sexta-feira, 26 de junho de 2026

BEM-VINDOS AO SB SABENDO BEM DE 28DE JUNHO DE 2026-SOLENIDADE DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO




 A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina. (I Coríntios 1, 18).

(Ano A/Vermelho) Solenidade de São Pedro e São Paulo

28 de junho de 2026

Missa do Dia

- Dia do Papa e do Óbolo de São Pedro

EU TE DAREI AS CHAVES DO REINO DOS CÉUS!


https://youtu.be/YeycGqn5gkI?si=1NlXx9RcvcWIvN24

TU ÉS PEDRO

https://youtu.be/f939wo6BHPE?si=ez0Yq8ymGFHcULkx

QUANDO CHAMASTES OS DOZE PRIMEIROS

https://youtu.be/zo2C3EE6k00?si=b99GJ0E097IhGk-S

SB SABENDO BEM DE 28 DE JUNHO DE 2026 INFORMA.

Caro(a) Leitor(a) amigo(a):

O meu abraço fraterno e um ótimo final de mês de Junho a todos!

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Comente, faça sugestões. Agradeço.

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SEJA BEM-VINDA! SEJA BEM-VINDO!

1-SEJAM BEM-VINDOS AO SB SABENDO BEM DO 13.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A 1.1-Bem-vindos Irmãs e Irmãos! ÓBOLO DE sÃO pEDRO

 

 

1-SEJAM BEM-VINDOS AO SB SABENDO BEM DO 13.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

1.1-Bem-vindos Irmãs e Irmãos!

Queridos irmãos e irmãs, hoje lembramos os apóstolos Pedro e Paulo, pilares da nossa fé, que com fidelidade ao Evangelho nos mostram o caminho que todos os batizados devem trilhar.

Neste domingo, a liturgia ressalta a fecundidade da missão de São Pedro e São Paulo, que foi resposta ao amor gratuito de Cristo por cada um deles. Louvamos a Deus pelas obras evangelizadoras que realizaram. Seguindo seus ensinamentos, podemos crescer como discípulos missionários, para que as maravilhas de Deus continuem a manifestar-se na nossa vida e na nossa missão. Também, neste dia, celebramos o Dia do Papa. Coloquemo-nos em profunda comunhão com o Papa Leão, bispo de Roma e pastor de toda a Igreja Católica.

Irmãos e irmãs, hoje toda a Igreja, triunfante e peregrina, une sua voz para louvar e bendizer o Senhor pela vocação e pelo ministério dos dois grandes apóstolos, Pedro e Paulo. Impulsionados por um mesmo e ardente amor por Cristo, eles, cada um a seu modo, abraçaram o Evangelho e fizeram do Reino de Deus o sentido de suas vidas. Como colunas da Igreja, fundaram comunidades sustentadas pela ação do Espírito Santo. Cantemos louvores a Deus por tão grandes testemunhas da fé, e elevemos nossas preces pelo Papa Leão, que hoje é o sucessor de Pedro e sinal de unidade de toda a Igreja. (INTRODUÇÃO DO FOLHETO POVO DE DEUS EM SÃO PAULO).

“Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja” (Mt. 16, 18). Pedro não é a rocha por mérito próprio, mas por causa da fé que professou, afirmando que Jesus era o Messias, o filho do Deus vivo. Assim, ele recebeu as chaves do Reino de Deus, conferindo-lhe autoridade para pastorear e governar a Igreja, unindo o céu e a terra. Somos convidados, assim, a renovar diariamente nossa profissão de fé em Jesus, como Senhor de nossas vidas, e também a respeitar a Igreja fundada sobre a fé apostólica. Rezemos de modo especial pela unidade da Igreja e, principalmente, pelo Papa, sucessor de Pedro, para que governe o povo de Deus com sabedoria. Cantando, iniciemos nossa celebração!

https://diocesedacampanha.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Folheto-MISSA-SAO-PEDRO-SAO-PAULO-MISSA-DO-DIA-ANO-A-28-06-2026.pdf

1.2- Óbolo de São Pedro: um gesto de comunhão e apoio ao Papa na sua missão universal

- O Óbolo de São Pedro é uma oferta voluntária dos fiéis, que se une a muitas outras contribuições ao redor do mundo, com o objetivo de sustentar as obras de caridade do Papa e suas atividades pastorais, especialmente nas situações de maior urgência e necessidade.

- Mais do que uma doação material, o Óbolo representa a participação ativa dos católicos na missão da Igreja, promovendo a evangelização, a paz e a caridade. Segundo a Santa Sé, essa iniciativa reforça o compromisso de cada fiel com a missão do Santo Padre de anunciar o Evangelho e cuidar dos mais necessitados, onde quer que estejam.

- A principal ocasião para participar do Óbolo de São Pedro é a coleta anual realizada nas igrejas no dia 29 de junho ou no domingo mais próximo da Solenidade de São Pedro e São Paulo. Neste momento, todos são convidados a rezar de maneira especial pelo Papa e a realizar sua oferta durante a Missa em sua paróquia. No entanto, é possível contribuir ao longo de todo o ano, por meio de diferentes formas: a) Doações online com cartão de crédito, disponíveis no site oficial: www.obolodisanpietro.va; b) Transferência bancária, ordem postal ou cheque, de acordo com as possibilidades de cada fiel; c) Também é possível deixar um legado ou testamento em favor do Santo Padre.

