Mostrando postagens com marcador Curiosidades. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Curiosidades. Mostrar todas as postagens

sábado, 5 de março de 2022

PÔNCIO PILATOS - PARTE II

A FIGURA DE UM POLÍTICO MEDÍOCRE E INFELIZ

Por Guillermo Daniel Micheletti


 

3. Um processo romano na terra da Judeia

 

O que resta de importante para esclarecer no que diz respeito à política de PP e sua intervenção nos momentos fundamentais da vida de Jesus?


Tentar organizar e reconstruir, fidedignamente, os relatos da paixão de Jesus não é empresa fácil. Apoiados em ilustres exegetas que trataram de expor esses momentos cruciais de modo exaustivo – entre os quais, Raymond Brown e Simon Légasse –, podemos tentar responder a algumas das questões levantadas sobre a historicidade desse processo.


Nas regiões governadas pelos romanos, o direito penal era prerrogativa absoluta deles. Portanto, deve-se dizer que o sinédrio (composto do sumo sacerdote e 71 membros), embora tivesse poder oficial de pronunciar sentenças segundo a Lei judaica, de modo nenhum possuía o direito ou o poder de condenar Jesus à morte; se assim o tivesse feito, sua decisão não teria valor algum. O processo talvez tenha se desenrolado no palácio de Herodes, e o colóquio entre PP e Jesus teria acontecido no interior do pretório.


O processo contra Jesus aparece cheio de graves incongruências. Jesus se defende sozinho, coisa impensável no direito romano. Por que ele foi condenado na perspectiva judia e romana também não fica claro. Para os romanos, uma possível condenação teria sido admitida apenas na hipótese de que Jesus se arrogasse uma realeza terrena, pretendendo substituir o imperador, o que, no Império Romano, implicaria a condenação à morte. Essa incriminação seria forte diante de PP. No entanto, o fato de Jesus ter atacado as “maracutaias” do templo e manifestado sua “origem divina” em nada contrariava a lei romana e, portanto, PP nem deveria ter cogitado condená-lo com base nisso.


É difícil admitir, no plano histórico, que PP, “não achando culpa em Jesus”, o tenha condenado apenas porque as autoridades religiosas lhe enviaram um réu para ser condenado.


4.Pôncio Pilatos em nós?

 

O chefe dos sacerdotes lembrou a PP que Jesus ameaçava a segurança do trono e, por causa disso, poderia ser considerado “traidor de Roma”; esse era um ponto sensível a PP. As multidões lhe pediam que soltasse Barrabás. Pilatos estava diante de um dilema, como tantas vezes acontece na vida, especialmente no campo político. A justiça estava de um lado; a retidão, do outro.


Por vezes, PP nos fascina e até podemos compreendê-lo. A vida não é fácil! Ele talvez não fosse mau; nem o que chamaríamos de “homem fraco”, se com isso queremos dizer “pusilânime”. Ao contrário, PP cumpriu seu cargo de maneira completa e decidida. Afinal de contas, era um bom funcionário público, um bom agente de Estado. Seu cargo dependia disso. Não era desonesto; ele nada havia roubado; entretanto, agiu, muito demorada e cuidadosamente, sempre em vista de seu próprio benefício. Quando o chefe dos sacerdotes lhe forneceu a razão que ele estava buscando (segundo a lei romana) – “Esse homem é um traidor: ele se faz rei!” –, preferiu a segurança e a integridade pessoal. Talvez PP tenha se convencido de que aquele homem provavelmente fosse inocente – ele conhecia as maquinações das autoridades religiosas de Jerusalém – mas, submisso a seu ego, não conseguia suportar a hipótese de que sua posição ficasse ameaçada. Conhecemos muito bem o conflito. Esse PP – atenção! – pode viver também em nós, quando nos omitimos ou nos recusamos a sacrificar-nos para ajudar/servir os outros em prejuízo de nós mesmos…


O coração de PP, não raro, parece o nosso, quando não conseguimos tomar uma decisão, não conseguimos ficar contra as multidões, contra o que está “na onda”; impotente para buscar a verdade acima de exigências pessoais. Pilatos é a parte nossa que não defende o bem, que não consegue ver decência humana nos marginalizados, nos condenados, no submundo de nossa sociedade. Em cada um de nós, PP põe à prova todos os ideais que proclamamos no resto do credo. Enfim, parece que ele permanece no credo como prova absoluta de que Jesus não está realmente seguro conosco. Ainda não… (CHITTISTER, 2008, p. 137-138).Infelizmente, PP não conheceu o fascínio da liberdade. Nunca descobriu que a liberdade não mata os sonhos; antes, constrói na vida o que muitos desejam, mas pelo que não têm a coragem de lutar. Certamente ser livre é um desafio permanente: fascina, cativa, dá coragem, cria esperança, faz sonhar, investir no bem, acreditar no futuro. Contém uma força que é mais forte do que todas as escravidões. No mundo de hoje, precisamos de pessoas livres! Pilatos não era uma delas (FRANCISCO, 2018, p. 9)


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

BAUDOIN, Anne-Catherine. E Pilato diventa un eroe… Il Mondo della Bibbia, Torino: Elledici, n. 97, anno 20, p. 46-51, mar./apr. 2009.

CHITTISTER, Joan. Para aprofundar o creio. São Paulo: Paulinas, 2008.

