sexta-feira, 22 de maio de 2026

BEM-VINDOS AO SB SABENDO BEM DE 24 DE MAIO DE 2026- SOLENIDADE DE PENTECOSTES




 A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina. (I Coríntios 1, 18).

(ANO A-VERMELHO)- SOLENIDADE DE PENTECOSTES

Missa do dia

24 de maio de 2026

MÊS MARIANO

VEM ESPÍRITO SANTO, ILUMINAR A TUA IGREJA!


A NÓS DESCEI DIVINA LUZ

https://youtu.be/Uwno4ZNd6wQ?si=LzFGEyeNZCctP4JG

SENHOR, VEM DAR-NOS...

https://youtu.be/FeVWviUYv6Q?si=wEuhU9X0RRZM2IbY

EU NAVEGAREI

https://youtu.be/nSvxVCdj_gU?si=lYNq0yj-ZwAtp_Nj

SB SABENDO BEM DE 24 DE MAIO DE 2026 INFORMA.

Caro(a) Leitor(a) amigo(a):

O meu abraço fraterno e um Novo Pentecostes!

ACESSE SEMPRE O BLOG: sbsabendobem.blogspot.com e divulgue aos seus amigos, conhecidos e contatos nas redes sociais. Comente, faça sugestões. Agradeço. ESCREVA PARA sbsabendobem@gmail.com

 

SEJA BEM-VINDA! SEJA BEM-VINDO!

1-SEJAM BEM-VINDOS AO SB SABENDO BEM DO DOMINGO DA SOLENIDADE DE PENTECOSTES

 

 

1-SEJAM BEM-VINDOS AO SB SABENDO BEM DO DOMINGO DA SOLENIDADE DE PENTECOSTES

1.1-     Ambientação

- Preparar um painel com os nomes das Comunidades da paróquia e colocar em destaque à porta principal da igreja. Ambientação: um jovem com veste branca entra com o Círio até o meio do corredor da igreja. Em seguida, 07 crismandos (ou jovens) com 07 velas, com vestes vermelhas, entram de diferentes lugares da igreja e acendem suas velas e as colocam na menorá preparada junto ao ambão. Para concluir o gesto, o jovem que está com o círio coloca-o também junto ao ambão e diz: "Bendito sejais, Senhor nosso Deus, porque fizeste resplandecer no mundo a vossa luz. Bendito sejais Deus, que em vosso Filho Jesus Cristo, fez nascer para nós a sua Igreja". Se for à noite, apagam-se as lâmpadas da igreja. Durante o momento, canta-se: "Vem, Espírito Santo, vem, vem iluminar..." nº 838.

1.2-Bem-vindos Irmãs e Irmãos!

Irmãos e irmãs, hoje celebramos o dia em que o mistério pascal atingiu a sua plenitude no dom do Espírito derramado sobre a Igreja nascente. Nós, que vivemos nesta grande cidade marcada por tantas culturas, damos graças ao Pai porque o Espírito revelou a todos os povos o mistério outrora escondido e reuniu todas as raças na alegria da salvação. Que esse mesmo Espírito, agora derramado em nossos corações, nos fortaleça para testemunharmos a todos a vitória do Cristo sobre o mal.

(INTRODUÇÃO DO F OLHETO POVO DE DEUS EM SÃO PAULO).

 

Irmãos e irmãs, sejam todos bem-vindos! Hoje, nos reunimos como Igreja para celebrarmos a plenitude da Páscoa: o dom do Espírito Santo na Solenidade de Pentecostes.

Pentecostes é o dia em que o Espírito Santo foi derramado sobre os Apóstolos reunidos no Cenáculo, junto à Mãe do Senhor. O Espírito que guiou Jesus é dado a nós, para que nossa comunidade se torne manifestação de Deus, proclamando suas maravilhas. É o Espírito Santo que nos impulsiona para a missão, suscitando atitudes de unidade, misericórdia, bondade, justiça, paz, esperança e reconciliação.

- Irmãos e irmãs amados, bemvindos todos vocês que vieram participar deste encontro de fé e vida. Nesta Solenidade de Pentecostes concluímos o Tempo Pascal e fazemos memória do dia em que a comunidade é revestida pela força do Espírito Santo para ser testemunha do Senhor ressuscitado, que a envia a anunciar o Evangelho a todos os povos, línguas e nações. Jubilosos pela presença do Espírito Santo no meio de nós, saudemos a Trindade Santíssima. Em nome do Pai...

1.2- SELEÇÃO BRASILEIRA CONVOCADA PARA A COPA DO MUNDO DE 2026

 

1.2-     SELEÇÃO BRASILEIRA CONVOCADA PARA A COPA DO MUNDO DE 2026

 

Carlo Ancelotti anunciou os 26 jogadores convocados para defender a seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026, com Neymar e Endrick entre os chamados.

O que aconteceu

Convocação foi anunciada nesta segunda-feira (18) pelo técnico Carlo Ancelotti. A lista reúne 26 nomes que vão representar o Brasil na Copa do Mundo.

Neymar, atacante do Santos, está entre os convocados. Ele vai disputar a quarta Copa do Mundo, após ter jogado as edições de 2014, 2018 e 2022.

Ancelotti disse que a lista final não é perfeita e citou a resiliência como fator decisivo. "A lista perfeita não é, estou certo disso. Tenho que dizer que não vai ganhar a Copa do Mundo a equipe perfeita, não existe equipe perfeita. Acho que pode ganhar a equipe mais resiliente. Queremos ser a equipe mais resiliente do mundo", afirmou.

Técnico afirmou que o objetivo é ganhar a Copa e citou a expectativa em torno do time. "Não tenho medo de dizer que queremos ganhar a Copa, porque há uma expectativa alta. A motivação é um aspecto importante para preparar essa Copa", disse.

Lista completa dos convocados

Goleiros: Alisson (Liverpool), Ederson (Fenerbahçe) e Weverton (Grêmio). Os três foram os escolhidos para a posição na lista de 26.

Laterais: Alex Sandro (Flamengo), Danilo (Flamengo), Douglas Santos (Zenit) e Wesley (Roma). O grupo tem dois atletas que atuam no futebol brasileiro e dois no exterior.

Zagueiros: Bremer (Juventus), Gabriel Magalhães (Arsenal), Ibañez (Al-Ahli), Léo Pereira (Flamengo) e Marquinhos (PSG). A lista inclui nomes que atuam na Europa, no Oriente Médio e no Brasil.

Meio-campistas: Bruno Guimarães (Newcastle), Casemiro (Manchester United), Danilo Santos (Botafogo), Fabinho (Al-Ittihad) e Lucas Paquetá (Flamengo). O setor tem cinco jogadores convocados por Ancelotti.

