domingo, 1 de outubro de 2023

REFLEXÃO DOMINICAL I: REZEMOS PELO SÍNODO DA IGREJA

 

 

REFLEXÃO DOMINICAL I:

REZEMOS PELO SÍNODO DA IGREJA

No Vaticano, teve início a assembleia do Sínodo dos Bispos sobre a “Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”. O Papa Francisco convocou a Igreja inteira a refletir sobre si mesma, a partir do que ela é chamada a ser, por vontade de Cristo. Desde que chamou e enviou os apóstolos em missão, Jesus quis que a Igreja fosse a comunidade de seus discípulos-missionários no mundo, em todos os lugares e até o fim dos tempos. Ao mesmo tempo, a Igreja deve ser o povo dos que acolhem e manifestam a fé em Cristo e o jeito novo de viver, que vem do Evangelho do Reino de Deus; deve ser uma comunidade de testemunhas da pessoa de Jesus Cristo, da sua paixão, morte e ressurreição e da esperança na vida plena no reino dos céus, conforme suas promessas. Jesus também quis que a Igreja, em todas as suas comunidades e expressões, fosse uma comunidade unida, em vez de dividida e dispersa (comunhão). Que todos os membros da Igreja tivessem parte nas riquezas do Evangelho, na graça da salvação e na esperança que o Evangelho comunica (participação). E que cada membro da Igreja acolhesse os dons do Espírito Santo, colocando-os a serviço da missão. Por isso, a Igreja é, por sua natureza, uma comunidade missionária, encarregada por Jesus de anunciar o Evangelho a toda criatura, com fé e perseverança, por toda parte e até o fim dos tempos (missão). A assembleia do sínodo, iniciada nesses dias no Vaticano, terá 3 semanas de duração para trabalhar sobre essas questões. Participam dela representantes, sobretudo bispos, de todas as partes do mundo. O Brasil terá ao menos 6 representantes. Durante a assembleia sinodal, os participantes rezam muito ao Espírito Santo, pois é Ele o principal “animador” da Igreja. Ouvem, dialogam, refletem, elaboram e apresentam propostas. Após todos esses trabalhos, receberemos os resultados da assembleia sinodal, que deverá ajudar muito a Igreja a se renovar “por dentro”, na sua missão. Acompanhemos também nós a assembleia sinodal com nossa oração, com fé e interesse. Podemos seguir cada dia as notícias sobre o sínodo pelos noticiários da Igreja local, da CNBB e através das mídias da própria Santa Sé. É importante estar bem informados e fazer esse “sínodo” (caminho feitos juntos) com a Igreja. E peçamos que Maria, Mãe da Igreja, por nós invocada como Nossa Senhora Aparecida, que acompanhe com carinho maternal os trabalhos sinodais e interceda pela Igreja de seu Filho. Que tal, uma Ave Maria todos os dias na intenção da assembleia do sínodo, que acontece em Roma?

Cardeal Odilo Pedro Scherer Arcebispo de São Paulo

https://arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/ano-47-a-55-27-domingo-do-tempo-comum.pdf

REFLEXÃO DOMINICAL II "OS FRUTOS DA VINHA"

 

 

REFLEXÃO DOMINICAL II

"OS FRUTOS DA VINHA"

Recorro a lembranças da minha adolescência ao iniciar esta reflexão, tínhamos no fundo do quintal um belo caramanchão de maracujá que meu pai zelava com carinho, lembro que as flores muito bonitas e perfumosas, pareciam os cravos com que Jesus foi crucificado. Na época dos frutos nos deliciávamos com o suco que era uma gostosura e isso sem contar com a sombra fresca em dia de muito calor, onde tínhamos um velho banco de madeira sendo o local preferido para um descanso ou uma leitura.

Lendo esse evangelho e lembrando-se do meu pai, nas manhãs de verão, cavocando, podando, fazendo limpeza nas folhas do maracujeiro, reflito que é isso que Deus espera de cada um a quem, através do seu Filho, confiou a missão de cuidar do seu reino no meio dos homens. A liderança religiosa daquele tempo se esquivava dessa missão, e ainda aproveitava-se dela, para levar vantagem, isso é como se tivéssemos no quintal um maracujeiro, que nos desse flores, folhas, sombra e frutos, sem que lhe déssemos qualquer atenção. Benefício sem dar nada em troca chama-se exploração.

É um pouco isso que acontece nos chamados crimes ambientais, onde o homem explora a natureza, tira dela todo lucro possível, e nada faz para restaurar a perda, daquilo que consumiu. Jesus confiou à igreja a missão de anunciar, e ser expressão do Reino de Deus, ele a arrendou, para que todos os batizados tomassem conta dela, cuidassem com carinho e produzisse os frutos que o mundo precisa.

A comunidade é essa vinha, como igreja ela é sinal e expressão do reino de Deus, a parábola fala que os vinhateiros homicidas, não só negaram dar os frutos aos enviados pelo proprietário, como também foram violentos para com eles, e quando acolheram acolherem o Filho, o fizeram com a intenção de matá-lo para se apossar da sua herança. “Em nossas comunidades cristãs, não espancamos ninguém, e muito menos matamos quem quer que seja” devem estar pensando os leitores, míngüem na comunidade quer apossar-se de algo que pertence a outro. Será que não?

