domingo, 4 de outubro de 2020

04 DE OUTUBRO: SÃO FRANCISCO DE ASSIS

São Francisco de Assis nasceu em Assis, Itália, em 1182. Era filho de Pedro Bernardone, um rico comerciante, e Pia, de família nobre da Provença.  Na juventude, Francisco era muito rico e esbanjava dinheiro com ostentações. Porém, os negócios de seu pai não lhe despertaram interesse, muito menos os estudos. O que ele queria mesmo era se divertir. Porém, São Boaventura, seu contemporâneo, escreveu sobre ele: “Mas, com o auxílio divino, jamais se deixou levar pelo ardor das paixões que dominavam os jovens de sua companhia”.

 

Vida de São Francisco

Na juventude de Francisco, por volta de seus vinte anos, uma guerra começou entre as cidades italianas chamadas Perugia e Assis. Ele queria combater em Espoleto, entre Assis e Roma, mas caiu enfermo. Durante a doença, Francisco ouviu uma voz sobrenatural. Esta lhe pedia para ele "servir ao amor e ao Servo". Pouco a pouco, com muita oração, Francisco sentiu em seu coração a necessidade de vender seus bens e “comprar a pérola preciosa” sobre a qual ele lera no Evangelho.

 

Certa vez, ao encontrar um leproso, apesar da repulsa natural, venceu sua vontade e beijou o doente. Foi um gesto movido pelo Espírito Santo. A partir desse momento, ele passou a fazer visitas e a servir aos doentes que sem encontravam nos hospitais. Aos pobres, presenteava com suas próprias roupas e também com o dinheiro que tivesse no momento.

 

O Chamado

Num dia simples, mas muito especial, num momento em que Francisco rezava sozinho na Igreja de São Damião, em Assis, ele sentiu que o crucifixo falava com ele, repetindo por três vezes a frase que ficou famosa: "Francisco, repara minha casa, pois olhas que está em ruínas". O santo vendeu tudo o que tinha e levou o dinheiro ao padre da Igreja de São Damião, e pediu permissão para viver com ele. Francisco tinha vinte e cinco anos.

 

Pedro Bernardone, ao saber o que seu filho tinha feito, foi busca-lo indignado, levou-o para casa, bateu nele e acorrentou-o pelos pés. A mãe, porém, o libertou na ausência do marido, e o jovem retornou a São Damião. Seu pai foi de novo buscá-lo. Mandou que ele voltasse para casa ou que renunciasse à sua herança. Francisco então renunciou a toda a herança e disse: "As roupas que levo pertencem também a meu pai, tenho que devolvê-las". Em seguida se desnudou e entregou suas roupas a seu pai, dizendo-lhe: “Até agora tu tem sido meu pai na terra, mas agora poderei dizer: ‘Pai nosso, que estais nos céus”.

 

Renúncia de São Francisco de Assis

Para reparar a Igreja de São Damião, Francisco pedia esmola em Assis. Terminado esse trabalho, começou reformar a Igreja de São Pedro. Depois, ele retirou-se para morar numa capela com o nome de Porciúncula. Ela fazia parte da abadia de Monte Subasio, cuidada pelos beneditinos. Ali o céu lhe mostrou o que realmente esperava dele.

 

O trecho do Evangelho da Missa daquele dia dizia: "Ide a pregar, dizendo: o Reino de Deus tinha chegado. Dai gratuitamente o que haveis recebido gratuitamente. Não possuas ouro, nem duas túnicas, nem sandálias...” A estas palavras, Francisco tirou suas sandálias, seu cinturão e ficou somente com a túnica.

 

Milagres de São Francisco de Assis

Deus lhe concedeu o dom da profecia e o dos milagres. Quando Francisco pedia esmolas com o fim de restaurar a Igreja de São Damião, ele dizia: "Um dia haverá ali um convento de religiosas, em cujo nome se glorificará o Senhor e a Igreja". A profecia se confirmou cinco depois com Santa Clara e suas religiosas.

 

Ao curar, com um beijo, o câncer que havia desfigurado o rosto de um homem, São Boaventura comentou para São Francisco de Assis: "Não se há que admirar mais o beijo do que o milagre?"

 

Fundação da Ordem dos Frades Menores (O.F.M.)

Francisco começou a anunciar a verdade, no ardor do Espírito de Cristo. Convidou outros a se associarem a ele na busca da perfeita santidade, insistindo para que levassem uma vida de penitência. Alguns começaram a praticar a penitência e em seguida se associaram a ele, partilhando a mesma vida. O humilde São Francisco de Assis decidiu que eles se chamariam Frades Menores.

 

Surgiram assim os primeiros 12 discípulos que, segundo registram alguns documentos, “foram homens de tão grande santidade que, desde os Apóstolos até hoje, não viu o mundo homens tão maravilhosos e santos”. O próprio Francisco disse em testamento: “Aqueles que vinham abraçar esta vida, distribuíam aos pobres tudo o que tinham. Contentavam-se só com uma túnica, uma corda e um par de calções, e não queriam mais nada”. Os novos apóstolos reuniram-se em torno da pequena igreja da Porciúncula, ou Santa Maria dos Anjos, que passou a ser o berço da Ordem.

