sábado, 7 de novembro de 2026

BEM-VINDOS AO SB SABENDO BEM DE 08 DE NOVEMBRO DE 2026- 32.º DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO A

 


A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina. (I Coríntios 1, 18).

(Ano A/Branco) 32.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- A

 8 de novembro de 2026

CAMINHAR VIGILANTES AO ENCONTRO DO SENHOR QUE VEM!

É preciso vigiar e ficar de prontidão; / em que dia o Senhor há de vir, não sabeis não! (Cf. Lc 25,13).


MUSICAS

https://youtu.be/vYX55LKCifc?si=u8mml6IrYgEihZrA

https://youtu.be/AYVXthw_FLo?si=OXpYnEEff04Axwrf- Ir. Miria T. Kolling

SB SABENDO BEM DE 08 de Novembro de 2026 INFORMA.

Caro(a) Leitor(a) amigo(a):

O meu abraço fraterno e um ótimo mês de Novembro.

 

ACESSE SEMPRE O BLOG sbsabendobem.blogspot.com e divulgue aos seus amigos, conhecidos e contatos nas redes sociais.

Comente, faça sugestões. Agradeço.

ESCREVA PARA sbsabendobem@gmail.com

 

EVANGELIZO ATRAVÉS DESTE BLOG SB SABENDO BEM E ATRAVÉS DO VÍDEO SEMANAL “REFLETINDO E APRENDENDO COM SANTO AGOSTINHO DE HIPONA”. Está no Instagram,Youtube e no meu Whatsapp sbsbendobem@gmail.com

 

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Desde já o meu Muito Obrigado.

SEJA BEM-VINDO!

 

 

CONTEÚDO DO SB SABENDO BEM DE 08/11/2026

 

CONTEÚDO DO SB SABENDO BEM DE 08/11/2026

- BEM-VINDOS AO SB SABENDO BEM DO 32.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A – AMBIENTAÇÃO – SEJAM BEM-VINDOS!

X DIA MUNDIAL DOS POBRES- NOVEMBRO AZUL E NOVEMBRINHO

POSSE DO VIGÁRIO PAROQUIAL FREI DOMINGOS SERGIO GUSSOM,OAR. PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA SAÚDE.

 

- LITURGIA DA PALAVRA DO 32.º DOMINGO DO TEMPO COMUM-A

 

 LITURGIA DA DO 32.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

- 3 REFLEXÕES DO 32. º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

- LEITURAS PARA A SEMANA: DE 09 DE NOVEMBRO  15 DE NOVEMBRO DE 2026– MOMENTO MARIANO.

- CANTOS PARA O 32.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

- REFLETINDO COM LINDOLIVO SOARES MOURA- ASPP: “ANSIEDADE- A SÍNDROME DO PENSAMENTO POLARIZADO”.

- SANTO AGOSTINHO: A LÂMPADA QUE ARDEU TARDE, MAS ARDEU

- DICAS DE LEITURA

 

 

SEJAM BEM-VINDOS AO SB SABENDO BEM DO 32.º- DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

 

 

1-        SEJAM BEM-VINDOS AO SB SABENDO BEM DO 32.º- DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

1.1- Ambientação

Para a ambientação, entram cinco pessoas com lamparinas ou velas acesas, enquanto se canta: Guardei a minha lâmpada pra Ti, Senhor: foi tua Divina Chama que a acendeu, e fez arder meu coração no teu amor!...Por isso, sim, guardei a minha lâmpada pra Ti, Senhor!" (https://youtu.be/AYVXthw_FLo?si=OXpYnEEff04Axwrf

 - Ir. Miria T. Kolling). Essas pessoas acendem as velas do altar

 

1.2-        SEJAM BEM-VINDOS!

 

Irmãos e irmãs, sejam bem-vindos! Deus não nos espera no final do caminho. Ele está em nós e caminha conosco. Sua luz brilha e nos motiva a viver o Reino. Cantemos. Te louvo, meu Senhor... nº 124

Irmãos e irmãs, ao nos aproximarmos da conclusão do ano litúrgico, voltamo-nos para o Senhor e nos deixamos interpelar por Sua Palavra. Na plenitude dos tempos, Cristo, na entrega de Sua própria vida, venceu o poder do mal. Enquanto aguardamos a Sua vinda gloriosa, vivamos intensamente a esperança da nossa salvação e libertação. Supliquemos, nesta Eucaristia, que o Senhor apresse a Sua vinda e nos sustente com fidelidade e perseverança em nossa caminhada rumo à plenitude de seu Reino.

(INTRODUÇÃO DO FOLHETO POVO DE DEUS EM SÃO PAULO).

 

O Evangelho nos convida à vigilância e à perseverança na fé. Como as jovens prudentes, somos chamados a manter acesa a lâmpada da esperança, alimentados pela oração, pela caridade e pela fidelidade a Deus. Rezemos unidos a todos os que, nesta Semana da Solidariedade, realizam ações concretas que promovem a vida e a dignidade de muitos irmãos e irmãs. Que as palavras do Santo Evangelho de hoje nos despertem para vivermos nossa missão de batizados.

MENSAGEM DO SANTO PADRE LEÃO XIV PARA O X DIA MUNDIAL DOS POBRES

 

 

1.3-    MENSAGEM DO SANTO PADRE LEÃO XIV PARA O X DIA MUNDIAL DOS POBRES

https://www.vatican.va/content/leo-xiv/pt/messages/poor/documents/20260613- messaggio-giornata-poveri.html

 

Dia Mundial dos Pobres 2026: “Os pobres não precisam apenas de pão, mas também de um rosto”, afirma o Papa Leão XIV

Pontífice convida os cristãos a superarem a invisibilidade social e a redescobrirem o rosto de Cristo nos mais vulneráveis.

O Papa Leão XIV divulgou a mensagem oficial para o X Dia Mundial dos Pobres, que será celebrado no dia 15 de novembro de 2026. Com o tema “O Senhor é o refúgio do pobre” (cf. Sl 9,10), o Santo Padre convida toda a Igreja a voltar o olhar para aqueles que vivem à margem da sociedade, conclamando os fiéis a redescobrirem a presença viva de Cristo nos esquecidos do mundo.

