sábado, 31 de janeiro de 2026

BEM-VINDOS AO SB SABENDO BEM DE 01 DE FEVREIRO DE 2026- QUARTO DOMINGO DO TEMPO COMUM-ANO A- AS ABEM-AVENTURANÇAS

 


 A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina. (I Coríntios 1, 18).

 DOMINGo 01 de fevereiro DE 2026

 (Ano A/Verde) 4º Domingo do Tempo Comum 01 de Fevereiro de 2026

GLORIAR-SE NO SENHOR VIVENDO AS BEMAVENTURANÇAS

 

https://youtu.be/Ca0vO9b5vjM?si=DCHtuXyRJ22fbT1Z

(Um dia escutei teu chamado)

https://youtu.be/rXCt1Ea1xzM?si=ZmR7OowcekMhK3Za

(Te amarei, Senhor)

https://youtu.be/_OGiFeA9Sqg?si=9NHvORcwJTGcDxRz

(Os grãos que formam a espiga)

https://youtu.be/35qsImX-9Mg?si=pFaOp-cyFG75JsMU

(Vejam, eu andei pelas vilas)


SB SABENDO BEM DE 01 DE FEVEREIRO DE 2026 INFORMA

Caro(a) Leitor(a) amigo(a):

O meu abraço fraterno e uma ótima semana a todos!

ACESSE SEMPRE O BLOG: sbsabendobem.blogspot.com e divulgue aos seus amigos, conhecidos e contatos nas redes sociais. Comente, faça sugestões. Agradeço!

Escreva para: sbsabendobem@gmail.com

 

SB SABENDO BEM DE 01 DE FEVEREIRO DE 2026

 

SEJA BEM-VINDO! SEJA BEM-VINDA!

01- SB SABENDO BEM DE 01 DE FEVEREIRO DE 2026

 

01-       SB SABENDO BEM  DE 01 DE FEVEREIRO DE 2026

 

1.1-       O QUE CELEBRAMOS NESTE QUARTO DOMINGO DO DO TEMPO COMUM – ANO A

Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo! T. Para sempre seja louvado!

Sejam bem-vindos, irmãos e irmãs para esta celebração! Somos convidados a ouvir e acolher as palavras de Jesus nas Bem-aventuranças, um caminho de vida que nos conduz à verdadeira felicidade.

Jesus nos chama a viver as Bem-aventuranças como um caminho de humildade, misericórdia e paz. Ele nos mostra que, ao seguir seus ensinamentos, encontramos a verdadeira felicidade. Que nesta celebração, possamos abrir nosso coração para essas promessas e renovar nosso compromisso de colocá-las em prática testemunhando o Reino de Deus com fé e amor.

Irmãos e irmãs, estamos reunidos para nosso encontro com o Senhor, nosso Deus, neste dia a Ele dedicado. É sempre o Pai quem nos convoca para louvar e bendizer seu amor, que se renova na entrega de seu Filho Jesus e na força do Espírito Santo. Queremos ser fiéis, cumprir seus preceitos e alcançar o prêmio das Bem-aventuranças. Que nosso louvor se transforme em doação de vida em favor dos nossos irmãos e irmãs (Introdução do Folheto Povo de Deus em São Paulo).

Hoje, leremos um dos mais famosos textos não só do Evangelho, mas da literatura universal: O Sermão da Montanha. Pode ser considerado uma síntese de todos os ensinamentos de Jesus, ou o retrato feliz de quem compreendeu e vive o que Jesus chamou de Reino de Deus. As bem-aventuranças contêm a doutrina do Reino, as qualidades de quem deixou de ser o homem carnal, “o homem velho” e passou a ser o homem espiritual, renascido do Espírito Santo. (INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO)

O evangelho das bem-aventuranças domina a liturgia da palavra desse domingo. É a primeira parte do sermão da montanha. Jesus subindo ao monte nos aparece como o novo Moisés, promulgador da nova Lei ("mas eu vos digo...!") no novo Sinai. Proclamando bem-aventurados os pobres e os humildes, Jesus fala a linguagem que Deus já havia usado com seu povo através dos profetas, como por exemplo Sofonias que ouvimos na primeira leitura. A mesma linguagem emprega São Paulo na segunda leitura: os primeiros a serem chamados são os pequenos, os pobres, os que o mundo despreza, mas que são grandes nos reino dos céus. (INTRODUÇÃO DO WEBMASTER).

1.2-       Você já ouviu falar sobre o Fevereiro Roxo?

Recentemente, foi instituído o Fevereiro Roxo, mês da conscientização sobre Lúpus, Fibromialgia e Alzheimer. Quer conhecer um pouco mais sobre esses quadros e a importante campanha? Confira o conteúdo que preparamos sobre o assunto!

O que é o Lúpus?

O Lúpus Eritematoso Sistêmico é uma doença autoimune, ou seja, ocorre quando o próprio sistema imunológico de uma pessoa passa a atacar órgãos e tecidos do corpo (como se eles fossem invasores externos). Pouco se sabe sobre a origem das doenças autoimunes. Elas são crônicas, porém o tratamento adequado é indispensável para mantê-las sob controle e reduzir os sintomas — que podem ser extremamente dolorosos.

