quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

BEM-VINDOS AO SB SABENDO BEM DE 08 DE FEVEREIRO DE 2026-- QUINTO DOMINGO DO TEMPO COMUM-ANO A



 A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina. (I Coríntios 1, 18).

 DOMINGo 08 de fevereiro DE 2026

 (Ano A/Verde) 5º Domingo do Tempo Comum 08 de Fevereiro de 2026

 

“VÓS SOIS O SAL DA TERRA E A LUZ DO MUNDO”(Cf.Mt 5,13.14)

https://youtu.be/Ca0vO9b5vjM?si=DCHtuXyRJ22fbT1Z

(Um dia escutei teu chamado)

https://youtu.be/rXCt1Ea1xzM?si=ZmR7OowcekMhK3Za

(Te amarei, Senhor)

https://youtu.be/_OGiFeA9Sqg?si=9NHvORcwJTGcDxRz

(Os grãos que formam a espiga)

https://youtu.be/35qsImX-9Mg?si=pFaOp-cyFG75JsMU

(Vejam, eu andei pelas vilas)



SB SABENDO BEM DE 08 DE FEVEREIRO DE 2026 INFORMA

Caro(a) Leitor(a) amigo(a):

O meu abraço fraterno e uma ótima semana a todos!

ACESSE SEMPRE O BLOG: sbsabendobem.blogspot.com e divulgue aos seus amigos, conhecidos e contatos nas redes sociais. Comente, faça sugestões. Agradeço!

Escreva para: sbsabendobem@gmail.com

 

SB SABENDO BEM DE 08 DE FEVEREIRO DE 2026

 

SEJA BEM-VINDA! SEJA BEM-VINDO!

 

 

 

 

 

 

SB SABENDO BEM DE 08 DE FEVEREIRO DE 2026- QUINTO DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A 1.1- Ser Sal e Luz para o mundo

 

01-          SB SABENDO BEM  DE 08 DE FEVEREIRO DE 2026- QUINTO DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

 

1.1-   Ser Sal e Luz para o mundo

A Luz de Cristo e Nosso Chamado

Quando Jesus nasceu em Belém, Lucas narra que um exército celestial apareceu aos pastores e a glória do Senhor os envolveu com sua luz (Lc 2, 9). Mais tarde, no templo, Simeão reconhece o Menino como “luz para iluminar as nações” (Lc 2, 32).

São João reforça essa imagem ao dizer que “a vida era a luz dos homens. A luz brilha nas trevas, mas as trevas não a acolheram” (Jo 1, 4). Contudo, muitos preferiram as trevas à luz porque suas obras eram más (Jo 3, 19). Essa luta entre luz e trevas é central na mensagem cristã.

A Luz como Símbolo da Verdade

A luz representa a fé, o amor e a verdade, enquanto as trevas simbolizam incredulidade, hipocrisia e ódio. Cristo, como “Caminho, Verdade e Vida” (Jo 14, 6), nos mostra que crer n’Ele traz vida eterna. Essa é a essência do evangelho: “Estas coisas foram escritas para que creiais que Jesus é o Messias, Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (Jo 20, 31).

Jesus não apenas é a luz, mas nos chama a sê-lo também: “Vós sois a luz do mundo” (Mt 5, 14).

O Significado de Ser Sal da Terra

Ao nos chamar de “sal da terra” (Mt 5, 13), Jesus destaca a necessidade de temperarmos e preservarmos o mundo. No tempo de Jesus, o sal tinha grande valor, sendo essencial para conservar alimentos. Essa metáfora ressalta a importância de os cristãos darem sabor à vida e impedirem a corrupção moral do mundo.

Hoje, vivemos em uma sociedade onde o sal é abundante, mas ele nos lembra que devemos transformar a sociedade com fé e perseverança.

Reflexão Sobre a “Carta a Diogneto”

Um texto clássico da Igreja primitiva, a “Carta a Diogneto”, reflete a missão dos cristãos no mundo:

“Os cristãos são para o mundo o que a alma é para o corpo… vivem no mundo, mas não são do mundo.”

