sábado, 5 de fevereiro de 2022

FEVEREIRO ROXO

Você já ouviu falar sobre o Fevereiro Roxo?
Entenda sobre essa conscientização
!


Nos últimos anos, alguns meses vêm sendo associados a cores, já reparou? Começou com o Outubro Rosa, continuou com o Novembro Azul e, depois, vários outros surgiram. As cores são símbolos de campanhas de conscientização sobre doenças.


Isso porque a maioria dessas condições (como o câncer de mama, no caso do Outubro Rosa, e o câncer de próstata, do Novembro Azul) envolve doenças graves, que podem ser tratadas mais facilmente quando identificadas em um estágio inicial.


Recentemente, foi instituído o Fevereiro Roxo, mês da conscientização sobre Lúpus, Fibromialgia e Alzheimer. Quer conhecer um pouco mais sobre esses quadros e a importante campanha? Confira o conteúdo que preparamos sobre o assunto!


O que é o Lúpus?

O Lúpus Eritematoso Sistêmico é uma doença autoimune, ou seja, ocorre quando o próprio sistema imunológico de uma pessoa passa a atacar órgãos e tecidos do corpo (como se eles fossem invasores externos). Pouco se sabe sobre a origem das doenças autoimunes. Elas são crônicas, porém o tratamento adequado é indispensável para mantê-las sob controle e reduzir os sintomas — que podem ser extremamente dolorosos.


O Lúpus ganhou mais visibilidade após duas artistas muito famosas, Selena Gomez e Lady Gaga, revelarem que sofrem com a doença. A primeira passou por um transplante de rim, enquanto a segunda é mostrada no documentário Gaga: Five Foot Two, sofrendo com intensas dores nas articulações em decorrência dessa condição.


O Lúpus Discóide é uma versão um pouco mais branda da doença, que afeta somente a pele. Seu principal sintoma é o surgimento de uma lesão avermelhada no rosto, na nuca e no couro cabeludo.


Em que consiste a Fibromialgia?

A Fibromialgia é uma síndrome ainda pouco conhecida, cujos principais sintomas são:

  • dor generalizada;
  • fadiga;
  • dificuldades cognitivas (problemas de concentração, perda de memória etc);
  • formigamento nas extremidades do corpo (mãos e pés).

Como todos os sinais acima são problemas relativamente comuns, acredita-se que a doença seja subnotificada. As dores da fibromialgia são constantes e costumam durar cerca de três meses a cada vez. A pessoa afetada nota uma redução em sua capacidade de se exercitar, justamente devido às dores e à fadiga. Ela também passa a sofrer com problemas de sono, como insônia e apneia, muitas vezes apresentando quadros de depressão.


A maioria dos portadores é composta por mulheres entre 30 e 60 anos de idade, mas a síndrome pode surgir mais cedo, inclusive na infância e na adolescência. Sabe-se que há fatores genéticos envolvidos, ou seja, quem tem um familiar com Fibromialgia é mais propenso a apresentar a doença.


Como a doença de Alzheimer se caracteriza?

Descrita pela primeira vez em 1906, pelo psiquiatra alemão Alois Alzheimer, a doença de Alzheimer é neurodegenerativa. Os principais sintomas são a falta de coerência na fala e a perda da memória recente: o paciente se lembra de fatos de muitos anos atrás, mas não sabe dizer sobre coisas que fez hoje.


O Alzheimer está associado à idade avançada, porém pode surgir de forma prematura, especialmente em pessoas com casos semelhantes na família. A doença é a principal causa de demência e leva o paciente a depender de ajuda para realizar tarefas básicas.


A capacidade de atenção, aprendizado e convívio social fica seriamente afetada, sendo que o quadro é incurável. Entretanto, é possível fazer um tratamento terapêutico e medicamentoso para retardar os efeitos mais graves, principalmente quando a detecção ocorre ainda no estágio inicial.


Quem tem familiares idosos ou pessoas de meia-idade com casos de Alzheimer na família deve ficar atento quanto a problemas de linguagem, esquecimento de fatos recentes, confusão com horário e dia da semana ou desorientação em lugares conhecidos.


Qual é a importância do Fevereiro Roxo?

Como você pode notar, o Lúpus, a Fibromialgia e a doença de Alzheimer são três condições bem diferentes entre si, mas apresentam um ponto em comum: são incuráveis. Portanto, todas devem ser identificadas nos estágios iniciais para que seus sintomas sejam controlados ou retardados.


Por isso, o Fevereiro Roxo é uma campanha de conscientização promovida para incentivar o diagnóstico precoce. O objetivo é permitir que os pacientes tenham uma maior qualidade de vida mesmo convivendo com alguma dessas condições. Além disso, todas as três doenças apresentam sintomas iniciais que são relativamente inofensivos. Na maioria dos casos, o único sinal visível do Lúpus é a vermelhidão na pele, por exemplo.


O problema é ainda maior com a Fibromialgia, pois a fadiga e os problemas relacionados ao sono quase sempre são atribuídos ao estresse do dia a dia. Mesmo quando o paciente procura por um médico, muitas vezes acaba recebendo somente tratamentos para o cansaço, como suplementos vitamínicos, recomendação de se exercitar mais etc.


