sexta-feira, 18 de setembro de 2026

BEM-VINDOS AO SB SABENDO BEM DE 20 DE SETEMBRO DE 2026- 25.º DOMINGO DO TEMPO COMUM - A MÊS DA BÍBLIA

 


A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina. (I Coríntios 1, 18).

(Ano A/Verde) 25º Domingo do Tempo Comum

20 de Setembro de 2026

MÊS DA BÍBLIA - LIVRO DE DANIEL "Seu Reino jamais será destruído" (Dn 7,14)

DEUS CHAMA A TODOS PARA A SALVAÇÃO!


A Bíblia é a Palavra de Deus ( Frei Fabreti)

https://youtu.be/nuiCNLMidW4?si=mCQq9x9EQhGniPU-

Toda Bíblia é Comunicação (Pe. ZEZINHO)
https://youtu.be/jdzIGvyzQqE?si=YUUE9gbEhboRIkHi

 

SB SABENDO BEM DE 20 de Setembro de 2026 INFORMA.

Caro(a) Leitor(a) amigo(a):

O meu abraço fraterno e um ótimo mês de Setembro

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Comente, faça sugestões. Agradeço.

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SEJA BEM-VINDO!

CONTEÚDO DO SB SABENDO BEM DE 20/09/26

 

CONTEÚDO DO SB SABENDO BEM DE 20/09/26

- AMBIENTAÇÃO

- ACOLHIDA

- A BÍBLIA PARA OS CATÓLICOS

 

- LEITURA DA PALAVRA DO 25.º DOMINGO DO TEMPO COMUM-A

- LITURGIA DO 25.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

- 3 REFLEXÕES DO 25. º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

- LEITURAS PARA A SEMANA: DE 21 DE SETEMBRO DE 2026 A 27 DE SETEMBRO E ORAÇÃO PARA  ANTES DE LER A  BÍBLIA

- CANTOS PARA O 25.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A E CANTOS ESPECÍFICOS DA BÍBLIA

- FIDELIDADE E ESPERANÇA NO DEUS VIVO: Entendendo o livro de Daniel

- REFLETINDO COM LINDOLIVO SOARES MOURA

APARENTEMENTE ABSURDAMENTE SUPÉRFLUO, ABSOLUTAMENTE NECESSÁRIO[Parte II]

 

- SANTO AGOSTINHO E A GRAÇA DE DEUS

- DICAS DE LEITURA SOBRE A BÍBLIA

 

 

1- SEJAM BEM-VINDOS AO SB SABENDO DO 25.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A 1.1- AMBIENTAÇÃ0 E ACOLHIDA

 

1-  SEJAM BEM-VINDOS AO SB SABENDO DO 25.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

1.1-      AMBIENTAÇÃ0

Deixar em destaque uma Bíblia. Enquanto se canta: "Eis-me aqui, ó Deus!..." n° 18 (https:/ /youtu.be/NcL7NWyXnR8?si=iYDoJn6_UNQO1rBg) uma pessoa se aproxima do presbitério e acende as velas do altar.

1.2-   SEJAM BEM-VINDOS!

Irmãos e irmãs, sejam todos bem-vindos a este encontro fraterno para celebrarmos nossa vida e nossa fé no Cristo Ressuscitado. Dispostos a acolher o convite a sermos trabalhadores de sua vinha.

Irmãos e irmãs, formamos aqui a comunidade dos discípulos e discípulas de Jesus e nos reunimos para buscar o Senhor. Sedentos de sua presença, desejamos encontrá-lo, escutar a sua Palavra e receber o seu Corpo e Sangue. Sabemos que não sairemos daqui decepcionados: o Senhor, em seu amor generoso, nos saciará com o alimento da salvação. Que esta Eucaristia renove em nós o compromisso com o anúncio do Reino para o qual o Senhor nos chamou.(INTRODUÇÃO DO FOLHETO POVO DE DEUS EM SÃO PAULO).

1;3- SUL-AMERICANA E LIBERTADORES

 

1.3-        SEMIFINAIS DA SUL- AMERICANA 2026

 

Semifinais da Sul-Americana 2026: veja confrontos e datas-base

Próxima fase da competição continental terá dois clubes brasileiros, um argentino e outro uruguaio

Estão definidos os confrontos das semifinais da Copa Sul-Americana de 2026. A última vaga foi garantida pelo Montevideo City Torque, que eliminou o Cienciano nesta quinta-feira (17). Depois de ser derrotado por 2 a 0 no jogo de ida, em Cuzco, no Peru, o time uruguaio conseguiu reverter a desvantagem ao vencer por 3 a 0 em Montevidéu.

Com a classificação, os quatro semifinalistas são Montevideo City Torque, Atlético-MG, Vasco e Boca Juniors. Os duelos serão Montevideo City Torque x Atlético-MG e Vasco x Boca Juniors.

Em busca de seu primeiro título da Sul-Americana, o Vasco terá pela frente o Boca Juniors, campeão do torneio em 2005 e 2006. O primeiro encontro será disputado na Bombonera, em Buenos Aires, enquanto a partida decisiva acontecerá no Rio de Janeiro.

