II- LITURGIA DA PALAVRA DO DOMINGO DE RAMOS DA PAIXÃO DO SENHOR
7.
PRIMEIRA LEITURA (Is 50,4-7) Leitura do Livro do Profeta Isaías.
4 O Senhor Deus deu-me língua adestrada, para
que eu saiba dizer palavras de conforto à pessoa abatida; ele me desperta cada
manhã e me excita o ouvido, para prestar atenção como um discípulo. 5 O Senhor
abriu-me os ouvidos; não lhe resisti nem voltei atrás. 6 Ofereci as costas para
me baterem e as faces para me arrancarem a barba; não desviei o rosto de
bofetões e cusparadas. 7 Mas o Senhor Deus é meu Auxiliador, por isso não me
deixei abater o ânimo, conservei o rosto impassível como pedra, porque sei que não
sairei humilhado.
-
Palavra do Senhor. T. Graças a Deus!
8.
SALMO 21(22)
Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?
1. Riem de mim todos
aqueles que me veem, * torcem os lábios e sacodem a cabeça: / ao Senhor se
confiou, ele o liberte * e agora o salve, se é verdade que ele o ama!
2. Cães numerosos me
rodeiam furiosos * e por um bando de malvados fui cercado. / Transpassaram
minhas mãos e os meus pés * e eu posso contar todos os meus ossos.
3. Eles repartem entre si
as minhas vestes * e sorteiam entre eles minha túnica. / Vós, porém, ó meu
Senhor, não fiqueis longe, * ó minha força, vinde logo em meu socorro!
4. Anunciarei o vosso nome
a meus irmãos * e no meio da assembleia hei de louvar-vos! / Vós que temeis ao
Senhor Deus, dai-lhe louvores, + glorificai-o, descendentes de Jacó! * e
respeitai-o, toda a raça de Israel!
9.
SEGUNDA LEITURA (Fl 2,6-11) Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses.
6 Jesus Cristo, existindo
em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, 7 mas ele
esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos
homens. Encontrado com aspecto humano, 8 humilhou-se a si mesmo, fazendo-se
obediente até à morte, e morte de cruz. 9 Por isso, Deus o exaltou acima de
tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome. 10Assim, ao nome de Jesus,
todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, 11e toda língua
proclame: “Jesus Cristo é o Senhor”, para a glória de Deus Pai.
- Palavra do Senhor. T. Graças a Deus.
10.
ACLAMAÇÃO (Fl 2,8-9)
Glória e louvor a vós, ó Cristo! Jesus Cristo
se tornou obediente, / obediente até a morte numa cruz. / Pelo que o Senhor
Deus o exaltou, / e deu-lhe um nome muito acima de outro nome.
11.
EVANGELHO (Mt 26,14-27,66)
P. (Padre): Paixão de
nosso Senhor Jesus Cristo segundo Mateus. (Não se diz: “Glória a vós, Senhor”)
L1. (Leitor 1): Naquele
tempo, 14um dos doze discípulos, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os sumos
sacerdotes 15e disse: 3 L2 (Leitor 2): “O que me dareis se vos entregar Jesus?”
L1. Combinaram, então, trinta moedas de prata. 16E daí em diante, Judas
procurava uma oportunidade para entregar Jesus. 17No primeiro dia da festa dos ázimos,
os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: Gr. (Grupo): “Onde queres
que façamos os preparativos para comer a Páscoa?” L1. 18Jesus respondeu: P.
“Ide à cidade, procurai certo homem e dizei-lhe: ‘O mestre manda dizer: o meu
tempo está próximo, vou celebrar a Páscoa em tua casa, junto com meus
discípulos’”. L1. 19Os discípulos fizeram como Jesus mandou e prepararam a
Páscoa. 20Ao cair da tarde, Jesus pôs-se à mesa com os doze discípulos.
