sexta-feira, 26 de abril de 2024

REFLEXÃO DOMINICAL I CRISTO, A VIDEIRA. NÓS, OS SEUS RAMOS

 

REFLEXÃO DOMINICAL I

CRISTO, A VIDEIRA. NÓS, OS SEUS RAMOS

“Eu sou a videira, vós os ramos. Quem permanece em mim, e eu nele, esse dá muito fruto” (Jo 15, 5), lemos no Evangelho da Missa. Jesus emprega a imagem da videira e dos ramos num sentido totalmente novo. Cristo é a verdadeira videira, que comunica a sua própria vida aos ramos. É a vida da graça que flui de Cristo e se comunica a todos os membros do seu Corpo, que é a Igreja: sem essa seiva nova, esses membros não produzem fruto algum, pois estão secos, mortos. É uma vida de valor tão alto que Jesus derramou até a última gota do seu sangue para que pudéssemos recebê-la. O Senhor Jesus nos faz participar da própria vida divina! Quando somos batizados, dá-se uma transformação no mais profundo do nosso ser: é como se nascêssemos de novo, tornamo- -nos filho de Deus, irmãos de Cristo e membros do seu Corpo que é a Igreja. Esta vida nova chega até nós e se fortalece especialmente pelos sacramentos, que o Senhor quis instituir para que a Redenção pudesse chegar a todos os homens de uma maneira simples e acessível. Nesses sete sinais eficazes da graça encontramos Cristo, o manancial de todas as graças. “Todo ramo que não der fruto em mim, ele o cortará; e todo aquele que der fruto, ele o podará para que dê mais fruto (Jo 15, 2). O cristão que inutiliza os canais pelos quais lhe chega a graça – a oração e os sacramentos – fica sem alimento para a sua alma, e então, a sua esterilidade é total, pois não dá nenhum fruto. A vontade do Senhor, no entanto, é que demos fruto e o demos abundantemente (cfr. Jo 15, 8). É por isso que Ele poda o sarmento. É interessante observar que o Senhor utiliza o mesmo verbo para falar da poda dos ramos e, logo a seguir, da limpeza dos seus discípulos: “Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho anunciado” (Jo 15, 3). Ao pé da letra, a tradução poderia ser esta: “E todo aquele que der fruto, ele o limpará para que dê mais fruto”. Temos que dizer sinceramente ao Senhor que estamos dispostos a deixar que Ele arranque tudo o que em nós for obstáculo à sua ação: defeitos do caráter, apegos ao nosso critério ou aos bens materiais, respeitos humanos, pontos de comodismo ou de sensualidade...; que estamos decididos, ainda que nos custe, a deixar-nos limpar de todo esse peso morto, porque queremos dar mais frutos de santidade e de apostolado. Jesus ensina outra consequência dessa imagem: a vida de união com o Senhor ultrapassa o âmbito pessoal e manifesta-se no modo de trabalhar, no convívio com os colegas, nas atenções para com a família..., em tudo. Uma vez que Cristo é “a fonte e origem de todo o apostolado da Igreja, torna-se evidente que a fecundidade do apostolado dos leigos depende da sua união vital com Cristo. Pois é o Senhor quem diz: Quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto, porque sem mim nada podeis fazer (Jo 15, 5). Esta vida de união íntima com Cristo na Igreja alimenta- -se de auxílios espirituais comuns a todos os fiéis... Os leigos devem servir-se de tal sorte desses auxílios que, enquanto cumprem com esmero as suas obrigações no meio do mundo, nas condições ordinárias da vida, não separem a união com Cristo da sua vida privada, mas cresçam intensamente nessa união, realizando as suas tarefas segundo a vontade de Deus” (Concílio Vaticano II, Apostolicam actuositatem, n. 4). Estamos dando os frutos que Jesus espera de nós? Os nossos amigos têm-se aproximado de Deus, por nosso intermédio? Damos frutos de paz e de alegria no meio daqueles com quem mais convivemos? São perguntas que po¬de¬riam ajudar-nos a concretizar algum propósito neste domingo.

 Dom Carlos Lema Garcia Bispo Auxiliar de São Paulo

https://arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/ano-48b-30-5o-domingo-de-pascoa.pdf

REFLEXÃO DOMINICAL II 28 de abril – 5º Domingo da Páscoa Por Maicon André Malacarne* A fecundidade da vida está em permanecer no Ressuscitado!

 

REFLEXÃO DOMINICAL II


28 de abril – 5º Domingo da Páscoa

Por Maicon André Malacarne*

 

A fecundidade da vida está em permanecer no Ressuscitado!


I.              Introdução geral

 

Somos a tensão entre fecundidade e esterilidade. Ninguém consegue ser abundante o tempo todo, sem ser atravessado pela falência. Jesus, especialista em vida plena, neste 5º domingo da Páscoa, convida a “permanecer” nele para “produzir frutos”, como o ramo permanece unido à videira.

A fecundidade da vida se realiza à medida que amadurecemos aquilo que somos, deixamos cair as máscaras de disfarce e assumimos um caminho de autonomia e de liberdade, capaz de tomar decisões e fazer escolhas. De fato, o primeiro mandamento de Deus para suas criaturas foi: “Sejam fecundos” (Gn 1,22). Gerar mais vida, expandir a vida, é vocação que nos põe diante das tensões do fechamento e do isolamento.

A contradição também fez parte da vida de Paulo. Ele, que se tornou um dos maiores evangelizadores e missionários de Jesus Cristo, enfrentou muitas resistências da comunidade nascente, que “não acreditava que ele fosse discípulo”, como afirma a primeira leitura, dos Atos dos Apóstolos. A vida de perseguidor, própria de quem fere a vida do outro, ainda gritava alto e causava medo. No entanto, o amor por Jesus, vivido, como sublinha a primeira carta de João, “com ações e de verdade”, é portador de nova fecundidade na história do apóstolo.

Para adentrar nos textos da liturgia da Palavra, somos motivados por uma inspiração do Pe. Ermes Ronchi (homilia de 2/5/2021 – disponível em www.avvenire.com, tradução nossa):

A moral do Evangelho consiste na fecundidade e não na observância de regras, e traz consigo alegres canções de colheita. No entardecer da vida terrena, a pergunta final, a verdade suprema da existência, não será sobre mandamentos ou proibições, sacrifícios e renúncias, mas focalizará toda a sua doce luz no fruto: depois que você passou no mundo, na família, no trabalho, na igreja, da sua videira, amadureceram cachos de bondade ou uma colheita de lágrimas? Atrás de você, ficou mais vida ou menos vida?

