sábado, 5 de abril de 2025

IX -REFLEXÃO DOMINICAL III- PERDÃO...UMA NOVA OPORTUNIDADE

 

I-         REFLEXÃO DOMINICAL III

 

"Perdão... uma nova oportunidade"

A pior coisa para um torcedor durante um campeonato, é quando o time para o qual torcemos está precisando vencer, não para ser campeão, mas sim para fugir do rebaixamento. O torcedor em cada partida nem sonha mais com o título, mas só em não ser rebaixado.

Na nossa vida de Fé, muitas vezes, por causa do desânimo do pecado, nosso e dos outros, paramos de sonhar com o “Céu” e ficamos a vida inteira lutando para não sermos “rebaixados” para o inferno. Será que foi para isso que Deus nos fez? Claro que não! Pois, para quem tem Fé, o “melhor ainda está por vir” e podemos sonhar sim, porque Jesus Cristo, o Filho de Deus acredita em nós, e mais ainda, nos dá condições totais na sua Graça, de alcançarmos a plenitude do Ser, que o Pai criou, á sua imagem e semelhança.

Em nossa sociedade, sempre marcada por uma grande hipocrisia, há certas classes sociais que são condenadas previamente enquanto que outras “castas” podem cometer certos delitos, mesmo no campo moral ou ético, pois gozam de certa imunidade. Mas, os mais frágeis, ou os que com nada podem contar, como é o caso dessa “Mulher Adúltera”, ficam expostos ao ridículo e ao moralismo exacerbado de classes sociais elitizadas, e também, de maneira pecaminosa, por algumas categorias religiosas,que as rotulam de “irrecuperáveis”, por outro lado, o sistema parece investir muito mais na construção de novos presídios do que em um projeto sério de ressocialização da população carcerária, e quando se gasta na construção de presídios, é como se dissesse ao delinquente :: “Pode cometer crime a vontade, que vamos construir mais presídios”.

Os escribas e Fariseus, isso é, a classe dominante e pensante, já havia condenado a mulher pecadora, só queriam aproveitar a ocasião e colocar Jesus contra a parede, para também condená-lo, pois um Mestre verdadeiro, no campo da moral e dos bons costumes, concordaria com a Lei de Moisés, pecou, tinha que pagar, e pagar caro, no caso dos fragilizados, ignorados pela lei, e sem nenhum direito.

Eles não acreditavam que aquela mulher pudesse se regenerar, e nem queriam lhe dar uma nova chance, estavam desejosos de mandá-la para o “paredão” e expulsá-la do convívio dos “salvos” e moralmente perfeitos. Uma comunidade verdadeiramente cristã, nunca irá proceder desta forma. Contrariando esse modo preconceituoso de pensar, Jesus de Nazaré, que é o primogênito de toda a criatura, sendo o homem perfeito, e a perfeita imagem e semelhança de Deus, não condena, porque sabe que aquela mulher tem toda possibilidade de se regenerar.

Não condenar, não significa concordar com o pecado, fechar os olhos para a ação pecaminosa cometida pela pessoa, ao contrário, Jesus acredita e aposta todas as suas fichas no ser humano, que é capaz de sair da “armadilha” do pecado, e dar a volta por cima, resgatando a sua dignidade perdida, pois, a partir da Encarnação do Senhor, nenhum homem será mais condenado, a Salvação por ele oferecida dá essa possibilidade maravilhosa de recomeçar, de levantar-se da queda e seguir em frente, para alcançar o seu destino glorioso que é a Vida Plena na Casa do Pai.

Falta muito, em nossas relações com as pessoas, essa postura de Jesus, que não condena e que sabe perdoar, pois perdão significa uma nova oportunidade, uma nova chance, para a esposa infiel, para o marido que é um traste, para o Filho ou a Filha rebelde, perdido nas drogas, no mundo da marginalidade, para o empregado mau caráter, para o Patrão desonesto, para o corrupto, para a prostituta, há muitos que gritam e imploram por uma nova chance, entretanto, já estão marcados para ser “apedrejados” em praça pública, como aquela mulher. Em nossa sociedade só se investe e se acredita em quem produz em quem é economicamente ativo, em quem tem posses para adquirir bens de consumo, o resto é lixo, e para esse resto não há novas chances ou oportunidades de se reerguer.

Voltando a comparação com o time de Futebol, Jesus Cristo é como aquele técnico paciente, empenhado, e até ousado, que quando todos estão contra, e não acreditam em uma “virada” da equipe, ele trabalha nos treinamentos, procura conhecer as deficiências e o potencial de cada atleta e tem sempre palavras de incentivo “Olha, vamos recomeçar, vocês vão conseguir, eu acredito em vocês, estamos juntos nessa, vamos em frente, vocês tem condições de “virar esse jogo”.

“Mulher, onde estão os que te acusavam?” Ninguém te condenou, nem eu te condeno,. “Vai e não tornes a pecar”. Isso lembra o meu confessor, no retiro que fizemos recentemente, onde, antes da absolvição, disse-me sorrindo, Jesus está lhe dizendo neste momento “Coragem meu amigo, tente de novo, eu estarei contigo, você vai conseguir”. Esse é o nosso Deus, cheio de misericórdia, que ainda aposta todas as suas fichas no Ser humano, porque o ama apaixonadamente.

