sexta-feira, 30 de outubro de 2026

BEM-VINDOS AO SBSABENDO BEM DE 1.ºDE NOVEMBRO DE 2026- SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS



 A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina. (I Coríntios 1, 18).

(Ano A/Branco) Solenidade de Todos os Santos

 1º de novembro de 2026

SOMOS FILHOS DE DEUS

 

10 Músicas Católicas para a Solenidade de Todos os Santos

https://youtu.be/V4vSuRbA-Ak?si=qkHS8qxhst9kwGl_

SB SABENDO BEM DE 01 de Novembro de 2026 INFORMA.

Caro(a) Leitor(a) amigo(a):

O meu abraço fraterno e um ótimo mês de Novembro.

 

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Desde já o meu Muito Obrigado.

 

SEJA BEM-VINDO!

CONTEÚDO DO SB SABENDO BEM DE 01/11/2026

 

CONTEÚDO DO SB SABENDO BEM DE 01/11/2026

 

- BEM-VINDOS AO SB SABENDO BEM DA SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS- ANO A

– AMBIENTAÇÃO – SEJAM BEM-VINDOS! POSSE DE FREI EGISTO CANSIAN, OAR COMO PÁROCO DA PARÓQUIA SANTO IVO

- PREPARANDO O DIA DE FINADOS

- ELEIÇÕES SEGUNDO TURNO 2026

- LITURGIA DA PALAVRA DA SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS-A

 LITURGIA DA SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS- ANO A

- REFLEXÕES PARA A SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS – ANO A

- LEITURAS PARA A SEMANA: DE 02 DE NOVEMBRO  08 DE NOVEMBRO DE 2026– ORAÇÃO A TODOS OS SANTOS

- CANTOS PARA A SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS- ANO A

- REFLETINDO COM LINDOLIVO SOARES MOURA-  "TEMAS COMPLEXOS EM PAUTA NO CONGRESSO: PATRIOTISMO E COMPROMISSO, OU SENSACIONALISMO E OPORTUNISMO?"

- SANTO AGOSTINHO E A BUSCA PELA SANTIDADE

- DICAS DE LEITURA

 

1- SEJAM BEM-VINDOS AO SB SABENDO DA SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS – ANO A

 

 

1-  SEJAM BEM-VINDOS AO SB SABENDO DA SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS   – ANO A

1.1-   Ambientação

- Preparar um ambiente à entrada da Igreja com imagens de santos e santas e, se possível, com frases que nos convidem a viver a santidade. Refrão para ambientação e acendimento das velas do altar: "Uma grande multidão..." nº 67.

1.2-        SEJAM BEM-VINDOS!

Sejam bem-vindos, irmãos e irmãs! Neste dia Solene de Todos os Santos, alegremo-nos no Senhor que nos chama a viver a santidade a cada instante de nossa história, formando a Igreja Santa! Com os corações jubilosos, cantemos. Vejo a multidão em vestes... n° 131

Hoje, a Igreja ergue os olhos e o coração para o céu, transbordando de alegria e esperança. Contemplamos a imensa assembleia daqueles que já vivem na glória do Deus Santo, abraçados pela sua misericórdia infinita. Nesta Eucaristia, memorial pascal, elevemos nosso hino de adoração ao Senhor, cuja santidade resplandece nos seus santos e santas.

(INTRODUÇÃO DO FOLHETO POVO DE DEUS EM SÃO PAULO).

Jesus nos pede, a cada dia, para sermos santos e buscarmos a santidade nas pequenas coisas da vida. É a misericórdia de Deus que nos transforma e muda o nosso coração para vivermos o seu amor. Um coração aberto à graça divina, desejoso de ser melhor, é o caminho que nos congrega em comunidade. Felizes seremos se vivermos as perseguições e as angústias deste mundo com a esperança de que Ele já nos salvou e caminha conosco para sempre.

1.3-        PREPARANDO O DIA DE FINADOS: CELEBRAÇÃO DA VIDA E DA ESPERANÇA

No dia 2 de novembro, celebramos a memória dos irmãos e irmãs já falecidos. A liturgia realça a ressurreição e a vida, tendo como referência a própria ressurreição de Cristo. Acreditamos na vida eterna.

ORIGEM - A lembrança dos falecidos sempre esteve presente nas celebrações da Igreja. Já no primeiro século, os cristãos rezavam pelos falecidos e visitavam os túmulos dos mártires, nas catacumbas, para orar por eles. No século IV, já se encontra a memória dos mortos na celebração da Missa. Desde o século V, a Igreja dedica um dia por ano à oração por todos os falecidos. Mais tarde, foi fixado o dia 2 de novembro como dia especial de oração pelos mortos.

SENTIDO DO DIA - Na piedade popular, inspirada em nossa fé católica, este dia é marcado pela saudade, pelas orações pelos falecidos e pela profissão de fé na ressurreição. É dia da saudade, pois nos faz sentir a ausência de quem foi presença em nossas vidas; ao mesmo tempo em que se sente a ausência, revive-se a presença. A memória dos entes queridos que partiram, porém, é confortada pela nossa fé na ressurreição, pois temos esta comunhão em Cristo Jesus, o Ressuscitado. Se a certeza da morte nos entristece, a promessa da ressurreição nos faz viver na esperança de que a morte não é o fim da vida. Ela é a passagem de uma vida peregrinante por este mundo para a vida na pátria definitiva.