Do outro lado, Atlético-MG e Montevideo City Torque também brigam por uma conquista inédita. Finalista da edição passada, quando perdeu a decisão para o Lanús, o Galo começará o confronto em casa, na Arena MRV, e fará o segundo jogo no Uruguai. Para o clube uruguaio, a semifinal representa uma marca histórica, já que é a primeira vez que a equipe chega entre os quatro melhores de um torneio sul-americano.

Os jogos de ida das semifinais estão previstos para a semana do dia 14 de outubro, enquanto as partidas de volta serão realizadas na semana seguinte, a partir de 21 de outubro.

A decisão da Copa Sul-Americana está marcada para 21 de novembro. A final será disputada em jogo único no Estádio Metropolitano Roberto Meléndez, também conhecido como Estádio Metropolitano, em Barranquilla, na Colômbia.

https://www.galaticosonline.com/noticias/futebol-internacional/semifinais-da-sul-americana-2026-veja-confrontos-e-datas-base

1.2-        SEMIFINAIS DA LIBERTADORES 2026

 

Com a classificação do Flamengo na noite desta quinta-feira, estão definidos os duelos das semifinais da Libertadores. A próxima fase terá três times brasileiros e um argentino.

 

Fluminense, com um título da Libertadores, e Palmeiras, com três taças, fazem a semifinal brasileira da edição de 2026 da competição. Na outra chave, um confronto de tetracampeões: o Flamengo mede forças com o Estudiantes.

Os jogos serão disputados nas semanas de 14 e 21 de outubro. E a final, em partida única, será no dia 28 de novembro, em Montevidéu.

 

https://ge.globo.com/futebol/libertadores/noticia/2026/09/17/semifinais-da-libertadores-2026-veja-todos-os-confrontos-e-as-datas-base.ghtml

 

 

 

1.5- PARTIDOS POLÍTICOS NAS ELEIÇÕES DE 2026 NO BRASIL

 

1.5-        PARTIDOS POLÍTICOS NAS ELEIÇÕES DE 2026 NO BRASIL

 

 

Os partidos políticos ocupam posição de destaque dentro do processo democrático ao viabilizar a participação popular na política. Principal elo de ligação entre a sociedade e o poder público, as legendas representam os interesses da população junto ao governo. Confira a seguir quantos partidos podem participar das Eleições deste ano.

Quantas legendas estão registradas no TSE?

No início de 2026, o Brasil conta com 30 partidos políticos com registro definitivo no Tribunal Superior Eleitoral. A legislação eleitoral estabelece que nenhum candidato pode concorrer a cargos eletivos sem estar filiado a alguma dessas siglas regularmente constituídas.

A última grande mudança da lista de legendas foi a inclusão do Missão, que cumpriu os requisitos legais e teve a criação autorizada pelo TSE em novembro do ano passado. A sigla utilizará o número 14 nas urnas eletrônicas.

Confira a relação completa de partidos registrados, em ordem alfabética:

AGIR

AVANTE

CIDADANIA

DC (Democracia Cristã)

MISSÃO (Partido Missão)

MDB (Movimento Democrático Brasileiro)

MOBILIZA (Mobilização Nacional)

NOVO (Partido Novo)

O DEMOCRATA

PCB (Partido Comunista Brasileiro)

PCdoB (Partido Comunista do Brasil)

PCO (Partido da Causa Operária)

PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira)

PDT (Partido Democrático Trabalhista)

PT (Partido dos Trabalhadores)

PL (Partido Liberal)

PRD (Partido Renovação Democrática)

PRTB (Partido Renovador Trabalhista Brasileiro)

PSB (Partido Socialista Brasileiro)

PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado)

PSD (Partido Social Democrático)

PSOL (Partido Socialismo e Liberdade)

PV (Partido Verde)

PODE (Podemos)

PP (Progressistas)

REDE (Rede Sustentabilidade)

REPUBLICANOS

SOLIDARIEDADE

UNIÃO (União Brasil)

UP (Unidade Popular)

https://ric.com.br/politica/quantos-partidos-politicos-tem-no-brasil-em-2026-veja-a-lista-oficial/

2- A BÍBLIA PARA OS CATÓLICOS (CONTINUAÇÃO) IV- A Bíblia na Vida do Católico

 

2- A BÍBLIA PARA OS CATÓLICOS  (CONTINUAÇÃO)

IV- A Bíblia na Vida do Católico

 

Como ler a Bíblia?

Para que a Palavra de Deus dê frutos, é necessário que encontremos em nosso coração uma acolhida genuína. Ela deve despertar em nós o mesmo ardor que tocou os discípulos de Emaús ao ouvirem a explicação do próprio Cristo — pois é Ele que nos fala quando nos debruçamos sobre as Escrituras.

De acordo com o Catecismo da Igreja:

A meditação põe em ação o pensamento, a imaginação, a emoção e o desejo. Esta mobilização é necessária para aprofundar as convicções da fé, suscitar a conversão do coração e fortalecer a vontade de seguir a Cristo. A oração cristã dedica-se, de preferência, a meditar nos «mistérios de Cristo», como na « lectio divina» ou no rosário. Esta forma de reflexão orante é de grande valor, mas a oração cristã deve ir mais longe: até ao conhecimento amoroso do Senhor Jesus, até à união com Ele.” 9

Existem métodos práticos para integrar a leitura e o estudo da Palavra em nossa vida cotidiana, sendo a Lectio Divina um dos mais recomendados pela Igreja. Esse processo é estruturado em quatro etapas: leitura (lectio), meditação (meditatio), oração (oratio) e contemplação (contemplatio).

