domingo, 11 de outubro de 2020

ENCÍCLICA SOCIAL DO PAPA FRANCISCO “FRATELLI TUTTI”

Fraternidade e amizade social são os caminhos indicados pelo Pontífice para construir um mundo melhor, mais justo e pacífico, com o compromisso de todos: pessoas e instituições. Reafirmado com vigor o não à guerra e à globalização da indiferença.

Vatican News

Quais são os grandes ideais mas também os caminhos concretos para aqueles que querem construir um mundo mais justo e fraterno nas suas relações quotidianas, na vida social, na política e nas instituições? Esta é a pergunta à qual pretende responder, principalmente, “Fratelli tutti”: o Papa define-a como uma "Encíclica Social" (6) que toma o seu título das "Admoestações" de São Francisco de Assis, que usava essas palavras "para se dirigir a todos os irmãos e irmãs e lhes propor uma forma de vida com sabor do Evangelho" (1). A Encíclica tem como objetivo promover uma aspiração mundial à fraternidade e à amizade social. No pano de fundo, há a pandemia da Covid-19 que - revela Francisco - "irrompeu de forma inesperada quando eu estava escrevendo esta carta". Mas a emergência sanitária global mostrou que "ninguém se salva sozinho" e que chegou realmente o momento de "sonhar como uma única humanidade", na qual somos "todos irmãos". (7-8).

No primeiro de oito capítulos, intitulado "As sombras dum mundo fechado", o documento debruça-se sobre as muitas distorções da época contemporânea: a manipulação e a deformação de conceitos como democracia, liberdade, justiça; o egoísmo e a falta de interesse pelo bem comum; a prevalência de uma lógica de mercado baseada no lucro e na cultura do descarte; o desemprego, o racismo, a pobreza; a desigualdade de direitos e as suas aberrações como a escravatura, o tráfico de pessoas, as mulheres subjugadas e depois forçadas a abortar, o tráfico de órgãos (10-24). Estes são problemas globais que requerem ações globais, sublinha o Papa, apontando o dedo também contra uma "cultura de muros" que favorece a proliferação de máfias, alimentadas pelo medo e pela solidão (27-28).

 

A muitas sombras, porém, a Encíclica responde com um exemplo luminoso, o do bom samaritano, a quem é dedicado o segundo capítulo, "Um estranho no caminho". Nele, o Papa assinala que, numa sociedade doente que vira as costas à dor e é "analfabeta" no cuidado dos mais frágeis e vulneráveis (64-65), somos todos chamados a estar próximos uns dos outros (81), superando preconceitos e interesses pessoais. De fato, todos nós somos corresponsáveis na construção de uma sociedade que saiba incluir, integrar e levantar aqueles que sofrem (77).

 

O amor constrói pontes e nós "somos feitos para o amor" (88), acrescenta o Papa, exortando em particular os cristãos a reconhecerem Cristo no rosto de cada pessoa excluída (85). O princípio da capacidade de amar segundo "uma dimensão universal" (83) é também retomado no terceiro capítulo, "Pensar e gerar um mundo aberto": nele, Francisco exorta cada um de nós a "sair de si mesmo" para encontrar nos outros "um acrescentamento de ser" (88), abrindo-nos ao próximo segundo o dinamismo da caridade que nos faz tender para a "comunhão universal" (95). Afinal – recorda a Encíclica - a estatura espiritual da vida humana é medida pelo amor que nos leva a procurar o melhor para a vida do outro (92-93). O sentido da solidariedade e da fraternidade nasce nas famílias que devem ser protegidas e respeitadas na sua "missão educativa primária e imprescindível" (114).

 

O direito a viver com dignidade não pode ser negado a ninguém, afirma ainda o Papa, e uma vez que os direitos são sem fronteiras, ninguém pode ser excluído, independentemente do local onde nasceu (121). Deste ponto de vista, o Papa lembra também que é preciso pensar numa "ética das relações internacionais" (126), porque cada país é também do estrangeiro e os bens do território não podem ser negados àqueles que têm necessidade e vêm de outro lugar. O direito natural à propriedade privada será, portanto, secundário em relação ao princípio do destino universal dos bens criados (120). A Encíclica também coloca uma ênfase específica na questão da dívida externa: embora se mantenha o princípio de que toda a dívida legitimamente contraída deve ser paga, espera-se, no entanto, que isto não comprometa o crescimento e a subsistência dos países mais pobres (126).

 

Ao tema das migrações é, ao invés, dedicado em parte o segundo e todo o quarto capítulo, "Um coração aberto ao mundo inteiro": com as suas "vidas dilaceradas" (37), em fuga das guerras, perseguições, catástrofes naturais, traficantes sem escrúpulos, arrancados das suas comunidades de origem, os migrantes devem ser acolhidos, protegidos, promovidos e integrados. Nos países destinatários, o justo equilíbrio será entre a proteção dos direitos dos cidadãos e a garantia de acolhimento e assistência aos migrantes (38-40). Especificamente, o Papa aponta algumas "respostas indispensáveis" especialmente para aqueles que fogem de "graves crises humanitárias": incrementar e simplificar a concessão de vistos; abrir corredores humanitários; oferecer alojamento, segurança e serviços essenciais; oferecer possibilidade de trabalho e formação; favorecer a reunificação familiar; proteger os menores; garantir a liberdade religiosa. O que é necessário acima de tudo" - lê-se no documento -, é uma legislação (go­vernance) global para as migrações que inicie projetos a longo prazo, indo além das emergências individuais, em nome de um desenvolvimento solidário de todos os povos (129-132).