ANOTAÇÕES PARA O DIA DE FINADOS

1. Aos que visitarem o cemitério e rezarem, mesmo que só mentalmente, pelos defuntos, concede-se uma Indulgência Plenária. Além da visita e da oração, é preciso cumprir as condições habituais para obter a Indulgência Plenária, que pode ser lucrada entre os dias 1 e 8 de novembro, a saber: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração nas intenções do Sumo Pontífice. Nos demais dias do ano, concede-se a Indulgência Parcial (Enchir. Indulgentiarum, n.13).

2. Ainda no dia 2/11, em todas as igrejas, oratórios públicos ou semipúblicos, igualmente lucra-se uma Indulgência Plenária, aplicável somente aos defuntos. A obra prescrita é a piedosa visita à igreja, durante a qual se devem rezar a Oração Senhor e o Símbolo (Pai-Nosso e Creio), confissão sacramental, comunhão eucarística e oração na intenção do Sumo Pontífice (que pode ser um Pai Nosso e Ave-Maria, ou qualquer outra oração, conforme inspirar a piedade de devoção).

 

1.4-        POSSE DO NOVO PÁROCO FREI EGISTO CANSIAN, OAR NA PARÓQUIA DE SANTO IVO EM SÃO PAULO

 

Em missa no Domingo às 19h no dia 25/10, Dom Celso Alexandre deu posse ao Frei Egisto Cansian, OAR, como pároco da Paróquia Santo Ivo, Decanato de São Mateus.  Concelebraram os Freis Alcimar Fioresi, Frei Marcus Vinicius Dorrigo Leite, Frei Domingos Sérgio Gussom e um padre diocesano que estava acompanhando o bispo diocesano da Região Episcopal Ipiranga.

Localizada no Largo da Batalha em uma área de fácil acesso, bem próximo do parque do Ibirapuera e do Hospital do Servidor.

Endereço: Largo da Batalha, 189 – Jardim Luzitânia – CEP: 04031-050 Cidade: São Paulo Telefone: (11) 5571-8214.

 

1.5-        ELEIÇÕES 2026 NO BRASIL- SEGUNDO TURNO PARA PRESIDENTE

Muita confusão no dia das Eleições(25/10) com falta de ônibus, chuva

e prorrogação do horário da votação, algo inédito, pois isso nunca havia acontecido. Eu moro na zona sul de São Paulo.  Não faltou ônibus e a chuva foi apenas uma garoa. No colégio onde eu votei estava tudo tranqüilo. Confira no Item 7 uma pequena avaliação como foi a Reeleição do Presidente Lula.

2- LITURGIA DA PALAVRA DA SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS

 

 

2-   LITURGIA DA PALAVRA DA SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS

 

Os santos são aqueles que, ouvindo a Palavra e abertos à graça do Espírito, buscaram viver com fidelidade a vontade do Senhor. Desejosos também de ser santos, acolhamos sua Palavra.

 

 PRIMEIRA LEITURA (Ap 7,2-4.9-14) Leitura do Livro do Apocalipse de São João.

 

 Eu, João, ²vi um outro anjo, que subia do lado onde nasce o sol. Ele trazia a marca do Deus vivo e gritava, em alta voz, aos quatro anjos que tinham recebido o poder de danificar a terra e o mar, dizendo-lhes: ³“Não façais mal à terra, nem ao mar, nem às arvores, até que tenhamos marcado na fronte os servos do nosso Deus”. ⁴Ouvi então o número dos que tinham sido marcados: eram cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel. ⁹Depois disso, vi uma multidão imensa de gente de todas as nações, tribos, povos e línguas, e que ninguém podia contar. Estavam de pé diante do trono e do Cordeiro; trajavam vestes brancas e traziam palmas na mão. ¹⁰Todos proclamavam com voz forte: “A salvação pertence ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro”. ¹¹Todos os anjos estavam de pé, em volta do trono e dos Anciãos e dos quatro Seres vivos e prostravam-se, com o rosto por terra, diante do trono. E adoravam a Deus, dizendo: ¹²“Amém. O louvor, a glória e a sabedoria, a ação de graças, a honra, o poder e a força pertencem ao nosso Deus para sempre. Amém”. ¹³E um dos Anciãos falou comigo e perguntou: “Quem são esses vestidos com roupas brancas? De onde vieram?” ¹⁴Eu respondi: “Tu é que sabes, meu senhor”. E então ele me disse: “Esses são os que vieram da grande tribulação. Lavaram e alvejaram as suas roupas no sangue do Cordeiro”. - Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

 

SALMO 23(24)

 

É assim, a geração dos que procuram o Senhor!

