sábado, 3 de dezembro de 2022

"VÍRUS OU DROGA? DESCOBERTO 'DOOMSCROLLING': O MONSTRO DO LAGO NESS" ( Parte II)

 

"VÍRUS OU DROGA? DESCOBERTO 'DOOMSCROLLING':

 O MONSTRO DO LAGO NESS" ( Parte II)

 

 Por Lindolivo Soares Moura(*)

 

   "A raiva é um veneno que você toma desejando  que  o outro morra"

           (Shakespeare)

 

"Por onde vão as ideologias vão os argumentos", afirma certa máxima que tanto pode ser aplicada à política, como à ciência e à religião. Quando a polarização ultrapassa os limites do bom senso e da razão, e alcança patamares de  extremismo e radicalismo, deixa de ser orientada por crenças e ideologias que Gramsci chama de "historicamente orgânicas" -  ideologias estas que como o cimento na massa dão a um grupo ou sociedade força e sustentação - e passam a ser configuradas e orientadas a partir de crenças e ideologias que Marx denomina "arbitrárias ou autoritárias", cujas características foram já anteriormente apontadas. Ao contrário porém das ideologias e crenças historicamente orgânicas, que são flexíveis e receptíveis, abertas a novas ideias e eventuais mudanças, as ideologias e crenças arbitrárias são dogmáticas, inflexíveis e  impermeáveis ao novo e a qualquer tipo de contestação. Frank Zappa, um dos maiores músicos e compositores do século XX, afirmava que a mente é como um paraquedas: só funciona bem se não estiver aberta. Essa é sem dúvida uma boa comparação, e mais que isso uma excelente recomendação.

O fato é que nossa sociedade não se encontra apenas dividida e polarizada: vivemos e experimentamos, ainda, o extremismo de dois grupos intensa e assustadoramente radicalizados. Quando isso acontece as pessoas têm notória dificuldade em dialogar e se entender nas mínimas coisas, com o nível de stress e ansiedade indo às alturas, e ao mesmo patamar o teor de ferocidade e agressividade. Concomitantemente, como seria de se esperar, os termômetros do respeito e da tolerância tendem a zero. Ao mesmo tempo, e para piorar ainda mais as coisas, cada grupo se "empanturra" de todo e qualquer tipo de conteúdo que corrobore suas crenças e convicções - o assim chamado "viés de confirmação" - alimentando a mente própria e compartilhando notícias falsas, maldosas, entorpecentes e tendenciosas, beirando as raias do maquiavelismo e sem um mínimo de apreço para com os princípios da ética, do bom senso e da moralidade. Virtude então, nem se fale: fica totalmente fora de cogitação! É como se a razão saísse de cena e cedesse seu lugar à paixão. Tomados e  arrebatados por esse estado de espírito profundamente alterado as pessoas passam horas e horas, do dia e da noite, à caça de mais conteúdos, notícias e compartilhamentos, que logo em seguida vão por sua vez repassar à frente sem uma checagem consciente e minimamente responsável pela originalidade e veracidade das fontes. E assim a vida vai seguindo em frente, enquanto uma espécie de "corrente do mal, da maldade e da maledicência" vai se formando, ainda que na maioria das vezes, há que reconhecê-lo, sem que haja má fé ou perversa intenção. Essa espécie de "corrente do pessimismo e do negativismo" acaba literalmente adoecendo as pessoas, mental, física e emocionalmente, sem que elas se apercebam desse processo de  aniquilamento e exaurimento de suas energias saudáveis, positivas, otimistas e motivadoras, tudo isso independente do grupo a que pertençam ou do lado em que estão.

Para entender melhor esse tipo de perda e comprometimento é preciso ter presente o que sobre a mente e o cérebro apontamos no início de nossa reflexão. Tudo que "alimenta" nossa mente inconsciente, dizíamos, mente esta incapaz de distinguir o falso do verdadeiro e o real do imaginário, vai aos poucos "programando-a",  num claro desafio à nossa vontade livre e à nossa capacidade consciente de controle e tomada de decisão. Essa espécie de "conteúdo programático" vai posteriormente não só orientar nossa vontade, nossas escolhas e decisões, como também "condicionar" nossos afetos, sentimentos e emoções, e por fim nossas ações, atitudes e comportamento. Esta é por sinal a base sobre a qual se assenta a chamada Teoria Cognitivo Comportamental,  "uma das", senão a principal abordagem terapêutica da atualidade. Na prática nossas atitudes e comportamentos refletem nosso estado afetivo-emocional, isto é, nossos sentimentos e emoções, que por sua vez são reflexo de nossas crenças, ideias e representações. "Semeia-se um pensamento colhe-se um ato - afirma Marlon Laurence - semeia-se um ato colhe-se um hábito, semeia-se um habito colhe-se um caráter, semeia-se um caráter colhe-se um destino". Tudo começa, como se vê,  com um simples pensamento, uma crença, uma ideia ou uma representação de mundo, representação esta a que damos o nome de "cosmovisão".

Equivoca-se quem pensa que o mal e a maldade em forma de conteúdos e de notícias tóxicas e intoxicantes povoam apenas notícias, noticiários e os diversos meios de comunicação. Muitas e muitas vezes tais conteúdos nos chegam discreta e subliminarmente por intermédio de pessoas bem intencionadas porém descompensadas, de "amigos" que querem o nosso bem mas que sem querer e saber nos aproximam do mal, de partidários e correligionários do mesmo grupo, partido, seita ou religião. Atraídos e seduzidos pelo canto da sereia da polarização e do extremismo eles se tornaram servos e servidores fiéis do senhorio de "doom", e como um cego conduzindo outro tentam nos atrair agora para o abismo da ruína e da perdição. O célebre ditado "diga-me com quem andas que te direi quem és" não precisa ser senão levemente modificado: "diga-me com quem te manténs conectado e te direi se estás calmo ou estressado".

