sexta-feira, 7 de agosto de 2026

BEM-VINDOS AO SB SABENDO BEM DE 09 DE AGOSTO DE 2026-19.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A- VOCAÇÃO FAMILIAR- DIA DOS PAIS



 A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina. (I Coríntios 1, 18).

(Ano A/Verde) 19.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

09 de Agosto de 2026

AGOSTO: MÊS VOCACIONAL

VOCAÇÃO PARA A VIDA EM FAMÍLIA Dia dos Pais

“CORAGEM! SOU EU. NÃO TENHAIS MEDO!”


MÚSICA “VOCAÇÃO”(Padre Zezinho)

https://youtu.be/6lTbTd12_zc?si=eQfX_czqviqyvzek

MÚSICA: “ORAÇÃO DA FAMÍLIA”

https://youtu.be/XVsvmDoNUZU?si=QYzN7NkxQu0wmz2-

SB SABENDO BEM DE 09 DE AGOSTO  DE 2026 INFORMA.

Caro(a) Leitor(a) amigo(a):

O meu abraço fraterno e um ótimo mês de Agosto

ACESSE SEMPRE O BLOG sbsabendobem.blogspot.com e divulgue aos seus amigos, conhecidos e contatos nas redes sociais.

Comente, faça sugestões. Agradeço.

ESCREVA PARA sbsabendobem@gmail.com

 

AJUDE-ME EVANGELIZAR ATRAVÉS DESTE BLOG SB SABENDO BEM E VÍDEO SEMANAL “REFLETINDO E APRENDENDO COM SANTO AGOSTINHO DE HIPONA”

Se você puder e quiser ajudar com qualquer valor, deposite  neste Pix sbsabendobem@gmail.com para Sérgio Bonadiman Banco do Brasil. Desde já o meu Muito Obrigado.

SEJA BEM-VINDO!

1-SEJAM BEM-VINDOS AO SB SABENDO BEM DO 19.º DO TEMPO COMUM – ANO A – 09 DE AGOSTO DE 2026 1.1 -Bem-vindos Irmãs e Irmãos!

 

1-SEJAM BEM-VINDOS AO SB SABENDO BEM DO 19.º DO TEMPO COMUM – ANO A – 09 DE AGOSTO DE 2026

1.1  -Bem-vindos Irmãs e Irmãos!

Irmãos e irmãs, sejam todos bem-vindos ao nosso encontro de fé! Deus Pai nos une em uma só família para vivermos seu sonho de amor que jamais acabará. Reunidos, celebramos a vocação para a vida em família e o Dia dos Pais.

Irmãos e irmãs, celebrando o Dia do Senhor, lembremos que, enquanto navegamos pelo mar da vida, muitas vezes agitado pelas forças do mal presentes no mundo, o Senhor Jesus vem ao nosso encontro para nos fortalecer e encorajar a enfrentar as tempestades que nos ameaçam. Como Pedro, disponhamo-nos também a ir ao encontro do Senhor. Com o olhar fixo em Jesus, caminhemos confiantes sobre as águas do mar da vida. Entreguemos nas mãos do Senhor a vida de nossos pais, vivos e falecidos. A Ele, que lhes concedeu tão sublime vocação, pedimos que os cubra com sua bênção.( INTRODUÇÃO DO FOLHETO POVO DE DEUS EM SÃO PAULO).

 

Reunidos numa só família de fé, iniciamos a Semana Nacional da Família desejosos de sermos aquilo que Deus sonhou para cada lar e coração. Tudo passará, menos o amor de Deus por nós! Que possamos, juntos, construir espaços de fé, esperança e vivência da caridade, para que as divisões causadas pelo pecado possam ser superadas e, assim, vencermos as tempestades que atingem a Igreja cotidianamente. Não tenhamos medo, pois é Ele, o Filho de Deus, que conosco está até o fim.

 

1.2-       O segundo domingo de agosto é dedicado à vocação matrimonial ou familiar e também se celebra o dia dos pais

A Igreja reconhece também a importância de rezar pela vocação familiar e pelos pais. A família é uma instituição querida e abençoada por Deus. A família é um dom de Deus. É na família que se dá a transmissão contínua da fé. Na família fomenta-se a vivência dos valores cristãos e ela é a base para todo o ser humano. Neste sentido a vocação paterna é essencial e bela. A figura paterna é, na formação dos filhos, insubstituível.

Como igreja, precisamos rezar continuamente pelas nossas famílias. E é por isso que o segundo domingo de agosto também marca o início da Semana da Família. A missão dos pais é fazer do seu lar um ambiente que vive o caminho do amor e da fé autêntica e fervorosa em Cristo.

FELIZ DIA DOS PAIS!

1.2- SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA – DE 09 A 15 DE AGOSTO

 

1.2- SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA – DE 09 A 15 DE AGOSTO

Semana Nacional da Família 2026 celebra 30 anos de história com o tema “Família, torna-te aquilo que és!”

Entre os dias 9 e 15 de agosto de 2026, paróquias, dioceses e comunidades de todo o Brasil realizam a 30ª edição da Semana Nacional da Família, uma das mais tradicionais iniciativas da Igreja Católica no país em defesa e promoção da vida familiar. O evento é organizado pela Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF), organismo ligado à Comissão Episcopal para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

SB SABENDO BEM apresenta no item 7 algo mais sobre a Semana Nacional da Família. Confira e participe!

1.3– PROGRAMAÇÃO DA FESTA DA PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA SAÚDE- 12 A 16 DE AGOSTO DE 2026

 

1.3– PROGRAMAÇÃO DA FESTA DA PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA SAÚDE- 12 A 16 DE AGOSTO DE 2026

TRÍDUO PREPARATÓRIO: Dias 12,13 e 14 às 20 horas.

