sábado, 6 de dezembro de 2025

LINDOLIVO SOARES MOURA ESTÁ DE VOLTA COM SUAS REFLEXÕES (* ) "HISTÓRIA, ESTÓRIA, OU UM SIMPLES CONTO DE NATAL? VOCÊ DECIDE!"

 

 

 

11-   LINDOLIVO SOARES MOURA ESTÁ DE VOLTA COM SUAS REFLEXÕES (* )

 

"HISTÓRIA, ESTÓRIA, OU UM SIMPLES CONTO DE NATAL?

             VOCÊ DECIDE!"

 

      "Na ausência da certeza,  nada há  de  errado com a esperança"

                  [Carl Simonton]

 

Dizem que aquilo que chamamos de casualidade não é senão a alternativa escolhida por Deus para permanecer no anonimato. Pelo sim e pelo não, Pascal dizia que a fé é uma espécie de aposta na existência do divino, enquanto Unamuno, filósofo espanhol, na mesma linha de pensamento afirmava que acreditar em Deus não é senão desejar que Ele exista. Quanto mais a intenso o desejo, e quanto maior o risco desse investimento, mais profunda a sensação de sua presença e da experiência. Ao contrário, porém, do que pensam e afirmam certos fanáticos fundamentalistas, Deus está longe de ser uma unanimidade. Certos fatos entretanto, há que se reconhecer, se revelam desafiadores quando confrontados com a tarefa de se analisá-los e sobretudo de interpretá-los: fatos realmente? "fakes"? Ou simplesmente ficção? Ouça e analise com atenção essa pequena história - ou "estória", você decide - e tire você mesmo suas próprias conclusões.

 

Conta-se que numa pequena cidade do sul do Brasil, chamada Gramado, sempre foi um tanto incomum e inusitada a forma de se comemorar e celebrar o Natal - viria daí a notoriedade e a grande procura pelo "Natal de Gramado"? Tais relatos asseguram que em várias comunidades dessa pequena cidade, o ponto culminante das celebrações se resume no seguinte: em lugar da pequena imagem do Jesus recém-nascido, crianças com o mesmo nome do aniversariante - meninos e meninas - são previamente convidadas para atuar como integrantes do presépio construído em uma das laterais do interior de cada Igreja. Ao final do ato litúrgico todos os presentes são convidados a se aproximar e saudar os recém-nascidos "Jesuses", reverenciá-los e entoar-lhes cânticos solenes.

 

Outro fato curioso, segundo tais relatos, é que ato continuo à cantata da tradicional "Noite Feliz", entoa-se outra bela canção que diz: "tudo seria bem melhor, se o Natal não fosse um dia, se as mães fossem Marias e se os pais fossem Josés, e se a gente parecesse com Jesus de Nazaré". Geradora inicialmente  de muitos protestos, sobretudo por parte dos menos adeptos a mudanças - "guardiães dos bons costumes e das tradições", como eles próprios se auto-denominam - essa espécie de transposição foi pouco a pouco caindo na tolerância e finalmente na graça da grande maioria. A Igreja parece "vir abaixo" quando as vozes dos diversos Jesuses se juntam às de todos os demais presentes, fazendo chegar aos céus esse refrão: "tudo seria bem melhor, se o Natal não fosse um dia, se as mães fossem Marias e se os pais fossem Josés, e se a gente parecesse com Jesus de Nazaré!".

 

Certas versões, entretanto, asseguram que num determinado ano e numa determinada ocasião algo diferente e inusitado aconteceu. Antes que esse momento culminante tivesse lugar na Catedral principal da cidade, um cego incrédulo, que à porta sempre se postava, e ao final das celebrações se punha a recolher as moedas que lhe eram deixadas, adentrou a igreja em verdadeira disparada gritando: "parem! Parem! Suspendam as homenagens! Há lá fora um Jesus cadeirante que não conseguiu subir a escada, mas insiste em entrar para ocupar o seu lugar junto aos demais Jesuses!". Orientados pelo Celebrante, dois dos Ministros presentes se dirigiram rapidamente à porta de entrada, e se depararam com o tal Jesus sentado numa cadeira de rodas, implorando ajuda e insistindo em fazer parte do grupo dos recém-nascidos Jesuses. Mas havia um impasse a ser resolvido: não se tratava de um Jesus criança, e sim de um Jesus ancião, barba branca e de idade já bastante avançada. Consultado o Celebrante, que há bom tempo vinha ouvindo não poucos comentários desfavoráveis pelo fato de a Igreja jamais haver facilitado o acesso a tais pessoas, a ordem foi clara e taxativa: "Jesus criança ou não, tragam-no imediatamente à minha presença!".

