003- LITURGIA DO 6.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A
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A primeira leitura recorda que o
homem é livre para escolher entre a proposta de Deus que conduz à vida e
felicidade, e a autosuficiência que conduz à morte e à desgraça. Para ajudar o
homem que escolhe a vida, Deus propõe mandamentos: são os "sinais"
com que Deus delimita o caminho que conduz à salvação.
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Na segunda leitura, ouvimos Paulo
falar da "sabedoria de Deus" como projeto de salvação para a
humanidade. Deus nos escolheu desde sempre e quis que nos tornássemos santos e
irrepreensíveis, a fim de chegarmos à vida eterna, à felicidade e à realização
plena. Por isso, veio ao nosso encontro, fez aliança conosco, indicou-nos os
caminhos. Na plenitude dos tempos, enviou o seu próprio Filho, que nos libertou
do pecado, nos inseriu numa dinâmica de amor e doação e nos convocou à comunhão
com Deus e os irmãos. A cruz expressa esta história de amor do próprio Filho
dar a vida por nós. Este plano de salvação continua, a acontecer na vida dos
crentes pela ação do Espírito que nos anima no sentido de nascermos, dia a dia,
como homens novos, até nos identificarmos totalmente com Cristo.
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Para Mateus, no Evangelho, Jesus é o
verdadeiro Mestre da justiça. Apesar de ser muitas vezes acusado de
transgressor dos mandamentos, Ele mesmo declara: "Não penseis que vim
abolir a Lei e os profetas. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno
cumprimento". Nesta afirmação de Jesus, não encontramos apenas uma defesa
de si mesmo e de seus ensinamentos, mas a denúncia de algo mais grave: a
tentativa de alguns mestres da Lei e fariseus de destruir o próprio fundamento
dos mandamentos. Pois, fazendo muitas manobras interpretativas, abandonavam o
núcleo fundamental da Lei para aplicá-la de acordo com seus interesses,
favorecendo suas posturas de dominação ideológica, religiosidade hipócrita e atitudes
demagógicas. Diante dessa tentativa de destruição da Palavra de Deus, Jesus
lança aos seus discípulos o grande desafio: "Se a vossa justiça não for
maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não entrareis no
Reino dos Céus". Com isso, Jesus afirma que esfacelar a Lei é o primeiro
passo para enfraquecê-la e destruí-la. Jesus apresenta a chave de leitura: a
vida deve ser respeitada como principal dom de Deus. Matar, cuja punição é a
morte eterna, não significa apenas acabar com a vida física de alguém, mas
implica todo o processo de destruição da pessoa nas suas várias dimensões:
física, moral, espiritual, social. Matar também significa tratar o irmão como
patife, tolo ou idiota.
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Uma das responsabilidades dos mestres da
Lei era justamente instruir o povo com os mandamentos, a fim de que se
tornasse sábio e inteligente sabendo fazer escolhas acertadas, não se deixando
confundir e enganar. Para tanto, o povo é convidado a escolher a vida e não a
morte (cf. Dt 30,15s). Deixar o povo na ignorância, sem o verdadeiro
conhecimento dos mandamentos, era aprisioná-lo, levando-o à morte.
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O povo que conhece a Lei de Deus sabe
como deve se comportar. Mas se o olhar estiver desviado para outro lugar,
as consequências desastrosas serão inevitáveis. Todas as vezes que o homem
fizer tentativas de distorcer a Palavra de Deus, está colaborando com o
Maligno, cujo projeto é destruir a vida, começando com a desintegração da
Palavra de Deus, confundindo as mentes com ideologias de morte. Pensemos na nossa
forma de orientar as pessoas.
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Que o Espírito de Deus nos ilumine para
entendermos o Novo Mandamento do Amor e tenhamos coragem e sabedoria para
colocá-lo em prática pelas vias da justiça e da paz
https://diocesedesaomateus.org.br/wpcontent/uploads/2026/02/15_02_26.pdf
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