sábado, 6 de agosto de 2022

VOCAÇÃO SACERDOTAL: CHAMADO PARA EXERCER UM SERVIÇO DE AMOR

 

VOCAÇÃO SACERDOTAL: CHAMADO PARA EXERCER UM SERVIÇO DE AMOR

 

Dom  Pedro Carlos Cipolini- Bispo Diocesano de Amparo – SP

 

Santo Agostinho  escreve que o sacerdócio é um serviço de amor (amoris officium) porque é um serviço de pastor, é gastar a vida no zelo pelo rebanho que é o povo de Deus. A caridade pastoral é a pedra de toque da vida sacerdotal bem vivida, constitui o eixo da espiritualidade do padre diocesano e também a nota característica da nova evangelização: “Evangelização nova em seu ardor supõe fé sólida e caridade pastoral intensa…”2 . Deste modo, quem sente no íntimo do coração o chamado de Deus para seguir a vocação sacerdotal deve se preparar para o serviço de amor ao próximo no seguimento de Jesus, ou seja, na entrega da vida. Há necessidade de um período relativamente longo de preparação.

Esta preparação vai exigir um discernimento contínuo durante o tempo de formação que inclui a vida no seminário, estudo na faculdadede filosofia e teologia, trabalho de estágio pastoral, etc. Discernimento para descobrir a vontade de Deus a respeito da própria vocação, e discernimento para perceber até que ponto, está correspondendo com sinceridade aos sinais que Deus aponta no íntimo do coração. “Discernir é separar, selecionar, interpretar e julgar, para escolher e decidir”3 .

Há hoje um conflito entre vida como projeto pessoal e vida como vocação. A vida como projeto pessoal coloca o acento na liberdade da pessoa para fazer o que lhe apraz, e a vida como vocação coloca a pessoa diante do mistério de um chamado que faz do homem interlocutor de Deus. Daí surge o desafio de harmonizar e relacionar o projeto pessoal com o chamado de Deus. O período de discernimento tem como objetivo mostrar que a liberdade pode ser colocada a serviço da causa do Evangelho, e a vida pode ser descoberta como dom e missão. A vocação é dom do Espírito Santo, o vocacionado deve aprender a discernir com ajuda da comunidade, daqueles que a Igreja coloca tendo a missão de ajudar no processo de discernimento e de formação. São pessoas que tem o “ministério da orientação”, pessoas espirituais que vão ajudar perceber a qual é a vontade de Deus.

Daquele que se sente chamado ao sacerdócio, o período de discernimento e formação vai exigir muita atenção, disponibilidade e sensibilidade, para perceber os sinais que serão emitidos a partir do interior. Nesta situação a vida de oração, a espiritualidade é essencial para iluminar todo o processo de formação em todas as suas dimensões. “A voz do Senhor que chama não deve ser esperada de forma nenhuma, como algo que vá chegar de modo extraordinário aos ouvidos do futuro presbítero. Pelo contrário deve ser entendida e distinguida por meio dos sinais que diariamente se dão a conhecer aos cristãos atentos, prudentes”.4

Todo jovem chamado ao seguimento de Jesus na vida sacerdotal, recebe uma grande graça de Deus, mas ao mesmo tempo esta graça, este dom é exigente. É um chamado que impõe condições novas de vida, que faz o vocacionado diferente dos outros e isto às vezes pode pesar. Já no Antigo Testamento se enfatiza a separação, mesmo a respeito de familiares (Gn 12,1; Is 8,11; Jr 12, 6; 1Rs 19,4). Jesus vai também ser exigente (Lc 9, 23-24). O seguimento radical de Jesus exige a opção precisa de perder a vida no dom de si: “é morrendo que se vive”. Esta é a experiência profunda que o jovem chamado ao sacerdócio deve conseguir fazer, para ter paz durante o exercício de seu ministério e não ficar à mercê de uma imaturidade que nunca termina, com seu corolário de indecisões, meias verdades e decisões incompletas.5

Durante o período de formação para o ministério sacerdotal, muitos serão os elementos que vão ajudar o seminarista a consolidar sua vocação e adquirir aquela certeza de ter sido chamado, aquela intimidade com Jesus Cristo , que vai sustentá-lo por toda a vida. Gostaria de destacar aqui três elementos que julgo fundamentais, faço-o a partir da sinalização que nos dá o Concílio Vaticano II. “Ao afirmar o primado da evangelização, o Vaticano II propõe ao presbítero uma espiritualidade apostólica, profética e missionária, não só voltada em primeiro lugar para o culto e a vida interna da Igreja, mas para a missão no mundo e a convivência fraterna com os leigos (cf. PO n. 9)”6 . Lembremo-nos que somos hoje recordados de que a Igreja é missionária por sua natureza e quer responder aos desafios de hoje estando em permanente estado de missão: “A Igreja deve ir ao encontro de todos com a força do Espírito”.7

