sexta-feira, 21 de agosto de 2026

BEM-VINDOS AO SB SABENDO BEM DE 23 DE AGOSTO DE 2026- 21.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- A -VOCAÇÃO DOS LEIGOS

 


A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina. (I Coríntios 1, 18).

(Ano A/Verde) 21º Domingo do Tempo Comum

O Mês Vocacional 2026 tem como tema “Comunidades Vocacionais: Encontro, Testemunho e Missão” e lema “Perseverantes e bem unidos, partiam o pão pelas casas” (At 2,46).

23 de agosto de 2026

VOCAÇÃO PARA OS MINISTÉRIOS E SERVIÇOS NA COMUNIDADE

QUEM DIZEM OS HOMENS SER O FILHO DO HOMEM?


MÚSICA “VOCAÇÃO”(Padre Zezinho)

https://youtu.be/6lTbTd12_zc?si=eQfX_czqviqyvzek

O SENHOR NECESSITOU DE BRAÇOS (Frei Luiz Turra)

https://youtu.be/GwUDGJ-7WGE?si=zsaBE55_ENUVUD6x

 

SB SABENDO BEM DE 23 DE AGOSTO  DE 2026 INFORMA.

Caro(a) Leitor(a) amigo(a):

O meu abraço fraterno e um ótimo mês de Agosto

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SEJA BEM-VINDO!

1-SEJAM BEM-VINDOS AO SB SABENDO DO 21.º D.T.COMUM

 

1-SEJAM BEM-VINDOS AO SB SABENDO DO 21.º D.T.COMUM

1.1-Bem-vindos Irmãs e Irmãos!

Irmãs e irmãos, que a paz de Cristo esteja em vossos corações! Como os Discípulos, somos vocacionados a viver no amor de Cristo que nos reúne.

A Liturgia deste 21º Domingo do Tempo Comum nos convida a responder, com sinceridade, quem Jesus é para nós. A nossa profissão de fé torna-se essencial no seguimento de Cristo, pois Ele é o Messias que, em obediência ao Pai, nos comunica a vida e deseja que todos sejam salvos. Recordamos, com gratidão, aqueles que, com amor e dedicação, assumem ministérios e serviços em nossas comunidades, especialmente os que evangelizam crianças, jovens e adultos, proclamando a Palavra de Salvação.

Irmãos e irmãs, somos o Povo de Deus reunido como assembleia santa para louvar, bendizer e adorar o Senhor de nossa vida e de nossa história. Reunidos nesta Ceia Eucarística, fazemos memória da entrega total de sua vida por amor a nós. Tudo é d'Ele, por Ele e para Ele. Como Pedro, possamos também nós professar nossa fé no Cristo, confiando no seu infinito amor para conosco. Neste dia, rendamos graças ao Senhor por todos aqueles que, nos diversos ministérios e serviços de nossa comunidade, testemunham com a vida a fé que professam e celebram.

(INTRODUÇÃO DO FOLHETO POVO DE DEUS EM SÃO PAULO).

1.2-Quarto Domingo do Mês Vocacional- Vocações Leigas (ministérios e serviços na comunidade).

O quarto domingo de agosto é dedicado à vocação laical

“Ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16,15). Esta missão do anúncio é assumida com amor e generosidade por muitos leigos e leigas em nossas comunidades.

No quarto domingo de agosto nossas preces são por todos os leigos e leigas que participam ativamente na Igreja, comunidade de fé. Os leigos assumem os vários ministérios que dão vida e identidade de fé às comunidades cristãs, através do amor serviçal e do testemunho de vida nas diversas realidades onde estão inseridos.

Os cristãos leigos e leigas são vocacionados incansáveis que contribuem para a caminhada e o crescimento da comunidade. Eles são chamados a inserir no mundo a mensagem do Evangelho, trabalhando para a construção da “civilização do amor”.

1.3- ALGUMAS NOTÍCIAS DA IGREJA CATÓLICA DE SÃO PAULO- REGIÃO EPISCOPAL IPIRANGA

 

1.3- ALGUMAS NOTÍCIAS DA IGREJA CATÓLICA DE SÃO PAULO- REGIÃO EPISCOPAL IPIRANGA

Dom Celso Alexandre preside missas e participa da Semana de Liturgia na Região Ipiranga

 

Ø  Entre os dias 11 e 13, foi realizada a Semana de Liturgia Regional, na Paróquia Nossa Senhora de Sião, Decanato São Marcos. Dom Celso Alexandre realizou a abertura da formação. Foram palestrantes os Padres Silvio Luís do Santos, DC, Assistente Eclesiástico regional da Pastoral de Liturgia; Jefferson Mendes de Oliveira, Pároco da Paróquia Santo Afonso Maria de Ligório, Decanato Santo André; e Felipe Monteiro Gonzales, Coordenador da Comunidade Eclesial Ambiental Cultural no Museu de Arte Sacra de Santos (SP). Eles refletiram sobre a beleza da liturgia que leva ao Mistério, centrada em Cristo, tendo por base a exortação apostólica Sacramentum Caritatis, do Papa Bento XVI; a instrução Ars Celebrandi; e o livro “Diante do Protagonista: nas raízes da liturgia”, de Dom Guido Marini, bispo italiano que foi mestre das celebrações litúrgicas pontifícias no Vaticano.  (com informações do Padre Silvio Luís dos Santos, DC)