 

A cena que se seguiu foi um tanto hilariante, provocando risos e cochichos entre os presentes. Um misto de papai Noel, Pai de Santo, Painho e Orixá - fosse lá o que fosse, ninguém saberia explicar - desfilou triunfalmente pelo corredor principal da Igreja sentado em sua cadeira de rodas, com um sorriso tão maroto e contagiante, que fazia dele menos um velho e muito mais uma criança. Seguiu firme igreja adentro, escoltado e empurrado por dois Ministros que mais pareciam dois seguranças. Só faltou que os sinos repicassem naquela hora para que o ritual de entronização fosse completo.

 

 "Abram alas, vamos, abram alas!" - ordenou o  Celebrante, buscando recobrar certa autoridade que por alguns instantes imaginara haver perdido. "Dêem passagem ao Jesus menino mais velho que já tivemos e que acaba de chegar. Vejam quanto brilho nesse olhar!". Enquanto ouvia tais palavras Jesus ancião dizia baixinho, de si para si mesmo: "mal sabe ele o que está por acontecer! Jerusalém - melhor dizendo, Gramado - que o diga!". Apenas pensou... Não chegou a pronunciar palavra alguma. E lá seguiu Jesus ancião, conduzido numa espécie de desfile aberto pelo corredor principal, até chegar e ser colocado em meio aos demais Jesuses. Os olhares de todos, incluindo o do Celebrante, repousaram sobre ele, acompanhados de um silêncio profundo e respeitoso. Menos o olhar tristonho de uma Jesus-menina, que insistia em permanecer olhando para baixo, como se ignorasse o sentido ou o significado daquela cena. Jesus ancião se aproximou, depositou com delicadeza suas mãos sobre seus ombros, enquanto todo seu corpo e seu rosto se transfiguravam e cediam lugar a um semblante condoído e cheio de compaixão. "Podes me ver?", Ele perguntou. "Não, Senhor, não posso!", respondeu monossilabicamente a menina. "Então como sabes que sou um senhor?". "Não sei, Senhor!". "Há quanto tempo não vês?", Jesus ancião perguntou. "Desde sempre, Senhor!". "Que tal fazermos um trato? Dou-te meus olhos por um tempo e tu vens te sentar nessa bendita cadeira pelo mesmo espaço de tempo; já estou cansado de ficar sentado". "Como assim, Senhor, como vamos fazer isso!? Sei que te chamas Jesus, mas pelo que sei não podes fazer milagres como o verdadeiro Jesus fazia. Se pudesses, com certeza já há muito te terias livrado de tua própria cadeira".

 

Nenhum dos presentes parecia entender bem o que estava se passando entre aqueles dois personagens, mas ninguém ousava repreender Jesus ancião e menos ainda exigir que Ele se calasse. Até mesmo o  Presidente da Celebração parecia haver se esquecido do seu lugar e de sua função. Surpreso, permaneceu atento e calado, permitindo assim que aquele estranho e comovente diálogo continuasse.

 

"Todos podemos operar milagres - continuou Jesus ancião - não é preciso ser um Deus para isso! Basta que a gente se pareça com Jesus de Nazaré! Não é isso que diz a canção que vocês repetem ano após ano na noite de Natal?". "Sim, Senhor, e eu creio nisso; creio de todo meu coração!". "Ora, ora - retrucou Jesus ancião - mas se tu crês que se parecermos com Jesus de Nazaré tudo pode acontecer, não é melhor poder ver que continuar sem enxergar para sempre?". "Sim, Senhor, e foi com isso que sempre sonhei; com Jesus me curando e me deixando ver. E continuaria desejando, mesmo que para isso tivesse que viver a vida inteira sentada numa cadeira de rodas!". "Ei, ei, um milagre de cada vez", replicou Jesus ancião, "um milagre de cada vez! Quem sabe com o tempo consigas outro milagre e então vais poder ver e andar sem a ajuda de ninguém! E então, o que me dizes? Aceitas minha proposta?". "Seria maravilhoso, Senhor, mas falando sério, achas mesmo que te pareces tanto com Jesus de Nazaré, a ponto de poderes operar esse e outros milagres, e quem sabe tornar a mim e o mundo melhores, como disseste?". "Acho, não, tenho certeza! Mas isso só é possível àquele que crê; sejas tu, sejam os demais que a Deus recorrem. E tu já me deste provas de tua fé. Portanto, que tal rezarmos juntos?".

