segunda-feira, 30 de março de 2026

BEM-VINDOS AO SB SABENDO BEM DE 02 DE ABRIL DE 2026- QUINTA-FEIRA SANTA





A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina. (I Coríntios 1, 18).QUINTA

(Ano A/Branco) Quinta-feira Santa 2 de abril de 2026

MISSA VESPERTINA DA CEIA DO SENHOR

Eu vos dou um novo Mandamento: “que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei”, diz o Senhor. 



 

SB SABENDO BEM DE 02 DE  ABRIL DE 2026 INFORMA.

Caro(a) Leitor(a) amigo(a):

O meu abraço fraterno e uma ótima SEMANA SANTA!

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ESCREVA PARA sbsabendobem@gmail.com

 

 

SEJA BEM-VINDO!

 

QUINTA-FEIRA SANTA, 02 de abril de 2026

SEJA BEM-VINDO AO SB SABENDO BEM DA QUINTA-FEIRA SANTA

 

 

I-            SEJA BEM-VINDO AO SB SABENDO BEM DA QUINTA-FEIRA SANTA

1.1-  Orientações

-A forma criativa de enfeitar a Igreja (flores, toalhas, pães, jarras transparentes com vinho) dá o tom festivo da celebração. A igreja poderá permanecer na penumbra com velas acesas, e ter diversos castiçais espalhados ou apenas a menorá à frente. Se for conveniente, faz-se também a incensação do ambiente. Onde acontece o translado do Santíssimo, deve-se preparar com antecedência este ambiente. Pode-se colocar uma música de fundo para ajudar a criar o clima de oração. - Escolher antecipadamente as pessoas que participarão do Lava-Pés. Organize-se também, com antecedência, o lugar em que elas ficarão para o rito. - Para o acendimento das velas do altar e ambientação, cantar o refrão: "Onde reina o amor..." nº 45 ou "Eu vos dou um novo mandamento..." nº 794 repetidas vezes.

1.2-BEM-VINDOS IRMÃOS E IRMÃS!

Bem-vindos, irmãs e irmãos! Nesta noite bendita, damos início ao Sagrado Tríduo da Páscoa. Adentramos no Mistério Pascal do Senhor, ponto mais alto da nossa fé e nossa esperança. Nesta noite da Ceia da Caridade, celebremos em ritos a salvação que o Senhor nos alcançou.

Nos ritos da liturgia, a graça da redenção se torna presente e eficaz em nossas vidas: é o Mistério Pascal de Cristo que nos alcança no hoje da nossa história. A Igreja, fiel ao mandato do Senhor - "Fazei isto em memória de mim!" - celebra e atualiza esse mistério salvífico, tornando-o presente entre nós. Assim, todos somos chamados a participar da grande missão de tornar o Corpo de Cristo visível e atuante na história, repetindo os seus gestos e atitudes, doando-nos por amor aos irmãos e irmãs.

Irmãos e irmãs, com esta celebração que agora iniciamos, abrem-se as portas do sagrado Tríduo Pascal. Até domingo, estaremos profundamente envolvidos no mistério central de nossa fé: a cruz e ressurreição do Senhor. Nesta Ceia Sagrada, memorial do sacrifício de Cristo, participemos com Ele do mistério de sua Páscoa. Comamos e bebamos do seu Corpo e Sangue para, assim, penetrarmos neste grande mistério de amor que nos conduz ao serviço dos irmãos e irmãs.(INTRODUÇÃO DO FOLHETO POVO DE DEUS EM SÃO PAULO).

II- LEITURAS DA QUINTA-FEIRA SANTA

 

I-            LEITURAS DA QUINTA FEIRA SANTA

 

A antiga Páscoa, celebrada pelo povo de Deus, agora alcança seu significado definitivo na Nova e Eterna Aliança, realizada na oferta que Jesus fez de sua vida por nós. Escutemos o que o Senhor tem a nos dizer.

 

 PRIMEIRA LEITURA (Ex 12,1-8.11-14) Leitura do Livro do Êxodo.

 

Naqueles dias, 1 o Senhor disse a Moisés e a Aarão no Egito: 2 “Este mês será para vós o começo dos meses; será o primeiro mês do ano. 3 Falai a toda a comunidade dos filhos de Israel, dizendo: ‘No décimo dia deste mês, cada um tome um cordeiro por família, um cordeiro por casa. 4 Se a família não for bastante numerosa para  comer um cordeiro, convidará também o vizinho mais próximo, de acordo com o número de pessoas. Deveis calcular o número de comensais, conforme o tamanho do cordeiro. 5 O cordeiro será sem defeito, macho, de um ano. Podereis escolher tanto um cordeiro, como um cabrito: 6 e devereis guardá-lo preso até o dia catorze deste mês. Então toda a comunidade de Israel reunida o imolará ao cair da tarde. 7 Tomareis um pouco do seu sangue e untareis os marcos e a travessa da porta, nas casas em que o comerem. 8 Comereis a carne nessa mesma noite, assada ao fogo, com pães ázimos e ervas amargas. 11Assim devereis comê-lo: com os rins cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão. E comereis às pressas, pois é a Páscoa, isto é, a ‘Passagem’ do Senhor! 12E naquela noite passarei pela terra do Egito e ferirei na terra do Egito todos os primogênitos, desde os homens até os animais; e infligirei castigos contra todos os deuses do Egito, eu, o Senhor. 13O sangue servirá de sinal nas casas onde estiverdes. Ao ver o sangue, passarei adiante, e não vos atingirá a praga exterminadora, quando eu ferir a terra do Egito. 14Este dia será para vós uma festa memorável em honra do Senhor, que haveis de celebrar por todas as gerações, como instituição perpétua”. – Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

 

  SALMO 115 (116B) O cálice por nós abençoado / é a nossa comunhão com o sangue do Senhor.

