quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

HISTÓRIA DE NOSSA SENHORA DE LOURDES


 



História N. Sra. de Lourdes

Nossa Senhora de Lourdes

COMEMORAÇÃO 11 DE FEVEREIRO

Todos conhecem a maravilhosa história da jovem Bernadete Soubirous, que, aos quatorze anos, indo catar lenha junto às margens do Gave, teve a suprema ventura de contemplar a Santíssima Virgem.

Era Bernadete filha de um pobre moleiro da aldeia de Lourdes, nos altos Pirineus, sul da França, e saíra acompanhada de sua irmã e outra menina. Passava defronte às rochas de Massabielle, quando ouviu de repente um barulho como se fosse a rajada de um vento forte. Olhando para cima, viu na reentrância do rochedo uma senhora de grande beleza, circundada por deslumbrante resplendor.

A visão estava de pé, trajando um vestido e um véu brancos como a neve. Tinha na cintura uma faixa azul, os pés estavam ornados de rosas e segurava um rosário, cujas contas ia passando entre os dedos.

A pequena camponesa, extasiada, caiu de joelhos, tirou o terço do bolso e começou a rezá-lo. Quando acabou a última Ave-Maria, a bela Senhora desapareceu.

Esta primeira aparição deu-se a 11 de fevereiro de 1858 e foi seguida por mais dezessete.

Da terceira em diante era cada vez maior o número de pessoas que iam contemplar o êxtase da humilde Bernadete, que se transformava, parecendo mais um anjo do céu.

As Aparições e o Pedido

Durante as várias aparições, a mãe de Deus confiou muitos segredos à modesta jovem e numa delas ordenou-lhe que dissesse aos sacerdotes para construírem uma capela naquele local e ali realizassem procissões. Em outra ocasião mandou a menina beber água e se lavar na fonte, mas indicava num lugar da gruta completamente seco. Bernadete curvando-se começou a arranhar o chão duro com os dedos e, de súbito, jorrou água do rochedo.

Finalmente, no dia da Anunciação a piedosa vidente pediu à Senhora que tivesse a bondade de dizer-lhe quem era. A virgem, então, unindo as mãos, respondeu-lhe lançando ao céu um olhar de inefável doçura: – “Eu sou a Imaculada Conceição”. E desapareceu.

Bernadete muito sofreu por causa das aparições da Mãe Santíssima, pois foi considerada impostora, injuriada e interrogada pela polícia, que pretendeu impedir os romeiros de se aproximarem da gruta, tornando-se malvista pelas autoridades civis e até mesmo religiosas.

Afinal, as curas milagrosas obtidas com a água da fonte nascida sobre os dedos da santa menina obrigaram as autoridades a ceder, e, a 11 de janeiro de 1862 o bispo de Tarbes autorizou o culto de Nossa Senhora de Lourdes.

Bibliografia: “Invocações da Virgem Maria do Brasil” de Nilza Botelho Megale”

ORAÇÃO A NOSSA SENHORA DE LOURDES

 

Ó Virgem puríssima, Nossa Senhora de Lourdes, que vos dignastes aparecer a Bernadette, no lugar solitário de uma gruta, para nos lembrar que é no sossego e recolhimento que Deus nos fala, e nós falamos com ele, ajudai-nos a encontrar o sossego e a paz da alma que nos ajudem a conservar-nos sempre unidos a Deus. Amém.

Nossa Senhora da gruta de Lourdes, dai-me a graça que vos peço e tanto preciso (pedir a graça).

A MENSAGEM DA MÃE

 

A Mensagem que a Santíssima Virgem deu em Lourdes, pode ser resumida nos seguintes pontos:

É um agradecimento do céu pela definição do dogma da Imaculada Conceição, que tinha sido declarado quatro anos antes por Pio IX (1854), ao mesmo tempo que assim apresenta Ela mesma como Mãe e modelo de pureza para o mundo que está necessitado desta virtude.

Derramou inumeráveis graças físicas e espirituais, para que nos convertamos a Cristo em sua Igreja.

É uma exaltação às virtudes da pobreza e humildade aceitas cristãmente, ao escolher a Bernadete como instrumento de sua mensagem.

Uma mensagem importantíssima em Lourdes é o da Cruz. A Santíssima Virgem repete que o importante é ser feliz na outra vida, embora para isso seja preciso aceitar a cruz. “Eu também te prometo fazer-te ditosa, não neste mundo, mas no outro”

Em todas as aparições veio com seu Rosário: A importância de rezá-lo.