Atacantes: Endrick (Lyon), Gabriel Martinelli (Arsenal), Igor Thiago (Brentford), Luiz Henrique (Zenit), Matheus Cunha (Manchester United), Neymar (Santos), Raphinha (Barcelona), Rayan (Bournemouth) e Vinicius Jr. (Real Madrid). O ataque é o setor com mais nomes na convocação.

Agenda antes da estreia

Seleção se apresenta no dia 27 na Granja Comary, em Teresópolis (RJ). A preparação para a Copa começa ainda em maio.

Despedida no Brasil será no Maracanã, no dia 31, às 18h30, contra o Panamá. A viagem para os Estados Unidos acontece no dia seguinte.

Último amistoso antes do Mundial será contra o Egito, em 6 de junho, em Cleveland, às 19h (de Brasília). Depois disso, o Brasil entra na semana final de preparação para a estreia.

Estreia do Brasil na Copa será em 13 de junho, contra o Marrocos, pelo Grupo C. O jogo acontece no MetLife Stadium, em Nova Jersey, às 19h.

https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2026/05/18/convocados-da-copa-2026-veja-lista-completa-dos-jogadores-do-brasil.ghtm

2. LITURGIA DA PALAVRA DA SOLENIDADE DA DE PENTECOSTES

 

2.     LITURGIA DA PALAVRA DA SOLENIDADE DA DE PENTECOSTES

 

O Espírito, derramado em Pentecostes sobre a Igreja, vem agora em nosso auxílio para que, ao ouvirmos a Palavra do Senhor, a tornemos viva e atual em nossa vida

 

PRIMEIRA LEITURA (At 2,1-11) Leitura dos Atos dos Apóstolos.

 

1 Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. 2 De repente, veio do céu um barulho como se fosse uma forte ventania, que encheu a casa onde eles se encontravam. 3 Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. 4 Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito os inspirava. 5 Moravam em Jerusalém judeus devotos de todas as nações do mundo. 6 Quando ouviram o barulho, juntou-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua. 7 Cheios de espanto e de admiração, diziam: “Esses homens que estão falando não são todos galileus? 8 Como é que nós os escutamos na nossa própria língua? 9 Nós que somos partos, medos e elamitas, habitantes da Mesopotâmia, da Judeia e da Capadócia, do Ponto e da Ásia, 10da Frígia e da Panfília, do Egito e da parte da Líbia, próxima de Cirene, também romanos que aqui residem; 11judeus e prosélitos, cretenses e árabes, todos nós os escutamos anunciarem as maravilhas de Deus na nossa própria língua! “ - Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

 

SALMO 103(104)

 

Enviai o vosso Espírito, Senhor / e da terra toda a face renovai!

 

1. Bendize, ó minha alma, ao Senhor! * Ó meu Deus e meu Senhor, como sois grande! / Quão numerosas, ó Senhor são vossas obras! * Encheu-se a terra com as vossas criaturas!

2. Se tirais o seu respiro, elas perecem * e voltam para o pó de onde vieram; / enviais o vosso espírito e renascem * e da terra toda a face renovais.

3. Que a glória do Senhor perdure sempre, * e alegre-se o Senhor em suas obras! / Hoje seja-lhe agradável o meu canto, * pois o Senhor é a minha grande alegria!

 

 

 

SEGUNDA LEITURA (1Cor 12, 3b-7.12-13) Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.

 

Irmãos: 3bNinguém pode dizer: Jesus é o Senhor, a não ser no Espírito Santo. 4 Há diversidade de dons, mas um mesmo é o Espírito. 5 Há diversidade de ministérios, mas um mesmo é o Senhor. 6 Há diferentes atividades, mas um mesmo Deus que realiza todas as coisas em todos. 7 A cada um é dada a manifestação do Espírito em vista do bem comum. 12Como o corpo é um, embora tenha muitos membros, e como todos os membros do corpo, embora sejam muitos, formam um só corpo, assim também acontece com Cristo. 13De fato, todos nós, judeus ou gregos, escravos ou livres, fomos batizados num único Espírito, para formarmos um único corpo, e todos nós bebemos de um único Espírito.

 

- Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

 

SEQUÊNCIA (L: lecionário/M: Ir. Miria Kolling)

 

1. Espírito de Deus, / enviai dos céus / um raio de luz! (bis)/ Vinde, Pai dos pobres, / dai aos corações / vossos sete dons. (bis)

2. Consolo que acalma, / hóspede da alma, / doce alívio, vinde! (bis) / No labor descanso, / na aflição remanso, / no calor aragem. (bis)

3. Enchei, luz bendita, / chama que crepita, / o íntimo de nós! (bis) / Sem a luz que acode, / nada o homem pode, / nenhum bem há nele. (bis)

 4. Ao sujo lavai, / ao seco regai, / curai o doente. (bis) / Dobrai o que é duro, / guiai no escuro, / o frio aquecei. (bis)

5. Dai à vossa Igreja, / que espera e deseja, / vossos sete dons. (bis) / Dai em prêmio ao forte / uma santa morte, / alegria eterna. (bis) / Amém! Amém!

 

ACLAMAÇÃO

 

 Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Vinde, Espírito Divino, / e enchei com vossos dons / os corações dos fiéis; / e acendei neles o amor / como um fogo abrasador!

 

EVANGELHO (Jo 20, 19-23)

 

P. O Senhor esteja convosco. T. Ele está no meio de nós.

 P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João. T. Glória a vós, Senhor.

 

P. 19Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco”. 20Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor. 21Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. 22E depois de ter dito isto, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. 23A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem não os perdoardes, eles lhes serão retidos”.

 

- Palavra da Salvação. T. Glória a vós, Senhor.

 

https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Ano-50A-33-SOLENIDADE-DE-PENTECOSTES.pdf

3. LITURGIA DA SOLENIDADE DE PENTECOSTES

 

3.     LITURGIA DA SOLENIDADE DE PENTECOSTES

- A solenidade de Pentecostes celebra a terceira pessoa da Santíssima Trindade. Não há vida cristã nem Igreja sem a presença do Espírito Santo. Ele é a alma da Igreja. Hoje, o Espírito do Senhor é derramado sobre nós, a fim de levar à plenitude os mistérios pascais. Cinquenta dias após a Ressurreição do Senhor, nos reunimos em nossas Igrejas para fazermos a mesma experiência dos apóstolos no cenáculo, no dia de Pentecostes. Esse Espírito nos comunica o grande dom que a Páscoa de Jesus nos trouxe: o dom da paz e do perdão. Pois onde há paz, não há divisão, mas sim unidade. É o Espírito Santo que nos reúne como Igreja.