DIA DA SAÚDE: DIA 15( Sábado)

- 9h- Caminhada da Saúde – Saída da Paróquia Santo Ivo(Largo da Batata, 189- Jd. Luzitânia).

- Chegada na nossa Igreja- Atividades da área da Saúde e Campanha de Vacinação (Traga sua carteirinha).

14,45h- Concentração no Corpo de Bombeiros( ao lado da Igreja), de onde sairemos em procissão para a Igreja, às 15h15.

15h30- SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA

- Celebração da Missa e, logo após, Unção dos Enfermos.

16/0 8- MISSAS DE DOMINGO DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA

- Missas: 7h30, 10h, 18h e 20h

- Procissão após a Missa das 10h que será presidida pelo nosso Bispo Dom Celso Alexandre.

Entraremos no Colégio Marista Arquidiocesano onde será apresentado uma peça teatral sobre a história da devoção a Nossa Senhora da Saúde.

 

O Pároco Frei Alcimar Fioresi e os Freis Agostinianos Recoletos convidam os paroquianos e fiéis devotos de Nossa Senhora da Saúde a participarem.

Sejam Bem-vindos!

Fonte: @nssaude

1.4- COPA DO BRASIL 2026

 1.4- COPA DO BRASIL 2026

 

A noite desta quinta-feira confirmou Internacional e Vitória como os últimos classificados para as quartas de final da Copa do Brasil. Eles se juntam a Atlético-MGCruzeiroGrêmioPalmeirasSantos e Vasco na lista dos oito sobreviventes do torneio de mata-mata, que começou com 126 clubes em 2026.

Os enfrentamentos das quartas de final da Copa do Brasil vão ser conhecidos em sorteio, marcado para 11h (horário de Brasília) da próxima terça-feira, dia 11 de agosto, na sede da CBF, no Rio de Janeiro. O evento vai definir também os mandos de campo dos jogos e o chaveamento até a final do mata-mata.

Não há restrições no sorteio. Um time pode enfrentar qualquer uma das demais sete equipes. Uma novidade é que a partir da próxima fase a Copa do Brasil vai ter o impedimento semiautomático. O sistema não foi utilizado nas oitavas de final porque nem todos os estádios dos times envolvidos estavam equipados com a tecnologia.

A Copa do Brasil volta ao calendário dos clubes ainda neste mês, com a data-base de 26 de agosto reservada para as partidas de ida. Os jogos de volta vão ser disputados na semana seguinte, com a data-base de 3 de setembro.

https://ge.globo.com/ba/futebol/copa-do-brasil/noticia/2026/08/06/quartas-de-final-da-copa-do-brasil-2026-veja-classificados-datas-e-detalhes-do-sorteio.ghtml

2-LITURGIA DA PALAVRA DO 19.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – A

 

 

 

2-LITURGIA DA PALAVRA DO 19.º DOMINGO DO TEMPO COMUM –  A

 O Senhor nos convida à escuta de sua Palavra. Por meio dela, Ele nos salva e nos santifica. Escutemos com atenção o que hoje o Senhor nos dirá.

PRIMEIRA LEITURA (1Rs 19,9a.13a) Leitura do Primeiro Livro dos Reis.

Naqueles dias, ao chegar a Horeb, o monte de Deus, 9ao profeta Elias entrou numa gruta, onde passou a noite. E eis que a palavra do Senhor lhe foi dirigida nestes termos: 11“Sai e permanece sobre o monte diante do Senhor, porque o Senhor vai passar”. Antes do Senhor, porém, veio um vento impetuoso e forte, que desfazia as montanhas e quebrava os rochedos. Mas o Senhor não estava no vento. Depois do vento houve um terremoto. Mas o Senhor não estava no terremoto. 12Passado o terremoto, veio um fogo. Mas o Senhor não estava no fogo. E depois do fogo ouviu-se um murmúrio de uma leve brisa. 13aOuvindo isto, Elias cobriu o rosto com o manto, saiu e pôs-se à entrada da gruta.

- Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

 SALMO 84(85)

Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade e a vossa salvação nos concedei! 1. Quero ouvir

o que o Senhor irá falar: * é a paz que ele vai anunciar. / Está perto a salvação dos que o temem * e a glória habitará em nossa terra. 2. A verdade e o amor se encontrarão, * a justiça e a paz se abraçarão. / Da terra brotará a fidelidade * e a justiça olhará dos altos céus. 3. O Senhor nos dará tudo que é bom * e nossa terra nos dará suas colheitas. / A justiça andará na sua frente * e a salvação há de seguir os passos seus.

SEGUNDA LEITURA (Rm 9,1-5) Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos.

Irmãos: 1 Não estou mentindo, mas, em Cristo, digo a verdade, apoiado no testemunho do Espírito Santo e da minha consciência. 2 Tenho no coração uma grande tristeza e uma dor contínua, 3 a ponto de desejar ser eu mesmo segregado por Cristo em favor de meus irmãos, os de minha raça. 4 Eles são israelitas. A eles pertencem a filiação adotiva, a glória, as alianças, as leis, o culto, as promessas 5 e também os patriarcas. Deles é que descende, quanto à sua humanidade, Cristo, o qual está acima de todos, Deus bendito para sempre! Amém! - Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

ACLAMAÇÃO (Sl 129,5)

Aleluia, aleluia, aleluia.

Eu confio em nosso Senhor, com fé, esperança amor; / eu espero em sua Palavra, hosana, ó Senhor, vem, me salva!

EVANGELHO (Mt 14,22-33)

P. O Senhor esteja convosco. T. Ele está no meio de nós.

P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. T. Glória a vós, Senhor.

