09- São Gregório Magno e Santo Agostinho
comentam a dúvida de São Tomé
“São Tomé, pobre pescador como
quase todos os seus companheiros que seguiam a Jesus, foi sempre dos discípulos mais
animosos. Quando vieram anunciar que Lázaro tinha morrido, os
discípulos procuravam evitar que Jesus se expusesse à perfídia dos fariseus,
indo à procura do cadáver do amigo.
“Tomé, porém, dispôs todos a acompanha-Lo
dizendo: “Vamos com Ele para com Ele morrermos”. Não foi,
pois, por leviandade e insuficiência de fé que Tomé tanto relutou em aceitar a
ressurreição. Fora
a ele que Cristo dissera: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. Ele
ainda se lembrava certamente dessas palavras para insistir: “Enquanto não ver
nas suas mãos o sinal dos cravos; enquanto não puser a minha mão nas suas
chagas, não creio”. Ele queria evitar toda atitude leviana e todo o fato não
verificado.
Por isso dizia
São Gregório Magno: “A incredulidade de Tomé e a ordem que
recebeu de Jesus de tocar nas suas chagas, não foi um acaso, mas alto designo
de Deus. O discípulo que, duvidando da ressurreição do Mestre, pôs suas mãos
nas chagas do mesmo, curou com isto a feridade da incredulidade de nossa
alma. A incredulidade de Tomé foi
para nós de vantagem maior que a fé dos demais Apóstolos,
porque tornando-se crédulo pelo tocamento das chagas, consolidou a nossa fé, banindo
qualquer dúvida”.
E Santo Agostinho: “Tomé, homem
santo, justo e leal, exigiu tudo isto, não porque duvidasse, mas para excluir qualquer suspeita
da superficialidade. Para ele era bastante que visse Aquele que
conhecia, mas para nós era necessário que tocasse naquele que via, para que
ninguém pudesse dizer que seus olhos o enganaram quando não era possível suas
mãos o enganarem”. https://www.pliniocorreadeoliveira.info/LEG_391217_Sao_Tome.htm
https://ipco.org.br/sao-gregorio-magno-e-santo-agostinho-comentam-a-duvida-de-sao-tome/
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