quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

2- LITURGIA DA PALAVRA DO 5.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

  

 

2-2-          LITURGIA DA PALAVRA DO 5.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

 

Inclinemos nossos ouvidos e abramos nosso coração para acolher a Palavra que o Senhor mesmo nos diz.

 

PRIMEIRA LEITURA (Is 58,7-10)

 

 Leitura do Livro do Profeta Isaías.

 

Assim diz o Senhor, 7 reparte o pão com o faminto, acolhe em casa os pobres e peregrinos. Quando encontrares um nu, cobre-o, e não desprezes a tua carne. 8 Então, brilhará tua luz como a aurora e tua saúde há de recuperar-se mais depressa; à frente caminhará tua justiça e a glória do Senhor te seguirá. 9 Então invocarás o Senhor e ele te atenderá, pedirás socorro, e ele dirá: “Eis-me aqui”. Se destruíres teus instrumentos de opressão, e deixares os hábitos autoritários e a linguagem maldosa; 10se acolheres de coração aberto o indigente e prestares todo o socorro ao necessitado, nascerá nas trevas a tua luz e tua vida obscura será como o meio-dia.

 

 – Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

 

SALMO 111(112)

 

Uma luz brilha nas trevas para o justo, / permanece para sempre o bem que fez.

 

1. Ele é correto, generoso e compassivo, * como luz brilha nas trevas para os justos. / Feliz o homem caridoso e prestativo, * que resolve seus negócios com justiça.

2. Porque jamais vacilará o homem justo, * sua lembrança permanece eternamente. / Ele não teme receber notícias más: * confiando em Deus, seu coração está seguro.

3. Seu coração está tranquilo e nada teme, * ele reparte com os pobres os seus bens; / permanece para sempre o bem que fez * e crescerão a sua glória e seu poder.

 

SEGUNDA LEITURA (1Cor 2,1-5)

 

 Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.

 

1 Irmãos, quando fui à vossa cidade anunciar-vos o mistério de Deus, não recorri a uma linguagem elevada ou ao prestígio da sabedoria humana. 2 Pois, entre vós, não julguei saber coisa alguma, a não ser Jesus Cristo, e este, crucificado. 3 Aliás, eu estive junto de vós, com fraqueza e receio, e muito tremor. 4 Também a minha palavra e a minha pregação não tinham nada dos discursos persuasivos da sabedoria, mas eram uma demonstração do poder do Espírito, 5 para que a vossa fé se baseasse no poder de Deus, e não na sabedoria dos homens.

 

 – Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

 

ACLAMAÇÃO (Jo 8,12)

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Pois eu sou a Luz do mundo, quem nos diz é o Senhor; / e vai ter a Luz da Vida, quem se faz meu seguidor!

 

EVANGELHO (Mt 5,13-16)

 

P. O Senhor esteja convosco. T. Ele está no meio de nós.

 

 P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. T. Glória a vós Senhor.

 

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 13“Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Ele não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e ser pisado pelos homens. 14Vós sois a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte. 15Ninguém acende uma lâmpada, e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim, num candeeiro, onde brilha para todos que estão na casa. 16Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus”.

 

 – Palavra da salvação. T. Glória a vós, Senhor

0l03-LITURGIA DO 5.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

 

0l03-LITURGIA DO 5.º DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

 

A liturgia de hoje retoma a perspectiva da luz abordada no 3º Domingo. Contudo, há uma diferença: se lá o foco era o próprio Cristo como luz, hoje é o discípulo que é chamado a iluminar. Imediatamente percebemos isso na Primeira Leitura: aquele que pratica a caridade para com o próximo e deixa de lado a maldade brilhará como luz. Ser sal da terra e luz do mundo é fazer a diferença no meio em que vive. Ao mesmo tempo, observa-se que há aqueles que se destacam no sentido negativo. É o reverso do que Jesus propõe no Evangelho. Na própria comunidade de fé, encontram-se pessoas que são sal e luz: ajudam o próximo, trabalham em sintonia com demais membros, enfim, interessam-se verdadeiramente pela causa de Cristo. Por outro lado, há os que fazem a diferença para atrapalhar: os que fofocam, os que se sentem donos da comunidade, ou, ainda, aqueles que não abrem espaço para mais pessoas darem sua contribuição. Ofuscados pelo, brilho do próprio egoísmo, eles não conseguem ser a luz que Jesus pede e nem deixam outros sê-la. Ser luz, como o Evangelho nos apresenta, é o contrário da mentalidade deste mundo. Com efeito, muitos imaginam que o que torna a vida mais luminosa e saborosa é o prazer, a ostentação, o luxo e a erudição. Na verdade, é justamente o contrário: ser luz é ocupar-se com o que não tem valor aos olhos deste mundo, isto é, os fracos e os pequenos, muito valiosos para Deus. O cristão é aquele que possui “mau gosto”, porque se ocupa com aquilo que não é atraente para as vaidades humanas. A liturgia de hoje nos recorda a importância do “bom gosto” pelas coisas de Deus: à medida que são integradas em nosso modo de ser e agir, o mundo vai se tornando um lugar mais colorido e saboroso para se viver. Com relação ao sal, além de dar sabor, há outro uso: no mundo antigo, era empregado na preservação dos alimentos. Da mesma forma, o discípulo do Reino tornase sal quando as pessoas ao redor se voltam para o mal. Com efeito, os maus exemplos são abundantes em nossa sociedade e facilmente muitos se deixam arrastar por eles. Vale a pena ser honesto? É o que muitos se perguntam. Por outro lado, se todos resolvessem fazer maldades, o mundo entraria em colapso. Dessa maneira, o discípulo que é verdadeiramente sal, perseverando no bem, ajuda a preservar o mundo da corrupção. Apesar de fazerem diferença, o sal e a luz são discretos. De fato, o Papa Francisco recorda que, quando alguém se deleita com uma refeição, não diz que o sal está bom: apenas afirma que a comida está boa. Quando estamos em casa à noite, não dizemos que a luz é boa, mas apenas vivemos com ela. Essa dimensão “faz com que nós cristãos sejamos anônimos na vida”. Desse modo, “não somos protagonistas dos nossos méritos”. Isso recorda a humildade de Paulo: é por meio do poder do Espírito que seu ministério deu frutos (cf. 1Cor 2,4). Assim como ele, todos nós somos simples instrumentos, como o sal e a luz: embora não sejam expressamente elogiados, sem eles, não seria possível fazer a diferença. Que nossa comunidade possa ser cada vez mais uma Luz que brilha nas trevas para o Justo permanecendo para o bem que fizemos. (Igreja em Reflexão 2025 - CNBB)