Não sei se o time de nossa cidade será campeão, certamente é esse o desejo da direção, do seu técnico e da sua torcida. De um modo muito mais intenso, no coração de Deus, manifestado em Jesus, há esse desejo, de que toda a humanidade se salve, para chegar à Vida Plena, Deus acredita em nosso potencial, foi ele que nos deu a sua Graça santificadora e restauradora, só depende de nós... pois diferente das “oportunidades humanas”, sempre tão “manipuladas” a favor de alguém, essa Graça Divina é para todos... Basta querer... ”Vá e não tornes a pecar, mostra a tua força, o teu valor, mostra a capacidade que tens, na minha graça, de virar o jogo da sua vida, e deixar que no seu coração, o Bem supremo triunfe!”

José da Cruz é Diácono da
Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP
E-mail  
jotacruz3051@gmail.com

http://www.npdbrasil.com.br/religiao/rel_hom_gotas0306.htm#msg01

X- JUBILEU DA ESPERANÇA

 

I-         JUBILEU DE ESPERANÇA

 

OX  trabalho pastoral no Jubileu da Esperança de 2025

 

A missão pastoral no coração do Jubileu

 

Com a palavra o Papa Francisco, na Abertura da Porta Santa e do Jubileu na Basílica de São Pedro: “Um anjo do Senhor, envolto em luz, ilumina a noite e traz aos pastores a boa nova: ‘Anuncio-vos uma grande alegria, que o será para todo o povo: Hoje, na cidade de David, nasceu-vos um Salvador, que é o Messias Senhor’ (Lc 2, 10-11). Entre o espanto dos pobres e o canto dos anjos, o céu se abre sobre a terra: Deus fez-se um de nós para que fôssemos como ele, desceu para o meio de nós a fim de nos reerguer e nos reconduzir ao abraço do Pai.

É esta a nossa esperança. Deus é o Emanuel, é Deus conosco. O infinitamente grande se fez pequeno, a luz divina brilhou nas trevas do mundo, a glória do céu apareceu na terra. Como? Na pequenez de uma Criança. E se Deus vem, mesmo quando o nosso coração parece uma pobre manjedoura, então podemos dizer: a esperança não está morta, a esperança está viva e envolve a nossa vida para sempre!

A esperança não desilude. Iniciamos um novo Jubileu: cada um de nós pode entrar no mistério desse anúncio de
graça. A porta da esperança foi escancarada para o mundo; hoje Deus diz a cada um: há esperança também para ti! Há 
esperança para cada um de nós. Mas não esqueçais, irmãs e irmãos, que Deus perdoa tudo, Deus perdoa sempre. Não esqueçais isto, que é uma maneira de compreender a esperança no Senhor.

Jubileu da esperança, o ano do chamado ao trabalho pastoral

Para acolher este dom, somos chamados a pôr-nos a caminho com o espanto dos pastores de Belém. O Evangelho diz que eles, tendo recebido o anúncio do anjo, ‘foram depressa’ (Lc 2, 16). Esta é a indicação para reencontrar a esperança perdida, para renová-la em nós, para a semear nas desolações do nosso tempo e do nosso mundo: apressadamente. E existem tantas desolações neste tempo! Pensemos nas guerras, nas crianças metralhadas, nas bombas nas escolas e nos hospitais.

Sem demorar, sem abrandar o passo, mas deixando-se atrair pela boa nova (cf. Abertura da Porta Santa em 24 de dezembro de 2024). Não há tempo a perder. O ano será novo se formos diferentes, bem dispostos, anunciadores da esperança a um mundo acomodado e desanimado, malgrado os grandes progressos tecnológicos. O desespero, a miséria, a corrupção, a destruição da família e o desprezo pela vida estão gritando pela resposta que só o Evangelho pode dar.

Ouso dizer que, misteriosamente, os anjos se escondem atrás do que existe de negativo, para descer à terra e dizer-nos que a hora é esta! Há que proclamar, em nome de Jesus: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pois ele me
ungiu, para anunciar a Boa-Nova aos pobres: enviou-me para proclamar a libertação aos presos e, aos cegos, a recuperação da vista; para dar liberdade aos oprimidos e proclamar um ano da graçada parte do Senhor” (cf. Lc 4,18-19).

Jubileu 2025, a dimensão do trabalho pastoral

Acolhamos o convite da Igreja. Trata-se de acentuar, durante este ano, a prática do Sacramento da Penitência,  buscando cada um sua paróquia ou, de forma especial, os Santuários, e nossa Arquidiocese tem oito deles de portas abertas durante o Jubileu. Continuemos a prática das peregrinações, como começamos com a grande multidão acorrida no dia de abertura do Jubileu.

Saibamos que o Sacramento da Reconciliação, a Peregrinação, a Oração segundo as intenções do Papa, a prática da caridade e a Eucaristia são as recomendações a serem imediatamente seguidas. Ninguém se exclua de dar o seu passo pessoal da vivência do Jubileu! E pessoalmente, difundir, com o perdão e a misericórdia com todos, a esperança que não ilude!

Em nossa Arquidiocese, abrimos uma proposta especial para 2025, desejando que as graças do Jubileu entrem em nossas casas. Trata-se de uma “Pastoral Vocacional para o Matrimônio”. Todas as Paróquias, através da Pastoral Familiar ou outros instrumentos, abram os caminhos para a preparação e realização do Sacramento do Matrimônio, com instrumentos catequéticos adequados, espírito de caridade ao acolher aquele desejo, às vezes adormecido em tantos casais, de receber o Sacramento e aceder com plena alegria e convicção à participação da Mesa Eucarística.