 

Nesse momento uma brisa fresca tomou conta do lugar em que se encontravam. Uma espécie de pomba, cuja presença até aquele instante havia sido ignorada, voava de um lado para outro por sobre os presentes. Impulsionados por uma força estranha, todos dobraram simultaneamente os joelhos, passando a ouvir vozes e cantos vindos de onde ninguém sabia dizer. Luzes em forma de raios estonteantes penetravam de todos os lados e frestas. De repente Jesus ancião se ergueu, elevou bem alto suas mãos, e se pôs a pronunciar uma estranha e comovente oração: "Pai, Senhor do céu e da terra, Eu sei que Tu me vês, Eu sei que Tu me amas, eu sei que Tu me ouves! Sei também que a Ti tudo é possível! Tu sabes que Eu Te amo, Pai, bem como conheces o desejo desta tua filha e o amor que ela tem por Ti! Por isso Eu Te suplico: que venha sobre ela a Tua graça, e faças descer sobre ela o Teu Espírito! Espírito de poder e de força! Que o Teu poder e a Tua glória se manifestem!:  QUE ESTA TUA FILHA POSSA VER! Faça-se a Tua vontade, assim na terra como no céu!".

 

Nada mais se ouviu falar ou contar do que ali aconteceu. De forma estranha e curiosa, como se houvessem combinado entre si por algum motivo ou razão maior, todos - inclusive aquela criança - decidiram guardar unicamente para si mesmos o que ali havia se passado. E quando ainda assim, alguém insistia em perguntar sobre Jesus, o ancião da cadeira de rodas, ou saber notícias da menina cega que passara a enxergar, nada, absolutamente nada ninguém se arriscava a dizer. Era como se pairasse sobre todos uma nítida e vívida recordação de um Natal tão maravilhoso, e de fatos e coisas tão grandiosas, que o inefável e o indescritível pareciam haver se apoderado das pessoas. Ninguém ousava afirmar ou negar terem tais fatos realmente acontecido.

 

O que todavia estava ali, bem aos olhos de todos, e ao alcance de quem desejasse ver e sentir, é que uma menina antes cega passara a ver, um pedinte incrédulo a acreditar, e uma cidade inteira a celebrar o Natal de uma maneira como jamais fizera antes. Se para "Jesus menina" outros milagres teriam acontecido, ou estariam por acontecer, só ela e mais ninguém poderia dizer. Também isso e tantas outras coisas ela decidira guardar apenas para si. De Jesus ancião os relatos não poderiam ser mais controvertidos. Uns afirmam que Ele sequer existiu; outros atestam que, numa espécie de ascensão fantasmagórica, Ele simplesmente havia subido ao céu, de onde Ele mesmo afirmara ter vindo; outros ainda, que Ele continua mais vivo do que nunca, podendo ser facilmente encontrado no meio e em cada um de nós. O certo é que ano após ano, única e exclusivamente no dia de Natal, essa história - seria história, "estória" ou um simples conto de Natal? - é contada e recontada. Não somente essa, mas também inúmeras outras: de papais e mamães noéis, duendes, florestas encantadas e muitos outros personagens, reais ou não, que pelo seu poder mágico e encantador continuam a despertar o melhor de cada um de nós.

 

 ( * ) Meu amigo Lindolivo Soare Moura, professor, psicólogo e escritor está de volta aqui no SB SABENDO BEM:Bem-Vindo! Ele enviou o texto  de Vitória(ES)via Whatsaap.

12- O que os santos dizem sobre o Tempo do Advento?

 

12-  O que os santos dizem sobre o Tempo do Advento?

 

Para conhecer melhor o Advento, vamos conferir o que São Cirilo de Jerusalém, São João Paulo II e Santo Agostinho nos ensinam.

Por Jonas Viana

Na Igreja Católica, o início do Tempo do Advento marco o começo de um novo ano litúrgico. E esse período é especial para os cristãos no mundo inteiro, pois é quando eles podem renovar a esperança no Senhor que vem. Ao longo da história, muitos homens e mulheres foram impactados pela graça própria desse período. Para conhecer melhor o Advento, vamos conferir o que São Cirilo de Jerusalém, São João Paulo II e Santo Agostinho nos ensinam.

A vinda do menino e do rei Jesus

São Cirilo de Jerusalém fala que o Advento é um tempo que exala a vinda de Jesus, do pequeno menino e também do rei revestido de glória. “Ele virá, portanto, do alto dos Céus, Nosso Senhor Jesus Cristo. Virá no fim deste mundo, em sua glória, no último dia. Será então o fim deste mundo criado e o início de um mundo novo”. Por isso, somos chamados a anunciar Cristo com ainda mais intrepidez nesse período.

“Anunciamos o advento de Cristo. Não, porém, um só, mas também o segundo, muito mais glorioso que o primeiro. Aquele revestiu um aspecto de sofrimento; este trará consigo o diadema do reino divino”, diz São Cirilo.

