sábado, 14 de maio de 2022

FORMAÇÃO

Formação cristã e mistagogia nos documentos do Concílio Vaticano II

Por Leandro Francisco Pagnussat

O artigo apresenta, como objetivo principal, aprofundar a natureza e a tarefa (epistemologia) da catequese e da mistagogia como processo de educação da fé e da formação para a vida cristã. A reflexão sobre a mistagogia e a formação cristã tem relação muito íntima e profunda com o ser Igreja de cada batizado e sua vocação no mundo.

Introdução

O Concílio Vaticano II impulsionou a renovação da catequese na Igreja, de modo geral, quando foi capaz de apresentar, por meio das suas reflexões, a inspiradora renovação litúrgica (Sacrosanctum Concilium); nova ótica da dimensão missionária da Igreja (Ad Gentes); renovada compreensão da Igreja como sacramento de salvação e comunidade povo de Deus (Lumen Gentium, Gaudium et Spes); nova compreensão teológica da revelação e da fé (Dei Verbum); e, sobretudo, a virada antropológica, considerando a pessoa no seu contexto sociocultural, já que ela, com sua liberdade, é o centro da virada catequética.

Na origem do movimento que promoveu a renovação catequética está a reflexão acerca da orientação pedagógica e antropológica, educativa e psicológica no processo do fazer da catequese. Já a segunda etapa dessa renovação esteve sob a influência da teologia da revelação, a partir das reflexões de Karl Barth (BARTH, 1974) e do Movimento Querigmático, que apresentaram elementos fundamentais para o desenvolvimento e a compreensão da catequese e da mistagogia. Tudo isso favoreceu nova compreensão da epistemologia, da práxis catequética e da mistagogia da vida cristã.

1.    A formação cristã na catequese conciliar

O processo de aggiornamento eclesial promovido pelo Vaticano II redescobriu a categoria de mistério. Esse termo é usado na constituição dogmática Lumen Gentium (LG) ao afirmar que a Igreja é, em Cristo, sacramento ou mistério da união íntima com Deus (LG 1). Nessa perspectiva, o Concílio compreende a ação eclesial à luz da apresentação da centralidade do mistério de Cristo e da compreensão de vida cristã fundamentada nesse mistério, o que influencia diretamente na forma de conceber os elementos constituintes de sua ação educativa e da formação cristã. O termo remete primeiramente a Cristo: ele é o mistério (LG 3). Essa expressão, na práxis pastoral, designa a vida de Jesus, comunicada por meio dos sacramentos. Consequentemente, tornar-se cristão é participar desse mistério e comprometer-se com ele. Isso requer uma mudança de vida, a qual é fruto da experiência e se dá numa preparação realizada mediante uma pedagogia da fé.

O Concílio, ao indicar a iniciação cristã (AG 14; CD 14) como proposta formativa, situa-a em relação à perspectiva mistagógica. Um fundamental objetivo da iniciação cristã é introduzir a pessoa no mistério de Jesus Cristo, o que, por sua vez, exige uma interação entre fé e vida – conforme já insistia o documento Catequese Renovada (CR 110-116) –, capaz de conduzir verdadeiramente para a vida cristã. Então, é bom chamá-la de iniciação à vida cristã (IVC). Conforme V. Angiuli, por mistagogia se compreende a ação educativa da Ecclesia Mater, cuja tarefa é introduzir e acompanhar o crente que deseja viver inspirado na vida de Cristo. Portanto, a educação e a formação cristã são um acompanhamento mistagógico (ANGIULI, 2010, p. 45) que tem por objetivo levar “a catequese a se configurar sobretudo como serviço educativo e formativo, cuja tarefa é o desenvolvimento da personalidade cristã dos indivíduos e da comunidade” (MEDDI, 2017, p. 65, tradução nossa). Trata-se de verdadeiro processo de acompanhamento do batizado.

1.1.       Gravissimum Educationis

A Declaração Gravissimum Educationis (GE), no parágrafo número dois, apresenta três afirmações que revelam o pensamento da Igreja com relação à formação dos cristãos: a natureza da educação cristã, sua tarefa e sua responsabilidade eclesial. Isso implica favorecer “a visão de educação cristã e da catequese como dimensão pastoral que habilita à vida batismal ao longo do desenvolvimento das tarefas evolutivas da pessoa” (MEDDI, 2019, p. 413, tradução nossa). Compreende-se, desse modo, que a natureza da educação cristã está enraizada no batismo. Com base nisso, GE 2 define cinco dimensões da educação cristã: conhecimento do mistério da salvação; consciência do dom da fé; adoração da Trindade; coerência de vida; empenho na transformação do mundo. Essas são expressões da renovada visão de vida cristã que o Concílio indica que o batizado deve assumir em seu processo formativo.

Dessa forma, supera-se a perspectiva intelectualizada da educação cristã e assume-se o que é expresso em LG 35, ao tornar evidente a visão de vida cristã baseada no exercício das competências batismais, nas quais se incluem os leigos, chamados a testemunhar a fé e a esperança com a força e o brilho do Evangelho em sua vida cotidiana, familiar e social. Isso mostra que a educação dos cristãos, por meio da catequese, consiste na habilitação ao exercício da vida cristã, com os dons e compromissos ligados ao batismo, os quais, por sua vez, vão além da pura educação religiosa, mas estabelecem o diálogo entre maturidade humana e maturidade cristã.

Ao assumir essa perspectiva, conforme L. Meddi, três elementos precisam ser considerados: 1) a natureza teológica da educação cristã, que faz referência ao batismo e indica duas finalidades: realizar a redenção na pessoa e gerar participação nas Tria Munera, ou seja, nas três grandes funções de quem é batizado (sacerdote, profeta e rei); 2) a tarefa da educação cristã, para compreender que o batizado pertence à dimensão humana e redentora. Assim, a GE apresenta uma perspectiva gradual de iniciação, ou seja, verdadeira perspectiva mistagógica do batismo, com a dedicação dos batizados a Deus implicando o direito a uma formação com caráter de instrução, participação e consciência do seu ser em Cristo; 3) a necessidade da educação cristã, que, nessa lógica, é assumida como pedagogia do exercício da vida cristã (MEDDI, 2019, p. 444-445). Nesse caso, as Tria Munera devem ser coligadas com o seguimento de Cristo e sua práxis messiânica, como sugerem GS 22 e 41.

Aqui, apresenta-se eficaz definição de mistagogia, porque expressa, de modo apropriado, os elementos essenciais da práxis mistagógica: a centralidade do mistério de Cristo, a nova condição daquele que é introduzido no mistério, a necessidade de progredir no conhecimento e experiência do mistério, a necessidade do testemunho, com a marca de credibilidade, diante do mundo. Portanto, o texto conciliar afirma que, no “desempenho da sua tarefa educacional, a Igreja interessa-se, em primeiro lugar, pela formação catequética” (GE 4).

