sábado, 29 de março de 2025

BEM-VINDO AO SB SABENDO BEM DE 30 DE MARÇO DE 2025- QUARTO DOMINGO DA QUARESMA ANOC

 

Sabendo Bem

A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina. (I Coríntios 1, 18).

DOMING0   30 de março  DE 2025   

 

QUARTO DOMINGO DA QUARESMA ANO C

 

Ano Jubilar 2025 - Peregrinos de esperança

 

CF 2025 - Tema: Fraternidade e Ecologia Integral / Lema: "Deus viu que tudo era muito bom". (Gn 1,31)

 

O PERDÃO TEM SABOR DE FESTA

 

HINO DA CF 2025

https://youtu.be/Pwudny6gFvg?si=YGFaxlPFsZ-nDIPj

 

SEJA BEM-VINDO!

DOMINGO, 30 DE MARÇO DE 2025

 

 

 

 

II- SB SABENDO BEM DO QUARTO DOMINGO DA QUARESMA ANO C

  

 

I-         SEJA BEM-VINDO AO SB SABENDO BEM DO  QUARTO DOMINGO DA QUARESMA ANO C

II-       SB SABENDO BEM DO QUARTO  DOMINGO DA QUARESMA ANO C

 

2.1-OLÁ! PRA COMEÇO DE CONVERSA...

Irmãos e irmãs, estamos no 4º Domingo da Quaresma. Hoje é o Domingo da Alegria também chamado de Laetare. Celebremos com amor e fé o Dia do Senhor!

Aproxima-se a festa da Páscoa, e a Igreja, a Nova Jerusalém, é convidada a reunir seus filhos na alegria, pela abundância das consolações que a Páscoa nos traz! O nosso caminho de conver- são iniciado no Batismo encontra- -se com o abraço misericordioso do Pai, que nos aceita arrependidos e oferece seu perdão e seu amor. Por isso, nós nos unimos em júbilo antecipado para render graças a Deus por seu amor que nos perdoa e nos salva.(INTRODUÇÃO DO FOLHETO O POVO DE DEUS ).

Neste domingo, a Liturgia anuncia a manifestação da misericórdia de Deus para homens e mulheres. Misericórdia que ultrapassa nossa compreensão. Deus acolhe com amor quem faz o caminho de volta para uma vida justa e fraterna. Ele está sempre disposto a acolher com amor todo aquele que se coloca no processo de conversão e retorna para a sua casa. Neste tempo favorável tenhamos a coragem em nossas vidas de voltarmos para o convívio fraterno com os irmãos e irmãs manifestando o amor misericordioso do Pa

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: O 4º Domingo da Quaresma é chamado domingo da alegria, em vista da proximidade da Páscoa. Nesse sentido, a liturgia de hoje convida-nos à alegria e a nos saciar com a bondade com que Deus nos acolhe em sua mesa. O convite do Pai é um elemento iluminador no Evangelho do Filho Pródigo, que ouviremos hoje. Temos um Deus que é Pai bondoso e, em sua bondade, vive nos convidando para participar de sua mesa. Não façamos como o filho mais velho da parábola, mas nos aproximemos da mesa, aceitando com alegria o convite do Pai

IIII- LEITURAS DO QUARTO DOMINGO DA QUARESMA

 

 IIII-             LEITURAS DO QUARTO  DOMINGO DA QUARESMA

 

O Senhor nos convida agora à Mesa da Palavra. Dela, recebemos o alimento que nos fortalece no caminho de conversão e nos sustenta na certeza de que Deus nos ama e perdoa.

PRIMEIRA LEITURA (Js 5,9a.10-12)

Leitura do Livro de Josué.

Naqueles dias, 9o Senhor disse a Josué: “Hoje tirei de cima de vós o opróbrio do Egito”. 10Os israelitas ficaram acampados em Guilgal e celebraram a Páscoa no dia catorze do mês, à tarde, na planície de Jericó. 11No dia seguinte à Páscoa comeram dos produtos da terra, pães sem fermento e grãos tostados nesse mesmo dia. 12O maná cessou de cair no dia seguinte, quando comeram dos produtos da terra. Os israeli- tas não mais tiveram o maná. Naquele ano comeram dos frutos da terra de Canaã.

- Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

SALMO 33(34)

Provai e vede quão suave é o Senhor!

1. Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, * seu louvor estará sempre em minha boca. / Minha alma se gloria no Senhor; * que ouçam os humildes e se alegrem!

 

2. Comigo engrandecei ao Senhor Deus, * exaltemos todos juntos o seu nome! / Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu, * e de todos os temores me livrou.

 

3. Contemplai a sua face e alegrai-vos, * e vosso rosto não se cubra de vergonha! / Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido, * e o Senhor o libertou de toda angústia.

 

SEGUNDA LEITURA (2Cor 5, 17-21)

 

Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios.

 

Irmãos: 17Se alguém está em Cristo, é uma criatura nova. O mundo velho desapareceu. Tudo agora é novo. 18E tudo vem de Deus, que, por Cristo, nos reconciliou consigo e nos confiou o ministério da reconciliação. 19Com efeito, em Cristo, Deus reconciliou o mundo consigo, não imputando aos homens as suas faltas e colocando em nós a palavra da reconciliação. 20Somos, pois, embaixadores de Cristo, e é Deus mesmo que exorta através de nós. Em nome de Cristo, nós vos suplicamos: deixai-vos reconciliar com Deus. 21Aquele que não cometeu nenhum pecado, Deus o fez pecado por nós, para que nele nós nos tornemos justiça de Deus.

 

- Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

 

ACLAMAÇÃO [L.: Lecionário e Lc 15,18 | M.: Pe. José Weber, SVD]

 

Louvor e honra a vós, Senhor, / a vós, Senhor Jesus. Vou levantar-me e vou a meu pai e lhe direi: / Meu Pai, eu pequei contra o céu e contra ti.

 

EVANGELHO (Lc 15, 1-3.11-32)

 

P. O Senhor esteja convosco. T. Ele está no meio de nós.

P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas. T. Glória a vós, Senhor.

 

P. Naquele tempo, 1 os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. 2 Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus. “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”. 3 Então Jesus contou-lhes esta parábola: 11“Um homem tinha dois filhos. 12O filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles. 13Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida de- senfreada. 14Quando tinha gasto tudo o que possuía, houve uma grande fome naquela região, e ele começou a passar necessidade. 15Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu campo cuidar dos porcos. 16O rapaz queria matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isto lhe davam. 17Então caiu em si e disse: ‘Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome. 18Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer-lhe: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti; 19já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados’. 20Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o, e cobriu-o de beijos. 21O filho, então, lhe disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’. 22Mas o pai dis- se aos empregados: ‘Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés. 23Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete. 24Porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’. E começaram a festa. 25O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança. 26Então chamou um dos criados e perguntou o que estava acontecendo. 27O criado respondeu: ‘É teu irmão que voltou. Teu pai matou o novilho gordo, porque o recuperou com saúde’. 28Mas ele ficou com raiva e não queria entrar. O pai, saindo, insistia com ele. 29Ele, porém, respondeu ao pai: ‘Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E tu nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos. 30Quando chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens com prostitutas, matas para ele o novilho cevado’. 31Então o pai lhe disse: ‘Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. 32Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado’”.

- Palavra da Salvação. T. Glória a vós, Senhor!

IV- LITURGIA DO QUARTO DOMINGO DA QUARESNA-

 IV-         LITURGIA DO  QUARTO  DOMINGO DA QUARESNA-

 

 

- O quarto domingo da Quaresma é conhecido como o domingo da alegria (Laetare) porque nesse domingo vislumbramos a Páscoa do Senhor na liturgia da Palavra, que nos faz refletir sobre a conversão e a reconciliação. Hoje, a cor rósea substituiu o roxo lembrando essa alegria da Páscoa que se aproxima, cujos sinais estão presentes entre nós.