 

1. Que poderei retribuir ao Senhor Deus, * por tudo aquilo que ele fez em meu favor? / Elevo o cálice da minha salvação, * invocando o nome santo do Senhor.

2. É sentida por demais pelo Senhor, * a morte dos seus santos, seus amigos. / Eis que sou o vosso servo, ó Senhor: * vós me quebrastes os grilhões da escravidão!

3. Por isso oferto um sacrifício de louvor * invocando o santo nome do Senhor. / Vou cumprir minhas promessas ao Senhor, * na presença de seu povo reunido

 

 

. SEGUNDA LEITURA (1Cor 11,23-26) Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.

 

Irmãos: 23O que eu recebi do Senhor foi isso que eu vos transmiti: Na noite em que foi entregue, o Senhor Jesus tomou o pão 24e, depois de dar graças, partiu-o e disse: “Isto é o meu corpo que é dado por vós. Fazei isto em minha memória”. 25Do mesmo modo, depois da ceia, tomou também o cálice e disse: “Este cálice é a nova aliança, em meu sangue. Todas as vezes que dele beberdes, fazei isto em minha memória”. 26Todas as vezes, de fato, que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, estareis proclamando a morte do Senhor, até que ele venha. - Palavra do Senhor. T. Graças a Deus

 

 ACLAMAÇÃO (L.: Lecionário e Jo 13,34 | M.: Pe. Ney Brasil)

 

Glória a vós, ó Cristo, Verbo de Deus!

 

Eu vos dou um novo Mandamento: “que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei”, diz o Senhor.

 

EVANGELHO (Jo 13, 1-15)

 

 P. O Senhor esteja convosco. T. Ele está no meio de nós.

 P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João. T. Glória a vós, Senhor.

 

 P. 1 Era antes da festa da Páscoa. Jesus sabia que tinha chegado a sua hora de passar deste mundo para o Pai; tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim. 2 Estavam tomando a ceia. O diabo já tinha posto no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, o propósito de entregar Jesus. 3 Jesus, sabendo que o Pai tinha colocado tudo em suas mãos e que de Deus tinha saído e para Deus voltava, 4 levantou-se da mesa, tirou o manto, pegou uma toalha e amarrou-a na cintura. 5 Derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos, enxugando-os com a toalha com que estava cingido. 6 Chegou a vez de Simão Pedro. Pedro disse: “Senhor, tu me lavas os pés?” 7 Respondeu Jesus: “Agora, não entendes o que estou fazendo; mais tarde compreenderás”. 8 Disse-lhe Pedro: “Tu nunca me lavarás os pés!” Mas Jesus respondeu: “Se eu não te lavar, não terás parte comigo”. 9 Simão Pedro disse: “Senhor, então lava não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça”. 10Jesus respondeu: “Quem já se banhou não precisa lavar senão os pés, porque já está todo limpo. Também vós estais limpos, mas não todos”. 11Jesus sabia quem o ia entregar; por isso disse: “Nem todos estais limpos”. 12Depois de ter lavado os pés dos discípulos, Jesus vestiu o manto e sentou-se de novo. E disse aos discípulos: “Compreendeis o que acabo de fazer? 13Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, pois eu o sou. 14Portanto, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. 15Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz”. - Palavra da Salvação. T. Glória a vós, Senhor.

 

 

 

LAVA PÉS (L.: MR - cf. Jo 13,4-34 | M.: Waldeci Farias)

 

1. Jesus erguendo-se da Ceia, / jarro e bacia tomou. / Lavou os pés dos discípulos, / este exemplo nos deixou. / Aos pés de Pedro inclinou-se: / “Ó Mestre não por quem és!” / “Não terás parte comigo / se não lavar os teus pés.” 2. “És o Senhor, tu és o Mestre / os meus pés não lavarás!” / “O que ora faço não sabes, / mas depois compreenderás. / Se eu vosso Mestre e Senhor / vossos pés hoje lavei, / lavai os pés uns dos outros, / eis a lição que vos dei!”

3. “Eis como irão reconhecer-vos / como discípulos meus: / se vos amais uns aos outros”, / disse Jesus para os seus. / “Dou-vos Novo Mandamento. / Deixo, ao partir, nova Lei: / que vos ameis uns aos outros / assim como eu vos amei!” 4. “Vou para o Pai, mas volto logo, / comigo vos levarei”. / “Mestre qual é o caminho / para chegar onde ireis?” / “Sou o Caminho, a Verdade, / a vida plena vos dei; / permanecendo em mim sempre, / amando como eu amei.”

 

 

III- LITURGIA DA QUINTA-FEIRA SANTA

 

I-         LITURGIA DA QUINTA-FEIRA SANTA

 

- Toda Liturgia da Igreja já é a celebração do Mistério Pascal de Cristo. Contudo, de modo mais proeminente, e cumprindo aquilo que o Senhor mandou, desde o Antigo Testamento, celebramos esta "festa memorável em honra do Senhor". Não mais a celebramos com o sacrifício de cordeiros e cabritos, mas com o sacrifício do único cordeiro pascal da família de Deus (a Igreja): o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, Jesus Cristo, que nos pede: "Fazei isto em minha memória" (1Cor 11,24b).

