quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

LITURGIA DA FESTA DA APRESENTAÇÃO DO SENHOR

 



A-   Liturgia da Festa da APRESENTAÇÃO DO SENHOR

Esta festa recorda-nos que 40 dias depois do nascimento do seu primogênito, Maria levou a criança ao tempo, em cumprimento da lei que determinava o seu resgate por meio de um sacrifício. É o primeiro encontro oficial de Jesus com o seu povo, na pessoa do ancião Simeão. Na tradição ortodoxa a festa da Apresentação recebe o nome de “Festa do Encontro” ou hypapantê, de Jesus com o seu povo na figura de Simeão. Cristo é apresentado por Simeão ao mundo como Sacramento do encontro e da reconciliação de Deus com a humanidade (todos os povos).
Encontro e manifestação, porque Maria entra no Templo “para manifestar ao mundo aquele que deu a lei e que a cumpre” e para acompanhar o Filho na sua primeira oferta ao Pai.


“Na pessoa do Menino, acontece a convergência entre a primeira e a segunda aliança. É o ponto de chegada daqueles que tanto esperaram o Messias e o ponto de partida para aqueles que vivem a plenitude dos tempos, onde o Reino de Deus se faz presente entre os humanos”.

https://revistadeliturgia.com.br/celebracao-dominical-da-palavra-festa-da-apresentacao-do-senhor/

REZAR PELOS MORTOS: NOSSO COMPROMISSO DE FÉ!

 

A-   REZAR PELOS MORTOS: NOSSO COMPROMISSO DE FÉ!

 

 

As orações, na intenção das pessoas que já faleceram, são expressão da ligação e do amor que temos para com elas. Através das nossas preces, gostaríamos de ajudá-las no momento da morte a se decidirem por Deus. É um sinal do nosso amor e da nossa solidariedade. Para o amor, a morte não é um limite. Na morte de um cristão, as possibilidades de se ajudar e de se doar não deixam de existir. Encontramos essa prática já no Antigo Testamento. Um dos testemunhos mais claros está em 2Mc 12,38-45, onde encontramos além da fé na ressurreição, a prática de oração e ajuda pelos mortos. Claro que precisamos compreender este auxílio e purificação após a morte dentro da prática da Igreja que chamamos de comunhão dos santos.

Fazemos parte do corpo de Cristo que é a Igreja. Ensina-nos o Concílio Ecumênico Vaticano II, na Constituição Dogmática Lumem Gentium 49, que essa Igreja é peregrina na terra, triunfante no céu e padecente nesse processo de purificação. Por formarmos um único corpo, é que podemos ir em socorro dos nossos irmãos e irmãs falecidos, assim como podemos contar com a intercessão dos santos e santas que já estão junto de Deus. Ou seja, assim como no nosso corpo humano um membro beneficia o outro, no corpo espiritual, que é a Igreja, acontece o mesmo, o bem de cada um dos membros comunica-se a todos (1Cor 12,26).

Fique claro que não nos comunicamos com os mortos, mas fazemos comunhão com eles por meio do amor e da oração. Nós amamos na terra, eles nos amam no céu, nós rezamos na terra, eles louvam nos céus. E não há dúvidas que assim como temos o auxílio dos santos, nós podemos, com nossas orações, ajudar os que já morreram.

Na oração pelos mortos como fazemos na Santa Missa que celebramos, não existe barreira entre céu e terra, entre vivos e mortos. Na Santíssima Eucaristia, participamos do banquete eterno, que os nossos entes queridos celebram, agora, junto com Deus. Podemos experienciar a comunhão com eles, que celebram as bodas eternas no mesmo momento.

Tenhamos presente que rezamos pelos mortos. Os bem-aventurados (santos) não precisam das nossas orações, por isso rezamos com eles invocando a sua intercessão. E rezamos pelos mortos na certeza de que nossas preces podem ajudá-los no encontro definitivo com Deus.

