sexta-feira, 8 de maio de 2026

3- LITURGIA DO 6.º DOMINGO DA PÁSCOA-ANO A

 

1-   33-  LITURGIA DO 6.º DOMINGO DA PÁSCOA-ANO A

 

- Quem permanece fiel em Cristo, em sua palavra, não se desespera, mas preenche o coração com a verdadeira certeza de que somente o seu amor nos pode oferecer. A morte de Cristo inaugura uma nova forma de presença, que jamais acabará. A vida terrena de Jesus estava marcada por sua existência corporal, em um tempo e lugar. Ele tocou na concretude humana, experimentou as mesmas realidades nossas, com exceção do pecado. Porém, o tempo de Jesus encerrou, e agora ele volta para o Pai. A sua entrega é um ato de amor. O amor é imortal, permanece para sempre. E, assim, morrer é partir, ir ao encontro do Pai que nos ama e que, em um momento certo da história, que ninguém sabe o dia e a hora, tudo será renovado por completo. Enquanto isso não acontecer, guardar a palavra de Deus no coração e viver a caridade deverão ser tarefas constantes.

- Os Atos dos Apóstolos trazem a missão do diácono Filipe na Samaria, onde ele encontra uma grande alegria, diferente de Jerusalém, onde há perseguição. Em meio aos desafios de se viver a fé, acontece um renovado impulso à difusão do Evangelho, pois os samaritanos acolhem a Boa Nova. Desta forma, aqueles que eram tidos como inferiores pelos judeus são os que aderem com alegria o Cristo vivo em seu meio. Outro detalhe que nos chama atenção neste texto é a visita de Pedro e João. Na comunidade, irão orar por eles, impondo as suas mãos. Aqui temos um primeiro testemunho do rito da Confirmação, mediante a imposição das mãos sobre aqueles que tinham recebido o Batismo. Eles recebem essa força especial, conferida por aqueles que Jesus mesmo chamou e designou Apóstolos.

- O tempo da Páscoa é um momento forte da Igreja para cantar as maravilhas que Deus fez por todos. O salmista convida a todos a ver as obras do Senhor e seus prodígios, desde a libertação do povo cativo no Egito e, agora, a vida que vence a morte com a ressurreição de Jesus. São Pedro, na sua carta de hoje, lembra-nos que Cristo morreu uma única vez por nossa causa, por nossos pecados, para que, assim, todos fôssemos conduzidos a Deus. O Filho veio do Pai e agora volta ao Pai e nos leva junto com ele. A nova vida que se realiza vivendo no Espírito Santo é este convite de amor que o Pai nos apresenta e que exige sacrifícios e renúncias. Por isso, como irá dizer o Apóstolo, é preciso dar razões de nossa esperança, santificando o coração, suportando os males com mansidão, boa consciência, praticando o bem, a fim de vencer o mal com o auxílio do Espírito.

 - O Evangelho de João descreve este movimento trinitário que nos conduz a permanecer no amor divino. É o Filho e o Espírito Santo que nos auxiliam a não desanimar, mas que dão coragem no seguimento aos desígnios do Pai. Sem o amor por Jesus, vivido a partir da observância dos mandamentos, é impossível estar junto da Trindade e receber a sua defesa e consolação. "Se me amardes" é expressão que manifesta a condição para que o discípulo consiga vencer as dificuldades do seguimento que surgirão a cada momento. A verdade que liberta e salva é o próprio Paráclito que continuará a se oferecer em cada situação, para que, assim, os apóstolos não fiquem órfãos, abandonados à própria sorte, e se percam como ovelhas sem pastor. - O mandamento do amor deixado por Jesus é a experiência diária que transforma o coração do crente num lugar em que é possível encontrar a misericórdia que vem do alto. Cristo afirma que "quem acolheu os meus mandamentos e os observa, esse me ama. Ora, quem me ama, será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele" (Jo 14,21). Desta forma, cada um de nós pode ser este lugar da manifestação do amor de Deus e, para isso, teremos apenas que permanecer com o coração aberto à graça que vem do Pai constantemente. Ser fiel no amor é tarefa exigente, pois rompe com tudo aquilo que surge do coração do homem e atrapalha a realização do Reino de Deus.

- O Papa Leão XIV, em uma de suas audiências, dizia (12/11/2025): "Jesus amou-nos até ao fim, diz o Evangelho de João (cf. 13, 1). À medida que a Paixão se aproxima, o Mestre sabe bem que o seu tempo histórico está a chegar ao seu fim. Teme o que está por acontecer, experimenta o mais terrível tormento e abandono. A sua Ressurreição, ao terceiro dia, é o início de uma nova história. E os discípulos tornam-se irmãos plenamente, depois de tanto tempo a conviver, não apenas quando experimentam a dor da morte de Jesus, mas, sobretudo, quando O reconhecem como o Ressuscitado, recebem o dom do Espírito e tornam-se Suas testemunhas." Que a força do Espírito Santo ajude a discernir os caminhos e vencer os desafios do tempo presente.

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