Para concluir, da finalidade da catequese, apresentada pela GE, emergem duas indicações: em primeiro lugar, a fé é compreendida não somente como algo a ser conhecido, mas sobretudo como algo a ser interiorizado; em segundo, a catequese é chamada a assumir uma perspectiva mistagógica, na qual sua tarefa se define como ensino e acompanhamento do batizado. O texto conciliar de GE 2, juntamente com os textos de CD 14 e AG 14, reconhece que o instrumento principal da formação dos cristãos é a catequese realizada na comunidade cristã. Dessa forma, conforme a interpretação da GE, a natureza da catequese é iniciação ao exercício da vida cristã, seu acompanhamento e habilitação em comunidade.

1.2. Christus Dominus

O segundo texto do Concílio que aborda a dimensão da formação cristã está no Decreto Christus Dominus (CD). O número 14 trata primeiramente da finalidade da institutio catechetica, que, “pelo ensino da doutrina, deve tornar a fé viva, explícita e prática”. Na tradução do latim, a expressão institutio catechetica foi assumida como “formação catequética”. Institutio, derivado do latim, significa ensinar, educar e instruir. Para Luiz. A. de Lima, seu sentido primeiro deve ser mesmo instituição, uma vez que, se tal significado fosse mantido, a catequese poderia ser considerada, na Igreja, como verdadeira instituição eclesial. Com a proposição do Vaticano II, seria muito mais eficaz “instituição” do que simplesmente “instrução” (LIMA, 2016, p. 77).

O referido decreto, no número 14, ao usar a expressão “tornar a fé viva, explícita e prática”, está em concordância com seu número 30, que confirma que “a catequese deve conduzir os fiéis ao pleno conhecimento do mistério de salvação”. Isso implica uma mudança paradigmática, a fim de compreender não só que a catequese é mais que um aprendizado baseado em afirmações e verdades abstratas, mas também que sua principal tarefa está em educar e iniciar uma vida de fé, o que requer uma experiência vital capaz de orientar a vida na direção do testemunho do Evangelho. Considera-se, ainda, que a fé deve ser cultivada por meio de processos pedagógicos que valorizem fundamentalmente a capacidade de recepção dos interlocutores e sua realidade cotidiana sociocultural.

A atenção volta-se também para os destinatários. Essa perspectiva aponta para a superação da visão tradicional de catequese somente direcionada às crianças e aos jovens, propondo a catequese com os adultos. Tal movimento indica a revisão do método da catequese que o Concílio assume como modelo de toda a catequese e como fonte de inspiração (DC 61-65): o catecumenato batismal (DGC 59). O texto conciliar recomenda que a formação cristã cuide para que o ensino seja dado segundo a ordem e o método que considerem o “desenvolvimento, capacidade, idade e condições de vida de quem ouve”. Com isso, quer indicar a necessidade da contribuição das ciências pedagógicas e da psicologia para o processo educativo da fé e da formação cristã.

O texto do Concílio afirma que o ensino da catequese se baseia na Sagrada Escritura, na Tradição, na liturgia, no magistério e na vida da Igreja. A primeira fonte indicada é a Palavra de Deus; as seguintes, como a Tradição, a liturgia, o magistério, tornam evidentes a experiência da vida comunitária: sua história, a ação comunicativa, o ensino e o testemunho comunitário. Portanto, o que está em jogo não é o aprendizado baseado na doutrina, mas uma educação capaz de integrar fé e vida, conduzindo para uma experiência vital que provoque adesão à Pessoa de Jesus de Nazaré. Nesse caso, CD 14 introduz o tema da catequese como formação da vida cristã. Desse modo, surgem as indicações da renovação da finalidade da catequese, que deve ter como objetivo principal direcionar esforços para a questão formativa da resposta e interiorização da fé do batizado.

1.2.       Ad Gentes

O terceiro texto conciliar sobre a catequese encontra-se no Decreto Ad Gentes (AG), mais especificamente no número 14. Nele encontramos o mandato para recuperar o catecumenato, dando como motivação a necessidade da construção da personalidade cristã. O texto conciliar afirma que o catecumenato “não é mera exposição de dogmas e preceitos, mas uma formação de toda a vida cristã e uma aprendizagem efetuada de modo conveniente, por cujo meio os discípulos se unem com Cristo, seu Mestre”. Dessa forma, compreende-se que os catecúmenos não são somente instruídos, mas instituídos, isto é, formados na vida cristã. O texto conciliar trata o catecumenato como institutio e tirocinium.

Com o uso das expressões institutio e tirocinium, a catequese,  nas reflexões conciliares, ganha uma interpretação altamente inovadora. Com efeito, além de compreender a catequese como formação e aprendizado da vida cristã, o Concílio apresenta-a como sistema educativo e processual com caráter permanente. A inovação do texto conciliar envolve dois importantes aspectos: primeiro, em relação ao tempo, vê-se que já não é definido somente com base na aquisição de informação; segundo, em relação à vida cristã, indica a dimensão batismal que inspira o ato formativo.

O documento menciona o termo “discípulo”, que implica consciência, decisão e liberdade interior, elementos necessários para a formação cristã. Considera-se que AG 14, ao propor a formação cristã nessa ótica, quer ir além dos quatro tempos e três etapas propostos pelo catecumenato antigo, sintonizando com a proposta de GE 2, como exercício, habilitação e acompanhamento. Portanto, a grande virada do Concílio está em definir o valor do catecumenato em relação à responsabilidade missionária da Igreja de iniciar as pessoas na vida cristã. Com isso, o Vaticano II apresenta o catecumenato como um modelo pastoral para toda a ação evangelizadora, estabelecendo-o como paradigma para a formação cristã e evidenciando seu profundo vínculo com a catequese à luz da atividade missionária da Igreja. Por isso, a catequese deve ser compreendida para além do ato de instruir, pois tem a tarefa de instituir, ou seja, formar e iniciar o batizado na vida cristã, que vai além da simples explicação dos sacramentos ou de uma catequese litúrgica.

Nesse sentido, todo o dinamismo da catequese solicitado pelo Vaticano II precisa ser pensado como um processo de educação cuja finalidade são as experiências típicas da fé: a vida comunitária, a oração e o testemunho. Para isso, é necessário que a catequese não seja confundida com catecismo, mas recupere o conceito e a práxis do catecumenato para se tornar uma experiência, em determinado local, caracterizada pela formação da personalidade cristã ou pela capacidade de tirocínio ou aprendizado global da fé. Logo, o catecumenato deve ser compreendido como um tirocinium/experiência rumo ao discipulado de Cristo. Nesses termos, a finalidade principal da catequese consiste em sustentar a resposta da fé até sua maturidade, como afirma o Diretório para a Catequese (DC) de 2020: “educando para uma mentalidade de fé conforme o Evangelho, até que eles gradualmente passem a sentir, pensar e agir como Cristo” (DC 77).