>> Leia a mensagem aqui

Logo no início do documento, o Pontífice recorda que a Palavra de Deus oferece o caminho seguro para compreender o papel central dos necessitados na vida eclesial. Para Leão XIV, a pobreza não deve ser encarada apenas como uma estatística ou uma questão puramente social, mas sim como um lugar privilegiado de encontro com Deus e de vivência autêntica do Evangelho.

Cristo como o verdadeiro refúgio

Ao refletir sobre o tema escolhido para este ano, o Papa afirma que o verdadeiro amparo para os que sofrem encontra-se em Jesus.

“Jesus Cristo é verdadeiramente o refúgio de Deus para os pobres.”

O Sucessor de Pedro destaca que, ao assumir a condição humana e se aproximar dos marginalizados, Jesus revelou a face misericordiosa do Pai. Por isso, a missão da Igreja vai além do assistencialismo: os cristãos são chamados a se tornarem, eles próprios, um porto seguro para os que sofrem.

Esse chamado desafia cada católico a examinar sua própria postura cotidiana. Mais do que oferecer uma ajuda material ou financeira ocasional, a comunidade cristã é convidada a construir laços de proximidade, escuta e acolhimento, permitindo que os mais vulneráveis experimentem o amor divino na prática.

A dor da invisibilidade

Em um dos trechos mais impactantes da mensagem, Leão XIV chama a atenção para uma ferida profunda da sociedade contemporânea: a indiferença que gera invisibilidade.

“Os pobres dos nossos dias são os esquecidos e os marginalizados: privados de uma palavra e de um rosto, e não só do pão.”

Em um mundo acelerado e muitas vezes individualista, muitas pessoas sofrem não apenas pela falta de recursos básicos, mas pela ausência total de vínculos e de reconhecimento de sua dignidade.

A mensagem pontua que todo ser humano traz o direito de se sentir amado e valorizado. Logo, a ação evangelizadora não se limita à distribuição de mantimentos, mas inclui a promoção integral da pessoa humana e a consolidação de uma verdadeira cultura do encontro.

 

Um chamado à esperança concreta nas comunidades

Diante do crescimento das desigualdades e das novas formas de exclusão, o Papa alerta para o risco da anestesia espiritual. A esperança cristã, segundo ele, não é uma utopia distante, mas uma virtude que ganha vida em ações que transformam realidades.

Neste X Dia Mundial dos Pobres, o convite à conversão toca o coração:

Enxergar o próximo: Quem são os necessitados que cruzam o nosso caminho diariamente?

Superar a pressa: Somos capazes de parar, ouvir e olhar nos olhos?

Ser abrigo: Nossas estruturas têm sido refúgios reais de acolhimento e escuta?

 

https://comshalom.org/dia-mundial-dos-pobres-2026-os-pobres-nao-precisam-apenas-de-pao-mas-tambem-de-um-rosto-afirma-o-papa-leao-xiv/

Novembro e Novembrinho Azul – Mês de conscientização sobre a saúde do homem e de meninos de até 15 anos de idade

 

1.4-        Novembro e Novembrinho Azul – Mês de conscientização sobre a saúde do homem e de meninos de até 15 anos de idade

Novembro Azul é uma campanha destinada a sensibilizar homens, gestores e profissionais de saúde sobre o autocuidado e cuidado integral da saúde, considerando os fatores socioculturais relacionados à masculinidade e ao adoecimento.

O movimento chama a atenção para o fato de que a saúde masculina vai muito além da prevenção do câncer de próstata. Cuidar do corpo e da mente é essencial em todas as fases da vida. Além de consultas médicas e exames de rotina, adotar hábitos saudáveis faz diferença no bem-estar e na prevenção de diversas doenças. Algumas escolhas ajudam a manter a saúde em dia:

– Não fumar;
– Manter uma alimentação equilibrada;
– Praticar atividade física regularmente;
– Reduzir o consumo de bebidas alcoólicas;
– Controlar o peso e evitar o sedentarismo;
– Dormir bem e gerenciar o estresse;
– Manter a caderneta de vacinação atualizada;
– Procurar acompanhamento médico periódico.

O cuidado também envolve falar abertamente sobre saúde, superar preconceitos e buscar ajuda sempre que algo parecer fora do comum. Pequenas atitudes no presente fazem grande diferença no futuro!

O Brasil é o único país da América Latina com uma política de saúde específica para a população masculina: a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH), cujo objetivo é promover a melhoria das condições de saúde da população masculina brasileira, contribuindo, de modo efetivo, para a redução da morbidade e da mortalidade desse grupo, abordando de maneira extensiva os fatores de risco e vulnerabilidades associados. Através da promoção do acesso a serviços de saúde abrangentes e ações preventivas, a política busca também reconhecer e respeitar as diversas manifestações de masculinidade.

Para alcançar seu objetivo, a PNAISH deve ser desenvolvida a partir de cinco eixos temáticos:

Acesso e acolhimento: objetiva reorganizar as ações de saúde, por meio de uma proposta inclusiva, na qual os homens considerem os serviços de saúde também como espaços masculinos e, por sua vez, os serviços os reconheçam como sujeitos que necessitam de cuidados e acesso à saúde;

Saúde sexual e reprodutiva: promove a abordagem às questões sobre a sexualidade masculina, nos campos psicológico, biológico e social. Busca respeitar o direito e a vontade do indivíduo de planejar, ou não, ter filhos;

Paternidade e cuidado: busca sensibilizar gestores (as), profissionais de saúde e a sociedade em geral sobre os benefícios da participação ativa dos homens no exercício da paternidade em todas as fases da gestação e nas ações de cuidado com seus (suas) filhos (as), destacando como este envolvimento pode contribuir a saúde, bem-estar e fortalecimento de vínculos saudáveis entre crianças, homens e suas (seus) parceiras (os);

Prevenção de violências e acidentes: visa a conscientização sobre a relação significativa entre a população masculina e violências e acidentes. Propõe estratégias preventivas na saúde, envolvendo profissionais e gestores da área e toda a comunidade.