- O Evangelho nos apresenta o Cristo, que depois de comunicar a paz e o perdão, envia o Espírito Santo sobre os apóstolos. O Cristo repete o gesto do Pai Criador no Gênesis. O Pai soprou nas narinas de Adão e ele se tornou um "ser vivente". Agora é o Cristo quem sopra sobre os apóstolos dando-lhes uma nova vida, a vida do Espírito. Ordena-lhes que continuem a missão de reconciliar os homens com o Pai, tornando-os uma nação santa, um povo consagrado a Deus. No Salmo cantamos: "Enviai o Vosso Espírito, Senhor, e da terra toda a face renovai". De fato, o Sopro de Cristo, o Espírito Santo, realiza a purificação dos fiéis e a sua santificação, para que eles sejam um povo consagrado a Deus.

- A missão do Espírito é nos revelar quem é o Deus verdadeiro e nos dar a conhecer os seus mistérios. Sobre isso fala Santo Hilário, bispo do Século IV, no seu Tratado Sobre a Trindade: "Por conseguinte, já que a nossa fraqueza não nos permite compreender nem o Pai nem o Filho, o Dom que é o Espírito Santo estabelece certo contato entre nós e Deus, para iluminar a nossa fé nas dificuldades relativas à encarnação de Deus. Assim, o Espírito Santo é recebido para nos tornar capazes de compreender. Como o corpo natural do homem permaneceria inativo se lhe faltassem os estímulos necessários para as suas funções - os olhos, se não há luz ou não é dia, nada podem fazer; os ouvidos, caso não haja vozes ou sons, não cumprem seu ofício; o olfato, se não sente nenhum odor, para nada serve; assim é a alma humana: se não recebe pela fé o Dom que é o Espírito, tem certamente uma natureza capaz de conhecer a Deus, mas falta-lhe a luz para chegar a esse conhecimento".

- Na segunda leitura, o Apóstolo dirige uma carta à comunidade ricamente ornada pelos dons do Espírito Santo, mas que precisava tomar consciência de que o grande dom do Espírito é fazer de nós, que somos tão diferentes, um só povo reunido em Cristo. Há variedade de dons, mas todos eles estão a serviço da unidade: "Cada um recebe o dom de manifestar o Espírito para a utilidade de todos". Pelo Batismo, o Espírito gera um só Corpo, o Corpo de Cristo, sem distinção de pessoas. O Espírito Santo dá dons, carismas e ministérios para o bem da Igreja. Ele é a força para o testemunho na missão. Nos diz o Apóstolo: "De fato, todos nós, judeus ou gregos, escravos ou livres, fomos batizados num único Espírito, para formarmos um único corpo, e todos nós bebemos de um único Espírito". A diversidade na Igreja não é para a divisão. O Espírito gera a comunhão e dá força para a unidade.

- Nesta semana celebramos no Brasil a "Semana de oração pela unidade dos cristãos" promovida por várias Igrejas Cristãs. Continuemos a pedir que o Espírito Santo manifeste a unidade tão desejada pelo próprio Senhor. Para nós, o Espírito Santo nos é dado para fazer nascer o Corpo de Cristo, a Igreja, através da fé e do Batismo, e tornar frutífero este Corpo pela missão assumida. Pelo testemunho, o cristão anuncia as maravilhas de Deus.

- Como o Espírito Santo tem me animado para a comunhão e a missão? Que sinais da comunhão na diversidade de dons eu percebo na Comunidade?

https://diocesedesaomateus.org.br/wp-content/uploads/2026/04/24_05_26.pdf

4-REFLEXÕES PARA A SOLENIDADE DE PENTECOSTES 4.1- UM SÓ ESPÍRITO

 

 

4-REFLEXÕES PARA A SOLENIDADE DE PENTECOSTES

4.1- UM SÓ ESPÍRITO

O envio do Espírito Santo por Jesus ressuscitado e pelo Pai celestial marca o início efetivo da missão da Igreja no mundo e na história. Depois de sua Ascensão gloriosa ao céu, Jesus continua presente na sua Igreja, mas não mais de modo visível e “histórico”, como antes de sua paixão e morte. Agora, sua missão segue e é cumprida de modo visível e histórico pela Igreja, nas mais diversas culturas, regiões e situações humanas e culturais. Mas isso não acontece unicamente com as forças humanas da própria Igreja: Como Jesus prometeu, o Pai e o Filho assistem e animam constantemente a Igreja mediante a ação do Espírito Santo. É Ele o consolador, o defensor, o mestre, o inspirador, a luz, o dinamizador e vivificador e renovador da Igreja. A ela, cabe abrir-se ao Espírito, deixar-se conduzir por ele e colaborar com ele. Sem essa divina presença e ação na Igreja, ela seria apenas uma organização humana, cuja capacidade não iria além das capacidades humanas. No entanto, pela presença e atuação do Espírito Santo, a pregação do Evangelho atinge os corações, desperta a fé e leva à conversão, ao arrependimento dos pecados e à vida conforme o Evangelho. Pela ação do Espírito Santo, os Sacramentos da Igreja são mais que mero ritualismo e “teatrinho religioso”, mas têm efeito e realizam aquilo que significam; pela mesma ação do Espírito Santo, podemos perseverar na fé e na esperança e, sempre de novo, as pessoas se dedicam à caridade e à promoção das obras de justiça e misericórdia. É ainda pela ação do Espírito Santo que desertam vocações sacerdotais e religiosas e partem missionários, deixando tudo para trás para se dedicar ao anúncio e a testemunho do Evangelho nos lugares mais exigentes do mundo. É com a ação e a graça do Espírito Santo que casais se unem em matrimônio e são fiéis um ao outro e a seus deveres matrimoniais e familiares. Onde se realiza o bem, e não apenas na Igreja, é sempre pela ação e com a ajuda do Espírito Santo. E também é pela ação do Espírito Santo que a Igreja vive e cumpre sua missão, apesar das fragilidades humanas de seus membros. Porque o Espírito Santo age na Igreja, ela é capaz de, sempre de novo, partir em missão, chamar a humanidade à justiça, à fraternidade e à paz. São Paulo recorda que há um só Espírito Santo e, por isso, não devem existir divisões no corpo da Igreja. Todos os membros da Igreja, mediante as suas múltiplas capacidades e dons, são chamados a contribuir para o bem desse único corpo de Cristo. E ninguém pode pretender que possui o monopólio da inspiração e a ação do Espírito Santo. Isso já seria um pecado contra o Espírito Santo, pois equivaleria a negar, ou desprezar a ação do Espírito Santo nos outros membros da Igreja. O critério para saber se estamos animados pelo verdadeiro Espírito de Deus é a vivência da comunhão no corpo da Igreja. Nele se faz o “discernimento dos espíritos” , é confirmada a nossa fé e a ação do Espírito Santo. Feliz festa de Pentecostes! Que o Espírito Santo nos mantenha unidos na comunhão da Igreja de Cristo.