AG propõe que os destinatários sejam os catecúmenos, que, por meio de uma formação cristã e aprendizagem adequada, devem se tornar “discípulos” de Cristo. Enquanto o objetivo de CD é uma fé iluminada, viva, explícita e operosa, o objetivo apontado por AG é viver, formar e habilitar, iniciar a vida cristã, para que assuma a dimensão missionária do batismo. Se o método apontado por CD é a fidelidade a Deus e ao ser humano, o método proposto por AG inclui o tirocínio, o aprendizado, o catecumenato, o conhecimento da história da salvação e a experiência da vida cristã, os quais, por sua vez, favorecem a compreensão de que toda a comunidade cristã e a diversidade de ministérios se tornam sujeitos ativos do processo formativo cristão. Nesse caso, é tarefa da catequese favorecer o surgimento e o desenvolvimento da vida de fé ao longo de toda a existência humana, até sua maturidade (Ef 4,13). Portanto, a mistagogia aqui se refere à finalidade da catequese e se desenvolve em relação à revelação e à elaboração da resposta da fé. Em outras palavras, compreendemos a mistagogia como exercício para a transformação da vida.

2. A mistagogia da vida cristã

Conforme a Gaudium et Spes (GS), o mistério de Deus para nós se revela em Cristo Jesus. Com ele, “chave, centro e fim de toda a história humana” (GS 10), faz-se presente o mistério do Reino de Deus. Nos Evangelhos, Jesus está a serviço desse Reino, do qual é o Mediador absoluto e definitivo. Jesus de Nazaré, ao falar do Reino, chama-o de mistério (Mc 4,11; Mt 13,11; Lc 8,10). Por conseguinte, ser cristão é participar desse mistério e comprometer-se com ele, o que requer uma mudança de vida, fruto de uma experiência.

Em uma perspectiva teológico-pastoral, a mistagogia é a obra por meio da qual o ser humano reconhece Deus presente e atuante em sua história, ou seja, reconhece-o como o sentido das experiências que são originais para ele. Sem uma experiência pessoal de mistério, não é possível, hoje, alguém se dizer cristão. Em uma perspectiva catequética, L. Meddi define a tarefa da catequese como formação da personalidade cristã e habilitação da vida cristã, o que implica duas observações: “a reconsideração da pessoa como realidade espiritual (e não somente psicossocial) e a necessidade de repensar a catequese como mistagogia da vida cristã” (MEDDI, 2018, p. 19, tradução nossa). Repensar a mistagogia nessa direção exige que ela seja capaz de desenvolver na pessoa a capacidade de resposta e exercício da vida cristã.

Ao redefinir o lugar e a tarefa da mistagogia, “não podemos continuar a pensar a mistagogia como conclusão ou consequência do catecumenato. Ela é o núcleo específico do catecumenato. Em uma autêntica pastoral missionária, o catecumenato é a mistagogia da fé e da vida cristã” (MEDDI, 2018,
p. 100, tradução nossa), a qual deve ser entendida como a tarefa específica do processo catecumenal.

A mistagogia, segundo W. Kasper, “significa acompanhamento para descobrir o mistério já presente em cada experiência de vida, para buscar Deus, que não se acrescenta, por assim dizer, ao exterior e como complemento da nossa vida, mas já está presente nela, permanecendo sempre aquele que deve vir” (KASPER, 2009, p. 340, tradução nossa). Ao integrar todas as dimensões da vida de uma pessoa, possibilita-se o surgimento da identidade cristã como um princípio fundamental do processo mistagógico. Isso acontece porque, ao viver esse processo, “é dado um tempo para descobrir, experimentar, construir as relações que constituem a identidade cristã e, conjuntamente, para iniciar e agir em novidade de vida segundo o dom sacramental recebido ou celebrado com maior consciência e liberdade evangélica” (NOCETI, 2015, p. 39, tradução nossa).

A formação cristã é o acompanhamento mistagógico na perspectiva da educação integral do ser humano para ser introduzido, de maneira gradual, no mistério. Assim, toda a vida cristã é um grande caminho mistagógico que comporta o desenvolvimento e a assimilação progressiva dos dons recebidos em um contexto eclesial e vital capaz de fazer crescer e amadurecer na fé. Compreendemos que a mistagogia vai além da explicação dos significados do mistério pascal. É participação no projeto de Deus, na história e para a história, realizada na ação sacramental-ritual da Igreja.

Conclusão

Diante disso, ao propor o termo mistagogia da vida cristã, afirmamos que ela mesma, a vida cristã vivida em plenitude, por analogia, é sinal visível de uma realidade invisível. Trata-se de acolher o mistério na vida cotidiana e desenvolver a capacidade de provocar na pessoa a elaboração de autêntica resposta para a proposta cristã. A mistagogia cristã assume a tarefa de levar a todos o Sermão da Montanha e a vida cotidiana de Jesus (Mt 5,1-12; Lc 6,20-23). O objetivo da mistagogia, portanto, não é explicar os efeitos dos sacramentos. É preparar para que sejam vividos, promovendo a transformação da existência de cada cristão e, por consequência, a transformação da sociedade. É a habilitação ao exercício da vida cristã. É um processo formativo, porque não está centrado sobre os horizontes de sentido, mas sobre a capacidade de identificar Deus na vida de cada um e pormo-nos a seu serviço como testemunhas e missionários.

Referências bibliográficas

ANGIULI, Vito. Educazione come mistagogia: un orientamento pedagogico nella prospettiva del Concilio Vaticano II. Roma: CLV, 2010.

BARTH, Karl. L’epistola ai Romani. Milano: Feltrinelli, 1974.

CONCÍLIO VATICANO II. Gaudium et Spes: Constituição Pastoral sobre a Igreja no mundo atual. Disponível em: <https://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19651207_gaudium-et-spes_po.html>. Acesso em: 9 ago. 2021.

______. Lumen Gentium: Constituição Dogmática sobre a Igreja. Disponível em:
<https://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19641121_lumen-gentium_po.html>. Acesso em: 9 ago. 2021.

______. Gravissimum Educationis: Declaração sobre a educação cristã. Disponível em: <https://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_decl_19651028_gravissimum-educationis_po.html>. Acesso em: 9 ago. 2021.

______. Ad Gentes: Decreto sobre a atividade missionária da Igreja. Disponível em:
<https://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_decree_19651207_ad-gentes_po.html>. Acesso em: 9 ago. 2021.