- Páscoa significa passagem, conforme vimos em Ex 12,11b: "Pois é a Páscoa, isto é, a Passagem do Senhor". Deus antecipa ritualmente aquilo que acontecerá historicamente. A Páscoa dos judeus celebra a salvação dos filhos de Israel da praga exterminadora. No lugar do primogênito da família, é sacrificado um cordeiro. O sangue marca as portas daqueles que comeram o cordeiro pascal; por isso, são salvos. Os que não estão marcados são, em seguida, mortos. De igual maneira, a Páscoa dos judeus antecipa outra passagem: a do Mar Vermelho, ou seja, da escravidão para a liberdade. Os judeus não mais servem a homens ou a um país estrangeiro, mas são livres para servir e amar a Deus e encaminharem-se para a Terra Prometida.

 

- De igual modo, a graça da nova Páscoa que Jesus chama de "Nova aliança em meu sangue" (1Cor 11,25) é antecipada ritualmente nesta Noite Santa: "na noite em que foi entregue" (1Cor 11,23). Ele mesmo havia dito: "Ninguém me tira a vida, eu a dou livremente" (Jo 10,18). Ritualmente Cristo doa sua vida nos sinais do pão e do vinho, que passam a ser seu Corpo e Sangue. Este gesto antecipa a sua morte redentora na Cruz. Quando os soldados chegaram, nesta mesma noite, para prendê-lo, o Senhor já havia se entregado aos seus, que amou até o fim (cf. Jo 13,1). Assim como o cordeiro pascal imolado pelas famílias judaicas salvou os primogênitos da praga exterminadora, os que comerem do Corpo e beberem do Sangue do Senhor serão preservados da morte e com Cristo farão a Páscoa, isto é, a Passagem desta vida para junto do Pai.

- Na Bíblia está escrito: "Este mês será para vós o começo dos meses; será o primeiro mês do ano [...] no décimo dia deste mês [...] e devereis guardá-lo preso até o dia catorze deste mês" (Ex 12,2-3.6); "Na noite em que foi o entregue, o Senhor Jesus tomou o pão" (1Cor 11,23); "Era antes da festa da Páscoa" (Jo 13,1). Na história humana, Deus se revela como o Salvador e a Liturgia tem um importante papel de atualizar o tempo da graça de Deus, como nos diz o Catecismo: "A liturgia cristã não somente recorda os acontecimentos que nos salvaram, como também os atualiza, os torna presentes. O mistério pascal de Cristo é celebrado, não é repetido; o que se repete são as celebrações" (CIgC 1104).

- Deus, para que seu mistério salvífico toque cada pessoa em cada momento da história, institui um memorial, no qual os judeus imolam o cordeiro em "honra do Senhor" (Ex 12,14) e os cristãos o fazem "em memória" de Cristo (cf. 1Cor 11,24-25). Nós, cristãos, seguimos o exemplo de Jesus: "Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz" (Jo 13,15). Assim, a salvação, a obra de Deus em nosso favor, nos alcança pelos rituais, símbolos, gestos e palavras atualizados pela força do Espírito Santo, na Liturgia.

- Na tradição cristã, a palavra "liturgia" quer expressar que o povo de Deus toma parte na 'obra de Deus'. Por ela, Cristo, nosso redentor e sumo sacerdote, continua em sua Igreja, com ela e por ela, a obra de nossa redenção" (CIgC 1069). Contudo, a Liturgia não é uma obra humana, mas uma obra divina, e a Igreja a faz por mandato divino. Vejamos o início de nossos textos: "O Senhor disse a Moisés e a Aarão no Egito" (Ex 12,1); São Paulo diz: "O que eu recebi do Senhor, foi isso que vos transmiti" (1Cor 11,23); em João encontramos: "Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz" (Jo 13,15). Portanto, é obra e mandato divino o que fazemos na Igreja e por ela. Nenhum ser humano tem poder sobre a Liturgia, porque ela é uma ação divina na qual, nós tomamos parte como instrumentos e como recebedores da graça. É por ela, de modo único, que a salvação nos chega. Assim, o gesto de Jesus de lavar os pés dos discípulos e a resposta.

 - "Se eu não te lavar, não terás parte comigo" (Jo 13,8) - confirmam a graça de Cristo derramada em nós e por nós. A Liturgia da Igreja não é um apêndice ou um detalhe, mas é o modo pelo qual a salvação nos toca. Não é possível entrar na vida da graça, na vida da salvação, sem permitir que Cristo nos toque, nos abrace e nos lave os pés. É verdade que a Liturgia não esgota toda a vida da Igreja, mas é o seu ápice. Ela é obra de Cristo e ação da Igreja: por meio dela, Cristo anuncia o Evangelho, Cristo derrama a graça de sua Cruz que dá vida nova, Ele nos envia o seu Espírito e, como ponto mais alto desta vida, continua a se doar a nós como alimento, o Pão da Vida na Eucaristia.

- Participemos da liturgia com atenção, dedicação e obediência, de forma ativa, consciente e frutuosa. Permitamos que o Senhor nos lave os pés. E, ao sermos lavados pela sua caridade, saiamos e façamos, não coisas novas, mas a mesma coisa que o Senhor nos fez: lavar os pés dos irmãos pela evangelização, caridade e conversão.