Cardeal Odilo Pedro Scherer Arcebispo de São Paulo

https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Ano-50A-33-SOLENIDADE-DE-PENTECOSTES.pdf

4.2-Solenidade de Pentecostes .

 

 

4.2-Solenidade de Pentecostes

.

Meus amados Irmãos,

Nesta solenidade de Pentecostes, celebramos o grande mistério de nossa fé em que a Paz anunciada pelo Ressuscitado, Ascenso ao céu, retorna ao Cenáculo para impor os dons do Espírito Santo sobre os seus Apóstolos, na presença da Bem-aventurada Virgem Maria, como havia prometido: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Paráclito, para que fique eternamente convosco. É o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece, mas vós o conhecereis, porque permanecerá convosco e estará em vós. Não vos deixarei órfãos. Voltarei a vós” (Jo 14,15-18).

A Solenidade de Pentecostes é, pois, a plenificação do mistério pascal. A comunhão com o Ressuscitado só é completa pelo dom do Espírito Santo, o “outro Paráclito”, que continua em nós a obra do Cristo e a sua presença gloriosa.

A liturgia desta festa acentua menos, no entanto, este lado teológico, insistindo mais na manifestação histórica do Espírito Santo, no milagre de Pentecostes, conforme nos ensina a Primeira Leitura(cf. At 2,1-11), e nos carismas da Igreja, de acordo com o relato da Segunda Leitura(cf. 1Cor 12, 3b-7.12-13), sinais de unidade e de paz que o Cristo veio trazer.

A Igreja, sacramento da unidade, nos relembra que a pregação dos apóstolos, anunciando o Cristo Ressuscitado, supera a divisão de raças e línguas e a diversidade de dons na Igreja serve para a edificação do povo unido, o Corpo do qual Cristo é a cabeça.

Caros fiéis,

A Primeira Leitura apresenta o milagre das línguas (cf. At 2,1-11). A Solenidade de Pentecostes é interpretado como o acontecimento escatológico a partir da profecia de Joel. Mas, sobretudo, é o cumprimento da palavra do Cristo. Passa como um vendaval ao ouvido, como fogo aos olhos; mas permanece como transformação do pequeno rebanho em Igreja Missionária. Também hoje a Igreja de Cristo se reconhece pelo espaço que dá ao Espírito e pela capacidade de proclamar a sua mensagem.

São Lucas coloca a experiência do Espírito no dia de Pentecostes. O Pentecostes era uma festa judaica, celebrada cinquenta dias após a Páscoa. Originariamente, era uma festa agrícola, na qual se agradecia a Deus a colheita da cevada e do trigo; mas, no séc. I, tornou-se a festa histórica que celebrava a aliança, o dom da Lei no Sinai e a constituição do Povo de Deus. Ao situar neste dia o dom do Espírito, São Lucas sugere que o Espírito é a lei da nova aliança (pois é Ele que, no tempo da Igreja, dinamiza a vida dos crentes) e que, por Ele, se constitui a nova comunidade do Povo de Deus – a comunidade messiânica, que viverá da lei inscrita, pelo Espírito, no coração de cada discípulo (cf. Ez 36,26-28).

Vem, depois, a narrativa da manifestação do Espírito (At 2,2-4). O Espírito é apresentado como “a força de Deus”, através de dois símbolos: o vento de tempestade e o fogo. São os símbolos da revelação de Deus no Sinai, quando Deus deu ao Povo a Lei e constituiu Israel como Povo de Deus (cf. Ex 19,16.18; Dt 4,36). Estes símbolos evocam a força irresistível de Deus, que vem ao encontro do homem, comunica com o homem e que, dando ao homem o Espírito, constitui a comunidade de Deus. O Espírito (força de Deus) é apresentado em forma de língua de fogo. A língua não é somente a expressão da identidade cultural de um grupo humano, mas é também a maneira de comunicar, de estabelecer laços duradouros entre as pessoas, de criar comunidade. “Falar outras línguas” é criar relações, é a possibilidade de superar o gueto, o egoísmo, a divisão, o racismo, a marginalização. Aqui, temos o reverso de Babel (cf. Gn 11,1-9): lá, os homens escolheram o orgulho, a ambição desmedida que conduziu à separação e ao desentendimento; aqui, regressa-se à unidade, à relação, à construção de uma comunidade capaz do diálogo, do entendimento, da comunicação. É o surgimento de uma humanidade unida, não pela força, mas pela partilha da mesma experiência interior, fonte de liberdade, de comunhão, de amor. A comunidade messiânica é a comunidade onde a ação de Deus (pelo Espírito) modifica profundamente as relações humanas, levando à partilha, à relação, ao amor. É neste enquadramento que devemos entender os efeitos da manifestação do Espírito (cf. At 2,5-13): todos “os ouviam proclamar na sua própria língua as maravilhas de Deus”. O elenco dos povos convocados e unidos pelo Espírito atinge representantes de todo o mundo antigo, desde a Mesopotâmia, passando por Canaã, pela Ásia Menor, pelo norte de África, até Roma: a todos deve chegar a proposta libertadora de Jesus, que faz de todos os povos uma comunidade de amor e de partilha. A comunidade de Jesus é assim capacitada pelo Espírito para criar a nova humanidade, a anti-Babel.

A possibilidade de ouvir na própria língua “as maravilhas de Deus” outra coisa não é do que a comunicação do Evangelho, que irá gerar uma comunidade universal. Sem deixarem a sua cultura e as suas diferenças, todos os povos escutarão a proposta de Jesus e terão a possibilidade de integrar a comunidade da salvação, onde se fala a mesma língua e onde todos poderão experimentar esse amor e essa comunhão que tornam povos tão diferentes, irmãos. O essencial passa a ser a experiência do amor que, no respeito pela liberdade e pelas diferenças, deve unir todas as nações da terra. O Pentecostes dos “Atos dos Apóstolos” é, podemos dizê-lo, a página programática da Igreja e anuncia aquilo que será o resultado da ação das “testemunhas” de Jesus: a humanidade nova, a anti-Babel, nascida da ação do Espírito, onde todos serão capazes de comunicar e de se relacionar como irmãos, porque o Espírito reside no coração de todos como lei suprema, como fonte de amor e de liberdade.

Os elementos essenciais que definem a Igreja: uma comunidade de irmãos reunidos por causa de Jesus, animada pelo Espírito do Senhor ressuscitado e que testemunha na história o projeto libertador de Jesus. Desse testemunho resulta a comunidade universal da salvação, que vive no amor e na partilha, apesar das diferenças culturais e étnicas. Nunca será demais realçar o papel do Espírito na tomada de consciência da identidade e da missão da Igreja… Antes do Pentecostes, tínhamos apenas um grupo fechado dentro de quatro paredes, incapaz de superar o medo e de arriscar, sem a iniciativa nem a coragem do testemunho; depois do Pentecostes, temos uma comunidade unida, que ultrapassa as suas limitações humanas e se assume como comunidade de amor e de liberdade.

