sábado, 11 de julho de 2026

BEM-VINDOS AO SB SABENDO BEM DE 12 DE JULHO DE 2026- 15.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A- DOMINGO DO DÍZIMO




 A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina. (I Coríntios 1, 18).

(Ano A/Verde) 15.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

12 DE JULHO DE 2026

A SEMENTE CAIU EM TERRA BOA E DEU FRUTO!


Os Grãos Que Formam Espiga-Frei Luiz Turra

https://youtu.be/E57Zay86QUs?si=pMiTSyFljoC-BgN9

CANTIGA DE SEMEADOR (Pe. Zezinho)

https://youtu.be/u0XelT5SL6k?si=LnG9rFpdfaqGfBKB

 

SB SABENDO BEM DE 12 DE JULHO DE 2026 INFORMA.

Caro(a) Leitor(a) amigo(a):

O meu abraço fraterno e um ótimo mês de Julho a todos!

ACESSE SEMPRE O BLOG: sbsabendobem.blogspot.com e divulgue aos seus amigos, conhecidos e contatos nas redes sociais.

Comente, faça sugestões. Agradeço.

 

ESCREVA PARA sbsabendobem@gmail.com

 

SEJA BEM-VINDA! SEJA BEM-VINDO!

 

 

1-SEJAM BEM-VINDOS AO SB SABENDO BEM DO 15.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A- DOMINGO DO DÍZIMO

 

1-SEJAM BEM-VINDOS AO SB SABENDO BEM DO 15.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A- DOMINGO DO DÍZIMO

1.1  -Bem-vindos Irmãs e Irmãos!

Irmãos e irmãs, sejam todos bem-vindos! Neste dia em que celebramos a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte, somos chamados a viver a Palavra de Deus e fazer frutificar as boas obras.

Neste domingo, somos convidados a entender a importância que a Palavra de Deus tem em nossas vidas e como é necessário pôr em prática os seus ensinamentos. Devemos frutificar em boas obras e fazer com que o mundo glorifique a Deus por meio de nosso testemunho cristão. Rezemos por todos os dizimistas, sua fidelidade e compromisso com a Igreja.

 

Irmãos e irmãs, bendigamos a Deus por este nosso encontro santo. Nós, batizados e batizadas, marcados pelo Espírito Santo, formamos hoje a assembleia escolhida para elevar ao Pai o nosso canto de louvor, para bendizê-lo e adorá-lo por Cristo, morto e ressuscitado, na força do Espírito. O Senhor Jesus, que nos reúne em seu amor, oferece-nos o Pão da Palavra e o Pão da Eucaristia, alimento que sustenta nossa fé. Fortalecidos e agradecidos, sairemos daqui dispostos a fazer frutificar os dons das sementes do Reino.(INTRODUÇÃO DO FOLHETO POVO DE DEUS EM SÃO PAULO).

 

Jesus conta a parábola do semeador para ensinar  cmo a Palavra de Deus é acolhida no coração das pessoas. A semente é sempre boa, mas os terrenos representam diferentes atitudes diante da mensagem do Reino. Mensagem principal: Deus continua a semear sua Palavra em todos os corações. Cabe a cada um preparar o terreno da própria vida para acolhê-la com fé, perseverança e generosidade, produzindo frutos de amor, justiça e santidade.

1.2- DOMINGO DO DÍZIMO

O Dízimo é a nossa resposta concreta de fidelidade e comprometimento com nosso Deus que é sempre fiel para conosco. Como sistema de contribuição, ele tem as seguintes características: é relacionado com a experiência de Deus e com o amor fraterno; é um compromisso moral dos fiéis com a Igreja; é fixado de acordo com a consciência retamente formada e é sistemático e periódico.

 

Oração do dizimista

Senhor, fazei que eu seja um dizimista consciente. Que cada dízimo que eu der, seja um verdadeiro agradecimento, um ato de amor, o reconhecimento de tua bondade para comigo. Sei que tudo que tenho de bom vem de Ti: paz, saúde, amor, prosperidade, bens. Ajudai-me a dar com liberdade e justiça. Tirai todo o egoísmo do meu coração. Que eu possa amar cada vez mais o meu irmão. Quero ser um instrumento de paz e amor em tuas mãos! Que o meu dízimo seja agradável a Ti, Senhor! Amém!

Refrão: Eu sou dizimista, eu sou. Vou ser dizimista, vou. Vamos partilhar o que Deus nos dá, todo nosso amor. (bis).

1.4- A ELIMINAÇÃO DO BRASIL E A SEQUENCIA DA COPA DO MUNDO-2026

 

1.4- A ELIMINAÇÃO DO BRASIL E A SEQUENCIA DA COPA DO MUNDO-2026

a) Brasil 1 x 2 Noruega

O Brasil foi eliminado nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 pela Noruega, com derrota por 2 a 1, em Nova Jersey, em sua pior campanha desde 1990.

Detalhes do Jogo

A partida ocorreu no MetLife Stadium, em Nova Jersey, e terminou com vitória da Noruega por 2 a 1. O atacante Erling Haaland marcou os dois gols da Noruega, aos 34 e 45 minutos do segundo tempo, enquanto Neymar descontou de pênalti para o Brasil nos acréscimos . O Brasil teve uma chance de abrir o placar no primeiro tempo com um pênalti cobrado por Bruno Guimarães, mas o goleiro norueguês Nyland defendeu  A equipe brasileira criou outras oportunidades com Rayan, Vinícius Júnior e Endrick, mas não conseguiu superar a defesa adversária 

https://www.bing.com/search?q=A+ELIMINA%C3%87%C3%83O+DO+BRASIL+NA+COPA+DO+MUNDO+DE+2026&pc=GD01&form=GDAVST&ptag=3507

Parece que cada brasileiro se sente um conhecedor do futebol. Já li e vi tantas análises e chateações pela desclassificação do Brasil porque a maioria esperava que a Seleção do Sr.Carlo Ancelotti avançasse um pouco mais. Daí a grande decepção. Muitos jogadores brasileiros estiveram abaixo. Agora o Brasil já tem técnico para tentar o Hexa com organização interna e externa. A verdade é que desde as Eliminatórias a Seleção não vinha bem. Mudanças de técnicos e de jogadores. Antes da Copa e durante a Copa tivemos também lesões de jogadores titulares.