 

https://diocesedesaomateus.org.br/wpcontent/uploads/2026/02/02_04_26.pdf

REFLEXÕES NESTA QUINTA-FEIRA SANTA 4.1: EUCARISTIA E CARIDADE

 

 

I-         REFLEXÕES NESTA QUINTA-FEIRA SANTA

 

4.1: EUCARISTIA E CARIDADE

 

Na Missa desta Quinta-Feira Santa, lemos o trecho do Evangelho de São João sobre a última ceia e o lava-pés. São João, diversamente dos outros evangelistas, apenas faz um aceno à instituição da Eucaristia e se prolonga muito mais no gesto do lava-pés, que já aparece no final da última ceia. Isso tem vários significados. São João não valoriza menos a instituição da Eucaristia, mas a pressupõe e parte dela para narrar mais longamente o gesto do Lava-Pés. Apenas diz que Jesus “se levantou da mesa, depôs as vestes, pegou uma toalha...” (cf Jo 13,4). A instituição da “ceia da nova e eterna aliança” é o sinal sacramental do seu amor e de sua entrega total pelos discípulos e pela humanidade. “Tendo amado os seus, amou-os até o fim” (cf Jo 13,1). Esse amor o levou a entregar a sua vida sobre a cruz, até à última gota do seu sangue, em favor da humanidade. A Eucaristia, por ele instituída deverá ser lembrança eterna daquilo que Ele fez em favor de todas as pessoas: “Fazei isto em memória de mim” (Lc 22,19). O lava-pés é o gesto humilde do Mestre que se põe a serviço dos discípulos e de todos. O lava-pés está unido à Eucaristia de modo inseparável e significa que, quem participa da Eucaristia, deve estar pronto para colocar-se a serviço do próximo. É interessante notar a semelhança da ordem que Jesus dá aos discípulos ao instituir a Eucaristia e ao lavar os pés dos discípulos: “Fazei isto em memória de mim” (Lc 22,19); “Eu vos dei o exemplo, para que façais a mesma coisa” (Jo 13,14). É por isso que a Igreja ensina e recomenda que a Eucaristia e a prática da caridade, nas suas mais diversas expressões, sejam inseparáveis. Quem participa da mesa do Senhor, também esteja pronto para servir à mesa dos pobres, enfermos e de todos os necessitados. Por isso, faz todo sentido que, ao celebrar a Missa nas nossas comunidades, haja sempre também os gestos que recordem os irmãos mais necessitados das próprias comunidades, mas também da Igreja e do mundo inteiro. Hoje, nós agradecemos mais uma vez a Jesus por ter deixado à Igreja um presente tão grande e importante. Em cada celebração da Eucaristia, torna-se presente o mistério da vida, paixão, morte e ressurreição de Jesus e a efusão do Espírito Santo em favor de todos nós. Celebramos a Eucaristia, não recordando simplesmente algo que aconteceu há muito tempo, mas como algo que é sempre atual; e podemos unir-nos a esse “Mistério da fé” mediante a fé e nossa participação ativa, recebendo igualmente os seus frutos. Mais uma vez, desejo recomendar a todos os batizados a participação frequente da Missa, sobretudo aos domingos. Além de ser um dever, é sobretudo um grande privilégio e ocasião de grandes bênçãos e crescimento na vida cristã.

 

 Cardeal Odilo Pedro Scherer Arcebispo de São Paulo

 

https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Ano-50A-23-5a-FEIRA-DA-SEMANA-SANTA.pdf

4.2- O MANDAMENTO NOVO

 

4.2- O MANDAMENTO NOVO

 

Meus queridos irmãos e irmãs,

Celebramos nesta Quinta-Feira a abertura do Tríduo Pascal em que Nosso Senhor Jesus Cristo institui a Eucaristia com um doce e ingente apelo à fraternidade, à comunhão, à concórdia e a paz. Jesus pereniza no tempo e na história a sua presença em nosso Meio, presente pela consubstanciação do pão no Seu Corpo e do Vinho em Seu Sangue. Lúcido e grandioso mistério da Nossa Fé.

E a libertação do povo é feita, simbolicamente, com o gesto significativo do Lava-pés: “Eu vos dou um novo mandamento, que vos amei uns aos outros, assim como Eu vos Amei, disse o Senhor”.

Meus irmãos,

Celebramos hoje um adeus: uma despedida de alguém que vai para melhor, ou seja, que vai voltar para o Pai, mas, que ao mesmo tempo, deixa uma profunda nostalgia, uma contagiante saudade, sobretudo, por causa do modo como esta despedida será levada a efeito, na noite seguinte. Por isso a celebração de hoje, com seus paramentos brancos, é de alegria, de júbilo, entoando o canto do glória, suprimido durante toda a Quaresma, hoje é entoado solenemente, com todos os sinos de nossas Igrejas badalando para comemorar a Instituição da Eucaristia e do Mandamento do Amor, amor sem limites e com grande intensidade. Alegria misturada com dor, alegria em tom menor, misturada com lágrimas, sendo considerada uma alegria inibida. É a única liturgia do ano, em que se canta o Glória, sem que se cante o Aleluia.

Jesus vai percorrendo o seu caminho e todos os fiéis bem sabem que Jesus será preso, julgado, acoitado, humilhado e crucificado.

Irmãos e Irmãs,

A primeira leitura (cf. Ex 12,1-8.11-14) fornece o fundo histórico para situar a última Ceia como refeição e banquete pascal na vida de Jesus e nas raízes judaicas da liturgia cristã. Conta à instituição da refeição do cordeiro pascal no antigo judaísmo, com o sentido salvífico que Israel aí reconhece: a libertação da escravidão. O Cântico de Meditação é um canto que os sacerdotes entoavam ao levantar o Cálice da bênção, gesto retomado por Jesus na última Ceia.

Todos sabemos que os israelitas celebravam todos os anos o memorial do êxodo comendo o cordeiro pascal. Tratava-se de um memorial de libertação. Celebrava-se, antes de mais nada, a proteção da vida. Páscoa, nesse sentido, adquiria um sentido subversivo. Uma celebração que questionava a escravidão em todas as suas formas ao invocar a presença de um Deus libertador.

