sexta-feira, 4 de setembro de 2026

BEM-VINDO AO SB SABENDO BEM DE 06 DE SETEMBRO DE 2026- 23.º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO A - MÊS DA BÍBLIA

 


A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina. (I Coríntios 1, 18).

(Ano A/Verde) 23º Domingo do Tempo Comum

MÊS DA BÍBLIA - LIVRO DE DANIEL "Seu Reino jamais será destruído" (Dn 7,14)

06 de Setembro de 2026

CORREÇÃO FRATERNA: ATO DE CUIDADO, NÃO DE JULGAMENTO


A Bíblia é a Palavra de Deus ( Frei Fabreti)

https://youtu.be/nuiCNLMidW4?si=mCQq9x9EQhGniPU-

 

Toda Bíblia é Comunicação (Pe. ZEZINHO)
https://youtu.be/jdzIGvyzQqE?si=YUUE9gbEhboRIkHi

 

SB SABENDO BEM DE 06 de Setembro de 2026 INFORMA.

Caro(a) Leitor(a) amigo(a):

O meu abraço fraterno e um ótimo mês de Setembro

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SEJA BEM-VINDO!

CONTEÚDO DO SB SABENDO BEM DE 06/09/26

 

CONTEÚDO DO SB SABENDO BEM DE 06/09/26

- AMBIENTAÇÃO

- ACOLHIDA

- MÊS DA BÍBLIA - LIVRO DE DANIEL "Seu Reino jamais será destruído" (Dn 7,14)

- PARABÉNS AOS ANIVERSARIANTES DO MÊS DE SETEMBRO

- O QUE DEVEMOS NOS CONSCIENTIZAR EM SETEMBRO

- 7 DE SETEMBRO: FERIADO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

- LEITURA DA PALAVRA DO 23.º DOMINGO DO TEMPO COMUM-A

- LITURGIA DO 23.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

- 3 REFLEXÕES DO 23. º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

- LEITURAS PARA A SEMANA: DE 07 DE SETEMBRO DE 2026 A 13 DE SETEMBRO E ORAÇÃO PARA  ANTES DE LER A  BÍBLIA

- CANTOS PARA O 23.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A E CANTOS ESPECÍFICOS DA BÍBLIA

-ACOLHIMENTO DA IGREJA CATOLICA, SAIBA O QUE É E COMO FAZER CERTO.

- QUANTO MAIS, TANTO MENOS. QUANTO MENOS,TANTO MAIS...

- Lindolivo Soares Moura

- SANTO AGOSTINHO E AS SAGRADAS ESCRITURAS

- DICAS DE LEITURA PARA O MÊS DE SETEMBRO.

1-SEJAM BEM-VINDOS AO SB SABENDO DO 23.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

  

1-SEJAM BEM-VINDOS AO SB SABENDO DO 23.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

1.1-   Ambientação

- Preparar um bonito ambiente com uma Bíblia, flores e vela, inspirado no Mês da Bíblia. Pode ser colocado o tema e o lema deste mês.

- Deixar em destaque a Bandeira do Brasil sob a imagem de Nossa Senhora Aparecida. - Enquanto se canta: Não nos cansemos... nº 35 (https:// youtu.be/bf_2o9nRK64?si=6WGuGhfPGre_17MY), acendem-se as velas do altar.

1.2- Bem-vindos Irmãs e Irmãos!

Bem-vindos, irmãos e irmãs! Cristo está no meio de nós, fortalecendo nossa unidade e nossa caminhada fraterna.

Neste 23º Domingo do Tempo Comum, a Liturgia nos coloca diante da responsabilidade comunitária, um tema central para a nossa fé. Em tempos onde se prega que devemos viver "cada um por si", o Evangelho nos recorda que somos guardiões uns dos outros, no cuidado e na correção fraterna. A verdadeira comunidade nasce da capacidade de corrigir com amor e de perdoar com humildade. Que esta celebração nos ajude a entender e a viver o amor mútuo.

Irmãos e irmãs, reunidos como assembleia convocada pelo Senhor, celebremos, com alegria, este dia a Ele consagrado. O Cristo, que prometeu estar presente onde dois ou mais estiverem reunidos em seu nome, está no meio de nós. Com Ele, elevemos nossa ação de graças ao Pai, na força do Espírito Santo. Nesta Eucaristia, renovemos o nosso compromisso de fazer a vontade de Deus, vivendo o mandamento do amor ao próximo.(INTRODUÇÃO DO FOLHETO POVO DE DEUS EM SÃO PAULO).

1.3-       SOBRE O LIVRO DE DANIEL

- Daniel é o quarto livro dos chamados "Profetas Maiores". A obra foi atribuída a Daniel, personagem central do livro. Os fatos, as visões, os sonhos e os personagens são ambientados no século 6º a.C., época do exílio babilônico, tempo do rei Nabucodonosor. Na verdade, o livro foi escrito no século 2º a.C., mais precisamente, por volta de 170-150 a.C. Estamos no período de Antíoco 4º Epífanes, grande perseguidor dos judeus. Ele quer acabar com a cultura, os costumes e a religião dos judeus. O livro procura sustentar a esperança do povo e resistir ao opressor, pois Deus que trouxe o povo de volta do cativeiro na Babilônia, agora libertará também da tirania de Antíoco 4º.

- O livro é resultado de três línguas: hebraico (Dn 1,1- 2,4a; 8-12), aramaico (Dn 2,4b-7,28) e grego (Dn 3,24-90; 13-14). Pode-se dizer que o livro de Daniel é o fundador da "literatura apocalíptica". O objetivo da apocalíptica é revelar a providência de Deus agindo na história e assim incutir nos leitores a esperança e a confiança.