https://cdn.diocesedecolatina.com.br/wp-content/uploads/2025/12/2170-08.02.2026-5o-Domingo-do-Tempo-Comum.pdf

IV- REFLEXÕES PARA O QUINTO DOMINGO DO TEMPO COMUM 4.1- VÓS SOIS O SAL DA TERRA E A LUZ DO MUNDO

 

 

0IIV-           REFLEXÕES PARA O QUINTO DOMINGO DO TEMPO COMUM

 

 

4.1- VÓS SOIS O SAL DA TERRA E A LUZ DO MUNDO

 

O Evangelho deste 5º Domingo do Tempo Comum dá continuidade ao grande discurso de Jesus no monte, logo após as bem-aventuranças. Depois revelar quem são os bem- -aventurados, Jesus dirige-se aos seus discípulos e os define com duas imagens simples e profundas: sal da terra e luz do mundo. Não se trata de um elogio, mas de uma missão e de uma responsabilidade que alcança todos os que creem nele. O sal conserva e dá sabor aos alimentos. Quando Jesus diz: “Vós sois o sal da terra”, ele nos convida a ser presença que dá sentido e sabor à vida. Em tempos em que muitos caminham sem rumo e sem esperança, o cristão é chamado a testemunhar que a vida tem sentido quando é iluminada pela sabedoria do Evangelho. Sem o tempero da fé, tudo se torna insosso; sem o sabor da Palavra, a existência perde alegria, cor e horizonte. O sal age de modo discreto — não aparece, mas todos percebem quando ele falta. Assim deve ser o discípulo: presente sem se impor, atuante sem buscar destaque, colocando o amor e a verdade de Cristo no coração do mundo. Ser “sal da terra” é impregnar o cotidiano com a alegria do Evangelho, é transformar silenciosamente as realidades humanas pela força do bem. Jesus também afirma: “Vós sois a luz do mundo.” A luz existe para iluminar, não para atrair olhares sobre si. O cristão é luz não para brilhar por vaidade, mas para refletir a luz de Cristo, ajudando os outros a enxergar melhor o caminho da fé, da justiça e da paz. Essa luz, que vem de Deus, deve atravessar nossas vidas e alcançar todos os espaços: nossos lares, trabalhos e comunidades. Quando o Evangelho é vivido com simplicidade e gestos concretos de misericórdia, o mundo se torna um pouco mais claro e mais humano. Cada palavra de encorajamento, cada gesto de perdão, cada atitude de cuidado é uma pequena chama acesa na escuridão. Neste domingo, Jesus nos recorda que a fé não é um tesouro para ser guardado, mas um dom para ser partilhado. Somos chamados a dar sabor e brilho à vida com o testemunho de quem encontrou em Cristo o verdadeiro sentido da existência. O mundo precisa de cristãos que, com humildade e coragem, sejam sinais visíveis da presença amorosa de Deus. Que o Espírito Santo nos ajude a conservar o sabor da fé e a manter acesa a luz do Evangelho em nossas famílias e comunidades, para que todos, ao verem nossas obras, glorifiquem o Pai que está nos céus.

 

Dom Carlos Silva, OFMCap Bispo Auxiliar de São Paulo Vigário Episcopal Região Brasilândia

https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Ano-50A-14-5o-DOMINGO-DO-TEMPO-COMUM.pdf

4.2- 8 de fevereiro – 5º DOMINGO DO TEMPO COMUM Por Junior Vasconcelos do Amaral* Que a vossa luz brilhe no mundo!

 

 

 

4.2- 8 de fevereiro – 5º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Por Junior Vasconcelos do Amaral*

Que a vossa luz brilhe no mundo!