- Para mais informações sobre essa forma de contribuição, os interessados podem entrar em contato com o Escritório do Óbolo de São Pedro pelo telefone: +39 06 6988 4851. FONTE: https://www.cnbb.org.br/obolo-de-sao-pedroum-gesto-de-comunhao-e-apoio-ao-papa-na-suamissao-universal/

1.3- BRASIL NA COPA DO MUNDO DE 2026

 

1.3- BRASIL NA COPA DO MUNDO DE 2026

Depois de vencer o Haiti por 3 a 0, fazendo um ótimo primeiro tempo, a Seleção Canarinha venceu a Escócia  também por 3 a 0. Foi a melhor partida do Brasil. A nossa Seleção se classificou em primeiro do seu grupo e agora enfrentará nesta segunda-feira às 14 horas o Japão, segunda colocada do seu grupo.

O Brasil parece ter achado agora um Time. Se jogar bem passará pela seleção japonesa que é um ótimo time. Estamos na torcida. Aí sim poderemos ir mais longe e ter esperança em alcançar o Hexacampeonato. Avanti Brasil!

2-LITURGIA DA PALAVRA DO 13.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – A

 

2-LITURGIA DA PALAVRA DO 13.º DOMINGO DO TEMPO COMUM –  A

1ª Leitura (At. 12, 1-11) Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Naqueles dias, 1o rei Herodes prendeu alguns membros da Igreja para torturá-los. 2Mandou matar à espada Tiago, irmão de João. 3E, vendo que isso agradava aos judeus, mandou também prender a Pedro. Eram os dias dos Pães ázimos. 4Depois de prender Pedro, Herodes colocou-o na prisão, guardado por quatro grupos de soldados, com quatro soldados cada um. Herodes tinha a intenção de apresentá-lo ao povo, depois da festa da Páscoa. 5Enquanto Pedro era mantido na prisão, a Igreja rezava continuamente a Deus por ele. 6Herodes estava para apresentá-lo. Naquela mesma noite, Pedro dormia entre dois soldados, preso com duas correntes; e os guardas vigiavam a porta da prisão. 7Eis que apareceu o anjo do Senhor e uma luz iluminou a cela. O anjo tocou o ombro de Pedro, acordou-o e disse: “Levanta-te depressa!” As correntes caíram-lhe das mãos. 8O anjo continuou: “Coloca o cinto e calça tuas sandálias!” Pedro obedeceu e o anjo lhe disse: “Põe tua capa e vem comigo!” 9Pedro acompanhou-o e não sabia que era realidade o que estava acontecendo por meio do anjo, pois pensava que aquilo era uma visão. 10Depois de passarem pela primeira e segunda guarda, chegaram ao portão de ferro que dava para a cidade. O portão abriu-se sozinho. Eles saíram, caminharam por uma rua e logo depois o anjo o deixou. 11Então Pedro caiu em si e disse: “Agora sei, de fato, que o Senhor enviou o seu anjo para me libertar do poder de Herodes e de tudo o que o povo judeu esperava!”

 – Palavra do Senhor. Ass.: Graças a Deus.

Salmo Responsorial (Salmo 33 (34))

 R/. De todos os temores me livrou o Senhor Deus.

– 2 Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, * seu louvor estará sempre em minha boca.

– 3 Minha alma se gloria no Senhor; * que ouçam os humildes e se alegrem! (R/.)

– 4Comigo engrandecei ao Senhor Deus, * exaltemos todos juntos o seu nome! – 5Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu, * e de todos os temores me livrou. (R/.)

– 6Contemplai a sua face e alegrai-vos, * e vosso rosto não se cubra de vergonha!

– 7Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido, * e o Senhor o libertou de toda angústia. (R/.)

– 8O anjo do Senhor vem acampar * ao redor dos que o temem, e os salva.

– 9Provai e vede quão suave é o Senhor! * Feliz o homem que tem nele o seu refúgio! (R/.)

2ª Leitura (2Tm. 4, 6-8.17-18) Leitura da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo.

Caríssimo, 6quanto a mim, eu já estou para ser derramado em sacrifício; aproxima-se o momento de minha partida. 7Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé. 8Agora está reservada para mim a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que esperam com amor a sua manifestação gloriosa. 17Mas o Senhor esteve a meu lado e me deu forças, ele fez com que a mensagem fosse anunciada por mim integralmente e ouvida por todas as nações; e eu fui libertado da boca do leão. 18O Senhor me libertará de todo mal e me salvará para o seu reino celeste. A ele a glória, pelos séculos dos séculos! Amém.

 – Palavra do Senhor. Ass.: Graças a Deus.

(De pé) Aclamação ao Evangelho

R/. Aleluia, Aleluia, Aleluia! V/.

Tu és Pedro e sobre esta pedra eu irei construir minha Igreja; / e as portas do inferno não irão derrotá-la. (Mt. 16,18)

Evangelho (Mt. 16, 13-19)

Diác. ou Pres.: O Senhor esteja convosco. Ass.: Ele está no meio de nós.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. Ass.: Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo: 13Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” 14Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. 15Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” 16Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. 17Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”.

 – Palavra da Salvação. Ass.: Glória a vós, Senhor!

https://diocesedacampanha.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Folheto-MISSA-SAO-PEDRO-SAO-PAULO-MISSA-DO-DIA-ANO-A-28-06-2026.pdf

3- LITURGIA DO 13.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

 

3- LITURGIA DO 13.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

- Celebrando a Solenidade de São Pedro e São Paulo, somos convidados a refletir: estamos sendo "pedras vivas" na construção da Igreja? Somos convidados a sermos pedras vivas não apenas dentro do templo, mas no mundo, na família, na comunidade, realizando gestos concretos de fraternidade: lutar por um lar digno para todos, acolher o irmão necessitado e agir com justiça e amor. Pedro foi chamado a formar comunidades com os judeus convertidos ao cristianismo. Paulo, que era perseguidor dos cristãos, foi chamado a fundar a Igreja entre os gentios. Nós também somos chamados a proclamar nossa fé em Jesus Cristo.

