sexta-feira, 14 de agosto de 2026

3- LITURGIA DA SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA

 

3- LITURGIA DA SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA

- Queridos irmãos e irmãs, a liturgia de hoje nos convida a contemplar sinais grandiosos que revelam a presença de Deus em nossa história.

- Na primeira leitura, do Apocalipse, vemos o templo aberto no céu e a Arca da Aliança. Esses sinais nos recordam que Deus não é distante: Ele se comunica, caminha conosco e está muito próximo da humanidade. Os relâmpagos e trovões indicam que algo muito importante está sendo revelado. E o grande sinal que aparece no céu é uma mulher: vestida de sol, com a lua sob os pés e coroada de estrelas. Essa mulher é, ao mesmo tempo, Eva, o povo de Deus, Maria e a própria comunidade cristã que, em todos os tempos, enfrentam os "dragões" da injustiça, da desigualdade e da opressão. Essa mulher nos inspira a dar à luz Cristo vivo em nossas vidas, tornando-O centro da nossa história e fonte de esperança.

 - Na segunda leitura, São Paulo nos lembra que nossa esperança está em Cristo, o primeiro fruto da ressurreição. Ele venceu a morte e nos garante que a vida tem a última palavra. Se por Adão entrou o pecado e a morte, por Jesus recebemos gratuitamente a vida em plenitude. Assim, cada um de nós é chamado a viver, já aqui na terra, a certeza da vitória da vida sobre a morte.

- No Evangelho de Lucas, contemplamos Maria, a humilde serva do Senhor. Ao acolher a Palavra, ela se torna mãe do Salvador e, em atitude de serviço, corre ao encontro de Isabel. É um encontro marcado pela presença do Espírito Santo: duas mulheres agraciadas e duas crianças que já anunciam a obra de Deus. A Trindade se revela justamente na casa simples dos pobres, mostrando que Deus escolhe estar junto dos pequenos e humilhados. Maria é a nova Arca da Aliança, pois traz em si o próprio Filho de Deus. Mas sua grandeza não está apenas na maternidade física: Isabel proclama feliz aquela que acreditou. A fé de Maria, sua confiança absoluta na Palavra, é o que a torna modelo de discípula. No cântico do Magnificat, Maria se torna voz dos pobres e oprimidos, anunciando que Deus derruba os poderosos, dispersa os orgulhosos e enche de bens os famintos.

- Queridos irmãos, celebrar a Assunção de Maria é celebrar a vitória da vida; é recordar que Deus está ao lado dos pequenos e que nossa vocação é ser comunidade que gera Cristo para o mundo. Maria nos ensina a confiar, a servir e a cantar as maravilhas de Deus, mesmo em meio às lutas. Que sua Assunção desperte em nós o desejo de viver, já aqui na terra, as alegrias do céu, sendo sinais de esperança, solidariedade e justiça.

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