Mas dá para se pensar que, matar alguém, nem sempre significa por um fim a sua vida biológica, podemos matar de muitas formas, desprezo, indiferença, preconceito, divisões, intrigas, calúnias, falta de paciência, compreensão, moralismo exagerado com os que erram. Deus confiou-nos a Igreja para que, como aquele maracujeiro do fundo do meu quintal, ela produza frutos doces, dê sombra, acolhendo e abrigando as pessoas, exale o perfume do amor verdadeiro, da retidão e da justiça, para que a comunidade seja um Oasis no meio desse imenso deserto quente e íngreme, que às vezes é a vida das pessoas, por conta de tantos fatores sociais, econômicos e familiares.

Nesse sentido, olhando por esse ângulo, a palavra de Deus nos questiona se em nossas comunidades as pessoas saem saciadas e felizes. Será que, pertencer a comunidade ou ir a nossas celebrações, é para as pessoas motivo de alegria e prazer? E trazendo a reflexão em nível pessoal, será que nós próprios somos uma videira viçosa, onde as pessoas encontram abrigo e refúgio? Nossos frutos são saborosos, as pessoas comentam sobre a doçura deles, ou trazem um azedume que gera maledicência e até reclamação?

Matar o Filho do Dono da vinha, é não anunciá-lo, não testemunhá-lo, esquecer seus ensinamentos e colocar em nossa vida outros valores e tendências ditadas pelo egoísmo. Na sexta feira santa da paixão, uma grande multidão sempre lota as igrejas e acompanha o Cristo morto, a gente se pergunta por que, e nesse evangelho encontramos a resposta, as vezes somos também meio homicidas e anunciamos um Cristo morto, em nome da modernidade, da ciência, da tecnologia, um Cristo morto pelo relativismo, em lugar de ser simples arrendatários muitas vezes nos achamos donos da vinha que é a igreja, é como se o cristianismo fosse apenas uma filosofia de vida, um pensamento e uma ideologia muito bonita, mas que logo é sufocada pelas ideologias que o mundo nos propõe.

O proprietário enviou servos para buscarem os frutos que lhe pertencem, enviou seu próprio Filho que veio para ser acolhido e nos ensinar como produzir os frutos. Estamos em um aprendizado constante com a sua palavra e a eucaristia, temos aulas práticas e o manual de como cuidar da Vinha, que é a Palavra de Deus. Esforcemo-nos para corresponder, e não deixemos que as pragas do pecado destruam ou torne inexpressiva a Vinha do Senhor, pois disso, nós todos, enquanto povo de Deus, iremos um dia prestar contas ao proprietário, que nos confiou sua vinha, seu reino, plantado por Jesus no meio dos homens.

José da Cruz é Diácono da
Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP
E-mail  
jotacruz3051@gmail.com

http://www.npdbrasil.com.br/religiao/rel_hom_gotas0265.htm#msg01

REFLEXÃO DOMINICAL III 1ª Leitura - Is 5,1-7 Salmo - Sl 79,9.12.13-14.15-16.19-20 (R. Is 5,7a) 2ª Leitura - Fl 4,6-9 Evangelho - Mt 21,33-43

 

REFLEXÃO DOMINICAL III


1ª Leitura - Is 5,1-7
Salmo - Sl 79,9.12.13-14.15-16.19-20 (R. Is 5,7a)
2ª Leitura - Fl 4,6-9
Evangelho - Mt 21,33-43

 

Maria de Lourdes Zavarez(*)

 

Na celebração do 27º. Domingo do Tempo Comum, o Senhor nos oferece uma mesa farta e comprometedora de sua Palavra. Celebramos também hoje, a Festa de São Francisco de Assis, patrono da Criação, nossa Casa Comum. Dia também em que o Papa Francisco nos presenteia com a carta encíclica sobre a Fraternidade. Domingo, portanto, muito especial!

O evangelho deste domingo nos apresenta a segunda das três parábolas contra o farisaísmo, iniciadas domingo passado.

A parábola de hoje encontramos também em Marcos e em Lucas. Mateus, porém, dá um colorido muito próprio e pessoal. É uma perícope relacionada com a 1ª. Leitura, o Cântico da Vinha, uma das poesias mais belas do AT, uma canção de amor, muito usada na literatura bíblica e popular, pelos profetas (Jr 2,21; Ez 1,1-8; 17,3-10; 19,10-14) e nos salmos, como o Sl 79(80),9-17. Este salmo entra também na liturgia de hoje como súplica ao Pai, verdadeiro dono da vinha, para cuidar dos ramos que somos nós, seu povo.

Israel é comparado a uma vinha muito querida e bem cuidada, mas não produziu o esperado fruto da justiça... é também, considerado uma pessoa muito amada, uma esposa acariciada, mas depois rejeitada, porque implantou a desordem social e o desprezo pelo direito, institucionalizou o derramamento de sangue e a opressão; manifestou-se ingrata e infiel à Aliança. (Ez 16; Os 2,4-15; Mt 22, 2-14; 25, 1-13).

Neste cântico de Isaías, as duas imagens: vinha e esposa, misturam-se perfeitamente. Parece que o autor faz uma releitura da criação e do pecado da humanidade (Gn1-3). Deus plantou com cuidado uma vinha para que ela pudesse dar frutos. Mas, o fruto não foi o esperado, o desejado. Deixaram-se seduzir pelo mal, pela injustiça. É comovente a pergunta de Deus: “O que mais eu devia ter feito por minha vinha que eu não tenha feito?”