Quanto ao Alzheimer, a confusão mental e a perda da memória geralmente são atribuídas à idade avançada. Mas é importante lembrar que, na velhice saudável, o normal é a pessoa se esquecer de fatos triviais, mas continuar com aqueles que são marcantes na memória. Já o paciente com Alzheimer pode se lembrar de acontecimentos banais de sua infância e juventude, mas se esquecer de episódios importantes do último ano.


Quando o Fevereiro Roxo foi criado?

A campanha do Fevereiro Roxo foi criada em 2014, na cidade de Uberlândia (Minas Gerais). Seu lema é: “se não houver cura, que ao menos haja conforto”, aludindo à importância de proporcionar bem-estar aos portadores de doenças crônicas. Não existe um calendário oficial de conscientização. O trabalho geralmente é feito por ONGs e, muitas vezes, apoiado por prefeituras e governos estaduais, que promovem palestras, ações de informação sobre as doenças e até mutirões de saúde.


Essas medidas são importantes porque, além de darem visibilidade às doenças e a seus sintomas, incentivam que aqueles que suspeitam de algum problema procurem por um diagnóstico. O uso de lacinhos coloridos, inspirado nas ações de conscientização do câncer de mama, é uma forma alegre e de forte apelo visual para chamar atenção sobre a importância de conhecer e diagnosticar tais quadros.


Como as campanhas não são unificadas, em fevereiro também há a promoção da conscientização sobre a leucemia, o tipo mais comum de câncer, e a importância de se cadastrar como doador de medula óssea. Essa ação é chamada de Fevereiro Laranja.


Lembre-se: entender as questões relacionadas a doenças graves é importante para cuidar da sua saúde e ajudar a conscientizar as pessoas que você conhece.

https://www.boaconsulta.com/blog/voce-ja-ouviu-falar-sobre-o-fevereiro-roxo-entenda-sobre-essa-conscientizacao/

SOLIDARIEDADE

Considerações à luz da encíclica Fratelli Tutti, do Papa Francisco (I)

Por Claudiano Avelino dos Santos (*)

“Tudo já foi dito uma vez, mas, como ninguém escuta, é preciso dizer de novo” (André Gide)

O artigo destaca elementos da encíclica Fratelli Tutti, tendo por base algumas perguntas: Por que o papa se dedica ao tema da política? O que fazer para que a amizade social e a fraternidade universal não se restrinjam ao mundo das boas ideias, mas tenham incidência em nossas comunidades? A configuração com Jesus Cristo é indicada como essencial para iniciar o caminho da fraternidade universal, ou seja, de uma política diferente.

A encíclica Fratelli Tutti (“Todos irmãos”), publicada no dia de São Francisco de Assis do ano de 2020, foi um presente que o papa ofereceu não só à Igreja, mas também ao mundo. É um texto propositivo, que reúne reflexões a respeito da amizade e da fraternidade Social (FT 5) e faz aflorar à superfície do cotidiano a profundidade da Doutrina Social da Igreja, cuja base é o Evangelho, a prática de Jesus Cristo.

1.    É preciso insistir na política

Compartilho uma reflexão baseada principalmente nos cinco primeiros capítulos da encíclica, destacando a necessidade da educação para a solidariedade:

A tarefa educativa, o desenvolvimento de hábitos solidários, a capacidade de pensar a vida humana de forma mais integral, a profundidade espiritual são realidades necessárias para dar qualidade às relações humanas, de tal modo que seja a própria sociedade a reagir diante das próprias injustiças, das aberrações, dos abusos dos poderes econômicos, tecnológicos, políticos e midiáticos (FT 167).

Esse trecho integra o capítulo quinto da Fratelli Tutti, no qual o papa reflete acerca da política. Como “política” é uma daquelas palavras desgastadas, desacreditadas, o santo padre deixa bem claro de que tipo de política está falando: da melhor política, aquela que está verdadeiramente a serviço do bem comum (FT 154). Já não é de agora que, olhando o mundo político que nos circunda, muitos de nós sentem aversão, repulsa, desinteresse, pois são inúmeras as denúncias de corrupção contra políticos, não importando o partido ou se é de esquerda ou de direita. Não obstante, o mau uso de qualquer coisa não significa que essa coisa, em si mesma, seja má. O mau uso que boa parte dos líderes políticos fazem da administração pública não deve ser motivo para desistir da busca pelo bem comum. É o que o Papa Francisco nos ensina, ao dedicar um capítulo inteiro à política, a fim de lembrar a importância do tema para todos, especialmente para as pessoas de fé.

Por que o papa se preocupa com a educação para a solidariedade? E por que se dedica ao tema da política? A resposta poderia ser dada de maneira rápida: porque a política é um ato de caridade.

Alguém ajuda um idoso a atravessar um rio e isso é caridade primorosa; mas se o político lhe constrói uma ponte, isso também é caridade. É caridade se alguém ajuda uma pessoa fornecendo-lhe comida, mas se o político lhe cria um emprego, exerce uma forma sublime de caridade, que enobrece a ação política (FT 186).

