sexta-feira, 24 de julho de 2026

BEM-VINDOS AO SB SABENDO BEM DE 26 DE JULHO DE 2026- 17.º DOMINGO DO TEMPO COMUM-ANO A -DIA DOS AVÓS E IDOSOS




 A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina. (I Coríntios 1, 18).

(Ano A/Verde) 17.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

VI DIA MUNDIAL DOS AVÓS E IDOSOS

 "Eu nunca te esquecerei" (Is 49,15)

26 DE JULHO DE 2026

O TESOURO DO REINO: NOSSA RIQUEZA


BUSCAI PRIMEIRO O REINO DE DEUS E A SUA JUSTIÇA

https://youtu.be/MEoZTgrhI7k?si=Jlg8TAaBdpOZQqr8

CANTIGA DE SEMEADOR (Pe. Zezinho)

https://youtu.be/u0XelT5SL6k?si=LnG9rFpdfaqGfBKB

SB SABENDO BEM DE 26 DE JULHO DE 2026 INFORMA.

Caro(a) Leitor(a) amigo(a):

O meu abraço fraterno e um ótimo mês de Julho a todos!

ACESSE SEMPRE O BLOG: sbsabendobem.blogspot.com e divulgue aos seus amigos, conhecidos e contatos nas redes sociais.

Comente, faça sugestões. Agradeço.

 

ESCREVA PARA sbsabendobem@gmail.com

 

SEJA BEM-VINDA! SEJA BEM-VINDO!

1-SEJAM BEM-VINDOS AO SB SABENDO BEM DO 17.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A E VI ANO MUNDIAL DOS AVÓS E IDOSOS

 

1-SEJAM BEM-VINDOS AO SB SABENDO BEM DO 17.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A E VI ANO MUNDIAL DOS AVÓS E IDOSOS

1.1  -Bem-vindos Irmãs e Irmãos!

Queridos irmãos e irmãs, bem-vindos à Casa do Pai! Que alegria acolhermos o chamado do Senhor para estar em sua presença, para louvá-lo, amá-lo e optarmos por Ele e por seu Reino de amor. Que este encontro nos faça experimentar a alegria do convívio dos eleitos.

“Irmãos e irmãs, louvado seja o Senhor que nos reuniu neste domingo para que, por Ele, ofereçamos ao Pai um sacrifício de louvor. Confiantes de que “tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus”, aproximamo-nos do altar para apresentar nossa vida e o empenho com que buscamos colaborar na edificação do Reino anunciado por Jesus. Rezemos nesta Eucaristia por nossos avós e idosos, para que sejam sempre reconhecidos como uma presença valiosa em nossas famílias e na sociedade”

(INTRODUÇÃO.DO FOLHETO POVO DE DEUS EM SÃO PAULO).

Neste 17º Domingo do Tempo Comum, continuamos a ouvir o Senhor nos falar sobre as maravilhas do seu Reino. Fazer a opção por Ele é escolher viver de acordo com os seus valores eternos, isto é, viver de acordo com o amor do Senhor, em fraternidade, buscando a justiça e construindo a paz. Rezemos para que a nossa Comunidade seja capaz de transmitir, em sua missão, às novas gerações, o grande valor do Reino de Deus.

1.2- VI DIA MUNDIAL DOS AVÓS E IDOSOS

“Eu nunca te esquecerei”, tema do VI Dia Mundial dos Avós e dos Idosos

O amor fiel de Deus, que nunca abandona seus filhos, mesmo na fragilidade da velhice, inspira o tema escolhido pelo Papa Leão XIV para a sexta edição do Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, que será celebrada no próximo dia 26 de julho. A data coincide com a festa litúrgica de São Joaquim e Sant’Ana, avós de Jesus.

 

Thulio Fonseca - Vatican News

 

“Eu nunca te esquecerei” (Is 49,15) é o tema escolhido pelo Papa Leão XIV para o VI Dia Mundial dos Avós e dos Idosos. A informação foi divulgada nesta terça-feira, 10 de fevereiro, por meio de um comunicado do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida. A frase, extraída do livro do profeta Isaías, sublinha que o amor de Deus por cada pessoa jamais diminui, nem mesmo no tempo da velhice e da fragilidade.

Segundo o comunicado, o versículo bíblico escolhido deseja ser uma mensagem de consolação e esperança para todos os avós e idosos, especialmente para aqueles que vivem na solidão ou se sentem esquecidos. Ao mesmo tempo, é também um apelo dirigido às famílias e às comunidades eclesiais para que não se esqueçam dos idosos, reconhecendo neles uma presença preciosa e uma verdadeira bênção.

Instituído pelo Papa Francisco em 2021, o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos é celebrado todos os anos no quarto domingo de julho e se apresenta como uma oportunidade para fazer chegar aos idosos a proximidade da Igreja e para valorizar sua contribuição na vida das famílias e das comunidades. Neste ano, a celebração ocorrerá no domingo, 26 de julho, coincidindo com a festa dos santos Joaquim e Ana, avós de Jesus.

https://www.vaticannews.va/pt/vaticano/news/2026-02/eu-nunca-te-esquecerei-tema-vi-dia-mundial-dos-avos-e-idosos.html

1.3- 38.º CAPÍTULO PROVINCIAL DA PROVÍNCIA SANTO TOMÁS DE VILANOVA – NOVO PRIOR PROVINCIAL

 1.3- 38.º CAPÍTULO PROVINCIAL DA PROVÍNCIA SANTO TOMÁS DE VILANOVA – NOVO PRIOR PROVINCIAL


A Província Santo Tomás de Vilanova da Ordem dos Agostinianos Recoletos comunica que FREI SIMÓN PUERTAS PEREZ foi eleito como Prior Provincial.