Esse trecho descreve os cristãos como cidadãos que, apesar de obedecerem às leis, vivem de modo que transcende o ordinário. Eles enriquecem a muitos, mesmo sendo pobres; amam, mesmo sendo odiados; vivem na carne, mas não segundo a carne.

Essa visão destaca que a presença cristã no mundo deve ser transformadora, como a alma dá vida ao corpo.

Conclusão: Ser Sal e Luz no Mundo

A missão cristã é clara, ser Sal e Luz no Mundo: ser luz para os que estão em trevas e sal para uma sociedade em decadência moral. Essa nobre missão exige fé, testemunho e amor ao próximo.

Que possamos viver como Cristo ensinou, iluminando vidas e transformando o mundo com nosso exemplo.

https://catequizar.com.br/o-chamado-cristao-ser-sal-da-terra-e-luz-do-mundo/

Irmãos e irmãs, o Senhor nos convidou, e nós aqui estamos, respondendo ao seu chamado para participar da Ceia memorial de sua Páscoa. Ao participar, experimentaremos sua misericórdia, sua bondade e o grande amor que tem por nós. Neste domingo, Jesus nos diz o que espera de cada um: sejamos sal e luz para o mundo, testemunhando o seu Reino. Acolhamos este mandato do Senhor e, nesta celebração, supliquemos ao Pai que nos envie o seu Espírito, para que sejamos uma comunidade fiel à missão confiada por seu Filho( INTRODUÇÃO DO FOLHETO POVO DE DEUS).

1.2- Conjuntura Nacional

 

1.2-       Conjuntura Nacional

 

A conjuntura nacional do Brasil reflete desafios econômicos e políticos, incluindo crescimento do PIB, tarifas comerciais e questões de governança.

 

Situação Econômica

Recentemente, o Brasil enfrentou um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) que diminuiu consideravelmente, com um aumento de apenas 0,4% no segundo trimestre de 2025, em comparação com 1,4% nos primeiros três meses do ano. Essa desaceleração é atribuída a uma combinação de fatores, incluindo a alta de juros e a instabilidade no mercado cambial. 

Ipea

 


Além disso, o governo dos EUA impôs tarifas punitivas sobre produtos brasileiros, o que impactou negativamente as exportações e a confiança do mercado. As tarifas foram implementadas em um contexto de crescente isolamento internacional do Brasil, o que levanta preocupações 
sobre a política externa do governo Lula. 

conjunturanacional.com.br

 

Desafios Políticos

A análise da conjuntura também destaca a fragilidade da democracia no Brasil, com preocupações sobre censura, polarização e crises institucionais. A situação política é complexa, com a necessidade de um diálogo mais aberto e inclusivo para enfrentar os desafios atuais. 

conjunturanacional.com.br

 

Expectativas Futuras

As projeções para o crescimento do PIB foram reduzidas de 2,4% para 2,2% para 2025, refletindo a incerteza econômica e as pressões inflacionárias. A expectativa é que o Brasil continue a enfrentar desafios significativos, tanto no âmbito econômico quanto político, exigindo uma abordagem estratégica para a recuperação e o desenvolvimento sustentável. 

Ipea


Essas análises são cruciais para entender a conjuntura nacional e suas implicações para o futuro do Brasil. A situação atual exige atenção contínua e ações coordenadas para promover a estabilidade e o crescimento.

https://www.bing.com/search?q=CONJUNTURA+NACIONAL&pc=GD01&form=GDAVST&ptag=3507

 

Saiba mais lendo o item 08 deste Blog SB Sabendo Bem.

2- LITURGIA DA PALAVRA DO 5.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

  

 

2-2-          LITURGIA DA PALAVRA DO 5.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

 

Inclinemos nossos ouvidos e abramos nosso coração para acolher a Palavra que o Senhor mesmo nos diz.

 

PRIMEIRA LEITURA (Is 58,7-10)

 

 Leitura do Livro do Profeta Isaías.

