sábado, 26 de novembro de 2022

SB SABENDO BEM: BEM-VINDO!

 


SEJA BEM-VINDO!

 

- Viver bem o tempo presente, preparando a acolhida ao Senhor que vem.

CAMPANHA PARA A EVANGELIZAÇÃO

ANO VOCACIONAL NACIONAL

 

 

 

 

“Também vós ficai preparados! Porque na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá”. (Mt 24,44).

DOMINGO, 27 DE NOVEMBRO  DE 2022


OLÁ! PRA COMEÇO DE CONVERSA...

 

OLÁ! PRA COMEÇO DE CONVERSA...          

01- Liturgia do 1.º Domingo do Advento –Ano A

Irmãos e irmãs, iniciamos hoje um novo Ano Litúrgico, durante o qual seremos acom- panhados pelo Evangelho de São Mateus. Neste primeiro Domingo do Advento, a Igreja reunida, aguarda o dia prometido da vinda gloriosa do Senhor. Por recomendação do próprio Jesus, estejamos vigilantes e atentos para os sinais de sua vinda. Nessa santa espera, o nosso coração vigilante se enche de esperança aguardando o Senhor, nosso Amado Esposo, que vem nos iluminar com a glória de sua Vida. Entremos, pois, neste tempo san- to e desde já preparemo-nos para acolher o Senhor que vem.

Neste primeiro Domingo do Advento coloquemo-nos em oração e vigilância. Prepararemos nossa vida para acolhermos a Boa Nova do Reino em Jesus. Ele virá para libertar e salvar. Estejamos atentos ao que o Senhor nos revelará em sua Palavra proclamada. O Advento é tempo de espera vigilante, de expectativa e de preparação para a chegada do Senhor. Para nós, é o "Ano Novo" na Liturgia da Igreja. O tempo do Advento vem nos renovar, nos fortalecer nessa caminhada para o Santo Natal. Que ele nos entusiasme e nos encante na esperança de tempos novos.

- O primeiro domingo do Advento é o primeiro dia do novo Ano Litúrgico – a partir de agora Ano A – para a Igreja Católica e, nesta ocasião, no Evangelho (Mt 24,37-44), Jesus encoraja os fiéis a ficar “atentos, porque não sabeis em que dia virá o Senhor”.

“Por isso, também vós ficai preparados! Porque, na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá”, diz o Senhor.

As leituras bíblicas desta primeira semana e pregação são um convite a estar vigilantes, atentos para quando o Senhor vier. Por isso, é importante que as famílias façam um propósito que lhes permita avançar no caminho para o Natal.

Em um momento propício ou talvez depois de acender a primeira vela da Coroa do Advento, os membros da família poderiam começar revisando as relações familiares e terminar pedindo perdão a quem tenham ofendido, assim como perdoando os outros.

Este deve ser o princípio de um ano renovado que buscará seguir crescendo em um ambiente de harmonia e amor familiar, o qual também deverá se estender aos demais grupos com os quais se relaciona cotidianamente, seja na escola, no trabalho, na vizinhança etc.

Por fim, é importante recordar que o Ano Litúrgico é o conjunto das celebrações com as quais a Igreja comemora anualmente o mistério de Cristo.

O tempo do Advento, que é o primeiro período do Ano Litúrgico, tem a duração de quatro semanas, começando neste domingo, 1º de dezembro, e se estende até o dia 24 de dezembro.

https://www.acidigital.com/noticias/com-o-primeiro-domingo-do-advento-inicia-o-novo-ano-liturgico-57142

 

Notas: A cor violácea ou roxa no Advento expressa a alegre espera da vinda do Salvador. A coroa do Advento, com ramos verdes e quatro velas, é outro símbolo desta espera. Com este primeiro domingo do Advento, começamos a preparação ao Natal e um novo ano litúrgico, com a Campanha para a Evangelização iniciada domingo passado. Tempo a ser vivido na esperança e na vigilância, aprofundando e buscando o essencial da vida, revivendo a longa espera dos pobres, dos patriarcas e profetas, de Isabel e Zacarias, de Maria e de José pela vinda do Salvador.

. BÊNÇÃO DA COROA DO ADVENTO E ACENDIMENTO DA PRIMEIRA VELA

D. Ao abençoarmos a Coroa do Advento e acendermos as suas velas, estamos pedindo que a Luz de Cristo brilhe em nosso coração. D. A nossa proteção está no Nome do Senhor. T. Que fez o céu e a terra. D. Senhor nosso Deus, sois o doador de toda bênção e a fonte de todo dom. Abençoai esta Coroa em honra do Advento do Cristo, vosso Filho, e dai-nos esperar zelosos a sua vinda. Que Ele, ao chegar, nos encontre vigilantes na oração e proclamando o seu louvor. Pelo mesmo Cristo, nosso Senhor. Amém.