Na noite de 23 de julho de 2026, durante o encerramento do 38° Capítulo Provincial realizado no Sítio Santo Agostinho, no Rio de Janeiro, o Frei Simón Puertas Pérez, O.A.R., tomou posse como novo Prior da Província Santo Tomás de Vilanova, da Ordem dos Agostinianos Recoletos. A cerimônia foi conduzida pelo Prior Geral da Ordem, Frei Miguel Ángel Hernández. Nascido em Granada, Espanha, em 1972 e ordenado sacerdote em 1997, Frei Simón agora tem a missão de formar seu conselho provincial para gerir a jurisdição. Como Prior Provincial, Frei Simón exercerá a autoridade máxima regional da ordem por um mandato fixo, sendo responsável pela gestão de obras, nomeação de priores locais, animação espiritual dos frades e pela condução da missão evangelizadora, reportando-se diretamente ao Prior Geral.

https://www.instagram.com/p/DbJ5iTFndMt/

1.4- ENCERRAMENTO DA 23.ª EDIÇÃO DA COPA DO MUNDO DA FIFA 2026

 

1.4- ENCERRAMENTO DA  23.ª EDIÇÃO DA COPA DO MUNDO DA FIFA 2026

      Nos dias 18 e 19 de julho aconteceram os dois últimos jogos da Copa do Mundo da Fifa de 2026.

Nesta 23.ª Edição da Copa as quatro primeiras Seleções foram: ESPANHA(bicampeã),ARGENTINA( segundo lugar), INGLATERRA (terceiro lugar) e França em quarto lugar.

No sábado o jogo entre França e Inglaterra foi um jogo aberto, com muitos gols: 6 a 4 para os ingleses.A Inglaterra merecia ter disputado a final. E penso que seria uma final mais interessante. A Espanha foi a campeã com todos os méritos( confira o jogo em detalhes neste Blog no Item 7). A Argentina foi totalmente dominada e o placar de apenas um a zero não diz o que foi o jogo. A Argentina estava mais cansada e depois de uma expulsão ficou ainda mais difícil. E poderia ter tido um outro jogador expulso. Contudo, não faltou garra e vontade de se defender de todo jeito, às vezes até com certa violência, anti-jogo e outras artimanhas próprias de quem se sente inferior.Dos gols anulados o primeiro não deveria ser e então o jogo não chegaria à prorrogação dando a impressão de jogo difícil. Foi uma das piores finais de Copa. Menos mal que a Espanha venceu e o futebol também.

Assisti uma Copa do Mundo com 48 Seleções disputadas em três Países: México, Canadá e Estados Unidos. As torcidas foram espetaculares. Jogos onde os estádios não são climatizados aconteceram com muito calor.

Entrar no Estádio na final tanto para os torcedores e pessoas da Imprensa mundial foi muito difícil.

Conforme vi e ouvi além da Televisão, rádio e Redes Sociais aconteceram vários erros de arbitragens, apes ar de tanta tecnologia. Muitas polêmicas sobre um certo protecionismo a Messi(que deveria ter sido expulso no primeiro jogo contra a Argélia). Não podia encostar nele e também em outros jogadores argentinos que simulavam faltas. O Messi, inclusive chegou várias vezes a contestar o árbitro de campo( coisa que nos clubes em que jogou nunca tinha visto isso).Contudo, ele fez uma excelente Copa juntamente com o goleiro Dibu Martinez.Carregaram a Argentina nas costas.  Na final o Messi foi anulado totalmente, assim como toda a seleção argentina. A Espanha levou apenas um gol em toda Copa e foi a vencedora da Copa com méritos. Parabéns!

Algumas observações sobre coisas acontecidas durante a Copa e que ainda estão acontecendo.

 1)Foi vergonhosa a agressão de alguns jogadores argentinos a jogadores espanhóis fora do campo.

2)Durante a premiação aos campeões espanhóis, todos os argentinos viraram de costas, menos o jogador Flaco Lopez. É preciso saber perder!

3) Também houve racismo e homofobia por parte de alguns torcedores.

4) Interferência do Presidente dos Estados Unidos após um cartão vermelho aplicado a um seu jogador dos Estados Unidos.

5) Muitas investigações deverão ser feitas a algumas Federações de Futebol, tais como a AFA(Associação de Futebol Argentino) e à FIFA.

6) Coisas novas foram feitas para o bem do futebol, tais como o impedimento automático, tentativa de evitar cera no futebol e hidratação na metade de cada tempo da partida.

7) Algumas pessoas gostaram dos shows apresentados menos no jogo final quando o intervalo do jogo foi apresentado um show mais extenso.

8)O Mundial foi marcado não apenas pelo futebol das seleções em campo, mas também por decisões que geraram discussões em diferentes partes do mundo.

 

9) Mundial protagonizado por vários craques, alguns jovens e outros mais velhos, talvez tendo jogado sua última Copa, tais como: Cristiano Ronaldo,  Modric, Messi, Vozinha, Sallah, Debruine, Lukaku, Neymar, Neuer, Vandijk, Shaka, James Rodriguez, Uchoa, Casemiro, Marquinhos, Danilo, Alexandro, etc.

