sexta-feira, 27 de março de 2026

25- LEITURAS DA SEMANA SANTA

 

25- LEITURAS DA SEMANA SANTA

2ª feira: Is 42,1-7 / Sl 26 / Jo 12,1-11

3ª feira: Is 49,1-6 / Sl 70 / Jo 13,21-33.36-38

4ª feira: Is 50,4-9a / Sl 68 / Mt 26,14-25

5ª feira: Is 61,1-3a.6a.8b-9 / Sl 88 / Ap 1,5-8 / Lc 4,16-21

 6ª feira: Is 52,13-53,12 / Sl 30 / Hb 4,14-16; 5,7-9 / Jo 18,1-19,42

 Sábado: Gn 1,1- 2,2 / Sl 103 / Gn 22,1-18 / Mt 28,1-10

Domingo: At 10,34a.37-43 / Sl 117 / Cl 3,1-4 ou 1Cor 5,6b-8 / Jo 20,1-9 ou Mt 28,1-10

26- CATEQUESE O sentido do Lava-Pés

 

26- CATEQUESE

 O sentido do Lava-Pés

No tempo de Jesus, quando o patrão chegava em casa com os pés suados e empoeirados, quem tinha de lavar os pés dele era o escravo. Ou então a mulher. Jesus, Mestre e Senhor, inverte as coisas. Ele lava os pés dos seus súditos. Ele assume o papel do escravo... O gesto expressa todo o sentido de sua missão. Pois Ele “não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida...”. Nisto consiste o seu ser Senhor. Ele é Senhor precisamente na arte de fazer-se servo, escravo de todos. Assim deve ser também o apóstolo e discípulo dele. Jesus deu o exemplo para que façamos a mesma coisa que Ele fez: sermos servos e escravos uns dos outros, como Ele o foi e é até hoje! Ceia do Senhor Eis que é chegada a hora de Jesus. Diante da proximidade de sua paixão, naquela última quinta-feira em que esteve conosco, e que daquele momento em diante tornou-se santa, Jesus amou a todos nós, amando-nos até o fim. Essa plenitude do amor se expressa no gesto humilde e serviçal do lava-pés. Assim, Jesus leva até as últimas consequências seu projeto de amor e doação. Que não sejamos como Pedro, o discípulo que ainda não tinha compreendido o que significava tal gesto, sentindo-se incomodado com a capacidade que Jesus tinha de amar. Após esse gesto profético do lava-pés, Jesus nos convida a imitá-Lo: “Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, também vós o façais”.

Paixão do Senhor

Este dia é todo centrado na Cruz do Senhor. Hoje começamos a celebração verdadeira e própria da Páscoa. É a hora da verdade. Jesus, fiel ao amor de Deus, vai até o fundo, até aceitar a morte. Por isso, hoje, contemplamos a sua Cruz, agradecemos pelo seu sacrifício, proclamando nossa fé nele, em que a humanidade inteira, com todas as dores e angústias, encontrará a luz, a vida e a salvação. Ao escutarmos, hoje, a narração emocionante da sua Paixão, quando o evangelista João oferece o sentido profundo dos acontecimentos de que fora testemunha, rezemos para que a força de seu amor renove toda a humanidade e adoremos a Cruz, que é salvação e vida para todos. Deixemos que o silêncio invada o nosso coração! Adoramos a vossa Cruz, Senhor, e glorificamos a vossa santa ressurreição!

Vigília Pascal

 Eis a noite gloriosa da libertação. Cristo ressuscitou. Ele venceu a morte, o pecado e a cruz. Portanto, “não tenhais medo”. A esperança deve brilhar! Jesus Cristo, o Senhor que é a Luz do mundo, ressuscitou e está vivo entre nós. Para quem tem fé e acredita, o medo já não prevalece, pois aquele que estava morto, agora vive. E o próprio ressuscitado nos envia a anunciar a Boa Notícia da ressurreição a todas as criaturas, fazendo discípulos dele todos os povos. Cristo confia a nós, ainda hoje, a missão de sermos testemunhas vivas da Sua Ressurreição e de sua presença entre nós. Eis o Mistério da nossa fé e da nossa esperança. Felizes são os que creem neste Mistério, mesmo sem ter visto. Deles é o Reino dos Céus.

Páscoa do Senhor

Jesus ressuscitou! Está vivo e presente no meio de nós! Páscoa é a passagem das trevas para a luz, da morte para a vida de conversão. Não há mudança comunitária e social sem a mudança pessoal. Páscoa que é sempre uma passagem atinge a todos e a cada um de nós. Por isso, é preciso celebrar a passagem do isolamento para a convivência, do desânimo para a esperança. Acender a esperança em cada coração humano é realizar a Páscoa. Páscoa é passar para a fé do Ressuscitado. Crer no Vencedor e na vitória da vida. Acreditar na vida. Crer que o mundo e a vida têm conserto. Isso é celebrar a Páscoa. A descrença é a morte de Deus no coração. A fé nos lembra que o Ressuscitado está e continua conosco no mundo, Ele é nossa vida.

https://cdn.diocesedecolatina.com.br/wp-content/uploads/2026/02/2178-29.03.2026-Domingo-de-Ramos.pdf

27- HORÁRIOS DA SEMANA SANTA NA PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA SAÚDE

 

27- HORÁRIOS DA SEMANA SANTA NA PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA SAÚDE

- 30/03 (Segunda-Feira Santa)-Celebração das 7 Dores de Maria às

19h.(Não haverá Missas às 7h e 20h).

