domingo, 30 de agosto de 2020

A REFORMA DA LITURGIA DAS HORAS

"Se a Igreja é o Corpo Místico de Cristo, quando a comunidade reza a oração oficial da Igreja, então todo o corpo de Cristo eleva ao Pai em coro uma grande e única prece. A liturgia é esse contínuo louvor da Igreja orante, reunida em assembleia, que faz subir aos céus a grande prece pela nossa salvação."

Nossos últimos programas foram dedicados à Música na Liturgia. Na edição de hoje, padre Gerson Schmidt, nos traz uma reflexão sobre a Liturgia das Horas - também chamada Ofício Divino - que é a oração pública e comunitária oficial da Igreja Católica, e consiste basicamente na oração quotidiana em diversos momentos do dia, por meio de Salmos e cânticos, a leitura de passagens bíblicas e de orações a Deus. Em outras palavras, santificar as diversas horas do dia.

No início do Ofício Divino, usava-se um conjunto de livros para a celebração comunitária, como o Saltério, o Antifonário, o Hinário, o Lecionário, e assim por diante. Por volta do século XI, todos os textos necessários foram reunidos em um só livro, o Breviário, que se destinava à recitação privada ou outras situações, e difundiu-se universalmente, sendo consagrado pela reforma litúrgica tridentina como livro litúrgico para o Ofício divino, permanecendo assim até nossos dias.

Chamava-se então Breviário Romano - Breviarium Romanum - e era apresentado geralmente em quatro volumes. Pio V o promulgou para todo o clero, e por isso também foi chamado de Breviário de Pio V.

São Pio X o reformou em 1° de novembro de 1911 com a Bula Divino Afflatu. A Sagrada Congregação dos Ritos simplificou as festas dos santos, com o decreto de 23 de março de 1955. A reforma litúrgica do Concílio Vaticano II, manteve a forma externa do livro litúrgico, modificando apenas o conteúdo.

"Com a abertura dada pelo Concilio Vaticano II, não somente a Sagrada Escritura chegou nas mãos do povo, mas também a Liturgia das Horas. Houve também uma compreensão maior de que a liturgia não é tão somente a Santa Missa, mas toda e qualquer celebração da Palavra, das exéquias, da Liturgia das Horas, de uma bênção doméstica, de uma celebração penitencial...  João Paulo II dizia assim, no ano de 1990, ponderando essa caminhada de renovação litúrgica: “Pessoas que, anteriormente, se contentavam com o mero cumprimento do preceito da Missa dominical, sentiram-se interpeladas pelo novo estilo da celebração, pelas palavras e gestos; e descobriram que também elas, afinal, tinham uma função a cumprir na comunidade cristã (cf. SC, 26).

O reconhecimento de que a oração pública da Igreja é oração de todos, fez com que a Liturgia das Horas deixasse de ser privativa dos Sacerdotes e dos Religiosos, para se tornar realmente a oração de todo o Povo de Deus, da Igreja orante (Introdução Geral à Liturgia das Horas, nn. 1 e 20) [1].

Na reforma da Liturgia das Horas, o Concílio se orientou pelos conceitos fundamentais da santificação do dia e da veritas horarum (verdadeiro horário de cada oficio). Diz assim o número 88 da SC: “Sendo o objetivo do ofício a santificação do dia, reveja-se a sua estrutura tradicional, de modo que, à medida do possível, se façam corresponder as “horas” ao seu respectivo tempo, tendo presentes as condições da vida hodierna em que se encontram sobretudo os que se dedicam a obras de apostolado”.

O ofício divino romano, a Liturgia da Horas, afirma o Concílio na SC, é fonte de piedade e alimento da oração pessoal e comunitário, como um grande “tesouro venerável e secular”. Afirma assim o número 90: “Sendo, além disso, o ofício divino, como oração pública da Igreja, fonte de piedade e alimento da oração pessoal, exortam-se no Senhor os sacerdotes, e todos os outros que participam no ofício divino, a que acompanhem com a mente a recitação vocal. Para este fim adquiram conhecimento litúrgico e bíblico mais amplo, principalmente dos salmos. Ao fazer a reforma desse tesouro venerável e secular que é o ofício romano, seja adaptado de tal forma que mais larga e facilmente possam usufruir dele todos a quem é confiado”.