 

Assim diz o Senhor, 7 reparte o pão com o faminto, acolhe em casa os pobres e peregrinos. Quando encontrares um nu, cobre-o, e não desprezes a tua carne. 8 Então, brilhará tua luz como a aurora e tua saúde há de recuperar-se mais depressa; à frente caminhará tua justiça e a glória do Senhor te seguirá. 9 Então invocarás o Senhor e ele te atenderá, pedirás socorro, e ele dirá: “Eis-me aqui”. Se destruíres teus instrumentos de opressão, e deixares os hábitos autoritários e a linguagem maldosa; 10se acolheres de coração aberto o indigente e prestares todo o socorro ao necessitado, nascerá nas trevas a tua luz e tua vida obscura será como o meio-dia.

 

 – Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

 

SALMO 111(112)

 

Uma luz brilha nas trevas para o justo, / permanece para sempre o bem que fez.

 

1. Ele é correto, generoso e compassivo, * como luz brilha nas trevas para os justos. / Feliz o homem caridoso e prestativo, * que resolve seus negócios com justiça.

2. Porque jamais vacilará o homem justo, * sua lembrança permanece eternamente. / Ele não teme receber notícias más: * confiando em Deus, seu coração está seguro.

3. Seu coração está tranquilo e nada teme, * ele reparte com os pobres os seus bens; / permanece para sempre o bem que fez * e crescerão a sua glória e seu poder.

 

SEGUNDA LEITURA (1Cor 2,1-5)

 

 Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.

 

1 Irmãos, quando fui à vossa cidade anunciar-vos o mistério de Deus, não recorri a uma linguagem elevada ou ao prestígio da sabedoria humana. 2 Pois, entre vós, não julguei saber coisa alguma, a não ser Jesus Cristo, e este, crucificado. 3 Aliás, eu estive junto de vós, com fraqueza e receio, e muito tremor. 4 Também a minha palavra e a minha pregação não tinham nada dos discursos persuasivos da sabedoria, mas eram uma demonstração do poder do Espírito, 5 para que a vossa fé se baseasse no poder de Deus, e não na sabedoria dos homens.

 

 – Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

 

ACLAMAÇÃO (Jo 8,12)

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Pois eu sou a Luz do mundo, quem nos diz é o Senhor; / e vai ter a Luz da Vida, quem se faz meu seguidor!

 

EVANGELHO (Mt 5,13-16)

 

P. O Senhor esteja convosco. T. Ele está no meio de nós.

 

 P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. T. Glória a vós Senhor.

 

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 13“Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Ele não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e ser pisado pelos homens. 14Vós sois a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte. 15Ninguém acende uma lâmpada, e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim, num candeeiro, onde brilha para todos que estão na casa. 16Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus”.

 

 – Palavra da salvação. T. Glória a vós, Senhor

0l03-LITURGIA DO 5.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

 

0l03-LITURGIA DO 5.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

 