Em primeiro lugar sinalizo o amor à Palavra de Deus. Quem se sente chamado ao ministério presbiteral deve ser um apaixonado pela Palavra de Deus, pois será o “homem da palavra”. O papa Bento XVI deixa bem claro a necessidade de se apresentar a Palavra de Deus aos jovens vocacionados e seminaristas como sendo fonte de firmeza e sabedoria: “Autênticas vocações para a vida consagrada e para o sacerdócio encontram seu terreno propício no contato fiel com a Palavra de Deus (…) Queridos  jovens não tenhais medo de Cristo! Ele não tira nada, e dá tudo. Quem se entrega a Ele, recebe o cêntuplo”.8  O papa recorda ainda que o estudo destes livros sagrados deve ser como afirma o concílio Vaticano II, a “alma da teologia”.9  O padre é profeta a serviço de um povo de profetas. Sem conhecer e assimilar a Palavra de Deus, o padre corre o risco de pregar a si mesmo e cair na mediocridade.

É a partir da Palavra de Deus lida, refletida, meditada e rezada, que se fortalece o amor a Jesus Cristo que é a seiva da árvore da vocação sacerdotal. Ele é a suprema revelação de Deus: “Se eu te falei já todas as coisas em minha Palavra, que é meu Filho, e não tenho outra  palavra a revelar ou responder que seja mais do que ele, põe os olhos só nele; porque nele disse e revelei tudo, e nele acharás ainda mais do que pedes e desejas”.10

Em segundo lugar sinalizo o amor à Eucaristia. A Eucaristia é fonte e ápice de toda a evangelização, é o centro da Assembléia Eucarística, o centro da comunidade de fiéis presidida pelo presbítero.11  Sem a Eucaristia e a vivência do mistério eucarístico impregnando a sua vida, o presbítero não vai perceber a dimensão comunitária da Igreja, não vai captar a Igreja como mistério de comunhão, poderá ser um diretor de consciências, conselheiro atento à vida íntima das pessoas. Porém, o múnus de pastor não se reduz ao cuidado individual dos fiéis, mas abarca a formação da comunidade cristã. “Não se edifica no entanto, nenhuma comunidade cristã se ela não tiver por raiz e centro a celebração da Santíssima Eucaristia: por ela há de se iniciar por isso toda educação do espírito comunitário”12.  O padre é sacerdote a serviço de um povo sacerdotal. Sem o gosto pela liturgia, cujo cume é a celebração Eucarística, haverá sempre o risco de se tornar um “funcionário do culto” e podendo ser fonte de desilusão para o povo de Deus.

Há um contraste entre o fixismo e absolutização de expressões litúrgicas, de um lado e o descuido e ignorância das normas litúrgicas de outro. Recordo aqui o que escreve o Papa Bento XVI sobre a Eucaristia e a evangelização das culturas: “A Eucaristia torna-se critério de valorização de tudo o que o cristão encontra nas diversas expressões culturais”.13  Assim, é necessário que o presbítero tenha cuidado, zelo e atenção às normas liturgias, mas também que tenha abertura para o que nos ensina ainda o papa Bento XVI ao discorrer sobre  Bíblia e inculturação: “A aculturação ou inculturação será realmente um reflexo da encarnação do Verbo, quando uma cultura, transformada e regenerada pelo Evangelho produzir na sua própria tradição expressões originais de vida, de celebração, de pensamento cristão”.14

Em terceiro lugar o amor ao Reino de Deus que exige o empenho para a construção de uma sociedade justa e fraterna. Sem alçar o olhar para o que os Evangelhos indicam como Reino de Deus, corre-se o risco de uma excessiva espiritualização do ministério presbiteral que, não raro, desemboca no fanatismo ou na idolatria de lideranças. O Catecismo da Igreja Católica aponta a Doutrina Social da Igreja como “o desenvolvimento orgânico da verdade do Evangelho sobre a dignidade da pessoa humana e sobre sua dimensão social. Ela contém princípios de reflexão, formula  critérios de juízo e oferece normas e orientações para a ação em favor do Reino de Deus”.15

O Papa João Paulo II foi firme na doutrina, mas não menos firme em apontar a necessidade do empenho social da Igreja, na busca de defender os princípios de uma ética evangélica que trabalhe pela promoção integral da vida16 . Sua preocupação com a justiça social nos legou o Compêndio da Doutrina Social da Igreja no qual podemos ler: “Não menos relevante deve ser o esforço por utilizar a doutrina social na formação dos presbíteros e dos candidatos ao sacerdócio os quais, no horizonte da preparação ministerial, devem desenvolver um conhecimento qualificado do ensino e da ação pastoral da Igreja no âmbito social e um vivo interesse pelas questões sociais do próprio tempo”.17  A Congregação para a Educação católica ofereceu indicações e disposições precisas para a correta e adequada programação do estudo da Doutrina Social da Igreja por parte dos seminaristas.18  O padre é rei/pastor a serviço de um povo real de pastores.