O amor de Deus por nós mostra-se intenso e profundo, terno e até dramático, mas é sempre amor que triunfa sobre nossa recusa, nossa ingratidão e infidelidade.

Entre a primeira leitura e o evangelho há percebida diferença. Enquanto no texto de Isaías, Deus abandona a vinha que não produz frutos, no evangelho, ela é confiada a outros trabalhadores que lhe darão, a seu tempo, os frutos desejados.

Jesus propõe uma exegese atualizada do belo Cântico da Vinha. Ele está no Templo de Jerusalém, centro do poder político, econômico e religioso da época. Entra em confronto com o mestre da justiça e chefes dos sacerdotes, poder religioso, promotor da sociedade injusta e desigual e, com o poder econômico que eram os anciãos, desrespeitadores dos direitos humanos e sociais.

Eles são os vinhateiros, os cuidadores da vinha. Mas, não produzem frutos de justiça e de direito e ainda impedem que os profetas, os mensageiros do dono, despertem no povo a produção destes frutos

Jesus não acusa ou condena a vinha, mas culpa os agricultores. Se ela não produzia frutos é por causa dos responsáveis que os desviavam. Inclusive maltratavam os mensageiros que o dono enviava... e mais, mataram o filho, o herdeiro, pois cobiçavam a herança da vinha... A morte de Jesus foi premeditada e é fruto da ganância, da maldade deliberada dos chefes do povo.

A parábola é um forte apelo para reconhecermos Jesus, o Filho amado como a videira verdadeira (Jo, 1-8) que veio para retomar os frutos saborosos da justiça. Ele foi ‘jogado fora da cidade, fora dos muros de Jerusalém foi crucificado e morto como bandido. Esta lógica presente na Escritura que encerra a parábola, é citada por Jesus com o salmo 118,22s, “a pedra que os construtores rejeitaram, tornou-se a pedra angular; isto foi feito pelo Senhor e é maravilhoso a nossos olhos”. Esta pedra angular, fundamental é Cristo Jesus que se torna a sustetação estável e firme sobre a qual deverá apoiar-se toda construção do Reino, hoje e no futuro.

Guardamos desta parábola, duas lições importantes: 1) Deus esperava de sua vinha escolhida, frutos de justiça, ou seja, a construção de uma humanidade de irmãos, livres, com amor sem fingimento, união fraterna, doação mútua, sem exclusão, sem ódio, sem opressão conforme sua vontade. 2) A grandeza da ação amorosa de Deus transforma o mal em bem. A rejeição do Filho Jesus foi prova da injustiça dos vinhateiros homicidas que perderam seus privilégios e abriram a escolha dos gentios, dos pecadores, dos cobradores de impostos, das prostitutas, dos pobres, dos doentes, das mulheres, das crianças...pessoas escolhidas que se converteram e produziram com sua ressurreição, um povo novo, o seu Reino.

Com sua Páscoa surge a nossa tarefa, como comunidade cristã. Mas, a graça de sermos cristã/os não nos garante o Reino.

Hoje, em nosso tempo, a história se repete. Não podemos ouvir esta parábola com triunfalismo, considerando-nos “pessoas justas e perfeitas”. Como novos vinhateiros, escolhidos por Cristo, podemos agir como “fariseus”, injustos, cobiçadores e omissos ao sofrimento dos pequenos, desempregados, e excluídos que aumentam entre nós a cada dia. E mais, somos destruidores da criação que sofre e grita, beirando seus limites. A humanidade é devastadora dos bens destinados à vida e a vida para todo/as: humanos, animais, plantas, águas, terra... Nosso país, toda a América Latina e outros países hoje empobrecidos, sofrem as consequências desastrosas desta injustiça institucionalizada pela selvageria do sistema capitalista e fascista de países ricos que injustamente nos dominam e não respeitam nossa dignidade e nossos direitos. O grito do/as injustiçado/as clama por misericórdia e respeito.

Lembramos de tanto/as pessoas, santos/as e mártires, que lutaram e lutam, deram e continuam doando a vida pela causa da justiça, pela causa do evangelho e do Reino e foram sustentados pela força do Cristo Crucificado e Ressuscitado.

A primeira leitura e o evangelho sustentam a Palavra de Deus, hoje. A segunda leitura os complementa, continuando a Carta aos Filipenses, escrita por Paulo na prisão. Anima a comunidade cristã a não se angustiar ou afligir por qualquer situação difícil, mas apresentar a Deus suas necessidades por meio da oração comunitária, com súplicas e gratidão por tudo o que Deus tem feito. A celebração comunitária é um espaço de serenidade, lugar de se conseguir unir luta e ternura, militância e paz numa sociedade conflituosa, abrutalhada e violenta.

Segue uma relação de boas ações, que são os frutos da justiça: tudo que for verdadeiro, nobre, reto, puro, amável, honrado, tudo o que for virtuoso e digno de louvor... Enfim, nos confirma que a celebração comunitária ou em família é um lugar onde são reavivadas em nós as atitudes e sentimentos do Cristo, videira verdadeira em que somos enxertado/as para produzir os frutos de justiça, de retidão, de bondade, de perdão e de amor fraterno e universal.

A criação de uma comunidade cristã nova, de uma sociedade nova, só será possível se os valores do lucro, do poder, da competição e domínio forem substituídos pelos valores da solidariedade, da fraternidade e do serviço humilde e compassivo. O Reino de Deus é universal não é propriedade de uma religião ou Igreja. Não podemos cair na tentação de sermos possuidores da verdade.