Para os que estão iniciando, uma sugestão é começar pelos Evangelhos, que narram a vida e os ensinamentos de Jesus. Ler um pequeno trecho diário, talvez escolhendo um versículo específico para meditar ao longo do dia, ajuda a cultivar esse hábito. Manter uma Bíblia em um local visível e estabelecer um espaço fixo para a leitura facilitar a disciplina.

A constância é fundamental. Dedicar um momento diário, mesmo que breve, para essa leitura permite que a Palavra de Deus se enraíze em nosso ser, iluminando nossas ações cotidianas. Assim, pouco a pouco, a Bíblia deixa de ser apenas em um livro de estudo e se transforma, para nós, em uma fonte viva de orientação e inspiração de vida.

 

A Bíblia na liturgia católica

Na liturgia católica, a Bíblia ocupa um lugar central e vibrante, especialmente durante a Missa, onde as Escrituras são proclamadas para instruir e inspirar a comunidade de fé. Durante a seguir, as leituras bíblicas seguem uma estrutura cuidadosamente planejada: a primeira leitura é retirada do Antigo Testamento (exceto na Páscoa), seguida por um salmo responsorial, depois a segunda leitura das cartas apostólicas e, por último, o Evangelho, que é lido exclusivamente por um diácono ou sacerdote.

A proclamação do Evangelho é um momento solene, cercado de cânticos e reverência, que confirma a presença de Cristo em Suas palavras. A homilia que se segue ajuda a comunidade a refletir e a aplicar as leituras em sua vida cotidiana, facilitando uma compreensão mais profunda da Palavra.

ciclo litúrgico organiza a leitura das Escrituras ao longo do ano, podendo ser de um ou três anos, dependendo se é uma missa dominical ou diária. Este ciclo — com os anos A, B e C nos domingos e anos pares e ímpar nas leituras diárias — permite que praticamente toda a Bíblia seja lida na Missa, revelando o mistério de Cristo de forma completa e progressiva.

O Catecismo nos lembra que “o ano litúrgico é o revelador dos diferentes aspectos do único mistério pascal. Isto vale especialmente para o ciclo das festas em torno do mistério da Encarnação (Anunciação, Natal, Epifânia), que comemoram o princípio da nossa salvação e nos comunicamos como primícias do mistério da Páscoa.” 10

Assim, os fiéis acompanham a vida de Jesus desde o Advento até o Pentecostes, e, no Tempo Comum, são convidados a refletir sobre Seus ensinamentos. Esse calendário cíclico garante que a comunidade, a cada ano, revisite e aprofunde as mesmas passagens em diferentes fases da vida e da fé. A Bíblia, portanto, não é apenas lida, mas vivida, guiando os católicos em sua jornada espiritual diária e, especialmente, em sua vida em comunidade.

 

Como a Bíblia nos guia moralmente?

A Bíblia é uma luz que ilumina o caminho moral dos católicos, funcionando como um guia divino que revela o que significa viver em virtude e justiça. Os princípios que Deus transmite a Moisés vão além das meras normas; eles são orientações que ajudam os fiéis a discernir suas ações à luz da vontade divina. Cada mandamento é uma expressão do amor paternal de Deus, que deseja ver Seus filhos vivendo o bem.

Além dos mandamentos, as Escrituras estão repletas de ensinamentos que ressaltam as virtudes que moldam o caráter cristão. Na carta aos Gálatas 11, São Paulo nos apresenta os frutos do Espírito: amor, alegria, paz, paciência, paciência, fidelidade, mansidão e autocontrole. Essas qualidades não são meras recomendações, mas convites à ação, mostrando que viver de acordo com esses princípios é essencial para nos relacionarmos com o próximo.

O Sermão da Montanha 12 também oferece lições profundas sobre nossas interações com os outros. Passagens como “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mateus 22,39) e “Bem-aventurados os puros de coração, pois verão a Deus” (Mateus 5,8) destacam a importância da intenção e da pureza em nossas ações .

Dessa forma, a Bíblia não oferece apenas diretrizes morais; ela nos convoca a uma transformação interior que reflete os valores do Reino de Deus. A leitura e a reflexão sobre as Escrituras tornam-se, portanto, fundamentais para moldar a nossa conduta e o nosso caráter, guiando-nos pelo amor e pela justiça divina.

Meditar no que se lê leva a assimilá-lo, confrontando-o consigo mesmo. Abre-se aqui um outro livro: o da vida. Passa-se dos pensamentos à realidade. Segundo a medida da humildade e da fé, descobrem-se nela os movimentos que agitam o coração e é possível discerni-los. Trata-se de praticar a verdade para chegar à luz: «Senhor, que quereis que eu faça?». 13

 

 A Bíblia na oração pessoal

A Bíblia serve como um farol na vida de oração pessoal, oferecendo palavras e expressões que ressoam profundamente em nossos corações. Ao incorporarmos as Escrituras em nossa prática de oração, somos convidados a entrar em um diálogo sincero com Deus, usando as vozes inspiradas dos profetas, salmistas e apóstolos. Esses textos sagrados não apenas orientam, mas também moldam nossa compreensão — a de quem está diante do Criador.