Esta tria munera, que são características, mas também tarefas da Igreja, povo de profetas (Palavra), sacerdotes (Eucaristia) e Reis/Pastores (Paixão pela justiça do Reino) devem ser plasmada na vida e na consciência daqueles que estão se preparando para assumir o ministério presbiteral na Igreja. Um processo formativo mal conduzido, pode tender o formando a fixar-se somente em um destes itens. Ou privilegiando um em detrimento do outro o que produzirá padres desequilibrados no exercício de seu ministério: alguns querem se dedicar somente à Palavra conforme a tradição protestante. Outros com atenção somente para a liturgia e sacramentos conforme a tradição da reforma tridentina e outros ainda somente se ocupando da dimensão ética e social da fé caindo muitas vezes na tentação do secularismo.

Quero concluir esta reflexão sobre vocação e formação dos futuros presbíteros recordando as palavras do apóstolo Pedro a Jesus: “Tu sabes tudo Senhor, Tu sabes que eu vos amo” (Jo  21, 15-17). É o amor profundo por Jesus, Palavra encarnada, Palavra que se faz pão na Eucaristia para a vida do mundo, que deve nortear o itinerário de quem deseja tornar-se padre, ou quem já o é. O amor por Jesus deve ser a explicação do caminhar, a síntese da história de cada um. Este amor deve ser para o padre a chave de compreensão de toda sua vida e de seu empenho pastoral. É este amor que dará forças ao padre para exclamar como Ezequiel; “Andarei à procura da ovelha perdida e reconduzirei ao redil a que se extraviou, carregarei aquela ferida e cuidarei da que está doente”(Ez 34, 16).

São oportunas as ponderações do papa Bento XVI sobre a escassez de vocações sacerdotais que transcrevo aqui e desejaria fossem lidas à luz do que refleti acima: “A solução para a escassez não se pode encontrar em meros estratagemas pragmáticos; deve-se evitar que os bispos, levados por compreensíveis preocupações funcionais devido à falta de clero, acabem por não realizar um adequado discernimento vocacional, admitindo à formação específica e à ordenação candidatos que não possuam as  características necessárias para o serviço sacerdotal. Um  clero insuficientemente formado, e admitido à ordenação sem o necessário discernimento, dificilmente poderá oferecer um testemunho capaz de suscitar noutros o desejo de generosa correspondência  à vocação de Cristo. Na realidade, a pastoral vocacional deve empenhar a comunidade cristã em todos os seus âmbitos”.19

Enfim, o desabrochar da vocação sacerdotal e o processo de formação deve ser capaz de introduzir o futuro presbítero na compreensão do dinamismo do amor cristão, o qual consiste em abraçar a causa do amor-serviço como caminho para a liberdade ,  no seguimento daquele que veio para servir e não para ser servido. É este amor que sustentará o padre quando ele tiver que segurar nas mãos de Jesus e caminhar sozinho com Ele.20

Notas

1.     Cf. In Iohannis Evangelium Tractatus 123, 5: PL 35, 1967

2.     CELAM Doc. de Santo Domingo n. 28

3.     DOMINGUEZ, L.M.G., Discernir o chamado, a avaliação vocacional, Paulus, S. Paulo, 2010,p.23

4.     VATICANO II, PO n. 11

5.     Cf., MANETi, A., Vocacione, psicologia e gazia, Dehoniane, Bologna, 1981

6.     CNBB/CNP – Comissão Nacional dos Presbíteros (13º ENP/fev. 2010, documento final): “ENPs, 25 anos, celebrando e fortalecendo a comunhão presbiteral – “Eu me consagro por eles”(Jo 17, 19), Ed. CNBB, 1ª Ed.,  p. 27

7.     BENTO XVI, Verbum Domini, n. 95. Recorde-se também o apelo à missão feito pelos bispos da América Latina e Caribe reunidos em Aparecida  onde ressoou o apelo a ser Igreja de discípulos e missionários.

8.     Cf. Verbum Domini n. 104

9.     Cf. VATICANO II, Dei Verbum n. 24 e BENTO XVI, Verbum Domini n. 31

10.  S. JOÃO DA CRUZ, Subida do Monte Carmelo, Livro II – cap. XXII n. 5

11.  Cf. VATICANO II, Presbyterorum  Ordinis  n. 5

12.  Idem n. 6

13.  BENTO XVI, Sacraementum Caritais, n. 78.

14.  IDEM, Verbum Domini, 114

15.  Compêndio do Catecismo da Igreja Católica n. 509; cf. tb., CIC ns. 2419 – 2423

16.  O papa João Paulo II publicou três grandes encíclicas “sociais”; Laborem exercens, Sollicitudo rei socialis e Centesimus annus. Não deixa de ser tendencioso o gosto em frisar muito a defesa da ortodoxia por parte do papa João Paulo II, esquecendo-se da sua relevância na moral (ortopraxis).

17.  PONTIFÍCIO CONSELHO JUSTIÇA E PAZ, Compêndio da Doutrina Social da Igreja,Paulinas, S. Paulo, 2005, p. 298.

18.  Cf., Orientações para o estudo e o ensino da Doutrina Social da Igreja na formação sacerdotal, Itipografia Poliglota vaticana, Cidade do Vaticano, 1988. Não podemos esquecer que: “O sacerdote constrói a ponte  entre Deus e os homens, mas também as pontes entre os homens”, GRUN A., Ordem, vida sacerdotal, Loyola, S. Paulo, 206, 15.