- Nos Atos dos Apóstolos, Pedro é preso pelo rei Herodes, mas a oração da comunidade e a intervenção do anjo do Senhor o libertam de forma milagrosa. Pedro sai da prisão sem correntes, guiado à liberdade. Isso demonstra que uma Igreja forte na fé e na oração, rompe as amarras da prisão e do pecado, tanto da vida comunitária quanto pessoal.

- A 2ª leitura nos traz o testamento de Paulo. Ele se dirige a Timóteo e faz uma reflexão sobre sua vida e missão. Ele avalia sua vida, dizendo: "Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé." A vida do cristão é uma missão que exige coragem, fidelidade, fé e esperança, mesmo diante de dificuldades e perseguições. Paulo nos ensina a não perder a esperança, pois, no final, a coroa da vitória haverá para os que permanecem fiéis.

- No Evangelho, Jesus pergunta a seus discípulos: "Quem dizem os homens que eu sou?" e depois: "E vocês, quem dizem que eu sou?" Pedro responde com coragem: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo." Jesus elogia Pedro e diz: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja. Dar-te-ei as chaves do Reino dos céus." Pedro, ao confessar a fé, reconhece Jesus como Filho de Deus. Com uma fé madura, formamos uma Igreja viva e unida. A fé em Cristo nos dá direção, coragem e sentido para a missão. Jesus entrega a Pedro as "chaves do Reino", que são sinal de serviço.

- Com esta Solenidade, aprendemos que fidelidade à fé significa compromisso com o Evangelho e com o próximo. Que possamos, como Pedro, confessar Jesus com coragem e, como Paulo, levar essa fé rompendo as fronteiras da injustiça e da exclusão, promovendo fraternidade e dignidade. Sejamos instrumento de acolhimento, defendendo e promovendo a vida de todos, especialmente dos que mais precisam.

https://diocesedesaomateus.org.br/wpcontent/uploads/2026/04/28_06_26.pdf

4-REFLEXÕES PARA O 13.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- A 4.1-28 de junho – SÃO PEDRO E SÃO PAULO Por Pe. Gustavo César dos Santos* / Pe. Dr. Junior Vasconcelos do Amaral** Pedro e Paulo, colunas da Igreja

 

4-REFLEXÕES PARA O 13.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- A

4.1-28 de junho – SÃO PEDRO E SÃO PAULO

Por Pe. Gustavo César dos Santos* / Pe. Dr. Junior Vasconcelos do Amaral**

Pedro e Paulo, colunas da Igreja

I. INTRODUÇÃO GERAL

Neste dia, celebramos, jubilosos, dois pilares de nossa fé e de nossa Igreja, os santos apóstolos Pedro e Paulo. Ambos, de maneiras e caminhos diferentes, congregaram a única família de Cristo. Por serem coroados pela mesma fé e pelo mesmo martírio, recebem, nesta liturgia, igual veneração e glória.

Simão Pedro era pescador em Betsaida. Foi André, seu irmão, que lhe comunicou a Boa Notícia (“Encontramos o Messias”) e o conduziu até Jesus (Jo 1,40-42). Mais tarde, Pedro deixa Betsaida e estabelece-se em Cafarnaum (Mc 1,21.29). O Senhor vai até a casa de sua sogra e a cura (Mc 1,29-31). Pedro é o personagem principal da pesca milagrosa (Lc 5,1-11). Em Cesareia de Filipe, ele confessa a fé em Jesus como o Cristo, Filho do Deus vivo. Está na transfiguração, no monte (Mc 9,2-8), e contempla a face gloriosa do Cristo. Depois, é uma das primeiras testemunhas da ressurreição: vê o sepulcro vazio (Jo 20,6) e presencia uma especial aparição do Ressuscitado (Lc 24,34).

Saulo, depois chamado de Paulo, é, por sua vez, considerado o apóstolo dos gentios, uma vez que anunciou Cristo a outras nações, fora do horizonte judaico. É natural de Tarso da Cilícia, atual Turquia, e é o autor de um número considerável de textos no Novo Testamento. Desfrutava de um privilégio raro: tinha cidadania tanto judaica quanto romana. Estudou em Jerusalém, aos pés do mestre fariseu Gamaliel (At 22,3). Paulo era perseguidor tanto da Igreja nascente quanto dos primeiros cristãos. Estava presente na morte de Estêvão, o primeiro mártir cristão, e a apoiou (At 7,58-8,3). Ele se converte no caminho para Damasco, quando o próprio Senhor ressuscitado lhe aparece. Trata-se de uma cena paradigmática, pois passa de perseguidor a apóstolo do Senhor.

Paulo realiza três grandes viagens missionárias e uma quarta como prisioneiro, todas narradas entre os capítulos 13 e 28 dos Atos dos Apóstolos. Em sua primeira viagem, Paulo está com Barnabé e evangeliza Chipre e uma porção da Ásia Menor. Em sua segunda viagem missionária, está com Silas e Timóteo e visita Filipos, Tessalônica, Corinto e Atenas, fundando e confirmando várias comunidades. Sua terceira viagem tem como foco a cidade de Éfeso – por lá fica mais ou menos três anos. Sua última viagem missionária é para Roma, onde será martirizado; o apóstolo vai como prisioneiro.

Que pela intercessão de ambos, Pedro e Paulo, os santos apóstolos da Igreja, possamos permanecer perseverantes na fé e na fidelidade a Cristo.

