sexta-feira, 29 de maio de 2026

BEM-VINDOS AO SB SABENDO BEM DE 31 DE MAIO DE 2026- SOLENIDADE DA SANTÍSSIMA TRINDADE




 A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina. (I Coríntios 1, 18).

(ANO A-BRANCO)- SOLENIDADE DA SANTÍSSIMA TRINDADE

31 de maio de 2026

O SENHOR SE REVELA PORQUE NOS AMA

MÊS MARIANO


Deus trino (Santíssima Trindade)

https://youtu.be/Sv9NbP2HlR0?si=fsou1PhLE3ltITVb

Ó TRINDADE VOS LOUVAMOS PELA VOSSA COMUNHÃO

https://youtu.be/1x8A5PgDyHU?si=dCStyhpRj27K37Ap

SB SABENDO BEM DE 31 DE MAIO DE 2026 INFORMA.

Caro(a) Leitor(a) amigo(a):

O meu abraço fraterno e um ótimo FINAL DE MAIO E UM ABENÇOADO MÊS DE JUNHO.

ACESSE SEMPRE O BLOG: sbsabendobem.blogspot.com e divulgue aos seus amigos, conhecidos e contatos nas redes sociais. Comente, faça sugestões. Agradeço. ESCREVA PARA sbsabendobem@gmail.com

 

SEJA BEM-VINDA! SEJA BEM-VINDO!

 

 

 

1- SEJAM BEM-VINDOS AO SB SABENDO BEM DO DOMINGO DA SOLENIDADE DA SANTÍSSIMA TRINDADE 1.1-Bem-vindos Irmãs e Irmãos!

 

1-  SEJAM BEM-VINDOS AO SB SABENDO BEM DO DOMINGO DA SOLENIDADE DA SANTÍSSIMA TRINDADE

1.1-Bem-vindos Irmãs e Irmãos!

Sejam todos bem-vindos, irmãos e irmãs, a este nosso encontro fraterno. Somos o povo reunido sob o sinal da Trindade. O seu amor nos envolve e nos move, por isso estamos aqui.

 

Hoje, celebramos a Solenidade da Santíssima Trindade. O Mistério Pascal de Jesus Cristo nos revelou esta grande verdade: Deus é Pai e Filho e Espírito Santo. O Pai gera e envia; o Filho vem, assume e realiza a missão; e o Espírito santifica, concedendo-nos os dons que nos vêm do amor do Pai e do Filho. A Trindade é o grande mistério do amor divino, pois Deus não quis nos deixar entregues à própria sorte, nós que somos obra de suas mãos. Ele se manifesta a nós e nos quer unidos à exemplo da Santíssima Trindade. Respondamos a tão grande mistério de amor com a nossa adoração, fidelidade e uma vida verdadeiramente transformada.

 

Irmãos e irmãs, reunimo-nos neste Domingo, dia do Senhor, para professarmos juntos a nossa fé no Deus-Amor. É ao Pai que nos voltamos em reverente adoração e louvor, por meio de seu Filho que por nós morreu e ressuscitou, na força e no poder do Espírito Santo. Pelo Batismo, fomos introduzidos no mistério da Trindade Santa e hoje somos a assembleia de batizados e batizadas que, dia após dia, experimenta e testemunha o Amor divino. Alegres, bendigamos ao Senhor.(INTRODUÇÃO DO FOLETO POVO DE DEUS EM SÃO PAULO).

1.2- ALGUMAS NOTÍCIAS DA IGREJA CATÓLICA

 

1.2- ALGUMAS NOTÍCIAS DA IGREJA CATÓLICA

A) A encíclica de Leão XIV: a IA deve servir à humanidade, não ao poder de poucos

No 135º aniversário da “Rerum novarum”, o Pontífice reflete, em sua primeira encíclica, “Magnifica humanitas”, sobre a Doutrina Social da Igreja na era da inteligência artificial. O apelo para preservar “uma magnífica humanidade habitada por Deus”, promovendo a verdade, a dignidade do trabalho, a justiça social e a paz. Na era digital, é preciso desarmar a IA e superar a teoria da “guerra justa”, relançando o diálogo e o multilateralismo.

“A magnífica humanidade criada por Deus encontra-se hoje diante de uma escolha decisiva: erguer uma nova torre de Babel ou construir a cidade onde Deus e a humanidade habitam juntos”. O incipit da primeira encíclica de Leão XIV – Magnifica humanitas, “sobre a salvaguarda da pessoa humana na era da inteligência artificial” – resume suas razões fundamentais e seu objetivo. Publicada hoje, segunda-feira, 25 de maio, foi assinada pelo Pontífice no último dia 15 de maio, no 135º aniversário da promulgação da Rerum novarum de Leão XIII. E de seu predecessor, o Papa Prevost recolheu a herança, escrevendo uma encíclica social que aborda um dos principais desafios da época contemporânea: a inteligência artificial. Dividida em cinco capítulos, Magnifica humanitas parte de um pressuposto: a tecnologia não é uma “força antagônica em relação à pessoa” (4), nem “um mal em si mesma” (9). No entanto, ela “não é neutra, pois assume o rosto daqueles que a concebem, a financiam, a regulam e a utilizam”. Daí, o apelo do Pontífice para “construir o bem” e “permanecer humanos”, seguindo a lógica da corresponsabilidade corajosa e da comunhão.

https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2026-05/papa-leao-xiv-enciclica-magnifica-humanitas-sintese.html

 

B) CelebraRio 2026: Maracanãzinho recebe grande evento

 

CelebraRio 2026 reúne milhares de fiéis no Maracanãzinho com missa, adoração e grandes nomes da Igreja Católica.

C) Instituto Hesed anuncia transmissão 24h no YouTube

 

O Instituto Hesed, uma das maiores referências de evangelização católica nas redes sociais no Brasil, anunciou oficialmente uma mudança histórica em sua missão digital: a partir do dia 6 de abril de 2026, seu canal no YouTube passará a transmitir conteúdos ao vivo 24 horas por dia, sem qualquer interrupção.