19.  BENTO XVI, Sacramentum caritatis, n.25; JOÃO PAULO II, pastores Dabo vobis, n. 41

20.  TERESA DE CALCUTÁ, in KOLODIEJCHUK, B., Madre Teresa, venha seja minha luz, Thomas Nelson Ed, Rio, 2008, p.25.

 

https://www.cnbb.org.br/vocacao-sacerdotal-chamado-para-exercer-um-servico-de-amor/

 

 

09 de agosto - Dia Internacional dos Povos Indígenas

 

Criado em 1995, o Dia Internacional dos Povos Indígenas busca garantir autodeterminação e os direitos humanos às diversas etnias indígenas do planeta.

O Dia Internacional dos Povos Indígenas visa a garantir os direitos dessa importante população.

Em 09 de agosto, é comemorado o Dia Internacional dos Povos Indígenas. A criação da data comemorativa pela Organização das Nações Unidas (ONU) pretende garantir condições de existência minimamente dignas aos povos indígenas de todo o planeta, principalmente no que se refere aos seus direitos à autodeterminação de suas condições de vida e cultura, bem como a garantia aos Direitos Humanos.

Criação do Dia Internacional dos Povos Indígenas

A data foi criada por decreto da ONU em 09 de agosto de 1995, como resultado da atuação de representantes de povos indígenas de diversos locais do globo terrestre. Essa atuação visava criar condições para a interrupção dos ataques sofridos pelos povos indígenas em seus territórios, após mais de quinhentos anos da expansão das formas de sociabilidade impostas aos indígenas pelos povos de origem europeia, principalmente.

Após a publicação do decreto, foram constituídos grupos de trabalho para a elaboração de uma declaração da ONU sobre o tema. Em 29 de julho de 2006, o Conselho de Direitos Humanos da entidade internacional aprovou o texto da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas.|1| Um ano depois, em 13 de setembro de 2007, a Assembleia Geral da ONU aprovou a Declaração.

Um dos principais objetivos da declaração é garantir aos diversos povos indígenas do mundo a autodeterminação, sem que sejam forçados a tomar qualquer atitude contra a sua vontade, como expresso no artigo 3º: “Os povos indígenas têm direito à autodeterminação. Em virtude desse direito determinam livremente sua condição política e buscam livremente seu desenvolvimento econômico, social e cultural.”

Já no artigo 1º da Declaração é garantido às diversas etnias indígenas “o pleno desfrute de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais reconhecidos pela Carta das Nações Unidas, a Declaração Universal dos Direitos Humanos e o direito internacional dos direitos humanos.” Dessa forma, a ONU possibilita a equiparação dos direitos das etnias indígenas com os direitos que são garantidos pela entidade aos demais povos e etnias do mundo.

https://mundoeducacao.uol.com.br/datas-comemorativas/dia-internacional-dos-povos-indigenas-09-agosto.htm


Diferentemente do passado, opção pela vida sacerdotal, hoje, é mais planejada e ocorre já na vida adulta

 

Padre Paulo entrou no seminário aos 11 anos, vindo do interior de Carlos Barbosa

 

Foi aos 11 anos que o padre Paulo Salvi, 58, começou a frequentar o Seminário Apostólico Nossa Senhora de Caravaggio, em Farroupilha. À época, ele e mais um grupo de crianças da mesma idade deixavam o interior de Carlos Barbosa para se dedicar aos estudos na estrutura pertencente à Congregação dos Pobres Servos da Divina Providência. Ali, ele viveu sua trajetória como seminarista e pôde, mais tarde, optar pelo sacerdócio. Esta era, muitas vezes, a única forma que as famílias do interior tinham para oferecer estudo e uma formação quase completa aos filhos. Hoje, o processo mudou e seria até impensável para muitos pais entregarem seus filhos pequenos a uma rotina de um seminário. A decisão por se tornar padre envolve uma escolha mais madura, muita vezes, determinada após os 30 anos.

— Quando olhamos fotos do meu tempo, vemos que agora seria impossível. Nem os pais deixariam. A realidade sociológica mudou. No interior, as escolas iam até a quarta série. Onde se ia estudar? No seminário, se tinha o estudo até a oitava série. Hoje, os jovens têm mais oportunidade, as famílias têm menos filhos. Uma vez, ter um filho padre era motivo de orgulho. Agora, muitas famílias até freiam esse desejo — analisa o diretor do seminário.

O Seminário de Caravaggio formou, durante anos, muitos meninos que, atualmente, adultos, encontraram seu caminho em outras profissões, como médicos, advogados, entre tantas outras. Por isso, o padre Paulo gosta de reforçar que ser um seminarista não significa se tornar padre. Para ele, sobretudo, o seminário, ao longo dos seus 58 anos de história, cumpriu seu papel em outra importante formação: a humana. 

 

— Aqui, passaram milhares de seminaristas. Pessoas que estão no meio da sociedade hoje e não são padres. Receberam uma boa educação e discerniram que o caminho não era esse. Então, nada disso é perdido. Não dá para olhar e dizer apenas que não tem ninguém, está falido. É uma visão muito curta. 