A liturgia de hoje retoma a perspectiva da luz abordada no 3º Domingo. Contudo, há uma diferença: se lá o foco era o próprio Cristo como luz, hoje é o discípulo que é chamado a iluminar. Imediatamente percebemos isso na Primeira Leitura: aquele que pratica a caridade para com o próximo e deixa de lado a maldade brilhará como luz. Ser sal da terra e luz do mundo é fazer a diferença no meio em que vive. Ao mesmo tempo, observa-se que há aqueles que se destacam no sentido negativo. É o reverso do que Jesus propõe no Evangelho. Na própria comunidade de fé, encontram-se pessoas que são sal e luz: ajudam o próximo, trabalham em sintonia com demais membros, enfim, interessam-se verdadeiramente pela causa de Cristo. Por outro lado, há os que fazem a diferença para atrapalhar: os que fofocam, os que se sentem donos da comunidade, ou, ainda, aqueles que não abrem espaço para mais pessoas darem sua contribuição. Ofuscados pelo, brilho do próprio egoísmo, eles não conseguem ser a luz que Jesus pede e nem deixam outros sê-la. Ser luz, como o Evangelho nos apresenta, é o contrário da mentalidade deste mundo. Com efeito, muitos imaginam que o que torna a vida mais luminosa e saborosa é o prazer, a ostentação, o luxo e a erudição. Na verdade, é justamente o contrário: ser luz é ocupar-se com o que não tem valor aos olhos deste mundo, isto é, os fracos e os pequenos, muito valiosos para Deus. O cristão é aquele que possui “mau gosto”, porque se ocupa com aquilo que não é atraente para as vaidades humanas. A liturgia de hoje nos recorda a importância do “bom gosto” pelas coisas de Deus: à medida que são integradas em nosso modo de ser e agir, o mundo vai se tornando um lugar mais colorido e saboroso para se viver. Com relação ao sal, além de dar sabor, há outro uso: no mundo antigo, era empregado na preservação dos alimentos. Da mesma forma, o discípulo do Reino tornase sal quando as pessoas ao redor se voltam para o mal. Com efeito, os maus exemplos são abundantes em nossa sociedade e facilmente muitos se deixam arrastar por eles. Vale a pena ser honesto? É o que muitos se perguntam. Por outro lado, se todos resolvessem fazer maldades, o mundo entraria em colapso. Dessa maneira, o discípulo que é verdadeiramente sal, perseverando no bem, ajuda a preservar o mundo da corrupção. Apesar de fazerem diferença, o sal e a luz são discretos. De fato, o Papa Francisco recorda que, quando alguém se deleita com uma refeição, não diz que o sal está bom: apenas afirma que a comida está boa. Quando estamos em casa à noite, não dizemos que a luz é boa, mas apenas vivemos com ela. Essa dimensão “faz com que nós cristãos sejamos anônimos na vida”. Desse modo, “não somos protagonistas dos nossos méritos”. Isso recorda a humildade de Paulo: é por meio do poder do Espírito que seu ministério deu frutos (cf. 1Cor 2,4). Assim como ele, todos nós somos simples instrumentos, como o sal e a luz: embora não sejam expressamente elogiados, sem eles, não seria possível fazer a diferença. Que nossa comunidade possa ser cada vez mais uma Luz que brilha nas trevas para o Justo permanecendo para o bem que fizemos. (Igreja em Reflexão 2025 - CNBB)

https://cdn.diocesedecolatina.com.br/wp-content/uploads/2025/12/2170-08.02.2026-5o-Domingo-do-Tempo-Comum.pdf

IV- REFLEXÕES PARA O QUINTO DOMINGO DO TEMPO COMUM 4.1- VÓS SOIS O SAL DA TERRA E A LUZ DO MUNDO

 

 

0IIV-           REFLEXÕES PARA O QUINTO DOMINGO DO TEMPO COMUM

 

 

4.1- VÓS SOIS O SAL DA TERRA E A LUZ DO MUNDO

 

O Evangelho deste 5º Domingo do Tempo Comum dá continuidade ao grande discurso de Jesus no monte, logo após as bem-aventuranças. Depois revelar quem são os bem- -aventurados, Jesus dirige-se aos seus discípulos e os define com duas imagens simples e profundas: sal da terra e luz do mundo. Não se trata de um elogio, mas de uma missão e de uma responsabilidade que alcança todos os que creem nele. O sal conserva e dá sabor aos alimentos. Quando Jesus diz: “Vós sois o sal da terra”, ele nos convida a ser presença que dá sentido e sabor à vida. Em tempos em que muitos caminham sem rumo e sem esperança, o cristão é chamado a testemunhar que a vida tem sentido quando é iluminada pela sabedoria do Evangelho. Sem o tempero da fé, tudo se torna insosso; sem o sabor da Palavra, a existência perde alegria, cor e horizonte. O sal age de modo discreto — não aparece, mas todos percebem quando ele falta. Assim deve ser o discípulo: presente sem se impor, atuante sem buscar destaque, colocando o amor e a verdade de Cristo no coração do mundo. Ser “sal da terra” é impregnar o cotidiano com a alegria do Evangelho, é transformar silenciosamente as realidades humanas pela força do bem. Jesus também afirma: “Vós sois a luz do mundo.” A luz existe para iluminar, não para atrair olhares sobre si. O cristão é luz não para brilhar por vaidade, mas para refletir a luz de Cristo, ajudando os outros a enxergar melhor o caminho da fé, da justiça e da paz. Essa luz, que vem de Deus, deve atravessar nossas vidas e alcançar todos os espaços: nossos lares, trabalhos e comunidades. Quando o Evangelho é vivido com simplicidade e gestos concretos de misericórdia, o mundo se torna um pouco mais claro e mais humano. Cada palavra de encorajamento, cada gesto de perdão, cada atitude de cuidado é uma pequena chama acesa na escuridão. Neste domingo, Jesus nos recorda que a fé não é um tesouro para ser guardado, mas um dom para ser partilhado. Somos chamados a dar sabor e brilho à vida com o testemunho de quem encontrou em Cristo o verdadeiro sentido da existência. O mundo precisa de cristãos que, com humildade e coragem, sejam sinais visíveis da presença amorosa de Deus. Que o Espírito Santo nos ajude a conservar o sabor da fé e a manter acesa a luz do Evangelho em nossas famílias e comunidades, para que todos, ao verem nossas obras, glorifiquem o Pai que está nos céus.