Importância da oração, da penitência e humildade (beijando o solo como sinal disso); também, uma mensagem de misericórdia infinita para os pecadores e do cuidado com os doentes.

Importância da conversão e a confiança em Deus.

AS APARIÇÕES

1ª Aparição (11 de Fevereiro de 1858) – A Virgem Santíssima aparece a Bernadete, na cidade de Lourdes, na França. Ela faz o sinal da Cruz e Bernadete a imita.

2ª Aparição (14 de Fevereiro de 1858) – Bernadete provida de água benta, diz: “Se vindes da parte de Deus, aproximai-vos”! A Senhora sorriu inclinando-se e caminhou até a borda da cavidade. “Vinde para nós, boa Mãe!”.

3ª Aparição (18 de Fevereiro de 1858) – A Senhora sorriu e disse a Bernadete: “Quer fazer o favor de vir aqui durante 15 dias?” Com a resposta afirmativa, a Santíssima Virgem replicou: “Eu não lhe prometo a felicidade neste mundo, mas no outro”.”Ó Mãe, viremos a vós muitas vezes”.

4ª Aparição (19 de Fevereiro de 1858) – Uma centena de pessoas assiste ao êxtase da vidente. “Fiquemos também perto de Maria”.

5ª Aparição (20 de Fevereiro de 1858) – A Santíssima Virgem ensina a Bernadete uma oração, só para ela. A multidão retira-se impressionada. “Como é bom rezar com a Santíssima Virgem!”.

6ª Aparição (21 de Fevereiro de 1858) – A Santíssima Virgem aparece triste. Ela diz a Bernadete: “Reze pelos pecadores”. “De todo o coração, rezemos com ela”.

7ª Aparição (23 de Fevereiro de 1858) – A aparição do tríplice segredo, que Bernadete levou para o túmulo. “Nas aparições, vamos a Maria procurar força e consolação”.

8ª Aparição (24 de Fevereiro de 1858) – A Santíssima Virgem diz três vezes: “Penitência! Penitência! Penitência!” E Bernadete repetiu a multidão. “Não o esqueçamos”.

9ª Aparição (25 de Fevereiro de 1858) – A Santíssima Virgem diz à vidente: “Vá beber a fonte e lavar-se”. A fonte miraculosa aparece. “Saibamo-nos servir dela”.

10ª Aparição (27 de Fevereiro de 1858) – A Santíssima Virgem diz à Bernadete: “Beije a terra pelos pecadores”. A vidente pede a multidão para imitá-la. “Façamos também este ato de reparação”.

11ª Aparição (28 de Fevereiro de 1858) – Duas mil pessoas se encontram reunidas em torno da Gruta. Bernadete está mergulhada em êxtase.

12ª Aparição (01 de Março de 1858) – A celeste Senhora notou que Bernadete usava o terço de outrem. A vidente tirou o seu e começou a rezar. “Sejamos fiéis em recitar o terço”.

13ª Aparição (02 de Março de 1858) – A Santíssima Virgem diz: Vá dizer aos padres que venham em procissão e construam aqui uma Igreja”. “Vamos muitas vezes a Maria”.

14ª Aparição (03 de Março de 1858) – A Senhora chama Bernadete pelo nome e insiste: “Diga aos padres que construam aqui uma Igreja”.

15ª Aparição (04 de Março de 1858) – Uma multidão considerável de peregrinos espera um milagre: a roseira irá florir de repente? “Felizes os que crêem sem ter visto”.

16ª Aparição (25 de Março de 1858) – Três vezes Bernadete pede: Dizei-me vosso nome, Senhora”. Duas vezes, um sorriso foi a resposta. À terceira, a Santíssima Virgem, com as mãos juntas, olha o Céu e diz à menina: “Eu sou a Imaculada Conceição”. “É a Mãe de Jesus Confiança”.

17ª Aparição (07 de Abril de 1858) – Bernadete, durante a aparição, segura uma vela cuja chama toca os seus dedos sem queimá-los. “Nada pode prejudicar a quem confia na Santíssima Virgem”.

18ª Aparição (16 de Julho de 1858) – A Santa Virgem sorri uma última vez à sua filha. Foi o supremo adeus. “Ó Maria, dignai-vos também nos sorri”.

http://www.pnslourdes.com.br/paroquia/historia-de-nossa-senhora-de-lourdes/

 

 

 

 

 

 

 

 

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE PAPA FRANCISCO PARA O XXXI DIA MUNDIAL DO DOENTE

 

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE PAPA FRANCISCO
PARA O XXXI DIA MUNDIAL DO DOENTE

(11 de fevereiro de 2023)

«Trata bem dele!»
A compaixão como exercício sinodal de cura

Queridos irmãos e irmãs!