O Advento

Advento é para toda a Igreja, momento de forte mergulho na liturgia e na mística cristã. É tempo de espera e esperança, de estarmos atentos e vigilantes, preparando- -nos alegremente para a vinda do Senhor, como uma noiva que se enfeita, se prepara para a chegada de seu noivo, seu amado. O Advento começa às vésperas do Domingo mais próximo do dia 30 de Novembro e vai até as primeiras vésperas do Natal de Jesus, contando quatro domingos. Esse Tempo possui duas características: As duas últimas semanas, dos dias 17 a 24 de dezembro, visam em especial, a preparação para a celebração do Natal, a primeira vinda de Jesus entre nós. Nas duas primeiras semanas, a nossa expectativa se volta para a segunda vinda definitiva e gloriosa de Jesus Cristo, Salvador e Senhor da história, no final dos tempos. Por isso, o Tempo do Advento é um tempo de piedosa e alegre expectativa. O Advento recorda a dimensão histórica da salvação, evidencia a dimensão escatológica do mistério cristão e nos insere no caráter missionário da vinda de Cristo. Ao serem aprofundados os textos litúrgicos desse tempo, constata- -se na história da humanidade o mistério da vinda do Senhor. Jesus que de fato se encarna e se torna presença salvífica na história, confirmando a promessa e a aliança feita ao povo de Israel. Deus que, ao se fazer carne, plenifica o tempo (Gl 4,4) e torna próximo o Reino (Mc 1,15). O Advento recorda também o Deus da revelação, Aquele que é, que era e que vem (Ap 1,4-8), que está sempre realizando a salvação, mas cuja consumação se cumprirá no “dia do Senhor”, no final dos tempos. (De um texto de Paróquia sem indicar de onde)

https://www.diocesedeerexim.org.br/painel/admin/upload/revistas_pdf/rev-371-11-missas_novembro_2022.pdf

SB SABENDO BEM DESTE DOMINGO E DESTA SEMANA

 


SB SABENDO BEM DESTE DOMINGO E DESTA SEMANA

01- PRA COMEÇO DE CONVERSA...

1.    Liturgia do 1.º Domingo do Advento – Ano A;

2.    Nota: A cor violácea ou roxa do Advento;

3.    Bênção da coroa do Advento e Acendimento da primeira vela;

4.    O Advento.

 

 

02- LEITURAS DA MISSA DO PRIMEIRO DOMINGO DO ADVENTO- ANO A;

 

03- LITURGIA DA SEMANA DE 28 DE NOVEMBRO  A 04 DE DEZEMBRO;

 

04- REFLEXÃO DOMINICAL I: E DE NOVO HÁ DE VIR;

 

05- REFLEXÃO DOMINICAL II: APELO À VIGILÂNCIA;

06- REFLEXÃO DOMINICAL III: É SEMPRE A VINDA DO FILHO DO HOMEM;

07- VAMOS ESTUDAR O EVANGELHO DE MATEUS? – ESTUDO DO EVANGELHO DE MATEUS;

08- RELIGIÃO: O INÍCIO DE UM NOVO ANO LITÚRGICO;

09- A PASTORAL DA PALAVRA (V): A HOMILIA;

10- A ESPIRITUALIDADE DO ADVENTO;

11- FORMAÇÃO: O QUE OS SANTOS DIZEM SOBRE O TEMPO DO ADVENTO?

12- "VÍRUS OU DROGA?  DESCOBERTO 'DOOMSCROLLING':

 O MONSTRO DO LAGO NESS" (Parte I)

 13- SUGESTÃO DE LEITURA

1.    O Natal do carteiro (Allan Ahlberg);

2.    Natal escondido (Timothy Keller).

 

 

 


SB SABENDO BEM INFORMA

 


Caro(a) Leitor(a) amigo(a):

O meu abraço fraterno e uma ótima semana a todos!

ACESSE SEMPRE O BLOG: sbsabendobem.blogspot.com e divulgue aos seus amigos, conhecidos e contatos nas redes sociais. Comente, faça sugestões. Agradeço!

Escreva para: sbsabedobem@gmail.com

 

# VACINAR É UM ATO DE AMOR!

 

EU CUIDO DE VOCÊ E VOCÊ CUIDA DE MIM E DEUS CUIDA DE NÓS!

 

 

NOVEMBRO AZUL

 

CUIDAR DA SAÚDE É TAMBÉM COISA DE HOMEM!

 

 

 

 

 


LEITURAS DA MISSA 1.º DOMINGO DO ADVENTO- ANO A

 

LEITURAS DA MISSA

 

1.º DOMINGO DO ADVENTO- ANO A

Anim. Com os ouvidos vigilantes e atentos, acolhamos o Senhor que vem até nós com sua Palavra de salvação.

LEITURA 5 (Is 2,1-5) Leitura do Livro do Profeta Isaías

1 Visão de Isaías, filho de Amós, sobre Judá e Jerusalém. 2 Acontecerá, nos últimos tempos, que o monte da casa do Senhor estará firmemente estabelecido no ponto mais alto das montanhas e dominará as colinas. A ele acorrerão todas as nações, 3 para lá irão numerosos povos e dirão: “Vamos subir ao monte do Senhor, à casa do Deus de Jacó, para que ele nos mostre seus caminhos e nos ensine a cumprir seus preceitos”; porque de Sião provém a lei e de Jerusalém, a palavra do Senhor. 4 Ele há de julgar as nações e arguir numerosos povos; estes transformarão suas espadas em arados e suas lanças em foices: não pegarão em armas uns contra os outros e não mais travarão combate. 5 Vinde, todos da casa de Jacó, e deixemo-nos guiar pela luz do Senhor.

– Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

SALMO 121(122)

Que alegria, quando ouvi que me disseram: "Vamos à casa do Senhor!".