2.    O bom samaritano: modelo de cidadania e fraternidade universal

Para chegar a tratar de política e de solidariedade, Francisco, no primeiro capítulo da encíclica, descreve a situação do mundo atual com muita preocupação, pois tem a impressão de que a humanidade não está melhorando, como seria de esperar. Com tom profético de chamada de atenção, fala das tendências atuais que atrapalham o desenvolvimento da fraternidade universal, pontuando que “a história dá sinais de regressão. Reacendem-se conflitos anacrônicos, que se consideravam superados, ressurgem nacionalismos fechados, exacerbados, ressentidos e agressivos” (FT 11). A lista de sombras do nosso tempo é mesmo assustadora: ausência de consciência histórica, falta de projeto para todos, direitos humanos restritos, globalização sem rumo, ilusão de comunicação, informação sem sabedoria… Em um mundo assim, “[…] esmorecem os sentimentos de pertença à mesma humanidade; e o sonho de construirmos juntos a justiça e a paz parece uma utopia de outros tempos […]” (FT 30). Ou seja, vivemos um clima de cada um por si e todos contra todos.

Francisco observa o cenário mundial e procura encontrar caminhos alicerçados na fé cristã, os quais podem ser de proveito a todas as pessoas. “Deus continua a espalhar sementes de bem na humanidade” (FT 54). Essa certeza abre espaço para a caridade efetiva, da qual o bom samaritano (Lc 10,23-57) é exemplo contundente, capaz de interpelar qualquer pessoa, independentemente das convicções religiosas (FT 56).

De fato, essa parábola, sobre a qual o papa se debruça no segundo capítulo da encíclica, mostra, de maneira clara, como “amar o outro e cuidar dele” (FT 59), não importando de onde ele venha (FT 62). Infelizmente, contudo, a tendência da sociedade atual vai na direção oposta da atitude de amor e cuidado do bom samaritano: “[…] como estamos todos muito concentrados em nossas necessidades, ver alguém que está mal incomoda-nos, perturba-nos, porque não queremos perder tempo por culpa dos problemas alheios […]” (FT 65).

Somos educados para fazer sucesso, empreender, o que em si mesmo não é um mal. O problema é que a educação para a realização pessoal, em geral, não ajuda a olhar para a outra pessoa como um irmão, mas sim, muitas vezes, como um empecilho, um concorrente e, na melhor das hipóteses, como alguém de quem se pode tirar algum benefício.

Qual é a saída? O papa sabe, todos sabemos, que não é fácil encontrá-la. Por isso, o bom samaritano, personagem da parábola contada por Jesus, é tomado como ponto de partida para uma reflexão cujo objetivo é levar a ressurgir a vocação de cidadãos do próprio país e do mundo inteiro, construtores de novo vínculo social, no qual viver indiferente à dor do outro não é opção (FT 66; 68).

O sonho do papa de amizade social, de fraternidade universal, seguindo o Evangelho, visa ao mundo inteiro, à sociedade. Entretanto, é um engano pensar que a transformação social se dá sem mudança pessoal. Por isso, Francisco apresenta os personagens da parábola de modo a levar o leitor a um exame de consciência: diante do outro que está ferido, identificamo-nos com aqueles que passam adiante ou com quem cuida? (FT 70).

É chocante constatar que são justamente o sacerdote e o levita – ou seja, pessoas ligadas ao serviço religioso – os que não se importam com a pessoa ferida à beira do caminho. Do ponto de vista de sua religião, eles parecem corretos, pois, se tocassem em um cadáver, ficariam impuros e não poderiam cumprir seu ofício. Entretanto, a parábola chama a atenção para o fato de que, mesmo que as práticas religiosas sejam importantes, elas não podem se desvincular do cuidado do outro, especialmente de quem está ferido. Viver a fé como amor ao próximo, por amor a Deus, é exigente.

Quando a religiosidade segue a mesma lógica da busca de prosperidade a qualquer custo, as pessoas feridas, nas diversas situações de periferia, são vistas como exemplo de fracasso e gente a ser evitada. A fé em Deus, que é Pai, criador de todos, não nos autoriza tais atitudes individualistas, de quem pensa no sucesso individual sem levar em conta o outro. Nesse sentido, diz o papa, é escandaloso que, em nome da religião, pessoas se sintam autorizadas a atitudes de xenofobia, desprezo e maus-tratos para com quem é diferente (FT 86).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

PAPA FRANCISCO. Fratelli Tutti: Carta Encíclica sobre a fraternidade e a amizade social. São Paulo: Paulus, 2020.
PONTIFÍCIO CONSELHO JUSTIÇA E PAZ. Compêndio da Doutrina Social da Igreja. São Paulo: Paulinas, 2011.
SÃO BENTO. Regra do glorioso patriarca São Bento. Disponível em: <www.movimentopax.org.br/saoBento/Regra%20de%20Sao%20Bento.pdf>. Acesso em: 30 out. 2020.

(*) Claudiano Avelino dos Santos
é superior dos Padres e Irmãos Paulinos, doutor em Filosofia pela Universidade Federal de São Paulo.

https://www.vidapastoral.com.br/edicao/solidariedade-consideracoes-a-luz-da-enciclica-fratelli-tutti-do-papa-francisco/

(Continuará no próximo Domingo...)