Abaixo eu coloquei um link com a fala do Padre Fábio de Melo muito interessante sobre o ganhar e o perder. Ouça e tire a sua conclusão.

https://www.facebook.com/share/v/1EsMRCAGFC/

b) A Copa do Mundo da Fifa continua

É vida que segue! As Seleções classificadas para as Quartas de final são: França, Marrocos, Espanha, Bélgica, Inglaterra, Noruega, Argentina e Suiça.

A França venceu Marrocos por 2 x 0 e é a primeira semi finalista. Espanha venceu a Bélgica por 2 x 1 e agora enfrentará a França na terça-feira às 16 horas.

Sábado, 11 de julho de 2026
18h - Noruega x Inglaterra
22h - Argentina x Suíça

Semifinais

De um lado da chave:

Semifinal 1 - 14/07 às 16h: Vencedor de França x Marrocos x Vencedor de Espanha x Bélgica

Do outro lado da chave:

Semifinal 2 - 15/07 às 16h: Vencedor de Noruega x Inglaterra x Vencedor de Argentina x Suíça

 

Terceiro lugar

18/07 à.s 18h: perdedor da Semifinal 1 x perdedor da Semifinal 2

Final

19/07 às 16h: Semifinal 1 x Semifinal 2

 

Todos gostaríamos que a Copa do Mundo da Fifa fosse apenas jogos de Futebol! O entretenimento e o entrelaçamento entre as pessoas dos diversos Países em primeiro lugar. A organização parece também muito boa, exceto o calor demasiado que tem feito no Canadá, México e Estados Unidos

2-LITURGIA DA PALAVRA DO 15.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – A

 

2-LITURGIA DA PALAVRA DO 15.º DOMINGO DO TEMPO COMUM –  A

Acolhamos a semente da Palavra que o Senhor lança em nossos corações. Que possamos fazê-la dar bons frutos em nossa vida.

PRIMEIRA LEITURA (Is 55,10-11) Leitura do Livro do Profeta Isaías.

Isto diz o Senhor: 10“Assim como a chuva e a neve descem do céu e para lá não voltam mais, mas vêm irrigar e fecundar a terra, e fazê-la germinar e dar semente, para o plantio e para a alimentação, 11assim a palavra que sair de minha boca: não voltará para mim vazia; antes, realizará tudo que for de minha vontade e produzirá os efeitos que pretendi, ao enviá-la”.

- Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

SALMO 64(65)

A semente caiu em terra boa e deu fruto.

1. Visitais a nossa terra com as chuvas, * e transborda de fartura. / Rios de Deus que vêm do céu derramam águas, * e preparais o nosso trigo.

2. É assim que preparais a nossa terra * vós a regais e aplainais; / os seus sulcos com a chuva amoleceis * e abençoais as sementeiras.

3. O ano todo coroais com vossos dons, * os vossos passos são fecundos; / transborda a fartura onde passais, * brotam pastos no deserto.

4. As colinas se enfeitam de alegria, * e os campos, de rebanhos; / nossos vales se revestem de trigais; * tudo canta de alegria!

SEGUNDA LEITURA (Rm 8,18-23) Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos.

Irmãos: 18Eu entendo que os sofrimentos do tempo presente nem merecem ser comparados com a glória que deve ser revelada em nós. 19De fato, toda a criação está esperando ansiosamente o momento de se revelarem os filhos de Deus. 20Pois a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua livre vontade, mas por sua dependência daquele que a sujeitou; 21também ela espera ser libertada da escravidão da corrupção e, assim, participar da liberdade e da glória dos filhos de Deus. 22Com efeito, sabemos que toda a criação, até o tempo presente, está gemendo como que em dores de parto. 23E não somente ela, mas nós também, que temos os primeiros frutos do Espírito, estamos interiormente gemendo, aguardando a adoção filial e a libertação para o nosso corpo. - Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

ACLAMAÇÃO (cf. Lc 8,11)

Aleluia, aleluia, aleluia.

Semente é de Deus a Palavra, / o Cristo é o semeador, / todo aquele que o encontra, / vida eterna encontrou!

 

 EVANGELHO (Mt 13,1-23 | +longo)

P. O Senhor esteja convosco. T. Ele está no meio de nós.

 P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

T. Glória a vós, Senhor.

P. 1 Naquele dia, Jesus saiu de casa e foi sentar-se às margens do mar da Gali- léia. 2 Uma grande multidão reuniu-se em volta dele. Por isso Jesus entrou numa barca e sentou-se, enquanto a multidão ficava de pé, na praia. 3 E disse-lhes muitas coisas em parábolas: “O semeador saiu para semear. 4 Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho, e os pássaros vieram e as comeram. 5 Outras sementes caíram em terreno pedregoso, onde não havia muita terra. As sementes logo brotaram, porque a terra não era profunda. 6 Mas, quando o sol apareceu, as plantas ficaram queimadas e secaram, porque não tinham raiz. 7 Outras sementes caíram no meio dos espinhos. Os espinhos cresceram e sufocaram as plantas. 8 Outras sementes, porém, caíram em terra boa, e produziram à base de cem, de sessenta e de trinta frutos por semente. 9 Quem tem ouvidos, ouça!”10Os discípulos aproximaram-se e disseram a Jesus: “Por que tu falas ao povo em parábolas?”11Jesus respondeu: “Porque a vós foi dado o conhecimento dos mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não é dado. 12Pois à pessoa que tem, será dado ainda mais, e terá em abundância; mas à pessoa que não tem, será tirado até o pouco que tem. 13É por isso que eu lhes falo em parábolas: porque olhando, eles não veem, e ouvindo, eles não escutam, nem compreendem. 14Deste modo se cumpre neles a profecia de Isaías: ‘Havereis de ouvir, sem nada entender. Havereis de olhar, sem nada ver. 15Porque o coração deste povo se tornou insensível. Eles ouviram com má vontade e fecharam seus olhos, para não ver com os olhos, nem ouvir com os ouvidos, nem compreender com o coração, de modo que se convertam e eu os cure’. 16Felizes sois vós, porque vossos olhos veem e vossos ouvidos ouvem. 17Em verdade vos digo, muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes, e não viram, desejaram ouvir o que ouvis, e não ouviram. 18Ouvi, portanto, a parábola do semeador: 19Todo aquele que ouve a palavra do Reino e não a compreende, vem o Maligno e rouba o que foi semeado em seu coração. Este é o que foi semeado à beira do caminho. 20A semente que caiu em terreno pedregoso é aquele que ouve a palavra e logo a recebe com alegria; 21mas ele não tem raiz em si mesmo, é de momento: quando chega o sofrimento ou a perseguição, por causa da palavra, ele desiste logo. 22A semente que caiu no meio dos espinhos é aquele que ouve a palavra, mas as preocupações do mundo e a ilusão da riqueza sufocam a palavra, e ele não dá fruto. 23A semente que caiu em boa terra é aquele que ouve a palavra e a compreende. Esse produz fruto. Um dá cem, outro sessenta e outro trinta”.