P. Depois da multiplicação dos pães, 22Jesus mandou que os discípulos entrassem na barca e seguissem, à sua frente, para o outro lado do mar, enquanto ele despediria as multidões. 23Depois de despedi-las, Jesus subiu ao monte, para orar a sós. A noite chegou, e Jesus continuava ali, sozinho. 24A barca, porém, já longe da terra, era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário. 25Pelas três horas da manhã, Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar. 26Quando os discípulos o avistaram, andando sobre o mar, ficaram apavorados, e disseram: “É um fantasma”. E gritaram de medo. 27Jesus, porém, logo lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!” 28Então Pedro lhe disse: “Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água”. 29E Jesus respondeu: “Vem!” Pedro desceu da barca e começou a andar sobre a água, em direção a Jesus. 30Mas, quando sentiu o vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me!” 31Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro, e lhe disse: “Homem fraco na fé, por que duvidaste?” 32Assim que subiram no barco, o vento se acalmou. Os que estavam no barco, prostraram-se diante dele, dizendo: “Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!”

- Palavra da Salvação. T. Glória a vós, Senhor.

3- LITURGIA DO 19.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

 

 

3- LITURGIA DO 19.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

- Na leitura do livro dos Reis, o profeta Elias está no monte Horeb, em oração, na espera pelo Senhor que virá ao seu encontro. A palavra do Senhor foi então dirigida a ele para que saísse da gruta onde estava e esperasse, pois o Senhor iria passar. Elias encontrou Deus na brisa suave, pois diante dos perigos de morte, Deus é o alento seguro na caminhada. Da fuga do perigo, temos o encontro com o Divino. No monte, lugar da aliança com Deus, ele sente o desejo de viver em uma sociedade justa e fraterna. O Deus libertador, que fala ao nosso coração, quer nos libertar de tudo aquilo que nos atrapalha a viver uma vida plena, pois, em seu Filho, Ele veio para que todos pudessem ter vida em plenitude.

- Deus sempre fala aos nossos corações e, muitas vezes, se manifesta de forma simples, permitindo-nos reconhecer os sinais de seu amor. Ele é bondoso para com todos, e nós somos as testemunhas desta bondade. Nas famílias, na comunidade e no mundo, somos convidados a discernir os sinais da presença de Deus e fazer sua vontade, que se concretiza em atitudes de justiça e paz, colocando em prática o seu amor pela humanidade. O amor de Deus, que jamais acabará, nos sustenta nesta missão.

- A Carta aos Romanos apresenta a inquietação de Paulo em relação ao povo de Israel que, sendo o povo escolhido, portador da história da salvação, tinha rejeitado Jesus e, assim, escolheram se distanciar de Deus e de sua salvação. Tal desafio criava escândalo entre judeus e pagãos e, de certa forma, gerava dificuldades no anúncio do Evangelho. Paulo tem a consciência de que o verdadeiro povo de Deus é aquele que vive a fé, que está a serviço do Reino e apresenta a Boa Nova que escuta com alegria, sendo testemunhas do Ressuscitado.

- No Evangelho narrado por Mateus, vemos a fé que é vivida nos momentos difíceis. Na pessoa de Pedro, figura que irá liderar a comunidade, temos a figura da crise da humanidade. Em meio às tempestades da vida, o ser humano duvida da capacidade divina de se fazer presente e nos ajudar a atravessarmos as águas agitadas. Todos nós, em algum momento da vida, enfrentaremos dúvidas, angústias, medos, dores ou tragédias. Jesus continua a repetir que devemos confiar nele e não termos medo, pois Ele é o Filho de Deus.

- Por vezes, o ser humano cria expectativas nas realidades deste mundo, que passarão. Não gastemos nossas energias naquilo que é simplesmente vaidade, fumaça que se esvai com o vento e que voltará a ser pó. Busquemos conformar a nossa vida com aquilo que Jesus nos promete: a vida eterna. Enquanto estivermos peregrinos nesta terra, somos convidados a confiar no Senhor que caminha sobre as águas, ou seja, naquele que é vencedor do pecado e da morte. Enfrentemos, com a força do Espírito Santo, os desafios do tempo presente. Busquemos anunciar o Evangelho para que o Cristo seja conhecido e amado e, em nossas famílias, que Ele seja a verdadeira "Pedra angular" que dá sentido e força para vivermos a escola do perdão, do respeito, do diálogo e do amor.

https://diocesedesaomateus.org.br/wp-content/uploads/2026/06/09_08_26.pdf

4- REFLEXÕES PARA O 19.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- A 4.1- “CORAGEM! SOU EU. NÃO TENHAIS MEDO!”

 

 

4- REFLEXÕES PARA O 19.º DOMINGO DO TEMPO COMUM-  A

4.1- “CORAGEM! SOU EU. NÃO TENHAIS MEDO!”

