sexta-feira, 3 de abril de 2026

10- DICAS DE LEITURA SOBRE A RESSURREIÇÃO DE JESUS

 


. "10- DICAS DE LEITURA SOBRE A RESSURREIÇÃO DE JESUS

A ressurreição de Jesus é um tema central na tradição cristã e tem sido explorada em diversos livros ao longo dos séculos. Aqui estão alguns dos livros mais notáveis sobre o assunto:

·         1"A Ressurreição de Jesus: Um Novo Ensaio Histórico" por N.T. Wright

·         2"A Ressurreição de Jesus: Um Estudo do Novo Testamento e uma Defesa Apologética" por Gary R. Habermas e Michael R. Licona

·         3"A Ressurreição de Jesus: Um Debate entre William Lane Craig e Gerd Lüdemann" por William Lane Craig e Gerd Lüdemann

·         4"A Ressurreição: História e Teologia" por Wolfhart Pannenberg

·         5"A Ressurreição de Jesus: Um Estudo Teológico" por Rudolf Bultmann

·         6"Ressurreição: Interpretações Bíblicas e Teológicas" por Dale C. Allison Jr.

·         7"A Ressurreição de Cristo: Uma Investigação Histórica" por Michael R. Licona

·         8"A Ressurreição de Jesus: Uma Perspectiva Judaica" por Pinchas Lapide

·         9"A Ressurreição dos Mortos" por G.E. Ladd

·         10"A Ressurreição de Jesus: Uma Abordagem Sincrética" por Thomas Sheehan

·         11"A Ressurreição de Jesus: Um Estudo Crítico" por Gerd Lüdemann

·         12"A Ressurreição de Jesus: Um Estudo da Fé Cristã Primitiva" por Raymond E. Brown

·         13"A Ressurreição de Jesus: História, Experiência, Teologia" por Gerd Theissen
Esses livros oferecem uma variedade de perspectivas e abordagens sobre a ressurreição de Jesus, desde análises históricas e teológicas até interpretações teológicas e apologeticas. 

·          

https://www.bing.com/search?q=LIVROS+SOBRE+A+RESSURREI%C3%87%C3%83O+DE+JESUS&pc=GD01&form=GDAVST&ptag=3507

14- As provas da Ressurreição de Jesus

A Igreja não tem dúvida em afirmar que a Ressurreição de Jesus foi um evento histórico e transcendente. No §639 o Catecismo afirma: “O mistério da Ressurreição de Cristo é um acontecimento real que teve manifestações historicamente constatadas, como atesta o Novo Testamento. Já S. Paulo escrevia aos Coríntios pelo ano de 56: Eu vos transmiti… o que eu mesmo recebi: Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras. Foi sepultado, ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras. Apareceu a Cefas, e depois aos Doze” (1Cor 15,3-4). O apóstolo fala aqui da viva tradição da Ressurreição, que ficou conhecendo após sua conversão às portas de Damasco. 
O primeiro acontecimento da manhã do Domingo de Páscoa foi a descoberta do sepulcro vazio (cf. Mc 16, 1-8). Ele foi a base de toda a ação e pregação dos Apóstolos e foi muito bem registrada por eles. São João afirma: “O que vimos, ouvimos e as nossas mãos apalparam isto atestamos” (1 Jo 1,1-2). Jesus ressuscitado apareceu a Madalena (Jo 20, 19-23); aos discípulos de Emaús (Lc 24,13-25), aos Apóstolos no Cenáculo, com Tomé ausente (Jo 20,19-23); e depois, com Tomé presente (Jo 20,24-29); no Lago de Genezaré (Jo 21,1-24); no Monte na Galiléia (Mt 28,16-20); segundo S. Paulo “apareceu a mais de 500 pessoas” (1 Cor 15,6) e a Tiago (1 Cor 15,7).

São Paulo atesta que Ele “…ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e foi visto por Cefas, e depois pelos Onze; depois foi visto por mais de quinhentos irmãos duma só vez, dos quais a maioria vive ainda hoje e alguns já adormeceram; depois foi visto por Tiago e, em seguida, por todos os Apóstolos; e, por último, depois de todos foi também visto por mim como por um aborto” (1 Cor 15, 3-8).

“Deus ressuscitou esse Jesus, e disto nós todos somos testemunhas” (At 2, 32), disse São Pedro no dia de Pentecostes. “Saiba com certeza toda a Casa de Israel: Deus o constituiu Senhor (Kýrios) e Cristo, este Jesus a quem vós crucificastes” (At 2, 36). “Cristo morreu e reviveu para ser o Senhor dos mortos e dos vivos” (Rm 14, 9). No Apocalipse, João arremata: “Eu sou o Primeiro e o Último, o Vivente; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos, e tenho as chaves da Morte e da região dos mortos” (Ap 1, 17s).

Toda a pregação dos Discípulos estava centrada na Ressurreição de Jesus. Diante do Sinédrio Pedro dá testemunho da Ressurreição de Jesus (At 4,8-12). Em At 5,30-32 repete. Na casa do centurião romano Cornélio (At 10,34-43), Pedro faz uma síntese do plano de Deus, apresentando a morte e a ressurreição de Jesus como ponto central. S. Paulo em Antioquia da Pisídia faz o mesmo (At 13,17-41).

A presença de Jesus ressuscitado era a manifestação salvífica definitiva de Deus, inaugurando uma nova era na História humana; era a força dos Apóstolos. Jesus ressuscitado caminhou com eles ainda quarenta dias e criou a fé dos discípulos e não estes que criaram a fé no Ressuscitado.

A primeira experiência dos Apóstolos com Jesus ressuscitado, foi marcante e inesquecível: “Jesus se apresentou no meio dos Apóstolos e disse: “A paz esteja convosco!” Tomados de espanto e temor, imaginavam ver um espírito. Mas ele disse: Por que estais perturbados e por que surgem tais dúvidas em vossos corações? Vede minhas mãos e meus pés: sou eu! “Apalpai-me e entendei que um espírito não tem carne nem ossos, como estais vendo que eu tenho”. Dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. E, como, por causa da alegria, não podiam acreditar ainda e permaneciam surpresos, disse-lhes: “Tendes o que comer?” Apresentaram-lhe um pedaço de peixe assado. Tomou-o então e comeu-o diante deles” (Lc 24, 34ss).