 

Dom Carlos Silva, OFMCap Bispo Auxiliar de São Paulo Vigário Episcopal Região Brasilândia

https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Ano-50A-14-5o-DOMINGO-DO-TEMPO-COMUM.pdf

4.2- 8 de fevereiro – 5º DOMINGO DO TEMPO COMUM Por Junior Vasconcelos do Amaral* Que a vossa luz brilhe no mundo!

 

 

 

4.2- 8 de fevereiro – 5º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Por Junior Vasconcelos do Amaral*

Que a vossa luz brilhe no mundo!

I. INTRODUÇÃO GERAL

Movidos pelo desejo de sermos fiéis testemunhas de Jesus no mundo, vivenciando nosso batismo, encontramos na liturgia inspiração para viver a caridade fraterna: somos todos irmãos e irmãs neste mundo. Há quem esteja com fome e podemos dar-lhe de comer; ao nu, vestir; ao peregrino, acolher. Esta é a mensagem essencial da primeira leitura: testemunhar que somos libertos do pecado para servir nossos semelhantes. A segunda leitura evidencia que, na comunidade discipular, a Igreja, o que nos torna importantes e responsáveis não são nossas astúcias humanas, nossa inteligência e capacidade intelectual, mas a graça de Deus, que nos alcança a todos/as. A Igreja deve evangelizar não com o poder de seus braços ou a força de suas estruturas, mas com a graça de Cristo crucificado-ressuscitado, presente no meio de nós. Ser sal da terra, dando sabor às relações e às realidades que nos circundam, e iluminar a vida dos/as irmãos/ãs, sendo luz no mundo, testemunhando a verdade revelada por Deus, em Cristo, é a missão que o Evangelho nos impõe. O convite de Jesus é para que nossa luz brilhe no mundo em favor das pessoas e elas louvem a Deus por nós, que nos propomos servir e amar.

II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

 

1. I leitura (Is 58,7-10)

O profeta Isaías, no trito-Isaías – a última parte do livro –, convida o povo que voltou do exílio na Babilônia à caridade. É tempo de reconstruir a vida, pois o tecido social está esgarçado por inúmeras injustiças e egoísmos. Agora é novo tempo de voltar para Deus e sua Palavra normativa. Repartir o pão com o faminto é o primeiro ato de caridade, pois um corpo enfraquecido não consegue trabalhar e procurar justiça (v. 7). Cobrir o nu é outro gesto de caridade, para que não seja desprezada sua carne. Com tais gestos de amor, brilhará a luz do povo como uma manhã, a saúde se recuperará mais depressa (v. 8) e à frente caminhará a justiça – a tsedaqah, importante atributo de Deus, que é justo e deseja que todos cumpram sua justiça, se ajustem à medida do amor. Com isso, a glória do Senhor estará sobre seu povo, que cumpre seu mandamento. Trata-se da shequinah, em hebraico, é a kavod de Deus que desce sobre seu povo cumpridor de seu mandamento, de sua Lei.