Com o passar do tempo, a destinação da estrutura também foi mudando em sua forma de atendimento. Hoje, o seminário serve para moradia de sete religiosos da Congregação e, desde 2020, está sem seminaristas (alguns dos últimos 11 candidatos vieram, inclusive, de outros países de língua neolatina). No mesmo contexto, há anos algumas especulações rondam o futuro da estrutura, porém, o padre ressalta que nenhuma decisão está definida. Eventualmente, conforme a demanda, o prédio é cedido para eventos ligados à igreja, como encontros e retiros, e até mesmo particulares, promovidos por empresas.

— Houve até um tempo que funcionou como pousada, mas não faz muito sentido. Também há especulações sobre virar um hotel ou faculdade, mas a verdade é que ninguém quer um prédio velho para ter que adaptar. Precisa-se encontrar, então, um modo que possamos ajudar algum setor da sociedade e que seja coerente com o jeito de ser da nossa congregação — comenta o padre Paulo.

Para padre, número de ordenações se mantém

Porthus Junior / Agencia RBS

Padre Marciano Guerra, 32 anos, é natural de São Marcos e, hoje, é reitor do Seminário Maior São José, em Caxias do SulPorthus Junior / Agencia RBS

 

À frente do Seminário Maior São José, em Caxias do Sul, o padre Marciano Guerra lida, diariamente, com rapazes que veem na vida religiosa o destino para as suas vidas. Diferentemente de décadas passadas, não há mais a opção de ingresso, ainda na adolescência, no Seminário Nossa Senhora Aparecida, o qual recebeu jovens para formação humana e cristã até 2018. Dos mais de 2 mil alunos que frequentaram o espaço, 206 foram ordenados padres e, alguns, bispos. 

Hoje, a acolhida para aqueles que querem seguir o sacerdócio ocorre, principalmente, para homens que já estão na vida adulta, fruto de uma decisão mais amadurecida e mais planejada. Para o padre Marciano, o formato de acolhimento mudou, acompanhando a própria evolução da sociedade, mas não significa, contudo, que menos homens estejam chegando à ordenação na Diocese de Caxias do Sul:

— Se na época dos grandes seminários a perseverança de sacerdotes (rapazes que decidiam seguir estudando até se tornarem padres) era de 10%, hoje, a perseverança é de 60% a 70%. Aqui, nesta casa, já entram os jovens que desejam, de fato, assumir o sacerdócio. Tem um seminarista aqui que entrou com 33 anos, outros com 27. É um perfil de quem faz um processo de escolha — analisa o reitor do Seminário Maior São José.

O padre Marciano observa que quem busca o seminário também acompanha um processo, muitas vezes, iniciado ainda na adolescência, com a participação em atividades paroquiais, como em grupos de jovens, ou mesmo antes, como coroinhas em missas. Ou seja, o chamado para a vida religiosa não ocorre ao acaso; geralmente, há um caminho trilhado anteriormente, e, atualmente, feito ou não ao lado da família. 

Antes de o ingresso ao Seminário Maior São José ser aprovado, o jovem é acompanhado por aproximadamente um ano para ter certeza de sua decisão.

— Fazemos o acompanhamento com uma equipe multidisciplinar para que a vivência no seminário não seja uma fuga, frustração ou até medo de enfrentar a realidade. Em 2020, por exemplo, foram nove jovens que fizeram o acompanhamento e cinco que entraram. É bem interessante, porque eles trazem uma bagagem de vida, de mercado de trabalho, de namoro. É diferente de receber um menino de 13, 14 anos — comenta o padre. 

Aos 32 anos, sendo um dos padres da geração mais jovem na Diocese, Marciano também comenta sua própria experiência e formação no sacerdócio:

— Meus pais se surpreenderam com a minha decisão, mas sempre me apoiaram, do início ao fim. Eles sempre ajudaram na paróquia, então, sabem como é ser padre. Além disso, tenho dois irmãos mais velhos, tenho sobrinhos — comenta Marciano, que é natural de São Marcos.

 

Onde a religião e a ciência se unem

Marcelo Casagrande / Agencia RBS

Padre Daniel é formado em Engenharia Química pela Universidade Federal do Rio Grande do SulMarcelo Casagrande / Agencia RBS

Foi somente por volta de 21 anos, depois de ler o livro Confissões, de Santo Agostinho, durante uma viagem a Londres, que o padre Daniel D'Agnoluzzo Zatti, agora com 34, teve certeza que seu futuro estava em seguir na vida sacerdotal. Em suas escolhas, ele carrega duas áreas que para muitos não se "bicam": ciência e religião. Isto porque, antes de ser ordenado, o religioso se formou em Engenharia Química pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. 

— Quando eu voltei de viagem, eu senti essa resposta. Eu senti um respeito muito grande dessa decisão por parte dos meus pais. No início, até senti um resquício de receio, mas, depois, minha mãe aceitou e acolheu — conta ele, que é filho do único e assumirá, em breve, como responsável pela Paróquia São Ciro.