 

1. Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra, * o mundo inteiro com os seres que o povoam; / porque ele a tornou firme sobre os mares * e sobre as águas a mantém inabalável.

2. “Quem subirá até o monte do Senhor, * quem ficará em sua santa habitação?” / “Quem tem mãos puras e inocente coração, * quem não dirige sua mente para o crime.

3. Sobre este desce a bênção do Senhor * e a recompensa de seu Deus e Salvador”. / “É assim a geração dos que o procuram * e do Deus de Israel buscam a face”.

PRIMEIRA LEITURA (1Jo 3,1-3) Leitura da Primeira Carta de São João

 

Caríssimos: ¹vede que grande presente de amor o Pai nos deu: de sermos chamados filhos de Deus! E nós o somos! Se o mundo não nos conhece, é porque não conheceu o Pai. ²Caríssimos, desde já somos filhos de Deus, mas nem sequer se manifestou o que seremos! Sabemos que, quando Jesus se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque o veremos tal como ele é. ³Todo o que espera nele, purifica-se a si mesmo, como também ele é puro. - Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

 

ACLAMAÇÃO (Mt 11,28) Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Vinde a mim, todos vós que estais cansados / e penais a carregar pesado fardo, / e descanso eu vos darei, diz o Senhor.

 

EVANGELHO (Mt 5,1-12a)

 

P. O Senhor esteja convosco. T. Ele está no meio de nós.

P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. T. Glória a vós, Senhor.

 

P. Naquele tempo, ¹vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou- se. Os discípulos aproximaram-se, ²e Jesus começou a ensiná-los: ³“Bem- -aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. ⁴Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados. ⁵Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra. ⁶Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. ⁷Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. ⁸Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. ⁹Bem- -aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. ¹⁰Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. ¹¹Bem- -aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. ¹²Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus”. - Palavra da Salvação. T. Glória a vós, Senhor.

3- LITURGIA DA SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS

 

 

3-  LITURGIA DA SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS

 

- "Quem são estes que passaram pela grande tribulação? Foram aqueles que lavaram e alvejaram suas roupas no sangue do Cordeiro". O texto apresentado por São João, em seu Apocalipse, é um convite a permanecermos firmes na fé. O número dos que chegaram à glória eterna é incontável, pois é pleno. De maneira simbólica, o contexto apresentado por João refere-se às perseguição que, outrora, os cristãos enfrentaram, servindo de estímulo para os fiéis de hoje. Não existe anúncio do Evangelho sem incômodo, perturbação e, até mesmo, revolta. Quantas pessoas em nossas comunidades se revoltam por serem incapazes de romper com a dureza de seus corações. Os "martírios de hoje" são outros, mas tão impactantes quanto os do início da propagação da fé.

- Os que amam a verdade procuram viver os mandamentos de Deus. Como canta o salmista (Sl 23,3), aqueles que permanecem em sua santa habitação são aqueles que não dirigem seu coração para os ídolos deste mundo. Viver a santidade é amar a Deus e dar testemunho de sua presença santificadora neste mundo que, muitas vezes, prefere as trevas. O Santo é aquele que não tem medo de viver a vida, mas que, a cada dia, se configura a Cristo, o Bem-aventurado por excelência. Jesus é aquele que nos ensina a alegrarmo-nos com as pequenas coisas da nossa história de discípulos e filhos do Pai Celeste.

 - O texto da Primeira Carta de São João é um alento ao nosso coração. Somos filhos de Deus e, um dia, de forma efetiva e plena, entenderemos tudo isso, pois já não haverá mais véus ou muralhas que impeçam o nosso entendimento. É preciso confiar na ação divina e purificar-se a cada dia, num contínuo processo de conversão e mudança de vida. Ser obediente a Deus é o princípio de todas as virtudes. Quem quer amar a Deus precisa ser fiel ao projeto do Reino e, assim, ser nesta vida, testemunha daquele que, na cruz, derramou seu sangue para a salvação de todos.

- O Evangelho segundo Mateus é um convite a vivermos a duradoura felicidade que teremos na eternidade. As bem-aventuranças são uma resposta a todas as angústias deste mundo presente. As inúmeras pobrezas, as diversas aflições, as situações que agitam o espírito humano, os que são perseguidos e injustiçados, os que não conseguem experimentar a misericórdia, os vitimados pelas guerras, os que sofrem na carne os males dos vícios: tudo isso passará, pois o tempo de Deus é diferente do nosso tempo, e na hora oportuna, será grande a nossa alegria no céu. Viver este ensinamento de Jesus é aprender a esperar e acreditar que não é no nosso tempo que as coisas devem acontecer, mas no tempo e segundo os desígnios de Deus Pai.

- O Papa Leão XIV, em uma homilia de 2025, descreve que as Bem-aventuranças oferecem uma nova interpretação da realidade, pois apresentam a figura de Jesus como o mais perfeito educador, aquele que nos aponta para a conclusão de nossa história terrena e nos faz vislumbrar a eternidade. No Sermão da Montanha, encontra-se um ensinamento por excelência, um conhecimento que nos faz ser todos filhos e filhas de Deus e aprendizes na escola de Jesus. Viver o caminho da santidade é experimentar a misericórdia de Deus todos os dias, oferecendo esse dom aos que ainda não foram capazes de viver o perdão, a caridade e a paz.