- 31/03 (Terça-Feira Santa)-Via-Sacra às 19h e Missa às 7h e 20h.

- 01/04 (Quarta-Feira Santa)-Missas às 7h e 20h.- Procissão do Encontro do Senhor dos Passos com Nossa Senhora das Dores às 19h. Os homens sairão do Santuário Mãe e Rainha e as mulheres sairão do Santuário do Rosário. Encontro na porta da Igreja às 19h.

-02/04 ( Quinta-Feira Santa)- Oração da Manhã às 8h.

- Inicia-se o Tríduo Pascal. Missa às 19h seguida de Vigília de Adoração ao SSmo Sacramento até às 22h.

-03/04(Sexta-Feira Santa)- Oração da Manhã às 8h.

-Vigília de Adoração ao SSmo Sacramento das 9h às 14h, com Grupos, Pastorais e Movimentos.

15h- CELEBRAÇÃO DA PAIXÃO DO SENHOR

19h- Procissão e Via-Sacra.(Trazer vela).

-04/04( Sábado Santo)- Oração da Manhã às 8h.

-VIGÍLIA PASCAL às 19h.

-05/04( Domingo da Páscoa)-Missas nos horários normais do Domingo:7h30-9h30-11h30-18h e 20h.

__________________________________________________

Endereço da Paróquia Nossa Senhora da Saúde:

Rua Domingos de Morais, 2387- Vila Mariana(SP).

Tel.: (11)5579 3638 e WhatApp- Facebook

Endereço eletrônico: igrejasaude@gmail.com

@senhoradasaudesp

Expediente Paroquial(Atendimento)

Sábado - das 08:30 as 11:30; De terça a sexta-feira - das 08:30 as 12:00 I 14:00 as 17:00

A Paróquia Nossa Senhora da Saúde faz parte da Arquidiocese de São Paulo, Região Episcopal Ipiranga estando à frente dela os Freis Agostinianos Recoletos.

Uma ótima e abençoada Semana Santa!

sexta-feira, 20 de março de 2026

BEM-VINDOS AO SB SABENDO BEM DE 22 DE MARÇO DE 2026 - QUINTO DOMINGO DA QUARESMA -ANO A




 A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina. (I Coríntios 1, 18).

quinto DOMINGO DA QUARESMA – 22 DE MARÇO DE 2026

 (Ano A/Roxo) 5º DOMINGO DA QUARESMA- 22/03/2026

CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2026

TEMA: “Fraternidade e Moradia” LEMA: “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14)

É PRECISO "TIRAR A PEDRA" PARA QUE A VIDA ACONTEÇA

Jesus é a Ressurreição e a Vida

Hino da CF 2026

https://youtu.be/aaO9Uqjok4?si=ldn46WmP2TQtCLa4

O HOMEM CHAMADO JESUS

https://youtu.be/JkNHnOnDk4o?si=GLUwKAIAjT85gR4l


SB SABENDO BEM DE 22 DE MARÇO DE 2026 INFORMA

Caro(a) Leitor(a) amigo(a):

O meu abraço fraterno e uma ótima semana a todos!

ACESSE SEMPRE O BLOG: sbsabendobem.blogspot.com e divulgue aos seus amigos, conhecidos e contatos nas redes sociais. Comente, faça sugestões. Agradeço!

Escreva para: sbsabendobem@gmail.com

 

SB SABENDO BEM DE 22 DEMARÇO DE 2026

 

SEJA BEM-VINDA! SEJA BEM-VINDO!

1- SB SABENDO BEM 22 DEMARÇO DE 2026- QUINTO DOMINGO DA QUARESMA – ANO A

 

1-  SB SABENDO BEM  22 DEMARÇO DE 2026-       QUINTO DOMINGO DA QUARESMA – ANO A

 

1.1-       Bem-vindos à Celebração do 5.º Domingo da Quaresma!

 

Irmãos e irmãs, sintamo-nos todos acolhidos na Casa do Pai! Reunidos em comunidade, celebramos o Dia do Senhor! Já se aproxima a Semana Santa e a festa da Páscoa! Firmes no caminho de Jesus, iluminados por Ele, descobrimos a vida verdadeira que se manifesta no mistério de sua morte e ressurreição.