A doença faz parte da nossa experiência humana. Mas pode tornar-se desumana, se for vivida no isolamento e no abandono, se não for acompanhada pelo desvelo e a compaixão. Ao caminhar juntos, é normal que alguém se sinta mal, tenha de parar pelo cansaço ou por qualquer percalço no percurso. É em tais momentos que se vê como estamos a caminhar: se é verdadeiramente um caminhar juntos, ou se se vai na mesma estrada mas cada um por conta própria, cuidando dos próprios interesses e deixando que os outros «se arranjem». Por isso, neste XXXI Dia Mundial do Doente e em pleno percurso sinodal, convido-vos a refletir sobre o fato de podermos aprender, precisamente através da experiência da fragilidade e da doença, a caminhar juntos segundo o estilo de Deus, que é proximidade, compaixão e ternura.

O livro do profeta Ezequiel oferece-nos um grande oráculo, que constitui um dos pontos culminantes de toda a Revelação, e lá o Senhor fala assim: «Sou Eu que apascentarei as minhas ovelhas, sou Eu quem as fará descansar – oráculo do Senhor Deus. Procurarei aquela que se tinha perdido, reconduzirei a que se tinha tresmalhado; cuidarei a que está ferida e tratarei da que está doente (...). A todas apascentarei com justiça» (34, 15-16). Naturalmente as experiências do extravio, da doença e da fragilidade fazem parte do nosso caminho: não nos excluem do povo de Deus; pelo contrário, colocam-nos no centro da solicitude do Senhor, que é Pai e não quer perder pela estrada nem sequer um dos seus filhos. Trata-se, pois, de aprender com Ele a ser verdadeiramente uma comunidade que caminha em conjunto, capaz de não se deixar contagiar pela cultura do descarte.

Como sabeis, a encíclica Fratelli tutti propõe uma leitura atualizada da parábola do Bom Samaritano (cf. nº 56). Escolhi-a como charneira, como ponto de viragem para se poder sair das «sombras dum mundo fechado» (cap. I) e «pensar e gerar um mundo aberto» (cap. III). Com efeito, há uma profunda conexão entre esta parábola de Jesus e as múltiplas formas em que é negada hoje a fraternidade. De modo particular, no facto de a pessoa espancada e roubada acabar abandonada na estrada, podemos ver representada a condição em que são deixados tantos irmãos e irmãs nossos na hora em que mais precisam de ajuda. Não é fácil distinguir os atentados à vida e à sua dignidade que provêm de causas naturais e, ao invés, aqueles que são provocados por injustiças e violências. Na realidade, o nível das desigualdades e a prevalência dos interesses de poucos já incidem de tal modo sobre cada ambiente humano que é difícil considerar «natural» qualquer experiência. Cada doença realiza-se numa «cultura» por entre as suas contradições.

Entretanto, o que importa aqui é reconhecer a condição de solidão, de abandono. Trata-se duma atrocidade que pode ser superada antes de qualquer outra injustiça, porque para a eliminar – como conta a parábola – basta um momento de atenção, o movimento interior da compaixão. Dois transeuntes, considerados religiosos, veem o ferido e não param. Mas o terceiro, um samaritano, alguém que é objeto de desprezo, deixa-se mover pela compaixão e cuida daquele estranho na estrada, tratando-o como irmão. Procedendo assim, sem pensar sequer, muda as coisas, gera um mundo mais fraterno.

Irmãos, irmãs, nunca estamos preparados para a doença; e muitas vezes nem sequer para admitir a idade avançada. Tememos a vulnerabilidade, e a invasiva cultura do mercado impele-nos a negá-la. Não há espaço para a fragilidade. E assim o mal, quando irrompe e nos ataca, deixa-nos por terra atordoados. Então pode acontecer que os outros nos abandonem, ou nos pareça que devemos abandoná-los a fim de não nos sentirem um peso para eles. Começa assim a solidão, e envenena-nos a sensação amarga duma injustiça, devido à qual até o Céu parece fechar-se-nos. Na realidade, sentimos dificuldade de permanecer em paz com Deus, quando se arruína a relação com os outros e com nós próprios. Por isso mesmo é tão importante, relativamente também à doença, que toda a Igreja se confronte com o exemplo evangélico do bom samaritano, para se tornar um válido «hospital de campanha»: com efeito a sua missão, especialmente nas circunstâncias históricas que atravessamos, exprime-se na prestação de cuidados. Todos somos frágeis e vulneráveis; todos precisamos daquela atenção compassiva que sabe deter-se, aproximar-se, cuidar e levantar. Assim, a condição dos enfermos é um apelo que interrompe a indiferença e abranda o passo de quem avança como se não tivesse irmãs e irmãos.