Vale lembrar que é parte da nossa fé a doutrina do purgatório. E é aqui que se justifica a nossa oração pelos mortos. Mas tenhamos presente que purgatório não é lugar. Por isso, não devemos pensá-lo nas categorias de tempo e espaço. Como se uma pobre alma permanecesse ali por tanto tempo afim de expiar os pecados. Alguns teólogos católicos compreendem o purgatório como sendo a imagem do encontro pessoal com Deus. No encontro com Ele, que nos ama, reconhecemos a dor que causamos aos outros com nossos pecados e sofremos a dor do arrependimento. Não podemos dizer quanto tempo leva essa dor, pois como dizíamos, fugimos das categorias de tempo e espaço.

Como dificilmente nos encontramos preparados para a morte, cremos na possibilidade da solidariedade na expiação dos pecados de uns pelos outros. Uma vez que após a morte não é possível fazer mais nada por si mesmo, os que morrem no pecado têm necessidade da intercessão dos outros membros da Igreja. Desse modo, como membros do Corpo de Cristo, podemos auxiliar nossos irmãos que morreram no pecado com nossas orações.

Santo Agostinho diz que as obras de misericórdia são a melhor ajuda que podemos prestar aos mortos. Ou seja, o bem que ficou a meio caminho naqueles que morreram, continua a ser feito em comunhão com o bem praticado pelos que amam seus mortos. Nossa oração é uma expressão do nosso amor. Gostaríamos de poder mostrar que não os esquecemos, que eles nos são importantes.

O sete é um número simbólico e na Bíblia indica perfeição, uma oração contínua em favor dos nossos entes queridos. Até porque, recordamos que na obra da criação, o 7º dia é o dia do descanso (Gn 2,3), e nós rezamos pelo descanso eterno da pessoa que morreu. Mas também temos a tradição do luto de sete dias que nós encontramos na Bíblia: José fez um luto de sete dias pelo seu pai Jacó (Gn 50,10); Saul foi enterrado e fizeram um jejum de sete dias (1Sm 31,13); O povo chorou a morte de Judite durante sete dias (Jt 16,24); O luto por um morto dura sete dias (Eclo 22,13). E esse período de luto é comumente concluído, na tradição católica, com a missa de 7º dia.

O sete é uma medida temporal, vale para nós, enquanto Igreja Peregrina, enquanto seres medidos pelo tempo. Mas não vale mais para os nossos mortos, pois passados pelo juízo particular, eles participam da eternidade de Deus.

Por isso, celebrar a Eucaristia por alguém falecido é expressão da nossa comunhão. Continuamos lembrando dele, não o abandonamos, o consideramos parte de nós. E é muito importante que quando encomendamos uma intenção de missa, participar da celebração. É muito triste quando, às vezes, inclusive em missas de 7º dia, nenhum familiar encontra-se na Igreja. Não deveríamos terceirizar o nosso amor por um ente que chamamos de querido.

Neste sentido, do dia 1º ao dia 8 de novembro, aos fiéis que visitarem o cemitério e rezarem, mesmo só mentalmente, pelos defuntos, concede-se uma Indulgência Plenária, só aplicável aos defuntos: diariamente, do dia 1º ao dia 8 de novembro, nas condições de costume, isto é: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração nas intenções do Sumo Pontífice. Neste ano, devido a pandemia, esse prazo foi prorrogado até o final do mês pela Penitenciaria Apostólica. Isso já aconteceu no ano passado.

Ainda neste dia, em todas as Igrejas, oratórios públicos ou semipúblicos, igualmente lucra-se uma Indulgência Plenária, só aplicável aos defuntos: a obra que se prescreve é a piedosa visitação à Igreja, durante a qual se deve rezar a Oração Dominical e o Símbolo (Pai nosso e Creio) confissão sacramental, comunhão eucarística e oração na intenção do Sumo Pontífice (que pode ser um Pai Nosso e Ave Maria, ou qualquer outra oração conforme inspirar a piedade e devoção).

