domingo, 6 de setembro de 2020

INTRODUÇÃO GERAL À BÍBLIA

Você sabia que a Bíblia é o livro mais traduzido, vendido e lido no mundo inteiro? Descubra os passos iniciais para começar a estudar este precioso livro sagrado.

1) Qual o significado da palavra “Bíblia”?

A palavra “Bíblia” é de origem grega e quer dizer “LIVROS”. São, ao todo, 66 livros: 39 no Antigo Testamento e 27 no Novo Testamento.

 

2) Quem é o autor da Bíblia?

O autor da Bíblia é Deus. Não foi Ele, porém, quem a escreveu. Essa tarefa coube aos homens e mulheres que, movidos pelo Espírito Santo, foram aos poucos escrevendo tudo o que a eles era inspirado que escrevessem.

 

3) Os autores humanos da BÍBLIA apenas “copiaram” o que Deus “ditou” a eles?

Não, os autores humanos da Bíblia receberam a inspiração de Deus e usaram das próprias palavras – e dos próprios conhecimentos – para redigir os textos inspirados. Foram cerca de 40 autores que escreveram os livros da Bíblia ao longo do tempo.

 

4) Como a Bíblia foi escrita?

A BÍBLIA foi composta “A DUAS MÃOS”: por Deus, que a inspirou, e pelos Seus servos, profetas, que a escreveram. Não sabemos quantos são os autores humanos da Bíblia, mas sabemos que são muitos. Daí afirmarmos que a Bíblia foi escrita em “mutirão”.

 

5) Quando a Bíblia foi escrita?

A Bíblia foi escrita entre o ano 1500 antes de Cristo e o ano 100 depois de Cristo, aproximadamente. Ou seja, ela levou cerca de 1600 anos para ficar pronta.

 

6) Onde foi escrito o Antigo Testamento?

O Antigo Testamento foi escrito na Palestina (a terra de Jesus), na Babilônia (onde o povo judeu, num determinado momento de sua história, esteve exilado) e no Egito (para onde muitos judeus foram depois do cativeiro na Babilônia).

 

7) Onde foi escrito o Novo Testamento?

Os livros do Novo Testamento foram escritos na Palestina (a terra de Jesus), na Síria, na Ásia Menor, na Grécia e na Itália (lugares estes onde haviam sido fundadas comunidades cristãs).

 

8) Em que línguas foram escritas a Bíblia?

A Bíblia foi escrita em HEBRAICO, ARAMAICO e GREGO.

 

9) Quantas traduções existem da Bíblia?

A Bíblia já foi traduzida para aproximadamente DOIS MIL IDIOMAS. As cópias mais antigas estão na Biblioteca do Vaticano, no Museu Britânico (Londres, Inglaterra) e no Museu de Jerusalém (Israel).

 

10) No que foi escrita a Bíblia?

Os livros da Bíblia foram escritos em CERÂMICA (tijolos de argila), PAPIRO (tiras de papel feitas a partir da árvore de papiro, originária do Egito) e PERGAMINHO (couro curtido e preparado de carneiro, chamado de pergaminho por ter sido usado pela primeira vez na cidade de Pérgamo, 200 anos antes de Cristo).

 

11) Quem dividiu a Bíblia em capítulos e versículos?

A divisão dos livros da Bíblia em capítulos é da autoria do inglês Estêvão Langton, arcebispo de Cantuária, e foi realizada no ano de 1214. Já a divisão dos capítulos em versículos foi feita, em definitivo, em 1551, pelo tipógrafo Roberto Stefano. Uma curiosidade: a Bíblia tem 1.328 capítulos e 40.030 versículos.

 

12) Quais são as duas grandes partes da Bíblia?

A Bíblia está dividida em duas grandes partes; ANTIGO TESTAMENTO e NOVO TESTAMENTO. O Antigo Testamento começa com o livro de Gênesis e termina com o livro de Malaquias, e o Novo Testamento vai do Evangelho escrito por São Mateus até o livro do Apocalipse de São João.

 

13) Como está dividido o Antigo Testamento?

O Antigo Testamento está assim subdividido: PENTATEUCO (os cinco primeiros livros, do Gênesis ao Deuteronômio; livros HISTÓRICOS; livros POÉTICOS ou SAPIENCIAIS e, livros PROFÉTICOS.

 

14) Como está dividido o Novo Testamento?

O Novo Testamento apresenta a seguinte subdivisão: livros HISTÓRICOS (os 4 Evangelhos mais o livro dos Atos dos apóstolos); CARTAS DOS APÓSTOLOS (21 cartas, de Romanos a Judas) e, livro PROFÉTICO (apenas um, o Apocalipse, o último livro da Bíblia).

 

15) O que são os livros APÓCRIFOS?

Os apócrifos são livros que não foram escritos sob inspiração de Deus e, por isso, não pertencem ao cânon da Bíblia.

 

16) Quantos livros tem a Bíblia Protestante?

A Bíblia Protestante tem 66 livros, 7 a menos que a Bíblia Católica. Os livros de Baruc, Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, 1º e 2º Macabeus e acréscimos aos livros de Ester e Daniel fazem parte da Bíblia Católica mas não da Bíblia Protestante. Razões teológicas e históricas levaram os judeus – e depois os protestantes – a considerar esses livros como livros apócrifos.