De fato, o Dia Mundial do Doente não convida apenas à oração e à proximidade com os que sofrem, mas visa ao mesmo tempo sensibilizar o povo de Deus, as instituições de saúde e a sociedade civil para uma nova forma de avançar juntos. A profecia de Ezequiel, já referida atrás, contém um juízo muito duro sobre as prioridades daqueles que exercem, sobre o povo, o poder econômico, cultural e governamental: «Vós bebestes o leite, vestistes-vos com a sua lã, matastes as reses mais gordas e não apascentastes as ovelhas. Não tratastes das que eram fracas, não cuidastes da que estava doente, não curastes a que estava ferida; não reconduzistes a transviada; não procurastes a que se tinha perdido, mas a todas tratastes com violência e dureza» (34, 3-4). A Palavra de Deus – não só na denúncia, mas também na proposta – é sempre iluminadora e de hoje. Na realidade, a conclusão da parábola do Bom Samaritano sugere-nos como a prática da fraternidade, que começou por um encontro de indivíduo com indivíduo, se pode alargar para um tratamento organizado. A estalagem, o estalajadeiro, o dinheiro, a promessa de se manterem mutuamente informados (cf. Lc 10, 34-35)… tudo isto faz pensar no ministério de sacerdotes, no trabalho de operadores de saúde e agentes sociais, no empenho de familiares e voluntários, graças aos quais cada dia, em todo o mundo, o bem se opõe ao mal.

Os anos da pandemia aumentaram o nosso sentimento de gratidão por quem diariamente trabalha em prol da saúde e da investigação médica. Mas, ao sair duma tragédia coletiva assim tão grande, não é suficiente o prestar honras aos heróis. A covid-19 pôs à prova esta grande rede de competências e solidariedade e mostrou os limites estruturais dos sistemas de assistência social existentes. Por isso, é necessário que a gratidão seja acompanhada, em cada país, pela busca ativa de estratégias e recursos a fim de serem garantidos a todo o ser humano o acesso aos cuidados médicos e o direito fundamental à saúde.

«Trata bem dele!» (Lc 10, 35): é a recomendação do samaritano ao estalajadeiro. Mas Jesus repete-a igualmente a cada um de nós na exortação conclusiva: «Vai e faz tu também o mesmo». Como evidenciei na encíclica Fratelli tutti, «a parábola mostra-nos as iniciativas com que se pode refazer uma comunidade a partir de homens e mulheres que assumem como própria a fragilidade dos outros, não deixam constituir-se uma sociedade de exclusão, mas fazem-se próximos, levantam e reabilitam o caído, para que o bem seja comum» (nº 67). Efetivamente «fomos criados para a plenitude que só se alcança no amor. Viver indiferentes à dor não é uma opção possível» (nº 68).

E, no dia 11 de fevereiro de 2023, também o Santuário de Lurdes aparece ao nosso olhar como uma profecia, uma lição confiada à Igreja no coração da modernidade. Não tem valor só o que funciona, nem conta só quem produz. As pessoas doentes estão no âmago do povo de Deus, que avança juntamente com eles como profecia duma humanidade onde cada qual é precioso e ninguém deve ser descartado.

À intercessão de Maria, Saúde dos enfermos, confio cada um de vós que estais doentes; vós que cuidais deles em família, com o trabalho, a investigação e o voluntariado; e vós que vos esforçais por tecer laços pessoais, eclesiais e civis de fraternidade. A todos envio de coração a Bênção Apostólica.

Roma – São João de Latrão, 10 de janeiro de 2023.                            

FRANCISCO

https://www.vatican.va/content/francesco/pt/messages/sick/documents/20230110-giornata-malato.html

REFLEXÃO PARA AS NOVAS TURMAS DE CATEQUESE

 

REFLEXÃO PARA AS NOVAS TURMAS DE CATEQUESE

 

É preciso renovar e aperfeiçoar os encontros de catequese, porque há um potencial de ser chato e enfadonho, de confundir ao invés de esclarecer, de afastar ao invés de acolher. E como novas turmas representam novas pessoas, com novas histórias de vida e novas particularidades; de diferentes classes sociais, diferentes objetivos e tantas, mas tantas dúvidas; ora, é preciso renovar, a fim de não falharmos diante da tamanha responsabilidade de sermos (muitas vezes) a principal pessoa que une os catequizandos com a Igreja.