II.            Comentário dos textos bíblicos

 

1.    I leitura (At 9,26-31)

 

Saulo era um dos perseguidores mais cruéis da comunidade cristã nascente. Em certo momento da vida, “caiu do cavalo” e deu uma guinada total na sua existência, aderindo fielmente a Jesus Cristo. Era natural que houvesse resistência à sua conversão. A leitura se inicia afirmando que “Saulo chegou a Jerusalém para se juntar aos discípulos. Mas todos tinham medo dele” (v. 26).

Barnabé foi personagem fundamental para Saulo ser acolhido. De maneira bastante pedagógica, apresentou Saulo na perspectiva da sua história de conversão e da sua inflamada forma de pregar o Evangelho (v. 27). Barnabé ajudou a criar um clima de acolhida, de escuta e de rompimento de medos. É verdade que houve outras resistências, outros fechamentos, e não foram poucos os que se esforçaram para mandar o neoconvertido para longe de Jerusalém. Saulo acolheu tudo e viveu tudo em nome de Jesus. Sua conversão significou uma mudança total de identidade, a ponto de lhe alcançar até mesmo um novo nome, Paulo.

Não obstante as tensões, o livro dos Atos dos Apóstolos sublinha que tudo acontecia “com a ajuda do Espírito Santo” (v. 31). De fato, não é possível refletir sobre Saulo, Pedro ou qualquer dos discípulos sem a fecundidade do Espírito Santo, que mantém tudo ligado ao Senhor.

2.    II leitura (1Jo 3,18-24)

 

No centro do anúncio de João está sempre o amor. Fora do amor não há vida fecunda! De diversos modos, com diferentes tons, acentuando dimensões particulares, suas cartas sempre retornam ao amor como grande núcleo central. Trata-se do amor da Páscoa, um amor que João não cansou de contar ao mundo. No entanto, o autor assume que um salto é sempre fundamental: “Filhinhos, não amemos só com palavras e de boca, mas com ações e de verdade” (v. 18). Aqui está uma das respostas fundamentais ao convite para “produzir frutos” de Jesus, no Evangelho.

Nesse sentido, João nos convida a fazer uma avaliação da nossa trajetória: diante do amor proclamado e realizado “está o critério para saber que somos da verdade” (v. 19). O amor a Jesus Cristo e aos irmãos e irmãs deve ser a síntese verdadeira de todos os que creem. Nesse amor, realizamos os mandamentos: “Quem guarda os seus mandamentos permanece com Deus e Deus permanece com ele” (v. 24). A fecundidade da vida cristã está na acolhida de um estilo de vida que seja concordante, em forma e conteúdo, com a lógica de Deus sintetizada no mandamento do amor.

3.    Evangelho (Jo 15,1-8)

 

A palavra-chave para meditar o Evangelho é “permanecer”. De fato, ela aparece sete vezes, sugerindo também um símbolo de integralidade na direção dos frutos para o Reino. O anúncio da partida de Jesus, com seu discurso de despedida, causou assombro e medo nos discípulos. Quando tudo parecia o fim, Jesus indicou a consolação para todos os que creem: a comunhão profunda e real com ele.

O ramo unido à videira sugere a adesão dos discípulos a Jesus Cristo. Com base nessa unidade, é possível viver uma vida fecunda: “assim também vós não podereis dar fruto se não permanecerdes em mim” (v. 4). A imagem da videira foi, muitas vezes, usada pelos profetas para descrever o povo de Israel, que, ao quebrar a aliança com Deus, se tornava estéril (cf. Is 5). Romper com o amor de Deus é romper com a fecundidade! Jesus se apresenta como “a verdadeira videira” (v. 5) que permanece sempre unido ao Pai e, por isso, realiza muitos frutos.

Produzir frutos é tornar a vida capaz de gerar mais vida! Uma das primeiras formas de realizar essa vocação é viver em comunhão com os outros e com toda a casa comum, abrindo-se para as relações e os vínculos. Todo ramo, ligado à videira, depende dos outros ramos para produzir frutos. A comunhão sugerida por Jesus encontra sentido no amor: não é possível dar frutos fora do amor. O fruto vem do amor e é o amor!

O Evangelho constitui uma escola para aprendermos a amar em meio às nossas contradições. A seiva do amor, tal como a seiva da videira, já pulsa no nosso interior. É preciso deixá-la fluir, crescer, rompendo com todo impulso de isolamento. Dispormo-nos a “permanecer” em Jesus significa, com a ajuda do Espírito Santo, assumir um estilo de vida de abertura e de reconstrução da nossa identidade, tal como viveu Paulo. “Permanecer” não é uma tarefa fácil; exige enfrentar-nos interiormente, significa aprender a renascer das contínuas “podas da videira”, sempre na direção do amor. Podar a videira não significa matá-la, mas abrir espaço para que mais vida, mais fecundidade, possa se realizar.

III.           Pistas para reflexão

 

Deus está continuamente presente na nossa vida, qual seiva que ajuda a circular e gerar comunhão. É sua graça que sustenta a construção cotidiana do amor e abre canais para realizar nossa vocação de discípulos. Paulo experimentou, em meio às suas contradições, essa graça, que o convidava a dar o salto para a vida nova, a vida maior! Graça à qual João sugeriu responder por meio do amor, com palavras e obras de verdade. Algumas questões pessoais, que também podem ser questões comunitárias, abrem um caminho de meditação: Como tenho frutificado minha vida? Como tenho amadurecido e me tornado aquilo que, de verdade, sou? Quais conversões são necessárias? Como vivo minhas relações? Qual é a fonte da comunhão que vivo? De que seiva tenho me nutrido?

Maicon André Malacarne*

*é presbítero da diocese de Erexim-RS. Possui mestrado em Teologia Moral pela Pontifícia Academia Alfonsiana (Roma), onde atualmente é doutorando na mesma área. É especialista em Juventude no Mundo Contemporâneo pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (Faje – Belo Horizonte-MG), formado em Filosofia pelo Instituto de Filosofia Berthier (Ifibe – Passo Fundo-RS) e em Teologia pela Itepa Faculdades (Passo Fundo-RS). É aluno de doutorado em Teologia Moral da Pontifícia Academia Alfonsiana (Roma). E-mail: maiconmalacarne@gmail.com

https://www.vidapastoral.com.br/roteiros/28-de-abril-5o-domingo-da-pascoa-2/

 

 

 

REFLEXÃO DOMINICAL III “Crescer devagar, porém sempre!”

 

REFLEXÃO DOMINICAL III

“Crescer devagar, porém sempre!”

