3- LITURGIA DO 21.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A
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A Liturgia deste 21º Domingo do Tempo
Comum nos coloca diante de uma pergunta decisiva, que atravessa os séculos e
chega até nós com toda a sua força: quem é Jesus de Nazaré? No Evangelho,
Ele interroga os discípulos em dois níveis: primeiro, sobre o que o povo pensa: "Quem dizem os homens ser o Filho do
Homem?" e depois, de forma direta e pessoal: "E vós, quem dizeis que eu sou?". Responder a essa
pergunta não é algo secundário; é essencial para a nossa vida de fé. Dela
depende a autenticidade do nosso discipulado. Trata-se de reconhecer se
seguimos o verdadeiro Messias, enviado pelo Pai, ou se, ao contrário, criamos
um "Jesus à nossa medida", moldado pelos nossos interesses e
vontades. A resposta de Pedro é clara e cheia de fé: "Tu és o Messias, o
Filho do Deus vivo". Reconhecer Jesus como o Messias, acolhê-lo e servi-lo
com a própria vida é caminho de salvação e nos compromete com a realização do
Reino de Deus. Quem professa essa fé é chamado a viver concretamente os valores
do Evangelho.
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A primeira leitura nos apresenta o
contraste entre Sobna e Eliacim. Sobna, investido de autoridade, desvia-se de
sua missão ao buscar benefícios próprios, por isso é destituído. Em seu lugar,
Deus escolhe Eliacim, que exercerá sua função em favor do bem comum. Essa
passagem nos recorda que toda missão é um serviço, e que a fidelidade a Deus se manifesta na
responsabilidade com aquilo que nos foi confiado. Ser abençoado por Deus
não é privilégio, mas compromisso.
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No Evangelho, vemos que há muitas
opiniões sobre Jesus, naquele tempo e também hoje. Mas o que realmente
importa é a resposta daqueles que se dizem seus discípulos. A profissão de fé
de Pedro revela que ele não fala por si mesmo, mas iluminado por Deus:
"não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está nos
céus". Por isso, Jesus o confirma na missão e lhe confia a
responsabilidade de conduzir a Igreja: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra
construirei a minha Igreja… Eu te darei as chaves do Reino dos Céus".
Também hoje somos cercados por inúmeras visões sobre Jesus, muitas vezes
influenciadas pelas circunstâncias da vida, pela cultura, pela política ou por
interesses pessoais. Existe sempre a tentação de adaptar Cristo às nossas
expectativas. No entanto, o seguimento verdadeiro exige o contrário: que nós
nos conformemos a Ele. Não basta repetir as palavras de Pedro; é preciso viver
como Pedro foi chamado a viver. Professar a fé em Jesus Cristo significa
assumir o compromisso de ser Igreja, tornando visíveis, no cotidiano, os
valores do Evangelho: o amor, a justiça, a paz, a partilha, o perdão e a
misericórdia. Só assim mostramos, com a vida, quem é Jesus para nós.
- Como
evangelizadores e vocacionados do Pai, somos chamados a permanecer firmes na
fé, sem nos deixar levar por ideias passageiras ou propostas vazias. Somos
convidados a ser "rocha firme", sustentados pelo Espírito Santo, para
dar testemunho seguro aos irmãos. Que, fortalecidos pela graça de Deus, saibamos
reconhecer, amar e servir Jesus Cristo, centro da nossa vida e da nossa
salvação. A Ele, que tudo conduz com sabedoria e amor, como nos recorda a
segunda leitura, seja dada toda honra e toda glória, hoje e sempre.
https://diocesedesaomateus.org.br/wpcontent/uploads/2026/06/23_08_26.pdf
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