O tema do quinto capítulo é "A política melhor", ou seja, a que representa uma das formas mais preciosas da caridade porque está ao serviço do bem comum (180) e conhece a importância do povo, entendido como uma categoria aberta, disponível ao confronto e ao diálogo (160). Este é o popularismo indicado por Francisco, que se contrapõe ao "populismo" que ignora a legitimidade da noção de "povo", atraindo consensos a fim de instrumentalizar ao serviço do seu projeto pessoal (159). Mas a melhor política é também a que protege o trabalho, "uma dimensão indispensável da vida social" e procura assegurar que cada um tenha a possibilidade de desenvolver as suas próprias capacidades (162). A verdadeira estratégia contra a pobreza, afirma a Encíclica, não visa simplesmente a conter os necessitados, mas a promovê-los na perspectiva da solidariedade e da subsidiariedade (187). A tarefa da política, além disso, é encontrar uma solução para tudo o que atenta contra os direitos humanos fundamentais, tais como a exclusão social; tráfico de órgãos, e tecidos humanos, armas e drogas; exploração sexual; trabalho escravo; terrorismo e crime organizado. Forte o apelo do Papa para eliminar definitivamente o tráfico de seres humanos, "vergonha para a humanidade", e a fome, porque é "criminosa" porque a alimentação é "um direito inalienável" (188-189).

A política da qual há necessidade, sublinha ainda Francisco, é aquela centrada na dignidade humana e que não está sujeita à finança porque "o mercado por si só, não resolve tudo": os "estragos" provocados pela especulação financeira mostraram-no (168). Assumem, portanto, particular relevância os movimentos populares: verdadeiros "torrentes de energia moral", devem ser envolvidos na sociedade, de uma forma coordenada. Desta forma - afirma o Papa -, pode-se passar de uma política "para" os pobres para uma política "com" e "dos" pobres (169). Outro desejo presente na Encíclica diz respeito à reforma da ONU: perante o predomínio da dimensão econômica, de fato, a tarefa das Nações Unidas será dar uma real concretização ao conceito de "família de nações", trabalhando para o bem comum, a erradicação da pobreza e a proteção dos direitos humanos. Recorrendo incansavelmente à "negociação, aos mediadores e à arbitragem" - afirma o documento pontifício - a ONU deve promover a força da lei sobre a lei da força (173-175).

Do sexto capítulo, "Diálogo e amizade social", emerge também o conceito de vida como "a arte do encontro" com todos, também com as periferias do mundo e com os povos originais, porque "de todos se pode aprender alguma coisa, nin­guém é inútil, ninguém é supérfluo" (215). Particular, então, a referência do Papa ao "milagre da amabilidade", uma atitude a ser recuperada porque é "uma estrela na escuridão" e uma "libertação da crueldade, da ansiedade que não nos deixa pensar nos outros, da urgência distraída" que prevalecem em época contemporânea (222-224). Reflete sobre o valor e a promoção da paz, o sétimo capítulo, intitulado "Percursos dum novo encontro", no qual o Papa sublinha que a paz é "proativa" e visa formar uma sociedade baseada no serviço aos outros e na busca da reconciliação e do desenvolvimento mútuo. A paz é uma "arte" em que cada um deve desempenhar o seu papel e cuja tarefa nunca termina (227-232). Ligado à paz está o perdão: devemos amar todos sem exceção - lê-se na Encíclica -, mas amar um opressor significa ajudá-lo a mudar e não permitir que ele continue a oprimir o seu próximo (241-242). Perdão não significa impunidade, mas justiça e memória, porque perdoar não significa esquecer, mas renunciar à força destrutiva do mal e da vingança. Nunca esquecer "horrores" como a Shoah, os bombardeamentos atômicos em Hiroshima e Nagasaki, perseguições e massacres étnicos - exorta o Papa - devem ser sempre recordados, novamente, para não nos anestesiarmos e manterem viva a chama da consciência coletiva. E também é importante fazer memória do bem. (246-252).

Parte do sétimo capítulo se detém, então, sobre a guerra: "uma ameaça constante", que representa a "negação de todos os direitos", "o fracasso da política e da humanidade", "a vergonhosa rendição às forças do mal". Além disso, devido às armas nucleares, químicas e biológicas que afetam muitos civis inocentes, hoje já não podemos pensar, como no passado, numa possível "guerra justa", mas temos de reafirmar fortemente "Nunca mais a guerra! A eliminação total das armas nucleares é "um imperativo moral e humanitário"; em vez disso - sugere o Papa - com o dinheiro do armamento deveria ser criado um Fundo Mundial para acabar de vez com a fome (255-262). Francisco expressa uma posição igualmente clara sobre a pena de morte: é inadmissível e deve ser abolida em todo o mundo. "O homicida não perde a sua dignidade pessoal - escreve o Papa – e o próprio Deus Se constitui seu garante" (263-269). Ao mesmo tempo, a necessidade de respeitar "a sacralidade da vida" (283) é reafirmada onde "partes da humanidade parecem sacrificáveis ", tais como os nascituros, os pobres, os deficientes, os idosos (18).

No oitavo e último capítulo, o Pontífice se detém sobre "Religiões ao serviço da fraternidade no mundo" e reitera que o terrorismo não se deve à religião, mas a interpretações erradas de textos religiosos, bem como a políticas de fome, pobreza, injustiça e opressão (282-283). Um caminho de paz entre a religiões é, portanto, possível; por isso, é necessário garantir a liberdade religiosa, direito humano fundamental para todos os crentes (279). Uma reflexão, em particular, a Encíclica faz sobre o papel da Igreja: ela não relega a sua missão à esfera privada e, embora não fazendo política, não renuncia à dimensão política da existência, à atenção ao bem comum e à preocupação pelo desenvolvimento humano integral, segundo os princípios evangélicos (276-278).

Enfim, Francisco cita o "Documento sobre a fraternidade humana em prol da paz mundial e da convivência comum", assinado por ele mesmo em 4 de fevereiro de 2019 em Abu Dhabi, junto com o Grande Imã de Al-Azhar, Ahmad Al-Tayyib: desta pedra miliar do diálogo inter-religioso, o Pontífice retoma o apelo para que, em nome da fraternidade humana, o diálogo seja adoptado como caminho, a colaboração comum como conduta, e o conhecimento mútuo como método e critério (285).