Meus amigos,

Disse o Apóstolo dos Gentios que “o amor de Deus se derramou em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rom 4,5). Por isso, a celebração maior de Pentecostes, a manifestação de Cristo Glorificado, é considerada a maior festa da Igreja, em comum união com a festa da Páscoa.

Pentecostes é a festa da plenitude dos tempos, predita pelos profetas. É a festa do início dos tempos da Santa Igreja Católica, da nova e definitiva aliança, a que todos somos convidados, a que todos somos vocacionados. É a festa da comunidade cristã, da comunidade eclesial, da comunidade de fiéis, porque estas comunidades não existem sem o Espírito Santo, que é a alma, que é a fonte de vida para a Igreja.  Pentecostes é a festa da unidade que dá o impulso apostólico da pregação a todos os povos, para todas as línguas, para todas as nações. A fé transcende os umbrais do povo hebreu, devendo ser anunciada a todos sem distinção.

Com Pentecostes, em que o Senhor desce na presença redentora do Cenáculo, os discípulos, inundados com os sete dons do Espírito Santo, tornam-se APÓSTOLOS, ou seja, passam a ser enviados em nome de Cristo, como Cristo, um dia, fora enviado em nome do Pai.

A presença da Bem-aventurada Virgem Maria tem um significado muito especial: presente na Cruz, dada a João, o discípulo amado, a sua presença no meio dos apóstolos a coloca como Mãe e Mestra da Igreja de Cristo.

Ali em Pentecostes estava a Igreja nascente, o Corpo Místico de Cristo. Por isso, os novos Apóstolos, hoje batizados no Espírito Santo, correrão mundo afora, reunindo crentes e não crentes, para criar comunidades, animá-las e santificar aqueles que aceitarem o nome glorioso do Senhor Jesus.

Irmãos e irmãs,

A festa de Pentecostes nos pede uma reflexão sobre a presença do Espírito Santo na história da salvação. Não conhecido no Antigo Testamento, ou mesmo chamado de Deus desconhecido por Paulo em Atenas, coube a Jesus revelar a existência de um Deus único e verdadeiro em três pessoas distintas. É pelo Espírito Santo que se abrem os horizontes pelos quais se movimentam e se compreendem todas as verdades da fé cristã.

O Espírito Santo é visível como o próprio Cristo. Representado por símbolos como o vento, a pomba e as línguas de fogo elas não são uma espécie de encarnação do Espírito Santo, mas figuras que nos ajudam a compreendê-lo em linguagem humana, o quanto é possível entendê-lo e guardá-lo em nossos corações.

O Espírito Santo Paráclito. O que é o Paráclito? Vem do grego que significa “aquele que vem para nos ajudar”. O Espírito Santo pode ser considerado o nosso ADVOGADO, o nosso CONSOLADOR ou, ainda, O ESPÍRITO DE VERDADE.

Orígenes disse que o Espírito Santo é o beijo: o Pai beija, o Filho é beijado, o Espírito Santo é o beijo. Uma figura bonita, assimilável ao homem moderno. Outros dizem que o Espírito Santo é o abraço. O Pai abraça o Filho com todo amor. Esse amor é o Espírito Santo. Ora, poderíamos dizer, a mãe abraça e beija o filho com todo o amor de mãe, querendo dar-se inteiramente nesse beijo e abraço. Nem por isso consegue dar-se totalmente.

O rosto do Espírito Santo tem muitas maneiras de se mostrar. A mais significativa figura do rosto do Santo Espírito é o AMOR, que se consubstancializa pela proteção que Ele dá aos batizados e pelo auxílio de seus sete dons a todos os homens e mulheres para sua santificação.

Meus queridos irmãos,

A segunda Leitura (1Cor 12,3b-7.12-13) mostra-nos a operação “intra-eclesial” do Espírito: a multiformidade dos dons, dentro do mesmo Espírito, como as múltiplas funções em um mesmo corpo. Paulo chama a multiformidade de dons de CARISMAS, dons da graça de Deus. Sabemos muito bem que essa unidade na diversidade não é algo que conseguimos na base de nosso empenho pessoal, é, entretanto, o Espírito de amor de Deus que une tudo isso. Jesus é o Senhor é a confissão que une a Igreja primeva. E esta confissão só se consegue manter na força do Espírito. Como a unidade da confissão, o Espírito dá, também, a multiformidade dos serviços na Igreja. Todos que pertencem a Cristo são membros diversos do mesmo corpo.

São Paulo acha que é preciso saber ajuizar da validade dos dons carismáticos, para que não se fale em “carismas” a propósito de comportamentos que pretendem apenas garantir os privilégios de certas figuras. Segundo São Paulo, o verdadeiro “carisma” é o que leva a confessar que “Jesus é o Senhor” (pois não pode haver oposição entre Cristo e o Espírito) e que é útil para o bem da comunidade. De resto, é preciso que os membros da comunidade tenham consciência de que, apesar da diversidade de dons espirituais, é o mesmo Espírito que atua em todos; que apesar da diversidade de funções, é o mesmo Senhor Jesus que está presente em todos; que apesar da diversidade de ações, é o mesmo Deus que age em todos. Não há, portanto, “cristãos de primeira” e “cristãos de segunda”. O que é importante é que os dons do Espírito resultem no bem de todos e sejam usados – não para melhorar a própria posição ou o próprio “ego” – mas para o bem de toda a comunidade.

São Paulo conclui o seu raciocínio comparando a comunidade cristã a um “corpo” com muitos membros. Apesar da diversidade de membros e de funções, o “corpo” é um só. Em todos os membros circula a mesma vida, pois todos foram batizados num só Espírito e “beberam” um único Espírito. O Espírito é, pois, apresentado como Aquele que alimenta e que dá vida ao “corpo de Cristo”; dessa forma, Ele fomenta a coesão, dinamiza a fraternidade e é o responsável pela unidade desses diversos membros que formam a comunidade.

Somos membros de um único “corpo” – o corpo de Cristo – e é o mesmo Espírito que nos alimenta, embora desempenhemos funções diversas (não mais dignas ou mais importantes, mas diversas). No entanto, encontramos, com alguma frequência, cristãos com uma consciência viva da sua superioridade e da sua situação “à parte” na comunidade (seja em razão da função que desempenham, seja em razão das suas “qualidades” humanas), que gostam de mandar e de fazer-se notar. Os “dons” que recebemos não podem gerar conflitos e divisões, mas devem servir para o bem comum e para reforçar a vivência comunitária. É preciso ter consciência da presença do Espírito: é Ele que alimenta, que dá vida, que anima, que distribui os dons conforme as necessidades; é Ele que conduz as comunidades na sua marcha pela história. Ele foi distribuído a todos os crentes e reside na totalidade da comunidade.