I. INTRODUÇÃO GERAL

Movidos pelo desejo de sermos fiéis testemunhas de Jesus no mundo, vivenciando nosso batismo, encontramos na liturgia inspiração para viver a caridade fraterna: somos todos irmãos e irmãs neste mundo. Há quem esteja com fome e podemos dar-lhe de comer; ao nu, vestir; ao peregrino, acolher. Esta é a mensagem essencial da primeira leitura: testemunhar que somos libertos do pecado para servir nossos semelhantes. A segunda leitura evidencia que, na comunidade discipular, a Igreja, o que nos torna importantes e responsáveis não são nossas astúcias humanas, nossa inteligência e capacidade intelectual, mas a graça de Deus, que nos alcança a todos/as. A Igreja deve evangelizar não com o poder de seus braços ou a força de suas estruturas, mas com a graça de Cristo crucificado-ressuscitado, presente no meio de nós. Ser sal da terra, dando sabor às relações e às realidades que nos circundam, e iluminar a vida dos/as irmãos/ãs, sendo luz no mundo, testemunhando a verdade revelada por Deus, em Cristo, é a missão que o Evangelho nos impõe. O convite de Jesus é para que nossa luz brilhe no mundo em favor das pessoas e elas louvem a Deus por nós, que nos propomos servir e amar.

II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

 

1. I leitura (Is 58,7-10)

O profeta Isaías, no trito-Isaías – a última parte do livro –, convida o povo que voltou do exílio na Babilônia à caridade. É tempo de reconstruir a vida, pois o tecido social está esgarçado por inúmeras injustiças e egoísmos. Agora é novo tempo de voltar para Deus e sua Palavra normativa. Repartir o pão com o faminto é o primeiro ato de caridade, pois um corpo enfraquecido não consegue trabalhar e procurar justiça (v. 7). Cobrir o nu é outro gesto de caridade, para que não seja desprezada sua carne. Com tais gestos de amor, brilhará a luz do povo como uma manhã, a saúde se recuperará mais depressa (v. 8) e à frente caminhará a justiça – a tsedaqah, importante atributo de Deus, que é justo e deseja que todos cumpram sua justiça, se ajustem à medida do amor. Com isso, a glória do Senhor estará sobre seu povo, que cumpre seu mandamento. Trata-se da shequinah, em hebraico, é a kavod de Deus que desce sobre seu povo cumpridor de seu mandamento, de sua Lei.

Todo ato de justiça celebrado pelo povo, servo de Deus, que estava no exílio, agora servirá para que as pessoas possam confiar em Deus, pois ele as atenderá. Se pedirem socorro, Deus dirá: “Eis me aqui”. É preciso que Israel expurgue seus instrumentos de opressão e deixe hábitos autoritários, assim como a língua maldosa (v. 9). É preciso, ainda, acolher o indigente e prestar socorro ao necessitado. Tudo isso fará nascer nas trevas a luz do povo. A vida obscura, por ocasião do pecado, será como o meio-dia, luminoso (v. 10).

Para o profeta Isaías, bem como para muitos textos bíblicos, viver a caridade no âmbito da vida comunitária é uma forma extraordinária de alcançar a graça de Deus, que leva mais em consideração o que de bom o ser humano faz do que suas injustiças. Estas podem ser reparadas pelo amor, que é possível expressar mais por gestos concretos do que por palavras.

2. II leitura (1Cor 2,1-5)

Escrevendo à Igreja de Corinto, Paulo enfatiza que está anunciando a Jesus Cristo crucificado. Não se vale da própria retórica ou de linguagem humana, nem recorre aos prestígios da sabedoria humana, mas está anunciando o Senhor (v. 1-2). Paulo, assim, reconhece sua fraqueza, receio e temor. Não se apresenta aos coríntios com palavras grandiosas, com discursos eloquentes e sublimes, com filosofias elaboradas e coerentes, mas apresenta-se com toda a simplicidade para anunciar o paradoxo da cruz, a ação de um Deus impotente, que morreu numa cruz rejeitado por todos, sofrendo uma morte ignominiosa. Apesar de tudo, em Corinto nasceu uma comunidade cristã cheia de força e de fé. Paulo entende, pela experiência que faz do Espírito, que sua pregação não o traz como protagonista, para que ele próprio não se vanglorie (cf. 1Cor 1,31). Quem se gloria deve fazê-lo no Senhor. Deus é a razão de qualquer glória, e não o próprio apóstolo. Essa autoconsciência é formidável em Paulo, grande apóstolo entre os gentios, que infundiu em diversas comunidades a alegria do Evangelho e a certeza do querigma de Jesus Cristo morto e ressuscitado.

Paulo tem consciência de que seus discursos, mesmo que retóricos, não se valem da persuasão da sabedoria, mas da demonstração pneumatológica de Deus. Em seu Espírito, Deus sustenta e anima a pregação do apóstolo (v. 4). O que Paulo deseja, portanto, é que a fé vivida pelos irmãos e irmãs de Corinto se baseie no poder de Deus, e não na sabedoria dos homens (v. 5). Paulo é, para toda a Igreja de Corinto e para nós hoje, um exemplo de fé irrestrita em Deus, de quem confia no Senhor com senso de responsabilidade e participação, mas, ao mesmo tempo, com o sentimento de que aquilo que mais vale é a Providência divina, a qual não foi estéril em sua vida, mas abundante, eficaz e frutuosa.