 

Vatican News Service – IP - SP

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2020-10/a-nova-enciclica-social-fratelli-tutti.html

 

ELEIÇÕES 2020 NO BRASIL

"A eleição de 2020 será nos dias 15 e 29 de novembro, em decorrência da pandemia do coronavírus. Nos dois dias a votação será das 7h às 17h, mas o horário entre 7h e 10h será preferencial para maiores de 60 anos.

• Como medida de prevenção todos deverão estar de máscara, quem não usar o equipamento de proteção não poderá votar. Além disso, quem estiver com febre ou tenha testado positivo para Covid-19 duas semanas antes da eleição não precisa votar, mas será necessário justificar a ausência.

"Quais cargos estão em disputa?

Na Eleição 2020, os eleitores irão às urnas para escolher prefeitos, vice-prefeitos e vereadores em todos os 5.570 municípios brasileiros."

Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2020/

DIAS E HORÁRIOS DAS ELEIÇÕES

·         O PRIMEIRO TURNO SERÁ NO DIA 15 DE NOVEMBRO E O SEGUNDO TURNO, ONDE HOUVER, NO DIA 29 DE NOVEMBRO.

·         A VOTAÇÃO SERÁ DAS 7H ÀS 17H, SEMPRE NO HORÁRIO LOCAL.
NÃO DEIXE PARA ÚLTIMA HORA.

·         RESPEITE O HORÁRIO PREFERENCIAL DAS 7H ÀS 10H
PARA MAIORES DE 60 ANOS

Fonte: https://www.justicaeleitoral.jus.br/dicas-ao-eleitor/

 

AINDA NÃO DÁ

Volta às aulas não é solução para a vulnerabilidade social das crianças

Especialistas em educação e saúde consideram que a volta às aulas é importante, desde que realizada em condições seguras e bem planejadas.

Por Rodrigo Gomes, da RBA


Riscos de uma eventual volta às aulas são grandes e situação de vulnerabilidade das crianças poderia ser enfrentada de outras formas.

São Paulo – A discussão sobre a volta às aulas tem se tornado passional e dificultado uma análise realista da situação nas diferentes cidades, que estão em estágios distintos da pandemia de covid-19. Enquanto os empresários da educação pressionam pela retomada das atividades, professores e especialistas em educação e saúde ponderam que o momento ainda não é adequado para isso. Em São Paulo, que suspendeu as aulas presenciais em 23 de março, a previsão de reiniciar as atividades presenciais é 7 de outubro. E os argumentos têm sido de que as crianças mais vulneráveis estão enfrentando sofrimento psicológico, violência doméstica e passando fome.

“As crianças que estão mais vulneráveis agora, por conta do fechamento das escolas, também vão ficar mais vulneráveis com uma reabertura malfeita. São elas que vão ficar mais doentes, são elas que vão levar o vírus para casa, são elas que têm uma situação mais precária do que as crianças de escola particular”, avaliou a jornalista especialista em saúde Mariana Varella, editora-chefe do Portal Dráuzio Varella, em live organizada pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação para discutir a volta às aulas.

Mariana ressaltou que algumas das medidas mais importantes antes de uma eventual volta às aulas são quase inexistentes no Brasil: o rastreamento de contatos e a ampla testagem. São recomendações, por exemplo, do Centro de Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês), órgão dos Estados Unidos equivalente à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no Brasil. Aliados a uma forte redução da transmissão do coronavírus, o que ainda não é o caso no país, esses parâmetros também são preconizados pela Fundação Osvaldo Cruz (FioCruz) para uma volta às aulas segura.

Alimentação e segurança


Uma das saídas para a questão da vulnerabilidade social das crianças seria utilizar a estrutura da educação para apoiar ações da assistência social. Além do desenvolvimento de políticas para auxiliar as crianças e suas famílias em meio à pandemia. Auxílio alimentação maior, oferta de equipamentos e acesso à internet para acompanhar as aulas, busca ativa de casos de violência doméstica e sexual seriam medidas que poderiam melhorar a situação sem necessariamente uma volta às aulas insegura.

 

No caso da alimentação, por exemplo, o secretário Municipal da Educação, Bruno Caetano, reiterou ontem (23) as críticas ao governo de Jair Bolsonaro e ao Ministério da Educação por não liberar os recursos da merenda escolar para ampliar o valor do auxílio alimentação. Só a capital paulista tem aproximadamente R$ 100 milhões parados que poderiam ser usados para apoiar a alimentação das famílias mais vulneráveis. Ou seja, não seria preciso que as crianças voltassem à escola para ter acesso à merenda, bastaria vontade política.

 

Falácias da volta às aulas

 

Outro argumento falacioso sobre a volta às aulas é que os pais das crianças precisam voltar a trabalhar ou procurar emprego. Pelas propostas apresentadas até agora, as crianças teriam aulas presenciais apenas um ou dois dias na semana. Ainda assim, em horário reduzido. Em São Paulo, apenas 30% das crianças poderão estar nas escolas em cada sala. Nos demais dias, estariam em casa, fazendo atividades online, sendo cuidados pelos pais ou outros parentes – o que aumenta o risco de as crianças levarem o vírus para casa e contaminarem seus familiares.

 

Outro problema, destacado pelo analista de dados Ananias Oliveira, pesquisador do projeto Rede Análise Covid-19, é que muitas escolas não têm estrutura para garantir as medidas de higiene na volta às aulas. “Não há como pensar a escola fora da pandemia. Não existe protocolo único em uma pandemia descontrolada. Já abriu bar? Um erro não elimina o outro. Erros são cumulativos. Em 16% das escolas no Brasil não tem pia, não tem nada. Outras 50% não têm esgoto. Voltar é açodamento, é perigoso. Precisamos abrir as escolas, mas abrir com segurança”, avaliou ele, também participando da live da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.

 

Documentos do Tribunal de Contas do Município de São Paulo mostram que as escolas públicas da cidade mais rica do país sofrem cotidianamente com falta de papel higiênico, sabão para lavar as mãos e papel toalha. Uma pesquisa conduzida pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) mostra que a situação não é diferente nas escolas da rede estadual.