Estamos no 5° Domingo da Quaresma e a Liturgia nos convida a olhar para a presença amorosa do nosso Deus que chora e se compadece da dor humana. Ele vem em nosso auxílio e nos consola com a sua presença misericordiosa. A Campanha da Fraternidade que estamos vivendo é um convite a nos tornarmos cada vez mais conscientes sobre o déficit habitacional no país e sobre o direito da população a um lar digno. Ela enfatiza a dimensão social da fé cristã e a necessidade de ações concretas para solucionar este problema.

“O Senhor, vencedor da morte, nos reúne neste dia consagrado a Ele para louvarmos o Pai pelo seu amor e pelo poder manifestado na ressurreição de Jesus. Pelo Batismo, participamos dessa mesma graça: com Cristo, fomos ressuscitados para uma vida nova. Às portas da Semana Santa, esta Eucaristia nos permite saborear, desde já, os bens que esperamos celebrar plenamente na Páscoa que se aproxima. Que nossa participação seja sinal de esperança e alegria na vitória do Senhor!”(INTRODUÇÃO DO FOLHETO POVO DE DEUS EM SÃO PAULO).

 

1.2-       5.º DOMINGO DA QUARESMA—RESSURREIÇÃO E VIDA ETERNA

O Evangelho: A Ressurreição de Lázaro (João 11,1-45)

Chegamos ao quinto e último domingo da Quaresma. E aqui, a liturgia alcança seu ápice espiritual: a morte não é o fim.

Lázaro, amigo querido de Jesus, morreu. Seus irmãs Maria e Marta chamam Jesus. Mas Jesus não vai imediatamente. Quando finalmente chega, Lázaro está há quatro dias morto. Completamente morto.

Mas Jesus vai ao túmulo e grita:

"Lázaro, vem para fora!" (João 11,43)

E Lázaro ressuscita.

Significado Teológico: Jesus é a Ressurreição e a Vida

Este evangelho não é apenas sobre Lázaro. É sobre você. É sobre a morte que está em você — morte espiritual, morte de esperança, morte de fé.

Jesus vem e diz a Maria, a irmã de Lázaro:

"Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em Mim, ainda que esteja morto, viverá." (João 11,25)

Esta é a conclusão de toda a Quaresma: No meio do sacrifício (vencer tentações), da esperança (a transfiguração), da conversão (água viva) e da iluminação (cegar vendo), vem a verdade suprema: a morte não vence. Jesus vence. A vida vence.

Em apenas uma semana, você celebrará o Domingo de Ramos, depois a Semana Santa, e finalmente a Páscoa — a ressurreição de Jesus e a promessa de sua própria ressurreição.

Aplicação Prática

Neste quinto domingo, medite sobre o que está "morto" em você que precisa de ressurreição. Qual sonho você abandonou? Qual fé você perdeu? Qual esperança morreu?

Jesus diz a você, assim como disse a Lázaro: "Vem para fora. Ressuscita. Vive."

https://www.santoscatolicos.blog.br/2026/01/quaresma-2026-qual-liturgia-de-cada.html

1.3-        QUARESMA E CF DA FRATERNIDADE

 

“Perante situações injustas, dolorosas, a fé oferece-nos a luz que dissipa a escuridão. (...) Não encontramos qualquer tipo de justificação social, moral ou de outro gênero para aceitar a carência de habitação. São situações injustas, mas sabemos que Deus está a sofrê-las juntamente conosco, está a vivê-las ao nosso lado. Não nos deixa sozinhos. (...) Concluímos este percurso, reafirmando que “acreditamos na força da Páscoa de Jesus e ‘desejamos assumir, a cada dia, as alegrias e esperanças, as angústias e tristezas do povo brasileiro, especialmente das populações das periferias urbanas e das zonas rurais – sem-terra, sem-teto, sem-pão, sem-saúde – lesadas em seus direitos’”. (Texto-Base CF 2026).

 

1.4-        SEMANA SANTA 2026 NA PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA SAÚDE(*)

 

Uma ótima e abençoada Semana Santa!

 

- DOMINGO DE RAMOS-(29/03)- Missas nos Horários Normais do Domingo.Se puder, leve um ramo de oliveira ou palmeira.

. Missa do Domingo de Ramos às 10h.

- 30/03 (Segunda-Feira Santa)-Celebração das 7 Dores de Maria às

19h.

- 31/03 (Terça-Feira Santa)-Via-Sacra às 19h e Missa às 20h.

- 01/04 (Quarta-Feira Santa)- Procissão do Encontro do Senhor dos Passos com Nossa Senhora das Dores às 19h e Missa às 20h.

-02/04 ( Quinta-Feira Santa)- Inicia-se o Tríduo Pascal.

Missa às 20h seguida de Vigília de Adoração até às 22h.

 

-03/04(Sexta-Feira Santa)-Vigília de Adoração com Grupos, Pastorais e Movimentos até às 14h.

15h- CELEBRAÇÃO DA PAIXÃO DO SENHOR

19h- Procissão do Senhor Morto.

 

-04/04( Sábado Santo)-VIGÍLIA PASCAL às 19h.

