sábado, 21 de maio de 2022

A INTERNET NA VIDA SACERDOTAL

Um curso orienta seminaristas sobre a atitude que se deve ter no uso da rede

José Antonio Valera Vidal      

 

A imagem projetada é a de um jovem casal que está se olhando. Ambos estão tristes, enquanto ela reclama que lhe falta atenção. Em seguida, ele coloca a mão sobre a dela e vira-a de um lado para o outro, de modo mecânico, para depois fazer “dois cliques” como único carinho… O público ri. Com este pequeno vídeo de motivação – também de constatação – , foi inaugurado hoje o seminário “internet na vida do presbítero”, organizado pelo Instituto de Terapia Cognitivo Interpessoal de Roma e o Pontifício Colégio Internacional “Mater Ecclesiae”.

Serão dois dias para estudar os benefícios e também os riscos do uso da internet na formação dos seminaristas, bem como na forma como se deve lidar com os “novos” pecados dos usuários, que fizeram da “rede” um espaço desordenado para a sua vida afetiva, laboral e moral.

De acordo com a Dra. Michela Pensavalli, psicóloga e psicoterapeuta, bem como professora universitária e coordenadora do Instituto promotor do evento, é muito importante que a pessoa – neste caso o seminarista -, analise e se responda se é ou não “dependente” da Internet . Ou seja, se consegue dominar as emoções e impulsos que os sites e as redes sociais geram, seja quando se está conectado, como também quando se deve passar longos períodos off line.

Para a especialista, o domínio e o equilíbrio é vital, porque em uma sociedade “Tecnolíquida”, segundo a definição recente do psiquiatra italiano, Tonino Cantelmi, os diversos dispositivos podem manter as pessoas em uma conectividade permanente, onde é difícil distinguir os limites ou o tempo passado, em detrimento de outros fins ou obrigações.

A teoria do “tudo e rápido”                                                                    

Outro risco que o navegante moderno encontra, é a tendência a encurtar as coisas e evitar os encontros. Ou seja, se por uma mensagem de texto podemos explicar alguma coisa rapidamente, por que estender-se ou aprofundar? Ou pior ainda, se temos tantas plataformas de comunicação instantânea, para que encontrar-nos?

Também o usuário, na sua necessidade de estar conectado, pode perder a atenção do que as pessoas lhe falam, por exemplo, numa aula ou conferência, por estar pendente do modo rapidíssimo de como continuam a interagir os seus contatos e listas de interesses “lá fora”.

O fato de não poder se desconectar (switch off), já é um sinal de que deve ser observado… Porque nem hoje e nem no passado, foi possível estar num lugar e ao mesmo tempo em outro –fora – , não porque a internet não te deixe fazer isso, mas porque as normas básicas de convivência ou da vida comunitária te exigem. Mas para alguns – isso sim é de ontem e de hoje – , sua necessidade pessoal está por acima da dos demais, o que é um mau sinal…

O que mais oferece a Internet? Segundo a doutora Pensavalli, te oferece emoções – até mesmo fortes – relações – não sem perigos – , e te facilita as coisas para sair do “tédio”. Para outros, o tempo passa mais rápido conectando-se à rede, por tanto ajuda a evadir-se; enquanto que para um grupo de usuários é a porta entre o privado e o público, cuja chave se abre ou fecha de acordo com a conveniência ou a vontade.

Sobre isso, foi clara em advertir que, como emissor e dono das suas conexões de internet, o usuário se predispõe a evitar o que ele não gosta, e a eleger só aquilo que não lhe chateia; assim como selecionar o que não lhe coloque tenso e nem lhe faça refletir muito. Ou seja, a ambivalência toma conta da pessoa, e assim quando se vivem as relações humanas, e diante de uma situação real de convivência, em que se exige mais da mesma pessoa, chega-se a acreditar que é hora de “desligar a conexão” e basta…

Amizades perigosas

Tudo na internet parece tão fácil e acessível, que o usuário começa a clicar onde não deveria se aproximar nem um pouquinho, ou a “aceitar” convites de amigos que não tem nem a menor ideia de quem sejam.

Na internet todo mundo é igual, pelo menos, naqueles locais de acesso público e gratuito. Mas nem todos somos o mesmo, foi outra ideia da doutora Michela Pensavalli, pois as redes fazem surgir na pessoa o seu lado mais narcisista, exibicionista e sem dúvida, o voyeurista.

