3. LITURGIA
DO 30.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A
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A liturgia do 30º Domingo do Tempo Comum
nos convida a colocar o amor e a justiça no centro da nossa vivência cristã.
A Palavra nos ensina que o amor a Deus é inseparável do amor ao próximo e que
nossa relação com o Criador deve ser marcada pela humildade e pelo acolhimento
aos mais vulneráveis.
- O
Evangelho diz-nos, de forma clara e inquestionável, que toda a revelação de
Deus se resume no amor: amor a Deus e amor aos irmãos. Os dois mandamentos
não podem separar-se: "amar a Deus" é cumprir a sua vontade e
estabelecer, com os irmãos, relações de amor, de solidariedade, de partilha, de
serviço, até ao dom total da vida. Todo o resto é explicação, desenvolvimento e
aplicação à vida prática dessas duas coordenadas fundamentais da vida cristã. A
certeza maior que todos hoje devemos ter é que, ao amar até o extremo, amar sem
reservas, dando-se e recebendo esse amor misericordioso, o homem fica mais
perto da palma da mão de Deus.
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O mundo em que vivemos precisa de
redescobrir o amor, a solidariedade, o serviço, a partilha e o dom da vida.
Na realidade, a minha vida é posta ao serviço dos meus irmãos, sem distinção de
raça, de cor ou de estatuto social? Os pobres, os necessitados, os
marginalizados e os que alguma vez me magoaram ou ofenderam encontram em mim um
irmão que os ama, sem condições?
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A primeira leitura contém uma mensagem
muito atual para nós. Não há, por acaso, quem às vezes se aproveite das pessoas
mais fracas, dos mais pobres, dos menos protegidos, dos que não têm instrução,
dos que estão na miséria, para roubar, enganar e enriquecer-se? Então, o
texto nos garante que Deus não aceita a continuação dessas situações
intoleráveis de injustiça, de arbitrariedade, de opressão e de desrespeito
pelos direitos e pela dignidade dos mais pobres e vulneráveis.
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Observamos que, no mundo, existem ainda
muitas discriminações. Cometem-se injustiças contra quem pertence a outra
nação, a outra etnia ou a outro grupo social. A título de exemplo, a
leitura fala da situação dos estrangeiros, dos órfãos, das viúvas e das pobres
vítimas da especulação dos agiotas: qualquer injustiça ou arbitrariedade
praticada contra um irmão mais pobre ou mais frágil é um crime grave contra
Deus, que nos afasta da comunhão com Ele e nos coloca fora da sua Aliança.
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A segunda leitura apresenta-nos o exemplo
da comunidade cristã de Tessalônica que, apesar da hostilidade e da
perseguição, aprendeu a percorrer, com Cristo e com Paulo, o caminho do amor e
do dom da vida. Assim, seus membros se tornaram tão bons a ponto de serem
citados como exemplo junto às demais comunidades.
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Todo esse percurso, cumprido na alegria
e na dor, tornou-se semente de fé e de amor, que deu frutos também em outras
comunidades. Dentre esses frutos, dois ensinamentos são importantes para
nós, hoje: o primeiro é sobre os laços, os contatos e o conhecimento recíproco,
a fim de que todos se animem mutuamente para permanecerem fiéis a Cristo. O
segundo, refere-se aos meios usados na difusão do Evangelho. Isso se deu pelo
empenho de todos em comunicar aos outros a própria fé no Cristo ressuscitado.
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A fé não é uma verdade apenas para ser
demonstrada nem um produto para ser vendido. Ela é uma adesão livre a uma
proposta. Quem se deixou inundar de alegria viu sua vida florescer. Assim,
desde que descobriu o Evangelho, sente a necessidade irresistível de comunicar
a todos a sua experiência. Dessa experiência comum nasceu uma imensa família de
irmãos, unida em torno do Evangelho e espalhada por todo o mundo. Que assim
seja. Amém!
https://diocesedesaomateus.org.br/wp-content/uploads/2026/08/25_10_26.pdf
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