sexta-feira, 15 de maio de 2026

3-LITURGIA DA SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHOR

 

3-LITURGIA DA SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHOR

- Celebramos hoje a solenidade da Ascensão do Senhor. Durante toda essa semana que passou, a liturgia nos preparou para essa celebração, colocando-nos, a cada dia, o discurso de despedida de Jesus e suas recomendações para a continuidade da sua missão, sendo que essa seria a forma mais eficaz de tê-lo sempre presente. Vimos, portanto, que todo aquele que vive seus ensinamentos e coloca em prática as suas palavras o terá sempre presente. Assim, quarenta dias depois da Páscoa, chegamos a essa solenidade, que significa muito mais que a última semana deste tempo litúrgico (a Páscoa), ou a elevação definitiva de Jesus ao céu, mas a sua plena glorificação e, consequentemente, a nossa vitória. Assim sendo, celebrar a Ascensão do Senhor é celebrar o compromisso definitivo de colocar em prática os seus ensinamentos, indo para a missão e fazendo discípulos dele todos os povos, como ele havia recomendado.

 - O Evangelho de Mateus, proposto para a liturgia deste domingo não fala diretamente da ascensão. Ele fala do encontro do Ressuscitado com os discípulos, no monte da Galileia, onde Jesus se apresenta vitorioso e glorioso, com autoridade divina, e ali Ele envia seus discípulos. Desse modo, Ele estará sempre com eles e conosco para sempre. Toda vez que colocamos em prática seus ensinamentos, Ele se faz presente no meio de nós. Jesus se faz presente quando celebramos a Eucaristia; quando proclamamos a Palavra de Deus; quando nos empenhamos nos trabalhos pastorais e na vivência de comunidade fraterna; quando nos solidarizamos com nossos irmãos; quando socorremos os necessitados; quando praticamos obras de caridade; enfim, quando fazemos o bem. A ascensão de Jesus possibilitou a vinda do Espírito Santo, que guia nossos passos e ações e nos coloca em sintonia com Deus, na dinâmica do seu Reino.

- Lucas, por sua vez, relata a Ascensão do Senhor com riqueza de detalhes na primeira leitura de hoje, dos Atos dos Apóstolos. Lucas fala que Jesus foi levado para o céu, mas não sem antes dar instruções, pelo Espírito Santo, aos seus apóstolos. Recorda o que vimos durante esses quarenta dias do Tempo Pascal, isto é, as sucessivas aparições de Jesus, em que Ele se mostrou vivo depois de sua Paixão, com numerosas provas. Agora, eles já estariam mais que certos de que Jesus, de fato, ressuscitou e não precisariam de novas aparições para acreditar. Semelhante a Mateus, Lucas recorda a ordem dada por Jesus nessa ocasião: "Não vos afasteis de Jerusalém, mas esperai a realização da promessa do Pai, da qual vós me ouvistes falar: 'João batizou com água; vós, porém, sereis batizados com o Espírito Santo dentro de poucos dias'" (At 1,4-5). É o anúncio da vinda do Espírito Santo (Pentecostes) sobre os discípulos e cada um de nós, batizados, nos capacitando e enviando para a missão aos confins da terra.

- Jesus é levado para o céu, porém deixou-nos essa missão de sermos discípulos e missionários, levando a sua Palavra e os seus ensinamentos por toda a terra. A Ascensão é, portanto, o nascimento da Igreja missionária, guiada pelo Espírito Santo. Assim sendo, não podemos ficar parados olhando para o alto, como fizeram, a princípio, seus discípulos; devemos seguir adiante, olhar para frente e em nossa volta para enxergarmos a realidade e nela trabalhar, como Jesus ensinou. A Ascensão do Senhor nos compromete com a sua missão, a missão do Reino.

- Na segunda leitura, Paulo mostra que Deus nos deu um Espírito de sabedoria para conhecermos e entendermos o que Ele quer de nós. Que estejamos de coração aberto à sua luz para sabermos qual é a esperança que o seu chamado nos dá e qual a riqueza da glória trazida pela Ascensão de Jesus e do seu poder que nos envolve na missão. Cristo continua sendo a cabeça da Igreja, e nós, os membros que compõem esse corpo.

- Com a Ascensão, começa definitivamente a missão de anunciá-lo como Senhor de todos os povos; Senhor da história, do tempo e da eternidade. Contudo, a liturgia da Palavra dessa solenidade acentua muito mais a missão da Igreja do que o próprio fato da Ascensão. A Ascensão é o marco da missão. Hoje, somos os discípulos missionários enviados pelo Senhor. Está em nossas mãos dar continuidade àquilo que Jesus ensinou.

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