- Palavra da Salvação. T. Glória a vós, Senhor.

https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Ano-50C-41-15o-DOMINGO-DO-TEMPO-COMUM.pdf

3- LITURGIA DO 15.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

 

3- LITURGIA DO 15.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

- A liturgia de hoje traz um forte apelo para que todos acolham a Palavra de Deus e se deixe transformar por ela. As leituras apresentam a imagem do Reino como uma realidade misteriosa, simples e discreta, mas com uma força transformadora. Ao ser humano cabe a decisão de acolher esta proposta realizada por Jesus Cristo e se deixar transformar por ela. No texto do profeta Isaías temos a reafirmação de que o Senhor sempre cumpre suas promessas. Ele vê a opressão do seu povo e anuncia um caminho novo, por isso, o profeta faz questão de lembrar que a Palavra de Deus tem força de transformar as realidades. Como a chuva que cai sobre a terra e gera vida, faz brotar a semente, faz nascer a esperança de um recomeço, assim, é a Palavra de Deus derramada em nossos corações, precisa encharcar nossas realidades mais profundas para produzir frutos. A Palavra nos dá esperança e coragem: esperança de que Deus está conosco e coragem para não ficarmos de braços cruzados. A terra do nosso coração já recebeu a chuva da Palavra de Deus, por isso, é hora de germinar, crescer, produzir, colher e colocar em comum. O salmista nos ajuda a rezar essa dimensão de que um coração bom, produz bons frutos, tudo canta de alegria.

- Deus oferece salvação a todos os homens, por isso, São Paulo apresenta uma mensagem profunda, que nos permite ir além daquilo que somos: "Os sofrimentos do tempo presente não têm comparação com a glória futura". Paulo alimenta a esperança da comunidade mostrando que o fruto do Espírito gera em nós homens e mulheres novos, capazes de começar a viver já aqui e agora o Novo céu e a Nova Terra. Todos os que acolhem a Palavra de Deus devem se transformar e transformar o ambiente onde se encontram. O nosso ser-no-mundo, não pode permanecer estático; se a semente da Palavra de Deus chegou ao nosso coração, não podemos viver no conformismo. Eu, o outro, a sociedade e todas as realidades precisam ser renovadas pela Palavra e gerar um mundo novo.

 - "A semente caiu em terra boa e deu fruto"! Uma coisa está associada à outra: a semente precisa de terra, mas de terra boa, e a terra não tem fim em si mesma, ela existe para dar vida ao seu povo. Já no Gênesis, Deus ordena que a terra produza frutos que sirvam de alimento, mas também ordena que o homem cultive e guarde a criação. Assim, temos aqui uma íntima ligação: a semente, a terra e o semeador precisam viver em harmonia para que os frutos sejam abundantes.

- Deste modo, no Evangelho, Jesus nos dá um ensinamento por meio da parábola, apresentando-o em três partes: a parábola (vers. 1-9), um conjunto de "ditos" sobre a função das parábolas (vers. 10- 17) e a explicação da parábola (vers. 18-23). Dessa maneira, após ouvir a própria explicação da parábola feita por Jesus, devemos olhar a nossa vida, nosso terreno, também nosso modo de semear e ser cristão no mundo de hoje. Durante esta semana pensemos juntos se a Palavra de Deus têm produzido frutos em nossas vidas.

https://diocesedesaomateus.org.br/wpcontent/uploads/2026/06/12_07_26.pdf

4-REFLEXÕES PARA O 15.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- A 4.1-12 de julho – 15° DOMINGO DO TEMPO COMUM- UMA PALAVRA EFICAZ Por Pe. Marcus Mareano*

 

4-REFLEXÕES PARA O 15.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- A

4.1-12 de julho – 15° DOMINGO DO TEMPO COMUM- UMA PALAVRA EFICAZ

Por Pe. Marcus Mareano*

 

INTRODUÇÃO GERAL

A liturgia deste domingo convida a comunidade à renovada compreensão da centralidade da Palavra de Deus. A escuta e a acolhida dessa Palavra constituem o eixo estruturante da experiência de fé em Cristo, pois é por meio dela que a pessoa entra em relação com o mistério divino revelado na história.

A primeira leitura sublinha o caráter eficaz e performativo da Palavra de Deus, que se manifesta como princípio fecundo e criador de vida. A Palavra divina não é mero discurso, mas ação salvífica que transforma a realidade, orienta os caminhos humanos e sustenta a esperança do povo de Deus. Mesmo quando seus efeitos não coincidem com as expectativas humanas, ela permanece eficaz, pois cumpre sempre o desígnio salvador de Deus na história (Is 55,10-11).

O Evangelho propõe uma reflexão sobre a atitude do ser humano diante dessa Palavra (Mt 13,1-23). A parábola do semeador e da semente parece uma simples cena do campo, mas, por trás da simplicidade da imagem, oculta-se uma mensagem misteriosa a ser compreendida, como sempre ocorre com os ensinamentos de Jesus. O texto convida a ser “terra boa”, isto é, a cultivar uma disposição interior aberta à escuta e à prática da Palavra, de modo que esta produza frutos concretos na vida cotidiana.