 

D) Missa de Cura e Libertação no RJ: o que a Igreja realmente ensina

 

Entenda o que é a Missa de Cura e Libertação no RJ, como funciona e o que a Igreja Católica ensina sobre exorcismo e libertação.

SAIBA MAIS: https://jovenscatolicos.com.br/category/noticias/

E)Crismas, encontros formativos e celebrações de Nossa Senhora de Fátima são destaques na Região Ipiranga.

No dia 13, foi celebrada a padroeira da Pa­róquia Nossa Senhora de Fátima, no Jar­dim Maria Estela, Decanato Santo André. A primeira missa foi presidida pelo Padre José Maria Mohomed Júnior, Coordenador Regional de Pastoral. Na sequência, a ima­gem mariana percorreu as ruas do bairro na Carreata da Solidariedade, que arreca­dou alimentos para compor cestas bási­cas. Às 15h, Dom Celso Alexandre presidiu missa, tendo como concelebrante o Pa­dre Edson Chagas Pacondes, Pároco. Este presidiu a última celebração do dia, após a qual houve uma breve procissão pelas ruas próximas à igreja matriz. (por Pascom paroquial).

Em missa no domingo, 17, presidida por Dom Celso Alexandre na Paróquia Nossa Se­nhora Aparecida de Moema, Decanato São Mateus, 54 jovens e adultos receberam o sacramento da Confirmação. Concelebrou o Padre Carlos Jobed Malaquias Saraiva, SDS, Pároco. (por Pascom paroquial).

LEIA MAIS EM: https://osaopaulo.org.br/sao-paulo/crismas-encontros-formativos-e-celebracoes-de-nossa-senhora-de-fatima-sao-destaques-na-regiao-ipiranga/

F)Festa Junina na Paróquia No ssa Senhora da Saúde

 

A festa junina na Paróquia Nossa Senhora da Saúde teve início no dia 29 de maio, seguiu no dia 30 e 31 de maio.E seguirá ainda no próximo final de semana: 05, 06 e 07 de junho. Entrada gratuita. Rua Santa Cruz,98- Vila Mariana- SP.

2- LITURGIA DA PALAVRA DA SOLENIDADE DA SANTÍSSIMA TRINDADE

 

2-   LITURGIA DA PALAVRA DA SOLENIDADE DA SANTÍSSIMA TRINDADE

É o Senhor que agora irá falar. Com ouvidos atentos, acolhamos a salvação que hoje Ele nos oferece em seu amor.

 

PRIMEIRA LEITURA (Ex 34,4b-6.8-9) Leitura do livro do Êxodo.

Naqueles dias, 4bMoisés levantou-se, quando ainda era noite, e subiu ao monte Sinai, como o Senhor lhe havia mandado, levando consigo as duas tábuas de pedra. 5 O Senhor desceu na nuvem e permaneceu com Moisés, e este invocou o nome do Senhor. 6 Enquanto o Senhor passava diante dele, Moisés gritou: “Senhor, Senhor! Deus misericordioso e clemente, paciente, rico em bondade e fiel”. 8 Imediatamente, Moisés curvou-se até o chão 9 e, prostrado por terra, disse: “Senhor, se é verdade que gozo de teu favor, peço-te, caminha conosco; embora este seja um povo de cabeça dura, perdoa nossas culpas e nossos pecados e acolhe-nos como propriedade tua”.

 

-Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

 

CÂNTICO (Dn 3,52-56)

 

A vós louvor, honra e glória eternamente!

 

1. Sede bendito, Senhor Deus de nossos pais.

2. Sede bendito, nome santo e glorioso.

3. No templo santo onde refulge a vossa glória.

 4. E em vosso trono de poder vitorioso.

5. Sede bendito, que sondais as profundezas.

6. E superior aos querubins vos assentais.

7. Sede bendito no celeste firmamento.

 

 SEGUNDA LEITURA (2Cor 13,11-13) Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios.

 

 11Irmãos: Alegrai-vos, trabalhai no vosso aperfeiçoamento, encorajai-vos, cultivai a concórdia, vivei em paz, e o Deus do amor e da paz estará convosco. 12Saudai-vos uns aos outros com o beijo santo. Todos os santos vos saúdam. 13 A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós. – Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

 

ACLAMAÇÃO (Cf. Ap 1,8)

 Aleluia, aleluia, aleluia.

Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Divino, ao Deus que é, que era e que vem, pelos séculos. Amém.

 

EVANGELHO (Jo 3,16-18)

 

P. O Senhor esteja convosco. T. Ele está no meio de nós. P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João. T. Glória a vós, Senhor.

 

P. 16Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. 18Quem nele crê, não é condenado, mas quem não crê, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito.

– Palavra da Salvação. T. Glória a vós, Senhor.

 

https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Ano-50A-34-SOLENIDADE-DA-SANTISSIMA-TRINDADE.pdf

3- LITURGIA DA SOLENIDADE DA SANTÍSSIMA TRINDADE

 

 

3-   LITURGIA DA SOLENIDADE DA SANTÍSSIMA TRINDADE

 

- A revelação da Santíssima Trindade brota do ápice da História da Salvação: o Mistério Pascal de Jesus Cristo. O conhecimento do mistério da Trindade não é fruto do esforço da inteligência humana, mas é dom do amor do Senhor por nós, de sua proximidade. Ao encarnar-se, o Filho nos manifesta que o Deus do Antigo Testamento

- Aquele que caminhou com Israel, libertou-o da escravidão e que no Salmo louvamos como o "Deus de nossos pais" - é o Pai Eterno, criador de todas as coisas e gerador do Verbo.