 

17) É certo brigar com pessoas de outras religiões por causa da Bíblia?
Não, não é certo. A Bíblia é instrumento de aproximação e união, e não arma de agressão.

 

18) Quem é o centro da Bíblia?

O centro da Bíblia é Jesus. Tudo nela aponta para o Filho de Deus feito homem. O Antigo Testamento prepara a sua vinda; o Novo Testamento a realiza e indica Sua volta e o começo da vida eterna.

 

19) Quem pode interpretar a Bíblia?

O Espírito Santo é quem ajuda o leitor nessa interpretação. Por esta razão, é necessário orar antes de ler a Bíblia e pedir que o Espírito Santo ilumine a mente para que se possa compreender e aplicar corretamente os seus ensinos no viver diário. O cristão que estuda a Bíblia diariamente e que a utiliza como sua própria intérprete, mediante a ação do Espírito Santo, será capaz de compreendê-la corretamente. Ao participar dos cultos de sua igreja vai, com o tempo, entendendo o sentido e o significado dos ensinamentos da Palavra de Deus; assim ele aprende a interpretar a Bíblia.

 

20) É bom e aconselhável decorar trechos da Bíblia?

Sim, é bom memorizar ou decorar trechos da Bíblia, pois facilita a prática dos mesmos em nossa vida.

 

21) Com que atitude deve-se ler a Bíblia?

A Bíblia deve ser lida com humildade de coração. É aos pequenos e simples que Deus revela a sua sabedoria. Portanto as Escrituras devem ser lidas como a Palavra de Deus.

 

22) Como procurar e encontrar uma citação bíblica?

As citações bíblicas têm sempre a seguinte ordem: Título do Livro (abreviado), Capítulo e Versículo.


Exemplo: Jo 10,10. Esta citação lê-se assim: Evangelho de São João, capítulo dez, versículo dez.

 

A vírgula ( , ) indica um pulo entre os versículos. Neste caso, lê-se o número que vem antes e depois do ponto.


O traço ( – ) indica que devemos ler de um versículo até o outro.
Exemplo: Jo 17,20-26 = Evangelho de São João, capítulo dezessete, versículos de vinte a vinte e seis. O traço pode também indicar uma sequência de capítulos.
Exemplo: Jo 17,20-18,12 = Evangelho de São João, do capítulo dezessete, versículo vinte, até o capítulo dezoito, versículo doze.

 

O ponto e a vírgula ( ; ) separam uma citação de outra, ou um livro de outro livro.
Exemplo: Jo 1,5; 16,14 = lê-se o versículo cinco do capítulo um e o versículo quatorze do capítulo dezesseis.

 

Outro exemplo: Jo 1,5; Mt 1,22: neste caso, deve-se procurar as duas citações pedidas, uma no Evangelho de São João e a outra no Evangelho de São Mateus.

Às vezes encontramos um a, ou b, ou ainda um c depois da citação do versículo.
Exemplo: Jo 1,18a = lê-se a primeira parte do versículo dezoito. Quando a letra que vem logo após a citação do versículo é a b, deve-se ler a segunda parte desse versículo e, quando é a letra c, lê-se a terceira parte do versículo. Isso acontece porque um versículo pode ser formado por uma, duas ou até três frases.

 

Quando o livro tem um só capítulo, omite-se a indicação do capítulo, e cita-se só o versículo.


Exemplo: Jd 3 = Carta de São Judas, versículo três. Quando o livro tem mais de um capítulo, o número que vem logo após a indicação do livro é a do capítulo.
Exemplo: Jo 2 = deve-se ler todo o capítulo dois do Evangelho de São João.

Fonte: https://biblia.com.br/perguntas-biblicas/introducao-geral-a-biblia/

 

SOLIDÃO E VELHICE

O que o sentimento de solidão pode trazer para a velhice?

A solidão não é apenas a ausência real de companhia, mas um estado de quem se sente desacompanhado, só. Um sentimento que podemos viver em qualquer fase da vida, mas é muito mais comum na velhice. Viver bem a chegada da vida adulta tardia e, logo após, a velhice, é algo desafiante, pois exige uma estrutura psíquica saudável para vencer o desacelerar da vida.

 

O ser humano tem grande necessidade de fazer algo! Muitas vezes, ele acredita que só é alguma coisa se fizer algo, mas se esquece de que, antes de fazer qualquer coisa, ele é “alguma coisa”! É o quê? Gente! Não uma produção.

 

E quando eu me aposentar?

 

Diante dessa realidade, quando é chegada a hora de se aposentar, bate aquele sentimento de inutilidade, de que não é mais importante. Automaticamente, perde-se grande parte do seu convívio social, pois parte dele é fruto do relacionamento no trabalho. Quando esse fato acontece na vida de uma pessoa, ela começa a olhar ao seu redor. Percebe que tudo continua funcionando de forma acelerada, que seus filhos trabalham e, talvez, já nem morem mais em casa com os pais, que a esposa ou o esposo ainda não se aposentaram, que a vida continua lá fora. Agora, no entanto, algo mudou. Principalmente, dentro do coração. É muito comum, nesse momento, o idoso começar a se sentir só, seja por estar verdadeiramente só, nesta fase de sua vida, apenas em algum momento do dia ou até rodeados de pessoas, mas que não são presenças reais, por viverem seu mundo paralelo.