- Na Encíclica "Magnífica Humanidade" de Leão XIV (maio de 2026), o Papa conclama a todos a construir a civilização do amor, que acontece todos os dias por meio de gestos de bondade e gentileza. Não podemos ficar nas trevas, no desânimo e na murmuração; precisamos ver, em Cristo ressuscitado, a luz que inflama o nosso coração a fazer o bem, e assim, todos poderão fazer a sua parte. O Papa Leão afirma, no número 213 da Encíclica, citando um escritor católico do século passado, que este nos ajuda a construir a civilização do amor e a nos humanizarmos: "Não nos compete dominar todas as marés do mundo, mas sim fazer o que nos for possível para ajudar os anos em que estamos inseridos, erradicando o mal nos campos que conhecemos para que quem viver depois possa ter terra limpa para amanhar." Estas palavras enchem nosso coração de esperança na busca pela santidade e, ao mesmo tempo, nos provoca a "desarmar as palavras, construir a paz na justiça, assumir o olhar das vítimas, cultivar um saudável realismo, revitalizar o diálogo e o multilateralismo". Comecemos a viver a santidade hoje, pois o nosso Pai, que é Santo, nos aguarda na eternidade, para juntos festejarmos a festa dos santos e santas de Deus, que nunca terá fim.

https://diocesedesaomateus.org.br/wpcontent/uploads/2026/08/01_11_26.pdf

4- REFLEXÕES PARA A SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS 4.1-É ASSIM A GERAÇÃO DOS QUE PROCURAM O SENHOR!

 

4-  REFLEXÕES PARA A SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS

4.1-É ASSIM A GERAÇÃO DOS QUE PROCURAM O SENHOR!

Celebrar a solenidade de TODOS OS SANTOS nos faz sentir o desejo da santidade. Na exortação “Gaudete et exultate” (“Alegrai-vos e exultai”) o Papa Francisco nos chama a redescobrir a necessidade, a beleza e a alegria da santidade no mundo de hoje. A Palavra de Deus insiste: “Procurai a paz com todos e a santidade, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12,14), assim como São Paulo aos Efésios: “Deus nos escolheu, antes da fundação do mundo, para sermos santos e íntegros diante dele, no amor” (cf. Ef 1,4). A santidade é, antes de tudo, um dom a ser acolhido e não meramente esforço humano. Dizia o Papa Francisco: “Não é santa pelos nossos méritos, mas porque Deus a torna santa, é fruto do Espírito Santo e dos seus dons. Não somos nós que a santificamos. É Deus, o Espírito Santo que, no seu amor, santifica a Igreja.” E ainda: “a santidade não consiste antes de tudo em fazer coisas extraordinárias, mas em deixar agir Deus. É o encontro da nossa debilidade com a força da sua graça, é ter confiança na sua obra, que nos permite viver na caridade, fazer tudo com alegria e humildade, para glória de Deus e o serviço ao próximo.” (Audiência geral na Praça de São Pedro em 02/10/2013). Para correspondermos a esse dom da santidade Jesus, o novo Moisés, no alto do monte – que recorda o Sinai –, nos dá a Nova Lei do amor, as bem-aventuranças, que são como que a “constituição” do cristão. Ele, caminho, verdade e vida (cf. Jo 14,6) viveu-as em grau máximo, pois foi pobre e humilde, aflito pelo Reino, faminto e sedento de justiça, misericordioso para com os pecadores, puro de coração – coração que é amor como o do Pai –, promotor da paz, nunca pagando o mal com o mal, mas retribuindo o mal com bem, perseguido por causa da verdade e da salvação que anunciou e veio trazer para todos. Ele ensina com autoridade (cf. Mt 7,29), por ser a Palavra que se fez carne (cf. Jo 1,14), e nos dá a Nova Lei, não mais escrita em tábuas de pedra, mas inscrita no coração dos fiéis pelo Espírito (cf. Jr 31,33), para fazer de nós uma verdadeira carta Sua ao mundo para ser lida por todos (cf. 2Cor 3.2-3). É por isso que o Papa Francisco dizia que cada santo é uma missão no mundo (GE, 19), pois, de fato, assim são os santos: pessoas apaixonadas por Cristo, cheias do Espírito Santo e testemunhas do amor de Deus para com todos. Eles passam pelo mundo fazendo o bem, traduzindo o Evangelho por meio de suas vidas, palavras e ações. E essa é a vocação de todos os membros da Igreja, como afirma o Concílio Vaticano II: “todos na Igreja, quer pertençam à Hierarquia quer por ela sejam pastoreados, são chamados à santidade, segundo a palavra do Apóstolo: ‘esta é a vontade de Deus, a vossa santificação’ (1 Tess. 4,3; cfr. Ef. 1,4).” (Lumen Gentium, V, 39). Fortalecidos pela bem-aventurança da fé, como Maria, nossa mãe (cf. Lc 1,45), firmes na esperança e animados na caridade, perseveremos nessa vocação para um dia entrarmos na posse daquilo que esperamos: a recompensa nos céus (cf. Mt 5,12), que é a vida plena e eterna em Deus, onde nossos irmãos, os santos já se encontram: “Aqui está a constância dos santos, daqueles que observam os mandamentos de Deus e a fidelidade a Jesus” (Ap 14,12).