- Propomos a divisão do livro em três partes: 1. Daniel e seus companheiros na corte da Babilônia (1-6): Eles foram levados para o exílio. Daniel viveu como judeu piedoso e tinha o dom de interpretar sonhos. Esses relatos lembram as dificuldades do povo vividas durante o tempo difícil de Antíoco 4º Epífane (175-164 a.C.), quando quer impor aos judeus, com violência, a religião e os costumes gregos. Daniel interpreta os sonhos e as visões de Nabucodonosor. Por não adorarem a estátua de ouro, Daniel e companheiros são jogados na fornalha ardente. 2. Visões de Daniel (7-12): Aqui Daniel não mais interpreta sonhos e visões, mas é destinatário de revelações secretas. Por meio dessas visões, o autor incentiva o povo a perseverar, pois estava próximo o fim da tribulação. A visão dos animais descreve os impérios como animais estranhos e ferozes, que se contrapõe ao rosto humano, "o filho do homem", que representa o povo fiel que recebe de Deus o reino que não terá fim. A recompensa final pela fidelidade é a ressurreição para a vida eterna e gloriosa junto aos justos e mártires, destino de todos. Os que dormem no pó despertarão uns para a vida eterna, outros para a vergonha eterna. 3. Narrações sobre Daniel (13-14): Aqui temos narrações que ensinam que a fidelidade triunfa sobre a adversidade e as potências devem reconhecer a superioridade divina. Temos aqui o famoso caso de Susana que foi levada ao tribunal sob acusação falsa de adultério. Daniel a salvou da condenação à morte.

- Coluna do site da Paulus: 19/04/2022 / 38. Livro de Daniel / Por Nilo Luza / Acesso em 16 de junho de 2026: https://www.paulus.com.br/portal/38-livro-dedaniel/.

1.4-  ANIVERSARIANTES DO MÊS

Parabenizo a todos que fizeram ou ainda irão fazer aniversário neste lindo mês de setembro. Inclusive, eu celebro o dom da vida neste Domingo. Parabéns a todos nós de setembro! Obrigado, Senhor por mais um ano de vida!

 

1.5-O QUE DEVEMOS NOS CONSCIENTIZAR EM SETEMBRO


Setembro: Mês de Conscientização e Ação em Saúde e Inclusão

O mês de setembro é marcado por diversas campanhas de conscientização que abrangem temas essenciais para a saúde e a inclusão social. Cada uma dessas campanhas carrega consigo a responsabilidade de informar e mobilizar a sociedade sobre questões que afetam milhões de pessoas. Veja um resumo do significado e a importância de cada uma delas, com um olhar especial para as comunidades de familiares de pessoas neurodivergentes e com deficiência, que estão profundamente conectadas a esses temas.

Setembro Vermelho: Cada Coração Importa

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil, ceifando uma vida a cada 90 segundos, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). O Setembro Vermelho surge como um alerta sobre a gravidade dessas doenças e a necessidade de prevenção. A campanha destaca a importância de hábitos saudáveis, como a prática regular de exercícios, uma alimentação balanceada e o controle de fatores de risco como hipertensão e colesterol alto.

Para as famílias de pessoas neurodivergentes e com deficiência, a sobrecarga emocional e física pode aumentar o risco de problemas cardíacos. O estresse constante, a falta de tempo para cuidar da própria saúde e o isolamento social são fatores que contribuem para uma maior incidência de infartos entre esses familiares. Por isso, é essencial que essa campanha alcance essas famílias, incentivando-as a cuidarem de si mesmas e a buscarem suporte.

Para saber mais sobre o Setembro Vermelho, clique aqui

 

Setembro Azul: Visibilidade e Inclusão para a Comunidade Surda

Setembro Azul, também conhecido como Setembro Surdo, busca dar visibilidade à comunidade surda e às barreiras que essa população enfrenta para sua inclusão social. Durante o mês, várias datas comemorativas reforçam essa conscientização, como a Semana Internacional dos Surdos (20 a 26 de setembro), o Dia Internacional da Língua de Sinais (23/09), o Dia Nacional do Surdo (26/09) e o Dia Internacional do Tradutor e Intérprete (30/09).

A surdez é uma deficiência muitas vezes excluída dos debates sobre inclusão, principalmente devido à falta de conhecimento e ao reduzido convívio com pessoas surdas. A ausência de um aprendizado amplo da Língua Brasileira de Sinais (Libras) nas escolas e na sociedade como um todo agrava essa situação. Para as famílias de neurodivergentes e pessoas com outras deficiências, a inclusão é um desafio constante. Quando essa inclusão envolve a comunicação em Libras, as dificuldades se multiplicam, destacando a necessidade urgente de políticas que promovam a inclusão real da comunidade surda em todos os setores da sociedade.

Para saber mais sobre o Setembro Azul, clique aqui

 

Setembro Verde: Inclusão e Solidariedade

Setembro Verde é dedicado a duas campanhas fundamentais: a inclusão de pessoas com deficiência e a conscientização sobre a doação de órgãos. No dia 21 de setembro, celebra-se o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, um marco na luta por direitos e pela visibilidade dessa população. Já o Dia Nacional da Doação de Órgãos, celebrado em 27 de setembro, é uma oportunidade para sensibilizar a sociedade sobre a importância desse gesto que pode salvar vidas.