 

Estar nesse lugar emocional de “vazio”, onde nada mais acontece, conduz o idoso a uma viagem, pois a reflexão de um idoso é intensa. Ele começa a refletir muito mais do que antes, e a vida ganha um valor que, talvez, anteriormente, ela não tivesse. Toda essa reflexão leva a pessoa a uma visita interior, em que ela pode se perder se estiver vivendo um sentimento de vazio. Nessa fase, vive-se com mais frequência o luto, a enfermidade, o isolamento social, a depressão, as limitações físicas e o abandono (seja ele propriamente dito ou emocional).

 

Sentimentos que se destacam na velhice

 

Em uma pesquisa sobre a depressão e solidão do idoso, foi possível ler relatos de sentimento de ingratidão, de ausência de prazer para comer sua comida preferida, o sentimento de que sua companhia já não é mais agradável, que as pessoas vivem buscando sua sobrevivência e status, e que ele já não é mais parte desse meio. Falas que, se alimentadas, terão forças em seu interior; e não mais terá o desejo de sair dessa solidão, pois se sente inútil por não fazer nada mais.

 

Existe, no entanto, uma parcela de idosos que conseguem passar bem por essa etapa da vida. Estes têm plena consciência de que a solidão existe e que pode até viver esse sentimento que leva à morte. Por isso, fogem da solidão! E se ela é um sentimento de vazio, de ausência de interação e convívio, o grande remédio é buscar grupos saudáveis. Relacionar-se com pessoas que vivem esse mesmo momento da vida e viver o que de bom a vida tem. Não ficar preso ao que não posso fazer mais, mas sim o que sou capaz de ser e viver no hoje.

 

Não viva para fazer, viva para ser!

 

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/atualidade/comportamento/o-que-o-sentimento-de-solidao-pode-trazer-para-a-velhice/

 

07 DE SETEMBRO

COMEMORAMOS A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

A Independência do Brasil é o feriado em que se celebra a emancipação brasileira do Reino de Portugal.

O Dia da Independência do Brasil se comemora no dia 7 de setembro de 1822, data que ficou conhecida pelo episódio do “Grito do Ipiranga”.

A Independência do Brasil deu os primeiros passos às margens do Rio Ipiranga, hoje atual cidade de São Paulo. O Príncipe Regente Dom   Pedro ordenou aos soldados que o acompanhavam que jogassem fora os símbolos portugueses que levavam nos uniformes.

Em seguida, gritou “Independência ou Morte” e a partir desse momento, simbolicamente, o Brasil não era mais uma colônia de Portugal.

Logo após a Independência, o Brasil continuou a ser uma Monarquia, forma de governo onde os poderes são exercidos por um Rei ou   Imperador.

Fonte: http://www.arpdf.df.gov.br/7-de-setembro-comemoracao-da-independencia-do-brasil/#:~:text=O%20Dia%20da%20Independ%C3%AAncia%20do,atual%20cidade%20de%20S%C3%A3o%20Paulo.

 

CINCO CURIOSIDADES SOBRE A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

Por Me. Cláudio Fernandes

O processo de Independência do Brasil foi bastante complexo. No período em que D. João VI esteve no Brasil (de 1808 a 1821), no qual a nação passou de Colônia à integrante do Reino Unido de Portugal e Algarves, surgiram as primeiras manifestações pelo desejo de independência total, algumas delas de caráter separatista regional e republicano, como a Revolução Pernambucana de 1817.

 

Ao mesmo tempo, após a queda de Napoleão em 1815, o clima político da Europa começou a sofrer grandes transformações. Em 1820, teve origem na cidade de Porto, em Portugal, uma revolução que exigia o retorno imediato de D. João VI e a convocação das Cortes para se decidir o destino do Império.

 

Muitos políticos tradicionalistas portugueses defendiam a recolonização do Brasil e o fim do Reino Unido. Políticos brasileiros, por sua vez, passaram a defender a soberania da nação e a independência. A ruptura com Portugal, entretanto, dependia da adesão do então príncipe regente, D. Pedro I, que estava no Brasil, à “causa brasileira”.

 

Confira cinco pontos importantes e curiosos sobre a Independência do Brasil:

 

1.    A maçonaria no processo de Independência

 

A Independência do Brasil não teria sido possível sem a interferência da maçonaria. Desde o século XVIII havia maçons no Brasil, e muitos deles envolveram-se em movimentos políticos contra a Coroa Portuguesa. Foi o caso da Inconfidência Mineira, por exemplo.

 

Em 17 de junho de 1822, quando a reação brasileira às pretensões das cortes portuguesas já estava em seu auge, houve a criação da organização maçônica Grande Oriente Brasílico, que se apartava do Grande Oriente Lusitano, que já tinha lojas maçônicas no Brasil. D. Pedro I, em 2 de agosto de 1822, foi iniciado em uma das lojas tipicamente brasileiras, chamada “Comércio e Artes”, adotando o codinome de Guatimozin.

 

Os articuladores da Independência eram maçons e faziam parte do Grande Oriente Brasílico. Entre os principais, estavam José Bonifácio de Andrada e Silva, Joaquim Gonçalves Ledo e José Clemente Pereira. Os três foram responsáveis por convencer D. Pedro a aderir de vez à causa da Independência, ainda que Bonifácio fosse rival dos dois últimos.