3. Evangelho (Mt 5,13-16)

Ainda dentro do Sermão da montanha, o discurso inaugural no Evangelho de Mateus, encontramos Jesus ensinando seus discípulos e ouvintes. O Sermão da montanha apresenta as categorias fundamentais, à luz das bem-aventuranças (domingo passado), para que o/a discípulo/a possa pautar sua vida. Acerca das bem-aventuranças e do Sermão da montanha, o papa Francisco afirmou que são como um GPS que ajuda o cristão a seguir o caminho de sua vida, mostrando a direção fundamental do Reino de Deus, sua hegemonia sobre nós, homens e mulheres.

Na passagem deste domingo, Jesus utiliza-se de dois elementos naturais fundamentais, sal e luz, para falar metaforicamente como os discípulos devem ser e viver. O sal é um elemento natural importante, pois conserva os alimentos, dá sabor e equilibra, na medida certa, a pressão arterial. Ele é encontrado no mar. Este, por mais perigoso que seja, traz em si o sal que conserva nele a vida, como um ecossistema importante para o planeta. O sal é vital, mas na medida certa. Sem o sal, o alimento é insosso. Jesus diz: “Vós sois o sal da terra”. O sal deve estar na terra, e já não no mar. No mar, é algo comum; fora do mar, é exceção. Isto é, o sal é símbolo da preservação do sabor espiritual em meio ao mar da vida, no qual o cristão deve manter sua santidade, preservando a vida no confronto com o pecado, preservando seu sabor e saber que provêm de Deus. O mar é, nas Escrituras, sempre símbolo da incerteza. O sal na terra cumpre uma função específica de preservar e fertilizar. Em alguns rituais, usava-se o sal com o sentido de purificação. No Império Romano, os soldados recebiam, como parte de seu pagamento, um punhado de sal, donde o termo “salário”. Dessa maneira, cada cristão deve trazer em si o sal do sabor de Deus para preservar-se no mundo.

A luz é essencial à vida. Oriunda do Sol, é expressão da energia vital. Diz-se que, quando alguém nasce, vem à luz. Ela é essencial para que haja alimento para a vida humana. O primeiro ser criado por Deus, após o céu e a terra, foi a luz (cf. Gn 1,3). Na escuridão do mar do mundo, a luz é um farol que ilumina o caminho certo para os tripulantes desta travessia que é a vida. Ela é símbolo da verdade de Deus e de seu caráter. Segundo o apóstolo Paulo, em Fl 2,15, os cristãos são chamados a “resplandecer como astros no mundo”. Essa exortação pode ser entendida à luz de Mt 5,15: “Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas num candeeiro, onde brilha para todos os que estão na casa”. A casa é o mundo onde estamos, e nele nos cabe fazer brilhar a luz do Senhor, que nos iluminou no batismo para uma vida nova. Jesus chama seus discípulos a deixar sua luz brilhar diante dos homens, pois, se estamos unidos a ele, que é a luz do mundo (cf. Jo 8,22), então nos cumpre refletir no mundo seu amor por nós. As obras dos cristãos devem refletir a luz que os ilumina, que é Cristo, e esse testemunho será motivo de louvor a Deus, fonte e origem de toda luz.

III. PISTAS PARA REFLEXÃO

A comunidade pode refletir sobre sua missão neste mundo: ser sal e luz. Perceber que esta liturgia deriva, como a dos últimos domingos, do sacramento da iniciação à vida cristã, o batismo. Pelo batismo, todos somos chamados a iluminar o mundo com nosso testemunho. Aquele que preside a comunidade pode exortá-la a ser testemunha da caridade e do amor verdadeiro, ajudando a alimentar os que passam fome. A comunidade pode iniciar ou ampliar uma campanha de solidariedade com os empobrecidos e com aqueles que estão em situação de vulnerabilidade social. Convidar os membros da paróquia ou da comunidade a um gesto de solidariedade em favor dos que estão no esquecimento social: uma visita a um asilo ou orfanato, bem como a pessoas em situação de rua.

Junior Vasconcelos do Amaral*

*é presbítero da arquidiocese de Belo Horizonte-MG e vigário episcopal da Região Episcopal Nossa Senhora da Esperança (Rense). Doutor em Teologia Bíblica pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (Faje), realizou parte de seus estudos de doutorado na modalidade “sanduíche”, estudando Narratologia Bíblica na Université Catholique de Louvain (Louvain-la-Neuve, Bélgica). Atualmente, é professor de Antigo e Novo Testamentos na PUC-Minas, em Belo Horizonte, e desenvolve pesquisa sobre psicanálise e Bíblia. É psicanalista clínico. E-mail: jvsamaral@yahoo.com.br

https://www.vidapastoral.com.br/roteiros/8-de-fevereiro-5o-domingo-do-tempo-comum-2/

V- LEITURAS PARA A SEMANA DE 09/02 A 15/02 DE 2026 E ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES E ORAÇÃO PELA SAÚDE

 

 

 

01V-  LEITURAS PARA A SEMANA DE 09/02 A 15/02 DE 2026 E ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES E ORAÇÃO PELA SAÚDE

 

09- 2ª feira: 1Rs 8,1-7.9-13 / Sl 131 / Mc 6,53-56

10- 3ª feira: 1Rs 8,22-23.27-30 / Sl 83 / Mc 7,1-13

11- 4ª feira: 1Rs 10,1-10 / Sl 36 / Mc 7,14-23 – Nossa Senhora de Lourdes

12- 5ª feira: 1Rs 11,4-13 / Sl 105 / Mc 7,24-30

13- 6ª feira: 1Rs 11,29-32.12,19 / Sl 80 / Mc 7,31-37

14- Sábado: 1Rs 12,26-32.13,33-34 / Sl 105 / Mc 8,1-10

15- Domingo: Eclo 15,16-21 / Sl 18 / 1Cor 2,6-10 / Mt 5,17-37

 

ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES E ORAÇÃO PELA SAÚDE

T. Jesus, Mestre Divino, / que chamastes os Apóstolos a vos seguirem, / continuai a passar pelos nossos caminhos, pelas nossas famílias, / pelas nossas escolas / e continuai a repetir o convite a muitos jovens. / Dai coragem às pessoas convidadas. / Dai força para que vos sejam fiéis / como apóstolos leigos, / como presbíteros e diáconos, / como consagrados e consagradas, / para o bem do Povo de Deus / e de toda a humanidade. Amém

Oração pela Saúde

Pai Celestial, venho diante de Ti com um coração grato e confiante. Tu és o Grande Médico, Aquele que conhece cada célula do meu corpo e cada batida do meu coração. Senhor, peço que Tua mão curadora toque meu corpo, mente e espírito. Assim como Jesus curou os enfermos durante Seu ministério terreno, creio que Tu podes e queres me curar hoje. Lembro-me da mulher que tocou a barra das vestes de Jesus e foi curada instantaneamente (Marcos 5:25-34). Com essa mesma fé, aproximo-me de Ti. Peço que removas toda enfermidade, fortaleças meu sistema imunológico e restaures minha saúde por completo. Ajuda-me a cuidar do templo que é meu corpo, dando-me sabedoria para fazer escolhas saudáveis em minha alimentação e estilo de vida. Que eu possa glorificar-Te com minha saúde restaurada. Em nome de Jesus, Amém.

https://crentesabio.com.br/oracao-pela-saude/

06-SUGESTÕES DE CANTOS PARA O QUINTO DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A ENTRADA

 

 

 06-SUGESTÕES DE CANTOS PARA O QUINTO DOMINGO DO TEMPO COMUM- ANO A

ENTRADA

Tua voz me fez refletir- 1315

Te Amarei, Senhor-685

 

PERDÃO 

Confesso a Deus, Pai todo poderoso

Senhor tende piedade de nós

Outras  opções 

 

GLÓRIA

Glória, glória a Deus nas alturas  / Ô ô, glória  

Glória......... E paz na terra aos homens por Ele amados   

 

SALMO 111

Uma luz brilha nas trevas para o justo...

 

ACLAMAÇÃO

Aleluia,ide pelo mundo evangelho anunciar

Aclamemos a palavra do Senhor

Outras  opções 

 

OFERTÓRIO

Queremos oferecer-1512

Teu Sou=Eu não Sou Nada-422

Outras  opções 

 

SANTO 

Cantos do Santo

 

CORDEIRO

Cantos do Cordeiro

 

COMUNHÃO

A barca -206

Vou navegar-1513

Se calarem a voz dos profetas-1511

Vem,e eu mostrarei que o meu caminho-118

Tu és Minha Vida-507

 

PÓS COMUNHÃO

Caminhada

Vocação

 

FINAL

Nossa Missão

Tu és a razão da jornada-796

Outras  opções 

https://www.folhetosdecanto.com/2017/01/cantos-missa-5-domingo-comum-2017.html

07-REFLETINDO COM LINDOLIVO SOARES MOURA( * )

 07-REFLETINDO COM LINDOLIVO SOARES MOURA( * )


"ATÉ QUE A MORTE NOS SEPARE: O VÍNCULO CONJUGAL RESSIGNIFICADO À LUZ DA ORAÇÃO DE SÃO FRANCISCO"

 

                    [Parte VIII-01]

             "Onde  houver desespero,  que eu leve a esperança"

                [Atribuída a São Francisco de Assis]

ONDE HOUVER DESESPERO, QUE EU LEVE A ESPERANÇA!

Com o desespero real não se brinca - e isso se revela de maneira particularmente dramática no dia a dia da vida conjugal. É possível fazer humor com situações de pânico circunstancial: a estupefação de quem é apanhado “com a mão na massa” ocultando dinheiro nas partes íntimas, o espanto de quem é pego com a “boca na botija” saindo do motel com quem deveria ser apenas secretária ou secretário, ou o embaraço de quem é pego "no flagra" enviando mensagens suspeitas que resolvem fazer uma visita inesperada ao celular da pessoa errada. O susto é grande, o constrangimento é intenso, e o pânico chega a ser cômico, tal como souberam explorar com maestria os programas humorísticos Casseta & Planeta e Pânico na TV.

Mas, no dia a dia do casamento - onde a vida real pouco ou nada tem dos cenários artificiais dos reality shows - esse tipo de pânico é apenas a camada superficial de uma realidade muito mais profunda, sofrida e nem sempre perceptível. Aqui, o desespero real não se dissolve com risos, gargalhadas e, menos ainda, com ironias refinadas; pelo contrário, é implacavelmente sério e mordaz: corrói silenciosamente o interior do vínculo até alcançar as bases que lhe servem de sustentação. Instala-se como experiência que afeta não apenas os parceiros, individual e subjetivamente, mas também o próprio vínculo que os mantém unidos, afetiva e relacionalmente.