Por isso toda Páscoa deveria levar à libertação e ao processo de libertação. Afinal, diz o texto: “Assim devereis comê-lo: com os rins cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão. E comereis às pressas, pois é Páscoa, isto é, a ‘Passagem’ do Senhor! ” (12,11). Páscoa não representa somente festa, mas também preparação para o que está adiante. Toda Páscoa, nesse caso, aponta para a frente, ou seja, para aquilo que ainda não existe, mas se deseja. Celebra-se, portanto, não somente a libertação da opressão cotidiana, mas também a libertação do futuro.

Por isso, no Evangelho (cf. 1Cor 11,23-26) temos um grande mistério divino entregue a mãos humanas. Jesus, reunindo os apóstolos a fim de comer com eles a Ceia pascal, como faziam todas as famílias hebréias, para recordar a libertação do povo judeu da escravidão egípcia. A ceia seguia todo um ritual que prescrevia um cordeiro pascal, o que devia ser de um ano e sem nenhum defeito.

São Pedro se escandaliza, porque quem deveria lavar os pés dos mestres seriam os escravos. Para Jesus, o serviço é sinal de encontro com Deus. Não é necessária a busca pelo primeiro lugar, quando é possível compreender que o corpo do outro é o mais verdadeiro e real altar que temos. Jesus assume a posição de servo para iluminar para nós o caminho do serviço desinteressado e solidário pelo próximo.

Mas São Pedro não compreende o gesto de Jesus. Talvez ele vivesse um momento de conversão. Talvez estivesse acostumado e já não ligasse para as relações desiguais que sua sociedade apresentava. Já não se espantava com as desigualdades sociais. Afinal, sempre havia sido assim e, certamente, continuaria do mesmo modo. Não é dessa forma que a maioria de nós pensa? Para ele, mestre e discípulo eram funções que determinavam o maior e o menor, isto é, quem mandava e quem obedecia. Jesus atropela a cultura de dominação e propõe nova forma de relação social. Em Jesus, as pessoas se relacionam como iguais. Lavar os pés traz o símbolo da humildade do discípulo que se apresenta como o menor de todos e, por isso mesmo, é o escolhido de Deus.

Jesus assumiu a presidência da refeição, como se fosse um pai de família, como de fato é o pai dos apóstolos e o pai da nossa fé, porque vencerá o pecado e anunciará a vida plena em Deus, o Senhor.

O primeiro gesto de Jesus foi levantar ao redor da mesa, pegar um manto, amarrar uma toalha, derramar um pouco de água num vaso e iniciar a lavar os pés de seus doze apóstolos. Depois do lava-pés Jesus voltou ao seu lugar pegou um pedaço de pão molhou-o no vinho e deu-o a Judas Iscariotes, dizendo: “O que tens a fazer, faze-o logo”. E Judas retirou-se rápido da sala, com os pés lavados, mas com Satanás no seu Corpo.

Após a retirada de Judas Jesus anunciou que por pouco tempo os seus apóstolos ainda O teriam em seu meio. Por isso deixou o maior de todos os mandamentos: “Que vos ameis uns aos outros como eu vos amei. Todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (Jô 13,33-35).

Daí Jesus encheu a jarra de vinho e passou aos seus Apóstolos para que bebessem não o vinho, mas seu sangue, o sangue que seria o elo, que seria o selo, a garantia da nova e eterna aliança entre Deus e a humanidade. Tomou, em seguida, um pedaço de pão e deu-o aos seus apóstolos para comer, porque já não era pão, mas seu corpo, era o pão da vida eterna, o pão da vida plena. E pediu que este Memorial fosse repetido em sua memória. Estava, portanto, inaugurada e perenizada na história da salvação a Eucaristia, como mandamento máximo da vida cristã, mandamento máximo da entrega de Deus pelos homens. Cada vez que comemos e bebemos o pão e o vinho transubstanciados no corpo e no sangue refazemos o memorial da nossa fé, “anunciando Senhor a Vossa Morte e Ressurreição”.

Jesus, ainda, fez uma admoestação de que os discípulos repetissem este gesto em sua memória, prometendo que nunca abandonaria seus discípulos, apesar de tudo o que iria acontecer. Tratava-se da glorificação de Jesus e da sua união com o Pai, pedindo unidade de todos os discípulos.

Meus irmãos e Minhas irmãs,

Nesta noite venturosa Jesus nos dá a Eucaristia, institui o Sacerdócio, prega e determina o amor fraterno, por isso deveríamos celebrar a vida.

Mas a compaixão também toma conta de nossos íntimos. O Evangelho também anuncia os momentos de dor, de sofrimento, de renúncia, de vontade, de solidão porque Jesus vai passar no momento da sua Paixão e Morte.

Todos nós somos convidados a sofrer com Jesus nesta noite da traição de Judas e conseqüente entrega de Jesus aos sumos sacerdotes e ao poder romano que ocupava Jerusalém e a terra dos judeus.

Enquanto Jesus rezava no monte das Oliveiras foi amarrado com cordas e conduzido a julgamento. Abandonado pelos seus discípulos e seus amigos, renegado por Pedro por três vezes Jesus teve a mesma sorte que os criminosos de então. Noite de maldade, por isso tenhamos compaixão de Jesus, estejamos ao seu lado, caminhemos com Ele, vivendo as agruras que Jesus viveu nesta noite. Vamos amar, e que comecemos a amar em casa as pessoas mais velhas, aqueles que vivem o melhor momento de sua longa trajetória, e que muitas vezes são abandonados nos asilos e na solidão de suas residências. Solidão de Jesus que muitas vezes é a solidão de nossos velhos. Amar sem limites, amar sem recompensas, amar por amor, amar sem limites, amar com generosidade. Amor que nos imbui de grande generosidade para poder participar, para poder viver, para poder celebrar a Eucaristia, supremo memorial do amor de Deus pela humanidade, ao se entregar e morrer pela salvação da humanidade.