O Lúpus ganhou mais visibilidade após duas artistas muito famosas, Selena Gomez e Lady Gaga, revelarem que sofrem com a doença. A primeira passou por um transplante de rim, enquanto a segunda é mostrada no documentário Gaga: Five Foot Two, sofrendo com intensas dores nas articulações em decorrência dessa condição.

O Lúpus Discóide é uma versão um pouco mais branda da doença, que afeta somente a pele. Seu principal sintoma é o surgimento de uma lesão avermelhada no rosto, na nuca e no couro cabeludo.

Em que consiste a Fibromialgia?

A Fibromialgia é uma síndrome ainda pouco conhecida, cujos principais sintomas são:

Como todos os sinais acima são problemas relativamente comuns, acredita-se que a doença seja subnotificada. As dores da fibromialgia são constantes e costumam durar cerca de três meses a cada vez. A pessoa afetada nota uma redução em sua capacidade de se exercitar, justamente devido às dores e à fadiga. Ela também passa a sofrer com problemas de sono, como insônia e apneia, muitas vezes apresentando quadros de depressão.

A maioria dos portadores é composta por mulheres entre 30 e 60 anos de idade, mas a síndrome pode surgir mais cedo, inclusive na infância e na adolescência. Sabe-se que há fatores genéticos envolvidos, ou seja, quem tem um familiar com Fibromialgia é mais propenso a apresentar a doença.

Como a doença de Alzheimer se caracteriza?

Descrita pela primeira vez em 1906, pelo psiquiatra alemão Alois Alzheimer, a doença de Alzheimer é neurodegenerativa. Os principais sintomas são a falta de coerência na fala e a perda da memória recente: o paciente se lembra de fatos de muitos anos atrás, mas não sabe dizer sobre coisas que fez hoje.

O Alzheimer está associado à idade avançada, porém pode surgir de forma prematura, especialmente em pessoas com casos semelhantes na família. A doença é a principal causa de demência e leva o paciente a depender de ajuda para realizar tarefas básicas.

A capacidade de atenção, aprendizado e convívio social fica seriamente afetada, sendo que o quadro é incurável. Entretanto, é possível fazer um tratamento terapêutico e medicamentoso para retardar os efeitos mais graves, principalmente quando a detecção ocorre ainda no estágio inicial.

Quem tem familiares idosos ou pessoas de meia-idade com casos de Alzheimer na família deve ficar atento quanto a problemas de linguagem, esquecimento de fatos recentes, confusão com horário e dia da semana ou desorientação em lugares conhecidos.

Qual é a importância do Fevereiro Roxo?

Como você pode notar, o Lúpus, a Fibromialgia e a doença de Alzheimer são três condições bem diferentes entre si, mas apresentam um ponto em comum: são incuráveis. Portanto, todas devem ser identificadas nos estágios iniciais para que seus sintomas sejam controlados ou retardados.

Por isso, o Fevereiro Roxo é uma campanha de conscientização promovida para incentivar o diagnóstico precoce. O objetivo é permitir que os pacientes tenham uma maior qualidade de vida mesmo convivendo com alguma dessas condições. Além disso, todas as três doenças apresentam sintomas iniciais que são relativamente inofensivos. Na maioria dos casos, o único sinal visível do Lúpus é a vermelhidão na pele, por exemplo.

O problema é ainda maior com a Fibromialgia, pois a fadiga e os problemas relacionados ao sono quase sempre são atribuídos ao estresse do dia a dia. Mesmo quando o paciente procura por um médico, muitas vezes acaba recebendo somente tratamentos para o cansaço, como suplementos vitamínicos, recomendação de se exercitar mais etc.

Quanto ao Alzheimer, a confusão mental e a perda da memória geralmente são atribuídas à idade avançada. Mas é importante lembrar que, na velhice saudável, o normal é a pessoa se esquecer de fatos triviais, mas continuar com aqueles que são marcantes na memória. Já o paciente com Alzheimer pode se lembrar de acontecimentos banais de sua infância e juventude, mas se esquecer de episódios importantes do último ano.

https://santacasasorocaba.com.br/voce-ja-ouviu-falar-sobre-o-fevereiro-roxo/

1.3-       O Futebol brasileiro em 2026

Os campeonatos começaram mais cedo por causa da Copa do Mundo de Futebol que será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá no período de junho a julho. E haverá várias mudanças no Regulamento e, também a profissionalização dos árbitros de futebol.

Em 2026, o Campeonato Brasileiro Série A começou em 28 de janeiro e terminará em 2 de dezembro. O torneio nacional ocorrerá durante todo o ano, com partidas ao longo das semanas, enquanto os Estaduais acontecerão nos fins de semana. A Copa do Brasil também terá um calendário abrangente, com jogos programados de 11 de janeiro a 8 de março. Além disso, haverá mudanças nas regras de transferência e classificação para a Copa Libertadores, com um limite de 12 partidas para transferências durante o Brasileirão.

https://www.bing.com/search?q=FUTEBOL+BRASILEIRO+EM+2026&pc=GD01&form=GDAVST&ptag=3507

SABENDO BEM  reflete sobre o assunto no Item 10.