 

II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

1. I leitura (At 12,1-11)

O livro dos Atos dos Apóstolos é a segunda parte de uma grande obra de Lucas – a primeira parte é o texto evangélico que recebe seu nome. Poderia ser chamado também de Atos de Pedro e Paulo, devido ao protagonismo que os dois apóstolos recebem nesse escrito. Encontramo-nos, desse modo, com a parte da história da salvação que sucede à morte e ressurreição de Jesus: o que aconteceu com os seguidores do Senhor; como rezavam e como faziam memória de sua Páscoa; como as primeiras comunidades surgiram e como se organizavam, por exemplo.

O trecho proposto a nós nesta liturgia, em linhas gerais, fala-nos do martírio de Tiago Maior e da libertação de Pedro. A Igreja nascente vive tempos de perseguição, medo e violência. O rei Herodes Agripa mira a comunidade de Jerusalém e mata Tiago Maior, o responsável por aquela Igreja – desse modo, entendemos que a vida e a morte de Cristo se refletem no caminho de seus seguidores.

Pedro é preso nessa mesma cena. Chama-nos a atenção o fato de que “a Igreja rezava continuamente a Deus por ele” (v. 5). A comunidade que reza por um de seus membros expressa, também, o sinal de unidade, o vínculo de comunhão e a força da oração.

2. II leitura (2Tm 4,6-8.17-18)

O texto da segunda leitura, tirado da segunda carta a Timóteo, é composto de duas partes principais, a saber: o testamento espiritual do apóstolo Paulo e algumas recomendações finais e saudações. Nesse livro, Paulo demonstra já estar em idade avançada – “Quanto a mim, eu já estou para ser derramado em sacrifício; aproxima-se o momento de minha partida” (v. 6) – e transmite ao seu jovem sucessor, Timóteo, tesouros espirituais confiados por Deus a ele.

Na primeira parte do trecho, é importante ressaltar a consciência do apóstolo sobre sua vida e ministério: “Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé” (v. 7). Paulo enfrentou inúmeras situações de conflito, violência e perseguição, por exemplo, mas permaneceu fiel ao chamado do Senhor, foi guardião e defensor da fé recebida, além de grande anunciador e testemunha do Evangelho de Jesus. Sentindo as forças esmorecer, deseja que Timóteo dê continuidade à missão.

Chama-nos ainda a atenção o v. 8, que pode ser lido em chave escatológica. Algumas palavras e expressões nos saltam aos olhos: “coroa da justiça”, “justo juiz”, “naquele dia”, “todos os que esperam sua manifestação gloriosa”. Paulo é consciente de que sua vida não findará com a morte; ele está com os olhos, a mente e o coração voltados para as realidades últimas e definitivas, ao seu destino final, à plenitude da história. Deus se manifestará gloriosamente para nos salvar em seu amor e misericórdia.

Já na segunda parte do texto, o apóstolo apresenta algumas informações de cunho pessoal. Paulo, na verdade, foi um grande imitador de seu Mestre, Jesus Cristo. O Senhor foi seu refúgio, proteção e fortaleza em todos os momentos, também nos mais difíceis de sua vida e ministério. Ele fez o Evangelho ressoar a todas as nações – cumprindo o mandato de Jesus à Igreja nascente, por ocasião de sua ascensão: “Vós sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia, Samaria e até os confins do mundo” (At 1,8). A mensagem cristã de salvação tem alcance universal, e Paulo tem papel decisivo nessa empreitada.

3. Evangelho (Mt 16,13-19)

O Evangelho que escutamos, segundo São Mateus, radica-se essencialmente na profissão de fé efetuada por Pedro. O chefe do grupo apostólico reconhece a messianidade de Jesus; por isso, será pedra de arrimo, encosto e suporte para seus irmãos. O trecho de hoje é precedido pelas querelas suscitadas pelos judeus, principalmente fariseus e saduceus. Num cenário de incredulidade, desconfiança e maldade, Pedro, na expressão de sua fé, traz luz, clareza e discernimento a toda essa situação.

Inicialmente, Jesus questiona seus discípulos sobre a opinião das pessoas sobre ele. Melhor dizendo, deseja saber quem as pessoas acham que ele é. Está em jogo a identidade de Jesus. E parece que a resposta ganha ares de imprecisão: “Alguns dizem que é João Batista; outros, que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas” (v. 14). O texto não nos dá essa informação, mas parece que Jesus fica, de certo modo, insatisfeito com a resposta. Voltando-se ao grupo dos doze, dirige-lhes a mesma pergunta: “E vós, quem dizeis que eu sou?” (v. 15). Simão Pedro toma a palavra e faz bela e profunda profissão de fé, paradigmática para esse texto evangélico, de modo específico, mas para todo o povo cristão, de modo geral: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”.

Pedro reconhece em Jesus sua esperança de vida e salvação; não só dele, mas de todo Israel. Jesus é o Messias aguardado e esperado pelo povo veterotestamentário, e anunciado como promessa pelos profetas. É o Cristo, o Messias, nosso salvador/libertador. A expressão de Pedro é um dos focos deste texto, mas a resposta de Jesus também é digna de atenção. O Senhor proclama-o bem-aventurado, pois a origem dessa sua profissão de fé não está assentada em acúmulos de conhecimento ou de elocubrações racionais: “Não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu” (v. 17b). É somente com as lentes da fé que o verdadeiro discípulo de Jesus o reconhecerá como seu Senhor e Salvador.

Desse diálogo vem uma missão. Pedro recebe o primado do grupo apostólico, tornando-se o chefe dos doze. Pedro, que quer dizer “pedra”, será como que um arrimo para a Igreja nascente. Além disso, recebe o poder das chaves do próprio Jesus: “Tudo o que ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que desligares na terá será desligado nos céus” (v. 19).