A segunda leitura demonstra a eficácia da Palavra na vida da pessoa (Rm 8,18-23). Ela fornece os critérios e a orientação ética para uma existência “segundo o Espírito”. É por meio dessa conformação ao Espírito que o ser humano colabora na edificação do “novo céu e da nova terra” (2Pd 3,13; Ap 21,1). Assim se efetivará a plena comunhão entre Deus, a humanidade e toda a criação.

I COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

 

1. I leitura (Is 55,10-11)

Na primeira parte do Dêutero-Isaías (Is 40-48), o profeta apresenta a iminente libertação do cativeiro e proclama um “novo êxodo”, em que Deus conduzirá seu povo das terras de escravidão para a Terra da Promessa. Na segunda parte (Is 49-55), a ênfase recai sobre a restauração de Jerusalém, símbolo da presença divina e do reencontro entre Deus e Israel.

É nesse contexto que se situam os versículos propostos para a liturgia deste domingo. Após convidar o povo exilado a buscar e invocar o Senhor (Is 55,6-9), o profeta recorda a força eficaz e transformadora da Palavra divina que acaba de ser anunciada (v. 10-11).

Nesse momento histórico, a comunidade israelita se encontra desanimada. As promessas de libertação parecem demoradas demais, e a esperança começa a se esvair diante da dureza do cotidiano. Crescem a impaciência, a dúvida e o questionamento: será que as palavras do profeta se cumprirão? Deus não estaria tardando demais em agir? Ele se esqueceu da dor do seu povo?

É precisamente diante desse clima de desânimo que o Dêutero-Isaías reafirma, com vigor e ternura, a fidelidade de Deus e o poder inquebrantável de sua Palavra, capaz de transformar a história e devolver a vida àquilo que parecia perdido.

2. II leitura (Rm 8,18-23)

Paulo inicia esse trecho da carta aos Romanos estabelecendo um contraste, fundamentado na afirmação de que os sofrimentos do tempo presente não têm proporção com a glória que há de ser revelada (v. 18). O sofrimento é visto como etapa transitória no processo de revelação da glória divina, a qual se manifestará plenamente nos redimidos. Essa perspectiva revela o caráter teleológico da história humana: o presente encontra sentido apenas à luz do futuro prometido.

Em seguida, Paulo usa uma linguagem metafórica para expressar a solidariedade cósmica entre o ser humano e o universo criado (v. 19-22). O pecado humano introduziu desordem não apenas na dimensão pessoal e social, mas também na ordem cósmica (Gn 3,17). Por isso, a criação está sujeita à finitude e à caducidade. A partir do momento em que o ser humano adere a Cristo e passa a viver “segundo o Espírito”, torna-se capaz de superar o destino de morte e as consequências do pecado.

O mundo criado e a humanidade estão vinculados no mesmo drama da queda e da redenção. O Espírito Santo é o princípio vital que sustenta essa esperança e garante a comunhão final entre Deus, o ser humano e toda a criação (v. 23). Paulo projeta, assim, uma visão relacional e integradora da salvação. Não se trata apenas da salvação individual, mas de uma restauração cósmica que abrange toda a realidade.

3. Evangelho (Mt 13,1-23)

O texto possui três momentos distintos: a parábola em si (v. 1-9), a reflexão de Jesus sobre o sentido das parábolas (v. 10-17) e, por fim, a explicação dirigida aos discípulos (v. 18-23).

Na primeira parte, Jesus fala levando em conta a vida concreta do povo. Na Palestina de então, o semeador lançava as sementes antes de arar o campo. Por isso, parte delas caía à beira do caminho, outra parte em terreno pedregoso e outra entre espinhos. É uma imagem realista, mas Jesus a transforma em uma parábola do Reino dos Céus. De todo modo, o acento da mensagem não está na fragilidade dos terrenos, e sim na força fecunda da semente. Quando ela encontra terra boa, produz frutos em abundância e uma colheita inimaginável para os agricultores da época.

Na segunda parte, Jesus reflete sobre o porquê de falar em parábolas. Elas são como um espelho que mostra o coração de quem escuta: quem tem o coração aberto, compreende e se deixa transformar; quem tem o coração fechado, escuta sem entender e olha sem perceber. Por isso Jesus proclama bem-aventurados os discípulos, porque seus olhos veem e seus ouvidos ouvem. Eles acolheram a Palavra e já participam do Reino que nasce no meio deles.

Por fim, a terceira parte traz a explicação da parábola. A semente é sempre boa; o semeador é o próprio Cristo; o fruto, porém, depende de como cada um acolhe a Palavra. Alguns têm o coração endurecido, como terra batida: a Palavra não consegue penetrar. Outros são superficiais: recebem com entusiasmo, mas desanimam nas dificuldades. Outros ainda são sufocados pelas preocupações e pelas riquezas, então a Palavra se perde entre tantos ruídos. Contudo, há também aqueles cujo coração é aberto, acolhedor e fiel: neles a Palavra germina, cresce e dá muito fruto.

Essa parábola é um convite à esperança e à conversão. Esperança, porque a mensagem do Evangelho está crescendo e se espalhando, mesmo quando não o percebemos; e conversão, porque somos chamados a preparar o terreno do nosso coração para acolher a Palavra com generosidade. Mesmo que muito pareça se perder, o Reino de Deus frutificará de modo surpreendente.

III. PISTAS PARA A REFLEXÃO

A liturgia chama a atenção para a ação transformadora da Palavra de Deus proclamada e celebrada. Essa Palavra deve gerar transformação sincera nas pessoas, conforme afirma a profecia de Isaías. Quando se crê, não se pode sair da Eucaristia da mesma forma como se chegou.

O Senhor continua a semear todos os dias, em cada celebração, em cada gesto de amor, em cada encontro com o próximo. Que não deixemos a semente cair à beira do caminho. Que removamos as pedras da indiferença e arranquemos os espinhos do egoísmo. E que nosso coração, purificado e disponível, se torne terra boa, onde a Palavra de Deus possa germinar e produzir frutos de fé, de amor e de justiça para o mundo.

Essa Palavra, sedimentada no interior humano, permanece e gera perseverança. As tribulações e adversidades não podem nos separar do amor de Deus semeado em nosso coração. Por mais que os tempos pareçam difíceis, pode-se esperar um novo tempo de experiência da glória dos filhos e filhas de Deus.