______. Christus Dominus: Decreto sobre o múnus pastoral dos bispos na Igreja. Disponível em: <https://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_decree_19651028_christus-dominus_po.html>. Acesso em: 9 ago. 2021.

KASPER, Walter. Tornare al primo annuncio. Il Regno, doc. 11, p. 336-343, 1 giug. 2009.

LIMA, Luiz Alves de. A catequese do Vaticano II aos nossos dias: a caminho de uma catequese a serviço da iniciação à vida cristã. São Paulo: Paulus, 2016. (Marco Conciliar.)

MEDDI, Luciano. Gravissimum Educationis. In: NOCETI, S.; REPOLE, R. (Org.). Commentario ai documenti del Vaticano II: Perfectae Caritatis, Apostolicam Actuositatem, Gravissimum Educationis. Bologna: EDB, 2019. v. 7.

______. Il processo di interiorizzazione della fede. NPG-Note di Pastorale Giovanile, Roma, n. 32, p. 33-52, 1998.

______. La catechesi oltre il catechismo: saggi di catechetica fondamentale. Vaticano: Urbaniana University Press, 2018.

______. L’itinerario della fede, oltre il catechismo. In: ______. La catechesi oltre il catechismo: saggi di catechetica fondamentale. Vaticano: Urbaniana University Press, 2018.

NOCETI, Serena; MARGUERI, Filippo; SARTOR, Paolo. Mistagogia: vivere da cristiani nella comunità. Bologna: EDB, 2015.

PONTIFICIO CONSIGLIO PER LA PROMOZIONE DELLA NUOVA EVANGE­LIZZAZIONE. Diretório per la Catechesi (DC). Milano: San Paolo, 2020.

SACRA CONGREGAZIONE DEL CLERO. Direttorio Generale per la Catechesi (DGC). SANTA SEDE. Enchiridion Vaticanum. Bologna: Dehoniane, 2001. v. 16, p. 608-1011.

Leandro Francisco Pagnussat

é presbítero da diocese de Goiás. Possui mestrado em Catequese pela Universidade Pontifícia Salesiana de Roma. É doutorando em Catequese pela mesma universidade. E-mail: leandropagnusat@hotmail.com

https://www.vidapastoral.com.br/edicao/formacao-crista-e-mistagogia-nos-documentos-do-concilio-vaticano-ii/

SANTO AGOSTINHO E O MANDAMENTO NOVO

O Senhor Jesus afirma que dá um novo mandamento aos seus discípulos, isto é, que se amem mutuamente: «Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros.» Mas não existia já este mandamento na antiga lei de Deus, onde está escrito: «Amarás o teu próximo como a ti mesmo?» Porque chama novo o Senhor ao que parece tão antigo? Será novo porque, despojando-nos do homem velho, nos reveste do homem novo? Na verdade, este mandamento renova o homem que o ouve, ou melhor, que lhe obedece; não se trata, porém, do amor puramente humano, mas daquele que o Senhor quis distinguir, acrescentando: «Como eu vos amei.»

É este amor que nos renova, transformando-nos em homens novos, herdeiros do Novo Testamento, cantores do cântico novo. Foi este amor, irmãos caríssimos, que renovou outrora os antigos justos, os Patriarcas e os Profetas e, posteriormente, os bem-aventurados Apóstolos. Ainda hoje é ele que renova as nações, e de todo o gênero humano, disperso pelo mundo inteiro, forma um povo novo, o Corpo da nova esposa do Filho unigênito de Deus. […]

Quem nos dá este amor é o mesmo que diz: «Assim como Eu vos amei, amai-vos também vós uns aos outros.» Foi para isto que Ele nos amou: para que nos amássemos uns aos outros. E com o seu amor, deu-nos a graça, para que, vivendo unidos em recíproco amor, como membros ligados por tão suave vínculo, formemos o Corpo de tão sublime Cabeça.

Fonte: Vaticano

https://ideeanunciai.wordpress.com/2016/04/28/o-mandamento-novo-sermao-de-santo-agostinho/

SUGESTÃO DE LEITURA

1. ESPIRITUALIDADE, AMOR E EXTASE - 1ªED. (2021)
Autor: Frei Betto
Editora: Vozes

O amor dá sentido à existência, tanto em sua dimensão pessoal, de afetividade, quanto na dimensão social, de solidariedade. Ele se faz êxtase na profunda empatia que aprofunda nossa relação com o próximo, a natureza e Deus. Espiritualidade, amor e êxtase reúne textos que nutrem a vivência do amor na relação pessoal e no compromisso social, no cuidado da Casa Comum e na mudança das estruturas políticas, em permanente sintonia com o Transcendente. (Trecho da obra)

https://www.travessa.com.br/espiritualidade-amor-e-extase-1-ed-2021/artigo/3f8dee8d-ed37-4b0a-b0d3-ce062482f518

2. Os obstáculos ao amor e à fé
O amadurecimento Humano e a Espiritualidade Cristã
José Del-Fraro Filho

Como se articula a questão do pecado, perdão, espaço de liberdade e consciência com o campo psicanalítico: o inconsciente, a constituição da pessoa humana, seus sentimentos e características psicológicas singulares? O que leva uma pessoa à fé e a quais tipos de fé? Quais são as motivações que levam uma pessoa a crer ou a não crer? Como se dá o amadurecimento humano? O livro aborda temas como relacionamento conjugal, relação entre pais e filhos, tendência antisocial, delinquência, adolescência, depressões, homossexualidade, compulsões e o papel da Psiquiatria, em sua vertente clínica e social. Pretendemos aprofundar a gênese de sentimentos como a culpa, a indiferença, o ressentimento, o amor e a construção ética. O texto pretende lançar luzes sobre como se constituem a soberba, a vanglória, o ter e o fazer em detrimento do ser, sob a ótica da espiritualidade cristã e da Teoria do Amadurecimento Humano de D. W. Winnicott.

https://www.paulus.com.br/loja/os-obstaculos-ao-amor-e-a-fe-o-amadurecimento-humano-e-a-espiritualidade-crista_p_1298.html

domingo, 8 de maio de 2022

SEJA BEM-VINDO!

DOMINGO, 08 DE MAIO DE 2022

QUARTO DOMINGO DA PÁSCOA – ANO C

- Domingo do Bom Pastor
- Dia Mundial de Oração pelas Vocações
- Dia das Mães


Eu sou o bom pastor, diz o Senhor;
eu conheço as minhas ovelhas e elas me conhecem a mim (cf, Jo 10,27).

OLÁ: PRA COMEÇO DE CONVERSA...