A Segunda leitura (Cf. 1Cor 11,23-26) nos oferece o relato mais antigo da instituição eucarística. O Apóstolo Paulo afirma que aquilo que transmite foi recebido do próprio Senhor. Ele recorda aos Coríntios que a fração do pão remonta ao próprio Jesus e se reveste, por consequência, de importância central na vida da Igreja. A Eucaristia pode e deve ser compreendida como a celebração atual desse grande passo por meio do qual Jesus arrastou atrás de si aqueles que aceitaram o desafio do amor. Já não caminhamos separados de Jesus. Caminhamos, sim, iluminados por ele.

Na comunidade de Corinto haviam surgido inúmeras divisões que acabavam comprometendo a unidade do corpo de Cristo e, além disso, a celebração do memorial do Senhor havia se degenerado em um espetáculo escandaloso. São Paulo relembra a instituição da Eucaristia num ambiente fortemente marcado por divisões. Para ele, a Eucaristia deveria ser pensada e vivida como memória da morte de Jesus e como dom de vida para a humanidade. A Eucaristia, como dom de vida, deveria estar acima de qualquer divisão. Por meio dela, as barreiras seriam superadas e pontes criadas. Já não haveria distância para aqueles que se aproximavam da mesa do Senhor. Todos eles e elas seriam um só em comunhão com o Cristo.

Uns queriam ser melhores do que os outros e, por conta disso, não havia espaço para o amor, a partilha e o serviço. O corpo de Cristo estava, pois, fragmentado. O Cristo que havia morrido e ressuscitado para que todos fossem um nele corria o risco de ser transformado num Cristo dividido por causa da imaturidade de muitos.

Irmãos e Irmãs,

Junto com a Eucaristia Jesus institui naquela ceia bendita o sacramento da ordem. Ganhamos junto com a Eucaristia os presbíteros, os sacerdotes, aqueles homens abnegados que fazem e refazem o mistério da nossa fé, o memorial da paixão, morte e ressurreição de Jesus, a santa Eucaristia. Doce e grandioso presente de fé e de salvação: o próprio Cristo realmente presente em corpo, alma e divindade na Eucaristia pelas mãos consagradas do sacerdote ministerial. Elevemos a Deus um TE DEUM LAUDAMUS pelo sacerdote ou pelos sacerdotes de nossas comunidades, estes homens de fé, homens da Eucaristia, condoreiros de Jesus que carregam nas suas mãos solícitas o pão da palavra e o pão da vida, a Eucaristia.

Meus irmãos,

A velha disciplina latina dizia que hoje foi instituído o MANDATUM NOVUM, ou seja, o Mandamento Novo. Por isso, encerrando nossa reflexão, de joelhos voltemos para o Sacrário e cantemos com fé, esperança e caridade, e, acima de tudo pedindo ao mundo dilacerado pela guerra o mandamento do amor, que é paz: “Tão sublime sacramento/ adoremos neste altar, / pois do Antigo Testamento/deu ao Novo seu lugar. / Venha a fé por suplemento/ os sentidos completar. Ao Eterno Pai cantemos/, e a Jesus, o Salvador. / Ao Espírito exaltemos, / na Trindade eterno amor. / Ao Deus Uno e Trino demos/ a alegria do louvor. Amém”

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05-LAVA-PÉS E PRECES DA COMUNIDADE

 

05-LAVA-PÉS

 

 - Logo após a homilia, dá-se início ao rito do Lava-pés. Com uma bacia, uma jarra e uma toalha, lava-se os pés de pessoas escolhidas entre os membros da comunidade. Procure manter o gesto visível para todos.

C. Pelo gesto do Lava-pés, recordamos que a Eucaristia é alimento para a missão. O Pão da Caridade deve nos levar ao mesmo amor que conduziu Cristo a se doar por nós. O amor quer amar ainda mais! E Deus ama os seus através da comunidade que Ele escolheu e lavou pela água batismal e alimentou com a Palavra e a Eucaristia. Acompanhemos e deixemo-nos inspirar pelo gesto

 

 

 

Música durante o LAVA PÉS (L.: MR - cf. Jo 13,4-34 | M.: Waldeci Farias)

 

 1. Jesus erguendo-se da Ceia, / jarro e bacia tomou. / Lavou os pés dos discípulos, / este exemplo nos deixou. / Aos pés de Pedro inclinou-se: / “Ó Mestre não por quem és!” / “Não terás parte comigo / se não lavar os teus pés.” 2. “És o Senhor, tu és o Mestre / os meus pés não lavarás!” / “O que ora faço não sabes, / mas depois compreenderás. / Se eu vosso Mestre e Senhor / vossos pés hoje lavei, / lavai os pés uns dos outros, / eis a lição que vos dei!”

3. “Eis como irão reconhecer-vos / como discípulos meus: / se vos amais uns aos outros”, / disse Jesus para os seus. / “Dou-vos Novo Mandamento. / Deixo, ao partir, nova Lei: / que vos ameis uns aos outros / assim como eu vos amei!” 4. “Vou para o Pai, mas volto logo, / comigo vos levarei”. / “Mestre qual é o caminho / para chegar onde ireis?” / “Sou o Caminho, a Verdade, / a vida plena vos dei; / permanecendo em mim sempre, / amando como eu amei.”

 

06-PRECES DA COMUNIDADE

 

D. Adoremos o nosso Salvador, que durante a última Ceia com os seus discípulos, na noite em que foi entregue, deixou à Igreja o memorial perene de sua Paixão e Ressurreição. Oremos, dizendo: Santificai, Senhor, o povo que remistes com vosso sangue!