 

III. Pistas para reflexão

Levar a comunidade a refletir sobre a fé, vivida com perseverança, constância, autenticidade e verdade. Apresentar-lhe o martírio como caminho que a fé alcança até as últimas consequências. Destacar a figura dos apóstolos Pedro e Paulo como modelo e exemplo para todos nós. Propor à comunidade, especialmente hoje, a oração pelo Santo Padre, o papa, sucessor de Pedro. Suscitar em todos o desejo de que o ardor missionário, a exemplo de Paulo, possa sempre integrar nosso caminho de vida e de fé.

Pe. Gustavo César dos Santos* / Pe. Dr. Junior Vasconcelos do Amaral**

*é presbítero da diocese de Divinópolis-MG e vigário paroquial da paróquia Nossa Senhora
do Carmo, na cidade de Carmo do Cajuru-MG. Graduado em Filosofia e Teologia pela Pontifícia Universidade Católica
de Minas Gerais (PUC-Minas), atualmente é o assessor eclesiástico da Comissão Vida e Família e Pastoral Familiar da
diocese. E-mail: gustavocesar339@gmail.com
**é presbítero da arquidiocese de Belo Horizonte-MG e vigário episcopal da Região
Episcopal Nossa Senhora da Esperança. Doutor em Teologia Bíblica pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia
(Faje – Belo Horizonte), realizou parte de seus estudos de doutorado na modalidade “sanduíche”, estudando
Narratologia Bíblica na Universidade Católica de Louvain (Louvain-la-Neuve, Bélgica). Atualmente, é professor de
Antigo e Novo Testamentos na PUC-Minas e pesquisa sobre psicanálise e Bíblia. E-mail: jvsamaral@yahoo.com.br

https://www.vidapastoral.com.br/roteiros/28-de-junho-sao-pedro-e-sao-paulo-2/

4.2-Homilia de D. Henrique Soares da Costa – Solenidade de São Pedro e São Paulo At 12,1-11;Sl 33;2Tm 4,6-8.17-18;Mt 16,13-19

 

4.2-Homilia de D. Henrique Soares da Costa – Solenidade de São Pedro e São Paulo

At 12,1-11;Sl 33;2Tm 4,6-8.17-18;Mt 16,13-19

Hoje celebramos o glorioso martírio dos santos Apóstolos Pedro e Paulo, aqueles “santos que, vivendo neste mundo, plantaram a Igreja, regando-a com seu sangue. Beberam do cálice do Senhor e se tornaram amigos de Deus”. Pedro, aquele a quem o Senhor constituiu como fundamento da unidade visível da sua Igreja e a quem concedeu as chaves do Reino; Paulo, chamado para ser Apóstolo de um modo único e especial, tornou-se o Doutor das nações pagãs, levando o Evangelho aos povos que viviam nas trevas. Um pela Cruz e o outro pela espada, deram o testemunho perfeito de Cristo, derramando seu sangue e entregando a vida em Roma, por volta do ano 67 da nossa era.

Caríssimos, esta Solenidade hodierna dá-nos a oportunidade para algumas ponderações importantes.

A Igreja é apostólica. Esta é uma sua propriedade essencial. João, no Apocalipse, vê a Jerusalém celeste fundada sobre doze alicerces com os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro (cf. 21,14). Eis: a Igreja não pode ser fundada por ninguém, a não ser pelo próprio Senhor, que a estabeleceu sobre o testemunho daqueles Doze primeiros que ele mesmo escolheu. Seu alicerce, portanto, sua origem, seu fundamento são o ministério e a pregação apostólica que, na força do Espírito Santo, deverão perdurar até o fim dos tempos, graças à sucessão apostólica dos Bispos católicos, transmitida na Consagração episcopal. Dizer que nossa fé é apostólica significa crer firmemente que a fé não pode ser inventada nem tampouco deixada ao bel-prazer das modas de cada época; crer que a Igreja tem como fundamento os Apóstolos significa afirmar que não somos nós, mas o Cristo, no Espírito Santo, quem pastoreia e santifica a Igreja pelo ministério dos legítimos sucessores dos Apóstolos. O critério daquilo que cremos, a regra da nossa adesão ao Senhor Jesus, a norma da nossa fé é aquilo que recebemos dos santos Apóstolos uma vez para sempre. Só a eles e aos seus legítimos sucessores o Senhor confiou a sua Igreja, concedendo-lhes a autoridade com a unção do Espírito para desempenharem o ofício de guiar o seu rebanho pelos séculos a fora. Olhemos, irmãos amados, para Pedro e Paulo e renovemos nosso firme propósito de nos manter alicerçados na fé católica e apostólica que eles plantaram juntamente com os demais discípulos do Senhor. Hoje, quando surgem tantas comunidades cristãs que se autointitulam “igrejas” e se autodenominam “apostólicas”, estejamos atentos para não perder a comunhão com a verdadeira fé, transmitida de modo ininterrupto e fiel na única Igreja de Cristo, santa, católica e apostólica.