02- LITURGIA DA PALAVRA DO 4.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

 

02- LITURGIA DA PALAVRA DO 4.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

 

Somos felizes por ouvirmos a Palavra do Senhor, que nos enche de esperança e nos ilumina o caminho. Com o coração aberto, acolhamos o que o Senhor irá falar.

 

PRIMEIRA LEITURA (Sf 2,3; 3,12-13)

 

Leitura da Profecia de Sofonias.

 

3 Buscai o Senhor, humildes da terra, que pondes em prática seus preceitos; praticai a justiça, procurai a humildade; talvez achareis um refúgio no dia da cólera do Senhor. 3,12E deixarei entre vós um punhado de homens humildes e pobres. E no nome do Senhor porá sua esperança o resto de Israel. 13Eles não cometerão iniquidades nem falarão mentiras; não se encontrará em sua boca uma língua enganadora; serão apascentados e repousarão, e ninguém os molestará.

 

- Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

 

SALMO 145(146) (R.Mt 5,3)

 

Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus.

 

1. O Senhor é fiel para sempre,* faz justiça aos que são oprimidos; / ele dá alimento aos famintos,* é o Senhor quem liberta os cativos.

2. O Senhor abre os olhos aos cegos* o Senhor faz erguer-se o caído; / o Senhor ama aquele que é justo * É o Senhor quem protege o estrangeiro.

3. Ele ampara a viúva e o órfão * mas confunde os caminhos dos maus. / O Senhor reinará para sempre! * Ó Sião, o teu Deus reinará!

 

SEGUNDA LEITURA (1Cor 1, 26-31)

 

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.

 

26Considerai vós mesmos, irmãos, como fostes chamados por Deus. Pois entre vós não há muitos sábios de sabedoria humana nem muitos poderosos nem muitos nobres. 27Na verdade, Deus escolheu o que o mundo considera como estúpido, para assim confundir os sábios; Deus escolheu o que o mundo considera como fraco, para assim confundir o que é forte; 28Deus escolheu o que para o mundo é sem importância e desprezado, o que não tem nenhuma serventia, para assim mostrar a inutilidade do que é considerado importante, 29para que ninguém possa gloriar-se diante dele. 30É graças a ele que vós estais em Cristo Jesus, o qual se tornou para nós, da parte de Deus: sabedoria, justiça, santificação e libertação, 31para que, como está escrito, 'quem se gloria, glorie-se no Senhor'.

 

- Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

 

ACLAMAÇÃO (Mt 5,12a)

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Meus discípulos, alegrai-vos, exultai de alegria, / pois bem grande é a recompensa que nos céus tereis, um dia!

 

EVANGELHO (Mt 5,1-12a)

 

P. O Senhor esteja convosco. T. Ele está no meio de nós.

 

 P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. T. Glória a vós, Senhor.

 

P. Naquele tempo: 1 Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, 2 e Jesus começou a ensiná-los: 3 “Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. 4 Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados. 5 Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra. 6 Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. 7 Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 8 Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. 9 Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. 10Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. Bem-aventurados sois vós, 11quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. 12aAlegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus”.

 

- Palavra da Salvação. T. Glória a vós, Senhor.

 

https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Ano-50A-13-4o-DOMINGO-DO-TEMPO-COMUM.pdf

03-LITURGIA DO 4.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

 

 

03-LITURGIA DO 4.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

 

- As leituras deste Domingo nos apresentam uma linha muito clara e coerente: Deus não age segundo a lógica humana e nem se deixa seduzir pelo poder, pela riqueza ou pela soberba, mas se volta para os pequenos, para os humildes e para aqueles que colocam nele toda a sua confiança.

- Na primeira leitura, o profeta Sofonias convida o povo a buscar o Senhor com humildade e justiça. Jerusalém havia se tornado uma cidade rebelde, que não ouvia mais a voz de Deus, que rejeitava a correção e se afastava do Senhor. Mas Deus não desiste do seu povo: Ele promete conservar um "povo pobre e humilde" que encontrará nele o seu refúgio. Aqui aparece a grande lição do Antigo Testamento: quando o povo se apoia em sua própria força, cai no orgulho e na ruína; mas quando se coloca diante de Deus em atitude de pequenez e confiança, encontra salvação. O "pobre e humilde" é aquele que deposita sua segurança em Deus, não no poder humano.

- Na segunda leitura, São Paulo retoma esse mesmo princípio para recordar à comunidade de Corinto a sua própria origem. Os cristãos daquela cidade não eram, em sua maioria, ricos, sábios ou poderosos. Pelo contrário, eram simples, fracos, gente sem prestígio social. Mas Paulo não vê nisso um defeito; pelo contrário, enxerga um sinal da ação de Deus: "O que é fraco no mundo, Deus o escolheu para confundir o que é forte; o que é desprezado, Deus o escolheu para anular o que é importante." Essa escolha não é apenas uma inversão de valores, mas revela o estilo de Deus. Ele age justamente naquilo que o mundo considera pequeno e inútil, para que ninguém se glorie em si mesmo, mas todos reconheçam que a glória e a vitória vêm do Senhor. É Cristo a nossa sabedoria, nossa força, justiça e redenção.