 

Ø  No sábado, 15, foi celebrada a padroeira da Paróquia Nossa Senhora da Glória, Decanato São Marcos, em missa solene presidida por Dom Celso Alexandre e concelebrada pelos Padres Josafat Vozivoda, OSBM, Pároco, e Leomar Bucouski, OSBM, Vigário Paroquial. Antes,  entre os dias 12 e 14, aconteceu o tríduo preparatório, concluído com a oração das mil Ave-Marias. No domingo, 16, encerrando as festividades, os coroinhas e acólitos renovaram, durante a celebração eucarística, o compromisso de servir a Igreja. (por Pascom paroquial)

 

Ø  A festa da padroeira da Paróquia Nossa Senhora da Saúde, Decanato São Mateus, aconteceu entre os dias 12 e 14 com um tríduo litúrgico. No sábado, 15, pela manhã, houve a Caminhada da Saúde, organizada pela Pastoral da Saúde e dos Enfermos, com atividades como palestras – sobre cuidados – e serviços – como vacinação. À tarde, os devotos e paroquianos saíram em procissão pelas ruas próximas à igreja, acompanhados do Corpo de Bombeiros, e, depois, participaram da missa. No domingo, 16, Dom Celso Alexandre presidiu a missa solene, concelebrada pelo Frei Alcimar Fioresi, OAR, Pároco. A liturgia foi cantada pelo coral “Schola Cantorum Augustiniana”, sob a regência do maestro Ronaldo Santurbano. Após a celebração, houve uma procissão pela Vila Mariana, com parada no Colégio Marista Arquidiocesano, onde as crianças da catequese, jovens da Crisma e membros das diversas pastorais encenaram a história da aparição de Nossa Senhora da Saúde.  (com informações de Beatriz Pereira)

 

https://osaopaulo.org.br/sao-paulo/dom-celso-alexandre-preside-missas-e-participa-da-semana-de-liturgia-na-regiao-ipiranga/

1.4- 27 E 28 DE AGOSTO: SANTA MÔNICA E SANTO AGOSTINHO

 

1.4- 27 E 28 DE AGOSTO: SANTA MÔNICA E SANTO AGOSTINHO

 

No mês Vocacional e Agostiniano celebramos no dia 27(Santa Mônica) e 28(Santo Agostinho)- Missas na Paróquia Nossa Senhora da Saúde às 7 horas e 20 horas. Sobre a História de Santa Mônica e Santo Agostinho confira o item 7 deste Blog SB Sabendo Bem. Leia também o item 9.

2- LITURGIA DA PALAVRA DO 21.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

 

2- LITURGIA DA PALAVRA DO 21.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

É o Messias, o Cristo Senhor, que agora fala à sua Igreja reunida. Acolhamos, com fé, sua Palavra de vida e esperança.

 PRIMEIRA LEITURA (Is 22,19-23) Leitura do Livro do Profeta Isaías.

– Assim diz o Senhor a Sobna, o administrador do palácio: 19”Eu vou te destituir do posto que ocupas e demitir-te do teu cargo. 20Acontecerá que nesse dia chamarei meu servo Eliacim, filho de Helcias, 21e o vestirei com a tua túnica e colocarei nele a tua faixa, porei em suas mãos a tua autoridade; ele será um pai para os habitantes de Jerusalém e para a casa de Judá. 22Eu o farei levar aos ombros a chave da casa de Davi; ele abrirá, e ninguém poderá fechar; ele fechará, e ninguém poderá abrir. 23Hei de fixá-lo como estaca em lugar seguro e aí ele terá o trono de glória na casa de seu pai”.

– Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

SALMO 137(138)

 Ó Senhor, vossa bondade é para sempre! Completai em mim a obra começada!

1. Ó Senhor, de coração eu vos dou graças, * porque ouvistes as palavras dos meus lábios! / Perante os vossos anjos vou cantar-vos * e ante o vosso templo vou prostrar-me.

2. Eu agradeço vosso amor, vossa verdade, * porque fizestes muito mais que prometestes; / naquele dia em que gritei, vós me escutastes * e aumentastes o vigor da minha alma.

3. Altíssimo é o Senhor, mas olha os pobres, * e de longe reconhece os orgulhosos. / Eu vos peço: não deixeis inacabada, * esta obra que fizeram vossas mãos!

SEGUNDA LEITURA (Rm 11,33-36) Leitura da Carta de Paulo aos Romanos.

– 33Ó profundidade da riqueza, da sabedoria e da ciência de Deus! Como são inescrutáveis os seus juízos e impenetráveis os seus caminhos! 34De fato, quem conheceu o pensamento do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? 35Ou quem se antecipou em dar-lhe alguma coisa, de maneira a ter direito a uma retribuição? 36Na verdade, tudo é dele, por ele, e para ele. A ele a glória para sempre. Amém!

- Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

ACLAMAÇÃO (Mt 16,18)

Aleluia, aleluia, aleluia.

Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja; / e os poderes do reino das trevas jamais poderão contra ela!