HISTÓRIA INSPIRADORA

Fórmula 1: razões para ser fã do católico Sergio Pérez

@sergioperezf1

 

Jesús V. Picón


No dia 14 de novembro de 2021, no Grande Prêmio de São Paulo, o católico Sergio Pérez cumpriu mais um capítulo de sua história de fé e superação

Sergio Checo Pérez não é apenas um piloto de Fórmula 1 de sucesso. Ele é um católico mexicano que nasceu em Guadalajara, terra de mártires da Guerra Cristera.


O piloto da Red Bull é um exemplo de dedicação e persistência. Ele não nasceu em berço de ouro, mas foi conquistando seu espaço aos poucos. E, nesse caminho estreito e difícil da Fórmula 1, ele nunca deixou de acreditar na intercessão do Céu, e especialmente na intercessão de Nossa Senhora de Guadalupe e de um de seus santos favoritos, São João Paulo II.


Perseverança


Pérez traz à realidade o ditado mexicano: “Aquele que persevera alcança”. De fato, houve várias corridas em que o piloto mexicano começou atrás e foi ganhando posições até chegar ao pódio.


O testemunho deste piloto nos ensina que às vezes podemos começar em desvantagem, em clara disparidade de condições com outra pessoa, que pode ter muito mais recursos à sua disposição. Mas você pode alcançar seu objetivo como Checo Pérez fez: com fé, esperança, dedicação, planejamento e consistência.


Um católico sem fé e consistência está perdido, pode acabar correndo pela vida sem sentido.

Ninguém disse que a vida é fácil, e Sergio Pérez também sabe disso. Em uma de suas últimas corridas com a Racing Point, sua equipe anterior à Red Bull, ele superou todas as expectativas e adversários até alcançar sua primeira vitória na F1 (GP de Sakhir, 2020).


Fé católica


No documentário “Fórmula 1: Drive to Survive”, há uma cena que retrata bem o piloto. Junto ao painel da sua então Racing Point, vê-se duas imagens emblemáticas e significativas especialmente para os mexicanos: uma imagem da Virgem de Guadalupe e uma imagem de São João Paulo II. Suas devoções o acompanham ao volante.


Sergio Pérez é um testemunho de que não podemos caminhar sem a ajuda de Deus e a intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria.


Nesse sentido, o piloto mexicano faz questão de manifestar abertamente sua fé católica e seu amor a Nossa Senhora de Guadalupe.


De fato, antes de começar qualquer corrida, Sergio Pérez é visto fazendo o sinal da cruz e dedicando um momento à oração.


Afinal, a proteção divina sempre será fundamental em uma corrida de F1, e um católico fará questão de colocar-se nas mãos de Deus em cada milésimo de segundo.


Amor por sua esposa e família


Há uma característica marcante na vida de Sergio Pérez: ele dedica tudo à esposa e aos filhos.

@sergioperezf1

Em seu Instagram, o piloto demonstra constantemente seu amor pela família. Sua esposa sempre está ao seu lado, apoiando-o e incentivando-o.


Na temporada anterior de Fórmula 1, quando Sergio ainda era piloto da Racing Point, ele foi informado de que não continuaria na equipe no seguinte ano.


A notícia significava o fim de sua carreira na Fórmula 1. O que Sergio fez? Já sem contrato, ele tinha mais três GPs para correr. Ele enxugou as lágrimas, pegou o capacete, pediu a bênção de sua esposa, rezou, entrou no carro e fez a melhor corrida de sua vida.


Surpreendeu o mundo do automobilismo. Após cair para último, ele foi subindo posições até alcançar a vitória (GP de Sakhir, 2020).


Naquele dia, ele foi recebido como um rei pela equipe. Eles começaram a se despedir dele, mas reconheceram sua grandeza.


Ele voltou para casa e desfrutou da vitória com sua família. Foi então que recebeu uma ligação do chefe Red Bull, que lhe disse: “Sergio, bem-vindo à Red Bull”.


Sergio Pérez seguirá na Red Bull em 2022. Em 2021, pode ver seu companheiro de equipe, Max Verstappen, sagrar-se campeão. E ainda pode ser a peça fundamental para levar a Red Bull à conquista do Mundial de Construtores.

https://pt.aleteia.org/2021/11/11/formula-1-razoes-para-ser-fa-do-catolico-sergio-perez/

PARÁBOLA: UMA CATEQUESE DE ATITUDE

O exemplo do bom samaritano (Lc 10,25-37)

Por Antonio Carlos Frizzo (*)

Numa perspectiva antropológica, o texto aprofunda o estudo bíblico sobre o gênero parábola, especificamente a do bom samaritano, e propõe-nos uma ética solidária.

Introdução

Jesus foi um mestre de seu tempo. Teve como meta, como única preocupação, o anúncio e a instauração do Reino de Deus. Com certa frequência, vemos, nos evangelhos, frases que acenam admiração diante do seu modo de ensinar fazendo e de fazer ensinando: “Quando Jesus acabou de proferir essas parábolas, partiu dali… maravilhavam-se e diziam: ‘De onde lhe vêm essa sabedoria e esses milagres?’” (Mt 13,53-54); “Responderam os guardas: ‘Jamais um homem falou assim’” (Jo 7,46); “Todos testemunhavam a seu respeito e admiravam-se das palavras cheias de graça que saíam de sua boca” (Lc 4,22); “De onde lhe vem tudo isto? E que sabedoria é esta que lhe foi dada?” (Mc 6,2).