21Enquanto comiam, Jesus disse: P. “Em verdade eu vos digo, um de vós vai me
trair”. L1. 22Eles ficaram muito tristes e, um por um, começaram a lhe
perguntar: L2. “Senhor, será que sou eu?” L1. 23Jesus respondeu: P. “Quem vai
me trair é aquele que comigo põe a mão no prato. 24O Filho do Homem vai morrer,
conforme diz a Escritura a respeito dele. Contudo, ai daquele que trair o Filho
do Homem! Seria melhor que nunca tivesse nascido!” L1. 25Então Judas, o
traidor, perguntou: L2. “Mestre, serei eu?” L1. Jesus lhe respondeu: P. “Tu o
dizes”. L1. 26Enquanto comiam, Jesus tomou um pão e, tendo pronunciado a
bênção, partiu-o, distribuiu-o aos discípulos, e disse: P. “Tomai e comei, isto
é o meu corpo”. L1. 27Em seguida, tomou um cálice, deu graças e entregou-lhes,
dizendo: P. “Bebei dele todos. 28Pois isto é o meu sangue, o sangue da aliança,
que é derramado em favor de muitos, para remissão dos pecados. 29Eu vos digo:
de hoje em diante não beberei deste fruto da videira, até ao dia em que,
convosco, beberei o vinho novo no Reino do meu Pai”. L1. 30Depois de terem cantado
salmos, foram para o monte das Oliveiras. 31Então Jesus disse aos discípulos:
P. “Esta noite, vós ficareis decepcionados por minha causa. Pois assim diz a
Escritura: ‘Ferirei o pastor e as ovelhas do rebanho se dispersarão’. 32Mas,
depois de ressuscitar, eu irei à vossa frente para a Galiléia”. L1. 33Disse
Pedro a Jesus: L2. “Ainda que todos fiquem decepcionados por tua causa, eu
jamais ficarei”. L1. 34Jesus lhe declarou: P. “Em verdade eu te digo, que, esta
noite, antes que o galo cante, tu me negarás três vezes”. L1. 35Pedro
respondeu: L2. “Ainda que eu tenha de morrer contigo, mesmo assim não te
negarei”. L1. E todos os discípulos disseram a mesma coisa. 36Então Jesus foi
com eles a um lugar chamado Getsêmani, e disse: P. “Sentai-vos aqui, enquanto
eu vou até ali para rezar!” L1. 37Jesus levou consigo Pedro e os dois filhos de
Zebedeu, e começou a ficar triste e angustiado. 38Então Jesus lhes disse: P.
“Minha alma está triste até a morte. Ficai aqui e vigiai comigo!” L1. 39Jesus
foi um pouco mais adiante, prostrou-se com o rosto por terra e rezou: P. “Meu
Pai, se é possível, afaste-se de mim este cálice. Contudo, não seja feito como
eu quero, mas sim como tu queres”. L1. 40Voltando para junto dos discípulos,
Jesus encontrou-os dormindo, e disse a Pedro: P. “Vós não fostes capazes de
fazer uma hora de vigília comigo? 41Vigiai e rezai, para não cairdes em
tentação; pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca”. L1. 42Jesus se
afastou pela segunda vez e rezou: P. “Meu Pai, se este cálice não pode passar sem
que eu o beba, seja feita a tua vontade!” L1. 43Ele voltou de novo e encontrou
os discípulos dormindo, porque seus olhos estavam pesados de sono.
44Deixando-os, Jesus afastou-se e rezou pela terceira vez, repetindo as mesmas
palavras. 45Então voltou para junto dos discípulos e disse: P. “Agora podeis
dormir e descansar. Eis que chegou a hora e o Filho do Homem é entregue nas
mãos dos pecadores. 46Levantai-vos! Vamos! Aquele que me vai trair, já está
chegando”. L1. 47Jesus ainda falava, quando veio Judas, um dos doze, com uma
grande multidão armada de espadas e paus. Vinham a mandado dos sumos sacerdotes
e dos anciãos do povo. 48O traidor tinha combinado com eles um sinal, dizendo:
L2. “Jesus é aquele que eu beijar; prendei-o!” L1. 49Judas, logo se aproximou
de Jesus, dizendo: L2. “Salve, Mestre!” L1. E beijou-o. 50Jesus lhe disse: P.