EVANGELHO (Mt 16,13-20)

P. O Senhor esteja convosco. T. Ele está no meio de nós.

P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. T. Glória a vós, Senhor.

P. Naquele tempo, 13Jesus foi à região de Cesaréia de Filipe e ali perguntou a seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do homem?” 14Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. 15Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” 16Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. 17Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19Eu te darei as chaves do reino dos céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”. 20Jesus, então, ordenou aos discípulos que não dissessem a ninguém que ele era o Messias. - Palavra da Salvação. T. Glória a vós, Senhor.

https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Ano-50A-47-21o-DOMINGO-DO-TEMPO-COMUM.pdf

3- LITURGIA DO 21.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

 

3- LITURGIA DO 21.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

- A Liturgia deste 21º Domingo do Tempo Comum nos coloca diante de uma pergunta decisiva, que atravessa os séculos e chega até nós com toda a sua força: quem é Jesus de Nazaré? No Evangelho, Ele interroga os discípulos em dois níveis: primeiro, sobre o que o povo pensa: "Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?" e depois, de forma direta e pessoal: "E vós, quem dizeis que eu sou?". Responder a essa pergunta não é algo secundário; é essencial para a nossa vida de fé. Dela depende a autenticidade do nosso discipulado. Trata-se de reconhecer se seguimos o verdadeiro Messias, enviado pelo Pai, ou se, ao contrário, criamos um "Jesus à nossa medida", moldado pelos nossos interesses e vontades. A resposta de Pedro é clara e cheia de fé: "Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo". Reconhecer Jesus como o Messias, acolhê-lo e servi-lo com a própria vida é caminho de salvação e nos compromete com a realização do Reino de Deus. Quem professa essa fé é chamado a viver concretamente os valores do Evangelho.

- A primeira leitura nos apresenta o contraste entre Sobna e Eliacim. Sobna, investido de autoridade, desvia-se de sua missão ao buscar benefícios próprios, por isso é destituído. Em seu lugar, Deus escolhe Eliacim, que exercerá sua função em favor do bem comum. Essa passagem nos recorda que toda missão é um serviço, e que a fidelidade a Deus se manifesta na responsabilidade com aquilo que nos foi confiado. Ser abençoado por Deus não é privilégio, mas compromisso.

- No Evangelho, vemos que há muitas opiniões sobre Jesus, naquele tempo e também hoje. Mas o que realmente importa é a resposta daqueles que se dizem seus discípulos. A profissão de fé de Pedro revela que ele não fala por si mesmo, mas iluminado por Deus: "não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está nos céus". Por isso, Jesus o confirma na missão e lhe confia a responsabilidade de conduzir a Igreja: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja… Eu te darei as chaves do Reino dos Céus". Também hoje somos cercados por inúmeras visões sobre Jesus, muitas vezes influenciadas pelas circunstâncias da vida, pela cultura, pela política ou por interesses pessoais. Existe sempre a tentação de adaptar Cristo às nossas expectativas. No entanto, o seguimento verdadeiro exige o contrário: que nós nos conformemos a Ele. Não basta repetir as palavras de Pedro; é preciso viver como Pedro foi chamado a viver. Professar a fé em Jesus Cristo significa assumir o compromisso de ser Igreja, tornando visíveis, no cotidiano, os valores do Evangelho: o amor, a justiça, a paz, a partilha, o perdão e a misericórdia. Só assim mostramos, com a vida, quem é Jesus para nós.

 - Como evangelizadores e vocacionados do Pai, somos chamados a permanecer firmes na fé, sem nos deixar levar por ideias passageiras ou propostas vazias. Somos convidados a ser "rocha firme", sustentados pelo Espírito Santo, para dar testemunho seguro aos irmãos. Que, fortalecidos pela graça de Deus, saibamos reconhecer, amar e servir Jesus Cristo, centro da nossa vida e da nossa salvação. A Ele, que tudo conduz com sabedoria e amor, como nos recorda a segunda leitura, seja dada toda honra e toda glória, hoje e sempre.

https://diocesedesaomateus.org.br/wpcontent/uploads/2026/06/23_08_26.pdf

4-REFLEXÕES DO 21.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A 4.1- PARA VOCÊ, QUEM É JESUS?

 

4-REFLEXÕES DO 21.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

4.1- PARA VOCÊ, QUEM É JESUS?