 

-05/04( Domingo da Páscoa)-Missas nos horários normais do Domingo:7h30-9h30-11h30-18h e 20h.

 

(*) Haverá uma Reunião no próximo 25/03. Se houver alguma mudança, no Blog do Domingo 29/03 postarei de novo a Programação da Semana Santa.

2. LITURGIA DA PALAVRA DO QUINTO DOMINGO DA QUARESMA - ANO A

 

2.    LITURGIA DA PALAVRA DO QUINTO DOMINGO DA QUARESMA -  ANO A

 

Acolhamos com fé a Palavra que nos tira da escuridão da morte e nos oferece a vida nova.

 

PRIMEIRA LEITURA (Ez 37,12-14) Leitura da Profecia de Ezequiel.

 

12Assim fala o Senhor Deus: “Ó meu povo, vou abrir as vossas sepulturas e conduzir-vos para a terra de Israel; 13e quando eu abrir as vossas sepulturas e vos fizer sair delas, sabereis que eu sou o Senhor. 14Porei em vós o meu espírito, para que vivais e vos colocarei em vossa terra. Então sabereis que eu, o Senhor, digo e faço - oráculo do Senhor”. - Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

 

SALMO 129(130)

 

No Senhor, se encontra toda a graça / e copiosa redenção.

 

1. Das profundezas eu clamo a Vós, Senhor, * escutai a minha voz! / Vossos ouvidos estejam bem atentos * ao clamor da minha prece!

2. Se levardes em conta nossas faltas, * quem haverá de subsistir? / Mas em vós se encontra o perdão, * eu vos temo e em vós espero.

3. No Senhor ponho a minha esperança, * espero em sua palavra. / A minh’alma espera no Senhor * mais que o vigia pela aurora.

4. Espere Israel pelo Senhor * mais que o vigia pela aurora! / Ele vem liberar a Israel * de toda a sua culpa.

 

SEGUNDA LEITURA (Rm 8,8-11) Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos.

 

 Irmãos, 8 os que vivem segundo a carne não podem agradar a Deus. 9 Vós não viveis segundo a carne, mas segundo o Espírito, se realmente o Espírito de Deus mora em vós. Se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo. 10Se, porém, Cristo está em vós, embora vosso corpo esteja ferido de morte por causa do pecado, vosso espírito está cheio de vida, graças à justiça. 11E, se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos mora em vós, então aquele que ressuscitou Jesus Cristo dentre os mortos vivificará também vossos corpos mortais por meio do seu Espírito que mora em vós.

 - Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.

 

 ACLAMAÇÃO (L.: Lecionário e Jo 11,25a.26 | M.: Pe. José Weber, SVD)

 

Glória a vós, ó Cristo, glória! / Glória ao Verbo de Deus!

Eu sou a ressurreição, eu sou a vida. / Quem crê em mim não morrerá eternamente.

 

EVANGELHO (Jo 11,1-45)

 

 P. O Senhor esteja convosco. T. Ele está no meio de nós. P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João. T. Glória a vós, Senhor.

 