As pessoas neurodivergentes, como autistas, e aquelas com deficiência intelectual (DI), enfrentam exclusão na educação, no trabalho e em muitos outros aspectos da vida cotidiana. Essa exclusão tem um impacto profundo também sobre suas famílias, que muitas vezes enfrentam sozinhas os desafios de cuidar e lutar por direitos. A campanha do Setembro Verde deve, portanto, englobar não apenas a luta por inclusão, mas também o apoio e a valorização dessas famílias, que são fundamentais na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.

Para saber mais sobre a Doação de Órgão, clique aqui.

Para saber mais sobre a Inclusão de Pessoas com Deficiência, clique aqui

 

Setembro Amarelo: Se Precisar, Peça Ajuda

Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção ao suicídio, organizada pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). Com o tema de 2024, "Se precisar, peça ajuda", a campanha destaca que 100% dos casos de suicídio estão relacionados a problemas de saúde mental. Enquanto os índices de suicídio diminuem globalmente, nas Américas eles continuam a aumentar, evidenciando a necessidade urgente de ações preventivas.

Para as famílias de pessoas neurodivergentes e com deficiência, a saúde mental é uma preocupação constante. A pressão de cuidar de alguém com necessidades especiais, muitas vezes sem o suporte necessário, pode levar ao esgotamento emocional e até ao suicídio. Entre os autistas de nível 1 de suporte, o risco de suicídio é particularmente elevado, tornando a conscientização sobre a saúde mental dessas pessoas e de seus familiares ainda mais crucial.

Para saber mais sobre a luta contra o suicídio, clique aqui

 

A Urgência de Ações Concretas

As campanhas de conscientização de setembro são um chamado à ação para toda a sociedade, mas especialmente para os gestores públicos e privados. É urgente que se dê atenção especial às comunidades de familiares de pessoas neurodivergentes e com deficiência, que enfrentam desafios únicos e muitas vezes invisíveis. Cuidar do coração, incluir de verdade, doar vida e prevenir o suicídio são ações que precisam ser abraçadas por todos nós, garantindo um futuro mais saudável e inclusivo para todos.

https://www.adapte.com.vc/blog/setembro

 

1.6- DIA 7 DE SETEMBRO: FERIADO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

 

7 de setembro é uma das datas comemorativas mais importantes do Brasil, justamente por abrigar um dos principais acontecimentos da nossa história: a nossa independência. Foi nesse dia, em 1822, que d. Pedro deu início a nossa trajetória como nação independente. Atualmente, o 7 de setembro é um feriado nacional que é marcado por comemorações públicas nas grandes cidades.

PARABÉNS BRASIL PELOS 204 ANOS DE INDEPENDÊNCIA!

SAIBA MAIS: https://brasilescola.uol.com.br/datas-comemorativas/7-setembro-dia-independencia-brasil.htm#Hist%C3%B3ria+da+Independ%C3%AAncia+do+Brasil

2- LEITURA DA PALAVRA DE DEUS DO 23.º D.T.C.- ANO A

 

2- LEITURA DA PALAVRA DE DEUS DO 23.º D.T.C.- ANO A

Com o ouvido do coração aberto, acolhamos os apelos do Senhor que nos fala pela Palavra que agora ouviremos.

PRIMEIRA LEITURA (Ez 33,7-9) Leitura da Profecia de Ezequiel.

 Assim diz o Senhor: 7 “Quanto a ti, filho do homem, eu te estabeleci como vigia para a casa de Israel. Logo que ouvires alguma palavra de minha boca, tu os deves advertir em meu nome. 8 Se eu disser ao ímpio que ele vai morrer, e tu não lhe falares, advertindo-o a respeito de sua conduta, o ímpio vai morrer por própria culpa, mas eu te pedirei contas da sua morte. 9 Mas, se advertires o ímpio a respeito de sua conduta, para que se arrependa, e ele não se arrepender, o ímpio morrerá por própria culpa, porém, tu salvarás tua vida”.

- Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

SALMO 94(95)

Hoje não fecheis o vosso coração, mas ouvi a voz do Senhor.

1. Vinde, exultemos de alegria no Senhor, * aclamemos o rochedo que nos salva! / Ao seu encontro caminhemos com louvores * e com cantos de alegria o celebremos!

2. Vinde, adoremos e prostremo-nos por terra * e ajoelhemos ante o Deus que nos criou! / Porque ele é nosso Deus, nosso pastor, * e nós somos o seu povo e seu rebanho.

3. Não fecheis os corações, como em Meriba, * como em Massa, no deserto, aquele dia, / em que, outrora, vossos pais me provocaram * apesar de terem visto as minhas obras.

SEGUNDA LEITURA (Rm 13,8-10) Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos.

Irmãos: 8 Não fiqueis devendo nada a ninguém, a não ser o amor mútuo, pois quem ama o próximo está cumprindo a Lei. 9 De fato, os mandamentos: “Não cometerás adultério”, “Não matarás”, “Não roubarás”, “Não cobiçarás”, e qualquer outro mandamento, se resumem neste: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”. 10O amor não faz nenhum mal contra o próximo. Portanto, o amor é o cumprimento perfeito da Lei. - Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

ACLAMAÇÃO (2Cor 5,19)

Aleluia, aleluia, aleluia.

O Senhor reconciliou o mundo em Cristo, / confiando-nos sua Palavra; / a Palavra da reconciliação, / a Palavra que hoje, aqui, nos salva.

EVANGELHO (Mt 18,15-20)

 P. O Senhor esteja convosco. T. Ele está no meio de nós.

P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. T. Glória a vós, Senhor.

