7- NOVAS
REGRAS NO FUTEBOL BRASILEIRO
Lei 'anticera' e mais: quais são as novas regras aprovadas em reunião na
CBF que passarão a valer a partir da próxima rodada do Brasileirão
Jéssica Dias
Os 40 clubes das séries A e B se reuniram novamente com a CBF
nesta segunda feira (10). Na agenda de discussão sobre a Liga Unificada do
Brasil, representantes aprovaram o pacote de novas regras da IFAB, que passam a
valer a partir da 23ª rodada do Brasileirão.
A maiorias das medidas já foram vistas durante a realização
da Copa do Mundo, exceto uma: a de atendimento médico aos goleiros.
A preocupação da CBF
está diretamente ligada ao baixo tempo de bola em jogo no futebol brasileiro.
Um estudo encomendado pela CBF Academy à Opta analisou 177 partidas da Série A
até a paralisação para a Copa do Mundo e apontou uma média de 52 minutos e 54
segundos de bola rolando por partida.
O número coloca o Campeonato Brasileiro atrás de MLS, Bundesliga, Ligue 1, Premier League, LALIGA e Serie A italiana. No levantamento, o Brasil aparece à frente
somente do Campeonato Argentino.
A análise apontou alguns
dos principais motivos para o tempo reduzido: excesso de faltas, demora para a
execução das cobranças, reposições de bola prolongadas e a chamada
"cera".
A expectativa da CBF é
conseguir um aumento significativo já no curto prazo. Com as novas medidas, a
entidade trabalha para elevar a média de 52 minutos para algo entre 57 e 58
minutos de bola rolando. No longo prazo, a meta é chegar a 59 ou 60 minutos,
considerado o patamar ideal.
Por que as
regras serão implementadas agora?
A CBF aproveitou o
período após a Copa do Mundo para realizar um estudo mais aprofundado sobre o
tempo efetivo de jogo e preparar a arbitragem para as mudanças.
Além do levantamento
feito em parceria com a Opta, os árbitros passaram por treinamentos durante a
intertemporada realizada na Granja Comary, em Teresópolis.
Ao todo, são 10 novas
regras. Algumas já foram utilizadas ou discutidas em outras competições,
enquanto outras representam novidades para o futebol brasileiro.
Entre as medidas está
uma novidade que sequer foi utilizada na Copa do Mundo: quando um goleiro
receber atendimento médico dentro de campo, um jogador de linha da mesma equipe
também terá de deixar o gramado por um minuto.
A ESPN apurou
que quase todos os itens foram aprovados por 38 a 2, pois Grêmio e Vitória foram contra a aplicação em 2026. O único que gerou mais
polêmica foi sobre o ato de cobrir a boca gerar expulsão, que resultou em 26 a
14.
Veja as 10 novas regras:
·
1. Goleiro terá oito segundos para ficar com a bola nas mãos
O goleiro terá oito
segundos para permanecer com a bola nas mãos. Caso ultrapasse o limite, a posse
será revertida ao adversário, que terá direito a um escanteio.
·
2. Cinco segundos para cobrança de tiro de meta
O jogador terá cinco
segundos para realizar a cobrança do tiro de meta. Se ultrapassar o tempo, o
adversário ganhará um escanteio.
·
3. Cinco segundos para cobrança de lateral
Também haverá um limite
de cinco segundos para a cobrança do lateral. Caso o jogador demore mais do que
o permitido, a posse será revertida ao adversário.
·
4. Dez segundos para deixar o campo em substituições
O jogador substituído
terá 10 segundos para deixar o campo. Caso ultrapasse o limite, poderá ser
advertido com cartão amarelo.
·
5. Um minuto fora após atendimento médico
Jogadores que receberem
atendimento médico dentro de campo terão de permanecer fora do gramado por um
minuto antes de poderem retornar.
·
6. Goleiro atendido fará jogador de linha deixar o campo
A principal novidade do
pacote foi criada para combater a cera.
Quando um goleiro
precisar de atendimento médico, um jogador de linha da mesma equipe também terá
de deixar o campo durante um minuto. O treinador ou o capitão será responsável
por indicar quem ficará temporariamente fora.
A medida é inédita
porque não foi utilizada sequer durante a Copa do Mundo.
·
7. Somente o capitão poderá falar com o árbitro
A comunicação entre
jogadores e arbitragem também terá um novo protocolo. Apenas o capitão poderá
se aproximar do árbitro para discutir decisões.
Quando quiser iniciar a
conversa, o árbitro sinalizará com o punho cerrado acima da cabeça. O capitão
poderá se aproximar, enquanto os demais jogadores deverão permanecer a cerca de
quatro metros de distância.
Quem desrespeitar o
protocolo poderá receber cartão amarelo.
·
8. Cobrir a boca durante discussão poderá gerar expulsão
Jogadores que cobrirem a
boca com as mãos durante uma discussão com adversários poderão receber cartão
vermelho. A medida ficou conhecida como "protocolo Vini Jr.".
·
9. VAR poderá revisar segundo cartão amarelo
10. VAR poderá revisar
escanteio que resulte em gol ou pênalti
A partir de 2027, o VAR
poderá intervir quando um escanteio for concedido de maneira equivocada e, na
sequência da jogada, resultar em gol ou pênalti.
CBF vai antecipar
regras que serão obrigatórias em 2027
A implementação
antecipada faz parte da estratégia da CBF para melhorar o tempo efetivo de jogo
antes de as mudanças se tornarem obrigatórias.
A partir de 2027, todas
as regras passarão a ser obrigatórias pela IFAB, entidade responsável por
estabelecer as regras do futebol. A CBF, porém, decidiu antecipar a adoção no
futebol brasileiro para o segundo semestre de 2026.
O VAR poderá intervir em
situações envolvendo um segundo cartão amarelo que resulte em expulsão. O
primeiro cartão amarelo, porém, não será passível de revisão pelo árbitro de
vídeo.
·
10. VAR poderá revisar escanteio que resulte em gol ou pênalti
A partir de 2027, o VAR
poderá intervir quando um escanteio for concedido de maneira equivocada e, na sequência
da jogada, resultar em gol ou pênalti.
CBF vai
antecipar regras que serão obrigatórias em 2027
A implementação
antecipada faz parte da estratégia da CBF para melhorar o tempo efetivo de jogo
antes de as mudanças se tornarem obrigatórias.
A partir de 2027, todas
as regras passarão a ser obrigatórias pela IFAB, entidade responsável por
estabelecer as regras do futebol. A CBF, porém, decidiu antecipar a adoção no
futebol brasileiro para o segundo semestre de 2026.
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