1.
LITURGIA DO SEGUNDO DOMINGO DA PÁSCOA
- Temos
aqui um retrato da primeira comunidade cristã. São Lucas vai
registrar outros dois (At 4,32 e 5,12) para nos inspirar hoje em boas práticas:
"Eram assíduos ao ensino dos Apóstolos, à comunhão fraterna à fração do
pão e às orações. Viviam unidos e tinham tudo em comum". A nossa
comunidade vive a fé pascal ou vive num mundanismo disfarçado de religião?
- O Papa Francisco nos explicou: "O
mundanismo é uma cultura; é uma cultura efêmera; uma cultura de querer se
aparecer, de maquiagem; uma cultura de hoje sim, de amanhã não; de amanhã sim,
de hoje não. São valores superficiais. Uma cultura que não conhece a
fidelidade, porque muda segundo as circunstâncias, negocia tudo. Eis a cultura
mundana, a cultura do mundanismo. Jesus insiste para que sejamos preservados
disso e reza para que o Pai nos defenda desta cultura do mundanismo. Esta é uma
cultura do descarte, segundo o que nos convém. Esta cultura não tem fidelidade,
não tem raízes. Trata-se de um modo de viver, até para muitos que se dizem
cristãos: são cristãos, mas mundanos" (Missa na Casa Santa Marta em
16/5/2020). Nós precisamos redescobrir a
alegria das primeiras comunidades cristãs, sua doação e gratuidade! Caso
contrário, será impossível viver neste mundo, tragado pelo individualismo e
materialismo, onde o ser humano não tem valor algum.
- No Evangelho, temos a primeira comunidade
com as portas fechadas. O medo imperava. Os últimos acontecimentos tinham
marcado muito negativamente os discípulos e eles estavam confusos e perdidos.
Afinal, Jesus morreu crucificado, um jeito cruel e horrível de tirar a vida de
alguém. E, na cabeça deles, tudo tinha terminado. O sonho acabou! A esperança
acabou! Restava agora digerir esses acontecimentos violentos e cada um retornar
à sua casa e à vida anterior. Mas o inesperado aconteceu: Jesus apareceu no meio
deles, trazendo a Paz, o Espírito, a Missão e o Perdão! Aqui começa a semente
de uma nova humanidade! O Ressuscitado vive entre nós! Sua presença garante a
vitória da vida e do amor sobre todas as forças ruins. E é assim que seus
discípulos deverão viver de agora em diante.
- "Por suas feridas fomos curados"
(Is 53,5). Jesus hoje nos mostra as
marcas da misericórdia de Deus. "Põe teu dedo... Coloca a tua mão... não
sejas incrédulo, mas fiel".
Desde 1931, na Polônia, Santa Faustina, começou a ter revelações da Misericórdia Divina e
escreveu 600 páginas sobre esses acontecimentos. Daí resultou uma devoção e
também o Terço da Misericórdia: "Jesus, eu confio em vós! Pela sua
dolorosa paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro!" O mundo de
hoje precisa de amor e compaixão. A santa ouviu de Jesus: "Minha misericórdia é maior do que seus pecados e os do mundo
inteiro". Como é bom saber que há uma porta de esperança aberta a
todos, sem distinção. E nossa comunidade é esse lugar. Como diz o Apóstolo Pedro:
"Ele nos fez nascer para uma vida nova!"
https://diocesedesaomateus.org.br/wpcontent/uploads/2026/03/12_04_26.pdf
Nenhum comentário:
Postar um comentário