P. Naquele tempo, 15Jesus disse a seus discípulos: “Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo! Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão. 16Se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas. 17Se ele não vos der ouvido, dize-o à Igreja. Se nem mesmo à Igreja ele ouvir, seja tratado como se fosse um pagão ou um pecador público. 18Em verdade vos digo, tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. 19De novo, eu vos digo: se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isso lhes era concedido por meu Pai que está nos céus. 20Pois, onde dois ou três estiveram reunidos em meu nome, eu estou aí no meio deles”.

- Palavra da Salvação. T. Glória a vós, Senhor.

https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Ano-50A-49-23o-DOMINGO-DO-TEMPO-COMUM.pdf

3- LITURGIA DO 23.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

 

3- LITURGIA DO 23.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

- Neste 23º Domingo do Tempo Comum, a Liturgia nos convoca a uma reflexão profunda sobre a nossa convivência. Somos convidados a entender que a nossa fé não é um assunto particular entre "eu e Deus", mas uma realidade que se vive no "nós" da comunidade. As leituras de hoje nos ensinam que o pecado e a graça de cada um afetam a todos, e que o amor cristão exige coragem para cuidar e humildade para deixar-se cuidar.

- Na primeira leitura, o profeta Ezequiel usa a imagem da "sentinela". Nas cidades antigas, a sentinela era aquele vigia que ficava no ponto mais alto das muralhas. Se ele visse o inimigo chegando e não tocasse a trombeta para avisar o povo, o sangue de todos estaria em suas mãos. Deus aplica essa imagem a nós: se vemos um irmão ou irmã caminhando para a destruição, para o pecado ou para o erro, e nos calamos por comodismo ou medo de "nos envolver", tornamo-nos corresponsáveis por esse erro. A correção fraterna não é um ato de fiscalização da vida alheia, mas um gesto de socorro. Ser sentinela é não ser indiferente à dor e ao desvio do próximo.

- São Paulo, na carta aos Romanos, resume a dinâmica da correção fraterna em uma frase: "Não fiqueis devendo nada a ninguém, a não ser o amor mútuo, pois quem ama o próximo está cumprindo a Lei". O amor é a única dívida que, quanto mais pagamos, mais queremos dever. Quem ama o próximo cumpre toda a Lei de Deus. Se eu amo meu irmão, não vou querer vê-lo no erro, não vou publicar seus defeitos e terei a paciência de ajudá-lo a se levantar. O amor é o filtro pelo qual devem passar todas as nossas correções e conversas.

- No Evangelho de Mateus, Jesus nos dá um manual prático de como lidar com os conflitos. Ele reconhece que, onde há seres humanos, haverá falhas. No entanto, o cristão não resolve conflitos com fofoca ou exclusão, mas com uma pedagogia de amor em três degraus: Primeiro: o encontro a sós. Este é o ponto mais importante. Jesus pede que, antes de falar para qualquer outra pessoa, falemos diretamente com quem errou. Isso protege a dignidade do irmão. Muitas vezes, destruímos a reputação de alguém antes mesmo de dar a essa pessoa o direito de se explicar. A conversa particular é o espaço da misericórdia. O objetivo aqui não é ganhar a discussão, mas "ganhar o irmão". Segundo: o apoio de testemunhas. Se o diálogo individual falhar, Jesus não manda desistir. Ele pede para levar testemunhas. Não são "acusadores", mas pessoas maduras na fé que possam ajudar a mediar a situação. Às vezes, o outro precisa ouvir de mais vozes que o caminho que ele segue é perigoso. Terceiro: a voz da Comunidade. Por fim, se o erro persiste, recorre-se à Igreja. Isso nos mostra que a comunidade é a nossa família espiritual. O pecado isola, mas a Igreja busca sempre reintegrar. O termo "seja para ti como um pagão" não significa desprezo, mas sim que essa pessoa precisa ser reevangelizada, amada de novo até que compreenda o caminho da verdade.

- Jesus confia à Igreja uma autoridade impressionante: "Tudo o que ligardes na terra será ligado no céu". Isso significa que as nossas atitudes de reconciliação e perdão têm valor eterno. Quando a comunidade se une para perdoar e acolher, o próprio Deus confirma esse gesto. Por outro lado, quando nos fechamos no rancor, bloqueamos a graça de Deus em nosso meio. A Igreja é, portanto, o lugar onde o céu e a terra se encontram através do perdão. Jesus conclui com uma promessa consoladora: "Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou ali, no meio deles". Essa presença de Jesus não é automática; ela acontece quando estamos reunidos "em seu nome", ou seja, de acordo com o seu projeto de amor. Quando a comunidade reza unida, com o coração limpo de mágoas, sua oração é irresistível ao coração do Pai. A unidade da Igreja é o que torna Jesus visível ao mundo.

- Olhemos, também, com honestidade, para o nosso próprio coração. É o momento de reconhecer que, muitas vezes, atropelamos o próximo com palavras duras e julgamentos precipitados, em vez de buscar o diálogo humilde e o encontro a sós que Jesus nos propõe. Reconhecemos ainda que a indiferença nos fez silenciar quando deveríamos ter estendido a mão para ajudar um irmão em dificuldade.

- Que tenhamos coragem de dar o primeiro passo para o diálogo fraterno que gera perdão e que a nossa comunidade seja reconhecida não como um tribunal de condenações, mas como um verdadeiro hospital de pecadores: um lugar de acolhida onde todos se apoiam mutuamente na caminhada para o céu.

https://diocesedesaomateus.org.br/wp-content/uploads/2026/07/06_09_26.pdf

4- REFLEXÕES DO 23.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A 4.1- AMAR E PERDOAR, APESAR DE TUDO!