 

A nova ordem religiosa de São Francisco de Assis

Em 1210, quando o grupo contava com doze membros, São Francisco de Assis redigiu uma regra pequena e informal. Esta regra era, na sua maioria, os conselhos de Jesus para que possamos alcançar a perfeição. Com ela foram à Roma apresentá-la ao Sumo Pontífice. Lá, porém relutavam em aprovar a nova comunidade. Eles achavam que o ideal de Francisco era muito rígido a respeito da pobreza. Por fim, porém, um cardeal afirmou: "Não podemos proibir que vivam como Cristo mandou no Evangelho".

 

Receberam a aprovação e voltaram a Assis, vivendo na pobreza, em oração, em santa alegria e grande fraternidade, junto a Igreja da Porciúncula. Mais tarde, Inocêncio III mandou chamar São Francisco de Assis e aprovou a regra verbalmente. Logo em seguida o papa impôs a eles o corte dos cabelos, e lhes enviou em missão de pregarem a penitência.

 

São Francisco de Assis, um exemplo de vida

São Francisco de Assis manifestava seu amor a Deus por uma alegria imensa, que se expressava muitas vezes em cânticos ardorosos. A quem lhe perguntava qual a razão de tal alegria, respondia que “ela deriva da pureza do coração e da constância na oração”.

 

A santidade de São Francisco de Assis lhe angariou muitos discípulos e atraiu também uma jovem, filha do Conde de SassoRosso, Clara, de 17 anos. Desde o momento em que o ouviu pregar, compreendeu que a vida que ele indicava era a que Deus queria para ela. Francisco tornou-se seu guia e pai espiritual.

 

Nascia assim a Ordem Segunda dos Franciscanos, a das Clarissas. Depois, Inês, irmã de Clara, a seguia no claustro; mais tarde uma terceira, Beatriz se juntou a elas.

 

Sabedoria divina

Certa vez, São Francisco de Assis, sentindo-se fortemente tentado pela impureza, deitou-se sem roupas sobre a neve. Outra vez, num momento de tentação ainda mais violenta, ele rolou sobre espinhos para não pecar e vencer suas inclinações carnais.

 

Sua humildade não consistia simplesmente no desprezo sentimental de si mesmo, mas na convicção de que "ante os olhos de Deus o homem vale pelo que é e não mais". Considerando-se indigno do sacerdócio, São Francisco de Assis apenas chegou a receber o diaconato. Detestava de todo coração o exibicionismo.

 

Uma vez contaram-lhe que um dos irmãos amava tanto o silêncio que até quando ia se confessar, fazia-o por sinais. São Francisco respondeu desgostoso: "Isso não procede do Espírito de Deus, mas sim do demônio; é uma tentação e não um ato de virtude". Francisco tinha o dom da sabedoria. Certa vez, um frade lhe pediu permissão para estudar. Francisco respondeu que, se o frade repetisse com amor e devoção a oração "Glória ao Pai", se tornaria sábio aos olhos de Deus. Ele mesmo, Francisco, era um grande exemplo da sabedoria dessa maneira adquirida.

 

São Francisco de Assis e os animais

A proximidade de Francisco com a natureza sempre foi a faceta mais conhecida deste santo. Seu amor universalista abrangia toda a Criação, e simbolizava um retorno a um estado de inocência, como Adão e Eva no Jardim do Éden.

 

Os estigmas de São Francisco de Assis

Dois anos antes de sua morte, tendo Francisco ido ao Monte Alverne em companhia de alguns de seus frades mais íntimos, pôs-se em oração fervorosa e foi objeto de uma graça insigne.

 

Na figura de um serafim de seis asas apareceu-lhe Nosso Senhor crucificado que, depois de entreter-se com ele em doce colóquio, partiu deixando-lhe impressos no corpo os sagrados estigmas da Paixão. Assim, esse discípulo de Cristo, que tanto desejara assemelhar-se a Ele, obteve mais este traço de similitude com o Divino Salvador.

 

Devoção a São Francisco de Assis

No verão de 1225, Francisco esteve tão enfermo, que o cardeal Ugolino e o irmão Elias o levaram ao médico do Papa, em Rieti. São Francisco de Assis perguntou a verdade e lhe dissessem que lhe restava apenas umas semanas de vida. "Bem vinda, irmã Morte!", exclamou o santo.

 

Em seguida pediu para ser levado à Porciúncula. Morreu no dia três de outubro de 1226, com menos de 45 anos, depois de escutar a leitura da Paixão do Senhor. Ele queria ser sepultado no cemitério dos criminosos, mas seus irmãos o levaram em solene procissão à Igreja de São Jorge, em Assis.

 

Ali esteve depositado até dois anos depois da canonização. Em 1230, foi secretamente trasladado à grande basílica construída pelo irmão Elias. Ele foi canonizado apenas dois anos depois da morte, em 1228, pelo Papa Gregório IX. Sua festa é celebrada em 04 de outubro.

 

Oração a São Francisco de Assis

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.