Todo ato de justiça celebrado pelo povo, servo de Deus, que estava no exílio, agora servirá para que as pessoas possam confiar em Deus, pois ele as atenderá. Se pedirem socorro, Deus dirá: “Eis me aqui”. É preciso que Israel expurgue seus instrumentos de opressão e deixe hábitos autoritários, assim como a língua maldosa (v. 9). É preciso, ainda, acolher o indigente e prestar socorro ao necessitado. Tudo isso fará nascer nas trevas a luz do povo. A vida obscura, por ocasião do pecado, será como o meio-dia, luminoso (v. 10).

Para o profeta Isaías, bem como para muitos textos bíblicos, viver a caridade no âmbito da vida comunitária é uma forma extraordinária de alcançar a graça de Deus, que leva mais em consideração o que de bom o ser humano faz do que suas injustiças. Estas podem ser reparadas pelo amor, que é possível expressar mais por gestos concretos do que por palavras.

2. II leitura (1Cor 2,1-5)

Escrevendo à Igreja de Corinto, Paulo enfatiza que está anunciando a Jesus Cristo crucificado. Não se vale da própria retórica ou de linguagem humana, nem recorre aos prestígios da sabedoria humana, mas está anunciando o Senhor (v. 1-2). Paulo, assim, reconhece sua fraqueza, receio e temor. Não se apresenta aos coríntios com palavras grandiosas, com discursos eloquentes e sublimes, com filosofias elaboradas e coerentes, mas apresenta-se com toda a simplicidade para anunciar o paradoxo da cruz, a ação de um Deus impotente, que morreu numa cruz rejeitado por todos, sofrendo uma morte ignominiosa. Apesar de tudo, em Corinto nasceu uma comunidade cristã cheia de força e de fé. Paulo entende, pela experiência que faz do Espírito, que sua pregação não o traz como protagonista, para que ele próprio não se vanglorie (cf. 1Cor 1,31). Quem se gloria deve fazê-lo no Senhor. Deus é a razão de qualquer glória, e não o próprio apóstolo. Essa autoconsciência é formidável em Paulo, grande apóstolo entre os gentios, que infundiu em diversas comunidades a alegria do Evangelho e a certeza do querigma de Jesus Cristo morto e ressuscitado.

Paulo tem consciência de que seus discursos, mesmo que retóricos, não se valem da persuasão da sabedoria, mas da demonstração pneumatológica de Deus. Em seu Espírito, Deus sustenta e anima a pregação do apóstolo (v. 4). O que Paulo deseja, portanto, é que a fé vivida pelos irmãos e irmãs de Corinto se baseie no poder de Deus, e não na sabedoria dos homens (v. 5). Paulo é, para toda a Igreja de Corinto e para nós hoje, um exemplo de fé irrestrita em Deus, de quem confia no Senhor com senso de responsabilidade e participação, mas, ao mesmo tempo, com o sentimento de que aquilo que mais vale é a Providência divina, a qual não foi estéril em sua vida, mas abundante, eficaz e frutuosa.

3. Evangelho (Mt 5,13-16)

Ainda dentro do Sermão da montanha, o discurso inaugural no Evangelho de Mateus, encontramos Jesus ensinando seus discípulos e ouvintes. O Sermão da montanha apresenta as categorias fundamentais, à luz das bem-aventuranças (domingo passado), para que o/a discípulo/a possa pautar sua vida. Acerca das bem-aventuranças e do Sermão da montanha, o papa Francisco afirmou que são como um GPS que ajuda o cristão a seguir o caminho de sua vida, mostrando a direção fundamental do Reino de Deus, sua hegemonia sobre nós, homens e mulheres.