Reze hoje pelos que te precederam na vida eterna. Amanhã, outros também irão rezar por ti! Que os fiéis defuntos, pela misericórdia de Deus, descansem em paz. Amém!

Cardeal Orani João Tempesta
Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ)

 

 https://www.cnbb.org.br/cardeal-orani-rezar-pelos-mortos-compromisso-de-fe/

A MORTE NÃO É NADA (SANTO AGOSTINHO)

 

A morte não é nada (Santo Agostinho)

“A morte não é nada.
Eu somente passei
para o outro lado do Caminho.

Eu sou eu, vocês são vocês.
O que eu era para vocês,
eu continuarei sendo.

Me dêem o nome
que vocês sempre me deram,
falem comigo
como vocês sempre fizeram.

Vocês continuam vivendo
no mundo das criaturas,
eu estou vivendo
no mundo do Criador.

Não utilizem um tom solene
ou triste, continuem a rir
daquilo que nos fazia rir juntos.

Rezem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim.

Que meu nome seja pronunciado
como sempre foi,
sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra
ou tristeza.

A vida significa tudo
o que ela sempre significou,
o fio não foi cortado.
Porque eu estaria fora
de seus pensamentos,
agora que estou apenas fora
de suas vistas?

Eu não estou longe,
apenas estou
do outro lado do Caminho…

Você que aí ficou, siga em frente,
a vida continua, linda e bela
como sempre foi.”

(Santo Agostinho)

 

 

 


MISSA DA FESTA DA APRESENTAÇÃO DO SENHOR (PARTE 1) DA SAUDAÇÃO ATÉ A ORAÇÃO(COLETA)

 

 MISSA DA FESTA DA APRESENTAÇÃO DO SENHOR

1.    SINAL DA CRUZ E SAUDAÇÃO


Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.
A graça e a paz do Senhor Jesus estejam com vocês.
Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

2.    SENTIDO DA CELEBRAÇÃO


O(a) animador(a), ou quem preside, com breves palavras, introduz o sentido do domingo:
Hoje, quarenta dias após o nascimento de Jesus recordamos o seu encontro, no Templo, com o povo de Israel, nas figuras do velho Simeão e da profetisa Ana. Iluminados pelo Espírito, também nós vamos ao seu encontro com nossas velas acesas, reconhecendo nele a luz que brilha para todos os povos.

3.    BÊNÇÃO DAS VELAS E PROCISSÃO


Acendem-se as velas da assembleia. Quem preside faz a oração:

Ó Deus, fonte e origem de toda a luz.
Faze brilhar no coração do teu povo
a luz que não se apaga, para que,
iluminados por estas velas
sejamos testemunhas de Jesus Cristo,
luz que ilumina toda criatura, bendito pelos séculos.

Segue a procissão para a igreja, com velas acesas.

4.     ORAÇÃO DO DIA

Oremos ao Senhor… [breve silêncio]

Ó Deus, força dos que esperam em ti!
Hoje contemplamos Jesus, ainda menino,
sendo apresentado ao templo.
Nós te pedimos a graça de reconhecermos nele
a tua salvação que foi preparada
e oferecida a todos os povos.
Dá-nos caminhar sempre na tua luz!
Por Cristo, Senhor nosso. Amém.

 

 

 

 


LEITURAS DA FESTA DA APRESENTAÇÃO DO SENHOR

 

5- LEITURAS DO DIA 02 DE FEVEREIRO DE 2023 – QUINTA-FEIRA – ANO A

APRESENTAÇÃO DO SENHOR, Festa

 

Leitura da Profecia de Malaquias (Ml 3,1-4)

 

Assim diz o Senhor: Eis que envio meu anjo, e ele há de preparar o caminho para mim; logo chegará ao seu templo o Dominador, que tentais encontrar, e o anjo da aliança, que desejais. Ei-lo que vem, diz o Senhor dos exércitos; e quem poderá fazer-lhe frente, no dia de sua chegada? E quem poderá resistir-lhe, quando ele aparecer?