1. Que alegria quando ouvi que me disseram: * “Vamos à casa do Senhor!”/ E agora nossos pés já se detêm, * Jerusalém, em tuas portas. 2. Para lá sobem as tribos de Israel, * as tribos do Senhor!” / A sede da justiça lá está * e o trono de Davi. 3. Rogai que viva em paz Jerusalém * e em segurança os que te amam! / Que a paz habite dentro de teus muros, * tranquilidade em teus palácios! 4. Por amor a meus irmãos e meus amigos, * peço: “A paz esteja em ti!” / Pelo amor que tenho à casa do Senhor, * eu te desejo todo bem!

SEGUNDA LEITURA (Rm 13,11-14a)

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos.

Irmãos, 11vós sabeis em que tempo estamos, pois já é hora de despertar. Com efeito, agora a salvação está mais perto de nós do que quando abraçamos a fé. 12A noite já vai adiantada, o dia vem chegando: despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da luz. 13Procedamos honestamente, como em pleno dia: nada de glutonerias e bebedeiras, nem de orgias sexuais e imoralidades, nem de brigas e rivalidades. 14aPelo contrário, revesti-vos do Senhor Jesus Cristo.

 – Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

ACLAMAÇÃO (Salmo 84,8 | L. e M.: Reginaldo Veloso) Aleluia, aleluia.

 Vem mostrar-nos, ó Senhor, (bis) / tua grande compaixão. (bis) / Dá-nos tua salvação! (bis)

 EVANGELHO (Mt 24,37-44)

P. O Senhor esteja convosco. T. Ele está no meio de nós.

P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

T. Glória a vós, Senhor.

P. Naquele tempo, Jesus disse aos seus discípulos: 37”A vinda do Filho do Homem será como no tempo de Noé. 38Pois nos dias antes do dilúvio, todos comiam e bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. 39E eles nada perceberam até que veio o dilúvio e arrastou a todos. Assim acontecerá também na vinda do Filho do Homem. 40Dois homens estarão trabalhando no campo: um será levado e o outro será deixado. 41Duas mulheres estarão moendo no moinho: uma será levada e a outra será deixada. 42Portanto, ficai atentos, porque não sabeis em que dia virá o Senhor. 43Compreendei bem isso: se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. 44Por isso, também vós ficai preparados! Porque na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá”.

– Palavra da salvação. T. Glória a vós, Senhor.

 

 

 

 

 

 

 

 

 


LITURGIA DA SEMANA: DE 28 DE NOVEMBRO A 04 DE DEZEMBRO- CAMPANHA PARA A EVANGELIZAÇÃO

 


LITURGIA DA SEMANA: DE   28 DE NOVEMBRO A 04 DE DEZEMBRO

Dia 28, 2ªf: Is 4,2-6; Sl 121(122); Mt 8,5-11;

Dia 29, 3ªf: Is 11,1-10; Sl 71(72); Lc 10,21-24;

Dia 30, 4ªf, Sto. André: Rm 10,9-18; Sl 18(19); Mt 4,18-22;

Dia 1º, 5ªf: Is 26,1-6; Sl 117(118); Mt 7,21.24- 27;

Dia 02, 6ªf: Is 29,17-24; Sl 26(27); Mt 9,27-31;

Dia 03, sáb., São Francisco Xavier: Is 30,19- 21.23-26; Sl 146(147A; Mt 9,35– 10,1.6-8;

Dia 04, dom., 2º Adv.: Is 11,1-10; Sl 71(72); Rm 15,4-9; Mt 3,1-12 (Mensagem de João Batista).

 

 

 CAMPANHA PARA A EVANGELIZAÇÃO

C. A Campanha para a Evangelização foi criada em 1998 pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Ela ensina aos católicos a mobilizar recursos para sustentar as atividades pastorais da Igreja para a evangelização. Sejamos solidários e generosos. A coleta será no dia 11 de dezembro, no 3º Domingo do Advento. Participemos!

 

 


REFLEXÃO DOMINICAL I E DE NOVO HÁ DE VIR

 

 

REFLEXÃO DOMINICAL I             

E DE NOVO HÁ DE VIR

E de novo há de vir o tempo do Advento e, com ele, a preparação para celebrar o Natal de Jesus mais uma vez. O Advento é marcado pela esperança alegre do cumprimento das promessas de Deus, que vem ao nosso encontro como Salvador. Este tempo recorda-nos a fidelidade de Deus, que não abandona o seu povo e cumpre suas promessas de salvação. Preparando-nos para celebrar o Natal mais uma vez, somos convidados a renovar nossa esperança e nossa confiança em Deus. O Advento, no entanto, tem uma segunda dimensão importante: este tempo litúrgico nos coloca diante da promessa de Jesus, que um dia virá gloriosamente para julgar os vivos e os mortos e para inaugurar o reino definitivo. Isso faz parte da fé da Igreja e está baseado na firme promessa de Jesus: ele levará a sua obra ao seu cumprimento final; o tempo presente ainda não é o definitivo, mas caminhamos, passo a passo, na direção da realização plena do reino de Deus. As leituras de hoje falam disso de diversos modos. O profeta Isaías anuncia os dias do Messias e do seu reino como tempos de paz completa e de superação de todos os males, quando todos se deixarão guiar pela luz de Deus. São Paulo, na 2ª leitura, fala do tempo que passa depressa, e convida os fiéis a viverem honestamente, deixando de lado toda forma indigna de viver, mas “revestindo-se” de Cristo, para estarem sempre prontos para o encontro com o Senhor, quando ele vier. No Evangelho, Jesus ensina que a sua vinda gloriosa será surpreendente e ninguém sabe quando isso acontecerá. O que importa, é estar sempre vigilantes e preparados: “Na hora em que menos esperardes, o Filho do Homem virá”. O Advento nos convida também à vigilância cristã, que é a atitude de prontidão e do discernimento a todo instante, para não abandonar o caminho do bem, caindo em tentação. Advento significa chegada. Este tempo refere-se à primeira vinda (chegada) do Salvador, que recordamos cheios de alegria e gratidão, aderindo a ela com fé renovada. E anuncia a segunda vinda do Salvador, para a qual ainda nos preparamos. Esta segunda vinda acontecerá, para cada um, individualmente, na hora da morte. E um dia, no futuro de Deus, acontecerá gloriosamente e definitivamente. Para ambos esses momentos de nossa fé devemos estar sempre preparados. Ninguém sabe o dia nem a hora. Única coisa que sabemos, é que vai acontecer para cada um e que devemos estar sempre prontos para esse momento de Deus em nossas vidas. Que este tempo do Advento nos ajude a viver vigilantes e sempre preparados. Desejo boa celebração do Advento para todos!

Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo

 

https://arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/ano-47-a-01-1-domingo-do-advento_0.pdf


REFLEXÃO DOMINICAL II APELO À VIGILÂNCIA

 


REFLEXÃO DOMINICAL II

APELO À VIGILÂNCIA

- A liturgia deste domingo apresenta um apelo à vigilância. Diz que não devemos instalar-nos no comodismo, na passividade, no desleixo, na rotina; mas caminharmos, sempre atentos e vigilantes, preparados para acolher o Senhor que vem e para responder aos seus desafios.

- A primeira leitura convida todos os homens, de todas as raças e nações, a dirigirem-se à montanha onde reside o Senhor. É do encontro com o Senhor e com a sua Palavra que resultará um mundo de concórdia, de harmonia, de paz sem fim. Olhando o mundo que nos rodeia, vemos que estamos ainda longe desse ideal de justiça e de paz, construído à volta de Deus e da sua Palavra, apesar de Jesus, a Palavra viva de Deus, ter vindo ao nosso encontro há dois mil anos. O que impede ou, pelo menos, atrapalha a chegada desse mundo de justiça e de paz? Tenho a minha parte de responsabilidade? O que posso eu fazer para que o sonho de Isaías se concretize?

- Na segunda leitura, Paulo nos convida a "acordarmos" para descobrir os sinais do novo dia que já raiou em Jesus Cristo e caminhar ao encontro da Salvação, deixando as obras das trevas e vestindo as armas da Luz. É necessário acordamos do comodismo que nos mantém presos ao mundo das trevas (o mundo do egoísmo, da injustiça, da mentira, do pecado); revestindo-nos da luz (a vida de Deus, que Cristo ofereceu a todos) e caminhar, com alegria e esperança, ao encontro de Jesus, ao encontro da salvação.

- O Evangelho convida à vigilância. O verdadeiro cristão não vive mergulhado nos prazeres que alienam, nem se deixa sufocar pelo trabalho excessivo, nem adormece numa passividade que lhe rouba as oportunidades; em cada minuto que passa, está atento e vigilante, acolhendo o Senhor que vem, respondendo aos seus desafios, cumprindo o seu papel, empenhando-se na construção do "Reino".

- O que significa para nós "estar vigilantes", "estar atentos", "estar preparados" para acolher o Senhor? Significa achar que estamos na "graça de Deus" para que, se a morte chegar de repente, Deus não consiga encontrar em nós qualquer pecado não confessado? Alguns, pensando assim, imaginam que Deus deixa de ser justo diante de nossas ações.

- Fundamentalmente, é necessário acolher todas as oportunidades de salvação que Deus nos oferece. Se Ele vem ao nosso encontro, nos desafia a cumprir uma determinada missão. Não podemos continuar a viver a nossa vida de maneira descompromissada. Ele vem ao nosso encontro, convida-nos a uma mudança de vida. - O Evangelho nos mostra um dos motivos que impedem o homem de "acolher o Senhor que vem". Fala da opção por "gozar a vida", sem ter tempo nem espaço para compromissos sérios (quanta gente, aos domingos, tem todo o tempo para tudo, mas não para celebrar a fé com a sua comunidade!); fala do viver obcecado com o trabalho, esquecendo tudo o mais (inclusive da própria família); fala do adormecer, do instalar-se, não prestando atenção às realidades mais essenciais (quanta gente encolhe os ombros diante do sofrimento dos irmãos e diz que não tem nada com isso!). E eu? O que na minha vida me distrai do essencial e me impede, tantas vezes, de estar atento ao Senhor que vem?