O primeiro passo é nos reunir em nome de Jesus, não somente falar de Jesus. E qual a diferença? A diferença é que quem fala de Jesus está falando como se poderia falar de qualquer pessoa. Quem fala em nome de Jesus fala com autoridade, conhece os ensinamentos e demonstra intimidade com o Cristo. Ademais, quando dois ou mais se reunirem em nome de Jesus, Ele estará ali[1]. Quero dizer que quando o catequista fala com autoridade a presença de Jesus é aparente, ao contrário da superficialidade, que fazem de tantos encontros um momento tedioso, o que se deve evitar com máximo empenho, especialmente em relação as crianças, muitas vezes presentes nos encontros por obrigação imposta pelos pais.

 

Para que os encontros não sejam chatos e enfadonhos é preciso apresentar toda a riqueza do Evangelho, com o esclarecimento de que são palavras de vida eterna[2]. Não faltará entusiasmo ao catequista que transmite tão belas lições, tantos milagres! Tantas parábolas Jesus nos contou, para que possamos transmiti-las às novas turmas e compreender os ensinamentos[3]. Ao testemunhar com alegria a vida do Cristo, nos tornamos instrumento de luz, sempre para esclarecer, nunca para confundir.

É preciso lembrar de tantos exemplos do Evangelho daqueles que acreditavam ser santos, perfeitos, sábios e completos, mas são revelados como sendo os que mais se distanciavam de Deus[4]. Certamente essa não é uma crítica àquilo que podem ter sido os encontros do passado, amigo catequista. Embora eu arrisque dizer que todos nós já protagonizamos (uma vez ou outra) maus encontros, jamais virá de mim uma crítica ao passado, ao que não se pode mais mudar. Na verdade, esse texto é um conselho (antes de tudo para mim mesmo), que compartilho com sincero desejo de edificarmos uma catequese verdadeiramente formadora de autênticos cristãos.

Jesus sempre acolheu a todos que O procuraram[5]; o catequista não pode agir diferente. Humildade e misericórdia são essenciais para que os encontros sejam acolhedores e não afastem quem se sente pecador. Assim, o sentimento de que os próximos encontros com as novas turmas possam ser melhores do que os anteriores deve ser constante, porque podem e sempre poderão ser um pouco mais próximos do que o próprio Cristo nos ensinou, como se Ele mesmo falasse. É um desígnio santo, mas qualquer outro nos limitará. Acompanhados sempre dos dons do Espírito Santo[6], um encontro de catequese santificador deve ser entregue às graças de Deus, sendo nós, tão somente instrumentos, nada mais que instrumentos, mas instrumentos!

Nas palavras do Papa Francisco: “É necessário assumir todo o potencial de piedade e de amor encerrado na religiosidade popular, a fim de que não se transmitam apenas os conteúdos da fé, mas também se crie uma verdadeira escola de formação na qual seja cultivado o dom da fé recebida, de tal maneira que os gestos e as palavras reflitam a graça de sermos todos discípulos de Jesus”.

Me permita ser repetitivo em favor da clareza: Jesus nos pediu para transmitir Seus ensinamentos, para sermos santos como o Senhor é Santo, para falar em seu nome (não somente de seu nome); nos disse que estará conosco até o fim dos tempos[7] e que o Espírito Santo nos concederá os dons necessários. Buscar um encontro de catequese santificador com as novas turmas não é querer demais, mas sim compreender a nossa humilde posição de instrumentos e confiar na ação do Espírito Santo, na presença de Deus e nos ensinamentos de Jesus, para que os encontros da catequese sejam “serviços pelos quais mutuamente nos ajudamos no caminho da salvação”, como ensina o Catecismo da Igreja Católica (794).

Talvez esse encontro perfeito não ocorra ano que vem, nem mesmo no próximo ano, mas devemos insistir no aperfeiçoamento, não faltando a oração, as formações e a vivência; confiantes de que, para além de nossa imperfeição há um Deus Perfeito. Quem assim seja!

