quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

003- LITURGIA DO 6.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

 

003-           LITURGIA DO 6.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

 

- A primeira leitura recorda que o homem é livre para escolher entre a proposta de Deus que conduz à vida e felicidade, e a autosuficiência que conduz à morte e à desgraça. Para ajudar o homem que escolhe a vida, Deus propõe mandamentos: são os "sinais" com que Deus delimita o caminho que conduz à salvação.

- Na segunda leitura, ouvimos Paulo falar da "sabedoria de Deus" como projeto de salvação para a humanidade. Deus nos escolheu desde sempre e quis que nos tornássemos santos e irrepreensíveis, a fim de chegarmos à vida eterna, à felicidade e à realização plena. Por isso, veio ao nosso encontro, fez aliança conosco, indicou-nos os caminhos. Na plenitude dos tempos, enviou o seu próprio Filho, que nos libertou do pecado, nos inseriu numa dinâmica de amor e doação e nos convocou à comunhão com Deus e os irmãos. A cruz expressa esta história de amor do próprio Filho dar a vida por nós. Este plano de salvação continua, a acontecer na vida dos crentes pela ação do Espírito que nos anima no sentido de nascermos, dia a dia, como homens novos, até nos identificarmos totalmente com Cristo.

- Para Mateus, no Evangelho, Jesus é o verdadeiro Mestre da justiça. Apesar de ser muitas vezes acusado de transgressor dos mandamentos, Ele mesmo declara: "Não penseis que vim abolir a Lei e os profetas. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento". Nesta afirmação de Jesus, não encontramos apenas uma defesa de si mesmo e de seus ensinamentos, mas a denúncia de algo mais grave: a tentativa de alguns mestres da Lei e fariseus de destruir o próprio fundamento dos mandamentos. Pois, fazendo muitas manobras interpretativas, abandonavam o núcleo fundamental da Lei para aplicá-la de acordo com seus interesses, favorecendo suas posturas de dominação ideológica, religiosidade hipócrita e atitudes demagógicas. Diante dessa tentativa de destruição da Palavra de Deus, Jesus lança aos seus discípulos o grande desafio: "Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos Céus". Com isso, Jesus afirma que esfacelar a Lei é o primeiro passo para enfraquecê-la e destruí-la. Jesus apresenta a chave de leitura: a vida deve ser respeitada como principal dom de Deus. Matar, cuja punição é a morte eterna, não significa apenas acabar com a vida física de alguém, mas implica todo o processo de destruição da pessoa nas suas várias dimensões: física, moral, espiritual, social. Matar também significa tratar o irmão como patife, tolo ou idiota.

- Uma das responsabilidades dos mestres da Lei era justamente instruir o povo com os mandamentos, a fim de que se tornasse sábio e inteligente sabendo fazer escolhas acertadas, não se deixando confundir e enganar. Para tanto, o povo é convidado a escolher a vida e não a morte (cf. Dt 30,15s). Deixar o povo na ignorância, sem o verdadeiro conhecimento dos mandamentos, era aprisioná-lo, levando-o à morte.

- O povo que conhece a Lei de Deus sabe como deve se comportar. Mas se o olhar estiver desviado para outro lugar, as consequências desastrosas serão inevitáveis. Todas as vezes que o homem fizer tentativas de distorcer a Palavra de Deus, está colaborando com o Maligno, cujo projeto é destruir a vida, começando com a desintegração da Palavra de Deus, confundindo as mentes com ideologias de morte. Pensemos na nossa forma de orientar as pessoas.

- Que o Espírito de Deus nos ilumine para entendermos o Novo Mandamento do Amor e tenhamos coragem e sabedoria para colocá-lo em prática pelas vias da justiça e da paz

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