Doenças prevalentes na população masculina: reforça a importância da atenção primária no cuidado à saúde dos homens, facilitando e garantindo o acesso e a qualidade dos cuidados necessários para lidar com fatores de risco de doenças e agravos à saúde mais prevalentes na população masculina, tais como:

– Doenças cardiovasculares como hipertensão, aterosclerose e acidente vascular cerebral (AVC);
– Doenças hepáticas: problemas no fígado, muitas vezes associados ao consumo excessivo de álcool e a esteatose (gordura no fígado);
– Alguns tipos de câncer, como próstata e pulmão;
– Diabetes;
– Transtornos mentais e emocionais;

Informações epidemiológicas

– Apesar do aumento da expectativa de vida entre 2000 e 2018, os homens ainda vivem 7,1 anos a menos que as mulheres;
– Os homens morrem mais do que as mulheres, na maioria das causas de óbitos e em todas as faixas etárias até 80 anos;
– O risco de homens morrerem por doenças crônicas não-transmissíveis, principalmente por doenças cardiovasculares e doenças respiratórias crônicas, é 40% a 50% maior em relação às mulheres;
– Ainda para as doenças cardiovasculares e respiratórias crônicas, esse risco é aumentado entre os homens que fazem uso prejudicial de álcool, possuem dieta e estilo de vida pouco saudáveis, com pressão alta e/ou alto índice de massa corporal, conforme a pesquisa Vigitel 2020;
– De acordo com Sociedade Brasileira de Urologia, a cada semana, nove homens têm o pênis amputado no país, em decorrência de câncer de pênis, que poderia ser evitado de forma muito simples: água, sabão e lavagem adequada;
– A vacina do HPV, que deve ser aplicada entre os 9 e 14 anos de idade, é a única capaz de prevenir diferentes tipos de câncer, mas o Brasil ainda enfrenta níveis muito baixos de cobertura vacinal, principalmente no público masculino: apenas 36% dos meninos e 55% das meninas completaram o esquema de duas doses, enquanto o índice ideal seria acima de 90%;
– Seis em cada dez homens só procuram um médico quando os sintomas são insuportáveis.
Mudança de hábitos e de valores culturais

Apesar da melhoria no acesso a informação, muitos homens ainda negligenciam a saúde e realizam menos consultas médicas e ações de autocuidado. Um levantamento do Centro de Referência em Saúde do Homem de São Paulo mostra que 70% das pessoas do sexo masculino que procuram um consultório médico tiveram a influência da companheira ou dos filhos. O estudo também revela que mais da metade desses pacientes adiaram a ida ao médico e já chegaram com doenças em estágio avançado.

Culturalmente, há uma crença de que os cuidados estão vinculados às mulheres, de que seria um papel feminino elas cuidarem de si como de outras pessoas da família. Neste caso, há poucos homens que se cuidam e que cuidam de outras pessoas. Há, ainda, a ideia de que o homem deve ser sempre forte, não demonstrar fragilidades e que as doenças são vistas como sinal de fraqueza e, portanto, devem ser negadas.

Mudar valores e crenças é importante e necessário para auxiliar os homens a terem espaço para refletir sobre a própria saúde, tanto nos aspectos físicos como mentais.
Novembrinho azul

Em 2023, a Lei nº 14.694 instituiu no país uma campanha complementar voltada para a saúde de meninos de até 15 anos, com ações que incluem: a conscientização sobre o HPV (papilomavírus humano), a investigação precoce de dores testiculares e aumento de volume da bolsa escrotal, diagnóstico e tratamento precoce de condições que sejam fatores de risco para doenças na vida adulta e o incentivo à capacitação de profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) para atender a essa faixa etária.

Cuidar da saúde deve começar cedo. Educar os meninos a procurar ajuda médica e a ter o hábito de se consultar é uma tarefa complexa. Porém, felizmente, esse costume vem mudando nos últimos anos, com homens e meninos mais conscientes da importância dos diagnósticos precoces. Movimentos como o Novembro e o Novembrinho Azul são pontos de apoio importantes para que a saúde do homem seja acompanhada com toda a atenção, desde a infância e a adolescência.


Fontes:

Hospital Sírio-Libanês
Hospital Vera Cruz (Campinas / SP)
Imagem: Casa Militar / Governo do Estado do Ceará
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais (IFMG)
Ministério da Saúde
Saúde Naval

https://bvsms.saude.gov.br/novembro-e-novembrinho-azul-mes-de-conscientizacao-sobre-a-saude-do-homem-e-de-meninos-de-ate-15-anos-de-idade-2/

 

1.5- POSSE DE FREI DOMINGOS SÉRGIO GUSSOM, OAR. COMO VIGÁRIO PAROQUIAL DA PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA SAÚDE EM SÃO PAULO

 

 

 

1.5-        POSSE DE FREI DOMINGOS SÉRGIO GUSSOM, OAR. COMO VIGÁRIO PAROQUIAL DA PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA SAÚDE EM SÃO PAULO

Na noite de dia 31 de outubro, tivemos a posse do Frei Sérgio Gusson, OAR, como nosso Vigário Paroquial, na presença de Dom Celso Alexandre, Bispo auxiliar da Região Ipiranga.

Antes de chegar em nossa comunidade, Frei Sérgio teve uma longa e marcante atuação na Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo:

Pároco e Prior: Atuou durante anos como pároco da Paróquia Nossa Senhora da Consolação em Cachoeiro de Itapemirim(ES), além de exercer o papel de prior da comunidade religiosa local.

 Ordenação Presbiteral: Foi ordenado sacerdote em novembro de 1999 (completando 27 anos de vida presbiteral em 2026).

Que Deus abençoe sua vida e sua missão apostólica, Frei Sérgio!

(PASCOM Paróquia Nossa Senhora da Saúde).