Onde houver ódio, que eu leve o amor;

Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;

Onde houver discórdia, que eu leve a união;

Onde houver dúvida, que eu leve a fé;

Onde houver erro, que eu leve a verdade;

Onde houver desespero, que eu leve a esperança;

Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;

Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, Fazei que eu procure mais

Consolar, que ser consolado;

compreender, que ser compreendido;

amar, que ser amado.

Pois, é dando que se recebe,

é perdoando que se é perdoado,

e é morrendo que se vive para a vida eterna.

Fonte: https://cruzterrasanta.com.br/historia-de-sao-francisco-de-assis/139/102/


NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO

Na última aparição, em outubro de 1917, a Virgem Maria disse por fim o seu nome: “Sou a Senhora do Rosário”; e voltou a lembrar a recomendação já feita antes: “Continuem a rezar o terço todos os dias”.

Foi durante aquela aparição que Nossa Senhora disse às três crianças: ” … Continuem a recitar o Rosário todos os dias em honra de Nossa Senhora do Rosário, para obter a paz no mundo e o fim da guerra…”

Fátima e o Rosário, as crianças de Fátima e Nossa Senhora são palavras profunda e inseparavelmente unidas entre si… Hoje, talvez mais do que nunca, Maria derrama graças sobre aqueles que rezam o terço … Conheça mais sobre a devoção e as graças que recebem aqueles que praticam a reza do terço, bem como a história da última aparição de Nossa Senhora em Fátima.

Por especial desígnio da infinita misericórdia de Deus, Maria Santíssima revelou ao grande São Domingos de Gusmão, fundador da Ordem dos Dominicanos, um meio fácil e seguro de salvação: o santo Rosário.

Sempre que os homens o utilizam, tudo floresce na Igreja, na terra passa a reinar a paz, as famílias vivem em concórdia e os corações são abrasados de amor a Deus e ao próximo. Quando dele se esquecem, as desgraças se multiplicam, implanta-se a discórdia nos lares, o caos se estabelece no mundo…

Fator decisivo de grandes vitórias

Foi, sobretudo, nos momentos de grandes perigos e provações para a Igreja, que o Rosário teve um papel decisivo, propiciou a perseverança dos católicos na Fé e levantou uma barreira contra o mal.

Ao ver a Europa ameaçada pelos exércitos do império otomano, que avançavam por mar e por terra, devastando tudo e perseguindo os cristãos, o Papa São Pio V mandou rezar o Rosário em toda a Cristandade, implorando a proteção de Nossa Senhora. Ao mesmo tempo, com o auxílio da Espanha e de Veneza, reuniu uma esquadra no Mar Mediterrâneo para defender os países católicos.

A sete de outubro de 1571, a frota católica encontrou a poderosa esquadra otomana no golfo de Lepanto. E apesar da superioridade numérica do adversário, os cristãos saíram triunfantes, afastando definitivamente o risco de uma invasão. Antes de travar-se o combate, todos os soldados e marinheiros católicos rezaram o Rosário com grande devoção.

A vitória, que parecia quase impossível, deveu-se à proteção da Virgem Santíssima, a qual – segundo testemunho dado pelos próprios muçulmanos – apareceu durante a batalha, infundindo-lhes grande terror.

No século XVIII, para comemorar a vitória do Príncipe Eugênio de Saboya sobre o exército otomano, devida também à eficácia do Rosário, o Papa Clemente XI ordenou que a festa de Nossa Senhora do Rosário fosse celebrada universalmente.

São Luís Grignion de Montfort

A Igreja seria ainda sacudida por muitas tempestades. Visando fortalecer seus filhos e prepará-los para suportar as grandes provações futuras, suscitou Deus uma alma de fogo com a missão de reacender a chama da devoção ao Rosário, o qual mais uma vez tinha caído no esquecimento. São Luís Maria Grignion de Montfort, o grande doutor da devoção à Mãe de Deus, exerceu sua missão profética um século antes da Revolução Francesa. As regiões nas quais se deram ouvidos à sua pregação foram as que melhor resistiram aos erros de sua época e conservaram íntegra a Fé.

Fátima, 1917: “Sou a Senhora do Rosário”

Já no século XX, quando a Primeira Guerra Mundial estava em seu auge, Nossa Senhora veio, Ela mesma, em pessoa, lembrar aos homens que a solução para seus males estava ao alcance das mãos, nas contas do Rosário: “Rezai o Terço todos os dias para alcançar a paz e o fim da guerra”, repetiu Ela maternalmente aos três pastorzinhos, em Fátima. Na última aparição, em outubro de 1917, a Virgem Maria disse quem era: “Sou a Senhora do Rosário”. E para atestar a autenticidade das aparições e a importância do Rosário, operou um milagre de grandeza nunca vista, presenciado pela multidão de 70.000 pessoas que estavam no local: o sol girou no céu, ao meio-dia, parecendo precipitar- se sobre a terra, retomando depois sua posição habitual no firmamento.

Milagres dessa magnitude, só no Antigo Testamento encontramos. Mas nem assim o mundo deu ouvidos à Mãe de Deus. E nunca se abateram sobre a Terra tantas desgraças, nunca houve tantas guerras, nunca a desagregação moral chegou tão baixo.

