. "10- DICAS DE LEITURA SOBRE A RESSURREIÇÃO DE JESUS
A ressurreição de Jesus é um tema central na tradição cristã e tem sido explorada em diversos livros ao longo dos séculos. Aqui estão alguns dos livros mais notáveis sobre o assunto:
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1"A Ressurreição de Jesus: Um Novo Ensaio Histórico" por N.T. Wright
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2"A Ressurreição de Jesus: Um Estudo do Novo Testamento e uma Defesa Apologética" por Gary R. Habermas e Michael R. Licona
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3"A Ressurreição de Jesus: Um Debate entre William Lane Craig e Gerd Lüdemann" por William Lane Craig e Gerd Lüdemann
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4"A Ressurreição: História e Teologia" por Wolfhart Pannenberg
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5"A Ressurreição de Jesus: Um Estudo Teológico" por Rudolf Bultmann
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6"Ressurreição: Interpretações Bíblicas e Teológicas" por Dale C. Allison Jr.
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7"A Ressurreição de Cristo: Uma Investigação Histórica" por Michael R. Licona
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8"A Ressurreição de Jesus: Uma Perspectiva Judaica" por Pinchas Lapide
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9"A Ressurreição dos Mortos" por G.E. Ladd
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10"A Ressurreição de Jesus: Uma Abordagem Sincrética" por Thomas Sheehan
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11"A Ressurreição de Jesus: Um Estudo Crítico" por Gerd Lüdemann
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12"A Ressurreição de Jesus: Um Estudo da Fé Cristã Primitiva" por Raymond E. Brown
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14- As provas da Ressurreição de Jesus
A Igreja não tem
dúvida em afirmar que a Ressurreição de Jesus foi um evento histórico e
transcendente. No §639 o Catecismo afirma: “O mistério da Ressurreição de Cristo
é um acontecimento real que teve manifestações historicamente constatadas, como
atesta o Novo Testamento. Já S. Paulo escrevia aos Coríntios pelo ano de 56: Eu
vos transmiti… o que eu mesmo recebi: Cristo morreu por nossos pecados, segundo
as Escrituras. Foi sepultado, ressuscitado ao terceiro dia, segundo as
Escrituras. Apareceu a Cefas, e depois aos Doze” (1Cor 15,3-4). O apóstolo fala
aqui da viva tradição da Ressurreição, que ficou conhecendo após sua conversão
às portas de Damasco.
O
primeiro acontecimento da manhã do Domingo de Páscoa foi a descoberta do
sepulcro vazio (cf. Mc 16, 1-8). Ele foi a base de toda a ação e pregação dos
Apóstolos e foi muito bem registrada por eles. São João afirma: “O que vimos,
ouvimos e as nossas mãos apalparam isto atestamos” (1 Jo 1,1-2). Jesus
ressuscitado apareceu a Madalena (Jo 20, 19-23); aos discípulos de Emaús (Lc
24,13-25), aos Apóstolos no Cenáculo, com Tomé ausente (Jo 20,19-23); e depois,
com Tomé presente (Jo 20,24-29); no Lago de Genezaré (Jo 21,1-24); no Monte na
Galiléia (Mt 28,16-20); segundo S. Paulo “apareceu a mais de 500 pessoas” (1
Cor 15,6) e a Tiago (1 Cor 15,7).
São Paulo atesta que Ele “…ressuscitou ao
terceiro dia, segundo as Escrituras, e foi visto por Cefas, e depois pelos
Onze; depois foi visto por mais de quinhentos irmãos duma só vez, dos quais a
maioria vive ainda hoje e alguns já adormeceram; depois foi visto por Tiago e,
em seguida, por todos os Apóstolos; e, por último, depois de todos foi também
visto por mim como por um aborto” (1 Cor 15, 3-8).
“Deus ressuscitou esse Jesus, e disto nós
todos somos testemunhas” (At 2, 32), disse São Pedro no dia de Pentecostes.
“Saiba com certeza toda a Casa de Israel: Deus o constituiu Senhor (Kýrios) e
Cristo, este Jesus a quem vós crucificastes” (At 2, 36). “Cristo morreu e
reviveu para ser o Senhor dos mortos e dos vivos” (Rm 14, 9). No Apocalipse,
João arremata: “Eu sou o Primeiro e o Último, o Vivente; estive morto, mas eis
que estou vivo pelos séculos, e tenho as chaves da Morte e da região dos mortos”
(Ap 1, 17s).