10) A Copa do Mundo é tanto um grande negócio. Este ano teve a participação de 48 Seleções(inclusive algumas voltando a participar e outras pela primeira vez).E em 2030 será em seis sedes: Espanha, Marrocos e Portugal e na América do Sul: Argentina,  Colômbia e Paraguai, com 64 Seleções.

11) Balanço desta Copa: confira neste Blog o item 10.

 

 

 

2-LITURGIA DA PALAVRA DO 17.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – A

 

2-LITURGIA DA PALAVRA DO 17.º DOMINGO DO TEMPO COMUM –  A

Que a escuta da Palavra de Deus prepare o nosso coração para obedecer à vontade divina.

 PRIMEIRA LEITURA (1Rs 3,5.7-12) Leitura do Primeiro Livro dos Reis.

Naqueles dias, 5 em Gabaon o Senhor apareceu a Salomão, em sonho, durante a noite, e lhe disse: “Pede o que desejas e eu te darei”. 7 E Salomão disse: “Senhor meu Deus, tu fizeste reinar o teu servo em lugar de Davi, meu pai. Mas eu não passo de um adolescente, que não sabe ainda como governar. 8 Além disso, teu servo está no meio do teu povo eleito, povo tão numeroso que não se pode contar ou calcular. 9 Dá, pois, ao teu servo, um coração compreensivo, capaz de governar o teu povo e de discernir entre o bem e o mal. Do contrário, quem poderá governar este teu povo tão numeroso?”10Esta oração de Salomão agradou ao Senhor. 11E Deus disse a Salomão: “Já que pediste estes dons e não pediste para ti longos anos de vida, nem riquezas, nem a morte de teus inimigos, mas sim sabedoria para praticar a justiça, 12vou satisfazer o teu pedido; dou-te um coração sábio e inteligente, como nunca houve outro igual antes de ti, nem haverá depois de ti”.

 - Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

SALMO 118(119)

Como eu amo, ó Senhor, a vossa lei, vossa palavra!

1. É esta a parte que escolhi por minha herança: * observar vossas palavras, ó Senhor! / lei de vossa boca, para mim, *ale mais do que milhões em ouro e prata.

2. Vosso amor seja um consolo para mim, * conforme a vosso servo prometestes. / Venha a mim o vosso amor e viverei, * porque tenho em vossa lei o meu prazer.

3. Por isso amo os mandamentos que nos destes, * mais que o ouro, muito mais que o ouro fino! / Por isso eu sigo bem direito as vossas leis, * detesto todos os caminhos da mentira.

4. Maravilhosos são os vossos mandamentos, * eis, porque meu coração os observa! / Vossa palavra, ao revelar- -se me ilumina, * ela dá sabedoria aos pequeninos.

SEGUNDA LEITURA (Rm 8,28-30) Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos.

Irmãos: 28Sabemos que tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados para a salvação, de acordo com o projeto de Deus. 29Pois aqueles que Deus contemplou com seu amor desde sempre, a esses ele predestinou a serem conformes à imagem de seu Filho, para que este seja o primogênito numa multidão de irmãos. 30E aqueles que Deus predestinou, também os chamou. E aos que chamou, também os tornou justos; e aos que tornou justos, também os glorificou.

-Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

ACLAMAÇÃO (Mt 11,25)

 Aleluia, aleluia, aleluia.

Eu te louvo, ó Pai Santo, Deus do céu, Senhor da terra: / os mistérios do teu Reino aos pequenos, Pai, revelas!

EVANGELHO (Mt 13,44-52 | +longo)

P. O Senhor esteja convosco. T. Ele está no meio de nós.

P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

T. Glória a vós, Senhor.

P.Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 44“O Reino dos Céus é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo. 45O Reino dos Céus também é como um comprador que procura pérolas preciosas. 46Quando encontra uma pérola de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquela pérola. 47O Reino dos Céus é ainda como uma rede lançada ao mar e que apanha peixes de todo tipo. 48Quando está cheia, os pescadores puxam a rede para a praia, sentam-se e recolhem os peixes bons em cestos e jogam fora os que não prestam. 49Assim acontecerá no fim dos tempos: os anjos virão para separar os homens maus dos que são justos, 50e lançarão os maus na fornalha de fogo. E aí, haverá choro e ranger de dentes. 51Compreendestes tudo isso?” Eles responderam: “Sim”. 52Então Jesus acrescentou: “Assim, pois, todo mestre da Lei, que se torna discípulo do Reino dos Céus, é como um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e velhas”.

- Palavra da Salvação. T. Glória a vós, Senhor.

https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Ano-50A-43-17o-DOMINGO-DO-TEMPO-COMUM.pdf

 

3-LITURGIA DO 17.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

 

3-LITURGIA DO 17.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

- Concluímos a leitura do cap. 13 de Mateus, que narra as parábolas do Reino. Através destas imagens, somos iluminados acerca desta realidade maravilhosa que o Senhor preparou para todos nós. "Compreendestes tudo isso?", nos pergunta o Senhor. Compreender, no Evangelho de Mateus, tem um sentido mais profundo: não apenas entender em nível intelectual, mas aderir, fazer opção pela realidade proposta. Portanto, nossa resposta, mais do que por palavras, deve ser dada a partir de atitudes concretas que demonstrem que escolhemos o Reino de Deus.

