2. LITURGIA
DA PALAVRA DO QUARTO DOMINGO DA QUARESMA - ANO A
O Senhor ilumina nossos caminhos por meio da
sua Palavra. Escutemos com atenção, para que sua luz dissipe as sombras das
nossas cegueiras e nos conduza à verdadeira vida.
PRIMEIRA LEITURA (1Sm 16, 1b.6-7.10-13a)
Leitura do Primeiro Livro de Samuel.
Naqueles
dias, o Senhor disse a Samuel: 1b“Enche o chifre de óleo e vem para que eu te
envie à casa de Jessé de Belém, pois escolhi um rei para mim entre os seus filhos”.
6 Assim que chegou, Samuel viu a Eliab e disse consigo: “Certamente é este o
ungido do Senhor!” 7 Mas o Senhor dis‑ se-lhe: “Não olhes para a sua aparência
nem para a sua grande estatura, porque eu o rejeitei. Não julgo segundo os critérios
do homem: o homem vê as aparências, mas o Senhor olha o coração”. 10Jessé fez
vir seus sete filhos à presen‑ ça de Samuel, mas Samuel disse: “O Senhor não
escolheu a nenhum deles”. 11E acrescentou: “Estão aqui todos os teus filhos?”
Jessé respondeu: “Resta ainda o mais novo que está apascentando as ovelhas”. E
Samuel ordenou a Jessé: “Manda buscá-lo, pois não nos sentaremos à mesa
enquanto ele não chegar”. 12Jessé mandou buscá-lo. Era Davi, ruivo, de belos
olhos e de formosa aparência. E o Senhor disse: “Levanta-te, unge-o: é este!”
13aSamuel tomou o chifre com óleo e un‑ giu a Davi na presença de seus irmãos.
E a partir daquele dia o espírito do Senhor se apoderou de Davi - Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.
SALMO 22(23)
O
Senhor é o pastor que me conduz; / não me falta coisa alguma.
1. O Senhor é o pastor que me conduz; * não me
falta coisa alguma. / Pelos pra‑ dos e campinas verdejantes * ele me leva a
descansar.
2. Para as
águas repousantes me encaminha, * e restaura as minhas forças. / Ele me guia no
caminho mais seguro, * pela honra de seu nome. 3. Mesmo que eu passe pelo vale
tenebroso, * nenhum mal eu temerei; / estais comigo com bastão e com cajado; *
eles me dão a segurança!
4. Preparais
à minha frente uma mesa, * bem à vista do inimigo; / e com óleo vós ungis minha
cabeça; * o meu cálice transborda.
5. Felicidade e todo o bem hão de seguir-me, *
por toda a minha vida; / e, na casa do Senhor, habitarei * pelos tempos
infinitos.
SEGUNDA LEITURA (Ef 5, 8-14) Leitura da Carta
de São Paulo aos Efésios.
Irmãos, 8
outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor. Vivei como fi‑ lhos da luz.
9 E o fruto da luz chama-se: bondade, justiça, verdade. 10Discerni o que agrada
ao Senhor. 11Não vos associeis às obras das trevas, que não levam a nada;
antes, desmascarai-as. 12O que essa gente faz em segredo, tem vergonha até de
dizê-lo. 13Mas tudo que é conde‑ nável torna-se manifesto pela luz; e tudo o
que é manifesto é luz. 14É por isso que se diz: “Desperta, tu que dormes, levanta-te
dentre os mortos e sobre ti Cristo resplandecerá”. - Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.
ACLAMAÇÃO (L.: Lecionário e Jo 8,12 | M.: Pe.
José Weber, SVD)
Louvor e
honra a vós, Senhor, / a vós, Senhor Jesus.
Pois, eu sou a luz do mundo, quem nos diz é o
Senhor; / e vai ter a luz da Vida quem se faz meu seguidor!
EVANGELHO (Jo 9,1-41 | + longo)
P. O Senhor esteja convosco. T. Ele está no
meio de nós.
P.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João. T. Glória a vós Senhor.