Num artigo recente, intitulado "Como psicólogos têm tratado o adoecimento político na clínica", a terapeuta Maria Pereira afirma que tratar os laços que foram desfeitos após brigas entre famílias e entre amigos por causa da polarização política virou um desafio até mesmo para psicanalistas. Isso porque, segundo ela, o racha político e ideológico entre amigos, familias, e até mesmo casais, tem provocado brigas, rompimento e adoecimento mental para uma grande parcela da população. No mesmo artigo o psicanalista Christian Dunker afirma que o problema alcança a todos, e atravessa tanta gente porque ele atinge os recursos naturais da saúde mental das pessoas, tais como suas mais diversas relações, suas famílias, vínculos comunitários e laços  afetivo-emocionais. A polarização e a radicalização, ele explica, fizeram muito mal - e continuam fazendo, grifo nosso - justamente porque fez com que muitos de nós perdêssemos boa parte desses recursos. Por fim Marcelo Bizzotto, também terapeuta, tece o seguinte comentário: "a dimensão política hoje está muito ligada à questão dos afetos. A política deixou de ser algo simplesmente argumentativo e ideológico e passou a ser algo muito da emoção e da paixão".

Haveria algo ainda mais perigoso e espinhoso que o quadro descrito por Bizzotto? Lamentavelmente a resposta é "sim", há um quadro que se revela ainda mais grave: quando a política, já tendo sido invadida pela paixão, é também tomada de assalto pela religião. Não há como não deixar de fazer aqui uma analogia com a célebre advertência  de Hans Kelsetn, criador da chamada "Teoria Pura do Direito". Dizia ele: "quando a política entra por uma porta, a justiça sai pela outra". Kelsen sabia muito bem dos "estragos" a que um conluio do tipo está destinado a produzir. Por isso disse o que disse. Da mesma forma, experimentamos e continuamos ainda a experimentar na pele o estragos e danos que o conluio entre política e religião podem causar. Se a paixão desenfreada é capaz de produzir males e perdas incalculáveis quando  invade como "penetra", sem ser convidada, os domínios da política, ao fazer o mesmo a religião, seja ela organizada e institucionalizada ou não como afirma Lou Marinoff, torna-se uma agravante. Das piores! E se o dogmatismo característico de tais religiões vem junto, os danos produzidos são, aí sim, verdadeiramente imprevisíveis. Não por acaso e menos ainda por motivo fútil o segundo Mandamento do Decálogo Cristão adverte para que não se lance mão do nome de Deus em vão. E isso foi feito "às pampas", de maneira obscena e ignominiosa nesse período de Eleições, provavelmente como  em nenhum outro de nossa história. Quando cruzamos polarização e radicalismo político com paixão obstinada e desembestada, e acrescentamos como ingrediente extra fundamentalismo e radicalismo  religioso, temos a receita certa do desastre nãos mãos.  Difícil mesmo é imaginar para que lado da contenda se decide o divino em meio a tanta confusão. "A César o que é de César, a Deus o que é de Deus!". Pelo visto ainda teremos que aprender melhor a lição.

À guisa de conclusão: o monstro do Lago Ness não existe, nunca existiu. Mas nós podemos criá-lo, dar-lhe vida, trazê-lo à existência. À semelhança das pedras de um quebra-cabeça que vai sendo montado passo a passo, cada vez que acessamos a tela de nosso celular ou computador à caça de notícias, postagens e compartilhamentos cujo conteúdo é negativo, pessimista e ideologicamente contaminado, "doom" - permeando nossa mente inconsciente - vai ganhando vida e sendo plasmado. Não à imagem e semelhança de um "daimon" divino, benígno e criador, mas de um espírito demoníaco, maligno e destruidor. Fruto de nossa criação ele nos arrasta e nos faz submergir para as profundezas do lago de nosso inconsciente, e tenta nos afogar nas águas contaminadas da ansiedade, da malinconia e da depressão. Mas ele sabe que precisa de nós, e por isso nos quer e nos mantém vivos, ciente de que somente nós podemos ser os instrumentos e as armas de seu potencial destruidor. E assim ele nos arrasta para as águas agitadas da superfície do nosso eu consciente e nos faz destilar ódio, fúria e ressentimento pela boca, calúnia, injúria e difamação pelas narinas, violência, agressividade e brutalidade pela mãos.

Enquanto nossos filhos e netos, os jovens e os adolescentes, travam uma luta de vida e morte contra os personagens e as forças do mal do mundo distópico, infernal e sul-real de "doom", nós adultos travamos uma batalha mais que sul-real contra personagens reais do mundo da justiça, da política e da religião. Personagens estes que com nossas mentes entoxicadas e adoecidas são por nós diabolizados, monstrificados e endemonizados, e que como espectros e fantasmas povoam  dia e noite nossa imaginação. Forças do mal que não estão fora mas dentro de nossas mentes, que louca e tresloucadamente nos levam a travar uma guerra perdida de antemão, pois nos tornamos literalmente entorpecidos e incapazes de perceber que estamos combatendo o inimigo errado no campo de batalha equivocado. Damos vida a um monstro, um "frankstein" - " um demônio", se se preferir - que depois nos torna cegos para a percepção de sua existência, escravizados a serviço de suas pretensões maquiavélicas, e nos mantém cativos numa prisão chamada "mente". "Mente inconsciente", mais precisamente!