 

4- REFLEXÕES DO 23.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

4.1- AMAR E PERDOAR, APESAR DE TUDO!

O evangelho deste domingo falanos sobre a correção fraterna. O ensinamento do Senhor aparece no contexto do poder de “ligar” e “desligar” conferido a Pedro (cf. Mt 16,19) e ao conjunto dos apóstolos (cf. Mt 18,18), portanto à Igreja. O foco é o bem do irmão, ajudá-lo a encontrar o caminho justo e exercitar a reconciliação. A correção fraterna é um bem, quando exercitada no amor que não faz nenhum mal contra o próximo e é o cumprimento perfeito da Lei (cf. Rm 13,10). Ela ajuda a comunidade a manter-se coesa e a viver o senso de responsabilidade no cuidado por todos os membros, que são preciosos para Deus, o qual não quer que ninguém se perca (cf. Jo 6, 39). A unidade e a comunhão na fé e no amor, vividas na Igreja, devem ser sinal para este mundo tão dividido. Na Oração Eucarística para diversas circunstâncias I, a Igreja pede a Deus: “Fortalecei o vínculo da unidade entre os fiéis e os pastores do vosso povo (...). Assim, neste mundo dilacerado por discórdias, o vosso povo brilhe como sinal profético de unidade e concórdia.”. A unidade e a concórdia são dons, mas, ao mesmo tempo, compromisso. A correção fraterna, cujo critério nos é dado no Evangelho, é um instrumento para isso. Ela é uma das sete obras de misericórdia espirituais. Como família de Deus e Corpo de Cristo, somos responsáveis uns pelos outros, e ajudar com amor o irmão a se reconduzir ao bom caminho é uma graça: “Meus irmãos, se alguém de vós se desviar da verdade e outro o reconduzir, que este então saiba: quem faz voltar um pecador do seu caminho errado, o salvará da morte e cobrirá uma multidão de pecados.” (Tg 5, 19-20). Para isso é necessário humildade – “Por que observas o cisco no olho do teu irmão e não reparas na trave que está no teu próprio olho?” (Mt 7, 3) –, discernimento do momento mais oportuno, a consideração a autoestima do irmão, atitude de misericórdia e não de condenação e seguir o critério do Evangelho: primeiro a sós com o irmão; se ele não ouvir, então na companhia de duas ou três testemunhas e, em última instância, levar o caso à Igreja. Infelizmente, porém, muitas vezes essa ordem é invertida: primeiro se leva o caso à Igreja – entendase aqui a maioria dos membros –, depois comenta-se o fato no círculo mais íntimo de convívio e, por fim, mas nem sempre, leva-se à própria pessoa. Isso torna a correção odiosa, cruel e injusta. Como antídoto, o Papa Francisco exortava: “Peçamos ao Senhor que nos faça compreender a lei do amor. Que bom é termos esta lei! Como nos faz bem, apesar de tudo amar-nos uns aos outros! Sim, apesar de tudo! A cada um de nós é dirigida a exortação de Paulo: ‘Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem’ (Rm 12, 21). E ainda: ‘Não nos cansemos de fazer o bem’ (Gal 6, 9)” (EG, n. 101). Junte-se a isso: fugir da fofoca (cf. Tg 3, 1-12; 1Pd 3, 10), da rispidez e grosseria, sendo mansos e humildes como Jesus o foi (Mt 11,29); da indiferença e do desprezo, que é uma violência, tendo cuidado com os julgamentos, que “será sem misericórdia para aquele que não praticou misericórdia” (cf. Tg 2,13). Aos sacerdotes, especificamente, lembrava o Papa Francisco: “A todos deve chegar a consolação e o estímulo do amor salvífico de Deus, que opera misteriosamente em cada pessoa, para além dos seus defeitos e das suas quedas” (EG, 44). Sejamos, pois, promotores da unidade e da comunhão, perdoemos sempre (cf. 1Pd 3, 9; Ef 4,26-32); saibamos acolher as correções fraternas e também fazê-las de modo justo; alegremo-nos com o progresso do outro (cf. 2Cor 13,11); sejamos instrumentos de reconciliação, construindo pontes e não muros (cf. Rm 14,19); exercitemos a paciência (cf. 1Ts 5,14; 1Cor 13,7); cultivemos a humildade (cf. Rm 13,13; 1Cor 3,2-3; Gl 5,19-21), lembrando que, nesta jornada, Jesus está conosco: “onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí, no meio deles” (Mt 18,20).

 Dom Edilson de Souza Silva Bispo Auxiliar de São Paulo Vigário Episcopal para a Região Lapa

https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Ano-50A-49-23o-DOMINGO-DO-TEMPO-COMUM.pdf

4.2- HOMILIA DO 23º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

 4.2- HOMILIA DO 23º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A


A CARIDADE É O PLENO CUMPRIMENTO DA PALAVRA DE DEUS

Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão”. (Mt. 18,15)

 

Amados(as) irmãos e irmãs.

            A liturgia deste domingo nos convida a refletir sobre a nossa responsabilidade diante dos irmãos com os quais partilhamos a fé. Pois na fidelidade à Palavra e na coerência da fé, percebemos que não podemos ficar indiferentes diante daquilo que ameaça a vida e a felicidade de um irmão e que todos somos responsáveis uns pelos outros.