“E vós, quem dizeis que eu sou?” (Mt 16,15). A pergunta de Jesus aos apóstolos continua a ressoar aos ouvidos dos cristãos ao longo dos séculos. Jesus não se importou com as interpretações duvidosas ou erradas que as pessoas deram sobre sua pessoa: “alguns dizem que és Elias, outros, que és Jeremias, ou algum dos antigos profetas, ou João Batista que ressuscitou” (cf Mt 16,14). Ele queria conhecer a resposta dos discípulos, para ver se eles já haviam compreendido quem ele era e qual era a sua missão. E Pedro responde: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo” (Mt 16,16). Jesus confirma o testemunho de Pedro e diz que é sobre essa proclamação de fé que se edifica a Igreja (Mt 16,18). A fé em Jesus Cristo, Filho de Deus Salvador, é a base da fé cristã e da razão de ser da própria Igreja e da vida cristã. Duas coisas para a nossa reflexão: como anda a nossa fé em Cristo? Quem é Jesus Cristo para nós? Não basta dizer que ele é um grande homem, um poeta, um profeta: Ele mais que tudo isso. Ele é único: é o Filho eterno de Deus, da mesma natureza de Deus Pai e, ao mesmo tempo, verdadeiro homem como nós. Em sua pessoa, somos unidos a Deus e alcançamos misericórdia e acolhida junto de Deus. Por sua encarnação, sua palavra, sua paixão, morte e ressurreição, recebemos a vida divina e podemos alcançar a vida eterna. A segunda questão é: como vai o nosso testemunho sobre Jesus Cristo? A pergunta de Jesus aos apóstolos – “para vocês, quem sou eu?” – é acompanhada pela missão de dizer ao mundo quem é Jesus: “Ide por todo mundo... Vós sois minhas testemunhas”. Jesus reuniu e formou seus discípulos para os enviar em missão e para que eles fossem suas testemunhas por toda parte. E só pode testemunhar, quem o conhece bem. Conhecemos bem a Jesus? Este 4º Domingo de agosto, mês das vocações, é dedicado à vocação dos leigos e leigas. Todos os batizados têm a vocação de testemunhas de Jesus e os principais campos do seu testemunho são a família, o mundo do trabalho, das profissões, da promoção da cultura, da política, da economia, do esporte, das artes. Em todos esses espaços eles vivem e atuam e podem dar um “bom testemunho de Jesus Cristo”, como São Paulo recomenda a Timóteo. E isso não significa, em primeiro lugar, fazer longas pregações mas, sobretudo, dar o bom exemplo de cristãos, de quem vive o Evangelho e luta para que seus valores também sejam acolhidos na vida pessoal, familiar e social. Que o Espírito Santo assista todos os leigos e leigas na sua vocação e missão de serem testemunhas de Jesus Cristo.

Cardeal Odilo Pedro Scherer Arcebispo de São Paulo

https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Ano-50A-47-21o-DOMINGO-DO-TEMPO-COMUM.pdf

4.2- 23 de agosto – 21° DOMINGO DO TEMPO COMUM- ESCOLHA DIVINA E DISPOSIÇÃO HUMANA Por Pe. Marcus Mareano*

 

4.2- 23 de agosto – 21° DOMINGO DO TEMPO COMUM- ESCOLHA DIVINA E DISPOSIÇÃO HUMANA

Por Pe. Marcus Mareano*

 

I INTRODUÇÃO GERAL

Escutamos popularmente que “Deus não escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos”. Essa máxima encontra fundamento nas leituras da celebração deste domingo.

No texto da primeira leitura (Is 22,19-23), o próprio Deus depõe Sobna e estabelece Eliacim, conferindo-lhe autoridade, simbolizada pela “chave da casa de Davi”. O texto sublinha que toda forma de poder legítimo não nasce da ambição humana, mas do chamado e da iniciativa divina, que eleva e destitui segundo seus critérios de justiça e fidelidade ao povo.

Essa mesma lógica é aprofundada em Rm 11,33-36, passagem na qual Paulo irrompe num hino de louvor à sabedoria e aos desígnios insondáveis de Deus. Após refletir sobre o mistério da eleição e da salvação, o apóstolo reconhece que os caminhos de Deus ultrapassam a compreensão humana e que tudo provém dele, por ele existe e para ele converge. A leitura relativiza qualquer pretensão humana de domínio ou de mérito absoluto, estabelecendo Deus como origem, sustentação e fim de toda a realidade.

O Evangelho de Mt 16,13-20 mostra que essa iniciativa divina se manifesta na confissão de fé da identidade de Jesus e na constituição de Pedro como referência visível da comunidade. O reconhecimento de fé feito por Pedro não é fruto de uma percepção meramente humana, mas resultado da revelação do Pai. Por conseguinte, a autoridade confiada a Pedro, representada pelas “chaves do Reino dos Céus”, ratifica a ideia de que a missão e a autoridade na comunidade são dons concedidos por Deus para o serviço e a edificação do seu povo.

As leituras evidenciam que Deus age na história escolhendo mediadores humanos, mas permanece sempre como o verdadeiro protagonista. A autoridade, a fé e a missão das pessoas não se baseiam nas próprias capacidades, mas na gratuidade divina, que elege essas pessoas e conduz seus escolhidos para a realização de seu plano de amor.

II COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

1. I leitura (Is 22,19-23)

O oráculo de Isaías se dirige a Sobna, apresentado como administrador do palácio, a quem é anunciada a destituição do cargo e a consequente substituição por Eliacim (v. 19-20). Essa ação divina representa a reprovação de Deus do mal exercício da função pública, que estava centrada na autopromoção e não no bem comum.

O novo administrador eleito será revestido, cingido e instituído para as funções junto ao povo. Sua caracterização de pai para os habitantes de Jerusalém e para a casa de Judá (v. 21) indica um exercício da autoridade marcado pela solicitude, pelo cuidado e pela justiça. Do mesmo modo, a imagem da estaca firme (v. 23) sugere estabilidade e segurança, revelando a esperança do profeta de que Eliacim desempenharia suas funções com solidez e responsabilidade.