“Amigo, a que vieste?” L1. Então os outros avançaram, lançaram as mãos sobre
Jesus e o prenderam. 51Nesse momento, um dos que estavam com Jesus estendeu a
mão, puxou a espada, e feriu o servo do Sumo Sacerdote, cortando-lhe a orelha.
52Jesus, porém, lhe disse: P. “Guarda a espada na bainha! Pois todos os que
usam a espada, pela espada morrerão. 53Ou pensas que eu não poderia recorrer ao
meu Pai e ele me mandaria logo mais de doze legiões de anjos? 54Então, como se
cumpririam as Escrituras, que dizem que isso deve acontecer?” L1. 55E, naquela
hora, Jesus disse à multidão: P. “Vós viestes com espadas e paus para me
prender, como se eu fosse um assaltante. Todos os dias, no Templo, eu me
sentava para ensinar, e vós não me prendestes”. L1. 56Porém, tudo isto
aconteceu para se cumprir o que os profetas escreveram. Então todos os
discípulos, abandonando Jesus, fugiram. 57Aqueles que prenderam Jesus
levaram-no à casa do Sumo Sacerdote Caifás, onde es- 4 tavam reunidos os
mestres da Lei e os anciãos. 58Pedro seguiu Jesus de longe até o pátio interno
da casa do Sumo Sacerdote. Entrou e sentou-se com os guardas para ver como
terminaria tudo aquilo. 59Ora, os sumos sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam
um falso testemunho contra Jesus, a fim de condená-lo à morte. 60E nada
encontraram, embora se apresentassem muitas falsas testemunhas. Por fim, vieram
duas testemunhas, 61que afirmaram: Gr. “Este homem declarou: ‘posso destruir o
templo de Deus e construí-lo de novo em três dias ’”. L1. 62Então o Sumo
Sacerdote levantou-se e perguntou a Jesus: L2. “Nada tens a responder ao que
estes testemunham contra ti?” L1. 63Jesus, porém, continuava calado. E o Sumo
Sacerdote lhe disse: L2. “Eu te conjuro pelo Deus vivo que nos digas se tu és o
Messias, o Filho de Deus. ” L1. 64Jesus respondeu: P. “Tu o dizes. Além disso,
eu vos digo que de agora em diante vereis o Filho do Homem sentado à direita do
Todo-poderoso, vindo sobre as nuvens do céu”. L1. 65Então o Sumo Sacerdote
rasgou suas vestes e disse: L2. “Blasfemou! Que necessidade temos ainda de
testemunhas? Pois agora mesmo vós ouvistes a blasfêmia. 66Que vos parece?” L1.
Responderam: Gr. “É réu de morte!” L1. 67Então cuspiram no rosto de Jesus e o
esbofetearam. Outros lhe deram bordoadas, 68dizendo: Gr. “Faze-nos uma
profecia, Cristo, quem foi que te bateu?” L1. 69Pedro estava sentado fora, no
pátio. Uma criada chegou perto dele e disse: L2. “Tu também estavas com Jesus,
o Galileu!” L1. 70Mas ele negou diante de todos: L2. “Não sei o que tu estás
dizendo”. L1. 71E saiu para a entrada do pátio. Então uma outra criada viu
Pedro e disse aos que estavam ali: L2. “Este também estava com Jesus, o
Nazareno”. L1. 72Pedro negou outra vez, jurando: L2. “Nem conheço esse homem!”
L1. 73 Pouco depois, os que estavam ali aproximaram-se de Pedro e disseram: Gr.
“É claro que tu também és um deles, pois o teu modo de falar te denuncia.” L1.
74Pedro começou a maldizer e a jurar, dizendo que não conhecia esse homem! E
nesse instante o galo cantou. 75Pedro se lembrou do que Jesus tinha dito:
“Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes”. E saindo dali, chorou
amargamente. 27,1De manhã cedo, todos os sumos sacerdotes e os anciãos do povo
convocaram um conselho contra Jesus, para condená-lo à morte. 2 Eles o
amarraram, levaram-no e o entregaram a Pilatos, o governador. 3 Então Judas, o
traidor, ao ver que Jesus fora condenado, ficou arrependido e foi devolver as
trinta moedas de prata aos sumos sacerdotes e aos anciãos, 4 dizendo: L2.