- As primeiras parábolas que escutamos hoje nos apresentam o Reino como um tesouro, uma pérola preciosa, que precisa ser procurada, mas, ao ser encontrada, desperta o interesse, provoca o movimento, o despojamento de tudo o que for preciso para alcançá-lo. Ao olharmos a vida dos santos, entendemos o significado disso: só quem encontrou o Reino, vislumbrou a sua beleza e a graça de habitar nele, é capaz de dar a própria vida para não perdê-lo, como fizeram os mártires; só quem encontrou o Reino, é capaz de deixar sua origem, sua pátria, e lançar-se rumo a terras distantes para anunciar a graça desta alegria como fizeram grandes missionários como São José de Anchieta e São Daniel Comboni; só quem fez a experiência do Reino, é capaz de abandonar todas as coisas deste mundo e viver uma consagração radical a Deus pela pobreza e pela caridade, como fizeram São Francisco de Assis e Santa Dulce dos Pobres. E assim podemos tecer uma grande lista de santos e santas que, tendo a oportunidade de escolher todas as coisas, escolheram amar a Deus e seu Reino. Contudo, se considerarmos ainda distantes o testemunho dos santos, basta olharmos ao nosso redor: quantas pessoas que se dedicam com alegria ao serviço do Reino em nossas comunidades, mesmo tendo trabalho, ocupações, família, ainda guardam um tempo considerável para o serviço à comunidade. Fazem-no porque encontraram o Reino. E aquele rapaz, ou aquela moça, que tendo a vida toda para dedicarem-se às coisas deste mundo, lançam-se rumo a uma consagração religiosa, ou à vida sacerdotal. Fazem-no porque encontraram o Reino!

- Na parábola seguinte, vemos que uma rede lançada ao mar, pesca uma enorme quantidade de peixes. Essa rede é a Igreja. Que maravilha ver a diversidade dos que são alcançados pelo Senhor, dos que são chamados a fazer parte de sua família e serem chamados seus filhos e filhas. Olhamos para o lado e vemos gente de todo o tipo. Esse é o projeto do Senhor que, conforme a Carta de Paulo aos Romanos na 2ª leitura, deseja que todos se salvem. O Senhor desde sempre nos predestinou e nos chamou a ter conhecimento da verdade do seu amor, um amor que nos transforma na imagem de seu Filho, por isso todos podemos ser chamados filhos e filhas de Deus. Àqueles que amam o Senhor, tudo concorre para o bem: o próprio Senhor que chamou, Ele mesmo torna justo e glorifica. Todavia, o Senhor que nos criou e quer nos salvar, não nos salva sem o nosso consentimento, sem a nossa resposta. A rede um dia será puxada à praia, e quando isso acontecer, os peixes serão separados entre peixes bons e os que não prestam. Os peixes bons são aqueles que optaram pelo Reino de forma sincera e radical. Os peixes que não prestam são os que disseram não, ou optaram sem firmeza. Assim como na parábola do joio e do trigo, bons e maus crescem juntos no seio da Igreja. Contudo, não é nossa missão fazer nenhum tipo de julgamento. Isto cabe somente a Deus. A nós cabe a missão: tendo encontrado a pérola preciosa, o tesouro escondido, sairmos ao encontro de nossos irmãos, dentro ou ainda fora da rede da Igreja, para que conheçam esta alegria que experimentamos e também façam a sua opção sincera e radical pelo Reino da vida.

- Salomão é apresentado na 1ª leitura como um modelo daquele que soube optar por Deus, colocando em segundo plano todas as coisas passageiras deste mundo. Podendo escolher sucesso, glórias mundanas, vitórias sobre os inimigos e riquezas, reconhece a sua pequenez e pede a Deus sabedoria para governar com justiça. Deus, vendo a sua humildade e agradando-se dela, atende-lhe o pedido, concedendo ainda mais do que ele havia pedido. "Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e todas as coisas vos serão acrescentadas", diz o Evangelho.

- Que o Senhor nos conceda a graça de um sincero discernimento, que nos ajuda a separar o que é valor eterno e que corresponda ao Reino, dos valores terrenos e passageiros, para que, optando pelas coisas que não passam, alcancemos a graça de viver no Reino eterno.

https://diocesedesaomateus.org.br/wpcontent/uploads/2026/06/26_07_26.pdf

4- REFLEXÕES PARA O 17.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A 4.1- O TESOURO DO REINO: NOSSA RIQUEZA

 

 

