sexta-feira, 22 de maio de 2026

3. LITURGIA DA SOLENIDADE DE PENTECOSTES

 

3.     LITURGIA DA SOLENIDADE DE PENTECOSTES

- A solenidade de Pentecostes celebra a terceira pessoa da Santíssima Trindade. Não há vida cristã nem Igreja sem a presença do Espírito Santo. Ele é a alma da Igreja. Hoje, o Espírito do Senhor é derramado sobre nós, a fim de levar à plenitude os mistérios pascais. Cinquenta dias após a Ressurreição do Senhor, nos reunimos em nossas Igrejas para fazermos a mesma experiência dos apóstolos no cenáculo, no dia de Pentecostes. Esse Espírito nos comunica o grande dom que a Páscoa de Jesus nos trouxe: o dom da paz e do perdão. Pois onde há paz, não há divisão, mas sim unidade. É o Espírito Santo que nos reúne como Igreja.

- O Evangelho nos apresenta o Cristo, que depois de comunicar a paz e o perdão, envia o Espírito Santo sobre os apóstolos. O Cristo repete o gesto do Pai Criador no Gênesis. O Pai soprou nas narinas de Adão e ele se tornou um "ser vivente". Agora é o Cristo quem sopra sobre os apóstolos dando-lhes uma nova vida, a vida do Espírito. Ordena-lhes que continuem a missão de reconciliar os homens com o Pai, tornando-os uma nação santa, um povo consagrado a Deus. No Salmo cantamos: "Enviai o Vosso Espírito, Senhor, e da terra toda a face renovai". De fato, o Sopro de Cristo, o Espírito Santo, realiza a purificação dos fiéis e a sua santificação, para que eles sejam um povo consagrado a Deus.

- A missão do Espírito é nos revelar quem é o Deus verdadeiro e nos dar a conhecer os seus mistérios. Sobre isso fala Santo Hilário, bispo do Século IV, no seu Tratado Sobre a Trindade: "Por conseguinte, já que a nossa fraqueza não nos permite compreender nem o Pai nem o Filho, o Dom que é o Espírito Santo estabelece certo contato entre nós e Deus, para iluminar a nossa fé nas dificuldades relativas à encarnação de Deus. Assim, o Espírito Santo é recebido para nos tornar capazes de compreender. Como o corpo natural do homem permaneceria inativo se lhe faltassem os estímulos necessários para as suas funções - os olhos, se não há luz ou não é dia, nada podem fazer; os ouvidos, caso não haja vozes ou sons, não cumprem seu ofício; o olfato, se não sente nenhum odor, para nada serve; assim é a alma humana: se não recebe pela fé o Dom que é o Espírito, tem certamente uma natureza capaz de conhecer a Deus, mas falta-lhe a luz para chegar a esse conhecimento".

- Na segunda leitura, o Apóstolo dirige uma carta à comunidade ricamente ornada pelos dons do Espírito Santo, mas que precisava tomar consciência de que o grande dom do Espírito é fazer de nós, que somos tão diferentes, um só povo reunido em Cristo. Há variedade de dons, mas todos eles estão a serviço da unidade: "Cada um recebe o dom de manifestar o Espírito para a utilidade de todos". Pelo Batismo, o Espírito gera um só Corpo, o Corpo de Cristo, sem distinção de pessoas. O Espírito Santo dá dons, carismas e ministérios para o bem da Igreja. Ele é a força para o testemunho na missão. Nos diz o Apóstolo: "De fato, todos nós, judeus ou gregos, escravos ou livres, fomos batizados num único Espírito, para formarmos um único corpo, e todos nós bebemos de um único Espírito". A diversidade na Igreja não é para a divisão. O Espírito gera a comunhão e dá força para a unidade.

- Nesta semana celebramos no Brasil a "Semana de oração pela unidade dos cristãos" promovida por várias Igrejas Cristãs. Continuemos a pedir que o Espírito Santo manifeste a unidade tão desejada pelo próprio Senhor. Para nós, o Espírito Santo nos é dado para fazer nascer o Corpo de Cristo, a Igreja, através da fé e do Batismo, e tornar frutífero este Corpo pela missão assumida. Pelo testemunho, o cristão anuncia as maravilhas de Deus.

- Como o Espírito Santo tem me animado para a comunhão e a missão? Que sinais da comunhão na diversidade de dons eu percebo na Comunidade?

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