Os Apóstolos não acreditavam a principio na Ressurreição do Mestre. Amedrontados, julgavam ver um fantasma, Jesus pede que o apalpem e verifiquem que tem carne e ossos. Nada disto foi uma alucinação, nem miragem, nem delírio, nem mentira, e nem fraude dos Apóstolos, pessoas muito realistas que duvidaram a principio da Ressurreição do Mestre. A custo se convenceram. O próprio Cristo teve que falar a Tomé: “Apalpai e vede: os fantasmas não têm carne e osso como me vedes possuir” (Lc 24,39). Os discípulos de Emaús estavam decepcionados porque “nós esperávamos que fosse Ele quem restaurasse Israel” (Lc 24, 21).

Estes depoimentos “de primeira hora”, concebidos e transmitidos pelos discípulos imediatos do Senhor, são argumentos suficientes para dissolver qualquer teoria que quisesse negar a ressurreição corporal de Cristo, ou falar dela como fraude. Esta fé não surgiu “mais tarde”, como querem alguns, na história das primeiras comunidades cristãs, mas é o resultado da missão de Cristo acompanhada dia a dia pelos Apóstolos.

Com os Apóstolos aconteceu o processo exatamente inverso do que se dá com os visionários. Estes, no começo, ficam muito convencidos e são entusiastas, e pouco a pouco começam a duvidar da visão. Já com os discípulos de Jesus, ao contrário, no princípio duvidam. Não creem em seguida na Ressurreição. Tomé duvida de tudo e de todos e quer tocar o corpo de Cristo ressuscitado. Assim eram aqueles homens: simples, concretos, realistas. A maioria era pescador, não eram nem visionários nem místicos. Um grupo de pessoas abatidas, aterrorizadas após a morte de Jesus. Nunca chegariam por eles mesmos a um auto-convencimento da Ressurreição de Jesus. Na verdade, renderam-se a uma experiência concreta e inequívoca.

Impressiona também o fato de que os Evangelhos narram que as primeiras pessoas que viram Cristo ressuscitado são as mulheres que correram ao sepulcro. Isto é uma mostra clara da historicidade da Ressurreição de Jesus; pois as mulheres, na sociedade judaica da época, eram consideradas testemunhas sem credibilidade já que não podiam apresentar-se ante um tribunal. Ora, se os Apóstolos, como afirmam alguns, queriam inventar uma nova religião, por que, então, teriam escolhido testemunhas tão pouco confiáveis pelos judeus? Se os evangelistas estivessem preocupados em “provar” ao mundo a Ressurreição de Jesus, jamais teriam colocado mulheres como testemunhas.

Os chefes dos judeus tomaram consciência do significado da Ressurreição de Jesus, e, por isso, resolveram apaga-la: “Deram aos soldados uma vultosa quantia de dinheiro, recomendando: “Dizei que os seus discípulos vieram de noite, enquanto dormíeis, e roubaram o cadáver de Jesus. Se isto chegar aos ouvidos do Governador, nós o convenceremos, e vos deixaremos sem complicação”. Eles tomaram o dinheiro e agiram de acordo com as instruções recebidas. E espalhou-se esta história entre os judeus até o dia de hoje” (Mt 28, 12-15). A ressurreição corporal de Jesus era professada tranquilamente pela Igreja nascente, sem que os judeus ou outros adversários a pudessem apontar como fraude ou alucinação.

Os Apóstolos só podiam acreditar na Ressurreição de Jesus pela evidência dos fatos, pois não estavam predispostos a admiti-la; ao contrário, haviam perdido todo ânimo quando viram o Mestre preso e condenado; também para eles a ressurreição foi uma surpresa.

Eles não tinham disposições psicológicas para “inventar” a notícia da ressurreição de Jesus ou para forjar tal evento. Eles ainda estavam impregnados das concepções de um messianismo nacionalista e político, e caíram quando viram o Mestre preso e aparentemente fracassado; fugiram para não ser presos eles mesmos (Cf. Mt 26, 31s); Pedro renegou o Senhor (cf. Mt 26, 33-35). O conceito de um Deus morto e ressuscitado na carne humana era totalmente alheio à mentalidade dos judeus.

E a pregação dos Apóstolos era severamente controlada pelos judeus, de tal modo que qualquer mentira deles seria imediatamente denunciada pelos membros do Sinédrio (tribunal dos judeus). Se a ressurreição de Jesus, pregada pelos Apóstolos não fosse real, se fosse fraude, os judeus a teriam desmentido, mas eles nunca puderam fazer isto.

Jesus morreu de verdade, inclusive com o lado perfurado pela lança do soldado. É ridícula a teoria de que Jesus estivesse apenas adormecido na Cruz.

Os vinte longos séculos do Cristianismo, repletos de êxito e de glória, foram baseados na verdade da Ressurreição de Jesus. Afirmar que o Cristianismo nasceu e cresceu em cima de uma mentira e fraude seria supor um milagre ainda maior do que a própria Ressurreição do Senhor.

Será que em nome de uma fantasia, de um mito, de uma miragem, milhares de fiéis enfrentariam a morte diante da perseguição romana? É claro que não. Será que em nome de um mito, multidões iriam para o deserto para viver uma vida de penitência e oração? Será que em nome de um mito, durante já dois mil anos, multidões de homens e mulheres abdicaram de construir família para servir ao Senhor ressuscitado? Será que uma alucinação poderia transformar o mundo? Será que uma fantasia poderia fazer esta Igreja sobreviver por 2000 anos, vencendo todas as perseguições (Império Romano, heresias, nazismo, comunismo, racionalismo, positivismo, iluminismo, ateísmo, etc.)? Será que uma alucinação poderia ser a base da religião que hoje tem mais adeptos no mundo (2 bilhões de cristãos)? Será que uma alucinação poderia ter salvado e construído a civilização ocidental depois da queda de Roma? Isto mostra que o testemunho dos Apóstolos sobre a Ressurreição de Jesus era convincente e arrastava, como hoje.

Na verdade, a grandeza do Cristianismo requer uma base mais sólida do que a fraude ou a debilidade mental. É muito mais lógico crer na Ressurreição de Jesus do que explicar a potência do Cristianismo por uma fantasia de gente desonesta ou alucinada. Como pode uma fantasia atravessar dois mil anos de história, com 266 Papas, 21 Concílios Ecumênicos, e hoje com cerca de 4 mil bispos e 416 mil sacerdotes? E não se trata de gente ignorante ou alienada; muito ao contrário, são universitários, mestres, doutores.

Prof. Felipe Aquino

https://loja.cleofas.com.br/as-provas-da-ressurreicao-de-jesuse não está aqui, pois ressuscitou!"