            No evangelho de hoje, Mateus apresenta uma catequese de Jesus sobre a experiência de vida em comunidade. Às vezes nos perguntamos se as primeiras comunidades cristãs eram perfeitas ou tinham tantos problemas como nossas comunidades atuais. A esta nossa inquietação, o evangelho responde mostrando que a comunidade de Mateus era normal e muito parecida com as nossas. Nas primeiras comunidades existiam conflitos entre os grupos e movimentos e também problemas de convivência: existiam irmãos que se julgam superiores aos outros e que buscavam ocupar os primeiros lugares; irmãos que tinham atitudes prepotentes e que escandalizam e humilhavam os pobres e os fracos; irmãos que magoavam e ofendiam outros membros da comunidade e que tinham dificuldade de perdoar as falhas dos outros.  Preocupado com isto, Mateus convida os cristãos viver com simplicidade e humildade, promovendo o acolhimento dos pequenos, dos pobres e dos excluídos, o perdão e o amor.

            A catequese de Jesus apresentada hoje, deseja responder estas perguntas: Como é que os irmãos da comunidade devem agir diante de quem errou e causou conflito? Quem pecou ou errou deve rapidamente ser condenado e excluído? Os ensinamentos dados por Jesus, mostram que decisões apressadas e radicais não devem fazer parte de sua comunidade. A comunidade cristã é uma família, por isto sempre será preciso resolver o problema usando prudência, bom senso, maturidade, moderação, complacência e principalmente, com amor.

            A primeira leitura (Ez. 33,7-9) nos apresenta o profeta Ezequiel como responsável pela comunidade de Israel. Ele é um guardião, uma sentinela, que Deus colocou para vigiar a cidade dos homens. Sendo chamado a ser responsável, o profeta deve estar atento a tudo que pode atrapalhar os planos de Deus. Como sentinela, prudentemente deve alertar, então, a comunidade sobre os perigos. Caso seja omisso e prefira silenciar fingindo não perceber a presença do pecado no seio da comunidade, o profeta correrá o perigo de perder sua vocação e se tornará ele também sinal do pecado e do desvio. Pelo Batismo, todos nós somos profetas. Recebemos do nosso Deus a missão de denunciar que certos caminhos e contravalores que o mundo apresenta são prejudiciais para a humanidade. Como o profeta, não podemos nos acomodar, pois o nosso silêncio diante do pecado e das situações de injustiça nos tornará cúmplices daqueles que destroem o mundo e que condenam ao sofrimento e à miséria os mais fracos e oprimidos.

            Todavia, o desejo de ser fiel a nossa vocação profética, não deve nos tornar legalistas ou radicais no sentido de colocar as regras e normas acima de Deus e dos próprios seres humanos. Ser responsável não significa ser a régua ou o chicote do mundo sempre pronto a agir bruscamente para reconduzir o coração do outro como quem conduz um animal a chicotadas. Em nossos dias proliferam “influencers digitais cristãos” que vivem comodamente em seus estúdios de gravação enquanto vomitam ferozmente regras e mandamentos. Tais intervenções destes influencers carecem da verdadeira força motriz cristã, pois suas exortações são sempre guiadas por ameaça de condenação ao inferno e não pelo receio de perder a graça de Deus. Suas orientações ainda que bem intencionadas, por não serem imbuídas de Caridade, acabam por afastar quem já está perdido pelo meio do caminho da salvação. Quem nos salvou na Cruz foi o amor de Cristo, não o medo do inferno.

 Devemos também evitar cair nas mesmas atitudes hipócritas dos fariseus que se julgavam superiores por terem as leis decoradas na cabeça, mas não praticavam nada. Por conseguinte, São Paulo, na segunda leitura (Rm. 13,8-10), ensina que quem deseja cumprir plenamente a Lei deve construir toda a sua vida alicerçada no Amor/Caridade. O cristianismo sem amor se torna uma mentira. A doutrina sem a Caridade se torna um fardo pesado. Os cristãos não podem nunca deixar de amar os seus irmãos. No mandamento do amor, resume-se toda a Lei. Já dizia Santo Agostinho: “Ama e faz o que quiseres. Se calares, calarás com amor; se gritares, gritarás com amor; se corrigires, corrigirás com amor; se perdoares, perdoarás com amor. Se tiveres o amor enraizado em ti, nenhuma coisa senão o amor serão os teus frutos”.

            Tendo o Amor – apresentado e vivido em perfeição por Jesus Cristo – , como base para sua decisão e ação, o cristão será capaz de seguir os passos que o Mestre apresenta na catequese do Evangelho de hoje (Mt. 18,15-20). Como proceder quando alguém da comunidade vacila e cai no pecado? O caminho certo não é falar mal por trás, comentar a falha do outro e nem espalhar boatos, Fake News (mentiras, notícias falsas) ou caluniar e difamar. A decisão certa é um encontro honesto, sereno e compreensivo com o irmão que pecou ou lhe ofendeu. Caso esta tentativa de reconciliação falhe, deve ser feita uma segunda tentativa. Essa nova tentativa deve contar com o auxílio de outros irmãos (“toma contigo uma ou duas pessoas” (Mt. 18,16) que, com serenidade e prudência, sejam capazes de fazer o desobediente perceber que seu comportamento prejudica a comunidade. Se não obtiver ainda a reconciliação, a comunidade será então chamada a confrontar o irmão desobediente, para lhe recordar as exigências da fé cristã e a pedir-lhe uma decisão.  Se mesmo assim, o irmão insistir no seu comportamento errado, a comunidade terá que reconhecer, com dor, que este irmão está decidido a não mais fazer parte da Unidade, da Comunhão que constitui a comunidade.