A liturgia deste domingo, 19° do tempo comum, nos conduz a uma experiência fundamental da fé: aprender a reconhecer Deus não no espetáculo, mas na presença que sustenta. Na primeira leitura, o profeta Elias, cansado, perseguido e com medo, sobe ao Horeb. Ali, Deus não se manifesta no vento impetuoso, nem no terremoto, nem no fogo, mas numa brisa suave. Essa cena nos ensina algo decisivo: Deus não se impõe, Ele se revela. Sua presença não é invasiva; é fiel, discreta e constante. A fé madura nasce quando aprendemos a escutar esse Deus que fala no silêncio. O Evangelho retoma essa mesma pedagogia divina. Os discípulos estão no mar, símbolo bíblico do caos, da morte e das forças que escapam ao controle humano. Jesus não está no barco. Ele está no monte, em oração. Aqui já encontramos um dado profundamente teológico: a missão de Jesus nasce da comunhão com o Pai. Antes de intervir, Ele reza; antes de agir, Ele se abandona à vontade do Pai. Quando Jesus caminha sobre as águas, o Evangelho não quer apenas nos mostrar um milagre, mas revelar quem é Jesus. Somente Deus, no Antigo Testamento, domina o mar. Ao caminhar sobre as águas, Jesus se manifesta como o Senhor da criação, aquele que vence o caos e conduz o povo à vida. Por isso Ele diz: “Sou eu” — expressão que evoca o próprio nome de Deus revelado a Moisés. Pedro representa a Igreja e cada um de nós. Ele deseja ir ao encontro do Senhor, mas sua fé ainda é frágil. Enquanto fixa o olhar em Cristo, caminha; quando se deixa dominar pelo medo, afunda. Isso revela uma verdade espiritual profunda: a fé não elimina as dificuldades, mas nos dá um novo modo de atravessá-las. Afundamos não porque as ondas existem, mas porque esquecemos em quem confiamos. O grito de Pedro — “Senhor, salva-me!” — é uma verdadeira oração de fé. E o gesto de Jesus, que estende a mão, revela o coração pastoral de Deus: Ele não censura antes de salvar; salva para depois ensinar. A correção vem, mas vem acompanhada da misericórdia. Quando Jesus entra no barco, o vento cessa. A Igreja aprende, então, que não é a ausência de tempestades que define a presença de Deus, mas a presença de Cristo no meio delas. Por isso, os discípulos professam a fé: “Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus.” A travessia se transforma em profissão de fé. Pastoralmente, este Evangelho nos convida a educar a fé do povo para além de soluções imediatas. Não se trata de prometer mares tranquilos, mas de anunciar um Senhor que caminha conosco, mesmo quando a noite é longa e o vento é contrário. A comunidade cristã é chamada a ser esse barco onde Cristo está presente e onde ninguém atravessa sozinho. Peçamos hoje a graça de uma fé mais enraizada, capaz de escutar Deus no silêncio, de confiar no meio da instabilidade e de reconhecer que, mesmo nas tempestades, o Senhor continua vindo ao nosso encontro.

Dom Cícero Alves de França Bispo Auxiliar de São Paulo Vigário Episcopal para a Região Belém

https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Ano-50A-45-19o-DOMINGO-DO-TEMPO-COMUM_.pdf

4.2- 9 de agosto – 19° DOMINGO DO TEMPO COMUM Por Pe. Marcus Mareano* Deus nos conduz

 

 

4.2- 9 de agosto – 19° DOMINGO DO TEMPO COMUM

Por Pe. Marcus Mareano*

 

Deus nos conduz

INTRODUÇÃO GERAL

Deus se envolve na história, acompanhando a humanidade nos seus processos históricos e existenciais. Ele não se mantém distante dos dramas humanos, mas se compromete com o caminhar do seu povo, orientando-o e iluminando-o.

O episódio da primeira leitura (1Rs 19,9a.11-13a) sugere à comunidade celebrante um retorno às fontes da fé, propondo uma peregrinação interior e espiritual ao encontro de Deus. Elias foi movido para uma nova experiência de fé, diferente do que se conhecia. O texto ressalta que a autenticidade dessa experiência não se dá pela ocorrência de manifestações espetaculares ou teofanias grandiosas, mas, antes, verifica-se no âmbito da simplicidade, da interioridade e da humildade. Deus se encontra na simplicidade dos momentos, e não no espetáculo visual.

No texto do Evangelho (Mt 14,22-33), os discípulos são enviados para a “outra margem”. Jesus vai ao encontro deles, caminhando sobre o mar, e mostra como Deus os sustenta e capacita para enfrentarem a adversidade. Os discípulos são encorajados a perceber Jesus e a confessá-lo como “o Senhor”. Crer na presença de Deus significa sempre nos surpreendermos com suas novidades em nossa vida. É ele quem nos movimenta para seguirmos adiante.

O movimento em direção a Deus também nos direciona ao próximo. A segunda leitura complementa a dinâmica de encontro com Deus ao demonstrar a solidariedade de Paulo com seu povo (Rm 9,1-5). A tristeza do apóstolo pode ser também a nossa, ao percebermos tantas pessoas que não vivem a fé verdadeiramente e perdem o encanto pela vida que Deus gera em nós.

Acolhamos essa força dinâmica de Deus em nós, que nos põe em movimento em direção a ele e aos irmãos e irmãs. Somos incentivados pela Palavra de Deus a nos desacomodarmos e seguir para novas margens.

I COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

1. I leitura (1Rs 19,9a.11-13a)

O texto apresenta evidente referência às teofanias de Deus presenciadas por Moisés (Ex 19,16-17; 33,18-23; 34,5-8). Assim como Moisés, Elias recebe uma visita divina no Sinai/Horeb. Em ambos os casos, a revelação fundamenta e renova um compromisso de aliança: Moisés torna-se mediador da Aliança proposta por Deus ao seu povo; Elias assume a tarefa de reavivar a Aliança fragilizada pela infidelidade de Israel, tornando-se instrumento de sua restauração.

Entretanto, o relato bíblico destaca uma diferença significativa entre as duas experiências. Deus se manifesta a Moisés por meio de fenômenos naturais grandiosos e aterradores (Ex 19,16-17). Por sua vez, Elias encontra Deus não nesses elementos tradicionalmente associados às manifestações divinas, mas, de modo surpreendente, na brisa suave, insistindo na dimensão discreta da ação divina. Diante dessa novidade, o profeta, apropriadamente, reage com o gesto reverente de cobrir o rosto com o manto, reconhecendo a transcendência radical do mistério divino e sua proximidade com o ser humano.