Ele ainda continua: “não nos detemos, portanto, a meditar só no primeiro advento, mas vivemos na esperança do segundo. Assim como aclamamos no primeiro: Bendito o que vem em nome do Senhor, exclamaremos também no segundo”.

A esperança própria do Natal

Já São João Paulo II nos fala sobre a beleza e o mistério do Natal. “O mistério do Natal, que daqui a poucos dias reviveremos, garante-nos que Deus é o Emanuel Deus conosco. Por isso nunca nos devemos sentir sozinhos”.

Ele ainda acrescenta que Jesus partilhou a nossa peregrinação na terra, garantindo-nos a consecução daquela alegria e daquela paz, que desejamos do fundo do nosso ser.

“O sentido da esperança cristã, reproposta pelo Advento, é o da expectativa confiante, da disponibilidade laboriosa e da abertura jubilosa ao encontro com o Senhor. Em Belém Ele veio para permanecer conosco para sempre”, ressalta São João Paulo II.

E não para por aí, pois ele ainda nos ensina que “o Advento mantém viva a expectativa de Cristo, que nos virá visitar com a sua salvação, realizando plenamente o seu Reino de justiça e de paz”.

Por isso, a recordação anual do nascimento do Messias em Belém renova no coração dos crentes a certeza de que Deus é fiel às suas promessas.

Vigiar é preciso no Tempo do Advento

Por fim, Santo Agostinho deixa um aviso importante: “o dia final surpreenderá mal preparado a quem o último dia de sua vida tiver encontrado despreparado”. Portanto, Agostinho adverte: “todo cristão há de manter-se vigilante, para que a vinda do Senhor não o surpreenda mal preparado”.

https://comshalom.org/o-que-os-santos-dizem-sobre-o-tempo-do-advento/

 

13- DICAS DE LEITURAS 01- Descolonizando afetos: Experimentações sobre outras formas de amar, de Geni Núñes (2023) – https://amzn.to/483LFca No livro “Descolonizando afetos”, a autora Geni Núñez, uma ativista indígena Guarani, psicóloga e escritora, utiliza a poética de seu povo para conduzir uma reavaliação da exclusividade nos relacionamentos afetivos. Ao compartilhar reflexões anticoloniais sobre o tema, ela aborda não apenas aspectos históricos e macropolíticos, mas também explora as complexidades cotidianas e interpessoais. https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/vitrine/confira-8-indicacoes-de-livros-para-ler-em-dezembro.phtml 2. “O Morro dos Ventos Uivantes”, de Emily Brontë COMPRAR LIVRO Um clássico intenso que combina paixão, conflito e atmosfera sombria. A história de Heathcliff e Catherine é envolvente, emocional e perfeita para dezembro, quando buscamos leituras marcantes e cheias de sentimento. https://jornaldafronteira.com.br/livros-para-ler-em-dezembro/ 03- O Arauto do Messias: A Vida de João Batista Autor: Dialética Literária Em meio à opressão romana e à espera pelo Messias, surge uma voz no deserto — forte, urgente e repleta de fogo divino. “O Arauto do Messias: A Vida de João Batista” reconstrói a trajetória do homem escolhido para preparar o caminho do Salvador. Do nascimento milagroso à sua morte nas mãos de Herodes Antipas, a obra mergulha nos cenários áridos da Judeia, nos palácios traiçoeiros e nas multidões transformadas por sua mensagem. João Batista foi mais que um profeta — foi um fenômeno. Vestindo pele de camelo e alimentando-se de gafanhotos e mel, desafiou reis, denunciou hipocrisias e convocou ao arrependimento com a autoridade dos grandes profetas. Sua vida foi um paradoxo: um eremita que atraía multidões, um asceta cujas palavras incendiavam esperanças, um servo que se declarou indigno de desatar as sandálias d’Aquele que viria depois dele. O livro aborda momentos cruciais, como seu nascimento profetizado, a infância solitária no deserto, o batismo de Jesus e sua coragem ao confrontar Herodes, que o levou à morte trágica. Mesmo silenciado, seu legado ecoa, preparando os corações para a mensagem de Cristo. Com narrativa rica em detalhes históricos e emocionais, esta obra não é apenas uma biografia — é um convite para atravessar o deserto da fé e ouvir o chamado eterno: "Preparai o caminho do Senhor!". https://loja.editoradialetica.com/literatura/o-arauto-do-messias-a-vida-de-joao-batista

 

13-   DICAS DE LEITURAS

 

01-  Descolonizando afetos: Experimentações sobre outras formas de amar, de Geni Núñes (2023) – https://amzn.to/483LFca