Após a graduação, concluída aos 23 anos, padre Daniel entrou para o seminário, deixando de lado as fórmulas e tubos de ensaio. Hoje, ele une as duas áreas em seu mestrado em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e ilustra bem o perfil de sacerdotes da igreja contemporânea, que acolhe vocações mais tardias e com múltiplos perfis.

— O que nos vemos hoje é que o imaginário popular coloca as duas áreas em contraste, isto é algo a ser resolvido, especialmente, na base da informação. Ainda existem muitos preconceitos a serem superados na relação da fé com a ciência. Nós percebemos que na teoria não existe nenhum tipo de contrariedade, de contradição das duas áreas de conhecimento. Cada uma tem um método diferente e cada uma vai dar respostas a perguntas diferentes. A ciência vai nos dizer como as coisas acontecem e a religião sempre vai dar o porquê das coisas — pontua o padre Daniel. 

                                                                                                

https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/cultura-e-lazer/noticia/2022/02/diferentemente-do-passado-opcao-pela-vida-sacerdotal-hoje-e-mais-planejada-e-ocorre-ja-na-vida-adulta-ckziszuvj007y0188ypewmys1.html

 

 

 

SANTO AGOSTINHO: CONVERSÃO AO CRISTIANISMO E AO SACERDÓCIO

 

 

SANTO AGOSTINHO: Conversão ao Cristianismo e ao sacerdócio

 

No final de agosto de 386, [d] aos 31 anos, depois de ouvir a primeira leitura de Ponticianus e seus amigos da vida de Antônio do Deserto , Agostinho se converteu ao cristianismo. Como Agostinho disse mais tarde, sua conversão foi motivada por ouvir a voz de uma criança dizer "pegue e leia" ( latim : tolle, lege ). Recorrendo ao Sanctorum Sortes , ele abriu um livro dos escritos de São Paulo (codex apostoli, 8.12.29) ao acaso e leu Romanos 13: 13-14: Não em tumulto e embriaguez, não em arrogância e libertinagem, não em contenda e invejar, mas revestir-se do Senhor Jesus Cristo, e não tomar providências para que a carne satisfaça suas concupiscências. [81]

Posteriormente, ele escreveu um relato de sua conversão em suas Confissões ( latim : Confessiones ), que desde então se tornou um clássico da teologia cristã e um texto-chave na história da autobiografia . Esta obra é uma demonstração de ação de graças e penitência. Embora seja escrito como um relato de sua vida, as Confissões também falam sobre a natureza do tempo, causalidade, livre arbítrio e outros tópicos filosóficos importantes. [82] O seguinte é retirado desse trabalho:

Tardiamente te amei, ó Bela tão antiga e tão nova, tardiamente te amei. Pois veja, você estava dentro e eu fora, e eu te procurei lá fora. Desagradável, corri despreocupado entre as coisas lindas que fizeste. Você estava comigo, mas eu não estava com você. Essas coisas me mantiveram longe de ti; mesmo que não existissem, a menos que estivessem em ti. Tu chamaste e clamaste em voz alta e abriste a minha surdez. Tu brilhaste e resplandeceste, e afugentaste a minha cegueira. Você respirou odores fragrantes e eu prendi a respiração; e agora eu ofego por ti. Eu provei, e agora tenho fome e sede. Tu me tocaste e eu queimei por tua paz. [83]

Ambrósio batizou Agostinho e seu filho Adeodato, em Milão na Vigília Pascal , de 24 a 25 de abril de 387. [84] Um ano depois, em 388, Agostinho completou seu pedido de desculpas pela Santidade da Igreja Católica . [20] Naquele ano, também, Adeodato e Agostinho voltaram para casa na África. [61] A mãe de Agostinho, Monica, morreu em Ostia , Itália, quando eles se preparavam para embarcar para a África. [65] Após sua chegada, eles começaram uma vida de lazer aristocrático na propriedade da família de Agostinho. [85] Logo depois, Adeodatus também morreu. [86] Agostinho então vendeu seu patrimônio e deu o dinheiro aos pobres. Manteve apenas a casa da família, que converteu em fundação monástica para si e para um grupo de amigos. [61]

Em 391 Agostinho foi ordenado um sacerdote em Hipona (hoje Annaba ), na Argélia . Ele se tornou um pregador famoso (acredita-se que mais de 350 sermões preservados sejam autênticos) e foi conhecido por combater a religião maniqueísta, à qual havia aderido anteriormente. [20]

Em 395, foi feito bispo coadjutor de Hipona e tornou-se bispo pleno logo depois, [87] daí o nome de "Agostinho de Hipona"; e ele deu sua propriedade à igreja de Thagaste. [88] Ele permaneceu nessa posição até sua morte em 430. Ele escreveu suas Confissões autobiográficas em 397-398. Sua obra A Cidade de Deus foi escrita para consolar seus companheiros cristãos logo após os visigodos tinham saquearam Roma em 410 . Agostinho trabalhou incansavelmente para convencer o povo de Hipona a se converter ao cristianismo. Embora tenha deixado seu mosteiro, ele continuou a levar uma vida monástica na residência episcopal.