            O evangelho de hoje tem muito a ensinar a nossa sociedade atual que prefere julgar e condenar apressadamente tendo como base, muitas vezes, boatos infundados, mentiras e notícias falsas. Também tem muito a ensinar as famílias atuais que pensam que amar significa se calar ou esconder o erro ou pecado de nossos filhos. Isto pode levar eles a crescer achando que os erros cometidos não fizeram mal nenhum. Lembramos aqui novamente Santo Agostinho que nos exorta dizendo que “a Verdade deve ser dita com Amor, mas o Amor nunca pode impedir a Verdade de ser dita”. Deste modo percebemos a nossa responsabilidade em ajudar cada irmão a tomar consciência dos seus erros.

            Assim, somos convidados a respeitar o nosso irmão, mas não a ficar calados com as atitudes erradas. Amar alguém significa não ficar indiferente quando ele está fazendo mal a si próprio e a comunidade.  Significa, muitas vezes, corrigir, aconselhar, questionar, discordar etc. Na nossa vida precisamos amar e respeitar o outro, mas amar não exige que concordemos em tudo com ele, pois uma hora iremos lhe fazer observações que o irão magoar. No entanto, trata-se de uma exigência que resulta do mandamento do amor.

            Novamente lembramos que não somos fariseus, logo a nossa intercessão junto do nosso irmão não deve ser guiada pelo ódio ou rivalidade, pela vingança, pelo ciúme ou pela inveja, mas deve ser unicamente guiada e alimentada pelo amor. Normalmente os momentos de correção podem ser permeados por emoções como nervosismo, tensão, receio ou temor. Tais emoções podem dificultar ou atrapalhar o bom resultado do encontro. Todavia, os últimos versículos do evangelho de hoje lançam uma luz que pode iluminar a condução deste momento e pavimentar o recomeço da relação fraterna que havia sido fraturada pelo desentendimento. Não importam onde estejamos ou quantos formos, se nos reunirmos guiados pela Caridade, Jesus Cristo se fará presente em nosso meio e haverá a comunidade novamente a Unidade do seu amor.

Rezemos: Nós Te damos graças, Deus de amor, pela Lei viva que nos deste em Jesus Cristos e pelos teus profetas enviados em todo o tempo como sentinelas, para vigiar o nosso caminho e para nos guiar. Nós Te pedimos por todas as nossas comunidades cristãs, que a tua Palavra, fruto do teu Espírito Santo, nos purifique das más condutas que prejudicam nosso testemunho e ferem a dignidade humana. Amém.

Pe. Paulo Sérgio Silva

Paróquia Nossa Senhora da Conceição – Farias Brito.

 

https://diocesedecrato.org/homilia-do-23o-domingo-do-tempo-comum-ano-a/

4.3- 23.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A – SUBSÍDIOS EXEGÉTICOS PARA A LITURGIA DOMINICAL Primeira Leitura: Ez 33,7-9 Salmo: Sl 93,1-2.6-7 .8-9 Segunda Leitura: Rm 13,8-10 Evangelho: Mt 18,15-20

 

4.3- 23.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A – SUBSÍDIOS EXEGÉTICOS PARA A LITURGIA DOMINICAL

 

Primeira Leitura: Ez 33,7-9
Salmo: Sl 93,1-2.6-7 .8-9
Segunda Leitura: Rm 13,8-10
Evangelho: Mt 18,15-20

 

Evangelho

 

No evangelho de Mateus, Jesus faz cinco grandes discursos. Neles, o evangelista apresenta um plano de ação pastoral. São as “Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora” da Igreja de Mateus. O trecho do evangelho de hoje faz parte do quarto discurso, que tem como grande tema “A comunidade fraterna”. O evangelista mostra que a vivência em comunidade só será bem-sucedida se houver correção fraterna e o perdão.

Os versículos lidos nesta liturgia apresentam uma questão bem concreta: O que fazer quando acontecerem ofensas pessoais entre os irmãos?

O caminho que Jesus propõe não é apenas de correção, mas também de reconciliação. Por isso, são vários os passos e as estratégias pastorais.

 

primeira atitude a ser tomada, descrita no v. 15, é uma conversa privada, cuja iniciativa é da pessoa ofendida: se teu irmão pecar contra ti. Neste caso, a ação de quem sofreu a ofensa é a mesma do pastor, descrita imediatamente antes, nos vv. 10-14: procurar a ovelha que se havia perdido.

 

segunda atitude é apresentada no v. 16: se o encontro a sós não surtiu efeito, a parte interessada na reconciliação e na recuperação deve envolver outros irmãos no processo: se não te escutar, toma contigo uma ou duas pessoas. O princípio legal de chamar testemunhas está formulado em Dt 19,15: Uma só testemunha não basta ... A acusação só é válida quando for feita por duas ou três testemunhas.

Se também esta atitude não surtir o efeito desejado, o passo seguinte é apresentado no v.17a: Se não quiser escutá-las, dize-o à Igreja. O sentido primeiro do termo grego ekklesía é “assembleia reunida para fins políticos”. Ao apropriar-se deste termo originalmente laico, os cristãos reconhecem que a sua comunidade não é apenas uma reunião de culto e de devoção; é também um encontro em que se assumem opções com consequências na vida política, social e cultural. Em outras palavras, a Igreja não é um mundo à parte e isolado do que acontece ao seu redor.

Mas, pode acontecer de o irmão corrigido preferir continuar no erro. O último passo, apresentado no v. 17b, tem um aspecto radical: Mas, se também não quiser escutar a Igreja, será para ti como o pagão e o coletor de impostos.