 __________

Luís Gustavo Conde – Catequista na Catedral Metropolitana de São Sebastião, na Arquidiocese de Ribeirão Preto (SP), atuando na evangelização de jovens e adultos. Autor de artigos para o Portal de Formação da Canção Nova e articulista da Revista Paróquias. Advogado e professor de cursos técnicos profissionalizantes. Marido da Patrícia e pai do Oliver.

 

CITAÇÕES DO TEXTO BÍBLICO

[1] (Mt 18, 20); [2] (Jo 6, 68); [3] (Mt 13, 10-17); [4] (Lc 18; Mt 19); [5] (Mt 9, 10-13); [6] (1Cor 12, 1-11); [7] (Mt 18, 19-20).

REFERÊNCIAS

BÍBLIA DE APARECIDA. Bíblia online da Editora Santuário.

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. In textos fundamentais. Arquivo do Vaticano.

FRANCISCO. Mensagem aos participantes no Simpósio Internacional Sobre a Catequese. Vaticano, 5 jul. 2017.

SAGRADA BIBLIA. Traducción y notas Facultad de Teología Universidad de Navarra. Edição Digital. Editora EUNSA. 2016.

https://catequistasbrasil.com.br/reflexao-para-as-novas-turmas/

Fim do diploma para engenheiro, psicólogo e outras 33 profissões

 

Fim do diploma para engenheiro, psicólogo e outras 33 profissões

 

Proposta em trâmite na Câmara pode extinguir a exigência de formação em diversas profissões

PorRicardo Junior 

Entrou em tramitação na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei (PL) 3.081/22 que propõe a desregulamentação de diversas profissões práticas no país, como de engenheiro, psicólogo, profissional da educação física, dentre outros.

O PL em questão é de autoria do deputado federal Tiago Mitraud (Novo) que revoga e altera Leis, Decretos-Leis e um Decreto, a fim de desregulamentar profissões e atividades que não ofereçam risco à segurança, à saúde, à ordem pública, à incolumidade individual e patrimonial.

Fim do diploma

A proposta apresentada por Mitraud na Câmara dos Deputados tem como objetivo remediar uma distorção criada pelo ordenamento vigente. Segundo justificativa, é usual acreditar que certas profissões devem ser regulamentadas a fim de se assegurar a qualidade do serviço.

Contudo, a proposta pede para ser analisado a situação de modo a balizar o seu real impacto. Isso porque, impor barreiras de entrada, o exercício profissional se torna limitado a condições que, muitas vezes não refletem os critérios que, de fato, dão mais segurança a prática da função.

Para o autor da proposta, existe uma enorme massa de profissionais que estão dispostos a oferecer sua mão de obra, mas estão proibidos justamente por não atenderem os critérios formais estabelecidos, onde, muitas vezes a exigência de qualificação não garante a qualidade do serviço prestado.

Do outro lado, a regulamentação de profissões é importante para garantir o reconhecimento, direitos, assim como a valorização das categorias, que conseguiram suas garantias após décadas de suas reivindicações dos trabalhadores e seus sindicatos.

Relação de profissões

Dentre os profissionais que teriam suas atividades desregulamentadas pela proposta estão:

·         Arquiteto (Decreto-Lei 8620/46);

·         Arquivista (Lei 6546/78);

·         Assistente Social (Lei 8662/93);

·         Atuário (Decreto-Lei 806/69)

·         Bibliotecário (Lei 4084/62);

·         Corretor de seguros (Lei 4594/64);

·         Economista (Lei 1411/51);

·         Educação Física (Lei 9696/98).

·         Engenheiro (Decreto-Lei 8620/46);

·         Engenheiro de Segurança do Trabalho (Lei 7410/85);

·         Estatístico (Lei 4739/65);

·         Fisioterapeuta e Terapeuta ocupacional (Decreto-Lei 938/69);

·         Fonoaudiólogo (Lei 6965/81);

·         Geógrafo (Lei 6664/79);

·         Geólogo (Lei 4076/61);

·         Guia de Turismo (Lei 8623/93);

·         Jornalista (Decreto-Lei 972/69):

·         Leiloeiro (Decreto 21.981/32);

·         Massagista (Lei 3968/61);

·         Medico Veterinário (Lei 5517/68);

·         Meteorologista (Lei 6835/80);

·         Museólogo (Lei 7287/84);

·         Músico (Lei 3857/60);

·         Nutricionista (Lei 8234/91);

·         Psicólogo (Lei 4119/62);

·         Publicitário (Lei 4680/65);

·         Químico (Lei 2800/56);

·         Radialista (Lei 6615/78);