Somos assim nas relações cotidianas, por assim dizer, física? Na verdade não, de modo que o uso compulsivo da rede (líquido, sem padrões ou limites), às vezes nos obriga a mudar de atitude para interagir, de tal forma que aparecem também tendências patológicas …

Só para citar os graus mais baixos de cada tendência – porque os mais altos são para correr deles – , pode-se identificar o narcisismo só no fato de colocar a “melhor foto” no perfil de uma rede social, tanto faz se é antiga ou que não esteja de acordo com a realidade atual (foto sem camisa clerical, sem a família, no exterior).

No caso de exibicionismo, aí estão as conquistas ou os comentários expressos sem medida, só pelo fato de que podemos também incluí-los nas nossas contas, independentemente de se os outros querem tanto bombardeio “made em mim mesmo”.

E uma terceira tendência comentada pela especialista – não menos grave, dependendo da pessoa – é o voyeurismo, ou essa antiga obsessão por olhar sem que nos vejam; ainda que hoje em dia, graças à Internet, pode-se fazer de modo consentido, falsificado ou pago sem controles. Ela  alertou para o alto consumo do chamado “cybersexo”, que de acordo com dados dos EUA, no mundo, consome-se 3.000 dólares de pornografia por segundo.

É necessário considerar, portanto, o risco que significa que uma pessoa possa ser o oposto a si mesma na rede, distanciando-se dos seus princípios, obrigações e faltando com a confiança dos superiores. Pois muitas vezes estes toleram o uso da internet com a esperança de que ajude para aprofundar no estudo, para combater a distância recebendo mensagens dos familiares e amigos de bem, ou para dar os “primeiros passos” de uma futura e urgente pastoral na rede.

Uma conclusão clara foi que o mundo atual do ciberespaço, é um mundo onde se pode viver, mas cuidando a qualidade do uso que se faz e não deixando-se dominar pelos impulsos que este gera. E, assim com ontem, não confundir nunca o instrumento com a mensagem…

Fonte: Zenit

https://www.presbiteros.org.br/a-internet-na-vida-sacerdotal/

TENSÃO ENTRE RÚSSIA E UCRÂNIA

A tensão entre Rússia e Ucrânia tem motivações históricas e políticas. Os países compartilham diversos hábitos culturais e estão situados em uma zona conflituosa da Europa.

A fronteira entre Rússia e Ucrânia é um dos principais focos de tensão da atualidade.

A tensão entre Rússia e Ucrânia passa por diversos momentos da constituição dessas duas nações situadas no extremo Leste da Europa. A Ucrânia, que foi dominada pelo Império Russo no passado, foi parcialmente invadida pela Rússia no século atual. A tomada da Península da Crimeia pela Rússia em 2014 acirrou ainda mais os ânimos entre os dois países.

Resumo sobre a tensão entre Rússia e Ucrânia

·         A Rússia e a Ucrânia compartilham sua formação histórica, constituição política e cultura em diversos aspectos.

·         A Ucrânia foi dominada pelo Império Russo e, posteriormente, pela União Soviética. A independência ucraniana ocorreu somente em 1991.

·         A partir da sua independência, a Ucrânia se aproximou de nações ocidentais, nas áreas política, econômica e cultural.

·         A aproximação da Ucrânia com o Ocidente é vista com desconfiança pela Rússia, que teme a perda de uma importante área de influência.

·         A atual tensão entre Rússia e Ucrânia tem como um dos motivadores a invasão da Península da Crimeia ocorrida em 2014.

·         Atualmente, há milhares de soldados russos dispostos ao longo da fronteira leste ucraniana, cenário que gera receio de uma nova invasão do país.

·         A Ucrânia conta com o apoio de nações ocidentais, como os Estados Unidos e o Reino Unido, para impedir uma possível invasão russa.

Contexto histórico da tensão entre Rússia e Ucrânia

A tensão entre Rússia e Ucrânia deriva de motivações políticas, econômicas e culturais. Primeiramente, a Ucrânia abrange um território que foi ocupado ao longo do tempo por diversos povos. Um desses povos, chamado Rus, é considerado um elemento unificador entre populações de países como:

·         Belarus;

·         Rússia;

·         Ucrânia.

Assim, alguns formadores de opinião russos defendem que a Ucrânia faz parte do berço da nação russa. A Ucrânia, por sua vez, foi dominada pelo Império Russo e, posteriormente, pela União Soviética. Nessa época, especialmente durante o contexto soviético, a população ucraniana teve a sua liberdade reprimida, por meio da imposição de práticas culturais e linguísticas. Além disso, parte do período soviético ficou marcado na Ucrânia por um período de grande fome, que dizimou uma fração dos habitantes do país.

Ademais, a partir da independência da Ucrânia, no ano de 1991, houve uma aproximação desse país com as demais nações europeias. Um exemplo disso é o contexto econômico, como as tentativas da Ucrânia em participar da União Europeia (UE), e a questão política, pois a Ucrânia pretendia ingressar na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Esses pontos são vistos com desconfiança pela Rússia, que teme a influência ocidental naquela nação.

