segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

003-- LITURGIA QUARTA-FEIRA DE CINZAS- ANO A

 

 

003--           LITURGIA QUARTA-FEIRA DE CINZAS- ANO A

 

- No começo da caminhada quaresmal, Jesus nos dirige sua palavra convidando-nos a seguir com Ele o caminho rumo à Páscoa. O "discurso da montanha" tem como conteúdo o anúncio inicial da proclamação do Reino de Deus, da nova aliança que se cumpre em Jesus, o Salvador. - No Evangelho de hoje somos chamados pelo Mestre a assumir, com fidelidade, as obras de justiça no relacionamento com o próximo: a esmola; para com Deus: a oração; para consigo mesmo: o jejum. A esmola, a oração e o jejum são práticas antigas e consideradas parte dos exercícios da ascese espiritual. Elas sempre foram retomadas e recomendadas pelos mestres e seus seguidores. Jesus também retoma tais exercícios e, para que respondam à sua finalidade essencial, os enquadra na relação de intimidade com o Pai e com os discípulos. O evangelista ressalta o contraste entre a prática sugerida por Jesus e a dos fariseus e escribas. Para estes, tais práticas são expressão da observância da Lei, em vista da recompensa, mesmo que não correspondam a uma atitude interior. Para o Mestre, a esmola, a oração e o jejum devem simbolizar a fidelidade e a comunhão do novo povo com Deus. Sua prática deve, contudo, evitar a busca de privilégios, poder e recompensas. Isto, além de bloquear a relação filial com Deus, torna-se fonte de conflitos entre as pessoas. A recompensa anunciada por Jesus é o reino prometido e oferecido a quem, na obediência, abre-se às exigências de sua novidade.

- Na primeira leitura, o profeta Joel, diante das plantações devastadas pela praga dos gafanhotos, reflete com o povo sobre a exigência de uma nova vida. A devastação era um sinal da proximidade do dia de Javé. O profeta incentiva o povo ao cuidado da terra devastada e convoca todos à conversão, à penitência e à mudança de vida. Isto não pode ser algo apenas exterior, aparente e sem consequências práticas, mas deve significar uma transformação radical rumo a Deus.

 - Na segunda leitura, Paulo afirma à comunidade de Corinto que Jesus não cometeu pecado algum. Assumindo, porém, a nossa condição humana, reconcilia-nos com Deus. Em meio às dificuldades e tensões da comunidade, a palavra do Apóstolo transforma-se em exortações, em convite e em oração à reconciliação. Paulo recorda-nos de que esse é o momento oportuno e favorável da salvação.

- Na Quarta-feira de Cinzas, a Igreja abre o Tempo da Quaresma. Esse tempo precede e predispõe à celebração da Páscoa. Pela meditação assídua da Palavra de Deus, a oração e a prática da caridade, somos convidados a entrar na dinâmica pascal da conversão que consiste na passagem da morte para a vida, das trevas para a luz, do egoísmo e do pecado para a vitória da ressurreição. A Quaresma é um tempo primordial de conversão, isto é, de reconciliação com Deus e com os irmãos.

- As cinzas evocam nossa realidade humana. Através do gesto ritual da imposição das cinzas, reconhecemos nossa fragilidade e nossa condição de pecadores. Também, nos dispomos a caminhar para o dia maior da ressurreição, vivendo a misericórdia de Deus, a exemplo de Cristo obediente e ressuscitado. As cinzas lembram o Cristo vitorioso sobre a morte.

- Assim, a Quaresma é um tempo favorável à renovação de nossa vida batismal, isto é, de nossa fé. Apesar da secularização e dos desafios do fenômeno religioso da sociedade contemporânea, o povo cristão percebe que durante a Quaresma é preciso orientar os ânimos para as realidades que verdadeiramente contam; que exige empenho evangélico e coerência de vida, traduzida em obras, em formas de renúncia, em manifestações de solidariedade com os sofredores e necessitados.

- Ao participar da celebração da bênção e da imposição das cinzas, aderimos à dinâmica pascal. É o Senhor quem convida a voltarmos para Ele de todo o coração. Como convertidos, devemos agir para que a fé a ser vivida no presente continue a testemunhar um Reino de justiça, amor e paz para todos.

- Obs.: Quem faz a partilha da Palavra, poderá trazer alguma reflexão sobre a Campanha da Fraternidade do ano corrente e até mesmo realizar o gesto da "abertura da CF 2026" com a apresentação do cartaz como indicado ao final do folheto

 

https://diocesedesaomateus.org.br/wpcontent/uploads/2026/02/18_02_26.pdf

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