- O Evangelho das Bem-aventuranças é a culminância desse ensinamento. Jesus sobe à montanha e proclama quem são os verdadeiros bem-aventurados. Aos olhos do mundo, felizes seriam os ricos, os poderosos, os que têm prestígio. Mas Jesus declara que são felizes: os pobres em espírito, os que choram, os mansos, os que têm fome e sede de justiça, os misericordiosos, os puros de coração, os que promovem a paz, os perseguidos por causa da justiça. Essa é a lógica do Reino: a felicidade não está nas aparências, mas em viver de acordo com os mandamentos de Deus. A verdadeira alegria não depende de circunstâncias externas, mas nasce de uma vida enraizada no amor, na justiça, na misericórdia e na fidelidade ao Senhor. Assim, as leituras se completam. É a mesma mensagem dita em tempos e formas diferentes: Deus prefere os humildes e derruba os soberbos.

- Vivemos em um mundo que valoriza a competição, o sucesso, a riqueza e a aparência. Muitas vezes, até na vida da Igreja corremos o risco de pensar segundo a lógica do mundo, valorizando quem tem influência, quem sabe falar bonito, quem tem prestígio. Mas a Palavra de Deus nos recorda que o Senhor olha para o coração humilde, para a vida simples, para aquele que confia nele sem reservas. O verdadeiro discípulo de Cristo é aquele que busca viver as bem-aventuranças no dia a dia, mesmo que isso traga incompreensão ou perseguição. E é nessa lógica, tão diferente da lógica humana, que encontramos a verdadeira felicidade e a vida eterna.

 

https://diocesedesaomateus.org.br/wpcontent/uploads/2025/12/01_02_26-2.pdf

-04- REFLEXÕES PARA O QUARTO DOMINGO DO TEMPO COMUM

 

01-04- REFLEXÕES PARA O QUARTO DOMINGO DO TEMPO COMUM

 

 

4.1- BEM-AVENTURADOS OS POBRES

 

Jesus, o Divino Mestre, sobe ao Monte – como fez outrora Moisés no Sinai. Lá, era um profeta a transmitir o código da Antiga Aliança, aqui é o Filho de Deus a dar-nos a Nova Lei do amor na Nova Aliança. Fala aos discípulos e às multidões que o buscavam, porque sua mensagem é destinada à humanidade inteira. Nas bem-aventuranças Ele anuncia uma promessa de vida, de esperança e consolação para aqueles que se põe a caminho como discípulos e não se conformam com este mundo, e desejam ver o Reino de Deus manifestar-se na história. O motivo da bem-aventurança não está na condição atual em que a pessoa se encontra (pobre, aflita, com fome e sede de justiça, perseguida), mas naquilo que virá, como bem esclareceu o Papa Francisco numa catequese de 29/01/2020, ou seja, na promessa de vida que o Senhor anuncia: o Reino dos Céus, a consolação, a posse da verdadeira terra prometida, a saciedade, a visão de Deus, a filiação divina, enfim a recompensa pela perseverança no bem, na justiça e no amor, forças que podem transformar o mundo. As bem-aventuranças são o caminho para subir ao Monte do Senhor, para segui-Lo e conhecê-Lo, pois são um retrato do próprio Jesus, de como ele viveu sua fidelidade ao Pai por amor à humanidade. Elas são um caminho de santidade para todo aquele que deseja seguir a Cristo, amando a Deus e ao próximo. É bem-aventurado, isto é, feliz, aquele que é pobre em espírito porque tem a Deus como sua riqueza e segurança, se aflige na busca por ver a justiça do Reino acontecer, sabe que de Deus virá a sua consolação, cultiva a mansidão por acreditar na força do amor e do perdão, é sedento e faminto de justiça, pratica a misericórdia, cultiva a pureza de coração, constrói a paz e, mesmo perseguido por causa da justiça, sabe que pode esperar pelo Reino dos céus, progredindo na graça e no caminho de Deus, sustentado pela fé e a esperança. A primeira bem-aventurança, a da pobreza em espírito, é a chave para que se possa viver todas as demais, pois por meio dela o discípulo é capaz de pôr no Senhor a sua esperança (cf. Sf 3,12). A Igreja como um todo é chamada a vivê-la sendo uma Igreja pobre para os pobres (Dilexi te, n. 35-36), pois “a Igreja, se deseja ser de Cristo, deve ser Igreja das Bem-aventuranças, Igreja que dá vez aos pequeninos e caminha pobre com os pobres, lugar onde os pobres têm um espaço privilegiado (cf. Tg 2, 2-4).” (Dilexit te, 21). A Igreja, ao viver as bem-aventuranças, está seguindo os passos de seu Mestre e Senhor que, sendo rico, se fez pobre para nos enriquecer (cf. 2Cor 8,9), suportou aflições por causa do Reino, mostrou mansidão, anunciou a justiça e exerceu a misericórdia; na pureza de seu coração, cheio de amor pela humanidade, amou-nos até o ponto de dar a própria vida e, sendo perseguido, maltratado e morto, nunca revidou o mal com o mal, mas perdoou aos algozes. Sua ressurreição é a garantia de que a promessa que anunciou nas bem-aventuranças será cumprida, pois o Pai não abandona os seus.