Quando optamos por ver os caminhos feitos pelo Jesus histórico, observamos que sua vida foi direcionada para as coisas do Reino, tendo como ponto de partida o sofrimento das mulheres e dos homens. Os escritos de Marcos (cf. 1,14), Mateus (cf. 5,1-12) e Lucas (cf. 4,16-21) insistem em situar a inauguração da atividade pública de Jesus após um episódio que afetou a vida interna da comunidade. Não temos dúvidas de que, em sua historicidade, Jesus foi considerado um anunciador extraordinário.

O termo “parábola”, parabolê, no grego, surge como uma palavra composta: para (“lado”) e ballô (“lançar”). Oferece a ideia de falar de algo que é impossível explicar diretamente, mas somente recorrendo à figura de linguagem que se encontra ao lado, a fim de oferecer uma resposta por comparação ou analogia. Ao recorrer ao gênero das parábolas – termo usado pelos próprios evangelistas –, Jesus procurou manifestar nova maneira de compreender a Deus e relacionar-se com ele, com a vida das mulheres e homens, com uma postura ética voltada para o fortalecimento dos laços humanos. Um Deus muito próximo das fraquezas humanas, mas, ao mesmo tempo, uma divindade que contava com a colaboração humana para ser conhecido no interior da sociedade. Por meio das parábolas, podemos descobrir um Jesus que ensinava com base na realidade, na cultura, nos problemas, nos desejos das pessoas do seu tempo. Ele deu amplos sinais de superação da exclusão sustentada na lei do puro e do impuro. As parábolas revelam um Jesus “plugado” nos desafios e realidades de sua época. Com as parábolas, ele quis revelar aos seus ouvintes a chegada do Reino de Deus. Mostrou-lhes as possibilidades de viver numa sociedade sem excluídos e privilegiados.

1.    Parábolas no Antigo Testamento

Esse gênero literário não é originário do Novo Testamento. Encontramos parábolas nas narrativas históricas do antigo Israel. Na primeira tentativa de instaurar a monarquia sobre as antigas experiências tribais – modelo de vida descentralizado e partilhado –, encontramos, na violenta e fratricida experiência de Abimelec, inquietante parábola. Os autores deuteronomistas não escondem que o modelo político de reorganizar as relações sociais, o comércio e o uso da religião a serviço do rei é centralizador, violento e injusto (DIETRICH, 2013, p. 24).

Em seu desejo de ser rei, Abimelec não esconde seu plano. Vai a Siquém, reúne todo o clã da casa paterna de sua mãe, busca apoio junto aos homens notáveis e lhes expõe seu plano centralizador: “Que será melhor para vós: que setenta homens, todos filhos de Jerobaal, dominem sobre vós, ou que um só homem domine?” (Jz 9,2). O plano, contudo, deve ser sustentado por um viés ideológico. Para justificá-lo, Abimelec busca no parentesco a justificativa. Eis o argumento: “Lembrai-vos de que eu sou osso vosso e carne vossa” (Jz 9,2b). Em um regime tribal, todos se preocupam com a vida e a sobrevivência de todos. A marca essencial passa a ser: o que é meu também pertence ao todo. É nesse laço de convivência fraterna que repousa o argumento de Abimelec. Às demais lideranças não resta outra escolha. Por ser considerado “nosso irmão” (Jz 9,3), ele recebe apoio financeiro e, com certa quantia, recruta homens vadios e aventureiros para pôr em prática seu projeto de realeza. Tem em mãos prestígio – delegado por seus irmãos –, dinheiro e certa força militar. Resta-lhe executar o plano. Traiçoeiramente, vai à casa de seu pai e mata seus irmãos em um só lugar, restando somente seu irmão mais novo, Joatão, salvo por ter se escondido. Pronto. Está instituída a monarquia por meio de tremendo e violento golpe.

Ao irmão sobrevivente, no entanto, resta fazer a denúncia. A parábola, uma das mais antigas narrativas bíblicas, apresenta severa crítica à monarquia. As árvores nobres não aceitam reinar, mas o espinheiro – inútil e perigoso, por propagar o fogo – aceita a função:

Levaram a notícia a Joatão, e ele subiu ao cume do monte Garizim e lhes disse em alta voz: “Homens notáveis de Siquém, ouvi-me, para que Deus vos ouça! Um dia as árvores se puseram a caminho para ungir um rei que reinasse sobre elas. Disseram à oliveira: ‘Reine sobre nós!’ A oliveira lhes respondeu: ‘Renunciaria eu ao meu azeite, que tanto honra aos deuses como aos homens, a fim de balançar-me sobre as árvores?’” (Jz 9,7-9).

É oportuno atentar para o início da narrativa e perceber como, recorrendo às imagens de árvores frutíferas – oliveira, figueira e videira, fundamentais para a economia na região –, a narrativa expõe o perigo de um governo centralizado na pessoa do rei, aqui exemplificado na imagem do espinheiro, arbusto que, embora seja, por sua natureza, incapaz de oferecer abrigo e sombra, aceita reinar após as seguidas renúncias das nobres árvores.