 

Pe. Marcus Mareano*

 

*Marcus Mareano é natural de Fortaleza-CE. Bacharel em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará (Uece). Bacharel e mestre em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (Faje). Doutor em Teologia Bíblica, com dupla diplomação, pela Faje e pela Universidade Católica de Lovaina, na Bélgica (KU Leuven). Professor de Teologia no Seminário Provincial Coração de Jesus (Diamantina-MG) e no Instituto Teológico Dom Hermínio Malzone Hugo (Governador Valadares-MG). Pároco da paróquia São Mateus, em Belo Horizonte-MG. E-mail: marcusmareano@gmail.com

https://www.vidapastoral.com.br/roteiros/12-de-julho-15-domingo-do-tempo-comum/

4.2-HOMILIA DO 15º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

 4.2-HOMILIA DO 15º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A


O REINO É O EVANGELHO PLANTADO EM NOSSOS CORAÇÕES

Em verdade vos digo, muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes, e não viram, desejaram ouvir o que ouvis, e não ouviram.” (Mt. 13,17)

A liturgia do 15º Domingo traz um forte apelo para que o ser humano acolha a Palavra e se deixe transformar por ela. Todos os textos nos trazem a imagem do Reino como uma realidade misteriosa, suscinta e discreta, mas com uma inexplicável força transformadora. Ao ser humano cabe a decisão de acolher esta proposta realizada por Jesus Cristo e se deixar transformar igualmente por ela.

primeira leitura (Is. 55,10-11) nos coloca diante de Isaías exercendo sua missão profética junto ao desolado povo de Israel em meio ao exílio da Babilônia. Israel é a imagem de toda a humanidade e, portanto, assim como acontece conosco, Israel tem a memória fraca quando se trata de lembrar dos próprios erros. Apesar de ter abandonado livremente a Aliança, o povo eleito se encontra decepcionado com a fé e esta desilusão o leva a culpar a Deus acusando-o injustamente de infidelidade. Os versículos que meditamos fazem parte do chamado “livro da consolação”, obra na qual o profeta proclama a libertação do cativeiro babilônico e o início de um novo êxodo.

Mesmo que o povo esteja cansado dos oráculos repletos de esperança, o profeta não desiste. A Palavra de Deus nunca falha. Mesmo que demore, ela permanece eficaz, transformadora, geradora de vida. Por isto, Isaías utiliza a imagem da chuva e da neve, porque assim elas fecundam e geram vida na natureza, a Palavra, de modo misterioso e imperceptível, acabará por produzir vida em abundância para o Povo Eleito.

segunda leitura (Rm. 8,18-23) depois de apresentar os dois caminhos que devem ser discernidos e escolhidos pelo ser humano – a vida segundo a carne e segundo o Espírito – São Paulo revela que a renovação da criação depende também desta escolha humana. Para o Apóstolo, o pecado do homem contaminou a criação com a desordem. No entanto, à medida que o homem acolhe a redenção dada por Cristo e deixa para trás os grilhões da morte, toda a criação recupera o seu propósito original, se transforma no novo céu e na nova terra, frutos da redenção.  Antes que se diga que esta afirmação se trata de uma inovação forçada para querer unir teologia com ecologia, este tema sobre a solidariedade do ser humano para com o restante da criação surge inclusive em vários outros momentos da Bíblia tanto no Antigo quanto no Novo Testamento (Cf: Gn. 9,12-13; Cl. 1,20; 2Pe. 3,13; Ap. 21,1-15).

 Ao longo das semanas anteriores acompanhamos Jesus escolhendo os discípulos, os preparando catequeticamente para anunciar e viver os valores do Reino e depois os enviando em missão para anunciar a chegada da salvação. Os discípulos retornam da missão e muitos expressam a insatisfação diante da rejeição que sofreram principalmente nas grandes cidades e povoados. O Evangelho (Mt. 13,1-23) que meditamos hoje se trata do momento no qual Jesus ouve as impressões dos discípulos e suas frustrações sobre as dificuldades da missão. Diante da crise de fé causada pelas inseguranças dos seguidores, Cristo lhes narra a parábola do Semeador e da Semente.

 Para início de conversa, a parábola é uma reflexão sobre a forma como acolhemos a Palavra anunciada e uma exortação para nos tornarmos boa terra onde a semente irá crescer e dar frutos, isto é, devemos conservar o coração disponível para escutar as propostas de Jesus, as acolher e para deixar que os valores do Reino dêem abundantes frutos na nossa vida de cada dia.

Sabemos que as parábolas são a expressão da pedagogia e didática singular de Jesus Cristo. Ele falava do Reino com imagens tiradas da natureza e das situações da vida diária do povo. No entanto, por serem simples e cheias de figuras, as parábolas somente poderiam ser compreendidas por quem tivesse um coração humilde e bom, ou seja, os “pequeninos” mencionados no domingo passado.

Para nós, pode parecer estranho um semeador ter tanta desatenção enquanto realiza o seu trabalho. Por que ele não percebe as sementes caindo em lugares inapropriados? Por que ele não retorna para recolher as sementes em meio aos espinhos e pedras? Os fatos narrados na parábola indicam, na verdade, as técnicas agrícolas usadas na Palestina daquela época: primeiro, o agricultor lançava a semente à terra; depois, é que passava o arado o terreno. Assim, compreende-se porque uma parte da semente caiu à beira do caminho, outra em lugares pedregosos onde não havia muita terra e outra entre os espinhos. Isto acontecia porque a semeadura ou plantio não era realizado depois que a terra estava aradada, mas antes.

Esta imagem revela a pedagogia do Reino dos Céus. O Evangelho é anunciado a todos os corações independentemente de eles estarem dispostos a acolhê-lo ou não. O acolhimento do Evangelho não depende, nem da semente, nem de quem semeia; mas depende da qualidade da terra. Com o tempo, respeitando a liberdade humana, a graça faz frutificar o que foi anunciado a partir da acolhida que foi dada pelo coração humano. Por meio desta imagem a realidade do Reino é revelada como uma força transformadora e imparável, uma vez que mesmo sofrendo rejeições por causa dos valores opostos que tomam conta do coração humano, ainda que demore, ele, o Reino, cedo ou tarde manifestará em todo o seu vigor, esplendor e abundância a vida de Deus.