L.1 Pelo Papa, os Bispos e os presbíteros, em cuja celebração recordamos a instituição do sacerdócio ministerial, a fim de que, fiéis à sua vocação, continuem, na Liturgia, alimentando a Igreja com o Pão do Céu e se configurem cada vez mais ao Cristo servidor, rezemos.

 L.2 Pela nossa Comunidade, que se edifica como Corpo do Senhor ao se alimentar constantemente da Palavra e do Pão Sagrado, para que pela sua missão, seja mais acolhedora, rezemos.

L.1 Pelos Diáconos, Consagrados e Ministros da Eucaristia, que, fiéis à vocação para a qual foram chamados, testemunhem o Cristo servidor ao distribuir a Eucaristia aos irmãos na comunidade e aos fiéis doentes, rezemos.

L.2 Por todos os fiéis leigos e leigas, para que, unidos à Igreja, busquem zelar pela Eucaristia e, por ela, sirvam o Reino de Deus nos diversos chamados na vida da sociedade, rezemos.

L.1 Para que muitos rapazes sejam despertados para a vocação sacerdotal, a fim de consagrarem suas vidas ao Ministério Ordenado, rezemos.

 L.2 Pelos que sofrem todo tipo de mal e enfermidade, falta de trabalho, terra e moradia, para que recebam dos cristãos todo o apoio necessário para o enfrentamento de suas lutas, rezemos.

D. Senhor Jesus Cristo, que nos deixastes o mandamento novo do Amor e, por herança, a vossa Igreja e a Eucaristia, dai-nos a graça de passarmos convosco deste mundo para o Pai. Vós que viveis e reinais, por todos os séculos dos séculos. Amém.

LITURGIA EUCARÍSTICA

 

 

LITURGIA EUCARÍSTICA

 

07-APRESENTAÇÃO DOS DONS

 

C. A última Ceia nos deixa o grande exemplo da caridade. Cristo é o modelo do amor-doação. Sejamos solidários com a Igreja em sua missão e, especialmente, com os irmãos e irmãs aos quais devemos lavar os pés. Cantemos.

 

Onde o amor e a caridade,/ Deus aí está.

 

1. Congregou-nos num só corpo o amor de Cristo; / exultemos, pois, e nele ju- bilemos. / Ao Deus vivo nós temamos, mas amemos; / e, sinceros, uns aos outros, nos queiramos.

2. Todos juntos, num só corpo congregados, / pela mente não sejamos separados. / Cessem lutas, cessem rixas, dissensões, / mas esteja em nosso meio Cristo Deus!

3. Junto um dia, com os eleitos, nós vejamos / tua face gloriosa, Cristo Deus: / gáudio puro, que é imenso e que ainda vem, / pelos séculos dos séculos. Amém.

 

08- ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS

 

P. Orai, irmãos e irmãs... T. Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para nosso bem e de toda a sua santa Igreja.

P. Concedei-nos, Senhor, a graça de participar dignamente destes santos mistérios, pois todas as vezes que celebramos o memorial do sacrifício do vosso Filho, realiza-se em nós a obra da redenção. Por Cristo, nosso Senhor. T. Amém.

 

 

09-ORAÇÃO EUCARÍSTICA III (Prefácio da Santíssima Eucaristia I | MR, p. 486)

 

 P. Na verdade, é digno e justo, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Sacerdote verdadeiro e eterno, ao instituir o rito do sacrifício perene, ele se ofereceu a vós por primeiro como vítima de salvação, e nos mandou perpetuar a oferta em sua memória. Seu corpo, por nós imolado, é alimento que nos dá força; seu sangue, por nós derramado, é bebida que nos purifica. Por isso, com os Anjos e Arcanjos, os Tronos e as Dominações e todos os coros celestes, entoamos o hino da vossa glória, cantando (dizendo) a uma só voz:

 

T. Santo, Santo, Santo...

 

CP. Na verdade, vós sois Santo, ó Deus do universo, e tudo o que criastes proclama o vosso louvor, porque, por Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso, e pela força do Espírito Santo, dais vida e santidade a todas as coisas e não cessais de reunir para vós um povo que vos ofereça em toda parte, do nascer ao pôr do sol, um sacrifício perfeito.

CC. Por isso, ó Pai, nós vos suplicamos: santificai pelo Espírito Santo as oferendas que vos apresentamos para serem consagradas a fim de que se tornem o Corpo e + o Sangue de vosso Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, que nos mandou celebrar estes mistérios.

 

 T. Enviai o vosso Espírito Santo!

 

CC. Na noite em que ia ser entregue, Jesus tomou o pão, pronunciou a bênção de ação de graças, partiu e o deu a seus discípulos, dizendo: TOMAI, TODOS, E COMEI: ISTO É O MEU CORPO, QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS. Do mesmo modo, no fim da Ceia, ele tomou o cálice em suas mãos, pronunciou a bênção de ação de graças, e o deu a seus discípulos, dizendo: TOMAI, TODOS, E BEBEI: ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR TODOS PARA REMISSÃO DOS PECADOS. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM.

 

CP. Mistério da fé e do amor!

 

T. Todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste cálice, anunciamos, Senhor, a vossa morte, enquanto esperamos a vossa vinda!

 

CC. Celebrando agora, ó Pai, o memorial da paixão redentora do vosso Filho, da sua gloriosa ressurreição e ascensão ao céu, e enquanto esperamos sua nova vinda, nós vos oferecemos em ação de graças este sacrifício vivo e santo. T. Aceitai, ó Senhor, a nossa oferta!