 

2.    O “Fico” e a Rebelião de Avilez

 

Desde o fim do ano de 1821, Pedro I passou a receber sequenciais ultimatos das cortes portuguesas para voltar a Portugal. O então príncipe regente esteve prestes a regressar, mas foi convencido a permanecer no país por meio de uma mobilização organizada pelo mesmo grupo de maçons que mencionamos acima.

 

A oficialização da opção de Pedro I ocorreu no dia 9 de janeiro, que ficou conhecido como “dia do Fico”. O oficial português encarregado de ultimar Pedro I era Jorge Avilez Tavares, que era governador das Armas da Corte e Província do Rio de Janeiro.

 

Após a decisão do príncipe, Avilez amotinou-se com cerca de 2.000 soldados a fim de tentar derrubar o príncipe. Pedro I, então, ordenou que cerca de 10.000 soldados da Guarda Real cercassem o motim. Derrotado, Avilez teve que acatar a ordem dada por D. Pedro de voltar para Portugal.

 

3.    Manifestos de agosto de 1822

 

Os chamados Manifestos de agosto de 1822 tiveram também grande importância no processo de Independência e foram redigidos por duas das principais lideranças desse processo, sendo elas dois maçons já mencionados aqui: Gonçalves Ledo e José Bonifácio. Cada um desses manifestos defendia uma orientação política a ser seguida pelo Brasil após a independência.

 

O primeiro manifesto, datado de 1º de agosto, era de Ledo e possuía um teor radicalmente antilusitano, deixando explícito o anseio pela ruptura total com a Coroa Portuguesa. O segundo manifesto, de 6 de agosto, era de José Bonifácio e trazia uma defesa menos inflamada da independência, levantando a característica de destaque que o Brasil independente e com regime monárquico teria diante das “Nações Amigas” no continente americano, repleto de repúblicas.

 

4. Decreto de Independência do Brasil foi assinado por D. Leopoldina

 

Em 13 de agosto de 1822, Pedro I nomeou sua esposa, Leopoldina da Áustria, Chefe de Estado e Princesa Regente interina do Brasil. Fez isso porque precisava partir em viagem à província de São Paulo a fim de resolver por lá alguns conflitos políticos que poderiam inviabilizar o processo de Independência.

 

Pedro I permaneceria em São Paulo até 5 de setembro. Entretanto, o clima nas Cortes, em Lisboa, já estava bastante tenso, sobretudo após Pedro I ter se recusado a voltar para o país natal. Após receberem mais um ultimato, Leopoldina, na condição de chefe político interino, convocou o Conselho de Estado no Rio de Janeiro e assinou, em 2 de setembro, um decreto declarando o Brasil oficialmente separado de Portugal.

 

5. Distúrbios intestinais de D. Pedro I no dia 7 de setembro

 

Pedro I, como dissemos acima, estava em visita à Província de São Paulo na ocasião da ruptura definitiva entre Brasil e Portugal. Em 5 de setembro, ainda sem lhe ter chegado a notícia, ele partia de volta ao Rio de Janeiro. Entretanto, no dia 7 (dia do “grito do Ipiranga”), cavalgando com sua comitiva, o príncipe regente passou a sofrer recorrentes crises de disenteria, que são narradas pelo historiador Otávio Tarquínio de Sousa:

 

A mudança de alimentação, um gole de água menos pura, fosse o que fosse, a verdade é que suas funções intestinais acusavam distúrbios impertinentes, que o obrigavam a alterar o ritmo da marcha, a separar-se da comitiva, em paradas incoercíveis. Um dos companheiros de viagem, o coronel Manuel Marcondes de Oliveira Melo, em depoimento prestado recorreu a curioso eufemismo para disfarçar o caráter rudemente prosaico do incômodo de D. Pedro. Aludindo à disenteria que afetara o príncipe, informa que isso forçava a apear-se da montaria a todo o momento “para prover-se”. [1]

 

Foi nesse mesmo dia, em meio a essas crises, que D. Pedro recebeu a notícia da ruptura e proclamou o famoso “Independência ou Morte! ”.

 

NOTAS

 

[1] SOUSA, Otávio Tarquínio de. “A vida de Dom Pedro I (vol. 2)”. In: História dos fundadores do Império do Brasil. Tomo II. Brasília: Senado Federal, Conselho Editorial, 2015. pp. 394-95.


08 DE SETEMBRO: NATIVIDADE DE NOSSA SENHORA


Hoje é comemorado o dia em que Deus começa a pôr em prática o Seu plano eterno, pois era necessário que se construísse a casa, antes que o Rei descesse para habitá-la. Esta “casa”, que é Maria, foi construída com sete colunas, que são os dons do Espírito Santo.

 

Deus dá um passo à frente na atuação do Seu eterno desígnio de amor, por isso, a festa de hoje, foi celebrada com louvores magníficos por muitos Santos Padres. Segundo uma antiga tradição os pais de Maria, Joaquim e Ana, não podiam ter filhos, até que em meio às lágrimas, penitências e orações, alcançaram esta graça de Deus.

 

De fato, Maria nasce, é amamentada e cresce para ser a Mãe do Rei dos séculos, para ser a Mãe de Deus. E por isso comemoramos o dia de sua vinda para este mundo, e não somente o nascimento para o Céu, como é feito com os outros santos.