Na passagem deste domingo, Jesus utiliza-se de dois elementos naturais fundamentais, sal e luz, para falar metaforicamente como os discípulos devem ser e viver. O sal é um elemento natural importante, pois conserva os alimentos, dá sabor e equilibra, na medida certa, a pressão arterial. Ele é encontrado no mar. Este, por mais perigoso que seja, traz em si o sal que conserva nele a vida, como um ecossistema importante para o planeta. O sal é vital, mas na medida certa. Sem o sal, o alimento é insosso. Jesus diz: “Vós sois o sal da terra”. O sal deve estar na terra, e já não no mar. No mar, é algo comum; fora do mar, é exceção. Isto é, o sal é símbolo da preservação do sabor espiritual em meio ao mar da vida, no qual o cristão deve manter sua santidade, preservando a vida no confronto com o pecado, preservando seu sabor e saber que provêm de Deus. O mar é, nas Escrituras, sempre símbolo da incerteza. O sal na terra cumpre uma função específica de preservar e fertilizar. Em alguns rituais, usava-se o sal com o sentido de purificação. No Império Romano, os soldados recebiam, como parte de seu pagamento, um punhado de sal, donde o termo “salário”. Dessa maneira, cada cristão deve trazer em si o sal do sabor de Deus para preservar-se no mundo.

A luz é essencial à vida. Oriunda do Sol, é expressão da energia vital. Diz-se que, quando alguém nasce, vem à luz. Ela é essencial para que haja alimento para a vida humana. O primeiro ser criado por Deus, após o céu e a terra, foi a luz (cf. Gn 1,3). Na escuridão do mar do mundo, a luz é um farol que ilumina o caminho certo para os tripulantes desta travessia que é a vida. Ela é símbolo da verdade de Deus e de seu caráter. Segundo o apóstolo Paulo, em Fl 2,15, os cristãos são chamados a “resplandecer como astros no mundo”. Essa exortação pode ser entendida à luz de Mt 5,15: “Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas num candeeiro, onde brilha para todos os que estão na casa”. A casa é o mundo onde estamos, e nele nos cabe fazer brilhar a luz do Senhor, que nos iluminou no batismo para uma vida nova. Jesus chama seus discípulos a deixar sua luz brilhar diante dos homens, pois, se estamos unidos a ele, que é a luz do mundo (cf. Jo 8,22), então nos cumpre refletir no mundo seu amor por nós. As obras dos cristãos devem refletir a luz que os ilumina, que é Cristo, e esse testemunho será motivo de louvor a Deus, fonte e origem de toda luz.

III. PISTAS PARA REFLEXÃO

A comunidade pode refletir sobre sua missão neste mundo: ser sal e luz. Perceber que esta liturgia deriva, como a dos últimos domingos, do sacramento da iniciação à vida cristã, o batismo. Pelo batismo, todos somos chamados a iluminar o mundo com nosso testemunho. Aquele que preside a comunidade pode exortá-la a ser testemunha da caridade e do amor verdadeiro, ajudando a alimentar os que passam fome. A comunidade pode iniciar ou ampliar uma campanha de solidariedade com os empobrecidos e com aqueles que estão em situação de vulnerabilidade social. Convidar os membros da paróquia ou da comunidade a um gesto de solidariedade em favor dos que estão no esquecimento social: uma visita a um asilo ou orfanato, bem como a pessoas em situação de rua.

Junior Vasconcelos do Amaral*

*é presbítero da arquidiocese de Belo Horizonte-MG e vigário episcopal da Região Episcopal Nossa Senhora da Esperança (Rense). Doutor em Teologia Bíblica pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (Faje), realizou parte de seus estudos de doutorado na modalidade “sanduíche”, estudando Narratologia Bíblica na Université Catholique de Louvain (Louvain-la-Neuve, Bélgica). Atualmente, é professor de Antigo e Novo Testamentos na PUC-Minas, em Belo Horizonte, e desenvolve pesquisa sobre psicanálise e Bíblia. É psicanalista clínico. E-mail: jvsamaral@yahoo.com.br

https://www.vidapastoral.com.br/roteiros/8-de-fevereiro-5o-domingo-do-tempo-comum-2/