P. Naquele tempo, 1 havia um doente, Lázaro, que era de Betânia, o povoado de Maria e de Marta, sua irmã. 2 Maria era aquela que ungira o Senhor com perfume e enxugara os pés dele com seus cabelos. O irmão dela, Lázaro, é que estava doente. 3 As irmãs mandaram então dizer a Jesus: “Senhor, aquele que amas está doente”. 4 Ouvindo isto, Jesus disse: “Esta doença não leva à morte; ela serve para a glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela”. 5 Jesus era muito amigo de Marta, de sua irmã Maria e de Lázaro. 6 Quando ouviu que este estava doente, Jesus ficou ainda dois dias no lugar onde se encontrava. 7 Então, disse aos discípulos: “Vamos de novo à Judéia”. 8 Os discípulos disseram-lhe: “Mestre, ainda há pouco os judeus queriam apedrejar-te, e agora vais outra vez para lá?” 9 Jesus respondeu: “O dia não tem doze horas? Se alguém caminha de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo. 10Mas se alguém caminha de noite, tropeça, porque lhe falta a luz”. 11Depois acrescentou: “O nosso amigo Lázaro dorme. Mas eu vou acordá-lo”. 12Os discípulos disseram: “Senhor, se ele dorme, vai ficar bom”. 13Jesus falava da morte de Lázaro, mas os discípulos pensaram que falasse do sono mesmo. 14Então Jesus disse abertamente: “Lázaro está morto. 15Mas por causa de vós, alegro-me por não ter estado lá, para que creiais. Mas vamos para junto dele”. 16Então Tomé, cujo nome significa Gêmeo, disse aos companheiros: “Vamos nós também para morrermos com ele”. 17Quando Jesus chegou, encontrou Lázaro sepultado havia quatro dias. 18Betânia ficava a uns três quilômetros de Jerusalém. 19Muitos judeus tinham vindo à casa de Marta e Maria para as consolar por causa do irmão. 20Quando Marta soube que Jesus tinha chegado, foi ao encontro dele. Maria ficou sentada em casa. 21Então Marta disse a Jesus: “Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. 22Mas mesmo assim, eu sei que o que pedires a Deus, ele to concederá”. 23Respondeu-lhe Jesus: “Teu irmão ressuscitará”. 24Disse Marta: “Eu sei que ele ressuscitará na ressurreição, no último dia”. 25Então Jesus disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá. 26E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais. Crês isto?” 27Respondeu ela: “Sim, Senhor, eu creio firmemente que tu és o Messias, o Filho de Deus, que devia vir ao mundo”. 28Depois de ter dito isto, ela foi chamar a sua irmã, Maria, dizendo baixinho: “O Mestre está aí e te chama”. 29Quando Maria ouviu isso, levantou-se depressa e foi ao encontro de Jesus. 30Jesus estava ainda fora do povoado, no mesmo lugar onde Marta se tinha encontrado com ele. 31Os judeus que estavam em casa consolando- -a, quando a viram levantar-se depressa e sair, foram atrás dela, pensando que fosse ao túmulo para ali chorar. 32Indo para o lugar onde estava Jesus, quando o viu, caiu de joelhos diante dele e disse-lhe: “Senhor, se tivesses estado aqui, o meu irmão não teria morrido”. 33Quando Jesus a viu chorar, e também os que estavam com ela, estremeceu interiormente, ficou profundamente comovido, 34e perguntou: “Onde o colocastes?” Responderam: “Vem ver, Senhor”. 35E Jesus chorou. 36Então os judeus disseram: “Vede como ele o amava!” 37Alguns deles, porém, diziam: “Este, que abriu os olhos ao cego, não podia também ter feito com que Lázaro não morresse?” 38De novo, Jesus ficou interiormente comovido. Chegou ao túmulo. Era uma caverna, fechada com uma pedra. 39Disse Jesus: “Tirai a pedra!” Marta, a irmã do morto, interveio: “Senhor, já cheira mal. Está morto há quatro dias”. 40Jesus lhe respondeu: “Não te disse que, se creres, verás a glória de Deus?” 41Tiraram então a pedra. Jesus levantou os olhos para o alto e disse: “Pai, eu te dou graças porque me ouviste. 42Eu sei que sempre me escutas. Mas digo isto por causa do povo que me rodeia, para que creia que tu me enviaste”. 43Tendo dito isso, exclamou com voz forte: “Lázaro, vem para fora!” 44O morto saiu, atado de mãos e pés com os lençóis mortuários e o rosto coberto com um pano. Então Jesus lhes disse: “Desatai-o e deixai-o caminhar!” 45Então, muitos dos judeus que tinham ido à casa de Maria e viram o que Jesus fizera, creram nele.

- Palavra da Salvação. T. Glória a vós, Senhor.

3. LITURGIA DO QUINTO DOMINGO DA QUARESMA- ANO A

 

 

3.    LITURGIA DO QUINTO DOMINGO DA QUARESMA- ANO A

- Caríssimos irmãos e irmãs, continuemos nossas meditações diante das pregações dominicais desse nosso grande retiro quaresmal. As liturgias dos domingos da Quaresma deste ano "A" apresentam um grande acento batismal. E as leituras de hoje completam esse ciclo de modo solene e profundo. A grande imagem da liturgia de hoje é a morte. Para muitos de nós, a morte causa medo, angústia, tristeza e até desespero. Mas o que se quer ressaltar não é a morte em si mesma, mas a vida nova que nasce a partir das diversas experiências de morte que possamos vivenciar.

- O profeta Ezequiel, na primeira leitura, anima o povo que sofre no exílio na Babilônia. Para Israel, o exílio é uma verdadeira experiência de morte: longe de sua terra, do templo, sem rei ou sacerdote, no meio de povos pagãos. A fé corre grave risco! O exílio, comparado a uma "sepultura", não tem a última palavra: Deus libertará o seu povo e o levará de volta. A esperança do retorno à terra é, de fato, "ressurreição": reanima a fé do Povo de Deus que sofre com a exploração e humilhação dos babilônios.

- É esse o canto de esperança que brota das profundezas, que o salmista entoa na liturgia de hoje. Israel não desanima, pois o Senhor é graça e salvação e não abandona seu povo. A tristeza e angústia de quem tem fé se transformam em espera vigilante pela ação do Deus libertador. Assim acontece no nosso Batismo: o Espírito de Deus é quem conduz a nossa vida.

 - Na segunda leitura, São Paulo nos recorda esse mistério. Nossa vida, em Cristo, encontra um sentido maior e mais profundo. Nossas ações devem promover um novo mundo de solidariedade e fraternidade. A fé que habita em nossos corações, nos leva a superar os medos e vícios. Ela nos abre para relações mais sinceras, para a edificação da comunidade segundo o mandamento de Jesus: o amor. E no amor de Deus, o homem supera todos os tipos de escravidão e prisão.