 

 - Na 1ª leitura ouvimos que por longos anos o povo de Israel, ficou preso no Egito. Foi escravizado pelo faraó. Era obrigado a realizar todo tipo de trabalho. Mas Deus não deixou esse povo abandonado. Ouviu seu clamor e decidiu libertá-lo da escravidão e da morte. No texto de hoje vemos os israelitas, que depois de uma longa permanência de quarenta anos no deserto, atravessam o rio Jordão e entram na terra da Promessa. Aproximava-se a celebração da Páscoa e, considerando que só os circuncidados a podiam celebrar (cf. Ex 12,44.48), Josué mandou circuncidar todos os que tinham nascido no deserto e todos os estrangeiros, para que todos fizessem parte do Povo eleito. A circuncisão era um sinal da aliança estabelecida por Deus com Abraão. O rito levado a cabo por Josué era também uma espécie de "conversão coletiva": assinalava um "tempo novo", uma vida nova depois do "opróbrio do Egito", isto é, depois da escravidão. Somos convidados, neste tempo de Quaresma, a fazer uma experiência semelhante à dos israelitas: é preciso pôr fim à etapa da escravidão do pecado e passar, decididamente, à vida nova, à vida da liberdade. É preciso renascer e aderir com convicção as propostas de Deus.

- Reconciliação é palavra-chave da segunda leitura: reconciliação entre os coríntios e Paulo; reconciliação entre os coríntios e Deus. Isso nos recorda que para vivermos em paz uns com os outros é preciso viver em Deus e com Ele. Reconciliemo-nos com Deus por meio de nossa adesão à Cristo! Paulo fezse "embaixador" e arauto desta reconciliação e aponta a eficácia reconciliadora da morte de Cristo pela cruz. Por ela, Deus arrancou-nos do domínio do pecado e transformou-nos em homens novos. Apesar das nossas infidelidades, Deus continua a oferecernos o seu amor. É "em Cristo" que somos reconciliados com Deus. Jesus crucificado ensinou-nos a obediência filial ao Pai e o amor total aos homens.

- Com três parábolas, São Lucas dedica o capítulo 15 do seu evangelho ao ensinamento de Jesus sobre a misericórdia divina. O ponto de partida para a parábola que escutamos é a murmuração dos fariseus e dos escribas que se escandalizavam com as atitudes de Jesus: "este homem acolhe os pecadores e come com eles". Para os judeus, os pecadores não podiam aproximar-se de Deus. Por isso, concluíam dizendo que Jesus não podia vir de Deus. É neste contexto que Jesus conta a chamada "parábola do filho pródigo".

- A personagem central é o pai. Jesus fala desse pai como alguém que respeita as decisões e a liberdade dos filhos, revelando um amor sem limites. Esse amor manifesta-se na emoção com que abraça o filho mais novo, que volta à casa, depois de uma amarga e dolorosa experiência, que o levou a passar fome e grandes privações. É um amor que permanece inalterado, apesar da rebeldia e da infidelidade do filho. Este grande amor do pai revela-se na entrega do anel que é símbolo da autoridade (Gn 41,42) e da pertença à família. Entrega-lhe as sandálias, o calçado próprio das pessoas livres. Este Pai é um retrato perfeito do nosso Pai celeste, um Deus paciente, acolhedor e cheio de misericórdia para conosco. - O filho mais novo é um filho rebelde, que exige muito mais do que aquilo a que tinha direito. Ele é a imagem de todos nós, quando nos deixamos conduzir pelo pecado e exprime o itinerário do pecador, que, pela penitência, regressa à comunhão com Deus. Por outro lado, o filho mais velho sempre fez o que o pai mandou, "sem nunca transgredir uma ordem sua"; nunca pensou em deixar esse espaço cômodo e acolhedor, que é a casa paterna. Contudo, não aceita que o pai acolha o filho rebelde. Não entende a lógica do pai, que faz uma festa para receber "esse irmão", que gastou tudo. Este filho mais velho é a imagem dos fariseus e escribas que interpelaram Jesus: "Consideravam-se justos, mas desprezavam os demais".