- Após a Ascensão do Senhor, com o envio do Espírito Santo, o Pai e o Filho nos comunicam o seu poder santificador: o Amor personificado que passa a habitar em nós e, em nós, realiza a sua obra da santificação. Assim, esta solenidade celebra a profunda proximidade entre Deus e sua criatura. A síntese mais bela deste mistério está na liturgia de hoje: "O Senhor desceu" (Ex 34,5). Deus não permanece distante; Ele vem ao encontro da nossa fragilidade, movido pelo desejo de não deixar perder-se a obra mais preciosa de suas mãos.

 - Sabemos que Deus é Pai, e Filho e Espírito Santo porque Ele veio a nós, mostrou-se, revelou-se. O ser humano, sozinho, não pode alcançar o mistério divino; é Deus quem se abaixa, quem toma a iniciativa, quem se comunica. Toda revelação da Trindade é, antes de tudo, um grande ato de amor.

- No Antigo Testamento, essa proximidade já se manifestava. Em Moisés, Deus se faz próximo ao escolher, libertar, dar a Lei e revelar o seu Nome, isto é, sua identidade. A proclamação de Ex 34 tornou-se como que o "Credo" de Israel: "Senhor, Senhor, Deus misericordioso e clemente, paciente, rico em bondade e fiel". "Deus misericordioso e clemente", termos ligados às entranhas maternais, que demonstram que o amor de Deus por nós é visceral, isto é, muito profundo; "paciente" (em outras traduções, diz-se "lento para a ira"): a paciência de Deus sustenta todas as coisas e, muito especialmente, o seu povo, muitas vezes de cabeça dura e lento para entender a sua vontade; "rico em bondade e fiel": Deus é confiável, jamais volta atrás com sua Palavra e permanece fiel àqueles que escolheu e chamou.

- Diante dessa revelação, Moisés se prostra. A resposta adequada ao mistério de Deus é a adoração. O ser humano reconhece que não é maior que o seu Senhor (cf. Jo 13,16). E, confiando na fidelidade divina, intercede: "Caminha conosco, perdoa nossas culpas e acolhe-nos como propriedade tua" (Ex 34,9). A verdadeira adoração não é fuga do mundo, mas súplica pela humanidade. Adoramos também em nome daqueles que não adoram; cremos também por aqueles que não creem. - O Evangelho desta solenidade é o grande anúncio do amor: "Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho" (cf. Jo 3,16). Deus não vem para condenar, mas para salvar. O Pai envia; o Filho assume a missão; o Espírito Santo comunica a vida nova. As três Pessoas agem inseparavelmente na obra da redenção. O juízo, então, não é um decreto arbitrário, mas a própria resposta humana: quem crê acolhe a vida eterna, recebe-a do Senhor, que partilha aquilo que é seu; quem rejeita a luz permanece fora desta comunhão com este grande dom que Deus oferece. O Senhor respeita a liberdade humana.

- A liturgia de hoje nos convida a examinar nossa resposta a esse amor que se faz próximo. Ao acolhê-lo pela fé e pela adoração, recebemos uma vida nova e essa vida deve tornar-se visível. São Paulo descreve essa existência transformada com exortações muito concretas: "Alegrai-vos"; a alegria é sinal de quem encontrou o Senhor. "Trabalhai no vosso aperfeiçoamento"; não por moralismo, mas por desejo sincero de maturidade na fé. "Cultivai a concórdia, vivei em paz"; porque a comunhão é o reflexo da própria vida trinitária.

- Quando a comunidade vive assim, ela se torna ícone da Trindade. Torna visível, na história, o Deus que é comunhão de amor. Por isso, Paulo conclui com a bênção trinitária - a mesma com que iniciamos nossas celebrações - recordando-nos que, antes de qualquer resposta nossa, é Deus quem toma a iniciativa, quem nos reúne, quem nos sustenta: "A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós".

- Celebrar a Santíssima Trindade, portanto, não é tentar explicar um enigma, mas acolher um mistério que nos envolve. É deixar-se alcançar pelo Pai que envia, pelo Filho que salva e pelo Espírito que vivifica. E, transformados por esse amor, tornar-nos, no mundo, sinal vivo da comunhão divina, para que todos reconheçam que Deus continua descendo ao encontro da humanidade.

 

https://diocesedesaomateus.org.br/wpcontent/uploads/2026/04/31_05_26.pdf

4- REFLEXÕES PARA A SOLENIDADE DA SANTÍSSIMA TRINDADE – ANO A 4.1- DEUS É AMOR, COMUNHÃO DE PESSOAS

 

4-   REFLEXÕES PARA A SOLENIDADE DA SANTÍSSIMA TRINDADE – ANO A

 

4.1- DEUS É AMOR, COMUNHÃO DE PESSOAS

 