Essa é uma das leis de vida nesta terra: sempre estamos nos desenvolvendo! Em efeito, todos os viventes estão em constante crescimento até o momento cume da própria vida, depois começa a senectude que, pouco a pouco, vai levando as nossas forças. Contudo, enquanto estivermos bem pegados à raiz da vida, estaremos aqui com os nossos amigos e companheiros celebrando a vida e tantas coisas boas que ela nos oferece.  Também é verdade: bem unidos a Jesus, conservaremos sempre a jovialidade do nosso existir cristão.

” Disse-me ele: – “ainda bem que é a pequena”.?Faz tempo, um padre, amigo meu, ligava e dizia-me que estava com a minha cruz. O que acontece é que eu uso uma pequena cruz quando estou no confessionário. Chamou-me a atenção a maneira como ele se expressou e começamos a brincar. Dizia eu: – “eu esqueci a minha cruz, a deixei com você. É uma pequena, não é

Eu fiquei pensando depois como é bom ter um irmão que nos ajuda a carregar a cruz, nem que seja a pequena: é ótimo ter alguém que nos ajude! “Meus filhinhos, não amemos com palavras nem com a língua, mas por atos e em verdade” (1 Jo 3,18). Amamos por atos e em verdade quando as nossas palavras são vivas, são vida; explicam aquilo que fazemos ao mesmo tempo em que as ações mostram aquilo que falamos. A coerência… como falta na nossa vida de cristãos! Um discípulo de Cristo tem que semear a paz, o amor, a alegria por onde passa; um discípulo de Cristo por vezes incomodará, é normal! A sua vida santa será para muitos um martelo na própria consciência.

Para que possamos viver assim, tão fiéis a Cristo, é necessário que estejamos muito unidos a ele. “Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer” (Jo 15,5). Nós somos os ramos na videira. Isso significa que não temos vida por nós mesmos, a temos daquele que é a Vida, a seiva nos vem da videira, que é Cristo. A graça é o que nos vivifica, que nos anima e nos capacita para que possamos dar frutos de vida eterna. SEM JESUS NÃO PODEMOS FAZER NADA. Seríamos inúteis, sobrenaturalmente falando, sem a graça que nos vem do alto. Se não estivéssemos unidos ao Senhor, seríamos ineficazes, já que toda a nossa eficácia vem de Deus.

 São Paulo escreve aos gálatas falando da diferença das obras da carne e dos frutos do Espírito; “as obras da carne são estas: fornicação, impureza, libertinagem, idolatria, superstição, inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição, discórdias, partidos, invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. [...] os que as praticarem não herdarão o Reino dos céus!” (Gl 5,19-21). Continua o mesmo apóstolo: “o fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança” (Gl 5,22-23). Como são contrárias as obras da carne dos frutos do Espírito! As primeiras são para escravizar-nos, trazem a infelicidade, ainda que no começo pareçam dar a felicidade. Enganam-se aqueles que pensam assim! Apenas por um momento trazem algum prazer, depois… O que fica senão a dor de consciência, a angústia, a escravidão no vício, a infelicidade? Os frutos do Espírito Santo aparecem em todo bom cristão consciente de sua vocação à santidade e que se esforça para estar unido ao Senhor. A nossa vida será muito mais saborosa com esses frutos de caridade, paz, alegria etc. Como as pessoas desejam a paz, desejam ser alegres, desejam a felicidade! O problema é que vão buscar tudo isso em “outras árvores” que não são videiras verdadeiras. Jesus é a verdadeira videira, para dar bons frutos que sirvam para a vida eterna é preciso estar unido a ele.?Nós precisamos dar frutos. Quais

A paciência é uma virtude importante na vida espiritual. Não esperemos que uma semente de abacate plantada ontem venha a florescer e produzir abacates hoje. Não podemos entregar-nos ao desalento na vida interior. Precisamos lutar para viver o plano de Deus nas nossas vidas. Se quisermos produzir frutos para a vida eterna é preciso que sejamos podados, que recebamos o adubo; que resistamos a várias temperaturas, a aridez do vento, as chuvas torrenciais e o sol que chega a queimar. Virá a primavera, sairão as folhas e as flores, virão os frutos. Só quem persevera até o fim receberá a salvação, isto é, quem permanece no Senhor.

Pe. Françoá Rodrigues Figueiredo Costa

http://www.npdbrasil.com.br/religiao/rel_hom_gotas0281.htm#msg02

RELIGIÃO O VALOR DA SANTA COMUNHÃO

 

RELIGIÃO

O VALOR DA SANTA COMUNHÃO

Prof. Felipe Aquino 

Os santos dizem que vale muito mais uma Comunhão do que um êxtase, um arrebatamento, uma visão. A Santa Comunhão transporta o Paraíso inteiro para o nosso pobre coração. Ali o Céu se faz presente; “onde está o Rei está toda a Corte”, dizia Santa Tereza de Jesus. Quando Jesus é recebido em uma alma, toda a Igreja exulta de alegria, a dos Céus, a do Purgatório e a da Terra

A Santa Comunhão deve ser recebida em “estado de graça”. Por isso, se tivermos cometido um pecado mortal, ainda que já estivermos arrependidos e sintamos um grande desejo de comungar, é necessário e indispensável que nos confessemos com o sacerdote antes de Comungar. É bom se lembrar do que São Paulo disse aos coríntios: “Quem come desse pão ou bebe do cálice do Senhor indignamente, será réu do Corpo e do Sangue do Senhor” (1Cor 11,27).

Quem quer receber a Cristo na Comunhão eucarística não pode ter, em consciência, algum pecado mortal. A Confissão comunitária só é válida em casos muito especiais; e, assim mesmo, o penitente fica obrigado depois a se confessar com um sacerdote tão logo seja possível. (cf. CIC§1483).

Mas o que é o pecado mortal?

“É pecado mortal todo pecado que tem como objeto uma matéria grave, e que é cometido com plena consciência e deliberadamente” (CIC§1859). Isto é, uma infração grave à lei de Deus, cometida de maneira consciente e livre.

A matéria grave, ensina o Catecismo, é precisada pelos Dez Mandamentos, segundo a resposta de Jesus ao jovem rico: “Não mates, não cometas adultério, não roubes, não levantes falso testemunho, não defraudes ninguém, honra teu pai e tua mãe” (Mc 10,19), (CIC§1858).

Um modo delicado de preparar-nos para a sagrada Comunhão é invocando a Virgem Imaculada e entregando-nos a ela para que nos prepare para receber a Jesus com a humildade, com a sua pureza, com o seu amor, e que venha ela mesma recebê-lo em nós. Esta piedosa prática foi recomendada por muitos Santos, especialmente por S. Luiz Grignon de Montfort, por S. Pedro Julião Eymard, por S. Afonso de Ligório, S. Maximiliano M. Kolbe e muitos outros: “A melhor preparação para Santa Comunhão é a que se faz com Maria”.