1- Liturgia do 4.º Domingo da Páscoa – Ano C

Este quarto domingo da Páscoa nos apresenta Jesus como o Bom Pastor.  O trecho evangélico traz estas palavras de Jesus: “As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. Eu dou-lhes a vida eterna e elas jamais se perderão. E ninguém vai arrancá-las de minha mão. Meu Pai, que me deu estas ovelhas, é maior que todos, e ninguém pode arrebatá-las da mão do Pai. Eu e o Pai somos um” (Jo 10,27-30).  São quatro versículos que resumem a mensagem de Jesus e nos faz compreender o sentido e o significado da figura do Pastor, que é o tema central apresentado pela Liturgia da Palavra deste domingo.

Numa realidade de anonimato e de indiferença, celebramos o amor de Cristo bom pastor que nos conhece e nos oferece aconchego e proteção, defendendo-nos de tudo o que possa tirar-nos das mãos dele e do Pai. Louvamos a Deus pela vida e o carinho de nossas mães, em seu dia.

O Bom Pastor nos reúne, fazendo de nós um só rebanho. Numa relação de amor, ouvimos sua voz e damos graças sobre o pão e o vinho, sinais da sua vida que nos é dada. Esta participação na Eucaristia nos leva a doar livremente, com Ele, nossa vida à serviço dos irmãos. Hoje, celebrando o Dia Mundial de Oração pelas Vocações, imploramos ao Senhor que envie operário à messe.(Folheto Pulsadinho).

Este quarto domingo da Páscoa é conhecido como o Domingo do Bom Pastor, por causa do texto do evangelho de João, extraído do capítulo  10º, que é proclamado neste domingo, e no qual Jesus se apresenta como o Pastor do seu rebanho, que somos todos nós.

Cristo, o Ressuscitado, é o Supremo pastor de sua Igreja porque somente Ele deu a vida pelas suas ovelhas e somente Ele ressuscitou dos mortos. Embora, os fiéis sejam conduzidos por pastores humanos, o Papa, os Bispos, os Sacerdotes, contudo é o Cristo que os guia e alimenta.

Jesus confiou a Igreja a Pedro, aos apóstolos para que o sucessor de Pedro, o Papa, e os bispos, em comunhão com ele, a governem, com a assistência do Espírito Santo.

No evangelho, São João afirma que as ovelhas, isto é, os discípulos de Jesus, ouvem a sua voz, acolhem-na em seu coração e a testemunham em sua vida por meio de boas obras. O discípulo que assim procede é reconhecido e amado por Jesus, pois “as minhas ovelhas escutam a minha  voz, eu as conheço e elas me seguem.”

O Bom Pastor, que é Jesus, se torna presente nos pastores que, hoje, governam a Igreja e por isso  é necessário rezar sempre pelo Papa, os bispos, os padres que são uma forma da presença do Cristo ressuscitado, colocados à frente de sua Igreja, em nosso meio, a fim de  que exerçam o seu ofício com dedicação, alegria, generosidade, a exemplo de Cristo.

É necessário também pedir ao Senhor operários numerosos, santos preparados, para trabalhar na sua messe, que é o mundo de hoje.

2- “Cristo, verdadeiro Pastor do povo de Deus”   

Jesus apresenta-se como o verdadeiro Pastor do povo de Deus. Ele fala da relação que o une com as ovelhas da grei, ou seja. com os seus discípulos, e insiste sobre o fato de que se trata de um relacionamento de conhecimento recíproco. ... Jesus fala, Jesus conhece, Jesus dá a vida eterna, Jesus protege. O Bom Pastor - Jesus - está atento a cada um de nós, procura-nos e ama-nos, dirigindo-nos a sua palavra, conhecendo profundamente os nossos corações, os nossos desejos e as nossas esperanças, assim como os nossos fracassos e as nossas desilusões. Recebe-nos e ama-nos tal como somos, com as nossas qualidades e os nossos defeitos. Para cada um de nós Ele “dá a vida eterna”: oferece-nos a possibilidade de levar uma vida cheia, sem fim. Além disso, preserva- -nos e guia-nos com amor, ajudando-nos a percorrer as sendas íngremes e as estradas por vezes perigosas que se apresentam no caminho da vida. Aos verbos e aos gestos que descrevem o modo como Jesus, Bom Pastor, se relaciona conosco, correspondem os verbos relativos às ovelhas, isto é, a nós: «Ouvem a minha voz», «seguem- -me». São gestos que mostram de que modo devemos corresponder às atitudes ternas e amáveis do Senhor. ... Esta intimidade com Jesus ... fortalece em nós o desejo de o seguir, saindo do labirinto dos percursos errados, abandonando os comportamentos egoístas, para nos encaminharmos pelas novas sendas da fraternidade e do dom de nós mesmos, à imitação d’Ele! Não nos esqueçamos que Jesus é o único Pastor que nos fala... E desta intimidade contínua com o nosso Pastor, ... brota a alegria de o seguir, deixando- -nos conduzir rumo à plenitude da vida eterna. Agora dirijamo-nos a Maria, Mãe de Cristo Bom Pastor... ajude em particular quantos são chamados ao sacerdócio e à vida consagrada a aceitar com alegria e disponibilidade o convite de Cristo a sermos os seus colaboradores mais diretos no anúncio do Evangelho e no serviço do Reino de Deus nesta nossa época. Em muitos países, hoje celebra-se o “Dia da mãe”. Gostaria de transmitir uma afetuosa saudação a todas as mães, agradecendo-lhes a sua preciosa obra na educação dos filhos e na tutela do valor da família. Recordemos também as mães que nos olham do Céu e continuam a velar sobre nós com a oração. O nosso pensamento dirige-se inclusive à nossa Mãe celestial.... Confiemo-nos a Ela para prosseguir o nosso caminho com alegria e generosidade. (Papa Francisco, oração Regina Coeli, 12/5/2019).

https://www.diocesedeerexim.org.br/painel/admin/upload/revistas_pdf/rev-346-5-missas_maio_2022.pdf

3- Dia Mundial de Oração pelas Vocações

No 4º Domingo da Páscoa, Domingo do Bom Pastor, a Igreja celebra o Dia Mundial de Oração pelas Vocações. Na ocasião, a Igreja convida todos os fiéis a rezar pelas vocações sacerdotais, religiosas, missionárias, matrimoniais e outras. A data foi instituída por São Paulo VI, no ano de 1964.

ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES (CNBB)

Senhor da Messe e Pastor do rebanho,
faze ressoar em nossos ouvidos teu forte e suave convite: “Vem e segue-me”!
Derrama sobre nós O teu Espírito, que ele nos dê sabedoria para ver o caminho e generosidade para seguir sua voz.
Senhor que a Messe não se perca por falta de operários.
Despertai nossas comunidades para a Missão.
Ensina nossa vida a ser serviço.
Fortalece os que querem dedicar-se ao Reino na vida consagrada e religiosa.
Senhor, que o Rebanho não se perca por falta de Pastores.
Sustenta a fidelidade de nossos bispos, padres e ministros.
Dá perseverança a nossos seminaristas.
Desperta o coração de nossos jovens para o ministério pastoral em tua Igreja.
Senhor da Messe e Pastor do Rebanho, chama-nos-para o serviço de teu povo.
Maria Mãe da Igreja modelo dos servidores do Evangelho ajuda-nos a responder, SIM.
Amém.