Se no tempo de Jesus Cristo haviam muitos valores que rivalizavam com a Graça e com os valores do Reino, no nosso “hoje”, as dificuldades superabundam uma vez que os projetos mundanos se multiplicaram como ervas daninhas ou insetos devoradores. Muitos sãos os valores perversos que desejam devorar o coração o humano. Todos nós, no fundo, queremos ser um terreno bom, onde a Palavra de Deus possa dar muitos frutos, no entanto nem sempre estamos dispostos a renunciar nossas ambições para deixar o coração disponível para Deus.  Se o semeador é Jesus e a semente é a Palavra, obviamente que o terreno somos nós. Eis aqui a nossa grande responsabilidade: fazer com que o nosso coração permaneça uma terra boa!  Nós seremos o terreno bom na medida em que tivermos a capacidade de nos deixar transformar pelo Evangelho, de acolher e viver os seus valores. Resumindo numa frase: a capacidade de nos converter.

A parábola do Semeador e da Semente permanecerá sendo uma exortação não apenas aos cristãos, mas a toda a humanidade, para acolher a Palavra de Jesus, sem deixar que os problemas cotidianos, as adversidades da vida, os valores mundanos e egocêntricos impeçam o Evangelho de frutificar e tornem a semente da Palavra uma semente estéril, sem vida.

Pe. Paulo Sérgio Silva

Paróquia Nossa Senhora da Conceição.

 https://diocesedecrato.org/homilia-do-15o-domingo-do-tempo-comum-ano-a/

 

4.3-XV Domingo do Tempo Comum – Ano A Disposições Para Acolher a Palavra de Deus! Dom José Maria Pereira

 

4.3-XV Domingo do Tempo Comum – Ano A

Disposições Para Acolher a Palavra de Deus!

Dom José Maria Pereira

 O poder e a eficácia da Palavra de Deus constituem o argumento central da reflexão de hoje. “Assim como a chuva e a neve descem do céu e para lá não voltam mais, mas vêm irrigar e fecundar a terra, e fazê-la germinar e dar semente, para o plantio e para a alimentação, assim a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia; antes, realizará tudo que for de minha vontade e produzirá os efeitos que pretendi, ao enviá-la” (Is 55, 10 -11).

 O Evangelho de São Mateus (13, 1-23) narra que Jesus, diante das multidões que se aproximaram dele, sentou-se na barca, começou a ensinar-lhes: Saiu o semeador a semear, e as sementes caíram em terrenos muito diversos. Ou seja, a eficácia da Palavra, no coração do homem, depende de suas disposições. Nem todos a aceitam porque não deixam a Palavra de Deus penetrar fundo em suas vidas. As provações, as riquezas, os prazeres da vida impedem que produza fruto. 

A parábola do semeador é muito útil para entendermos a força vital da Palavra de Deus e a necessidade de ter boas disposições para abrir as portas de nossa vida a essa força vital. A atuação da graça e as disposições de cada um em receber a graça divina, ou seja, a graça não violenta a atitude com relação à Palavra de Deus fazem parte da vida do cristão. Precisamos ser receptivos para dar frutos e ter a alegria e a paz que Jesus deixou ao nosso alcance.

A falta de acolhida provoca a esterilidade da graça de Deus em nós. O dom de Deus é rechaçado. 

O Semeador, que saiu para semear, é precisamente Jesus, e a semente, que espalha, “é a Palavra de Deus” (Lc 8, 11). O semeador espalha a sua semente aos quatro ventos, e, assim,  explica-se que uma parte caía no caminho. A semente caiu em vários tipos de terras diferentes: terreno pedregoso, entre espinhos; outras sementes caíram em terra boa. O terreno, onde cai a boa semente, é o mundo inteiro, cada homem. Trata-se de uma página de certo modo “autobiográfica”, porque reflete a própria experiência de Jesus, da sua pregação: Ele se identifica com o semeador, que difunde a boa semente da Palavra de Deus, e dá-se conta dos vários efeitos que ela alcança, segundo o tipo de acolhimento reservado ao anúncio. Há quem ouve superficialmente a Palavra, mas não a acolhe; há outros que a recebem no momento, mas não têm constância e perdem tudo; há, depois, aqueles que são dominados pelas preocupações e seduções do mundo; e há, enfim, quantos ouvem de modo receptivo, como o terreno bom: aqui a Palavra produz fruto em abundância. 

A mesma semente produz muito fruto numa classe de terreno e, em outros, não produz nada. Isso significa o mistério da liberdade do homem perante o dom de Deus. Jesus semeia, em qualquer parte, a Palavra: nem sequer a nega aos pecadores, à gente superficial e distraída, aos homens imersos nos prazeres ou ocupados em negócios, comparando-os na parábola, à que cai à beira do caminho, em terrenos pedregosos, ou entre espinhos; isso significa a grande misericórdia do Senhor! Com efeito, em sentido espiritual, ensina São João Crisóstomo, “é possível que a rocha se transforme em boa terra; que o caminho deixe de ser pisado e se converta também em terra fértil, e que os espinhos desapareçam e deixem crescer exuberantemente as sementes. E, se essa transformação não acontece em todos, não é, certamente, por culpa do semeador, mas daqueles que não querem mudar”. Isto é terrível, mas acontece: o homem pode fechar-se à Palavra de Deus, recusá-la e, consequentemente, torná-la ineficaz.