Muito da vida posterior de Agostinho foi registrada por seu amigo Possidius , bispo de Calama (atual Guelma , Argélia), em seu Sancti Augustini Vita . Possídio admirava Agostinho como um homem de intelecto poderoso e um orador estimulante que aproveitava todas as oportunidades para defender o cristianismo contra seus detratores. Possídio também descreveu os traços pessoais de Agostinho em detalhes, desenhando o retrato de um homem que comia com moderação, trabalhava incansavelmente, desprezava a fofoca, evitava as tentações da carne e exercia prudência na administração financeira de sua sé. [89]

https://stringfixer.com/pt/Augustine_of_Hippo

 

 


SUGESTÃO DE LEITURA

 


SUGESTÃO DE LEITURA

 

01- Reflexões sobre o sacerdócio

Carta a um jovem padre

 

Francis Cardeal Arinze

 

 

Ao longo das páginas deste livro, cada sacerdote acolherá o convite a refletir sobre o dom de Deus: encontrará motivo para sério exame de consciência, a fim de tomar decisões e se entregar com maior confiança nas mãos de Deus e da Igreja. Quem não é sacerdote aprenderá deste escrito a conhecer melhor as dobras do coração de um padre, a ponto de poder ajudá-lo a cumprir fielmente o ministério que lhe é confiado. 

https://www.paulus.com.br/loja/reflexoes-sobre-o-sacerdocio-carta-a-um-jovem-padre_p_1964.html?gclid=CjwKCAjw14uVBhBEEiwAaufYx4iVqNVOlfnSdiVfdFFxnlnBEyBplfm6ajgWNk0QZvjyTYg4GEMnjRoCgp4QAvD_BwE

 

02-  O Dom da Vocação Presbiteral - Ratio Fundamentalis Institutionis Sacerdotalis

 

2º Edição - Documentos da Igreja 32  – 1 janeiro 2021

Edição Português  por Cnbb (Autor)

 

O Documentos da Igreja - 32, segunda edição, compreende um elenco indicativo das matérias que devem constar no percurso de estudos dos seminaristas, nas suas diversas fases, dentro do domínio mais amplo da sua formação intelectual. Nesta Ratio Fundamental.

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SB SABENDO BEM ESPECIAL

 

“(…) É como se estivesse escondido no quarto ao lado. Eu sempre serei eu e tu serás sempre tu. O que éramos antes um para o outro o somos ainda” (Santo Agostinho).

 

ANTÔNIO PEREIRA (25/09/1934- 2/08/02022)





NASCIMENTO, FAMÍLIA E SEMINÁRIO

 


NASCIMENTO, FAMÍLIA E SEMINÁRIO

 

NASCIMENTO E FAMÍLIA

 

Antônio era filho de Manuel Luiz Pereira e Feliciana Macedo Sant’ana.

Irmãos: Jandira, Rodrigo, Abílio, Laura, Amélia, Carlos, Maria e Lucinda.

Vivos: Tia Amélia (90 anos), Mariazinha(81).

Natural de Soure, Ilha do Marajó(Pará).

 

SEMINÁRIO

 

Antônio Pereira chegou ao Seminário São José, de Ribeirão Preto(SP)em 1951, aos 17 anos.

Depois foi para Franca(SP), Seminário Nossa Senhora Aparecida(Capelinha) onde se tornou frade(frei), realizando os votos simples na Ordem dos Agostinianos Recoletos.

Estudou Filosofia e Teologia. Chegou a ser ordenado Diácono, em meados de 1960, mas depois por motivos de saúde, achou melhor deixar a Ordem.

 

 


SÃO PAULO: ESTUDOS, PROFISSÃO, CASAMENTO E FAMÍLIA

 

SÃO PAULO: ESTUDOS, PROFISSÃO, CASAMENTO E FAMÍLIA

 

Em São Paulo, estudou História e Jornalismo. Tornou-se Professor e lecionou em várias Escolas e Colégios

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Em 16 de setembro de 1972 casou-se com Dona Antônia da Silva na Paróquia Nossa Senhora da Saúde e dessa união nasceram os filhos Antônio Augusto( 1973) e Beatriz(1975).

 

O sr. Antônio Pereira( Pereirinha como era conhecido),além das irmãs Amélia e Mariazinha, deixou muitos sobrinhos e sobrinhas, além de cinco netos (Laércio, Leonardo, Melissa, Guilherme e Giovanni) e dois bisnetos: Davi e José Augusto e uma bisneta: Ana Beatriz.


ESCRTOR, POETA E DEDICAÇÃO À FAMÍLIA

 

ESCRITOR, POETA E DEDICAÇÃO À FAMÍLIA

 

 Escritor, poeta

 

Escritor e poeta, com vários livros registrados, livros terminados, livros inacabados, poesias e sonetos. Escreveu mais sonetos que o escritor português Luís Vaz de Camões. Possui uma obra riquíssima e,  se for possível, será publicada uma parte para conhecimento e deleite da comunidade.

Se aposentou do Professorado em 2004, quando por lei, aos 70 anos, a aposentadoria era obrigatória.