O traço fundamental do Concílio Vaticano II era acentuar a celebração comunitária da Liturgia das Horas. O “breviário” não poderia mais ser tão somente uma oração dos religiosos, padres, bispos, monges e monjas. diz assim o número 84 da SC: “O ofício divino, segundo a antiga tradição cristã, destina-se a consagrar, pelo louvor a Deus, o curso diurno e noturno do tempo. E quando são os sacerdotes que cantam esse admirável cântico de louvor, ou outros para tal deputados pela Igreja, ou os fiéis quando rezam juntamente com o sacerdote segundo as formas aprovadas, então é verdadeiramente a voz da esposa que fala com o esposo ou, melhor, é a oração que Cristo unido ao seu corpo eleva ao Pai”.

Se a Igreja é o Corpo Místico de Cristo, quando a comunidade reza a oração oficial da Igreja, então todo o corpo de Cristo eleva ao Pai em coro uma grande e única prece. A liturgia é esse contínuo louvor da Igreja orante, reunida em assembleia, que faz subir aos céus a grande prece pela nossa salvação."

________________________

[1] DISCURSO DO PAPA JOÃO PAULO II AOS BISPOS DA CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL DO REGIONAL SUL-1, em Visita «AD LIMINA APOSTOLORUM», Terça-feira, 20 de Março de 1990. 

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/vaticano/news/2020-08/reforma-da-liturgia-das-hora.html


RESILIÊNCIA EMOCIONAL

Resiliência emocional na volta às aulas ajuda professores e alunos a lidar com traumas da pandemia

Chamada de resiliência emocional, a capacidade de um indivíduo lidar com problemas e adaptar-se às mudanças, superando obstáculos, vai fazer a diferença na vida de professores e alunos na volta às aulas no pós pandemia de Covid-19. O assunto está no radar da Secretaria de Estado de Educação (SED), que mesmo sem ter data para o retorno das atividades presenciais já trabalha a resiliência emocional com as equipes pedagógicas.

"A resiliência é fundamental e de extrema importância nesse momento que estamos passando (crise do coronavírus) porque ninguém imaginava passar por uma situação dessas", afirma a especialista em Educação Integral Patrícia Silvia Fragoso Garcia. Professora da Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul, ela debateu a prática da competência sócio-emocional no retorno às aulas em “live” com o Instituto Ayrton Senna, referência em educação no Brasil.

Para a educadora, o retorno das aulas presenciais será repleto de desafios que devem ser superados em coletivo, com toda a comunidade escolar. "Nós devemos pensar em todo o grupo acolhendo famílias e compreendendo os medos e anseios que elas vão trazer", diz Patrícia, que defende que a estruturação de um "ambiente de acolhimento e respeito" será fundamental para que pais, alunos e professores se sintam confiantes com a volta às aulas.

"Acredito em um retorno de acolhimento desenvolvendo o senso de pertencimento a essa nova estrutura escolar, formada por um ambiente onde o aluno se sinta confortável para expor suas emoções e falar das suas dificuldades e medos. Assim, poderemos promover ações como atividades, dinâmicas, rodas de conversas e rodas reflexivas para que o estudante se sinta seguro e confortável para expor essas emoções e superá-las", explica a especialista.

Aprender a gerenciar emoções negativas provocadas por eventos como a crise do coronavírus, que causam raiva, tristeza, medo, insegurança e ansiedade, ajuda a minimizar os impactos emocionais, avalia o professor Cesar Floriano. Ele, que também integra a Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul e discutiu a resiliência emocional com o Instituto Ayrton Senna, acredita que essa competência pode ser praticada diariamente pelos educadores.

"Diante das adversidades é preciso manter a calma e buscar métodos educacionais para colocar em prática a resiliência como um suporte emocional dentro do contexto escolar. Como um professor estressado pode desenvolver a resiliência no estudante? O desenvolvimento pleno do estudante na educação integral também passa pela capacidade que o professor tem de ser tolerante aos aspectos que acontecem no dia a dia da sala de aula, seja ela presencial ou online", destaca.

"Se para o professor está difícil ficar em casa e transformar a sala de estar, o quarto e a cozinha em sala de aula, imagina para o estudante que muitas vezes não tem o apoio da família e ainda sofre com a falta de recursos e o acesso digital. Cada professor tem a sua prática de ensino, mas todos devem colocar em praticar a resiliência. O estudante precisa voltar para a escola com a sensação de dever cumprido, ainda que tenha encontrado inúmeras dificuldades", finaliza.

Fonte: https://www.folhadedourados.com.br/noticias/estado-regiao/resiliencia-emocional-na-volta-as-aulas-ajuda-professores-e-alunos-a-lidar-com-traumas-da-pandemia

 

COVID 19: AUMENTAM AS ESPERANÇAS

Pesquisadores do Rio encontram substância que neutraliza o novo coronavírus

(foto: "O experimento com o plasma dos cavalos permite que o tratamento seja produzido em grande escala. Os animais não sofrem com a retirada de plasma diz Adilson Stolet, presidente do Instituto Vital Brazil e um dos pesquisadores envolvidos).