São Cirilo de Jerusalém, que pregava no século V na Basílica do Santo Sepulcro de Jesus, nos dá belas orientações sobre a Comunhão.

Aos que recebem a Hóstia nas mãos, ele dizia:

“Quando te aproximares para receber o Senhor não o faças com os braços soltos e com os dedos abertos, mas faça da tua mão esquerda o Trono para a sua mão direita, pois nesta receberás o Rei, e na alma recebes o Corpo de Cristo dizendo Amém. Então, com todo cuidado, santifica teus olhos pelo Santo Corpo e em seguida toma-O e cuida para que nada se perca. Com efeito, qualquer migalha que perderes seria como que perder um dos teus próprios membros.

Diga-me: se colocassem ouro em pó na tua mão, você não guardaria com toda atenção? Não terás, portanto, ainda maior cuidado com o objeto ainda mais precioso que o ouro e que qualquer pedra preciosa, para que não se perca nenhuma migalha?

Depois, tendo comungado o Corpo de Cristo, aproxima-te do Cálice do Seu Sangue, inclina-te num gesto de Adoração e diga Amém. Santifica-te assim tomando também o Sangue de Cristo.
E esperando a oração, dá Graças a Deus, que te considerou digno de tão grande Mistério…”

Ninguém é digno de receber a Eucaristia, mas é o amor de Jesus que quer que o recebamos. O amor de Jesus por nós, exige que ele se dê a nós. Assim, o importante são as “disposições convenientes” para Comungar, que segundo Santo Afonso precisamos ter para fazer uma boa Comunhão com Jesus: 1. Estar em estado de graça; 2. querer ser santo; 3. desejar crescer no amor a Jesus; 4. fazer meditação frequente; 5. mortificar os sentidos e as paixões; 6. fazer a ação de graças após a comunhão, e querer ser de Deus.

Àqueles que não querem comungar, por se acharem indignos, Santo Afonso de Ligório diz: “Menos digno te tornarás, pois serás mais fraco e cairás mais”. E ensinava que “as faltas, quando não plenamente voluntárias, não impedem a Comunhão”.

O cânon 920 do Código de Direito Canônico estabelece que todo fiel católico, após a Primeira Comunhão, “tem o dever de comungar ao menos uma vez por ano. Este preceito deve ser cumprido no tempo pascal a não ser que, por justa causa, se cumpra em outra época dentro do mesmo ano”. Por “tempo pascal” na Igreja universal entende-se o período que vai de quinta-feira santa até o Domingo de Pentecostes (no Brasil o tempo pascal estende-se do primeiro Domingo de fevereiro até 16/07).

Diz o cânon 916 do novo Código: “Quem está consciente de pecado grave, não celebre a Missa nem comungue o Corpo do Senhor sem fazer antes a Confissão sacramental a não ser que exista causa grave e não haja oportunidade para se confessar; neste caso, porém, lembre-se de que é obrigado a fazer um ato de contrição perfeita, que inclui o propósito de se confessar quanto antes”.

Santo Agostinho disse: “Não abramos de par em par a boca, mas o coração. Não nos alimenta o que vemos, mas o que cremos”.

Aquele que ama anseia estar junto da pessoa amada; e o seu maior sofrimento é não ser correspondido no seu amor. Para comprovar isto, basta ver como fica triste uma jovem, quando o namorado que tanto ama, lhe abandona. A dor e a angústia é ainda maior quando ela é trocada por outra. A dor mais forte é a “dor do amor”. A pior dor é a do amor não correspondido. Conheci uma moça que, ao saber que o seu namoro tinha terminado, não queria mais nada, e nada podia consolá-la; não queria mais comer, dormir, estudar… nada. Era a dor do amor. Queria “morrer”…

Jesus mostrou e provou o seu amor por nós de inúmeras maneiras: assumiu a nossa natureza, “vestiu a nossa carne”, fez-se obediente até a morte, morte de cruz, para nos salvar da morte eterna, e ficou conosco para sempre na Eucaristia.

Neste Sacramento do seu próprio Corpo, o Senhor nos dá a revelação máxima do seu amor. Fez o milagre da Eucaristia para estar junto de nós, individualmente, com cada um, de modo “particular”, e inteiramente. Fez-se pão, “prisioneiro dos nossos sacrários”, para estar sempre conosco, a cada dia, e todos os dias.

Ele se entregou totalmente a nós no Pão.

Ele que é Onipotente, se fez fraco no pão; Ele que é o Soberano, se fez pobre; Ele que é o Infinito de Tudo, se fez limitado num pedacinho de pão. É o milagre do Amor.

Na Comunhão recebemos Jesus, substancialmente, e Ele vem a nós para nos transformar Nele e nos comunicar a Sua Santidade e, depois, sua Felicidade e Glória eternas.

Pela santa Comunhão, Ele como que nasce, cresce, vive em nós; por isso, quer ser recebido frequentemente por cada um dos cristãos

https://pt.aleteia.org/2023/12/22/o-valor-da-santa-comunhao/

HISTÓRIAS INSPIRADORAS

 

 

HISTÓRIAS INSPIRADORAS

01- Ele tem 90 anos, 12 filhos e celebra 2 missas por dia na catedral

 

Os caminhos de Deus na impactante história de vida do padre José Brombal, de Jundiaí

José Brombal vive em Jundiaí, no Estado brasileiro de São Paulo, e é pai de doze filhos: Anselmo, Maria Aparecida, Maria José, Maria Conceição, Maria das Graças, Paulo Alberto, Maria Salete, Maria Ana, Maurílio Luís, José Carlos, Plinio Eduardo e Maria Claúdia.

Todos eles têm orgulho do pai, que, aos 90 anos de idade, celebra diariamente a Santa Missa na Catedral Nossa Senhora do Desterro.

Você não leu errado, não. O padre José Brombal tem 12 filhos e é um dos muitos exemplos de homens que, após o falecimento da esposa, ouviram em seu coração o chamado de Deus ao sacerdócio católico.

Para muita gente pode soar surpreendente, mas é prática antiquíssima: a Igreja católica permite que viúvos sejam ordenados padres, desde que os filhos sejam maiores de idade e economicamente independentes do pai.