O Reino pertence ao Pai, é regado pelo sangue de Cristo, manifesta-se onde a fidelidade ao evangelho acontece na comunhão pascal com o Senhor Jesus e na ação terna e vigorosa de seu Espírito.

 

A reflexão é de Maria de Lourdes Zavarez, leiga consagrada ao povo de Deus. Ela é  Bacharel em Teologia pela Faculdade Teológica de Goiânia (1990) e Mestre em Liturgia pela Faculdade de Teologia N. Senhora Assunção (1999). Ela é membro da Rede Celebra, rede de animação litúrgica e atua como assessora de comunidades, teóloga com mestrado em liturgia. Além disso, coordena e leciona no Curso de Pós graduação em Liturgia, pela Rede Celebra e FAJE/ BH.  Reside em Nova Veneza/GO.

https://www.ihu.unisinos.br/categorias/182-ministerio-da-palavra-na-voz-das-mulheres/603370-27-domingo-do-tempo-comum-ano-a-deus-espera-de-nos-frutos-de-justica-e-de-direito

SANTOS DA SEMANA 12 de outubro – NOSSA SENHORA APARECIDA, PADROEIRA DO BRASIL

 

 

09-  SANTOS DA SEMANA

 

12 de outubro – NOSSA SENHORA APARECIDA, PADROEIRA DO BRASIL

Celebramos a solenidade de Nossa Senhora Aparecida, mãe do povo brasileiro. Maria é mãe sempre atenta às necessidades de seus filhos e filhas, mestra do serviço e da gratuidade. Com alegria, louvemos aquela que sempre soube dizer sim a Deus e nos anima a cumprir a palavra de seu Filho. Nesta grande festa dos trezentos anos do encontro da sua imagem, a padroeira do Brasil nos cobre com seu manto e nos ensina a ser verdadeiros discípulos missionários de Jesus.

 

Primeira Leitura: Ester 5,1-2; 7,2-3

 

Leitura do livro de Ester – 1Ester revestiu-se com vestes de rainha e foi colocar-se no vestíbulo interno do palácio real, frente à residência do rei. O rei estava sentado no trono real, na sala do trono, frente à entrada. 2Ao ver a rainha Ester parada no vestíbulo, olhou para ela com agrado e estendeu-lhe o cetro de ouro que tinha na mão, e Ester aproximou-se para tocar a ponta do cetro. 7,2Então o rei lhe disse: “O que me pedes, Ester; o que queres que eu faça? Ainda que me pedisses a metade do meu reino, ela te seria concedida”. 3Ester respondeu-lhe: “Se ganhei as tuas boas graças, ó rei, e se for de teu agrado, concede-me a vida, eis o meu pedido, e a vida do meu povo, eis o meu desejo!” – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 44(45)



Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: / que o rei se encante com vossa beleza!

1.    Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: / “Esquecei vosso povo e a casa paterna! / Que o rei se encante com vossa beleza! / Prestai-lhe homenagem: é vosso senhor! – R.

2.    O povo de Tiro vos traz seus presentes, / os grandes do povo vos pedem favores. / Majestosa, a princesa real vem chegando, / vestida de ricos brocados de ouro. – R.

3.    Em vestes vistosas ao rei se dirige, / e as virgens amigas lhe formam cortejo; / entre cantos de festa e com grande alegria, / ingressam, então, no palácio real”. – R.

Segunda Leitura: Apocalipse 12,1.5.13.15-16



Leitura do livro do Apocalipse de são João – 1Apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos pés e, sobre a cabeça, uma coroa de doze estrelas. 5E ela deu à luz um filho homem, que veio para governar todas as nações com cetro de ferro. Mas o filho foi levado para junto de Deus e do seu trono. 13Quando viu que tinha sido expulso para a terra, o dragão começou a perseguir a mulher que tinha dado à luz o menino. 15A serpente, então, vomitou como um rio de água atrás da mulher a fim de a submergir. 16A terra, porém, veio em socorro da mulher. – Palavra do Senhor.

Evangelho: João 2,1-11



Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, 1houve um casamento em Caná da Galileia. A mãe de Jesus estava presente. 2Também Jesus e seus discípulos tinham sido convidados para o casamento. 3Como o vinho veio a faltar, a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não têm mais vinho”. 4Jesus respondeu-lhe: “Mulher, por que dizes isso a mim? Minha hora ainda não chegou”. 5Sua mãe disse aos que estavam servindo: “Fazei o que ele vos disser”. 6Estavam seis talhas de pedra colocadas aí para a purificação que os judeus costumam fazer. Em cada uma delas cabiam mais ou menos cem litros. 7Jesus disse aos que estavam servindo: “Enchei as talhas de água”. Encheram-nas até a boca. 8Jesus disse: “Agora tirai e levai ao mestre-sala”. E eles levaram. 9O mestre-sala experimentou a água, que se tinha transformado em vinho. Ele não sabia de onde vinha, mas os que estavam servindo sabiam, pois eram eles que tinham tirado a água. 10O mestre-sala chamou então o noivo e lhe disse: “Todo o mundo serve primeiro o vinho melhor e, quando os convidados já estão embriagados, serve o vinho menos bom. Mas tu guardaste o vinho melhor até agora!” 11Este foi o início dos sinais de Jesus. Ele o realizou em Caná da Galileia e manifestou a sua glória, e seus discípulos creram nele. – Palavra da salvação.

https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/dia-12-quinta-feira-10/#.ZGjXQM5KjIU

 

REFLEXÃO: INTERCESSORA JUNTO A JESUS E PADROEIRA DO BRASIL

Por Pe. Johan Konings, sj

 

I. INTRODUÇÃO GERAL

A liturgia de hoje é marcada pela ideia da intercessão de Maria, padroeira principal do Brasil. Ao mesmo tempo, a lembrança de sua imaculada conceição sugere a dedicação “sem reticência” que ela desenvolve junto a seu filho Jesus, que é o Filho de Deus. É nesse sentido que a liturgia de hoje orienta nosso pensamento.