Com base em uma técnica patenteada há 101 anos pelo imunologista brasileiro Vital Brazil — a do soro antiofídico —, pesquisadores do Rio de Janeiro conseguiram obter uma substância que neutraliza o Sars-CoV-2 e poderá ser usada como tratamento de pacientes com covid-19. Em vez de veneno de animais peçonhentos, o produto é o resultado de uma proteína desenvolvida em laboratório, que estimula a fabricação de anticorpos específicos contra o vírus.

O resultado do estudo, ainda não publicado, surpreendeu os cientistas. Eles conseguiram obter até 50 vezes mais agentes de defesa contra o coronavírus, comparado ao plasma de pessoas que tiveram doença.

O soro foi obtido a partir do plasma de cavalos, animais utilizados frequentemente para a produção de substâncias antiofídicas.

 

Para que o organismo dos equinos reconhecesse o Sars-CoV-2 sem a necessidade de eles serem infectados, os pesquisadores produziram uma proteína semelhante à spike. Essa estrutura, em formato de espinho, fica na parte externa do vírus e é uma peça-chave na infecção porque, ao se ligar a um receptor na membrana da célula hospedeira, facilita a entrada do micro-organismo no núcleo, onde ele começa a se reproduzir. Por isso, a spike é um dos principais alvos de vacinas e tratamentos para a covid-19.

 

No Laboratório de Engenharia de Cultivos Celulares do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), uma equipe coordenada por Leda Castilho conseguiu produzir uma proteína — a S —, que se assemelha à spike. “Ela mostrou-se muito efetiva para estimular a produção de anticorpos em cavalos, com uma quantidade muito maior do que a encontrada em humanos que já contraíram a covid-19”, conta a cientista. De acordo com a pesquisadora, como ainda não há tratamento específico para a doença, os anticorpos produzidos pelos animais representam uma esperança de terapia para os pacientes.

 

Os testes, que envolveram pesquisadores de diversas instituições do Rio e tiveram financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), começaram em 27 de março, na Fazenda Vital Brazil, em Cachoeiras de Macacu, no interior fluminense. Cinco cavalos foram inoculados com a proteína S e, a cada semana, os cientistas faziam exames de sangue para detectar os níveis de anticorpos produzidos. O presidente do Instituto Vital Brazil, órgão do governo do Estado do Rio, e um dos pesquisadores, Adilson Stolet, conta que o processo é seguro e não coloca os equinos em risco. “Já fazemos o soro contra a raiva, por exemplo, que também é um vírus”, exemplifica. “O experimento com o plasma dos cavalos permite que o tratamento seja produzido em grande escala. Os animais não sofrem com a retirada de plasma”, afirma.


Jerson Lima, presidente da Faperj e um dos autores do estudo, apresentou, ontem à noite, o resultado aos colegas da Academia Nacional de Medicina. No evento, transmitido on-line, ele disse que, depois do sétimo dia de inoculação, a resposta imune dos cavalos foi pouca. “Após a segunda inoculação, aumentou e, à medida que as semanas se passaram, foi algo impressionante. No 42º dia, havia perto de 1 milhão (de anticorpos produzidos). Fiquei com inveja porque tive covid-19 e nunca produzi anticorpos”, brincou.

 

Testes clínicos

 

O experimento durou 70 dias. “O próximo passo era verificar se esses anticorpos se mantinham depois que o plasma fosse processado”, relatou. Ao ser retirado dos animais, o sangue tem de ser purificado, e os anticorpos, isolados, um processo que pode perder parte das proteínas produzidas. “Vimos que, mesmo com o plasma processado, conseguimos quantidades acima de 100 mil.”

 

Segundo Lima, a “questão de um milhão de dólares” foi saber se essas substâncias conseguiriam neutralizar o vírus. “Foi surpreendente verificar a alta capacidade de inativação do Sars-CoV-2”, comemorou.

 

Assim como Vital Brazil fez há 101 anos, a equipe de pesquisadores já patenteou a tecnologia e está em fase de organização dos testes clínicos, que dependem da aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Ministério da Saúde. O cientista contou que a capacidade de produção dos anticorpos e do soro é alta. Atualmente, há 10 cavalos para essa pesquisa no Instituto Vital Brazil. Enquanto o órgão pode processar grandes quantidades de plasma, o Coppe da UFRJ também fabrica a proteína S em larga escala.