·         Relações Públicas (Lei 5377/67);

·         Secretário (Lei 7377/85);

·         Sociólogo (Lei 6888/80);

·         Técnico de Administração (Lei 4769/65);

·         Técnico em Prótese Dentária (Lei 6710/79);

·         Técnico em Radiologia (Lei 7394/85);

·         Treinador de Futebol (Lei 8650/93);

https://www.jornalcontabil.com.br/fim-do-diploma-para-engenheiro-psicologo-e-outras-33-profissoes/

 

 

 

 

SANTO AGOSTINHO E OS CRISTÃOS ENFERMOS

 

SANTO AGOSTINHO E OS CRISTÃOS ENFERMOS

 

Do Sermão sobre os pastores, de Santo Agostinho, bispo (século V

 

Ao enfermo, diz o Senhor, não fortificastes (Ez 34,4). Diz aos maus pastores, aos pastores falsos, que buscam seu interesse, não o de Jesus Cristo. Aos que se alegram com as dádivas do leite e da lã, mas descuram totalmente as ovelhas e não cuidam das doentes. Parece-me haver diferença entre enfermo e doente – pois costuma-se chamar de enfermos os doentes; enfermo quer dizer não firme, e doente o que se sente mal.

Na verdade, irmãos, esforçamo-nos de algum modo por distinguir estas coisas, mas talvez com maior aplicação poderíamos nós ou outro mais entendido e com o coração mais cheio de luz discernir melhor. À espera disto, para que não sejais privados em relação às palavras da Escritura, falo o que penso. É de se temer sobrevenha uma tentação ao enfermo que o debilite. O doente, ao contrário, já adoeceu por alguma ambição e por esta ambição se vê impedido de entrar no caminho de Deus, de submeter-se ao jugo de Cristo.

Observai esses homens que desejam viver bem, já decididos a viver bem. São, no entanto, menos capazes de suportar os males do que fazer o bem. Pertence à firmeza do cristão não apenas fazer o bem, mas também tolerar os males. Aqueles, pois, que parecem ardentes nas boas obras, mas não querem ou não podem suportar as provações iminentes, estes são enfermos. Por outro lado, aqueles que amam o mundo e por qualquer desejo mau se afastam até das obras boas, jazem gravemente doentes, visto que pela doença, sem forças, nada de bom podem realizar.

O paralítico era um destes, na alma. Os que o carregavam, não podendo levá-lo até junto do Senhor, descobriram o teto e fizeram-no descer. É isto que terias de fazer: descobrir o teto e colocar junto do Senhor a alma paralítica, com todos os membros frouxos, e vazia de obras boas, curvada sob o peso dos pecados e doente com o mal de sua cobiça. Portanto, se todos os seus membros estão frouxos e há paralisia interior para levá-la ao médico – talvez o médico esteja escondido no teu interior: seria este um sentido oculto nas Escrituras– se queres descobrir-lhe o que está oculto, descobre o teto e faze descer diante dele o paralítico.

A quem assim não procede e desdenha fazê-lo, ouvistes o que lhe dizem: Aos doentes não fortalecestes, ao fraturado não pensastes (Ez 34,4); já explicamos esta passagem. Estava alquebrado pelo terror das provações. Mas surge algo que restaura a fratura, estas palavras de consolo: Fiel é Deus que não permitirá serdes tentados além do que podeis suportar, mas com a tentação vos dará o meio de sair dela para que a possais suportar (1Cor 10,13).

 

https://apologistasdafecatolica.wordpress.com/2018/03/20/os-cristaos-enfermos-santo-agostinho/

 

 

 

 

 

 

 


SUGESTÃO DE LEITURAS

 

SUGESTÕES DE LEITURAS

 

01- Os 7 pilares da saúde alimentar: Aprenda a resgatar uma relação saudável com a comida e o corpo por meio da mudança de hábitos 

– Edição padrão, 23 junho 2021

Edição Português  por Sophie Deram  (Autor)

"Quero ajudar você a se empoderar, se reconectar e se apropriar das suas escolhas, parando de agir de forma automatizada e movida por modismos. Assim você terá sucesso na sua transformação e conseguirá chegar à sua melhor versão.” – Sophie Deram

Sophie é uma ativista contra as dietas restritivas e defensora do prazer de comer e do comer consciente.

Ao contrário do que ouvimos quase 24 horas por dia, uma relação saudável com a comida não se constrói com “foco, força e fé” e não tem nada a ver com comer pouco e malhar muito. Isso porque nossa saúde e nosso bem-estar vão muito além do nosso peso corporal e envolvem o equilíbrio de todos os aspectos da vida.