- Neste tempo de preparação para a celebração do nascimento de Jesus, somos convidados a centralizar a nossa vida no essencial. Chamados a redescobrir aquilo que é importante, a estarmos atentos às oportunidades que o Senhor, dia a dia nos oferece; a acordar para os compromissos para com Deus e para com os irmãos, empenhando-nos na construção do Reino. Dessa forma nos prepararemos melhor para a vinda do Senhor.

http://diocesedesaomateus.org.br/wp-content/uploads/2022/10/27_11_22.pdf

 


REFLEXÃO DOMINICAL III É sempre a vinda do Filho do homem

 

REFLEXÃO DOMINICAL III

É sempre a vinda do Filho do homem

 

Por Pe. José Luiz Gonzaga do Prado(*)

 

 

I.              Introdução geral

 

Advento não é simplesmente tempo de preparação para o Natal. O comércio, aliás, já está se preparando para o Natal há bastante tempo. Advento significa vinda, chegada. É tempo de celebrar a vinda de Jesus, do Senhor, do Filho do homem. O Natal é apenas o momento e a motivação privilegiada para, nos quatro domingos, celebrarmos essa vinda.

Para as comunidades primitivas, a destruição de Jerusalém e do Templo ocorrida no ano 70 significou uma vinda do Messias Jesus, o “Filho do homem”. O cristianismo nasceu da religião judaica, centralizada até então no Templo de Jerusalém. Assim, a destruição da cidade e do Templo, embora tenha sido grande choque também para os cristãos, um fim de mundo, abriu, ao mesmo tempo, novos horizontes, foi novo começo.

Todo acontecimento, de pouca ou grande monta, deve ser considerado uma vinda de Jesus. Em tudo o que acontece, ele está vindo ao nosso encontro, está mostrando-nos nova esperança e novo caminho, está lançando diante de nós um desafio e nos pedindo a resposta de uma atitude nova, diferente. Nós é que muitas vezes não percebemos.

Estaremos preparados para o encontro final com Jesus se soubermos atender a esses apelos que ele nos faz por intermédio dos fatos.

II.            Comentários aos textos bíblicos

 

  1. I leitura: Is 2,1-5

 

Em meio às guerras e ameaças de guerra, o profeta fala da Lei divina e da comunidade de fé, chamada de Sião ou Jerusalém. Tanto a do seu tempo como a de hoje devem ser esperança e luz para todas as nações.

A maneira pela qual Isaías fala de Sião ou Jerusalém, da “montanha da casa do Senhor”, de onde vem o ensinamento, a lei de Deus para todas as nações, dá a entender que ele pensa mais numa comunidade ideal do que na realidade física da cidade. Isso se torna claro até pelo fato de falar de um futuro, “nos últimos dias”.

A “montanha da casa do Senhor” não é apenas aquela montanha que se eleva oitocentos metros acima do nível do mar Mediterrâneo (onde está Jerusalém), mas um lugar de encontro com Deus que se situa muito acima de qualquer alta montanha ou serra; é uma comunidade de fé ideal, presença de Deus no mundo. Esta é que atrai para si todas as nações.

Todos vão à sua procura para encontrar os melhores caminhos. Todos querem aprender dela. Todos buscam a paz, e isto é o que ela ensina: “fundir suas espadas para fazer bicos de arado, fundir as lanças para delas fazer foices”, transformar as armas em instrumentos de trabalho, mudar a força de destruição em força de construção, abandonar as guerras e partir para a colaboração.

O profeta-poeta projetava essa comunidade ideal, promotora da harmonia universal, para um futuro, os “últimos tempos”. Esses “últimos tempos” não podem ser apenas o momento final da história, o fim da humanidade no planeta. É o futuro que já deve estar presente, é o futuro-presente que podemos hoje entender e pôr em prática como a etapa decisiva da humanidade após a ressurreição do Crucificado.

  1. II leitura: Rm 13,11-14ª

 

 As comunidades de Roma, apesar de pobres, viviam na capital do império. Ali não havia limites para o consumo e o gozar a vida. Paulo as convida a não cair na tentação.

Quanto mais escura a noite, mais próximo está o clarear do dia; quanto mais difícil a situação (era o tempo do imperador Nero em Roma), mais perto está uma solução.

Paulo tinha falado em 1Ts 4,15 na possibilidade de estar vivo na segunda vinda de Cristo. Depois, sentindo provável sua condenação à morte, desejou-a (Fl 1,23) para estar com Cristo. Agora ele fala da proximidade da salvação. Seria a vinda final de Cristo? Seu propósito, no entanto, era encerrar sua missão na parte oriental do império, passar por Roma e ir evangelizar a Espanha, o lado ocidental (Rm 15,22-24). Ele não teria esses grandes e arriscados projetos se esperasse para breve o fim do mundo.

Os problemas internos nas comunidades de Roma também não eram poucos. Os cristãos judeus tinham sido expulsos da cidade e agora podiam voltar. A situação da Palestina era cada vez mais grave, estava se tornando explosiva. Eles voltavam para Roma influenciados pelas ideias de revolução e muito mais aferrados à sua identidade judaica. Enquanto isso, os cristãos gentios de Roma, sem dúvida, tinham se afastado mais e mais dos costumes judaicos. Os dois grupos iriam se entender?

Roma, a capital do mundo, era, além disso, uma tentação; tentação, acima de tudo, de consumismo, pois tudo o que se produzia de melhor em todo o império era carreado para Roma. Cair nessa tentação seria deixar-se envolver pelo mundo das trevas.

Estão dormindo aqueles que não têm esperança de que o mundo possa mudar nem nisso pensam. Um mundo novo está chegando, está para ser construído; é preciso, então, estar acordados, viver como em pleno dia – alerta Paulo –, fugir do consumismo, que não dá nenhum sentido à vida. Como o mesmo Paulo disse em 1Ts 5, os que dormem é de noite que dormem; os que se embriagam, é de noite que se embriagam. Estes serão pegos de surpresa. Nós, ao contrário, somos da luz e, como tais, vivemos unidos ao Senhor e Messias Jesus.