Os Salmos, por exemplo, são uma rica fonte de inspiração, abrangendo desde os anseios mais profundos da alma até a exultação da gratidão. Quando rezamos com os Salmos, não estamos apenas recitando palavras; estamos expressando emoções universais de alegria, tristeza, esperança e desespero; percebemos que muitos já passaram por isso e que Deus esteve sempre atento a eles. Salmos como o de número 23, que fala sobre o Senhor como nosso Pastor, ou o 51, que clama por misericórdia, podem se tornar nossos próprios gritos de súplica ou canções de louvor.

Outro exemplo é o Magnificat, o cântico de Maria, que ecoa a humildade e a entrega total a Deus. Ao rezar o Magnificat, encontramos um modelo de gratidão e de fé que nos convida a refletir sobre as maravilhas que Deus realiza em nossas vidas.

Desse modo, ao usarmos a Bíblia como guia em nossa oração pessoal, não apenas enriquecemos nossa experiência espiritual, mas também nos alinhamos mais intimamente à vontade de Deus, permitindo que Suas promessas e verdades penetrem em nossa alma, moldando nossa vida de fé de maneira única e profunda.

 

V-           A Bíblia e a Doutrina Católica

 

Doutrinas apoiadas nas Escrituras

A Bíblia é o alicerce sobre o qual se ergue a Doutrina Católica, oferecendo uma revelação divina que fundamenta as crenças essenciais da fé. Doutrinas como a Santíssima Trindade e a Encarnação são claramente reveladas nas Escrituras, formando a espinha dorsal do cristianismo.

Ao falarmos da Santíssima Trindade, encontramos nas páginas sagradas a presença do Pai, do Filho e do Espírito Santo em diversas passagens. Em Mateus 28,19, por exemplo, Jesus ordena aos seus discípulos que batizem “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, um testemunho claro da coexistência e da unidade das três pessoas divinas. Esse mistério não é apenas uma concepção filosófica, mas uma experiência vivida na vida da Igreja, que reconhece a ação de cada Pessoa Trinitária na história da salvação.

Da mesma forma, a Encarnação é um dogma central que é intimamente ligado à Palavra de Deus. Em João 1,14, lemos: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós”. Esta afirmação não só revela a natureza divina de Cristo, mas também sua verdadeira humanidade, enfatizando que Deus se fez um de nós para nos redimir.

As Escrituras, portanto, não são meros textos antigos; elas são a voz de Deus que ressoa através dos séculos, guiando a Igreja na compreensão de sua própria identidade e missão. Cada doutrina, enraizada na Bíblia, nos convida a um relacionamento mais profundo com Deus, iluminando nosso caminho e moldando nossa vida de fé. Assim, a Bíblia deixa de ser apenas um livro sagrado e torna-se o coração pulsante da Doutrina Católica.

 

  O Sacramento da Eucaristia na Bíblia

O Sacramento da Eucaristia é um dos pilares da fé católica e sua fundamentação nas Escrituras é clara e profunda. Em João 6, Jesus se apresenta como o “Pão da Vida”, afirmando: “Eu sou o pão que desceu do céu. Se alguém comer deste pão, viverá eternamente” (João 6,51). Este discurso revela a importância do alimento espiritual que sustenta a vida eterna e destaca a Eucaristia como essencial para a comunhão com Cristo.

Outro momento crucial que fundamenta a Eucaristia está na Última Ceia, onde Jesus institui este sacramento. Em Lucas 22, 19-20, Ele toma o pão, dá graças, parte e diz: “Isto é o meu corpo dado por vós; fazei isto em memória de mim.” Em seguida, toma o cálice e declara: “Este cálice é a nova aliança no meu sangue, que por vós é derramado.” Tais palavras são a instituição da Eucaristia, um convite à participação no mistério da salvação.

As passagens bíblicas que falam sobre a Eucaristia nos lembram, portanto, de que este sacramento é uma fonte de graça e vida, onde encontramos a presença real de Cristo, que nos nutre e fortalece em nossa caminhada de fé.

 

 Maria e os Santos nas Escrituras

A intercessão dos santos e a importância de Maria também são temas profundamente enraizados nas Escrituras, refletindo a comunhão da fidelidade com o céu. A Bíblia nos oferece exemplos claros que sustentam a prática de pedir a intercessão daqueles que já estão na presença de Deus. Em Apocalipse 5,8, lemos que os anjos e santos têm “cânticos de oração” que se elevam a Deus, simbolizando a eficácia de sua intercessão por nós.