O ano para viver o trabalho pastoral em plenitude

Desejamos que se multipliquem as celebrações comunitárias do Sacramento do Matrimônio, auguramos que situações especiais sejam encaminhadas pelas Paróquias ao Tribunal Eclesiástico, assim como saibam os Párocos dar o devido acompanhamento pastoral a situações possíveis de solução com a “Sanação na raiz”, prevista na legislação canônica. Cada Conselho Paroquial de Pastoral, em sua primeira reunião do ano, inclua, como primeiro ponto de pauta, esta indicação de Pastoral para o Matrimônio.

No Jubileu que estamos celebrando, abra-se nosso coração e nossa ação pastoral para dar alma à Conferência da ONU sobre o clima que acontecerá no mês de novembro em nossa cidade. Não se trata de um evento da Igreja, mas da sociedade, na qual estamos inseridos e não podemos ignorar. O Evangelho é Boa-Nova para todos, dos governantes até o mais simples cidadão de todos os países que aqui estarão representados.

Como receberemos as milhares de pessoas, certamente sedentas de uma acolhida amazônica, mas também e especialmente cristã? A Arquidiocese está envolvida, com uma Comissão adrede constituída, para oferecer, unida à CNBB e ao CELAM, além da Santa Sé, celebrações, simpósios e encontros para dizer a todos os que visitarão esta porção da Amazônia, que Deus viu, depois de ter criado o homem e a mulher, no último dia da criação, que tudo o que ele fez é muito bom (cf. Gn 1,31).

Nossa missão será dizer e saber dizer que, atrás da maravilha que é este território, estão as pessoas, suas comunidades e sua história. Para viver o Jubileu e receber as Indulgências, nossa Arquidiocese oferece a Catedral, as Paróquias nos dias de seus padroeiros ou padroeiras e os seguintes Santuários, que os fiéis podem procurar livremente, mas dedicados especialmente a temas específicos e abordagens pastorais adequadas:

(1) Região Episcopal Santa Maria Goretti: Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré, dedicada ao Círio de Nazaré e devoção mariana;

(2) Região Episcopal Santa Cruz: Paróquia Santuário de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, que alimenta a devoção a Nossa Senhora Aparecida, a Comunhão com a Igreja no Brasil e a CNBB, e deve promover Congressos Mariais;

(3) Região Episcopal Sant’Ana: Santuário de São Judas Tadeu, voltado para a devoção popular a São Judas, cuidado com Pastoral das Ilhas e Pastoral dos Ribeirinhos;

(4) Região Episcopal São João Batista: Paróquia Santuário São João Batista, com iniciativas de Nova Evangelização, Formação e Pastoral Litúrgica;

(5) Região Episcopal Nossa Senhora do Ó: Paróquia Santuário de Nossa Senhora do Ó, que cuida da Pastoral do Turismo e a Dimensão Carismática da Igreja;

(6) Região Episcopal São Vicente de Paulo: Paróquia Santuário de Santa Rita de Cássia, Santa das Causas impossíveis, um centro para a Pastoral Familiar e devoção aos santos em geral;

(7) Região Episcopal Menino Deus: Santuário Nossa Senhora das Graças da Medalha Milagrosa, que deve animar a Pastoral Catequética e Pastoral Juvenil;

(8) Região Episcopal Coração Eucarístico de Jesus: Paróquia Santuário de Nossa Senhora do Bom Remédio, com Pastorais Sociais e de modo especial a Pastoral da Saúde e dos Enfermos. São espaços nos quais a graça de Deus pode ser derramada com abundância durante o Jubileu!

 

Dom Alberto Taveira Corrêa Arcebispo Metropolitano de Belém do Pará

 

https://formacao.cancaonova.com/igreja/jubileu-2025/como-viver-o-ano-da-graca-jubileu-2025/

XI-SANTOS DA SEMANA DE 07 DE ABRIL A 13 DE ABRIL

 

I-             XI-SANTOS DA SEMANA DE 07 DE ABRIL A 13 DE ABRIL

 

Santo do dia 07 de Abril

São João Batista de la Salle, presbítero (†1719). Beata Maria Assunta Pallotta, virgem (†1905). Religiosa do Instituto de Irmãs Franciscanas Missionárias de Maria, falecida em Dongerkou, China, onde exercia com simplicidade as mais humildes funções.

Santo do dia 8 de Abril

Beato Juliano de Santo Agostinho, religioso (†1606). Membro da Ordem dos Irmãos Menores Descalços, incompreendido pelo modo como praticava austeras penitências.

Santo do dia 09 de Abril

São Máximo de Alexandria, Bispo (†282). Sendo sacerdote, compartilhou o exílio com o Bispo São Dionísio, ao qual sucedeu depois na Sé de Alexandria, Egito.

Santo do dia 10 de Abril

Beato Antônio Neyrot, presbítero e mártir (†1460). Sacerdote dominicano capturado por piratas e conduzido a Túnis (África), onde renegou a Fé. Arrependido, retomou seu hábito, proclamou de público sua Fé e morreu lapidado.

Santo do dia 11 de Abril

Santo Estanislau de Cracóvia, Bispo e mártir (†1079). Beato Sinforiano Ducki, religioso e mártir (†1942). Capuchinho franciscano, martirizado no campo de concentração de Auschwitz, Polônia.

Santo do dia 12 de Abril

São José Moscati, leigo (†1927). Médico de prestígio, nada cobrava dos enfermos pobres. Faleceu aos 47 anos em Nápoles, Itália.