Não é preciso ser religioso, espiritualista ou sequer espirituoso para saber que com o mal não se brinca. Nenhum pai ou mãe minimamente consciente e responsável coloca nas mãos do filho fogo, droga ou veneno, e muito menos uma arma que sangra e mata. Pelo contrário, mantém bem longe tudo que ameaça e é capaz de ceifar a vida, tanto dos seus como de outrem. Ocorre que os influenciadores digitais e os criadores de "diversões infernais" estão à solta, assim como os  propagadores de conteúdos tóxicos, destrutivos e letais. Não faz sentido advertir, proibir ou até mesmo punir os pequenos, quando também nós adultos -  "imagos" e referências paradigmáticas da estruturação de suas personalidades - fazemos o mesmo na vida real. Tampouco precisamos de demônios, espíritos malignos e forças do mal que venham do além, do sub-mundo ou do além-mundo, para perpetrarem e nos causarem mal. Os "daimons" e "dooms" malignos e malévolos que  perambulam entre nós e povoam nossas mentes bastam, são potencialmente danosos e destrutivos o suficiente para intoxicar e fazer adoecer nossa vida mental. E sabemos bem do quê uma única mente maníaca e "possuída" é capaz de produzir em termos de morte e destruição. A humanidade certamente jamais se esquecerá de um nome, Adolph Hitler, com sua mente pervertida e seu plano infernal. Sabemos também que por razões óbvias os criadores de "Doom", a série,  não estão "nem aí", não dão a mínima para a intoxicação mental e a contaminação emocional de nossos jovens. Oxalá nós pais e adultos não continuemos, também nós, nos deixando seduzir e cair em semelhante tentação no mundo real. Afinal, "somos o que pensamos - afirmava Buda - tudo que somos surge com nossos pensamentos. Com nossos pensamentos construímos o nosso mundo".

 

(*) Reflexão enviada de Vitória(ES) por whatsapp.

 

 

 

 

IMACULADA CONCEIÇÃO 8 DE DEZEMBRO DE 2022 SOLENIDADE

 

IMACULADA CONCEIÇÃO 8 DE DEZEMBRO DE 2022 SOLENIDADE

 

ALEGRA-TE, CHEIA DE GRAÇA, O SENHOR ESTÁ CONTIGO!

Celebrando esta solenidade, recordamos a bondade divina em preservar Maria para ser a digna habitação do Verbo de Deus. Com a materna intercessão de Nossa Senhora, queremos um dia estar nos céus e todos juntos cantarmos as glórias do Senhor. Em 1439, o Concílio de Basileia considerou este mistério como uma verdade de fé. O dogma da Imaculada Conceição foi proclamado em 1854, pelo Papa Pio IX. Maria, desde sua a conceição, foi bendita do Senhor entre todas as mulheres e escolhida por Deus, seu Salvador. A Paróquia de Conceição da Barra está em festa. Outras tantas comunidades também celebram este dia com júbilo. Vivamos com alegria e esperança este dia acolhendo a imagem de nossa Senhora

 

ORAÇÃO

 D. Ó Deus que preparastes uma digna habitação para o vosso Filho, pela Imaculada Conceição da Virgem Maria, preservando-a de todo pecado em previsão dos méritos de Cristo. Concedei-nos chegar até vós purificados também de toda culpa por sua materna intercessão. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

LEITURAS

 Refrão: "É como a chuva que lava, é como o fogo que arrasa, tua Palavra é assim, não passa por mim, sem deixar um sinal."

PRIMEIRA LEITURA

Porei inimizade entre ti e a mulher,
entre a tua descendência e a dela.

Leitura do Livro do Gênesis 3,9-15.20

 

Depois que Adão comeu do fruto da árvore,

9

o Senhor Deus o chamou, dizendo:
"Onde estás?"

10

E ele respondeu:
"Ouvi tua voz no jardim,
e fiquei com medo porque estava nu; e me escondi".

11

Disse-lhe o Senhor Deus:
"E quem te disse que estavas nu?
Então comeste da árvore,
de cujo fruto te proibi comer?"

12

Adão disse:
"A mulher que tu me deste por companheira,
foi ela que me deu do fruto da árvore, e eu comi".

13

Disse o Senhor Deus à mulher:
"Por que fizeste isso?"
E a mulher respondeu:
"A serpente enganou-me e eu comi".

14

Então o Senhor Deus disse à serpente:
"Porque fizeste isso, serás maldita
entre todos os animais domésticos
e todos os animais selvagens!
Rastejarás sobre o ventre
e comerás pó todos os dias da tua vida!

15

Porei inimizade entre ti e a mulher,
entre a tua descendência e a dela.
Esta te ferirá a cabeça
e tu lhe ferirás o calcanhar".

20

E Adão chamou à sua mulher "Eva",
porque ela é a mãe de todos os viventes.
Palavra do Senhor.

Salmo responsorial
Sl 97(98),1.2-3ab.3cd-4 (R. 1a)

R. Cantai ao Senhor Deus um canto novo,
porque ele fez prodígios!

1

Cantai ao Senhor Deus um canto novo, *
porque ele fez prodígios!
Sua mão e o seu braço forte e Santo *
alcançaram-lhe a vitória. R.

 

2

O Senhor fez conhecer a salvação, *
e às nações, sua justiça;

3a

recordou o seu amor sempre fiel *

3b

pela casa de Israel. R.

 

3c

Os confins do universo contemplaram *

3d

a salvação do nosso Deus.

4

Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, *
alegrai-vos e exultai! R.




SEGUNDA LEITURA

Em Cristo, ele nos escolheu,
antes da fundação do mundo.

Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios 1,3-6.11-12

3

Bendito seja Deus,
Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.
Ele nos abençoou com toda a bênção do seu Espírito
em virtude de nossa união com Cristo, no céu.

4

Em Cristo, ele nos escolheu,
antes da fundação do mundo,
para que sejamos santos e irrepreensíveis
sob o seu olhar, no amor.

5

Ele nos predestinou para sermos seus filhos adotivos
por intermédio de Jesus Cristo,
conforme a decisão da sua vontade,

6

para o louvor da sua glória
e da graça com que ele nos cumulou no seu Bem-amado.

11

Nele também nós recebemos a nossa parte.
Segundo o projeto daquele
que conduz tudo conforme a decisão de sua vontade,
nós fomos predestinados

12

a sermos, para o louvor de sua glória,
os que de antemão colocaram a sua esperança em Cristo.

Palavra do Senhor – Graças a Deus!

 

Aclamação ao Evangelho
Cf. Lc 1,28

R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. Maria, alegra-te, ó cheia de graça, 

    o Senhor é contigo!

EVANGELHO

Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 1,26-38

 

Naquele tempo,

26

o anjo Gabriel foi enviado por Deus
a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré,

27

a uma virgem, prometida em casamento
a um homem chamado José.
Ele era descendente de Davi
e o nome da Virgem era Maria.