 

Indicadores técnicos

 

A Fundação Osvaldo Cruz (FioCruz) divulgou, no início de setembro, um amplo documento técnico com contribuições para a volta às aulas no contexto da pandemia. Entre outros aspectos, destaca que é preciso que a transmissão do novo coronavírus esteja abaixo de um novo caso por dia para cada 100 mil habitantes. E que a taxa de contágio esteja em 0,5 ou menos – o que significa 50% menos novos casos em uma semana, na comparação com a semana anterior.

 

Além disso, indica que a taxa de ocupação de unidades de terapia intensiva para covid-19 deve ser de até 25%. Hoje, em São Paulo, que já tem data para a volta às aulas, nenhuma dessas condições está atendida em nenhuma das 22 regiões do estado. A FioCruz também sugere a ampla testagem e o rastreamento de contatos como fundamentais para a segurança do retorno das atividades presenciais. Bem como garantia de fornecimento de materiais de higiene para estudantes e trabalhadores da educação.

 

A fundação ressalta, ainda, que mais importante que apressar a volta às aulas é garantir políticas públicas para proteger estudantes e suas famílias. “Diante dos efeitos nocivos diretos e indiretos sobre a saúde da população escolar, o Estado brasileiro deve ser capaz de desenvolver políticas públicas específicas para enfrentar cada ponto de vulnerabilidade e risco sofridos por crianças e adolescentes, tais como segurança alimentar, saúde mental e proteção contra exposição a violências”, afirma a FioCruz.

Fonte: https://www.redebrasilatual.com.br/educacao/2020/09/volta-as-aulas-nao-resolve-vulnerabilidade/

 

DISSE SANTO AGOSTINHO SOBRE A VIRGEM MARIA

1-“Porventura não foi concebido o Filho único de Deus por aquela mulher – cheia de graça? Não nasceu o Filho de Deus por obra do Espírito Santo e de Maria virgem, não por concupiscência da carne, mas por graça singular de Deus?”


2-Maria “é feliz, porque guardou essa mesma Palavra de Deus, por quem foi feita e que nela se fez carne”.


3-“Somente pode proporcionar remédio para as nossas enfermidades aquela que deu ao mundo o fruto bendito de seu ventre, sem nenhum laivo de pecado”.


4-“Admira-te ainda mais: aquela que deu à Luz é mãe e virgem. O recém-nascido não fala, sendo, entretanto, a Palavra”.


5-“Maria acreditou e realizou-se nela aquilo em que acreditou. Creiamos, também nós, para que em nós possa igualmente realizar-se o que nela se realizou”.


6-“A Virgem deu à luz o Salvador. Que nossas almas gerem a salvação e entoem louvores. Não sejamos estéreis. Sejam nossas almas fecundas para Deus”

.
7-” Maria permanece virgem ao conceber seu Filho, virgem como gestante, virgem ao dá-lo à luz, virgem ao alimentá-lo em seu seio, sempre virgem”.


8-“Cremos que Cristo nasceu da Virgem Maria, porque assim está escrito no Evangelho. Cremos que foi crucificado e morreu, porque assim está escrito no Evangelho. E cremos que nasceu e morreu.

Fonte: https://ideeanunciai.wordpress.com/2016/01/05/frases-de-santo-agostinho-sobre-a-virgem-maria/



PENSE NISSO!!!


AFINAL, O QUE É UM BOM CANDIDATO?

Não é incomum que no dia da votação, muitas pessoas ainda não saibam em quem votar. Com tantas opções, como saber discernir sobre o que é ou não um bom candidato? Para que você não seja uma das pessoas que chega às urnas sem a certeza do seu voto, vamos dar algumas dicas para que você saiba identificar o candidato ideal.

1) ANTES DE CONHECER OS CANDIDATOS, VOCÊ PRECISA SE CONHECER

 

O candidato ideal e aquele que se encaixa no que você pensa ser o melhor para o país, que está alinhado com os seus valores e com as realizações que você considera mais importante. Para você, qual é o caminho correto para que o Brasil se torne um país melhor? O processo de autoconhecimento é imprescindível nas eleições, pois como saber quais são as melhores propostas sem definir o que é mais importante para você?

 

a) Qual o meu posicionamento ideológico?

 

Como o conjunto de coisas que eu defendo se encaixa no espectro ideológico? Eu tenho posicionamentos de esquerda, direita ou centrais? Se você tem posicionamentos mais alinhados à direita política, não faz muito sentido você pesquisar os candidatos daqueles partidos que estão à esquerda no espectro ideológico, não é mesmo? Sabendo definir esse primeiro critério, você já pode cortar da sua lista de opções uma infinidade de candidatos.

 

b) O que é mais importante para mim?

 

Você prioriza investimentos em saúde ou educação? Quais pautas ocupam lugar de destaque entre as suas preocupações? Muitos candidatos definem as áreas de atuação que são suas respectivas prioridades e que, portanto, será onde buscarão mudanças caso sejam eleitos. É por isso que, antes de escolher seu candidato, você deve fazer o mesmo. Há aqueles candidatos que estão preocupados em melhorar a transparência e a gestão pública, os que são destaque em direitos humanos e defesa de minorias sociais, os que buscam maior independência econômica em relação ao Estado… Defina o que é mais importante e você poderá, novamente, excluir uma série de opções da sua lista.

Contudo, lembre-se de se atentar ainda para pautas que sejam boas para a maioria da população, não apenas para um pequeno grupo de pessoas. Afinal, os políticos eleitos irão governar para todos, não apenas para aqueles que o elegeram.

 

c) Que tipo de comportamento esperar de um candidato?

 

Quão ético precisa ser um candidato para que você considere votar nele? Sabemos que a resposta ideal e 100%, ou deveria ser. Infelizmente, ainda é comum que pessoas votem em candidatos investigados ou até condenados por algum crime, muitos deles crimes eleitorais. Lembre-se que seu candidato deve ser um reflexo de você. Portanto, reflita bem sobre o tipo de postura que você considera importante que alguém, e até você mesmo, apresente. Vale a pena confiar algo tão importante como o voto em alguém que não cumpre esse requisito?