Que o milagre da vida e o amor de Cristo transbordem no seu coração nesta Páscoa. Páscoa é passagem, é vida nova.

Que a luz do Senhor guie seus caminhos e traga paz infinita para sua vida. Páscoa é a vitória da vida sobre a morte. Que a ressurreição de Cristo seja o lembrete diário de que nenhum túmulo pode segurar as promessas de Deus para a sua vida.

Que o amor de Jesus, que se entregou por nós, floresça em seu coração. Que nesta Páscoa você sinta a presença renovadora do Espírito Santo em cada detalhe do seu dia.

 Celebrar a Páscoa é celebrar a esperança. Que a luz que emanou do sepulcro vazio ilumine seus caminhos e afaste qualquer escuridão.

Uma Páscoa abençoada!

quarta-feira, 1 de abril de 2026

BEM-VINDOS AO SB SABENDO BEM DE 04 DE ABRIL DE 2026- VIGÍLIA PASCAL-FELIZ PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO COM O RESSUSCITADO!




                           A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina. (I Coríntios 1, 18).QUINTA

(Ano A/Branco) VIGÍLIA PASCAL 4 de abril de 2026

SOLENE VIGÍLIA PASCAL DA RESSURREIÇÃO DO SENHOR

EXULTE OS ANJOS TRIUNFANTES: O SENHOR RESSUSCITOU! 


                            CRISTO ESTÁ VIVO! ELE RESSUSCITOU!

ALELUIA! ALELUIA! ALELUIA!


Cantos para missa: VIGÍLIA PASCAL DA NOITE SANTA , ANO A. 2026

https://youtu.be/JjqX6qTOmF8?si=EZmBsT-o0OWUmPyC

SB SABENDO BEM DE 04 DE  ABRIL DE 2026 INFORMA:

Caro(a) Leitor(a) amigo(a):

O meu abraço fraterno e uma ABENÇOADA PÁSCOA!

ACESSE SEMPRE O BLOG: sbsabendobem.blogspot.com e divulgue aos seus amigos, conhecidos e contatos nas redes sociais. Comente, faça sugestões. Agradeço,

ESCREVA PARA sbsabendobem@gmail.com

BEM-VINDA! BEM-VINDO!

BEM-VINDO(A) AO SB SABENDO BEM DO SÁBADO SANTO

 

BEM-VINDO(A) AO SB SABENDO BEM DO SÁBADO SANTO

Orientações

 

- Preparar fora da igreja e fazer uma fogueira. Levar o Círio Pascal e velas para o povo. Enquanto a fogueira é acesa e o povo vai chegando, cantar alguns refrãos: nº 09; 23; 27; 32; 40. Se possível, a igreja fica com as luzes apagadas. Preparar recipiente para a bênção da água.

1. SAUDAÇÃO (MR, p. 275)

P. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. T. Amém. P. O Senhor esteja convosco. T. Ele está no meio de nós.

P. Meus irmãos e minhas irmãs. Nesta noite santíssima, em que nosso Senhor Jesus Cristo passou da morte à vida, a Igreja convida os seus filhos dispersos por toda a terra a se reunirem em vigília e oração. Se comemorarmos a Páscoa do Senhor ouvindo sua palavra e celebrando seus mistérios, podemos ter a firme esperança de participar do seu triunfo sobre a morte e de sua vida em Deus.

2. BÊNÇÃO DO FOGO

P. Oremos: (silêncio) Ó Deus, que pelo vosso Filho trouxestes o clarão da vossa luz àqueles que creem, santificai + este fogo novo. Concedei que a festa da Páscoa acenda em nós tal desejo do céu, que possamos chegar purificados à festa da luz eterna. Por Cristo, nosso Senhor. T. Amém.

 Prepara-se o Círio Pascal: P. Cristo ontem e hoje – Princípio e Fim – Alfa e Ômega – a Ele o tempo – e a eternidade – a glória e o poder – pelos séculos sem fim. T. Amém. P. Por suas santas chagas + suas chagas gloriosas + o Cristo Senhor + nos proteja e nos guarde. T. Amém.

Acende-se o Círio no Fogo Novo:

P. A luz do Cristo que ressuscita resplandecente dissipe as trevas de nosso coração e nossa mente.

3. PROCISSÃO

O diácono (ou quem preside) toma o Círio nas mãos, se dirige para a Igreja, cujas lâmpadas estão apagadas. Tendo à frente o incenso, canta três vezes durante a procissão, enquanto as pessoas vão acendendo as velas:

P. Eis a luz de Cristo! T. Demos graças a Deus!

4. PROCLAMAÇÃO DA PÁSCOA (L.: MR | M.: Gregoriano | Adapt.: Pe. José Weber, SVD)

Se um cantor leigo proclama a Páscoa, omite-se o que está entre parênteses:

Exulte o céu, e os anjos triunfantes, / mensageiros de Deus, desçam cantando; / façam soar trombetas fulgurantes, / a vitória de um Rei anunciando. // Alegre-se também a terra amiga, / que em meio a tantas luzes resplandece; / e, vendo dissipar-se a treva antiga, / ao sol do eterno Rei brilha e se aquece. // Que a mãe Igreja alegre-se igualmente, / erguendo as velas deste fogo novo, / e escute, reboando de repente, / o júbilo cantado pelo povo. (E vós, que estais aqui, irmãos queridos, / em torno desta chama reluzente, / erguei os corações e, assim unidos, / invoquemos a Deus onipotente. // Ele, que por seus dons nada reclama, / quis que entre os seus levitas me encontrasse: / para cantar a glória desta chama, / de sua luz um raio me traspasse! O Senhor esteja convosco! Ele está no meio de nós.) Corações ao alto. O nosso coração está em Deus. Demos graças ao Senhor, nosso Deus. É nosso dever e nossa salvação.

1. Sim, verdadeiramente é bom e justo / cantar ao Pai de todo o coração, / e celebrar seu Filho Jesus Cristo, / tornado para nós um novo Adão.//Foi ele quem pagou do outro a culpa, / quando por nós à morte se entregou: / para apagar o antigo documento, / na cruz todo o seu sangue derramou. // Pois eis agora a Páscoa, nossa festa, / em que o real Cordeiro se imolou: / marcando nossas portas, nossas almas, / com seu divino sangue nos salvou. Jesus Cristo é nossa Páscoa, / o Cordeiro Imolado,/ que foi morto e ressurgiu!