Caros irmãos,

Assim, no Evangelho(cf. Jo 20,19-23) encontramos a visão de São João de “exaltação” de Jesus: é a realidade única de sua morte, ressurreição e dom do Espírito, pois sua morte é a obra em que Deus é glorificado, seu lado aberto é a fonte do Espírito para os fiéis.

Portanto, este Espírito do Senhor exaltado é o laço de amor divino que nos une, que transforma o mundo em uma nova criação, sem mancha, nem pecado, na qual todos entendem a voz de Deus. É esta a mensagem da liturgia de hoje. O mundo é renovado conforme a obra de Cristo, que nós, no seu Espírito, levamos adiante. Assim é a festa da Igreja que nasceu do lado aberto do Salvador e manifestou sua missão no dia de Pentecostes.

A comunidade cristã só existe de forma consistente, se está centrada em Jesus. Jesus é a sua identidade e a sua razão de ser. É n’Ele que superamos os nossos medos, as nossas incertezas, as nossas limitações, para partirmos à aventura de testemunhar a vida nova do Homem Novo. Identificar-se como cristão significa dar testemunho diante do mundo dos “sinais” que definem Jesus: a vida dada, o amor partilhado. As comunidades construídas à volta de Jesus são animadas pelo Espírito. O Espírito é esse sopro de vida que transforma o barro inerte numa imagem de Deus, que transforma o egoísmo em amor partilhado, que transforma o orgulho em serviço simples e humilde… É Ele que nos faz vencer os medos, superar as cobardias e fracassos, derrotar o cepticismo e a desilusão, reencontrar a orientação, readquirir a audácia profética, testemunhar o amor, sonhar com um mundo novo. É preciso ter consciência da presença contínua do Espírito em nós e nas nossas comunidades e estar atentos aos seus apelos, às suas indicações, aos seus questionamentos.

Meus irmãos,

Com a missão da Igreja colocada em relevo no dia de hoje, devemos aprender a ver os sinais da presença do Espírito Santo e a valorização dos diferentes dons que ele confere a diferentes pessoas. Na Igreja, de muitas faces e facetas, de grandes diversidades na eclesiologia, reside a única missão: anunciar a PÁSCOA e vivenciar em nós a maior comunidade de amor a partir da visão Trinitária.

Pentecostes é festa da paz. Mas, para ter essa paz é preciso estar em estado de graça. Pelo perdão de nossos pecados e de nossas atitudes, o Espírito age. Na diferença de pessoas, de carismas, de modos eclesiais, todos somos convidados a vivenciar o perdão como remédio que não deve faltar ao cristão, convocado a carregá-lo para aliviar as doenças deste mundo confuso e necessitado de paz.

Paz é a palavra de hoje. Paz, primeiro, em nossas comunidades eclesiais, paz na Igreja, paz no mundo. Paz de consciência para a construção do amor e da concórdia.

Por isso, cantemos a seqüência “Veni Sancte Spiritus”, pedindo paz ao mundo:

 

Espírito de Deus, enviai dos céus um raio de luz!

Vinde, Pai dos pobres, daí aos corações vossos sete dons.

Consolo que acalma, hóspede da alma, doce alívio, vinde!

No labor descanso, na aflição remanso, no calor aragem.

Enchei, luz bendita, chama que crepita, o íntimo de nós!

Sem a luz que acode, nada o homem pode, nenhum bem há nele.

Ao sujo lavai, ao seco regai, curai o doente.

Dobrai o que é duro, guiai o escuro, o frio aquecei.

Daí à vossa Igreja, que espera e deseja, vossos sete dons.

Daí em prêmio ao forte, uma santa morte, alegria eterna. Amém!”.

 

Homilia Recebida Por Email

 

https://catequisar.com.br/liturgia/solenidade-de-pentecostes/

4.3- 24 de maio – PENTECOSTES- “A paz esteja convosco! Recebei o Espírito Santo” Por Pe. Gustavo César dos Santos* / Pe. Dr. Junior Vasconcelos do Amaral**

 

4.3- 24 de maio – PENTECOSTES- “A paz esteja convosco! Recebei o Espírito Santo”

Por Pe. Gustavo César dos Santos* / Pe. Dr. Junior Vasconcelos do Amaral**

 

INTRODUÇÃO GERAL

Pentecostes é a vida no Espírito; não se resume a apenas um tempo, mas é experiência constante. Ela hoje se expressa liturgicamente para dizer que vivemos sob a moção do Espírito. A festa, per se, corresponde a uma solenidade antiga, celebrada no contexto hebraico com o nome de Shavuot. Antes da dominação grega, era conhecida como festa das Semanas ou das Colheitas, celebrando, cinquenta dias depois da Pessah (Páscoa), a colheita da cevada e encerrando-se com a colheita do trigo (Dt 34,22; Nm 28,26 e Dt 16,10). Estava ligada também à Lei dada a Moisés na montanha do Horeb. Diz Levítico: “[…] contareis sete semanas completas. Contareis cinquenta dias até o dia seguinte ao sétimo sábado” (23,15-16). A festa, que inicialmente tem um caráter agrícola, vai sendo ligada a aspectos históricos e teológicos e, no NT, corresponde ao derramamento do Espírito Santo sobre os apóstolos, dando início à Igreja (At 2,1). Na primeira leitura, a Igreja recorda o momento especial de Pentecostes, que evoca a diversidade de línguas que anunciam o Evangelho, a mensagem de Jesus. Na segunda leitura, o apóstolo Paulo se dirige aos coríntios, enfatizando o mistério da diversidade que constitui a Igreja, cujo fundamento é Jesus Cristo, o Senhor. Pelo Espírito é que o cristão proclama o senhorio de Jesus. No Evangelho, João recorda a aparição de Jesus no primeiro dia da semana e seu anúncio de paz, o sopro do Espírito Santo e a incumbência da Igreja de ser instrumento de reconciliação no mundo. A Igreja tem, assim, a importante missão de ser sacramento de reconciliação no meio da humanidade.

