sexta-feira, 18 de setembro de 2026

4- LITURGIA DO 25.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

 

4- LITURGIA DO 25.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

- As leituras são um verdadeiro convite à salvação! Na primeira leitura, o convite é muito direto: "Buscai o Senhor enquanto pode ser achado". Isso quer dizer que Deus está perto, não distante e nem indiferente à nossa vida. Pelo contrário, Ele se deixa encontrar por quem o procura de coração sincero. Contudo, o texto também nos desafia: "Abandone o ímpio o seu caminho". Não basta procurar a Deus apenas com palavras. É preciso mudar atitudes, rever escolhas, recomeçar. Deus nunca fecha a porta. Ele sempre oferece a possibilidade de um novo começo. Por isso, essa leitura é também um chamado à humildade. Nem sempre vamos entender tudo o que Deus faz ou permite. Mas podemos confiar que os caminhos do Senhor vêm das coisas do alto, são mais amplos, mais cheios de amor do que os nossos. Devemos buscar a Deus com sinceridade e com coragem de mudar de vida, confiando no Deus que nos acolhe com misericórdia.

- Na segunda leitura, São Paulo nos abre o coração com a fala sincera de sua vida e morte. E ele diz algo muito intenso: "Para mim, viver é Cristo, e o morrer é lucro." É uma fala forte, que por vezes pode nos causar espanto. Como morrer é lucro? Paulo não está desprezando a vida; pelo contrário, ele ama a vida a ponto de reconhecer que continuar vivendo significa estar disposto a ajudar mais pessoas fazendo o bem. Ele descobre algo maior: que o centro da vida dele é Cristo. E, quando reconhecemos isso, tudo muda, a vida ganha sentido e até o sofrimento encontra um propósito. Paulo estava preso quando escreveu o texto e, ainda assim, não perdeu a esperança. Ele confiou! Nós somos chamados a confiar em meio às "prisões" e desafios do tempo presente.

- Ao desejar estar com Jesus Cristo, Paulo nos dá um conselho muito importante: "vivei à altura do Evangelho de Cristo". Isso traz a Palavra para a nossa realidade. Viver de maneira digna do Evangelho não significa ser perfeito, mas tentar, todos os dias, viver como Jesus ensinou: com amor, fraternidade, paciência, fé, perdão e justiça. Significa fazer o bem mesmo quando é difícil, manter a fé mesmo nas dificuldades, escolher o caminho certo, mesmo quando ninguém está vendo. Perguntemo-nos: O que está no centro da minha vida? Para qual caminho minhas escolhas são direcionadas?

- O Evangelho de hoje costuma nos incomodar um pouco. Isso não é ruim, porque, quando a Palavra de Deus nos incomoda, é sinal de que ela está tocando nosso coração. Jesus, por meio de uma parábola, conta a história de trabalhadores que recebem o mesmo pagamento, mesmo tendo trabalhado por tempos diferentes. Podemos dizer: "Isso não é justo!" Afinal, quem trabalhou mais deveria receber mais! Mas Jesus não está falando de números ou de valores. Ele está falando do coração de Deus. Ele nos ama e ama sem mensurar algo. Ele não distribui o seu amor por mérito, mas por generosidade. Deus não age como nós. Nós costumamos medir e comparar. O dono da vinha não foi injusto; ele cumpriu o que tinha combinado. Os trabalhadores ficaram incomodados não porque receberam pouco, mas porque o outro recebeu a mesma quantia. Quantas vezes ficamos resistentes às situações da vida simplesmente por conta de comparações, colocando-nos em lugar privilegiado, achando que temos mais direitos do que os outros?

- Jesus é bondoso e compassivo. Ele nos mostra que o Reino de Deus não funciona na lógica da competição, mas da graça divina. Deus quer que todos tenham uma vida digna, por isso a equidade de valores. Ele não quer que ninguém viva sem o necessário: comida, moradia, saúde, educação, entre outros meios de sustento. Acima de tudo, Ele deseja que todos recebam sua graça e seu amor, que são infinitos para com todos.

- Por fim, Jesus diz: "Os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos." Nesta frase encontramos outro convite: é preciso rever o nosso jeito de pensar, de julgar e de olhar o outro. Somos chamados a confiar mais na bondade de Deus e a abandonar a comparação que tantas vezes rouba a nossa paz no dia a dia, na vida em família, no trabalho e na vida em comunidade. Que possamos aprender a alegrar-nos com o bem do outro. Confiemos mais no coração de Deus e que nunca nos esqueçamos: no Reino de Deus todos recebem a graça, a bondade e a misericórdia divinas em abundância.

- Que possamos nos fortalecer no caminho da conversão, com firmeza na fé, e nos tornemos testemunhas vivas da generosidade de Deus, para que, em nossas palavras e ações, resplandeça a sua glória.

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