 

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/ciencia-e-saude/2020/08/4868444-pesquisadores-do-rio-encontram-substancia-que-neutraliza-o-novo-coronavirus.html

 

PROTEÇÃO DA IGREJA

O que a Igreja Católica faz para ajudar mães estupradas e seus bebês?


Os muitos exemplos incluem redes internacionais de apoio, casas de acolhimento, acesso a cuidados médicos e psicológicos, reposicionamento profissional… Conheça 3 exemplos concretos no Brasil. 

A Igreja Católica mantém uma vasta rede de obras de ajuda a mães desamparadas, inclusive vítimas de estupro, e, obviamente, aos seus filhos inocentes. Infelizmente, a existência desse trabalho é ignorada pela assim chamada “grande mídia” – que provavelmente não teria dificuldades em investigar e divulgar essas iniciativas caso tivesse real interesse.

 

Os muitos exemplos incluem redes internacionais de apoio, casas de acolhimento para gestantes, acesso a cuidados médicos e psicológicos, reposicionamento profissional, orfanatos para crianças cujos pais não estão presentes por uma grande gama de circunstâncias…

 

Separamos a seguir três exemplos no Brasil e um no Peru, para ficarmos apenas na América do Sul.

 

1 – Missão Católica Fiat Mihi (Campinas, Brasil)


Missão Fiat Mihi

 

A expressão latina “Fiat mihi” (pronunciada “fíat míki“) significa “Faça-se em mim“. É a primeira parte da frase “Fiat mihi secundum verbum tuum“, ou seja, “Faça-se em mim segundo a tua palavra“, respondida por Nossa Senhora ao Arcanjo Gabriel quando ele veio lhe anunciar que ela conceberia o Filho de Deus. É a frase, portanto, com a qual Maria aceita a vontade de Deus com fé, esperança e amor.

 

Vem daí o nome de um apostolado católico nascido em Campinas, cidade do Estado brasileiro de São Paulo, com foco na cultura da vida e no fortalecimento da família: é a Missão Fiat Mihi, ou, simplesmente, Missão Fiat. Faça-se!

 

O apostolado realiza iniciativas de formação e sensibilização em temas ligados à sacralidade da vida humana e da família, bem como atividades de espiritualidade. E, indo além, também põe os ensinamentos em prática: uma das obras da missão consiste em acolher e amparar gestantes em risco de abortamento, defendendo alternativas que respeitem a vida. Este aspecto tem se tornado, de modo especial, uma das grandes características da Missão Fiat.

 

Ela abrange:

 

  • Atendimento e acompanhamento
  • Atendimentos a gestantes com risco de abortamento, através de contatos pessoais, telefônicos e/ou por mídias sociais.
  • Acompanhamento nos casos de desistência de aborto, auxiliando, orientando e assistindo a gestante desamparada e/ou em risco social.
  • Aconselhamento e acompanhamento pós-aborto, para mulheres que já praticaram o aborto e que hoje precisam de ajuda emocional e espiritual.
  • O público-alvo deste conjunto de iniciativas são as mulheres grávidas com intenção de abortar e/ou que já abortaram.

Casa de acolhida

 

  • Acolhimento a gestantes, mães e bebês.
  • Acompanhamento médico, psicológico, jurídico, espiritual.
  • Oficinas de artesanato.
  • Campanhas de doações de enxoval, fraldas, alimentos, leite etc.
  • O público-alvo desta iniciativa são mulheres que desistiram do aborto e precisam de amparo e acolhimento.

Saiba mais sobre a Missão Fiat no site do apostolado: http://missaofiat.com.br/

 

2 – Casa Pró-Vida Mãe Imaculada (Paraná, Brasil)

 

A Casa Pró-Vida Mãe Imaculada se dedica a atender mulheres grávidas em risco de aborto, oferecendo-lhes todo suporte, de acordo com a necessidade da mãe (podendo ser material, jurídico, médico e espiritual) e com o objetivo de salvar vidas. Além disso, a Casa também acolhe mulheres que já abortaram e necessitam de cura interior.

 

A Casa oferece ainda educação continua para formar divulgadores da cultura da vida (pró-vidas) e apoio às paróquias e outras instituições que tenham interesse em promover a conscientização da dignidade de toda pessoa humana e dos direitos inalienáveis que esta possui. Site: https://casaprovidami.com.br/

 

3 – Casa de Amparo Pró-Vida São Frei Galvão (Baixada Fluminense, Brasil)

 

Maria das Dores Hipólito Pires, mais conhecida como Dóris Hipólito, levava uma vida relativamente confortável como professora de história e geografia. A direção da escola onde ela dava aulas lhe pediu que ajudasse algumas das meninas que estavam sofrendo as consequências devastadoras de terem abortado.