4- REFLEXÕES PARA O 17.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

4.1- O TESOURO DO REINO: NOSSA RIQUEZA

A liturgia deste domingo convida-nos a refletir sobre as nossas prioridades, os valores sobre os quais fundamentamos a nossa existência. Recorda-nos que o cristão deve construir a sua vida sobre os valores propostos por Jesus. A primeira leitura apresenta-nos o exemplo de Salomão, rei de Israel. Ele é o modelo do homem “sábio”, que consegue perceber e escolher o que é importante e que não se deixa seduzir e alienar por valores efêmeros. O Senhor fala com Salomão através de um sonho. No Antigo Testamento, o “sonho” aparece, com alguma frequência, como uma forma privilegiada de Deus comunicar-se com os homens e de lhes indicar os seus caminhos. Salomão, consciente da grandeza da sua tarefa e das suas próprias limitações, não pede a Deus riqueza, e sim sabedoria, um coração “sábio”, o dom de distinguir entre o bem e o mal e a capacidade de governar com justiça. A prece do rei é atendida e Deus lhe concede uma “sabedoria” inigualável e lhe acrescenta ainda outros três dons: a riqueza, a glória e a longa vida. A figura de Salomão questiona todos aqueles que detêm responsabilidades na comunidade. Convida-os a uma verdadeira atitude de serviço, não buscando a realização dos próprios esquemas pessoais, mas sim o benefício de toda a comunidade, a concretização do bem comum. No Evangelho, recorrendo à linguagem das parábolas, Jesus recomenda aos seus discípulos que façam do Reino de Deus a sua prioridade fundamental. Concluímos, neste domingo, a leitura do capítulo dedicado às “parábolas do Reino” (cf. Mt 13). Nele, recorrendo a imagens e comparações simples, sugestivas e questionantes (“parábolas”), Jesus apresenta esse mundo novo de liberdade e de vida nova que Ele veio trazer, o qual Ele chama Reino dos Céus. As parábolas de hoje – a do negociante a procura de pérolas e a do agricultor que encontra um tesouro – falam, em primeiro lugar, da atitude do homem diante do Reino. O Reino dos Céus é, portanto, este tesouro único, incomparável porque é só nele que o homem encontra a salvação, realiza seu destino de vida e de bem-aventurança eterna. A parábola do tesouro escondido e a parábola da pérola preciosa, sugerem que o Reino proposto por Jesus (esse mundo de paz, de amor, de fraternidade, de serviço, de reconciliação que Jesus veio anunciar e oferecer) é um “tesouro” precioso, que os discípulos devem abraçar, antes de qualquer outro valor ou proposta. Os cristãos são, antes de mais, aqueles que encontraram algo de único, de fundamental, de decisivo: o Reino dos Céus. São convidados pelo Mestre Jesus a descobrir a realidade do Reino, a entender as suas exigências, a comprometer-se com os seus valores. Escolher o Reino é optar radicalmente por Deus e pelos valores do Evangelho. Essas parábolas também nos dizem algo mais: o tesouro escondido, pelo qual é preciso vender tudo, é sim, o Reino dos Céus, isto é, uma realidade, mas é também em primeiro lugar uma pessoa: é o próprio Jesus. Segui-lo, escolhê-lo pela vida e voltar a escolhê-lo sempre de novo, ser seu discípulo significa ter feito a escolha certa, a única que assegura o tesouro nos céus. É ele a pérola preciosa.

Dom Celso Alexandre Bispo Auxiliar de São Paulo Vigário Episcopal para a Região Ipiranga

https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Ano-50A-43-17o-DOMINGO-DO-TEMPO-COMUM.pdf

4.2-26 de julho – 17° DOMINGO DO TEMPO COMUM- QUAL É O TEU TESOURO? Por Pe. Marcus Mareano* Qual é o teu tesouro?

 

4.2-26 de julho – 17° DOMINGO DO TEMPO COMUM- QUAL É O TEU TESOURO?

Por Pe. Marcus Mareano*

 

Qual é o teu tesouro?

INTRODUÇÃO GERAL

Somos seres movidos por desejos. Alguns bons, outros nem tanto. A liturgia deste domingo propõe uma reflexão acerca das prioridades que orientam a existência humana, bem como dos valores que estruturam nosso agir.

Salomão, rei de Israel, é apresentado como modelo de sabedoria no texto da primeira leitura (1Rs 3,5.7-12). Tal qualidade se evidencia na capacidade de discernimento que permite identificar aquilo que é perene, evitando a valorização demasiada dos bens efêmeros e a alienação provocada por falsas seguranças.

No Evangelho (Mt 13,44-52), por meio de parábolas, Jesus exorta os discípulos a reconhecer o Reino de Deus como prioridade absoluta. Diante desse bem supremo, compreendido como o verdadeiro “tesouro”, todos os demais interesses, aspirações e posses devem ocupar um lugar secundário.

O pequeno trecho da carta aos Romanos (segunda leitura: Rm 8,28-30) retoma essa perspectiva ao convocar seus destinatários para configurarem a própria existência segundo as exigências de Jesus. Deus predestinou cada pessoa a ser conforme a imagem do Filho, Jesus.

I COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

1. I leitura (1Rs 3,5.7-12)

Esse texto evidencia que, no contexto de Israel, a figura do rei é compreendida como instrumento de Deus. O rei serve de mediador para realizar os planos de Deus para seu povo. É por meio da pessoa régia que a ação divina se manifesta na história, orientando e governando a vida comunitária de Israel.

Salomão não interpretou sua função régia como privilégio destinado à satisfação de interesses pessoais, e sim como ministério recebido de Deus e destinado ao serviço do povo (v. 7-8). O monarca reconhece que a autoridade comporta responsabilidade ética e que seu exercício deve ser orientado pela sabedoria prática (v. 9), entendida como capacidade de discernimento e como busca do bem comum.

Por fim, o texto destaca a qualidade da súplica de Salomão e a resposta positiva de Deus ao seu pedido (v. 11-12). Ele não solicita riquezas, prestígio ou poder, mas sim as disposições interiores e as competências necessárias para cumprir fielmente a missão confiada por Deus. Assim, Salomão se torna, para o autor bíblico, um paradigma humano capaz de escolher aquilo que possui valor perene, sem se deixar seduzir por bens passageiros.

Ao afirmar que o pedido de Salomão “agradou ao Senhor” (v. 10), o texto propõe implicitamente ao povo de Israel a adoção de valores duradouros, essenciais e espiritualmente significativos, em contraste com a busca de bens transitórios.

2. II leitura (Rm 8,28-30)

A passagem de Rm 8,28-30 se insere no grande argumento paulino sobre a ação salvífica de Deus em Cristo e sobre a esperança que sustenta a vida dos fiéis. Paulo afirma, de início, que tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus (v. 28). Logo, a história pessoal e comunitária das pessoas não é marcada pelo acaso, mas acompanhada pela Providência divina.