 

2) O PASSO A PASSO PARA ESCOLHER UM BOM CANDIDATO

 

Depois que você passar pelo processo de autoconhecimento, identificando o que em um candidato é mais importante, podemos passar para os próximos passos – saber como identificar o candidato ideal. Para isso, existe uma série de critérios e ferramentas que facilitarão a sua vida. São eles…

 

1) Conhecer o histórico do seu candidato, refletindo sobre como o passado dele e um indício de como será sua futura gestão.

 

2) Conhecer o partido e a coligação do seu candidato, entendendo o poder que a legenda tem sobre o trabalho dos políticos eleitos.

 

3) Compreender as atribuições do cargo, as propostas e a afinidade de pensamento do seu candidato, entendendo como esses três quesitos te ajudam a analisar as promessas feitas durante a campanha.

 

Fonte: https://www.politize.com.br/bom-candidato-o-que-e/

 

domingo, 4 de outubro de 2020

SEJA BEM-VINDO! DOMINGO, 04 DE OUTUBRO DE 2020

OUTUBRO: MÊS MISSIONÁRIO E MARIANO

27º DOMINGO DO TEMPO COMUM

O EVANGELHO DESTE 27º DOMINGO DO TEMPO COMUM:


”O Reino de Deus vos será tirado e será entregue
a um povo que produzirá frutos”.(Mt 21,43).

OLÁ!

Outubro, um mês missionário e mariano


Outubro é o mês de Nossa Senhora Aparecida, mês de Nossa Senhora do Rosário, bem como é o mês da última aparição de Nossa Senhora em Fátima, quando ela disse “Eu sou a Senhora do Rosário”.


Como o mês de maio, outubro também é considerado um mês Mariano, porque Maria é a discípula e missionária por excelência. Com toda a disponibilidade ela nos trouxe o Filho de Deus, nosso Salvador, e sempre esteve presente com os apóstolos.


Em suas diversas aparições, Maria sempre nos alertou e alerta sobre as misérias mundanas que podemos evitar, sanar e combater. E um pedido constante de nossa mãe celeste é a oração. Em Fátima, Ela pediu insistentemente em todas as aparições: “Rezai o Terço todos os dias”.


Sobre o Evangelho deste Domingo (Mt 21,33-43), leia o que escreveu Dom Fernando Figueiredo, OFM.

Ao descrever o envio de numerosos mensageiros à sua vinha, Jesus assinala a solicitude e o carinhoso cuidado do Pai com o seu povo. Porém, os vinhateiros, arrendatários da vinha, armam-se de agressiva violência e tributam aos mensageiros o mesmo tratamento dado aos profetas: rejeitando-os, maltratam-nos e chegam mesmo a matar alguns deles. Se alguém retorna ao dono da vinha, a quem cabe parte dos frutos, suas mãos encontram-se vazias. E é “o tempo dos frutos”. S. João Crisóstomo comenta: “Apesar de terem sido objeto de uma tão grande solicitude, os vinhateiros, representando o povo da Aliança, superaram os pecadores e os publicanos, em sua atitude sanguinária e isto desde o início”.

A crueldade chega ao auge. O Pai envia então seu próprio filho, designado como “o herdeiro”, “imaginando: ‘irão poupar o meu filho”’.  No entanto, movidos pelo desejo de se apoderarem da herança, os vinhateiros, “agarrando-o, lançam-no para fora da vinha e o matam”. Clara alusão a Jesus, o Filho do Altíssimo, o Herdeiro enviado pelo Pai celestial, que será rejeitado e morto pelos seus concidadãos. “Por isso, comenta S. Irineu, o Pai consignou a vinha, já não mais cercada, mas dilatada por todo o mundo, a outros colonos que dêem fruto ao seu tempo, com a torre de eleição levantada no alto firme e formosa; porque em todas as partes resplandece a Igreja; e, em cada lugar, está cavado, ao redor, o lagar, pois sempre há os que recebem o Espírito”.

Destituídos os primeiros arrendatários, a responsabilidade do Reino é transferida a outro povo que, qual nova plantação de Deus, produza frutos, em seu devido tempo. Um novo povo então é instituído em aliança no sangue versado por Jesus no madeiro da cruz. Exclama S. Agostinho: “Que se desperte no homem ‘a sede interior’, que se lhe abra ‘o olhar interior’ e ele possa contemplar a luz, luz que ninguém poderá obscurecer”. Lançada fora, a pedra torna-se pedra angular do novo povo que, permanecendo em profunda e inenarrável comunhão com Deus, é regenerado e restaurado em sua grandeza. Em Cristo, ele se torna coerdeiro do Reino dos Céus e produzirá “frutos do Espírito” (Gl 5,22).

 

Fonte: https://domfigueiredo.blogspot.com/2014/10/reflexao-do-evangelho-de-mt-21-33-43.html

 

Ainda não se sabe quando teremos a tão sonhada e desejada vacina; sabemos sim que nem todos estão seguindo as normas e regras da quarentena; em relação à volta às Escolas, aqui em São Paulo, cogita-se novembro (eu particularmente não acredito porque há ainda muito medo por parte dos pais e professores); o que se sabe sobre os casos confirmados (4.745.664), casos Novos (13.155), 142.058 Óbitos acumulados; Casos recuperados (4.084.182) e em acompanhar (519.224). O Estado de São Paulo: 973.142 casos e 35.125 óbitos. [Dados do dia 28 de setembro]. (https://covid.saude.gov.br/.)

 

Apesar de tantas mortes pela peste desse coronavírus e pelas mortes violentas (assassinatos e acidentes) e outras mortes, não poderíamos esquecer do dom da vida, recordando e defendendo o nascituro e que seja sempre celebrado, não apenas no dia 08 de outubro!