II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

1. I leitura (Est 5,1b-2; 7,2b-3)

A 1ª leitura lembra a intercessão da rainha Ester junto ao rei Assuero em favor do povo judeu, ao qual ela mesma pertencia. Ao mesmo tempo, menciona-se a graciosa beleza desta “flor de seu povo”.

Se é verdade que Deus encarna seu amor, deve encarná-lo também na realidade que é uma nação. No Antigo Testamento, a consciência da encarnação do amor de Deus praticamente não ultrapassava as fronteiras de Israel. Um dos momentos em que se notificou esse amor encarnado na proteção da nação foi a atuação da rainha Ester, judia que, graças às suas reais qualidades e à presença de Deus em sua vida, conseguiu proteção para o povo dominado. Esse tema pode ser interpretado como um símbolo do amor que Deus dedica a qualquer povo que expressa sua confiança nele e toma sua vontade e justiça como rumo de seu caminho.

Para a liturgia de hoje, a “rainha” por excelência é Maria, mediadora junto a Jesus e a Deus, e solidária com o povo. Como Ester, ela reza: “Salva meu povo”.

2. II leitura (Ap 12,1.5.13a.15.16a)

A 2ª leitura é a mesma da festa da Assunção. O texto litúrgico se compõe de recortes do capítulo 12 do Apocalipse, que põe em cena a Mulher-Povo de Deus. Ela dá à luz o Messias e é perseguida pelo Dragão, que representa o anti-Reino. Da alegoria da Mulher-Povo de Deus (Ap 12) utilizam-se, na interpretação litúrgica, aqueles versículos que sublinham a grandeza e a realeza da Mulher-Maria (Mãe do Messias), como também a solidariedade da “terra” com sua luta (12,16a).

Destaca-se o papel protetor que a Mulher exerce com relação ao Filho messiânico. Se, no sentido primeiro, a Mulher é a Igreja-povo de Deus, a intuição da fé, aplicando essa leitura a Maria, percebe-se a analogia entre o papel da Igreja e o de Maria. Gerar e levar o Salvador ao mundo, e presenciar sua vitória, eis o que Maria e a Igreja têm em comum. Destacando a figura de Maria, a Igreja assume, até certo grau, o que foi a obra de Maria. Isso vale também com relação à proteção do povo, que não é algo mágico, mas algo que se realiza mediante as nossas mãos: nosso empenho por uma sociedade melhor, mas justa, mais conforme à vontade de Deus.

2. Evangelho (Jo 2,1-11)

O evangelho de hoje é escolhido em função da ideia da intercessão de Maria, como aparece no “milagre do vinho”, nas bodas de Caná.

Maria é apresentada aí como a “senhora mãe” (é o que significa, na linguagem bíblica, o termo de tratamento “mulher”). Ela se sente responsável pelo que diz respeito à sua família: a presença de seu filho Jesus e de seus amigos faz com que se preocupe com a falta de vinho na festa. Conhecendo seu filho, intercede junto a ele para apontar essa situação. Quando Jesus, então, pergunta pelo sentido dessa situação (“Que significa para ti e para mim, mulher?”) e observa que “ainda não chegou sua hora” (para sua grande obra) (Jo 2,4), Maria confia os serventes à providência dele (“Fazei tudo o que ele vos disser”, cf. Gn 41,55, a respeito de José do Egito). Talvez às cegas, mas confiante no projeto de Deus e no filho que Deus lhe deu, Maria assume sua missão de confiar o mundo a ele.

A partir daí, Jesus vai realizar não um simples “milagre”, mas um “sinal”, como João gosta de dizer – um sinal de sua missão, sinal de que Deus está com ele, sinal-símbolo do dom que ele mesmo é. Pois a história que João conta, como todo seu evangelho, não é propriamente mariológico, mas cristológico. Mostra Jesus dando início (2,11) aos sinais da sua grande obra, antes que se realize a sua “hora” (2,4), que á a hora da cruz (cf. 12,23.27; 13,1; 17,1). Nessa hora aparecerá na cena, pela segunda e última vez no evangelho de João, a “mãe de Jesus”, sendo chamada com o mesmo título de 2,4: “Mulher” (19,26). A “mulher, mãe de Jesus” emoldura, assim, toda a “obra” dele, desde o “início dos sinais”

(2,11) até a obra “consumada” (19,30). Alguns Santos Padres interpretaram isso no sentido de que, em Maria, o povo do Antigo Testamento, representado pela imagem da mulher, passa para a comunidade do Novo Testamento, quando a “Mulher-Mãe” é amparada pelo Discípulo por excelência, que “a acolheu no que era seu” (Jo 19,27).

A abundância de vinho é um sinal de que Jesus vem cumprir a missão messiânica (cf. a abundância de vinho no tempo messiânico, Am 9,13-14 etc.), mas esta missão só é levada a termo na “hora” da morte e glorificação (cf. Jo 13,1ss; 17,5 etc.).