Antes de ser ordenado sacerdote, José trabalhou durante muitos anos como marceneiro e carpinteiro, ofícios que sustentaram a numerosa família sempre com dignidade. Sua vida começou a mudar radicalmente em 1986, quando, após 34 anos de casamento, a esposa faleceu. Em entrevista de agosto de 2017 ao portal G1, o sacerdote declarou:

“Não fiquei abalado com a morte dela, pois nós temos que aceitar que tudo tem um princípio e um fim. Eu acredito que isso tenha sido um propósito de Deus na minha vida”.

Algum tempo depois do falecimento da esposa, José foi convidado pelo bispo para se tornar diácono. Todos os filhos apoiaram:

“Sempre fui católico e, quando recebi o convite, eles não ficaram surpresos com a minha decisão”.

Como pároco, o pe. José acolhe fiéis no confessionário da igreja todos os dias e testemunha:

“São pessoas de todas as idades. As pessoas têm fome de Deus. Tudo você tem que fazer por amor, e isso, graças a Deus, tenho feito”.

Além de ouvir as confissões e dar a absolvição em nome de Cristo, o pe. José celebra duas missas por dia. Só para recordar: ele tem 90 anos de idade.

“A religião é o ‘religare’, é ligar o homem a Deus, e é o que vale a pena para mim. Já tenho 90 anos. Penso que estou aqui para ajudar as pessoas e isso me faz feliz”.

Os caminhos de Deus são fascinantes!

https://pt.aleteia.org/2017/10/19/ele-tem-90-anos-12-filhos-e-celebra-2-missas-por-dia-na-catedral/

 

02- Para ser crismado, menino percorre 11 km a pé em estrada cheia de lama

A determinação de Maximiliano rendeu o reconhecimento do Papa Francisco

Um quilômetro a pé já cansa, né? Mas Maximiliano percorreu onze quilômetros para poder receber o sacramento da Confirmação no dia 11 de novembro de 2023. O menino argentino decidiu que nada o impediria em sua busca pelo Espírito Santo! 

Aos 11 anos, ele mora com a família no coração da zona rural de Suipacha, pequena cidade perto de Buenos Aires. Enquanto se preparava durante todo o ano para a Crisma em sua paróquia, Nossa Senhora do Rosário de Suipacha, o mau tempo que atingiu a região tornou as estradas intransitáveis. Até mesmo o trator da família, que havia quebrado alguns dias antes, não conseguiu ajudar o jovem Maximiliano. Ainda assim, o menino decidiu desafiar a lama e o mau tempo. Calçado com as botas de plástico, ele foi com a família a pé até a igreja onde seria crismado.

“Nossas botas afundaram na lama, escorregamos muito”, lembra Maximiliano em entrevista à ACI. “Quando você crescer terá uma ótima história para contar”, brincou o pai do menino no caminho. 

Maximiliano chegou a tempo para a Missa, da qual saiu crismado e parabenizado pelos paroquianos e pelo padre, que ficaram admirados pelo seu esforço.

A perseverança do menino chegou até aos ouvidos do Papa Francisco que enviou a Maximiliano e sua família a sua bênção apostólica. O documento foi entregue por Dom Mauricio Landra, bispo auxiliar de Mercedes-Luján. “Todos ficaram muito felizes”, testemunhou Maximiliano. Até os colegas dele ficaram “impressionados” ao ver o documento da bênção apostólica. 

Às demais crianças que se preparam para receber o sacramento da confirmação, Maximiliano lembra: “Jesus está esperando por vocês e estará sempre com vocês, como estará comigo.”

https://pt.aleteia.org/2023/12/07/para-ser-crismado-menino-percorre-11-km-a-pe-em-estrada-cheia-de-lama/

 

 

 

03- Brasil: homem de 104 anos recebe Batismo, Eucaristia e Crisma no mesmo dia

Francisco Vêneto

O Sr. José Lourenço foi batizado sob condição, uma vez que não se tinha certeza de que ele já tivesse recebido validamente o batismo antes

No último dia 17 de junho, aos 104 anos de idade, o Sr. José Lourenço da Silva recebeu finalmente os sacramentos da iniciação cristã, ou seja, o Batismo, a Primeira Eucaristia e a Confirmação ou Crisma.

A belíssima cerimônia foi celebrada na capela São Judas Tadeu, em Alto Piquiri, no Paraná, presidida pelo pe. Antônio Murilo Macedo da Luz, vigário do Santuário Diocesano de São José.

A literalmente marcante jornada na vida do centenário foi precedida, semanas antes, por uma visita de Sidônia dos Santos, que trabalha na Pastoral da Pessoa Idosa. Ela conversou com o Sr. José e, ao lhe perguntar se era batizado, ouviu-o contar que havia sido “batizado em casa, nunca na igreja”, porque a igreja “não existia”. Ele acrescentou que desejava, sim, receber os sacramentos na igreja e, em especial, “tomar a Hóstia”.

Imediatamente começaram a ser tomadas as providências necessárias para que o Sr. José recebesse a catequese. Foi uma preparação intensiva, ao longo de um mês, para que ele conhecesse adequadamente o significado e, sobretudo, o imponderável valor de cada sacramento.

E o grande dia finalmente chegou! Depois de ser batizado, receber pela primeira vez o Corpo e o Sangue de Cristo e confirmar-se na fé pelo sacramento crismal, o centenário declarou sentir um grande bem-estar:

“O corpo estava pesado, agora está levinho. Eu deitava na cama e sonhava com tanta porcariada e agora não sonho mais. Sonhava com coisa ruim. Depois do batismo eu não sonho mais. Eu melhorei muito”.

Batismo sob condição

A propósito do batismo que ele diz ter recebido em casa, é importante observar que restavam “dúvidas prudentes” a respeito da sua validade, pois não havia registros fiáveis que o confirmassem adequadamente.

Nesse tipo de caso, a Igreja pode batizar uma pessoa “sob condição”, uma vez que o batismo válido não pode ser repetido. Isto quer dizer que, na condição de que o Sr. José ainda não estivesse validamente batizado, agora ele passa a estar; e, caso já estivesse, aquele batismo permanece

https://pt.aleteia.org/2023/07/19/brasil-homem-de-104-anos-recebe-batismo-eucaristia-e-crisma-no-mesmo-dia/

ESTILO DE VIDA 6 excelentes motivos para passar tempo com os idosos

 

 

 

ESTILO DE VIDA

6 excelentes motivos para passar tempo com os idosos

Cerith Gardiner 

Aqui estão algumas dicas sobre como aproveitar ao máximo o tempo que você passa com os idosos

É muito bom passar um tempo cercado por amigos e familiares… Esta época do ano pode ser muito mais isolada para os idosos: como eles ficam mais tempo dentro de casa, não veem tantas pessoas como em dias mais amenos. Por isso, é importante que a geração mais jovem possa visitá-los, pois, além de levarem amor a eles, também descobrirão que esses encontros são muito gratificantes. Aqui estão seis excelentes motivos para passar um tempo com seus idosos:

1
SABEDORIA DE VIDA

As pessoas mais velhas já passaram por muita coisa e têm muito conhecimento para compartilhar. Elas podem oferecer conselhos valiosos com base em sua experiência. Com essa sabedoria em mãos, seria um erro não passar tempo com os mais velhos.