O encontro com Deus tem consequências práticas. Embora o trecho litúrgico não as apresente, a narrativa prossegue com a missão confiada a Elias (1Rs 19,15-18), evidenciando que a experiência de fé não conduz à evasão do mundo, mas ao compromisso com a história. Assim, o encontro autêntico com Deus converte-se sempre em responsabilidade profética e em ação transformadora.

2. II leitura (Rm 9,1-5)

Esse texto inaugura nova grande seção da carta (Rm 9-11), na qual Paulo enfrenta uma questão crucial: como compreender a situação de Israel diante do Evangelho de Cristo, sobretudo pelo fato de grande parte do povo judeu não ter acolhido Jesus como Messias?

O tom inicial é marcadamente pessoal e dramático. Paulo inicia com uma declaração solene de veracidade, que reforça sua dor e responde antecipadamente à possível suspeita de que sua mensagem relativizaria Israel. Ele afirma que desejaria ser “anátema, separado de Cristo” (v. 3), em favor de seus irmãos segundo a carne. Tal linguagem evoca figuras bíblicas como Moisés (Ex 32,32), evidenciando a profundidade de sua solidariedade com Israel e seu amor radical.

Em seguida, Paulo enumera os privilégios históricos e teológicos de Israel, reafirmando sua eleição (v. 4-5). O clímax dessa enumeração ocorre na afirmação de que Cristo procede de Israel segundo a carne, o que confere a esse povo um lugar singular no desígnio salvífico de Deus. A doxologia final pode ser lida como uma confissão cristológica implícita ou como um louvor dirigido a Deus, sublinhando a soberania divina que atravessa toda a argumentação paulina.

3. Evangelho (Mt 14,22-33)

Após despedir a multidão e ordenar aos discípulos que atravessassem o lago em direção à outra margem, Jesus se retira ao monte para orar a sós (v. 22-23). A oração antecede um momento importante, funcionando como preparação espiritual para eventos que exigem maior discernimento e coragem.

Enquanto Jesus permanece em diálogo com o Pai, os discípulos seguem sozinhos na travessia do lago. A viagem se desenvolve em condições adversas: é noite, o barco é agitado pelas ondas e enfrenta ventos contrários (v. 24). Tal cenário gera inquietação e insegurança entre os discípulos. A narrativa descreve uma experiência comum de desorientação, vulnerabilidade e temor que caracteriza a caminhada eclesial diante das forças que ameaçam a vida e a esperança.

Nesse contexto, Jesus vai ao encontro dos discípulos caminhando sobre o mar (v. 26). No imaginário bíblico, tal gesto é um atributo divino: somente Deus caminha sobre o mar (Jó 9,8b; 38,16), domina as águas profundas (Sl 77,17.20) e apazigua tempestades (Sl 107,25-30). A cena associa Jesus à soberania divina sobre as forças do caos e da morte. A expressão com a qual Jesus responde remete à fórmula de identificação divina do Antigo Testamento (Ex 3,14; Is 43,3.10-11). A exortação à confiança e à coragem reafirma aos discípulos que a presença de Jesus neutraliza o poder destrutivo do mal e sustenta a comunidade em sua travessia histórica.

Por fim, Mateus introduz um episódio singular, ausente nos demais Evangelhos: o diálogo entre Pedro e Jesus (v. 28-33). Pedro, ao deixar o barco, inicia um movimento em direção a Jesus. Contudo, ao perceber a força do vento, deixa-se dominar pelo medo, começa a submergir e clama por salvação. Jesus o socorre, mas reprova sua pouca fé e suas hesitações. Essa cena oferece uma representação da condição dos discípulos de todos os tempos: neles coexistem coragem e fragilidade, confiança e dúvida, desejo de seguir a Cristo e medo diante das adversidades, exigindo constante purificação da fé e renovação da adesão ao Senhor.

A narrativa se conclui com a confissão de fé (v. 33). O Evangelho reflete a experiência real e universal das comunidades cristãs, feitas de discípulos que muitas vezes aderem a Jesus com determinação, mas cujas convicções vacilam diante da perseguição, do sofrimento e das diversas provações da caminhada de fé.

III. PISTAS PARA A REFLEXÃO

As leituras propostas convergem para uma reflexão sobre a presença dinâmica de Deus, que se revela de modo discreto e exigente. Elias, em fuga e desanimado, espera encontrar Deus nos sinais grandiosos, mas o Senhor manifesta-se na voz de um silêncio sutil. A cena convida a comunidade a reconhecer que Deus continua a falar mesmo nos momentos de crise e desalento, não pela imposição, mas pela proximidade que consola e orienta.

O Evangelho apresenta os discípulos em meio à tempestade, experimentando o medo e a fragilidade da fé. A experiência de Pedro (capaz de caminhar, mas também de afundar) espelha a condição do/a discípulo/a, chamado/a a manter o olhar fixo em Cristo para não sucumbir às forças do medo. A narrativa conduz à profissão de fé final, reconhecendo Jesus como Filho de Deus.

A segunda leitura introduz o drama interior de Paulo diante do mistério da incredulidade de Israel. Sua dor profunda revela um amor pastoral que não se fecha em juízos fáceis, mas permanece solidário com a história concreta do povo. Assim, podemos compreender que uma fé amadurecida sabe conviver com as tensões, reconhecendo que a ação de Deus na história é mais ampla do que nossos esquemas e expectativas imediatas.