III. PISTAS PARA REFLEXÃO

Essa festa nos oferece um ensejo para explicar o sentido do pedir graças a Deus mediante a intercessão de N. Senhora. Geralmente as graças que se pedem são benefícios materiais. Mas Deus e Maria não têm como tarefa específica resolver nossos problemas materiais. As graças materiais são apenas sinais de que Deus nos quer bem. Ora, ele nos quer bem sempre, também no sofrimento e na ausência de benefícios materiais! Por outro lado, nem todo benefício material pode ser interpretado como sinal do bem-querer de Deus, pois há muita gente materialmente bem provida e cujo coração está longe de Deus!

Reflitamos, pois, a partir do presente evangelho, sobre o sentido desse pedir graças mediante a intercessão de N. Senhora. Em Caná, Maria pede uma intervenção material, e esta se realiza, porém, não como um fim em si, mas como sinal da grande obra do Cristo, sua morte, na “hora” que naquele momento ainda não havia chegado (2,4; cf. 13,1). Assim também o que nós pedimos pela intervenção de N. Senhora, quer sejamos atendidos de acordo com o pedido ou de outro modo, torna-se sinal do amor até morrer que seu Filho nos dedica. É assim que devem ser interpretadas as preces de súplica: “Dai-nos, Senhor, um sinal de vosso amor”.

A ideia da intercessão, na presente liturgia, concerne sobretudo à pátria brasileira, portanto uma realidade histórico-material. Pode-se, então, pedir a Maria que a ninguém faltem as condições necessárias para viver dignamente. Mas esse pedido deve traduzir também nossa disponibilidade para colaborar e participar na grande obra de amor que Cristo iniciou e assinalou em seu primeiro “sinal”, em Caná. Ou seja, os pedidos devem exprimir a vontade de colaborar no reino de paz e amor, pois esse reino é o meio mais seguro para fazer acontecer a realização daquilo que pedimos. Se pedimos bênçãos pela pátria, devemos estar dispostos a nos tornarmos instrumentos daquilo que pedimos (integração de todos numa sociedade justa e fraterna etc.).

A titular da festa é “Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Padroeira do Brasil”. O povo a chama simplesmente de Nossa Senhora Aparecida. Para a “Imaculada Conceição” temos outra festa, em 8 de dezembro. Todavia, vale a pena, apoiados na liturgia, estabelecer um nexo entre a “imaculada conceição” (=a eleição de Maria desde a sua concepção) e seu papel de intercessora e padroeira do nosso povo. Tal nexo se encontra na ideia da “eleição”. Maria não é intercessora e padroeira por mérito próprio, mas porque Deus assim quis que fosse e a elegeu para colaborar na obra a ser levada a termo pelo filho. Toda a vida de Maria foi dedicada a Deus: este é o sentido de sua concepção sem o pecado original, conforme a Tradição da Igreja. E nesta total dedicação a Deus se baseia a sua “liberdade régia” (cf. Ester) para intervir junto a seu filho – o filho de Deus –, para apontar a necessidade de seu povo, como narra o evangelho de hoje.

Pe. Johan Konings, sj

Nascido na Bélgica, reside há muitos anos no Brasil, onde leciona desde 1972. É doutor em Teologia e licenciado em Filosofia e em Filologia Bíblica pela Universidade Católica de Leuven (Lovaina). Atualmente, é professor de Exegese Bíblica na Faje, em Belo Horizonte. Entre outras obras, publicou: Descobrir a Bíblia a partir da liturgia; A Palavra se fez livro; Liturgia dominical: mistério de Cristo e formação dos fiéis – anos A - B - C; Ser cristão; Evangelho segundo João: amor e fidelidade; A Bíblia nas suas origens e hoje. E-mail: konings@faculdadejesuita.edu.br.

https://www.vidapastoral.com.br/roteiros/12-de-outubro-nossa-senhora-aparecida/

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

BÊNÇÃO PARA AS CRIANÇAS

Convidar as crianças para ficarem diante do Altar. As de colo são apresentadas pelos pais. V. A nossa proteção está no nome do Senhor. R. Que fez o céu e a terra! V. Ouvi, Senhor, a nossa oração. R. E chegue até vós o nosso clamor. Oremos: Senhor, nosso Deus, que da boca das crianças preparastes um louvor do vosso nome, olhai para estas crianças, que a fé da Igreja recomenda à vossa piedade. Como o vosso Filho, nascido da Virgem, recebia com amor as crianças, abraçando-as e abençoando-as e propôs o exemplo delas à imitação de todos, assim, ó Pai, derramai sobre elas a vossa bênção. Que sejam fortalecidas pelo dom da fé e, quando crescerem através de uma boa convivência com os homens e com a cooperação da força do Espírito Santo, se tornem testemunhas de Cristo no mundo e saibam espalhar e defender o vosso Reino. Por Cristo, nosso Senhor. Amém. - Faz-se a aspersão com água benta e depois a oração da Ave Maria e o Glória ao Pai.

. BÊNÇÃO E DESPEDIDA

D. O Senhor esteja convosco. T. Ele está no meio de nós.

D. Por intercessão de Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, abençoe-nos e guarde-nos o Senhor Todo-Poderoso e cheio de misericórdia: Pai e Filho e Espírito Santo. T. Amém.