 

Sem dúvida, para nós como para todos os patriarcas do Antigo Testamento, o nascimento da Mãe, é razão de júbilo, pois Ela apareceu no mundo: a Aurora que precedeu o Sol da Justiça e Redentor da Humanidade.

 

Nossa Senhora, rogai por nós!

 

Fonte: https://santo.cancaonova.com/santo/natividade-de-nossa-senhora/

 

 

ÔNIBUS PROTEGIDO

Cidade de SP vai receber primeiro ônibus com proteção contra covid-19

A cidade de São Paulo vai receber o primeiro ônibus com proteção contra o novo coronavírus (Covid-19). O veículo está forrado com um tecido que pode neutralizar micro-organismos, dentre eles, o novo coronavírus.

O veículo de modelo Caio Millennium IV foi exposto essa semana na garagem da Viação Sambaíba, entretanto, ele será entregue a operação comercial da Mobi Brasil, que opera linhas na zona sul da capital paulista.

Fonte: https://noticiando.net/cidade-de-sp-vai-receber-primeiro-onibus-com-protecao-contra-covid-19/

 

COVID-19: DESNFORMAÇÃO SOBRE A VACINA

Covid-19: campanha de desinformação sobre vacina avança no Brasil

Enquanto o mundo vive em meio à pandemia de uma doença grave e mortal, outra pandemia, mais sutil, vem se desenvolvendo, com efeitos igualmente perigosos. Trata-se de uma onda de desinformação envolvendo tanto a covid-19 quanto os esforços da ciência para encontrar, o quanto antes, uma vacina que possa preveni-la. Um levantamento produzido pela UPVacina (União Pró-Vacina), um grupo de instituições ligadas à USP Ribeirão Preto que busca esclarecer informações falsas sobre vacinas, identificou um aumento de 383% em postagens com conteúdo falso ou distorcido envolvendo a vacina contra a covid-19 - ou seja, a desinformação quase quintuplicou em dois meses.

As preocupações trazidas pelo levantamento são reforçadas por um estudo recente realizado pelo grupo ativista Avaaz. Ele revelou que, entre 2019 e 2020, a desinformação ligada à saúde disseminada no Facebook foi acessada 3,8 bilhões de vezes em cinco países: Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha e Itália. Esse conteúdo tem um alcance quatro vezes maior que informações confiáveis provenientes de dez grandes instituições de saúde, entre elas a OMS (Organização Mundial da Saúde) e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA.

"Apesar da análise ser específica de grupos anti-vacina, a hipótese é que essas campanhas de desinformação continuarão se espalhando pelas mídias sociais conforme avançam as pesquisas das vacinas. Esses grupos representam apenas uma peça na engrenagem, mas se somam a outras redes de desinformação consolidadas durante a pandemia, constituindo um mecanismo muito mais complexo e abrangente. A preocupação é que o efeito da ação desse mecanismo coloque em risco futuras campanhas de vacinação contra a covid-19 e até mesmo a confiança geral nas vacinas", afirma o analista de comunicação do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP João Henrique Rafael Junior, que também integra a UPVacina.

A análise da UPVacina foi feita com base em postagens dos dois principais grupos antivacina brasileiros no Facebook, os quais já haviam sido objeto de outro estudo da entidade em março. Entre os dias 1º de maio e 31 de julho, foram identificadas no total 155 postagens ligadas à vacina em desenvolvimento contra a covid-19. O volume de interações chama a atenção: foram 3.282 reações, 1.141 comentários e 1.505 compartilhamentos. O ritmo do crescimento das postagens ao longo do tempo também impressiona. Durante todo o mês de maio, apenas 18 postagens abordavam assuntos ligados à vacina contra a covid-19. Em junho, elas chegaram a 50 e, em julho, a 87.

Analisando os números por períodos, em dois, há uma frequência maior na disseminação de conteúdo falso: entre 11 e 20 de junho e entre 21 e 31 de julho. Os picos coincidem com informações bastante difundidas pela imprensa e ligadas à temática. Entre elas estão o anúncio da parceria entre o Instituto Butantan e o laboratório chinês Sinovac Life Science para a produção de uma vacina contra a covid-19; o início dos testes dessa vacina no País; e os primeiros testes, no Brasil, de outra vacina para combater a doença, desenvolvida pela Universidade de Oxford, do Reino Unido. Assim como na análise anterior da UPVacina nos mesmos grupos, há um pequeno número de pessoas produzindo a maior quantidade das postagens. De acordo com a pesquisa, 56 autores foram responsáveis por todas as 155 postagens. Cinquenta deles publicaram 52% (81) do total e os outros seis, 48% (74).

Outro fato destacado pelo estudo foi a ampliação do idioma das postagens. Embora a maior parte (65,16%) seja de conteúdos em português, outras línguas como inglês (22,58%), espanhol (7,74%), italiano (1,94%) e até mesmo russo (1,29%) também aparecem. Isso comprova a tese de que a rede de desinformação envolvendo vacinas e a pandemia ultrapassa as fronteiras brasileiras.

Fonte: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/08/27/covid-19-campanha-de-desinformacao-sobre-vacina-avanca-no-brasil.htm

 

NOVO NÚNCIO APOSTÓLICO PARA O BRASIL

NOMEADO O NOVO NÚNCIO APOSTÓLICO PARA O BRASIL


Trata-se de Sua Excelência Reverendíssima Dom Giambattista Diquattro, Arcebispo titular de Giromonte, até agora Núncio Apostólico na Índia e Nepal

O Santo Padre nomeou o novo Núncio Apostólico para o Brasil. Trata-se de Sua Excelência Reverendíssima Dom Giambattista Diquattro, Arcebispo titular de Giromonte, até agora Núncio Apostólico na Índia e Nepal.