 

Dom Edilson de Souza Silva. Bispo Auxiliar de São Paulo Vigário Episcopal Região Lapa

 

https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Ano-50A-13-4o-DOMINGO-DO-TEMPO-COMUM.pdf

 

4.2- "AS BEM-AVENTURANÇAS"

O chamado “Sermão da Montanha ou das Bem Aventuranças” sempre corre o risco de ter duas interpretações equivocadas: primeiro pensar que se trata do anúncio de uma revolução social, Agora chegou a vez dos pobres! Visto por esta ótica esvazia-se totalmente o seu rico conteúdo, não é e nunca foi missão de Jesus, resolver os problemas sociais resultantes das desigualdades e injustiças praticadas contra as classes menos favorecidas,a má distribuição de renda, o mau uso dos Bens públicos etc. Se fosse isso, podem ter certeza de que , usando de seus poderes Jesus já teria botado as coisas no “eixo”, ele não pode ser reduzido a um Líder Revolucionário mesmo porque, é bom lembrar que as pessoas que o viam dessa maneira em seu tempo, viram seus sonhos e projetos revolucionários ir por água abaixo quando Jesus passou pela morte vergonhosa da cruz, enterrando de vez todos os anseios de liberdade humana, presente no coração dos Judeus.

A outra interpretação, também equivocadíssima, principalmente nas Bem Aventuranças de Mateus, que escreveu o seu evangelho para os Judeus, é vê-lo como um belo discurso moral, ensejando um modo de viver que nos conduza a uma ascese e nesse caso, Pobre em Espírito, Mansos e Puros de Coração,  nos remete ao meramente espiritual, interpretação predileta de muitos, que não querem viver uma religião comprometida com a transformação das pessoas e da sociedade, tornando assim suas relações mais justas e fraternas.

Na verdade, as Bem Aventuranças são o programa de Vida de Jesus, pois pode se ver Nele a realização plena de cada uma delas, é Jesus esse Pobre em Espírito, é ele esse Manso que herdará a terra, é ele esse puro de coração que tem permanentemente a visão de Deus, é ele esse perseguido, injuriado e incompreendido, esse aflito que foi consolado, esse que tem sede e fome de Justiça, basta olhar atentamente os evangelhos.

É exatamente essa proposta de vida que é toda sua, que Jesus nos apresenta nesse evangelho, como Dom que o Pai oferece, como um chamado que requer uma resposta.

Não é um ideal de vida compatível com o que o mundo nos propõe, onde, Ser Feliz e Bem Aventurado é ter uma sorte melhor que a do pobre, trata-se de uma Bem Aventurança terrena que supõe a riqueza, e tudo o mais que está atrelado nela, Ter, Poder, prestígio, influência, e ainda a impunidade, que se consegue nos meandros da política, das negociatas e do Poder constituído, que ainda está muito longe de ser uma instituição a serviço do Povo.

Os sequiosos por mudanças sociais irão indagar, cheios de indignação “Mas então esse Jesus de Mateus está  “em cima do muro”? Não se importa com a sorte dos pobres e miseráveis, dos famintos e injustiçados, dos marginalizados e explorados? “ Claro que Jesus se importa....

Mas ele prefere ir direto a raiz do mal, que é a ausência de espiritualidade no coração do homem, a falta de reconhecimento de que Deus é o Senhor da História, por isso Mateus acrescentou a sábia expressão “...em espírito” depois da palavra pobre, ficando assim muito claro que, a situação social não é o fator determinante das Bem Aventuranças pois, um rico pode sim, fazer experiência de Deus, e um pobre poderá não fazê-lo, depende muito de quem é Deus para o rico e quem é Deus para o pobre.

Portanto, não se trata de “Ser Pobre” mas de fazer-se pobre pelo Reino, o que é bem mais difícil uma vez que requer humildade, desapego, esvaziamento de si mesmo, pureza de coração, e acima de tudo o reconhecimento de que só Deus é a Segurança, ser manso é exatamente não abusar do poder para se impor e exigir (até nas comunidades isso acontece...) mas sim submeter-se aos outros, mesmo sendo superior.

Portanto, ser bem aventurado e feliz diante do evangelho,é  ter se tornado discípulo do Senhor, vivendo a vida de acordo com os valores do seu reino que é a justiça e a paz, conseqüência da igualdade, partilha e fraternidade. Quem trilha este caminho, sem se desviar para os tentadores atalhos que o mundo nos coloca, será feliz e bendito porque confiou e colocou toda sua esperança, não naquilo que o mundo oferece mas sim na vida nova que vem da graça de Deus, e que se estende para muito além dos limites da nossa vida biológica.