Toda a pregação dos Discípulos estava
centrada na Ressurreição de Jesus. Diante do Sinédrio Pedro dá testemunho da
Ressurreição de Jesus (At 4,8-12). Em At 5,30-32 repete. Na casa do centurião
romano Cornélio (At 10,34-43), Pedro faz uma síntese do plano de Deus,
apresentando a morte e a ressurreição de Jesus como ponto central. S. Paulo em
Antioquia da Pisídia faz o mesmo (At 13,17-41).
A presença de Jesus ressuscitado era a
manifestação salvífica definitiva de Deus, inaugurando uma nova era na História
humana; era a força dos Apóstolos. Jesus ressuscitado caminhou com eles ainda
quarenta dias e criou a fé dos discípulos e não estes que criaram a fé no
Ressuscitado.
A primeira experiência dos Apóstolos com
Jesus ressuscitado, foi marcante e inesquecível: “Jesus se apresentou no meio
dos Apóstolos e disse: “A paz esteja convosco!” Tomados de espanto e temor,
imaginavam ver um espírito. Mas ele disse: Por que estais perturbados e por que
surgem tais dúvidas em vossos corações? Vede minhas mãos e meus pés: sou eu!
“Apalpai-me e entendei que um espírito não tem carne nem ossos, como estais
vendo que eu tenho”. Dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. E, como, por
causa da alegria, não podiam acreditar ainda e permaneciam surpresos, disse-lhes:
“Tendes o que comer?” Apresentaram-lhe um pedaço de peixe assado. Tomou-o então
e comeu-o diante deles” (Lc 24, 34ss).
Os Apóstolos não acreditavam a principio na
Ressurreição do Mestre. Amedrontados, julgavam ver um fantasma, Jesus pede que
o apalpem e verifiquem que tem carne e ossos. Nada disto foi uma alucinação,
nem miragem, nem delírio, nem mentira, e nem fraude dos Apóstolos, pessoas
muito realistas que duvidaram a principio da Ressurreição do Mestre. A custo se
convenceram. O próprio Cristo teve que falar a Tomé: “Apalpai e vede: os
fantasmas não têm carne e osso como me vedes possuir” (Lc 24,39). Os discípulos
de Emaús estavam decepcionados porque “nós esperávamos que fosse Ele quem
restaurasse Israel” (Lc 24, 21).
Estes depoimentos “de primeira hora”,
concebidos e transmitidos pelos discípulos imediatos do Senhor, são argumentos
suficientes para dissolver qualquer teoria que quisesse negar a ressurreição
corporal de Cristo, ou falar dela como fraude. Esta fé não surgiu “mais tarde”,
como querem alguns, na história das primeiras comunidades cristãs, mas é o
resultado da missão de Cristo acompanhada dia a dia pelos Apóstolos.
Com os Apóstolos aconteceu o processo
exatamente inverso do que se dá com os visionários. Estes, no começo, ficam
muito convencidos e são entusiastas, e pouco a pouco começam a duvidar da
visão. Já com os discípulos de Jesus, ao contrário, no princípio duvidam. Não
creem em seguida na Ressurreição. Tomé duvida de tudo e de todos e quer tocar o
corpo de Cristo ressuscitado. Assim eram aqueles homens: simples, concretos,
realistas. A maioria era pescador, não eram nem visionários nem místicos. Um
grupo de pessoas abatidas, aterrorizadas após a morte de Jesus. Nunca chegariam
por eles mesmos a um auto-convencimento da Ressurreição de Jesus. Na verdade,
renderam-se a uma experiência concreta e inequívoca.
Impressiona também o fato de que os
Evangelhos narram que as primeiras pessoas que viram Cristo ressuscitado são as
mulheres que correram ao sepulcro. Isto é uma mostra clara da historicidade da
Ressurreição de Jesus; pois as mulheres, na sociedade judaica da época, eram
consideradas testemunhas sem credibilidade já que não podiam apresentar-se ante
um tribunal. Ora, se os Apóstolos, como afirmam alguns, queriam inventar uma
nova religião, por que, então, teriam escolhido testemunhas tão pouco
confiáveis pelos judeus? Se os evangelistas estivessem preocupados em “provar”
ao mundo a Ressurreição de Jesus, jamais teriam colocado mulheres como
testemunhas.
Os chefes dos judeus tomaram consciência do
significado da Ressurreição de Jesus, e, por isso, resolveram apaga-la: “Deram
aos soldados uma vultosa quantia de dinheiro, recomendando: “Dizei que os seus
discípulos vieram de noite, enquanto dormíeis, e roubaram o cadáver de Jesus.