Levar esperança onde há desespero é, sem dúvida, uma missão das mais nobres e relevantes. Mas, quando se trata da invocação franciscana, uma curiosidade salta à frente: se o contrário de confiança é desconfiança, de honestidade é desonestidade e de lealdade é deslealdade, por qual razão Francisco prefere contrapor desespero à esperança, e não - o que seria de se esperar - desesperança? Com certeza, a escolha não é apenas semântica; uma hipótese plausível é que sua opção tenha sido deliberadamente proposital. Ela aponta para a intensidade dramática da experiência humana quando a esperança está ausente e o sofrimento se torna insuportável - isso gera não apenas desesperança; gera desespero - fazendo com que o viver deixe de ser escolha e passe a ser resistência.

Enquanto a desesperança sugere certa passividade, indiferença ou ausência de expectativa, o desespero, ao contrário, aponta para uma vivência carregada de angústia e tensão, que impõem um intenso bombardeio às emoções, pressionam a razão e exigem resposta imediata. Imagine, por exemplo, o drama vivido por quem se encontrava no interior das Torres Gêmeas, naquele fatídico onze de setembro: aguardar um socorro incerto, em meio às chamas cada vez mais intensas, ou tentar pôr fim ao sofrimento lançando-se a uma morte dramática e absolutamente certa? Em situações como essa, o desespero assume contornos extremos, deixando pouca margem à esperança, se é que ela ainda permanece em cena.

No plano espiritual, situações radicais de desespero podem precipitar o colapso da fé e a perda total do sentido da vida; a desesperança, nem tanto. Ao evocar o desespero, Francisco não se limita a indicar a mera falta de esperança; ele aponta para a urgência premente de um movimento interior capitaneado pela própria esperança, capaz de superar a incerteza, renovar a confiança e abrir caminho para a transformação. No vínculo conjugal, o desespero é o grito da alma diante da ameaça de ruptura iminente, que impõe confrontar e decidir sob pressão, ainda que essa seja a forma e o momento menos apropriados para qualquer tomada de decisão. Uma traição reiterada, por exemplo - quando ausente toda e qualquer demonstração de arrependimento sincero - não representa apenas a possibilidade de ruptura de um pacto e de uma aliança; antes, pode significar a dissolução do chão compartilhado por anos ou mesmo décadas, fazendo com que a intimidade se fragmente, a confiança se esfarele e cada olhar se transforme em suspeita ou acusação, expondo o coração a uma escolha dilacerante: suportar o insuportável ou admitir o colapso do vínculo.

Uma doença súbita ou um acidente que altera radicalmente a vida de um dos cônjuges pode ser suficiente para converter a convivência em um labirinto de medo e impotência, no qual o cuidado deixa de ser escolha livre e passa a ser fardo pesado, enquanto o tempo se estreita, o futuro se torna incerto e cada decisão pesa como se fosse um fardo. Também a derrocada da situação financeira - sobretudo quando acompanhada do isolamento social que costuma provocar - pode acabar transformando o cotidiano em um campo de tensões contínuas, onde a urgência corrói a serenidade, a vulnerabilidade expõe feridas antigas, e a pressão constante acaba inibindo tanto a ação quanto a disposição interior para enfrentar a realidade.

Todas essas experiências, entre outras, acabam expondo o vínculo a um estresse extremo, que o fragiliza, exaure e o aproxima perigosamente do fim. Em situações desse tipo, quando a fé e a esperança são escassas - ou, o que é ainda pior, estão ausentes - o desespero se apresenta muito menos como energia que impulsiona rumo à mudança, e muito mais como força que desestabiliza e fragiliza o que parecia blindado contra qualquer tipo de ameaça. Impõe-se, em tais momentos, a urgência de abrir caminhos que, respeitando e reverenciando o amor que permanece, permitam à vida reencontrar o equilíbrio, por mais delicada, dolorosa - e mesmo traumática - que se mostre a situação.

“Até que a morte nos separe”: se você passou pela dramática experiência de perder repentina e inesperadamente um filho ou o próprio parceiro, é natural que se pergunte por que tal experiência não foi incluída entre os exemplos que podem gerar desespero, apontados anteriormente. Adianto que isso não se deu por lapso de memória ou de percepção; seria quase imperdoável se assim acontecesse. Afinal, perder para sempre alguém que, além de nós mesmos, é a própria razão de ser de nossas vidas, talvez esteja entre as situações com maior potencial capaz de desestabilizar o vínculo conjugal e familiar. Aqui, não é apenas o chão que se desfaz, abrindo um abismo sob nossos pés; é o próprio mundo que parece ruir, sem direção, sem porto seguro, como se a pessoa perdesse a razão maior de continuar vivendo. E isso, claro, pode ser tremendamente desesperador.

Mesmo quando a fé e a esperança estão presentes, não raro também elas podem sofrer abalos profundos, que tanto podem fragilizá-las quanto fortalecê-las ainda mais. A dor de se perder quem mais se ama só é plenamente compreensível por quem já passou ou esteja passando pelo mesmo tipo de experiência. Exige coragem silenciosa para reconstruir sentidos e, mesmo na ausência irreversível, abrir caminhos que reverenciem o amor que permanece e permitam à vida restabelecer seu delicado, doloroso e, por vezes, traumático equilíbrio.