No livro “Descolonizando afetos”, a autora Geni Núñez, uma ativista indígena Guarani, psicóloga e escritora, utiliza a poética de seu povo para conduzir uma reavaliação da exclusividade nos relacionamentos afetivos. Ao compartilhar reflexões anticoloniais sobre o tema, ela aborda não apenas aspectos históricos e macropolíticos, mas também explora as complexidades cotidianas e interpessoais.

https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/vitrine/confira-8-indicacoes-de-livros-para-ler-em-dezembro.phtml

2. “O Morro dos Ventos Uivantes”, de Emily Brontë

COMPRAR LIVRO

Um clássico intenso que combina paixão, conflito e atmosfera sombria. A história de Heathcliff e Catherine é envolvente, emocional e perfeita para dezembro, quando buscamos leituras marcantes e cheias de sentimento.

https://jornaldafronteira.com.br/livros-para-ler-em-dezembro/

03- O Arauto do Messias: A Vida de João Batista

Autor: Dialética Literária

Em meio à opressão romana e à espera pelo Messias, surge uma voz no deserto — forte, urgente e repleta de fogo divino. “O Arauto do Messias: A Vida de João Batista” reconstrói a trajetória do homem escolhido para preparar o caminho do Salvador. Do nascimento milagroso à sua morte nas mãos de Herodes Antipas, a obra mergulha nos cenários áridos da Judeia, nos palácios traiçoeiros e nas multidões transformadas por sua mensagem.

João Batista foi mais que um profeta — foi um fenômeno. Vestindo pele de camelo e alimentando-se de gafanhotos e mel, desafiou reis, denunciou hipocrisias e convocou ao arrependimento com a autoridade dos grandes profetas. Sua vida foi um paradoxo: um eremita que atraía multidões, um asceta cujas palavras incendiavam esperanças, um servo que se declarou indigno de desatar as sandálias d’Aquele que viria depois dele.

O livro aborda momentos cruciais, como seu nascimento profetizado, a infância solitária no deserto, o batismo de Jesus e sua coragem ao confrontar Herodes, que o levou à morte trágica. Mesmo silenciado, seu legado ecoa, preparando os corações para a mensagem de Cristo. Com narrativa rica em detalhes históricos e emocionais, esta obra não é apenas uma biografia — é um convite para atravessar o deserto da fé e ouvir o chamado eterno: "Preparai o caminho do Senhor!".

https://loja.editoradialetica.com/literatura/o-arauto-do-messias-a-vida-de-joao-batista

sábado, 29 de novembro de 2025

BEM-VIND0 AO BLOG SBSABENDO BEM DE 30 DE NOVEMBRO DE 2025- INICIO DO ANO NOVO LITÚRGICO: ADVENTO ANO A

 



Sabendo Bem

A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina. (I Coríntios 1, 18).

DOMINGO,  30 de novembro  DE 2025     

 

PRIMEIRO DOMINGO DO ADVENTO ANO A

 

 

Ano Jubilar 2025 - Peregrinos de esperança

 

VIGIAI, POIS O SENHOR VIRÁ!

 

SEJA BEM-VINDO!

DOMINGO, 30 DE NOVEMBRO  DE 2025

 

 

 


01- ESTOU DE VOLTA!

 

 

01- ESTOU DE VOLTA!

 

Dia 13 de novembro aconteceu a cirurgia de catarata depois de um tempo de espera. Após apenas cinco minutos eu saí enxergando. Era dia dos Santos Agostinianos. Além de invocá-los eu invoquei Nossa Senhora sob vários títulos: Nossa Senhora da Saúde, Nossa Senhora de Lourdes, Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora das Graças e Nossa Senhora da Luz e também Santa Luzia, a protetora dos olhos. Embora ainda esteja em tratamento, perguntei na quinta-feira e a médica me liberou usar computador. Ainda não posso pegar peso, não molhar o olho com água e sim apenas com dois colírios especiais por um mês. Agradeço a toda equipe de oftalmo do Hospital CEMA.

Retorno hoje no início do Ano Litúrgico com o Tempo do Advento e você leitor perceberá algumas pequenas mudanças.

 

. Neste domingo, o Senhor fala ao nosso coração, chamando-nos a sair do comodismo de uma "vida morna". O Advento abre as portas deste belo itinerário litúrgico, na qual somos envolvidos por uma grande expectativa pela vinda de Jesus. A coroa do Advento, constituída de quatro velas, reforçam a importância de uma comunidade que caminha na vigilância, com o desejo de conversão, na esperança e com alegria ao encontro da grande Luz, que é Jesus Cristo.