Aos discípulos que perguntam a Jesus: “Por que falas ao povo em parábolas?”; responde-lhes: “Pois à pessoa que tem, será dado ainda mais, e terá em abundância; mas à pessoa que não tem, será tirado até o pouco que tem” (Mt 13, 12). O Senhor explica aos seus discípulos que eles, justamente porque têm fé nEle e desejam conhecer mais a fundo a Sua doutrina, ser-lhes-á dado um conhecimento mais profundo das verdades divinas. Mas os que não O seguem, depois de O terem conhecido, perdem o interesse pelas coisas de Deus e estarão cada dia mais cegos, e é como se lhes fosse tirado o pouco que tinham. O Senhor exorta-nos, sem tirar a nossa liberdade, à responsabilidade de sermos fiéis: devemos fazer frutificar os dons que Deus nos vai enviando e aproveitar as ocasiões de santificação cristã que nos são oferecidas ao longo da nossa vida. Ainda, respondendo à pergunta dos discípulos,  “Por que lhes falas mediante parábolas?”, Jesus responde, apresentando uma distinção entre eles e a multidão: aos discípulos, isto é, àqueles que já se decidiram a segui-Lo, Ele pode falar do Reino de Deus abertamente, mas, aos demais, ao contrário, deve anunciá-lo com parábolas, precisamente para estimular a decisão, a conversão do coração; com efeito, pela sua própria natureza, as parábolas exigem um esforço de interpretação, interpelam a inteligência, mas, também, a liberdade. São João Crisóstomo explica: “Jesus pronunciou estas palavras com a intenção de atrair a Si os seus ouvintes e de os estimular, assegurando que, se O procurarem, Ele curá-los-á” (Comentário ao Evangelho de Mateus, 45, 1-2). No fundo, a verdadeira “Parábola” de Deus é o próprio Jesus, a sua Pessoa que, no sinal da humanidade, esconde e, ao mesmo tempo, revela a divindade. Desse modo, Deus não nos obriga a crer n’Ele, mas atrai-nos a Si com a verdade e a bondade do seu Filho encarnado: Com efeito, o amor respeita sempre a liberdade.

Não pensemos que o não querer ouvir, nem ver, nem compreender, foi coisa exclusiva daqueles homens contemporâneos de Jesus; cada um de nós também tem as suas durezas de ouvido, de coração e de entendimento perante a Palavra de Deus, perante a Sua graça. Além disso, não basta saber a doutrina da fé: é absolutamente necessário vivê-la com todas as suas exigências morais e ascéticas. Jesus foi pregado na Cruz não só pelos pregos e pelos pecados de alguns judeus, mas também pelos nossos pecados, que iríamos cometer séculos depois, mas que já atuavam sobre a Humanidade Santíssima de Jesus Cristo, que carregava com nossos pecados.

“A alma que ama a Deus de verdade não deixa, por preguiça, de fazer o que pode para encontrar o Filho de Deus, o seu Amado. E depois de ter feito tudo o que pode, não fica satisfeita e pensa que não fez nada” (São. João da Cruz).

“A semente que caiu no meio dos espinhos é aquele que ouve a palavra, mas as preocupações do mundo e a ilusão da riqueza sufocam a palavra, e ele não dá fruto” (Mt 13, 22). Trata-se de almas obcecadas pelas coisas materiais, envoltas numa “avareza de fundo que leva a apreciar apenas o que se pode tocar: os olhos que parecem ter ficado colados às coisas terrenas, mas também os olhos que, por isso mesmo, não sabem descobrir as realidades sobrenaturais” (São Josemaría Escrivá, É Cristo que passa, nº 6). É como se estivessem cegos para o que verdadeiramente importa.

Deixar que o coração se apegue ao dinheiro é um grave obstáculo para que o amor de Deus crie raízes no coração. São Paulo ensina que quem coloca o seu coração nos bens terrenos, como se fossem bens absolutos, comete uma espécie de idolatria (Col 3, 5). Esta desordem da alma conduz com frequência à falta de mortificação, à sensualidade, à fuga ou ao esquecimento dos bens sobrenaturais, pois sempre se cumprem aquelas palavras do Senhor: “onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração” (Lc 12, 34).

Deus espera que sejamos um terreno que acolha a graça e dê fruto; e produziremos mais e melhores frutos quanto maior for a nossa generosidade com Deus.

“Além disso, o Senhor nos dá muito, tem direito à nossa mais plena correspondência…, e é preciso caminhar ao seu passo” (Forja, 385).

Cabe – nos a pergunta: Que tipo de terreno sou eu? As quatro qualidades de terra se encontram, mais ou menos, em cada um de nós! Esse terreno é uma imagem do coração dos ouvintes, dos nossos corações! O anúncio da Boa-Nova da salvação é o mesmo, mas uns acolhem e se convertem, outros rejeitam e se fecham. Assim foi com a pregação de Jesus: os publicanos e pecadores acolhiam; os fariseus e os escribas criticavam Jesus (Lc 15, 1-2); o mesmo ocorreu com a pregação dos Apóstolos e, também hoje, com a pregação da Palavra pela Igreja.

Em cada um de nós há espinhos, pedras, trilhos e terra de boa qualidade. Trata-se de tomar consciência e de melhorar o terreno (que é o nosso coração) para que a Palavra de Deus possa produzir frutos.

Gostaria de fixar-me sobre o lado positivo e encorajador do Evangelho de hoje: a Palavra de Deus encontra também muitos corações disponíveis, muito terreno bom. O terreno melhor foi aquele de Maria, que acolhia todas as palavras e as guardava em seu coração ( Lc 2,19).  Terreno bom foram os apóstolos e os discípulos, que acolheram a Palavra e a pregaram ao mundo, irrigando-a com o próprio sangue.

Quem é hoje o terreno bom que produz fruto? É o cristão que, antes de tudo, tem sede da Palavra de Deus, que a ama, que se preocupa em ouvi-La, compreendê-La, convicto de que não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai

 da boca de Deus (Mt 4,4).  É aquele que aplica a Palavra à sua vida; dá-lhe forma e espaço, com a reflexão, de modo que possa germinar, em seu coração, iluminar as intenções, fortificar os propósitos, de modo que eles se transformem em obras evangélicas, isto é, nos cem por cento de que fala Jesus no final de sua parábola.

A Palavra de Deus produz muitas graças de iluminação, de paz e de alegria. Tem força capaz de nos mudar e mudar o mundo, se deixarmos penetrar de maneira profunda em nossa mente e em nosso coração. Podemos ser o terreno bom e dar muito fruto. Felizes os que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática. Felizes! Afinal, como bem afirmou São Paulo: “Quem poderá me separar do amor de Deus?”.

Que a Virgem Maria nos ajude a ser “terra boa” onde a semente da Palavra possa produzir muito fruto!

Dom José Maria Pereira

https://presbiteros.org.br/homilia-do-d-jose-maria-pereira-xv-domingo-do-tempo-comum-ano-a/

4.4- QUEM CONTINUA A SEMEAR NO CORAÇÃO DO ENFERMO?