28

O anjo entrou onde ela estava e disse:
"Alegra-te, cheia de graça, 

o Senhor está contigo!"

29

Maria ficou perturbada com estas palavras 

e começou a pensar

qual seria o significado da saudação.

30

O anjo, então, disse-lhe:
"Não tenhas medo, Maria,
porque encontraste graça diante de Deus.

31

Eis que conceberás e darás à luz um filho,
a quem porás o nome de Jesus.

32

Ele será grande, 

será chamado Filho do Altíssimo,
e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi.

33

Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó,
e o seu reino não terá fim".

34

Maria perguntou ao anjo:
"Como acontecerá isso,
se eu não conheço homem algum?"

35

O anjo respondeu:
"O Espírito virá sobre ti,
e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra.
Por isso, o menino que vai nascer
será chamado Santo, Filho de Deus.

36

Também Isabel, tua parenta,
concebeu um filho na velhice.
Este já é o sexto mês
daquela que era considerada estéril,

37

porque para Deus nada é impossível".

38

Maria, então, disse:
"Eis aqui a serva do Senhor;
faça-se em mim segundo a tua palavra!"
E o anjo retirou-se.

Palavra da Salvação.- Glória a Vós, Senhor!

 

HOMILIA

- A leitura do livro do Gênesis revela na relação entre homem e mulher, a incapacidade do reconhecimento da culpa de ambas as partes. A serpente, numa simbologia do mal, representa a origem do pecado, dado à desobediência dos primeiros filhos de Deus. Para além da realidade da transgressão, a mensagem deseja evidenciar a ideia da promessa da salvação. Na certeza da redenção humana, surgirá uma mulher que com sua descendência será vencedora da serpente, do mal. Tal mulher é a Mãe do Messias que, à luz do Novo Testamento, é Maria. Ela soube ser obediente, contrário de Eva.

- A Carta de São Paulo aos Efésios descreve o amor de Deus para conosco. Em Cristo, este amor manifestado entre os homens, terá sua plena realização com a vinda do Espírito Santo sobre os homens nos mais diferentes contextos possíveis. O Pai nos escolheu para sermos seus filhos adotivos, destinados à salvação e ao amor. Somos readmitidos à graça, dado a redenção daquele que na cruz nos ensinou a amar plenamente. Em Maria, tudo isso se realiza de modo único, pois ela ocupa o devido lugar daqueles que se propõem a fazer a vontade do Pai. Ela está atenta às necessidades, mas sabe esperar o momento certo de vivê-las.

- O Evangelho de Lucas descreve a cena da Anunciação do arcanjo Gabriel (que quer dizer, "Fortaleza de Deus") à Virgem Maria, cumprindo a promessa de Deus a Davi. Jesus está nesta linha davídica, por meio de José, seu pai adotivo. Maria é virgem para mostrar que desconhecia qualquer união com algum homem. É neste cenário, que a restauração humana tem um novo começo. Um anjo é enviado pra consagrar uma virgem para um parto divino. Desta forma, à virgindade de Maria é luz para todos os homens, pois através de seu "sim" as trevas do pecado são dissipadas de nosso meio e todas as coisas são restauradas. O início tem agora em alguém que se doa completamente para que a ação de Deus aconteça na humanidade.

- Não há mais dor, pois a tristeza gerada pelo pecado foi banida pela alegre saudação do anjo: "Salve!" Maria é fecunda em graças, pois nela foi infundida ao mesmo tempo toda a plenitude deste dom divino. Para além de nossa razão, Deus quis realizar uma união conosco, e o Verbo de Deus, como um esposo fiel, uniu os dons celestes com os terrestres. Ela é bendita entre todas as mulheres, indicando assim, que se por um homem e mulher, o pecado e a tristeza entraram no mundo, agora, por uma mulher e também um Homem (Divino), a bênção e a alegria se tornam reais e para todos.

- Esta Solenidade nos mostra que a Virgem encontrou graça diante de Deus, porque se deixou ser adornada pelo esplendor divino, sendo uma digna habitação para seu Filho. Com muita razão, o Sol da Justiça, tomando o corpo do mais puro ventre virginal, santificou ainda mais a sua mãe. Em Maria, vemos um modelo de serviço, que se coloca em prontidão para cumprir plenamente a vontade de Deus. No seio de Maria, formou-se o pleno amor para a nossa humanidade decaída na indiferença e desamor. Toda criação é obra divina, e Maria deu à luz Deus. Este que tudo fez, formou-se dentro do seio de Maria. E assim, por seus insondáveis mistérios, ensinou-nos a amar novamente. Em Maria, a casa onde habitou o Verbo de Deus, encontramos este exemplo de acolhida e obediência à vontade divina. Saibamos fazer os mesmos gestos, para que um dia possamos todos juntos, no céu, também repetir as mesmas palavras do anjo que já nesta terra cantamos: "Bendita és tu, entre todas as mulheres".

http://diocesedesaomateus.org.br/wp-content/uploads/2022/10/08_12_22.pdf

 

PRECES DA COMUNIDADE

D. Neste dia em que rezamos o mistério da Imaculada Conceição, digamos a cada prece: Interceda por nós, ó Maria!

L.1 Por toda a Igreja, para que seja a esposa fiel de Cristo e possa, a cada dia, cumprir fielmente a sua vontade, sendo auxiliadora dos mais fracos e oprimidos, rezemos:

L.2 Pela paróquia de Conceição da Barra e todas as Comunidades que celebram hoje Maria Imaculada. Que todos os membros vivos da Igreja sigam com obediência aos conselhos divinos, rumo à casa preparada para todos, rezemos:

L.1 No dia 10 é celebrado o aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Rezemos por todos aqueles que ainda não vivem dignamente e que possamos ser sensíveis as dificuldades do próximo, rezemos:

L.2 Pelos religiosos e religiosas, para que sua consagração na obediência, pobreza e castidade, resplandeça como sinal de verdadeira entrega e amor pelo Reino. Rezemos.