Em seu livro anterior, O peso das dietas, Sophie Deram mostrou por que as dietas restritivas não funcionam e inclusive podem trazer prejuízos à saúde, abrindo caminho para uma relação conturbada com a comida e até para o desenvolvimento de transtornos alimentares.

Em Os 7 pilares da saúde alimentar, ela está de volta, trazendo as reflexões e as ferramentas necessárias para você mudar seus hábitos e fazer as pazes com o peso, o corpo e a comida de uma vez por todas.

Com atividades práticas, sugestões de organização na cozinha e a Roda dos 7 Pilares – um incrível recurso de autoavaliação para ser usado ao longo de todo o processo –, este é um guia indispensável para você se reconectar com a sua sabedoria corporal e retomar as rédeas da própria saúde.

Mais do que uma nova visão sobre a alimentação, esta é uma jornada de autoconhecimento que vai transformar para sempre os aspectos mais importantes da sua vida.

 

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02- O tratamento espiritual da depressão

 

Autor: Anselm Grün

É preciso reconhecer que a depressão é uma lição de vida: o caminho para Deus não passa ao lado dela, mas a perpassa.
Ao nos familiarizarmos e reconciliarmos com ela, se transformará em uma companhia que não nos deixará esquecer que é preciso viver com autenticidade, extrair nossas forças de raízes mais profundas e finalmente nos entregarmos ao amor de Deus.

Sobre o autor:

Autor reconhecido no mundo inteiro por seus inúmeros livros publicados em mais de 28 línguas, o monge beneditino Anselm Grün, da Abadia de Münsterschwarzach (Alemanha), une a capacidade ímpar de falar de coisas profundas com simplicidade e expressar com palavras aquilo que as pessoas experimentam em seu coração. Procurado como palestrante e conselheiro na Alemanha e no estrangeiro, tornou-se ícone da espiritualidade e mestre do autoconhecimento em nossos dias. Tem dezenas de obras publicadas no Brasil.

https://vozes.com.br/oito-dicas-de-leitura-para-cuidar-da-saude-mental/

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SEJA BEM-VINDO AO SB SABENDO BEM!

 


QUINTA-FEIRA,  02 DE FEVEREIRO DE 2023

 

SB SABENDO BEM ESPECIAL     

 

APRESENTAÇÃO DO SENHOR, Festa, Ano A

 

4ª Semana do Tempo Comum

 

SEJA BEM-VINDO!               

 

“Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz; porque meus olhos viram a tua salvação, que preparaste diante de todos os povos: luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel”. (Lc 2,32).

 

DOMINGO, 02 DE FEVEREIRO DE 2023

 


OLÁ! PRA COMEÇO DE CONVERSA...

 


 

A-   OLÁ! PRA COMEÇO DE CONVERSA...

No “Dia da Vida Consagrada”, a liturgia celebra a “Apresentação do Senhor” no Templo de Jerusalém. Esse ícone – que expressa a entrega total de Cristo, desde os primeiros momentos da sua existência terrena, nas mãos do Pai – convida todos os consagrados e consagradas a renovar a sua entrega nas mãos de Deus e a fazer da própria existência um dom de amor, um testemunho comprometido da realidade do Reino, ao serviço do projeto salvador de Deus para os homens e para o mundo.

Hoje, dia 02 de fevereiro, papai Sr. Bruno faz 26 anos do seu falecimento e o Sr. Antônio Pereira, 6 meses da sua morte. Vamos rezar por eles e demais parentes e amigos na Igreja Nossa Senhora da Saúde, Vila Mariana, às 20hs.

Estamos rezando nesta Missa na Paróquia Nossa Senhora da Saúde por nossos familiares, amigos e amigas: Antônio Pereira(6 meses), Bruno Bonadiman (26 anos hoje), Argentina Paula Bonadiman, Olendina(Tia Nené), Tio Severino Toneto, Joel Garcia, Tia Josefina(Fina), Lucila, Maíra Rafaela ,Moacir,  Regiane, Salécio, Tarcísio, Teresa Toneto, familiares da Carmelina, familiares do Zé Maria, (um famíliar da Ana Elza e Zé Maria)familiares da Ozília( um familiar do Ademar e Ozília) demais familiares( tios, tias, primos e primas) e amigos e amigas.

Obs.: Se esqueci de algum ente falecido, você mesmo(a) pode acrescentar....