sexta-feira, 23 de outubro de 2026

3. LITURGIA DO 30.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

 

3.    LITURGIA DO 30.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

- A liturgia do 30º Domingo do Tempo Comum nos convida a colocar o amor e a justiça no centro da nossa vivência cristã. A Palavra nos ensina que o amor a Deus é inseparável do amor ao próximo e que nossa relação com o Criador deve ser marcada pela humildade e pelo acolhimento aos mais vulneráveis.

 - O Evangelho diz-nos, de forma clara e inquestionável, que toda a revelação de Deus se resume no amor: amor a Deus e amor aos irmãos. Os dois mandamentos não podem separar-se: "amar a Deus" é cumprir a sua vontade e estabelecer, com os irmãos, relações de amor, de solidariedade, de partilha, de serviço, até ao dom total da vida. Todo o resto é explicação, desenvolvimento e aplicação à vida prática dessas duas coordenadas fundamentais da vida cristã. A certeza maior que todos hoje devemos ter é que, ao amar até o extremo, amar sem reservas, dando-se e recebendo esse amor misericordioso, o homem fica mais perto da palma da mão de Deus.

- O mundo em que vivemos precisa de redescobrir o amor, a solidariedade, o serviço, a partilha e o dom da vida. Na realidade, a minha vida é posta ao serviço dos meus irmãos, sem distinção de raça, de cor ou de estatuto social? Os pobres, os necessitados, os marginalizados e os que alguma vez me magoaram ou ofenderam encontram em mim um irmão que os ama, sem condições?

- A primeira leitura contém uma mensagem muito atual para nós. Não há, por acaso, quem às vezes se aproveite das pessoas mais fracas, dos mais pobres, dos menos protegidos, dos que não têm instrução, dos que estão na miséria, para roubar, enganar e enriquecer-se? Então, o texto nos garante que Deus não aceita a continuação dessas situações intoleráveis de injustiça, de arbitrariedade, de opressão e de desrespeito pelos direitos e pela dignidade dos mais pobres e vulneráveis.

- Observamos que, no mundo, existem ainda muitas discriminações. Cometem-se injustiças contra quem pertence a outra nação, a outra etnia ou a outro grupo social. A título de exemplo, a leitura fala da situação dos estrangeiros, dos órfãos, das viúvas e das pobres vítimas da especulação dos agiotas: qualquer injustiça ou arbitrariedade praticada contra um irmão mais pobre ou mais frágil é um crime grave contra Deus, que nos afasta da comunhão com Ele e nos coloca fora da sua Aliança.

- A segunda leitura apresenta-nos o exemplo da comunidade cristã de Tessalônica que, apesar da hostilidade e da perseguição, aprendeu a percorrer, com Cristo e com Paulo, o caminho do amor e do dom da vida. Assim, seus membros se tornaram tão bons a ponto de serem citados como exemplo junto às demais comunidades.

- Todo esse percurso, cumprido na alegria e na dor, tornou-se semente de fé e de amor, que deu frutos também em outras comunidades. Dentre esses frutos, dois ensinamentos são importantes para nós, hoje: o primeiro é sobre os laços, os contatos e o conhecimento recíproco, a fim de que todos se animem mutuamente para permanecerem fiéis a Cristo. O segundo, refere-se aos meios usados na difusão do Evangelho. Isso se deu pelo empenho de todos em comunicar aos outros a própria fé no Cristo ressuscitado.

- A fé não é uma verdade apenas para ser demonstrada nem um produto para ser vendido. Ela é uma adesão livre a uma proposta. Quem se deixou inundar de alegria viu sua vida florescer. Assim, desde que descobriu o Evangelho, sente a necessidade irresistível de comunicar a todos a sua experiência. Dessa experiência comum nasceu uma imensa família de irmãos, unida em torno do Evangelho e espalhada por todo o mundo. Que assim seja. Amém!

https://diocesedesaomateus.org.br/wp-content/uploads/2026/08/25_10_26.pdf

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