L.1 Rezemos por nossa conversão diária, para que em meio aos desafios da vida, sejamos mais solícitos aos desejos de Deus e saibamos dizer "sim" para que a sua obra aconteça, rezemos:

D. Ó Deus de infinita bondade, escutai com amor as preces que hoje vos dirigimos. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

 

ORAÇÃO

D. Senhor nosso Deus, na festa da Virgem Maria e por sua intercessão, cure em nós as feridas do pecado original. Que esta celebração nos inspire caminhos de santidade e obediência ao projeto do Reino. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

DOGMA DA IMACULADA CONCEIÇÃO - Reflexões de Santo Agostinho

 

DOGMA DA IMACULADA CONCEIÇÃO - Reflexões de Santo Agostinho

 

Com as palavras "Maria Concebida Sem Pecado" confessamos, que Maria, por uma exceção especial, em virtude dos futuros merecimentos de cristo, desde o primeiro instante de sua vida ficou isenta do pecado original e revestida foi da graça santificante. Não é assim com as outras criaturas humanas. Desde o princípio da nossa existência, carecemos da graça santificante, sendo que esta graça estatui um verdadeiro pecado, não pessoal, é claro, mas um pecado da natureza, chamado pecado original por ser uma conseqüência do pecado dos primeiros pais.


O mistério da Imaculada conceição, exclui o pecado, isto é, o pecado original e conseqüentemente duas coisas, inseparavelmente ligadas a este: A desordenada concupiscência e o pecado pessoal; inclui, porém, a posse da graça santificante. O que tem nome de pecado, é a ausência culpada da graça santificante. A presença desta significa a ausência, a extinção daquele. Maria, desde o princípio era possuidora da graça santificante e, junto com esta, de todos os bens que a acompanharam, isto num grau não comum, mas numa abundância tal, que Santo nenhum até o fim de sua vida chegou a possuí-la. Inerente a este dom da graça santificante se achava outro privilégio, o da perseverança final. Também Eva possuía inicialmente a graça santificante; perdeu-a, porém, pela transgressão do Mandamento de Deus. Não assim Maria. Na sua vida não houve um momento sequer, em que se visse privada da graça de Deus; pelo contrário: esta lhe crescia de maneira tão exuberante, que não podemos dela formar idéia.



A alma, ou o coração de Maria no mistério da Imaculada Conceição não é comparável a um recipiente, puro sim, e sem mácula, destituído entretanto de qualquer adorno; antes se assemelha com um vaso riquíssimo transbordando de todas as espécies de tesouros e preciosidades da ordem sobrenatural; obra-prima, maravilhosa da terra e do céu, da natureza e da graça de Deus e a complacência do divino artífice seu Criador.

Não como nós, pobres filhos de Eva, desfigurados pelo pecado, semelhantes a tristes espinheiros, crestados pelo sol, Maria pelo contrário se ostenta bela, luminosa, envolta em claridade celestial, qual lírio puríssimo, encanto dos Anjos e dos Santos do céu. "Como a açucena entre os espinhos, assim é a minha amiga entre as donzelas". (Cant. 2, 2)



O mistério da Imaculada Conceição é de suma importância, sem restrição alguma, belo e glorioso.



É uma glória para Deus, para a Santíssima Trindade. O Pai é a majestade, a suma do poder, a autoridade sem par, criadora, vivificadora, legisladora e governadora. Este poder, porém, consiste não só em dar leis e aplicar castigos, como também em isentar da lei e agraciar, quando e da maneira que lhe apraz.



Cometido o primeiro pecado no Paraíso, para todos os filhos de Adão foi criada a lei da morte espiritual, da privação, da graça santificante para o primeiro momento da vida, lei da qual isenta só ficou Maria, em atenção ? sua missão excepcional e única, à sua futura vida, a nossa vida pela maternidade divina. O Filho é a sabedoria e a Redenção. O sangue de Cristo é o remédio contra a morte do pecado. Em Maria, porém, produziu um efeito extraordinário. Em todos os outros homens tira o pecado, extingue-o e restabelece o estado da graça. Em Maria, porém, teve este efeito desde o princípio. A Imaculada Conceição é, portanto, o fruto mais nobre e grandioso da morte do Salvador, como também prova do grande amor de Jesus a sua Mãe.

O Espírito Santo é a bondade, o amor e a generosidade de Deus em distribuir bens naturais e sobrenaturais. Na Imaculada Conceição este Divino Espírito manifesta uma bondade inesgotável, não só em ter adornado Maria de bens naturais extraordinários, como também, e principalmente em tê-la enriquecido de dons e graças divinas. Pelo curso normal o Espírito Santo dá a graça santificante depois do nascimento, no sacramento do batismo. Muito poucos são os que foram santificados, quando ainda no seio da mãe, assim São João Batista e talvez São José; mas só Maria desde o primeiro momento da sua vida gozou deste privilégio. Todos os demais, o Espírito Santo santifica num determinado grau: Maria, porém, foi agraciada de uma maneira tão abundante, que da plenitude das graças, a Ela dispensada, não se pode fazer idéia.

Desta forma o mistério da Imaculada Conceição constitui uma glorificação da SS. Trindade. Não menos glorioso e de suma importância ele é também para Maria. A Imaculada Conceição é o fundamento da grandeza e magnificência desta, em três sentidos. Primeiro: É o fundamento da sua santidade. A santidade consiste antes de tudo na isenção de todo o pecado, na posse da graça santificante e das virtudes e dons concomitantes. Preservada que foi do pecado original, Maria ficou livre também do pecado pessoal. Em sua Conceição recebeu uma harmonia tal de todas as energias físicas e morais, um temperamento tão particularmente eficientes, que em toda a sua vida nunca houve manifestação de concupiscência; por isto pecado venial, nenhum, por mais leve que fosse, cometeu. É esta a doutrina de Santo Agostinho e do Concílio de Trento.