 

Abordamos ainda assuntos sobre a Economia financeira no que diz respeito às pirâmides financeiras; a campanha missionária 2020 visto que outubro é um mês missionário por excelência, apresento uma parte da Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Missões. Outubro é também um mês dedicado a Maria e dia 7 celebra-se Nossa Senhora do Rosário. Neste domingo lembramos do querido São Francisco de Assis.

 

Gostaria de destacar a Reflexão sobre a pergunta de Deus: “Quem sou eu?” e encerro com o Pense Nisso sobre a nossa missão de batizados.

 

FELIZ OUTUBRO A TODOS! SEJAMOS TODOS MISSIONÁRIOS!

O Blog SB SABENDO BEM deste Domingo e desta semana reflete e noticia as seguintes temáticas:

01- OUTUBRO: MÊS MISSIONÁRIO E MARIANO

02- CAMPANHA MISSIONÁRIA 2020
03- LEITURAS DA MISSA DO 27.º DOMINGO DO TEMPO COMUM
04- LITURGIA DA SEMANA – DE 05 A 11 DE OUTUBRO
05- REFLEXÃO DOMINICAL
06- SÃO FRANCISCO DE ASSIS
07- NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO
08- A RESPOSTA LIBERTADORA DE DEUS PARA A PERGUNTA: “QUEM SOU EU?”
08- DIA DO NASCITURO
10- VOLTA ÀS AULAS: PESQUISAS REVELAM MEDO DE PAIS E RISCO PARA FAMILIARES
11- DISSE O PAPA FRANCISCO: MENSAGEM PARA O DIA MUNDIAL DAS MISSÕES DE 2020 (1ª PARTE).
12- PENSE NISSO!!! – SOBRE A MISSÃO DOS BATIZADOS.

Pai, transforma-me numa vinha fecunda onde encontres os frutos de amor, justiça e solidariedade tão esperados. Que eu jamais te decepcione, levando uma vida estéril.

Caro(a) Leitor(a) amigo(a):

O meu abraço fraterno e uma ótima semana a todos!

ACESSE SEMPRE O BLOG: sbsabendobem.blogspot.com e divulgue aos seus amigos, conhecidos e contatos nas redes sociais. Comente, faça sugestões.  Agradeço!

Meus endereços eletrônicos: bonadimansergio@gmail.com  e sbbonadiman@gmail.com

Sérgio Bonadiman




OUTUBRO: MÊS MISSIONÁRIO

Tema: A vida é missão | Lema: “Eis-me aqui, envia-me” (Is 6,8)

 

As Pontifícias Obras Missionárias (POM) têm a responsabilidade de organizar a Campanha Missionária, realizada sempre no mês de outubro, na Igreja de todo o Brasil. Colaboram nesta ação a CNBB por meio da Comissão para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial, a Comissão para a Amazônia e outros organismos que compõem o Conselho Missionário Nacional (COMINA).


Mesmo vivendo um tempo diferente, em que o mundo passa por uma pandemia que mudou nossas relações, a Campanha Missionária em 2020 quer ser um sinal de esperança para tantas vidas doadas de forma solidária. O tema escolhido “A vida é missão” e o lema “Eis-me aqui, envia-me” (Is 6,8) irão nos ajudar no crescimento da consciência missionária.


Ser discípulo missionário está além de cumprir tarefas ou fazer coisas. O Papa Francisco lembra que “a missão no coração do povo não é uma parte da minha vida, ou ornamento a ser posto de lado. É algo que não posso arrancar do meu coração” (Alegria do Evangelho, 27).


Nós cristãos somos convidados a defender e cuidar da vida em todas as suas dimensões. Jesus de Nazaré definiu sua ação no mundo como o Divino Cuidador: “Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância” (Jo10,10). Esse também deve ser o compromisso de todos os missionários e missionárias, pois a vida é missão.


A vida é o bem fundamental e básico em relação a todos os demais bens e valores da pessoa. Para a ética, a vida é um bem, mais que um valor. Deus, ao contemplar a criação, “viu que tudo era muito bom” (Gn 1,31).


Todo missionário é convidado a educar o olhar sobre as realidades de dor e, sobretudo, saber contemplar o belo, como fazia São Francisco de Assis, encantando-se com as criaturas presentes pelo caminho.


Oração do Mês Missionário


Deus Pai, Filho e Espírito Santo,
fonte transbordante da missão,
Ajuda-nos a compreender
que a vida é missão,
dom e compromisso.
Que Maria, nossa intercessora
na cidade, no campo,
na Amazônia e em toda parte,
ajude, cada um de nós,
a ser testemunhas proféticas
do Evangelho,
numa Igreja sinodal
e em estado permanente
de missão.
Eis-me aqui, Senhor, envia-me!
Amém.

Fonte: http://www.pom.org.br/campanha-missionaria-2020/

 

LEITURAS DA MISSA

27.º DOMINGO DO TEMPO COMUM


LEITURAS

Primeira Leitura (Isaías 5,1-7)
Leitura do livro do profeta Isaías.

5 1 Eu quero cantar para o meu amigo seu canto de amor a respeito de sua vinha: meu amigo possuía uma vinha num outeiro fértil. 2 Ele a cavou e tirou dela as pedras; plantou-a de cepas escolhidas. Edificou-lhe uma torre no meio, e construiu aí um lagar. E contava com uma colheita de uvas, mas ela só produziu agraço. 3 E agora, habitantes de Jerusalém, e vós, homens de Judá, sede juízes entre mim e minha vinha. 4 Que se poderia fazer por minha vinha, que eu não tenha feito? Por que, quando eu esperava vê-la produzir uvas, só deu agraço? 5 Pois bem, mostrar-vos-ei agora o que hei de fazer à minha vinha: arrancar-lhe-ei a sebe para que ela sirva de pasto, derrubarei o muro para que seja pisada. 6 Eu a farei devastada; não será podada nem cavada, e nela crescerão apenas sarças e espinhos; vedarei às nuvens derramar chuva sobre ela. 7 A vinha do Senhor dos exércitos é a casa de Israel, e os homens de Judá são a planta de sua predileção. Esperei deles a prática da justiça, e eis o sangue derramado; esperei a retidão, e eis os gritos de socorro.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus!


