3. LITURGIA DA SOLENIDADE DE PENTECOSTES
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A solenidade de Pentecostes celebra a
terceira pessoa da Santíssima Trindade. Não há vida cristã nem Igreja sem a
presença do Espírito Santo. Ele é a alma da Igreja. Hoje, o Espírito do Senhor
é derramado sobre nós, a fim de levar à plenitude os mistérios pascais.
Cinquenta dias após a Ressurreição do Senhor, nos reunimos em nossas Igrejas
para fazermos a mesma experiência dos apóstolos no cenáculo, no dia de
Pentecostes. Esse Espírito nos comunica o grande dom que a Páscoa de Jesus nos
trouxe: o dom da paz e do perdão. Pois onde há paz, não há divisão, mas sim
unidade. É o Espírito Santo que nos reúne como Igreja.
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O Evangelho nos apresenta o Cristo, que
depois de comunicar a paz e o perdão, envia o Espírito Santo sobre os apóstolos.
O Cristo repete o gesto do Pai Criador no Gênesis. O Pai soprou nas narinas de
Adão e ele se tornou um "ser vivente". Agora é o Cristo quem sopra
sobre os apóstolos dando-lhes uma nova vida, a vida do Espírito. Ordena-lhes
que continuem a missão de reconciliar os homens com o Pai, tornando-os uma
nação santa, um povo consagrado a Deus. No Salmo cantamos: "Enviai o Vosso
Espírito, Senhor, e da terra toda a face renovai". De fato, o Sopro de
Cristo, o Espírito Santo, realiza a purificação dos fiéis e a sua santificação,
para que eles sejam um povo consagrado a Deus.
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A missão do Espírito é nos revelar quem
é o Deus verdadeiro e nos dar a conhecer os seus mistérios. Sobre isso fala
Santo Hilário, bispo do Século IV, no seu Tratado Sobre a Trindade: "Por
conseguinte, já que a nossa fraqueza não nos permite compreender nem o Pai nem
o Filho, o Dom que é o Espírito Santo estabelece certo contato entre nós e
Deus, para iluminar a nossa fé nas dificuldades relativas à encarnação de Deus.
Assim, o Espírito Santo é recebido para nos tornar capazes de compreender. Como
o corpo natural do homem permaneceria inativo se lhe faltassem os estímulos
necessários para as suas funções - os olhos, se não há luz ou não é dia, nada
podem fazer; os ouvidos, caso não haja vozes ou sons, não cumprem seu ofício; o
olfato, se não sente nenhum odor, para nada serve; assim é a alma humana: se
não recebe pela fé o Dom que é o Espírito, tem certamente uma natureza capaz de
conhecer a Deus, mas falta-lhe a luz para chegar a esse conhecimento".
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Na segunda leitura, o Apóstolo dirige
uma carta à comunidade ricamente ornada pelos dons do Espírito Santo, mas
que precisava tomar consciência de que o grande dom do Espírito é fazer de nós,
que somos tão diferentes, um só povo reunido em Cristo. Há variedade de dons,
mas todos eles estão a serviço da unidade: "Cada um recebe o dom de
manifestar o Espírito para a utilidade de todos". Pelo Batismo, o Espírito
gera um só Corpo, o Corpo de Cristo, sem distinção de pessoas. O Espírito Santo
dá dons, carismas e ministérios para o bem da Igreja. Ele é a força para o
testemunho na missão. Nos diz o Apóstolo: "De fato, todos nós, judeus ou
gregos, escravos ou livres, fomos batizados num único Espírito, para formarmos
um único corpo, e todos nós bebemos de um único Espírito". A diversidade
na Igreja não é para a divisão. O Espírito gera a comunhão e dá força para a
unidade.
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Nesta semana celebramos no Brasil a
"Semana de oração pela unidade dos cristãos" promovida por várias
Igrejas Cristãs. Continuemos a pedir que o Espírito Santo manifeste a unidade
tão desejada pelo próprio Senhor. Para nós, o Espírito Santo nos é dado para
fazer nascer o Corpo de Cristo, a Igreja, através da fé e do Batismo, e tornar
frutífero este Corpo pela missão assumida. Pelo testemunho, o cristão anuncia
as maravilhas de Deus.
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Como o Espírito Santo tem me animado
para a comunhão e a missão? Que sinais da comunhão na diversidade de dons
eu percebo na Comunidade?
https://diocesedesaomateus.org.br/wp-content/uploads/2026/04/24_05_26.pdf
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