Dóris juntou material pró-vida para tentar ajudar aquelas meninas e espalhou o material e a missão entre outros paroquianos. Pouco tempo depois, sentiu a moção interior de promover um rosário público no dia 13 de cada mês, ocasião em que também distribuía folhetos pró-vida. Com o apoio do bispo dom Werner Siebembrok e da Legião de Maria, o pequeno grupo formado por Dóris começou a ajudar, nas periferias e favelas, as mulheres que achavam que não tinham nenhuma alternativa a não ser abortar.

 

Embora o aborto seja ilegal na maioria dos casos no Brasil, existem muitas “clínicas” que os realizam ilegalmente na Baixada Fluminense, uma região com 3 milhões de cidadãos e com muitas carências sociais. Dóris vai até a porta dessas “clínicas” e tenta conversar com essas mães, muitas das quais são dependentes químicas e/ou estão sofrendo intensa pressão de terceiros para abortar. Ela as incentiva a ter os filhos, oferecendo-lhes apoio para continuarem a gravidez e, principalmente, para transformarem as suas vidas.

 

Anos atrás, Dóris deu um passo muito corajoso com o apoio da própria família: largar o emprego e passar a trabalhar em tempo integral por aquelas mulheres desesperadas. Em 2007, ela encontrou uma mulher sem-teto, grávida, com deficiências físicas e mentais, que vivia debaixo de um viaduto. Dóris alugou uma pequena casa para cuidar dela. Não demorou quase nada para que aparecesse na casa uma segunda mulher grávida também esmagada por necessidades extremas. E outra, e mais outra, e mais outra. Dóris então estabeleceu formalmente a Casa de Amparo Pró-Vida.

 

Além de manter um lugar seguro e cheio de carinho para cuidar dessas mulheres e dos seus filhos, Dóris ajudou a montar centros pró-vida em igrejas locais para que as mulheres grávidas contassem com mais assistência. Tanto nestes centros quanto na Casa de Amparo, as mulheres grávidas encontram formação profissional, atendimento médico e um lugar onde trabalhar e viver com dignidade, suprindo as necessidades dos bebês.

 

Muitas das mulheres que Dóris recebeu se tornaram voluntárias neste mesmo trabalho. A filha de uma das mulheres que ela ajudou há vinte anos é hoje voluntária no acolhimento e no cuidado de outras mulheres em situação de grande vulnerabilidade.

 

A pressão política vem aumentando muito no Brasil para que o aborto livre seja legalizado no país. Há grupos ideológicos que trabalham contra a ação pró-vida realizada por Dóris. Ela já recebeu telefonemas ameaçadores, inclusive com ameaças de morte. Uma mulher que foi inspecionar a Casa de Amparo viu as fotos das crianças que foram salvas do aborto e chegou a exclamar: “Esta casa nunca deveria ter existido!”.

 

Dóris e sua família sempre confiaram na Providência Divina para prover as suas necessidades e as de todas as pessoas atendidas na Casa de Amparo. Mesmo com todas as limitações e dificuldades, Dóris já testemunhou o triunfo da vida de milhares de crianças que fazem qualquer sacrifício valer toda a pena. Toda vez que as coisas ficaram particularmente difíceis, ela sempre recitou para si mesma: “Os poderosos podem me mostrar o seu poder, mas os bebês me mostram o paraíso”. Mais  informações: https://www.casadagestanteprovida.com/

 

4 – Irmãs Missionárias Paroquiais do Menino Jesus de Praga (Peru)

 

O Peru vem lidando há anos com estatísticas chocantes sobre gravidez precoce, e, no começo de 2018, mais um caso extremo voltou a escandalizar e comover a opinião pública no país: uma menina de 9 anos de idade deu à luz uma bebê que, além de sua filha, é também sua irmã.

 

Desde os 6 anos, a menina-mãe de Tacna, cidade localizada no extremo sul do Peru, sofria abusos sexuais perpetrados pelo pai – e acobertados pela mãe. Apesar da fragilidade do seu corpo, das fortes mudanças hormonais que suportou na gestação e do próprio trauma dos abusos padecidos, a menina-mãe de 9 anos amamentava com ternura a sua bebê de três quilos e meio, um fato que chamou a atenção dos médicos responsáveis pela cesárea.