Giambattista Diquattro nasceu em Bolonha, Emília-Romanha, Itália, em 18 de março de 1954 é arcebispo, diplomata, teólogo e canonista. Foi ordenado sacerdote em 1981.  Recebeu seu mestrado em Direito Civil na Universidade de Catânia, e doutorado em Direito Canônico na Pontifícia Universidade Lateranense em Roma e mestrado em Teologia Dogmática na Pontifícia Universidade Gregoriana em Roma.

Entrou para o Serviço Diplomático da Santa Sé em 1º de maio de 1985, e serviu em missões diplomáticas nas representações pontifícias na República Centro-Africana, República Democrática do Congo e Chade, nas Nações Unidas em Nova York, e mais tarde na Secretaria de Estado do Vaticano, e na Nunciatura Apostólica na Itália. O Papa João Paulo II o nomeou núncio apostólico no Panamá em 2 de abril de 2005. Bento XVI o nomeou núncio apostólico na Bolívia em 21 de novembro de 2008 e em 21 de janeiro de 2017, o Papa Francisco o nomeou Núncio Apostólico na Índia e no Nepal. 

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2020-08/nuncio-apostolico-brasil.html

 

 

 

AULAS PRESENCIAIS EM SÃO PAULO

AULAS PRESENCIAIS EM SÃO PAULO SOMENTE A PARTIR DE 07 DE OUTUBRO

O governo de São Paulo anunciou hoje o adiamento da retomada das aulas presenciais nas escolas públicas e privadas do estado para o dia 7 de outubro. Antes, a volta dos alunos estava prevista para 8 de setembro. A gestão João Doria (PSDB) informou, no entanto, que permitirá a reabertura das escolas públicas e particulares, a partir de 8 de setembro, para a realização de atividades de reforço e acolhimento. Também será permitido o uso de laboratórios e bibliotecas. Para isso, a escola precisa estar em uma região do estado que tenha permanecido na fase amarela do Plano São Paulo por pelo menos 28 dias.

A palavra final sobre a reabertura para as aulas de reforço ficará a cargo dos prefeitos. O UOL apurou que, apesar de cumprir as exigências do Plano São Paulo e assim ter o aval do estado, a capital não deve retomar nenhuma atividade presencial em setembro. "A partir de 8 de setembro, escolas públicas e privadas terão a opção de abrir para atividades de reforço, desde que estejam em regiões há pelo menos 28 dias na fase amarela. É uma decisão que cada escola deve tomar através de um processo de consulta que envolve a comunidade escolar, pais, estudantes e educadores. Deverão respeitar o limite de alunos na sala de aula e rigorosamente os protocolos sanitários", disse o governador.

Segundo o secretário estadual de Educação, Rossieli Soares, a medida não deve ser encarada como um retorno das aulas, já que nesse período as atividades curriculares continuarão a acontecer de maneira remota. "Esses planos [de atividades de reforço] serão elaborados pela comunidade escolar.

Basicamente, as aulas continuam pelo Centro de Mídias, no caso do Estado, mas as escolas poderão agregar outras atividades. Não é aula curricular a partir de 8 de setembro, mas sim apoios", disse.

Adiamento acontece por "garantia"

A decisão pelo adiamento da retomada das atividades presenciais em quase um mês acontece apesar de o estado ter ultrapassado hoje o percentual de 80% da população na fase amarela do Plano São Paulo. Segundo o governo, houve precaução em esperar o estado permanecer mais tempo nesta condição para garantir que a situação é sustentável e não haverá retrocesso. "O que aconteceu na reclassificação de hoje é que foi alcançado [o percentual de] 80% na fase amarela.

Precisamos aguardar as próximas quatro semanas, [porque] numa primeira etapa na fase amarela pode regredir. Depois de 28 dias consecutivos essa possibilidade é muito menor. Por isso, nós optamos por essa garantia", disse José Medina, coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus no estado.

Assim como está previsto no plano de retomada das atividades presenciais, para o retorno opcional em setembro será preciso respeitar um limite de lotação conforme a etapa de ensino. Para o ensino infantil e o ensino fundamental nos anos iniciais (do 1º ao 5º ano), a ocupação máxima das unidades escolares será de 35%. Já para o ensino médio e os anos finais do ensino fundamental (do 6º ao 9º ano), este limite será de 20% dos alunos. Arthur Fonseca Filho, diretor da Abepar (Associação Brasileira de Escolas Particulares), entidade que reúne colégios de elite como o Dante Alighieri e o Vera Cruz, diz que a decisão do governo por autorizar a retomada de algumas atividades presenciais em setembro é positiva. "A gente vai ter uma dimensão mais correta de tudo na hora que tivermos o decreto, ele que vai nos dar clareza de todas as coisas. Mas o que temos hoje é uma fala, um comunicado, do governador e do secretário de educação, que vão no sentido de retorno das atividades presenciais, e isso é auspicioso [isto é, traz esperanças]", afirma.