4- Dia  das mães


O 
Dia das Mães é uma data comemorativa que acontece no segundo domingo do mês de maio, no qual se homenageia as mães por todo o carinho e amor que elas dão para seus filhos. Essa data comemorativa foi celebrada em nosso país pela primeira vez na década de 1910, mas só foi oficializada como data comemorativa, por Getúlio Vargas, em 1932.

Essa data surgiu nos Estados Unidos como resultado da ação de Anna Jarvis, uma norte-americana que propôs a criação do Dia das Mães como uma forma de homenagear sua mãe, Ann Jarvis, uma metodista que dedicou sua vida à realização de obras de caridade, principalmente, durante a Guerra Civil Americana.

https://escolakids.uol.com.br/datas-comemorativas/dia-das-maes.htm#:~:text=O%20Dia%20das%20M%C3%A3es%20%C3%A9%20celebrado%2C%20no%20Brasil%2C%20no%20segundo,sendo%20idealizado%20por%20Anna%20Jarvis.

 

5- A Missa Explicada: o sentido de cada parte da Missa


Começa hoje a série “A Missa Explicada: o sentido de cada parte da Missa”, uma oportunidade de Estudo para os fiéis católicos, catequistas e catequizandos.

SB SABENDO BEM DESTE DOMINGO E DESTA SEMANA

 

01-   OLÁ! PRA COMEÇO DE CONVERSA...

1.    Liturgia do 4.º Domingo da Páscoa – Ano C;

2- “Cristo, verdadeiro Pastor do povo de Deus”;

3- Dia mundial de Oração pelas Vocações e Oração pelas Vocações (CNBB);

4- Dia das Mães;

5- A Missa Explicada: o sentido de cada parte da Missa.

02-   LEITURAS DA MISSA DO 4.º DOMINGO DA PÁSCOA- ANO C;

03-  LITURGIA DA SEMANA DE 09 DE MAIO A 15 DE MAIO;

       04- REFLEXÃO DOMINICAL I: HOMILIA DE DOM HENRIQUE DA COSTA;

05-  REFLEXÃO DOMINICAL II: NINGUÉM VAI ARRANCÁ-LAS DE MIM;

06- A MISSA EXPLICADA: O SENTIDO DE CADA PARTE DA MISSA (I);

07- HOMENAGEM ÁS MÃES;

08-ESPIRITUALIDADE: O DIA DAS MÃES E A MATERNIDADE ESPIRITUAL DE MARIA E DA IGREJA;

09- HISTÓRIA INSPIRADORA: MÃE DE PADRE BRASILEIRO SE TORNA FREIRA NA MESMA FAMÍLIA RELIGIOSA;

10- A ESPERANÇA COMO PERSPECTIVA PASTORAL PARA A COMUNICAÇÃO;

11- ESTILO DE VIDA: QUANDO A  AFETIVIDADE GERA INFIDELIDADE;

12-  SANTO AGOSTINHO E A INFLUÊNCIA DE SUA MÃE, SANTA MÔNICA;

13- SUGESTÃO DE LEITURA

      1.     A cabana (William P. Young);

      2.    O Pequeno Príncipe (Antoine de Saint-Exupéry).

 

Caro(a) Leitor(a) amigo(a):

O meu abraço fraterno e uma ótima semana a todos!

ACESSE SEMPRE O BLOG: sbsabendobem.blogspot.com e divulgue aos seus amigos, conhecidos e contatos nas redes sociais. Comente, faça sugestões. Agradeço!

Escreva para: sbsabedobem@gmail.com


# VACINAR É UM ATO DE AMOR!


EU CUIDO DE VOCÊ E VOCÊ CUIDA DE MIM
E DEUS CUIDA DE NÓS!



LEITURAS DA MISSA

4.º  DOMINGO  DA PÁSCOA  -  ANO C


PRIMEIRA LEITURA (At 13,14.43-52)

Leitura dos Atos dos Apóstolos.


Naqueles dias, Paulo e Barnabé, 14partindo de Perge, chegaram a Antioquia da Pisídia. E, entrando na sinagoga em dia de sábado, sentaram-se. 43Muitos judeus e pessoas piedosas convertidas ao judaísmo seguiram Paulo e Barnabé. Conversando com eles, os dois insistiam para que continuassem fiéis à graça de Deus. 44No sábado seguinte, 2 quase toda a cidade se reuniu para ouvir a palavra de Deus. 45Ao verem aquela multidão, os judeus ficaram cheios de inveja e, com blasfêmias, opunham-se ao que Paulo dizia. 46Então, com muita coragem, Paulo e Barnabé declararam: “Era preciso anunciar a palavra de Deus primeiro a vós. Mas, como a rejeitais e vos considerais indignos da vida eterna, sabei que vamos dirigir-nos aos pagãos. 47Porque esta é a ordem que o Senhor nos deu: ‘Eu te coloquei como luz para as nações, para que leves a salvação até os confins da terra’”. 48Os pagãos ficaram muito contentes, quando ouviram isso, e glorificavam a palavra do Senhor. Todos os que eram destinados à vida eterna, abraçaram a fé. 49Desse modo, a palavra do Senhor espalhava-se por toda a região. 50Mas os judeus instigaram as mulheres ricas e religiosas, assim como os homens influentes da cidade, provocaram uma perseguição contra Paulo e Barnabé e expulsaram-nos do seu território. 51Então os apóstolos sacu- diram contra eles a poeira dos pés e foram para a cidade de Icônio. 52Os discípulos, porém, ficaram cheios de alegria e do Espírito Santo.

 - Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.


SALMO 99(100)

Sabei que o Senhor, só ele, é Deus, / nós somos o seu povo e seu rebanho!

1. Aclamai o Senhor, ó terra inteira, + servi ao Senhor com alegria, * ide a ele cantando jubilosos!

2. Sabei que o Senhor, só ele é Deus, + Ele mesmo nos fez e somos seus, * nós somos seu povo e seu rebanho!

3. Sim, é bom o Senhor e nosso Deus, + sua bondade perdura para sempre, * Seu amor é fiel eterna- mente!


SEGUNDA LEITURA (Ap 7,9.14b-17)

Leitura do Livro do Apocalipse de São João.