A Liturgia da Igreja, ao longo do ano litúrgico, nos proporciona uma experiência de encontro com Cristo, revelação definitiva de Deus para nós que, em seu Mistério Pascal, mostrou a face amorosa e misericordiosa do Pai para com a humanidade. Por Cristo, no Espírito, temos acesso ao Pai, O qual se revela e, ao se revelar, nos comunica Sua vida! A primeira revelação se dá na Criação: “De fato, as perfeições invisíveis de Deus (...) são claramente conhecidas, através de suas obras, desde a criação do mundo.” (cf. Rm 1,20). Ao longo da história, Deus escolhe um Povo, ao qual se revela como Deus único, vivo e verdadeiro: “terá vindo algum Deus escolher para si uma nação entre todas (...) como tudo quanto fez por vós o Senhor, vosso Deus, no Egito – diante de teus olhos?” (Dt 4,34). Ao se revelar ao Seu povo, Ele também promete enviar o Messias: “O Senhor teu Deus suscitará para ti, do meio de ti, dentre os teus irmãos, um profeta como eu: é a ele que deverás ouvir” (Dt 18,15). E cumpre a promessa gerando, pelo Espírito, no ventre de Maria, o Filho eterno e amado, a quem devemos escutar (cf. Mt 17,5). Em Cristo, Deus se revela plenamente: “Muitas vezes e de muitos modos, Deus falou outrora aos nossos pais, pelos profetas. Nestes dias, que são os últimos, falou-nos por meio do Filho” (Hb 1,1-2). Com sua vinda conhecemos que em Deus há Um que ama, Um que é amado, e Um que é o amor mesmo: O Pai que ama o Filho, o Filho que ama o Pai e o Espírito Santo, amor do Pai e do Filho! Jesus nos revelou o amor e a unidade que existe entre o Pai e o Filho, e nos prometeu o Espírito: “Eu rogarei ao Pai e Ele vos dará outro Paráclito, para que fique eternamente convosco” (Jo 14,16). Mostrou-nos que Deus é comunhão de Pessoas e ordenou aos discípulos que fizessem discípulos e batizassem em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo para nos torná-los participantes da vida e do amor que existe no seio da Trindade e que, para nós, é salvação! Nossa vida cristã tem sua fonte na Trindade e para ela se orienta. Deus é amor, comunhão de Pessoas, e jamais foi solitário. Criados à Sua imagem e semelhança, fomos, portanto, criados para a comunhão. Templos da Trindade pelo Batismo e pela Crisma, devemos ser reflexos de Seu amor no mundo. Jamais seremos verdadeiramente felizes e realizados sozinhos, mas somente na comunhão com Deus e com os irmãos e irmãs; quanto mais amamos, mais transparecemos a imagem de Deus em nós! Em Deus há unidade na diversidade: três Pessoas distintas, mas uma única natureza divina em perfeita comunhão de amor. As diferenças não devem nos impedir de viver a comunhão e a unidade. No Espírito Santo, a unidade na diversidade é possível! Assim deve ser a Igreja, vivendo a sinodalidade, e sendo sinal de unidade para os povos. Diante do individualismo e isolamento que geram dor e sofrimento, e do consumismo que faz os corações se esquecerem as coisas do alto, aprendamos com Trindade. Um cântico das comunidades dizia: “Ninguém mais pode ser hoje isolado, na vida é preciso se unir, seguindo pela estrada lado a lado, pra juntos nossa história construir”. Isso é possível quando a graça que vem do Pai, pelo Filho, no Espírito, nos acompanha, e quando a história a construir é a acolhida do dom do Reino de Deus. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém!

 

Dom Edilson de Souza Silva Bispo auxiliar de São Paulo Vigário Episcopal – Região Lapa

https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Ano-50A-34-SOLENIDADE-DA-SANTISSIMA-TRINDADE.pdf

4.2-Solenidade da Santíssima Trindade – A

 

4.2-Solenidade da Santíssima Trindade – A

O mistério da Santíssima Trindade é a luz que ilumina todas as verdades da fé. E é um mistério de amor profundo.

Meus queridos Irmãos,

Como o Pai Me amou, assim Eu vos amei! Palavras de vida para guardar no peito e transbordar alegria em cada novo dia.

Este tempo maravilhoso de Páscoa, que foi encerrado com o Domingo de Pentecostes, nos colocou diante dos olhos a unidade da obra do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Cristo veio cumprir a obra do Pai e nos deu seu Espírito, para que ficássemos nele e mantivéssemos a obra do Pai e nos deu seu Espírito, para que ficássemos nele e mantivéssemos o que Ele fundou, renovando-o constantemente, neste mesmo Espírito. Assim, a festa de hoje vem contemplar o tempo pascal, como uma espécie de síntese. Síntese, porém, não intelectual, mas “misterial”, isto é, celebrando a nossa participação na obra das pessoas divinas. A festa da Santíssima Trindade sempre foi celebrada no domingo seguinte ao domingo de Pentecostes, com a finalidade de mostrar o triunfo da Santíssima Trindade na história da salvação: o Pai Criador, o Filho Salvador, o Espírito Santo que renova e refaz todas as coisas.

Amigos e amigas,

Foi Jesus que revelou que no Deus único, há três pessoas distintas. Santo Antônio afirmou que na palavra Pax está contida a revelação do mistério da Trindade: “Note que na palavra pax, paz, há três letras e uma sílaba, em que se designa a Trindade e a Unidade: no P, o Pai; no A, primeira vogal, o Filho, que é a voz do Pai; no X, consoante dupla, o Espírito Santo, procedente de ambos. Assim, ao dizer: A paz esteja convosco, recomenda-nos Cristo a fé na Trindade e na Unidade”.

A Santíssima Trindade, na palavra do Concílio Ecumênico Vaticano II, afirma que o dogma da Santíssima Trindade é o centro de nossa fé.

O próprio Cristo envia os seus discípulos para a missão determinando que o mandato do batismo seja efetuado em nome da Trindade Santíssima: “Ide pelo mundo e batizai a todos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”(Cf. Mt 28,19).  A existência de um Deus único, com uma só natureza divina, mas distinto em três pessoas, é revelação de Jesus.

Por isso a Santíssima Trindade permeia toda a vida do cristão. Todas as vezes que fazemos o sinal da Cruz estamos invocando a Santíssima Trindade. Quando fazemos o sinal da Cruz reverenciamos o Deus único e verdadeiro, Pai, Filho e Espírito Santo. E, assim, também começa a Santa Missa com a saudação inicial: “A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus-Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco”, quando pedimos que seja Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

A Trindade está presente em tudo: no glória quando glorificamos ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo; bem como, no Credo, quando renovamos a nossa fé no Deus uno e trino, Pai, Filho e Espírito Santo.