Maria, como Mãe de Jesus e figura central na história da salvação, tem um papel muito especial nas Escrituras. Em Lucas 1,28, o anjo Gabriel a saúda como “cheia de graça”, revelando a sua singularidade, bem como a sua disposição para cooperar com o plano divino. Além disso, no capítulo 2 de João, durante as Bodas de Caná, Maria intercede junto a seu Filho, solicitando a transformação da água em vinho, o que revela seu poder de intercessão e sua atenção às necessidades humanas.

Esses exemplos bíblicos ressaltam que a intercessão dos santos e a veneração de Maria não apenas honram a importância dessas figuras, mas também nos conectam a um apoio espiritual que nos auxilia no caminho de fé. Portanto, confirmando a ação de Maria e dos santos, os católicos encontram conforto e esperança em sua caminhada espiritual, sabendo que nunca estão sozinhos.

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CIC, 2708[]

CIC, 1171[]

Gl 5,22-23[]

Mt 5[]

CIC, 2706[]

https://bibliotecacatolica.com.br/blog/formacao/biblia-para-catolicos/

3- LEITURA DA PALAVRA DE DEUS DO 25.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

 

3- LEITURA DA PALAVRA DE DEUS DO 25.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

Sedentos da Palavra do Senhor, abramos o coração à conversão que ela nos propõe.

PRIMEIRA LEITURA (Is 55,6-9) Leitura do Livro do Profeta Isaías.

 6 Buscai o Senhor, enquanto pode ser achado; invocai-o, enquanto ele está perto. 7 Abandone o ímpio seu caminho, e o homem injusto, suas maquinações; volte para o Senhor, que terá piedade dele, volte para nosso Deus, que é generoso no perdão. 8 Meus pensamentos não são como os vossos pensamentos e vossos caminhos não são como os meus caminhos, diz o Senhor. 9 Estão meus caminhos tão acima dos vossos caminhos e meus pensamentos acima dos vossos pensamentos, quanto está o céu acima da terra. - Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

SALMO 144(145)

O Senhor está perto da pessoa que o invoca!

1. Todos os dias haverei de bendizer-vos, * hei de louvar o vosso nome para sempre. / Grande é o Senhor e muito digno de louvores * e ninguém pode medir sua grandeza.

2. Misericórdia e piedade é o Senhor, * ele é amor, é paciência, é compaixão. / O Senhor é muito bom para com todos, * sua ternura abraça toda criatura.

3. É justo o Senhor em seus caminhos, * é santo em toda obra que ele faz. / Ele está perto da pessoa que o invoca, * de todo aquele que o invoca lealmente.

SEGUNDA LEITURA (Fl 1,20c-24.27a) Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses.

Irmãos: 20cCristo vai ser glorificado no meu corpo, seja pela minha vida, seja pela minha morte. 21Pois para mim, o viver é Cristo e o morrer é lucro. 22Entretanto, se o viver na carne significa que meu trabalho será frutuoso, neste caso, não sei o que escolher. 23Sinto-me atraído para os dois lados: tenho o desejo de partir, para estar com Cristo – o que para mim seria de longe o melhor – 24mas para vós é mais necessário que eu continue minha vida neste mundo. 27aSó uma coisa importa: vivei à altura do Evangelho de Cristo.

 -Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

ACLAMAÇÃO (At 16,14b)

Aleluia, aleluia, aleluia.

Vinde abrir nosso coração, Senhor; / ó Senhor, abri o nosso coração, / e, então, do vosso Filho a palavra, / poderemos acolher com muito amor!

 EVANGELHO (Mt 20,1-16a)

P. O Senhor esteja convosco. T. Ele está no meio de nós.

P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. T. Glória a vós, Senhor.

P. Naquele tempo, Jesus contou esta parábola a seus discípulos: 1 “O Reino dos Céus é como a história do patrão que saiu de madrugada para contratar trabalhadores para a sua vinha. 2 Combinou com os trabalhadores uma moeda de prata por dia, e os mandou para a vinha. 3 Às nove horas da manhã, o patrão saiu de novo, viu outros que estavam na praça, desocupados, 4 e lhes disse: ‘Ide também vós para a minha vinha! E eu vos pagarei o que for justo’. 5 E eles foram. O patrão saiu de novo ao meio-dia e às três horas da tarde, e fez a mesma coisa. 6 Saindo outra vez pelas cinco horas da tarde, encontrou outros que estavam na praça, e lhes disse: ‘Por que estais aí o dia inteiro desocupados?’ 7 Eles responderam: ‘Porque ninguém nos contratou’. O patrão lhes disse: ‘Ide vós também para a minha vinha’. 8 Quando chegou a tarde, o patrão disse ao administrador: ‘Chama os trabalhadores e paga-lhes uma diária a todos, começando pelos últimos até os primeiros!’ 9 Vieram os que tinham sido contratados às cinco da tarde e cada um recebeu uma moeda de prata. 10Em seguida vieram os que foram contratados primeiro, e pensavam que iam receber mais. Porém, cada um deles também recebeu uma moeda de prata. 11Ao receberem o pagamento, começaram a resmungar contra o patrão: 12‘Estes últimos trabalharam uma hora só, e tu os igualaste a nós, que suportamos o cansaço e o calor o dia inteiro’. 13Então o patrão disse a um deles: ‘Amigo, eu não fui injusto contigo. Não combinamos uma moeda de prata? 14Toma o que é teu e volta para casa! Eu quero dar a este que foi contratado por último o mesmo que dei a ti. 15Por acaso não tenho o direito de fazer o que quero com aquilo que me pertence? Ou estás com inveja, porque estou sendo bom?’ 16aAssim, os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos”. - Palavra da Salvação. T. Glória a vós, Senhor.