FAUS, José Ignacio González. Confío: comentario al credo cristiano. Santander: Sal Terrae, 2013.

LÉMONON, Jean-Pierre. Fortuna e caduta di un prefetto di Giudea. Il Mondo della Bibbia, Torino: Elledici, n. 97, anno 20, p. 32-37, mar./apr. 2009.

MONLOUBOU, L.; DU BUIT, F. M. Dicionário bíblico universal. Petrópolis: Vozes; Aparecida: Santuário, 1997.

PAGOLA, José Antonio. Jesús: aproximación histórica. Buenos Aires: PPC, 2013.

PAPA FRANCISCO. Ser livre é um risco e um desafio. L’Osservatore Romano, n. 49, 4 dez. 2018.

REID, Daniel G. Reid (Org.). Dicionário enciclopédico da Bíblia. São Paulo: Paulus/Paulinas/Loyola; Santo André: Academia Cristã, 2013.

SARTRE, Maurice. Un romano di fronte all’enigma ebraico. Il Mondo della Bibbia, Torino: Elledici, n.  97, anno 20, p. 38-41, mar./apr. 2009.

[1] Os prefeitos da Judeia foram todos romanos: Copônio (6-9 d.C.), Marco Ambívio (9-12 d.C.), Ânio Rufo (12-15 d.C.), Valério Gato (15-26 d.C.), Pôncio Pilatos (26-36 d.C.) e Marcelo (36-41 d.C.), que cedeu o poder ao rei Agripa I (MONLOUBOU; DU BUIT, 1997, p. 637).

[2] Eusébio de Cesareia, na História eclesiástica, afirma que Pilatos caiu em desgraça junto ao imperador romano Calígula e cometeu suicídio por volta do ano 37 d.C. Contudo, o fato é que não se sabe ao certo como ocorreu sua morte; conforme o apócrifo do Novo Testamento Atos de Pilatos (também conhecido como Evangelho de Nicodemos), escrito provavelmente no século IV, a responsabilidade sobre a condenação de Jesus recai sobre os judeus e o papel de Pilatos no episódio é minimizado. Por causa de tal escrito, nas Igrejas ortodoxa e ortodoxa etíope, a figura de Pilatos foi reabilitada, a ponto de ser canonizado pela Igreja etíope e ambas as Igrejas procederem à canonização de sua esposa, Santa Prócula.

[3] Foi descoberto, ao sul da antiga cidade de Jerusalém, um esplêndido ossuário familiar do século I que levava a inscrição: Yehosef bar Caiafa. A pesquisa admite que, com muita probabilidade, se trate do ossuário de Caifás, que interveio na execução de Jesus.


Guillermo Daniel Micheletti

presbítero argentino da diocese de Santo André-SP. Vigário paroquial da Paróquia Santa Teresinha,
São Bernardo do Campo-SP. Licenciando em Ciências da Educação, especialização em Pedagogia. Professor de Sacramentos e de Pneumatologia na Escola de Teologia Diocesana. Membro fundador da Sociedade Brasileira de Catequetas (SBCat). Autor de livros pelas editoras Ave-Maria, Paulinas e Vozes. E-mail: gdmiche@terra.com.br

https://www.vidapastoral.com.br/edicao/poncio-pilatos-a-figura-de-um-politico-mediocre-e-infeliz/

SUGESTÃO DE LEITUR

1- CF 2022- Texto-Base


 

O Texto-Base da CF 2022 nos convida, por meio do tema e do lema escolhidos – "Fraternidade e Educação"; "Fala com sabedoria, ensina com amor" (Pr 31,26) –, a refletir sobre a indispensável relação entre fraternidade e educação, nos recordando que educar não é um ato isolado, mas, sim, o encontro no qual todos são educadores e educandos. Este texto da Campanha da Fraternidade nos inspira na missão educacional de cada pessoa, da família, da escola, da Igreja e de toda a sociedade.

 

  • Editora: Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - Edições CNBB
  • Publicado em 18 de Agosto 2021
  • Páginas: 209
  • ISBN: 9786559750474
  • Linguagem: Português
  • Gêneros: Religião / Cristianismo / Católica

https://www.edicoescnbb.com.br/produto/cf-2022-texto-base-71649

2- A Quaresma com Santo Agostinho

Na obra «História de uma conversão. A Quaresma com Santo Agostinho», o sacerdote polaco Waldemar Turek pega no famoso livro das Confissões de Santo Agostinho (354-430) e apresenta, por breves mas preciosos capítulos, um itinerário quaresmal que se recomenda às almas que anseiam descobrir um caminho espiritual para se salvarem e se alegrarem em Deus, após terem descoberto quem é o homem, o pecado e a graça, o mundo e a eternidade. «Quem é Deus? - interroga-se Santo Agostinho – Perguntei-o à terra e disse-me: “Eu não sou.”» (Conf. X,6)

LEIA MAIS acessando:

https://paulus.pt/a-quaresma-com-santo-agostinho

sábado, 26 de fevereiro de 2022

PÔNCIO PILATOS – Parte I

A FIGURA DE UM POLÍTICO MEDÍOCRE E INFELIZ

 

Por Guillermo Daniel Micheletti


INTRODUÇÃO

 

É curioso que, aos domingos, celebrando a Eucaristia, milhões de católicos, ao professarem o credo na Liturgia da Palavra, não percebam que lembramos um pagão romano chamado Pôncio Pilatos (PP) (cf. 1Tm 6,13). Na primeira versão do creio de Niceia, PP não é mencionado, mas seu nome será fixado na versão definitiva do creio do Primeiro Concílio de Constantinopla. Assim, em nossos símbolos da fé, confessamos que “[Jesus] por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos” (credo niceno-constantinopolitano) ou “padeceu sob Pôncio Pilatos” (símbolo apostólico).