Entre as atribuições, ele receberá o chamado “poder das chaves”. No contexto da corte real, o mordomo era o guardião das chaves do palácio, responsável pela administração dos bens do soberano, pelo controle da abertura e do fechamento das portas e pela determinação de quem poderia ter acesso à presença do rei. O poder das chaves designa uma autoridade delegada, exercida em nome de outrem e orientada para a boa ordem da comunidade.

Isaías mostra que o verdadeiro serviço das chaves não consiste em privilégios ou benefícios pessoais, mas no exercício responsável da autoridade como serviço ao povo. Eliacim deverá ser como um pai para aqueles que estão sob sua responsabilidade e buscar, com solicitude, amor e justiça, o bem de todos.

2. II leitura (Rm 11,33-36)

Após refletir longamente sobre o desígnio salvífico de Deus e procurar discernir o lugar de Israel nesse projeto (Rm 11,1-32), Paulo apresenta uma irrupção contemplativa, marcada pelo assombro diante da riqueza, da sabedoria e da ciência de Deus (v. 33). Essas três prerrogativas divinas constituem o fundamento das exclamações e interrogações retóricas que estruturam o restante do hino (v. 34-36), conferindo-lhe um caráter doxológico que difere do estilo argumentativo precedente.

Paulo reconhece que os desígnios divinos permanecem envoltos em mistério e excedem radicalmente as capacidades humanas de compreensão e de explicação (v. 34-35). Deus se apresenta sempre além de qualquer concepção humana. Diante dessa transcendência, o ser humano reconhece a própria pequenez, os próprios limites e finitude. Ainda assim, a pessoa é convidada a confiar, acolhendo com humildade a Palavra de Deus e procurando seguir seus caminhos com simplicidade e amor.

Desse modo, aquele que crê se caracteriza pela entrega confiante à vontade de Deus. O espanto diante do mistério, aliado ao reconhecimento da soberania divina, transforma-se então em atitude de adoração e louvor, culminando na doxologia (v. 36).

3. Evangelho (Mt 16,13-20)

O episódio do Evangelho versa sobre a fé dos discípulos em Jesus. Contudo, Simão se torna o porta-voz do grupo para confessar a fé. Por conseguinte, Jesus o designa para uma missão, demonstrando-lhe sua nova identidade.

A questão proposta em Mt 16,13-19 é fundamental para a compreensão da identidade de Jesus. Os discípulos caminhavam com ele e ainda não sabiam tão bem quem ele era nem tinham certeza da sua missão como Messias. Entusiasmados, eles o seguiam.

O destino final da viagem é Jerusalém (onde se dará a crucificação e a ressurreição), mas no caminho, passando pela região de Cesareia de Filipe, Jesus interpela os discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” (v. 13). A questão era acerca da percepção que os outros tinham de Jesus, qual ideia sobre ele circulava entre as pessoas, o que achavam de tudo que era feito e dito. Os discípulos respondem: “Alguns dizem que é João Batista; outros, que é Jeremias ou um dos profetas” (v. 14). A multidão percebia que Jesus falava em nome de Deus, como um profeta, como alguém da parte de Deus, mas não reconhecia sua identidade mais profunda.

Então, o questionamento se transfere diretamente aos discípulos: “E vós, quem dizeis que eu sou?” (v. 15). Os discípulos já tinham uma caminhada com Jesus, conheciam-no mais do que a multidão e podiam afirmar algo mais do que aquelas pessoas empolgadas, por isso, Simão Pedro, como porta-voz dos outros, diz: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo” (v. 16). Eles reconhecem em Jesus o esperado pelo povo de Israel, um revolucionário, alguém que fosse libertar os judeus da dominação romana.

A resposta acertada causa admiração em Jesus. Pedro é bem-aventurado por reconhecer algo tão valioso para o novo seguimento no qual o grupo se empenhava. No entanto, esse entendimento tem origem em Deus, não é esforço da inteligência humana, não foram a carne e o sangue que revelaram isso a Pedro (v. 17).

Por conseguinte, Jesus dá uma nova identidade àquele companheiro. Ele é designado como pedra, como rocha, representando o compromisso de manter-se firme e confirmar os outros do grupo na fé professada.

Para isso, Pedro recebe as chaves (Is 22,22) do Reino dos Céus e o poder de ligar e desligar as coisas dos céus e da terra (v. 19). A descrição quer explicitar a missão da Igreja de refletir o mistério do Reino anunciado por Cristo. O que for de acordo com o que está no céu deve ser também na terra e vice-versa. O trecho se conclui com a recomendação de que não se dissesse que Jesus era o Cristo.

III. PISTAS PARA A REFLEXÃO

Essas leituras destacam a iniciativa de Deus, que conduz a história e confia missões segundo seu desígnio. Em Isaías, é Ele quem concede e retira a autoridade, simbolizada pela chave da casa de Davi. Em Romanos, Paulo reconhece a profundidade e a incompreensibilidade dos planos de Deus, de quem tudo procede e para quem tudo converge. Em Mateus, a confissão de fé feita por Pedro e a autoridade que lhe é confiada revelam que a fé e a missão na Igreja não nascem da iniciativa humana, mas da revelação e da graça de Deus, postas a serviço do seu povo. No nosso tempo, como Deus continua a escolher e a capacitar as pessoas?