https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Ano-50A-51-25o-DOMINGO-DO-TEMPO-COMUM.pdf

4- LITURGIA DO 25.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

 

4- LITURGIA DO 25.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

- As leituras são um verdadeiro convite à salvação! Na primeira leitura, o convite é muito direto: "Buscai o Senhor enquanto pode ser achado". Isso quer dizer que Deus está perto, não distante e nem indiferente à nossa vida. Pelo contrário, Ele se deixa encontrar por quem o procura de coração sincero. Contudo, o texto também nos desafia: "Abandone o ímpio o seu caminho". Não basta procurar a Deus apenas com palavras. É preciso mudar atitudes, rever escolhas, recomeçar. Deus nunca fecha a porta. Ele sempre oferece a possibilidade de um novo começo. Por isso, essa leitura é também um chamado à humildade. Nem sempre vamos entender tudo o que Deus faz ou permite. Mas podemos confiar que os caminhos do Senhor vêm das coisas do alto, são mais amplos, mais cheios de amor do que os nossos. Devemos buscar a Deus com sinceridade e com coragem de mudar de vida, confiando no Deus que nos acolhe com misericórdia.

- Na segunda leitura, São Paulo nos abre o coração com a fala sincera de sua vida e morte. E ele diz algo muito intenso: "Para mim, viver é Cristo, e o morrer é lucro." É uma fala forte, que por vezes pode nos causar espanto. Como morrer é lucro? Paulo não está desprezando a vida; pelo contrário, ele ama a vida a ponto de reconhecer que continuar vivendo significa estar disposto a ajudar mais pessoas fazendo o bem. Ele descobre algo maior: que o centro da vida dele é Cristo. E, quando reconhecemos isso, tudo muda, a vida ganha sentido e até o sofrimento encontra um propósito. Paulo estava preso quando escreveu o texto e, ainda assim, não perdeu a esperança. Ele confiou! Nós somos chamados a confiar em meio às "prisões" e desafios do tempo presente.

- Ao desejar estar com Jesus Cristo, Paulo nos dá um conselho muito importante: "vivei à altura do Evangelho de Cristo". Isso traz a Palavra para a nossa realidade. Viver de maneira digna do Evangelho não significa ser perfeito, mas tentar, todos os dias, viver como Jesus ensinou: com amor, fraternidade, paciência, fé, perdão e justiça. Significa fazer o bem mesmo quando é difícil, manter a fé mesmo nas dificuldades, escolher o caminho certo, mesmo quando ninguém está vendo. Perguntemo-nos: O que está no centro da minha vida? Para qual caminho minhas escolhas são direcionadas?

- O Evangelho de hoje costuma nos incomodar um pouco. Isso não é ruim, porque, quando a Palavra de Deus nos incomoda, é sinal de que ela está tocando nosso coração. Jesus, por meio de uma parábola, conta a história de trabalhadores que recebem o mesmo pagamento, mesmo tendo trabalhado por tempos diferentes. Podemos dizer: "Isso não é justo!" Afinal, quem trabalhou mais deveria receber mais! Mas Jesus não está falando de números ou de valores. Ele está falando do coração de Deus. Ele nos ama e ama sem mensurar algo. Ele não distribui o seu amor por mérito, mas por generosidade. Deus não age como nós. Nós costumamos medir e comparar. O dono da vinha não foi injusto; ele cumpriu o que tinha combinado. Os trabalhadores ficaram incomodados não porque receberam pouco, mas porque o outro recebeu a mesma quantia. Quantas vezes ficamos resistentes às situações da vida simplesmente por conta de comparações, colocando-nos em lugar privilegiado, achando que temos mais direitos do que os outros?

- Jesus é bondoso e compassivo. Ele nos mostra que o Reino de Deus não funciona na lógica da competição, mas da graça divina. Deus quer que todos tenham uma vida digna, por isso a equidade de valores. Ele não quer que ninguém viva sem o necessário: comida, moradia, saúde, educação, entre outros meios de sustento. Acima de tudo, Ele deseja que todos recebam sua graça e seu amor, que são infinitos para com todos.

- Por fim, Jesus diz: "Os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos." Nesta frase encontramos outro convite: é preciso rever o nosso jeito de pensar, de julgar e de olhar o outro. Somos chamados a confiar mais na bondade de Deus e a abandonar a comparação que tantas vezes rouba a nossa paz no dia a dia, na vida em família, no trabalho e na vida em comunidade. Que possamos aprender a alegrar-nos com o bem do outro. Confiemos mais no coração de Deus e que nunca nos esqueçamos: no Reino de Deus todos recebem a graça, a bondade e a misericórdia divinas em abundância.