2. Esta é, Senhor, a noite em que do Egito / retirastes os filhos de Israel, / transpondo o Mar Vermelho a pé enxuto, / rumo à terra onde correm leite e mel. // Ó noite em que a coluna luminosa / as trevas do pecado dissipou, / e aos que creem no Cristo em toda a terra / em novo povo eleito congregou! // Ó noite em que Jesus rompeu o inferno, / ao ressurgir da morte vencedor: / de que nos valeria ter nascido, / se não nos resgatasse em seu amor?

3. Ó Deus, quão estupenda caridade / vemos no vosso gesto fulgurar: / não hesitais em dar o próprio Filho, / para a culpa dos servos resgatar. // Ó pecado de Adão indispensável, / pois o Cristo o dissolve em seu amor; / ó culpa tão feliz que há merecido / a graça de um tão grande Redentor! // Só tu, noite feliz, soubeste a hora / em que o Cristo da morte ressurgia; / e é por isso que de ti foi escrito: / A noite será luz para o meu dia!

4. Pois esta noite lava todo crime, / liberta o pecador dos seus grilhões; / dissipa o ódio e dobra os poderosos, / enche de luz e paz os corações. // Ó noite de alegria verdadeira, / que prostra o Faraó e ergue os hebreus, / que une de novo ao céu a terra inteira, / pondo na treva humana a luz de Deus. // Na graça desta noite o vosso povo / acende um sacrifício de louvor; / acolhei, ó Pai santo, o fogo novo: / não perde, ao dividir-se, o seu fulgor.

5. Cera virgem de abelha generosa, / ao Cristo ressurgido trouxe a luz: / eis de novo a coluna luminosa, / que o vosso povo para o céu conduz. // O círio que acendeu as nossas velas / possa esta noite toda fulgurar; / misture sua luz à das estrelas, / cintile quando o dia despontar. // Que ele possa agradar-vos como o Filho, / que triunfou da morte e venceu o mal: / Deus, que a todos acende no seu brilho, / e um dia voltará, sol triunfal. Jesus Cristo é nossa Páscoa, / o Cordeiro Imolado, / que foi morto e ressurgiu! / Amém!

 

03. LITURGIA DA PALAVRA

 

 

03. LITURGIA DA PALAVRA

C. Meus irmãos e minhas irmãs, tendo iniciado solenemente esta vigília, ouçamos agora, no silêncio do coração, a Palavra de Deus. Meditemos como Ele salvou outrora o seu povo e, nestes últimos tempos, enviou seu Filho como Redentor. Peçamos que o nosso Deus leve à plenitude da redenção esta obra pascal de salvação.

PRIMEIRA LEITURA: Gn 1,1.26-31a (forma breve) L.1 Leitura do Livro do Gênesis. SALMO RESPONSORIAL: 103(104) Refrão: Enviai o vosso Espírito, Senhor, e da terra toda a face renovai.

ORAÇÃO (de pé) D. Ó Deus, admirável na criação do ser humano, e mais ainda na sua redenção, dai-nos a sabedoria de resistir às atrações do pecado e chegar à eterna alegria. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

SEGUNDA LEITURA: Gn 22,1-18 (ou a forma breve) L.2 Leitura do Livro do Gênesis. SALMO RESPONSORIAL: 15(16) Refrão: Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!

 ORAÇÃO (de pé) D. Ó Deus, Pai de todos os fiéis, vós multiplicais por toda a terra os filhos da vossa promessa derramando sobre eles a graça da adoção e, pelo sacramento pascal, tornais o vosso servo Abraão pai de todos as nações, como lhe tínheis prometido. Concedei, portanto, a todos os povos a graça de responder ao vosso chamado. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

TERCEIRA LEITURA: Ex 14,15–15,1 L.3 Leitura do Livro do Êxodo. SALMO RESPONSORIAL: Ex 15 Refrão: Cantemos ao Senhor que fez brilhar a sua glória!

ORAÇÃO (de pé) D. Ó Deus, vemos brilhar ainda em nossos dias as vossas antigas maravilhas. Como manifestastes outrora o vosso poder, libertando um só povo da perseguição do Faraó, realizais agora a salvação de todas as nações nas águas do Batismo. Concedei a todos os povos da terra tornarem-se filhos de Abraão e participantes da dignidade do povo eleito. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

QUARTA LEITURA: Is 54,5-14 (opcional) L.4 Leitura do Livro do Profeta Isaías. SALMO RESPONSORIAL: 29(30) Refrão: Eu vos exalto, ó Senhor, porque vós me livrastes!

ORAÇÃO (de pé) D. Deus eterno e todo-poderoso, para a glória do vosso nome, multiplicai o que prometestes aos nossos pais por causa da sua fé e aumentai pela adoção divina os filhos da promessa. Possa a Igreja reconhecer que já se realizou em grande parte a promessa da qual os santos Patriarcas jamais duvidaram. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

QUINTA LEITURA: Is 55,1-11 L.5 Leitura do Livro do Profeta Isaías. SALMO RESPONSORIAL: Is 12 Refrão: Com alegria bebereis do manancial da salvação. ORAÇÃO (de pé) D. Deus eterno e todo-poderoso, única esperança do mundo, pela voz dos profetas anunciastes os mistérios que hoje se realizam. Aumentai benigno o fervor do vosso povo, pois nenhum dos vossos filhos poderá progredir na virtude sem o auxílio da vossa graça. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

SEXTA LEITURA: Br 3,9-15.32–4,4 (opcional) L.6 Leitura do Livro do Profeta Baruc

SALMO RESPONSORIAL: 18B(19) Refrão: Senhor, tens palavras de vida eterna. ORAÇÃO (de pé) D. Ó Deus, que fazeis a vossa Igreja crescer sempre mais chamando para ela todos os povos, guardai sob a vossa contínua proteção os que purificais na água do Batismo. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

SÉTIMA LEITURA: Ez 36,16-17a.18-28 L.7 Leitura da Profecia de Ezequiel. SALMO RESPONSORIAL: 41(42) Refrão: A minh'alma tem sede de Deus.

ORAÇÃO (de pé) D. Ó Deus, força imutável e luz que não se apaga, olhai com bondade o mistério de toda a vossa Igreja e conduzi pelos caminhos da paz a obra da salvação, que concebestes desde toda a eternidade. O mundo todo veja e experimente que se levanta o que estava caído, que o velho se torna novo e tudo volta à integridade primitiva, por Cristo, princípio de todas as coisas. Ele, que vive e reina pelos séculos dos séculos. Amém.