V- LEITURAS PARA A SEMANA DE 09/02 A 15/02 DE 2026 E ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES E ORAÇÃO PELA SAÚDE

 

 

 

01V-  LEITURAS PARA A SEMANA DE 09/02 A 15/02 DE 2026 E ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES E ORAÇÃO PELA SAÚDE

 

09- 2ª feira: 1Rs 8,1-7.9-13 / Sl 131 / Mc 6,53-56

10- 3ª feira: 1Rs 8,22-23.27-30 / Sl 83 / Mc 7,1-13

11- 4ª feira: 1Rs 10,1-10 / Sl 36 / Mc 7,14-23 – Nossa Senhora de Lourdes

12- 5ª feira: 1Rs 11,4-13 / Sl 105 / Mc 7,24-30

13- 6ª feira: 1Rs 11,29-32.12,19 / Sl 80 / Mc 7,31-37

14- Sábado: 1Rs 12,26-32.13,33-34 / Sl 105 / Mc 8,1-10

15- Domingo: Eclo 15,16-21 / Sl 18 / 1Cor 2,6-10 / Mt 5,17-37

 

ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES E ORAÇÃO PELA SAÚDE

T. Jesus, Mestre Divino, / que chamastes os Apóstolos a vos seguirem, / continuai a passar pelos nossos caminhos, pelas nossas famílias, / pelas nossas escolas / e continuai a repetir o convite a muitos jovens. / Dai coragem às pessoas convidadas. / Dai força para que vos sejam fiéis / como apóstolos leigos, / como presbíteros e diáconos, / como consagrados e consagradas, / para o bem do Povo de Deus / e de toda a humanidade. Amém

Oração pela Saúde

Pai Celestial, venho diante de Ti com um coração grato e confiante. Tu és o Grande Médico, Aquele que conhece cada célula do meu corpo e cada batida do meu coração. Senhor, peço que Tua mão curadora toque meu corpo, mente e espírito. Assim como Jesus curou os enfermos durante Seu ministério terreno, creio que Tu podes e queres me curar hoje. Lembro-me da mulher que tocou a barra das vestes de Jesus e foi curada instantaneamente (Marcos 5:25-34). Com essa mesma fé, aproximo-me de Ti. Peço que removas toda enfermidade, fortaleças meu sistema imunológico e restaures minha saúde por completo. Ajuda-me a cuidar do templo que é meu corpo, dando-me sabedoria para fazer escolhas saudáveis em minha alimentação e estilo de vida. Que eu possa glorificar-Te com minha saúde restaurada. Em nome de Jesus, Amém.

https://crentesabio.com.br/oracao-pela-saude/

06-SUGESTÕES DE CANTOS PARA O QUINTO DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A ENTRADA

 

 

 06-SUGESTÕES DE CANTOS PARA O QUINTO DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

ENTRADA

Tua voz me fez refletir- 1315

Te Amarei, Senhor-685

 

PERDÃO 

Confesso a Deus, Pai todo poderoso

Senhor tende piedade de nós

Outras  opções 

 

GLÓRIA

Glória, glória a Deus nas alturas  / Ô ô, glória  

Glória......... E paz na terra aos homens por Ele amados   

 

SALMO 111

Uma luz brilha nas trevas para o justo...

 

ACLAMAÇÃO

Aleluia,ide pelo mundo evangelho anunciar

Aclamemos a palavra do Senhor

Outras  opções 

 

OFERTÓRIO

Queremos oferecer-1512

Teu Sou=Eu não Sou Nada-422

Outras  opções 

 

SANTO 

Cantos do Santo

 

CORDEIRO

Cantos do Cordeiro

 

COMUNHÃO

A barca -206

Vou navegar-1513

Se calarem a voz dos profetas-1511

Vem,e eu mostrarei que o meu caminho-118

Tu és Minha Vida-507

 

PÓS COMUNHÃO

Caminhada

Vocação

 

FINAL

Nossa Missão

Tu és a razão da jornada-796

Outras  opções 

https://www.folhetosdecanto.com/2017/01/cantos-missa-5-domingo-comum-2017.html