2. LITURGIA DA PALAVRA DO 32.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

 

2.  LITURGIA DA PALAVRA DO 32.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

 

A Palavra de Deus é a Sabedoria que ilumina a vida do discípulo de Jesus. Desejando manter acesa a chama da fé, abramos nossos ouvidos e nosso coração para a Palavra que ouviremos.

 

PRIMEIRA LEITURA (Sb 6,12-16) Leitura do Livro da Sabedoria.

 

12A Sabedoria é resplandecente e sempre viçosa. Ela é facilmente contemplada por aqueles que a amam, e é encontrada por aqueles que a procuram. 13Ela até se antecipa, dando-se a conhecer aos que a desejam. 14Quem por ela madruga não se cansará, pois a encontrará sentada à sua porta. 15Meditar sobre ela é a perfeição da prudência; e quem ficar acordado por causa dela, em breve há de viver despreocupado. 16Pois ela mesma sai à procura dos que a merecem, cheia de bondade, aparece-lhes nas estradas e vai ao seu encontro em todos os seus projetos.

 

 - Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

 

SALMO 62(63) A minh’alma tem sede de vós e vos deseja, ó Senhor!

 

1. Sois vós, ó Senhor, o meu Deus! * Desde a aurora ansioso vos busco! / A minh’alma tem sede de vós, * como terra sedenta e sem água! / Venho, assim, contemplar-vos no Templo, * para ver vossa glória e poder.

2. Vosso amor vale mais do que a vida: * e por isso meus lábios vos louvam. / Quero, assim, vos louvar pela vida * e elevar para vós minhas mãos! / A minh’alma será saciada * como em grande banquete de festa.

3. Cantará a alegria em meus lábios, * ao cantar para vós meu louvor. /Para mim fostes sempre um socorro; * de vossas asas à sombra eu exulto! / Minha alma se agarra em vós * com poder vossa mão me sustenta.

 

SEGUNDA LEITURA (1Ts 4,13-18 | + longa) Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses.

 

13Irmãos, não queremos deixar-vos na incerteza a respeito dos mortos, para que não fiqueis tristes como os outros, que não têm esperança. 14Se Jesus morreu e ressuscitou – e esta é nossa fé – de modo semelhante Deus trará de volta, com Cristo, os que através dele entraram no sono da morte. 15Isto vos declaramos, segundo a palavra do Senhor: nós que formos deixados com vida para a vinda do Senhor não levaremos vantagem em relação aos que morreram. 16Pois o Senhor mesmo, quando for dada a ordem, à voz do arcanjo e ao som da trombeta, descerá do céu, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. 17Em seguida, nós que formos deixados com vida seremos arrebatados com eles nas nuvens, para o encontro com o Senhor, nos ares. E assim estaremos sempre com o Senhor. 18Exortai-vos, pois, uns aos outros, com essas palavras. - Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

 

ACLAMAÇÃO (Mt 24, 42a.44) Aleluia, aleluia, aleluia.

 

 É preciso vigiar e ficar de prontidão; / em que dia o Senhor há de vir, não sabeis não!

 

EVANGELHO (Mt 25, 1-13)

 

P. O Senhor esteja convosco. T. Ele está no meio de nós.

P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus T. Glória a vós, Senhor.

 

P. Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos esta parábola: 1 “O Reino dos Céus é como a história das dez jovens que pegaram suas lâmpadas de óleo e saíram ao encontro do noivo. 2 Cinco delas eram imprevidentes, e as outras cinco eram previdentes. 3 As imprevidentes pegaram as suas lâmpadas, mas não levaram óleo consigo. 4 As previdentes, porém, levaram vasilhas com óleo, junto com as lâmpadas. 5 O noivo estava demorando, e todas elas acabaram cochilando e dormindo. 6 No meio da noite, ouviu-se um grito: ‘O noivo está chegando. Ide ao seu encontro!’ 7 Então as dez jovens se levantaram e prepararam as lâmpadas. 8 As imprevidentes disseram às previdentes: ‘Dai-nos um pouco de óleo, porque nossas lâmpadas estão se apagando’. 9 As previdentes responderam: ‘De modo nenhum, porque o óleo pode ser insuficiente para nós e para vós. É melhor irdes comprar dos vendedores’. 10Enquanto elas foram comprar óleo, o noivo chegou, e as que estavam preparadas entraram com ele para a festa de casamento. E a porta se fechou. 11Por fim, chegaram também as outras jovens e disseram: ‘Senhor! Senhor! Abre-nos a porta!’ 12Ele, porém, respondeu: ‘Em verdade eu vos digo: Não vos conheço!’ 13Portanto, ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia, nem a hora”. - Palavra da Salvação. T. Glória a vós, Senhor.

3. LITURGIA DO 32.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

 

3.  LITURGIA DO 32.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

 

- A Liturgia deste domingo conduz a comunidade a uma profunda reflexão sobre a vigilância cristã, a sabedoria que vem de Deus e a esperança do encontro definitivo com o Senhor. Todas as leituras estão unidas por um mesmo convite: viver preparados, com o coração iluminado pela fé, sustentado pela esperança e atento à presença de Deus no cotidiano da vida.

- Na primeira leitura, o Livro da Sabedoria apresenta a Sabedoria divina como uma luz que nunca se apaga. Ela se deixa encontrar por aqueles que a procuram com sinceridade e perseverança. Não se trata apenas de conhecimento humano, mas da capacidade de viver segundo a vontade de Deus e de discernir aquilo que realmente conduz à vida plena. O texto mostra que Deus não permanece distante, mas se aproxima daqueles que mantêm o coração aberto e vigilante. A verdadeira sabedoria nasce da intimidade com o Senhor e orienta a existência para os valores do Reino.