Segundo o secretário Rossieli Soares, a intenção é que, neste retorno opcional, sejam priorizados estudantes em situação vulnerável e aqueles com mais dificuldade de aprendizado. Também deve ser dado apoio emocional ao aluno. Neste viés, foi decretada uma semana sem aula entre 24 e 28 de agosto. O objetivo é que professores e estudantes se desconectem das atividades e descansem a cabeça.

Sindicato não descarta greve

Presidente da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), a deputada Professora Bebel (PT) diz acreditar que as escolas públicas não abrirão em setembro, para as atividades de reforço. "Queremos que sejam seguidos todos os protocolos. Conhecendo as escolas públicas da forma que conhecemos, não vai cumprir de forma nenhuma, porque tem escola que não tem pia, não tem água", diz. Ela afirma ainda que o sindicato vai deflagrar greve caso seja mantido o calendário de retomada das aulas presenciais para outubro. "Para nós, não faz sentido ter aula presencial em 2020", afirma.

Governo defende que não ter aulas causa prejuízo aos alunos.

Em sua apresentação na entrevista coletiva, Soares argumentou que a suspensão das aulas aumenta a ansiedade, irritação e tristeza dos alunos. Também foram usados estudos que indicam que estar fora da escola aumenta o risco de gravidez na adolescência, exploração sexual, violência e trabalho infantil. O secretário afirmou que ficar em casa é uma decisão para proteger vidas, mas que um longo período de reclusão começa a trazer prejuízos psicológicos aos estudantes. "Não podemos perder de vista proteger vidas, mas proteger vidas ao longo do tempo é colocar educação como centro do debate.

Ao mesmo tempo que queremos salvar vidas, as escolas fechadas em longos períodos podem gerar impacto na saúde mental, no bem-estar de crianças e adolescentes", declarou o secretário. A Secretaria Estadual de Educação ressaltou que 96% dos estudantes da rede estadual têm acesso às atividades remotas. Mas ponderou que existem estudantes que precisam de apoio complementar. Soares disse que em algumas situações, com a volta do pai ao trabalho, o único celular da casa fica inacessível ao estudante.

Estado versus municípios.

Ainda segundo explicou Soares, o estado poderá liberar apenas o funcionamento de escolas públicas estaduais. Para escolas públicas municipais e escolas particulares, vale a regra do Plano São Paulo: o governo estadual autoriza, mas o protocolo é determinado pelas cidades. "Estamos falando no âmbito do governo do estado, e cada município poderá ser mais restritivo se assim desejar, de acordo com aquilo que a Saúde vai determinando. É a mesma regra para outras situações que a educação também segue", explicou o secretário. "Uma exceção — que não é para educação, mas para todas — é que nem o Estado pode proibir ou não escolas municipais, e nem os municípios podem proibir ou não escolas estaduais.

Sempre valerá para a própria rede e para a privada. O decreto fala de recomendação aos municípios. Trabalhamos diretamente com isso. O STF [Supremo Tribunal Federal] fala que não pode haver uma intervenção em atividades administradas diretamente por outro ente federado."

Soares ainda acredita haver um grande "gap" de aprendizado para ser recuperado a partir da retomada das aulas, mesmo com o ensino remoto utilizado até agora. A previsão, segundo ele, é que a situação não se normalize antes do fim de 2021. "Nós vamos levar um longo período para fazer a recuperação. Cada momento conta. Cada minuto, cada hora, seja com educação à distância, medida por tecnologia, com cada um dos formatos que cada um está trabalhando. Vai ter que ser um esforço de sociedade, e nós vamos levar bastante tempo. Eu tenho falado que essa recuperação tem que começar assim que possível, com segurança, com saúde, e avançar — provavelmente até o final de 2021, início de 2022", analisou.

Fonte: https://educacao.uol.com.br/noticias/2020/08/07/sp-adia-volta-as-aulas-presenciais-para-7-de-outubro.htm

 

PAPA FRANCISCO: DIA MUNDIAL DA ORAÇÃO

COMENTÁRIOS SOBRE O QUE DISSE O PAPA FRANCISCO NA ORAÇÃO DO DIA MUNDIAL DA CRIAÇÃO 

A criação geme, a pandemia é uma encruzilhada

“A desintegração da biodiversidade, o aumento vertiginoso de catástrofes climáticas, o impacto desproporcionado que tem a pandemia atual sobre os mais pobres e frágeis são sinais de alarme perante a avidez desenfreada do consumo", afirma o Papa em sua mensagem para o Dia Mundial de Oração pela Criação.

Bianca Fraccalvieri – Vatican News

O dia 1o de setembro assinala, para a família cristã, o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação; e com ele se abre o Tempo da Criação que se conclui no dia 4 de outubro, memória de São Francisco de Assis.

Durante este período, os cristãos renovam em todo o mundo a fé em Deus criador e unem-se de maneira especial na oração e na ação pela preservação da casa comum.

Inaugurando este Tempo da Criação, foi divulgada a mensagem do Papa Francisco, cujo tema é «Jubileu pela Terra», tendo em vista que se celebra precisamente este ano o quinquagésimo aniversário do Dia da Terra.

Na Sagrada Escritura, recorda o Pontífice, o Jubileu é um tempo sagrado para recordar, regressar, repousar, restaurar e rejubilar.