Entretanto, o meio de obter a paz para o mundo, para as famílias, para os corações, continua ao alcance de nossas mãos, nas contas benditas do Rosário, que Maria Santíssima trazia suspenso de seu braço quando apareceu em Fátima.

Salvou-se porque levava o Terço à cintura

Não é possível expressar quanto a Santíssima Virgem estima o Rosário sobre todas as demais devoções, e como é generosa em recompensar os que trabalham para divulgá-lo.

Conta São Luís de Montfort o caso de Afonso IX, Rei de León, a quem Nossa Senhora protegeu particularmente, pelo simples fato de portar o Rosário à cintura.

Desejando que os seus súditos honrassem a Santíssima Virgem, e para animá-los com seu exemplo, ocorreu a esse monarca portar ostensivamente um grande Rosário, ainda que não o rezasse. Isto bastou para incentivar os seus cortesãos a rezá-lo devotamente.

Algum tempo depois, o rei ficou às portas da morte, acometido por uma grave enfermidade. Foi então transportado em espírito ao tribunal de Deus, onde os demônios o acusaram de todos os seus crimes. E quando ia ser condenado às penas eternas, apresentou- se em sua defesa a Santíssima Virgem diante de Jesus.

Num prato da balança, foram colocados os pecados do Rei. No outro, a Virgem Maria colocou o grande Rosário que ele portara em honra d’Ela, juntamente com os Rosários que, devido ao seu exemplo, haviam rezado outras pessoas, e estes pesavam mais que todos os pecados por ele cometidos.

Depois, Maria Santíssima, olhando com misericórdia para o Rei, disse: “Consegui de meu Filho, como recompensa pelo pequeno serviço que Me fizeste, levando à cintura o Rosário, o prolongamento de tua vida por mais uns anos. Emprega-os bem, e faz penitência”.

Voltando a si, o rei exclamou: “Oh! Bendito Rosário da Santíssima Virgem, por ele é que fui livre da condenação eterna!” E, recuperando a saúde, passou a rezar o Rosário todos os dias até o fim da vida.

A palavra do Papa, porta-voz de Jesus

“O Rosário transporta-nos misticamente para junto de Maria (…) para que Ela nos eduque e nos plasme até que Cristo esteja formado em nós plenamente” – ensina o Papa João Paulo II. E acrescenta: “Nunca, como no Rosário, o caminho de Cristo e o de Maria aparecem unidos tão profundamente. Maria só vive em Cristo e em função de Cristo”.

Recordemos suas inspiradas palavras na Carta Apostólica “Rosarium Virginis Mariæ”: “O Rosário acompanhou-me nos momentos de alegria e nas provações.

A ele confiei tantas preocupações; nele encontrei sempre conforto. O Rosário é minha oração predileta. Oração maravilhosa! “Ó Rosário bendito de Maria, doce cadeia que nos prende a Deus, vínculo de amor que nos une aos Anjos, torre de salvação contra os assaltos do inferno, porto seguro no naufrágio geral! “Não te deixaremos nunca mais! “Serás o nosso conforto na hora da agonia. Seja para ti o último ósculo da vida que se apaga. E a última palavra dos nossos lábios há de ser o vosso nome suave, ó Rainha do Rosário, ó nossa Mãe querida, ó Refúgio dos pecadores, ó soberana consoladora dos tristes. Sede bendita em toda parte, hoje e sempre, na terra e no Céu. Amém.”

Nunca deixe de rezá-lo!

E veja quantos benefícios nos proporciona a recitação do Rosário!

• Eleva-nos ao conhecimento perfeito de Jesus Cristo.
• Purifica nossas almas do pecado.
• Faz-nos vitoriosos contra todos os nossos inimigos.
• Torna-nos fácil a prática das virtudes.
• Abrasa-nos no amor de Jesus Cristo.
• Enriquece-nos de graças e méritos.
• Fornece-nos os meios de pagar todas as nossas dívidas com Deus e com os homens.

Fonte: https://www.arautos.org/secoes/artigos/especiais/nossa-senhora-do-rosario-2-144550


DEUS PERGUNTA: QUEM SOU EU?

A resposta libertadora de Deus para a pergunta: “Quem sou eu?”

Costumava haver um consenso sobre quem somos e para que servimos. Mas isso começou a mudar, especialmente no século XX

Em todo o mundo, os escritores estão preocupados com o impacto das mídias sociais na identidade pessoal. Filósofos dispostos a descrever sobre personalidade e identidade pessoal estão ganhando muito dinheiro hoje em dia.

Por um lado, as empresas de alta tecnologia dizem que protegem nossa identidade. Na outra ponta do espectro, os imigrantes estão tentando entender quem são quando deixam sua terra natal.

 

O fato é que nossa confusão sobre quem somos é um grande fator de estresse em nossas vidas.

 

Costumava haver um consenso sobre quem somos e para que servimos. Mas isso começou a mudar, especialmente no século XX. O bispo Robert Barron deu uma palestra magistral sobre como o pensamento de figuras filosóficas importantes levou às manchetes de hoje. Ao longo do caminho, ele mostra como perder a fé em Deus nos faz esquecer quem somos.

