sexta-feira, 28 de agosto de 2026

3- LITURGIA DO 22.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

 

 

3- LITURGIA DO 22.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

- A liturgia deste domingo nos apresenta a cruz como símbolo do amor de Deus em sua máxima expressão na vida, missão e obediência de Jesus Cristo. Nossa vivência do Reino só terá sentido quando assumirmos, na cruz de Cristo, a nossa cruz. Pela fé, enfrentando os desafios cotidianos, nos tornamos cada vez mais discípulos do Senhor. Pela cruz entendemos o caminho do despojamento e da obediência que nos leva para a vida eterna.

- Na primeira leitura, Jeremias descreve sua experiência desolada. Sentiu que Deus o chamava a ser profeta. Viveu numa época histórica bastante conturbada: período de grande instabilidade, injustiças sociais gritantes, infidelidade religiosa etc. Sua pregação não foi apreciada, pois era considerado um "profeta da desgraça". Mas ele é o modelo dos profetas que sofreram por causa da sua missão. Estava, verdadeiramente, apaixonado pela Palavra do Senhor e sabia que não teria descanso se não a proclamasse com fidelidade. Seduzido pelo Senhor, o profeta colocou toda a sua vida a serviço de Deus. Conheceu o sofrimento, a solidão, a perseguição, mas o amor a Deus e à sua Palavra eram tão grandes no coração de Jeremias que era impossível resistir.

- A segunda leitura convida os cristãos a oferecerem sua existência a Deus, comportando-se de acordo com as exigências da sua condição de batizados. Diante da bondade e do amor de Deus, os cristãos são aqueles que se entregam completamente em suas mãos e que, em todo instante da sua existência, vivem para Ele.

- No Evangelho, Jesus explica aos discípulos o sentido autêntico do seu messianismo e da sua filiação divina. Fiéis no seguimento, eles acreditam que Jesus é o "Messias, Filho de Deus" e querem partilhar o seu destino de glória e de triunfo. Jesus vai, no entanto, explicar-lhes que o seu messianismo não passa por triunfos e êxitos humanos, mas pela cruz. Viver como discípulo é seguir esse caminho de entrega cotidiana. Em suas palavras encontramos uma catequese sobre esse destino de cruz que aparece em seu horizonte. É conveniente recordar que o caminho cristão não é um caminho fácil, percorrido no meio de aplausos.

- Pedro não está de acordo com o fato de Jesus caminhar em direção à cruz. Essa oposição significa que a compreensão dele sobre o mistério de Jesus é imperfeita. Jesus o repreende com dureza, porque os discípulos precisam corrigir sua perspectiva sobre Ele e o plano do Pai que veio realizar. Quem quiser ser discípulo de Jesus tem de "renunciar a si mesmo", "tomar a cruz" e seguir no caminho do Mestre. - O cristão não pode viver fechado em si mesmo, preocupado apenas em concretizar os seus sonhos pessoais, seus projetos de riqueza, segurança, bem estar, êxito, triunfo. Ele deve fazer da sua vida um dom generoso a Deus e aos irmãos. Só assim poderá ser discípulo de Jesus e integrar a comunidade do Reino. Que assim seja, amém!

- Quais são as amarras que me impedem de seguir a Jesus verdadeiramente no caminho do Reino?

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