- Esta "parábola do pai misericordioso" apresentanos Deus como um Pai bondoso, que respeita as nossas decisões, mesmo quando usamos mal a liberdade, procurando a felicidade em caminhos errados. Quando nos reencontra, os seus braços estão abertos para nos acolher. Somos convidados a imitar a misericórdia divina e nos orientar por este preceito: ser misericordiosos à semelhança de Deus, nosso Pai.

https://diocesedesaomateus.org.br/wp-content/uploads/2025/02/30_03_25.pdf

V- LEITURAS PARA A SEMANA: DE 31 DE MARÇO A O6 DE ABRIL DE 2025- ORAÇÃO DA CF 2025 E HINO DA CF 2025

 

 

 

V-         LEITURAS PARA A SEMANA: DE 31 DE MARÇO A  O6 DE ABRIL DE 2025- ORAÇÃO DA CF 2025 E HINO DA CF 2025

 

31/03 - 2ª Is 65,17-21 / Sl 29(30)/ Jo 4,43-54

01/04-3ª Ez 47,1-9.12 / Sl 45(46) / Jo 5,1-16

02/04- 4ª Is 49,8-15 / Sl 144(145) / Jo 5,17-30

03/04 -  5ª Ex 32,7-14 / Sl 105(106) / Jo 5,31-47

04/04 -6ª Sb 2,1a.12-22 / Sl 33(34) / Jo 7,1-2.10.25-30

05/04 - Sáb.: Jr 11,18-20 / Sl 7 / Jo 7,40-53

06/04 – Dom.: 5º Domingo da Quaresma, Ano C

Is 43,16-21;Sl 125(126),1-2ab.2cd-3.4-5.6 (R. 3);Fl 3,8-14

Jo 8,1-11

 

0RAÇÃO DA CF 225

Ó Deusnosso Pai, ao contemplar o trabalho de tuas mãos, viste que tudo era muito bom! O nosso pecado, porém, feriu a beleza de tua obra, e hoje experimentamos suas consequências.

Por Jesusteu Filho e nosso irmão, humildemente te pedimos: dá-nos, nesta Quaresma, a graça do sincero arrependimento e da conversão de nossas atitudes.

Que o teu Espírito Santo reacenda em nós a consciência da missão que de ti recebemos: cultivar e guardar a Criação, no cuidado e no respeito à vida.

Faz de nós, ó Deus, promotores da solidariedade e da justiça. Enquanto peregrinos, habitamos e construímos nossa Casa Comum, na esperança de um dia sermos acolhidos na Casa que preparaste para nós no Céu. 

Amém!

 

HINO DA CF 2025 [L.: Ismael Oliveira do Nascimento| M.: Miguel Phillippi]

 

1. O Cristo-Deus se fez humano nesta terra, / e às criaturas deu valor e atenção. / A vida plena, que no mundo já se espera, / ganha sentido com a nossa redenção. Ao entregar o Paraíso ao ser humano,/ Deus contemplou sua beleza e seus dons. / Louvado seja nosso Pai, o Cria- dor: / “Deus viu que tudo, tudo era muito bom!”. 2. No Universo tudo está interligado; / nele vivemos e, com todos, “somos um”. / Nesta Quaresma, à conversão, somos chamados: / cuidemos todos desta Casa, que é Comum! 3. Há muito tempo, o louvor das criaturas / já se ouvia em um canto universal. / O seu autor, nova expressão ele inaugura: / “Fraternidade e Ecologia Integral

VI- SUGESTÃO DE CANTOS PARA O QUARTO DOMINGO DA QUARESMA ANO C

 

 

 

 

 

VI-         SUGESTÃO DE CANTOS PARA O QUARTO DOMINGO DA QUARESMA ANO C

 

Entrada

Alegra-te Jerusalém

Senhor quem entrara

Senhor eis aqui o teu povo

Fala assim meu coração

Eis o tempo de conversão

Volta,meu povo,ao teu senhor

Lembra,Senhor, o teu amor

 

Cantos de Aspersão

Água Santa, Água pura

Renova-me, Senhor Jesus

Outras opções

 

Perdão

Senhor, Servo de Deus 

Misericórdia, Senhor 

Tende compaixão de nós

Eu confesso a Deus

Outras  opções 

 