Eu, João, 9 vi uma multidão imensa de gente de todas as nações, tribos, povos e línguas, e que ninguém podia contar. Estavam de pé diante do trono e do Cordeiro; trajavam vestes brancas e traziam palmas na mão. 14Então um dos anciãos me disse: “Esses são os que vieram da grande tribulação. Lavaram e al- vejaram as suas roupas no sangue do Cordeiro. 15Por isso, estão diante do trono de Deus e lhe prestam culto, dia e noite, no seu templo. E aquele que está sentado no trono os abrigará na sua tenda. 16Nunca mais terão fome, nem sede. Nem os molestará o sol, nem algum calor ardente. 17Porque o Cordeiro, que está no meio do trono, será o seu pastor e os conduzirá às fontes da água da vida. E Deus enxugará as lágrimas de seus olhos”.

- Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.


ACLAMAÇÃO (Jo 10,14)

Aleluia, aleluia, aleluia. Eu sou o bom pastor, diz o Senhor; / eu conheço as minhas ovelhas e / elas me conhecem a mim.


EVANGELHO (Jo 10,27-30)


P. O Senhor esteja convosco. T. Ele está no meio de nós.

P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

T. Glória a vós, Senhor.

P. Naquele tempo, disse Jesus: 27“As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. 28Eu dou-lhes a vida eterna e elas jamais se perderão. E ninguém vai arrancá-las de minha mão. 29Meu Pai, que me deu estas ovelhas, é maior que todos, e ninguém pode arrebatá-las da mão do Pai. 30Eu e o Pai somos um”

- Palavra da Salvação. T. Glória a vós, Senhor.

LITURGIA DA SEMANA DE 09 DE MAIO A 15 DE MAIO

 


Dia 09, 2ªf.: At 11,1-18; Sl 41(42); Jo 10,1-10;

Dia 10, 3ªf., S. João de Ávila: At 11,19-26; Sl 86(87); Jo 10,22-30;

Dia 11, 4ªf, At 12,24- 13,5a; Sl 66(67); Jo 12,44-50;

Dia 12, 5ªf., S. Nereu e Sto. Aquiles; S. Pancrácio: At 13,13-25; Sl 88 (89); Jo 13,16-20;

Dia 13, 6ªf., N. Sra. de Fátima: At 13,26-33; Sl 2,6-7.8-9.10-11(R.7); Jo 14,1- 6;

Dia 14, sáb., S. Matias: At 1,15-17.20-26; Sl 112(113); Jo 15,9-17;

Dia 15, dom., 5º da Páscoa; At 14,21b-27; Sl 144(145); Ap 21,1-5a; Jo 13,31-33a.34-35 (Glorificação e amor).     

 

REFLEXÃO DOMINICAL I

Homilia do D. Henrique Soares da Costa

At 13,14.43-52; Sl 99; Ap 7,9.14b-17;Jo 10,27-30

Uma imagem muito comum neste tempo pascal é aquela do Cordeiro “de pé, como que imolado” (Ap 5,6). Este Cordeiro, eternamente diante do trono do Pai, é o Cristo no seu estado de perpétua imolação e glória, de entrega sacrifical e ao mesmo tempo vitoriosa, por nós. Mas, misteriosamente, este Cordeiro é também Pastor: “O Cordeiro que está no meio do trono será o seu pastor e os conduzirá às fontes da água da vida”. Que imagem impressionante: um cordeiro que é pastor que dá vida às ovelhas. Pois bem, Jesus afirmou: “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas” (Jo 10,11). Estejamos atentos: este dar a vida possui dois sentidos: primeiro: Cristo nos dá a vida porque morre por nós, por nós entrega sua vida humana: “Eu dou minha vida pelas minhas ovelhas” (Jo 10,15). É, portanto, um pastor que ama profundamente o seu rebanho: “As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem”. Num segundo sentido, Cristo dá a vida porque transmite às ovelhas a vida divina, a vida eterna, a vida glorificada que ele recebeu do Pai na ressurreição: “Eu dou-lhes a vida eterna e elas jamais se perderão. E ninguém vai arrancá-las de minha mão!” Que afirmações estupendas! Nosso Pastor, que por nós se fez Cordeiro imolado, dá-nos a vida eterna e imperecível, uma vida que nos saciará eternamente! Cristão, compreende: como é grande, como é concreta, como é verdadeira a tua esperança, como é certa a tua herança!

Esta vida, que o Cordeiro-Pastor nos prepara, é para todos, é em abundância. Isto já aparece na primeira leitura: diante da recusa dos judeus como um todo em acolher o Evangelho da salvação em Jesus, o Apóstolo volta-se para os pagãos: “Era preciso anunciar a palavra de Deus primeiro a vós, judeus. Mas, como a rejeitais e vos considerais indignos da vida eterna, sabei que vamos dirigir-nos aos pagãos”. E estes, cheios do Espírito Santo, ficaram cheios de alegria. Eis! A salvação que Cristo nos trouxe, com sua morte e ressurreição, com seu mistério pascal, é plena, é total e é para todos[1]!

É com estas ideias e sentimentos no coração que devemos, agora, contemplar a estupenda imagem que o Apocalipse nos apresenta na liturgia de hoje. Toda a humanidade, “uma multidão imensa de gente de todas as nações, tribos, povos e línguas, que ninguém podia contar”… de pé, diante do trono e do Cordeiro”. Pensemos bem! É toda esta humanidade tão sofrida, de vida tão frágil, de esperança tão incerta, que é chamada a este momento tão grandioso: de pé (posição de quem venceu, de quem está vivo) diante do trono de Deus e do Cordeiro, o Cristo nosso Senhor, Aquele que venceu! Observem que nossa esperança nada tem de espírito de seita. A salvação não é para um grupinho de eleitos que excluem os demais farisaicamente! Não! Nunca! Deus quer “que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2,4). Os cristãos têm o dever de olhar o mundo com amor benevolente. Nós, amados por Deus em Cristo, não podemos guardar só para nós esse amor e essa salvação: é preciso anunciá-la, comunicá-la, e com um coração bom, benévolo para com o mundo: nunca uma atitude de seita, de acusação, de fechamento! Dizer a verdade, sim; anunciar a verdade, sim; denunciar o erro e o pecado, sim; mas, com uma atitude de amor e respeito, de benignidade, como o coração do Bom Pastor, que deu a vida pelas ovelhas e quis morrer pelo rebanho!