Se isto chegar aos ouvidos do Governador, nós o convenceremos, e vos deixaremos
sem complicação”. Eles tomaram o dinheiro e agiram de acordo com as instruções
recebidas. E espalhou-se esta história entre os judeus até o dia de hoje” (Mt
28, 12-15). A ressurreição corporal de Jesus era professada tranquilamente pela
Igreja nascente, sem que os judeus ou outros adversários a pudessem apontar
como fraude ou alucinação.
Os Apóstolos só podiam acreditar na
Ressurreição de Jesus pela evidência dos fatos, pois não estavam predispostos a
admiti-la; ao contrário, haviam perdido todo ânimo quando viram o Mestre preso
e condenado; também para eles a ressurreição foi uma surpresa.
Eles não tinham disposições psicológicas para
“inventar” a notícia da ressurreição de Jesus ou para forjar tal evento. Eles
ainda estavam impregnados das concepções de um messianismo nacionalista e
político, e caíram quando viram o Mestre preso e aparentemente fracassado;
fugiram para não ser presos eles mesmos (Cf. Mt 26, 31s); Pedro renegou o Senhor
(cf. Mt 26, 33-35). O conceito de um Deus morto e ressuscitado na carne humana
era totalmente alheio à mentalidade dos judeus.
E a pregação dos Apóstolos era severamente
controlada pelos judeus, de tal modo que qualquer mentira deles seria imediatamente
denunciada pelos membros do Sinédrio (tribunal dos judeus). Se a ressurreição
de Jesus, pregada pelos Apóstolos não fosse real, se fosse fraude, os judeus a
teriam desmentido, mas eles nunca puderam fazer isto.
Jesus morreu de verdade, inclusive com o lado
perfurado pela lança do soldado. É ridícula a teoria de que Jesus estivesse
apenas adormecido na Cruz.
Os vinte longos séculos do Cristianismo,
repletos de êxito e de glória, foram baseados na verdade da Ressurreição de
Jesus. Afirmar que o Cristianismo nasceu e cresceu em cima de uma mentira e
fraude seria supor um milagre ainda maior do que a própria Ressurreição do
Senhor.
Será que em nome de uma fantasia, de um mito,
de uma miragem, milhares de fiéis enfrentariam a morte diante da perseguição
romana? É claro que não. Será que em nome de um mito, multidões iriam para o
deserto para viver uma vida de penitência e oração? Será que em nome de um
mito, durante já dois mil anos, multidões de homens e mulheres abdicaram de
construir família para servir ao Senhor ressuscitado? Será que uma alucinação
poderia transformar o mundo? Será que uma fantasia poderia fazer esta Igreja
sobreviver por 2000 anos, vencendo todas as perseguições (Império Romano,
heresias, nazismo, comunismo, racionalismo, positivismo, iluminismo, ateísmo,
etc.)? Será que uma alucinação poderia ser a base da religião que hoje tem mais
adeptos no mundo (2 bilhões de cristãos)? Será que uma alucinação poderia ter
salvado e construído a civilização ocidental depois da queda de Roma? Isto mostra
que o testemunho dos Apóstolos sobre a Ressurreição de Jesus era convincente e
arrastava, como hoje.
Na verdade, a grandeza do Cristianismo requer
uma base mais sólida do que a fraude ou a debilidade mental. É muito mais
lógico crer na Ressurreição de Jesus do que explicar a potência do Cristianismo
por uma fantasia de gente desonesta ou alucinada. Como pode uma fantasia
atravessar dois mil anos de história, com 266 Papas, 21 Concílios Ecumênicos, e
hoje com cerca de 4 mil bispos e 416 mil sacerdotes? E não se trata de gente
ignorante ou alienada; muito ao contrário, são universitários, mestres,
doutores.
Prof. Felipe Aquino
https://loja.cleofas.com.br/as-provas-da-ressurreicao-de-jesuse não está aqui, pois ressuscitou!"
Que o milagre da vida e o amor de
Cristo transbordem no seu coração nesta Páscoa. Páscoa é passagem, é vida nova.
Que a luz do Senhor guie seus
caminhos e traga paz infinita para sua vida. Páscoa é a vitória da vida sobre a
morte. Que a ressurreição de Cristo seja o lembrete diário de que nenhum túmulo
pode segurar as promessas de Deus para a sua vida.
Que o amor de Jesus, que se entregou
por nós, floresça em seu coração. Que nesta Páscoa você sinta a presença
renovadora do Espírito Santo em cada detalhe do seu dia.
Celebrar a Páscoa é celebrar a esperança. Que
a luz que emanou do sepulcro vazio ilumine seus caminhos e afaste qualquer
escuridão.
Uma Páscoa abençoada!
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