 

O tesouro da santidade da Mãe de Deus, sempre aumentando, cresceu a graus incalculáveis, uma vez pelo afluxo de graças extraordinárias, como também pela sua fidelíssima cooperação e as circunstâncias especiais da sua vida. Toda essa riqueza incomensurável tem sua razão, seu fundamento na Imaculada Conceição. Em segundo lugar é este mistério a condição preliminar e preparação adequada para a excelsa dignidade que Maria possuía, de Mãe de Deus e Rainha do céu e da terra. Como o Salvador em sua tenra infância poderia unir-se tão estreitamente, e tão intimamente descansar junto a um coração que, por um momento aliás, tivesse sido morada e domínio de Satanás? Como poderia ela, sua rainha, se apresentar aos coros dos Anjos, que nunca perderam a graça santificante, se pelo pecado tivesse sido escrava do demônio?



Na Imaculada Conceição, o poder de Maria Santíssima tem o seu fundamento. Pureza, inocência e santidade são valores por Deus muito apreciados, valores a que é atribuído certo poder imperativo junto à divina majestade. Com quanto mais razão deve-se isto afirmar da pureza de Maria que, nem por sombra de pecado sequer empanada, realmente é o reflexo da luz eterna, o espelho sem mácula, a imagem da divina bondade! (Sab 7, 26). Numerosas, grandes e admiráveis são as prerrogativas deste ser abençoado: O nascimento virginal do Salvador, a integridade perfeita e a incorruptibilidade do corpo, a ressurreição e assunção antes do dia do juízo e da consumação dos séculos.

 

De todas estas exceções é a da Imaculada Conceição por Maria a mais apreciada. As demais prerrogativas necessárias, eram concedidas sob certas suposições, e sempre condicionalmente; mas o privilégio de por nenhum momento se achar sujeito ao pecado, este sob todos os pontos de vista, era necessário, indispensável. Ainda mais: Diante da hipótese de poder escolher qualquer distinção, a todas ela poderia renunciar, menos a da Imaculada conceição. Por isto, na missa deste dia, a igreja põe nos lábios de Maria as seguintes palavras: "Regozijar-me-ei no Senhor e minha alma exultará de alegria em meu Deus; porque me revestiu com vestimenta de salvação, e me cobriu com o manto de santidade, como uma esposa com suas galas" (Is. 61, 10) . ?Louvar-vos-ei, Senhor, porque me livrastes e não deixastes que meu inimigo zombasse de min. (Sal 29, 3)



O mistério da Imaculada Conceição é de suma importância para nós, para a Igreja, para o mundo inteiro. Sua solene proclamação como dogma em 1854, foi um progresso, um novo elo na evolução da nossa fé. Não é este dogma uma invenção da Igreja. Antiqüíssimo, fazia parte das verdades reveladas, estava incluído no depósito da fé. Até aquele ano, o católico tinha liberdade de crer ou não crer na Imaculada Conceição; podia rejeitar esta doutrina, sem incorrer numa heresia. Houve de fato doutores da Igreja e Santos que não a aceitaram. Hoje o mundo inteiro está convencido da verdade do mistério: A criança que sabe seu catecismo, pensa sobre esta doutrina com mais acerto que aqueles grandes teólogos e espíritos de escol e iluminados.



O mistério e sua elevação a dogma é a confirmação de uma nova declaração da lei moral sobrenatural, que somos destinados a uma vida sobrenatural; que a graça é-nos indispensável para alcançar este fim; que a perda culposa e a falta de graça é a essência do pecado, e todos, com exceção de Maria, como filhos de Adão, estamos sujeitos ao pecado. Tudo isto o dogma da Imaculada Conceição diz e ensina ao mundo materializado e ímpio. Portanto, sua proclamação é um solene protesto contra o racionalismo e materialismo; é a condenação destas ideologias, que não querem saber da verdade e ordem sobrenaturais; que rejeitam a doutrina sobre o pecado, a redenção e tudo que se eleva acima da vida material e da observação sensitiva. Ao mesmo tempo, apresentando Maria como ente perfeitíssimo na ordem da graça, é para nós animação poderosa a nos aproximar desta ordem, e a nossa vida ordenar segundo seus princípios.



Finalmente descobrimos no mistério da Imaculada Conceição um penhor da graça e da bênção divinas para o mundo nosso contemporâneo. Seus pecados são muitos e graves. Basta apontar os seguintes: Impiedade, dissolução de costumes, revolta contra Deus e a autoridade legitimamente estabelecida, perseguição contra a Igreja. Um grande merecimento, entretanto, não lhe pode ser negado: o de ter aceito o dogma da Imaculada Conceição, e com esta homenagem ter adornado a cabeça de Nossa Senhora com uma coroa de incomparável e indestrutível valor. A Pobre humanidade pode, portanto, esperar por uma resposta amável e misericordiosa daquela que é sua Mãe.

 

Uma grande graça o mundo já experimentou, que pode ser considerada favor do céu e efeito da intercessão da Santíssima Virgem. As circunstâncias em que se realizou a proclamação dogmática da Imaculada Conceição, já eram um prelúdio da dogmatização da infalibilidade do Papa. Quando Pio IX, a 8 de dezembro de 1854, na Basílica de São Pedro proclamava a bula da Imaculada Conceição, alguns bispos presentes exclamaram: "É isto a infalibilidade do próprio Papa". Tinham eles razão, porque o papa, sem ter assistência de um Concílio, por sua própria autoridade fez esta proclamação. Poucos anos depois o Concílio Vaticano elevou a Dogma a infalibilidade pessoal do papa. Desta maneira, Maria Santíssima retribuiu honra com honra, e deu à igreja o remédio mais necessário para curar os males dos nossos dias.

Assim, o mistério da Imaculada Conceição projeta raios de luz em todas as direções: raios de glorificação a Deus, sobre a SS. Trindade, cuja essência e bondade tão admiravelmente revela; raios de louvor e honra sobre Maria, cujas prerrogativas e santidade tão prestigiosamente desvenda; raios de bênção, de graças e de consolações para o mundo, tão necessitado de uma Mãe e poderosa protetora.