Santo do dia 13 de Abril

ão Martinho I, Papa e mártir (†656). São Sabás Reyes Salazar, presbítero e mártir (†1927). Sacerdote fuzilado após três dias de torturas em Totoclán, México, durante a perseguição anticristã.

https://www.xl1.com.br/santo-do-dia/conheca-os-santos-do-mes-de-abril/

XII-REFLETINO COM LINDOLIVO SOARES MOURA( * )

 

 

I-             XII-REFLETINO COM LINDOLIVO SOARES MOURA( * )

 

"SERIA O FILHO  MAIS VELHO, O PERVERSO? VERSO, REVERSO, E O LADO CONTROVERSO DA PARÁBOLA DO FILHO PRÓDIGO"

(CONTINUAÇÃO)                       

 

             "Humanamente  falando, o amor ncondicional  é  impossível.  Se alguém ama in-condicionalmente, é porque uma centelha do divi- no está presente nele[a]"  [L.S.M.]

 

A MENTALIDADE  DO AMOR GRATUITO E INCONDICIONAL, REPRESENTADA PELO PAI, NA PARÁBOLA DO FILHO PRÓDIGO.

A rigor seria impróprio e inadequado - excluído o ponto de vista estritamente científico, para quem, ao fim e ao cabo, absolutamente tudo é apreendido e processado pela mente - categorizar o amor gratuito e incondicional como "mentalidade", isto é, como um modo de pensar e conceber qualquer tipo de amor, emoção ou sentimento. Se estamos falando do amor gratuito e incondicional, então, a impropriedade seria ainda mais absurda e a inadequação ainda mais gritante. O fato é que de acordo com a clássica definição de Santo Agostinho, "a medida do amor de Deus é o amor sem medidas". Não nos parece haver melhor definição de gratuidade e incondicionalidade do que esta. Acontece que conceitos como esses ficam literalmente fora de nossa capacidade de compreensão e apreensão, pela mesmíssima razão que outros atributos divinos como "unicidade", "perfeição" e "imutabilidade", dentre outros, também nos escapam literalmente. Nossa mente não foi concebida - e se foi, deixou de sê-lo em algum momento da evolução - com condições adequadas e potencial suficiente para conceber e apreender a absolutez de absolutamente nada. Exatamente por isso o divino - em existindo e a nós desejando se manifestar - se nos revela em "gotas", "átomos" e "partículas"; ainda assim, sempre nos causando assombro, estupefação e perplexidade.

Qual a razão desse rápido e estranho parêntese, em forma de introdução? Eu respondo: compreender, no limite do possível, que falar da absoluta gratuidade e incondicionalidade do amor de Deus, descritas e incorporadas na atitude do Pai-personagem da Parábola do Filho Pródigo, pode para muitos não dizer nada ou não significar absolutamente coisa alguma, pelo simples fato de que a natureza e a magnitude de tal tipo de amor se nos revelam literalmente incompreensíveise inalcançáveis. Como se isso não bastasse, de acordo com o Orientador Filosófico norte-americano Lou Marinoff, é o amor materno, e não o paterno, que nós humanos experimentamos como sendo o mais oblativo e incondicional de todos os amores. Preparado e receptivo para uma dose a mais de complicação? Ok! Então vamos lá. Considere atentamente os dois seguintes detalhes: primeiro, o de que a Parábola em foco sequer menciona a presença de uma mãe ou de uma figura feminina a longo de toda a sua trajetória; segundo, que nossa Trindade Santa - Pai, Filho e Espírito Santo - tampouco encontrou um minimo espaço que fosse para incluir um rosto materno na "Família" divina - do ponto de vista da "natureza" e da genealogia, Maria foi tão humana quanto eu, você e qualquer um de nós - não restando outra alternativa senão atribuir a gratuidade e a incondicionalidade do amor à figura paterna, tal como o faz a Parábola do Filho Pródigo. Se Lucas estava ou não consciente desse detalhe, é algo passível de cogitação. O certo é que não podemos ignorar o fato de que tal narrativa é exclusividade sua, e completamente desconhecida - e se conhecida, completamente ignorada - pelos três outros evangelistas, Mateus, Marcos, e João. Ponto parágrafo porque aqui a teologia começa a se complicar por demais.