Salmo  33

Provai e vede quão suave é o Senhor

Aclamação

Louvor e glória a ti Senhor-B

Louvor a vós o Cristo Rei-B

Escuta Israel

Fala Senhor

Envia tua palavra 

Eu vim para escutar

 

Ofertório

Teu sou

Volta teu olhar Senhor

Suba a Ti ó Deus Pai

Sê Bendito

Recebe Deus Amigo

Mãos Abertas

Este pranto em minhas mãos

Sabes Senhor

Que poderei retribuir ao Senhor

 

Santo

Cantos do Santo

 

Cordeiro

Cantos do Cordeiro

 

Cantos de Comunhão

O pão da vida

O meu corpo e o meu sangue

Por esta paz que a juventude

Prova de amor maior não há

Eu vim para que todos tenham

Desamarrem as sandalias 

Tanto Deus amou o mundo 

No deserto da vida

 

Pós Comunhão

Mestre

Pai de amor

Oração pela paz- 846

Quem perde sua vida, a encontra

Tudo é do Pai

Abraço de Pai

Renova-me, Senhor Jesus

 

Final

Hino da Campanha da Fraternidade 2025

A viagem

O Povo de Deus-487

Segura na mão de Deus

 

https://www.folhetosdecanto.com/2016/02/cantos-missa-4-domingo-quaresma.html

VII- REFLEXÃO DOMINICAL I- A MISERICÓRDIA E O PERDÃO RENOVAM A ESPERANÇA

 

 

VII-             REFLEXÃO DOMINICAL I-

 

A MISERICÓRDIA E O PERDÃO RENOVAM A ESPERANÇA

 

 

Este 4º Domingo da Quaresma é o “Domingo de júbilo”. Por qual motivo? Porque a misericórdia infinita e o perdão de Deus restauram a vida e renovam a esperança. A Quaresma é um tempo de penitência e de conversão a Deus, mas não deve ser um tempo de abatimento e tristeza. A perspectiva do perdão de Deus restaura a vida e renova a esperança. Como seria a vida, se não pudéssemos contar com o perdão de Deus? O Evangelho deste Domingo nos traz uma das parábolas da misericórdia: a do filho perdido e do pai misericordioso e rico no perdão (cf Lc 15, 1-3.11-32). O filho, de maneira irrefletida e irresponsável, fez a escolha errada na vida e quis viver longe do pai, “aproveitando a vida”. Pegou as suas coisas e foi-se embora, deixando o pai numa tristeza imensa. Longe da casa paterna, a vida boa nos prazeres durou pouco e o jovem começou a passar necessidades. Aí ele lembrou do pai e de quanto ele perdeu, ao abandonar a casa paterna. Então tomou a decisão de voltar, mesmo se fosse para ser tratado apenas como um dos empregados. A esperança do filho não foi em vão. O pai esperava todos os dias pelo reencontro com o filho e, quando o viu chegando, correu ao seu encontro, abraçou-o e cobriu-o de beijos. Nem quis ouvir os pedidos de perdão e logo mandou preparar uma grande festa, “pois o filho estava morto e tornou à vida; estava perdido e foi reencontrado” (15,23). O amor mise- ricordioso e o perdão do pai deram nova vida e renovaram a esperança e a dignidade do filho perdido. Por isso, a liturgia deste Domingo da Quaresma faz um forte apelo, usando as palavras do apóstolo Paulo: “em nome de Cristo, deixai-vos reconciliar com Deus!” (2Cor 5,20). Sim, vale a pena voltar-se para o Pai misericordioso e aceitar o seu abra- ço de perdão e reconciliação. Isso faz um bem imenso, restaura a vida e renova a esperança. É tempo de fazer uma boa confissão, de cora- ção arrependido e bem disposto, em preparação à celebração Páscoa, que se aproxima. Uma das principais propostas do Ano Jubilar é a busca do perdão e a renovação da vida cristã. A confissão sacramental é necessária para ganhar a indulgência do Ano Jubilar. O filho pródigo fez a sua peregrinação penitencial e restauradora de volta à casa paterna, confessou seu pecado ao pai e recebeu o perdão e a indulgência completa, junto com o abraço do pai misericordioso. Que tal, fazer a mesma experiência?

