elevemos nossas preces a Cristo, que ofereceu sua vida por nós e nos deixou o sacramento de sua páscoa e a certeza de sua presença, suplicando-lhe com fé:

T. Fortalecei-nos, Senhor, com Vos- so Corpo e Sangue.

 1. Senhor Jesus, que nos concedeis celebrar o mistério de sua Páscoa, participando da Ceia Eucarística; dai- -nos sempre celebrar com fé a Euca- ristia e viver em comunhão com os irmãos e irmãs, nós vos pedimos.

2. Senhor Jesus, que nos ordenastes celebrar em vossa memória a Eucaristia; concedei a vossa graça a todos os que se preparam para receber pela primeira vez os sagrados mistérios do vosso Corpo e do Vosso Sangue, nós vos pedimos.

3. Senhor Jesus, que no sacramento da Eucaristia, deixastes para nós o ali- mento que sustenta nossa caminha- da; dai perseverança a todos os grupos, movimentos e associações que cuidam dos mais pobres e lutam pelo resgate da dignidade dos que passam fome, nós vos pedimos.

4. Senhor Jesus, que pelo Pão da Vida e pelo Cálice de nossa salvação quisestes permanecer sempre entre nós; acompanhai vossa Igreja de São Paulo, no seu esforço de permanecer na unidade do Vosso Espírito; nós vos pedimos.

5. Senhor Jesus, Alimento da Vida 3 Eterna, concedei a todos os que fale- ceram, alcançarem, segundo a vossa misericórdia, o céu; e aos que pade- cem, dai o vigor que vem do vosso ali- mento; nós vos pedimos.

T. Amém. (Outras preces da comunidade)

P. Tudo isso vos pedimos, Vós que viveis e reinais pelos séculos. T. Amém!

6-CANTOS PARA A SOLENIDADE DE CORPUS CHRISTI

 

6-CANTOS PARA A SOLENIDADE DE CORPUS CHRISTI

Entrada:

Venham  todos para mesa do Senhor

Ó Senhor nós estamos aqui

Perdão

Senhor que vieste salvar-244

Coração contrito


Glória

Glória, Min. Amor e Adoração

Glória a Deus nos altos céus! Paz na terra seus amados.

Glória, glória a Deus nas alturas  / Ô ô, glória  

Glória......... E paz na terra aos homens por Ele amados   
Salmo 109

Tu és sacerdote eternamente...


Sequência

Eis o pão que os anjos comem

Aclamação:

Eu sou o pão vivo descido do céu

Aleluia.quando estamos unidos

 


Ofertório:

Venho Senhor minha vida oferecer-1437

Venho Senhor oferecer-1013

Os grãos que formam a espiga

Santo

Bendito aquele que vem  em nome do Senhor

Várias opções de Santo


Cordeiro

Várias opções de Cordeiro

Comunhão:

Sacramento da comunhão

Dai-lhes de Comer

Eu sou o pão da vida, o pão do céu

Na mesa sagrada

Venho Senhor,te receber agora

Pão dos Anjos


Pós Comunhão:

Diante do Rei

De coração

Milagre de amor-Juliana de Paula


Procissão

Como és lindo- 997

Sacramento da comunhão

Tu és minha vida- 507

O Povo de Deus

Pelos prados e campinas

Glória a Jesus na Hóstia Santa

https://www.folhetosdecanto.com/2019/05/cantos-para-missa-de-corpus-christi.html

OUTRAS SUGESTÕES

1. Tão sublime sacramento, adoremos neste altar. Pois o Antigo Testamento deu ao Novo seu lugar. Venha a fé, por suplemento, os sentidos completar. 2. Ao eterno Pai cantemos e a Jesus, o Salvador. Ao Espírito exaltemos, na Trindade, eterno amor. Ao Deus Uno e Trino demos a alegria do louvor. Amém!

2. NA MESA SAGRADA

 https://youtu.be/6jCM2dFXwAM

Na mesa sagrada se faz unidade
No pão que alimenta, que é o pão do Senhor
Formamos família na fraternidade
Não há diferença de raça ou de cor

Importa viver, Senhor, unidos no amor
Na participação, vivendo em comunhão!
Importa viver, Senhor, unidos no amor
Na participação, vivendo em comunhão!