Prefere ignorar as complicações e saltar direto, de paraquedas, para a figura do Pai-personagem e a mentalidade que o acompanha? Eu também preferiria. O problema é que esse "salto" - mais "mortal" que "vital", com certeza - seguramente o deixará "possesso", quando daqui a um ou dois parágrafos à frente você estiver interagindo com afirmações do tipo: "se o Amor de Deus é Absoluto, Infinito, Gratuito e Incondicional, o inferno de modo algum pode existir"; "pelo mesmo motivo, e pelas mesmas razões, você como cristão terá que se dispor a visitar, motivar e confortar, e não simplesmente sair gritando por aí que bandido bom é bandido morto"; "pelo mesmo motivo, e pelas mesmas razões, você precisará urgentemente deixar de julgar e condenar quem quer que seja, e aprender, de uma vez por todas, que todos somos irmãos e filhos de um único e mesmo Deus, quer você queira, quer não"; "pelo mesmo motivo, e pelas mesmas razões, você precisará compreender, antes que seja tarde demais, que não faz sentido algum adorar um Deus pendente de uma cruz, e ato contínuo escorraçar e desdenhar de pequenos 'demônios' que você encontra errantes pelas ruas, e que de tão raquíticos e esqueléticos sequer suportariam uma cruz sobre os ombros para carregar". Ademais ...Ademais, basta! Se você ainda continua aí, do outro lado, sem ter abandonado esse texto escabroso e desastrado, carregado de filosofia suspeita e psicologia barata, além de boas dose de teologia de um e noventa e nove, Deus seja louvado! Já está bom demais! Afinal, teologia boa mesmo é aquela que sempre satisfaz o nosso agrado! Homilia boa mesmo é aquela que não cutuca com vara curta nosso calo! Religião boa mesmo é aquela que em se pagando o dízimo estipulado, tolera que você continue explorando subordinados, espezinhando marginalizados, excomungando safados, e por fim... Por fim chega! Basta, novamente! "Eu hein! O que deu em você hoje!? Tem nada melhor para escrever não!?". Tem sim! Já disse o que você e eu temos capacidade e disponibilidade para ouvir, sem reclamar e sem justificar. Por isso vou pegar mais leve, daqui para frente. Fique à vontade para relaxar e continuar sua vidinha mansa de sempre. Pelo que consta, o filho mais velho também decidiu continuar do lado de fora levantando a voz, gesticulando, batendo pé e resmungando, e recusando-se a entrar numa festa para a qual definitivamente ele não se sentia convidado. Você não está de todo sozinho; tem personagem na Parábola com quem se identificar, sem ter que mudar de postura e de mentalidade. Aproveite para aprofundar seu conhecimento e seus futuros argumentos sobre o Filho mais Velho e sua ideologia meritocrática. Continue pagando o dízimo direitinho, comungando dominical e regularmente, e aí sim, dormir em paz e descansar sossegado. Esse nosso Deus é bom demais! É ou não é verdade!? Eu O amo de paixão! Que tal um ponto parágrafo para relaxar ainda mais!?

Para que se possa compreender minimamente o que seja a "mentalidade do Amor Gratuito e Incondicional" - com maiúsculas, daqui para frente - representada pelo Pai-personagem da Parábola, seria preciso entrar, mais que na "mente", no "coração" de Deus. Einstein - o grande Einstein, quem diria - manifestou publicamente, certa vez, sua vontade de conhecer a mente de Deus. Mas qual poderia ser o interesse maior por trás da vontade de um gênio da física teórica, em conhecer a mente de Deus? A resposta para essa pergunta, sugerida quase um século depois, por Deepak Chopra, pode parecer demasiado vaga: "... Algo no horizonte longínquo do universo o preenchia com um sentimento de reverência e fascínio. Não foi o seu cérebro que desenvolveu a relatividade; foi o fascínio". O foco de Einstein era a criação; mais especificamente, a ordem e a regularidade, que desde que o mundo é mundo, governam o universo. Consequentemente, seu interesse maior consistia em tentar desvendar que mente ou inteligência estaria por trás dessa ordem e dessa regularidade. Já para o homem comum, de ontem, de hoje, e provavelmente de todo o sempre, o que realmente atrai, encanta e fascina no divino não é antes e acima de tudo o brilhantismo da mente, mas sim a generosa e compassiva amorosidade do  coração. Jesus parecia estar plenamente ciente disso; "Deus é amor, - Ele ensinava - quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele". Nenhuma outra "Boa Nova" trazida "por" Ele e "com" Ele parece ser de fato tão nova, tão radical e tão paradigmática  quanto esta: a de que Deus é Amor. Não qualquer tipo de amor, é claro, e sim Amor Absoluto, Infinito, Gratuito e Incondicional. Essa Boa Nova chega a ser tão surpreendente e tão impactante, que muitos ouvidos definitivamente não estavam - e parece continuar não estando -  preparados para ouvi-la, compreendê-la, e menos ainda aceitá-la. A visão clássica e tradicional vétero-testamentária de um Deus tomado de "afeto" incontido, disposto a experimentar e permitir vir à tona os mais diversos tipos de sentimentos e  emoções tipicamente humanos, desde os mais sublimes aos mais odientos; a imagem de um magistrado que sentado em seu trono julga e condena sem dó nem piedade as criaturas que ele mesmo cria; o retrato de uma divindade tomada de incontrolável paixão, que lidera e defende a preço de sangue e barbárie um povo escolhido em detrimento de outro supostamente menos amado, todas essas e muitas outras "imagens" idolátricas deveriam ter permanecido definitivamente trancafiadas no porão de um passado vétero-testamentário, cuja marca registrada sempre fora o fanatismo, a intolerância e a dureza de coração. E Deus - acreditava-se firme e piedosamente nisso - refletia em grau superlativo esse absoluto descontrole dos sentimentos e das paixões. Com Jesus - o Filho desse mesmo e agora único Deus - abrem-se definitivamente as portas, os portais e os portões de um novo tempo, de uma nova era, de uma nova "aliança" e de uma " Boa Nova" radical e essencialmente diferente da velha e antiga, e que exatamente por isso - por nada mais e nada menos que isso - é caracterizada como absolutamente "Nova". "Nova, Boa e Eterna"! A "Antiga" fora pensada e concebida para ser transitória e passageira, ponte e passagem, conexão e transição. A "Nova", ao contrário, é apresentada como definitiva e eterna, sem a mínima possibilidade de revogação, caducidade ou expiração. Mas por qual razão? Simples! Isso você pode compreender sem ter que explorar em demasia a contribuição da razão. E o motivo maior é simplesmente este: essa Boa Nova - toda ela, de "A" a "Z", princípio, meio e fim - pode ser resumida numa única palavra! Uma única; nem duas nem mais!