Ele é como o fogo da forja e como a barrela dos lavadeiros; e estará a postos, como para fazer derreter e purificar a prata: assim ele purificará os filhos de Levi e os refinará como ouro e como prata, e eles poderão assim fazer oferendas justas ao Senhor.

Será então aceitável ao Senhor a oblação de Judá e de Jerusalém, como nos primeiros tempos e nos anos antigos.

 

Palavra do Senhor- Graças a Deus!

 

Salmo Responsorial (Sl 23)

— O Rei da glória é o Senhor onipotente!

— O Rei da glória é o Senhor onipotente!

— “Ó portas, levantai vossos frontões!/ Elevai-vos bem mais alto, antigas portas,/ a fim de que o Rei da glória possa entrar!”

— Dizei-nos: “Quem é este Rei da glória?”/ “É o Senhor, o valoroso, o onipotente,/ o Senhor, o poderoso nas batalhas!”

— “Ó portas, levantai vossos frontões!/ Elevai-vos bem mais alto, antigas portas,/ a fim de que o Rei da glória possa entrar!”

— Dizei-nos: “Quem é este Rei da glória?”/ “O Rei da glória é o Senhor onipotente,/ o Rei da glória é o Senhor Deus do universo”.

 

Segunda Leitura (Hb 2,14-18)

 

Leitura da Carta aos Hebreus.

Irmãos,14Visto que os filhos têm em comum a carne e o sangue, também Jesus participou da mesma condição, para assim destruir, com a sua morte, aquele que tinha o poder da morte, isto é, o diabo, 15e libertar os que, por medo da morte, estavam a vida toda sujeitos à escravidão. 16Pois, afinal, não veio ocupar-se com os anjos, mas com a descendência de Abraão.

17Por isso devia fazer-se em tudo semelhante aos irmãos, para se tornar um sumo-sacerdote misericordioso e digno de confiança nas coisas referentes a Deus, a fim de expiar os pecados do povo. 18Pois, tendo ele próprio sofrido ao ser tentado, é capaz de socorrer os que agora sofrem a tentação.

 

- Palavra do Senhor.- Graças a Deus!

 

 

EVANGELHO

 

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas

(Lc 2,22-32)

 

Quando se completaram os dias para a purificação da mãe e do filho, conforme a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor. Conforme está escrito na Lei do Senhor: “Todo primogênito do sexo masculino deve ser consagrado ao Senhor”. Foram também oferecer o sacrifício – um par de rolas ou dois pombinhos – como está ordenado na Lei do Senhor. Em Jerusalém, havia um homem chamado Simeão, o qual era justo e piedoso, e esperava a consolação do povo de Israel. O Espírito Santo estava com ele e lhe havia anunciado que não morreria antes de ver o Messias que vem do Senhor. Movido pelo Espírito, Simeão veio ao Templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus para cumprir o que a Lei ordenava, Simeão tomou o menino nos braços e bendisse a Deus: “Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz; porque meus olhos viram a tua salvação, que preparaste diante de todos os povos: luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel”.

 

PALAVRA DA SALVAÇÃO- GLÓRIA A VÓS, SENHOR!

 

 

 

 

 


REFLEXÃO: GLÓRIA DE ISRAEL E LUZ DAS NAÇÕES

 

6- REFLEXÃO

GLÓRIA DE ISRAEL E LUZ DAS NAÇÕES

Por Aíla Luzia Pinheiro Andrade

 

I. INTRODUÇÃO GERAL

A liturgia de hoje é o ponto culminante do natal do Senhor, porque indica o modo como se deu a encarnação do Filho de Deus e a que ela se destina. Cristo assumiu todos os condicionamentos da humanidade, até mesmo se submeteu à lei de Moisés, pela qual era regido o povo ao qual pertenceu. Além do contexto histórico, geográfico e econômico, o evangelho mostra que a vida terrestre do “Filho do Altíssimo” (Lc 1,32) estava inserida em um contexto cultural e religioso particular. Também o destaque dado ao tipo de sacrifício realizado por sua família (Lv 5,6-7; 12,6) manifesta que ele não somente assumiu nossa humanidade, mas se fez pobre entre os pobres.