Chegar junto à mesa é comprometer-se
É a Deus converter-se com sinceridade
O grito dos fracos devemos ouvir
E em nome de Cristo, amar e servir

Enquanto na terra o pão for partido
O homem nutrido se transformará
Vivendo a esperança num mundo melhor
Com Cristo lutando, o amor vencerá

Se participamos da Eucaristia
É grande a alegria que Deus oferece
Porém não podemos deixar esquecida
A dor, nesta vida, que o pobre padece

Assim, comungando da única Vida
A morte vencida será nossa sorte
Se unidos buscarmos a libertação

https://www.letras.mus.br/catolicas/na-mesa-sagrada/

 

 

7-Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo: algumas reflexões

 

7-Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo: algumas reflexões

Anualmente nos reunimos para celebrar a Solenidade do Santíssimo Sacramento do Corpo e Sangue de Cristo, popularmente conhecida como Corpus Christi. Instituída pelo Papa Urbano IV, em setembro de 1264, esta solenidade torna-se momento singular para “testemunhar publicamente a veneração para com a santíssima Eucaristia” (CIC, cân. 944 §1). O Evangelho desta Solenidade é do conhecido capítulo sexto do Evangelho segundo São João. O trecho que somos convidados a meditar é tirado da segunda parte do discurso sobre o Pão da Vida.

Pão que vem de Deus

As palavras de Jesus no Evangelho são tão reais e fortes que excluem qualquer interpretação no sentido figurado: o Pão que Ele nos promete é um Pão que vem de Deus, é o “pão vivo descido do céu” (Jo 6,51a). Por essa afirmação, “Jesus manifesta-Se como o pão da vida que o Pai eterno dá aos homens” (Sacramentum Caritatis, 7).

Esse Pão a Igreja entendeu como sendo a Eucaristia, de modo especial pela semelhança com os próprios textos da Instituição da Eucaristia (Mt 26,26-29; Mc 14,22-25; Lc 22,14-20; 1Cor 11,20-26). Sendo assim, o pão eucarístico que comungamos não é alguma coisa, mas é alguém: é um “vivente” e, justamente por isso, confere vida e vivifica aquele que o recebe. Pela Eucaristia, Jesus “dá a totalidade da sua própria vida, manifestando a fonte originária deste amor: Ele é o Filho eterno que o Pai entregou por nós” (Sacramentum Caritatis, 7).

A Eucaristia carrega o grande mistério de Deus, marcado essencialmente pelo amor da Santíssima Trindade. Por isso faz todo sentido que, depois de Pentecostes, quando acontece a manifestação pública da Igreja, e da Solenidade da Santíssima Trindade, na qual celebramos a grandeza do mistério do amor trinitário, saiamos pelas ruas manifestando nossa fé na presença real de Jesus Cristo na Eucaristia: é seu corpo e sangue, sacrificados por amor de muitos, que contemplamos de modo muito particular na pequena Hóstia que vai sendo ostentada pelas ruas de nossas cidades.

O Papa Francisco é claro ao afirmar que “o conteúdo do Pão partido é a cruz de Jesus, o seu sacrifício em obediência de amor ao Pai” (DD 7). Esse sacrifício fez com que a cruz, antes instrumento de tortura e morte, passasse a ser sinal de vida graças à Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. No Prefácio da Santíssima Eucaristia I, recomendado para esta solenidade, rezamos algo belo e que deve ressoar pelas nossas igrejas, da boca do sacerdote ao coração de cada fiel: “Ele, verdadeiro e eterno sacerdote, oferecendo-se a vós pela nossa salvação, institui o Sacrifício da nova Aliança e mandou que o celebrássemos em sua memória. Sua carne, imolada por nós, é o alimento que nos fortalece. Seu sangue, por nós derramado, é a bebida que nos purifica”.

Pão que garante a comunhão

Jesus mesmo afirma que “quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele” (Jo 6,56). Para compreender isso precisamos, primeiro, entender que, na compreensão semita, falar de carne e sangue é o mesmo que falar do homem inteiro. Assim, podemos entender que o oferecimento de Jesus é por inteiro: Ele doa-se por todos inteiramente e quer que cada um, para manter a comunhão com Ele, coma dessa carne e beba desse sangue.