É para estes Benditos e Benditas que o evangelho traz a boa nova, pessoas que não estarão isentas de sofrimentos, privações e até perseguições, por terem optado pelo evangelho de Cristo, que desafia e põe em cheque o conceito de felicidade que o mundo nos ensina, porque mostra-nos no Senhor Ressuscitado, que esta vida terrena é apenas caminho para se chegar na verdadeira vida, sonhada, desejada e construída ainda nesta nossa peregrinação por este mundo.

Nossas comunidades cristãs nas quais participamos, já aderiram com fidelidade a proposta que Deus nos faz em Jesus Cristo, ou pelo contrário, acabamos trazendo para dentro da comunidade certos valores sedutores que o mundo nos apresenta? A resposta a essa pergunta nos indicará se pertencemos ou não ao grupo dos Bem Aventurados...

José da Cruz é Diácono da
Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP
E-mail  
jotacruz3051@gmail.com

http://npdbrasil.com.br/religiao/rel_hom_gotas0250.htm#msg01

V- LEITURAS PARA A SEMANA DE 02/02 A 08/02 DE 2026 E ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES

 

 

V- LEITURAS PARA A SEMANA DE 02/02 A 08/02 DE 2026 E ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES

02/02- 2ª Ml 3,1-4 ou Hb 2,14-18 / Sl 23(24) / Lc 2,22-40

03/02- 3ª 1Sm 18,9-10.14b.24-25a.30–19,3 / Sl 85(86) / Mc 5,21-43

04/02- 4ª 2Sm 24,2.9-17 / Sl 31(32) / Mc 6,1-6

05/02- 5ª 1Rs 2,1-4.10-12 / (Sl) 1Cr 29,10-12 / Mc 6,7-13

06/02- 6ª Eclo 47,2-13 / Sl 17(18) / Mc 6,14-29

07/02- Sáb.: 1Rs 3,4-13 / Sl 118(119) / Mc 6,30-34

08/02- Dom.: QUINTO DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

           Is 58,7-10; Sl 111(112),4-5.6-7.8a.9 (R. 4a.3b);

          1Cor 2,1-5;Mt 5,13-16

 

ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES

T. Jesus, Mestre Divino, / que chamastes os Apóstolos a vos seguirem, / continuai a passar pelos nossos caminhos, pelas nossas famílias, / pelas nossas escolas / e continuai a repetir o convite a muitos jovens. / Dai coragem às pessoas convidadas. / Dai força para que vos sejam fiéis / como apóstolos leigos, / como presbíteros e diáconos, / como consagrados e consagradas, / para o bem do Povo de Deus / e de toda a humanidade. Amém

06-SUGESTÕES DE CANTOS PARA O QUARTO DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

 

06-SUGESTÕES DE CANTOS PARA O QUARTO DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A


CANTO DE ENTRADA

Te amarei  685

Deixa a luz do céu entrar- 289

Hoje é dia de celebração

Hoje é tempo de louvar a Deus- 482

 

PERDÃO

Coração inquieto

Senhor que vieste para, perdoar, Com.Recado

Eu Canto a Alegria Senhor

 

GLÓRIA

Glória, glória a Deus nas alturas  / Ô ô, glória  

Glória, glória, glória a Deus e aos homens toda paz(Shalom)

Glória, Min. Amor e Adoração

 

SALMO RESPONSORIAL

Salmo 145 -Felizes os pobres em espírito porque....

 

ACLAMAÇÃO

Que alegria Cristo ressurgiu 

Aleluia, alegria minha gente

Vai falar no evangelho

 

OFERTÓRIO

Este pranto em minhas mãos- 314

Os dons que trago aqui

Os grãos que formam a espiga

O que temos Senhor

 

SANTO

Cantos do Santo

Várias opções de Santo

 

CORDEIRO

Cantos do Cordeiro

Várias opções de Cordeiro

 

COMUNHÃO

Cada vez que comemos desse pão

Quando entro nesta procissão

Sacramento da comunhão

Vejam eu andei pelas vilas-

Vem comigo a minha mesa-

 

PÓS COMUNHÃO

A chave do coração

Estou aqui

Estava com saudade de ti

 

FINAL

Maria na Eucaristia

O Senhor é Rei-822

O Povo de Deus-487 

 

https://www.folhetosdecanto.com/2016/01/cantos-missa-4-domingo-comum-29-01-2017.html

07-REFLETINDO COM LINDOLIVO SOARES MOURA( * )

 

 07-REFLETINDO COM LINDOLIVO SOARES MOURA( * )


"ATÉ QUE A MORTE NOS SEPARE: O VÍNCULO CONJUGAL RESSIGNIFICADO À LUZ DA ORAÇÃO DE SÃO FRANCISCO"

 

                    [Parte VII]

 

             "Onde houver erro,que eu leve a verdade!"