 

Dom Edilson de Souza Silva Bispo Auxiliar de São Paulo Região Episcopal Lapa

 

https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Ano-50A-58-SOLENIDADE-TODOS-OS-SANTOS.pdf

4.2-1º de novembro – TODOS OS SANTOS E SANTAS Por Ir. Dra. Izabel Patuzzo* A vocação de todos nós

 

4.2-1º de novembro – TODOS OS SANTOS E SANTAS

Por Ir. Dra. Izabel Patuzzo*

 

A vocação de todos nós

1. INTRODUÇÃO GERAL

A celebração da solenidade de Todos os Santos nos convida a contemplar a vida de todos aqueles e aquelas que, de diversos modos, seguiram a Cristo na fidelidade, deixando-nos exemplos de grandes testemunhos. Inúmeras pessoas não apenas trilharam o caminho do discipulado de Jesus Cristo, mas também viveram de tal modo sua fé, que construíram o Reino de Deus ao seu redor.

Na primeira leitura, o Apocalipse de João descreve, em linguagem simbólica, a multidão daqueles que deram a vida pela fé no Cordeiro de Deus. Eles “aclamam em alta voz que a salvação pertence somente ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro”. A segunda leitura nos recorda que, pelo sacramento do batismo, fomos chamados para a vida de santidade como filhos e filhas de Deus. O Evangelho nos apresenta as bem-aventuranças como caminho de uma vida pautada pelas diretivas de Deus.

2. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

 

1. I leitura (Ap 7,2-4.9-14)

A leitura do Apocalipse proposta nesta liturgia descreve a multidão dos santos ao redor do trono celeste, lugar que, na linguagem apocalíptica, significa a morada de Deus. Eles são provenientes de todas as tribos de Israel, simbolizando que a corte celeste é a morada de todos os santos, que vêm de todos os lugares. O cenário descrito é de uma grande liturgia, em que todos adoram somente aquele que está no trono celeste, Deus, e o Cordeiro. Trajam vestes brancas, símbolo da pureza daqueles que não praticaram a idolatria. Trazem uma palma na mão, que expressa o testemunho por meio do martírio. Esse sinal é conservado até hoje nas imagens dos santos que testemunharam sua fé mediante a doação da própria vida. Todos aqueles que foram marcados pelo sinal do batismo são protegidos por Deus contra as forças do mal. O número 144 mil (12 x 12 x 1.000) é representativo de todas as tribos de Israel, das quais se originaram as comunidades cristãs. Desse modo, as comunidades cristãs espalhadas pelo mundo estão em comunhão com todos os antepassados que foram fiéis à Aliança. O número doze simboliza totalidade, completude. Ao recordar o nome de cada tribo (v. 5-8, ausentes na leitura), João indica às comunidades de seu tempo que Deus conhece cada uma pelo nome, para a eternidade.

2. II leitura (1Jo 3,1-3)

A primeira carta de João foi escrita para aprofundar a espiritualidade cristã e a consciência da ética social das comunidades cristãs espalhadas pelo mundo mediterrâneo do primeiro século. Com a morte dos apóstolos, as comunidades da segunda geração sofrem com as hostilidades e ameaças da parte do Império Romano e com as heresias vindas do mundo helênico gentio. Nesse contexto, João deseja fortalecer a fé dos discípulos e discípulas de Jesus Cristo.

O texto da segunda leitura apresenta os traços característicos dos filhos e filhas de Deus, que é o amor traduzido em ações. O amor a Deus e ao próximo deve estar no “DNA” do cristão. O ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus; em consequência, a criatura humana é chamada a cuidar da obra da criação, no sentido mais amplo da palavra, com amor. As obras do mal, como vingança, violência, mentira, corrupção, roubo, por exemplo, não podem habitar o coração dos filhos e filhas de Deus. O cristão tem uma missão no mundo, que é a vivência da caridade e dos valores evangélicos. Em Jesus Cristo, o amor de Deus se revelou em plenitude. Jesus veio para iluminar as trevas e distinguir quem caminha na luz de quem caminha na escuridão.

A leitura é grande convite para perseverarmos no amor divino, que habita em nós pela água e pelo Espírito, derramados sobre nós no batismo, e no amor de Cristo, pelo qual Deus nos concede a vida eterna. Ser membro da comunidade de fé significa pertencer à grande família dos filhos e filhas de Deus, que rejeitam todas as obras do mal.