Estimados irmãos,

O mistério da Santíssima Trindade é a luz que ilumina todas as verdades da fé. E é um mistério de amor profundo. A Trindade é a comunidade perfeita, a comunidade de amor pleno. O Pai criou tudo por amor; o Filho, muito amado pelo Pai constrói no mundo, com sua vida, um reino de amor, e o amor é um dos grandes dons do Espírito Santo. Assim, no Santo Evangelho de hoje(cf. Jo 3,16-18), tirado do diálogo de Jesus com Nicodemos, recorda o imenso amor de Deus pelas criaturas, pelos homens e pelas mulheres, um amor tão grande, tão sublime, tão profundo que vence a barreira do pecado e da morte à custa do sangue derramado de seu próprio Filho. Um amor inaudito que quer ter todas as criaturas junto a si, participando de sua feliz vida eterna.  Deus nos ama de tão maneira que nos enviou o Espírito Santo em auxílio da fraqueza e da miséria de nossa fé, completando o nosso coração de esperança, avivando a fé em Jesus, o Redentor, revestindo de tal maneira nossa vida a ponto de que é Ele que reza em nós e em nós rende louvores e graças a Deus. Deus Pai já não olha para o nosso pecado e ignorância, mas vê o “o próprio Espírito, que advogada por nós em gemidos inefáveis.”(Cf. Rm 8,26)

Caros irmãos,

Na primeira leitura(cf Ëx 34,4b-6.8-9)depois de ter obtido o perdão de Deus para o Povo, Moisés subiu sozinho à presença de Jahwéh. Consigo, levava as duas novas tábuas de pedra que havia talhado e sobre as quais seriam gravados os mandamentos da aliança. Precisamente aqui, o autor insere a teofania (“manifestação de Deus”). Deus aproxima-se de Moisés “na nuvem”: a nuvem, que paira a meio caminho do céu e da terra, é, no Antigo Testamento, um símbolo privilegiado para exprimir a presença do Deus que vem ao encontro do homem; ao mesmo tempo a nuvem, simultaneamente, esconde e manifesta: sugere o mistério de Deus, escondido e presente, cujo rosto o homem não pode ver, mas cuja presença adivinha. A teofania continua, depois, com uma auto-apresentação do próprio Jahwéh. Como é, então, que o próprio Deus Se define? Que é que Ele diz de Si próprio? Nesta apresentação, Deus não menciona a sua grandeza e onipotência, o seu poder e majestade; mas menciona as “qualidades” que fazem d’Ele o parceiro ideal na “aliança”: Jahwéh é o “Deus clemente e compassivo, sem pressa para se indignar e cheio de misericórdia e fidelidade” (vers. 6). Num desenvolvimento que aparece no texto bíblico, mas que a nossa leitura de hoje não conservou (vers. 7), Jahwéh fala ainda da sua misericórdia (“até à milésima geração”), que é ilimitada e desproporcional quando comparada com a sua ira (“até à terceira e à quarta geração”). Aqui, os números não significam nada e não devem ser tomados à letra: são apenas uma forma de representar a desproporcional misericórdia de um Deus, infinitamente mais inclinado para o perdão do que para o castigo. De resto, Israel é convidado a descobrir e a comprometer-se com esse Deus que é sempre fiel aos seus compromissos e solidário com todos aqueles que d’Ele necessitam.

A questão essencial é esta: Deus ama o seu Povo e cuida dele com bondade e ternura. A sua misericórdia é ilimitada e, aconteça o que acontecer, irá sempre triunfar. Israel, o Povo da aliança, pode estar tranquilo e confiante, pois Jahwéh, o Deus do amor e da misericórdia, garante a sua eterna fidelidade a esses atributos que caracterizam o seu ser. Moisés responde a esta apresentação com as petições habituais: que Jahwéh continue a acompanhar o seu Povo em caminhada da terra da escravidão para a terra da liberdade; que Jahwéh entenda a dureza do coração do Povo e que perdoe os seus pecados; que Jahwéh renove a eleição (vers. 9). E Deus, confirmando a sua auto-apresentação (Deus de amor e de bondade, lento para a ira e rico de misericórdia), não só perdoa o Povo, como até lhe propõe a renovação da aliança (vers. 10).

Deus é sempre, para o homem, o mistério que a “nuvem” esconde e revela: detectamos a sua presença, mas sem O ver; percebemos a sua proximidade, sem conseguirmos definir os contornos do seu rosto. A ânsia do homem em penetrar o mistério de Deus leva-o, com frequência, a inventar rostos de Deus; mas, muitas vezes, esses rostos são apenas a projeção dos sonhos, dos anseios, das necessidades e até dos defeitos dos homens e têm pouco a ver com a realidade de Deus. Para entrarmos no mistério de Deus, é preciso estabelecermos com Ele uma relação de proximidade, de comunhão, de intimidade que nos leve ao encontro da sua voz, dos seus valores, dos seus desafios (“subir ao monte”).

Nesta leitura Deus Se apresenta, fundamentalmente, Ele Se define como o Deus da relação e da comunhão. Deixa claro que é um Deus “com coração” – e com um coração cheio de amor, de bondade, de ternura, de misericórdia, de fidelidade. Apesar de o seu Povo ter violado os compromissos que assumiu, Deus não só perdoa o pecado do Povo, mas propõe o refazer da “aliança”: é que, acima de tudo, este Deus do amor preza a comunhão com o homem: o seu objetivo é integrar os homens na família de Deus.

Deus, da sua parte, faz tudo para viver em comunhão com o homem. No entanto, respeita, de forma absoluta, a liberdade do homem.

Prezados irmãos,

A Primeira Carta aos Coríntios (que criticava alguns membros da comunidade por atitudes pouco condizentes com os valores cristãos) provocou uma reação extremada e uma campanha organizada no sentido de desacreditar Paulo. Este, informado de tudo, dirigiu-se apressadamente para Corinto e teve um violento confronto com os seus detratores. Depois, retirou-se para Éfeso. Tito, amigo de Paulo, fino negociador e hábil diplomata, partiu para Corinto, a fim de tentar a reconciliação. Paulo, entretanto, partiu para Tróade. Foi aí que reencontrou Tito, regressado de Corinto. As notícias trazidas por Tito eram animadoras: o dissenso fora ultrapassado e os coríntios estavam, outra vez, em comunhão com Paulo. Reconfortado, São Paulo escreveu uma tranquila apologia do seu apostolado, à qual juntou um apelo em favor de uma coleta para os pobres da Igreja de Jerusalém. Esse texto é a nossa Segunda Carta de Paulo aos Coríntios. Estamos nos anos 56/57. O texto de hoje é, precisamente, a conclusão da Segunda Carta de Paulo aos Coríntios. Se compararmos esta despedida com a da Primeira Carta aos Coríntios (cf. 1 Cor 16,19-24), ela surpreende-nos pela brevidade, frieza e impessoalidade. Não parece a despedida de uma “carta de reconciliação”, mas antes uma despedida entre partes que conservam uma certa tensão na sua relação.