 

A cesárea foi realizada no hospital regional Hipólito Unanue, de Tacna, cidade onde existe um abrigo mantido pela congregação católica das Irmãs Missionárias Paroquiais do Menino Jesus de Praga. Foram as freiras que ofereceram à menina-mãe o cuidado afetivo e psicológico de que ela precisava para lidar com a sua nova realidade.

 

As missionárias dão assistência a mães adolescentes nas cidades de Arequipa, Lima, Tarma e Tacna há quase 100 anos. A sua pastoral tem sido essencial para oferecer soluções ao drama das meninas-mães e o seu trabalho é tão importante e reconhecido que, em 2011, o Congresso Nacional peruano lhes prestou homenagem oficial.


 

O desequilíbrio hormonal que leva à puberdade muito precoce está na base da explicação geral para as gravidezes em idades tão tenras (e difíceis de acreditar) quanto 9 anos de idade. E esses casos, indignantemente, são menos raros do que seria de supor-se: só no Peru, entre 2011 e 2016, foram 8 gravidezes confirmadas em meninas de 9 anos de idade. É possível, porém, que tenha havido outras nunca registradas.

 

O país andino tem estatísticas chocantes sobre maternidade infantil. A cada dia, pelo menos 4 meninas peruanas menores de 15 anos se tornam mães, de acordo com o Registro Nacional de Identificação e Estado Civil (RENIEC). Só em 2015, esse órgão do governo do país registrou 1.538 casos de mães que tinham entre 11 e 14 anos de idade. De 2011 a 2016, estes foram os números de meninas-mães no Peru:

 

  • 9 anos de idade: 8 casos
  • 10 anos de idade: 51 casos
  • 11 anos de idade: 182 casos
  • 12 anos de idade: 573 casos
  • 13 anos de idade: 2.323 casos
  • 14 anos de idade: 8.644 casos
  • Total: 11.781 casos

Pela idade, significa que absolutamente todas essas 11.781 meninas-mães foram estupradas. Entre as muitas perguntas que se impõem diante desse quadro, uma continua sendo particularmente clamorosa: onde estão os estupradores?

 

A resposta a esta pergunta também faz parte da resposta à verdadeira solução para o drama dos estupros. O aborto não apenas não resolve a raiz do problema: ele “simplifica” a sua perpetuação.

 

Fonte: https://pt.aleteia.org/2020/08/18/o-que-a-igreja-catolica-faz-para-ajudar-maes-estupradas-e-seus-bebes/

 

DISSE SANTO AGOSTNHO

Catequizar é uma obra de misericórdia

O catequista deve apreender que a todos se deve a mesma caridade.

A obra é datada por volta do ano 400 e foi escrita para atender ao pedido de um diácono.

Por Dom Leomar Brustolin(*)

 

A ignorância, seja da fé ou da educação em geral, constitui-se um mal. A misericórdia reside em resgatar das trevas do erro e do relativismo aqueles a quem o Cristo redimiu por sua paixão. Por isso, a catequese, enquanto educação da fé, e caminho da iniciação cristã, também é uma obra de misericórdia. Esta é a tese defendida por Santo Agostinho em seu De catechizandis rudibus, publicado no Brasil como A Instrução dos catecúmenos. A obra é datada por volta do ano 400 e foi escrita para atender ao pedido de um diácono de Cartago, chamado Deográtias, encarregado de ensinar e de instruir, na doutrina cristã, aqueles que pretendiam conhecer a fé cristã. 

 

No capítulo quarto do texto, Santo Agostinho assevera sobre o amor de Deus manifesto em Jesus Cristo que revelou o desígnio salvífico de Deus ao longo da história, que se condensa no amor e na misericórdia de Deus para com a humanidade. Partindo dessa premissa: o amor misericordioso de Deus para com o ser humano, o Bispo de Hipona estrutura sua pedagogia catequética. Esta é toda moldada pela mensagem de amor, fundada no amor de Cristo, «que veio ao mundo para que o homem saiba quanto Deus o ama e aprenda a abrasar-se inflamado no amor de Deus que o amou primeiro, e no amor ao próximo, de acordo com a vontade e exemplo de quem se fez próximo ao amar previamente, não o que estava perto, mas o que estava longe dele» (De catechizandis rudibus 4,7) .