Pe. Marcus Mareano*

*Marcus Mareano é natural de Fortaleza-CE. Bacharel em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará (Uece). Bacharel e mestre em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (Faje). Doutor em Teologia Bíblica, com dupla diplomação, pela Faje e pela Universidade Católica de Lovaina, na Bélgica (KU Leuven). Professor de Teologia no Seminário Provincial Coração de Jesus (Diamantina-MG) e no Instituto Teológico Dom Hermínio Malzone Hugo (Governador Valadares-MG). Pároco da paróquia São Mateus, em Belo Horizonte-MG. E-mail: marcusmareano@gmail.com

https://www.vidapastoral.com.br/roteiros/23-de-agosto-21-domingo-do-tempo-comum/

4.3- Homilia do Padre Françoá Rodrigues Costa – 21º Domingo do Tempo Comum – Ano A “Os cristãos leigos”

 

 

4.3- Homilia do Padre Françoá Rodrigues Costa – 21º Domingo do Tempo Comum – Ano A

Os cristãos leigos

“Tu és o Cristo” (Mt 16,16), eis a profissão de fé de Pedro. “Tu és Pedro” (Mt 16,18), eis a demonstração de que Deus confia nos homens. Na clausura do Ano Sacerdotal, o então Papa Bento XVI falava da audácia de Deus, que consiste em confiar nos homens a tal ponto de fazer deles instrumentos e canais da graça. Realmente, Deus confia em nós! Não nos necessita, mas quis necessitar de nós. Todos juntos, bem unidos ao Papa, ganharemos o mundo para Cristo: essa é a santa audácia dos cristãos e, de maneira especial, dos fiéis leigos.

Leigo, na Igreja, não significa “ignorante”. Leigo é o cristão que se santifica em e a partir das realidades terrenas, seculares, civis; faz parte do Povo de Deus e leva a luz de Cristo a todos os ambientes. Na Exortação Apostólica “Christifideles Laici” (nº 17), sobre a vocação e missão dos leigos na Igreja e no mundo, S. João Paulo II parecia contemplar “um cenário maravilhoso que se abre aos olhos iluminados pela fé: o de inúmeros fiéis leigos, homens e mulheres, que, precisamente na vida e nas ocupações do dia a dia, muitas vezes inobservados ou até incompreendidos e ignorados pelos grandes da terra, mas vistos com amor pelo Pai, são obreiros incansáveis que trabalham na vinha do Senhor, artífices humildes e grandes — certamente pelo poder da graça de Deus — do crescimento do Reino de Deus na história”.

Diferente do fiel cristão que foi chamado à vida consagrada (um religioso, por exemplo), o fiel leigo não realiza as diversas atividades como “sinal” ou como “testemunho” do “mundo futuro” que há de vir. Vejamos: o fiel consagrado que se dedica à docência, fá-lo dando testemunho do “mundo futuro”, a sua atividade docente se realiza como sinal das realidades transcendentes que hão de vir. Isto é assim porque o fiel dito “consagrado” recebeu uma posição carismática dentro da vida da Igreja que modalizou os seus vínculos batismais e retocou a sua secularidade; a sua atividade como professor, por exemplo, é testemunho e sinal da santidade da Igreja e da vida escatológica. Ao contrário, um fiel leigo que é professor, realiza essa atividade profissional com um interesse neste mundo, para santificar esta profissão e, consequentemente, este mundo. Hoje é o dia de reconhecermos com gratidão a vocação dos cristãos leigos, da grande maioria do Povo de Deus: obrigado! Vocês levam a luz de Deus aos ambientes profissionais, familiares e de amizade, e vivem a santidade como heroicidade no ordinário, no cotidiano.

Os fiéis leigos devem evangelizar em comunhão com a Igreja, mas a sua atividade evangelizadora não necessita um mandato especial por parte da hierarquia (bispos, padres, diáconos), não necessitam “envio”. Não! Os leigos já foram delegados pelo próprio Senhor no momento do batismo, o sacramento que os fez fieis e missionários do Reino. O apostolado próprio dos leigos é “buscar o reino de Deus, ocupando-se das coisas temporais e ordenando-as segundo Deus” (LG, 31), isto é, viver cristãmente realidades como família, trabalho, amizades, diversões. O Concílio Vaticano II afirmou que “o dever e o direito do apostolado dos leigos deriva da união destes com Cristo cabeça. Com efeito, inseridos no corpo místico de Cristo pelo batismo e robustecidos pela virtude do Espírito Santo na confirmação, os leigos são deputados pelo próprio Senhor para o apostolado” (AA, 3). Outra coisa é quando exercem algum trabalho na paróquia em colaboração com o ministério ordenado dos bispos e padres, nesse caso eles são delegados pela hierarquia, tal é o caso dos ministros extraordinários da comunhão eucarística ou dos catequistas. Contudo, também esses ministros e os catequistas devem ter consciência que o seu primeiro apostolado é a animação cristã das realidades temporais. Seria uma contradição se um vereador se dedicasse intensamente no mistério extraordinário da comunhão eucarística e descuidasse a animação cristã da política. Esse leigo, que é vereador, deve fazer da política um espaço no qual Cristo reine e, por conseguinte, as pessoas sejam valorizadas e o bem comum respeitado. Nesse trabalho, podem contar com o alimento espiritual que a Igreja sempre lhes oferecerá através da Palavra e da Eucaristia.