A festa da Apresentação do Senhor é bem antiga, e já houve tempo em que era celebrada em 14 de fevereiro, quarenta dias após a festa da Epifania (manifestação aos magos). Também já foi considerada como festa mariana, com o nome de “Purificação da Bem-aventurada Virgem Maria”. Mas, a partir das recentes reformas litúrgicas, o nome da festa foi mudado para “Apresentação do Senhor” e ela passou a ser celebrada quarenta dias depois do Natal. O novo título e data da celebração são uma indicação mais correta da natureza e do objeto dessa festa, visto que nesse dia a Igreja celebra um aspecto importante do mistério salvífico, e não simplesmente um acontecimento da infância de Jesus.

II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

1. Evangelho (Lc 2,22-40): Consagrado ao Senhor

Os primeiros versículos (22-24) do evangelho proclamado na liturgia de hoje tratam especificamente da manifestação (epifania) do messiado de Jesus a partir do cumprimento dos ritos de iniciação na religião da sua família, o judaísmo. Jesus e Maria, recém-nascido e parturiente, submeteram-se a tudo que a lei de Moisés indicava a respeito do nascimento de um menino primogênito (Lv 12,1-8; Ex 13,2.12-13).

Pela circuncisão (Lc 2,21), Jesus tinha sido oficialmente marcado como membro de Israel, ingressando na aliança feita com os patriarcas e com os descendentes deles desde Abraão até os escravos libertos do Egito. No momento da circuncisão, de acordo com a lei dada por Deus a Moisés, foi imposto o nome do menino: ele foi chamado Jesus, conforme o anjo havia orientado. Naquela cultura, o nome designava a identidade e a missão da pessoa. Jesus quer dizer “Deus salva”. Isso significa que Deus nunca desistiu de salvar o mundo por meio de Israel e que cumpriu essa promessa mediante um israelita fiel, Jesus de Nazaré. Ao se tornar oficialmente membro do povo da aliança, Jesus realizou em sua vida, morte e ressurreição a vocação que Abraão e seus descendentes haviam recebido.

Pelo rito de iniciação à religião judaica, ou seja, de pertença à antiga aliança, Jesus não somente deveria ser circuncidado, mas também resgatado. O primeiro rito remetia aos patriarcas e o segundo, à libertação do Egito. O ritual do resgate estava vinculado à Páscoa, quando os primogênitos dos hebreus tiveram a vida poupada e se tornaram consagrados a Deus (Ex 13,11-15; Nm 18,15-16). O resgate significava que o primogênito era trocado por uma quantia em dinheiro e, a partir de então, podia deixar o santuário e voltar ao convívio familiar.

Propositalmente, Lucas não menciona o resgate de Jesus, que, à semelhança dos levitas (Nm 3,45), continuará sempre pertencendo a Deus. Em vez do resgate do primogênito, Lucas narra a apresentação de Jesus, evocando a entrada do Senhor no santuário para realizar uma grande purificação (Ml 3,1-4). Ao dizer que o menino foi purificado, o evangelho está afirmando que Israel inteiro foi igualmente purificado por meio dele.

Aqui cabe um esclarecimento sobre o significado de purificação. Esse termo nem sempre denota algo negativo; nesse trecho do evangelho, a impureza não é moral, mas ritual (Lv 12,2-4) e significa apenas que, após aqueles ritos, as pessoas eram reinseridas na esfera da vida comunitária, de forma análoga a uma âmbula que, após ser purificada, deixa o sacrário e pode ser mantida junto com outros objetos.

A segunda parte do evangelho de hoje (vv. 25-40) fala sobre o reconhecimento do Cristo pelos representantes dos piedosos que esperavam a vinda do Messias, ou seja, a consolação de Israel, a qual, conforme Is 40,1, é sinônimo da salvação que vem de Deus. Os “pobres de Javé” reconhecem o Messias libertador naquele frágil recém-nascido.