“Pequei, entregando à morte um homem inocente”. L1. Eles responderam: Gr. “O
que temos nós com isso? O problema é teu”. L1. 5 Judas jogou as moedas no
santuário, saiu e foi se enforcar. 6 Recolhendo as moedas, os sumos sacerdotes
disseram: Gr. “É contra a lei colocá-las no tesouro do Templo, porque é preço
de sangue”. L1. 7 Então discutiram em conselho e compraram com elas o Campo do
Oleiro, para aí fazer o cemitério dos estrangeiros. 8 É por isso que aquele
campo até hoje é chamado de “Campo de Sangue”. 9 Assim se cumpriu o que tinha
dito o profeta Jeremias: “Eles pegaram as trinta moedas de prata – preço do
Precioso, preço com que os filhos de Israel o avaliaram – 10e as deram em troca
do Campo do Oleiro, conforme o Senhor me ordenou!” 11Jesus foi posto diante do
governador, e este o interrogou: L2. “Tu és o rei dos judeus?” L1. Jesus
declarou: P. “É como dizes”, L1. 12e nada respondeu, quando foi acusado pelos
sumos sacerdotes e anciãos. 13Então Pilatos perguntou: L2. “Não estás ouvindo
de quanta coisa eles te acusam?” L1. 14Mas Jesus não respondeu uma só palavra,
e o governador ficou muito impressionado. 15Na festa da Páscoa, o governador
costumava soltar o prisioneiro que a multidão quisesse. 16Naquela ocasião,
tinham um prisioneiro famoso, chamado Barrabás. 17Então Pilatos perguntou à
multidão reunida: L2. “Quem vós quereis que eu solte: Barrabás, ou Jesus, a
quem chamam de Cristo?” L1. 18Pilatos bem sabia que eles haviam entregado Jesus
por inveja. 19Enquanto Pilatos estava sentado no tribunal, sua mulher mandou
dizer a ele: L2. “Não te envolvas com esse justo! Porque esta noite, em sonho,
sofri muito por causa dele”. L1. 20Porém, os sumos sacerdotes e os anciãos
convenceram as multidões para que pedissem Barrabás e que fizessem Jesus
morrer. 21O governador tornou a perguntar: L2.“Qual dos dois quereis que eu
solte?” L1. Eles gritaram: Gr. “Barrabás”. L1. 22Pilatos perguntou: L2. “Que
farei com Jesus, que chamam de Cristo?” L1. Todos gritaram: Gr. “Seja
crucificado!” L1. 23Pilatos falou: L2. “Mas, que mal ele fez?” L1. Eles, porém,
gritaram com mais força: Gr. “Seja crucificado!” L1. 24Pilatos viu que nada
conseguia e que poderia haver uma revolta. Então mandou trazer água, lavou as
mãos diante da multidão, e disse: L2. “Eu não sou responsável pelo sangue deste
homem. Este é um problema vosso!” 5 L1. 25O povo todo respondeu: Gr. “Que o
sangue dele caia sobre nós e sobre os nossos filhos”. L1. 26Então Pilatos
soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus, e entregou-o para ser crucificado. 27Em
seguida, os soldados de Pilatos levaram Jesus ao palácio do governador, e
reuniram toda a tropa em volta dele. 28Tiraram sua roupa e o vestiram com um
manto vermelho; 29depois teceram uma coroa de espinhos, puseram a coroa em sua
cabeça, e uma vara em sua mão direita. Então se ajoelharam diante de Jesus e
zombaram, dizendo: Gr. “Salve, rei dos judeus!” L1. 30Cuspiram nele e, pegando
uma vara, bateram na sua cabeça. 31Depois de zombar dele, tiraram-lhe o manto
vermelho e, de novo, o vestiram com suas próprias roupas. Daí o levaram para
crucificar. 32Quando saíam, encontraram um homem chamado Simão, da cidade de
Cirene, e o obrigaram a carregar a cruz de Jesus. 33E chegaram a um lugar
chamado Gólgota, que quer dizer “lugar da caveira”. 34Ali deram vinho misturado
com fel para Jesus beber. Ele provou, mas não quis beber. 35Depois de o
crucificarem, fizeram um sorteio, repartindo entre si as suas vestes. 36E
ficaram ali sentados, montando guarda. 37Acima da cabeça de Jesus puseram o
motivo da sua condenação: “Este é Jesus, o Rei dos Judeus”. 38Com ele também
crucificaram dois ladrões, um à direita e outro à esquerda de Jesus. 39As
pessoas que passavam por ali o insultavam, balançando a cabeça e dizendo: Gr.