Salmo Responsorial 79/80

A vinha do Senhor é a casa de Israel.

Arrancastes do Egito esta videira
e expulsastes as nações para plantá-la;
até o mar se estenderam seus sarmentos,
até o rio os seus rebentos se espalharam.

Por que razão vós destruístes sua cerca,
para que todos os passantes a vindimem,
o javali da mata virgem a devaste
e os animas do descampado nela pastem?

Voltai-vos para nós, Deus do universo!
Olhai dos altos céus e observai.
Visitai a vossa vinha e protegei-a!
Foi a vossa mão direita que a plantou;
protegei-a, e ao rebanho que firmastes!

E nunca mais vos deixaremos, Senhor Deus!
Dai-nos vida, e louvaremos vosso nome!
Convertei-nos, ó Senhor Deus do universo,
e sobre nós iluminai a vossa face!
Se voltardes para nós, seremos salvos!


Segunda Leitura (Filipenses 4,6-9)
Leitura da carta de são Paulo aos Filipenses.

Irmãos, 4 6 não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a ação de graças. 7 E a paz de Deus, que excede toda a inteligência, haverá de guardar vossos corações e vossos pensamentos, em Cristo Jesus. 8 Além disso, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é nobre, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, tudo o que é virtuoso e louvável, eis o que deve ocupar vossos pensamentos. 9 O que aprendestes, recebestes, ouvistes e observastes em mim, isto praticai, e o Deus da paz estará convosco.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus!


ACLAMAÇÃO (Jo 15,16)

Aleluia, Aleluia, Aleluia.
Eu vos escolhi, foi do meio do mundo a fim de que deis um fruto que dure. Eu vos escolhi foi do meio do mundo. Amém! Aleluia, aleluia!


Evangelho (Mateus 21,33-43)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, Jesus disse aos sumo sacerdotes e aos anciãos do povo: 21 33 "Ouvi outra parábola: havia um pai de família que plantou uma vinha. Cercou-a com uma sebe, cavou um lagar e edificou uma torre. E, tendo-a arrendado a lavradores, deixou o país. 34 Vindo o tempo da colheita, enviou seus servos aos lavradores para recolher o produto de sua vinha. 35 Mas os lavradores agarraram os servos, feriram um, mataram outro e apedrejaram o terceiro. 36 Enviou outros servos em maior número que os primeiros, e fizeram-lhes o mesmo. 37 Enfim, enviou seu próprio filho, dizendo: ‘Hão de respeitar meu filho’. 38 Os lavradores, porém, vendo o filho, disseram uns aos outros: ‘Eis o herdeiro! Matemo-lo e teremos a sua herança!’ 39 Lançaram-lhe as mãos, conduziram-no para fora da vinha e o assassinaram. 40 Pois bem: quando voltar o senhor da vinha, que fará ele àqueles lavradores?" 41 Responderam-lhe: "Mandará matar sem piedade aqueles miseráveis e arrendará sua vinha a outros lavradores que lhe pagarão o produto em seu tempo". 42 Jesus acrescentou: "Nunca lestes nas Escrituras: ‘A pedra rejeitada pelos construtores tornou-se a pedra angular; isto é obra do Senhor, e é admirável aos nossos olhos?’ 43 Por isso vos digo: ser-vos-á tirado o Reino de Deus, e será dado a um povo que produzirá os frutos dele".
— Palavra da Salvação!
— Glória a Vós, Senhor!

 

LITURGIA DA SEMANA – 27.ª SEMANA DO TEMPO COMUM

05 (2.ª feira) Verde – Gl 1,6-12; Sl 110; Lc 10,25-37 – São Benedito, o Negro, religioso (†1589).
06 (3.ª feira) Verde – Gl 1,13-24; Sl 138; Lc 10,38-42 – São Bruno, presbítero e eremita (†1101).
07 (4.ª feira) Branco – At 1,12-14; Lc 1,46; Lc 1,23-38 – Nossa Senhora do Rosário.
08 (5ª feira) Verde – Gl 3,1-5; Lc 1,69-70.71-72.73-75; Lc 11,5-13) – Dia do Nascituro – Santa Pelágia, virgem e mártir (†cerca de 302).
09 (6ª feira) Verde – Gl 3,22-29; Sl 110; Lc 11,15-26 – São Dionísio, Bispo, e companheiros, mártires (†séc. III).
10 (Sábado) Verde – Gl 3,22-29; Sl 110; Lc 11,27-28.
11 (Domingo) Verde – 28ºDTC Is 25, 6-10a; Sl 22; Fl 4, 12-14.19-20; Mt 22,1-14.

Fonte: http://www.npdbrasil.com.br/religiao/evangelho_do_dia_semana.htm

REFLEXÃO DOMINICAL

27º DOMINGO DO TEMPO COMUM: Mt 21,33-43


D. Henrique Soares

A Palavra de Deus deste XXVII Domingo Comum recorda-nos uma história de amor, misteriosa, triste e destinada a nos fazer pensar… É a história do Povo de Israel. Não sua história simplesmente na forma de crônica, de rosário de fatos, um após o outro, no correr do tempo. Aqui a história é apresentada em forma de parábola, uma parábola do amor de Deus, o Amado, por sua vinha; uma parábola de decepção, de vinhateiros assassinos, de um Filho querido jogado fora da vinha…

Na primeira leitura, de Isaías, Deus se queixa de sua vinha pela boca de seu profeta: “Um amigo meu plantou videiras escolhidas… esperava que ela produzisse uvas boas, mas produziu uvas selvagens”. Eis a história de Israel, a vinha amada: o Senhor plantou seu povo: esperou bons frutos, mas vieram frutos azedos: “A vinha do Senhor dos exércitos é a casa de Israel, e o povo de Judá é sua amada plantação; eu esperava deles frutos de justiça – e eis a injustiça; esperava obras de bondade – e eis a iniqüidade”. Ante tal infidelidade, o Senhor diz pelo profeta: “Vou desmanchar a cerca, e ela será devastada, vou derrubar o muro, e ela será pisoteada. Vou deixá-la inculta e selvagem…” Eis o triste resumo da história do Povo de Deus da antiga aliança. Tão amado, tão preferido, Israel não foi fiel à aliança, Israel não deu os frutos de amor, de sensibilidade para com seu Deus, de total dedicação a ele que o Senhor esperava.