Lembra-se das "chaves", confiadas ao grande Pedro? Pois preste bem atenção! Essa palavra, com tudo que ela porta consigo, é a verdadeira chave, a "chave de ouro"! Registre para não esquecer jamais, pois essa "chave de ouro" permite acesso a qualquer céu ou paraíso que sua mente possa conceber, e pelo qual seu coração possa anelar. Não importa a crença que você professe, a religião que você siga, o mandamento que você pratique, o caminho que você percorra, a verdade em que você acredite, o tipo de vida que você almeja. Nada disso é o mais importante! Mas atenção! Sem essa "chave" você pode acabar não conseguindo entrar onde você mais deseja! O Filho mais Velho da Parábola parece ter vivido muito tempo, sem sequer saber de que tipo de chave se tratava! Se entrou ou permaneceu de fora, não sabemos; Lucas preferiu nos manter cativos da dúvida que ainda nos assola. Já o Pai, com certeza ele possuía tal "chave"! O Filho mais Novo, Lucas deixa entrever que também ele a possuía. Entretanto, muitos pais e muitas mães, cuidadores e formadores,  gestores e educadores, mestres e professores, sequer ouviram falar dessa "chave de ouro". Possuem chave da casa, do quarto, do portão, da empresa, da igreja, do Sacrário, do cofre, do carro, alguns inclusive carregando um "molho" que parece poder abrir "quase" tudo! Ufa! Esqueci alguma chave!? Complete aí, por gentileza! "Gracias!". Como afirmávamos, a maioria absoluta de nós possuímos chave para quase tudo, mas muitos sequer ouvimos falar da "chave de ouro" que abre a porta principal. À porta estreita, eu me refiro, não à porta larga e espaçosa. Você arriscaria dizer que chave seria essa? Dica número um: uma única palavra! Não!? Dica número dois: quatro letras! Ainda não!? Dica número três: Roma ao contrário! Tampouco? Caramba! O que Roma ao contrário tem a ver com Vaticano!? Vamos! Aterrisse! Agora sim! Agora você acertou em cheio! Essa "chave de ouro", que abre todas e quaisquer portas, chama-se "A"-"M"-"O"-"R"! Se existe uma definição de Deus mais universal e rica do que esta,  eu confesso: desconheço. Gostaria de sugerir uma outra!? Estou aberto a sugestões! Não!? Isso significa que quanto a isso estamos de acordo!? Sim!? Que ótimo! Isso merece um novo ponto parágrafo.

O "calcanhar de Aquiles", a "pedra no sapato", o "osso duro de doer", que perseguem e incomodam a fé da grande maioria dos cristãos, está longe de ser a gratuidade e a incondicionalidade do Amor de Deus. Esse é um detalhe que certamente persegue e intriga muito mais ateus e agnósticos, do que cristãos e crentes de qualquer outra denominação. Para os cristãos, difícil mesmo é admitir que "Deus é Amor". Admitida essa definição e reconhecido esse atributo, o da gratuidade e o da incondicionalidade se impõem natural e consequentemente, sem que haja necessidade do raciocínio e da racionalidade como recursos de persuasão e convencimento. A evidência nesse sentido é tão clara e cristalina quanto o "cogito" cartesiano: "penso, logo existo". Qualquer tipo de amor diferente desse "Amor Gratuito e Incondicional", pode ser tudo! Tudo, menos divino. E por quais motivos ou razões, você pergunta, não nos rendemos a essa evidência? A resposta é simples, e ao mesmo tempo altamente problemática. Estou pegando leve, como havia prometido. Aqui a expressão adequada deveria ser "altamente herética", e não, "altamente problemática". O problema é que se mantenho o adjetivo "herética", corro o sério risco de ser automaticamente excomungado; se decido por "problemática", quando muito receberei como penitência três "Pai-Nossos" e "três Ave-Marias" além do montante comumente aplicado a qualquer outro servo de Deus de santidade mediana. E só aqui entre nós, "laudemus Dominum!" Há quatro ou cinco séculos atrás essa mencionada "excomunhão" com certeza viria acompanhada de fogueira, foguetório e churrasco em praça pública. Tudo isso não passando de uma ante-sala direcionada para um fogaréu infinitamente mais intenso e insuportável a me acompanhar por toda a eternidade, após a morte, sem um único ventilador ou ar condicionado capaz de amenizar temperatura tão infernal. Pois não foi uma súplica semelhante que o mesmo Evangelista Lucas colocou na boca do ricaço desesperado que ardia em chamas, enquanto suplicava ao pai Abraão que permitisse a Lázaro molhar o dedo na água e refrescasse sua língua em chamas? Faço ponto parágrafo e explico por qual razão, levada ao extremo, chega a ser herética a mentalidade de se admitir, por parte de nós humanos, a gratuidade e a incondicionalidade do Amor Divino.