Normalmente, esta palavra de Jesus é interpretada como excomunhão: Jesus estaria dizendo que é para expulsar da comunidade o irmão pecador teimoso. Mesmo que fosse isso, não se deve confundir a expulsão da comunidade com o conceito atual de excomunhão, uma punição extrema na Igreja Católica. Ocorre, porém, que o texto de Mateus não tem nada a ver com excomunhão.

 

“Tratar como pagão e coletor de impostos” não significa banir alguém da comunidade, mas sim considerar aquela pessoa como alguém que necessita de uma atenção redobrada, como alguém que ainda não pertence a comunidade e que exigirá dos irmãos maior atenção e paciência. Não se trata, portanto, de excomunhão, mas sim missão: os membros da Igreja são chamados a se empenhar para restaurar e formar aquele irmão.

 

"A experiência da paternidade comum de Deus revela-se na missão de Jesus que acolhe os pecadores, eliminando as barreiras hipócritas criadas no ambiente religioso".

 

A experiência da paternidade comum de Deus revela-se na missão de Jesus que acolhe os pecadores, eliminando as barreiras hipócritas criadas no ambiente religioso. Ele fundou, na nova comunidade, uma experiência de fraternidade que ocorre em relações de misericórdia e aceitação mútuas. O perdão inicial de Deus deve continuar e expandir-se na experiência humana e eclesial. Quando nos falta a capacidade de reproduzir essa lógica da misericórdia no relacionamento intereclesial, fechamo-nos à experiência do perdão definitivo e escatológico de Deus. A misericórdia entre irmãos torna-se, assim, um momento de verificação da experiência de fé dos discípulos que experimentaram autenticamente a paternidade de Deus.

 

Relacionando com os outros textos Ezequiel 33,7-9

 

Ezequiel foi um profeta que atuou na Babilônia, durante o tempo do exílio dos judeus naquela terra. Ezequiel era um sacerdote do templo de Jerusalém, mas foi deportado para a Babilônia em 597 a.C., quando os exércitos de Nabucodonosor invadiram Jerusalém.

Chamado para ser profeta no exílio, Ezequiel torna-se agora também a “sentinela da palavra de Deus”. O profeta quer evitar o pior, isto é, que o povo esqueça a palavra de Deus. Por isso, assume a função da sentinela: prevenir, dar o alarme, explicar o que está acontecendo. O profeta, portanto, não é um adivinho; na verdade, ele lê e interpreta os acontecimentos, a fim de anunciar a palavra do Senhor. E a tragédia nacional faz Ezequiel compreender que a palavra do Senhor para o povo exilado é uma palavra de salvação.

A imagem da “sentinela” evoca a urgência e o perigo do momento. O profeta aparece nos momentos mais difíceis mais dramáticos. Ele não faz previsões no “achismo”: ele interpreta os acontecimentos à luz da Palavra que recebeu de Deus e nesse confronto enxerga os caminhos que o povo deve seguir para ter vida e esperança.

 

( * ) Subsídio elaborado pelo grupo de biblistas da Escola Superior de Teologia e Espiritualidade Franciscana - ESTEF: Dr. Bruno Glaab, Me. Carlos Rodrigo Dutra, Dr. Humberto Maiztegui e Me. Rita de Cácia Ló. Edição: Dr. Vanildo Luiz Zugno.

 

https://www.ihu.unisinos.br/categorias/42-comentario-do-evangelho/602576-23-domingo-do-tempo-comum-ano-a-subsidios-exegeticos-para-a-liturgia-dominical

5- LEITURAS PARA A SEMANA: DE 07 A 13 DE SETEMBRO E ORAÇÃO PARA ANTES DE LER A BÍBLIA

 

 

5- LEITURAS PARA A SEMANA: DE 07 A 13 DE SETEMBRO E ORAÇÃO PARA ANTES DE LER A BÍBLIA

7- 2ª 1Cor 5,1-8 / Sl 5 / Lc 6,6-11 – FERIADO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

8- 3ª Mq 5,1-4a ou Rm 8,28-30 / Sl 70(71) / Mt 1,1-16.18-23

Natividade da Bem-aventurada Virgem Maria, Festa, Ano A

23ª Semana do Tempo Comum

9- 4ª 1Cor 7,25-31 / Sl 44(45) / Lc 6,20-26

10- 5ª 1Cor 8,1b-7.11-13 / Sl 138(139) / Lc 6,27-38

11- 6ª 1Cor 9,16-19.22b-27 / Sl 83(84) / Lc 6,39-42

12- Sáb.: 1Cor 10,14-22 / Sl 115(116) / Lc 6,43-49

13- Dom.; 24º Domingo do Tempo Comum, Ano A

Hoje, omite-se a Memória de São João Crisóstomo, bispo e doutor da Igreja

Eclo 27,33-28,9;Sl 102(103),1-2.3-4.9-10.11-12 (R. 8)

Rm 14,7-9;Mt 18,21-35

ORAÇÃO PARA ANTES DE LER A BÍBLIA

Estamos no mês da Bíblia! E como auxílio para os momentos de leitura e meditação da Palavra de Deus, você pode rezar essa oração:

 

Meu Senhor e meu Pai!

Envia teu Santo Espírito

para que eu compreenda e acolha tua Santa Palavra!

Que eu Te conheça e Te faça conhecido,

Te ame e Te faça amado,

Te sirva e Te faça servido,

Te louve e Te faça louvado por todas as criaturas.

Fazei, ó Pai, que pela leitura da Palavra os pecadores se convertam,

os justos perseverem na graça e todos consigamos a vida eterna.

Amém.

https://www.a12.com/devotos-mirins/catequese/oracao-para-antes-de-ler-a-biblia