40“Tu que ias destruir o Templo e construí-lo de novo em três dias, salva-te a
ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da cruz!” L1. 41Do mesmo modo, os sumos
sacerdotes, junto com os mestres da lei e os anciãos, também zombaram de Jesus:
Gr. 42“A outros salvou... a si mesmo não pode salvar! É Rei de Israel... Desça
agora da cruz! E acreditaremos nele. 43Confiou em Deus; que o livre agora, se é
que Deus o ama! Já que ele disse: Eu sou o Filho de Deus.” L1. 44Do mesmo modo,
também os dois ladrões que foram crucificados com Jesus, o insultavam. 45Desde
o meio-dia até às três horas da tarde, houve escuridão sobre toda a terra.
46Pelas três horas da tarde, Jesus deu um forte grito: P. “Eli, Eli, lamá
sabactâni?” L1. que quer dizer: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”
47Alguns dos que ali estavam, ouvindo-o, disseram: Gr. “Ele está chamando
Elias!” L1. 48E logo um deles, correndo, pegou uma esponja, ensopou-a em
vinagre, colocou-a na ponta de uma vara, e lhe deu para beber. 49Outros, porém,
disseram: Gr. “Deixa, vamos ver se Elias vem salvá-lo!” L1. 50Então Jesus deu outra
vez um forte grito e entregou o espírito. (todos se ajoelham um instante) L1.
51E eis que a cortina do santuário rasgou-se de alto a baixo, em duas partes, a
terra tremeu e as pedras se partiram. 52Os túmulos se abriram e muitos corpos
dos santos falecidos ressuscitaram! 53Saindo dos túmulos, depois da
ressurreição de Jesus, apareceram na Cidade Santa e foram vistos por muitas
pessoas. 54O oficial e os soldados que estavam com ele guardando Jesus, ao
notarem o terremoto e tudo que havia acontecido, ficaram com muito medo e
disseram: “Ele era mesmo Filho de Deus!” 55Grande número de mulheres estava
ali, olhando de longe. Elas haviam acompanhado Jesus desde a Galiléia,
prestando-lhe serviços. 56Entre elas estavam Maria Madalena, Maria, mãe de
Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu. 57Ao entardecer, veio um homem
rico de Arimateia, chamado José, que também se tornara discípulo de Jesus.
58Ele foi procurar Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Então Pilatos mandou que
lhe entregassem o corpo. 59José, tomando o corpo, envolveu-o num lençol limpo,
60e o colocou em um túmulo novo, que havia mandado escavar na rocha. Em
seguida, rolou uma grande pedra para fechar a entrada do túmulo, e retirou-se.
61Maria Madalena e a outra Maria estavam ali sentadas, diante do sepulcro. 62No
dia seguinte, como era o dia depois da preparação para o sábado, os sumos
sacerdotes e os fariseus foram ter com Pilatos, 63e disseram: Gr. “Senhor, nós
nos lembramos de que quando este impostor ainda estava vivo, disse: ‘Depois de
três dias eu ressuscitarei!’ 64Portanto, manda guardar o sepulcro até ao
terceiro dia, para não acontecer que os discípulos venham roubar o corpo e
digam ao povo: ‘Ele ressuscitou dos mortos!’ pois essa última impostura seria
pior do que a primeira. ” L1. 65Pilatos respondeu: L2. “Tendes uma guarda. Ide
e guardai o sepulcro como melhor vos parecer.” L1. 66Então eles foram reforçar
a segurança do sepulcro: lacraram a pedra e montaram guarda.
P. Palavra da salvação. T. Glória a vós, Senhor
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