- O Evangelho de hoje relata um fato que se coloca próximo à Páscoa do Senhor: a ressurreição de Lázaro. Ela é, ao mesmo tempo, dramática e reveladora de uma profunda esperança. Mostra Jesus que chora e se compadece da dor humana. Por isso, vem em nosso auxílio e nos consola com a sua presença misericordiosa. Os discípulos aparecem meio contrariados e amedrontados com a morte de Lázaro, amigo de Jesus, mas também se mostram assustados com a possibilidade da morte do próprio Mestre, que se aproxima. A profissão de fé de Marta revela o projeto de Deus para todos os homens e mulheres deste mundo: Jesus é a ressurreição e a vida.

 - É preciso, porém, deixar que muita coisa morra em nós para alcançarmos a plenitude de Deus. Nossos medos, inseguranças, apegos, mágoas, egoísmo, indiferença, fome e tantos outros males são sinais de morte que teimam em impedir nossa vida nova com Cristo. - A comunidade dos discípulos de Jesus é missionária. Deve estar sempre preocupada com a urgência do Reino de Deus e ir ao encontro dos que sofrem e morrem sem esperança. A Igreja deve ser sinal de esperança e vida para o mundo atribulado, marcado pela cultura do descartável e da morte.

- Que nesta Quaresma, nosso coração se torne mais dócil à Palavra de Deus; que se abra ao cuidado da vida, em todas as suas dimensões, a exemplo de Jesus, nosso Senhor, e que estejamos atentos a toda fome de teto, terra e trabalho que brota da vida do povo sofrido. Que, inspirados pela Palavra de Deus ao longo desta Quaresma e motivados pela Campanha da Fraternidade deste ano, tenhamos condições de ressuscitar, no dia a dia, pessoas e realidades que já experimentam a morte da esperança, da fé e da caridade.

https://diocesedesaomateus.org.br/wpcontent/uploads/2026/02/22_03_26.pdf

4. REFLEXÕES PARA ESTE 5.º DOMINGO DA QUARESMA 4.1- SAIR DE TUDO O QUE NOS APRISIONA

 

4.    REFLEXÕES PARA ESTE 5.º DOMINGO DA QUARESMA

 

4.1-       SAIR DE TUDO O QUE NOS APRISIONA

 

Neste 5º domingo da quaresma, a Liturgia nos conduz ao coração do mistério cristão: Deus é aquele que faz brotar vida onde, aos nossos olhos, parece haver apenas morte. À medida que nos aproximamos da Páscoa, a Palavra de Deus nos convida a renovar a esperança e a confiar n'Aquele que é, ontem, hoje e sempre, a Ressureição e a Vida. A primeira leitura, do profeta Ezequiel, nos apresenta um povo cansado, ferido, sem horizonte. Um povo que se sente como que enterrado, antes mesmo de morrer. É a esse povo que Deus dirige uma promessa cheia de esperança: “Abrirei vossas sepulturas e vos farei sair delas” (Ez 37, 12). Deus não aceita que a morte, o desânimo ou o exílio tenham a última palavra. Ele sopra o seu Espírito e devolve vida, dignidade e futuro. Essa Palavra ressoa fortemente também em nossa quaresma: Deus não desiste de nós, mesmo quando tudo parece perdido. O salmo nos ajuda a rezar essa confiança: “No Senhor se encontra toda graça e copiosa redenção” (Sl 129). Do fundo do abismo, o salmista clama, certo de que Deus escuta o grito do seu povo. A Quaresma é exatamente esse tempo: tempo de reconhecer nossas fragilidades, nossas quedas e limites, mas também de esperar no Senhor, confiantes na sua misericórdia. Na segunda leitura, São Paulo nos recorda uma verdade consoladora: “O Espírito daquele que ressuscitou Jesus dos mortos habita em vós” (Rm 8, 11). Não estamos sozinhos em nossa caminhada. A vida nova já começou em nós pelo Batismo. Somos chamamos a viver segundo o Espírito, permitindo que Ele transforme nossas escolhas, nossas relações e o nosso modo de viver. O Evangelho nos apresenta uma das histórias mais belas e humanas do relato segundo São João: a ressurreição de Lázaro. Jesus não é indiferente à dor. Ele se aproxima, se comove e chora diante do túmulo do amigo. Jesus entra na dor da família, enfrenta a morte e proclama: “Lázaro, vem para fora!”, Com isso, Ele nos revela que a última palavra não é da morte, mas da vida. Marta, em meio à dor, faz uma das mais belas profissões de fé do Evangelho: “Eu creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus” (Jo 11, 27). Essa fé não elimina o sofrimento, mas dá sentido à esperança. Também nós, tantas vezes, nos deparamos com “sepulcros fechados” em nossa vida: crises pessoais, familiares, sociais. E hoje somos convidados a repetir com Marta: “Senhor, eu creio”. A Campanha da Fraternidade deste ano nos ajuda a atualizar essa Palavra, chamando nosso olhar para uma realidade concreta de morte e exclusão: a falta de moradia digna. Muitos irmãos e irmãs vivem como que sepultados pela pobreza, pela insegurança e pela invisibilidade social. Crer em Jesus, o Deus da Vida, implica ouvir esse clamor. Aquele que “veio morar entre nós” (Jo 1,14) nos convida a reconhecer sua presença naqueles que lutam por um teto, por dignidade e por um lugar seguro para viver. No final do Evangelho, Jesus nos confia uma missão clara: “Desatai-o e deixai-o ir” (Jo 11, 44). A vida nova exige compromisso. Não basta crer apenas com os lábios; é preciso agir. Como comunidade cristã, somos chamados a remover as pedras que impedem a vida de florescer: a indiferença, o egoísmo, a injustiça social. Ver Jesus vivo é reconhecê-lo no rosto do irmão e da irmã que caminham conosco. Nesta Quaresma, deixemo-nos tocar por essa palavra que gera vida. Que o Espírito Santo nos ajude a sair de tudo aquilo que nos aprisiona e nos conduza a uma fé viva, comprometida e transformadora. E que, caminhando para a Páscoa, possamos proclamar com a vida aquilo que professamos com os lábios: Jesus é a Ressurreição e a Vida, ontem, hoje e sempre. Amém.