2
HISTÓRIAS E ANEDOTAS

As pessoas mais velhas geralmente contam anedotas sobre sua juventude, que são fascinantes e esclarecedoras. Lembre-se, porém, de que essas histórias não serão publicadas em livros, portanto, tente memorizá-las ou registrá-las para as gerações futuras.

3
PERSPECTIVA SOBRE O ENVELHECIMENTO

Passar tempo com pessoas mais velhas proporciona uma visão mais realista do que significa envelhecer e ajuda a apreciar os diferentes estágios da vida. Isso não apenas o torna mais grato pela vida que tem, mas também pode incentivá-lo a orar por uma vida longa e a compartilhar momentos preciosos com as gerações mais jovens.

4
APOIO EMOCIONAL

A solidão pode ser um grande problema para os idosos, e sua atitude pode proporcionar a eles a tão necessária interação social e apoio emocional. Diversos estudos confirmaram a importância da comunidade para o bom envelhecimento. Portanto, ao fazer parte dessa comunidade, você estará proporcionando muita alegria a eles.

5
OPORTUNIDADES DE APRENDIZADO

Atualmente, a Internet é usada como fonte de informações, o que nos faz esquecer que os idosos são fontes reais e vivas de informações, cheias de sabedoria e experiência. Eles podem lhe ensinar habilidades e hobbies que, embora não estejam necessariamente na moda, ainda são incrivelmente valiosos e interessantes.

6
O SENSO DE HISTÓRIA

As pessoas mais velhas muitas vezes podem transmitir relatos pessoais de eventos históricos que elas podem ter vivenciado em primeira mão, enquanto você só os conhece por meio de livros. Ouvir suas histórias dá uma nova dimensão e uma perspectiva muito humana sobre os grandes eventos que ocorreram.

Para que vocês possam aproveitar ao máximo esse tempo juntos, aqui estão algumas dicas para tornar sua visita um verdadeiro prazer:

  • Traga um lanche

Você pode se surpreender com a riqueza de conhecimento que pode ser compartilhada com um prato de biscoitos ou uma boa xícara de chá.

  • Aprenda a arte de ir devagar

Eles têm uma vida inteira de experiência, portanto, não tenha pressa. Saboreie esses momentos, mesmo que eles envolvam caminhadas lentas e conversas tranquilas.

  • Explique a tecnologia

Esteja preparado para explicar que o Facebook não é um livro e que o Google não é apenas uma palavra engraçada. Ao apresentá-los à tecnologia, você pode abrir as portas do mundo digital para que eles permaneçam conectados e mantenham vínculos sociais, especialmente com o restante da família.

  • Seja paciente

Deixe que eles relembrem episódios de suas vidas, mesmo que você já tenha ouvido as histórias dezenas de vezes: isso os deixa felizes. Seja paciente, pois eles provavelmente já estiveram com você muitas vezes.

  • Curta a moda vintage

As pessoas mais velhas podem não seguir as últimas tendências, mas elas têm um senso de estilo que transcende gerações. Abrace a moda vintage e use-a como inspiração para seu próprio guarda-roupa.

  • Compartilhe uma risada

O riso é uma linguagem universal e o humor pode superar qualquer diferença de geração. Uma boa piada ou uma história engraçada pode criar laços de amizade e boas lembranças.

https://pt.aleteia.org/2023/11/13/6-excelentes-motivos-para-passar-tempo-com-os-idosos/

DICAS PARA MINHA LINDA... Lindolivo Soares Moura(*)

 

 

DICAS PARA MINHA LINDA...

Lindolivo Soares Moura(*)

Oi minha linda, como vai você? Tudo bem? Já percebeu que "vai" é futuro, e não presente e nem passado, e que tem gente que passa tanto tempo com a cabeça no futuro que acaba não vivendo o presente? E que há também aqueles que são tão obcecados pelo passado que acabam sem presente e sem futuro? Triste, mas é verdade. Só o presente é um "presente" de fato: futuro não é mais que promessa, e passado, mesmo sendo importante, "já era!": não passa de fósforo riscado. Do passado vem a experiência, claro, assim como do presente o aprendizado, mas "o futuro a Deus pertence" como diz o ditado; melhor, portanto estar preparado. Uma coisa, porém, é absolutamente certa: se você almeja um futuro promissor e seguro para você e os filhos que eventualmente venha a ter, esteja atenta: saiba aproveitar a experiência dos mais velhos, aprenda o máximo que puder com o aprendizado dos mais jovens, e saiba organizar e construir para si um mundo no qual você se sinta segura e confortável. Entre as tantas boas "dicas" para conseguir isso, essa é uma delas: MANTENHA-SE O MAIS LONGE QUE PUDER DO MUNDO DO TABACO E DO CIGARRO. Não vou mentir pra você: mais cedo ou mais tarde você acabaria descobrindo a verdade. Fumar também tem lá suas "vantagens", e quem fuma pode estar fazendo o que faz por uma série de "ganhos", ambivalentes  é bem verdade, mas sem dúvida interessantes. Dentre esses "ganhos" podemos apontar os seguintes: certo gozo ou prazer que o hábito de fumar proporciona, uma diversão a mais para a boca e as mãos, gratificação oral como não poderia deixar de ser, diversão com a fumaça como se fosse bolinha de sabão, ficar "bem na foto" junto com quem "curte" o mesmo hábito, "sentir" uma estranha mas agradável sensação de se estar acompanhado, e por aí segue o andar dos estranhos "benefícios" e "benesses" - sempre com "aspas" - que o hábito de fumar inegavelmente oferece. Além do mais as pessoas podem fumar simplesmente por força do hábito - começar é muito fácil - , por pressão do grupo de pares ou de iguais, bem como por influência da propaganda que só almeja lucro e só mostra o lado atraente do produto - estrelas de cinema e da televisão são verdadeiras "chaminés", fumando um cigarro atrás do outro. Finalmente, de acordo com o Orientador Filosófico norte-americano Lou Marinoff as pessoas podem fumar por um motivo estranho e curioso que geralmente é ignorado pelo fumante: fumar por "razões espirituais". Isso mesmo que você leu: "razões espirituais" - novamente entre "aspas", claro.  De acordo com Marinoff as pessoas fumam para sentir e experimentar sua própria respiração: "sentir" a fumaça entrando em suas vias aéreas e em seus pulmões, e em seguida "sentir" e "ver" essa mesma fumaça saindo dos pulmões e das vias aéreas. Ora, a respiração e "o espírito" estão intimamente relacionados, afirma Marinoff: "respirar" é a primeira coisa que você fez quando nasceu, e expirar o último alento será o derradeiro ato seu, meu e de todos nós. Várias filosofias e práticas orientais ensinam que aprender a respirar corretamente é uma das melhores e mais eficientes maneiras de se exercer controle tanto do corpo como da mente, e esse controle é condição imprescindível para que a energia espiritual da pessoa possa se manifestar plenamente. Portanto não há nada de errado em querer sentir a própria respiração; isso não é ruim, isso é bom. Mas assim como não se pode preencher um "vazio espiritual" com uma dezena de "hambúrgueres" ou de "cheesebúrgueres", tampouco se pode fazê-lo empanturrando esse mesmo vazio espiritual de nicotina e fumaça.