Pe. Marcus Mareano*

*Marcus Mareano é natural de Fortaleza-CE. Bacharel em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará (Uece). Bacharel e mestre em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (Faje). Doutor em Teologia Bíblica, com dupla diplomação, pela Faje e pela Universidade Católica de Lovaina, na Bélgica (KU Leuven). Professor de Teologia no Seminário Provincial Coração de Jesus (Diamantina-MG) e no Instituto Teológico Dom Hermínio Malzone Hugo (Governador Valadares-MG). Pároco da paróquia São Mateus, em Belo Horizonte-MG. E-mail: marcusmareano@gmail.com

https://www.vidapastoral.com.br/roteiros/9-de-agosto-19-domingo-do-tempo-comum/

4.3-Homilia do D. José Maria Pereira – XIX Domingo do Tempo Comum – Ano A Com os Olhos Fixos em Cristo, Pedro!? Dom José Maria Pereira

 

 

4.3-Homilia do D.  José Maria Pereira – XIX Domingo do Tempo Comum – Ano A

Com os Olhos Fixos em Cristo, Pedro!?

Dom José Maria Pereira

No Evangelho deste domingo (Mt 14,22-33), encontramos Jesus que, retirando-se sobre o monte, reza durante a noite inteira. Separado, tanto da multidão, como dos seus discípulos, o Senhor manifesta a sua intimidade com o Pai e a necessidade de rezar, em solidão, ao abrigo dos tumultos do mundo. No entanto, este seu afastar-se não deve ser entendido como um desinteresse pelas pessoas, nem como um abandono dos Apóstolos. Pelo contrário – narra São Mateus – pediu que os discípulos entrassem na barca e seguissem, à sua frente, para o outro lado do mar, enquanto ele despediria as multidões” (Mt 14, 22). Entretanto, “ a barca, porém, já longe da terra, era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário” (v. 24), e, eis que, “pelas três horas da manhã, Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar” (v.25); os discípulos ficaram transtornados e, pensando que se tratava de um fantasma, “gritaram de medo” (v. 26), pois não O reconheceram, não compreenderam que era o Senhor. Mas Jesus, porém, logo lhes disse: “Coragem, sou Eu. Não tenhais medo!” (v. 27). 

Os Padres da Igreja tiraram uma grande riqueza desse episódio: O mar simboliza a vida presente, a instabilidade do mundo visível; a tempestade indica todos os tipos de tribulação, de dificuldade que oprime o homem. A barca, ao contrário, representa a Igreja, construída por Cristo e norteada pelos Apóstolos. Jesus deseja educar os discípulos a suportar, com coragem, as adversidades da vida, confiando em Deus, naquele que se revelou ao Profeta Elias, no monte Horeb, no “murmúrio de uma brisa ligeira” (1Rs 19, 12). Ainda, no texto do Evangelho, chama a atenção o gesto do Apóstolo Pedro que, tomado por um impulso de amor pelo Mestre, pediu para ir ao seu encontro, caminhando sobre as águas. “Mas, quando sentiu o vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: ‘Senhor, salva-me!’ (Mt 14, 30). 

Santo Agostinho, imaginando que se dirigia ao Apóstolo, comenta: o Senhor “humilhou-se e pegou-te pela mão. Unicamente, com as tuas forças, não consegues levantar-te. Segura na mão daquele que desce até ti”, e diz isto não apenas a Pedro, mas diz isto também a nós. Pedro caminha sobre as águas, não pelas suas próprias forças, mas pela Graça divina, na qual crê, e quando se sente dominado pela dúvida, quando deixa de fixar o olhar em Jesus e tem medo do vento, quando não confia plenamente na Palavra do Mestre, quer dizer que, interiormente, está a afastar-se d’Ele, e é, então, que corre o risco de afundar-se no mar da vida, e é assim, também, para nós: se olharmos, unicamente, para nós mesmos, tornamo-nos, dependentes dos ventos, e já não conseguimos atravessar as tempestades, as águas da vida. Escreve Romano Guardini, que o Senhor “está sempre próximo, dado que se encontra na raiz do nosso próprio ser. Todavia, temos que experimentar o nosso relacionamento com Deus entre os polos da distância e da proximidade. Pela proximidade somos fortalecidos, pela distância, postos à prova”.

Esta confiança baseia-se no fato de que Jesus ressuscitou e está vivo. Os antigos padres da Igreja colocavam em evidência uma coincidência: Jesus vai ao encontro dos apóstolos, no lago, “na quarta vigília da noite”, isto é, na mesma hora em que ressuscitou dos mortos.

Nesta situação, uma coisa é necessária para não afundar: não perder a confiança, não desanimar no meio das dificuldades, não olhar para baixo ou ao redor, para as ondas que se agitam, mas à frente, para Cristo. Somente quem vacila na fé ou quem confia nas próprias forças, afunda.

Por que Pedro começou a afundar? Começou bem, desceu da barca e caminhou sobre as águas: arriscou a vida confiando em Jesus. Os outros só ficaram olhando. Mas apavorou-se, com as dificuldades, deixando de olhar para Cristo.

Jesus ensinou Pedro a conhecer, por experiência própria, que toda a sua fortaleza lhe vinha do Senhor, enquanto de si mesmo só podia esperar fraqueza e miséria. De fato, geralmente, quando falta a nossa cooperação, cessa também a ajuda divina.

O texto bíblico quer nos mostrar que a pouca fé do cristão torna – o medroso nos perigos, abatido nas dificuldades e, por isso, corre o risco de naufragar. Mas, ali onde a fé é viva, onde não se duvida do poder de Jesus e da sua presença contínua na Igreja, não há perigo de naufrágio, porque a mão do Senhor estende-se, invisivelmente, para salvar a barca da Igreja e cada cristão em particular.