 

Friedrich Nietzsche disse: “Deus está morto”. Depois, ele detalhou as consequências da ausência de Deus. Sem Deus, não há fundamento para a verdade objetiva e temos que afirmar nossas próprias verdades pela força de vontade. John Paul Sartre levou Nietzsche um passo adiante, dizendo que cada um decide o que é, e ninguém pode criticar quem escolhemos ser.

 

Embora as grandes mentes de Nietzsche e Sartre possam ter achado revigorante e libertador afirmar sua vontade sobre o universo e se inventar, isso deixa a maioria de nós exausta ou perdida.

 

O Papa Francisco aponta que a fé oferece um caminho melhor. Segundo o pontífice, o Livro do Gênesis conta histórias sobre nossa origem e tem coisas poderosas e profundas a dizer sobre nossa identidade. “Depois de ter criado o universo e todos os seres vivos, Deus criou a sua obra-prima, o ser humano, feito à sua imagem: ‘à imagem de Deus os criou; homem e mulher ele os criou’”, disse Francisco. “Deus nos deu seu DNA, ou seja, nos fez seus filhos”, acrescentou. Aqueles que “se parecem muito ou pouco com Ele são seus filhos: eles receberam essa identidade”.

 

Assim, seu próprio corpo diz quem você é: um filho de Deus. “O corpo humano compartilha da dignidade da imagem de Deus”, diz o Catecismo, acrescentando que o espírito e a matéria “não são duas naturezas unidas, mas sua união forma uma única natureza”.

 

As consequências desse fato são enormes.

 

Deus é amor, e nossos corpos refletem seu amor. A Igreja mostra isso desde o batismo (onde a água em nossa cabeça muda nossa alma), ao casamento (onde nosso corpo é unido a outro) e à morte, quando nossos corpos ou cinzas são enterrados, em vez de espalhados.

 

A missa nos treina a amar a Deus com nossos corpos enquanto nos ajoelhamos e ficamos de pé. Lembramos continuamente que nossas vidas foram salvas quando Jesus ofereceu seu corpo na cruz, e nossa esperança assegurada quando seu corpo ressuscitou dos mortos, o que nossos corpos farão um dia.

 

Aristóteles chama o homem de “animal racional” cuja maior felicidade se encontra no exercício de sua razão – em contemplar o que é verdadeiro. Para nós, a maior atividade humana é conhecer a Deus por meio da oração e do estudo.

 

Mesmo considerando nossa evolução, nosso intelecto nos diferencia dos outros animais.  Quem somos como seres humanos foi conquistado por nossa sede de conhecimento. Isso acontece no nível de um cientista de Cambridge que estuda Vênus ou no nível de uma criança que pergunta perpetuamente “por quê?” E isso acontece quando ambos ouvem as Escrituras juntos na missa.

 

Além disso, nossa vontade nos torna quem somos. Temos uma vontade que nos permite amar de uma forma diferente de qualquer outro animal, e esta é a expressão máxima de quem somos.

 

Jesus resume os Dez Mandamentos como “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração” e “amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Esta é a descrição final de quem somos: amantes de Deus e amantes uns dos outros.

 

Isso nos torna muito mais do que poderíamos ter inventado ou afirmado a nós mesmos. Uma certeza que nos tira das mãos do acaso cego e nos coloca nas mãos de Deus, que quer nos levar, através da morte, para o seu lado.

Fonte: https://pt.aleteia.org/2020/09/28/a-resposta-libertadora-de-deus-para-a-pergunta-quem-sou-eu/

 

08 de Outubro – DIA DO NASCITURO

Desde 2005 a Igreja realiza entre os dias 1º a 7 de outubro a Semana Nacional da Vida, instituída pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), culminando hoje com o Dia do Nascituro (08). É uma data fixa no calendário da CNBB.

A Comissão Vida e Família da CNBB destaca que:  “A atividade da Semana Nacional da Vida e do Dia do Nascituro é uma feliz iniciativa da Igreja. Busca ecoar na consciência, não só dos católicos, mas também de todos os homens e mulheres de nossa sociedade, o quão é necessário criar uma cultura da vida numa realidade que, muitas vezes, passou a considerar certas condições humanas como descartáveis”.

Para auxiliar na organização e vivência desta mobilização a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB e Comissão Nacional da Pastoral Familiar criou este ano o  subsídio “Hora da Vida”. Esse subsídio consiste em atividades para sete encontros com diferentes abordagens, baseado na Exortação Apostólica do papa Francisco, Evangelli Gaudium.

Como disse Madre Teresa de Calcutá: “A vida é a VIDA, defende-a.”

ORAÇÃO

Nós vos louvamos, Senhor, Deus da Vida.
Bendito sejais, porque nos criastes por amor.
Vossas mãos nos modelaram desde o ventre materno.
Nós vos agradecemos pelos nossos pais, famílias e todas as pessoas que cuidam da vida humana desde o seu início até o fim.