  1. Evangelho: Mt 24,37-44

 

 A vinda de Cristo, quando será? O Evangelho responde que ninguém pode saber, é imprevisível. Diz, porém, que precisamos ficar atentos, ligados a Deus e seu projeto, mesmo no trabalho cotidiano, dentro ou fora de casa.

O Evangelho, das palavras de Jesus que se referem diretamente à destruição de Jerusalém, passa a falar do encontro final do fiel com o Cristo juiz. O trecho que lemos hoje faz exatamente essa passagem.

Ele havia falado da comparação com a planta que começa a brotar, anunciando a chegada da primavera e do verão (vv. 32-36). Sinais do dia decisivo seriam a autoproclamação messiânica dos líderes da revolta judaica (vv. 5-8), dificuldades, incompreensões e perseguição aos cristãos, além da divulgação do Evangelho (vv. 9-14) e da violação do Templo (v. 15). Mas, nos vv. 34-35, é dito que os fatos acontecerão ainda “nesta geração”, o que só pode ser entendido com a destruição de Jerusalém.

Depois de dizer que o dia e a hora só Deus sabe (v. 36), o Evangelho entra no texto de hoje comparando a situação de então com a do tempo de Noé. No episódio bíblico do dilúvio, ninguém se interessou pela arca que Noé preparava, ninguém pensou que sua vida seria interrompida: todos continuavam sua rotina até que Noé entrou na arca – e, em seguida, veio o dilúvio e todos se foram.

É uma advertência para estarmos conscientes de um fim inevitável, mas de data e hora imprevisíveis. E estar conscientes disso significa estar atentos aos apelos de Deus por meio dos fatos. O fim vem, é certo. Quando? Só Deus sabe. As duas certezas nos preparam para ir ao encontro do Senhor que vem.

Por ocasião da invasão do exército romano, nas proximidades ou dentro de Jerusalém, dois homens no campo ou duas mulheres em casa, exercendo a mesma atividade, têm sortes diferentes. Essa afirmação leva naturalmente a uma reflexão: o que importa não é exatamente o que estão fazendo, mas o modo como cada um está agindo na sua rotina cotidiana. Está vigilante, com o pensamento voltado para Deus e seu projeto, ou voltado apenas para si mesmo e seus sonhos?

Vem a comparação do ladrão, que chega sempre quando menos se espera. Para não ser pegos de surpresa, é preciso vigiar, ficar acordados, atentos, alertas. Paulo (1Ts 5,1ss) já fazia a comparação com o ladrão, que vem à noite. E dizia: “Mas nós não somos das trevas nem da noite, nós somos do dia e da luz”.

III.           Pistas para reflexão

 

 Em tudo o que acontece, Jesus está mostrando-nos nova esperança e novo caminho, está lançando diante de nós um desafio, está nos pedindo a resposta de uma atitude nova, diferente. É o seu advento, a sua vinda que celebramos. Nós é que muitas vezes não percebemos.

O desafio de hoje é a violência, uma ordem social violenta, de pura competição, que explode em acontecimentos trágicos, mas está no coração da sociedade e no coração de cada um. A comunidade que acredita em Deus e não no dinheiro ensina a transformar as armas em instrumentos de trabalho, mudar a força de destruição em força de construção, abandonar a violenta guerra da competição e partir para a colaboração.

A “montanha da casa do Senhor” não é apenas aquela montanha que se eleva oitocentos metros acima do nível do mar Mediterrâneo, mas um lugar de encontro com Deus, uma comunidade de fé que deve ser luz para a humanidade.

Quanto mais escura a noite, mais próximo está o clarear do dia; quanto mais difícil a situação, mais perto está uma solução.

Aqueles que não têm esperança em outro mundo possível estão dormindo. Um mundo novo está vindo, está para ser construído; é preciso estar acordados, viver como em pleno dia, fugir do consumismo, que não dá nenhum sentido à vida, e fazer da sobriedade ferramenta de partilha.

O fim vem, é certo. Quando? Só Deus sabe. A certeza é que vem, e a certeza é que não podemos saber quando vamos ao encontro do Senhor. É preciso estar conscientes de um fim inevitável, mas de data e hora imprevisíveis. E estar conscientes disso significa estar atentos aos apelos de Deus por meio dos fatos.

O que importa não é o que as pessoas estão fazendo, mas o modo como cada um está agindo. Está vigilante, com o pensamento voltado para Deus e seu projeto, ou voltado apenas para si mesmo e sua cobiça? Isso é o que vai definir a sorte de cada um.

“Nós não somos das trevas nem da noite, nós somos do dia e da luz.” Que significado tem isso no nosso dia a dia?

Os “últimos tempos” são o futuro que já está presente, são o futuro-presente que podemos hoje entender e pôr em prática. São a etapa decisiva da humanidade após a ressurreição do Crucificado, que celebramos.

Pe. José Luiz Gonzaga do Prado

Mestre em Teologia pela Universidade Gregoriana de Roma e em Sagrada Escritura pelo Pontifício Instituto Bíblico. Autor dos livros A Bíblia e suas contradições: como resolvê-las e A missa: da última ceia até hoje, ambos publicados pela Paulus.