Na segunda leitura – Cf. 2Cor 13,11-13, São Paulo começa por deixar algumas recomendações de caráter geral aos membros da comunidade. Pede-lhes que sejam alegres; que procurem, sem desistir, chegar à perfeição; e que, nas relações fraternas, se animem mutuamente, tenham os mesmos sentimentos e vivam em paz. São conselhos que devem ser entendidos no contexto das dificuldades e tensões vividas recentemente pela comunidade. O mais notável desta carta é, contudo, a fórmula final de saudação: “a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco”. Esta fórmula – a mais claramente trinitária de todo o Novo Testamento – é, certamente de origem litúrgica. Provavelmente, era a fórmula que os cristãos utilizavam quando, no contexto da celebração eucarística, trocavam a saudação da paz.
Esta fórmula constitui uma impressionante confissão de fé no Deus trino. Ela manifesta a fé dos crentes nesse Deus é amor e, portanto, que é “família”, que é comunidade. Ao utilizarem esta fórmula, os batizados se reconhecem como membros dessa “família de Deus”; e reconhecem também que ser “família de Deus” é fazerem todos parte de uma única família de irmãos. São, portanto, convocados para viverem em unidade: em comunhão com Deus e em união com todos os irmãos.

A comunidade cristã é convidada a descobrir que Deus é amor. A fórmula “Pai, Filho e Espírito Santo” expressa essa realidade de Deus como amor, como família, como comunidade. Os membros da comunidade cristã, que pelo batismo aderiram ao projeto de salvação que Deus apresentou aos homens em Jesus e cuja caminhada é animada pelo Espírito, são convidados a integrarem esta comunidade de amor. O fim último da nossa caminhada é a pertença à família trinitária. Esta “vocação” deve expressar-se na nossa vida comunitária. A nossa relação com os irmãos deve refletir o amor, a ternura, a misericórdia, a bondade, o perdão, o serviço, que são as consequências práticas do nosso compromisso com a comunidade trinitária.

Caros irmãos,

São João é o evangelista abismado na contemplação do amor de um Deus que não hesitou em enviar ao mundo o seu Filho, o seu único Filho, para apresentar aos homens uma proposta de felicidade plena, de vida definitiva; e Jesus, o Filho, cumprindo o mandato do Pai, fez da sua vida um dom, até à morte na cruz, para mostrar aos homens o “caminho” da vida eterna… No dia em que celebramos a Solenidade da Santíssima Trindade, somos convidados a contemplar, com João, esta incrível história de amor e a nos espantar com o peso que nós – seres limitados e finitos, pequenos grãos de pó na imensidão das galáxias – adquirimos nos esquemas, nos projetos e no coração de Deus.

O amor de Deus se traduz na oferta ao homem de vida plena e definitiva. É uma oferta gratuita, incondicional, absoluta, válida para sempre; mas Deus respeita absolutamente a nossa liberdade e aceita que recusemos a sua oferta de vida. No entanto, rejeitar a oferta de Deus e preferir o egoísmo, o orgulho, a auto-suficiência, é um caminho de infelicidade, que gera sofrimento, morte, “inferno”.

Nós, os batizados, devíamos ser as testemunhas desse Deus que é amor; e as nossas comunidades cristãs ou religiosas deviam ser a expressão viva do amor trinitário.

Irmãos e Irmãs,

A proposta de Deus nasce de amor, explicita-se na encarnação e morte de Jesus, e tem por finalidade dar a todos a vida eterna. O homem e a mulher, em resposta ao chamado de Deus, consiste em aceitar ou não aceitar a missão de Jesus, o Filho. Aceitar ou não exige uma decisão pessoal, de adesão ao Evangelho da libertação e da vida nova. Jesus garantiu que o Espírito Santo nos ajudaria a conhecer a Verdade e a discernir as coisas. A decisão passa pela adesão ao Cristo Ressuscitado, o Redentor e Salvador, através de uma adesão misteriosa e amorosa de docilidade ao Reino e ao Seguimento do Cristo.

Deus uno e trino que é indivisível. Indivisível, mas amoroso e generoso na comunhão amorosa e eterna com a Trindade, devemos construir uma vida do amor, com amor e para amar, como Cristo nos amou e amou a sua Igreja. Sim, a solenidade da Santíssima Trindade, nos convida a buscar e viver a integração da unidade na pluralidade em todos os sentidos.

Que a Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo acompanhe sempre as nossas vidas e nos ajude a fazer a experiência amorosa de Deus. Vem Trindade Santa, caminha conosco e nos dê a sua paz! Amém!