- Na segunda leitura, São Paulo dirige palavras de consolo à comunidade de Tessalônica, que sofria diante da morte de seus irmãos. Alguns cristãos estavam angustiados e inseguros quanto ao destino daqueles que haviam partido antes da volta gloriosa de Cristo. O apóstolo recorda que a fé na ressurreição de Jesus transforma o sentido da morte e ilumina o sofrimento humano. Os cristãos não vivem sem esperança, porque acreditam que o Senhor venceu a morte e preparou, para seus filhos, a vida eterna. A vigilância cristã, portanto, não nasce do medo nem da ansiedade, mas da confiança na promessa de Deus. Quem crê vive preparado, porque espera o encontro definitivo com o Senhor. - O Evangelho das dez jovens retoma e aprofunda esse ensinamento. As jovens prudentes mantiveram suas lâmpadas acesas enquanto aguardavam a chegada do esposo. Já as imprudentes não se prepararam adequadamente e ficaram de fora da festa. O óleo das lâmpadas simboliza a vida interior, alimentada diariamente pela oração, pela fidelidade, pela caridade e pela perseverança na fé. Jesus alerta a comunidade para o perigo de uma fé superficial, acomodada ou constantemente adiada. Não basta afirmar que se espera o Senhor; é necessário viver concretamente como discípulo, cultivando, diariamente, uma relação verdadeira com Deus.

- As leituras deste domingo se iluminam mutuamente. A Sabedoria da primeira leitura conduz à vigilância apresentada no Evangelho, enquanto São Paulo recorda que a esperança cristã está fundamentada na ressurreição de Cristo. Assim, a espera pelo Senhor deve ser vivida com responsabilidade, fidelidade e perseverança.

- A Liturgia recorda à comunidade que o cristão é chamado a manter acesa a lâmpada da fé em meio às dificuldades do mundo. Preparar-se para o encontro com Cristo significa viver cada dia na presença de Deus, cultivando uma vida de oração, de compromisso com o Evangelho e de amor concreto ao próximo. A vigilância cristã não é marcada pelo medo do futuro, mas pela certeza de que o Senhor virá ao encontro daqueles que permanecem fiéis.

https://diocesedesaomateus.org.br/wpcontent/uploads/2026/08/08_11_26.pdf

4. REFLEXÕES PARA O 32.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – A 4.1- CAMINHAR VIGILANTES AO ENCONTRO DO SENHOR QUE VEM!

 

4.  REFLEXÕES PARA O 32.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – A

 

4.1-       CAMINHAR VIGILANTES AO ENCONTRO DO SENHOR QUE VEM!

 

A liturgia deste 32º Domingo do Tempo Comum convida-nos à vigilância. Recorda-nos que a segunda vinda do Senhor Jesus está no horizonte final da história humana. Devemos, portanto, caminhar pela vida sempre atentos ao Senhor que vem e com o coração preparado para o acolher. A primeira leitura nos fala sobre o desejo da sabedoria. A sabedoria, dom divino, não é inalcançável ao ser humano, ela é dom gratuito e incondicional de Deus para o ser humano. O texto que nos é proposto pertence à segunda parte do livro (cf. Sab 6,1- 9,18). Aí, o autor do livro coloca na boca do rei Salomão (embora o nome do rei nunca seja referido explicitamente) o “elogio da sabedoria”. Dirigindo-se aos outros reis, Salomão convida-os a acolher a “sabedoria” (cf. Sab 6,11), pois ela é bela, inalterável e garante a imortalidade e o reinado eterno. O que é esta “sabedoria” de que o texto fala? A “sabedoria” é a arte de bem viver, de ser feliz. Consta de um conjunto de princípios práticos, de normas de comportamento deduzidas da reflexão e da experiência, destinadas a nos orientar sobre a forma de conduzir a vida do dia a dia. O objetivo dessas normas é proporcionar uma vida harmoniosa, equilibrada, ordenada, cheia de êxitos. Ser “sábio” é – para a reflexão judaica da época em que o “Livro da Sabedoria” apareceu – cumprir integralmente os mandamentos da Lei (Torah). Na “sabedoria”/Torah, revelada por Deus está o caminho para ter êxito, para ultrapassar os obstáculos que a vida traz e para ser feliz. Na segunda leitura, Paulo garante aos cristãos de Tessalônica que Cristo virá de novo para concluir a história humana e para inaugurar a realidade do mundo definitivo; todo aquele que tiver aderido a Jesus e se tiver identificado com Ele irá ao encontro do Senhor e permanecerá com Ele para sempre. A certeza da ressurreição nos garante que Deus tem um projeto de salvação e de vida para todos e que esse projeto está se realizando continuamente em nós, até à sua concretização plena, quando nos encontrarmos definitivamente com Deus. A parábola que hoje nos é proposta no Evangelho alude aos rituais típicos dos casamentos judaicos. De acordo com os costumes, a cerimônia do casamento começava com a ida do noivo a casa da noiva, para levá-la para a sua nova casa. Normalmente, o noivo chegava atrasado, pois devia, antes, discutir com os familiares da noiva os presentes que ofereceria à família da sua amada. As negociações entre as duas partes eram demoradas e tinham uma importante função social… Os que testemunhavam o acordo, estavam prontos para ir avisar a noiva de que as negociações estavam concluídas e o noivo ia chegar… Enquanto isso, a noiva, vestida a preceito, esperava na casa do seu pai que o noivo viesse ao seu encontro. As amigas da noiva esperavam também, com as lâmpadas acesas, para acompanhar a noiva, entre danças e cânticos, à sua nova casa. Era aí que tinha lugar a festa do casamento. É este pano de fundo que a nossa parábola supõe. A “parábola das dez virgens”, tal como saiu da boca de Jesus, era uma “parábola do Reino”. O Reino de Deus é, aqui, comparado com uma das celebrações mais alegres e mais festivas que os israelitas conheciam: o banquete de casamento. As dez jovens, representam a totalidade do Povo de Deus, que espera ansiosamente a chegada do messias (o noivo)… Uma parte desse povo (as jovens previdentes) está preparada e, quando o messias finalmente aparece, pode entrar a fazer parte da comunidade do Reino; outra parte (as jovens imprevidentes) não está preparada e não pode entrar na comunidade do Reino. A festa é, neste novo contexto, a segunda vinda de Jesus. O noivo que está para chegar é Jesus. As dez jovens representam a Igreja que, experimentando na história as dificuldades e as perseguições, anseia pela chegada da libertação definitiva. Uma parte da Igreja (as jovens previdentes) está preparada, vigilante, atenta e, quando o “noivo” chega, pode entrar no banquete da vida eterna; a outra parte (as jovens descuidadas) não está preparada, porque apostou nos valores do mundo, guiou a sua vida por eles e esqueceu os valores do Reino. O que é que significa, na perspectiva de Mateus “estar preparado para acolher a vinda do Senhor”? Significa, escutar as palavras de Jesus, acolhê-las no coração e viver de forma coerente com os valores do Evangelho… “Estar preparado” significa, fundamentalmente, viver na fidelidade aos projetos do Pai e amar os irmãos até ao dom da vida, em todos os instantes da nossa existência. A mensagem que Mateus pretende transmitir é esta: nós, cristãos, não podemos relaxar a vigilância e enfraquecer o nosso compromisso com os valores do Reino. O Evangelho deste domingo lembra-nos que a segunda vinda do Senhor deve estar sempre no horizonte final da nossa existência e que não podemos alienar os valores do Evangelho, pois só eles nos mantêm identificados com esse Senhor Jesus que há de voltar para nos oferecer a vida plena e definitiva. Enquanto caminhamos nesta terra devemos, pois, manter-nos atentos e vigilantes, fiéis aos ensinamentos de Jesus e comprometidos o seu Reino que Ele nos mandou testemunhar.