1.    Que conhecemos de Pilatos? Alguns dados biográficos

 

Colhendo os escassos dados biográficos sobre PP, podemos dizer que pertenceu à prestigiosa e burguesa “família dos Ponzi”, de tradição muito afeita a cavalos de bigas. O apelido Pilatus vem de pilleus, um tipo de chapéu que, em algumas regiões, o escravo liberto recebia como distintivo (hoje usado pelos bispos com o nome de “solidéu”). Pilatos foi homem habilidoso no lançamento do dardo. Pelo conjunto da obra de sua carreira militar, recebeu, como honra e prêmio, o cargo de prefeito da Judeia (em grego Ioudaia, em hebraico Yehûdãh) (LÉMONON, 2009, p. 33).


A menção a PP parece seguir o caminho que emoldura, em parte, o marco histórico da vida de Jesus. Estabelece-se com ela que Jesus não foi uma “lenda celestial”, um “semideus”, senão um homem de carne e osso, cuja vida pode ser datada e situada no tempo e no espaço da história humana, o qual morreu numa região governada por um procurador/prefeito romano “não muito conhecido” de nome PP. A figura de PP, não obstante, aparece não apenas para balizar uma referência histórica sobre Jesus, mas também – e sobretudo – como “poder de decisão”, pois não se diz “em tempos de” PP, e sim “sob” (sub PP, epi tou PP). A preposição “sob” reforça a ideia de autorizado domínio. Por sinal, o domínio político dos romanos era imponente, prepotente e humilhante. Muito longe do amor compassivo ensinado pelo “artesão” Jesus, que nada tinha de arbitrário nem submetia o ser humano ao fascínio do poder do divino.


No caso de Jesus, PP, embora soubesse que ele “era inocente”, procurará libertá-lo na medida em que isso não afete sua carreira política e sua amizade com César (Jo 19,13). Caso contrário, o poder cederá diante da injustiça, “lavando as mãos” (Mt 27,24).


Não é muito o que esse personagem articulou na vida e no criminoso processo aplicado a Jesus. Será que sua trajetória política pode dizer alguma coisa a nós hoje? Sem dúvida, como tantos outros governadores da pequena e insignificante Judeia, poderia ter passado despercebido na história. Contudo, tendo condenado aquele jovem camponês de Nazaré, conhecido como o “profeta hebreu”, sem saber, assumiu posição de destaque em uma história que mudou a face da terra e o coração de imensa multidão de homens e mulheres.


Essa é, de fato, a ambiguidade do poder político terreno, que se movimenta sempre segundo a necessidade e a arbitrariedade “do momento”. Podemos dizer, apenas como referência, que quase todos os poderes políticos de sempre atuaram como PP, condenando inocentes (a parte mais vulnerável) e lavando as mãos diante da injustiça com mil pretextos aparentemente “nobres ou necessários” ou, ao menos, “mascarados de científicos” (FAUS, 2013, p. 81 – nota 34).


2.    Pôncio Pilatos na Judeia – seu cargo de prefeito

 

O imperador Júlio César Tibério (14-37 d.C.) é que teria convidado PP para ser o governador/prefeito da Judeia (26-36 d.C.) (MONLOUBOU; DU BUIT, 1997, p, 637). Como era a província da Judeia? Não era grande, mas, se bem governada, podia servir de ponte para cargos significativos na carreira política. A Judeia não era muito importante; sua população, acostumada a ser invadida por estrangeiros, não se submetia tão facilmente à vontade dos governadores. A maior parte de seus habitantes era hebreia. Esses homens “infernizavam” – por assim dizer – a vida dos prefeitos, queixando-se do tratamento que recebiam por parte do poder de Roma. Os samaritanos, que – segundo o próprio parecer – eram muito fiéis à Lei mosaica, viviam em contínua luta contra os hebreus. Os idumeus (moradores da Idumeia – terra dos edomitas), muito próximos aos hebreus, não eram tão respeitosos da Lei mosaica quanto os hebreus desejavam. No coração desse território, as cidades de Samaria e Cesareia eram povoadas de gregos que brigavam frequentemente com os hebreus.


Entre as fontes históricas que falam de PP, temos, de primeira mão, a inscrição numa lápide encontrada em 1961, no teatro de Cesareia Marítima, o qual o mesmo PP mandou construir para homenagear o imperador Tibério: o Tiberieum. O documento de pedra se apresenta bastante mutilado, mas o nome de Pilatos se conserva nitidamente. Aí diz que PP era “prefeito”, e não procurador.