Por fim, há ainda a questão da invasão da península da Crimeia, parte do território ucraniano, ocorrida durante o ano de 2014. A Rússia, além de ter invadido essa área, oferece apoio às forças rebeldes presentes no leste da Ucrânia. Tal situação gera um clima bélico permanente que prejudica ambas as nações. Parte das províncias do leste ucraniano registraram grandes perdas econômicas e humanas ao longo do conflito.

Quais as causas da tensão entre Rússia e Ucrânia?

A tensão entre a Rússia e a Ucrânia tem como foco principal a aproximação dos ucranianos com as nações ditas ocidentais. O interesse da Ucrânia em participar de organizações como a União Europeia e a Otan suscitou na Rússia o temor de uma maior aproximação daquela nação com país considerados rivais pelo regime russo.

 Por que a Ucrânia tem tanta importância para a Rússia?

A Ucrânia possui grande importância para a Rússia, especialmente em termos geopolíticos, uma vez o país serve como “escudo” contra uma possível invasão do território russo. Assim, os russos enxergam a Ucrânia como um espaço fundamental para sua proteção, principalmente com relação aos países da Europa Ocidental, já que uma invasão terrestre da Rússia requer a mobilização de tropas e equipamentos pelo extenso território russo.

Tal cenário é amplificado por questões culturais, uma vez que para muitos russos, a Ucrânia é o berço da civilização russa. Esses laços culturais entre os dois países perpassam questões como:

·         idioma;

·         religião;

·         cultura.

Sendo assim, é fomentado entre os nacionalistas russos o desejo da formação de uma grande Rússia, fato que não é admitido pelos ucranianos.

Estados Unidos e a tensão entre Rússia e Ucrânia

A tensão entre Rússia e Ucrânia envolve diversos atores políticos em nível mundial e regional. Os Estados Unidos têm um papel determinante nesse contexto, pois são:

·         a maior potência econômica e militar do mundo, portanto muito influentes;

·         vistos como opositores da política externa russa.

Nesse sentido, a Ucrânia tem buscado apoio dos Estados Unidos e seus aliados com o intuito de fortalecer suas posições militares e políticas em um possível conflito contra os russos. Esse apoio é percebido, por exemplo, por meio da disponibilização estadunidense de armas e treinamentos para o exército ucraniano.

Ademais, os Estados Unidos veem no apoio à Ucrânia uma tentativa de enfraquecer as aspirações territoriais russas e, consequentemente, sua influência geopolítica regional. Tradicionalmente, a Rússia e os Estados Unidos são países com visões opostas, os quais têm gerado diversos focos de tensão ao longo do tempo, com destaque para o período da Guerra Fria.

Quais são as preocupações mundiais com a tensão entre Rússia e Ucrânia?

As preocupações mundiais com a tensão entre Rússia e Ucrânia estão diretamente relacionadas à possibilidade de que haja um grande conflito militar entre os dois países.

A Rússia, por um lado, tem um dos exércitos mais fortes do mundo e um número considerável de armas nucleares. Já a Ucrânia, por outro, modernizou a sua tropa com armas e equipamentos oriundos de países ocidentais. Portanto, um conflito entre ambas as nações tem o potencial de causar inúmeros prejuízos de ordem política, econômica e humana.

O exército ucraniano se modernizou nos últimos anos.

Há, ainda, a preocupação entre diversos países do globo de que um conflito entre Ucrânia e Rússia possa evoluir para uma guerra em nível regional e até mesmo mundial. Tal cenário fica evidenciado pelo apoio das nações ocidentais, como Estados Unidos e Reino Unido, à Ucrânia, assim como a possível entrada de países aliados à Rússia no conflito, como Belarus. Logo, um conflito assim tem potencial para envolver diversos países, de uma forma que pode dividir o mundo em dois grandes blocos, além de gerar grandes prejuízos para a humanidade.

Reflexos da tensão entre Rússia e Ucrânia no Brasil

A tensão entre a Rússia e a Ucrânia gera reflexos no Brasil. A questão requer do governo brasileiro uma tomada de posição, que envolve diversas esferas governamentais, além de interesses do país no exterior. Uma determinada postura do Brasil, seja qual for o lado apoiado, pode gerar graves consequências para sua economia e política externa.

O Brasil conta com uma expressiva comunidade de ucranianos, especialmente no estado do Paraná. Há também pequenos grupos de descendentes de russos em toda a região Sul brasileira. Nesse sentido, a tensão entre Rússia e Ucrânia gera apreensão entre as comunidades desses dois países no território brasileiro, uma vez que elas temem pelos parentes e amigos que ainda habitam suas nações de origem.