P. Naquele tempo, 1
ao passar, Jesus viu um homem cego de nascença. 2 Os discípulos perguntaram a
Jesus: “Mestre, quem pecou para que nascesse cego: ele ou seus pais?”. 3 Jesus
respondeu: “Nem ele nem seus pais pecaram, mas isso serve para que as obras de
Deus se ma‑ nifestem nele. 4 É necessário que nós realizemos as obras daquele
que me enviou, enquanto é dia. Vem a noite, em que ninguém pode trabalhar. 5
Enquanto estou no mundo, eu sou a luz do mundo”. 6 Dito isto, Jesus cuspiu no
chão, fez lama com a saliva e colocou-a sobre os olhos do cego. 7 E disse-lhe:
“Vai lavar-te na piscina de Siloé” (que quer dizer: Enviado). O cego foi,
lavou-se e voltou enxergando. 8 Os vizinhos e os que costumavam ver o cego –
pois ele era mendigo – diziam: “Não é aquele que ficava pedindo esmola?” 9 Uns
diziam: “Sim, é ele!” Outros afirmavam: “Não é ele, mas alguém parecido com
ele”. Ele, porém, dizia: “Sou eu mesmo!”. 10Então lhe perguntaram: “Como é que
se abriram os teus olhos?” 11Ele respondeu: “Aquele homem chamado Jesus fez
lama, colocou-a nos meus olhos e disse-me; ‘Vai a Siloé e lava-te’. Então fui,
lavei-me e comecei a ver”. 12Perguntaram-lhe: “Onde está ele?” Respondeu: “Não
sei”. 13Levaram então aos fariseus o homem que tinha sido cego. 14Ora, era
sábado, o dia em que Jesus tinha feito lama e aberto os olhos do cego.
15Novamente, então, lhe perguntaram os fariseus como tinha recuperado a vista.
Respondeu-lhes: “Colocou lama sobre meus olhos, fui lavar-me e agora vejo!”
16Disseram, então, alguns dos fariseus: “Esse homem não vem de Deus, pois não
guarda o sábado”. Mas outros diziam: “Como pode um pecador fazer tais sinais?”
17E havia divergência entre eles. Perguntaram ou‑ tra vez ao cego: “E tu, que
dizes daquele que te abriu os olhos?” Respondeu: “É um profeta”. 18Então, os
judeus não acre‑ ditaram que ele tinha sido cego e que tinha recuperado a
vista. Chamaram os pais dele 19e perguntaram-lhes: “Este é o vosso filho, que
dizeis ter nascido cego? Como é que ele agora está enxergando?” 20Os seus pais
disseram: “Sabemos que este é o nosso filho e que nasceu cego. 21Como agora
está enxergando, isso não sabemos. E quem lhe abriu os olhos também não
sabemos. Interrogai-o, ele é maior de idade, ele pode falar por si mesmo”. 22Os
seus pais disseram isso, porque tinham medo das autoridades judaicas. De fato,
os judeus já tinham combinado expulsar da comunidade quem declarasse que Jesus
era o Messias. 23Foi por isso que seus pais disseram: “É maior de idade.
Interrogai-o a ele”. 24Então, os ju‑ deus chamaram de novo o homem que tinha
sido cego. Disseram-lhe “Dá glória a Deus! Nós sabemos que esse homem é um
pecador”. 25Então ele respondeu: “Se ele é pecador, não sei. Só sei que eu era
cego e agora vejo”. 26Perguntaram-lhe então: “Que é que ele te fez? Como te
abriu os olhos?”. 27Respondeu ele: “Eu já vos disse, e não escutastes. Por que
quereis ouvir de novo? Por acaso quereis tornar-vos discípulos dele?” 28Então
insultaram-no, dizendo: “Tu, sim, és discípulo dele! 29Nós somos discípulos de
Moisés. Nós sabemos que Deus falou a Moisés, mas esse, não sabemos de onde ele
é”. 30Respondeu-lhes o homem: “Espantoso! Vós não sabeis de onde ele é? No entanto,
ele abriu-me os olhos! 31Sabemos que Deus não escuta os pecadores, mas escuta
aquele que é piedoso e que faz a sua vontade. 32Jamais se ouviu dizer que
alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença. 33Se este homem não viesse
de Deus, não poderia fazer nada”. 34Os fariseus disseram-lhe: “Tu nasceste todo
em pecado e estás nos ensinando?” E expulsaram-no da comunidade. 35Jesus soube
que o tinham expulsado. Encontrando-o, perguntou-lhe: “Acreditas no Filho do
Homem?” 36Respondeu ele: “Quem é, Senhor, para que eu creia nele?” 37Jesus
disse: “Tu o estás vendo; é aquele que está falando contigo”. Exclamou ele:
38“Eu creio, Senhor!” E prostrou-se diante de Jesus. 39Então, Jesus disse: “Eu
vim a este mundo para exercer um julgamento, a fim de que os que não veem,
vejam, e os que veem se tornem cegos”. 40Alguns fariseus, que estavam com ele,
ouviram isto e lhe disseram: “Porventura, também nós somos cegos?”. 41Respondeu-lhes
Jesus: “Se fôsseis cegos, não teríeis culpa; mas como dizeis: ‘Nós vemos’, o
vosso pecado permanece”. - Palavra da
Salvação. T. Glória a vós, Senhor.
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