Também moedas e textos literários apresentam PP como “um herói”. Em alguns apócrifos da Igreja oriental, ele e sua mulher (Santa Prócula) são considerados “mártires e santos”. Foi reconhecido como mártir no Egito, venerado santo em Etiópia. Sua vida foi divulgada pelo apócrifo chamado O martírio de Pilatos, que narra quando PP, “injustiçado”, vai para Roma; estando em prisão, “recebe a visita de Jesus”, que o consola e lhe anuncia que vai ser crucificado. Acrescenta-se, de modo piedoso, que, mesmo que PP não soubesse reconhecer a divindade de Jesus – o que o levou a ordenar sua crucificação –, no entanto, ao mesmo tempo, “como instrumento de Deus”, ele foi o homem que permitiu que, pela morte de Jesus, toda a humanidade atingisse a salvação (BAUDOIN, 2009, p. 47-51).


Observando o agir de PP, poderemos também conhecer como os “conquistadores romanos” olhavam para aquela região hebraica. De fato, coube a ele, conhecendo e sofrendo as dificuldades enfrentadas pelos anteriores prefeitos da Judeia, julgar Jesus de Nazaré, um galileu que os sumos sacerdotes hebreus desejavam matar. Esse fato valeu a PP – sem cogitar as consequências – insólita notoriedade, em relação tanto a seus predecessores quanto a seus sucessores.[1] Sua atuação, de fundamental importância na paixão de Jesus, fez que os primeiros cristãos inserissem seu nome nas profissões de fé para não esquecer o acontecimento.


Cumpre reconhecer que não foi fácil para os romanos entender a cultura do povo judeu, a ligação da vida com a religiosidade. Assim também, para PP, essa mistura do religioso com o cotidiano foi incompreensível e torturante; era como um quebra-cabeça em sua cosmovisão romana, prática e materialista: a devoção do templo, os rituais para a alimentação, a rígida prática ritual do sábado, a circuncisão e a proibição das imagens. Muito menos podia entender a questão da fé num único Deus – algo inadmissível para os politeístas romanos – nem a radical oposição à concorrência de outros deuses com seu Deus. Isso, consequentemente, levava os judeus a desprezar ostensivamente todos aqueles que não adorassem o Deus verdadeiro do povo de Israel (SARTRE, 2009, p. 39-40).


Por meio de dados provenientes de Flávio Josefo (37-100 d.C.), conhecemos quatro episódios “pouco felizes” ocorridos durante o governo de PP: a introdução da imagem de César em Jerusalém, a construção de um aqueduto para prover de água a Cidade Santa (cf. A guerra judaica), a execução de Jesus de Nazaré e o massacre dos samaritanos (Lucas 13,1-3) (cf. Antiguidade judaica).


Pouco tempo depois de ter chegado à Judeia, PP entronizou o retrato de César, decisão desconhecida na prática dos governadores que passaram pela região. Certamente, o que parecia ser procedimento politicamente acertado para “ficar bem” com o imperador lhe trouxe não poucos problemas, a ponto de ter de suportar um grupo de judeus, dia e noite, protestando em frente à sua residência, em Cesareia, e insistindo na retirada da imagem. Até que, finalmente, tendo de lidar com a religiosa teimosia dos judeus, “dispostos a morrer pela causa, ele retirou a imagem, impressionado da firmeza na observância das leis religiosas desses judeus” (Antiguidade judaica, XVIII, 59).


Na verdade, PP foi um governador pouco delicado, astuto e esperto. Ele teve a ideia de construir um aqueduto para prover de água Jerusalém, mas o fez utilizando o dinheiro do tesouro do templo, fato que ocasionou, mais de uma vez, muita aversão entre os judeus, a ponto de gerar violenta repressão do exército, com muitos feridos e mortos.


Pilatos foi governador titular do supremo poder judiciário. Conhecemos sua atitude na paixão de Jesus pelas descrições que nos deixaram os Evangelhos: Mc 15,1-15; Mt 27,1-2.11-26; Lc 23,1-25; Jo 18,28-19,16. Para PP, a condenação de Jesus era questão dos judeus; ele desejava apenas evitar tumultos e protestos. A acusação feita pelas autoridades judaicas era extremamente hábil. Apresentavam Jesus como um candidato (usurpador) ao reinado, pois se autoproclamava “rei”. O governador o interrogou, não poupando certo jeitinho maldoso. Tinha, diante de si, duas soluções: provar a inocência de Jesus, e não apenas declará-la, ou ceder, se os adversários de Jesus não renunciassem às suas arteiras pretensões.


Pilatos não se deixou enganar pelos sacerdotes, mas, pelo que os textos fazem parecer, não tinha outra opção a não ser condenar Jesus. A tradição evangélica insiste sobre a responsabilidade moral dos judeus e atenua a cumplicidade de PP, de natureza jurídica.


No início do século II, Tácito, falando dos cristãos, anota: “Esse nome lhes vem de Cristo, que, sob o principado de Tibério, o procurador PP o fez condenar” (Annales XV, 44). Para Tácito, o procurador não teria outro objetivo a não ser pôr fim a “uma superstição, fonte de desordens”. Em sintonia com Tácito, o Testimonium Flavianum (AJ XVIIII, 64) apresenta duas informações: a) PP condenou Jesus com suplício certo: a crucificação; b) fez isso “confiando basicamente na denúncia de nossos principais cidadãos”.