Caríssimos, essa atitude do primeiro povo chegou ao extremo na atitude dos chefes judeus da época de Jesus: misteriosamente, eles rejeitaram Jesus, expulsaram-no da vinha de Deus e mataram-no. O fato é que Israel foi se fechando para aliança com o seu Deus e, quando o Messias veio, o Povo amado não teve a capacidade para reconhecê-lo e acolhê-lo… Recordemos como Jesus fala de seu próprio destino na parábola de hoje: o proprietário que planta a vinha é o Pai do céu, a vinha amada é a casa de Israel – essa vinha que, já vimos, deu frutos azedos; os vinhateiros são os chefes do povo, aos quais Deus confiou sua vinha; o Senhor enviou seus empregados para receber os frutos: são os profetas e todos aqueles que advertiram o povo de Deus para que se convertesse. Os vinhateiros espancaram e mataram esses enviados. O Pai, então, enviou o Filho, o Amado, o Herdeiro. “Vinde, vamos matá-lo!” – eis a terrível palavra dos vinhateiros, a sentença dos chefes judeus! E tomam o Filho amado, expulsam-no como um maldito e matam-no!

Diante disso, a conclusão do Evangelho é tremenda, é misteriosa: a vinha será tirada e dada a outros. A eleição de Israel passará para um novo Povo, a Igreja; Jesus, a pedra rejeitada, será a pedra angular de uma nova construção – o Novo Povo de Deus, a Igreja do Novo Testamento, nascida do seu sangue.

Caríssimos, que história impressionante: um povo tão amado, um povo singular. Um povo de santos… e que perdeu a oportunidade de reconhecer e acolher o Messias tão esperado e tão desejado! Um povo que deveria ser ministro da salvação de toda a humanidade e não soube compreender sua missão… Ao mesmo tempo, nosso misterioso nascimento: somos a Igreja, resto de Israel, do qual Deus fez, em Cristo, um Novo Povo, para testemunhar o Senhor e levar seu nome aos confins da terra. Somos um povo, caríssimos: mais que brasileiros, somos Igreja; mais que tudo, somos o Povo de Deus da nova aliança, somos a vinha do Senhor, enxertada no verdadeiro tronco, que é Jesus, a verdadeira videira! Sem merecer, por graça de Deus, eis o que somos!

Irmãos e irmãs, a Escritura nos diz que todas essas coisas aconteceram para nos servir de exemplo (cf. 1Cor 10,6)… Não somos melhores que os judeus, não devemos desprezá-los nem condená-los! É verdade que jamais a aliança passará para um terceiro povo, jamais a Igreja perderá sua condição de Novo Povo de Deus. Compreendamos: a verdadeira vinha nova é o próprio Cristo: “Eu sou a verdadeira videira e meu Pai é o agricultor” (Jo 15,1). Vinha bendita, verdadeira cepa da antiga vinha, Israel! Jesus é a videira, nós, os ramos: “Eu sou a videira e vós os ramos” (Jo 15,5). Ele é o tronco bendito e nós, sua Igreja, os ramos que não se podem separar dele! É por isso que jamais essa Igreja, nova vinha unida ao tronco, poderá perder a condição de videira escolhida, amada e eleita.

Mas, atenção: os ramos, individualmente, podem ser arrancados: “Todo ramo que em mim não produz fruto o Pai corta” (Jo 15,2). Eis, meus caros: devemos, sim, perguntar pela nossa fidelidade a Deus que, em Jesus, nos fez ramos da sua nova vinha! Que frutos, caríssimos, estamos dando? Uvas doces? Uvas azedas? Uvas nenhumas? Quais são nossos frutos? São nossas obras, são nossas atitudes, é nosso modo de viver?

O Senhor espera de nós uma vida segundo a sua vontade, segundo aquilo que o Senhor Jesus nos mostrou e viveu; o Senhor espera de nós um testemunho de amor profundo a ele, para que o mundo descubra e corresponda ao seu amor! Na segunda leitura deste hoje, o Apóstolo nos exorta: “Irmãos, ocupai-vos com tudo o que é verdadeiro, respeitável, justo, puro, amável, honroso, tudo o que é virtude ou de qualquer modo mereça louvor. Praticai o que aprendestes e recebestes. Assim o Deus da paz estará convosco”. Eis aqui um belo programa de frutos dados por um ramo enxertado em Cristo!

Igreja de Deus, aqui reunida para a Eucaristia, é a vinha amada do Senhor! Vinha por vezes ameaçada de devastação, seja pela perseguição do mundo que não crê, seja pelos seus próprios pecados, que azedam os frutos que deveriam ser doces! Convertei-vos, Igreja de Deus em Cristo; convertei-vos e dai frutos em vossa vida!

Quanto a vós, Senhor Deus, Senhor da vinha, “Voltai-vos para nós, Deus do universo! Olhai dos altos céus e observai! Visitai a vossa vinha e protegei-a! Foi a vossa mão direita que a plantou; protegei-a, e ao Rebento que firmastes!” Olhai, Pai Santo, a face do vosso Filho Jesus, morto e ressuscitado, que oferecemos em sacrifício eucarístico: tende piedade de nós; dai-nos força, vida e paz! Amém.

Fonte: https://www.presbiteros.org.br/homilia-do-d-henrique-soares-da-costa-%E2%80%93-xxvii-domingo-do-tempo-comum-%E2%80%93-a