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LITURGIA DA SOLENIDADE DA PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO DO SENHOR
- Aquele que vimos envolto em sangue, tomado
pelas dores da traição, do abandono e da morte na Sexta-feira, e que velamos no
silêncio do Sábado, agora proclamamos Ressuscitado, Vitorioso e Glorioso! "Eis o dia que o Senhor fez para
nós!"
- Na liturgia
de hoje, vemos que pela manhã, "quando ainda estava escuro", as
mulheres foram ao túmulo e encontraram-no aberto e vazio! Apavoradas, foram
contar a Simão Pedro. Ele foi também ao túmulo com o outro discípulo, aquele
que Jesus amava: viram as faixas de linho no chão e o túmulo vazio e voltaram
para contar a todos o que aconteceu.
- O primeiro
dia dessa nova humanidade começa com uma cena de caráter nupcial. A busca e o
encontro de Maria Madalena, figura da comunidade/ esposa, com Jesus, o
Messias/Esposo, no jardim, leva-nos de volta ao primeiro jardim da existência.
Deus continua tentando salvar a humanidade. Diz o texto que a noite não havia
terminado, era ainda trevas e Madalena tem pressa de chegar. Tal cena nos leva
também ao livro do Cântico dos Cânticos, em que a noiva procura o amado por
toda a rua desde a madrugada.
- Outro elemento chama a atenção neste
relato, o túmulo está vazio e os panos
estão dobrados. Na cultura judaica, quando o senhor da casa deixava o pano
que usava dobrado sobre a mesa durante a refeição, significava que ele iria
voltar para continuar sua refeição. Desse modo, o autor sagrado nos faz saber
que o Cristo que nos deixou naquela ceia para viver sua paixão e morte, agora
ressuscitado voltará para continuar a ceia com seus discípulos. Porém, dessa
vez, nada o deterá, pois seu corpo glorioso não está mais preso à fragilidade
humana.
- A
notícia da Ressurreição de Jesus mudou totalmente a nossa vida. Nós vivemos
pela fé na ressurreição e por ela somos cristãos, isto é, somos de Cristo e
estamos dispostos a seguir seus passos. Jesus entrou na glória do Pai e nós
continuamos sua missão aqui na terra. Ele não está mais preso ao nosso tempo e
espaço e não enfrenta nossa limitação. Ao entrar na glória, abriu-nos as portas
da eternidade. Ao atravessar o doloroso vale da morte, deu-nos vida nova.
Aquele que experimentou a derrota humana, tem agora o poder de nos dar a
vitória divina.
- Para nos fazer experimentar isso, deu-nos no Batismo o seu Espírito de
ressurreição e com este mesmo Espírito, nós também ressuscitaremos um dia.
Assim nos diz a carta aos colossenses: "Se ressuscitastes com Cristo,
esforçai-vos para alcançar as coisas do alto, onde Cristo está sentado à
direita de Deus!" Por isso, nesta
liturgia renovaremos nossa fé batismal.
- Vivamos uma vida nova em Cristo, pois
crer na ressurreição é viver com um olhar na Eternidade. Como Madalena e os
discípulos celebremos esta solenidade e busquemos fazer chegar a todos os
cantos da terra a notícia que Cristo Ressuscitou.
http://diocesedesaomateus.org.br/wp-content/uploads/2023/02/09_04_23-1.pdf
Na
Espiritualidade da Semana Santa a ressurreição de Jesus é o ponto culminante da
Semana Santa e do Ano Litúrgico.
Conforme
os relatos dos Evangelhos, a primeira pessoa a receber a comunicação de Cristo
ressuscitado foi Maria Madalena, a discípula que mais o amava.
A
fé cristã nos assegura que a meta da vida é a ressurreição. Porém os mistérios
de Deus não cabem em nossa capacidade de compreender.
O
apóstolo Paulo, ao explicar a ressurreição aos cristãos que tinham as mesmas
dúvidas que nós temos hoje, menciona muitas vezes, em várias cartas, que Cristo
transformará nosso corpo de morte e o fará semelhante ao seu corpo glorioso.
Mas
é no capítulo 15 da Primeira Carta aos Coríntios que ele escreve com mais
clareza: diz que o ato de enterrar o corpo de uma pessoa é como plantar uma
semente na terra. A semente apodrece para dar vida a uma planta da mesma
natureza dela.
Assim
é o corpo ressuscitado, é novo, nasce do corpo que morreu, não é o mesmo, mas
nasceu dele, como a planta nasce da semente.
É
a mesma pessoa, libertada de todos os limites e sofrimentos da vida humana e
transformada, pela graça de Deus, em pessoa plena, realizada, gloriosa e
totalmente feliz.
Com
a ressurreição, Deus completa, por seu amor, aquilo que ainda nos faltava para
sermos discípulos de Jesus e alcançarmos a santidade. Deus nos dá de presente
aquilo que nós não fomos capazes conquistar por nossas próprias forças.
E
esse presente é a salvação, obtida para nós pela morte de Jesus. O que nos cabe
na morte é aceitar o amor e deixar que ele nos transforme e nos faça santos
como Deus deseja.
http://www.pnslourdes.com.br/formacao/formacao-liturgica/espiritualidade-da-semana-santa/
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