Tratamos aqui de um governador inábil e sem destreza política, embora demonstrasse sincera devoção ao imperador. Com base em Fílon de Alexandria, lembramos o episódio dos “escudos dourados” – escudos votivos feitos à imitação daqueles que o senado tinha consagrado na cúria de Roma em honra de César Augusto. Para os judeus, tratava-se de “visibilizar” um culto divino ao imperador. O fato que nos interessa acha-se na Legatio ad Gaium (parágrafos 299-305). Essa obra é o relatório de um grupo de judeus de Alexandria que foram ter com Caio César Calígula (sobrinho-neto de Tibério, a quem sucedeu em 37 d.C.). O relatório foi escrito por Agripa – naquele tempo, rei da Traconítide e da Galileia – e por ele dirigido ao imperador Calígula. Nessa carta, o rei Herodes Agripa pede ao imperador que tenha prudência no que vai decidir; isto é, que respeite a fé judaica. Para reforçar esse pedido, vai lembrar a infeliz atitude de PP de ter colocado escudos dourados no antigo palácio de Herodes. Estes, certamente, não tinham imagem alguma. A iniciativa de PP desagradou a Tibério, que ordenou retirá-los.


Agripa aproveita a situação e traça um perfil bastante exagerado e desfavorável de PP, acusando-o de ter feito “a pior besteira”. O rei certamente agigantou toda a questão, pois, caluniando o prefeito, manifestava escondida ambição de ascender ao trono da Judeia e acabar com a ingerência direta de Roma sobre a região. O historiador Fílon aproveita para sugerir que o melhor seria “deixar que os judeus se ocupem eles mesmos de seus negócios”.

Algumas ações de PP revelam um governador atento e vigilante. Por exemplo, numa ocasião em que havia surgido um falso profeta entre os samaritanos, prevendo o perigo de uma revolta, ele, por meio de seus soldados, age com veemência, interpretando que o acontecido representaria “grave perigo à pax romana”.


Com essa intervenção, sua carreira política encerra dramaticamente na Judeia. As queixas que chegaram ao prestigioso governador da Síria e superior de PP, Aulo Vitélio Germânico (24/9/15 – 22/12/69 d.C.), resultaram em que fosse “ordenada sua partida para Roma”. Pilatos chegará a Roma, humilhado e acabrunhado pela situação, após 14 de março de 37, em meio ao luto da cidade pela morte de Tibério. Segundo o testemunho do historiador cristão Eusébio de Cesareia, do século IV, PP teria se suicidado (informação difícil de ser confirmada).


A partir desse momento, sua figura surge adornada de olhares dourados e negros. Passará à história com o perfil de “homem lendário”, que encheu não poucas páginas da literatura romana e cristã e do marketing hollywoodiano.[2]


Pilatos certamente não foi “homem indeciso”, como é apresentado nos relatos evangélicos; na verdade, esses relatos põem em evidência mais as maquinações das autoridades religiosas judaicas do que as decisões políticas do prefeito. O que a história demonstra é que o relacionamento de PP com aquelas autoridades, especialmente com Caifás, era bom, tranquilo e até estreito (PP jantou muitas vezes na luxuosa residência de Caifás). Não podemos esquecer que os sumos sacerdotes eleitos eram “selecionados” pelo prefeito, justamente para obter sua colaboração na já indesejada presença romana. Por exemplo, Caifás nunca apresentou queixa nenhuma sobre os excessos do prefeito, embora gozasse de forte influência sobre as lideranças judaicas de Jerusalém. Ele também foi destituído do seu cargo quando aconteceu a saída de PP (PAGOLA, 2013, p. 388).[3]


Pilatos foi homem medíocre e, sem dúvida, pouco preparado para a função que assumiu; mas em momento nenhum apareceu como alguém que teria desejado – nem que fosse por puro prazer – humilhar o povo hebraico (LÉMONON, 2009, p. 36-37).


Na verdade, as ações governamentais de PP denotam um homem inábil e desajeitado, desprovido de sentido político, preocupado apenas em demonstrar, em cada circunstância, que o poder é de Roma e só a Roma pertence.


Ele não entendia a nobreza da fé dos judeus, mesmo que às vezes ficasse maravilhado com a firmeza e a coragem desse povo diante de suas “inoportunas” iniciativas. Mostrava-se, no entanto, prudente, no sentido de que não agia intempestivamente quando de fato podia usar de enérgica força militar. Era firme, mas às vezes grosso com seus súditos, apenas interessado por demais em comprazer o imperador.


Não possuímos documentos detalhados a respeito de como os romanos se relacionavam “politicamente” com o povo judeu. Pelo que parece, a origem desse relacionamento remonta a 164 a.C., com uma mediação que o exército romano fez naquelas regiões. Quando Pompeu Magno anexou a Síria ao Império Romano (64 a.C.), havia muita instabilidade na Judeia, depois da morte do rei Alexandre Janeu. Tal situação punha em perigo a dominação romana na região. Numa manobra política, Pompeu designa Antipatro II e seus dois filhos, Fasael e Herodes Magno (c. 73-4 a.C.), para pacificar a região. No entanto, o ambicioso Antipatro submeteu a Judeia e tomou de assalto o templo, profanando-o e levando como troféus seus ricos tesouros. A repercussão desse incidente levou no mínimo 20 anos para se aplacar, o que aconteceu graças à diplomática mediação de Herodes, que, com o total apoio de Roma, chegou a ser rei no ano 40 a.C.