Minha segunda "hipótese diagnóstica" é a seguinte: é praticamente impossível acreditar e aceitar que o Amor de Deus seja absolutamente Gratuito e Incondicional, e ao mesmo tempo viver de forma coerente e sincronizada com essa crença tão radical e exigente. Todo ser humano, sem exceção, em maior ou menor grau é signatário da chamada "justiça meritocrática". Deus até pode fazer chover abundantemente na horta de bons e maus, pagar o mesmo salário a trabalhadores que cumpram jornadas de trabalho disparatadamente desproporcionais, antecipar socorro direcionado para pobres, famintos, doentes, marginalizados e aprisionados, e outras atitudes do gênero. Até aí tudo bem! Afinal, se Deus é amor, sequer poderia agir de maneira diferente. Nota dez, para o Criador, nesse quesito! Mas quando a justiça distributiva incorporada pela ideologia meritocrática, entra em cena, obrigatoriamente a mentalidade do Amor Gratuito e Incondicional tem que deixar o palco. Nossa mente e nossa mentalidade não estão equipadas para "suportar" uma convivência harmônica e pacífica entre essas duas posturas ou atitudes claramente antagônicas; não, ao menos de acordo com nossos parâmetros humanos. Se não somos sequer capazes de "suportar" um único ato de traição invadindo uma relação, como poderíamos ser capazes de suportar um sequestro, um estupro, um assassinato, e tantos outros atos de violência e crueldade similares de igual ou maior monta? Caso discorde dessa segunda hipótese diagnóstica, convidou você a se submeter a um rápido teste. Pesquisa batendo à porta: "pena de morte: sim ou não!?"; "triplicar a pena máxima em nosso país: contra ou a favor!?"; "prisões: instrumentos de recuperação ou de punição?"; "aposentar o inferno como recurso de punição: sim ou não!?"; "colocar ar condicionado no purgatório: a favor ou contra!?"; "redirecionar verbas objetivando acabar com a 'cracolândia': a favor ou contra?";  Por fim, complete a seguinte frase: "se eu fosse Deus eu......['acabaria com', ou 'recuperaria'?] tudo quanto é bandido e assassino". Agora reveja cada uma das suas respostas e responda: quantas têm algo a ver com a "mentalidade do Amor Gratuito e Incondicional"? Quantas têm algo a ver com a "mentalidade da justiça meritocrática"?  Computou direitinho? Ótimo! Vamos então para o passo seguinte e final.

Confrontação dos dados: seu somatório final preenche os requisitos mínimos de identificação com a seguinte Bem-aventurança: "felizes os misericordiosos porque alcançarão misericórdia"? Ou ainda com a seguinte "regra de ouro" deixada pelo Evangelista Lucas: "sede misericordiosos como vosso Pai Celestial é misericordioso"? Preenche ou não preenche!? Se não, isso não é motivo para que se descabele todo. Ainda lhe restam algumas opções! Dentre elas você pode  escolher: mudar de crença; mudar de religião; mudar sua percepção de Deus... Ah! Entendi! Isso no seu caso está fora de cogitação! Tudo bem. Nesse caso as outras opções disponíveis são: deixar de ser incoerente; tomar vergonha na cara; rever e redefinir urgentemente sua mentalidade vétero-testamentária, caduca e ultrapassada, de justiça meritocrática, e acima de tudo... Acima de tudo, basta! É suficiente! O Filho mais Velho da Parábola, se você ainda não percebeu, somos todos e cada um de nós, você e eu, empacados do lado de fora enquanto ouvimos os insistentes apelos do Pai: "vamos, filho! Entre! Seu irmão o aguarda! Ele merece uma segunda chance! Você também pode um dia precisar de uma! Uma só, não, duas! Três! Setenta vezes sete vezes! Aliás, posso lhe fazer uma pergunta? Você me ama? Se sim, então ajude-me a resgatar o seu irmão! Você me ama de verdade!? Então ajude-me a devolver a ele sua autoestima e sua qualidade de vida! Você me ama realmente, sem jamais ter colocado em dúvida esse amor!? Então ajude-me a ressuscitá-lo para uma nova vida! Para que isso seja possível, eu e ele precisamos e contamos com seu perdão! Vamos! Entre! Só está faltando você!".

 

( * ) Por whatsApp o autor enviou o texto de Vitória (ES )

XIII-ANTO AGOSTINHO : O PERDÃO É O HOMEM EM RELAÇÃO

 

 

I-         SXIII-ANTO AGOSTINHO : O PERDÃO É O HOMEM EM RELAÇÃO

 

O mundo atual é feito de relações que, muitas vezes, não possuem respaldo concreto na solidariedade que deve haver entre os seres humanos. As marcas destes desafetos gerados por estas relações podem ser vistas em nossa sociedade através de doenças, guerras, falta de trabalho, fome e tantas outras mazelas sociais. Na verdade, é a dignidade humana que se encontra ferida pela falta de um sentimento coletivo, muitas vezes lembrado, mas poucas vezes praticado, que é o perdão.

Agostinho de Hipona nos lembra muito bem que “Aquele que ofendeu a uma pessoa atraiu para si a sua perdição, pois não escutou a voz do teu Senhor.” (Sermão 114, 2). A raiz das nossas relações está no amor. Amor que devemos nutrir por todos e que verdadeiramente o temos se colocamos o mandamento de Deus em prática, através de nossas ações para com os nossos semelhantes. A falta de perdão é um sinal de que não conseguimos colocar esta verdade em prática. A falta de perdão se sobrepõe à nossa oração, pois desta forma o que falamos em nosso íntimo com Deus não conseguimos vivê-lo com o nosso próximo. “Perdoame como eu perdôo. É isto que diz na oração do Pai Nosso. Esta é a regra. Se queres que teu pedido de perdão seja acolhido por Deus, perdoa tu ao que te pede perdão.” (Carta 171 A, 1). Este descompasso entre a teoria e a prática de nossa fé causa todo o tipo de desarmonia em nossas relações interpessoais e que atingem as nossas famílias, comunidades e sociedades.