 

Dom Celso Alexandre Bispo Auxiliar de São Paulo Vigário Episcopal Região Ipiranga.

 

https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Ano-50A-60-32o-DOMINGO-DO-TEMPO-COMUM.pdf

 

 

4.2- 8 de novembro – 32º DOMINGO DO TEMPO COMUM Por Ir. Dra. Izabel Patuzzo* Vigiai e estai preparados!

 

 

 

4.2-     8 de novembro – 32º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Por Ir. Dra. Izabel Patuzzo*

 

Vigiai e estai preparados!

INTRODUÇÃO GERAL

Em sintonia com a proximidade da conclusão do ano litúrgico, as leituras deste domingo nos convidam à vigilância. O tema da segunda vinda do Senhor, que perpassa as leituras, ressalta a importância de caminharmos sempre atentos às manifestações de Deus em nossa vida. A primeira leitura nos apresenta o dom da sabedoria divina, concedida ao ser humano como manifestação da gratuidade de Deus. O Criador não guarda sua sabedoria para si, mas a compartilha com o ser humano, a fim de iluminar sua vida e conduzi-lo ao caminho da felicidade. Na segunda leitura, Paulo dirige-se à comunidade dos cristãos de Tessalônica, assegurando que Cristo virá uma segunda vez para concluir sua obra redentora e inaugurar a última e definitiva etapa da história da salvação. Aqueles que permanecerem fiéis à fé cristã irão experimentar esse encontro definitivo com Ele. O Evangelho nos recorda que somos convidados a estar sempre preparados para a vinda do Senhor. O discípulo de Jesus é vigilante em sua fé, por isso está atento às manifestações de Deus em sua vida.

1. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

1. I leitura (Sb 6,12-16)

O livro da Sabedoria pertence ao gênero da literatura sapiencial do Antigo Testamento, a qual forma a última parte dos escritos veterotestamentários. A literatura sapiencial reinterpreta a Lei mosaica com a sabedoria da longa tradição do povo de Deus, que aprendeu a tomar lições da história. Esse livro nasce das comunidades dos fiéis em situação de diáspora, convivendo com outras culturas. O contato com outros povos, por um lado, ampliou a sabedoria, o conhecimento do povo judeu; por outro, alertou-o sobre o perigo da idolatria, dos costumes que poderiam pôr em risco sua identidade de povo escolhido, chamado a caminhar sob as diretivas da Lei de Deus.

O texto proposto para a liturgia deste domingo pertence à segunda parte do livro da Sabedoria, atribuindo a Salomão um elogio à sabedoria. Evidentemente, na época em que o livro foi composto, por volta do século I a.C., o reinado de Salomão já era conservado apenas na memória, por vários séculos. A sabedoria desse rei foi apenas superficial, pois se deixou levar pela idolatria e se distanciou da Lei de Deus. Por isso, o autor do livro da Sabedoria faz um convite à comunidade dos fiéis a tirar lições da história e buscar a arte do bem viver. A sabedoria, na visão bíblica, consiste em adotar um conjunto de princípios práticos, uma conduta ético-moral deduzida da longa experiência como povo consagrado a Deus. Os Mandamentos precisaram ser atualizados e ampliados em um conjunto de leis que respondessem aos novos desafios, mas, em sua essência, tinham como objetivo proporcionar à comunidade dos fiéis uma vida ordenada, justa, equilibrada, garantindo o futuro de Israel. Para o povo escolhido, as diretivas divinas são a fonte de toda sabedoria. Portanto, é sábio todo aquele que põe em prática a Lei de Deus, enriquecida com a experiência de vida preservada na tradição.

2. II leitura (1Ts 4,13-18)

Segundo os relatos apresentados no livro dos Atos dos Apóstolos, a permanência de Paulo em Tessalônica foi muito breve. Contudo, a comunidade local acolheu o anúncio da Boa Notícia com grande prontidão, respondeu com grande fervor e entusiasmo ao Evangelho pregado por Paulo. Por isso, o apóstolo acompanha o crescimento espiritual dos cristãos de Tessalônica com grande preocupação. Sentindo a necessidade de um aprofundamento catequético, sobretudo porque foram postos à prova pela sinagoga dos judeus, Paulo envia Timóteo para assistir pastoralmente os tessalonicenses.