                 [Atribuída a  São Francisco de Assis]

 

 

ONDE HOUVER ERRO, QUE EU LEVE A VERDADE!

 

À primeira vista, a contraposição entre erro e verdade pode causar certo estranhamento na súplica de Francisco, sobretudo quando considerada a partir de um critério ético-moral, segundo o qual o oposto da verdade não é o erro, mas a mentira. Esta - a mentira - implica intenção, cálculo, premeditação e, em certa medida, má-fé; a chamada mentira bem-intencionada também existe, mas é rara, quase uma exceção. O erro, ao contrário, nasce da imperfeição humana, da percepção sempre limitada da realidade, da leitura imprecisa dos fatos e da inevitável interferência de crenças, expectativas e paixões na elaboração da percepção. Ao eleger o erro - e não a mentira - como uma espécie de enfermidade que requer a verdade para ser sanada, Francisco desloca o eixo da súplica, retirando-o do plano moral e situando-o no plano existencial: não se trata, antes, de denunciar culpados nem de punir desvios éticos, por mais graves que eles sejam, mas de reconhecer a limitação humana em sua permanente exposição ao erro e ao equívoco e, a partir daí, dispor-se a prestar-lhe socorro. Para Platão, nossos sentidos são uma fonte constante de erros e enganos, que prejudicam a alma em sua perene busca pela verdade eterna e imutável.

 

Nesse sentido, a verdade invocada por Francisco não se apresenta como um veredicto implacável de culpa e de condenação, e sim como luz que esclarece, orienta e contribui para que o erro seja reconhecido, sanado e tratado sem constrangimento ou humilhação, evitando que o ser humano, em razão dele, venha a ser desterrado de seu habitat natural pela segunda vez; um lugar que não chega a ser exatamente um paraíso, mas que tampouco deveria ser tratado como um inconsolável vale de lágrimas. Trata-se, portanto, de uma verdade que está a serviço da libertação e da emancipação, que não se impõe pela força mas se oferece como possibilidade de reencontro e reaproximação. Assim compreendida, a súplica “onde houver erro, que eu leve a verdade” assume um alcance arquetípico e universal, tornando-se expressão da condição humana atravessada pela falibilidade, pela incompletude e pela permanente necessidade de revisão de suas certezas. É justamente essa característica de universalidade que a torna credenciada a servir de luz e orientação para diversos contextos específicos, dentre os quais se destaca, de modo particular, o vínculo de natureza conjugal, que ora estamos abordando.

 

Entretanto, quando utilizada como bússola norteadora com vistas à ressignificação do vínculo matrimonial, essa percepção franciscana dessa tensão entre erro e verdade defronta-se com um dilema que não admite soluções fáceis, qual seja: geralmente não é o erro, mas a mentira, a principal responsável pelo desencadeamento de crises e conflitos nos relacionamentos, excetuados os casos em que o erro se converte em um autêntico divisor de águas para o vínculo, como é o caso da traição, aqui entendida em seu sentido físico estrito. Ainda assim, também aqui a mentira que nega o fato - denominada pela psicologia de "negação", em seu sentido geral - pode ser considerada tão grave quanto o próprio ato. Em certos casos, até mais. E se tanto a traição quanto a mentira que a nega estão presentes, as chances de reconciliação praticamente colapsam. Isso acaba colocando o infrator - seja ele ou ela - diante de uma autêntica encruzilhada: ocultar a verdade, como última tentativa de evitar que a tempestade se transforme em tsunami, ou revelar o fato abertamente e se preparar para enfrentar as consequências. Se a decisão recai sobre a segunda opção - a confissão da verdade - não resta outra alternativa senão confiar no destino - caso não se tenha religião alguma - ou, se se tem, invocar com fervor a intervenção da providência divina. Em meio a esse mar de incertezas, muitos se decidem por abandonar a orientação de Francisco - “onde houver erro, que eu leve a verdade” - movidos pelo temor de que a tempestade acabe se transformando em tsunami. Mas se a traição se cristaliza em vício, hábito ou rotina - à semelhança de um verme que corrói, lenta e progressivamente, cada fibra vital do relacionamento minando silenciosamente a solidez que parecia inabalável - somente uma intervenção trinitária, em ação sinérgica, provavelmente se mostraria capaz de reverter a situação.

 