Em Vós somos, vivemos e existimos.
Abençoai todos e todas que zelam pela vida humana e a promovem.
Abençoai as gestantes e todos os profissionais da saúde.
Dai às pessoas e às famílias o pão de cada dia, a luz da fé e o amor fraterno.
Nossa Senhora Aparecida, intercedei por nossos nascituros, nossas crianças, nossos jovens, nossos adultos e nossos idosos, para que tenham vida plena em Jesus, que ofereceu sua vida em favor de todos.
Amém.

(Dom Orlando Brandes).

Fonte: https://www.a12.com/academia/noticias/a-igreja-celebra-dia-do-nascituro-8-de-outubro

EDUCAÇÃO FINANCEIRA

O que é uma pirâmide financeira ou ponzi? Não caia no golpe!

Ganhe 30% em 3 dias. Mude a realidade da sua vida! Aposto que você já deve ter visto esse tipo de propaganda por aí.

Às vezes, quem está por dentro do mercado de investimentos ou já possui certo conhecimento no tema, acaba vivendo em uma ‘bolha’.

Esquecemos como a falta de educação financeira é um problema extremamente comum no Brasil.

É bem provável que você já tenha caído, ou pelo menos conheça alguém próximo, que foi vítima de algum golpe financeiro. As famosas pirâmides ou Esquemas de Ponzi.

O esquema de Ponzi foi popularizado por Charles Ponzi (o italiano com pinta de investidor, mas que na verdade não passa de um estelionatário). Hoje os Ponzis estão por todos os lados, e se parecem muito com o original.

Basicamente, as pirâmides vivem de aportes financeiros de novos entrantes e funcionam com um sistema de repasse.

 

Ex: João entra com 10 mil reais. Convida Maria e José, que também entram com mais 10 mil reais. Maria convida Fulano e José convida Ciclano. Mais 20 mil entrando no esquema. Que assim convidam mais pessoas, o que resulta em um ciclo vicioso.


Uma pirâmide sobrevive por causa de entrada de dinheiro

Esse sistema de novos entrantes, se você parar para visualizar graficamente, formará a figura de uma pirâmide. Por isso o termo “pirâmide financeira”.

 

Os responsáveis por convidar novos “investidores”, ganham porcentagens sobre o valor investido dos convidados. É por isso que, durante um certo tempo, algumas pirâmides financeiras dão uma falsa sensação de negócio legítimo.

 

O grande problema é que esse modelo nunca será sustentável. Não existe produção ou criação de receita. Apenas repasse.

 

Quando o fluxo de novos entrantes perde vazão e a quantidade de membros antigos é grande, sobra pouco dinheiro para distribuir entre as várias vítimas/cúmplices.

E em 100% dos casos, a base da pirâmide paga a conta. O pior de tudo é que boa parte desse pessoal vê nesses esquemas uma forma de sair de uma situação de pobreza, e costuma apostar as economias de uma vida inteira.

Uma única dica é suficiente para que você nunca caia em algum esquema desse, por isso ficará aqui registrado em letras maiúsculas:

NÃO ACREDITE EM FÓRMULA MÁGICA DE ENRIQUECIMENTO.

Não existe fórmula concreta. Principalmente quando se trata de investimentos. Investir é hábito e consistência.

Fonte: https://cointimes.com.br/o-que-e-uma-piramide-financeira/


VOLTA ÀS AULAS

PESQUISAS REVELAM MEDO DE PAIS E RISCO PARA FAMILIARES

RIBAMAR MARTINS

Volta às aulas pode colocar mais de 900 mil pessoas na fila das UTIs com Covid-19, mostra pesquisa da Fiocruz. Já pesquisa Datafolha revela que 70% dos pais não querem que filhos voltem as aulas este ano.

Enquanto governos discutem a volta às aulas sem plano efetivo de segurança para proteger crianças e jovens do novo coronavírus (Covid-19), 70% dos pais e mães que têm filhos entre o 6º e o 9º ano na rede pública acham que seria melhor que ficassem na mesma série em 2021, revela Datafolha feita.

Estudo da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) revela outro problema grave: cerca de 9,3 milhões de pessoas também ficariam sujeitas à contaminação pelo novo coronavírus porque fazem parte de grupos de risco – idosos e adultos com comorbidades – que convivem com as crianças, jovens e profissionais da educação.

De acordo com o estudo, ainda que escolas, colégios e universidades adotem medidas de segurança e que elas sejam cumpridas à risca, o risco de contágio é iminente. Além da possibilidade de aglomerações nos locais, o estudo aponta que os transportes públicos e a falta de controle sobre o comportamento dos jovens representam situações potenciais de contaminação. E se forem contaminados, podem levar para casa o vírus e infectar os parentes, em especial os de grupos de risco, mais vulneráveis à doença.

Diego Xavier, epidemiologista do Instituto de Comunicação e Informação em Saúde (Icict), ligado à Fiocruz, estima que se apenas 10% dos 9,3 milhões de adultos e idosos com fatores de risco, que vivem com crianças em idade escolar, precisarem de cuidados intensivos, serão mais de 900 mil pessoas na fila das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

“Temos todo um conjunto de pessoas que compõem a comunidade escolar, desde os transportes, os funcionários das escolas, os alunos, os pais e cuidadores desses alunos, todos fazem parte da comunidade escolar e todos estão sob risco”, ele explica.