Após a morte de Herodes, surgiram vários pregadores suscitando “apocalípticas intranquilidades” no povo. Eram agitadores que anunciavam a iminência do fim do mundo ou a vinda de um messias que restauraria o poder dos hebreus. Esse movimento messiânico se verificou entre os anos 10-30 do século I da nossa era. Aqui aparece maior exigência da “pureza ritual” para se preparar para o “dia do Senhor”, da qual João Batista foi exemplo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

BAUDOIN, Anne-Catherine. E Pilato diventa un eroe… Il Mondo della Bibbia, Torino: Elledici, n. 97, anno 20, p. 46-51, mar./apr. 2009.

CHITTISTER, Joan. Para aprofundar o creio. São Paulo: Paulinas, 2008.

FAUS, José Ignacio González. Confío: comentario al credo cristiano. Santander: Sal Terrae, 2013.

LÉMONON, Jean-Pierre. Fortuna e caduta di un prefetto di Giudea. Il Mondo della Bibbia, Torino: Elledici, n. 97, anno 20, p. 32-37, mar./apr. 2009.

MONLOUBOU, L.; DU BUIT, F. M. Dicionário bíblico universal. Petrópolis: Vozes; Aparecida: Santuário, 1997.

PAGOLA, José Antonio. Jesús: aproximación histórica. Buenos Aires: PPC, 2013.

PAPA FRANCISCO. Ser livre é um risco e um desafio. L’Osservatore Romano, n. 49, 4 dez. 2018.

REID, Daniel G. Reid (Org.). Dicionário enciclopédico da Bíblia. São Paulo: Paulus/Paulinas/Loyola; Santo André: Academia Cristã, 2013.

SARTRE, Maurice. Un romano di fronte all’enigma ebraico. Il Mondo della Bibbia, Torino: Elledici, n.  97, anno 20, p. 38-41, mar./apr. 2009.

[1] Os prefeitos da Judeia foram todos romanos: Copônio (6-9 d.C.), Marco Ambívio (9-12 d.C.), Ânio Rufo (12-15 d.C.), Valério Gato (15-26 d.C.), Pôncio Pilatos (26-36 d.C.) e Marcelo (36-41 d.C.), que cedeu o poder ao rei Agripa I (MONLOUBOU; DU BUIT, 1997, p. 637).

[2] Eusébio de Cesareia, na História eclesiástica, afirma que Pilatos caiu em desgraça junto ao imperador romano Calígula e cometeu suicídio por volta do ano 37 d.C. Contudo, o fato é que não se sabe ao certo como ocorreu sua morte; conforme o apócrifo do Novo Testamento Atos de Pilatos (também conhecido como Evangelho de Nicodemos), escrito provavelmente no século IV, a responsabilidade sobre a condenação de Jesus recai sobre os judeus e o papel de Pilatos no episódio é minimizado. Por causa de tal escrito, nas Igrejas ortodoxa e ortodoxa etíope, a figura de Pilatos foi reabilitada, a ponto de ser canonizado pela Igreja etíope e ambas as Igrejas procederem à canonização de sua esposa, Santa Prócula.

[3] Foi descoberto, ao sul da antiga cidade de Jerusalém, um esplêndido ossuário familiar do século I que levava a inscrição: Yehosef bar Caiafa. A pesquisa admite que, com muita probabilidade, se trate do ossuário de Caifás, que interveio na execução de Jesus.

 

Guillermo Daniel Micheletti

Presbítero argentino da diocese de Santo André-SP. Vigário paroquial da Paróquia Santa Teresinha, São Bernardo do Campo-SP. Licenciando em Ciências da Educação, especialização em Pedagogia. Professor de Sacramentos e de Pneumatologia na Escola de Teologia Diocesana. Membro fundador da Sociedade Brasileira de Catequetas (SBCat). Autor de livros pelas editoras Ave-Maria, Paulinas e Vozes. E-mail: gdmiche@terra.com.br

https://www.vidapastoral.com.br/edicao/poncio-pilatos-a-figura-de-um-politico-mediocre-e-infeliz/

(Continua no próximo Domingo...)

HISTÓRIA INSPIRADORA

O emocionante depoimento do Pe. Zezinho: “Eu tive pais deficientes”

Public domain

Imagem ilustrativa sobre famílias com pais deficientes

 

"Eis por que compus mais de 50 canções para celebrar as famílias. Fazem a diferença numa sociedade!"

 

O pe. Zezinho compartilhou em sua rede social um comovente testemunho sobre seus pais deficientes – eles não nasceram com essas limitações físicas, mas vieram a sofrê-las ao longo dos últimos anos de sua vida neste mundo: “Ambos souberam enfrentar suas cruzes com fé. Eu vi e aprendi com eles”, relata o sacerdote brasileiro.


Deficiência e eficiência

Refletindo sobre o significado de ter pais deficientes e sobre a que essas limitações se referem, o sacerdote prosseguiu:


“Deficiente nunca foi o contrário de eficiente. Há deficientes a quem falta algo e nem por isto perdem a eficácia e a eficiência. E há eficientes, capazes em quase tudo, que são deficientes no sentimento e no companheirismo: o coração deles está cheio de desvios…


Meus pais viveram os doze e dez últimos anos de suas vidas impossibilitados de locomoção. Meu pai por acidente na coluna e minha mãe por perda das duas pernas. Era gravemente diabética!


Nem eles, nem a família, nem eu escondemos a situação deles. Ambos souberam enfrentar suas cruzes com fé. Eu vi e aprendi com eles”.