- Que possamos nos fortalecer no caminho da conversão, com firmeza na fé, e nos tornemos testemunhas vivas da generosidade de Deus, para que, em nossas palavras e ações, resplandeça a sua glória.

https://diocesedesaomateus.org.br/wpcontent/uploads/2026/07/20_09_26.pdf

5- REFLEXÕES DO 25.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A 5.1- QUEM MERECE MAIS?

 

5- REFLEXÕES DO 25.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

5.1- QUEM MERECE MAIS?

O evangelho de hoje nos coloca uma questão importante: quem merece mais diante de Deus? Na parábola dos trabalhadores contratados em diversos horários do dia e que, no final do dia, receberam todos a mesma paga, houve a reclamação daqueles que trabalharam mais horas. Acharam que mereciam mais que aqueles que trabalharam apenas poucas horas (cf. Mt 20,1-16). Na nossa lógica humana é assim mesmo: trabalhou mais horas, merece mais. Trabalhou menos horas, merece menos... Mas Jesus dá a entender que no reino de Deus não é bem assim. Para Deus, mais que os anos dedicados ao seu Reino, conta a aceitação generosa de seu chamado para se dedicar ao serviço do Reino de Deus. De fato, Deus nos paga segundo a medida de sua benevolência e generosidade, que são bem maiores que a estreita medida de nossos méritos. Isso não significa que Deus despreze os nossos esforços e méritos, mas que a recompensa de Deus é bem maior que nossos méritos. E, no céu, ninguém terá motivos para reclamar, se encontrar lá alguém que viveu menos e teve menos tempo de dedicação ao Reino de Deus neste mundo... Os bens que Deus nos promete são humanamente impagáveis e todos só teremos a agradecer pela misericórdia e a fidelidade de Deus às suas promessas. Isso se aplica aos muitos chamados de Deus para participarmos da obra de seu Reino neste mundo. Nem todos realizam obras grandiosas, nem são chamados a estarem em missões especiais; mas todos podem ser “trabalhadores da vinha do Senhor” no lugar onde se encontram, realizando o bem e praticando a caridade e as obras de misericórdia. Diante de Deus, têm valor a missão do sacerdote, do catequista, do missionário, do professor, do artista, dos pais que cuidam dos filhos e os educam, do administrador público, do motorista, do estudante, do enfermo, do médico e assim por diante. Em todas essas maneiras de viver e atuar, podemos servir a Deus e ao próximo e contribuir para a obra do Reino de Deus. Viver é uma graça e levar uma vida útil para nós e para os outros é uma bênção. Cada dia que Deus nos dá para viver é mais uma ocasião para praticar o bem e amar as pessoas. Há tantas maneiras de o fazer e de ser úteis aos outros. Ouvir que alguém passou pela vida fazendo o bem, é um grande elogio. Ao contrário, seria péssimo ter de ouvir do grande Juiz essa repreensão, ao comparecer diante dele para prestar contas da vida: “Servo mau e preguiçoso!” (cf. Mt 25,26). Não tenhamos dúvidas: A recompensa virá, certamente virá. Deus é generoso e recompensa até mesmo um copo de água dado a alguém por caridade. Mas o galardão maior que Deus promete é a participação na sua glória e na vida eterna, onde Deus mesmo será a prêmio para os bons trabalhadores de sua vinha. A redenção e a vida eterna feliz não têm preço e, por elas, vale a pena trabalhar todos os dias e todos os instantes da vida.

Cardeal Odilo Pedro Scherer Arcebispo de São Paulo.

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5.2-20 de setembro – 25º DOMINGO DO TEMPO COMUM Por Pe. Ms. Maicon André Malacarne* Autêntica gratuidade!

 

5.2-20 de setembro – 25º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Por Pe. Ms. Maicon André Malacarne*

 

Autêntica gratuidade!

1. INTRODUÇÃO GERAL

O testemunho de autenticidade de São Paulo ajuda a compreender que seguir Jesus Cristo não é questão de privilégios e méritos, mas de configuração integral da vida: “o viver é Cristo”. O risco para o qual o profeta Isaías chama a atenção é o de manipular Deus por meio de pensamentos e conceitos que apequenam seu “tamanho”. Como “trabalhadores da última hora”, somos chamados a viver uma vida de fé que se identifica com a gratuidade divina e vence a tentação de querer que Deus realize aquilo que achamos que ele deve realizar.

1. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

1. I leitura (Is 55,6-9)

Isaías dirige as palavras da primeira leitura deste domingo aos que vivem no exílio da Babilônia. O convite é para fazerem uma mudança de estilo de vida: ao invés de quererem que Deus faça o que eles desejam, o profeta adverte sobre a necessidade de orientar a vida para Deus: “Abandone o ímpio seu caminho, e o homem injusto, suas maquinações; volte para o Senhor, que terá piedade dele, volte para nosso Deus, que é generoso no perdão” (v. 7).

É tentadora a vontade de “controlar” Deus; no entanto, a profecia ajuda a compreender que ele não é um ídolo. Deus é do tamanho de si próprio, é do tamanho do amor, é do tamanho do perdão e “foge” de qualquer tentativa de aprisionamento ou de manipulação por parte dos nossos pensamentos. Converter-se significa identificar-se, como pessoa, com Deus e com sua grandeza: “Meus pensamentos não são como os vossos pensamentos, e vossos caminhos não são como os meus caminhos, diz o Senhor” (v. 8).