Se a nossa vida se passar no cumprimento fiel do que Deus quer de nós, nunca nos faltará a ajuda divina. Na fraqueza, na fadiga, nas situações de maior dificuldade, Jesus irá se aproximar de nós, de modo inesperado, e nos dirá: “Sou Eu, não temais”. Ele nunca abandona os seus amigos, e muito menos quando o vento das tentações, do cansaço ou das dificuldades nos é contrário. Ensina Santa Teresa: “Se tiverdes confiança n’Ele e ânimo animoso, que Sua Majestade é muito amigo disso, não tenhais medo de que vos falte coisa alguma”.

Quando Pedro começou a afundar-se, para voltar à superfície, teve que segurar a mão forte do Senhor, seu Amigo e seu Deus. Não era muito, mas era o esforço que Deus lhe pedia; é a colaboração da boa vontade que o Senhor sempre nos pede.

Para Pedro, uma só coisa importa: estar perto de Cristo. Não interessa quais são as condições, se com “ventos contrários” ou “tempestade”, Pedro quer estar junto de Cristo. Pedro é sempre quem toma a palavra, é ele quem sempre dá o primeiro passo, no grupo dos apóstolos.

Foram momentos impressionantes para todos: Pedro trocou a segurança da barca pela da palavra do Senhor. Não ficou aferrado às tábuas da embarcação, mas dirigiu-se para onde Jesus estava, a uns poucos metros dos discípulos, que contemplam atônitos o Apóstolo por cima das águas enfurecidas. Pedro avança sobre as ondas. Sustentam-no a fé e a confiança no seu Mestre; só isso!

Pedro teria continuado a caminhar, firmemente, sobre as águas e teria chegado até o Senhor, se não tivesse afastado dEle o seu olhar confiante. Todas as tempestades juntas, as de dentro da alma e as do ambiente, nada podem enquanto estivermos bem ancorados na fé e na oração. A nossa fé nunca deve fraquejar, mesmo que as dificuldades sejam enormes e a sua violência pareça esmagar-nos.

Pouco importam o ambiente, as dificuldades que rodeiam a nossa vida, se sabemos avançar cheios de fé e confiança ao encontro de Jesus que nos espera; pouco importa que as ondas sejam muito altas ou o vento forte; pouco importa que não seja o natural do homem caminhar sobre as águas. Se olhamos para Jesus, tudo nos é possível; e esse olhar para Ele é a virtude da piedade. Se pela oração e pelos sacramentos nos mantivermos unidos a Jesus, caminharemos com firmeza. Deixar de olhar para Cristo é naufragar, é incapacitar-se para dar um passo, mesmo em terra firme.

Esse pequeno esforço que o Senhor pede aos seus discípulos, de todos os tempos, para tirá-los de uma má situação, pode ser muito diverso: intensificar a oração; cortar decididamente com uma ocasião próxima de pecar; obedecer, com prontidão e docilidade de coração, aos conselhos recebidos na confissão e na conversa com o diretor espiritual… Não nos esqueçamos nunca da advertência de São João Crisóstomo:  “Quando falta a nossa cooperação, cessa também a ajuda de Deus”. Ainda que seja o Senhor quem nos tira da água. No momento em que Pedro começou a temer e a duvidar, começou também a afundar-se.

Temos de aprender a nunca desconfiar de Deus, que não se apresenta apenas nos acontecimentos favoráveis, mas também nas tormentas dos sofrimentos físicos e morais da vida: “Tende confiança, sou Eu, não temais!”. Deus nunca chega tarde em nosso auxílio, e sempre nos ajuda nas nossas necessidades.

E, se alguma vez sentimos que nos falta apoio, que submergimos, repitamos aquela súplica de Pedro: ”Senhor, salva-me!” Não duvidemos do seu amor, nem da sua mão misericordiosa, não esqueçamos que “Deus não manda impossíveis, mas ao mandar pede que faças o que possas e peças o que não possas, e ajude para que possas” (Santo Agostinho).

Que enorme segurança nos dá o Senhor! Ensina S. João Crisóstomo: “Ele garantiu-me a sua proteção; não é nas minhas forças que eu me apoio. Tenho nas minhas mãos a sua palavra escrita. Este é o meu báculo. Esta é a minha segurança, este é o meu porto tranquilo.  Ainda que o mundo inteiro se perturbe, eu leio esta palavra escrita que trago comigo, porque ela é o meu muro e minha defesa. O que é que ela me diz? Eu estarei convosco até o fim do mundo.”

Junto de Cristo, ganham-se todas as batalhas, desde que tenhamos uma confiança, seus limites na sua ajuda: ”Cristo está comigo, que posso temer? Que venham assaltar-me as ondas do mar e a ira dos poderosos; tudo isso não pesa mais do que uma teia de aranha” (S. João Crisóstomo). Não larguemos a sua mão; Ele não larga a nossa! Nos perigos, nos tropeços, nas dúvidas, é para Cristo que devemos olhar! Olhou para nós tantas vezes! É nEle que começa e culmina a vida cristã. Escreve São Tomás de Aquino: “Se queres salvar-te, olha para o rosto do teu Cristo”. O nosso trato habitual, com Ele, na oração e nos sacramentos, é a única garantia de podermos conservar-nos de pé, como filhos de Deus, no meio de um mar agitado, como o que nos envolve.

“Que importa que tenhas contra ti o mundo inteiro, com todos os seus poderes? Tu… para a frente! Repete as palavras do Salmo: ‘O Senhor é a minha luz e a minha salvação, a quem temerei? Ainda que me veja cercado de inimigos, não fraquejará o meu coração’” (Caminho, 482)

A dificuldade da fé do apóstolo Pedro leva-nos a compreender que o Senhor, ainda que O procuremos ou invoquemos, é Ele mesmo que vem ao nosso encontro, abaixa o Céu para nos estender a sua mão e nos elevar à sua altura; Ele espera unicamente que nos confiemos de maneira total a Ele, que seguremos realmente a sua mão. Invoquemos a Virgem Maria, modelo de confiança plena em Deus para que, no meio de tantas preocupações, problemas e dificuldades, que agitam o mar da nossa vida, ressoe no nosso coração a palavra tranquilizadora de Jesus que nos diz, também a nós: “Coragem! Sou Eu. Não tenhais medo!”