O falecimento do pai

“Assisti os últimos momentos do meu pai em 1952. Morreu sereno, segurando uma vela acesa que minha mãe pôs na sua mão. De manhã ele avisou que morreria naquele dia e minha mãe até brincou com ele. Pois ele morreu às 18h, quando o sino da capela do Conventinho tocava para a missa. Tinha 52 anos!”


O falecimento da mãe

“Eu estava na Alemanha pregando aos portugueses e italianos de lá, quando minha mãe morreu. O Padre Mauro, meu superior, disse que me chamaria ante o agravamento da pneumonia. Ela insistiu que não me chamassem. Disse que eu era da Igreja e da Congregação e que eu estava cumprindo minha função de padre! Aliás, ela tinha me prevenido que, se algo lhe acontecesse, eu deveria cumprir minha missão! De fato, não foi possível voltar”.


50 canções para celebrar as famílias

Compartilhando as lições de vida proporcionadas por seus pais deficientes na etapa final de suas vidas terrenas, o pe. Zezinho concluiu:


“Meus pais eram fisicamente deficientes, mas os corações de ambos eram muito capazes de enfrentar as dificuldades sem grandes queixas. Meu pai tinha dores lancinantes por conta das dores nos ossos! Mas eu via seu esforço de se superar. Eu tinha 11 anos quando ele morreu. Chorei em silêncio, porque era o que meu pai esperava de mim. Eis a razão por que compus mais de 50 canções para celebrar as famílias. Fazem a diferença numa sociedade!”

https://pt.aleteia.org/2021/12/14/o-emocionante-depoimento-do-pe-zezinho-eu-tive-pais-deficientes/

SUGESTÃO DE LEITURA

1- Espiritualidade, amor e êxtase
Edição - 21 de outubro de 2021
Autor: Frei Betto

 

Escrito em linguagem acessível, o colunista de destacados veículos da mídia trata de temas polêmicos, intrigantes, que tanto suscitam interesse dos leitores: mercado da fé; fundamentalismo religioso; teologia e modernidade; sexo e corporalidade; celibato obrigatório; espiritualidade pós-moderna; diálogo entre fé e ciência; gays e a Bíblia; o amor como critério moral; pressupostos da Teologia da Libertação; arte da meditação; exigência política da oração.


Descreve ainda os perfis de figuras proeminentes da mística cristã, como Papa Francisco, Maria Madalena, o apóstolo Paulo, Teresa de Ávila, João da Cruz e Charles de Foucauld.


Em tempos de pandemia e tantas mortes, de enterros sem velórios e solidão, esta obra sem dúvida trará alento aos leitores, crentes e não crentes, para que recuperem a esperança e o espírito de solidariedade.


Frei Betto estabelece aqui, em textos curtos, um diálogo íntimo, subjetivo, com o leitor, convidando-o a uma nova visão a respeito de Deus, da fé, do fenômeno religioso, da relação amorosa, da sexualidade, da moral e da ética.


Este é sem dúvida uma boa-nova aos leitores, um “respiro” nessa conjuntura de medos e incertezas, ameaças e impasses, dores e desamores, na qual a voracidade das redes digitais tende a esgarçar a nossa densidade espiritual e minar nossos mais preciosos valores, como o amor, o respeito, a fé e a utopia de um mundo melhor.

http://vozes.com.br/espiritualidade-amor-e-extase/


2- Em Busca De Sentido: Um psicólogo no campo de concentração
Edição padrão, 1 maio 2021
Edição Português  por ViktorE. Frankl  (Autor)

O fundador da Logoterapia mostra aqui como foi a sua própria experiência em busca do sentido da vida num campo de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. Apresenta também, numa segunda parte, os conceitos básicos da Logoterapia.

https://www.amazon.com.br/Em-Busca-Sentido-psic%C3%B3logo-concentra%C3%A7%C3%A3o/dp/8532606261/ref=asc_df_8532606261/?tag=googleshopp00-20&linkCode=df0&hvadid=379795101554&hvpos=&hvnetw=g&hvrand=11097303686249353098&hvpone=&hvptwo=&hvqmt=&hvdev=c&hvdvcmdl=&hvlocint=&hvlocphy=1001773&hvtargid=pla-570395457584&psc=1

sábado, 19 de fevereiro de 2022

LITURGIA DA SEMANA E DATAS COMEMORATIVAS

 

LITURGIA DA SEMANA: DE 21/02 A 28 DE FEVEREIRO DE 2022

21- 2ª feira: Tg 3,13-18 / Sl 18(19B) / Mc 9,14-29- São Pedro Damião, bispo e doutor da Igreja.

22- 3ª feira: 1Pd 5,1-4 / Sl 22(23) / Mt 16,13-19 Cátedra de São Pedro, Apóstolo (F).

23- 4ª feira: Tg 4,13-17 / Sl 48(49) / Mc 9,38-40– São Policarpo, bispo e mártir(M).

24- 5ª feira: Tg 5,1-6 / Sl 48(49) / Mc 9,41-50 – São Sérgio.

25- 6ª feira: Tg 5,9-12 / Sl 102(103) / Mc 10,1-12- São Luigi Versiglia e São Callisto Caravario.

26- Sábado: Tg 5,13-20 / Sl 140(141) / Mc 10,13-16 – Santo Alexandre do Egito.

27- DOMINGO: 8.º DOMINGO DO TEMPO COMUM: Eclo 27,5-8; Sl 91; 1Cor 15,54-58; Lc 6,39-45.- São Gabriel de Nossa Senhora das Dores.