Um outro aspecto importante, caríssimos, é o significado de ser Apóstolo: ele não é somente aquele que prega Jesus, mas, sobretudo, aquele que, escolhido pelo Senhor, com ele conviveu, nele viveu e, por ele, entregou sua vida. Os apóstolos testemunharam Jesus não somente com a palavra, mas também com o modo de viver e com a própria morte. Por isso mesmo, seu martírio é uma festa para a Igreja, pois é o selo de tudo quanto anunciaram. O próprio São Paulo reconhecia: “Não pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor. Trazemos, porém, este tesouro em vasos de argila para que esse incomparável poder seja de Deus e não nosso. Incessantemente trazemos em nosso corpo a agonia de Jesus, a fim de que a vida de Jesus seja também manifestada em nosso corpo. Assim, a morte trabalha em nós; a vida, porém, em vós” (2Cor 4, 5.7.10.12). Eis o sinal do verdadeiro Apóstolo: dar a vida pelo rebanho, com Jesus e como Jesus, gastando-se, morrendo, para que os irmãos vivam no Senhor! Por isso, caríssimos meus, a alegria da Igreja na Festa de hoje: Pedro e Paulo não só falaram, não só viveram, mas também morreram pelo seu Senhor; e já sabemos pelo próprio Cristo-Deus que não há maior prova de amor que dar a vida por quem amamos! Bem-aventurado é Pedro, bendito é Paulo, que amaram tanto o Senhor a ponto de darem a vida por ele! Nisto são um exemplo, um modelo, uma norma de vida para todos nós. Aprendamos com eles!

Um terceiro aspecto que hoje podemos considerar é a ação fecunda da graça de Cristo na vida dos seus servos. O exemplo de Pedro e o exemplo de Paulo servem muito bem para nós. Bento XVI, quando foi eleito, afirmou humildemente que se consolava com o fato de Deus saber trabalhar com instrumentos insuficientes: Quem era Simão, chamado Pedro? Um pescador sincero, mas rude, impulsivo e de temperamento movediço. No entanto, foi fiel à graça, e tornou-se Pedra sólida da Igreja, tão apegado ao seu Senhor, a ponto de exclamar, cheio de tímida humildade: “Senhor tu sabes tudo; tu sabes que te amo” (Jo 21,17). Quem era Saulo de Tarso, chamado Paulo? Um douto, mas teimoso e radical fariseu, inimigo de Cristo. Tendo sido fiel à graça, tornou-se o grande Apóstolo de Jesus Cristo, tão apaixonado pelo seu Senhor, a ponto de nos desafiar: “Sede meus imitadores como eu sou de Cristo!” (1Cor 11,1). Eis, caros meus, abramo-nos também nós à graça que o Senhor nos concede para a edificação da sua obra, para a construção do seu Reino, e digamos como São Paulo: “Pela graça de Deus sou o que sou, e sua graça em mim não foi em vão” (1Cor 15,10).

Ainda um derradeiro aspecto, amados no Senhor. Nesta hodierna Solenidade somos chamados a refletir sobre o ministério de Pedro na Igreja. Simão por natureza foi feito Pedro pela graça. Pedro quer dizer pedra. Eis, portanto, Simão Pedra. “Tu és Pedro e sobre esta Pedra eu edificarei a minha Igreja. Eu te darei as chaves do Reino” (Mt 16,16ss). Caríssimos, o ministério petrino é mais que a pessoa de Pedro. Seu serviço será sempre o de confirmar os irmãos na fé em Cristo, Filho do Deus vivo, mantendo a Igreja unida na verdadeira fé apostólica e na unidade católica. É este o ministério que até o fim dos tempos, por vontade do Senhor, estará presente na Igreja na pessoa do Sucessor de Pedro, o Bispo de Roma, a quem chamamos carinhosamente de Papa, pai. O Papa é o Pastor supremo da Igreja de Cristo porque somente a ele o Senhor entregou de modo supremo o seu rebanho. Aquilo que entregou aos Doze e a seus sucessores, os Bispos, entregou de modo especial a Pedro e a seus sucessores, o Papa: “Tu me amas mais que estes? Apascenta as minhas ovelhas!” (Jo 21,15). Estejamos atentos, caríssimos: nossa obediência, nossa adesão, nosso respeito, nossa veneração pelo Santo Padre não é porque o achamos simpático, sábio, ou de pensamento igual ao nosso, mas porque ele é aquele a quem o Senhor confiou a missão de confirmar os irmãos. Nossa certeza de que ele nos guia em nome de Cristo vem da promessa do próprio Senhor: “Simão, Simão, eis que Satanás pediu insistentemente para vos peneirar como trigo; eu, porém, orei por ti, a fim de que a tua fé não desfaleça. Quando, porém, te converteres, confirma teus irmãos” (Lc 22,31-32). É porque temos certeza da eficácia da oração de Jesus por Pedro e seus sucessores, que aderimos com fé ao ensinamento do Santo Padre. Estejamos certos de uma coisa: quem não está em comunhão com o Papa está fora da plena comunhão visível com a Igreja de Cristo, que é a Igreja católica.

Assim, rezemos hoje pelo Papa Francisco. E acompanhemos nossa oração com um gesto concreto: a esmola, o óbolo de São Pedro, aquela contribuição que no dia de hoje os católicos do mundo inteiro devem dar para as obras de caridade do Papa. Assim, com as mãos e com o coração, rezemos pelo Santo Padre, o Papa Francisco: Que o Senhor nosso Deus que o escolheu para o Episcopado na Igreja de Roma, o conserve são e salvo à frente da sua Igreja, governando o Povo de Deus, de modo que o povo cristão a ele confiado possa sempre mais crescer na fé. Amém.

https://presbiteros.org.br/homilia-de-d-henrique-soares-da-costa-solenidade-de-sao-pedro-e-sao-paulo/

4.3- OBEDIÊNCIA AO PAPA?

 

4.3- OBEDIÊNCIA AO PAPA?