Em sua atividade pastoral como Bispo, Agostinho, já percebia que a dimensão do perdão é colocada como algo pequeno e justificável, ou seja, se põe um grande relevo sobre a ofensa muito mais do que a conseqüência do ato de não perdoar no seio da comunidade dos homens. “Não digas: ‘É uma coisa pequena, e logo se remedia’. Sem perdão nada e ninguém se remediarão sozinhos” (Sermão 114, 5). O perdão não vivenciado gera contenda. O desafeto entre irmãos produz mal estar no meio da comunidade e faz com que todo o corpo de Cristo, que é a Igreja, também fique enfermo. Esperar que o outro venha pedir perdão, também, não deixa de ser uma forma de banalizar os efeitos da falta de perdão. As inimizades e os rancores machucam o coração do cristão, paralisam a suas ações no mundo e não o deixam testemunhar a ressurreição de Cristo, que nada mais é do que transformar os momentos de morte em vida em plenitude a toda humanidade. “Não retenha em teu interior inimizade contra ninguém, porque maior é o mal que estes rancores causam em teu coração.” (Comentário a São João 1, 9).

O perdão é o homem em relação. Em relação com os outros, com a natureza e com Deus. “Eu te peço perdão de meus pecados e Tu queres que haja alguém a quem eu possa perdoar.” (Sermão 82, 4). Agostinho já intuía esta verdade em seu coração. Que além do perdão ajudar a libertar o coração do cristão, sanava o corpo da Igreja e restabelecia a harmonia das relações no mundo, porque a dinâmica do perdão evoca a presença de Deus àqueles que são atingidos pela graça do perdão. Basta, a cada um de nós tomar a iniciativa do perdão. Por que esperar que o outro venha pedir perdão? Por que se fazer de vítimas ou de indiferentes nas relações com os demais? Por que adiar a graça que Deus quer derramar sobre nós? “Eu quero ser perdoado. Então perdoarei. Esquecerei as ofensas que me foram proferidas e serão esquecidos os meus delitos. Quero receber. Então, darei. Somente assim, me será dado.” (Sermão 83, 2)

*Frei Arthur Vianna Ferreira, osa.

https://agostinianos.org.br/artigo/o-perdao-e-o-homem-em-relacao/

DICAS DE LEIGUFAS

 

I-             DICAS DE LEIGUFAS

 

 

01       Quando deixamos de entender o mundo

Benjamín Labatut

·          

·         Editora: Todavia

·         Ano: 2022

·          

·         Em 2012, o matemático japonês Shinichi Mochizuki publicou artigos provando uma das mais importantes conjecturas da teoria dos números. Quando sua prova foi considerada impossível de entender pelos maiores

 

02- Através da Minha Janela, Ariana Godoy

 

Aos dezoito anos, Raquel divide a sua rotina entre o trabalho em uma lanchonete nas férias, as saídas com os dois melhores amigos e observações de cada passo do vizinho pela janela de seu quarto. Misterioso e lindo como um deus grego, Ares Hidalgo é a paixão secreta de Raquel desde que a infância. Mas os dois nunca trocaram uma palavra sequer. Isso muda quando ela descobre que Ares está usando sua senha do wi-fi­ sem permissão. Neste momento, Raquel reúne coragem para confrontá-lo, e é nessa noite que tem início um jogo de atração e obsessão enlouquecedor e inebriante entre os dois.

03- Violeta, Isabel Allende

 

Violeta veio ao mundo em um dia tempestuoso de 1920. Ela foi a primeira menina em uma família com cinco filhos. Desde o seu nascimento, a vida de Violeta foi marcada por acontecimentos extraordinários. Após perder tudo o que tinha na Grande Depressão, a sua família mudou-se para o interior do país e, por lá, a menina conheceu o seu primeiro pretendente. Através de uma carta, Violeta narra sua história a pessoa que mais ama na vida, contando decepções e casos amorosos, momentos de pobreza e riqueza, terríveis perdas e imensas alegrias, sempre permeando grandes eventos da história: a luta pelos direitos das mulheres, a ascensão e queda de tiranos e, em última análise, não uma, mas duas pandemias.

 

https://blog.estantevirtual.com.br/2022/04/01/10-livros-para-ler-em-abril/

XV-SB SABENDO BEM DE 06 DE ABRIL DE 2025 INFORMA.



I-             XV-SB SABENDO BEM DE 06 DE  ABRIL DE 2025 INFORMA.

 

 

Caro(a) Leitor(a) amigo(a):

O meu abraço fraterno e uma ótima Quaresna em preparação à

 

Páscoa neste ANO JUBILAR DE 2025

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# VACINAR É UM ATO DE AMOR!

EU CUIDO DE VOCÊ E VOCÊ CUIDA DE MIM E DEUS CUIDA DE NÓS!

USE MÁSCARAS NOS HOSPITAIS






HINO DA CF 2025

https://youtu.be/Pwudny6gFvg?si=YGFaxlPFsZ-nDIPj

 










sábado, 29 de março de 2025

BEM-VINDO AO SB SABENDO BEM DE 30 DE MARÇO DE 2025- QUARTO DOMINGO DA QUARESMA ANOC

 

Sabendo Bem

A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina. (I Coríntios 1, 18).

DOMING0   30 de março  DE 2025   

 

QUARTO DOMINGO DA QUARESMA ANO C

 

Ano Jubilar 2025 - Peregrinos de esperança

 

CF 2025 - Tema: Fraternidade e Ecologia Integral / Lema: "Deus viu que tudo era muito bom". (Gn 1,31)

 

O PERDÃO TEM SABOR DE FESTA

 

HINO DA CF 2025

https://youtu.be/Pwudny6gFvg?si=YGFaxlPFsZ-nDIPj

 

SEJA BEM-VINDO!

DOMINGO, 30 DE MARÇO DE 2025