 

COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

 

1. I leitura (At 2,1-11)

Pentecostes é símbolo da alegria do Espírito que se derrama sobre os discípulos do Senhor e os faz protagonistas do anúncio do Evangelho. A unção do Espírito não é para tornar alguém mais rico de graça, mas para torná-lo merecedor de ser chamado de apóstolo, isto é, enviado a uma missão: evangelizar. A primeira leitura indica que, chegada a ocasião histórica da festa de Pentecostes, festa de Shavuot, em cenário judaico, estavam reunidos em Jerusalém os discípulos de Jesus. Para que a Igreja inicie sua missão, é imprescindível que esteja unida e reunida (v. 1). Do céu vem um barulho que enche os espaços do cenáculo com a presença do Espírito (v. 2). O v. 3 diz serem línguas de fogo. O fogo sempre foi, biblicamente, sinal da presença de Deus (Ex 3,2; 1Rs 18,19-39). Foi assim na sarça ardente, foi assim com o profeta Elias, no Horeb. As línguas de fogo pousaram sobre os apóstolos reunidos, mostrando que cada um participa dessa comunicação, que não é exclusiva de alguns, mas é comum. Os discípulos, cheios do Espírito Santo, começaram a falar em novas línguas (hetérais glossais), uma espécie de glossolalia (falar em línguas, v. 4). As línguas representam o dom fundamental do Espírito: a comunicação. Significa que o Evangelho deve ser comunicado por todos e todos são responsáveis por seu anúncio. O v. 5 diz que estavam em Jerusalém judeus residentes, homens piedosos de todas as nações, por causa da diáspora. Como era a ocasião de uma das festas de peregrinação, os judeus que habitavam outros lugares do orbe romano vinham para as solenidades e lá permaneciam. Após o barulho (v. 6), todos ficaram confusos, pois ouviam os discípulos falar na língua própria de cada um.

Pentecostes representa, assim, o avesso da torre de Babel, na qual se constatava uma confusão que não levava a nenhum lugar. Pentecostes é uma emanação da Palavra de Deus em outros idiomas, reunindo-os em torno da mensagem de Jesus, o Evangelho. O v. 7 apresenta a admiração dos que ouviam, pois, se os apóstolos eram todos galileus, como podiam estar falando nas línguas originais dos peregrinos? O v. 8 acentua essa dúvida. Nos v. 9-11 há um acento universalista, inspirado no midraxe rabbá, que transparece na lista dos povos presentes em Jerusalém no momento da festa. Como já mencionado, trata-se de judeus da diáspora que Lucas chama de “homens piedosos” (v. 5). A lista segue uma ordem de apresentação das nações, “começando pelos povos localizados no Oriente para chegar àqueles que vivem no Ocidente, pelos que moram no Norte, mencionando em seguida os que habitam no Sul”, como afirma Pe. Alberto Casalegno (Ler os Atos dos Apóstolos: estudo da teologia lucana da missão, São Paulo: Loyola, 2005, p. 111). Há em tal lista dezessete nomes de nações, povos, regiões, províncias romanas e a própria capital do império. Há judeus e prosélitos, cretenses e árabes (os que habitavam em ilhas e os do deserto). A lista quer indicar que o mundo inteiro (conhecido) está em Pentecostes e que esta é uma característica da fé cristã: a universalidade.

 

2. II leitura (1Cor 12,3b-7.12-13)

No início da segunda leitura, Paulo adverte: “Ninguém pode dizer: ‘Jesus é o Senhor’, a não ser no Espírito”. Para o apóstolo Paulo, é o Espírito Santo quem autoriza todo cristão a dizer que Jesus é Kyrios, título dignitário que era atribuído ao imperador de Roma. Cristo é Senhor, tendo dignidade superior por sua filiação divina, por sua eleição. É ainda o Espírito que permite à Igreja a diversidade de dons e a diversidade de ministérios/serviços. Um é o Senhor, mas diversa é sua Igreja, que vive na unidade da Trindade. Assim, Cristo é, para Paulo, o centro de toda a vida cristã, em sua diversidade. O Espírito é dado a todos (v. 7) em vista do bem comum, pois o Espírito é aquele que serve para unir a Igreja em seu propósito cooperativo à salvação anunciada e vivida por Jesus. A eclesiologia paulina reflete nesse capítulo a natureza da Igreja, o mistério de Deus em Cristo, o Filho, pela ação do Espírito, e sua missão: ser instrumento de salvação, sacramento do Reino de Deus no meio da humanidade.

Dessa maneira, a Igreja tem sua missão aliada e geneticamente associada à missão de Jesus Cristo, que vem para salvar todo o gênero humano. A Igreja é como mãe que coopera no projeto de Deus de levar seus filhos e filhas à salvação. O tema acerca da diversidade dentro da Igreja perpassa esse capítulo como fio condutor. Tal diversidade é símbolo de uma polissemia espiritual, na qual o Espírito Santo é o maior protagonista. Ele garante que todos assumam papéis e cumpram missões sem que ninguém se sinta menos importante, inferior, nem que ninguém se sinta melhor, superior, por aquilo que desempenha na vida e no coração da comunidade eclesial. A imagem do corpo é utilizada para compreender a Igreja, cuja cabeça é Cristo e cujos membros são todos os batizados e batizadas. Paulo afirma, no v. 13, que todos são batizados no mesmo Espírito, mesmo que sejam judeus ou gregos, escravos ou livres. Todos formam um único corpo e bebem do mesmo Espírito, como elemento unitivo.

3. Evangelho (Jo 20,19-23)

Num cenário permeado pelo medo, realidade fortemente humana, tomada pelo luto e pela desolação em razão da morte cruel de Jesus na cruz, somente amparada espiritualmente pela promessa de sua ressurreição, a comunidade está reunida e torna-se espaço para que o Senhor possa se manifestar. O dizer enfático e duplicado “A paz esteja convosco” confirma que Jesus venceu a morte e que os grilhões desta já não o prendem no Sheol da morte. Ele está vivo e presente no meio deles, como está vivo e presente em nossa Igreja hoje, mediante seu Espírito Santo, Senhor que dá a vida e procede do Pai e do Filho. O Espírito, que no AT pairava sobre as águas, agora agita nossa fé, rompendo com a acédia, o medo e a imobilidade, fazendo que os discípulos no passado e nós, discípulos no presente, participemos de sua graça: a certeza de que a força pulsional da vida transcende, no olhar da fé, a força pulsional da morte.

O gesto de Jesus de mostrar as mãos e o lado (v. 20) evidencia que ele é o Crucificado, mas agora é o Ressuscitado. Há em seu corpo a continuidade em meio à descontinuidade. Na teologia do corpo do Ressuscitado há registros e camadas da experiência da encarnação que geram dor e sofrimento, mas há a manifestação de uma amorosa presença de Deus que supera toda morte, toda marca deliberada de ódio que ficou indelével na vida de Jesus. O fato de aparecer aos discípulos, num contexto de medo, e anunciar-lhes o Shalom, a plenitude do amor de Deus, é altamente importante, indicando que o caminho-destino dos discípulos não será distinto. Eles enfrentarão a crueldade, a indiferença, o aniquilamento de seus corpos, triturados pelo ódio, mas Deus, em sua infinita bondade e Espírito, haverá de ressuscitá-los, bem como a todos nós, que em Cristo e em seu Pai, pela força do Espírito, cremos e esperamos. Crer é esperar, é esperançar a vida no horizonte de um novo devir, de uma realidade que sustenta a presente imagem fantasiosa da vida que carregamos como pesado fardo em nossa história. A resposta dos discípulos é antropológica e de fé, eles se alegraram ao verem o Senhor.