Não creio que aqueles que me acompanham em minhas reflexões ousariam concordar com a seguinte afirmação de André Comte-Sponville, em seu "Pequeno tratado das grandes virtudes". Ao abordar a fidelidade como um quesito estruturante do vínculo conjugal, ele afirma: "A cada um, ou antes a cada casal, a verdade é valor mais elevado do que a exclusividade, e o amor me parece menos traído pelo amor (pelo outro amor) do que pela mentira" - a "exclusividade" é concebida pelo próprio Comte-Sponville como "usufruto mútuo dos corpos". Não precisamos concordar com a afirmação por completo, ou em sua forma generalizada; nem por isso, entretanto, ela perde sua força provocativa, e tampouco pareceria sensato abrir mão da oportunidade de tentarmos entender as possíveis razões - ou a razão maior - que a sustentam. Deixo para outra oportunidade a questão da hipervalorização da traição que - ao reduzir "Eros" ao apetite erótico, e a nada mais que isso - certa tradição religiosa nos vem incutindo ao longo dos séculos, cuja gravidade só se compara ao chamado “pecado contra o Espírito Santo”, o qual, curiosamente, poucos sabem de fato em que consiste, embora carregue a fama de ser o único que não admite perdão; a pessoa peca - gravissimamente - sem saber que está pecando. Retomando: a afirmação de Comte-Sponville, como se pode perceber, está em sintonia com a premissa que aqui estamos abraçando: a de que a mentira, mais que o erro, geralmente acaba se transformando na principal responsável pelo desencadeamento das crises e dos conflitos que com frequência desestabilizam a vida conjugal. Admitida essa hipótese, a pergunta que parece inevitável é: como, e por que, isso geralmente acaba acontecendo? Adianto que minha compreensão dessa questão é meramente hipotética, ficando o leitor totalmente à vontade para discordar e sugerir sua própria interpretação.

 

A meu ver, a mentira - que, entre outras formas de infidelidade, consiste em negar um ato de traição - pode ferir e lesar mais do que o próprio ato, pela razão que se segue: enquanto a traição, ao menos até que se prove o contrário, pode e deve ser considerada como um gesto de fraqueza, de vulnerabilidade e de imaturidade - tomados em conjunto ou separadamente - a mentira, por sua vez, envolve cálculo, premeditação e certa dose de intencionalidade e má-fé, como observado anteriormente. É nesse ponto que a afirmação de Comte-Sponville parece ganhar densidade e alcance. Na percepção de muitos cônjuges, quando a mentira se faz calculada e reiterada no tempo, ela passa a ferir ainda mais do que o próprio ato, pois introduz no vínculo uma fratura mais ampla, difusa e silenciosa, que atinge de morte a confiança - esse chão invisível sobre o qual repousam a segurança afetiva, a previsibilidade básica do comportamento do outro, e a própria possibilidade de continuidade do vínculo. Diferentemente do ato, que pode ser considerado grave, doloroso, mas ainda perdoável ou compreensível - sobretudo quando há arrependimento sincero de um lado, e perdão generoso do outro - a mentira reiterada infiltra-se no cotidiano da convivência, instala-se na repetição dos gestos e das palavras, contamina o sentido das promessas feitas, intoxicando as melhores intenções e alcançando até mesmo as memórias mais íntimas e marcantes. Ao ferir de morte a confiança, ela deixa marcas silenciosas - comparáveis aos efeitos remanescentes de um artefato atômico - que minam a segurança afetiva e transformam cada gesto futuro em terreno movediço e imprevisível, permitindo que a dúvida e a suspeita passem a governar o relacionamento. Desse modo, lança uma sombra persistente não apenas sobre o passado e o presente, mas também sobre o futuro do vínculo, que deixa de ser horizonte de confiança para tornar-se território de vigilância, cautela e insegurança. Não sem razão, o demônio - perpetrador por excelência das mais corrosivas desordens, crises e desavenças - é comumente chamado de “pai da mentira”.

 

Inversamente, quando o compromisso com a verdade se impõe e se torna inegociável - aceitando todos os riscos que tal decisão acarreta - a verdade torna-se potencialmente capaz não apenas corrigir erros e desarmar mentiras, mas também reconstruir e fortalecer a confiança, iluminando as sombras do vínculo e abrindo caminhos para que o amor, mesmo ferido, reencontre o espaço seguro onde possa florescer ainda mais maduro, sólido e resiliente. É nesse compromisso de coragem e transparência - tal como almejava Francisco, ao levar verdade onde houvesse erro, e que Comte-Sponville reconhece como valor superior à própria exclusividade - que o amor conjugal encontra sua força e sua expressão mais genuína, não como sentimento ingênuo ou romantizado, mas como fidelidade persistente, presença consciente e cuidado constante. Num tal contexto, verdade e transparência atuam como luz silenciosa que dissolve desconfianças, restaura promessas, redefine palavras e gestos, devolvendo sentido e esperança àquilo que parecia irremediavelmente perdido e impossível de ser reconstruído.

 

A vida ensina que, não raro, é justamente nos momentos de crise aguda que o poder transformador da sinceridade e da verdade surpreende, oferecendo redenção sem alarde e permitindo que a intimidade recupere sua segurança - prova inequívoca de que a fraqueza e a falibilidade humanas, quando acolhidas com compreensão e perdão, podem proporcionar ao vínculo não apenas sobrevivência, mas também a possibilidade de crescer de maneira mais autêntica e verdadeira do que jamais conseguira antes. "O que não mata, nos torna ainda mais fortes", afirma a sabedoria popular; "Toda crise é também sinônimo de oportunidade", assegura a milenar tradição chinesa.

 

Obs.: esta sétima parte será complementada com as posteriores de mesmo título.

            (* ) Reflexão enviada por whatsapp pelo autor, de Vitoria (ES).