Sem dúvida, é um capítulo enorme o dos cristãos leigos e leigas: é preciso ter coragem de enfrentá-lo! A Igreja no Brasil ainda está começando a abrir as páginas desse denso capítulo: durante as últimas décadas se falou muito do “leigo engajado” na Igreja, mas se esqueceu que o “engajamento” na Igreja do leigo é no mundo, em e através das realidades profissionais, familiares; caso sobre tempo e eles forem generosos, também poderão colaborar com os padres nas paróquias. Isto é, o trabalho que realizam nas nossas paróquias deve ser fruto da generosidade e não da abstenção de realizar aquilo que é próprio à sua vocação específica! Deus abençoe tudo o que fazem e lhes façam conscientes para que realizem o que lhes é próprio, sem deixarem de serem generosos para com a comunidade paroquial.

Pe. Françoá Rodrigues Figueiredo Costa

http://www.npdbrasil.com.br/religiao/rel_hom_gotas0344.htm#msg02

5- LEITURAS PARA A 21.ª SEMANA DO TEMPO COMUM- 24/08 A 30 DE AGOSTO – PRECE VOCACIONAL

 

5- LEITURAS PARA A 21.ª SEMANA DO TEMPO COMUM- 24/08 A 30 DE AGOSTO – PRECE VOCACIONAL

24- 2ª Ap 21,9b-14 / Sl 144(145) / Jo 1,45-51

- São Bartolomeu, Apóstolo, Festa, Ano A

25- 3ª 2Ts 2,1-3.14-17 / Sl 95(96) / Mt 23,23-26

26- 4ª 2Ts 3,6-10.16-18 / Sl 127(128) / Mt 23,27-32

Santos Liberato, Bonifácio e Companheiros

27- 5ª 1Cor 1,1-9 / Sl 144(145) / Mt 24,42-51 – Santa Mônica

28- 6ª 1Cor 1,17-19 / Sl 32(33) / Mt 25,1-13

– Santo Agostinho, Bispo e Doutor da Igreja

29- Sáb.: Jr 1,17-19 / Sl 70(71) / Mc 6,17-29

Martírio de São João Batista, Memória

30- Dom.:: 22º Domingo do Tempo Comum, Ano A

Jr 20,7-9;Sl 62(63),2.3-4.5-6.8-9 (R. 2b);Rm 12,1-2;Mt 16,21-27

 

PRECE VOCACIONAL

Rezemos por todos os evangelizadores da Igreja de Jesus Cristo que vivem o SIM da Vocação e pedimos que mais pessoas respondam ao chamado do Senhor. Rezemos juntos: Senhor da Messe e Pastor Eterno, sabemos que a colheita é grande e poucos são os trabalhadores. Por isso Vos suplicamos, envia Senhor, operários para a Vossa messe, derrame sobre nós o Espírito do amor e da missão, suscitando novas e santas vocações, para fazer de nossa vida um serviço ao vosso Reino. Desperte e sustente em nossas famílias e comunidades a "Cultura Vocacional" para que nossa Igreja torne-se "Mãe das Vocações" por uma Igreja em saída. Abençoe Senhor e fortaleça a cada dia a vocação de nossos bispos, padres, diáconos, religiosos, religiosas, seminaristas, leigos e leigas comprometidos com o Evangelho. Desperte os corações de nossas crianças, adolescentes, jovens e adultos para a ação pastoral em vossa Igreja. Maria, Mãe da Igreja e modelo das vocações, ajude-nos a responder SIM. Amém.

- Cantar o refrão: Eis-me aqui, Senhor... nº 1.077 e rezar a Ave-Maria

 

 

 

6- CANTOS PARA O 21.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

 

6- CANTOS PARA O 21.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

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ENTRADA

·                     O profeta(Antes que te formasses)

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·                     O Senhor me chamou e eu respondi

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PERDÃO

·                     Senhor que vieste salvar

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GLÓRIA

·                     Glória a Deus nos altos céus

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SALMO RESPONSORIAL

·                     Salmo 137-Ó Senhor vossa bondade é para sempre

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ACLAMAÇÃO

·                     Buscai primeiro

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·                     Aleluia,a minha alma abrirei

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OFERTÓRIO

·                     Um coração para amar

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SANTO

·                     Várias Opções

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CORDEIRO

·                     Várias Opções

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COMUNHÃO

·                     Estas entre nós(Tu és minha vida)

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·                     Eu sou o pão da vida

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PÓS COMUNHÃO

·                     Estava com saudade de ti

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·                     Basta querer

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FINAL

·                     Quando Jesus passar

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·                     A vossa proteção

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https://www.folhetosdecanto.com/2017/08/cantos-missa-21-domingo-comum.html

7- SANTA MÔNICA, MÃE DE SANTO AGOSTINHO

 

 

7- SANTA MÔNICA, MÃE DE SANTO AGOSTINHO

Santa Mônica, uma mulher de origem berbere, nasceu no ano de 331 d.C. em Tagaste, no norte da África, em uma família abastada e com profundas raízes cristãs. Sua vida foi dedicada aos ensinamentos da Sagrada Escritura, à oração e à assídua prática dos Sacramentos, além de servir de forma exemplar à comunidade eclesial. Sua história é marcada por sua perseverança, devoção materna e, sobretudo, pela influência que exerceu na conversão de seu filho, Santo Agostinho, tornando-se um dos exemplos mais significativos de amor e fé na tradição católica.