O v. 21 repete o dizer de Jesus: “A paz esteja convosco”, acrescentando um envio: “Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. O v. 22 mostra Jesus soprando sobre eles o Espírito Santo, fazendo-nos lembrar a Ruah de Deus sobre as águas (Gn 1,2), como acima mencionado. Trata-se de nova criação, agora da Igreja, a Nova Humanidade em Cristo. A Igreja em Pentecostes é chamada a ir ao mundo, enviada em missão e constituída para criar novas relações nas quais o amor seja a força unitiva e transformadora, à luz daquilo que Jesus experimentou a partir da ressurreição: a certeza de um amor que salva. O v. 22 ressalta: “Recebei o Espírito Santo” e concede uma missão: a reconciliação. A Igreja agora surgida do sopro espiritual de Jesus ressuscitado é a comunidade dos reconciliados para promover a reconciliação. É chamada a perdoar, doar totalmente o amor que cura, liberta e salva o sujeito humano das ciladas do egoísmo e de uma vida vivida na autossuficiência. O Espírito cria comunhão, une, reinventa novo modo de ser na Igreja, sustentando a conversão dos indivíduos, de seus processos e de seus vínculos (caminho da sinodalidade da Igreja).

 

III. PISTAS PARA REFLEXÃO

Convidar a comunidade a viver o Pentecostes, contemplando em cada irmão e irmã a presença do Espírito Santo. Todos e todas somos chamados a anunciar a Jesus, Salvador da humanidade. Estimular a comunhão, a participação e a missão na perspectiva da tenda alargada, símbolo da Igreja, chamada a ser um espaço acolhedor para todos e todas. Meditar sobre a ação do Espírito Santo no presente mundo, que vive experiências de dor e angústia e é chamado a renovar sua esperança em busca de construir uma sociedade mais justa e fraterna, fundamentada no mandamento do amor.

Pe. Gustavo César dos Santos* / Pe. Dr. Junior Vasconcelos do Amaral**

*é presbítero da diocese de Divinópolis-MG e vigário paroquial da paróquia Nossa Senhora
do Carmo, na cidade de Carmo do Cajuru-MG. Graduado em Filosofia e Teologia pela Pontifícia Universidade Católica
de Minas Gerais (PUC-Minas), atualmente é o assessor eclesiástico da Comissão Vida e Família e Pastoral Familiar da
diocese. E-mail: gustavocesar339@gmail.com
**é presbítero da arquidiocese de Belo Horizonte-MG e vigário episcopal da Região
Episcopal Nossa Senhora da Esperança. Doutor em Teologia Bíblica pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia
(Faje – Belo Horizonte), realizou parte de seus estudos de doutorado na modalidade “sanduíche”, estudando
Narratologia Bíblica na Universidade Católica de Louvain (Louvain-la-Neuve, Bélgica). Atualmente, é professor de
Antigo e Novo Testamentos na PUC-Minas e pesquisa sobre psicanálise e Bíblia. E-mail: jvsamaral@yahoo.com.br

https://www.vidapastoral.com.br/roteiros/24-de-maio-pentecostes-2/

5-LEITURAS DA SEMANA: DE 25/05 A 31/05- ORAÇÃO E RITO PARA APAGAR O CÍRIO PASCAL

 

 

 

5-LEITURAS DA SEMANA: DE  25/05 A 31/05- ORAÇÃO E RITO PARA APAGAR O CÍRIO PASCAL

25- 2ª Gn 3,9-15.20 ou At 1,12-14 / Sl 86(87) / Jo 19,25-34 (Bemaventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja)

26-  3ª 1Pd 1,10-16 / Sl 97(98) / Mc 10,28-31

27- 4ª 1Pd 1,18-25 / Sl 147(147B) / Mc 10,32-45

28- 5ª 1Pd 2,2-5.9-12 / Sl 99(100) / Mc 10,46-52

29- 6ª 1Pd 4,7-13 / Sl 95(96) / Mc 11,11-26

30- Sáb.: Jd 17,20b-25 / Sl 62(63) / Mc 11,27-33

31- Dom.: Santíssima Trindade, Solenidade, Ano A

Hoje, omite-se a Festa de Visitação da Bem-aventurada Virgem Maria

Ex 34,4b-6.8-9;Dn 3,52.53.54.55.56 (R. 52b);2Cor 13,11-13;Jo 3,16-18

 

Oração do dia

Ó Deus, que pelo mistério da festa de hoje santificais vossa Igreja inteira, em todos os povos e nações, derramai por toda a extensão do mundo os dons do vosso Espírito Santo, e realizai agora, no coração dos que creem em vós, as maravilhas que operastes no início da pregação do Evangelho. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.

RITO PARA APAGAR O CÍRIO PASCAL

- O dirigente aproxima-se do Círio ainda aceso e se dirige ao povo com a seguinte motivação D. Irmãos e irmãs, na noite da Vigília Pascal, aclamamos Cristo, nossa Luz, e acendemos o Círio Pascal. A luz do Círio nos acompanhou nestes cinquenta dias do Tempo Pascal. Hoje, dia de Pentecostes, o Círio será apagado. Este sinal nos é retirado. Nós seremos a "luz de Cristo" no mundo. A seguir, entoa o verso e a assembleia responde cantando. D. Eis a Luz de Cristo! T. Demos graças a Deus! - O Dirigente convida representantes do Conselho da Comunidade para acender sete velas no Círio Pascal durante o refrão: "Cristo venceu aleluia! Ressuscitou, aleluia! O Pai lhe deu glória e poder. Eis nosso canto, aleluia!". Após acenderem as velas, os representantes se espalham por vários pontos da igreja. Logo após, cessando o refrão, o dirigente faz a inclinação ao Círio Pascal, e o apaga. Depois, voltado para o povo, proclama a seguinte oração: D. Dignai-vos, ó Cristo, acender nossas lâmpadas da fé; que em vosso templo elas refuljam constantemente, alimentadas por vós, que sois a luz eterna. Sejam iluminados os ângulos escuros do nosso espírito e sejam expulsas para longe de nós as trevas do mundo. Vós, que viveis e reinais para sempre. (Cantando) T. Amém, aleluia! Amém, aleluia! Amém, aleluia, aleluia, amém! - O Círio apagado é colocado junto à pia batismal ou levado para a sacristia em um lugar digno. Ele será aceso nas celebrações do Batismo, da 1ª Eucaristia, da Crisma e nas Exéquias.