 

4.4- QUEM CONTINUA A SEMEAR NO CORAÇÃO DO ENFERMO?

No próximo dia 14 de julho, a Igreja celebra com grande alegria a memória de São Camilo de Lellis, padroeiro dos enfermos, dos profissionais da saúde e dos hospitais. Assim como São Camilo, desde a origem da Igreja nunca faltaram homens e mulheres que acolheram o convite de Jesus para cuidar dos enfermos: “Eu estava doente e cuidastes de mim” (Mt 25,36); “Ide pelo mundo inteiro... quando impuserem as mãos sobre os enfermos, estes, ficarão curados” (Mc 16, 15-18). Em nossa Arquidiocese, temos o testemunho luminoso de Santa Madre Paulina, Santo Antônio de Sant'Ana Galvão, São José de Anchieta, Beato Mariano e Beata Assunta. Cada um, a seu modo, expressou um profundo amor e cuidado para com os enfermos. A parábola do semeador nos recorda que a semente é lançada em diferentes tipos terrenos. O semeador é o próprio Cristo; a semente é a sua Palavra; e o terreno é o coração humano. O resultado da colheita depende da abertura ou do fechamento do nosso coração. Trazendo a parábola do semeador para a realidade da saúde e dos enfermos, podemos afirmar que todo cristão — e, de modo especial, os membros da Pastoral da Saúde e dos Enfermos — tem a missão de ser semeador de vida e esperança junto àqueles que sofrem no corpo e na alma. Como no Evangelho, também em nossa missão de semear encontramos diferentes respostas, como Jesus encontrou: - à beira do caminho: muitas vezes, a dor e o sofrimento levam o enfermo a fechar-se em si mesmo, a sentir-se só ou até a revoltar-se diante da realidade que vive; - um terreno rochoso: a semente que lançamos, muitas vezes, desperta a boa vontade do enfermo em acolher a Palavra de Deus, mas o sofrimento é tão grande que logo faz surgir o desânimo; - um terreno de espinhos: a luta contra a doença, as preocupações, as dúvidas e os medos acabam, por vezes, sufocando a esperança; - a terra boa: apesar das dificuldades e sofrimentos, o enfermo mantém sua confiança em Deus e a Ele se abandona plenamente, a exemplo da Virgem Maria, que disse: “Faça- -se em mim segundo a tua vontade” (Lc 1,38). A semente que lançamos é ação do próprio Deus da vida em favor do enfermo. E, como Deus nunca desanima, também nós somos chamados a permanecer ao lado deles com amor e ternura, sem nos preocuparmos excessivamente com os resultados. Assim como Maria permaneceu junto à cruz de seu Filho, também nós somos convidados a estar junto à cruz que o enfermo carrega. Como diz o refrão de um canto cristão: “Põe a semente na terra, não será em vão. Não te preocupe a colheita, plantas para o irmão” (José Acácio Santana). Nunca esqueçamos o ensinamento de São Camilo, ao assistir um enfermo: o quarto é uma igreja; o leito é o altar; e, sobre este altar, está, na pessoa do enfermo, o próprio Cristo sofredor. Cuidar de um enfermo é uma grande graça de Deus. Muitas vezes pensamos que vamos “dar muito” aos doentes, quando, na verdade, é eles que permitem que nosso coração de pedra se transforme em terra boa, capaz de produzir frutos: “um cem, outro sessenta, outro trinta por um”. A diferença na colheita não está na semente — que é sempre a mesma —, mas na receptividade do coração que acolhe a Palavra. Que Maria a Mãe de Jesus e nossa Mãe, a primeira agente da Pastoral da Saúde e dos Enfermos, com seu testemunho junto à sua prima Isabel, nos ajude a sermos sempre expressão do amor misericordioso de Jesus com aqueles que sofrem. Rezemos a oração do Papa Leão XIV para o Dia Mundial do Enfermo deste ano: “Doce Mãe, não vos afasteis, / vossos olhos de mim não aparteis. / Vinde comigo por todo o caminho, / e nunca me deixeis sozinho. /Já que me protegeis tanto / como uma verdadeira Mãe, / fazei com que me abençoem o Pai, / o Filho e o Espírito Santo”.

Cônego João Inácio Mildner Vigário Episcopal para a Pastoral da Saúde e dos Enfermos

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5-LEITURAS DA SEMANA: DE 13/07 A 19/07 DE 2026 E ORAÇÃO DO DIZIMISTA

 

 

5-LEITURAS DA SEMANA: DE 13/07  A 19/07 DE 2026 E ORAÇÃO DO DIZIMISTA

13- 2ª Is 1,10-17 / Sl 49(50) / Mt 10,34–11,1

14- 3ª Is 7,1-9 / Sl 47(48) / Mt 11,20-24

15- 4ª Is 10,5-7.13-16 / Sl 93(94) / Mt 11,25-27

16- 5ª Zc 2,14-17 / Lc 1,46-55 / Mt 12,46-50

17- 6ª Is 38,1-6.21-22.7-8 / Is 38,10-16 / Mt 12,1-8

18- Sáb.: Mq 2,1-5 / Sl 9B(10) / Mt 12,14-21

19- Dom.: 16º Domingo do Tempo Comum, Ano A

Sb 12,13.16-19;Sl 85(86),5-6.9-10.15-16ab (R. 5a)

Rm 8,26-27; Mt 13,24-43 ou mais breve 13,24-30

 

Oração do Dizimista

Rezemos em comunhão com todos os dizimistas: Aceita, Senhor, como meu dízimo, a minha gratidão. Quero ser membro ativo da Igreja. O Senhor me dá tantos dons, a começar pela própria vida. Eu quero devolver em forma de serviço, em forma de oferta. Aceita, Senhor, o meu desejo de participar na missão da Igreja de santificar, de ser anúncio da Boa Nova de Jesus, de transformar o mundo para ser de Deus e de todas as pessoas. Aceita, Senhor, minha oferta, fruto do meu trabalho e sacrifício de cada dia. Não quero me omitir nem dar só uma esmola. Maria, Mãe de Jesus e nossa, ajudainos a perseverar e animar outras pessoas a ser dizimistas, a comprometer-se efetivamente com o Reino de Deus. Amém.