 

Dom Carlos Silva, OFMCap Bispo Auxiliar de São Paulo Vigário Episcopal para a Região Brasilândia

 

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4.2- 22 de março – 5º DOMINGO DA QUARESMA (LASR)* DA MORTE PARA A VIDA Por Luiz Alexandre Solano Rossi*; Pe. Francisco Cornélio Freire Rodrigues**

 

 

4.2-   22 de março – 5º DOMINGO DA QUARESMA (LASR)*

DA MORTE PARA A VIDA

Por Luiz Alexandre Solano Rossi*; Pe. Francisco Cornélio Freire Rodrigues**

 

INTRODUÇÃO GERAL

Imagens de ossos secos e de túmulos sempre trazem à mente a perspectiva da desolação, do limite da vida humana, da dor e da falta de esperança. Nessas situações-limite, a presença de Deus faz toda a diferença. Ossos secos recuperam o vigor da vida, Lázaro ressuscita e o Espírito de Deus resgata a esperança que havia sido perdida. O Espírito é quem provoca a renovação do ser humano. Por isso, onde existiam os sintomas da morte, a presença do Espírito produz a celebração da vida.

II. COMENTÁRIOS AOS TEXTOS BÍBLICOS

 

1. I leitura (Ez 37,12-14)

A primeira leitura está inserida no contexto da visão do vale de ossos secos do profeta Ezequiel. A imagem dos ossos secos e dos túmulos representa a condição de um povo morto, sem espírito e sem sentido de vida. Ezequiel é profeta que exerce sua atividade em meio ao exílio, uma época de dor e sofrimento – afinal, tudo quanto era importante, significativo e garantidor da própria identidade do povo de Deus deixara de existir. O poderoso exército da Babilônia, liderado por Nabucodonosor, invadiu e destruiu a cidade e o templo. Pensava-se, naquela época, que a cidade e o templo eram invioláveis porque Deus se fazia presente. As certezas do povo desmoronaram, e, em terra estranha, exilados, “à beira dos rios da Babilônia, aí nos sentamos e choramos” (Sl 137,1). Se a dor está presente no cotidiano do povo, Ezequiel, nessa belíssima visão, mostra que Javé também se encontra presente. Todo o capítulo 37 proporciona a reflexão de que a esperança está germinando em meio ao sofrimento. Se a esperança parece escapar por entre os dedos e o desânimo não proporciona saída, o espírito de Deus sopra, restaurando todos aqueles que o exílio fatalmente havia atingido.

A ação é do próprio Javé. Ele é o protagonista da salvação. O Deus que está plenamente vivo e ativo para restaurar a vida e a esperança de seu povo. A depender da tradução, é possível ler, por duas vezes, a expressão “povo meu” (v. 12.13). Se o povo anteriormente, quando da destruição de Jerusalém, pensava ter sido abandonado por Deus, a expressão demonstra que, da parte de Deus, permanecem inalterados os vínculos de afeto e de pertença do povo em relação a ele. Isso explica as múltiplas promessas: “vou abrir”, “tirar vocês”, “levá-los”, “colocar meu espírito”, “colocarei em sua própria terra”, a fim de que o povo saiba que ele é Javé.