Terminando esta meditação, três resoluções se nos impõe: Primeiro: de dar graças ? SS. Trindade por tudo que de grandioso e de bom no mistério da Imaculada conceição operou para sua maior glória, em benefício de Maria e para nosso proveito. Regozijemo-nos. "O grande sinal, a mulher vestida de sol, tendo a lua aos pés e a coroa de estrelas cingindo a sua cabeça", apareceu. O dragão fugiu, voltando às trevas e ao desespero. Graças demos a Deus e, a Maria, apresentemos as nossas felicitações. Realmente: "Tota pulchra es Maria, et macula originalis non es in te". - Toda sois formosa, sem a mancha do pecado original. Segundo: De a Deus, por Maria pedir a Igreja, ao mundo inteiro e a nós todos, advenham as bênçãos que por este mistério Deus intencionava espargir. Muitos benefícios já recebemos; outros tantos esperamos que nos sejam feitos por intermédio da Virgem Mãe Imaculada. Terceiro: De encher-nos de ódio e repugnância ao pecado e de veneração à graça santificante

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A Imaculada Conceição é o mistério da paz e do perdão. O pecado original é o menor entre os pecados graves de que podemos ser inculpados. Mas nem este o Salvador tolera. Quanto mais intimamente ele se liga a uma criatura humana, tanto mais longe dela deve o pecador ficar. Por isto, e completamente do pecado isentou sua Mãe. Deve ser para nós forte incentivo de fugirmos do pecado, de dar todo valor à graça e a conservar. Nossa honra, nossa riqueza, nossa formosura e nossa felicidade consistem unicamente na graça santificante

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No mistério da Imaculada Conceição encontramos o auxílio para adquirir esta graça e a conservar. É para nós o penhor da esperança, da consolação, do conforto e da vitória, como o tem sido para a humanidade desde o princípio da sua existência. À Virgem Imaculada recorramos, quando a tentação de nós se aproxima. Neste sinal, terrível que é para o inferno, e para nós prometedor, teremos a vitória final e a salvação.


REFLEXÕES


Por um privilégio especialíssimo Maria Santíssima ficou isenta da culpa original. A alma da Mãe foi criada no estado da graça santificante e nesta permaneceu. Graça igual não recebeste. Concebido em pecado, em pecado nasceste. Mas Deus purificou tua alma, no sacramento do batismo. Milhares e milhares não tiveram esta graça. No céu não puderam entrar, porque nada de impuro lá entra. Por que te concedeu Deus, em sua infinita bondade, a graça do batismo? Quanta gratidão deves, pois, a Deus tão bondoso, por te ter dado tamanha distinção! O batismo, porém, é somente a primeira graça que recebeste do Criador, para alcançares a vida eterna. Deve-se aliar-lhe uma vida santa, de perfeito acordo com os Mandamentos da Lei de Deus. "Aquele que disse ser necessário o batismo, o renascimento da água e do Espírito Santo, disse também: Se vossa justiça não for maior que a dos fariseus e dos escribas, não entrareis no reino dos céus!"

 

(Santo Agostinho)



https://cidadaosdoinfinito.webnode.com.br/products/dogma%20da%20imaculada%20concei%C3%A7%C3%A3o%20-%20reflex%C3%B5es%20de%20santo%20agostinho/

 

 

 

 

 

 

 

SUGESTÃO DE LEITURA

 

SUGESTÃO DE LEITURA

 

1 – Principais documentos dos papas sobre Nossa Senhora do Beato Pio IX a Francisco

 

Com prefácio do Cardeal Raymundo Damasceno de Assis, o livro traz aos leitores diversos documentos da Igreja que relatam a vida de Nossa Senhora e como ela se tornou bem-aventurada em todas as nações. É um presente aos brasileiros que em 2017 celebraram os 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Imaculada Conceição às margens do Rio Paraíba, em Aparecida (SP).

 

https://blog.livrarialoyola.com.br/2018/05/07/livro-sobre-nossa-senhora/

 

2- O silêncio de Maria 

– Edição padrão, 15 outubro 1998

Edição Português  por Ignácio Larrañaga (Autor)

Delicada, concentrada, silenciosa - assim o frei Inácio Larrañaga sintetiza a personalidade da jovem escolhida para ser Mãe de Deus e de toda a humanidade.O autor nos convida a ir ao encontro de Maria "caminhando sobre terra firme", isto é, a partir de uma investigação histórica de sua intimidade, retratada nos evangelhos. Enquanto avança na interpretação das passagens evangélicas, leva o leitor a uma profunda reflexão sobre o silêncio de Maria, sua missão e, sobretudo, sobre seu infinito amor.O estilo sincero e transparente que converteu frei Inácio Larrañaga em modelo de literatura testemunhal está, neste livro, envolto na beleza e poesia da Mãe do Silêncio e da Humildade que, segundo o autor, vive perdida e encontrada no mar sem fundo do Mistério do Senhor.

https://www.amazon.com.br/Sil%C3%AAncio-Maria-Ign%C3%A1cio-Larra%C3%B1aga/dp/8535630716/ref=asc_df_8535630716/?tag=googleshopp00-20&linkCode=df0&hvadid=379733418163&hvpos=&hvnetw=g&hvrand=16863431635297828710&hvpone=&hvptwo=&hvqmt=&hvdev=c&hvdvcmdl=&hvlocint=&hvlocphy=1001773&hvtargid=pla-812266330503&psc=1

 


sábado, 26 de novembro de 2022

SB SABENDO BEM: BEM-VINDO!

 


SEJA BEM-VINDO!

 

- Viver bem o tempo presente, preparando a acolhida ao Senhor que vem.

CAMPANHA PARA A EVANGELIZAÇÃO

ANO VOCACIONAL NACIONAL

 

 

 

 

“Também vós ficai preparados! Porque na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá”. (Mt 24,44).

DOMINGO, 27 DE NOVEMBRO  DE 2022


OLÁ! PRA COMEÇO DE CONVERSA...

 

OLÁ! PRA COMEÇO DE CONVERSA...          