O chamado à conversão dos exilados é muito significativo também para nosso tempo. A liturgia da Palavra adverte sobre o risco de uma fé meritocrática, que não deixa espaço à graça, à gratuidade, para permitir que Deus seja ele mesmo com “os pensamentos” que lhe são próprios. Isso significa, ainda, possibilitar que a imagem de Deus que carregamos seja questionada, que o conceito de Deus que aprendemos possa ser amadurecido, a fim de que a fé seja mais autêntica e sintonizada com o Deus revelado pela Sagrada Escritura.

2. II leitura (Fl 1,20c-24.27a)

A carta de São Paulo aos Filipenses vai nos acompanhar nestes próximos domingos. O apóstolo tinha um carinho especial pelas pessoas dessa comunidade, que lhe demonstrou afeto e atenção. Escreveu a carta enquanto estava na prisão, em Éfeso, e recebeu da comunidade de Filipos alimento, roupas e algum dinheiro. Muito agradecido, embora em momento de sofrimento extremo, Paulo testemunhou as dificuldades da sua vida: “Cristo vai ser glorificado no meu corpo, seja pela minha vida, seja pela minha morte” (v. 20). Ele sente no corpo a fraqueza, a dor, e orienta o sofrimento para a cruz de Cristo.

O testemunho de São Paulo sempre inspira nossa vida cristã: incansável na pregação, nas viagens para comunicar o Evangelho de Jesus Cristo, nas cartas que orientam para viver na prática o seguimento de Jesus e ensinam os fundamentos da fé, na aflição das prisões e das condenações, no discernimento das situações em que não foi compreendido, ele continua tendo a força de anunciar que faz tudo o que faz porque, nas suas palavras, “para mim, o viver é Cristo e o morrer é lucro” (v. 21). Mesmo com todas as adversidades e contradições da vida, “só uma coisa importa: vivei à altura do Evangelho de Cristo” (v. 27).

3. Evangelho (Mt 20,1-16a)

O Evangelho deste domingo traz a parábola que Jesus contou aos discípulos sobre um patrão que saiu pelas praças para buscar trabalhadores para a vinha. Logo cedo, o patrão encontrou os primeiros e “os contratou por uma moeda de prata” (v. 2). Às 9 da manhã, continuou procurando e contratou outros (v. 3), fazendo o mesmo ao meio-dia, às 3 (v. 5) e às 5 da tarde (v. 6), tendo os últimos trabalhado apenas uma hora.

No final do dia de trabalho, pagou cada um deles conforme tinha acertado: uma moeda de prata. Os últimos receberam antes e, quando chegou a vez dos primeiros, animados, pensavam que ganhariam muito mais, mas também receberam aquilo que fora combinado: uma moeda de prata. Como não paravam de murmurar, um deles recebeu uma advertência séria do patrão: “Estás com inveja, porque estou sendo bom?” (v. 15).

A parábola rompe com a lógica do mérito que está instalada na nossa mente e no nosso coração. O que está em jogo não é a relação econômica de custo versus benefício. A parábola ajuda a compreender e a viver a fé: uns acolheram antes, outros mais tarde, mas para todos a graça, a bênção, o amor do Pai são os mesmos! Somos nós, hoje, os “trabalhadores da última hora”! Isso não significa que quem acreditou primeiro tenha privilégios.

A parábola provoca a trocar a lógica do privilégio pela lógica da gratuidade. A fé é um mistério: uns a receberam e vivem com maturidade, outros a descobriram e vivem com imaturidade, e outros ainda não a vivem e não deixam de ser pessoas boas. Não cabe a ninguém exigir a maior parte e querer apontar a direção em que Deus deve ser bom!

Pior ainda pode ser a tentativa de estabelecer com Deus uma relação mercadológica: “Eu ofereço isso e quero em troca aquilo!” Deus é sempre bom, sempre gratuidade. A fé é um mergulho nesse amor para amadurecer a vida no caminho do bem, superando a lógica dos mais fortes, dos privilegiados, deixando Deus ser Deus, do jeito de Deus!

 

III. PISTAS PARA REFLEXÃO

A gratuidade é um estilo de vida. Por que fazemos o que fazemos? Aquilo que realizamos na nossa vida é orientado para qual direção? Para o mérito ou para a gratuidade? Para o aplauso ou para a verdade? Crescer na gratuidade é compreender aquilo que Deus espera de nós e conformar nossos pensamentos aos dele. Isso exige um processo de conversão autêntico que todos somos convidados a assumir. É muito importante não esquecer aquilo que também Antoine de Saint-Exupéry ensinou: “O amor verdadeiro começa lá onde não se espera mais nada em troca”.

Pe. Ms. Maicon André Malacarne*

*Maicon André Malacarne é presbítero da diocese de Erexim-RS, pároco na paróquia São Cristóvão, em Erechim, e professor de Teologia Moral na Itepa Faculdades, em Passo Fundo-RS. Mestre e doutorando em Teologia Moral pela Pontifícia Academia Alfonsiana, de Roma. E-mail: maiconmalacarne@gmail.com

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