Agora que você ficou conhecendo certos "ganhos" e "benefícios" - sempre entre "aspas" - que o cigarro pode proporcionar, conheça também os malefícios e as razões que fazem com que esses aparentes "ganhos" e "benefícios" acabem se tornando um verdadeiro "tiro pela culatra". Observe que os dados a seguir são frutos de conclusões científicas, e não meras estratégias para se tentar persuadir quem quer que seja a parar de fumar. Estima-se que o cigarro possua aproximadamente 4.700 substâncias tóxicas ou cancerígenas que atuam de forma conjugada para produzir mais de 50 doenças já identificadas. Dentre elas: doenças vasculares, tais como hipertensão, infarto, angina e derrame; doenças respiratórias, tais como bronquite crônica e enfisema pulmonar; diversos tipos de cânceres, tais como: câncer de boca, da laringe, do esôfago, do pulmão, do estômago, do pâncreas, dos rins e da bexiga. O câncer de pulmão é considerado o pior e mais grave deles, sendo o tabagismo apontado como o fator de risco principal. As complicações não terminam aí: assim como a obesidade, sabe-se que o fumo é considerado um dos problemas graves e generalizados mais altamente resistentes aos tratamentos convencionais: "bobeou o cachimbo cai", como diz o ditado. Por outro lado, a opção pelo chamado "cigarro eletrônico" tem sido defendida como a melhor alternativa ao cigarro convencional. Esse é um argumento falacioso e altamente perigoso. Primeiro porque ainda é muito cedo para se tirar certas conclusões sobre o assunto, notadamente a de que o cigarro eletrônico é menos danoso e menos nocivo à saúde do que o cigarro convencional. Segundo, porque ainda que isso fosse verdade, veneno é sempre veneno, mesmo que esse veneno seja de melhor qualidade. Terceiro porque quem defende a "legalização" - "normatização" não é exatamente a mesma coisa - parte do pressuposto de que essa é a melhor forma de controle e conscientização, o que não passa de outra grande falácia, isto é, de mera aparência de verdade. Ambos os tipos de cigarro - essa é a verdade até que se prove o contrário - são dois tipos de venenos diferentes com os quais o corpo e a mente podem ser "entoxicados". Ora, apenas e tão somente quando não se pode optar entre um mal e um bem, e se é obrigado a escolher entre dois males, se deve optar por um "mal menor", e esse obviamente não é o caso. Portanto, minha linda, fique atenta porque muitos gaviões, urubus e raposas tentarão convencê-la do contrário. Para o mal não há argumento convincente, quando pelo bem se pode e se deve optar de forma consciente. O princípio básico de tudo você já sabe: "o que é perigoso, podendo a gente evita". O resto é propaganda enganosa, lucro desenfreado, e muita conversa fiada. Construa hoje, de forma saudável e segura, o mundo no qual você e seus filhos - caso venha a tê-los - viverão amanhã. "Não fume. Perfume!", como diz o poeta Antônio Rocha Neto. E não se esqueça: "Tempus fugit, carpe diem"; "mens sana in corpore sano!". Bora lá buscar a tradução. Beijos nesse seu coração de ouro! E sempre que estiverem por perto, nos corações de Bia e dos três mosqueteiros - Bem, Fran e Alê -  também. Vocês já sabem, mas é sempre bom lembrar: AMO MUITO TODOS VOCÊS!

(*) Reflexão enviada de Vitória(ES) pelo autor através do whatsapp.

SANTO AGOSTINHO Do Tratado sobre o Evangelho de João Eu sou a videira e vós os ramos

 

 

SANTO AGOSTINHO

Do Tratado sobre o Evangelho de João

Eu sou a videira e vós os ramos

Eu sou a videira e vós os ramos. O que está em mim e eu nele, este dará muito fruto, porque sem mim nada podeis fazer. E para evitar que alguém pudesse pensar que o ramo pode produzir algum fruto, mesmo que pouco, depois de ter dito que este dará muito fruto, não diz que sem mim “pouco” podeis fazer, mas diz: Sem mim “nada” podeis fazer. Logo, seja pouco, seja muito, não se pode fazer sem aquele sem o qual não se pode fazer nada. E se o ramo dá pouco fruto, o agricultor o podará para que dê fruto mais abundante; mas, se não permanece unido à videira, não poderá produzir fruto algum. E visto que Cristo não podia ser a videira se não fosse homem, não podia comunicar esta virtude aos ramos se não fosse também Deus.

Mas, como ninguém pode ter vida sem a graça, e somente a morte está debaixo do poder do livre-arbítrio, segue dizendo: O que não permanecer em mim será jogado fora, como o ramo seco, o colherão e o jogarão ao fogo e queimará. Os ramos da videira são tantos mais desprezíveis fora dela quanto o são mais gloriosos unidos a ela e, como diz o Senhor pelo Profeta Ezequiel, cortados da videira são inteiramente inúteis ao agricultor, e não servem para fazer nenhuma obra de arte. O ramo há de estar em um destes dois lugares: ou na videira ou no fogo; se não está na videira, estará no fogo. Permaneça, pois, na videira para livrar-se do fogo.

Se permanecerdes em mim e minhas palavras permanecerem em vós, pedireis quanto quiserdes e vos será concedido. Estando unidos a Cristo, o que podem querer a não ser aquilo que não é indigno de Cristo? Queremos algumas coisas por estar unidos a Cristo e queremos outras por ainda estarmos neste mundo. E, pelo fato de viver neste mundo, algumas vezes nos vem a ideia de pedir coisas cujo prejuízo desconhecemos. Porém, nunca tenhamos o desejo de que nos sejam concedidas, se queremos permanecer em Cristo, o qual somente nos concede aquilo que nos convém.