[1] Ron Adar / Shutterstock

Publicado por Mateus Campos

https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/tensao-entre-russia-e-ucrania.htm

SUGESTÃO DE LEITURA

1. Pentecostalismo na Igreja Católica

Frei Vicente Micallef OP(*)

selo: Blucher | 2010 - 1ª edição


A religião sempre ocupou um lugar especial na história da humanidade. Hoje, no início do século XXI, num mundo de ideologias arcaicas e modernas, de distância entre ricos e pobres, de tentativas pela paz tanto por ações terroristas quanto pelo diálogo, o fenômeno religioso ainda tem um lugar particular. Há uma sede de contato com Deus donde brotam o sentido, a paz e a felicidade. O ser humano busca uma resposta para o vazio religioso e social, experimentado no coração humano

Esta dissertação trata de uma análise do pentecostalismo como resposta no catolicismo, que havia deixado de atender o lado emocional do ser humano, visando a garantia de um contato pessoal do sagrado que traz felicidade. Este trabalho chama atenção sobre a entrada do pentecostalismo na Igreja Católica através da Renovação Carismática Católica. Mostra também como este Movimento usa as mesmas táticas dos pentecostais não-católicos para cativar os fiéis.

A pesquisa levou em consideração o estudo já feito por vários historiadores, teólogos e exegetas em Sagrada Escritura, e autores em outras ciências como psicologia, sociologia e antropologia. Tendo em vista estes aspectos, a dissertação desenvolve um estudo sobre a origem do evento do Pentecostes relatado por Lucas nos Atos dos Apóstolos e estuda os carismas na Igreja contemporânea a partir da teologia de Paulo.

Enfim, a dissertação apresenta uma crítica teológico-pastoral do pentecostalismo atual na Igreja Católica e traz uma proposta que abrange uma religião consciente, autêntica e mais humana segundo o Evangelho de Jesus Cristo.

____________

(*) Frei Vicente Micallef nasceu na ilha de Malta, no Mediterrâneo, em 1950. Ingressou na Ordem dos Frades Dominicanos em 1967, e estudou filosofia e teologia em Malta. Ordenado sacerdote em 1974, veio ao Brasil em 1978 para servir o povo de Deus e conhecer um novo modelo de igreja. Nos 31 anos no Brasil, exerceu a missão de pároco em três paróquias no Paraná e São Paulo, formador dos novos dominicanos (mestre de noviços e de professos), professor, trabalho pastoral com casais e jovens, e outros. Atualmente ele é prior provincial dos Dominicanos no Brasil. Obteve o mestrado em ciências da religião na PUC-SP.

https://www.blucher.com.br/pentecostalismo-na-igreja-catolica_9788561209810

 

2. Como ler os Atos dos Apóstolos

O caminho do Evangelho

Ivo Storniolo

O livro dos Atos dos Apóstolos é a continuação do evangelho de Lucas, mostrando o caminho do anúncio cristão desde Jerusalém até os extremos da terra, como vem especificado em At 1,8. É, portanto, o livro do Espírito, o mesmo que estava em Jesus e o levou à missão. Esse Espírito estará agora com os apóstolos e os levará a continuar a palavra e a ação de Jesus, ou seja, o testemunho. É o Evangelho penetrando em todos os tempos e lugares.

https://www.paulus.com.br/loja/como-ler-os-atos-dos-apostolos-o-caminho-do-evangelho_p_590.html?gclid=Cj0KCQjwgYSTBhDKARIsAB8Kukv6tYiOhbrI1JzUm1R-mwDPNtsa8AaqZsFbffsB953vn31uUxpkCqcaApS7EALw_wcB

sábado, 14 de maio de 2022

SEJA BEM-VINDO!

DOMINGO, 15 DE MAIO DE 2022

QUINTO DOMINGO DA PÁSCOA – ANO C

Dou-vos um mandamento novo, diz o Senhor:  amai-vos uns aos outros como eu vos amei (Jo 13,34).

OLÁ: PRA COMEÇO DE CONVERSA...                                        

1- Liturgia do 5.º Domingo da Páscoa – Ano C

O tema fundamental da liturgia deste 5 º Domingo de Páscoa é o amor: «Nisto conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros.» O distintivo dos seguidores de Jesus é o amor fraterno, a capacidade de amar até ao dom total da vida.

Neste domingo somos convidados a testemunhar o amor a Deus e ao próximo. Ele é quem identifica os seguidores de Jesus, ou seja, a capacidade de amar até o dom total da vida como Cristo nos amou. O novo mandamento: "amai-vos uns aos outros, como eu vos amei", é fundamento da nova comunidade. Ela deve se entregar como seu Mestre e Senhor cumprindo a vocação para a qual foi chamada: viver a santidade testemunhando o amor de Deus no mundo.