 

 BÊNÇÃO DA COROA DO ADVENTO E ACENDIMENTO DA VELA

 

D. Neste tempo do Advento, somos chamados a compreender o amor de Deus que se entrelaça com nossa humanidade. A coroa do Advento que será abençoada neste momento deve nos recordar a cada domingo que caminhamos com esperança. A encarnação do Verbo de Deus ilumina nossa vida e dá sentido à nossa história. D. A nossa proteção está no Nome do Senhor. T. Que fez o céu e a terra. D. Ó Deus, a terra se alegra nestes dias, e vossa Igreja exulta diante do vosso Filho que vem como luz esplendorosa para iluminar os que vivem nas trevas da ignorância, da dor e do pecado. Abençoai esta Coroa em honra do Advento do Cristo, vosso Filho, para que ao olharmos a sua chama ardente, vejamos o sinal de Jesus que vem ao nosso encontro, como Luz do Mundo para nos salvar. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

 

- O dirigente asperge a coroa com água benta.

 

C. Neste primeiro Domingo do Advento acendemos a 1ª vela: a de cor VERDE. Ela é para nós sinal da esperança e da vida. Deus quer que vivamos e cresçamos em sua promessa como os patriarcas Abraão, Isaac e Jacó. A chama nos aponta para o mistério da Encarnação do Senhor, Luz Verdadeira; Luz do mundo! Cantemos.

- Uma pessoa entra e acende a primeira vela da Coroa. Enquanto canta-se o refrão e a 1ª estrofe do canto: Uma vela se acende.

 

Este Blog apresenta o seguinte conteúdo: as cores do mês de dezembro, .o Tempo Litúrgico do Advento, as Leituras do Primeiro Domingo do Advento, a Liturgia do Primeiro Domingo do Advento, Refletindo o Primeiro Domingo do Advento, Sugestões de Cantos para o Advento, as Leituras durante a Semana de 01 a 06 de Dezembro, Campanha para a Evangelização 2025, 1.º de Dezembro, dia mundial de combate a Aids, O Significado da Imaculada Conceição em o pecado em Santo Agostinho, Dias de Leiturase SB SABENDO BEM EM 30 DE NOVEMBRO DE 2025 INFORMA.

 

SEJA BEM-VINDO AO  BLOG SB SABENDO BEM!

 

 

 

 

 

 

 

02- MÊS DE DEZEMBRO

 

 

02- MÊS DE DEZEMBRO

 

 

O mês de dezembro também tem mais de uma cor, o vermelho e o laranja. O Dezembro Vermelho ressalta a importância da prevenção contra a AIDS, e o Dezembro Laranja traz o debate sobre o combate ao câncer de pele.

Dezembro Vermelho - Aids

Como o Dia Internacional da Luta contra a AIDS é celebrado em 1 de dezembro, as campanhas de conscientização e esclarecimentos sobre a doença são realizadas nesse mês.

Embora o número de casos mundialmente apresente diminuição, no Brasil houve um aumento de 21% nos casos de infecções no período entre 2010 e 2018.

(Veja abaixo uma Reflexão sobre o dia mundial de luta contra a Aids.)

Dezembro laranja - Câncer de pele

O mês de dezembro utiliza a cor laranja na campanha promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia para prevenção contra o câncer de pele desde 2014.

Esse tipo de câncer é o que mais afeta pessoas no Brasil e no mundo, sendo registrado só no país 180 mil novos casos por ano. A principal causa do tumor é o excesso de exposição ao sol, especialmente em pessoas acima dos 40 anos.

 

 

 

 

 

 

 

 

03- TEMPO LITÚRGICO DO ADVENTO ANO A

 

03- TEMPO LITÚRGICO DO ADVENTO ANO A

 

 

Advento, ponto de partida do Ano Litúrgico

 

O Tempo do Advento é o ponto de partida do Ano Litúrgico: a espera do Messias. Os fiéis se preparam pela conversão para a celebração dessa vinda: “Revestido de nossa fragilidade, ele veio a primeira vez… revestido de sua glória, ele virá uma segunda vez” (Prefácio do Advento I).

ANO A
o novo povo de Deus

O ano A leva, no conjunto, a marca do evangelista Mateus. Este evangelho foi redigido, provavelmente, depois da destruição do templo em 70 d.C., com o intuito de oferecer às comunidades judeu-cristãs da região siro-palestinense uma didaqué, instrução da fé, para sustentar sua vocação a serem o novo Israel. Acentua a figura de Jesus como Mestre, que nos faz conhecer a vontade de Deus como Pai dele e Pai nosso, além da dimensão comunitária e eclesial do Reino e da vida cristã.