04. HINO DE LOUVOR

 C. Após termos ouvido as leituras do Antigo Testamento, entoaremos o hino de louvor. Deus iluminou esta noite santa com a ressurreição do seu Filho Jesus. Cantemos: Glória a Deus... n° 253 - Tocar sinos; forrar o Altar; trazer flores; descobrir as imagens e acender as luzes.

05. ORAÇÃO D. Ó Deus, que iluminais esta noite santa com a glória da ressurreição do Senhor, despertai na vossa Igreja o espírito filial para que, inteiramente renovados, vos sirvamos de todo o coração. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.

CARTA: Rm 6,3-11 L.8 Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos. SALMO RESPONSORIAL: 117 (118) Refrão: Aleluia, Aleluia, Aleluia.

- Este Salmo substitui o canto de Aclamação ao Evangelho. Pode-se cantar a versão do Lecionário ou n° 823 ou 824 do livro de cantos. Ao Evangelho não se levam velas, mas só o incenso, se tiver.

 EVANGELHO: Mt 28,1-10 Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

P. O Senhor esteja convosco. T. Ele está no meio de nós.

P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. T. Glória a vós, Senhor.

1 Depois do sábado, ao amanhecer do primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro. 2 De repente, houve um grande tremor de terra: o anjo do Senhor desceu do céu e, aproximando-se, retirou a pedra e sentou-se nela. 3 Sua aparência era como um relâmpago, e suas vestes eram brancas como a neve. 4 Os guardas ficaram com tanto medo do anjo, que tremeram, e ficaram como mortos. 5 Então o anjo disse às mulheres: “Não tenhais medo! Sei que procurais Jesus, que foi crucificado. 6 Ele não está aqui! Ressuscitou, como havia dito! Vinde ver o lugar em que ele estava. 7 Ide depressa contar aos discípulos que ele ressuscitou dos mortos, e que vai à vossa frente para a Galileia. Lá vós o vereis. É o que tenho a dizer-vos”. 8 As mulheres partiram depressa do sepulcro. Estavam com medo, mas correram com grande alegria, para dar a notícia aos discípulos. 9 De repente, Jesus foi ao encontro delas, e disse: “Alegrai-vos!” As mulheres aproximaram-se, e prostraram-se diante de Jesus, abraçando seus pés. 10Então Jesus disse a elas: “Não tenhais medo. Ide anunciar aos meus irmãos que se dirijam para a Galiléia. Lá eles me verão”.

 

– Palavra da salvação. T. Glória a vós, Senhor

06- HOMILIA- 4 de abril – VIGÍLIA PASCAL (LASR)* Se o túmulo está vazio, o motivo é nosso coração estar cheio Por Luiz Alexandre Solano Rossi*; Pe. Francisco Cornélio Freire Rodrigues**

 

06- HOMILIA- 4 de abril – VIGÍLIA PASCAL (LASR)*

Se o túmulo está vazio, o motivo é nosso coração estar cheio

Por Luiz Alexandre Solano Rossi*; Pe. Francisco Cornélio Freire Rodrigues**

 

I. INTRODUÇÃO GERAL

A Vigília Pascal constitui o âmago de todo o ano litúrgico. Ela pode ser considerada a mãe de todas as vigílias, e, por isso mesmo, é fundamental que todos participem dela e vivam essa experiência. A vigília começa após o pôr do sol, no sábado santo, fora da igreja, onde o fogo é abençoado pelo celebrante. Esse fogo simboliza o esplendor do Cristo ressuscitado dissipando as trevas do pecado e da morte. Apresentamo-nos como discípulos do Ressuscitado com uma única palavra nos lábios – “Eis-me aqui” – e com a disposição para seguir o mesmo caminho trilhado por ele. Da escuridão nascerá a luz de Cristo. Jamais nossos caminhos serão marcados pela escuridão. Nele e por causa dele, a luz brilhará eternamente em nosso coração, a fim de que possamos também iluminar a vida daqueles que nos cercam. A Vigília Pascal se divide em quatro momentos: 1) liturgia da luz – o fogo é abençoado e torna-se novo para nós. Acende-se o círio pascal, o mesmo fogo que guiou o povo do Antigo Testamento na caminhada rumo à Terra Prometida; 2) liturgia da Palavra – todas as leituras e salmos recordam a ação de Deus no meio do seu povo. Pela proclamação da Palavra, a morte foi vencida, tudo se fez novo, e agora só há luz e vida; 3) liturgia batismal – os novos cristãos são acolhidos pela comunidade. Todos os santos são invocados para interceder por aqueles que serão batizados, e estes professarão a fé; há a renovação das promessas batismais daqueles que já receberam o sacramento. Sendo assim, todos são batizados pela ressurreição de Jesus; 4) liturgia eucarística – o Cristo proclamado na Palavra como Ressuscitado é o mesmo da Eucaristia. A Palavra e a Eucaristia são alimentos essenciais para a vida dos batizados

.

II. COMENTÁRIOS AOS TEXTOS BÍBLICOS

(Os comentários abaixo referem-se apenas a duas das oito possíveis leituras para a vigília)

 

1. I leitura (Gn 22,1-18)

Levantar-se cedo indica a prontidão de Abraão e seu desejo de obedecer. Diante do chamado, ele responde prontamente: ”Eis-me aqui!” (v. 1). Estou presente! Eu não fujo! É a expressão de quem assume o projeto divino. Resposta de quem é chamado por Deus para uma missão. Diante do Deus que chama, não cabe qualquer outra resposta que não seja “eis-me aqui”. Quando o profeta Isaías foi chamado, sua resposta foi semelhante. Quando Deus nos chama, não há outra possibilidade válida a não ser nos apresentarmos diante dele. Isso não depende absolutamente de nossa boa vontade, se desejamos ou não, se estamos dispostos ou tomados pela preguiça, se temos talentos ou nos achamos incapazes de servir. Absolutamente não! Ao ouvirmos a voz de Deus nos chamar, cabe-nos ouvir atentamente e, com espírito de servos, seguir os passos a nós destinados.

