sábado, 11 de abril de 2026

1. REFLEXÕES PARA ESTE SEGUNDO DOMINGO DE PÁSCOA 1.1- A CERTEZA QUE VEM DA FÉ

 

1.      REFLEXÕES PARA ESTE  SEGUNDO DOMINGO DE PÁSCOA

1.1- A CERTEZA QUE VEM DA FÉ

 

No primeiro dia da semana Jesus ressuscitado se manifesta aos seus! Por isso esse dia passou a se chamar “Domingo”, Dia do Senhor, dia por excelência do encontro com o Ressuscitado. Na primeira vez que apareceu, Tomé não estava com os discípulos, mas, no Domingo seguinte, se uniu a eles e então pôde fazer a experiência de tocar o corpo glorioso do Senhor, que traz as marcas da paixão, do amor sem limites que Ele nutre pela humanidade, a ponto de ter dado a vida por ela. Jesus aparece e agracia a Igreja ainda nascente com o dom do Espírito Santo, o dom da paz, que é fruto da Sua vitória sobre a morte, e com o dom da misericórdia e do perdão dos pecados, os quais devem ser acolhidos na fé: “Bem-aventurados os que creram sem ter visto” (Jo 20,29). Aquele que crê encontra sua paz na certeza, que vem pela fé, de que Jesus está vivo e permanece com os seus. Essa certeza, fruto da ação do Espírito Santo, lhe dá a “esperança viva”, de que fala São Pedro na sua epístola (cf. 1Pd 1,3), e o encoraja a enfrentar as aflições e provações do tempo presente na expectativa da herança eterna. Essa esperança viva é Cristo Ressuscitado, no qual o fiel crê sem ter visto, e que pode lhe proporcionar a salvação que espera. A Igreja, comunidade de fé, tem a missão, na força do Espírito, de anunciar esta maravilhosa esperança, a boa nova da ressurreição do Senhor e sua vitória o mal e a morte. Ela, ao anunciar o Evangelho, desperta para a fé, proclama a misericórdia de Deus que, em Cristo, nos perdoa os pecados e nos reconcilia com Ele, faz com que nasçamos de novo para uma esperança viva, ao mesmo tempo em que exorta a todos que, tendo obtido misericórdia, sejam também misericordiosos para com os demais. É no seio da Igreja que o cristão encontra sua identidade como discípulo de Cristo e filho de Deus, alimenta a sua fé, esperança e caridade, vive em comunhão com os irmãos e irmãs, faz a experiência do encontro com o Ressuscitado e pode, então, exclamar como Tomé: “Meu Senhor e meu Deus!”. Nos Atos dos Apóstolos (2,42) encontramos um retrato da Igreja nascente, que é paradigma e referência para a Igreja de todos os tempos: ela congrega os que são assíduos e perseverantes em ouvir o ensinamento dos Apóstolos, isto é, fidelidade ao Magistério, que tem à frente Pedro e seus sucessores; os que vivem na comunhão fraterna em unidade, de modo que o mundo creia que Jesus é o Filho de Deus e nosso salvador (cf. Jo 17,21); os que participam na fração do pão, que é a Eucaristia, Pão vivo descido do céu, e os que perseveram nas orações. Cristo deseja que façamos a experiência do encontro com Ele, tenhamos a força do Espírito – que nos auxilia nas tribulações e fadigas e nos dá aquela paz que o mundo não pode dar. Ele deseja que sejamos testemunhas da esperança viva – fruto de Sua vitória sobre o pecado, o mal e a morte – num mundo onde esta última parece ter a palavra final. Deseja também que pratiquemos a misericórdia, amando e perdoando, sem fazer acepção de pessoas – num mundo marcado por discórdias. Portanto, vivamos e anunciemos a todos a fé que vence o mundo e o medo, ilumina a escuridão e traz esperança, impulsiona a sair das falsas seguranças e proclamar com coragem que Jesus veio para que tenhamos vida em Seu nome (cf. Jo 20,31).

 

 Dom Edilson de Souza Silva Bispo Auxiliar de São Paulo Vigário Episcopal para a Região Lapa

 

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