De acordo com o grande exegeta dominicano Manuel de Tuya, naquele ambiente, comer a carne sacrificada era participar do sacrifício. Então, comer da carne de Jesus, beber do seu sangue, como Ele mesmo garante, é participar com Ele do sacrifício ofertado por todos. Comer essa carne “eucaristizada” é, portanto, participar do sacrifício eucarístico oferecido em cada Celebração Eucarística.

Os judeus, e não poderia ser diferente, ficaram escandalizados com o fato de Jesus querer dar de comer da própria carne. Não deixa de ser a velha pergunta racionalista: “como?”. Diante dessa dúvida, Jesus não só não corrige sua fala, como também não a atenua, nem a explica, mas a reafirma: “em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós” (Jo 6,53).

Portanto, para termos vida em cada um de nós precisamos receber desta carne e deste sangue, o que também garante a união com o próprio Jesus. Na segunda leitura da Solenidade que celebramos, Paulo escreve à comunidade de Corinto questionando: “o cálice da bênção, o cálice que abençoamos, não é comunhão com o sangue de Cristo? E o pão que partimos, não é comunhão com o corpo de Cristo?” (1Cor 10,16). Então, partir o pão da Eucaristia, esse pão vivo descido do céu, é estar em comunhão com corpo e sangue de Cristo, com Jesus por inteiro. Mas essa união com Cristo também garante a união com os demais: “porque há um só pão, nós todos somos um só corpo, pois todos participamos desse único pão” (1Cor 10,17). Então, ao celebrarmos a Eucaristia, reafirmamos e garantimos nossa comunhão com Jesus Cristo e, evidentemente, com a Trindade, mas também com os irmãos, formando um único corpo cuja cabeça é o próprio Jesus.

Pão que é sinal de esperança

Cabe destacar que “quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6,54). Essa promessa de Jesus é sinal de esperança para todos: ao comungarmos garantimos nossa caminhada neste mundo em direção ao Senhor.

Nesse sentido, o Papa Francisco nos ajuda a compreender que “Jesus deixa-nos a Eucaristia como memória quotidiana da Igreja, que nos introduz cada vez mais na Páscoa” (EG 13). Ser introduzido na Páscoa é ser introduzido na passagem para uma vida nova a cada celebração eucarística, provocando para uma vivência cada vez mais fiel ao que nos ensinou o próprio Jesus, mas é também uma passagem em sentido escatológico, tendo em vista o fim de nossa vida terrena e a esperança da vida eterna e da ressurreição.

A Eucaristia que celebramos e comungamos, “embora constitua a plenitude da vida sacramental, não é um prêmio para os perfeitos, mas um remédio generoso e um alimento para os fracos” (EG 47). Por isso é também sinal de esperança: mesmo imperfeitos, chagados por tantas falhas, pecados, fraquezas e hipocrisias, o Senhor nos deixa sua carne e seu sangue como alimento e remédio.

Somos chamados, por fim, a pautar nossa vida pela forma com que viveu o Senhor. Isso se dá na comunhão com o Pão descido do céu, mas também pela forma com que vivemos, sempre na esperança da vida eterna: “Bom Pastor, pão de verdade, ó Jesus, piedade, conservai-nos na unidade, extingui nossa orfandade, transportai-nos para o Pai! Aos mortais dando comida, dais também o pão da vida; que a família assim nutrida seja um dia reunida aos convivas lá do céu!” (da sequência de Corpus Christi).

Que a Solenidade Santíssimo Sacramento do Corpo e Sangue de Cristo seja para nós um espaço para reafirmarmos nossa fé na presença real de Jesus Cristo na Eucaristia e seja alimento para nossa vida espiritual. Que ao caminharmos pelas ruas de nossas cidades, sobre os tapetes confeccionados por muitas mãos, lembremos do grande número de irmãos que buscam alimento, material ou espiritual, e tantos outros que morrem nas guerras. Rezemos por tantas vítimas inocentes e indefesas com as quais queremos compartilhar a graça do pão da vida e do vinho da salvação.