1. Tempo do Advento

No Advento, primeira fase do período natalino, destacam-se as “utopias messiânicas” de Is (caps. 2, 11 e 35), relacionadas com a esperança da justiça que vem de Deus, não do jogo oportunista do poder. Os evangelhos, tomados de Mt, têm como teor fundamental essa justiça que vem de Deus e que se realiza no projeto divino de salvação, inaugurado nos tempos antigos e atestado pelas Escrituras, bem como na atuação ética do homem, guiada pela vontade de Deus. Assim, as primeiras leituras (tomadas de Is) aparecem como projeção escatológica daquilo que deve acontecer no homem mediante a conversão (cf. sobretudo o 2° dom.). Da interação de “utopia” e conversão brotam a alegria e a esperança por causa da vinda do Cristo (3° dom.). No 4° domingo, ponto culminante, tanto a leitura de Is quanto o correspondente evangelho de Mt apontam para uma salvação personalizada: a salvação que vem de Deus não é uma utopia “em geral”, mas a própria presença de Deus, manifestada em seu Filho e envolvendo os que pela conversão a ele aderem. Esta primeira fase do ciclo natalino se estica assim entre Is e Mt: leva-nos a celebrar, com Mt, o cumprimento da esperança messiânica expressa em Is. Culmina na figura do Emanuel, Deus-conosco, que nos traz a justiça de Deus e exige nossa participação na mesma (Is 7,10ss; Mt 1,18ss).


(1) Konings, J., Liturgia Dominical, Vozes, Petrópolis, 2004, p.351
(2) Idem.

 

https://franciscanos.org.br/vidacrista/especiais/tempo-do-advento-ano-a/#gsc.tab=0

 

 

 

04- LEITURAS DO PRIMEIRO DOMINGO DO ADVENTO

 

 

 

04-  LEITURAS DO PRIMEIRO DOMINGO DO ADVENTO

 

 Com os ouvidos vigilantes e atentos, acolhamos o Senhor que vem até nós com sua Palavra de salvação.

 

 PRIMEIRA LEITURA (Is 2,1-5)

 

Leitura do Livro do Profeta Isaías.

 

1 Visão de Isaías, filho de Amós, sobre Judá e Jerusalém. 2 Acontecerá, nos últimos tempos, que o monte da casa do Senhor estará firmemente estabelecido no ponto mais alto das montanhas e dominará as colinas. A ele acorrerão todas as nações, 3 para lá irão numerosos povos e dirão:  “Vamos subir ao monte do Senhor, à casa do Deus de Jacó, para que ele nos mostre seus caminhos e nos ensine a cumprir seus preceitos”; porque de Sião provém a lei e de Jerusalém, a palavra do Senhor. 4 Ele há de julgar as nações e arguir numerosos povos; estes transformarão suas espadas em arados e suas lanças em foices: não pegarão em armas uns contra os outros e não mais travarão combate. 5 Vinde, todos da casa de Jacó, e deixemo-nos guiar pela luz do Senhor.

 

– Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

 

 SALMO 121(122)

 

Que alegria, quando ouvi que me disseram: "Vamos à casa do Senhor!".

1. Que alegria quando ouvi que me disseram: * “Vamos à casa do Senhor!”/ E agora nossos pés já se detêm, * Jerusalém, em tuas portas.

2. Para lá sobem as tribos de Israel, * as tribos do Senhor!” / A sede da justiça lá está * e o trono de Davi.

3. Rogai que viva em paz Jerusalém * e em segurança os que te amam! / Que a paz habite dentro de teus muros, * tranquilidade em teus palácios! 4. Por amor a meus irmãos e meus amigos, * peço: “A paz esteja em ti!” / Pelo amor que tenho à casa do Senhor, * eu te desejo todo bem!

 

SEGUNDA LEITURA (Rm 13,11-14a)

 

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos.

 

Irmãos, 11vós sabeis em que tempo estamos, pois já é hora de despertar. Com efeito, agora a salvação está mais perto de nós do que quando abraçamos a fé. 12A noite já vai adiantada, o dia vem chegando: despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da luz. 13Procedamos honestamente, como em pleno dia: nada de glutonerias e bebedeiras, nem de orgias sexuais e imoralidades, nem de brigas e rivalidades. 14aPelo contrário, revesti-vos do Senhor Jesus Cristo.

 

– Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

 

 ACLAMAÇÃO (Sl 84,8)

 

 Aleluia, aleluia, aleluia.

Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade /e a vossa salvação nos concedei!

 

EVANGELHO (Mt 24,37-44)

 

P. O Senhor esteja convosco. T. Ele está no meio de nós.

P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. T. Glória a vós, Senhor.