01- Liturgia do 1.º Domingo do Advento –Ano A

Irmãos e irmãs, iniciamos hoje um novo Ano Litúrgico, durante o qual seremos acom- panhados pelo Evangelho de São Mateus. Neste primeiro Domingo do Advento, a Igreja reunida, aguarda o dia prometido da vinda gloriosa do Senhor. Por recomendação do próprio Jesus, estejamos vigilantes e atentos para os sinais de sua vinda. Nessa santa espera, o nosso coração vigilante se enche de esperança aguardando o Senhor, nosso Amado Esposo, que vem nos iluminar com a glória de sua Vida. Entremos, pois, neste tempo san- to e desde já preparemo-nos para acolher o Senhor que vem.

Neste primeiro Domingo do Advento coloquemo-nos em oração e vigilância. Prepararemos nossa vida para acolhermos a Boa Nova do Reino em Jesus. Ele virá para libertar e salvar. Estejamos atentos ao que o Senhor nos revelará em sua Palavra proclamada. O Advento é tempo de espera vigilante, de expectativa e de preparação para a chegada do Senhor. Para nós, é o "Ano Novo" na Liturgia da Igreja. O tempo do Advento vem nos renovar, nos fortalecer nessa caminhada para o Santo Natal. Que ele nos entusiasme e nos encante na esperança de tempos novos.

- O primeiro domingo do Advento é o primeiro dia do novo Ano Litúrgico – a partir de agora Ano A – para a Igreja Católica e, nesta ocasião, no Evangelho (Mt 24,37-44), Jesus encoraja os fiéis a ficar “atentos, porque não sabeis em que dia virá o Senhor”.

“Por isso, também vós ficai preparados! Porque, na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá”, diz o Senhor.

As leituras bíblicas desta primeira semana e pregação são um convite a estar vigilantes, atentos para quando o Senhor vier. Por isso, é importante que as famílias façam um propósito que lhes permita avançar no caminho para o Natal.

Em um momento propício ou talvez depois de acender a primeira vela da Coroa do Advento, os membros da família poderiam começar revisando as relações familiares e terminar pedindo perdão a quem tenham ofendido, assim como perdoando os outros.

Este deve ser o princípio de um ano renovado que buscará seguir crescendo em um ambiente de harmonia e amor familiar, o qual também deverá se estender aos demais grupos com os quais se relaciona cotidianamente, seja na escola, no trabalho, na vizinhança etc.

Por fim, é importante recordar que o Ano Litúrgico é o conjunto das celebrações com as quais a Igreja comemora anualmente o mistério de Cristo.

O tempo do Advento, que é o primeiro período do Ano Litúrgico, tem a duração de quatro semanas, começando neste domingo, 1º de dezembro, e se estende até o dia 24 de dezembro.

https://www.acidigital.com/noticias/com-o-primeiro-domingo-do-advento-inicia-o-novo-ano-liturgico-57142

 

Notas: A cor violácea ou roxa no Advento expressa a alegre espera da vinda do Salvador. A coroa do Advento, com ramos verdes e quatro velas, é outro símbolo desta espera. Com este primeiro domingo do Advento, começamos a preparação ao Natal e um novo ano litúrgico, com a Campanha para a Evangelização iniciada domingo passado. Tempo a ser vivido na esperança e na vigilância, aprofundando e buscando o essencial da vida, revivendo a longa espera dos pobres, dos patriarcas e profetas, de Isabel e Zacarias, de Maria e de José pela vinda do Salvador.

. BÊNÇÃO DA COROA DO ADVENTO E ACENDIMENTO DA PRIMEIRA VELA

D. Ao abençoarmos a Coroa do Advento e acendermos as suas velas, estamos pedindo que a Luz de Cristo brilhe em nosso coração. D. A nossa proteção está no Nome do Senhor. T. Que fez o céu e a terra. D. Senhor nosso Deus, sois o doador de toda bênção e a fonte de todo dom. Abençoai esta Coroa em honra do Advento do Cristo, vosso Filho, e dai-nos esperar zelosos a sua vinda. Que Ele, ao chegar, nos encontre vigilantes na oração e proclamando o seu louvor. Pelo mesmo Cristo, nosso Senhor. Amém.

O Advento

Advento é para toda a Igreja, momento de forte mergulho na liturgia e na mística cristã. É tempo de espera e esperança, de estarmos atentos e vigilantes, preparando- -nos alegremente para a vinda do Senhor, como uma noiva que se enfeita, se prepara para a chegada de seu noivo, seu amado. O Advento começa às vésperas do Domingo mais próximo do dia 30 de Novembro e vai até as primeiras vésperas do Natal de Jesus, contando quatro domingos. Esse Tempo possui duas características: As duas últimas semanas, dos dias 17 a 24 de dezembro, visam em especial, a preparação para a celebração do Natal, a primeira vinda de Jesus entre nós. Nas duas primeiras semanas, a nossa expectativa se volta para a segunda vinda definitiva e gloriosa de Jesus Cristo, Salvador e Senhor da história, no final dos tempos. Por isso, o Tempo do Advento é um tempo de piedosa e alegre expectativa. O Advento recorda a dimensão histórica da salvação, evidencia a dimensão escatológica do mistério cristão e nos insere no caráter missionário da vinda de Cristo. Ao serem aprofundados os textos litúrgicos desse tempo, constata- -se na história da humanidade o mistério da vinda do Senhor. Jesus que de fato se encarna e se torna presença salvífica na história, confirmando a promessa e a aliança feita ao povo de Israel. Deus que, ao se fazer carne, plenifica o tempo (Gl 4,4) e torna próximo o Reino (Mc 1,15). O Advento recorda também o Deus da revelação, Aquele que é, que era e que vem (Ap 1,4-8), que está sempre realizando a salvação, mas cuja consumação se cumprirá no “dia do Senhor”, no final dos tempos. (De um texto de Paróquia sem indicar de onde)

https://www.diocesedeerexim.org.br/painel/admin/upload/revistas_pdf/rev-371-11-missas_novembro_2022.pdf