A morte física, repentina e inesperada, pode ser traumática para o casal - quando se trata de um filho ou filha - ou para o cônjuge, quando se trata do parceiro. Há, contudo, um tipo peculiar de “morte” que, sem ser necessariamente traumática, instaura na convivência conjugal não propriamente o desespero, mas a desesperança: refiro-me à morte do próprio vínculo, enquanto tal. Ariano Suassuna dizia que o otimista é um tolo, o pessimista é um chato e que o melhor é ser realista com esperança. Não há dúvida de que essa máxima se aplica a muitas dimensões da vida, inclusive ao vínculo conjugal. Também a afirmação atribuída a Abraham Lincoln - segundo a qual, “casamento não é céu nem inferno; é apenas purgatório” - parece, sob esse prisma, bastante razoável.

Sendo assim, a afirmação de que “aquilo que Deus uniu, o homem não separe” pode soar convincente para vocacionados ao celibato, mas altamente questionável quando aplicada ao vínculo conjugal. Humanos, frágeis, falíveis e imprevisíveis que somos - para mencionar apenas algumas de nossas limitações - a razoabilidade sugere que tratemos esse tipo singular de vínculo com respeito, antes de tudo, com coerência, em segundo lugar, e com a máxima compreensão, para completar a tríade. Spinoza diria que a compreensão basta, pois ela constitui a base tanto da fidelidade, por um lado, quanto do perdão, por outro. Ainda que possa parecer razoável almejar que o vínculo conjugal dure para sempre, até que a morte o separe, o realismo esperançoso adverte que haverá casos - talvez não tão raros quanto se imagina - em que será igualmente desejável, e até recomendável, que o vínculo tenha início, meio e fim, sem que seja exclusivamente a morte física a impor esse desfecho. A nosso ver, a “morte” do próprio vínculo é igualmente capaz de cumprir tal função. O que vem a ser essa “morte” e em que consiste a “desesperança” silenciosa que ela traz consigo - e que nem sempre culmina em desespero - será tema do segundo tópico da presente reflexão.

Obs.: Esta parte número oito, tópico 01, será completada pelo tópico 02, de mesmo título.… 

            (* ) Reflexão enviada por whatsapp pelo autor, de Vitoria (ES).

08- Tempestades, dívidas e urnas: O Brasil diante de 2026 PorImagem do AutorGaudêncio Torquato

 

 

08-   Tempestades, dívidas e urnas: O Brasil diante de 2026

PorImagem do AutorGaudêncio Torquato

O fim de ano se aproxima sob o impacto de chuvas torrenciais que castigam diversas regiões do país, revelando a fragilidade histórica da infraestrutura urbana e a incapacidade crônica do poder público de prevenir tragédias anunciadas. Mas, para além das águas que transbordam rios e invadem cidades, o Brasil enfrenta um outro dilúvio — o das incertezas políticas e econômicas, que se acumulam no horizonte nacional.

No plano político, o cenário permanece rigidamente polarizado. Mesmo mostrando cenários em que o presidente Lula leva vantagem, ganhando o pleito nos primeiro e segundo turnos, as pesquisas de opinião continuam a mostrar a intensa polarização que se arrasta desde as eleições de 2022, reproduzindo uma clivagem que deixou de ser apenas eleitoral para se tornar estrutural, emocional e identitária. Trata-se de uma divisão que bloqueia consensos mínimos, empobrece o debate público e transforma qualquer agenda em campo de batalha ideológica.

Essa polarização entre lulistas e bolsonaristas já projeta sua sombra sobre 2026. Embora o calendário eleitoral ainda pareça distante, o país vive, na prática, um estado permanente de pré-campanha. Lideranças políticas calculam cada gesto à luz da disputa futura, partidos evitam decisões impopulares e o discurso radical tende a se intensificar. O centro político, fragmentado e sem narrativa consistente, luta para se fazer ouvir em meio ao ruído dos extremos.

Política e economia

No Congresso, a consequência é um ambiente de negociação instável e pragmática, no qual o apoio se constrói mais por conveniência momentânea do que por projetos de longo prazo. O Executivo governa sob pressão contínua, enquanto o Judiciário é frequentemente empurrado para o centro da arena política, assumindo protagonismo em temas que deveriam ser resolvidos pela via institucional tradicional.

No campo econômico, os sinais tampouco oferecem alívio. O rombo nas contas públicas aprofunda-se e já dá mostras de ter alcançado um ponto crítico. Dados recentes do Banco Central indicam que a dívida do setor público consolidado registrou alta de um ponto percentual em setembro, atingindo 78,1% do Produto Interno Bruto (PIB) — o equivalente a R$ 9,75 trilhões. É um patamar elevado para um país emergente, sobretudo em um contexto de crescimento modesto e forte pressão por gastos sociais.

O avanço da dívida limita a capacidade de investimento do Estado, pressiona a política monetária e alimenta desconfianças quanto à sustentabilidade fiscal. Mais do que um indicador técnico, trata-se de um problema político. Em ano pré-eleitoral, cresce a tentação do gasto fácil, das promessas generosas e das soluções simplistas, enquanto diminui a disposição para ajustes impopulares, porém necessários.