A Vida de Santa Mônica

Mônica cresceu em um ambiente cristão, aprendendo desde cedo os princípios da fé. Seus pais também foram devotos, transmitindo-lhe uma sólida formação religiosa. A jovem Mônica destacou-se por sua dedicação aos ensinamentos bíblicos e à prática dos valores cristãos. Sua espiritualidade foi forjada pela oração constante e pela assiduidade nos Sacramentos, tornando-se uma mulher profundamente conectada com sua fé.

O Desafiador Casamento com Patrício

Em sua juventude, Mônica casou-se com Patrício, um homem pagão, ambicioso e de temperamento difícil. A união não foi isenta de desafios, uma vez que Patrício era infiel e impetuoso. No entanto, Mônica demonstrou uma notável paciência e habilidade de diálogo nos momentos oportunos. Ela desenvolveu um método que consistia em esperar, ter paciência e, acima de tudo, orar pelas dificuldades enfrentadas no casamento. Essa abordagem permitiu que ela suavizasse o coração do marido e o levasse a abraçar a fé cristã.

Uma Mãe Exemplar

O casamento de Mônica e Patrício foi abençoado com o nascimento de três filhos: Agostinho, Navígio e uma filha cujo nome não foi registrado. Mônica dedicou-se inteiramente à educação e formação cristã de seus filhos, tornando-se uma mãe exemplar. Ela os ensinou sobre os princípios da fé e os valores cristãos, tornando-se uma influência essencial em suas vidas.

A Perda de Patrício e as Preocupações com Agostinho

Aos 39 anos, Mônica ficou viúva com a morte de Patrício. Ela administrou com sabedoria os bens da família e continuou a dedicar-se amorosamente à sua prole. No entanto, o filho Agostinho, conhecido como “o filho de tantas lágrimas”, provou ser uma fonte de preocupação para a cuidadosa mãe. Agostinho possuía um coração inquieto e uma busca incessante pela verdade, que o levou a vagar entre diversas filosofias, afastando-se da fé católica.

A Persistência de Mônica na Oração

Apesar das divergências e afastamentos de Agostinho, Mônica jamais desistiu de orar por seu filho. Ela acompanhou todas as vicissitudes de sua vida e permaneceu ao seu lado, mesmo nos momentos de maior dificuldade. Essa dedicação levou Mônica a transferir-se para Cartagena e, posteriormente, para a Itália, acompanhando Agostinho em seus diferentes estágios de vida, inclusive quando ele se tornou um respeitado professor de retórica em Milão.

A Conversão de Agostinho

O carinho materno e as incessantes orações de Mônica foram fundamentais para a conversão de Agostinho ao cristianismo. Em Milão, sob a influência do Bispo Ambrósio, Agostinho passou por uma transformação interior profunda e decidiu retornar a Tagaste, onde fundou uma Comunidade de servos de Deus. Mônica estava ao lado de seu filho nesse momento decisivo, acompanhando-o no embarque para a África no porto de Óstia.

O “Êxtase em Óstia” e a Partida de Mônica

Enquanto esperavam o navio no porto de Óstia, Mônica e Agostinho tiveram um encontro espiritual profundo, conhecido como o “êxtase em Óstia”. Nesse momento, eles conversaram sobre a vida eterna dos santos e meditaram sobre a sabedoria divina. Mônica expressou a plenitude de sua vida ao ver Agostinho se entregando à fé católica. Poucos dias após esse evento, Mônica adoeceu e, aos 56 anos, faleceu.

O Legado de Santa Mônica e suas Relíquias

Santa Mônica deixou um legado de devoção, perseverança e amor materno que inspira gerações até os dias atuais. Seu papel crucial na conversão de Agostinho o tornou um dos mais importantes teólogos e filósofos da história da Igreja. Suas relíquias descansam em Roma, na igreja de São Trifão, dedicada aos frades Agostinianos, onde os fiéis podem buscar inspiração e respostas diante de um sarcófago de mármore verde adornado com afrescos.

Conclusão

A vida de Santa Mônica é uma jornada de fé, amor materno e perseverança na oração. Sua influência positiva sobre seu filho Agostinho e sua dedicação à comunidade eclesial a tornam um exemplo inspirador para todos os fiéis. Santa Mônica continua sendo um símbolo de esperança e força para todos aqueles que enfrentam desafios em suas vidas e buscam a conversão e o fortalecimento na fé cristã.

Fontes:

– Vatican News
– Canção Nova
– Martirológico Romano
– Liturgia das Horas
Produção, pesquisa e redação: Fellipe S. de Oliveira

https://catolicoapp.com/santo/santa-monica/