sexta-feira, 21 de agosto de 2026

3- LITURGIA DO 21.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

 

3- LITURGIA DO 21.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

- A Liturgia deste 21º Domingo do Tempo Comum nos coloca diante de uma pergunta decisiva, que atravessa os séculos e chega até nós com toda a sua força: quem é Jesus de Nazaré? No Evangelho, Ele interroga os discípulos em dois níveis: primeiro, sobre o que o povo pensa: "Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?" e depois, de forma direta e pessoal: "E vós, quem dizeis que eu sou?". Responder a essa pergunta não é algo secundário; é essencial para a nossa vida de fé. Dela depende a autenticidade do nosso discipulado. Trata-se de reconhecer se seguimos o verdadeiro Messias, enviado pelo Pai, ou se, ao contrário, criamos um "Jesus à nossa medida", moldado pelos nossos interesses e vontades. A resposta de Pedro é clara e cheia de fé: "Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo". Reconhecer Jesus como o Messias, acolhê-lo e servi-lo com a própria vida é caminho de salvação e nos compromete com a realização do Reino de Deus. Quem professa essa fé é chamado a viver concretamente os valores do Evangelho.

- A primeira leitura nos apresenta o contraste entre Sobna e Eliacim. Sobna, investido de autoridade, desvia-se de sua missão ao buscar benefícios próprios, por isso é destituído. Em seu lugar, Deus escolhe Eliacim, que exercerá sua função em favor do bem comum. Essa passagem nos recorda que toda missão é um serviço, e que a fidelidade a Deus se manifesta na responsabilidade com aquilo que nos foi confiado. Ser abençoado por Deus não é privilégio, mas compromisso.

- No Evangelho, vemos que há muitas opiniões sobre Jesus, naquele tempo e também hoje. Mas o que realmente importa é a resposta daqueles que se dizem seus discípulos. A profissão de fé de Pedro revela que ele não fala por si mesmo, mas iluminado por Deus: "não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está nos céus". Por isso, Jesus o confirma na missão e lhe confia a responsabilidade de conduzir a Igreja: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja… Eu te darei as chaves do Reino dos Céus". Também hoje somos cercados por inúmeras visões sobre Jesus, muitas vezes influenciadas pelas circunstâncias da vida, pela cultura, pela política ou por interesses pessoais. Existe sempre a tentação de adaptar Cristo às nossas expectativas. No entanto, o seguimento verdadeiro exige o contrário: que nós nos conformemos a Ele. Não basta repetir as palavras de Pedro; é preciso viver como Pedro foi chamado a viver. Professar a fé em Jesus Cristo significa assumir o compromisso de ser Igreja, tornando visíveis, no cotidiano, os valores do Evangelho: o amor, a justiça, a paz, a partilha, o perdão e a misericórdia. Só assim mostramos, com a vida, quem é Jesus para nós.

 - Como evangelizadores e vocacionados do Pai, somos chamados a permanecer firmes na fé, sem nos deixar levar por ideias passageiras ou propostas vazias. Somos convidados a ser "rocha firme", sustentados pelo Espírito Santo, para dar testemunho seguro aos irmãos. Que, fortalecidos pela graça de Deus, saibamos reconhecer, amar e servir Jesus Cristo, centro da nossa vida e da nossa salvação. A Ele, que tudo conduz com sabedoria e amor, como nos recorda a segunda leitura, seja dada toda honra e toda glória, hoje e sempre.

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