D. Levando ao mundo a alegria deste nosso encontro de irmãos: Ide em paz, e o Senhor nos acompanhe. T. Graças a Deus. –

. CANTO Viva a Mãe de Deus e nossa..

ATUALIDADE O aborto e os dramas de consciência

 

ATUALIDADE

O aborto e os dramas de consciência 

 

Vanderlei de Lima - 

Objeção de consciência é abster-se de participar ativamente de atos objetivamente imorais, impostos pela lei positiva ou pela autoridade civil

De início, digamos que o aborto é o crime mais covarde da história, pois trucida um bebê inocente e indefeso no ventre materno. Eis um tipo de homicídio amparado pela lei humana positiva, porém nunca pela Lei Divina não só inscrita no coração de cada ser humano, mas também proclamada pelo próprio Deus no Monte Sinai (cf. Ex 20,2-17). 

Fecundação: marco do início da vida

E por que é homicídio? – Porque há vida desde a concepção. Jérôme Lejeune, renomado geneticista francês, assegura: “A vida começa na fecundação. Quando os 23 cromossomos masculinos transportados pelo espermatozoide se encontram com os 23 cromossomos da mulher [no óvulo], todos os dados genéticos que definem o novo ser humano já estão presentes. A fecundação é o marco do início da vida. Daí para a frente qualquer método artificial para destrui-la é um assassinato” (Pergunte e Responderemos n. 485, novembro de 2002, p. 462-468). Mais: “Desde a penetração do espermatozoide se encontra realizado o novo ser. Não um homem teórico, mas já aquele que mais tarde chamarão de Pedro, de Paulo ou de Madalena […]. Se o ser humano não começa por ocasião da fecundação, jamais começará. Pois de onde lhe viria uma nova informação? O bebê de proveta o demonstra aos ignorantes” (Dom Estêvão Bettencourt, OSB. Problemas de Fé e Moral. Rio de Janeiro: Mater Ecclesiae, 2007, p. 176).

Esta comprovação científica dos nossos dias alicerça ainda mais a firme posição tradicional da Igreja a condenar o homicídio no ventre materno. Fiel ao 5º mandamento da Lei de Deus a prescrever o “Não matarás” (Ex 20,13), os cristãos do século I já diziam: “Não matarás criança por aborto nem criança já nascida” (Didaché 2,2). Ainda: o pecado do aborto foi inserido entre aqueles que, por derramar sangue inocente, brada ao céu por vingança divina (cf. Gn 4,10). Sim, Deus mesmo toma a defesa do bebê assassinado! O afamado biblista Luís Alonso Schökel, ao comentar a passagem bíblica em questão, diz: “Quando se comete um crime, a vítima ou seu defensor clamam, pedindo justiça; morta a vítima e na falta de defensor humano, o sangue derramado ‘clama ao céu’ pedindo justiça (Jó 16,18; Hb 12,24)” (Bíblia do Peregrino. 3ª ed. São Paulo: Paulus, 2017). 

Excomunhão latae sententiae

Relembremos ainda que o aborto é punido com a excomunhão latae sententiae (automática), conforme o Código de Direito Canônico vigente, cânon 1398: “Quem provoca o aborto, seguindo-se o efeito, incorre em excomunhão latae sententiae”. Estão excomungados também todos os que, com ciência e consciência, ajudaram na realização do aborto. De modo material, a excomunhão atinge os médicos, enfermeiros, parteiras etc., pois colaboram diretamente no assassinato de um ser humano. De modo moral eficaz, a excomunhão atinge o marido, o namorado, o amante, o pai, a mãe etc. que ameaçam ou estimulam e ajudam a mulher a submeter-se ao aborto. A mãe também está excomungada, mas nem sempre, pois ela pode estar inserida nas atenuantes propostas pelo cânon 1324 que prevê a não excomunhão da mulher que aborta quando: a) esta tem apenas posse parcial da razão; b) está sob forte ímpeto de paixão que não foi por ela mesma fomentada voluntariamente e c) se está sob coação por medo grave.

Objeção de consciência

Que devem fazer os médicos ante uma lei homicida dessas? – Não devem se tornar assassinos, mas, sim, exercer o direito humano fundamental à objeção de consciência. Esta é entendida como qualquer tipo de resistência à autoridade pública por motivos íntimos, ou seja, se dá quando o cidadão julga, de modo bem fundamentado, que as determinações da autoridade são injustas e, por isso, não merecem obediência, mas oposição. Objeção de consciência é, portanto, abster-se de participar ativamente de atos objetivamente imorais, impostos pela lei positiva ou pela autoridade civil. O recurso à objeção de consciência assegura que ninguém pode ser, legalmente, obrigado a fazer algo contra a consciência, especialmente ferindo seus valores morais e espirituais.

Que tenhamos a graça divina de sempre obedecer a Deus antes que aos homens (cf. At 5,29).

https://pt.aleteia.org/2022/03/20/o-aborto-e-os-dramas-de-consciencia/

Santo Agostinho fala sobre a fé da Virgem Maria Acreditou pela fé e concebeu pela fé

 

Santo Agostinho fala sobre a fé da Virgem Maria

 

Acreditou pela fé e concebeu pela fé 

Peço-vos que repareis no que diz o Senhor ao estender a mão para os seus discípulos: Estes são minha mãe e meus irmãos e Quem fizer a vontade de meu Pai, que Me enviou, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.