3. Evangelho (Mt 5,1-12a)

A proclamação das bem-aventuranças na montanha é dirigida àqueles que já estão no caminho do discipulado. Esse ensinamento de Jesus é a carta magna para aqueles que escolheram os valores do Reino de Deus. Por isso, o Evangelho segundo Mateus insere esse discurso da montanha logo após o chamado dos primeiros discípulos. O conjunto das bem-aventuranças constitui as orientações vitais para uma comunidade que tem Jesus Cristo como Mestre e atualiza a Lei mosaica para o contexto cristão.

O relato mateano das bem-aventuranças deixa entrever que Jesus se dirige aos pequenos, enfermos, pobres, àqueles que depositam toda a sua confiança em Deus, e não nos bens e poderes deste mundo. Dizer que os pobres são bem-aventurados significa dizer que a humildade e a simplicidade são atitudes fundamentais para os discípulos e discípulas do Senhor, pois os ajudam a não cultivar a busca pelo ter ou o domínio sobre os irmãos e irmãs.

As oito bem-aventuranças formam um todo que se inicia e se conclui com a mesma expressão iluminadora: “porque deles é o Reino dos Céus”. A palavra “justiça” também é um termo central nessa passagem. Trabalhar pela justiça é atitude profética. Lutar pelos direitos dos pobres é prática que vem de longa tradição bíblica, presente na Lei mosaica, e, portanto, acompanha o povo de Deus desde os tempos mais antigos.

As primeiras bem-aventuranças recordam que a pobreza de espírito está estreitamente ligada à atitude de mansidão. Jesus foi humilde e manso de coração, rechaçando todo tipo de violência e agressão. Os aflitos serão consolados, pois, assim como Jesus os consolou, também seus discípulos e discípulas são chamados a consolar os que sofrem, sobretudo as vítimas de injustiça. Os puros de coração representam todos os que escolhem o caminho do direito e da verdade. E os que trabalham pela paz têm uma missão essencialmente social. Os que são perseguidos porque promovem a justiça e a paz representam todas as pessoas que, apesar de sofrerem por serem coerentes com os valores do Reino, cultivam no coração o espírito das bem-aventuranças.

III. PISTAS PARA REFLEXÃO

Todas as leituras desta solenidade abrem-nos o espírito e o coração para seguirmos um caminho de santidade com o olhar para a realidade além deste mundo. Para alcançar a glória da ressurreição, tudo o que se passou com Jesus também se realizou e se realiza na vida de quem abraça a fé cristã.

Como membros da grande família dos filhos e filhas de Deus, temos traços em comum, dos quais o principal é a vivência do mandamento do amor na sua concretude. A solenidade deste domingo reúne inúmeros testemunhos de santos e santas que trazem em si a imagem e semelhança de Deus; rostos de uma humanidade transfigurada. Os santos não se consideravam pessoas perfeitas e, de fato, não eram. Somente Deus é perfeito. Não obstante, esforçaram-se para se aproximar da imagem de Jesus Cristo, buscando a cada dia crescer como seres humanos, como discípulos e discípulas, tendo como meta a fidelidade ao Evangelho.

Ir. Dra. Izabel Patuzzo*

*Ir. Izabel Patuzzo pertence à Congregação Missionárias da Imaculada. Mestre em Aconselhamento Social pela South Australian University e em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Licenciada em Filosofia e Teologia pela Faculdade Nossa Senhora da Assunção. Doutora em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. E-mail: isabellapatuzzo@hotmail.com

https://www.vidapastoral.com.br/roteiros/1o-de-novembro-todos-os-santos-e-santas-3/

4.3-HOMILIA DO 31° DOMINGO DO TEMPO COMUM – SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS

 

4.3-HOMILIA DO 31° DOMINGO DO TEMPO COMUM – SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS


SANTIDADE: A VOCAÇÃO COMUM A TODOS OS FILHOS DE DEUS

 

“Vi uma multidão imensa de gente de todas as nações, tribos, povos e línguas”. (Ap. 7,9).

 

Amados irmãos e amadas irmãs!

 

         Na casa do meu avô, lar onde fui criado, catequizado e evangelizado, vivi rodeado de Bíblias, imagens sacras de santos, terços, rosários, livros de catequese e de teologia. Dentre tantos livros, um livro em especial sempre me acompanhou e foi meu companheiro diário ao lado da Bíblia. Era um livro já amarelado pelo uso cotidiano e pelo tempo. Ele se chamava “Um Santo Para Cada Dia”. Este livro reunia algumas das biografias dos inúmeros santos que a fé católica viu brotar em sua jornada de anúncio do Evangelho ao longo destes dois mil anos de história do cristianismo e de história da Igreja. Este livro me fez perceber que a santidade ou a santificação não era algo que um grupo privilegiado tinha recebido de Deus como um benefício especial. Os relatos biográficos dos santos me fizeram percebê-los como pessoas comuns que depositaram sua confiança na misericórdia divina e se mantiveram incólumes no desejo de caminhar ao lado de Jesus Cristo permanecendo firmes nesta convicção, mesmo em meio as inconstâncias da vida diária que muitas vezes nos levam a oscilar entre momentos de alegria e profunda tristeza, esperança e desespero, fé inabalável e fragilidade de fé.