O estilo parabólico, tanto ontem como hoje, retrata uma experiência de vida que, quando dita, verbalizada, todo mundo compreende. São afirmações comparativas que se fazem com o desejo de inquietar, chamar a atenção do ouvinte, levá-lo a pensar e optar por uma atitude. Não há teoria. Há algo prático, para agora, inadiável. Um modo de ensinar marcado por cinco momentos: atenta escuta, reflexão, inquietação, discernimento e tomada de atitude.

Encontramos outras parábolas que se desenvolvem ao redor de imagens, como a do espinho e do cedro contrapostos (cf. 2Rs 14,9-10), a do rico mau (cf. 2Sm 12,1-9) e a dos dois irmãos (cf. 2Sm 14,4-10). Todas expondo enigmas, com forte aceno político, relacionados à posição adotada pelo monarca. Inquieta-nos saber se o rei atuará com o desejo de agir com justiça e na base do direito. Já nas narrativas proféticas, o uso das parábolas tem finalidade eminentemente teológica. Algumas acentuam o agir divino em prol do povo: a imagem do leão (cf. Am 3,4-8), a ovelha ferida (cf. Am 3,12; Mq 4,6-7), o povo arredio (cf. Os 7,11; 4,16; 9,10). Outras visam denunciar o desvio do povo, concretizado no uso da idolatria que oprime e destrói sua organização social: a vinha (cf. Is 5,1-7; Ez 15; Is 27), o agricultor (cf. Is 28,23-29) e a imagem alegórica dos figos (cf. Jr 24).

2.    Parábolas no Evangelho de Lucas

Na época da redação final do Evangelho de Lucas, entre os anos 60 e 80, já na segunda geração após a morte de Jesus, as comunidades adeptas ao Caminho estavam amplamente inseridas no universo cultural romano e longe da cidade de Jerusalém (cf. At 11,26), encontrando-se dispersas. As mulheres e homens dessa geração não conheceram o Jesus real. Não conviveram com o Mestre, mas guardaram seus ensinamentos, recebidos por meio da tradição oral. Considerando os informes contidos nesse evangelho e na obra dos Atos dos Apóstolos, podemos concluir com rigor que os elementos essenciais aos escritos de Lucas tiveram como fonte “as testemunhas oculares e ministros da Palavra” (Lc 1,2). Estamos diante de duas obras escritas pelo mesmo autor ou por uma mesma escola (RICHARD, 2003, p. 8).

Das 85 parábolas que encontramos no conjunto dos textos que compõem as narrativas sinóticas de Mateus, Marcos e Lucas, 66 estão no Evangelho de Lucas. Não resta dúvida de que o senso de historiador do autor do terceiro evangelho demonstra grande apreço por esse gênero narrativo.

Na terceira parte da obra lucana – composta dos capítulos 9,51-19,27 e conhecida como narrativas da subida para Jerusalém –, nosso autor concentra sua atenção nas exigências para quem deseja marcar sua vida pelo seguimento e testemunho de Jesus:

• Para seguir o Mestre, é necessária uma vida marcada pela vigilância na oração e confiança na Providência (cf. 9,51-13,21);

• O testemunho de Jesus é exigente. Há severa proposta ética: o esforço de passar pela porta estreita (cf. 13,24). Não há como ser sinal do projeto novo longe da vida e dos desafios dos pobres. A bondade divina não se enquadra num comportamento pautado pela hipocrisia, muito menos pela lei do puro e do impuro (cf. Lc 15);

• A gratidão torna-se apelo constante e impõe vigilância no interior da comunidade (cf. Lc 17,1-10), para que os apelos da riqueza e dos bens deste mundo não sejam obstáculos para o testemunho, espelhado na conclusão do encontro de Zaqueu com Jesus (cf. Lc 19,1-27).

Considerando o conjunto das normas expressas no livro do Levítico 19,3-18, cremos que nosso autor não só tem em conta tais normas éticas, como também as relê com o desejo de expor aos seus destinatários – já em um universo envolvido pela cultura greco-romana – sua maneira de compreender o comportamento de Deus junto aos necessitados. O encontro do doutor da Lei com Jesus é profundamente marcado pelo desejo de conhecer mais e agir coerentemente com o que afirma a Lei. Eis a narrativa:

E eis que um legista se levantou e disse para experimentá-lo: “Mestre, que farei para herdar a vida eterna?” Ele disse: “Que está escrito na Lei? Como lês?” Ele, então, respondeu: “Amarás o Senhor teu Deus, de todo o coração, de toda a tua alma, com toda a tua força e de todo o teu entendimento; e ao próximo como a ti mesmo”. Jesus disse: “Respondeste corretamente; faze isso e viverás”.

Ele, porém, querendo se justificar, disse a Jesus: “E quem é o meu próximo?” Jesus retomou: “Um homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu no meio de assaltantes que, após havê-lo despojado e espancado, foram-se, deixando-o semimorto. Casualmente, descia por esse caminho um sacerdote; viu-o e passou adiante. Igualmente um levita, atravessando esse lugar, viu-o e prosseguiu. Certo samaritano em viagem, porém, chegou junto dele, viu-o e moveu-se de compaixão. Aproximou-se, cuidou de suas chagas, derramando óleo e vinho, depois colocou-o em seu próprio animal, conduziu-o à hospedaria e dispensou-lhe cuidados. No dia seguinte, tirou dois denários e deu-os ao hospedeiro, dizendo: ‘Cuida dele, e o que gastares a mais, em meu regresso te pagarei’. Qual dos três, em tua opinião, foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?” Ele respondeu: “Aquele que usou de misericórdia para com ele”. Jesus então lhe disse: “Vai, e também tu faze o mesmo” (Lc 10,25-37).