 

 

 

 

 

VAMOS ESTUDAR O EVANGELHO DE MATEUS?

 

VAMOS ESTUDAR O EVANGELHO DE MATEUS?

 

ESTUDO DO EVANGELHO DE SÃO MATEUS

 

(*Todas as citações onde não aparece o nome do livro são do Evangelho de Mateus.)

Autor: Mateus significa "dom de Deus" (Matatias, no hebraico) é um dos Doze Apóstolos. Foi chamado enquanto estava sentado na sua banca, pois era cobrador de impostos (9,9) *. Depois do chamado ofereceu um almoço para Jesus e seu grupo (9,10-13). É o mesmo Levi de Lc 5,27 e era filho de Alfeu (Mc 2,14).

Local e data: Na Bíblia, é o primeiro Livro do NT (é o mais longo dos quatro Evangelhos). A maioria dos autores hoje concorda que foi escrito no norte da Galileia; outros afirmam que foi na Síria (Antioquia). Foi escrito primeiro em hebraico ou aramaico. Não temos mais o original. A data deve ter sido por volta dos anos 80-90 dC. Seguramente depois que os romanos destruíram o Templo no ano 70, e quando os cristãos já não podiam mais frequentar as sinagogas dos judeus.

Objetivo: O objetivo principal deste Evangelho é que Mateus quer responder a duas perguntas, que com certeza os cristãos se colocavam depois da vida, morte e ressurreição de Jesus:

Quem é Jesus? (Conhecer). Jesus é o Emanuel, o Deus conosco, o Filho de Deus!;

Como seguir Jesus Cristo? (Fazer o que Ele mandou). Mateus mesmo dá o exemplo. Jesus o chama: Segue-me! E ele, levantando-se, o seguiu! (Cf. 9,9).

Destinatários: Mateus escreve para os judeus que se converteram ao cristianismo, por isso utiliza muito o AT e usa muitos termos hebraicos. Mas a mensagem de Jesus é universal e por isso o Evangelho termina afirmando: "fazei que todas as nações se tomem discípulos meus...” (28,19).

CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS:

1. A certeza que Jesus é Deus presente no meio de nós: no início, meio e final:

- 1,23: “Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que quer dizer: Deus está conosco”;

- 18,20: “Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, eu estarei no meio de deles”;

- 28,20: “Eis que estarei convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”.

2. É o Evangelho do Pai:

Enquanto que em Marcos Jesus aparece mais e é mais cristológico; em Lucas é o Espírito Santo que tem uma função especial; em Mateus é a primeira pessoa da Santíssima Trindade que tem destaque. Numerosas são as vezes em que Jesus fala de Deus como do Pai nosso (21 vezes contra 5 de Lucas); o seu Pai (18 vezes, contra 6 de Lc e 3 de Mc). Passagens interessantes são: 10,29 (cf. Lc 12,6); 10,20 (cf. Lc 12,12); 20,23 (cf. Mc 10,40).

Algumas parábolas, que se encontram exclusivamente em Mateus, são verdadeiras parábolas do "Pai": a parábola do servo infiel (18,23-35, cf. v. 35), a parábola dos trabalhadores na vinha (20,1-12), a parábola das bodas reais (22,1-14; cf. Lc 14,16-24), a parábola dos dois filhos (21,28-31), a parábola do joio e do trigo (13,24-30; cf v.27).

3. É o Evangelho da Justiça (3,15; 5,6; 10,20; 6,1.33; 21,32, etc):

- Jesus nasce no ambiente de um homem justo (1,19);

- As primeiras palavras de Jesus neste Evangelho são: “deixe como está, pois, convém que cumpramos toda a justiça” (3,15);

- A busca fundamental nossa deve ser “o reino dos céus e sua justiça” (6,33);

- O julgamento de Deus será pela justiça e misericórdia que praticamos (25,31-46).

- O tema da “recompensa” aparece muitas vezes.

4. O projeto que Jesus anuncia é uma Boa Notícia, chamado de Reino dos Céus:

- O tema do Reino “dos céus” (ou “de Deus” – 5 vezes) aparece 54 vezes no Evangelho;

- Mateus prefere usar “reino dos céus”, para evitar a expressão “reino de Deus”, pois os judeus, por respeito, evitavam pronunciar o nome de Deus (YHWH - Javé).

5. A valorização da história e do Antigo Testamento:

- Jesus nasce da descendência do povo hebreu. São 14 vezes três gerações (1,17). 14 é a soma das consoantes hebraicas do nome David dwd (4 + 6 + 4 = 14). Jesus é três vezes Davi;

- Várias vezes encontramos “para se cumprir as Escrituras”, ou “o que foi dito pelos Profetas”; ou “também está escrito”; ou “ouviste o que foi dito aos antigos”, etc.

6. Aparecem fortes conflitos com os judeus, principalmente com os fariseus:

O Evangelho foi escrito depois da destruição de Jerusalém e do templo (70 dC). Era um momento de ruptura entre judeus e cristãos. Era o tempo da reestruturação do judaísmo formativo. Os cristãos nesta época eram expulsos das sinagogas, por isso Mateus fala das “suas/vossas sinagogas” ou “sinagogas deles” (4,23; 9,35; 10,17; 12,9; 13,54; 23,34).