Porventura não fez a vontade do Pai a Virgem Maria, que acreditou pela fé e concebeu pela fé, que foi escolhida para que d’Ela nascesse a salvação entre os homens e que foi criada por Cristo antes de Cristo ter sido criado n’Ela?

Maria cumpriu, e cumpriu perfeitamente, a vontade do Pai; e, por isso, Maria tem mais mérito por ter sido discípula de Cristo do que por ter sido mãe de Cristo; mais ditosa é Maria por ter sido discípula de Cristo do que por ter sido mãe de Cristo.

Portanto, Maria era bem aventurada, porque, antes de dar à luz o Mestre, trouxe O no seio. Vê se não é como digo. Passava o Senhor, acompanhado da multidão e fazendo milagres divinos.

E uma mulher exclamou: Bem aventurado o ventre que Te trouxe. Ditoso o ventre que Te trouxe. E o Senhor, para que se não buscasse a felicidade na natureza material da carne, que respondeu? Mais felizes os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática.

Por isso também Maria era feliz porque ouviu a palavra de Deus e a pôs em prática; guardou mais a verdade de Cristo na sua mente do que o corpo de Cristo no seu seio. Cristo é verdade; Cristo é carne.

Cristo é verdade no espírito de Maria, Cristo é carne no seio de Maria; é mais o que está no espírito do que o que se traz no seio.

Maria é santa, Maria é bem aventurada. Mas é mais importante a Igreja do que a Virgem Maria. Porquê? Porque Maria é uma parte da Igreja, membro santo, membro excelente, membro supereminente, mas apesar disso membro do corpo total. Se é membro do corpo, é certamente mais o corpo do que o membro.

A cabeça é o Senhor, e Cristo total é a cabeça e o corpo. Que mais direi? Temos no corpo da Igreja uma cabeça divina, temos a Deus por cabeça.

Reparai portanto em vós mesmos, irmãos caríssimos. Também vós sois membros de Cristo, também vós sois corpo de Cristo. Vede como o sois, quando Ele diz: Eis minha mãe e meus irmãos.Como sereis mãe de Cristo? Todo aquele que ouve e pratica a vontade de meu Pai que está nos Céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe. Quando diz «irmãos» e «irmãs», fala evidentemente da mesma e única herança.

É uma só, na verdade, a herança. Por isso, a misericórdia de Cristo, que sendo único não quis ficar só, fez de nós herdeiros do Pai e herdeiros consigo.

Dos Sermões de Santo Agostinho, bispo
(Sermo 25, 7-8: PL 46, 937-938) 

https://misericordia.com.br/santo-agostinho-fala-sobre-a-fe-da-virgem-maria/

DICAS DE LEITURAS

 DICAS DE LEITURAS

Por Luciano Paes Landim (Autor)  Formato: eBook Kindle

·         Editora ‏ : ‎ Edições Boas Novas; 1ª edição (14 junho 2022)

·         Idioma ‏ : ‎ Português

 

O que é missões? A palavra “missão” vem do latim missio, significando “envio”. A terminologia missio somente veio aparecer no século XVI quando as ordens de monges jesuítas e carmelitas os enviaram ao novo mundo, de, então, centenas de missionários.
Eles, os jesuítas, foram os primeiros a utilizarem a terminologia “missão” como a propagação da fé cristã entre os povos não-cristãos, ou seja, a disseminação da fé entre os povos não católicos (os protestantes foram vistos como indivíduos a serem alcançados).
Até o século XVI, o termo “missão” foi usado exclusivamente com referência à doutrina trinitária e ao papel da Trindade na história da redenção — o envio do Filho pelo Pai; do Espírito Santo pelo Pai e pelo Filho.
Em grego, a palavra apostello tem o mesmo significado. O termo se encontra bem destacado nas Sagradas Escrituras. No Novo Testamento as duas palavras apostello e pempo, querendo dizer “envio”, aparecem 210 vezes.
Missões procedem do plano e propósito de Deus, sendo tarefa vigente e urgente. É o método adotado por Deus para divulgar o Evangelho.
É urgente porque mais de dois bilhões de seres humanos jamais foram evangelizados.
Nessa seara, resta claro ser necessário a igreja, como comunidade missionária e portadora da Palavra, atravessar barreiras culturais para cumprir a vocação dela.
Sendo assim, missões não é uma alternativa da igreja. Não é uma atividade ou programa. Também não é um movimento. Missões é avivamento. É o estilo de vida do povo de Deus: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt 28.19,20). Missões é a evidência da plenitude do Espírito Santo: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra” (At 1.8).

https://www.amazon.com.br/IGREJA-MISSION%C3%81RIA-POR-NATUREZA-import%C3%A2ncia-ebook/dp/B0B46RW3XW


02-         Curso básico de história da Igreja

 

Paulus Editora

Autor(a): Roland Fröhlich

 

O livro oferece um quadro amplo e completo dos fatos da história da Igreja, levando o leitor para o meio ambiente em que a Igreja se desenvolveu e teve de enfrentar. Texto conciso, com datas e acontecimentos dispostos ordenadamente, tabelas e mapas ilustrativos.

https://loja.paulus.com.br/curso-basico-de-historia-da-igreja/p


SB SABENDO BEM DE 08 DE OUTUBRO DE 2023 INFORMA

 




SB SABENDO BEM INFORMA

 

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O meu abraço fraterno e uma ótima semana a todos!

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EU CUIDO DE VOCÊ E VOCÊ CUIDA DE MIM E DEUS CUIDA DE NÓS!

 

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