Palavras e gestos identificam cada pessoa. Colocando amor verdadeiro em tudo o que diz e faz, o batizado é reconhecido como discípulo missionário de Cristo, fiel a Ele em qualquer situação, comprometido na construção de “um novo céu e uma nova terra”.

02- A novidade do mandamento do Amor

A “novidade” do mandamento do amor O Evangelho de hoje leva- -nos ao Cenáculo, para nos fazer ouvir algumas das palavras que Jesus dirigiu aos discípulos no “discurso de despedida”, antes da sua Paixão. Depois de ter lavado os pés aos Doze, Ele lhes diz: «Dou-vos um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Assim como Eu vos amei, também vós deveis amar-vos uns aos outros» (Jo 13, 34). Mas em que sentido Jesus chama “novo” este mandamento? Porque sabemos que já no Antigo Testamento Deus tinha ordenado aos membros do seu povo que amassem o próximo como a si mesmos (cf. Lv 19, 18). A quantos lhe perguntavam qual fosse o maior mandamento da Lei, o próprio Jesus respondia que o primeiro é amar a Deus com todo o coração e, o seguindo, amar o próximo como si mesmo (cf. Mt 22, 38-39). Então, qual é a novidade deste mandamento que Jesus confia aos seus discípulos? Porque o chama “novo mandamento”? O antigo mandamento do amor tornou-se novo porque foi completado com este acréscimo: “Assim como Eu vos amei”, “Amai-vos assim como Eu vos amei”. A novidade está totalmente no amor de Jesus Cristo, aquele com o qual Ele deu a vida por nós. Trata-se do amor de Deus, universal, incondicional e ilimitado, que encontra o ápice na Cruz. Naquele momento de extremo abaixamento, naquele instante de abandono ao Pai, o Filho de Deus mostrou e ofereceu ao mundo a plenitude do amor. Voltando a pensar na Paixão e agonia de Cristo, os discípulos entenderam o significado daquelas suas palavras: “Assim como Eu vos amei, também vós deveis amar-vos uns aos outros”. (Papa Francisco, oração Regina Coeli, 19/5/2019).

https://www.diocesedeerexim.org.br/painel/admin/upload/revistas_pdf/rev-346-5-missas_maio_2022.pdf

3- Sínodo dos Bispos 2021-2023

Estamos vivenciando o Sínodo dos Bispos. Ele foi convocado pelo Papa Francisco. Nossa Igreja Diocesana participou pelo processo de escuta através de uma pesquisa realizada no site diocesano. Agora é o momento de enviar a síntese para a Equipe Nacional e esta encaminhará para a Santa Sé. Acompanhemos com nossas orações. - Sobre a logomarca do Sínodo dos Bispos: Uma grande árvore majestosa, cheia de sabedoria e luz, atinge o céu. Sinal de profunda vitalidade e esperança, exprime a cruz de Cristo. Traz a Eucaristia, que brilha como o sol. Os ramos horizontais se abrem como mãos ou asas e sugerem, ao mesmo tempo, o Espírito Santo. O povo de Deus não é estático: está em movimento, em referência direta à etimologia da palavra sínodo, que significa "caminhar junto". As pessoas estão unidas pela mesma dinâmica e respiram da Árvore da Vida, a partir da qual iniciam sua jornada. Essas 15 silhuetas resumem toda a nossa humanidade em sua diversidade de situações de vida, gerações e origens. Este aspecto é reforçado pela multiplicidade de cores vivas que são, elas próprias, sinais de alegria. Não há hierarquia entre essas pessoas que estão todas no mesmo nível: jovens, velhos, homens, mulheres, adolescentes, crianças, leigos, religiosos, pais, casais, solteiros, deficientes; o bispo e a freira não estão à frente deles, mas entre eles. Muito naturalmente, as crianças e depois os adolescentes abrem o caminho, referindo-se as palavras de Jesus no Evangelho: "Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e revelastes aos pequeninos". A linha de base horizontal: "Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão", vai da esquerda para a direita no sentido de uma marcha, sublinhando e reforçando-a, terminando com o título "Sínodo 2021-2023": o ponto culminante que resume tudo. A autora da logomarca é a francesa Isabelle de Senilhes, que mora em Paris.

Fonte: https://www.cnbb.org.br/conheca-ossignificados-da-logomarca-do-sinodo-2023-lancada-pelo-vaticano/

SB SABENDO BEM DESTE DOMINGO E DESTA SEMANA

 

01- OLÁ! PRA COMEÇO DE CONVERSA...

