sábado, 11 de abril de 2026

10- DICAS DE LEITURA

 

10- DICAS DE LEITURA

1. Bíblia Sagrada – Passagens sobre Misericórdia

  • Evangelho de Lucas, especialmente a parábola do Filho Pródigo (Lc 15,11-32).
  • Evangelho de Mateus, capítulo 5 (Bem-aventuranças) e capítulo 25 (Juízo Final).
  • Salmos 51 e 103, que exaltam a compaixão e o perdão divinos.

2. Obras Clássicas e Devocionais

  • Diário de Santa Faustina Kowalska – A Misericórdia Divina na Minha Alma: testemunho e revelações sobre a devoção à Divina Misericórdia.
  • O Nome de Deus é Misericórdia – Papa Francisco: diálogo acessível e profundo sobre o papel da misericórdia na vida cristã.
  • A Misericórdia – Bento XVI: reflexões teológicas sobre a essência do amor misericordioso de Deus.

3. Leituras Contemporâneas e de Formação Espiritual

  • Misericórdia: O Coração do Evangelho – Walter Kasper: abordagem teológica e pastoral.
  • A Força da Misericórdia – Pe. Reginaldo Manzotti: aplicação prática da misericórdia no dia a dia.
  • Misericórdia e Perdão – Raniero Cantalamessa: meditações para aprofundar a vivência cristã.

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04-Santo Agostinho: Sermões III – Atos dos Apóstolos e Cartas

de: Santo Agostinho

 

Nos sermões publicados neste terceiro volume o Bispo de Hipona alimenta a sua pregação sobretudo de trechos das Cartas paulinas, das Cartas Pastorais e de alguns passos dos Actos dos Apóstolos. Porque na liturgia da Palavra, a par destas fontes neotestamentárias, eram lidas páginas dos Evangelhos, do Antigo Testamento, para além do Salmo que era cantado (Sermo 153,1; 154 A,4; 159 B, 3. 4; 176,1), o pregador raramente se restringe ao texto e temática bíblicos enunciados no começo de cada Sermão.

Não existindo ainda um lecionário fixado, a escolha das leituras e respetivo comentário variavam entre a lectio contínua e a adoção de textos especialmente selecionados em função da festa ou solenidade celebradas[1]. Por isso, nalguns casos a leitura veterotestamentária podia ser dispensada (Sermo 165,1; 176). Por vezes o assunto e o contexto pediam uma leitura mais continuada das Cartas neotestamentárias, como é o caso dos Sermões 151-159, pregados em Cartago, no outono de 417. As palavras com que começa o Sermão 154, comprovam essa prática: «Vós, os que estivestes aqui presentes ontem, ouvistes a leitura tirada da Epístola do Apóstolo São Paulo. A leitura que hoje foi proclamada vem a seguir àquela» (1,1; cf. Sermo 155,1,1; 7,7).

Neste bloco de sermões pregados ao povo em contexto litúrgico, o Pastor de Hipona vai expondo a sua doutrina e teologia ao sabor das leituras de que parte sempre: “foi lida a leitura” (de Paulo, dos Atos, do Evangelho, etc.). Deixando-se orientar pelo texto bíblico, por norma o pregador conjuga o ensinamento das Cartas e do Salmo (cf. Sermo 160,1; 166,1; 159 B, 1. 2; 166,2; 171,1) com o Evangelho lido na celebração (Sermo 162 A,7; 174; 176; 159 B, 17).

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