Estes eleitos “trajavam vestes brancas” símbolos da glória, de vida, da pureza e da imortalidade; “traziam palmas na mão”, símbolo da vitória. Quem são eles? “São os que vieram da grande tribulação. Lavaram e alvejaram as suas vestes no sangue do Cordeiro”. Que imagem fantástica! É a multidão dos cristãos de todos os tempos, que perseveraram e vencerão no combate das tribulações desta vida… às vezes, até à morte! Pensemos: somos nós, se formos fiéis no combate do Cristo; somos nós, se perseverarmos e guardarmos a fé e a esperança no Senhor nas lutas e provações desta vida! Estejamos atentos: “lavaram e alvejaram as vestes no sangue do Cordeiro!” Sangue bendito e precioso, que lava, que purifica, que alveja! Nenhum de nós chegará diante do trono limpo por sua própria limpeza, mas sim pelo sangue do Cordeiro que é nosso pastor! “Nunca mais terão fome, nem sede. Nem os molestará o sol, nem algum calor ardente”. Bendito Cordeiro, bendito Pastor, bendito Cristo-Senhor, que nos dá uma vida tão plena! Ele mesmo nos tinha prometido: “Quem vem a mim nunca mais terá fome e quem crê em mim nunca mais terá sede” (Jo 6,35). Bendito Jesus, que é tão fiel! “E o Cordeiro, que está no meio do trono, será seu pastor e os conduzirá às fontes da água da vida”. Aonde nos conduzirá o Pastor? Que lugar é este, com tanta vida e tanto frescor e consolação? Escutem a Palavra: “Aquele que está sentado no trono os abrigará na sua tenda… E Deus enxugará as lágrimas de seus olhos!” Eis, irmãos, aonde o Cristo imolado e ressuscitado nos conduz: à tenda do coração do Pai, para nos aconchegar, para nos consolar, para nos enxugar as lágrimas, para nos dar a vida em abundância: “Meu Pai, que me deu estas ovelhas, é maior que todos, e ninguém pode arrebatá-las da mão do Pai. Eu e o Pai somos uma só coisa!”

É por isso, caríssimos, que a Páscoa de Cristo é também nossa: sua vitória é penhor da nossa, é certeza de nossa esperança agora e plenitude um dia. Vivamos fielmente os combates do presente, deixemo-nos guiar pelo Bom Pastor, lavemos nossas vestes no sangue do Cordeiro e sejamos herdeiros da vida que ele nos prepara. Ele, bendito pelos séculos dos séculos. Amém.

https://www.presbiteros.org.br/homilia-do-d-henrique-soares-da-costa-iv-domingo-de-pascoa-ano-c/

REFLEXÃO DOMINICAL II


NINGUÉM VAI ARRANCÁ-LAS DE MIM...

 

Vivemos em um tempo em que infelizmente somos muitas vezes dominados pelo medo e a insegurança porque vemos a ação do mal por todos os cantos.


Olhamos para nós mesmos e sentimos que embora nos esforcemos por viver bem, inúmeras vezes pecamos, por falta de amor, de fidelidade, de perseverança, de confiança em Deus, na própria igreja só olhamos a instituição, a igreja humana e às vezes o desânimo é tanto que não enxergamos a igreja divina, instituída por Jesus, e da qual participamos pelo nosso Batismo, apesar de sermos indignos. Sentimo-nos ameaçados a todo o momento e o medo de sucumbir no mal, é muito grande e diante do avanço das forças do mal, sentimo-nos impotentes.


Possivelmente era também esse o estado de espírito das comunidades de João no primeiro século da era cristã, por causa das intensas perseguições do império romano e dos próprios judeus ao cristianismo. O medo e a insegurança podem fazer–nos render diante do mal.


“Elas jamais hão de perecer e ninguém as roubará de minha mão. Meu pai que mas deu, é maior que todos; e ninguém as poderá arrebatar do meu pai. Eu e o pai somos um” - é uma afirmativa de Jesus no evangelho desse domingo, que refletido em profundidade irá nos tirar a todos desse marasmo, do comodismo e conformismo diante do mal.


A primeira ideia é de proteção, estamos nas mãos do Pai e do seu Filho Jesus e nada de mal irá nos ocorrer, podemos ficar tranquilos e basta apenas que cumpramos nossas obrigações religiosas para com Deus e a igreja de Cristo. Esse pensamento é nefasto porque nos conduz a passividade e perdemos a capacidade de nos indignar diante de fatos ocasionados pelo mal. A outra ideia errada que podemos ter, é de que o nosso Deus é possessivo quando fala que ninguém nos arrancará de suas mãos.


Mas a mensagem é bem outra e aqui podemos nos lembrar das narrativas do livro dos reis, que enfoca a bravura e a coragem de Davi quando ainda pastor, que quando via o seu rebanho atacado pelo lobo, se atirava sobre ele e o estraçalhava com a força do seu braço e dos seus dentes. Talvez nos falte hoje essa bravura e essa coragem diante das forças do mal, temos medo do que vemos e assistimos no dia a dia, não queremos nos envolver ou nos comprometer com algum posicionamento mais radical contra a maldade presente no coração de muitos que matam, roubam, enganam, manipulam.


Temos medo de testemunhar o evangelho e sermos taxados de antiquados, retrógrados, preferimos muitas vezes nos deixar levar pela onda, “é melhor não falar, é melhor não dar a minha opinião, alguém pode não gostar”. Agimos assim no trabalho, na política, no ensino, na comunidade e na família. Preferimos ficar rezando para que Deus toque no coração dos que estão dominados pelo mal, fazemos a nossa parte rezando.


O evangelho de hoje é um incentivo e um grito de esperança e de ânimo para quem quiser ir à luta, combatendo abertamente o mal, não as pessoas, presente em todos os lugares. Cristo Jesus nosso único pastor nos deu a vida eterna, nos libertou e nos redimiu com seu sangue, fomos assim resgatados das forças do mal, pertencemos a Deus e o Pai nos confiou a seu Filho Jesus, “ninguém conseguirá nos arrebatar de suas mãos poderosas” , Jesus e o Pai são um, e com ele nós somos a Igreja, com a missão de evangelizar, de anunciar a verdade, a justiça e a paz, o Shalom que evoca a presença de Jesus em nosso meio. Não há o que temer! Mas é preciso ser discípulo, seguidor de Jesus, não tremer, não vacilar e nem recuar diante do mal.


É preciso conhecer a sua voz, sua palavra de ordem do evangelho, diante de tantas falsas palavras que nos iludem, oferecendo-nos um mundo novo que não passa de uma fantasia. Só Jesus é o nosso pastor e mais ninguém.


Ele é a nossa rocha, nossa fortaleza e segurança, o mal presente em nós, o pecado dos nossos irmãos, o mal presente na sociedade de tanta morte e violência, não conseguirá nos arrancar de suas mãos. Basta crer e se comprometer com o seu reino. E assim podermos rezar na firmeza do salmo 99 “sabei que o Senhor, só ele é Deus, nós somos seu povo e seu rebanho”.


José da Cruz é Diácono da
Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP
E-mail  
jotacruz3051@gmail.com

 

http://www.npdbrasil.com.br/religiao/rel_hom_gotas0309.htm#msg02