Um dos muitos nomes pelos quais Deus pode ser conhecido é Providência. Em meio a tantas lutas e desafios que enfrentamos diariamente, cabe-nos ter a plena certeza de que Javé é o Deus de toda a providência. Diante dos temores de que alguma coisa nos falte, cabe-nos recuperar a mensagem de Abraão e meditar nela. Ele, num momento marcado pela angústia e pela incerteza, pela contradição e por um desafio enorme, levanta os olhos (v. 13). Não permanece com os olhos presos ao chão e a respostas humanas. Levanta os olhos como se estivesse à procura de uma saída e, ao fazê-lo, enxerga a resposta. Seus olhos encontram a resposta dada por Deus. Este já havia providenciado tudo quanto era necessário para resolver os maiores temores de Abraão. O patriarca já havia experimentado a presença do Deus peregrino, do Deus todo-poderoso, do Deus do impossível, e, agora, o Deus da providência estava bem à sua frente. É importante saber e reconhecer que o Deus da providência conhece cada uma das nossas necessidades e, mais do que isso, caminha alguns passos à nossa frente. Não estamos à mercê das contradições deste mundo. Podemos ter a plena certeza de que o Deus que caminha ao nosso lado providencia as soluções necessárias e definitivas. A experiência de Abraão foi tão significativa, que o lugar ficou conhecido como aquele em que Deus providenciou a resposta (v. 14). O povo de Deus, quando no deserto, experimentou de muitas maneiras a Providência divina. Possivelmente a história da providência de Deus, alimentando-os com o maná, tenha se refletido na maneira de viverem. Contudo, tanto a história do maná quanto muitas outras existentes na Bíblia são relatos distantes de cada um de nós. Precisamos perguntar sobre nossas próprias experiências! Afinal, o Deus da providência é o mesmo ontem, hoje e será para sempre! Às vezes, no entanto, é tão difícil confiar na Providência de Deus. A exemplo de Abraão, cabe-nos aprender que ser dependentes de Deus não representa nenhum contratempo, porque ele sempre há de se manifestar como o “Deus da providência”.

 

2. II leitura (Is 55,1-11)

A leitura traz um oráculo dirigido aos pobres. A situação deles é por demais crítica, pois carecem de alimentos básicos para a sobrevivência. A vida deles se encontra ameaçada. Correm, na verdade, o risco de morrer antes do tempo. Morrerão não porque seja vontade de Deus ou porque não tenham nenhum projeto de vida pelo qual valha a pena lutar. A morte se aproxima deles por mãos de outros: dos injustos e violentos que os ameaçam e, com isso, agridem a imagem de Deus neles. Encontramos no texto interessante releitura da tradição davídica, ao afirmar a dimensão comunitária da aliança; ou seja, Deus faz aliança diretamente com o povo. Nesse sentido, o poder, que nas mãos dos reis era geralmente utilizado para oprimir o povo mediante a cobrança de impostos, é, agora, entregue à comunidade a fim de que viva a prática da justiça e do direito.

 

3. Evangelho (Mt 28,1-10)

Se o Império Romano produz morte, a ação de Deus produz vida. Há completa desestabilização e inversão de papéis no relato do Evangelho: Jesus é ressuscitado e os guardas que cuidavam do túmulo “ficaram como mortos” (v. 4). Grande alegria invade as mulheres ao receberem a mensagem do anjo. Elas são as primeiras testemunhas da ressurreição. São as protagonistas do maior e mais fundamental evento da vida cristã. As mulheres discípulas fazem o primeiro anúncio. Pode-se até mesmo dizer que são as mulheres que evangelizam os discípulos nesse momento. Cumpre observar que o conteúdo da mensagem que elas anunciarão é, como o próprio anjo identifica, “Jesus, o crucificado” (v. 5). Nesse caso, a ressurreição é um dos sinais principais de que a violência do império contra Jesus e contra todos os pobres jamais terá a última palavra. Anunciar que Jesus, o Crucificado, ressuscitou é uma mensagem contracultural.

Enquanto as mulheres correm em direção aos discípulos, Jesus lhes aparece e sua primeira palavra como ressuscitado é: “Alegrem-se” (v. 9). Ressurreição é sinônimo de alegria. A morte foi vencida e, por isso, é necessário vibrar de alegria. O império da morte e da violência foi vencido, alegrem-se. O projeto de justiça, fraternidade e misericórdia de Jesus está vivíssimo, alegrem-se. Vida e alegria aproximam-se de tal forma em Jesus, que ficamos surpresos. Viver com alegria mesmo em meio à violência do império – de ontem e de hoje – é consequência do Ressuscitado entre nós. A ressurreição implica, dessa forma, repensar a vida desde o avesso, ou desde o contrário; representa resistência em meio à violência, alegria em meio à tristeza, protagonismo em meio à sujeição.

 

III. PISTAS PARA REFLEXÃO

1) Talvez possamos absorver a real intensidade da experiência abraâmica alterando os termos que ali aparecem para sentir o forte impacto das palavras: retiremos, por alguns momentos, o nome de Abraão e insiramos nosso próprio nome. Conseguimos notar a diferença? Como responderíamos? Saibamos que Deus não se confunde, muito menos nos confunde. Ele nos chama pelo nome a fim de vivermos intensamente seu projeto. O princípio é bem claro: o chamado é sempre individual. Dessa forma, algumas perguntas se fazem urgentes: O que o Senhor quer de nós? Como podemos ser úteis para sua missão e para seu projeto de transformação deste mundo?

2) A presença do Cristo ressurrecto em nós tem a capacidade de nos libertar ou nos guardar do marasmo. Somente a força da ressurreição pode interromper os passos dados nos descaminhos da vida. Nele podemos repensar a vida, os caminhos, os projetos e a maneira de vivermos como discípulos. Basta tão somente dizermos: “Eis-nos aqui, Mestre”.

 

Luiz Alexandre Solano Rossi*; Pe. Francisco Cornélio Freire Rodrigues**

*é doutor em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo (Umesp) e pós-doutor em História Antiga pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e em Teologia pelo Fuller Theological Seminary (Califórnia, EUA). É professor no programa de mestrado e doutorado em Teologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e no Centro Universitário Internacional (Uninter).
**é presbítero da diocese de Mossoró-RN. Possui mestrado em Teologia Bíblica pela Pontificia Università San Tommaso D’Aquino – Angelicum (Roma). É licenciado em Filosofia pelo Instituto Salesiano de Filosofia – Insaf (Recife) e bacharel em Teologia pelo Ateneo Pontificio Regina Apostolorum (Roma). Professor na Faculdade Católica do Rio Grande do Norte (Mossoró-RN), é autor do roteiro do 4º Domingo da Páscoa
.

https://www.vidapastoral.com.br/roteiros/4-de-abril-vigilia-pascal-lasr/

07. LITURGIA BATISMAL

 

07. LITURGIA BATISMAL

 LADAINHA DE TODOS OS SANTOS (MR, p. 299)