Primeiramente, aparece Simeão. Seu hino de louvor é também um discurso de despedida, como acontece no livro do Deuteronômio, que fecha o Pentateuco (Torah) com longa despedida de Moisés. O velho Simeão reconhece que a esperança de Israel converge para aquele menino, o qual realizará a libertação de Jerusalém, a cidade santa, que no Antigo Testamento representa todos os escolhidos de Deus. Além disso, o menino é uma luz que parte de Israel para as nações pagãs e será um sinal de contradição, pois diante dele todos terão de tomar uma decisão. Nesse sentido, ele será soerguimento para alguns e queda para outros, pois diante dele se revelarão as intenções dos corações.

Em seguida, Ana é mencionada. O nome dela significa “graça”, “favor”. Ao fazer referência à família de Ana como pertencente ao clã de Fanuel, Lucas alude a uma experiência mística do patriarca Jacó e a todos aqueles que sempre desejaram ver Deus face a face (Gn 32,30). Também a menção à tribo de Ana é algo bastante significativo, porque, no antigo Israel, a tribo de Aser ficava ao norte (Js 17,10); isso mostra que Ana era uma profetisa da Galileia e, portanto, seria considerada pelos legalistas de Jerusalém como suspeita de heresia. No entanto, é ela, e não os líderes religiosos da época, quem reconhece Jesus como Messias.

2. I leitura (Ml 3,1-4): Para purificar o seu povo

O dia do SENHOR, mencionado várias vezes no Antigo Testamento, geralmente é considerado como uma visitação ou vinda; como uma intervenção divina quase sempre iminente. O texto do profeta Malaquias afirma que o SENHOR virá ao templo de Jerusalém como um fogo purificador.

A imagem do fogo não tem por objetivo causar medo, mas é simplesmente uma metáfora tirada da vida cotidiana. Alguns aspectos do processo de refinação de metais são simbolicamente empregados várias vezes pela Escritura para discorrer sobre a purificação do pecado e como prova de fidelidade a Deus.

A prata era obtida pelo processo de fusão. Sob alta temperatura, as substâncias agregadas à superfície do metal se transformavam em pó, o qual era repelido por uma rajada de ar. Nas diversas referências bíblicas, a refinação do metal é usada simbolicamente para ilustrar o tipo de provação à qual os seres humanos são submetidos. Em momentos difíceis da história é que se pode constatar quem de fato é ou não fiel a Deus. Aqueles que permanecem fiéis, firmes na fé, experimentarão a libertação definitiva, mesmo que eventualmente suportem algumas circunstâncias difíceis.

3. II leitura (Hb 2,14-18): Em solidariedade com cada ser humano

O tema central da carta aos Hebreus é o sumo sacerdócio de Cristo (8,1). Sacerdote significa mediador, ou seja, alguém por meio do qual se efetiva a relação entre Deus e a humanidade, entre Criador e criatura. A mediação realizada por Jesus Cristo somente é possível porque ele é totalmente divino e totalmente humano, ou seja, faz parte da esfera do Criador (é Filho) e da criatura (é homem).

Na relação de Cristo com Deus, temos o aspecto da autoridade, pois foi glorificado à direita do Pai. Já na relação com a humanidade, temos o da misericórdia, visto que, por experiência própria, participou de nossa fraqueza, sendo em tudo semelhante a nós, exceto no pecado (Hb 4,15).

Cristo é sumo sacerdote tanto por sua intimidade com o Pai quanto por sua solidariedade com a humanidade. Ambas as relações foram levadas ao extremo. A credibilidade e a solidariedade de Cristo fazem dele o fundamento da nossa fé. O ser humano pode lançar toda a sua existência sobre esse fundamento, por duas razões: porque Cristo é o Filho de Deus constituído em dignidade; porque amou a humanidade a ponto de morrer na cruz para libertá-la do poder da morte e associá-la à oferta de sua própria vida ao Pai.