1. Liturgia do 5.º Domingo da Páscoa – Ano C;

2. A novidade do mandamento do Amor;

3. Sínodo dos Bispos 2021-2023.

02- LEITURAS DA MISSA DO 5.º DOMINGO DA PÁSCOA- ANO C;

03- LITURGIA DA SEMANA DE 16 DE MAIO A 22 DE MAIO;

       04- REFLEXÃO DOMINICAL I: “EU VOS DOU UM NOVO MANDAMENTO:   QUE VOS AMEI UNS AOS OUTROS, ASSIM COMO EU VOS AMEI” (Jo 13,34);

05- REFLEXÃO DOMINICAL II: MANDAMENTO NOVO PORQUE JESUS É O MODELO;

06- CATEQUESE: A MISSA EXPLICADA - O SENTIDO DE CADA PARTE DA MISSA (II);

07- EDUCAÇÃO: A QUE SE DESTINA E EM QUE SENTIDO NOS INTERPELA;

08- REZAR EM FAMÍLIA: COMO A ESPIRITUALIDADE MARIANA DEVE SER VIVIDA EM FAMÍLIA?

09- AMOR À FARMÁCIA E AO PRÓXIMO: UMA HISTÓRIA INSPIRADORA;

10- ATUALIDADE: POR QUE O FANATISMO É PERIGOSO PARA INDIVÍDUOS E A SOCIEDADE;

11- EPISTEMOLOGIA DA CATEQUESE: FORMAÇÃO CRISTÃ E MISTAGOGIA NOS DOCUMENTOS DO VATICANO II;

12- SANTO AGOSTINHO E O MANDAMENTO NOVO;

13- SUGESTÃO DE LEITURA

1. Espiritualidade, amor e êxtase (Frei Betto);

2. Os obstáculos ao amor e à fé: o amadurecimento humano e a Espiritualidade Cristã (José Del-Fraro Filho).

Caro(a) Leitor(a) amigo(a):

O meu abraço fraterno e uma ótima semana a todos!

ACESSE SEMPRE O BLOG: sbsabendobem.blogspot.com e divulgue aos seus amigos, conhecidos e contatos nas redes sociais. Comente, faça sugestões. Agradeço!

Escreva para: sbsabedobem@gmail.com

# VACINAR É UM ATO DE AMOR!

EU CUIDO DE VOCÊ E VOCÊ CUIDA DE MIM
E DEUS CUIDA DE NÓS!


LEITURAS DA MISSA

5.º  DOMINGO  DA PÁSCOA  -  ANO C

PRIMEIRA LEITURA (At 14, 21b-27)

Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Naqueles dias, Paulo e Barnabé 21voltaram para as cidades de Listra, Icônio e Antioquia. 22Encorajando os discípulos, eles os exortavam a permanecerem firmes na fé, dizendo-lhes: “É preciso que passemos por muitos sofrimentos para entrar no Reino de Deus”. 23Os apóstolos designaram presbíteros para cada comunidade. Com orações e jejuns, eles os confiavam ao Senhor, em quem haviam acreditado. 24Em seguida, atravessando a Pisídia, chegaram à Panfília. 25Anunciaram a palavra em Perge, e depois desceram para Atália. 26Dali embarcaram para Antioquia, de onde tinham saído, entregues à graça de Deus, para o trabalho que haviam realizado. 27Chegando ali, reuniram a comunidade. Contaram-lhe tudo o que Deus fizera por meio deles e como havia aberto a porta da fé para os pagãos.

- Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

SALMO 144(145)

Bendirei o vosso nome, ó meu Deus, / meu Senhor e meu Rei para sempre.

1. Misericórdia e piedade é o Senhor, * Ele é amor, é paciência, é compaixão. / O Senhor é muito bom para com todos, * sua ternura abraça toda criatura.

2. Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem * e os vossos santos com louvores vos bendigam! / Narrem a glória e o esplendor do vosso reino * e saibam proclamar vosso poder!

3. Para espalhar vossos prodígios entre os homens * e o fulgor de vosso reino esplendoroso. / O vosso reino é um reino para sempre, * vosso poder, de geração em geração.

SEGUNDA LEITURA (Ap 21, 1-5a)

Leitura do Livro do Apocalipse de São João.

Eu, João, 1 vi um novo céu e uma nova terra. Pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. 2 Vi a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, de junto de Deus, vestida qual esposa enfeitada para o seu marido. 3 Então, ouvi uma voz forte que saía do trono e dizia: “Esta é a morada de Deus entre os homens. Deus vai morar no meio deles. Eles serão o seu povo, e o próprio Deus estará com eles. 4 Deus enxugará toda lágrima dos seus olhos. A morte não existirá mais, e não haverá mais luto, nem choro, nem dor, porque passou o que havia antes”. 5 Aquele que está sentado no trono disse: “Eis que faço novas todas as coisas”. Depois, ele me disse: “Escreve, porque estas palavras são dignas de fé e verdadeiras”.

- Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

ACLAMAÇÃO (Jo 13,34)

Aleluia, aleluia, aleluia.

Eu vos dou um novo preceito: / que uns aos outros vos ameis, / como eu vos tenho amado.

EVANGELHO (Jo 13, 31-33a.34-35)


P. O Senhor esteja convosco. T. Ele está no meio de nós.

P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

T. Glória a vós, Senhor.

P. 31Depois que Judas saiu do cenáculo, disse Jesus: “Agora foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele. 32Se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo, e o glorificará logo. 33Filhinhos, por pouco tempo estou ainda convosco. 34Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. 35Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros”.

- Palavra da Salvação. T. Glória a vós, Senhor.

LITURGIA DA SEMANA: DE 16 DE MAIO A 22 DE MAIO

 


Dia 16, 2ªf: At 14,5-18; Sl 113B(115); Jo 14,21-26;

Dia 17, 3ªf: At 14,19-28; Sl 144(145); Jo 14,27-31a;

Dia 18, 4ªf, São João I: At 15,1-6; Sl 121(122); Jo 15,1-8;

Dia 19, 5ªf: At 15,7-21; Sl 95(96); Jo 15,9-11;

Dia 20, 6ªf, São Bernardino de Sena: At 15,22-31; Sl 56(57); Jo 15,12-17;

Dia 21, sáb.: At 16,1-10; Sl 99(100); Jo 15,18- 21;

Dia 22, Dom., 6º da Páscoa: At 15,1-2.22-29; Sl 66(67); Ap 21,10-14.22-23; Jo 14,23-29 (Espírito Santo e paz).

 

REFLEXÃO DOMINICAL I

“Eu vos dou um novo mandamento: que vos ameis uns aos outros assim como eu vos amei.” Jo 13, 34

Jesus pronunciou estas palavras ao final da última ceia e seguramente os discípulos não a haviam entendido em sua profundidade. Eles ainda não sabiam nada sobre o mistério da cruz. Não podiam imaginar até que ponto Jesus estava disposto a amá-los.

Escutando aquelas palavras, naquela noite de festa, no banquete de Páscoa, acredito que haviam dito: faremos isso muito bem! Amaremos como nos amou. Haviam recordado os momentos bonitos que haviam vivido juntos naqueles anos. Ou ainda, pensavam que também eles deveriam fazer alguma festa para seus amigos, que deveriam convidá-los para partilhar de suas alegrias... Quando naquela mesma noite Jesus foi preso pelos soldados, os discípulos foram tomados pelo medo e pelo pânico e todos fugiram... E Jesus até os ajudou a fugir... Se é a mim que quereis, deixem que eles se vão. Ali apenas começava a grande prova de amor que Jesus queria lhes dar... Jesus estava disposto a dar sua vida por seus amigos. Estava disposto a permitir que o torturassem... Estava disposto a levar a cruz em seus ombros... Estava disposto a ser escravo em uma cruz... Estava disposto a perdoar a todos os que o haviam feito mal... Estava disposto a dar até o seu espírito... Estava disposto a deixar que abrissem seu coração com uma lança. Estava disposto a entregar até a sua última gota de sangue... E tudo isso para dizer que seu amor era assim, capaz de não pensar em si mesmo, e se dar completamente, capaz de amar até o fim, até se anular completamente.

Os discípulos, ainda que tenham fugido, souberam de tudo o que havia acontecido. Mas naqueles dias estavam com tanto medo, tão transtornados que seguramente nem conseguiam pensar direito nos acontecimentos da cruz... É somente quando se encontram com Cristo ressuscitado uma, duas, três e muitas vezes, que lentamente vão perdendo o medo, e começam a recordar, refletir e entender muitas daquelas palavras que Jesus lhes havia dito antes. A ressurreição de Cristo enchia de luz cada uma de suas palavras ditas anteriormente. Agora eles podiam compreender o que antes parecia um enigma. Agora eles podiam entender o novo mandamento. O mandamento antigo era: Ama teu próximo como a ti mesmo! Este era já um mandamento bastante exigente, pois cada um acredita que tem mais direito que os demais. Nosso egoísmo nos faz muito generosos conosco mesmos e muito exigentes com os demais. Mas, do mesmo modo o critério do amor neste caso, ao final, sou sempre eu. Agora Jesus lhes havia dito: meus discípulos devem assumir um novo critério para o amor. Eu vos dou um mandamento novo: amai-vos uns aos outros como eu vos amei. Agora o critério não é mais: devo amar aos demais tanto quanto me amo. O critério agora é Jesus Cristo, devo amar como ele me amou, isto é, até o estremo, dando minha vida por meus amigos.