 • Senhor, tende piedade de nós. T. Senhor, tende piedade de nós. • Cristo, tende piedade de nós! T. Cristo, tende piedade de nós. • Senhor, tende piedade de nós. T. Senhor, tende piedade de nós. • Santa Maria, Mãe de Deus T. Rogai por nós. • S. Miguel, • Santos Anjos de Deus; • S. João Batista; • S. José; • S. Pedro e S. Paulo; • S. André; • S. João; • S. Maria Madalena; • S. Estevão; • S. Inácio de Antioquia; • S. Lourenço; • S. Perpétua e S. Felicidade; • S. Inês; • S. Gregório; • S. Agostinho; • S. Atanásio; • S. Basílio; • S. Martinho; • S. Bento; • S. Francisco e S. Domingos; • S. Francisco Xavier; • S. João Maria Vianney; • S. José de Anchieta; • S. Antônio de Sant'Anna Galvão; • S. Catarina de Sena; • S. Teresa de Jesus; • S. Paulina; • Beato Mariano De La Mata. • Beata Assunta Marchetti • Todos os Santos e Santas de Deus. • Sede-nos propício; T. Livrai-nos, Senhor. • De todo mal; • De todo pecado; • Da morte eterna; • Pela vossa encarnação; • Pela vossa morte e ressurreição; • Pela efusão do Espírito Santo; • Apesar de nossos pecados. T. Ouvi-nos, Senhor. Se houver batismo: • Para que vos digneis dar a nova vida aos que chamastes ao batismo, T. Ouvi-nos, Senhor. Se não houver batismo: • Para que santifiqueis com a vossa graça esta fonte, onde renascerão os vossos filhos, T. Ouvi-nos, Senhor. • Jesus, Filho do Deus vivo, • Cristo, ouvi-nos. T. Cristo, ouvi-nos. • Cristo, atendei-nos. T. Cristo, atendei-nos.

 BÊNÇÃO DA ÁGUA

RENOVAÇÃO DAS PROMESSAS DO BATISMO (Todos, de pé, acendem as velas)

 P. Meus irmãos e minhas irmãs, pelo mistério pascal fomos no batismo sepultados com Cristo para vivermos com ele uma vida nova. Por isso, terminados os exercícios da Quaresma, renovemos as promessas do nosso batismo, pelas quais já renunciamos a Satanás e suas obras, e prometemos servir a Deus na Santa Igreja Católica. Portanto: Renunciais ao pecado para viver na liberdade dos filhos de Deus? T. Renuncio.

P. Renunciais a tudo que causa desunião para viver como irmãos e irmãs e para que o pecado não domine sobre vós? T. Renuncio.

P. Renunciais ao demônio, autor e princípio do pecado, para seguir Jesus Cristo? T. Renuncio.

P. Credes em Deus, Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra? T. Creio.

 P. Credes em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, que nasceu da Virgem Maria, padeceu e foi sepultado, ressuscitou dos mortos e está sentado à direita do Pai? T. Creio.

P. Credes no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na comunhão dos Santos, na remissão dos pecados, na ressurreição dos mortos e na vida eterna? T. Creio.

P. O Deus todo-poderoso, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, nos fez renascer pela água e pelo Espírito Santo e nos concedeu o perdão dos pecados, ele nos guarde em sua graça para a vida eterna, em Cristo Jesus, nosso Senhor. T. Amém. (Apagam-se as velas e asperge-se a assembleia com a água benta.)

 

BÊNÇÃO DA ÁGUA (L.: Ione Buyst | M.: DR) Banhados em Cristo, somos uma nova criatura. / As coisas antigas já se / passaram / somos nascidos de novo./ Aleluia, aleluia, aleluia! (bis)

08. PRECES DA COMUNIDADE

 

08. PRECES DA COMUNIDADE

P. Nesta noite santa, em que Jesus ressuscitou, roguemos ao Pai que nos faça participar da vitória de seu Filho e da vida divina que sua Páscoa nos mereceu.

 T. Dai-nos vida plena, Senhor!

1. Pai Santo, conduzi a Igreja de São Paulo, seguindo os passos do Ressuscitado.

 2. Pai Santo, dissipai as trevas do mundo com a luz do Ressuscitado.

3. Pai Santo, fortalecei os fracos na fé com a força do Ressuscitado.

4. Pai Santo, sustentai as nossas vidas com a força do Ressuscitado.

5. Pai Santo, dai-nos viver a alegria pascal por Cristo ressuscitado. (outras intenções da comunidade)

P. Acolhei, Pai misericordioso, as súplicas da tua Igreja ao celebrar a Páscoa do teu Filho, que contigo vive e reina para sempre. T. Amém.

LITURGIA EUCARÍSTICA

 

 

LITURGIA EUCARÍSTICA

 

9- APRESENTAÇÃO DAS OFERENDAS

(L.: Pe. Almery Bezerra | M.: O Filii et Filliae)

Aleluia, aleluia, aleluia!

1. Nós ofertamos, irmãos, ao Senhor / uma hóstia pura, em seu louvor. / E cantaremos com todo ardor. Aleluia!

2. Recebe, ó Pai, esta nossa oblação, / de nossas faltas concede o perdão, / por Jesus Cristo, que é nosso irmão. Aleluia!

3. As nossas penas, o nosso labor, / nossa alegria e nosso amor. / Por Jesus Cristo, recebe, Senhor. Aleluia.

4. As nossas almas santificarás, / os nossos corpos ressuscitarás, / por Jesus Cristo nos transformarás. Aleluia

 

Outras Sugestões de músicas:

Mãos na terra( Estar em tuas mãos) 1844;

Quando o Trigo Amadurece

 

ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS

P. Orai, irmãos e irmãs... T. Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para nosso bem e de toda a sua santa Igreja. P. Acolhei, Senhor , com estas oferendas as preces do vosso povo, e fazei que o sacrifício inaugurado no mistério pascal nos sirva, por vossa graça, de remédio para a vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor. T. Amém

 

10. ORAÇÃO EUCARÍSTICA I (Prefácio da Páscoa I, MR, p. 4)

11. RITO DA COMUNHÃO

12. CANTO DE COMUNHÃO

[L. e M.: Série Povo de Deus - a partir de 1Cor 5,7 e Sl 118]

 Celebremos nossa Páscoa na pureza, na verdade: aleluia, aleluia!

