sexta-feira, 14 de agosto de 2026

4- REFLEXÕES PARA A SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA 4.1- NÃO NASCEMOS PARA MORRER, MORREMOS PARA RESSUSCITAR!

 

4- REFLEXÕES PARA A SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA

4.1- NÃO NASCEMOS PARA MORRER, MORREMOS PARA RESSUSCITAR!

 Ao final de sua vida neste mundo, Maria, concebida sem pecado, não conheceu a corrupção da morte, mas, por sua fidelidade a Deus, foi elevada ao céu tanto em corpo quanto em alma, como afirma o dogma proclamado pelo Papa Pio XII, em 1950. Essa profissão de fé nos motiva a enfrentar os desafios cotidianos e reforça a esperança na vida eterna, lembrando que, unidos a Cristo, também somos chamados à glória celestial. Contudo, pensar no futuro e na Assunção não deve nos afastar da realidade presente. O Evangelho mostra como Maria vivenciou sua fé: ouvindo a voz de Deus, estando sempre pronta a servir e reconhecendo as obras maravilhosas do Senhor em sua vida. A novidade anunciada pelo anjo não a acomoda, mas põe a “serva do Senhor” em movimento para servir a quem precisa. Sua Visitação simboliza a conver- gência entre o Antigo e o Novo Testamento. Duas mulheres grávidas de esperança, carregam em seus ventres a realização das promessas de Deus. Isabel, idosa e considerada estéril, mãe de João Batista, personifica a expectativa do povo de Israel na vinda do Messias. Maria, jovem Virgem de Nazaré, Mãe de Jesus, representa o cumprimento dessa promessa. Esse encontro ressalta alegria, acolhimento e a certeza de que para Deus nada é impossível, transformando situações de esterilidade e dúvida em vidas plenas de propósito. Há uma identificação universal com Maria que transcende o pensamento teológico e toca no sentimento e na fé de muita gente. É um senti- mento cultivado de geração em geração. Nossa Senhora é a Mãezinha do céu nos momentos mais difíceis. Como entender tanta força dessa mulher cuja devoção é um dos pilares da piedade católica? Como fazer dessa devoção uma força para a manifestação do Reino de Deus já neste mundo: a unidade em torno da justiça, da dignidade humana e da paz? Os sofrimentos vivenciados por mães ao redor do mundo remetem à figura da Mãe de Jesus, Ele que foi perseguido e morto por combater todas as formas de violência em nome da fé no Deus que valoriza cada vida humana como mistério insondável de amor e, por isso, um território inviolável de dignidade diante do qual a reverência é atitude urgente e necessária. Em Maria, Deus realiza plenamente seu projeto de salvação: ela representa humildade e acolhida à nova vida em Cristo. Com ela, nós proclamamos: “dispersou os soberbos e exaltou os humildes” (cf. Lc 1,51-52) Os humildes são aqueles que creem no cumprimento da promessa de Deus e se colocam alegremente a seu serviço, aqueles que acolhem até ao mais íntimo do seu ser a Vida nova, o Cristo, para levá-la ao mundo. Deus faz neles maravilhas. O Brasil será um país melhor quando nós, devotos de Maria, nos tornarmos mais solícitos ao sofrimento alheio e nos empenharmos corajosamente na construção de uma sociedade regida pela partilha, amor e justiça. Neste fim de semana celebramos a vocação à Vida Religiosa Consagrada. Maria é considerada mãe e modelo das vocações por sua escuta, fidelidade e serviço, ensinando os consagrados a viverem seus votos de castidade, pobreza e obediência. Nossa Senhora da Assunção, padroeira da Catedral Metropolitana de São Paulo, rogai por nós, para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

 Pe. Jorge Bernardes Vigário Episcopal Adjunto – Região Ipiranga

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