 

Neste sentido, Santo Agostinho sustenta que, a partir da misericórdia de Deus face à miséria humana, nasce a caridade que deve nortear todo o ato catequético. A caridade como núcleo da revelação cristã e, por conseguinte, como núcleo da transmissão da fé. O catequista deve apreender que a todos se deve a mesma caridade, porque não há nenhum remédio melhor do que caridade, que ensina, corrige e cura a todos. Na verdade, é movido por este amor que o catequista se une aos seus ouvintes. Por isso, a caridade deve ser comunicada, não só na exposição da fé, que parte do amor e da misericórdia de Deus, mas, sobretudo, deve ser o fundamento na relação catequista-catequizando. Porque quanto mais o catequista ama aqueles que lhe foram confiados para catequizar, mais procurará empenhar-se com muita alegria, e sem grande fadiga, em ensinar o caminho do amor de Deus aos seus catequizandos

 

Para o Santo, somente a caridade do catequista poderá motivá-lo a prestar atenção às necessidades dos diversos ouvintes que compõe o grupo de catequese. Na obra De catechizandis rudibus, Santo Agostinho destaca a humana delicadeza que exige do catequista manifestar profunda simpatia e sincera amizade para com aqueles que ele deve instruir. Esta caridade catequética sintetiza toda a missão do catequista, pois será expressão viva da simpatia e do amor que Deus tem pelo ser humano pessoalmente. Nesse sentido, o Bispo orienta o diácono Deográtias para que tente todos os meios possíveis para fazer com que os que eventualmente estejam apáticos, temerosos ou duvidosos saiam da letargia da timidez e tenham mais confiança e segurança nas palavras que escutam. Isto implica num grande gesto de amor para com os ouvintes da mensagem. E acrescenta: Ora, se o coração entorpecido desperta ao sentir-se amado, se o que já ardia, mais se acende ao saber-se correspondido, é evidente que nada é mais capaz de despertar o amor daquele que ainda não ama, que saber-se amado (De catechizandis rudibus 4,7)


CNBB

(*) Bispo-auxiliar de Porto Alegre (RS)

Fonte: https://domtotal.com/noticias/detalhes.php?notId=970570

 

 

PENSE NISSO

 

12 LIÇÕES DE SANTO AGOSTINHO

1 – Sou um bom mestre enquanto continuo sendo um aluno.

2 – Não espereis receber de mim todas as respostas que necessitais. Eu não sou um

3 – O verdadeiro mestre está sempre disposto a ser corrigido.

4 – Um homem com um corpo normal e uma mente deformada é mais digno de lástima que se fosse completamente deformado.

5 – A verdade é o alimento da alma.

6 – Nada estará perdido enquanto estivermos em busca.

7 – Pouco importa quanto fazes, o que importa é quanto amas.

8 – O amor, como a fogueira, quanto mais arde, mais queima.

9 – Quando o querer é completo, o trabalho se torna um lazer.

10 – Dor compartilhada é dor amenizada.

11 – Uma humildade falsa é refinada soberba.

12 – Se dás a esmola com tristeza, a esmola e o amor perdes.

Fonte: https://soucatequista.com.br/12-licoes-de-santo-agostinho.html

 

domingo, 23 de agosto de 2020

SEJA BEM-VINDO!

DOMINGO, 23 DE AGOSTO DE 2020 

OLÁ!

AGOSTO: MÊS VOCACIONAL
21º DOMINGO DO TEMPO COMUM 

Neste dia nacional do catequista, bendigamos ao Senhor por essa vocação específica na Igreja, chamada a promover a educação à fé e a iniciação cristã.

O Senhor nos escolheu desde sempre para nos conduzir no caminho da salvação. Nesta liturgia, somos chamados a reconhecer Jesus como o Filho de Deus e a nos esforçarmos para viver seus ensinamentos, ajudando o bem a vencer todo mal existente no mundo. Recordemos hoje todas as pessoas que atuam, com dedicação e amor, nos vários ministérios e serviços da comunidade.

 

A fé em Jesus nos compromete com seus ensinamentos e nos impulsiona a colocá-los em prática no nosso dia a dia.


Neste SB SABENDO BEM abordamos os seguintes temas com vários colaboradores:

01- LEITURAS DO 21º DOMINGO DO TEMPO COMUM E REFLEXÃO DOMINICAL: QUEM É JESUS PARA NÓS? VOCAÇÃO DO CATEQUISTA;
02- IDENTIDADE E DIGNIDADE DA VOCAÇÃO DOS LEIGOS;
03- SER CRISTÃO;
04- COISAS QUE VOCÊ NÃO DEVE FAZER NA MISSA E TALVEZ NÃO SAIBA;
05- NÃO É VÁLIDO SACRAMENTO DO BATISMO COM FÓRMULAS ARBITRARIAMENTE MODIFICADAS;
06- DESAFIOS DA VIDA RELIGIOSA-CONSAGRADA HOJE (CONTINUAÇÃO);
07- SÃO PAULO LANÇA RG DIGITAL;
08- ANO LETIVO DE 2020 SERÁ ENCERRADO EM 29 DE DEZEMBRO, DEFINE SEDU;
09- DESTACANDO DOIS SANTOS DESTA SEMANA: A- SANTA MÔNICA E B- SANTO AGOSTINHO;
10- PENSE NISSO!!! COM PENSAMENTOS DE SANTO AGOSTINHO.