Uma questão teológica que deixou muitas dúvidas nos cristãos da comunidade dizia respeito à segunda vinda de Jesus Cristo, no fim dos tempos. Essa doutrina não havia sido bem compreendida na primeira pregação de Paulo. Alguns acreditavam que tal vinda era iminente, enquanto outros a concebiam como realidade de um futuro muito distante. Essa dúvida teve impacto na vida dos cristãos. Paulo exorta a comunidade a não se preocupar com o tempo da vinda do Senhor, e sim em viver uma vida segundo o Evangelho, pois essa é condição fundamental para alcançar a salvação.

3. Evangelho (Mt 25,1-13)

A parábola das dez virgens aparece no contexto dos últimos ensinamentos de Jesus aos discípulos antes de sua paixão, morte e ressurreição. O relato se insere no final da caminhada para Jerusalém, quando Jesus está prestes a entrar na cidade, pouco antes de seu julgamento. Todo o capítulo 25 de Mateus é chamado de o último discurso escatológico. A narrativa apresenta o juízo final na perspectiva teológica do evangelista e de sua comunidade. A atitude fundamental das personagens é a preparação para a vinda do Senhor.

O Evangelho segundo Mateus foi escrito depois dos meados do século I d.C. – portanto, quando os cristãos já não esperavam a vinda iminente do Senhor. A comunidade seguia despreocupada com uma possível segunda vinda de Jesus Cristo. Essa compreensão escatológica do fim dos tempos contribuiu para a instauração de um espírito de acomodação em muitos membros da comunidade. A parábola, então, chama a atenção dos fiéis, pois, embora ninguém saiba quando o Senhor virá, é preciso que cada um leve uma vida de compromisso, de vigilância, à espera do Senhor, como se ele pudesse vir a qualquer momento.

O evangelista Mateus faz verdadeira catequese com essa parábola, aludindo ao casamento, para recordar aos discípulos e discípulas a Nova Aliança selada com Jesus. Por isso, o relato apresenta um cenário de casamento, com rituais típicos dos costumes judaicos. Segundo a cultura judaica daquele tempo, a cerimônia começava com a preparação da noiva, que esperava a vinda do noivo para levá-la para a casa onde iriam habitar juntos. Esses preparativos envolviam as famílias de ambos os noivos, parentes e amigos. Desse modo, a preparação e o cumprimento dos papéis de cada um no cerimonial eram extremamente importantes. Mateus usa dessa metáfora para comparar como deve ser a preparação do(a) discípulo(a) para o encontro definitivo com o Senhor. Esse encontro deve ser bem preparado, para se realizar na alegria, como a de um casamento. A comunidade fiel espera pelo encontro com o Senhor com muita expectativa, com ansiedade pela chegada do Messias. As virgens imprudentes representam aquelas pessoas cuja fé e compromisso esmoreceram, que perderam o entusiasmo, caíram no desânimo e já não têm vivacidade para o encontro pessoal com Jesus no cotidiano.

III. PISTAS PARA REFLEXÃO

Podemos nos interrogar: que sentido ainda tem essa parábola para nós, em nossa vivência comunitária atual? Nossa comunidade encontra-se em um contexto muito diferente do da comunidade de Mateus, mas também experimentamos momentos de envolvimento entusiasta e, às vezes, de desencantamento, sobretudo quando as dificuldades nos levam a perder a alegria e a inspiração para um engajamento mais pleno. As tribulações da caminhada, os atrativos de outras atividades fora da comunidade, as preocupações familiares e de trabalho podem nos afastar do caminho de um discipulado mais comprometido.

As leituras nos recordam que os discípulos e discípulas sábios são aqueles que vivem na esperança, como nos indica a segunda leitura. Atualizando a narrativa evangélica, são aqueles que dão valor a cada oportunidade de preparar bem o encontro definitivo com Deus, estabelecendo prioridades, fazendo tudo bem-feito, como as virgens que se preparam bem para a chegada do noivo e para a celebração da festa do encontro.

Ir. Dra. Izabel Patuzzo*

*Ir. Izabel Patuzzo pertence à Congregação Missionárias da Imaculada. Mestre em Aconselhamento Social pela South Australian University e em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Licenciada em Filosofia e Teologia pela Faculdade Nossa Senhora da Assunção. Doutora em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. E-mail: isabellapatuzzo@hotmail.com

https://www.vidapastoral.com.br/roteiros/8-de-novembro-32o-domingo-do-tempo-comum-2/

4.3- HOMILIA DO 32º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

 

4.3-       HOMILIA DO 32º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A



VIGIAI E ORAI PARA ACOLHER DEUS EM VOSSAS VIDAS

“O noivo está chegando. Ide ao seu encontro!” (Mt 25,6)

            Amados irmãos e amadas irmãs!

            Estamos a poucas semanas do fim Tempo Comum e do início do Advento, tempo litúrgico e espiritual caracterizado pela expectativa da espera, da vigilância e da acolhida. Por isto, a Palavra de Deus proclamada em nossas celebrações tem aos poucos nos apresentado reflexões sobre mudança de vida, conversão e vigília, ou seja, atitudes necessárias para nos preparar sobre a segunda vinda do redentor enquanto nos lembra a preparação espiritual necessária para celebrar a Encarnação do Salvador. Assim, a liturgia do 32º Domingo do Tempo Comum convida à vigilância nos lembrando que a segunda vinda de Jesus Cristo é a conclusão da história humana. Devemos, deste modo, percorrer a estrada de nossa vida sempre esperançosos e atentos ao Senhor que vem e com o coração preparado para o acolher.

            Estamos nos capítulos finais do Evangelho segundo Mateus (Mt. 25,1-13). Em harmonia com o Evangelho de São Marcos, Mateus introduz um discurso escatológico, isto é, uma reflexão que faz alusão ao fim dos tempos e que tem como motivação exortar e preparar os cristãos para a segunda vinda de Jesus Cristo.  Ele apresenta três parábolas e uma impressionante descrição do juízo final.