Permanecendo, pois, nele, e tendo em nós suas palavras, pediremos quanto queiramos, e tudo nos será concedido. Porque, se não obtemos o que pedimos, é porque não pedimos o que nele permanece nem o que se contém em suas palavras, que permanecem em nós; a não ser que pedimos o que deseja nossa cobiça e a fraqueza da carne, que não se encontram nele, nem nelas permanecem suas palavras, entre as quais está a oração em que nos ensinou a dizer: Pai nosso, que estais nos céus...

Em nossas petições não nos distanciemos das palavras e do sentido desta oração, e obteremos quanto pedimos. Porque somente então permanecem em nós as suas palavras, quando cumprimos seus preceitos e vamos atrás de suas promessas. Mas quando suas palavras estão somente na memória, sem refletir-se em nosso modo de viver, somos como o ramo fora da videira, que não recebe a seiva da raiz. A esta diferença faz alusão o salmo quando diz: Guardam na memória seus preceitos para cumpri-los.

Fonte: Lecionário Patrístico Dominical, pp. 353-354. Para adquiri-lo no site da Editora Vozes, 

https://pilulasliturgicas.blogspot.com/2018/04/homilia-v-domingo-de-pascoa-ano-b.html

DICAS DE LEITURAS

 

 

DICAS DE LEITURAS

01-  O sol é para todos

·         Lee, Harper (Author)

 

 “O Sol é Para Todos” é um clássico da literatura americana que conta a história de uma pequena cidade no Alabama dos anos 1930, e como os moradores lidam com o racismo e a injustiça social que permeiam a sociedade da época.

Através dos olhos da jovem Scout Finch, somos levados a um mundo de preconceito e discriminação, onde os negros são considerados inferiores e não têm os mesmos direitos que os brancos. A história mostra como a luta pela igualdade é difícil e dolorosa, mas também como pequenos atos de bondade e coragem podem fazer a diferença.

“O Sol é Para Todos” é uma obra que nos faz refletir sobre a importância da empatia, da justiça e da igualdade. É uma leitura obrigatória para quem busca compreender as questões raciais e sociais que ainda afetam a nossa sociedade hoje em dia.

Por que você deveria ler este livro?

  • Um clássico da literatura americana, que já vendeu milhões de cópias em todo o mundo;
  • Uma história comovente e emocionante, que nos faz refletir sobre os valores humanos e a importância da justiça e da igualdade;
  • Aborda temas importantes como o racismo, a discriminação e a luta pela igualdade social, que ainda são relevantes nos dias de hoje;
  • Escrita simples, direta e envolvente, que nos cativa desde as primeiras páginas.

 

https://roteirosliterarios.com.br/melhores-livros-para-ler/

02- O caminho do artista, de Julia Cameron (1992)

 

Autor: Júlia Cameron

Quando se trata de livros para despertar a criatividade, O caminho de artista é um dos mais recomendados.

Com mais de 4 milhões de exemplares vendidos, o best-seller foi lançado em 1992 pela multiartista norte-americana Julia Cameron e é considerado um divisor de águas para todos que querem potencializar a capacidade criativa.

O livro é uma ferramenta interessante, pois possui exercícios práticos e reflexões que ajudam de fato a sair da inércia e colocar as ideias no mundo de maneira objetiva. Uma boa pedida para desbloquear a imaginação e inventividade, não apenas para artistas.

https://www.culturagenial.com/melhores-livros/

03-  Trabalhe em casa, mas sem crise

Home office: como se adaptar sem perder a cabeça nem aquela promoção, de

Laura Vanderkam | Editora Principium*

Neste exemplar que compõe as dicas de livros para home office, encontramos um guia para se adaptar à rotina de trabalho em casa.

Como ser produtivo no mesmo lugar em que você dorme, joga videogame e assiste à Netflix? Como equilibrar vida doméstica e profissional? Como manter o foco com a família toda em casa?

Este livro responde a essas e muitas outras perguntas sobre como se encaixar na nova rotina para ter um home office produtivo.

Laura Vanderkam, autora de mais de dez livros sobre o mercado de trabalho, preparou este guia com toda a experiência de quem atua há mais de vinte anos de forma remota.

O livro também reúne entrevistas com dezenas de empreendedores, executivos e outros trabalhadores que conseguiram conciliar a vida particular e a profissional no mesmo ambiente.

Em uma obra prática e divertida, Laura compartilha dicas para home office valiosas focadas em desempenho, criatividade, saúde e equilíbrio para que você alcance todos os seus sonhos em um novo modelo de escritório sem paredes nem regras rígidas – sem perder aquela tão sonhada promoção e muito menos a sua sanidade.

Com informações da sinopse oferecida pela Editora Principium

 

https://www.desktop.com.br/blog/livros-sobre-home-office/

 

04- Leituras para o Devocionário Mariano no Mês de Maio, Mês de Maria

- Padre Crisóstomo - Paróquia N. Sra. do Livramento - Parnaguá - PI

 

Mês de maio: mês das mães, mês de Maria

Leitura Orante  Mariana

Neste mês de maio, a Igreja nos convida para Intensificarmos nossa devoção à Virgem Maria, elevarmos  nossas orações  e súplicas, pela  misericórdia de Deus sobre a humanidade inteira e a cada um de nós, por meio da intercessão materna e amorosa de Nossa Senhora, a mãe de todas as mães, a Mãe do Livramento. 
Diante disso, apresento-lhes algumas sugestões de leituras com temática mariana, neste período de quarentena, por ocasião da pandemia da Covid-19.

Lista de livros(e-books) marianos sugeridos, e disponíveis para download. 

1.Um mês com Maria

 

2.Maria, uma vida junto de Jesus

 

3.Catecismo Mariano 

 

4.Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria

 

5.Glórias de Maria

 

6. A mulher do Apocalipse

Se desejar, faça o download dos livros(e-books) também no notebook  e boa leitura! 

"Tudo passa,  só Deus basta".

Mantenhamos a fé e a esperança em Deus-Pai-Providente,  suplicando a intercessão de Nossa Senhora do Livramento e as devidas precauções necessárias que
#tudovaificarbem! 

https://diocesedebomjesus.org.br/noticia/leituras-para-o-devocionario-mariano-no-mes-de-maio-mes-de-maria/461#:~:text=Lista%20de%20livros%20%28e-books%29%20marianos%20sugeridos%2C%20e%20dispon%C3%ADveis,5.Gl%C3%B3rias%20de%20Maria%206.%20A%20mulher%20do%20Apocalipse