Quem ama aos demais como ama a si mesmo, já faz uma grande coisa, mas não será capaz de dar a vida, de aceitar até uma injustiça, não será capaz de se sacrificar pelos outros, pois o critério será sempre o amar a si mesmo... Mas quando o critério é Jesus Cristo, o amor se transforma em algo muito mais exigente.

Que Cristo ressuscitado nos de a graça do Espírito Santo, e que ele nos ensine a amar como Ele nos amou...

O Senhor te abençoe e te guarde

O Senhor te faça brilhar o seu rosto e tenha misericórdia de ti.

O Senhor volva seu olhar carinhoso e te de a PAZ.

Frei Mariosvaldo Florentino, Capuchinho.

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REFLEXÃO DOMINICAL II

MANDAMENTO NOVO PORQUE JESUS É O MODELO

- Nestes últimos domingos do Tempo Pascal, voltamos a escutar os diálogos de Jesus com os apóstolos na última ceia, narrada pelo Evangelho de João. No texto de hoje, Jesus anuncia a traição de Judas e quando este saiu do Cenáculo, Jesus afirmou: "Agora foi glorificado o Filho do homem, e Deus foi glorificado nele". O verbo "glorificar" aparece repetido cinco vezes neste pequeno texto. Com isto Jesus ensina-nos que vai sofrer, mas a sua Paixão será gloriosa.

 - Jesus, como um pai, faz o seu testamento de despedida e recorda o que é essencial em poucas palavras: "Dou-vos um mandamento novo, amai-vos uns aos outros como eu vos amei. Por este sinal todos conhecerão que sois meus discípulos".

- "Um mandamento novo": novo pela universalidade do amor que Jesus recomenda em favor de todos os homens, inclusive os inimigos; novo porque Jesus é o modelo: "amai-vos como Eu vos amei". Daí a importância do amor fraterno que Jesus equiparou ao amor de Deus. O sinal que distinguirá os seus seguidores será a caridade fraterna. Além disso, é novo o mandamento porque este amor nasce no contexto da Última Ceia em que Jesus fala na Nova Aliança no seu Sangue derramado por todos, homens e mulheres. Não é uma obrigação imposta, mas um dom concedido gratuitamente aos que acreditam em Jesus. Desta benevolência recebida na mesa da comunhão brota o amor cristão a Deus e ao próximo. O amor, juntamente com a fé, constitui o fundamento do cristianismo. - A proposta cristã resume-se no amor. É o amor que nos distingue, que nos identifica; quem não aceita o amor, não pode ter qualquer pretensão de integrar a comunidade de Jesus. Nos dias de hoje falar de amor pode ser equívoco. A palavra "amor" é muito usada para definir comportamentos egoístas, interesseiros, que usam o outro, que fazem mal, que limitam horizontes, que roubam a liberdade. Mas o amor de que Jesus fala é o amor que acolhe, que se faz serviço, que respeita a dignidade e a liberdade do outro, que não discrimina nem marginaliza, que se faz dom total (até à morte) para que o outro tenha mais vida. O amor de Jesus é a face misericordiosa do Pai.

- A Leitura do Apocalipse nos apresenta a nova criação e a nova Jerusalém. A última palavra sobre a História não é a destruição, mas a restauração da pureza inicial. O mundo embriagado pelo poder e pela cobiça é representado por "Babilônia" que foi destruída (cf. Ap 18,21-14). Mas Deus permanece conosco: o Emanuel. É a nova criação, as núpcias de Deus com seu povo. Esta cidade nova, onde encontra lugar o povo vitorioso dos "santos", designa a Igreja, vista como comunidade escatológica, transformada e renovada pela ação salvadora e libertadora de Deus na história.

- É bom pertencer à Igreja Católica, com os seus dogmas e tradições, com a sua organização e estruturas. É bom ir à Missa, recitar o Credo, participar nas celebrações e nas orações. É bom darmos esmola. É bom trazer ou ter em casa objetos religiosos, como cruzes, imagens, medalhas. No entanto, tudo isso são apenas sinais importantes. O verdadeiro sinal do cristão é o amor que nos constitui pessoalmente cristãos. O Pai nos ama e salva em Cristo e o Espírito Santo faz brotar em nós a vida nova no amor de Deus. Não podemos inventar outro sinal. Aceitemos o pedido de Jesus e vivamos o mandamento do amor.

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