3.    Um diálogo motivado pelo interesse da Lei

O encontro do homem especialista da Lei com o universo de Jesus acontece mediado pela preocupação de como interpretar e praticar as normas expressas na Lei. Trata-se de diálogo relacionado às normas éticas contidas no livro do Levítico 19.

Cremos ser oportuno, de início, não reforçar qualquer interpretação antijudaica, mas deixar-nos tocar pela força simbólica da narrativa. O intérprete da Lei quer saber mais, para vivê-la de modo mais intenso. Não se aproxima para submeter Jesus a algum tipo de prova. Não visa armar-lhe uma armadilha e pô-lo em alguma situação vexatória. Na narrativa, Lucas faz questão de dar a Jesus o título de destaque: “Mestre, que farei para herdar a vida eterna?” (v. 25). Há um grau de destaque atribuído a Jesus. O homem, embora seja um perito na interpretação da Lei, procura saber mais, por isso pergunta.

A conversa se torna mais consistente ao ser mencionado, como resposta à questão exposta por Jesus, o texto do Shemá Israel, contido em Dt 6,4-9. A oração, ainda hoje, é recitada duas vezes ao dia por toda mulher e homem que praticam a religião judaica. Na tradição judaica, o Shemá deve ser recitado pela manhã (prece de Shacharit) e ao anoitecer (prece de Arvit). O encontro de Jesus – elevado à condição de Mestre – com o intérprete da Lei realiza-se na esfera da proclamação da fé e do conhecimento do Deus único (URBACH, 1996, p. 25-42). Ambos, Jesus e o legista, estão de acordo. O encontro se aprofunda quando Jesus ouve a segunda pergunta: “E quem é o meu próximo?” (v. 29). A resposta vem acompanhada da força da parábola do bom samaritano.


3.1.       Ao redor da vítima, três atitudes 

No Brasil de hoje, dilacerado pelo ódio e pela intolerância, fala-se muito de ética – este texto é escrito quatro dias após o sepultamento da menina Ágatha, de 8 anos, morta pela polícia civil do Rio de Janeiro por volta das 20 horas do dia 20 de setembro de 2019. Na cidade, de janeiro a agosto desse ano, foram mortas pela polícia 1.249 pessoas. Compondo essa trágica cifra, outras quatro crianças foram mortas e somente uma teve o inquérito policial concluído. Instala-se a barbárie. Vale tudo para exterminar pobres, pretos e periféricos. Do outro lado da moeda, há discursos eleitoreiros e políticas públicas comprovadamente ineficazes contra o crime organizado. Lida nesse cenário, a parábola do bom samaritano serve para ilustrar o momento pelo qual passamos, com tantas multidões à beira da estrada. Aquele que se encontra à beira da estrada nada tem, nada pode e nada sabe. Diante dele, o passante pode ter três atitudes. Vejamos.


3.1.1.   A atitude do ladrão

De certo modo, os seres humanos podem ser considerados segundo estas três dimensões: ter, poder, saber. Na sociedade hodierna, somos o que consumimos. Somos na exata proporção do que podemos mostrar aos outros. Consumo, logo sou. Tenho de ser notado. Nesse sentido, a moral do ladrão, do assaltante, é a seguinte: “O que é meu é só meu. O que é seu deve ser meu e, se você não me der, eu mato você”. Não precisamos ir longe para ver, no Brasil atual, essa moral de assaltante, que tolhe, mata e rouba.


3.1.2.   A atitude do sacerdote e do levita

A moral do sacerdote e do levita em relação ao homem que estava quase morto, à beira da estrada, é a seguinte: “O que é meu é meu. O que é seu é seu. Estou numa boa. Você está na pior, dane-se”. Como tantos, os levitas e sacerdotes do tempo presente não querem se envolver com pessoas necessitadas. Não buscam pensar em soluções estruturais, em políticas públicas que se pautem pela diminuição da pobreza, pela igualdade entre mulheres e homens, pelos direitos das crianças e adolescentes, pelos esforços pela preservação e manutenção dos recursos naturais em benefício das futuras gerações. Nada inquieta tais grupos de acomodados. O sofrimento do outro, a destruição sistêmica da natureza são realidades incapazes de motivar gestos de solidariedade e compaixão. Para tal grupo de pessoas, sempre será mais fácil encontrar ou forjar desculpas para o não comprometimento.


3.1.3.   A atitude do bom samaritano

Enfim, a terceira atitude, mais que uma moral, revela um projeto de vida: “O que é meu é realmente meu quando pode se tornar nosso”. O bom samaritano se aproxima do homem que estava sem consciência e o faz adquirir consciência por seu contato. Ele partilha. É oportuno observar a métrica que o texto adquire na sequência dos verbos: “chegou junto… viu-o e moveu-se de compaixão. Aproximou-se, cuidou de suas chagas” (v. 33-34).