            A “parábola das dez virgens”, compara o Reino de Deus, com uma das celebrações mais alegres que os israelitas conheciam: o banquete de casamento. Para Mateus, as dez jovens, representam o Povo de Deus, que espera ansiosamente a chegada do Messias (o noivo). Uma parte desse Povo (as jovens previdentes) se preparou e, quando o messias finalmente apareceu, pôde fazer parte da comunidade do Reino. Outra parte (as jovens desatentas) não compreendeu o agir de Deus e não pôde entrar na comunidade do Reino. A parábola consistia, então, em um apelo aos israelitas no sentido de não perderem a oportunidade de participar na grande festa do Reino de Deus.

            Em meio a tantas distrações que o mundo oferece, como permanecer atentos a presença de Deus que vem ao nosso encontro? Como não se tornar infiel ou indiferente ao Evangelho? Como não cair no sono em meio a espera?  

            A primeira leitura (Sb. 6,12-16) nos lembra que a “sabedoria” é dom gratuito de Deus para o homem, ou seja, todo ser humano possui aquilo que é necessário para vislumbrar a presença de Deus e escolhê-lo como tesouro indelével em meio as coisas corriqueiras, efêmeras e passageiras. Uma vez que a Graça divina “sai a procura dos que a merecem, cheia de bondade, aparece-lhe nas estradas e vai ao seu encontro em todos os seus projetos” (Sb. 6, 16), nós devemos permanecer atentos, vigilantes e disponíveis para acolher, em cada momento, a vida e a salvação que Deus oferece.

            Na segunda leitura (1Ts. 4,13-18), São Paulo escreve aos cristãos da comunidade de Tessalônica que estavam preocupados com a segunda vinda de Cristo. O Apóstolo informa-os que a certeza da ressurreição nos garante que Deus tem um projeto de salvação e de vida em abundância para cada ser humano. Este plano salvífico está se realizando permanentemente em nós, até à sua realização plena, quando nos encontrarmos definitivamente com Deus. Para Paulo, não devemos ignorar as coisas boas deste mundo, vivendo apenas à espera da recompensa futura, pois a busca da vida plena e da felicidade já se inicia neste mundo. Todavia diante do mal e do pecado, devemos rejeitar tudo aquilo que fere a vida (ganância, egoísmo, guerra, indiferença e corrupção) e que nos impede de alcançar a felicidade plena, apresentada pela vida em Cristo. O dia ou a hora da volta de Cristo não devem ser a principal preocupação, mas sim se estaremos bem preparados para acolhê-lo.

            O Evangelho assim lembra que “estar preparado” para acolher o Senhor, significa viver dia após dia na fidelidade aos ensinamentos de Jesus e permanecer, portanto, convictos e comprometidos com os valores do Reino. Com o exemplo das cinco jovens que não levaram azeite suficiente para manter as suas lâmpadas acesas enquanto esperavam a chegada do noivo, Jesus nos lembra que só os valores do Evangelho nos tornam capazes de ficar acordados para participar do banquete do Reino. Quem preencher sua vida com contra valores perecíveis e nocivos como ganância, fama, riqueza material injusta, egoísmo, corrupção, preconceito, racismo e violência, ficará sem perceber a presença de Deus passando em sua vida e quando chegar o momento de solicitar a entrada na vida eterna acabará por ouvir estas palavras: “Em verdade vos digo: não vos reconheço!” (Mt. 25,12).

             O que evidencia a expressão “estar preparado para acolher a vinda do Senhor?” Significa, escutar as palavras de Jesus, acolhê-las e meditá-las no coração e viver de forma coerente com os valores da nossa fé, ou seja, praticar o que Jesus viveu e ensinou. Em suma, estar preparado é buscar viver na fidelidade aos planos de Deus Pai que discernimos usando a sabedoria que Ele nos deu e amar os irmãos ofertando nossa vida através da oração e de escolhas e gestos concretos que expressam nosso desejo de estar com Deus em todos os instantes da nossa existência.

            Em meio a um mundo caótico porque rejeita a presença de Deus, nós, não podemos nem devemos abandonar a vigilância ou ignorar o nosso compromisso com os valores do Reino. Ao longo dos séculos percebemos algo comum a todas as comunidades cristãs. No momento inicial em que receberam o primeiro anúncio (querigma), todas abraçaram a fé de modo fervoroso e convicto. No entanto, com o passar do tempo, as nossas comunidades adquirem a tendência perigosa de cair no comodismo e na indiferença de uma fé fraca que não se compromete e que pode se tornar uma religião conivente com o mal e o pecado. É a perigosa situação da letargia espiritual. Diante disto, se faz necessário, pois, renovar a cada dia nosso discipulado e missão para com Jesus Cristo. A certeza de que Ele vem outra vez, deve nos movimentar em direção a um compromisso ativo e fiel aos valores do Evangelho.

            Estamos nos preparando também para um novo ano eleitoral em todos os municípios do nosso país. As escolhas sociais e políticas que iremos fazer no próximo anos decidirão os serviços públicos nos próximos quatro anos. Estas nossas escolhas são baseadas nos valores de honestidade, justiça, solidariedade? Ou são puramente uma escolha de vontade egoísta e que visa apenas um benefício individual? Tenho consciência que ao escolher políticos sem projeto e que fizeram da vida pública um meio de enriquecimento, estou contribuindo para falta de saneamento básico, educação precária e constantes problemas na área da saúde?

            O objetivo do evangelho deste domingo não é nos amedrontar com uma ameaça de que se não formos bons Deus irá nos castigar com o inferno. Quem não convive com Deus ao longo da vida, dificilmente irá encontrá-lo no final. A motivação catequética é nos alertar para viver com seriedade nossa vida de fé e assim avaliar as nossas escolhas e opções, que se feitas contrárias ao Evangelho poderão nos levar a perder a oportunidade de chegarmos à felicidade plena oferecida por Jesus Cristo.

Busquemos a Deus rezando e meditando o salmo de hoje: “Sois vós, ó senhor, o meu Deus! Desde a aurora ansioso vos busco! A minha alma tem sede de vós, minha carne também vos deseja, como terra sedenta e sem água”! Amém.

Pe. Paulo Sérgio Silva

Paróquia Nossa Senhora da Conceição – Farias Brito.

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