 

Um tempo para recordar

 

Para Francisco, é preciso recordar a vocação primordial da criação: ser e prosperar como comunidade de amor. Isso remete a um dos ensinamentos da Laudato Si: tudo está interligado e “o cuidado autêntico da nossa própria vida e das nossas relações com a natureza é inseparável da fraternidade, da justiça e da fidelidade aos outros» (LS, 70).

 

Um tempo para regressar

 

Todavia, constata o Pontífice, quebramos os laços que nos uniam ao Criador, aos outros seres humanos e ao resto da criação.

O Jubileu é um tempo de regresso a Deus, é tempo de partilha, escreve o Papa, e nos convida a pensar novamente nos outros, especialmente nos pobres e vulneráveis.

“O Jubileu é um tempo para dar liberdade aos oprimidos e a quantos estão acorrentados aos grilhões das várias formas de escravidão moderna, nomeadamente o tráfico de pessoas e o trabalho infantil. ”

Não somos patrões, mas parte da rede interligada da vida. O convite de Francisco é ouvir o pulsar da criação:

“A desintegração da biodiversidade, o aumento vertiginoso de catástrofes climáticas, o impacto desproporcionado que tem a pandemia atual sobre os mais pobres e frágeis são sinais de alarme perante a avidez desenfreada do consumo. ”

A terra é lugar de oração e meditação, algo que podemos aprender especialmente dos irmãos e irmãs indígenas.

 

Um tempo para repousar

 

Deus, na sua sabedoria, reservou o dia de sábado para que a terra e os seus habitantes pudessem descansar e restaurar-se. Hoje, porém, não oferecemos este descanso ao planeta com ciclo incessante de produção.

 

A pandemia atual nos deu a possibilidade de constatar que a Terra consegue recuperar se a deixarmos descansar: o ar tornou-se mais puro, as águas mais transparentes, as espécies animais voltaram para muitos lugares de onde tinham desaparecido.

 

Portanto, a pandemia nos levou a uma encruzilhada: “Devemos aproveitar este momento decisivo para acabar com atividades e objetivos supérfluos e destrutivos, e cultivar valores, vínculos e projetos criadores”


Um tempo para restaurar

 

Ao cultivar valores, podemos curar relações humanas comprometidas e restabelecer relações sociais equitativas. Isso significa não ignorar a história de exploração do Sul do planeta, que provocou um enorme déficit ecológico, devido principalmente à depredação dos recursos.

 

“É o tempo de uma justiça reparadora. A este respeito, renovo o meu apelo para se cancelar a dívida dos países mais frágeis, à luz do grave impacto das crises sanitárias, sociais e econômicas que aqueles têm de enfrentar na sequência do vírus Covid-19.”

De igual modo, prossegue Francisco, é preciso restaurar a terra e restabelecer o equilíbrio climático para manter o aumento da temperatura média global abaixo do limite de 1,5 graus centígrados.

A este ponto da mensagem, o Pontífice pede respeito aos inúmeros esforços da comunidade internacional para se chegar a um consenso, como o Acordo de Paris sobre o Clima, a Cúpula do Clima em Glasgow e a da Biodiversidade de Kunming, na China.

De modo especial, o Santo Padre pede a proteção das comunidades indígenas de empresas, particularmente multinacionais, que depredam seu habitat.

 

Um tempo para rejubilar

 

Francisco conclui recordando que Jubileu também é momento de festa, constituído hoje pela mobilização de periferias em prol da proteção da casa comum.

 

“É uma alegria ver tantos jovens e comunidades, especialmente indígenas, na linha da frente para dar resposta à crise ecológica”. “cientes de que «as coisas podem mudar”, escreve o Papa.

 

Outro motivo de alegria é o Ano especial de aniversário da Laudato si' e o fortalecimento da consciência ecumênica para a salvaguarda da criação.

 

“Alegremo-nos porque o Criador, no seu amor, sustenta os nossos humildes esforços em prol da Terra. Esta é também a casa de Deus, onde a sua Palavra «Se fez carne e veio habitar conosco» (Jo 1, 14), o lugar que a efusão do Espírito Santo renova sem cessar.”

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2020-09/papa-francisco-dia-mundial-oracao-criacao-pandemia.html

 

PENSE NISSO!!!


COM OS SALMOS

As Tuas mãos me fizeram e me formaram; dá-me inteligência para entender Teus mandamentos. -  119,73

Busque ao Senhor enquanto ainda há tempo. -  53,2

"Mas tu, Senhor, és Deus compassivo e misericordioso, muito paciente, rico em amor e em fidelidade."  86,15

"Deem graças ao Senhor, porque ele é bom. O seu amor dura para sempre!" Salmos 136,1

"Como é precioso o teu amor, ó Deus! Os homens encontram refúgio à sombra das tuas asas."  36,7

Confia os teus cuidados ao Senhor, e ele te susterá: jamais permitirá que o justo seja abalado.- 55,22

Conceda-me o Senhor o seu fiel amor de dia; de noite esteja comigo a sua canção. É a minha oração ao Deus que me dá vida.-  42,8

Espere no Senhor. Seja forte! Coragem! Espere no Senhor.-  27,14

"O teu amor é melhor do que a vida! Por isso os meus lábios te exaltarão." - 63,3

Grande é o Senhor e digno de ser louvado; Sua grandeza não tem limites. -  145,3

Fonte: https://www.mundodasmensagens.com/frases-biblicas/