 

 Cardeal Odilo Pedro Scherer Arcebispo de São Paulo

 

https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Ano-49C-23-4o-DOMINGO-DE-QUARESMA.pdf

VIII-REFLEXÃO DOMINICAL II 30 de março – 4º DOMINGO DA QUARESMA Por Junior Vasconcelos do Amaral* ] “Provai e vedequão suave é o Senhor”

 

 

VIII-REFLEXÃO DOMINICAL II

30 de março – 4º DOMINGO DA QUARESMA

Por Junior Vasconcelos do Amaral*

]

“Provai e vedequão suave é o Senhor

I. INTRODUÇÃO GERAL

A liturgia deste domingo da alegria destaca a misericórdia, o rosto de Deus em Cristo e o semblante de renovação que este tempo simboliza, como significou para a primeira leitura e para o Evangelho. A Igreja nos brinda com textos lindos e, ao mesmo tempo, significativos. Deus ama seu povo e lhe concede uma segunda chance; infinitas são as oportunidades que ele nos dá, pois nos ama. O Evangelho lucano destaca a terceira parábola da misericórdia, que coroa o tríptico da misericórdia em Lucas com um final alegre, pois a alegria é um dos sentimentos e experiências que invadem o coração do cristão, tema marcadamente lucano. A primeira leitura evidencia em Josué, líder carismático do povo, um paradigma de renovação. O ato de o povo comer dos frutos da terra é sinal de superação do passado recente, vivido na travessia, experiência traumática de dor e dissabores. A chegada a Guilgal e a celebração da Páscoa mostram que Páscoa é passagem, um momento transitório, e celebrar em Jericó e lá permanecer é sinal de recomeço. A segunda leitura reforça que Cristo é o sentido da vida do cristão: quem está nele é nova criatura, as coisas antigas já se passaram, pois Cristo é ministro supremo da reconciliação. No Evangelho de Lucas, a reconciliação constitui o tema central, sendo a parábola do Pai misericordioso sinal de que todos somos chamados a nos reconciliarmos com Deus, que é suave e bondoso.

II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

1. I leitura (Js 5,9a.10-12)

Josué é protagonista secundário do livro intitulado com seu nome. O protagonista primeiro é Deus, que realiza na história feitos inesquecíveis, marcados de forma indelével na memória de seu povo. Deus mesmo diz a Josué (v. 9a): “Hoje tirei de cima de vós o opróbrio do Egito”. Trata-se de uma ignomínia, de um insulto vivido durante 430 anos, tempo em que o povo permaneceu no Egito, sendo escravo e desprezado. Essa carga histórica e negativa, Deus a livrará das costas e da consciência de seu povo. Ele o ama e o quer livre para servi-lo. O v. 10 situa o povo acampado em Guilgal, a leste de Jericó, lugar onde foi erigido um monumento de pedra em comemoração da passagem dos israelitas pelo rio Jordão (Js 4,20).

Guilgal tornou-se um santuário e serviu como base para a conquista da Palestina (Jz 2,1; 1Sm 10,8; 13,8-15). Os profetas, contudo, rejeitaram-no, por ter-se tornado um centro de idolatria (Am 4,4; Os 4,15; Mq 6,5). Havia outra Guilgal, nas montanhas de Efraim, perto de Betel (Dt 11,30; 2Rs 2,1). Lá celebraram a Pessach, a Páscoa, no dia quatorze do mês. O v. 11 afirma que, no dia seguinte, comeram produtos da terra e ázimos, pães sem fermento – matzah, em hebraico –, e ainda grãos tostados naquele mesmo dia. O v. 12 conclui dizendo que, quando comeram produtos da terra, o maná cessou de cair. O maná era dado cotidianamente por Deus, como dom de sua providência. Agora a maior providência são os dons da terra, da liberdade, da graça, do amor misericordioso de Deus. Naquele ano, o povo comeu do fruto da terra de Canaã.

O teólogo por trás desse texto, ligado à teologia deuteronomista, quer dizer nas entrelinhas que, se o povo se mantiver fiel, poderá fazer sua terra gerar vida, pois é este o dom de Deus: conceder ao povo a terra da liberdade, da bondade e do amor.