7. As mulheres:

- Na genealogia de Jesus aparecem 5 mulheres. Isso era incomum no ambiente judaico. Todas têm problemas: Tamar que perdeu o marido e se fez passar por prostituta (Gn 38); Raab é prostituta (Js 2,1-21); Rute é moabita, isto é, uma estrangeira (Rt 1,4); Betsabeia era mulher de Urias, que Davi mandou matar para ficar com ela (2Sm 11 e 12); e Maria, que ainda não era casada com José;

- É uma mulher que unge Jesus e prepara seu corpo para a sepultura (26,6-13);

- As mulheres são o grupo que é fiel até o fim (27,55-56.61) e são as primeiras as receberem a boa notícia da ressurreição de Jesus e serão as primeiras anunciadoras de que Jesus está vivo (28,1- 10);

- Porém, a infância de Jesus é contada na ótica de José e não de Maria, como em Lucas.

8. Evangelho das Bem-aventuranças (Mt 5,1-12):

- São 7 ou nove, depende de como são contadas;

- A recompensa na primeira (aos pobres) e na sétima (aos perseguidos pela justiça) a promessa é no presente “deles é o reino dos céus”. As demais são no futuro: herdarão a terra; serão saciados...;

- Diferente de Lucas, os “Ai de vós” não vêm em seguida aos “felizes / bem-aventurados vós”. Eles aparecem no capítulo 23;

- Deus quer o povo feliz! E essa felicidade começa logo para quem entra no Reino;

- Pessoas pobres, doentes, endemoninhadas, famintas, cegas, desempregadas, crianças, mulheres, multidões... Este é o povo que Jesus encontra e são as privilegiadas no anúncio do Reino.

9. Mateus utiliza muitos números:

Mateus usa muito os números, sobretudo 3, 5, 7 e 10. Ex.: narra 3 tentações de Jesus; 3 “quando...” (6,2.5.16); 3 súplicas no monte das Oliveiras; temos 3 negações de Pedro; 3 séries de 14 (7 x 2) gerações na genealogia de Jesus. Encontramos 7 discursos de Jesus, 7 parábolas sobre o Reino;

- O Evangelho está organizado em 5 livrinhos (igual ao Pentateuco, no AT);

- Devemos perdoar não 7 vezes, mas setenta vezes sete, isto é, infinitamente;

- Encontramos em Mateus 10 milagres (igual às 10 pragas ou aos 10 Mandamentos no AT).

10. Jesus é o novo Moisés:

- A matança dos meninos (2,13-18) recorda um fato semelhante com Moisés (Ex 1,15-22);

- Jesus é maior que Moisés, pois Ele cumpre toda a Lei (5,17) e lhe dá uma nova interpretação (5,21-48; 19,3-9.16-21);

- Várias vezes Jesus sobe à montanha. Esta era o lugar privilegiado para o encontro com Deus. Jesus sobe à Montanha (5,1), assim como Moisés foi ao Sinai. O sermão na Montanha (5-7) e o envio dos Apóstolos pelo mundo (28,16-20) lembram as tábuas da Lei dadas a Moisés no Monte Sinai.

11. Jesus é o FILHO de Davi: O Novo Davi

- Menciona Davi ligado a Jesus muitas vezes: 1,1.6.17; 9,27; 12,3.23; 15,22; 20,30.31; 21,9.15; 22,42.43.45;

- Jesus é chamado FILHO DE DAVI 7 vezes: - Três vezes pelos dois cegos (9:27; 20,30.31) e mais uma vez pela mulher Cananéia (15:22) todos pedindo compaixão; duas vezes pela multidão que se admira (12,23) e na entrada para Jerusalém (21,9); uma vez pelos meninos (21,15);

- E finalmente à pergunta de Jesus os fariseus também reconhecem que o Cristo é o Filho de Davi (22:42);

- Davi foi o Rei considerado ideal porque conseguiu unir as 12 tribos de Israel tornando-os o Povo de Israel. Jesus é o Novo Davi para unir todos os povos, tornando-os O NOVO POVO DE DEUS.

12. O verbo “ver”:

- Jesus “viu” os primeiros Apóstolos (4,18.21); “viu” Mateus (9,9); “viu” as multidões (5,1; 8,18; 9,36); “viu” a sogra de Pedro de cama (8,14); “viu” a mulher doente (8,22); etc...

13. É o Evangelho da Igreja:

- Duas vezes aparece a palavra ekklesía: Igreja / Assembleia (16,18; 18,17);

- Mateus procura corrigir certos problemas da comunidade: o perdão aos que erram, o bom comportamento (parábola do semeador, todo o capítulo 18, a questão da autoridade, o perdão etc.);

- Ele quer demonstrar que os cristãos são o novo Povo de Deus e a Igreja é o verdadeiro Israel;

- O batismo substitui a circuncisão. É o novo sinal de pertença ao povo de Deus;

- Foi o Evangelho mais usado na Igreja primitiva. Seu estilo é de Catequese.

BIBLIOGRAFIA:

CNBB. Ele está no meio de nós. São Paulo: Paulus, 1998.

MOSCONI, L. O Evangelho de Mateus. São Leopoldo: CEBI, 1990.

STORNIOLO, I. Como ler o Evangelho de Mateus. São Paulo: Paulus, 1990.

* Introdução ao Evangelho de Mateus na Bíblia de Jerusalém, Edição Pastoral e Bíblia do Peregrino.

 

Frei Ildo Perondi

Prof. no curso de Teologia da PUC-PR.