Homilia Recebida Por Email

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4.3-31 de maio – SANTÍSSIMA TRINDADE Por Pe. Gustavo César dos Santos* / Pe. Dr. Junior Vasconcelos do Amaral** Deus uno e trino, comunidade de amor

 

4.3-31 de maio – SANTÍSSIMA TRINDADE

Por Pe. Gustavo César dos Santos* / Pe. Dr. Junior Vasconcelos do Amaral**

Deus uno e trino, comunidade de amor

INTRODUÇÃO GERAL

A Santíssima Trindade é a melhor comunidade! Dessa frase entendemos o que diz o filósofo Gaston Bachelard: “No princípio está a relação”. A beleza da Trindade consiste no mistério do Amor. O Pai é aquele que ama, o Filho é o amado e o Espírito Santo é o amor, a substância mesma de Deus. Nessa “ciranda”, o dinamismo eterno é o amor. Assim, entendemos o que Santo Agostinho outrora falou: “Se vês a caridade, aí vês a Trindade” (Tratado De Trinitate). O mistério celebrado nesta solenidade é o alto das comemorações pascais; trata-se de um mistério vivido e celebrado no cotidiano da vida da Igreja, sobretudo nos domingos. A bem da verdade, é o Mistério por excelência, pois nele se vê, à luz da fé, o mistério do Criador, do Redentor e do Santificador, nas missões trinitárias. Deus é comunidade que vive e dispensa o amor, e a Igreja é chamada a ser ícone da Trindade. Na primeira leitura, testemunhamos a ação de Deus, que desce ao encontro de Moisés, o qual, por sua vez, ora a Deus, clamando sua misericórdia em vista da dureza do coração de seu povo. Na segunda leitura, em tom admoestador, Paulo convida a comunidade coríntia a viver na alegria, purificando os corações para o amor, vivenciando a paz em nome de Deus Pai, Filho e Espírito Santo. No Evangelho, contemplamos a missão soteriológica de Deus: ele quer salvar o mundo, por Jesus, na unidade do Espírito Santo, que nos foi dado no batismo e celebrado no domingo passado, o de Pentecostes. A comunidade joanina vive uma fé madura e intensa em Deus e nos convida a participar dessa comunhão, que tem sua fonte no Deus uno e trino.

 

COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

 

1. I leitura (Ex 34,4b-6.8-9)

Moisés é profeta de Deus. Ele levanta-se quando ainda é noite, antes do amanhecer, e vai até a montanha do Senhor, o Horeb, o monte Sinai. Leva consigo duas tábuas para servir de lugar de registro para Deus gravar sua Lei (Torá – instrução). O v. 5 nos apresenta um movimento de descendimento de Deus, Ele vem para junto de Moisés e conversa com seu servo. Como no capítulo 19, Moisés faz-se mediador da aliança – BeRiT – e, ao se encontrar com Deus na montanha, ouve a proclamação divina da misericórdia e da justiça. Trata-se de uma atitude divina reveladora: Deus se faz próximo, aproxima-se de seu escolhido, Moisés. O fato de Deus descer da nuvem indica que se desvela de sua majestade. A nuvem sempre simbolizou o próprio Deus. Essa atitude agora indica que Deus abdica de seu trono, faz-se próximo, desce até sua criatura. No v. 6, enquanto Deus passava diante de Moisés, este gritou: “Deus misericordioso e clemente, paciente, rico em bondade e fiel”. Moisés procura nomeá-lo, na tentativa de “circunscrever” Deus em seu espaço de linguagem. Nomear é buscar apossar-se. Isso, porém, é apenas uma tentativa, pois Deus é inapreensível, por isso é mistério. O v. 8 apresenta Moisés humilde diante de Deus, inclinado diante do numinosodo mistério que ultrapassa sua compreensão e seus olhos, que estavam buscando o Senhor. Moisés intercede por si e por todos os seus: “Senhor, se é verdade que gozo de teu favor, peço-te, caminha conosco; embora este seja um povo de cabeça dura, perdoa nossas culpas e nossos pecados e acolhe-nos como propriedade tua” (v. 9). Moisés é cônscio de que seu povo é teimoso, que endureceu sua cerviz a Deus, que tem pecados e que, mesmo assim, é sua propriedade. Moisés é um líder nato que se entende frágil, mas, não obstante sua fragilidade, fala com Deus, intercede por seu povo junto a Ele, não tem medo de receber suas críticas nem de ouvir suas repreensões. Sua coragem e fé são expressões de sua capacidade de lidar com a vida e endereçar suas pulsões (seus afetos, demandas e alegrias) a Deus.

 

2. II leitura (2Cor 13,11-13)

A segunda leitura, pequena em extensão, mas grande em significado, é uma parênese, isto é, uma exortação que o apóstolo Paulo faz às comunidades de Corinto. Começando com um imperativo: “Alegrai-vos”, seguido de outro: “Trabalhai”, indica que a comunidade deve escutar atentamente essa palavra para mover-se na direção de uma vida espiritual, que tem como expressão primeira a alegria (chairete, de charis: graça) e, em seguida, a purificação, o aperfeiçoamento espiritual, a concórdia, o amor e a paz. A fé, para Paulo, não é somente um bem-estar pessoal, mas leva ao comunitário, ao bem compartilhado e celebrado na Eucaristia. No v. 12 a comunidade é convidada a viver a relação espiritual mediante a expressão do beijo santo (hágia filemati), o ósculo da paz. “Todos os santos vos saúdam” indica que toda a Igreja está saudando essa comunidade. “Santos” significa os que são batizados no Cristo e vivem a santidade derivada do batismo; em última instância, são todos os cristãos da comunidade. Acrescida a esse versículo está a saudação trinitária própria de Paulo e muito conhecida pelas comunidades ainda hoje, sobretudo no início das missas: “A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós”. Às vezes, abrindo ou concluindo suas cartas com tal saudação, Paulo busca destacar que a Igreja é ícone da Trindade, vive a partir dela e por ela. A Trindade é não apenas o destino para o qual a Igreja caminha, mas também sua origem e seu meio.

 

3. Evangelho (Jo 3,16-18)

Belíssimo e profundo, o Evangelho é mais uma oração da fé. Trata-se de um testamento do que Deus deseja realizar pela humanidade: salvar. Chegada a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho ao mundo para que não morra todo o que nele crer (v. 16), mas seja salvo. Amar o mundo é a missão natural de Deus. Ele só pode amar, e, se não amasse, deixaria de ser Deus. Deus é amor, afirma-nos o apóstolo João (1Jo 4,8). O amor divino tem como finalidade permitir que o mundo viva, esteja salvo. Corresponde a um amor capaz de sustentar o mundo em sua definição. Deus não enviou seu Filho ao mundo para condená-lo, mas para salvá-lo. Jesus é o mediador único e absoluto da salvação. Para Jesus, o mundo tem sentido soteriológico, pois é habitação de Deus, sua shequinah está no meio de nós.