A festa de São Pedro e São Paulo nos ajuda a lembrar que nossa fé e a Igreja, que conserva, testemunha e transmite essa fé, são “apostólicas”, isto é, vêm dos Apóstolos e estão em comunhão com os Apóstolos. Eles foram as testemunhas oculares qualificadas de Jesus e de tudo o que ele fez e ensinou enquanto estava no mundo. Eles também foram enviados por Jesus a todos e ao mundo inteiro, como suas testemunhas e mensageiros. Assim aconteceu durante a história bimilenar da Igreja, até ao dia de hoje. Os Apóstolos e seus legítimos sucessores, os bispos, unidos na comunhão entre si e com o Sucessor do Apóstolo Pedro, mantiveram e mantêm a fidelidade a essa missão e confirmam os irmãos nessa fé apostólica. Por isso, hoje, dedicamos nossa oração muito especialmente pelo Papa Leão XIV, legítimo Sucessor de Pedro. Este é o Dia do Papa e “a Igreja toda reza por Pedro” (cf At 12,5), que hoje tem o nome e o jeito de Leão XIV. Além da oração e do nosso sincero respeito e carinho pelo Papa, a comunidade dos fiéis também é chamada a participar generosamente do Óbolo de São Pedro, como expressão de fé e de apoio concreto à missão do Papa. Em todas as missas celebradas no mundo inteiro, hoje é feita a coleta do Óbolo de São Pedro e o que se recolhe é enviado à Santa Sé, ficando à disposição do Papa para as muitas e grandes necessidades ligadas ao exercício de sua missão universal. Muitas iniciativas de evangelização e caridade são ajudadas pelo Papa, sobretudo em situações de grandes sofrimentos, necessidades e de catástrofes. Mas hoje também é oportuno recordar nosso dever de respeito e a obediência ao Papa. É lamentável que existam contestações, desrespeito e desobediência aberta para com a pessoa do Papa e ao que ele representa na Igreja Católica. Tais atitudes favorecem a formação de grupos cismáticos, que não estão em comunhão com a Igreja e que promovem a divisão na unidade da Igreja, podendo levar a verdadeiros cismas. O respeito ao Papa é devido sempre. Em relação aos seus ensinamentos, há dois níveis de obediência, referindo-se ao Magistério ordinário e ao Magistério extraordinário. Quando o Papa, como Bispo e Pastor supremo da Igreja, nas suas pregações e documentos, propõe, um ensinamento com a finalidade de levar a uma compreensão melhor da Revelação em matéria de fé e de moral (Magistério ordinário), esse ensinamento deve ser recebido pelos fiéis “com religioso obséquio de espírito”, ou seja, com religioso respeito e consideração. Mas quando o Papa, em seu Magistério supremo e “na qualidade de pastor e doutor supremo de todos os fiéis e encarregado de confirmar os irmãos na fé ou nos costumes” (infalibilidade pontifícia), proclamar solenemente alguma verdade de fé, deve ser obedecido sempre (cf. Catecismo da Igreja Católica, nº 891-892). De fato, o Papa usa muito raramente desse “carisma da infalibilidade”; geralmente, quando ele se manifesta, ele exerce o seu Magistério ordinário. Oremos pelo nosso Pontífice Leão XIV. Que o Senhor Deus lhe dê saúde, o conserve, ilumine e fortaleça em sua missão!

Cardeal Odilo Pedro Scherer Arcebispo de São Paulo

https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/06/Ano-50C-39-SAO-PEDRO-E-SAO-PAULO-APOSTOLOS.pdf

5-LEITURAS DA SEMANA: DE 29/06 A 05/07 DE 2026 E ORAÇÃO VOCACIONAL

 

 

5-LEITURAS DA SEMANA: DE 29/06  A 05/07 DE 2026 E ORAÇÃO VOCACIONAL

29- 2ª Am 2,6-10.13-16 / Sl 49(50) / Mt 8,18-22 (São Pedro)

30- 3ª Am 3,1-8.4,11-12 / Sl 5 / Mt 8,23-27

01/07- 4ª Am 5,14-15.21-24 / Sl 49(50) / Mt 8,28-34

02/07- 5ª Am 7,10-17 / Sl 18(19) / Mt 9,1-8

03/07- 6ª Ef 2,19-22 / Sl 116(117) / Jo 20,24-29

04/07- Sáb.: Am 9,11-15 / Sl 84(85) / Mt 9,14-17

05/07- Dom.: 14º Domingo do Tempo Comum, Ano A

Zc 9,9-10;Sl 144(145),1-2.8-9.10-11.13cd-14 (R. 1b)

Rm 8,9.11-13;Mt 11,25-30

 

ORAÇÃO VOCACIONAL

 Senhor da Messe e Pastor Eterno, sabemos que a colheita é grande e poucos são os trabalhadores, por isso vos suplicamos, envia Senhor, operários para a vossa messe. Derrame sobre nós o Espírito do amor e da missão, suscitando novas e santas vocações, para fazer de nossa vida um serviço ao vosso Reino. Desperte e sustente em nossas famílias e comunidades a "Cultura Vocacional" para que nossa Igreja torne-se "Mãe das Vocações" por uma Igreja em saída. Abençoe Senhor e fortaleça a cada dia a vocação de nossos bispos, padres, diáconos, religiosos, religiosas, seminaristas, leigos e leigas comprometidos com o Evangelho. Desperte o coração de nossas crianças, adolescentes, jovens e adultos para a ação pastoral em vossa Igreja. Maria, Mãe da Igreja e modelo das vocações, ajude-nos a responder SIM. Amém!