Jesus está ao alcance da fé. Afasta-se de Nosso Senhor quem não se une a Ele pela oração. Ora, quando nos afastamos do fogo, o fogo continua aquecendo, mas nós esfriamos. Quando nos afastamos da luz, a luz continua brilhando, mas as sombras nos envolvem. O mesmo acontece quando nos afastamos de Deus. Se começarmos a afundar, saibamos agir como Pedro, que recorreu imediatamente a Jesus: “Senhor, salva-me!,”  pois “Tudo posso naquele que me dá forças!”

Parabéns a todos os Pais!

Hoje, em comunhão com a Igreja no Brasil, que vive o Mês Vocacional, celebramos o Dia dos Pais e a abertura da Semana da Família. Trazemos diante de Deus a vida de nossos pais e, também, nossas famílias em suas diversas realidades e desafios.

Dom José Maria Pereira

https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-jose-maria-pereira-xix-domingo-do-tempo-comum-ano-a/

5- LEITURAS PARA A 19.º SEMANA DO TEMPO COMUM- 10/08 A 16 DE AGOSTO – ORAÇÃO VOCAÇÕES E PELAS FAMÍLIAS

 

 

5- LEITURAS PARA A 19.º SEMANA DO TEMPO COMUM- 10/08 A 16 DE AGOSTO – ORAÇÃO VOCAÇÕES E PELAS FAMÍLIAS

10- 2ª 2Cor 9,6-10 / Sl 111(112) / Jo 12,24-26

São Lourenço, diácono e mártir, Festa, Ano A

11- 3ª Ez 2,8–3,4 / Sl 118(119) / Mt 18,1-5.10.12-14

Santa Clara, virgem, Memória

12- 4ª Ez 9,1-7.10,18-22 / Sl 112(113) / Mt 18,15-20

13- 5ª Ez 12,1-12 / Sl 77(78) / Mt 18,21–19,1

Santa Dulce Lopes Pontes, virgem

14- 6ª Ez 16,1-15.60.63 / (Sl) Is 12,2-6 / Mt 19,3-12

São Maximiliano Maria Kolbe, presbítero e mártir, Memória

15- Sáb.: Ez 18,1-10.13b,30-32 / Sl 50(51) / Mt 19,13-15

16- Dom.: Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria, Solenidade, Ano A

Ap 11,19a;12,1-6a.10ab;Sl 44(45),10bc.11.12ab.16 (R. 10b)

1Cor 15,20-27ª;Lc 1,39-56 (Cântico de Maria)

Oração pelas Vocações(S. Paulo VI)

"Jesus, mestre divino, que chamastes os apóstolos para vos seguirem, continuai a passar pelos nossos caminhos, pelas nossas famílias, pelas nossas escolas. E continuai a repetir o convite a muitos de nossos jovens. Dai coragem às pessoas convidadas, dai forças para que vos sejam fiéis como apóstolos leigos, como sacerdotes, como religiosos e religiosas, para o bem do povo de Deus e de toda a humanidade. Amém!"

ORAÇÃO PELAS FAMÍLIAS (Papa Francisco)

Jesus, Maria e José, a vós, com confiança, nos dirigimos. Que nossas famílias, pequenas Igrejas domésticas, tenham logo consolação e cura. Escutai, ouvi nossa súplica e abençoai nossa vida familiar, para que possamos viver a beleza do projeto de Deus. Amém

6- CANTOS PARA O 19.º DOMINGO DO TEMPO COMUM-A E CANTOS VOCACIONAIS

 

6- CANTOS PARA O 19.º DOMINGO DO TEMPO COMUM-A E CANTOS VOCACIONAIS

·                     Te amarei Senhor

Ver Canto

PERDÃO

·                     Coração contrito

Ver Canto

GLÓRIA

·                     Glória, o o glória

Ver Canto

·                     Glória- Eliana Ribeiro

Ver Canto

SALMO RESPONSORIAL

·                     Salmo 84- Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade

Ver Canto

ACLAMAÇÃO

·                     Vai falar no evangelho

Ver Canto

·                     Aleluia,como o Pai me amou

Ver CantoVer Canto

OFERTÓRIO

·                     Meu coração é para ti Senhor

Ver Canto

·                     Pão e vinho

Ver Canto

SANTO

·                     Várias Opções

Ver Opções

CORDEIRO

·                     Várias Opções

Ver Opções

COMUNHÃO

·                     Eu sou o pão do céu

Ver Canto

·                     Conheço um coração

Ver Canto

PÓS COMUNHÃO

·                     Caminhada

Ver Canto

·                     Só em Deus

Ver Canto

FINAL

·                     Tu és a razão da jornada

Ver Canto

https://www.folhetosdecanto.com/2017/08/cantos-missa-19-domingo-comum.html

CANTOS VOCACIONAIS

Mantra  vocacional

Oração pela Família

Entrada

Se tu nos ama
Vocação de profeta
Eis me aqui Senhor- 1319
Tua voz me fez refletir

Comunhão
Feliz o Homem que ama o Senhor
Desamarrem as sandalias
Vejam eu andei pelas vilas-
Vou cantar seu amor- 818

Tu és minha vida- 507
Pós comunhão

Vocação
Caminhada

A barca

Envio
Sou bom pastor

Final
Tú é a razão da jornada


 
Blogs parceiro:
Blog do Jura-Canal Youtube