Em seguida, essa perspectiva se amplia ao afirmar que Deus “predestinou” os fiéis a serem conformados à imagem de seu Filho (v. 29). A predestinação não deve ser entendida como um determinismo rígido, e sim como o desejo amoroso de Deus, que sempre quis a humanidade configurada ao Cristo. Esse processo de transformação ocorre na vida cristã pela ação do Espírito. A pessoa vai sendo moldada segundo o modelo de Cristo, cujo modo de viver, amar e se entregar revela plenamente a vontade salvífica do Pai.

Enfim, há uma descrição em sequência do itinerário da salvação (v. 30). É uma visão unitária do agir divino (predestinar, chamar, justificar e glorificar), no qual o chamado inicial conduz à justificação, isto é, à inserção no relacionamento justo com Deus, e culmina na glorificação, que indica a participação plena na vida divina. O uso do tempo verbal no passado (“glorificou”), embora a referência seja a uma realidade futura, expressa a firmeza da promessa. Para Paulo, o que Deus iniciou na vida daqueles que creem já carrega a garantia da realização definitiva.

3. Evangelho (Mt 13,44-52)

Neste domingo, concluímos a leitura do capítulo de Mateus dedicado às parábolas. Nesse ensinamento (Mt 13,1-52), Jesus instrui a respeito do mistério do Reino dos Céus por meio de imagens do cotidiano das pessoas, provocando questões para a conversão.

Na primeira parte (v. 44-46), encontram-se duas parábolas a respeito do valor incomparável do Reino dos Céus. Ambas as imagens, de um tesouro escondido no campo e de uma pérola de grande valor, demonstram que o anúncio realizado por Jesus constitui um bem supremo diante do qual todos os demais valores devem ser relativizados. O discípulo autêntico é aquele que reconhece, na descoberta do Reino, uma experiência decisiva e transformadora, capaz de redefinir prioridades de valores e orientar toda a existência em torno da novidade de grande valor.

A segunda parte (v. 47-50) apresenta o Reino sob a metáfora de uma rede lançada ao mar, que recolhe peixes de diversas espécies. De forma semelhante à parábola do joio e do trigo, esse texto ensina que o Reino não se desenvolve como um espaço exclusivo para alguns perfeitos, mas como uma realidade onde convivem, simultaneamente, bons e maus. No tempo oportuno, Deus separará uns dos outros. Ele concede ao ser humano tempo suficiente para amadurecer escolhas e reorientar a própria vida. Essa menção ao juízo final (v. 49-50) funciona como apelo à comunidade para escolher decididamente pelo Reino.

A terceira parte (v. 51-52) apresenta breve diálogo conclusivo entre Jesus e os discípulos. O evangelista enfatiza que o verdadeiro discípulo é aquele que “compreende”, termo que, no vocabulário teológico mateano, significa acolher o ensinamento de Jesus com atenção, discernimento e compromisso. Assim, o escriba que extrai de seu tesouro coisas novas e velhas representa as pessoas de origem judaica, conhecedoras das Escrituras de Israel (o “velho”), que agora são convidadas a reinterpretá-las à luz da novidade do Evangelho (o “novo”).

Nessa dinâmica constante entre tradição e inovação, o discípulo encontra o caminho do Reino dos Céus e, uma vez que começa a percorrê-lo, é chamado a nele perseverar com decisão, coerência e empenho.

III. PISTAS PARA A REFLEXÃO

Sempre temos muitas opções para escolher. A escolha de algo implica perda de outras coisas. O desafio ordinário está em optar pelo que realmente é importante e desapegar-se do que é desnecessário.

A orientação da primeira leitura é pedir a Deus sabedoria, que não significa informações a respeito de algo, mas capacidade de discernimento e de ação para a vida prática. O Evangelho instiga nossa mente para refletirmos sobre o que buscamos e propõe um tesouro a ser descoberto na interioridade da oração. Quando esse bem maior é encontrado, todas as outras coisas perdem valor. Por fim, Paulo nos recorda que somos destinados para o eterno amor de Deus, e não para a fascinação do que é provisório.

Entre as muitas possibilidades que temos, o Evangelho sempre se apresenta como a melhor de todas. Por ele optaram inúmeras testemunhas ao longo da história, e ainda hoje podemos reconhecer, em nosso meio, como a experiência de fé em Cristo muda a vida das pessoas e a nossa própria.

Pe. Marcus Mareano*

*Marcus Mareano é natural de Fortaleza-CE. Bacharel em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará (Uece). Bacharel e mestre em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (Faje). Doutor em Teologia Bíblica, com dupla diplomação, pela Faje e pela Universidade Católica de Lovaina, na Bélgica (KU Leuven). Professor de Teologia no Seminário Provincial Coração de Jesus (Diamantina-MG) e no Instituto Teológico Dom Hermínio Malzone Hugo (Governador Valadares-MG). Pároco da paróquia São Mateus, em Belo Horizonte-MG. E-mail: marcusmareano@gmail.com

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4.3- HOMILIA DO 17º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A O VERDADEIRO TESOURO É JESUS CRISTO

 

4.3- HOMILIA DO 17º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

O VERDADEIRO TESOURO É JESUS CRISTO

ele vai, vende todos os seus bens e compra aquela pérola.” (Mt 13,46)

            Continuando a apresentação das características e originalidade do Reino dos Céus, a liturgia deste domingo nos questiona, a partir de nossa vocação cristã, quais são as prioridades e os valores que fundamentam a nossa existência. Afinal, quem carrega o honroso nome de cristão, para ser verdadeiramente discípulo de Jesus Cristo, deve permanecer disposto a construir a sua vida sobre os valores proposto no Evangelho.