2. II leitura (2Cor 5,17-21)

A segunda leitura estabelece conexão tanto com a primeira leitura, em relação à liberdade verdadeira, como com o Evangelho, que traduz, nas palavras de Jesus Cristo, a ação misericordiosa de Deus, sempre pronto para acolher e amar seu povo, agora simbolizado no filho pródigo, reintroduzindo-o em sua morada eterna, a qual será habitada por nós se vivermos, como esse filho, a reconciliação para a qual o Senhor nos destinou. Essa reconciliação começa com metanoia, com a mudança de pensamento, de atitudes.

Para Paulo, a reconciliação consiste na nova realidade vivida e experimentada à luz da nova criaturalidade, só alcançada por quem está em Cristo (v. 17). Viver em Cristo constitui o “novo estado de vida”, a nova condição, a realidade renovada e renovadora. Toda realidade, tanto humana como cósmica, é renovada: o mundo antigo desapareceu. Para Paulo (v. 18), toda essa nova realidade nos vem de Cristo, que reconciliou em si todas as coisas e conferiu a seu apóstolo o ministério da reconciliação, do perdão e da paz.

O v. 19 é o ponto de convergência do antigo e do novo: “em Cristo, Deus reconciliou o mundo consigo, não imputando aos homens sua falta”. Os v. 20-21 podem ser considerados conclusivos: “Somos embaixadores de Cristo” e “Deus exorta por nós mesmos [...]: deixai-vos reconciliar com Deus”; e ainda: “Aquele que não cometeu nenhum pecado, Deus o fez pecado por nós”. Para Paulo, a morte era considerada remédio para o pecado e, desse modo, Cristo, morrendo por nós, seria considerado um pecador, sem mesmo ter vivido essa nossa condição, por acidente, de pecado. O termo final do v. 21 é que, em Cristo, somos todos justificados, ou seja, alcançamos a justiça de Deus (em grego, dikaiosyne tou Theou).

3. Evangelho (Lc 15,1-3.11-32)

A narrativa do Evangelho deste dia constitui uma matéria redacional própria de Lucas, não encontrada em nenhum outro Evangelho sinótico nem no Quarto Evangelho (Jo). O fio condutor da parábola está ligado à temática da misericórdia de Deus para com a humanidade, traduzida no binômio perda e encontro, que as outras duas primeiras parábolas compreendem (Lc 15,4-7: ovelha perdida/encontrada; 8-10: moeda perdida/encontrada). Em essência, o que esse relato nos provoca é um desejo ardente de voltarmos nossa vida para Deus, nossa origem, aquele que nos fortalece e é nosso destino (escatológico), por ser um Pai pleno de misericórdia (em grego, splanchiniste).

As três parábolas da misericórdia estão alinhavadas pelos v. 1-2, que contextualizam quem são os ouvintes de Jesus, sejam os próximos a ele, sejam os que lhe são antipáticos. Há um misto sentimento de hostilidade e de hospitalidade que se contrapõe nesse cenário: os publicanos e pecadores se aproximam de Jesus para escutá-lo (v. 1) e, em contrapartida, os fariseus e mestres da Lei só sabem criticá-lo (v. 2): “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”.

O v. 3 afirma que Jesus contou a parábola, e o v. 11 a inicia, anunciando que um homem tinha dois filhos. Então três são os principais personagens dessa parábola: o primogênito, o irmão caçula e o pai. O v. 12 apresenta um problema, um nó: o filho mais novo demanda sua parte da herança ao pai, que, então, dividiu os bens entre eles. Não é um cenário tipicamente hebraico, pois, para o mundo semita, o filho primogênito é sempre aquele que, após a morte de seu pai, herda grande parte dos espólios. Trata-se de uma parábola, e o poder criativo é daquele que a propõe, o narrador, que, nesse exato momento, é Jesus. O v. 13 afirma que, dias depois, esse filho jovem juntou o que era seu e foi para um lugar distante. Lá ele esbanjou tudo em uma vida desregrada (em grego, zon asótos), entendida como pródiga, de gastos desenfreados. O v. 14 frisa que, depois de ter gasto tudo o que possuía, houve fome em sua região, e ele começou a sentir fome, que em grego é o termo ustereisthai, traduzido por necessidade. A raiz desse termo é usterei, donde vem o termo “histeria”, traduzido por “uma grande falta”.