Pe. Ari Antonio dos Reis
Renan Paloschi Zanandréa

https://cnbbsul3.org.br/solenidade-do-corpo-e-sangue-de-cristo-algumas-reflexoes/

8-SANTO AGOSTINHO E A EUCARISTIA

  

8-SANTO AGOSTINHO E A EUCARISTIA

Santo Agostinho pensador de renome, nos mostra como vê a Eucaristia, neste texto extraído do seu livro As Confissões:

 

Abandono em Ti, Senhor, as minhas preocupações  para que possa viver e admirar as maravilhas da tua lei.

Tu conheces a minha ignorância e a minha fraqueza; ensina-me e fortalece-me.

Aquele que é o Teu Unigênito, em quem se encontram escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência, redimiu-me com o seu sangue.

Que não me caluniem os soberbos, porque  eu conheço bem qual foi o preço do meu resgate: a sua Carne e o seu Sangue, que eu como e bebo ( e distribuo), e dos quais a minha pobreza deseja saciar-se juntamente  com os que têm fome e se saciam, os que  louvam o Senhor, os que O buscam. . .


 
Alimentar-se diretamente do Deus que dá a própria vida é figurada no fato de que o pelicano, em tempo de penúria, arranca as penas do peito e alimenta os filhotes com o próprio sangue.

Santo Agostinho neste texto traduz o que é sentir-se alimentado pelo próprio corpo e sangue de Jesus Cristo na Eucaristia.


https://www.obeija-flor.com.br/2012/08/santo-agostinho-e-eucaristia.html

09-ORAÇÕES PARA FAZER DIANTE DE JESUS EUCARÍSTICO

 

09-ORAÇÕES PARA FAZER DIANTE DE JESUS EUCARÍSTICO

 

Meu Senhor Jesus Cristo, que por amor aos homens ficais dia e noite nesse sacramento, todo cheio de misericórdia e amor, esperando, chamando e acolhendo todos os que vêm visitar-­Vos, eu creio que estais presente no sacramento do altar.

Adoro-Vos do abismo do meu nada e dou-­Vos graças por todos os Vossos benefícios, especialmente por Vos terdes dado a mim neste sacramento, por me terdes concedido por advogada Maria, Vossa Mãe Santíssima, e, finalmente, por me haverdes chamado para Vos visitar nessa igreja.

Saúdo, hoje, Vosso coração amantíssimo. Primeiro, em agradecimento pelo grande dom de Vós mesmos; segundo, em reparação pelas injúrias que tendes recebido neste sacramento.

 Adore Jesus Sacramentado e ore a Ele

Meu Jesus, amo-­Vos de todo o meu coração. Arrependo-­me de, no passado, ter ofendido tantas vezes Vossa bondade infinita. Proponho, com Vossa graça, não mais Vos ofender no futuro. Nesta hora, miserável como sou, consagro-­me todo a Vós, dou e entrego-Vos minha vontade, meus afetos, meus desejos e tudo o que me pertence. Daqui em diante, fazei de mim e de tudo o que sou eu o que Vos aprouver.

Somente Vos peço e quero Vosso amor, a perseverança final e o perfeito cumprimento da Vossa vontade.

Recomendo-Vos as almas do purgatório, especialmente as mais devotas do Santíssimo Sacramento e da Virgem Maria. Recomendo-­Vos também todos os pobres pecadores. Enfim, amado Salvador meu, uno todos os meus afetos aos afetos do Vosso coração amantíssimo e, assim unidos, eu os ofereço a Vosso eterno Pai, pedindo-­Lhe em Vosso nome e, por Vosso amor, que se digne a aceitá-­los e atendê-­los.

Ó Jesus, Pão vivo descido do Céu, como é grande Vossa bondade! Para perpetuar a fé em Vossa presença real na Eucaristia, com extraordinário poder, dignastes-Vos mudar as espécies do pão e do vinho em Carne e Sangue, como se conservam no Santuário Eucarístico de Lanciano.

Aumentai sempre mais a nossa fé em Vós, Senhor sacramentado! Ardendo de amor por Vós, fazei com que, nos perigos, nas angústias e necessidades, só em Vós encontremos auxílio e consolação, ó divino Prisioneiro dos nossos tabernáculos, ó fonte inesgotável de todas as graças.

Suscitai em nós a fome e a sede do Vosso alimento eucarístico, para que, saboreando este pão celeste, possamos gozar da verdadeira vida, agora e sempre. Amém.