 

P. Naquele tempo, Jesus disse aos seus discípulos: 37“A vinda do Filho do Homem será como no tempo de Noé. 38Pois nos dias antes do dilúvio, todos comiam e bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. 39E eles nada perceberam até que veio o dilúvio e arrastou a todos. Assim acontecerá também na vinda do Filho do Homem. 40Dois homens estarão trabalhando no campo: um será levado e o outro será deixado. 41Duas mulheres estarão moendo no moinho: uma será levada e a outra será deixada. 42Portanto, ficai atentos, porque não sabeis em que dia virá o Senhor. 43Compreendei bem isso: se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. 44Por isso, também vós ficai preparados! Porque na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá”.

 

– Palavra da salvação. T. Glória a vós, Senhor.

 

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05- LITURGIA DO PRIMEIRO DOMINGO DO ADVENTO

 

 

 

05-  LITURGIA DO PRIMEIRO DOMINGO DO ADVENTO

 

- Iniciamos o tempo do Advento na expectativa e na esperança de que a intervenção de Deus na história nos traga tempos melhores. O Advento é o tempo de vigilância e preparação para a chegada do menino Jesus. Somos convidados a olhar esta realidade como a hora em que Deus se aproxima radicalmente de nossa humanidade, porque sabe que cada instante de nossa vida contém a sede de eternidade. A liturgia nos convida à vigilância, a ficarmos preparados e a lermos os sinais do tempo que contemplam a vinda do Senhor nos acontecimentos da história da salvação que se une à nossa.

 

- Também hoje, começamos o novo Ano Litúrgico, que não pode ser somente um calendário, mas deve ser um modo de viver; uma atitude vital que precisa tocar toda nossa existência. Iniciar um novo Ano Litúrgico, viver o Advento, preparar-se para o Natal do Senhor, todas essas etapas são atitudes de quem entendeu a mensagem de Jesus e se deixa inspirar por ela para buscar uma vida interior e exterior de acordo com os valores do Reino.

 

- Com a primeira leitura, o Senhor nos mostra o seu caminho, nos ensina o seu preceito, assim descobrimos que do encontro com Deus e com a sua Palavra resulta a harmonia, o progresso, o entendimento entre os povos, a vida em abundância, a paz universal. É preciso reacender o espírito do Advento em nossos corações, pois uma vez adormecidos ou sonhando com conquistas superficiais, com coisas passageiras, não assumimos a existência com a devida seriedade. A paz transformadora, a mudança de vida e a harmonia entre os povos se torna realidade quando assumimos como regra de vida e colocamos em prática. Esses são os apelos que ressoarão em nosso interior durante a travessia do Advento: "vigiai", "estai despertos", "ficai atentos". É preciso estar desperto para assumir a vida com uma consciência lúcida, com liberdade, com coragem e ânimo. Trata-se de viver intensamente para que a vida não transcorra na esterilidade e no vazio. A alegria de ir à casa do Senhor deve ser uma alegria plena, uma verdadeira felicidade. Estar na casa do Senhor deve nos tornar conscientes de que a salvação está mais perto de nós, por isso, devemos sair cada vez mais revestidos da luz, capazes de proceder honestamente. Somos iluminados para sair em missão e levar a luz de Cristo ao mundo inteiro. Se permanecemos adormecidos, não acontecerá nada, o mundo continuará marcado por dores e sofrimentos.

 

- Assim, o percurso do Advento vem despertar aquela "virtude teologal" tão ausente no atual contexto social: a esperança. Ela é o recurso secreto do ser humano itinerante. Se estamos abertos ao Reino, estamos sujeitos à mudança. A esperança é a guia que nos orienta na mudança. Por isso, a Igreja nos convida a reafirmar em nós a alegria do Jubileu da Esperança: Cristo não decepciona!

 

 - Com a espera da vinda do Salvador descobrimos que, esperar é ousar, renascer, recomeçar. A fé e a esperança são âncoras no sentido da existência cristã. Movidos por essa esperança, podemos dar sabor à nossa vida. Ter esperança é buscar incessantemente, lutar por aquilo que não tem lugar agora, mas, acredita-se que terá um dia a vida plena e feliz.

 

 - A esperança tem suas raízes na eternidade, mas ela se alimenta de pequenas coisas, cresce na realidade. Ela floresce nos pequenos gestos e aponta para um sentido novo. No início do Advento, o Senhor nos diz: ficai atentos porque não sabeis nem o dia, nem a hora. Mas ele nos garante a sua vinda, por isso a palavra de Deus nos chama a "estar preparados para dar razão da nossa esperança' (1Pd 3,15).

 

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