         A liturgia da Palavra desta solenidade, celebrada em meio ao Dia do Senhor, deseja nos lembrar que a santidade não é um privilégio de alguns, mas sim a vocação comum a todos os seres humanos. Numa só festa, lembramos todos àqueles que abraçaram a fé e vivenciaram em suas vidas as Bem-aventuranças anunciadas por Jesus no Sermão da Montanha e, que não tiveram medo de alvejar suas vestes no sangue do Cordeiro, como nos fala a leitura do Livro do Apocalipse. Ao mesmo tempo que nos regozijamos com os nossos irmãos que já estão na glória sentimos a comunhão que nos une não apenas com todos que foram batizados em Cristo, mas também com aqueles homens do Antigo Testamento que hoje contemplam a presença de Deus no céu.

         Para além das imagens que podem suscitar uma boa interpretação teológica, a primeira leitura retirada do Livro do Apocalipse (Ap. 7,2-4.9-14), nos apresenta a esperança concretizada. João vê a santidade que foi plantada, regada, frutificada e colhida ao longo da história da salvação. As situações concretas da vida cotidiana são, às vezes, carregadas de sofrimento. Feliz é quem permanece fiel em momentos de angústia, de perseguição e crise. Em linguagem apocalíptica, feliz é quem alveja suas vestes no sangue do Cordeiro. Essa expressão significa assumir a veste nova do batismo em situação de perseguição, sofrimento e martírio, a ponto de se identificar com o Cristo crucificado. Os santos são aqueles cuja consciência de pertença a Cristo é tão forte, que os leva a tudo realizar por amor a Deus. O que alimenta as suas ações é o amor; o mesmo amor oblativo que moveu Jesus Cristo na oferta da própria vida na Cruz. Os membros desta inumerável multidão não estão mortos, mas vivos. Não são membros de um grupo fechado e elitista. Pertencem não somente a todas as nações, tribos, povos e línguas, como ainda a todas as religiões e confissões. Cada qual escutou, na vida, o apelo das Bem-aventuranças. Cada qual, segundo a sua vida e à sua maneira, respondeu ao convite do Senhor. Podemos dizer que no Dia de Todos os Santos, a Igreja apresenta a humanidade reunida na unidade.

         Por isto, na segunda leitura (1Jo. 3,1-3), ao escrever para uma de suas comunidades, o mesmo São João, lembra aos seus membros e fiéis que pela filiação divina todos recebemos a mesma vocação. O chamado de revelar ao mundo a santidade de Deus através de nossa própria santificação. Para João, se Deus, no seu imenso amor, faz de nós seus filhos, não nos pode abandonar. Por isto, em Jesus e na sua Ressurreição, contemplamos já o futuro de todos que pertencem à família divina: seremos semelhantes a Ele.

         Mas como alcançar a santidade?  As bem-aventuranças apresentadas hoje no Evangelho (Mt. 5,1-12a) são como que um “programa” a ser seguido para quem almeja alcançar a coroa da santidade. Elas são um caminho de benevolência que sintetiza o rosto do testemunho e do testamento espiritual do próprio Jesus de Nazaré. Pois, Ele, Cristo, é a fonte da santidade dos cristãos. As Bem-aventuranças foram primeiramente vividas por Jesus e, por isso, Ele se tornou o critério pelo qual discernimos se estamos vivendo ou não de acordo com a vontade de Deus. Por isto, as Bem-aventuranças representam uma vida ética que, quando vivida com seriedade, é capaz de renovar as pessoas e transformar a sociedade, como o demonstra a vida de todos os santos.

         Aos olhos do mundo hedonista, materialista, egoísta e que lucra com a guerra e a morte – e agora também com a mentira /notícia falsa –, ser pobre, manso, pacífico, suportar o sofrimento, privações e perseguições, ter fome e sede de justiça e ser defensor da paz, etc. não parece ser algo nobre ou admirável. Todavia, Jesus, pelo contrário, os proclama felizes. Ele os consola, os alimenta, chama-os de filhos de Deus, e os faz participantes do seu Reino.

         A primeira e a última Bem-aventurança por estarem regidas por verbos no tempo presente simbolizam algo que já foi alcançado e que pertence a quem as vive (“Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos céus” e “Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus”). Elas alimentam a esperança e a perseverança de quem vive as outras Bem-aventuranças que estão regidas pelos verbos no tempo futuro. Para Jesus, a pobreza não é apena uma situação econômico-social, mas também um valor religioso. Pobre é quem se apresenta diante de Deus com humildade, sem méritos pessoais, considerando a sua realidade de pecador, e, portanto, necessitado da misericórdia e do perdão divinos para ser salvo. Os que são perseguidos por causa da justiça, buscam uma sociedade diferente através da partilha e da solidariedade e, portanto, com melhores condições de vida para todos. Os que são perseguidos por causa da justiça são os mesmos pobres em espírito, pois ambos estão abertos para participar do projeto de Deus que é a construção da nova humanidade, baseada na justiça e na igualdade. E isso é o Reino de Deus.

