6-O
que é o Tempo Pascal em que acabamos de entrar?
O Tempo Pascal é um
período litúrgico que dura cinquenta dias que são “como um só”:
“Os cinquenta dias
entre o Domingo da Ressurreição e o Domingo de Pentecostes devem ser celebrados
com alegria e júbilo, como se se tratasse de um só e único dia festivo, como um
grande Domingo”
(Normas Universais do Ano Litúrgico, nº 22).
O
Tempo Pascal começa na Vigília
Pascal, com a Ressurreição
de Cristo, e é celebrado durante sete semanas, até a vinda do Espírito Santo no
Domingo de Pentecostes (que
significa, em grego, “cinquenta dias”).
Esse
tempo litúrgico de imensa força e significado é uma profunda celebração da Páscoa de
Cristo, que passa da morte à vida – a palavra “Páscoa”, aliás,
significa precisamente “passagem”, conforme o sentido literal do termo na
tradição judaica. O Tempo Pascal é também a Páscoa da Igreja,
Corpo de Cristo, que passa para a Vida Nova do Senhor e no Senhor.
É
um tempo que prolonga a alegria inigualável da Ressurreição e aguarda, ao final
destes cinquenta dias, o dom do Espírito Santo na festa de Pentecostes.
Um
testemunho de Tertuliano, ainda no século II, já nos conta que, neste período,
não se jejua, mas se vive em prolongada alegria.
A
primeira das sete
semanas deste tempo litúrgico é a assim chamada “Oitava da Páscoa”, a
ser encerrada com o “Domingo da Oitava da Páscoa”. O termo “oitava” se refere ao
oitavo dia após a festa de referência – neste caso é a Páscoa, mas também
existem a Oitava de Pentecostes, da Epifania, de Corpus Christi, de Natal, da
Ascensão e do Sagrado Coração de Jesus, que são as “oitavas privilegiadas”,
além de outras oitavas consideradas “comuns” (como a da Imaculada Conceição e a
da solenidade de São José, entre outras) ou “simples” (como a de Santo Estêvão
e a dos Santos Inocentes, por exemplo). Todo o período compreendido entre a
festa principal e seu oitavo dia é considerado
como uma só celebração prolongada.
O “Domingo da Oitava da Páscoa” também
costumava ser chamado de Domingo “in
Álbis” (ou seja, domingo “vestido de branco”), já que, nesse dia,
os neófitos (novos batizados) depunham a túnica branca do batismo.
Popularmente, também já foi chamado de “Pascoela”,
ou “pequena Páscoa”, e, ainda, de “Domingo do Quasimodo”, devido às duas primeiras palavras
em latim (“quasi modo”)
cantadas no introito.
Desde
o ano 2000, este segundo domingo do Tempo Pascal recebe mais um nome: o de “Domingo da Divina Misericórdia”,
conforme a disposição de São João Paulo II após a canonização de Santa Faustina
Kowalska. É nesse dia que chega ao fim a Novena à Divina Misericórdia,
iniciada na Sexta-Feira Santa (saiba mais).
Dentro
desse riquíssimo tempo litúrgico, é celebrada no sétimo domingo de Páscoa a
festa da Ascensão
do Senhor – não mais necessariamente aos quarenta dias
após a Ressurreição, porque o sentido da celebração é mais teológico do que
cronológico. O período se encerra com a vinda do Espírito Santo, em Pentecostes.
A
unidade desta Cinquentena é destacada pelo Círio Pascal, que permanece aceso em
todas as celebrações até o Domingo de Pentecostes para expressar o mistério
pascal comunicado aos discípulos de Jesus.
É
com esta mesma intenção que se organizam as leituras da
Palavra de Deus nos oito domingos do Tempo Pascal: a primeira leitura é sempre dos Atos dos Apóstolos, o livro que
conta a história da Igreja primitiva e da sua difusão da Páscoa do Senhor. A segunda leitura muda conforme os ciclos,
podendo ser da primeira Carta de São Pedro, da primeira Carta de São João e do
livro do Apocalipse.
https://pt.aleteia.org/2017/04/17/o-que-e-o-tempo-pascal-em-que-acabamos-de-entrar/
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