DATAS COMEMORATIVAS: DE 21/02 A 28 DE FEVEREIRO DE 2022

21- Dia Nacional do Imigrante Italiano, Dia Nacional da Língua Materna.

22- Dia Internacional do Maçom.

23- Dia Nacional do Movimento Municipalista Brasileiro, Dia Nacional do Rotary.

24- Dia da Conquista do Voto Feminino no Brasil.

25- Dia da Criação do Ministério das Comunicações.

26- Dia do Comediante.

27- Dia do Agente Fiscal da Receita Federal, Dia do Livro Didático.

28- Dia Mundial da Doença Rara, Dia da Ressaca e Dia Mundial de combate a LER/DORT.

SUGESTÃO DE LEITURA

1. O Poder Terapêutico do Perdão.

Teoria, Prática e Aplicabilidade do Perdão
com Base Científica na Psicologia Positiva
ADRIANA SANTIAGO - 2 agosto 2017

A obra de Adriana Santiago não apenas nos desperta para o entendimento do perdão. Vai muito além disso. Redireciona o nosso olhar numa busca de qualquer circunstância do passado, numa investigação irrestritamente positiva, à medida que nos cativa par a eliminarmos qualquer sentimento de rancor, mágoa ou tristeza que nos permeia no momento presente, para que, pelo perdão, vislumbremos dias de serenidade, leveza e libertação de amarras emocionais. Ganhamos não somente conhecimento, mas, acima de tu do, um ensinamento para toda a vida.

https://www.amazon.com.br/Terap%C3%AAutico-Aplicabilidade-Cient%C3%ADfica-Psicologia-Positiva/dp/8593967000/ref=asc_df_8593967000/?tag=googleshopp00-20&linkCode=df0&hvadid=379699382131&hvpos=&hvnetw=g&hvrand=7059402453797718421&hvpone=&hvptwo=&hvqmt=&hvdev=c&hvdvcmdl=&hvlocint=&hvlocphy=1001773&hvtargid=pla-811094855441&psc=1

2- Perdão, a revolução que falta

Heloísa Capelas
Editora Gente

“Heloísa tem dedicado sua vida a oferecer às pessoas valiosíssimas ferramentas de autoconhecimento e de desenvolvimento interior, e, nesta obra, ela revela a força transformadora do perdão. Ser capaz de perdoar é condição sine qua non para a felicidade de cada um e pré-requisito para fazer as outras pessoas felizes também. Em suas pesquisas e estudos a autora acertou mais uma vez, porque não saber perdoar é como ter uma trava impedindo a sua própria felicidade e a dos outros. O perdão é libertador, quase divino. Por isso a minha certeza: este livro será mais um dos inúmeros legados de Heloísa Capelas para a construção de pessoas melhores e, consequentemente, de um mundo mais bonito.” Alair Martins – fundador do Sistema Integrado Martins. Falar sobre perdão pode parecer fácil, mas não é. Perdoar é difícil e o grande obstáculo é superar o “como posso esquecer?”, pois a sensação que temos é de que perdoar seria demonstrar que nossa dor não vale tanto assim, que não temos importância. Entramos em um ciclo sem fim da mágoa que alimenta a raiva, que alimenta a vingança, e acabamos alimentando o próprio sofrimento. Isso traz consequências para todas as áreas das nossas vidas. Heloísa Capelas nos guia pelo caminho do perdão. Uma incrível jornada de autoconhecimento, revelações e, acima de tudo, alegrias! Junte-se a ela e descubra: O que, de fato, significa perdoar e quais os benefícios que traz a você; Como perdoar aquilo que parece imperdoável; Como sair de um estado tóxico de vingança e sofrimento; Como entender as mágoas que temos e nossa participação nelas.

https://www.magazineluiza.com.br/livro-perdao-a-revolucao-que-falta/p/223807700/li/liaj/

sábado, 12 de fevereiro de 2022

LITURGIA DA SEMANA E DATAS COMEMORATIVAS

 


LITURGIA DA SEMANA: DE 14/02 A 20 DE FEVEREIRO DE 2022

14-2ª 1Sm 15,16-23 / Sl 49(50) / Mc 2,18-22 – São Cirilo, monge e São Metódio, bispo(M).

15-3ª 1Sm 16,1-13 / Sl 88(89) / Mc 2,23-28  

16-4ª 1Sm 17,32-33.37.40-51 / Mc 3,1-6

17-5ª 1Sm 18,6-9; 19,1-7 / Sl 55(56) / Mc 3,7-12- Sete Fundadores da Ordem dos Servitas.

18- 6ª 1Sm 24,3-21 / Sl 56(57) / Mc 3,13-19

19- Sáb.: 2Sm 1,1-4.11-12.19.23-27 / Sl 79(80) / Mc 3,20-21

20-DOM.: 7.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO C

 

DATAS COMEMORATIVAS: DE 14/02 A 20 DE FEVEREIRO DE 2022

 

14- Dia do Botonista.

15- Dia Internacional de Luta contra o Câncer infantil.

16- Dia do Repórter.

17- Dia Mundial do Gato.

18- Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo, Dia Internacional da Síndrome de Asperger.

19- Dia do Esportista.

20- Dia Mundial da Justiça Social, Dia Nacional de Combate às Drogas e Alcoolismo.