            A primeira leitura (1Rs 3,5.7-12) apresenta-nos o diálogo, realizado através de um sonho, entre Deus e o rei Salomão, que sucedeu a Davi, seu pai, no trono de Israel. Se Davi passou a história como modelo de rei forte, organizado e compassivo. Seu filho, Salomão, tornou-se a imagem e modelo do homem sábio. Em um sonho, Deus toma a iniciativa e procura o rei. Indaga o que seu coração busca e oferece-se para lhe conceder o que desejar. Neste encontro podemos perceber três coisas.  1ª) Mais do que um comandante de guerra, o rei é visto como o instrumento através do qual Deus conduz o seu povo. ) Salomão não enxergou o trono como um posto privilegiado, mas como um ministério/serviço que ele deveria exercer com responsabilidade afim de conduzir o povo eleito conforme a vontade de Deus. 3ª) O rei não se deixou engolir pela avareza dos altos postos e cargos de governo, pois não pediu fama, riqueza ou glória. Munido de um grande senso de responsabilidade, ele suplica que lhe sejam concedidas as habilidades necessárias para discernir entre o bem e o mal e assim ser capaz de cumprir a missão que Deus lhe confiou.

            Com estas atitudes diante de Deus, ele, o rei, se tornou o protótipo do homem “sábio”, que consegue perceber e escolher o que é importante e que não se deixa seduzir por valores passageiros ou superficiais. Deste modo, ele próprio poderia aconselhar ao povo eleito a escolher os valores eternos e essenciais que somente Deus pode oferecer. As atitudes e escolhas do rei Salomão são as mesmas que Jesus Cristo espera dos seus discípulos diante das parábolas narradas no evangelho de hoje.

            Na segunda leitura (Rm. 8,28-30) depois de afirmar que a salvação é dom universal que Deus oferece na pessoa do seu Filho, Jesus Cristo e que o Espírito Santo é a sabedoria divina que guia o coração humano para que possa acolher e viver na fidelidade o dom da graça salvífica, o Apóstolo Paulo reafirma que o caminho vivido por Jesus é a conclusão do plano de amor de Deus. Uma falha na interpretação pode levar a pensar que São Paulo está afirmando a predestinação no sentido de que a salvação é direcionada apenas a um grupo de predestinados e que Deus escolheu uma parte da humanidade para ser salva e outra não. Afirmar tal coisa conhecendo a teologia paulina se torna um erro grotesco e absurdo. Para o Apóstolo, o plano salvífico de Deus é gratuito e aberto a todos que desejam acolhê-lo. Ele é dom preparado por Deus desde toda a eternidade para toda a humanidade, no entanto, quem opta pela salvação em Jesus Cristo deve estar pronto para renunciar tudo aquilo que não se adequa ao seu projeto chamado Reino dos Céus.

            No Evangelho, continuamos acompanhando a catequese de São Mateus que visa revelar o mistério do Reino dos Céus. Depois de apresentar o Reino como uma realidade que é oferecida pela Graça a toda a humanidade (Mt 13,1-23) e que possui uma força transformadora, irreversível e que cresce à medida que é acolhido e vivido pelo coração humano (Mt 13-24-43), Mateus agora o apresenta como uma preciosidade inestimável, um bem incalculável oferecido por pura gratuidade, mas que exigirá a renúncia de todos os outros valores que podem querer tomar conta do nosso coração (Mt 13,44-52). Com estas parábolas, Jesus indica aos discípulos que para permanecer seguindo-o, eles deverão fazer do Reino de Céus, o centro de suas vidas como sua prioridade fundamental e vital.

            As duas primeiras parábolas apresentam o mesmo ensinamento: o Reino é uma realidade fundamental que todos devem estar dispostos a viver e acolher plenamente como seu bem mais precioso. As parábolas nos guiam por meio de três verbos presentes nas atitudes dos personagens: encontrar, vender/renunciar e alegrar-se.

            O encontro com a pessoa de Jesus ao longo dos quatros evangelhos acontece de modo semelhante ao tesouro e a pérola apresentados nas parábolas. Assim como o homem que encontrou o tesouro no campo, alguns encontraram Jesus sem que estivessem o procurando especificamente (Mt 4,18-22; Mc 1,16-20; Lc 5,27-28; Jo 1,45-51; Mc 15,39; At 9,1-9) outros, como o comprador de pérolas, o encontraram depois de grande esforço e busca (Mt 2,1-12; Lc 8,43-48; Jo 12,20-22). Para ser capaz de encontrar Jesus se faz necessário ter o mesmo anseio que Salomão (primeira leitura): um coração simples, compreensivo e com a sabedoria capaz de discernir entre o bem e o mal. Segundo o saudoso Papa Bento XVI, todos nós devemos estar prontos para duas atitudes quando encontramos o tesouro fundamental da nossa vida: “deixar todas as outras coisas vãs para trás e, ao ouvir a voz da Verdade, que é Cristo, e segui-lo imediatamente!”