Jesus, Mestre Divino, que chamastes os Apóstolos a vos seguirem, continuai a passar pelos nossos caminhos, pelas nossas famílias, pelas nossas escolas e continuai a repetir o convite a muitos jovens. Dai coragem às pessoas convidadas. Dai força para que vos sejam fiéis como apóstolos leigos, como sacerdotes, como religiosos e religiosas para o bem do Povo de Deus e de toda a humanidade. Amém

BOA LEITURA E BOA REFLEXÃO DESTE SB SABENDO BEM!

Caro(a) Leitor(a) amigo(a):

O meu abraço fraterno.

ACESSE SEMPRE O BLOG: sbsabendobem.blogspot.com e divulgue aos seus amigos, conhecidos e contatos nas redes sociais. Comente, faça sugestões.  Agradeço! 

Sérgio Bonadiman

SE TIVER QUE SAIR, USE MÁSCARAS E ÁLCOOL EM GEL.


LEITURAS DA MISSA

21º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

PRIMEIRA LEITURA (Is 22,19-23)
Leitura do Livro do Profeta Isaías. 

Assim diz o Senhor a Sobna, o administrador do palácio: 19”Eu vou te destituir do posto que ocupas e demitir-te do teu cargo. 20Acontecerá que nesse dia chamarei meu servo Eliacim, filho de Helcias, 21e o vesti- rei com a tua túnica e colocarei nele a tua faixa, porei em suas mãos a tua autoridade; ele será um pai para os habitantes de Jerusalém e para a casa de Judá. 22Eu o farei levar aos ombros a chave da casa de Davi; ele abrirá, e ninguém poderá fechar; ele fechará, e ninguém poderá abrir. 23Hei de fixá-lo como estaca em lugar seguro e aí ele terá o trono de glória na casa de seu pai”.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

SALMO 127(128)

Ó Senhor, vossa bondade é para sempre!
Completai em mim a obra começada!

1. Ó Senhor, de coração eu vos dou graças,
porque ouvistes as palavras dos meus lábios!
Perante os vossos anjos vou cantar-vos
e ante o vosso templo vou prostrar-me.

2. Eu agradeço vosso amor, vossa verdade,
porque fizestes muito mais que prometestes;
naquele dia em que gritei, vós me escutastes
e aumentastes o vigor da minha alma.

3. Altíssimo é o Senhor, mas olha os pobres,
e de longe reconhece os orgulhosos.
Ó Senhor, vossa bondade é para sempre!
Eu vos peço: não deixeis inacabada,
esta obra que fizeram vossas mãos!


SEGUNDA LEITURA (Rm 11,33-36)
Leitura da Carta de Paulo aos Romanos.

33 Ó profundidade da riqueza, da sabedoria e da ciência de Deus! Como são inescrutáveis os seus juízos e impenetráveis os seus caminhos! 34De fato, quem conheceu o pensa- mento do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? 35Ou quem se antecipou em dar-lhe alguma coisa, de maneira a ter direito a uma retribuição? 36Na verdade, tudo é dele, por ele, e para ele. A ele a glória para sempre. Amém!
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.


ACLAMAÇÃO (Mt 16,18)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja; e os poderes do reino das trevas jamais poderão contra ela!


EVANGELHO (Mt 16,13-20) 

P. O Senhor esteja convosco.
T. Ele está no meio de nós.
P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. T. Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 13Jesus foi à região de Cesaréia de Filipe e ali perguntou a seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do homem?” 14Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. 15Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” 16Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. 17Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, por- que não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19Eu te darei as chaves do reino dos céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”. 20Jesus, então, ordenou aos discípulos que não dissessem a ninguém que ele era o Messias.
– Palavra da Salvação.
– Glória a vós, Senhor!

 

TEXTOS BÍBLICOS DA SEMANA
24- Jo 1,45-51 (São Bartolomeu Ap.);
25- Mt 23, 223-26;
26- Mt 23, 27-32;
27- Mt 24, 42-51 (Santa Mônica);
28- Mt 25,1-13 (Santo Agostinho);
29- Mc 6, 17-29 (Martírio de São João Batista