 

Olhai com bondade a oblação da vossa Igreja e reconhecei nela o sacrifício que nos reconciliou convosco; concedei que, alimentando-nos com o Corpo e o Sangue do vosso Filho, repletos do Espírito Santo, nos tornemos em Cristo um só corpo e um só espírito.

T. O Espírito nos una num só corpo!

 

1C. Que o mesmo Espírito faça de nós uma eterna oferenda para alcançarmos a herança com os vossos eleitos: a santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus, São José, seu esposo, os vossos santos Apóstolos e gloriosos Mártires, e todos os Santos, que não cessam de interceder por nós na vossa presença.

T. Fazei de nós uma perfeita oferenda!

 

2C. Nós vos suplicamos, Senhor, que este sacrifício da nossa reconciliação estenda a paz e a salvação ao mundo inteiro. Confirmai na fé e na caridade a vossa Igreja que caminha neste mundo com o vosso servo o Papa Leão e o nosso Bispo Odilo Pedro, com seus Bispos Auxiliares, com os bispos do mundo inteiro, os presbíteros e diáconos, os outros ministros e o povo por vós redimido. Atendei propício às preces desta família, que reunistes em vossa presença. Reconduzi a vós, Pai de misericórdia, todos os vossos filhos e filhas dispersos pelo mundo inteiro.

T. Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja!

 

3C. Acolhei com bondade no vosso reino os nossos irmãos e irmãs que partiram desta vida e todos os que morreram na vossa amizade. Unidos a eles, esperamos também nós saciar-nos eternamente da vossa glória, por Cristo, Senhor nosso. Por ele dais ao mundo todo bem e toda graça.

 

 CP. ou CC. Por Cristo, com Cristo, e em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda honra e toda glória, por todos os séculos dos séculos. T. Amém.

 

 10. RITO DA COMUNHÃO

 

11. CANTO DE COMUNHÃO (L.: D. Carlos Navarro | M.: Waldecy Farias)

 

1. Eu quis comer esta ceia agora, / pois vou morrer, já chegou minha hora. Comei, tomai é meu Corpo e meu Sangue que dou. / Vivei no amor! Eu vou preparar a ceia na casa do Pai. (bis)

2. Comei o Pão: é meu Corpo imolado / por vós, perdão para todo pecado.

3. E vai nascer do meu Sangue a esperança, / o amor, a paz; uma nova aliança.

4. Eu vou partir, deixo o meu testamento: / Vivei no amor! Eis o meu mandamento.

 5. Irei ao Pai; sinto a vossa tristeza; / porém, no céu, vos preparo outra mesa. 6. De Deus virá o Espírito Santo, / que vou mandar pra enxugar vosso pranto. 7. Eu vou, mas vós me vereis novamente; / estais em mim e eu em vós estou presente. 8. Crerá em mim e estará na verdade, / quem vir cristãos na perfeita unidade.

 

12-ORAÇÃO APÓS A COMUNHÃO

P. Oremos: (silêncio) Ó Deus todo-poderoso, assim como hoje nos renovastes pela Ceia do vosso Filho, dai-nos ser eternamente saciados no banquete do seu reino. Por Cristo, nosso Senhor. T. Amém.

 

RITOS FINAIS

 

13. TRANSLADAÇÃO DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO

 

Anim. Acompanhemos, em procissão, o Santíssimo Sacramento até o altar da reposição. Façamos nosso momento de vigília e adoração, imitando a solidariedade da Virgem Maria, das santas mulheres e de muitos discípulos.

 

CANTO (L.: S. Tomás de Aquino | V.: D. Marcos Barbosa, OSB | M.: Joseph Haydn)

1. Vamos todos louvar juntos / o mistério do amor, / pois o preço deste mundo / foi o sangue redentor, / recebido de Maria, / que nos deu o Salvador.

 2. Veio ao mundo por Maria, / foi por nós que ele nasceu. / Ensinou sua doutrina, / com os homens conviveu. / No final de sua vida, / um presente ele nos deu.

3. Observando a lei mosaica, / se reuniu com os irmãos. / Era noite. Despedida. / Numa ceia: refeição. / Deu-se aos doze em alimento, / pelas suas próprias mãos.

4. A Palavra do Deus vivo / transformou o vinho e o pão, / no seu Sangue e no seu Corpo / para a nossa salvação. /O milagre nós não vemos, / basta a fé no coração. (Quando a procissão chega ao local da reposição, o sacerdote deposita o cibório no tabernáculo. Colocado o incenso no turíbulo, ajoelha-se e incensa o Santíssimo Sacramento enquanto se canta

‘Tão sublime sacramento’. Em seguida, fecha-se o tabernáculo.)

 

5. Tão sublime sacramento / adoremos neste altar, / pois o Antigo Testamento / deu ao Novo seu lugar. / Venha a fé por suplemento / os sentidos completar. 6. Ao Eterno Pai cantemos / e a Jesus, o Salvador. / Ao Espírito exaltemos, / na Trindade eterno amor. / Ao Deus uno e Trino / demos a alegria do louvor. / Amém, amém.

 

 

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AVISO E CONVITE:

 

AMANHÃ, SEXTA-FEIRA SANTA É DIA DE JEJUM E ABSTINÊNCIA.

 

VEJA OS HORÁRIOS DA ADORAÇÃO AO SSMO SACRAMENTO, EM GERAL DAS 9 ÀS 14H.

 

DEPOIS A CELEBRAÇÃO DA PAIXÃO ÀS 15H E ÀS 19H A PROCISSÃO/OU VIA-SACRA NA RUA ATÉ A IGREJA.