1. Dai graças ao Senhor, pois ele é bom! / "Eterna é a sua misericórdia!"

2. A mão direita do Senhor fez maravilhas, / a mão direita do Senhor me levantou!

3. Não morrerei, mas, ao contrário, viverei / para cantar as grandes obras do Senhor.

 4. A pedra que os pedreiros rejeitaram / tornou-se agora a pedra angular.

5. Este é o dia que o Senhor fez para nós / Alegremo-nos e nele exultemos.

Outras Sugestões de músicas:

Antes da morte e ressurreição de Jesus

Prova de amor maior não há

Eu vim para que todos tenham vida

Cristo nossa pascoa foi imolado

 

13. ORAÇÃO APÓS A COMUNHÃO

P. Derramai em nós, Senhor, o Espírito do vosso amor, e fazei que vivam concordes na piedade os que saciastes com os sacramentos pascais. Por Cristo, nosso Senhor. T. Amém.

RITOS FINAIS

 

 

RITOS FINAIS

14. BÊNÇÃO FINAL (MR, p. 312)

P. O Senhor esteja convosco. T. Ele está no meio de nós.

P. Deus todo-poderoso vos abençoe nesta solenidade pascal e vos proteja contra todo pecado. T. Amém.

P. Aquele que vos renova para a vida eterna, pela ressurreição do seu Filho, vos enriqueça com o dom da imortalidade. T. Amém.

P. E vós que, transcorridos os dias da paixão do Senhor, celebrais com júbilo a festa da Páscoa, possais chegar, pela graça de Deus, com o coração exultante, à festa das alegrias eternas. T. Amém.

P. E a bênção de Deus todo-poderoso,Pai e Filho + e Espírito Santo, desça sobre vós e permaneça para sempre. T. Amém.

P. Ide em paz e o Senhor vos acompanhe, aleluia, aleluia. T. Graças a Deus, aleluia, aleluia.

 

15. CANTO FINAL (L.: Regina Caeli | Pe. José Weber, SVD)

 Rainha do céu, alegra-te, aleluia; / o Deus que em ti hás trazido, aleluia; / ressuscitou, como disse, aleluia. / Roga a Deus por nós, aleluia, aleluia!

Outras Sugestões de músicas:

Deus enviou(Porque Ele Vive)

Faço novas todas as coisas

Novo Sol Brilhou

PÁSCOA DE CRISTO, NOSSA PÁSCOA

  

PÁSCOA DE CRISTO, NOSSA PÁSCOA

Na Páscoa, nós proclamamos na fé que Jesus Cristo ressuscitou e passou da morte para a vida. Mas o que significa isso, de fato, para Jesus, para nós e para o mundo? Para Jesus, significa que Ele, depois de ter sido condenado à morte, mesmo sendo inocente, depois de ter sido torturado cruelmente, morto na cruz e sepultado, voltou à vida no seu verdadeiro corpo humano. Porém, não mais nas condições anteriores à sua morte, mas glorificado em corpo e alma, e não mais submetido às condições da vida neste mundo. Ele passou, também humanamente, à glória de Deus, como “primogênito dentre os mortos” a entrar na glória do Pai (cf. Cl 1,18; Ap 1,5). Para nós, a ressurreição de Jesus significa a confirmação divina de nossa fé: “Deus estava com Ele”, ou “Deus o ressuscitou dos mortos”, afirmam as testemunhas depois de sua ressurreição, ao anunciarem o Evangelho e ao defenderem sua pregação diante dos ataques e perseguições (cf. At 2,13; 4,11). Isso significa que, ressuscitando Jesus dentre os mortos, Deus confirmou sua pregação e sua “credibilidade” de maneira radical. Não há mais motivo para duvidar da autoridade e da veracidade de Jesus e de sua pregação. Ele é o Filho de Deus, Aquele que foi enviado ao mundo para ser “salvação para todos os povos” (cf. At 13,47). Mediante a sua ressurreição, Jesus foi confirmado definitivamente como “caminho, verdade e vida” para seus discípulos e toda a humanidade. Jesus é o pontífice, que liga o céu à terra e a terra ao céu. É o eterno intercessor pela humanidade junto do Pai e também aquele que já representa a todos na glória de Deus. Teólogos observam que a ressurreição de Jesus é o objetivo final e o ponto de chagada do mistério da encarnação. O Filho eterno deixou a glória do Pai para vir ao encontro da humanidade e revelar a todos o grande amor de Deus e os desígnios de vida e felicidade preparados para todos. No Natal, o Filho de Deus assumiu a nossa humanidade, fazendo-se um conosco; mediante a sua ressurreição, de alguma maneira, Ele também nos representa e mostra a meta da nossa existência. São Paulo diz que, de alguma forma, no Batismo, também nós já “ressuscitamos com Cristo” (cf. Cl 3,1). É por isso que o Sacramento do Batismo está estreitamente ligado à celebração da Páscoa. No Batismo, nós também já fomos “sepultados com Cristo na morte, para que, como Cristo foi ressuscitado dos mortos para a glória do Pai, assim também nós possamos caminhar numa vida nova” (Rm 6,4). E São Paulo, indo às consequências disso: “O homem velho, que está em nós, foi crucificado com Ele. (...) Assim, também vós, considerai-vos mortos para o pecado e vivos para Deus, em Cristo Jesus” (cf. Rm 6,6.11). Para toda a humanidade, a ressurreição de Jesus significa que temos um futuro e um horizonte luminoso pela frente e não estamos fechados dentro de nossos limites. Deus nos chama a participar de sua vida e de sua glória, que vai muito além do que já somos e temos de bom e de belo neste mundo. A ressurreição de Jesus nos abriu o horizonte do infinito de Deus e nos convida a adentrar no mistério do próprio Deus. Desejo a todos uma feliz e santa Páscoa. O Ressuscitado renove o ânimo e a esperança de quem sofre, de quem cansou, de quem está desiludido da vida. Coragem, todos! Jesus ressuscitado é nosso companheiro no caminho da vida. Ele venceu, Ele nos conduz. E manifestemos em nosso dia a dia a alegria da nossa fé no Senhor ressuscitado!

Cardeal Odilo Pedro Scherer Arcebispo de São Paulo

https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Ano-50A-25-VIGILIA-PASCAL-SABADO-SANTO-DUPLO.pdf


Neste Sábado Santo celebramos a liturgia mais importante do ano litúrgico, A VIGÍLIA PASCAL. Celebramos a luz de Cristo que dissipa toda a treva, vence a morte e redime a humanidade. O Círio Pascal é a luz de Cristo Ressuscitado no meio de nós. O canto da Proclamação da Páscoa é como o rolar da pedra do sepulcro de Jesus, “Ele não esta aqui, Ressuscitou!”