O epidemiologista ressalta que a volta às aulas é um passo da reabertura econômica que, teoricamente, coloca fim ao isolamento social recomendado por autoridades de saúde e o resultado é o aumento de casos. “O vírus se aproveita da grande circulação de pessoas para se disseminar e a tendência é de que voltemos a ter aumento no número de casos”.

Para autoridades internacionais à volta ás aulas presenciais só deveriam ocorrer depois que todos fizessem testes para checar se alunos e trabalhadores da educação contraíram Covid-19, e depois também que fosse feito um rastreamento de contatos para isolar e tratar quem estiver infectado – quanto maior o rastreamento, menor a necessidade de testagem.

Segundo Diego Xavier, a forma como a volta às aulas está sendo ‘pensada’ não inclui esses protocolos mais aprofundados de prevenção e combate ao novo coronavírus. “Não bastam protocolos dentro da escola porque tem o caminho que a pessoa faz para chegar lá e isso, e isso não estão previsto”, afirma.

Assim como os estudiosos do mundo, o epidemiologista da Fiocruz fala da importância da testagem em massas das crianças, em especial às maiores de dez anos de idade que, de acordo com um estudo realizado na Coreia do Sul, são transmissoras em potencial do vírus tanto quando adultos, ainda que não apresentem nenhum sintoma e a doença não evolua nesse grupo. 

Além desses fatores, a Fiocruz alerta também que há um agravante. É a desmobilização de recursos e desmonte de unidades de saúde, como hospitais de campanha, que são cruciais para o enfrentamento à pandemia, principalmente se aumentarem os casos de contaminação.

“Se aplicarmos a taxa de letalidade brasileira nesse cenário, estaremos falando de algo como 35 mil novos óbitos, somente entre esses grupos de risco”, ele explica. 

De acordo com o epidemiologista, essa população terá de conviver com o vírus dentro da residência e, no caso de ter de recorrer ao serviço de saúde, o acesso será mais difícil.

“O SUS não terá folga grande para atender novos casos. Se colocarmos mais gente em circulação e o vírus voltar com força, não teremos como entender esses pacientes”, ele diz.

Responsabilidade

De acordo com o estudo da Fiocruz, o recomendável seria que estados e municípios oferecessem aos pais informações necessárias para que cuidados passassem a ser adotados dentro de casa e que deveriam ser ampliadas as atividades de vigilância epidemiológica dos grupos vulneráveis por meio de testagens e acompanhamento clínico permanente.

“Para que a gente pense na volta às aulas, são necessários planos específicos pra “identificar os casos muito mais cedo, isolar essas pessoas, rastrear pessoas que tenham contato com ela, tudo para interromper a cadeia de transmissão”, afirma Diego Xavier.

O argumento para a volta às aulas a qualquer custo é que as crianças e adolescentes não podem perder o ano letivo. Governadores e prefeitos desprezam s cuidados com a saúde e a vida por causa da pressão econômica dos donos de escolas particulares que temem perder alunos e, consequentemente, lucros.

A pressão para que as aulas voltem nesse momento crítico, com mais de mil óbitos por dia é uma atitude arriscada. É preciso um cuidado muito maior do que o que se tem colocado- Diego Xavier

Desigualdade

Outro ponto abordado pelo epidemiologista, que coloca em dúvida a volta às aulas é a desigualdade entre escolas públicas e particulares. Ele afirma que não se pode pensar em medidas levando em consideração as possibilidades e recursos de escolas particulares e aplicar esses protocoles em escolas públicas que “historicamente tem menos estrutura que escolas particulares”.

“Não vamos solucionar essa desigualdade em um curto prazo. As escolas públicas serão ambientes de menor controle, consequentemente, mais propícios para a disseminação do coronavírus”, explica Diego.

Resistência

Sindicatos em todo o país, organizados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Educação (CNTE), já anunciaram que, se necessário, farão greve para que as aulas não retornem.

O presidente da CNTE, Heleno Araújo, afirmou ao Portal CUT que “o importante é salvar vidas, que não podem ser recuperadas depois”.

Ao todo, a CNTE tem em sua base mais de um milhão de trabalhadores no setor.

De acordo com pesquisa feita pelo Poder 360, 11 unidades da federação já têm propostas para retomar as atividades nas escolas: Acre, Alagoas, Distrito Federal, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande de Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo.

No Rio de Janeiro, a Justiça suspendeu o decreto do prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) que autorizava o retorno às aulas para o 4°, 5°, 8° e 9° ano, na rede privada da capital.

A decisão do desembargador Peterson Barros Simão, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, proíbe também a abertura de atividades educacionais presenciais em creches e escolas privadas. A multa, em caso de descumprimento, é R$ 10 mil por dia.