Os v. 15-16 expressam um problema, um nó, o que o filho mais novo teve de fazer para sanar tal crise: procurar emprego, lidar com porcos (atividade proibida para um judeu), a ponto de cogitar comer da comida dada a eles, mas até isso lhe era negado. Os v. 17-19 apresentam uma ação transformadora: em resumo, lembrou-se de como os servos de seu pai eram criados, caiu em si (tomou consciência de seu erro: ter-se perdido) e propôs-se voltar (deixar-se reencontrar). Ele voltará e dirá ao pai que já não merece ser seu filho, deixando ao pai uma decisão: o reconhecimento da paternidade.

Os v. 20-21 tornam-se o clímax da narrativa: ele volta e o pai o avista de longe, sente compaixão (splanchinistei) e corre (atitude atípica para um homem maior de idade). O filho, em seguida, diz o porquê de seu retorno: ter pecado contra Deus e contra seu pai. Ele mesmo se julga indigno de filiação. O desenlace da narrativa é imediato: o pai concede ao filho uma resposta não verbal, expressa em atitudes (v. 22): túnica, anel, sandálias novas, novilho gordo para a festa. Em seguida, explica aos empregados (v. 24): “porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado”, começando a festa.

Os v. 25-30 reapresentam um nó: o ciúme do filho primogênito, que se indigna com tal situação, fica com raiva e não quer entrar para a festa (v. 28), embora o pai insistisse com ele. O diálogo é intenso e difícil: na verdade, é mais esse filho o acusador do caçula, a ponto de dizer que ele teria esbanjado seus bens com as prostitutas (v. 30). O pai, em sua autoridade, conclui a cena, levando-o a entender sua compaixão: em primeiro lugar, ele está sempre com seu pai; além disso, deve saber que tudo o que é do pai é de seu primogênito também (v. 31-32). É deveras importante comemorar, pois esse “teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado” (repetição do v. 24). A reticência da compaixão vence a disputa de braço com o legalismo endurecido do filho primogênito e o seu sentimento de não pertença ao pai. A misericórdia, nessa parábola, é a graça do amor de Deus, que nos atrai novamente para ele: de perdidos a encontrados, de mortos a ressuscitados.

III. PISTAS PARA REFLEXÃO

Levar a comunidade a compreender que o pecado é realidade que acidentalmente faz parte de nossa condição: somos inclinados ao pecado, porém a graça salvífica de Deus é muito superior. “Pecar é humano, perdoar é divino.” Perceber que a comunidade cristã, a Igreja, é embaixadora de Cristo, que veio trazer a salvação, e não a condenação à humanidade. Cabe-nos acolher os que pecam e ajudá-los a seguir no caminho certo, pois também nós nos desviamos do caminho e outros já agiram com misericórdia para conosco. Por fim, providenciar, em um momento da semana, um momento penitencial, seja para confissões sacramentais, seja para celebrações penitenciais, que ajudem no processo de conversão próprio deste tempo de exercícios quaresmais.

Junior Vasconcelos do Amaral*

*é presbítero da arquidiocese de Belo Horizonte-MG e vigário episcopal da Região Episcopal Nossa Senhora da Esperança (Rense). Doutor em Teologia Bíblica pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (Faje), realizou parte de seu doutorado na modalidade “sanduíche”, estudando Narratologia Bíblica na Université Catholique de Louvain (Louvain-la-Neuve, Bélgica). Atualmente, é professor do Departamento de Teologia e do Programa de Pós-Graduação “Mestrado Profissional em Teologia Prática” na PUC-Minas, em Belo Horizonte, e desenvolve pesquisas sobre análise narrativa, sobre Bíblia e psicanálise e sobre teologia pastoral. E-mail: jvsamaral@yahoo.com.br

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