Para o Evangelho joanino, crer é sinal de comunhão com Deus, participação na vida divina e no misterioso caminho para a eternidade. Nele, os termos “fé”, “crer” e “acreditar” ocorrem uma centena de vezes. Trata-se de Evangelho que é expressão de uma comunidade de iniciados, e não de iniciantes; de pessoas de fé madura, a qual as levou a superar os desafios internos e encontrar, nos sinais realizados por Jesus e, sobretudo, em sua palavra, que é testamento escrito, o significado para crer. Por isso, em João, Jesus está continuamente discursando acerca da fé. Não crer, para a comunidade joanina, significa estar fora da comunhão com Deus, a qual conduz o fiel à salvação, pois é pela fé que a humanidade será salva, incorporada no amor divino. Embora o texto do Evangelho não evidencie o mistério explícito da Trindade, dizer que Deus salva significa crer no Pai, o Criador, no Filho, o Redentor, e no Espírito Santo, o Santificador. Não crer já é, para a comunidade joanina, estar condenado, pois não há outro caminho salvífico senão em Cristo (Jo 14,6).

III. PISTAS PARA REFLEXÃO

Levar a comunidade a entender que o mistério da Trindade é mais para ser vivido e celebrado que entendido e estudado. A Trindade é mistério relacional. Ajudar os fiéis a compreender que dominicalmente celebramos a Trindade, pois toda Eucaristia é ao Pai, pelo Filho, na comunhão do Espírito Santo. Proporcionar uma catequese trinitária, percebendo que o mistério fundamental de nossa fé é nossa comunhão com as pessoas divinas, Pai e Filho e Espírito Santo.

Pe. Gustavo César dos Santos* / Pe. Dr. Junior Vasconcelos do Amaral**

*é presbítero da diocese de Divinópolis-MG e vigário paroquial da paróquia Nossa Senhora
do Carmo, na cidade de Carmo do Cajuru-MG. Graduado em Filosofia e Teologia pela Pontifícia Universidade Católica
de Minas Gerais (PUC-Minas), atualmente é o assessor eclesiástico da Comissão Vida e Família e Pastoral Familiar da
diocese. E-mail: gustavocesar339@gmail.com
**é presbítero da arquidiocese de Belo Horizonte-MG e vigário episcopal da Região
Episcopal Nossa Senhora da Esperança. Doutor em Teologia Bíblica pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia
(Faje – Belo Horizonte), realizou parte de seus estudos de doutorado na modalidade “sanduíche”, estudando
Narratologia Bíblica na Universidade Católica de Louvain (Louvain-la-Neuve, Bélgica). Atualmente, é professor de
Antigo e Novo Testamentos na PUC-Minas e pesquisa sobre psicanálise e Bíblia. E-mail: 
jvsamaral@yahoo.com.br

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5- LEITURAS DA SEMANA: DE 01 DE JUNHO A 07 DE JUNHO

 5-   LEITURAS DA SEMANA: DE  01 DE JUNHO A 07 DE JUNHO

01-2ª 2Pd 1,2-7 / Sl 90(91) / Mc 12,1-12

02- 3ª 2Pd 3,12-15a.17-18 / Sl 89(90) / Mc 12,13-17

03- 4ª 2Tm 1,1-3.6-12 / Sl 122(123) / Mc 12,18-27

04- 5ª Corpus Christi (folheto próprio)

05- 6ª 2Tm 3,10-17 / Sl 118(119) / Mc 12,35-37

06- Sáb.: 2Tm 4,1-8 / Sl 70(71) /Mc 12,38-4

      07- 10º Domingo do Tempo Comum, Ano A

            Os 6,3-6;Sl 49(50),1.8.12-13.14-15 (R. 23b);Rm 4,18-25;Mt 9,9-13

 

Oração

Deus, nosso Pai, enviando ao mundo a Palavra da verdade e o Espírito santificador, revelastes o vosso admirável mistério. Concedei-nos, na profissão da verdadeira fé, reconhecer a glória da Trindade e adorar a Unidade na sua onipotência. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém

6- CANTOS PARA A SOLENIDADE DA SANTÍSSIMA TRINDADE

 

6-   CANTOS PARA A SOLENIDADE DA SANTÍSSIMA TRINDADE

Entrada 

-Eu creio em Deus-223

-Santíssima Trindade-(Acolhida) 

-Pai de amor

-Bom é poder estar aqui

Invocação da Santíssima Trindade

Deus Trino

Perdão 

-Confesso a Deus, Pai todo poderoso 

-Senhor que vieste salvar ao corações

Glória 

-Glória......... E paz na terra aos homens por Ele amados 

- Glória, glória a Deus nas alturas  / Ô ô, glória  

- Glória......... E paz na terra aos homens por Ele amados   

- Glória, glória, glória a Deus e aos homens toda paz(Shalom)

Salmo Dn 3

A vós louvor,hinra e glória eternamente

Aclamação 

-Aleluia(Glória ao Pai) 

- No evangelho da vida

- Quero ouvir o que o Senhor irá falar

Ofertório 

-Meu coração é para ti 647

-Em procissão vão o vinho e o pão 

-Ó trindade imensa e una 

-A ti meu Deus- 834

Santo 

-Várias opções de Santo

Cordeiro 

-Várias opções de Cordeiro

Comunhão 

-Desamarrem as sandálias 

-Ó Trindade vos louvamos 

-Estas entre nós

-Pós Comunhão

-Amar-te mais

-Pai de amor

Final 

-Glória a Deus Pai,glória Deus Filho 

-Pelas estradas da vida

 

https://www.folhetosdecanto.com/2019/05/cantos-missa-santissima-trindade.html