         Viver a santidade ou a bem-aventurança é um desafio para almas fortes e generosas. Afinal, não é fácil ser pobre em espírito e no coração em um mundo que glorifica o poder, o ter e o domínio sobre os outros. Ser manso em um mundo agressivo e violento; ter e manter o coração puro diante da corrupção, luxúria e da ganância, buscar alcançar a paz enquanto tantos outros no mundo declaram a guerra.

         Contudo, contrariamente àquilo que encontramos nas biografias embelezadas por acontecimentos místicos e sobrenaturais, os santos não foram perfeitos. Os santos foram pessoas que peregrinavam em direção à perfeição que se completa ao se alcançar “a maturidade, a estatura de Cristo em plenitude” (Ef. 4,13).  São e foram peregrinos da vida quotidiana, a maior parte deles realizou feitos heroicos ou prodígios. Com certeza temos alguns que produziram realizações espetaculares na história da Igreja. Mas muitos outros, e podemos dizer na sua maioria, são os santos da simplicidade e vida discreta que viveram a santidade a partir de sua vida em família e nos limites de sua própria vida de fé e que faleceram na discrição da santidade conhecida apenas por Deus. Mas todos unanimemente apresentam um rosto com traços de Cristo. Encontramos em cada um dos santos e santas um mesmo perfil: Vidas que deixaram-se formar, modelar e se transformar por Cristo.

         A Santidade como nos lembrou outrora o Papa Bento XVI, é a realidade de uma família ligada por profundos laços de solidariedade espiritual, que une os fiéis defuntos aos vivos que peregrinam no mundo. Um vínculo misterioso, mas real, alimentado pela oração e pela participação nos sacramentos, principalmente da Eucaristia. No Corpo místico de Cristo as almas dos fiéis superaram a barreira da morte, intercedem umas pelas outras, realizam na caridade um íntimo intercâmbio de dons. É o que professamos no Credo sob o título de Comunhão dos Santos.

         Assim, neste dia, a Igreja nos convida, aqui no plano histórico e material a enxergar através do véu que nos separa do mundo transcendente e invisível, para que possamos antever o além para onde caminhamos: a perfeição e a plenitude do Corpo de Cristo, manifestada naqueles que já vivem os esplendores da intimidade com Deus. A felicidade de todos aqueles e aquelas que, como nós, caminharam e lutaram sobre a terra para edificar e fazer realizar o testamento espiritual de Cristo manifestado nas Bem-aventuranças: amor, justiça e paz.

         Roguemos a Maria Santíssima, aquela que permaneceu sempre fiel em seu sim a Deus, confiando na Graça e na Misericórdia.  E que todos os Santos que na humildade entregaram suas vidas ao serviço do anúncio do Evangelho intercedam e nos ajudem a sempre mais confiar na Graça de Deus e a buscar também a mesma santificação por Cristo, com Cristo e em Cristo! Amém!

 

Pe. Paulo Sérgio Silva.

Paróquia Nossa Senhora da Conceição – Farias Brito.

 

https://diocesedecrato.org/homilia-do-31-domingo-do-tempo-comum-solenidade-de-todos-os-santos/

5- LEITURAS PARA A SEMANA: DE 02/11 A 08/11 ORAÇÃO A TODOS OS SANTOS

 

5-  LEITURAS PARA A SEMANA: DE 02/11 A 08/11

ORAÇÃO A TODOS OS SANTOS

 

2- 2ª Finados (folheto próprio)

Jó 19,1.23-27ª;Sl 23(24),1-2.3-4ab.5-6 (R. cf. 6)

1Cor 15,20-24a.25-28;Lc 12,35-40

3- 3ª Fl 2,5-11 / Sl 21(22) / Lc 14,15-24

31ª Semana do Tempo Comum

4- 4ª Fl 2,12-18 / Sl 26(27) / Lc 14,25-33

São Carlos Borromeu, bispo, Memória

5-5ª Fl 3,3-8a / Sl 104(105) / Lc 15,1-10

6-6ª Fl 3,17–4,1 / Sl 121(122) / Lc 16,1-8

7-Sáb.: Fl 4,10-19 / Sl 111(112) / Lc 16,9-15

8-32º Domingo do Tempo Comum, Ano A

 

Sb 6,12-16; Sl 62(63),2.3-4.5-6.7-8 (R. 2b)

1Ts 4,13-18 ou mais breve 4,13-14;Mt 25,1-13

Oração a Todos os Santos

Ó Deus, Onipotente e Eterno,

Que pela força do teu Espírito Santo

Santificastes a vida de tantos fiéis

Que vos serviram ao longo de todos os tempos

E em todos os lugares,

Testemunhando a vossa grandeza, amor e bondade,

Fazei que, pela poderosa intercessão de Todos os Santos,

Que vós bem conheceis,

cheguemos nós também à graça da vida eterna junto de vós,

Na companhia de Vosso Santíssimo Filho Jesus Cristo,

Nossa Senhora e Todos os Santos e Santas.

Todos os Santos de Deus. Rogai por nós. Amém.

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