Em São Paulo, o estado com maior número de casos de Covid019, o retorno é incerto. As metas para que a volta às aulas pudesse acontecer ainda não foram atingidas. Os critérios do Comitê Estadual de Contingência do Coronavírus estabelecem que todas as regiões administrativas do estado, tivessem um mínimo de 28 dias seguidos na fase 3 – amarela de flexibilização da quarentena.

Atualmente, três regiões ainda estão na fase 1-vermelha, o que frustra os planos de retorno no dia 8 de setembro, conforme planeja o governador João Dória (PSDB).

Na capital paulista, um inquérito sorológico feito pela Secretaria Municipal de Saúde mostrou aumento de contágios em idosos na capital.

A investigação aponta que 13,9% de todos os casos mapeados no estudo foram registrados em pessoas mais velhas. O medo dos especialistas, em concordância com os pesquisadores da Fiocruz é de que os estudantes tramitam a doença para seus familiares.

A orientação do CEE é que as atividades letivas continuem por meio remoto, até 31 de dezembro de 2020.

Fonte: SINPRO-DF: https://www.sinprodf.org.br/volta-as-aulas-pesquisas-revelam-medo-de-pais-e-risco-para-familiares/

 

DISSE O PAPA FRANCISCO

“EIS-ME AQUI, ENVIA-ME” (Is 6,8)

Queridos irmãos e irmãs! Desejo manifestar a minha gratidão a Deus pelo empenho com que, em outubro passado, toda a Igreja viveu o Mês Missionário Extraordinário. Estou convicto de que isso contribuiu para estimular a conversão missionária em muitas comunidades no caminho indicado pelo tema “Batizados e enviados: A Igreja de Cristo em missão no mundo”.

Neste ano, marcado pelas tribulações e desafios causa- dos pela pandemia do Covid-19, o caminho missionário, para toda a Igreja, continua à luz da palavra que encontramos na narração da vocação do profeta Isaías: “Eis- -me aqui, envia-me” – É a resposta sempre nova à pergunta do Senhor: “Quem enviarei?” (Is 6, 8). Esse chamado vem do coração de Deus, da sua misericórdia, que interpela tanto a Igreja quanto a humanidade na atual crise mundial. “À semelhança dos discípulos do Evangelho, fomos surpreendidos por uma tempestade inesperada e furiosa.

Percebemos estar no mesmo barco, todos frágeis e desorientados, mas, ao mesmo tempo, importantes e necessários, chamados a remar juntos, todos carentes de mútuo encorajamento. Nesta barca, estamos todos. Tal como aqueles discípulos falaram a uma só voz, angustiados: “Vamos perecer” (cf. Mc 4, 38), assim também percebemos que não podemos continuar por conta própria, mas apenas juntos” (Francisco, Meditação na Praça de São Pedro, 27/3/2020).

Estamos verdadeiramente assustados, desorientados e com medo. Dor e morte nos fazem experimentar nossa fragilidade humana, mas, ao mesmo tempo, têm nos feito reconhecer como participantes de um forte desejo de vida e de libertação do mal. Nesse contexto, o chamado à missão, o convite para sair de si mesmo por amor a Deus e ao próximo, apresenta-se como uma oportunidade de partilha, serviço e intercessão.

A missão que Deus confia, a cada um de nós, faz-nos passar do ego medroso e fechado ao ego encontrado e renovado pelo dom de si. No sacrifício da cruz, onde se realiza a missão de Jesus (cf. Jo 19, 28- 30), Deus revela que o seu amor é para todos, para cada um de nós (cf. Jo 19, 26-27). E pede nossa disponibilidade pessoal para sermos enviados, porque Ele é Amor em constante movimento missionário, sempre saindo de si mesmo para dar vida.

Por amor à humanidade, Deus Pai enviou o seu Filho Jesus (cf. Jo 3, 16). Jesus é o Missionário do Pai: Sua Pessoa e sua obra estão em total obediência à vontade do Pai (cf. Jo 4,34; 6,38; 8,12- 30; Heb 10,5-10). Por sua vez, Jesus, crucificado e ressuscitado por nós, atrai-nos à sua missão de amor e, com o seu Espírito que anima a Igreja, nos faz seus discípulos e nos envia em missão ao mundo e a todos os povos

Papa Francisco Mensagem para o Dia Mundial das Missões de 2020

Fonte: http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/ano_44-a_-_47_-_27o_domingo_do_tempo_comum.pdf

 

PENSE NISSO

Os fiéis, os leigos são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação (Catecismo da Igreja Católica 900).

Os sacramentos do Batismo e da Confirmação nos conferem a missão de evangelizadores. Por causa desses sacramentos, passamos a ser “encarregados por Deus” da missão do apostolado.

Eles têm esta obrigação e este direito, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra;

Você tem o direito e o dever de ser um evangelizador!

Você pode cumprir sua missão individualmente ou fazendo parte de uma Associação que trabalha para que a mensagem da Salvação seja conhecida em toda a terra! Muitos não têm condições de evangelizar individualmente. Por isso, como diz o Catecismo, você pode se tornar membro de uma Associação que exerce a missão de Evangelizar.

Esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente por meio deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo.

Fonte: https://www.rs21.com.br/noticias/jornada-21-jesus-presente-2/