            Se a busca é o impulso que movimenta a vida de quem anseia pelo Reino, o ato de renunciar é a segunda força norteadora do seu coração. Renunciar a tudo que tem para permanecer com o que foi encontrado. O tesouro escondido, a pérola preciosa são o próprio Jesus Cristo, pois é Ele que enche a nossa existência de sentido e significado. A atitude dos personagens das parábolas é a mesma dos discípulos ao encontrar Jesus: não relutam, não ficam contabilizando perdas e ganhos (Mc 1,16-20). E uma vez feita a escolha não ficam se lamentando pelo que foi renunciado (Mc 9,17-22; Fl 3,7-14[1]). Do mesmo modo deve ser conosco ao nos encontrarmos com Cristo: precisamos estar dispostos a sacrificar tudo aquilo que consideramos o mais valioso bem para permanecer com Ele. Devemos nos perguntar: qual é a renúncia que devo fazer e ainda não o fiz? Qual valor preciso sacrificar para que meu coração seja somente de Jesus? Tudo devo renunciar porque Ele renunciou a tudo por mim. Tudo precisamos sacrificar para que Ele seja o único tesouro de nossa vida (Lc 14,25-27; Mt 10,37-39).

            Uma vez feita a escolha de renunciar tudo pelo tesouro (Cristo), a alegria deve tomar conta de quem o encontrou e escolheu segui-lo (Jo 4, 28-30; Mc 10,46-52). Nada deve nos alegrar mais do que a convicção de ter encontrado a Cristo e fazer parte da sua comunidade do Reino! Quem escolheu consagrar sua vida a Cristo deve ser sinal de alegria.

            A última parábola que narra uma rede repleta de peixes possui semelhanças com a parábola do semeador e com a do joio e o trigo. As três parábolas ensinam que o Reino dos Céus é oferecido a toda humanidade que no final dos tempos será dividida entre aqueles que optaram pelo Reino ou não. A rede que recolhe os peixes é a Igreja, a Comunidade de Jesus que permanece como sinal do Reino que cresce. Um dia, no entardecer da existência, estaremos todos, diante do pescador de nossas almas, que fará então a separação dos bons e dos maus. Por isto, a escolha por Cristo deve ser diária afim de evitar que algum pretenso tesouro efêmero queira ocupar o nosso coração.

Pe. Paulo Sergio Silva- Diocese de Crato.

https://diocesedecrato.org/homilia-do-17o-domingo-do-tempo-comum-ano-a-2/

5- LEITURAS PARA A 17.º SEMANA DO TEMPO COMUM- 27/07 A 02 DE AGOSTO E ORAÇÃO DOS AVÓS

 

5- LEITURAS PARA A 17.º SEMANA DO TEMPO COMUM- 27/07 A 02 DE AGOSTO  E ORAÇÃO DOS AVÓS

27/07- 2ª Jr 13,1-11 / Dt 32,18-21 / Mt 13,31-35

28/07- 3ª Jr 14,17-22 / Sl 78(79) / Mt 13,36-43

29/07- 4ª 1Jo 4,7-16 / Sl 33(34) / Jo 11,19-27 ou Lc 10,38-42

Santos Marta, Maria e Lázaro, Memória

30/07- 5ª Jr 18,1-6 / Sl 145(146) / Mt 13,47-53

31/07- 6ª Jr 26,1-9 / Sl 68(69) / Mt 13,54-58

Santo Inácio de Loyola, presbítero, Memória

01/08- Sáb.: Jr 26,11-16.24 / Sl 68(69) / Mt 14,1-12

Santo Afonso Maria de Ligório, bispo e doutor da Igreja, Memória

02/08- Dom.: 18º Domingo do Tempo Comum, Ano A

Is 55,1-3;Sl 144(145),8-9.15-16.17-18 (R. cf. 16)

Rm 8,35.37-39;Mt 14,13-21

Abençoe seus avós com esta linda oração

Os avós são membros queridos da nossa família,
Eles nos trazem dons de sabedoria, experiência e amor
E compartilham conosco sua vida de fé.
Agradeçamos a Deus pelo seu exemplo
E peçamos que Ele os abençoe com felicidade e boa saúde.

Senhor Deus Todo Poderoso,
Abençoe nossos avós com vida longa, felicidade e saúde.
Que eles permaneçam constantes em seu amor
E sejam sinal vivo de Sua presença
Para os filhos e netos.
Nós Lhe pedimos através de Cristo, Nosso Senhor.
Amem

https://pt.aleteia.org/2019/07/29/abencoe-seus-avos-com-esta-linda-oracao/

6-CANTOS PARA A MISSA DO 17.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- A

 

6-CANTOS PARA A MISSA DO 17.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- A

ENTRADA

·                     Vamos celebrar Deus esta aqui

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·                     Deus quero louvar te

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PERDÃO

·                     Senhor que vieste para perdoar

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·                     Perdoa-me-Shalon

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·                     Tende compaixão de nós

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GLÓRIA

·                     Glória a Deus e aos homens toda paz-Shalon

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·                     Glória- Banda ciros

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SALMO RESPONSORIAL

·                     Salmo 118- Como eu amo, ó Senhor a vossa lei

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ACLAMAÇÃO

·                     Buscai primeiro

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OFERTÓRIO

·                     Quem disse que não somos nada

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·                     Pão e vinho Pai poremos

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SANTO

·                     Várias Opções

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CORDEIRO

·                     Várias Opções

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COMUNHÃO

·                     Estas entre nós

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·                     Corpo Santo

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·                     Como és lindo

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PÓS COMUNHÃO

·                     Estou aqui

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·                     Força e vitoria

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FINAL

·                     Vou cantar entoar um canto novo

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·                     Tomado pela mão

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https://www.folhetosdecanto.com/2016/06/cantos-para-missa-do-17-domingo-comum.html