 III. PISTAS PARA REFLEXÃO

Cristo é semelhante a nós e tornou-se solidário conosco, participando de nossas fraquezas, exceto do pecado; da mesma forma, estamos unidos a ele, sendo associados à sua oferta ao Pai. A apresentação/consagração do menino Jesus no templo é também a nossa consagração a Deus, por causa da nossa união com o Filho humanado.

A morte significa separação. Mas, como estamos unidos a Cristo e ele está junto do Pai, nada poderá nos separar de Deus; portanto, estamos livres do poder da morte.

Por tudo que foi mostrado pelas leituras de hoje, o presidente da celebração deve enfatizar a centralidade do mistério da salvação, evitando separar a infância de Jesus do restante de sua vida, principalmente do momento da cruz, ressurreição e ascensão.

Para enfocar a totalidade do mistério salvífico, pode haver, durante a celebração, o acendimento de velas no círio pascal ou uma procissão com velas, destacando a unidade entre a Apresentação de Jesus e a Páscoa, quando de fato o Cristo se tornou “luz para as nações”.

https://www.vidapastoral.com.br/roteiros/2-de-fevereiro-apresentacao-do-senhor/

MISSA(PARTE 2) PRECES ATÉ A BÊNÇÃO FINAL

 

 

7- PRECES

 Adoremos nosso Salvador, que hoje foi apresentado ao templo e peçamos:

Sê nossa luz, ó Senhor.


– Ó Cristo, que te revelaste como luz de todos os povos, ilumina os caminhos da humanidade que te procura e os passos de todos os que promovem a paz e a justiça.


– Ó Cristo, a quem o justo Simeão acolheu em seus braços, sustenta os abandonados e faze de nossas comunidades lugar de inclusão e amor fraterno, nós te pedimos.


– Ó Cristo, reúne os que estão dispersos, cura os enfermos e protege todos os abandonados.

Preces espontâneas…

- Por todos os falecidos, especialmente por aqueles pelos quais estamos rezando na Missa de hoje: Antônio, Argentina, Bruno,Joel Garcia, Josefina, Lucila, Magda Valéria, Maíra Rafaela,Moacir, Nené, Regiane, Salécio, Severino Toneto, Teresa Toneto, familiares da Carmelina, familiares da Ozília, amigos e amigas, freis, freiras e seminaristas...

Atende-nos, ó Pai, as preces que elevamos a ti, em nome de Jesus Cristo nosso Senhor.

 

 08- OFERENDAS.

 

09- ORAÇÃO EUCARÍSTICA

Estamos rezando nesta Missa na Paróquia Nossa Senhora da Saúde por nossos familiares, amigos e amigas: Antônio Pereira(6 meses), Bruno Bonadiman (26 anos hoje), Argentina Paula Bonadiman, Olendina(Tia Nené), Tio Severino Toneto, Tia Josefina, Teresa,Lucila, Maíra Rafaela, Moacir, Regiane, Salécio, Tarcísio, familiares da Carmelina, demais familiares( tios, tias, primos e primas),  amigos e amigas

10- PAI NOSSO

11- COMUNHÃO

12-  ORAÇÃO

Ó Deus, promessa de salvação, tu nos alegraste
neste dia em que celebramos
a apresentação de Jesus no Templo,
reconhecido como luz de todos os povos.
Transforma nossas vidas à imagem de Cristo,
teu Filho amado e nosso Salvador, bendito pelos séculos. Amém.

 

13- BÊNÇÃO FINAL

O Deus fonte de luz, que nos deu a alegria
de celebrar a memória de Jesus em sua apresentação,
guarda-nos em seu caminho,
ele que é Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.
A alegria do Senhor seja a nossa força. Vamos em paz e o Senhor nos acompanhe. Graças a Deus.


SB SABENDO BEM INFORMA

 


SB SABENDO BEM INFORMA

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O meu abraço fraterno e uma ótima semana a todos!

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