A atitude de partilha com o necessitado oferece a este as condições de empoderamento. Eis o sentido do amor que dá a vida. Oferece ao outro as plenas condições de ser e não ficar à margem. Nesse sentido, os milagres de Jesus apontam para uma ação pública diretamente voltada para beneficiar o outro. Visa tirá-lo da situação marginal em que se encontra. A atitude solidária faz o outro ter plenas condições de poder. O samaritano, com seu gesto, faz o outro ter (aspecto econômico), faz o outro poder (aspecto político) e faz o outro saber (aspecto cultural), tornando possível àquele caído na estrada assumir a consciência de sua dignidade.

Palavra final

Esta Campanha da Fraternidade seja rica oportunidade para descobrir as irmãs e irmãos que se encontram à margem. Possa proporcionar ricos e alegres momentos de diálogo, belas rodas de conversa, estudos e programas que favoreçam a disposição de ver na outra e no outro os próximos. Que, com a maturidade de bons samaritanos e samaritanas, sejamos capazes de propiciar apoio e cuidado à mais pobre entre os pobres: nossa mãe Terra, como bem nos alerta o Papa Francisco.

Não podemos nos esquecer dos ensinamentos de nossos mestres do passado: as noites escuras, que hoje nos impõem medo e ameaças e visam nos silenciar, passarão lentamente e, no compasso da vida, irão nos apresentar Deus logo à frente. As veredas do bom samaritano sejam motivos para tirar da letargia nossa juventude atual, marcada, em sua maioria, pelo medo, pela indiferença e pela covardia. Levem-nos a sempre ver que a dor do outro é mais importante que a nossa dor. A dor do próximo não é qualquer dor. Nossas dores se curam quando levamos nos ombros a dor do outro, pois da nossa dor o Senhor cuidará. Nossa coragem vem de Deus, pois, sem ele, ninguém é santo, ninguém é forte. Lembremos que misericórdia vem de miseris cor dare, isto é, dar o coração ao miserável. Dar o coração não é olhar de cima, nem fazer para. É fazer com.

(*) Antonio Carlos Frizzo

Pe. Antonio Carlos Frizzo é doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e professor de Teologia Bíblica no Itesp (Instituto São Paulo de Estudos Superiores), em São Paulo, e na Faculdade Católica de São José dos Campos-SP. É assessor do Centro Bíblico Verbo e membro da equipe de coordenação do curso “Fé e política” na cidade de Guarulhos-SP

https://www.vidapastoral.com.br/ano/parabola-uma-catequese-de-atitude-o-exemplo-do-bom-samaritano-lc-1025-37/

SANTO AGOSTINHO


10 sábias citações de Santo Agostinho para sua reflexão

1. “O mundo é um livro e quem fica sentado em casa lê somente uma página.”

2. “Não há lugar para a sabedoria onde não há paciência”

3. “As pessoas costumam amar a verdade quando esta as ilumina, porém tendem a odiá-la quando as confronta.”

4. “Mesmo que já tenha feito uma longa caminhada, sempre haverá mais um caminho a percorrer.”

5. “Conhece-te, aceita-te, supera-te.”

6. “Preocupas-te se a árvore de tua vida tem galhos apodrecidos? Não percas tempo; cuida bem da raiz e não terás de andar pelos galhos.”

7. “O orgulho é a fonte de todas as fraquezas, porque é a fonte de todos os vícios”.

8. “Onde não há caridade não pode haver justiça.”

9. “Não basta fazer as coisas boas, é preciso fazê-las bem.”

10. “A medida do amor é amar sem medida”

Pense nisso e viva melhor!


https://motivacaoefoco.com.br/10-sabias-citacoes-de-santo-agostinho-para-sua-reflexao/

SUGESTÃO DE LEITURA

As parábolas de Jesus para Catequistas

Autor: Pe. José Carlos Pereira, CP

Voltado especialmente para aqueles que têm a missão de ensinar e transmitir a fé, os catequistas, esse livro oferece belas reflexões sobre cada uma das parábolas de Jesus. A obra despertará no coração dos catequistas o desejo do discipulado, e os ajudará em sua tarefa de ensinar os catequizandos a viver e amar Jesus Cristo.

https://www.editorasantuario.com.br/livros/catequese/as-parabolas-de-jesus-para-catequistas

Por onde for o teu passo, que lá esteja o teu coração - 2019

Autor: Pe. Fábio De Melo


Uma obra para repensar a vida. Padre Fábio de Melo, queridinho nas redes sociais por seu bom humor, traz em sua obra uma proposta de reflexão sobre a vida no geral, em todas as áreas: “Uma vida que não é refletida não pode ser bem vivida. Só o debruçar reflexivo sobre nós é capaz de reorientar a coerência, desfazer os equívocos e estabelecer o julgamento que nos coloca diante dos dilemas fundamentais”.


Padre Fábio faz questionamentos para que o leitor reflita sobre o que fala seu próprio coração. A obra traz a compaixão como aspecto mais nobre do ser, em que a pessoa pode descobrir que sua vida pode ser diferente e que é possível reorientar a sua história. O livro é um itinerário para renascer. De acordo com o autor, você não deve esperar que o outro te ofereça o que só você pode se oferecer.

https://www.zoom.com.br/livros/deumzoom/melhores-livros-religiosos