Eleição plebiscitária

O risco é evidente: 2026 pode se transformar em uma eleição plebiscitária, centrada em paixões e ressentimentos, com pouco espaço para um debate sério sobre responsabilidade fiscal, reformas estruturais e adaptação do país aos desafios climáticos, tecnológicos e demográficos. A insistência na lógica do confronto tende a produzir vencedores eleitorais, mas não soluções duradouras.

Entre enchentes que expõem a ausência de planejamento, uma polarização que paralisa o diálogo e uma dívida pública que estreita o campo de escolhas, o Brasil encerra o ano imerso em dúvidas. O desafio que se impõe não é apenas vencer a próxima eleição, mas recuperar a capacidade de pensar o médio e o longo prazo, resgatar a confiança nas instituições e substituir o grito pela razão.

Sem isso, seguiremos atravessando tempestades — climáticas, políticas e fiscais — sempre com a sensação de que o pior pode estar logo adiante.

https://www.otempo.com.br/opiniao/gaudencio-torquato/2025/12/21/tempestades-dividas-e-urnas-o-brasil-diante-de-2026

09- SANTO AGOSTINHO E A LUZ DO MUNDO

 09- SANTO AGOSTINHO E A LUZ DO MUNDO


Sermões sobre o Evangelho de João, n.° 34

«Eu sou a luz do mundo»: estas palavras do Senhor são claramente, em minha opinião, para aqueles que têm olhos que lhes permitem participar dessa luz; mas aqueles que só têm os olhos do corpo admiram-se de ouvir Nosso Senhor Jesus Cristo dizer: «Eu sou a luz do mundo». Talvez haja mesmo alguns que dizem para si próprios: não será Cristo este Sol que, ao nascer e ao pôr-se, determina o dia? […] Não, Cristo não é esse Sol. O Senhor não é o Sol que foi criado, mas Aquele por quem o Sol foi criado:

«Por Ele é que tudo começou a existir; e sem Ele nada veio à existência» (Jo 1,3). Ele é, pois, a luz que criou esta luz que vemos. Amemos esta Luz, compreendamo-la, desejemo-la, para chegarmos um dia junto dela, conduzidos por ela, e para vivermos nela de forma a nunca mais morrermos. […]

Portanto, meus irmãos, se tiverdes olhos que veem as coisas da alma, vereis que luz é esta da qual o Senhor declara: «Quem Me segue não andará nas trevas». Segui este sol e não caminhareis nas trevas; pois eis que ele se eleva e avança na vossa direção e, seguindo o seu caminho, se dirige para ocidente. Tu, porém, deves caminhar para o sol nascente, que é Cristo.

https://diocesedeblumenau.org.br/a-luz-do-mundo-santo-agostinho-354-430-bispo-de-hipona-norte-de-africa-doutor-da-igreja-sermoes-sobre-o-evangelho-de-joao-n-34/

10- DICAS DE LEITURAS

 10- DICAS DE LEITURAS


01- SAL DA TERRA E LUZ DO MUNDO: A missão da Igreja nos dias atuais eBook Kindle

por ENALDO BRITO (Autor)  Formato: eBook Kindle

 

SAL DA TERRA E LUZ DO MUNDO

Você foi chamado para fazer diferença. Viver o evangelho é mais do que frequentar um templo; é ser agente de transformação onde Deus o plantou. A mensagem de Jesus sobre o sal da terra e a luz do mundo não é uma metáfora decorativa, mas uma identidade que precisa ser vivida com ousadia, compromisso e verdade. Cada linha desta obra confronta a superficialidade e aponta para uma fé prática, atuante e cheia de propósito.

Você será conduzido a refletir sobre a urgência de realizar as obras de Deus, através do conteúdo profético e pastoral deste livro. O texto desafia à ação e à reação, a interferir sobre terrenos escuros e insípidos. Este livro foi desenhado para inspirar líderes, motivar discípulos e despertar crentes adormecidos. É leitura para quem deseja reacender a candeia interior, lançar sal onde a vida foi corrompida e responder ao chamado de Deus com coragem. Se você sente que há mais em Deus para viver e entregar, este livro é para você.

https://www.amazon.com.br/SAL-TERRA-LUZ-DO-MUNDO-ebook/dp/B0GHZN4TXV

02- As Sete Leis Espirituais do Sucesso – Deepak Chopra

As Sete Leis Espirituais Do Sucesso: Um Guia Prático Para Realização De Seus Sonhos

Em “As Sete Leis Espirituais do Sucesso”, o renomado autor Deepak Chopra redefine o conceito de sucesso, indo além das realizações materiais e nos direcionando para uma abordagem mais espiritual e significativa.

O sucesso, segundo Chopra, está em viver em harmonia com as leis naturais do universo. 

O livro apresenta sete leis práticas que, quando aplicadas no dia a dia, promovem uma vida de abundância e realização em todos os níveis – físico, emocional e espiritual.

Cada uma das leis, como a Lei do Dar e Receber e a Lei do Propósito de Vida, oferece orientações sobre como podemos nos alinhar com o fluxo natural da vida e alcançar o verdadeiro sucesso.

Com exemplos claros e exercícios práticos, Chopra nos guia em um processo de autodescoberta, mostrando que o sucesso não é apenas o resultado de esforço, mas de estar conectado com nossa essência e propósito.

Uma obra indispensável para quem busca viver com propósito e em sintonia com o universo.

https://scup.com.br/melhores-livros-sobre-espiritualidade/