 

 Dedicação à Família

 

Muito dedicado à família, cuidou, curtiu a chegada e o crescimento de cada um dos seus  cinco netos: Laércio( 27 anos), Leonardo( 25 anos), Melissa(21 anos), Guilherme(19 anos) e Giovanni(11 anos). Costumava apelidar os netos:

Ticutunga, Leleco,Tibeca, Tibeco e Titu respectivamente. Ficou muito feliz também quando chegaram os bisnetos: Davi, Ana Beatriz e José Augusto, filhos do Laércio. Sempre costumava dizer aos mais próximos que tinha três mulheres na vida dele: Beatriz, Melissa e Ana Beatriz.

Durante a pandemia viu-se obrigado, a ficar recolhido em casa, onde aumentou o número de escritos, colocou muitos escritos e histórias em dia,estava para publicar dois livros, um deles dedicado ao frei Adilson Miranda, OAR da Paróquia Nossa Senhora da Saúde, sourense, conterrâneo a quem tinha grande estima.

Foi Frei, Pai, Avô, Bisavô, Professor, Escritor, Jornalista, Irmão,Tio, Editor, companheiro e, principalmente amigo.


PARTICIPAÇÃO NA PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA SAÚDE

 

PARTICIPAÇÃO NA PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA SAÚDE

 

 Cantava nos casamentos

 

Em 1980 iniciou seus trabalhos na Paróquia Nossa Senhora da Saúde, onde aos sábados cantava brilhantemente nos casamentos.

Cantava nas Missas, sobretudo às 18h do Domingo, juntamente com o pessoal do coral e da Liturgia.

 

Jornal PARÓQUIA VIVA

 

Depois veio o convite de Frei Prieto para juntos trabalharem no Jornal Paroquial, que teve sua última edição antes da pandemia em 2020. O jornal chamava-se Paróquia Viva. Depois do falecimento do frei Prieto,  a Pascom com o Pereira à frente assumiu. Ele além de escrever no jornal, procurava paroquianos para escrever; digitava tudo no computador da sala do Jornal, levava o material para ser impresso.

 

Fotógrafo dos Eventos paroquiais

 

O Pereirinha era também um dos fotógrafos da Paróquia. Gostava de fotografar os eventos importantes da Paróquia para o Jornal e também para os arquivos e acervos da Paróquia.

 

FRASAR – Tornou-se um Terciário Agostiniano Recoleto

 

Era membro da FRASAR( Fraternidade Agostiniana Recoleta) ou seja, fazia parte da Ordem Terceira dos Agostinianos Recoletos, inclusive foi mestre dos Noviços da Ordem Terceira.

Na quinta-feira( na mesma sala que foi o velório), dia 28 de julho, o Pereirinha participou da Reunião da FRASAR.

 

“Em 2005 nós fomos, a convite de Frei Benjamin ao Encontro de Ribeirão Preto, assim como em 2008 fomos para Franca, mas apenas pelo Jornal. Frei Benjamin fez ali o convite para ingressarmos na Frasar e foi em 2011, que nós recebemos juntos a cinta e fizemos os votos de postulantes da Fraternidade. Se não me engano, um ano depois ele passou a ser o Formador e o preparador dos novos postulantes e estava até hoje como o nosso Formador”(Depoimento de um membro da FRASAR da Paróquia Nossa Senhora da Saúde).

DOENÇAS, MELHORAS, RETORNO À PARÓQUIA, MORTE EM CASA, VELÓRIO NA PARÓQUIA

 

DOENÇAS, MELHORAS E RETO RNO À PARÓQUIA, MORTE EM CASA E VELÓRIO NA PARÓQUIA

 

Entre as últimas doenças que teve  foi com a próstata. Foi cuidado. Melhorou. Como respirava com dificuldade, dois dias por semana, ele fazia exercícios numa praça com a filha, com o neto mais novo e a Toninha. E até já havia retornado à Igreja e à Fraternidade.

 

MORTE EM CASA

 

Na tarde do dia 02 de agosto, o Sr. Antônio Pereira que morava com o filho Antônio Augusto morreu nas mãos do filho. Este orientado pelo SAMU fez os procedimentos de mãos no peito e boca a boca, mas ele morreu ali, com 87 anos, faria 88 no dia 25/09.

A filha que acabara de buscar o filho mais novo na Escola foi avisada e aí começou o corre-corre e as burocracias.

Foi conversado com o Frei Adilson Miranda, pároco da Senhora da Saúde e ele ofereceu a sala05(Sala São José) onde aconteceu o velório das 18h às 22h.

Foram feitos os comunicados da morte no Facebook  e whatsapp.

 

 

VELÓRIO NA PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA SAÚDE

 

Como o Pereirinha era muito conhecido, a maioria dos seus amigos são de lá da Igreja, muitas pessoas estiveram lá no velório. O próprio pároco frei Adilson esteve presente. Ele é também de Soure(Ilha de Marajó). Destaco também a presença de Frei Antônio Leopoldo, diretor espiritual da Fraternidade. Ele fez as orações específicas de velório ( e de cor!). Foi muito bom, pois ele também conhecia o Pereirinha há mais de 30  anos.