6- CANTOS PARA A MISSA DO 13.º DOMINGO DO TEMPO COMUM-ANO A

 

 

6- CANTOS PARA A MISSA DO 13.º DOMINGO DO TEMPO COMUM-ANO A

ENTRADA

·                     Toda igreja unida celebra

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·                     Fico feliz em vir em sua casa

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·                     Te amarei Senhor

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PERDÃO

·                     Quero confessar a ti

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·                     Senhor que viestes salvar

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GLÓRIA

·                     Glória a Deus nos altos céus

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·                     Glória-ôôôglória

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SALMO RESPONSORIAL

·                     Salmo 33-De todos os temores me livrou, o Senhor Deus

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ACLAMAÇÃO

·                     Tu és Pedro aleluia.

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·                     No evangelho da vida

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OFERTÓRIO

·                     Quem nos separará

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·                     Os grãos que formam a espiga

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SANTO

·                     Santo,é o Senhor Deus do universo

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CORDEIRO

·                     Cordeiro-Min amor e adoração

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COMUNHÃO

·                     A barca

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·                     É comunhão

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·                     Na mesa da eucaristia

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·                     Vejam eu andei pelas vilas

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PÓS COMUNHÃO

·                     Quem perde sua vida, a encontra

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·                     Já não sou eu quem vive

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FINAL

·                     Canção de Pedro

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·                     Vocação de profeta

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·                     Tu és a razão da jornada

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https://www.folhetosdecanto.com/2014/07/missa-sao-pedro-sao-paulo.html

7- Por que a Igreja celebra São Pedro e São Paulo no mesmo dia?

 7- Por que a Igreja celebra São Pedro e São Paulo no mesmo dia?


7 fatos que vão te ajudar a entender isso.

1. Santo Agostinho de Hipona expressou que eram São Pedro e São Paulo eram “um só”

Em um sermão do ano 395, o Doutor da Igreja, Santo Agostinho de Hipona, expressou que São Pedro e São Paulo, “na realidade, eram como um só. Embora tenham sido martirizados em dias diferentes, deram o mesmo testemunho. Pedro foi à frente; Paulo o seguiu. Celebramos o dia festivo consagrado para nós pelo sangue dos apóstolos. Amemos a fé, a vida, os trabalhos, os sofrimentos, os testemunhos e as pregações destes dois apóstolos”.

2. Ambos foram martirizados em Roma

Foram detidos na prisão Mamertina, também chamada Tullianum, localizada no foro romano da Roma Antiga. Além disso, foram martirizados nessa mesma cidade, possivelmente por ordem do imperador Nero.

São Paulo foi preso e levado a Roma, onde foi decapitado no ano 67. Está enterrado em Roma, na Basílica de São Paulo Extramuros.

3. São fundadores da Igreja de Roma

Na homilia da Solenidade de São Pedro e São Paulo em 2012, o Papa Bento XVI assegurou que “a sua ligação como irmãos na fé adquiriu um significado particular em Roma. De fato, a comunidade cristã desta Cidade viu neles uma espécie de antítese dos mitológicos Rómulo e Remo, os irmãos a quem se atribui a fundação de Roma”.

4. São padroeiros de Roma e representantes do Evangelho

Na mesma homilia, o Santo Padre chamou esses dois apóstolos de padroeiros principais da Igreja de Roma. “Desde sempre a tradição cristã tem considerado São Pedro e São Paulo inseparáveis: na verdade, juntos, representam todo o Evangelho de Cristo”, detalhou Bento XVI.

5. São a versão contrária de Caim e Abel

O Santo Padre também apresentou um paralelismo oposto com a irmandade apresentada no Antigo Testamento entre Caim e Abel.

“Enquanto nestes vemos o efeito do pecado pelo qual Caim mata Abel, Pedro e Paulo, apesar de serem humanamente bastante diferentes, e não obstante os conflitos que não faltaram no seu mútuo relacionamento, realizaram um modo novo e autenticamente evangélico de serem irmãos, tornando possível precisamente pela graça do Evangelho de Cristo que neles operava”, relatou o Santo Padre Bento XVI.

6. Porque Pedro é a “rocha”

São Pedro foi escolhido por Cristo, que disse? “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”. Ele, humildemente, aceitou a missão de ser “a rocha” da Igreja e apascentar o rebanho de Deus, apesar de suas fragilidades humanas.

Os Atos dos Apóstolos ilustram seu papel como líder da Igreja depois da Ressurreição e Ascenção de Cristo. Pedro dirigiu os apóstolos como o primeiro Papa e assegurou que os discípulos mantivessem a verdadeira fé.

7. São Paulo também é coluna do edifício espiritual da Igreja

São Paulo foi o apóstolo dos gentios. Antes de sua conversão, era chamado Saulo, mas depois de seu encontro com Cristo e conversão, continuou seguindo para Damasco, onde foi batizado e recuperou a visão. Adotou o nome de Paulo e passou o resto de sua vida pregando o Evangelho sem descanso às nações do mundo mediterrâneo.

“A iconografia tradicional apresenta São Paulo com a espada, e sabemos que esta representa o instrumento do seu martírio. Mas, repassando os escritos do Apóstolo dos Gentios, descobrimos que a imagem da espada se refere a toda a sua missão de evangelizador. Por exemplo, quando já sentia aproximar-se a morte, escreve a Timóteo: ‘Combati o bom combate’ (2Tm 4,7); aqui não se trata seguramente do combate de um comandante, mas daquele de um arauto da Palavra de Deus, fiel a Cristo e à sua Igreja, por quem se consumou totalmente. Por isso mesmo, o Senhor lhe deu a coroa de glória e colocou-o, juntamente com Pedro, como coluna no edifício espiritual da Igreja”, expressou Bento XVI em sua homilia.

(Via ACI Digital)

https://pt.aleteia.org/2018/06/29/por-que-a-igreja-celebra-sao-pedro-e-sao-paulo-no-mesmo-dia/