Oração ao Coração de Jesus na Eucaristia

Coração de Jesus na Eucaristia, amável companheiro do nosso exílio, eu Vos adoro! Coração Eucarístico de Jesus, Coração solitário, eu Vos adoro!
Coração humilhado, eu Vos adoro!
Coração abandonado, Coração esquecido, Coração desprezado, Coração ultrajado, eu Vos adoro!
Coração desconhecido dos 
homens, Coração amante, eu Vos adoro! Coração bondoso, eu Vos adoro!
Coração que desejais ser amado, Coração paciente em esperar-nos, eu Vos adoro!
Coração interessado em atender-­nos, Coração desejoso de ser suplicado, eu Vos adoro!
Coração, fonte de novas graças, silencioso, que desejais falar às 
almas, eu Vos adoro!
Coração, doce refúgio dos 
pecadores, eu Vos adoro!
Coração, que ensinais os segredos da união divina, eu Vos adoro!
Coração Eucarístico de Jesus, eu Vos adoro!

Oração a Jesus Sacramentado

Meu Jesus Cristo, Filho de Deus vivo, eis-­me aqui em companhia da Santíssima Virgem, dos Anjos, dos Santos do Céu e dos justos da Terra, para visitar-­Vos e adorar-Vos nesta Hóstia Consagrada. Creio firmemente que estais tão presente, poderoso e glorioso como estais no Céu; e pelos Vossos méritos, espero alcançar a glória eterna, seguindo em tudo Vossas divinas inspirações; e em agradecimento de Vosso divino amor, quero amar-­Vos com todo o meu coração e minha alma, potências e sentidos.

Suplico-­Vos, Salvador de minha alma, pelo Sangue precioso que derramastes em Vossa circuncisão e em Vossa Santíssima Paixão, que exerciteis comigo este ofício de Salvador, dando-­me, pela intercessão de Vossa Santíssima Mãe, os dons da oração juntamente com a perseverança, para que, quando deixar esta vida, me guieis à glória eterna que gozais no Céu. Amém.

Oração a Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento

Ó Virgem Maria, Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento, glória do povo cristão, alegria da Igreja Universal, Salvação do mundo, rogai por nós e despertai em todos os fiéis a devoção à Santíssima Eucaristia, a fim de que se tornem dignos de comungar todos os dias.

Ó Santíssima e Imaculada Senhora, Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo e nossa, nós, os pecadores, pedimos-vos que nos alcanceis de vosso Divino Filho Sacramentado todos os dons e graças de que necessitamos, para vivermos sustentados de Seu amor, para adquirirmos os merecimentos de Seus fiéis escravos e para termos a felicidade de, com Ele e convosco, viver por todos os séculos dos séculos. Amém.

 

Salve, Rainha

 

Eu Te adoro, ó Cristo, Deus no Santo Altar. Em Teu Sacramento vivo a palpitar!
Dou-Te partilha, vida e coração, pois de amor me inflamo na contemplação!
Tato e vista falham, bem como o sabor; só por meu ouvido tem a fé vigor. Creio no que disseste, ó Jesus, meu Deus!
Verbo da Verdade vindo a nós dos céus!
Tua divindade não se viu na cruz, nem a humanidade vê-se aqui, Jesus!
Ambas eu confesso como o bom ladrão, e um lugar espero na eterna mansão!
Não me deste a dita, como a São Tomé, de tocar-­Te as chagas, mas eu tenho fé!
Faze que ela cresça como o meu amor, e a minha esperança tenha novo ardor!
Dos Teus sofrimentos é memorial esse Pão de Vida, Pão Celestial!
Dele eu sempre queira mais me alimentar, sentir-­Lhe a doçura divinal sem par!
Bom Pastor piedoso, Cristo, meu Senhor, lava no Teu Sangue a mim, tão pecador!
Pois que uma só gota pode resgatar do pecado o mundo e o purificar!
Ora Te contemplo sob espesso véu, mas desejo ver-­Te, Bom Jesus, no Céu, face a face.
Um dia, poderei de Ti gozar, nessa doce pátria, e sem fim Te amar.

 

Oração retirada do livro “Uma visita ao Santíssimo Sacramento

 

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