2. II leitura (Rm 8,8-11)

O apóstolo Paulo contrapõe dois projetos, dois estilos de vida diferentes: um orientado pela carne (os instintos humanos) e outro orientado pelo Espírito. Um projeto conduz à morte; o outro, à vida. Não é possível conciliar um com o outro. Aqueles que vivem o projeto da carne desagradam a Deus, e aqueles que vivem o projeto do Espírito são agradáveis a Deus. Na teologia paulina, o Espírito habita no discípulo de Jesus. O Espírito, portanto, é a confirmação de que se pertence também a Jesus. E, da mesma forma como o Espírito ressuscitou Jesus dentre os mortos, ele também produzirá vida nos corpos mortais. O Espírito é quem provoca a renovação interior. Onde existiam os sintomas da morte, a presença do Espírito produz a celebração da vida.

3. Evangelho (Jo 11,1-45)

Jesus sempre chama para a vida. Mais do que isso, chama a cada um pelo nome. O Evangelho narra a doença e a morte de Lázaro. Suas irmãs se incomodam com o sofrimento do irmão e, apressadamente, enviam uma mensagem para Jesus: “Seu amigo está doente” (v. 3). Jesus mantém com Lázaro relação de autêntica amizade.

Há, por parte dele, preocupação genuína, própria dos amigos. Assim, ele tranquiliza as irmãs diante do desespero vivido: “Essa doença não é para a morte” (v. 4). Diante de um ambiente marcado pela dor, o Evangelho nos lembra que Jesus amava Marta, Maria e Lázaro. Jesus sentia empaticamente a dor de Lázaro e, por isso, decide permanecer no mesmo local por mais dois dias. Não lhe é possível virar as costas àqueles que sofrem. A solidariedade sempre deve ser maior do que os próprios interesses. Assim, Jesus não se apresenta nessa narrativa como se fosse um grande bloco de gelo. A situação do amigo o incomoda sobremaneira.

Não há sofrimento estranho para Jesus. Por conta disso, e para desespero dos discípulos, ele decide retornar à Judeia. Como voltar para um lugar que respirava perigo? O que levaria Jesus a caminhar três quilômetros e arriscar a própria vida? A única resposta possível é a solidariedade que nasce em meio à dor. Jesus não pode seguir seu caminho se o caminho de seu amigo se encontra obstaculizado pela dor. Mais do que isso: a dor do amigo não permite que Jesus caminhe seus próprios passos. Diante da dor do próximo, os passos dados somente podem ser em direção a ele. Enfim Jesus chega – após quatro dias – à casa de Marta e de Maria. Quatro dias em que a dor havia se tornado tão penetrante, que as lágrimas já não podiam ser contidas: “Senhor, se estivesses aqui, meu irmão não teria morrido” (v. 21.32), dizem as irmãs, uma após a outra. Pensavam que a ressurreição era um projeto apenas para o futuro e se esqueciam de que o projeto de Jesus proporciona vida plena desde já. A promessa de Jesus é clara: “Seu irmão vai ressuscitar” (v. 23). Por duas vezes lemos que ele “se comoveu interiormente e se perturbou” (v. 33.38).

Não havia como permanecer impassível perante tamanha dor. Diante do local onde o corpo de Lázaro havia sido colocado, Jesus gritou bem forte: “Lázaro, venha para fora” (v. 43). A pessoalidade de Jesus impressiona. Ele não é impessoal, glacial e apático. Trata as pessoas pelo nome. Proferindo o nome, demonstra não só a proximidade do relacionamento, mas também a maneira mediante a qual se constrói a solidariedade em meio à dor. A ressurreição de Lázaro é bela catequese para que ouçamos as palavras de Jesus – dirigidas a cada um de nós – e acreditemos na vida em abundância que ele nos traz tanto no já quanto no ainda não.

III. PISTAS PARA REFLEXÃO

1) A ressurreição de Lázaro pode ser considerada bela catequese para que ouçamos as palavras de Jesus – dirigidas a cada um de nós – e acreditemos na vida em abundância que ele nos traz tanto no já quanto no ainda não. De que forma podemos compreender nossa missão numa sociedade que provoca a morte de milhares de pessoas diariamente, sobretudo das mais fragilizadas?

2) Na visão do vale de ossos secos, é o próprio Javé que toma a iniciativa. Os ossos secos não podem fazer nada por si mesmos. Nessa cena, o grande e único protagonista é Deus.

Luiz Alexandre Solano Rossi*; Pe. Francisco Cornélio Freire Rodrigues**

*é doutor em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo (Umesp) e pós-doutor em História Antiga pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e em Teologia pelo Fuller Theological Seminary (Califórnia, EUA). É professor no programa de mestrado e doutorado em Teologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e no Centro Universitário Internacional (Uninter).
**é presbítero da diocese de Mossoró-RN. Possui mestrado em Teologia Bíblica pela Pontificia Università San Tommaso D’Aquino – Angelicum (Roma). É licenciado em Filosofia pelo Instituto Salesiano de Filosofia – Insaf (Recife) e bacharel em Teologia pelo Ateneo Pontificio Regina Apostolorum (Roma). Professor na Faculdade Católica do Rio Grande do Norte (Mossoró-RN), é autor do roteiro do 4º Domingo da Páscoa.

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